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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 1: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: ADMINISTRATIVA 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
 O planejamento estratégico, metodologia de planejamento gerencial de longo prazo, tem como 
principal finalidade estabelecer a direção a ser seguida pela organização. Esse tipo de planejamento compreende 
o processo de formulação de estratégias a serem utilizadas para se direcionar e se fortalecer o desempenho da 
organização. Nesse processo, define-se ou revisa-se a missão da organização, sua visão de futuro, seus valores e 
seus objetivos estratégicos, ou seja, formula-se a estratégia. O planejamento estratégico contribui para garantir 
maior eficiência e efetividade nas ações da organização. 
 A missão é uma declaração dos compromissos da organização. Na missão, define-se o negócio 
da instituição e indicam-se, de forma clara e sucinta, os objetivos da instituição. A missão de uma organização, 
privada ou pública, deve expressar com clareza a razão da existência dessa instituição. Na visão, definem-se os 
objetivos da organização a longo prazo e propicia-se a criação de um clima de envolvimento e comprometimento 
dos colaboradores com o futuro da organização. Os valores dizem respeito às virtudes desejáveis ou 
características básicas positivas que os responsáveis pela instituição querem preservar, adquirir ou incentivar e 
constituem fonte de inspiração no ambiente de trabalho. Valores são princípios, crenças, normas e padrões que 
orientam o comportamento e a atuação da organização e que devem ser internalizados e incorporados por toda a 
equipe. 
 Os objetivos estratégicos devem expressar o resultado que se pretende alcançar, o que é 
essencial para o cumprimento da missão e o alcance da visão; são alvos prioritários e convergentes para a 
organização e encontram-se atrelados às questões estratégicas e à visão de futuro organizacional. 
 Apesar da grande importância do envolvimento da alta cúpula do órgão em todas as fases do 
planejamento, é de suma importância que haja o compartilhamento e o envolvimento de todos os servidores no 
plano estratégico. As falhas estão centralizadas, essencialmente, na falta de disseminação do plano e do 
envolvimento coletivo. As equipes de trabalho precisam estar cientes do significado de todos os elementos que 
compõem o plano bem como da forma como as atividades e os processos contribuem para o alcance dos 
objetivos estratégicos da organização. As possíveis ações a serem adotadas para que a estratégia seja alcançada 
incluem a disseminação e o envolvimento de toda a equipe na execução do plano em questão. 
 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 2: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: ADMINISTRATIVA 
ESPECIALIDADE: CONTABILIDADE 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
• Introdução 
• Conceito de provisão: passivo de vencimento ou valor incerto. 
• Conceito de passivo contingente: obrigação presente que surge de eventos passados e cuja 
existência será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos, não 
totalmente sob controle da entidade, ou obrigação presente que surge de eventos passados, mas que 
não é reconhecida como uma obrigação porque não é provável o desembolso para quitar a obrigação 
ou o valor da obrigação não pode ser confiavelmente mensurado. 
 
• Estudo de mérito 
• Enquadramento do caso: provisão ou passivo contingente: passivo contingente – evidenciação em 
notas explicativas. Como a indenização é menos que provável de acontecer, embora não seja 
remota, caracteriza-se como um passivo contingente, que deverá ser apenas evidenciado nas notas 
explicativas da Cia. Beta. 
• Reconhecimento, ou não, de provisão e passivo contingente: Provisão – reconhecida no balanço 
patrimonial como passivo exigível, pela melhor estimativa, com contrapartida em despesas. Passivo 
contingente – não reconhecido no balanço patrimonial. 
• Evidenciação, ou não, de provisão e passivo contingente: Provisão – evidenciada nas notas 
explicativas, com detalhamento para cada classe de provisão. Passivo contingente – evidenciada nas 
notas explicativas, uma breve descrição da natureza e uma estimativa de seu efeito, quando possível. 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 3: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: ARQUITETURA 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
O processo de restauração da Igreja Matriz de Pirenópolis está de acordo com as ideias defendidas por 
Cesare Brandi, já que a intervenção feita na igreja restabeleceu a unidade potencial do edifício sem criar um falso 
artístico ou um falso histórico, sem cancelar nenhum traço da passagem da obra de arte no tempo. Não foram 
feitas réplicas; foram, sim, deixadas as marcas dos antigos altares barrocos destruídos pelo fogo. 
A comunidade local certamente foi a maior responsável pela defesa de seu patrimônio histórico e de sua 
cultura. Esse cuidado vai ao encontro da necessidade de uma gestão democrática da cidade, preconizada pelo 
Estatuto da Cidade, que confirma o poder do município sobre as suas questões administrativas. No Estatuto da 
Cidade, a participação da população está garantida por meio de audiências e consultas públicas. As Normas de 
Quito, por sua vez, defendem a colaboração múltipla e espontânea da população local, principalmente em se 
tratando de pequenas comunidades como é o caso de Pirenópolis. Dessa forma, foi importante ter sido dada voz à 
comunidade de Pirenópolis, que clamou pelo resgate de seu maior patrimônio, contrariando, assim, o discurso 
purista e anti-intervencionista de John Ruskin. 
Comparando-se as figuras C e F, em que são vistos os remanescentes dos altares destruídos pelo fogo, é 
possível inferir que Viollet-le-Duc, certamente, defenderia a construção de réplicas para a recomposição do interior 
da igreja, já que, para ele, a restauração deveria tornar o bem ainda melhor do que o original. A intervenção 
poderia contar com técnicas ainda mais sofisticadas do que aquelas usadas quando da construção do edifício. No 
caso em questão, verifica-se que o interior da Igreja Matriz de Pirenópolis está hoje mais empobrecido pela falta 
do arco cruzeiro original e dos altares barrocos. 
Além de mencionar a excepcionalidade da operação de restauro, a Carta de Atenas chama a atenção para 
a necessidade de deixar bem evidente a separação entre os materiais antigos e os novos, para que não seja 
cometido o “falso histórico” a que se refere Cesare Brandi. 
O candidato deverá se posicionar a respeito do caso em questão com base nas ideias apresentadas pelos 
autores citados no texto motivador. 
 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 4: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: ENFERMAGEM 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
Os rótulos descritos no caso clínico apresentado são: nutrição desequilibrada — menor que as 
necessidades corporais; fadiga ou intolerância à atividade; hipertermia; e padrão respiratório ineficaz ou troca de 
gases prejudicada ou desobstrução ineficaz de vias aéreas. 
 
