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Introdução O conflito se instala quando há divergência de ideias, quando o papel do desempenhar choca-se com os princípios de outras pessoas, os conflitos fazem parte da condição humana (Galo, 2003, citado por Ferreira s.d). O trabalho tem como objectivo A estrutura deste trabalho contempla cinco partes, a primeira referente a revisão da literatura, a segunda referente apresentação do estudo de caso, a terceira concernente ao diagnóstico do caso, o quarto referente análise do conflito e por fim as referências bibliográficas. Base teórica É importante fazer o diagnóstico do conflito pois ajuda auxilia na identificação das causas do conflito, permite identificar os que estão envolvidos no conflito, a dinâmica do conflito, e com base nas informações obtidas, o diagnóstico permite o desenvolvimento de estratégias de resolução. E a realização da análise do conflito é importante pois permite compreender vários aspectos que giram em torno do conflito, permite identificar as posições tomadas, avaliar os impactos causados pelo conflito, medindo o nível em que este afecta as partes e as respectivas áreas afectadas, e a análise do conflito orienta a forma de resolução do conflito, referente a escolha dos métodos de intervenção e o modo de preparar a negociação. Apresentação do conflito (estudo de caso) Os docentes do Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane, localizado na cidade de Inhambane, estão a realizar uma greve desde a última segunda-feira, exigindo o pagamento de horas extras referentes aos anos de 2023 e 2024. É a segunda vez que os professores tomam essa medida, tendo a primeira ocorrido em abril de 2024, após a constatação de que o pagamento das horas extras prometido pelas autoridades ainda não foi cumprido. A greve, que já dura três dias, tem causado uma grande inquietação, tanto entre os docentes quanto entre os estudantes, que se encontram prejudicados pela falta de aulas. Para os professores, a paralisação é uma forma de reivindicar os seus direitos, após anos de promessas não cumpridas e atrasos nos pagamentos que, segundo eles, têm sido constantes. A situação gerou uma grande tensão, com os docentes a afirmarem que não se sentem valorizados pelo Governo, que, de acordo com eles, não cumpre com os compromissos assumidos. Em entrevista ao “O País”, os docentes revelaram o desgaste e a frustração acumulada ao longo dos últimos meses. Otélia, uma das professoras com mais de 10 anos de experiência na instituição, disse que a paralisação é uma medida extrema, mas necessária. “Estamos a trabalhar para o Estado, dedicamos as nossas vidas a formar as futuras gerações, mas, no final, somos tratados com total desrespeito. Não estamos a pedir favores, estamos a exigir aquilo que é nosso por direito. A nossa paciência esgotou-se.” Ela explicou ainda que as promessas de pagamento de horas extras feitas pelas autoridades não têm sido cumpridas, o que tem gerado um clima de desconfiança entre os docentes. Comentou sobre o impacto financeiro que a falta de pagamento das horas extras tem nas famílias dos professores, que são obrigados a realizar horas de trabalho além da carga horária regular para suprir as necessidades financeiras. Nuno, outro professor daquele instituto, também expressou a sua indignação e comentou as disparidades nos cálculos apresentados pelas autoridades de finanças em relação às horas trabalhadas. De acordo com ele, os valores apresentados como os que serão pagos não reflectem o tempo de trabalho realizado, uma situação que está a gerar ainda mais frustração entre os docentes. “Os cálculos apresentados pelas autoridades das finanças não batem com a realidade no terreno. O que nos foi prometido inicialmente não corresponde àquilo que merecemos pelo nosso esforço. O Estado falhou connosco mais uma vez”, afirmou Maria. Enquanto a greve continua, os estudantes do Instituto Eduardo Mondlane sentem-se cada vez mais prejudicados. O adiamento das aulas e a falta de esclarecimentos por parte da direcção do instituto têm afectado o desempenho escolar de muitos alunos, que agora enfrentam a possibilidade de ver os seus estudos comprometidos. Dinamarcia, uma estudante do terceiro ano, explicou o impacto da greve na sua preparação para os exames. “Estamos a ficar sem tempo para estudar, e a suspensão das aulas já está a afectar o nosso desempenho. Estamos numa altura crítica, e perder mais dias de aula pode ser um desastre para o nosso futuro”, disse Dinamarcia, visivelmente preocupada. O seu colega Orvelho, que frequenta o segundo ano de Contabilidade, partilha das mesmas