Em caso de nutrição desequilibrada — menor que as necessidades corporais, as evidências clínicas são: 
interesse insuficiente pelos alimentos (falta de apetite), peso do corpo 25% abaixo doideal (peso ideal de 75 kg) 
e mucosas pálidas. Nesse caso, deve-se estar atento para a condição nutricional do paciente e investigar os 
recursos disponíveis e usuais de alimentação do doente; avaliar o peso a cada consulta; orientar a fazer pequenas 
e frequentes refeições; se necessário, estabelecer parcerias para obtenção de recursos, tais como, cesta básica 
e vale refeição. 
 
A fadiga ou intolerância à atividade é clinicamente evidenciada por cansaço, energia insuficiente e letargia. 
Nesse caso, são ações e intervenções a serem adotadas: identificar melhor os fatores 
causadores/desencadeantes (orientar o paciente a realizar os exames necessários para a confirmação da doença; 
avaliar as limitações atuais), planejar atividades para evitar esforço excessivo, focando na tolerância às atividades 
crescentes, monitorando as respostas; orientar quanto ao uso dos medicamentos (caso seja necessário iniciar o 
tratamento para tuberculose). 
 
Na hipertermia, as principais evidências clínicas são taquipneia, taquicardia e temperatura corporal axilar 
elevada (acima do normal). O profissional deverá monitorar os sinais vitais do paciente (ênfase na temperatura); 
aplicar medidas para a redução da temperatura (administrar antitérmico prescrito, deixar o paciente em repouso, 
em ambiente fresco, retirar agasalhos se aplicado e repor líquidos); orientar paciente e familiares para o controle 
domiciliar da temperatura e das medidas adequadas. 
 
Em caso de padrão respiratório ineficaz ou troca de gases prejudicada ou desobstrução ineficaz de vias 
aéreas, são evidências clínicas: dispneia, padrão respiratório anormal (alterações na ausculta pulmonar), tosse e 
taquipneia. Entre as ações e intervenções a serem adotadas, incluem-se: providenciar a realização dos 
exames/consultas necessárias para a definição do diagnóstico de tuberculose, por ser sintomático respiratório 
(realização de exames como coleta de escarro para a baciloscopia, prova tuberculínica, raios X e exames 
laboratoriais de sangue); orientar o paciente quanto às medidas de etiqueta respiratória (uso do lenço, 
higienização das mãos); avaliar possíveis contatos domiciliares; recomendar o aumento do consumo de líquidos 
a fim de fluidificar as secreções e melhorar a expectoração; orientar o paciente quanto ao posicionamento para a 
drenagem de secreções e exercícios respiratórios. 
 
Referências: 
 
NANDA. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2015-2017/NANDA 
International; tradução Regina Machado Garcez. Porto Alegre. Artmed, 2015. p. 157, 229, 415, 373. 
S.C Smeltzer, et al. Brunner/Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro, Guanabara 
Koogan, 2011. p. 568-70. 
L.J Carpenito-Moyet, Manual de Diagnósticos de Enfermagem. Porto Alegre, 11.ª ed. Artmed, 2001. p. 238, 189, 
318, 340. 
M.E Doenges, M.F Moorhouse, A.C Murr. Diagnósticos de Enfermagem: Intervenções, Prioridades, 
Fundamentos. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2009. p. 344, 304, 268, 357. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Apoio à Gestão de Vigilância 
em Saúde. Tratamento diretamente observado (TDO) da tuberculose na atenção básica: protocolo de 
enfermagem/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Apoio à Gestão 
de Vigilância em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. p. 31, 84-7. 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 5: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: ENGENHARIA CIVIL 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
Causas dos problemas verificados: 
 
I A água que sai pelo ladrão, apenas na parte da manhã, deve-se ao fato de o reservatório estar totalmente 
cheio, pois o prédio é público e o pequeno consumo à noite permite enchê-lo totalmente. Quanto ao 
vazamento, a causa provável é um mau funcionamento do registro de boia, o qual pode estar danificado ou 
mal regulado, de modo que não veda totalmente a entrada de água pelo tubo de alimentação, após o total 
enchimento do reservatório. 
II Por se localizarem no último pavimento, os chuveiros do vestiário têm o menor desnível em relação ao 
reservatório, razão por que esse problema não ocorre nos vestiários dos outros andares; no entanto, os 
chuveiros deveriam funcionar perfeitamente, pois, em vestiários, a rede hidráulica deve ser dimensionada 
pelo máximo consumo possível. 
III Uma causa provável para o forte odor de urina que ocorre somente nos banheiros masculinos é a ligação 
direta dos mictórios aos ralos sifonados. 
IV Apesar de ser aceitável tubo de esgoto primário com 75 mm de diâmetro, não pode haver estreitamento de 
tubos de esgoto a jusante da rede, o que provavelmente está causando os constantes entupimentos. 
V Vazamentos são possíveis causas de rompimento do fecho hídrico, mas, como tal problema foi descartado na 
vistoria, outra provável causa é a falta de ventilação nos tubos de saída dos ralos sifonados. 
 
Soluções dos problemas verificados: 
 
I substituir o registro de boia; 
II redimensionar a rede — o que traria transtorno de uma obra com o prédio em funcionamento — ou 
pressurizar os chuveiros; 
III os mictórios devem possuir sifão próprio e ser ligados diretamente ao esgoto primário; 
IV retirar as reduções e manter todo o tubo de queda com 100 mm de diâmetro; 
V providenciar a correta ventilação da rede. 
 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 6: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: ENGENHARIA ELÉTRICA 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
Conceito e aplicação do princípio da superposição 
 
 De acordo com o teorema ou o princípio da superposição, em uma rede com duas ou mais fontes, a 
corrente ou a tensão para qualquer componente é a soma algébrica dos efeitos produzidos por cada fonte que 
esteja atuando independentemente. Ao se utilizar uma fonte de cada vez, todas as outras fontes são removidas do 
circuito. Para se aplicar o princípio da superposição, todos os componentes precisam ser lineares (a corrente é 
proporcional à tensão aplicada, isto é, a tensão e a corrente obedecem à lei de Ohm) e bilaterais (a corrente deve 
ter o mesmo valor nas polaridades opostas da fonte de tensão). O princípio da superposição não pode ser 
utilizado para calcular a potência dissipada em um circuito, já que a dissipação de potência em um resistor varia 
conforme o quadrado da corrente ou da tensão, sendo, portanto, um efeito não linear. 
 
Procedimentos para o cálculo da contribuição da fonte de tensão 
 
 Desligar/anular a fonte de corrente I, nesse caso, ela é substituída por 0 A, que é um circuito aberto; 
calcular a saída (tensão ou corrente), devido à fonte de tensão E, usando a análise nodal ou de malha; calcular a 
contribuição total somando algebricamente todas as contribuições, devido a cada uma das fontes independentes. 
 
Procedimentos para o cálculo da contribuição da fonte de corrente 
 
 Desligar/anular a fonte de tensão E, nesse caso, ela é substituída por 0 V, que é um curto-circuito; calcular 
a saída (tensão ou corrente), devido à fonte de corrente I, usando a análise nodal ou de malha; calcular a 
contribuição total somando algebricamente todas as contribuições, devido a cada uma das fontes independentes. 
 