preocupações. “É frustrante ver o nosso futuro ser colocado em risco por algo que não depende de nós. Queremos estudar, queremos aprender, mas estamos a ser prejudicados por uma questão que está além do nosso controlo”, afirmou. Estudantes como Orvelho e Dinamarcia têm demonstrado um crescente desespero, pois as aulas perdidas podem prejudicar não só o seu desempenho nos exames, mas também a sua formação académica, que é essencial para o seu futuro profissional. O impacto desta paralisação não é apenas no presente, mas também pode influenciar as oportunidades dos alunos no mercado de trabalho no futuro. O “O País” tentou, sem sucesso, contactar a direcção do Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane para obter uma resposta oficial sobre a paralisação. Até ao encerramento da reportagem, a direcção manteve-se em silêncio, sem se pronunciar sobre a situação. Esta falta de comunicação tem agravado a tensão entre os professores e a gestão do instituto, e a incerteza sobre o futuro das aulas continua a aumentar. A greve no Instituto Eduardo Mondlane é apenas um reflexo de um problema mais amplo que afecta a educação em Moçambique: docentes que exigem os seus direitos, estudantes que temem pelo seu futuro e um Governo que, apesar de prometer soluções, ainda não conseguiu resolver a situação. Diagnóstico do conflito com base no modelo da natureza das diferenças ●Factos: - os docentes do Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane, localizado na cidade de Inhambane estão em greve, exigindo o pagamento de horas extras. - é a segunda vez que os docentes tomam essa medida, tendo a primeira ocorrido em Abril de 2024; - houve promessas de pagamento das horas extras pelas autoridades, porem constatou-se o não cumprimento. - a greve tem causado uma grande uma inquietação tanto entre os docentes quanto entre os estudantes, que se encontram prejudicados pela falta de aulas; - há um sentimento de desvalorização dos docentes pelo governo; - verificam-se disparidades nos cálculos apresentados pelas autoridades de finanças em relação às horas extras, segundo Nuno, docente do instituto, os valores apresentados como os que serão pagos não reflectem o tempo do trabalho realizado, o gera mais frustrações entre is docentes; - Verifica-se uma falta de comunicação, o que tem agravado a tensão entre os professores e a gestão do instituto. ●Método: Os docentes adoptaram a realização de uma greve e paralisação das actividades, bem como declarações púbicas expressando os seus sentimentos, frustrações e reclamações. O governo por sua vez, opta pelo silêncio e omissão, reflectidos na falta de comunicação e ausência de posicionamento oficial. ●Valores: Por parte dos docentes o valores que são colocados em causa são: a remuneração justa, o respeito, a confiança e a valorização profissional. Por parte do governo, transparência e responsabilidade na gestão da Instituição. ●Informação: O governo juntamente com a direcção do instituto não comunicaram os motivos do não pagamento das horas extras prometido e nem apresentaram previsão do período em que o valor será pago, e nem houve esclarecimento sobre o valor a ser pago a fim de verificar se ele reflecte o tempo de trabalho realizado. ●Objectivo: Com a realização da greve, os docentes têm como objectivo receber o pagamento referente às horas extras referentes aos anos de 2023 e 2024. ●Factores que justificam o conflito: O factor que justifica o conflito é o factor informacional, pois o silêncioe a falta de clareza nas informações prestadas, é desencadearam o conflito. ●Papel de cada um na organização: Os docentes são responsáveis ensinar aos estudantes de acordo com as áreas especificas, participar em projectos e pesquisas. E o governo e responsável pela monitoria das actividades do instituto, com a finalidade de garantir uma educação de qualidade e financiamento. Análise do conflito à luz do modelo de resolução criativa do problema Definição das partes: 1.Docentes 2. Governo Definição do problema: O não pagamento de horas extras referentes aos anos de 2023 e 2024. Questões que giram em volta do problema (factos) Objectivos Prováveis cenários: Melhor: O governo, a direcção do instituto e os docentes reunirem-se para a resolução do conflito, esclarecendo todos as questões levantadas durante o conflito, firmarem um acordo e as aulas retomarem Pior: Tanto os docentes quanto a direcção do instituto mantem a situação, não esclarecem nenhum assunto, aumentando assim a frustração dos docentes e a greve prolongar-se. Mais provável: Diante das posições tomadas e dos comportamentos observáveis, o cenário mais provável é o pior.