REFERÊNCIAS 
 
R. Boylestad. Introdução à análise de circuitos. S.Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 231-5. 
M. Gussov. Eletricidade básica. Porto Alegre: Bookman, 2009. p 169-70. 
C. Alexander e M. Sadiku. Fundamentos de circuitos elétricos. Porto Alegre: Bookman, 2003. p.122. 
 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 7: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: MEDICINA DO TRABALHO 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
A situação hipotética demonstra aspectos relacionados ao aproveitamento da capacidade laborativa 
residual de servidor por meio da readaptação profissional. Quando um servidor apresenta incapacidade 
laborativa total, mas temporária, basta a licença médica até a plena recuperação de sua saúde. Entretanto, no 
caso de o trabalhador apresentar incapacidade parcial, é necessário adequar o trabalho às suas características 
morfopsicofisiológicas, de modo a proporcionar-lhe máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. 
Trata-se da aplicação do princípio ergonômico estabelecido na Norma Regulamentadora do Ministério 
 do Trabalho e Emprego n.º 17, que trata de ergonomia. 
Isso pode ser realizado por meio de restrições laborais ou, quando a incapacidade parcial for permanente, 
utilizando-se o remédio administrativo, como no caso em tela, da readaptação profissional, prevista na legislação 
como forma de garantir o direito constitucional ao trabalho para os sequelados, enquadrados ou não, como 
deficientes sob o aspecto legal. 
O insucesso da readaptação profissional do servidor enfermeiro ocorreu porque não foi observado o 
princípio ergonômico. A avaliação ergonômica do posto de trabalho é importante na prevenção de doenças 
ocupacionais e deve considerar as condições de trabalho, que incluem aspectos relacionados ao levantamento, 
transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos, às condições ambientais do posto de 
trabalho e à própria organização do trabalho. 
Considerando-se que o serviço público está inserido no setor produtivo terciário, ou seja, longe do “chão 
de fábrica”, entre os aspectos ergonômicos relacionados ao trabalho que podem levar ao absenteísmo por motivo 
de saúde é muito relevante a organização do trabalho. Ela deve ser bem avaliada, pois vários de seus aspectos, 
como o modo operatório e o conteúdo das tarefas, podem aumentar a carga de trabalho, nas suas dimensões 
físicas, cognitivas e principalmente emocionais, e, consequentemente, levar ao adoecimento do servidor. 
Além dos aspectos ergonômicos relacionados à organização do trabalho, outros fatores podem atuar no 
dimensionamento do estresse laboral, como a autonomia de que o servidor disponha para realizar suas tarefas, o 
suporte social do órgão público, traduzido pelo investimento no campo da saúde do servidor e pelo 
reconhecimento do seu trabalho, que são formas de enfrentamento de elevadas demandas, com menos estresse. 
Assim, quanto maiores a autonomia, o suporte social e o reconhecimento, menos adoecimento dos servidores 
públicos, principalmente nas atividades que reconhecidamente são motivo de reclamação e grande demanda da 
população: saúde, segurança e educação. 
Portanto, não é adequado priorizar a produção em detrimento da saúde do trabalhador, como 
determinaram os membros do PRP, sob pena de, além de desconsiderar a ergonomia e aumentar o absenteísmo 
por motivo de saúde, contrariar os princípios da legalidade, moralidade e eficiência da administração pública. 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 8: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: ODONTOLOGIA 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
 Ao examinar a paciente em questão, é necessário fazer uma anamnese completa, não se 
esquecendo de todos os fatores sistêmicos que podem interferir no quadro clínico apresentado, tais como 
presença ou não de hipertensão, diabetes, osteoporose, quadros depressivos e síndrome de Sjogren. Deve-se 
observar que tipo de medicação está sendo usada e sua potencial interferência na situação apresentada 
clinicamente e, ainda, proceder ao exame físico extrabucal e intrabucal, incluindo-se tecidos moles, dentes e 
periodonto. 
 Se houver necessidade, solicitar exames laboratoriais complementares ou relatório médico das 
condições de saúde geral. Deverão ser solicitados os exames odontológicos complementares: radiografia 
panorâmica e radiografias periapicais de todos os dentes para verificar o grau de envolvimento das estruturas 
ósseas, alterações de inserção periodontal perdas dentárias, posições dentárias alteradas, lesões periapicais e 
outras lesões dento-ósseas. 
 A partir desses exames, será possível levantar as seguintes hipóteses diagnósticas: periodontite 
crônica associada a osteoporose ou ao diabetes melito; hipossalivação associada ao uso de medicamentos, tais 
como antidepressivos e anti-hipertensivos; e hipossalivação associada à doenças reumatológicas, tais como a 
Síndrome de Sjogren. 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 9: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: PSICOLOGIA 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
 O caso em questão suscita que a paciente vivencia um quadro de luto diante da perda recente do marido. 
 A entrevista psicológica inicial deverá possuir, entre outras, características catárticas que deem uma 
conotação de alento e alívio à própria consulta médica. A partir da avaliação do quadro psicológico da paciente, 
assim como da problemática do câncer, o caso faz pensar, prioritariamente, na urgência e relevância da 
estabilização mínima do quadro psicológico, a fim de que outros procedimentos possam ocorrer e o tratamento 
possa ser, de modo geral, benéfico e viabilizador de qualidade de vida para a paciente. Neste sentido, faz-se 
importante a atuação do psicólogo mesmo quando da primeira consulta médica. 
 Diante da escuta do caso, é fundamental que possa ser aberto um espaço de fala para que a paciente 
possa expressar-se acerca de sua existência e sua percepção a respeito do quadro vivenciado, trazendo à tona o 
contexto de sua doença, as implicações disso em sua vida e a própria mitificação do câncer, que o torna, grande 
parte das vezes, irremediável, inquestionável e incurável. 
 Perante a confirmação diagnóstica, faz-se essencial a implicação do psicólogo em viabilizar um ambiente 
acolhedor e proporcionador de vínculo e empatia, em que seja esclarecido à paciente que tudo que lhe disser 
respeito será discutido previamente e que toda conduta médico-terapêutica deverá contar com sua anuência, seja 
o tratamento medicamentoso, quimioterápico, radioterápico etc. 
 As implicações dos procedimentos e do tratamento deverão ser partilhadas e discutidas com a paciente, a 
fim de que esta possa configurar-se como parte atuante e ativa ao longo de todo o processo, pronunciando-se a 
respeito de seus medos, ansiedade, receios, dúvidas, entre outros sentimentos que o caso envolver. Acrescenta-
se a esse aspecto que a família é parte inerente e importante no trabalho. Esta deverá receber orientações sobre 
a problemática do quadro, além de informações pertinentes que possam facilitar e acolher não só suas angústias, 
como as da própria paciente. 
 Para melhor condução do caso, é necessário que toda equipe do hospital esteja envolvida: médicos, 
psicólogos, enfermeiros, entre outros profissionais que estejam participando dos cuidados necessários ao caso. 
Nesse sentido, todas as intervenções, assim como as ações, deverão ser discutidas e as decisões tomadas em 
equipe, considerando o caso específico, o contexto e a posição da paciente e de sua família. 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO10: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: SERVIÇO SOCIAL 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
Tópico I 
 
 Os instrumentais técnico-operativos possibilitam o estabelecimento de uma relação profissional 
com o(a) usuário(a), a partir de uma intencionalidade, considerando-se os parâmetros ético-políticos construídos 
coletivamente pela categoria profissional. De acordo com Magalhães (2003, p. 48), a utilização do instrumental 
pressupõe interações comunicativas que podem ser efetuadas face a face, por meio de entrevista, do grupo, da 
reunião de equipe, da visita domiciliar ou por meio da escrita, com a elaboração de relatórios e laudos. A 
abordagem, os instrumentos e as técnicas utilizadas pressupõem planejamento e avaliação sistemática, e 
relacionam-se diretamente com os objetivos previamente estabelecidos, com os destinatários das ações e com as 
características das instituições e dos profissionais. 
 Entre os instrumentos técnico-operativos incluem-se a entrevista e a visita domiciliar. A entrevista, 
que pode ser livre, dirigida ou semidirigida, exige postura e escuta atentas e compreensivas, a partir da concepção 
do(a) usuário(a) como um sujeito de direitos. O(a) profissional deve conduzir a verbalização do(a) usuário(a) para 
os objetivos da intervenção, retomando o eixo da entrevista quando ocorrer fuga do tema ou repetição. Também 
deve estimular as reflexões e evitar atitudes de aconselhamento e censura. 
 A entrevista livre/não estruturada privilegia o diálogo aberto e tem como ponto de partida e 
interação o tema apresentado pelo(a) entrevistado(a). Na entrevista dirigida/estruturada, o(a) entrevistador(a) 
conduz a conversa a partir de um objetivo específico, podendo utilizar, para obter determinadas informações, 
formulários/roteiros, que são preenchidos, geralmente, em conformidade com padrões já definidos no âmbito de 
programas ou de serviços. Na entrevista semidirigida/semiestruturada, o(a) entrevistador(a) busca o equilíbrio 
entre a entrevista livre/não estruturada e a dirigida/estruturada, podendo, para tanto, utilizar roteiros ou 
estabelecer diálogo aberto com os(as) entrevistados(as). Nesse tipo de entrevista, o(a) usuário(a) é estimulado a 
falar livremente, no entanto o(a) profissional direciona essa fala para os objetivos da entrevista. Em todas essas 
entrevistas, a abordagem pode ser realizada de forma individual ou conjunta, ou seja, com famílias e grupos de 
indivíduos que, de forma direta ou indireta, se relacionam entre si. 
 A visita domiciliar deve ser utilizada a partir da análise da situação social em que o(a) profissional 
vai atuar, cabendo a ele(ela) escolher, entre os diferentes instrumentos técnicos disponibilizados para sua 
atuação, o que será mais efetivo para a obtenção do resultado pretendido. Esse tipo de visita permite que o(a) 
profissional realize a interação das particularidades do contexto sociocultural com as relações sociais do(a) 
usuário(a). A visita deve ser realizada na residência dos sujeitos envolvidos na situação, visto que seus objetivos 
incluem complementar dados que, geralmente, escapam às entrevistas nos locais de trabalho e observar as 
relações sociais no ambiente de convivência do(a) usuário(a) e seu modo de vida. As características da visita 
domiciliar incluem o fato de esse tipo de intervenção necessitar de outros instrumentos, como a observação e a 
entrevista, e gerar outros documentos, como o relatório de visita, fundamentais para o conhecimento da realidade 
em questão. 
 Os referidos instrumentos são criados e recriados de acordo com os objetivos e com as exigências 
da ação profissional. Ao recorrer à visita domiciliar, o(a) profissional deve, inicialmente, expor para os(as) 
usuários(as) os motivos da visita e obter deles(as) o consentimento prévio para sua realização. 
 
Tópico II 
 
 Os princípios éticos que estão mais diretamente relacionados com a situação apresentada e que 
poderão ser abordados são: empenho na eliminação de todas as formas de preconceito por meio do incentivo ao 
respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças; opção 
por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação, 
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exploração de classe, etnia e gênero; exercício do serviço social sem ser discriminado(a), nem discriminar, por 
questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual, identidade de 
gênero, idade e condição física. 
 
REFERÊNCIAS: 
 
S. M. MAGALHÃES. Avaliação e Linguagem: relatórios, laudos e pareceres. São Paulo: Veras Editora, 2003. 
R. C. MIOTO. Estudos Socioeconômicos. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. 
Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. 
R. C. MIOTO. Orientação e acompanhamento social a indivíduos, grupos e famílias. In: Serviço Social: 
direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. 
Código de ética do/a assistente social. Lei n.º 8.662/93 de regulamentação da profissão. 10.ª. ed. rev. e atual. 
Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 2012. 
 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 11: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
I. Central de serviços. Implantar a função central de serviços ou service desk da operação de serviços. Ela é o 
ponto único de contato entre o provedor de serviço e os usuários, sendo responsável por gerenciar incidentes, 
requisições de serviço e também a comunicação com os usuários. Seus principais objetivos são registrar todos os 
incidentes e(ou) requisição de serviço; fornecer primeiro nível de investigação e diagnóstico; resolver incidentes 
e(ou) pedidos de serviço sempre que possível; fechar todos os incidentes resolvidos, solicitações e outras 
chamadas; manter comunicação com os usuários informando do progresso do incidente, notificando sobre 
mudanças iminentes ou interrupções acordadas etc. 
 
ITIL v3, Service Operation SO, p. 157-9 (com adaptações). 
 
II. Gerenciamento de nível de serviço. Implantar o processo gerenciamento de nível de serviço do desenho de 
serviço que é responsável pela negociação de acordos de nível de serviço (SLA) atingíveis e por garantir que 
todos eles sejam alcançados. Seus principais objetivos são garantir que todos os processos do gerenciamento de 
serviço de TI sejam adequados para as metas de nível de serviço acordadas e assegurar que os acordos de nível 
operacional e os contratos de apoio também sejam adequados para tais metas. O acordo de nível de serviço 
descreve o serviço de TI, documenta metas de nível de serviço e especifica as responsabilidades do provedor de 
serviço de TI e do cliente. 
 
ITIL v3, Service Operation SO, p. 16, 52, 70 (com adaptações). 
 
III. Gerenciamento de continuidade de negócio. Implantar o processo gerenciamento de continuidade de 
negócio responsável pelo gerenciamento de risco que podem impactar seriamente o negócio. O gerenciamento de 
continuidade de negócio protege as conveniências das principais partes interessadas, reputação, marca e 
atividades de criação de valor. Seus principais objetivos são reduzir os riscos a um nível aceitável e planejamento 
para a recuperação de processos de negócio caso ocorra uma interrupção ao negócio; e definir objetivos, escopo 
e requisitos para o gerenciamento de continuidade de serviço de TI. 
 
ITIL v3, Service Design SD, p. 180-3 (com adaptações). 
 
IV. Gerenciamento de disponibilidade de negócio. Implantar o gerenciamento de disponibilidade de negócioresponsável por garantir que os serviços de TI atendam às necessidades atuais e futuras de disponibilidade do 
negócio de uma maneira mais efetiva em custo e mais oportuna. Seus principais objetivos são definir, analisar, 
planejar, medir e melhorar todos os aspectos da disponibilidade de serviços de TI e garantir que todos os 
processos, infraestruturas, ferramentas, papéis de TI, entre outros, sejam adequados para as metas de nível de 
serviço acordadas para disponibilidade. 
 
ITIL v3, Service Design SD, p. 125-7 (com adaptações). 
 
V. Gerenciamento de gerenciamento de capacidade. Implantar o gerenciamento de capacidade responsável 
por garantir que a capacidade dos serviços de TI e a infraestrutura de TI sejam capazes de atender aos requisitos 
relacionados à capacidade e ao desempenho acordados de maneira oportuna e eficaz em custo. Trata do 
atendimento das necessidades de capacidade e desempenho tanto atuais como futuras do negócio. Seus 
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principais objetivos são produzir e manter plano de capacidade atualizado que reflita as necessidades atuais e 
futuras do negócio; fornecer aconselhamento e orientação para todas as outras áreas de negócios e de TI, quanto 
a problemas relacionados ao desempenho; assegurar que os resultados de desempenho do serviço atendam a 
todas as suas metas acordadas pela gestão do desempenho e da capacidade de ambos os serviços e recursos; 
avaliar o impacto de todas as alterações no plano de capacidade, e do desempenho e da capacidade de todos os 
serviços e recursos; garantir que medidas proativas para melhorar o desempenho dos serviços sejam 
implementadas onde quer que seja justificável em termos de custos para o fazer. 
 
ITIL v3, Service Design SD, p. 157-9 (com adaptações). 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 12: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: JUDICIÁRIA 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
O candidato deve explicar que o instituto da remoção está previsto na Lei n.º 8.112/1990 e consiste no 
deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. 
A remoção pode ser feita, conforme art. 36 da Lei n.º 8.112/1990, mediante três modalidades: a) de ofício, no 
interesse da administração, que ocorre quando a própria administração determina a remoção, independentemente 
da vontade do servidor; b) a remoção a pedido do servidor, mas com a concordância da administração, de acordo 
com os seus critérios de conveniência e oportunidade, quando então as vontades do servidor e da administração 
são convergentes; e c) a remoção a pedido do servidor, independentemente do interesse da administração. Nesse 
último caso, a vontade do servidor e da administração não são convergentes, mas a lei determina a prevalência da 
vontade do servidor, diante de situação específica e expressa na lei que a justifique, quais sejam: 
• para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos 
Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que foi deslocado no interesse da 
administração; 
• por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e 
conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial; 
• em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao 
número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles 
estejam lotados. 
O caso de Maria não se subsume a qualquer dessas situações, pois ela já era casada com João quando tomou 
posse, ato voluntário de Maria, e sabia que a sua lotação inicial seria no estado X. Além disso, João não é servidor 
público e não possui qualquer doença que exija o acompanhamento de Maria. 
 
Assim, Maria somente poderá ser removida por meio de concurso de remoção, de acordo com os critérios 
previstos em edital. 
 
A jurisprudência do STJ caminha nesse sentido, de não estender as hipóteses taxativas previstas em lei para a 
remoção a pedido, mesmo quando há fundamento para a manutenção da unidade familiar. 
ADMINISTRATIVO - SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL - REMOÇÃO A PEDIDO - ART. 36, 
PARÁGRAFO ÚNICO, III, "A", DA LEI N.º 8.112/90 - REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS - 
CARÊNCIA DE DIREITO SUBJETIVO - INDEFERIMENTO 
1. Conforme o art. 36, parágrafo único, III, da Lei n.º 8.112/90, a remoção, quando preenchidos todos 
os requisitos legais, constitui direito subjetivo do servidor, independentemente do interesse da 
administração e da existência de vaga, como forma de preservação da unidade familiar, 
constitucionalmente resguardada. 
2. A remoção para acompanhar cônjuge ou companheiro exige, obrigatoriamente, que este tenha sido 
deslocado para outra localidade, no interesse da administração, inadmitida qualquer outra forma de 
alteração de domicílio, como a voluntária. 
3. O casamento realizado posteriormente à posse com o cônjuge servidor público de unidade da 
Federação não dá ensejo à remoção, pois o matrimônio se deu por mera liberalidade dos nubentes, 
inexistindo deslocamento por interesse da administração. 
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4. A teoria do fato consumado visa preservar não só interesses jurídicos, mas interesses sociais já 
consolidados, não se aplicando, contudo, em hipóteses contrárias à lei, principalmente quando 
amparadas em provimento judicial de natureza precária. 
5. Recurso especial não provido. 
 
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 
REMOÇÃO PARA ACOMPANHAR CÔNJUGE. ART. 36 DA LEI N.º 8.112/90. REQUISITOS NÃO 
PREENCHIDOS. INDEFERIMENTO. INADEQUADA, NA VIA ESPECIAL, INSURGÊNCIA COM 
TEOR CONSTITUCIONAL. STF. REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. 
ENUNCIADOS 7 E 83, AMBOS DA SÚMULA DO STJ. 
1. A primeira investidura em concurso público elide a invocação do instituto da remoção para 
reintegração da unidade familiar, em razão do prévio conhecimento das normas expressas no edital 
do certame, as quais vinculam candidatos e administração, cuja atuação reflete a observância da 
preservação do interesse público, mediante critérios de conveniência e oportunidade (Enunciado 83 
da Súmula do STJ). 
2. O decisum exarado pelo Tribunal de origem e os argumentos da insurgência em análise se 
firmaram em matéria fático-probatória, logo, para se verificar a suposta retaliação da administração 
vertida no ato de nomeação do ora agravante para local distante de sua residência, ter-se-ia de 
reexaminar o acervo de provas dos autos, o que é incabível em tema de recurso especial, a teor do 
Enunciado 7 da Súmula do STJ. 
3. Irresignação recursal em relação a preceitos, a princípios ou a dispositivos constitucionais não 
configura objeto de análise por meio da via especial. 
4. Agravo regimental a que se nega provimento. 
(AgRg no REsp 676.430/PB, rel. ministro Celso Limongi (desembargador convocado do TJ/SP), 
SEXTA TURMA, julgado em 24/11/2009, DJe 14/12/2009) 
p 1189485/RJ, rel. ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 17/6/2010, DJe 28/6/2010) 
RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA 
ESTADUAL. PEDIDO DE REMOÇÃO PARA ACOMPANHAR O CÔNJUGE E A FAMÍLIA. 
POSSE RECENTE, SITUAÇÃO INADEQUADA À LEGISLAÇÃO PERTINENTE. 
PRECEDENTES. 
A recorrente é servidora da justiça estadual, que em seu regramento exige para a primeira remoção o 
tempo mínimo de dois anos. No mês seguinte à sua nomeação no respectivo cargo, este assumido 
quando já pré-existente a situação familiar em outra comarca, a impetrante requereusua remoção. 
Inviabilidade. 
Hipótese que não se enquadra nos ditames legais pertinentes. 
Precedentes análogos. 
Recurso desprovido. 
(RMS 19.122/RS, rel. ministro José Arnaldo da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 2/6/2005, DJ 
1/8/2005, p. 479) 
 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 13: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: JUDICIÁRIA 
ESPECIALIDADE: OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
1 O particular deve ajuizar ação de execução por quantia certa contra a fazenda pública fundada em título 
executivo judicial, procedimento previsto para execução de quantia certa nos artigos 730 e 731 do CPC. Proposta 
a execução por quantia certa, o ente público será citado para opor embargos (à execução) em trinta dias 
(Lei n.º 9.494/1997, art. 1º-B, acrescentado pela MP n.º 2.180-35/2001), e a fazenda pública, caso deseje alegar 
excesso na execução, deverá opor embargos à execução no prazo de trinta dias. O pagamento será realizado por 
meio da expedição de precatório (art. 731, CPC e art. 100, CF) porque os bens pertencentes à fazenda pública 
são, por força de lei, impenhoráveis e inalienáveis e, justamente por esse motivo, existe “um procedimento 
especial para as execuções por quantia certa contra a fazenda pública”. 
 
2 No processo civil, a citação pode ser realizada pelas seguintes modalidades (art. 221, CPC): (a) por correio; 
(b) por oficial de justiça (incluída a citação com hora certa); (c) por edital; (d) por meio eletrônico. No caso, a 
citação não poderá ser feita pelo correio (regra geral no processo civil) porque o CPC (art. 222) dispõe que as 
citações serão feitas pelo correio, para qualquer comarca do país, exceto (entre outras hipóteses): (i) quando for 
ré pessoa de direito público e (ii) nos processos de execução. Portanto, a citação deve ser feita por oficial de 
justiça ou, se possível, por meio eletrônico. De acordo com regra existente sobre a citação eletrônica 
(art. 6.o da Lei n.º 11.419/2006), as citações, inclusive da fazenda pública, excetuadas as dos direitos processuais 
criminal e infracional, poderão ser feitas por meio eletrônico, desde que a íntegra dos autos seja acessível ao 
citando. 
 
3 No processo de execução proposto por particular contra a fazenda pública, caso sejam opostos embargos 
parciais pelo ente público demandado, será possível a expedição de precatório da parte incontroversa na 
execução. No que diz respeito à execução contra a fazenda pública, doutrina e jurisprudência são pacíficas no 
sentido de que é possível a expedição de precatório da parte incontroversa em sede de execução contra a 
fazenda pública, porque inadmitir a expedição de precatórios para aquelas parcelas que se tornaram preclusas e, 
consequentemente, imodificáveis é atentar contra a efetividade e(ou) celeridade do processo. De fato, ainda que 
se esteja diante de procedimento executório contra a fazenda, disciplinado pelos artigos 730 e 731 do CPC, em 
relação à parcela não embargada, está-se diante de execução definitiva, não se admitindo o argumento de que 
não cabe execução provisória, para as obrigações de pagar quantia certa, contra a fazenda pública. 
 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 14: TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA: ADMINISTRATIVA 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
CICLO PDCA 
 
O ciclo PDCA é uma ferramenta de gestão muito utilizada nas organizações para auxiliar o gestor no 
aperfeiçoamento dos processos e, por conseguinte, viabilizar a melhoria da gestão da qualidade. Essa ferramenta 
consiste em um modelo dinâmico e flexível, representada por um ciclo composto por quatro fases que se 
comunicam e se retroalimentam. Os processos do ciclo PDCA são planejados e recorrentes e não apresentam um 
fim pré-determinado. 
O ciclo PDCA, desenvolvido por Walter A. Shewhart e difundido por Willian Edwards Deming, objetiva 
simplificar processos, reduzir custos e aumentar a produtividade nas organizações. Essa ferramenta pode ser 
utilizada em conjunto com outras ferramentas de controle da qualidade, a exemplo do diagrama de Pareto, do 
diagrama de Ishikawa e do uso de histogramas. 
 
FASES DO CICLO PDCA 
 
1ª fase do ciclo PDCA: plan — planejar. Nessa fase, devem-se identificar os elementos causadores do 
problema, realizar o planejamento e definir os objetivos e as metas das organizações. A realização de um bom 
planejamento, nessa primeira fase do ciclo PDCA, é fundamental para subsidiar os processos das etapas 
seguintes. 
2ª fase do ciclo PDCA: do — executar. Nessa fase, executa-se o que foi planejado, ou seja, coloca-se em 
prática o plano de ação elaborado na fase anterior (plan). Para tanto, é necessário que haja divulgação do plano 
de ação e treinamento das equipes. 
3ª fase do ciclo PDCA: check — verificar. Nessa fase, para consolidar os objetivos, realiza-se uma análise 
comparativa entre o que foi planejado e o que foi realizado. A terceira fase é muito importante no ciclo PDCA, 
devido ao fato de, nessa etapa, serem efetuadas as análises críticas relativas às ações, de modo a verificar se, no 
processo de melhoria contínua, os objetivos estão sendo alcançados. 
4ª fase do ciclo PDCA: act — agir. A quarta fase do ciclo PDCA está alinhada à melhoria dos processos e 
visa à correção das ações executadas para, enfim, padronizá-las. Ou seja, os procedimentos que não estiverem 
em conformidade com o plano de ação devem ser corrigidos e, se necessário, um novo plano de ação deverá ser 
traçado bem como o ciclo deverá reiniciado para dar continuidade ao processo de melhoria. 
 
DETALHAMENTO DAS ETAPAS DA FASE PLAN — PLANEJAR 
 
A primeira fase plan — planejar — é muito importante no ciclo PDCA. Nessa fase, em que se inicia o ciclo 
e o desenvolvimento de todo o processo, devem ser cumpridas as seguintes etapas: 
1. Identificação do problema: realiza-se a identificação do problema todas as vezes que a 
organização se depara com um resultado indesejado; 
2. Análise do fenômeno: realiza-se a análise detalhada do problema detectado; 
3. Análise do processo: realiza-se a identificação das causas do problema detectado; 
4. Definição de metas e objetivos: determinam-se as metas e os objetivos a serem atingidos durante 
o processo de melhoria contínua; 
5. Elaboração do plano de ação: o plano de ação é o produto de todo o processo dessa primeira fase 
do ciclo PDCA e, nesse plano, deverão ser detalhadas todas as ações previstas para garantir o alcance dos 
objetivos. 
 
REFERÊNCIAS 
 
Edmarson Bacelar Mota Júnior. Isnard Marshall et al. Gestão da qualidade e processos. Editora FGV, 2012. 
Vicente Falconi Campos. Gerenciamento pelas diretrizes. Universidade Federal de Minas Gerais, 1996. 
Vicente Falconi Campos. TQC: controle da qualidade total. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992. 
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CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO 
 
CARGO 15: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO 
ESPECIALIDADE: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
 
PROVA DISCURSIVA 
Aplicação: 13/3/2016 
 
PADRÃO DE RESPOSTA 
 
O modelo de referência OSI possui sete camadas e, para se chegar a essa quantidade, foram aplicados 
os seguintes princípios ou premissas: (a) uma camada deve ser criada onde houver necessidade de outro grau de 
abstração; (b) cada camada deve executar uma função bem definida; (c) a função de cada camada deve ser 
escolhida tendo em vista a definição de protocolos padronizados internacionalmente; (d) os limites da camada 
devem ser escolhidos para se reduzir o fluxode informações transportadas entre as interfaces; (e) o número de 
camadas deve ser grande o suficiente, para que funções distintas não precisem ser colocadas na mesma camada, 
e pequeno o suficiente, para que a arquitetura não se torne difícil de controlar. 
 
As sete camadas do modelo OSI, começando pela camada mais inferior, são: física, enlace de dados, de 
rede, de transporte, de sessão, de apresentação, de aplicação. 
 
As funcionalidades de cada uma das sete camadas são apresentadas a seguir. A função da camada física 
é a de efetuar a transmissão de bites brutos por meio de um canal de comunicação. A função da camada de 
enlace de dados consiste em transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha livre de erros de 
transmissão. A função da camada de rede é a de controlar a operação da sub-rede, organizando o roteamento 
dos pacotes de dados. A camada de transporte tem a função de aceitar dados da camada de sessão, dividi-los em 
unidades menores, passá-los para a camada de rede e garantir que todas essas unidades cheguem corretamente 
na outra extremidade. A função da camada de sessão é a de permitir que usuários de diferentes máquinas 
estabeleçam sessões entre eles, possibilitando o transporte de dados. A camada de apresentação consiste em 
executar determinadas tarefas solicitadas com muita frequência, preocupando-se com a sintaxe e a semântica das 
informações transmitidas. A camada de aplicação tem a função de executar uma série de protocolos e efetuar 
transferência de arquivos.

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