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pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 1: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: ADMINISTRATIVA PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA O planejamento estratégico, metodologia de planejamento gerencial de longo prazo, tem como principal finalidade estabelecer a direção a ser seguida pela organização. Esse tipo de planejamento compreende o processo de formulação de estratégias a serem utilizadas para se direcionar e se fortalecer o desempenho da organização. Nesse processo, define-se ou revisa-se a missão da organização, sua visão de futuro, seus valores e seus objetivos estratégicos, ou seja, formula-se a estratégia. O planejamento estratégico contribui para garantir maior eficiência e efetividade nas ações da organização. A missão é uma declaração dos compromissos da organização. Na missão, define-se o negócio da instituição e indicam-se, de forma clara e sucinta, os objetivos da instituição. A missão de uma organização, privada ou pública, deve expressar com clareza a razão da existência dessa instituição. Na visão, definem-se os objetivos da organização a longo prazo e propicia-se a criação de um clima de envolvimento e comprometimento dos colaboradores com o futuro da organização. Os valores dizem respeito às virtudes desejáveis ou características básicas positivas que os responsáveis pela instituição querem preservar, adquirir ou incentivar e constituem fonte de inspiração no ambiente de trabalho. Valores são princípios, crenças, normas e padrões que orientam o comportamento e a atuação da organização e que devem ser internalizados e incorporados por toda a equipe. Os objetivos estratégicos devem expressar o resultado que se pretende alcançar, o que é essencial para o cumprimento da missão e o alcance da visão; são alvos prioritários e convergentes para a organização e encontram-se atrelados às questões estratégicas e à visão de futuro organizacional. Apesar da grande importância do envolvimento da alta cúpula do órgão em todas as fases do planejamento, é de suma importância que haja o compartilhamento e o envolvimento de todos os servidores no plano estratégico. As falhas estão centralizadas, essencialmente, na falta de disseminação do plano e do envolvimento coletivo. As equipes de trabalho precisam estar cientes do significado de todos os elementos que compõem o plano bem como da forma como as atividades e os processos contribuem para o alcance dos objetivos estratégicos da organização. As possíveis ações a serem adotadas para que a estratégia seja alcançada incluem a disseminação e o envolvimento de toda a equipe na execução do plano em questão. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 2: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: ADMINISTRATIVA ESPECIALIDADE: CONTABILIDADE PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA • Introdução • Conceito de provisão: passivo de vencimento ou valor incerto. • Conceito de passivo contingente: obrigação presente que surge de eventos passados e cuja existência será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos, não totalmente sob controle da entidade, ou obrigação presente que surge de eventos passados, mas que não é reconhecida como uma obrigação porque não é provável o desembolso para quitar a obrigação ou o valor da obrigação não pode ser confiavelmente mensurado. • Estudo de mérito • Enquadramento do caso: provisão ou passivo contingente: passivo contingente – evidenciação em notas explicativas. Como a indenização é menos que provável de acontecer, embora não seja remota, caracteriza-se como um passivo contingente, que deverá ser apenas evidenciado nas notas explicativas da Cia. Beta. • Reconhecimento, ou não, de provisão e passivo contingente: Provisão – reconhecida no balanço patrimonial como passivo exigível, pela melhor estimativa, com contrapartida em despesas. Passivo contingente – não reconhecido no balanço patrimonial. • Evidenciação, ou não, de provisão e passivo contingente: Provisão – evidenciada nas notas explicativas, com detalhamento para cada classe de provisão. Passivo contingente – evidenciada nas notas explicativas, uma breve descrição da natureza e uma estimativa de seu efeito, quando possível. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 3: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: ARQUITETURA PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA O processo de restauração da Igreja Matriz de Pirenópolis está de acordo com as ideias defendidas por Cesare Brandi, já que a intervenção feita na igreja restabeleceu a unidade potencial do edifício sem criar um falso artístico ou um falso histórico, sem cancelar nenhum traço da passagem da obra de arte no tempo. Não foram feitas réplicas; foram, sim, deixadas as marcas dos antigos altares barrocos destruídos pelo fogo. A comunidade local certamente foi a maior responsável pela defesa de seu patrimônio histórico e de sua cultura. Esse cuidado vai ao encontro da necessidade de uma gestão democrática da cidade, preconizada pelo Estatuto da Cidade, que confirma o poder do município sobre as suas questões administrativas. No Estatuto da Cidade, a participação da população está garantida por meio de audiências e consultas públicas. As Normas de Quito, por sua vez, defendem a colaboração múltipla e espontânea da população local, principalmente em se tratando de pequenas comunidades como é o caso de Pirenópolis. Dessa forma, foi importante ter sido dada voz à comunidade de Pirenópolis, que clamou pelo resgate de seu maior patrimônio, contrariando, assim, o discurso purista e anti-intervencionista de John Ruskin. Comparando-se as figuras C e F, em que são vistos os remanescentes dos altares destruídos pelo fogo, é possível inferir que Viollet-le-Duc, certamente, defenderia a construção de réplicas para a recomposição do interior da igreja, já que, para ele, a restauração deveria tornar o bem ainda melhor do que o original. A intervenção poderia contar com técnicas ainda mais sofisticadas do que aquelas usadas quando da construção do edifício. No caso em questão, verifica-se que o interior da Igreja Matriz de Pirenópolis está hoje mais empobrecido pela falta do arco cruzeiro original e dos altares barrocos. Além de mencionar a excepcionalidade da operação de restauro, a Carta de Atenas chama a atenção para a necessidade de deixar bem evidente a separação entre os materiais antigos e os novos, para que não seja cometido o “falso histórico” a que se refere Cesare Brandi. O candidato deverá se posicionar a respeito do caso em questão com base nas ideias apresentadas pelos autores citados no texto motivador. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 4: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: ENFERMAGEM PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA Os rótulos descritos no caso clínico apresentado são: nutrição desequilibrada — menor que as necessidades corporais; fadiga ou intolerância à atividade; hipertermia; e padrão respiratório ineficaz ou troca de gases prejudicada ou desobstrução ineficaz de vias aéreas. Em caso de nutrição desequilibrada — menor que as necessidades corporais, as evidências clínicas são: interesse insuficiente pelos alimentos (falta de apetite), peso do corpo 25% abaixo doideal (peso ideal de 75 kg) e mucosas pálidas. Nesse caso, deve-se estar atento para a condição nutricional do paciente e investigar os recursos disponíveis e usuais de alimentação do doente; avaliar o peso a cada consulta; orientar a fazer pequenas e frequentes refeições; se necessário, estabelecer parcerias para obtenção de recursos, tais como, cesta básica e vale refeição. A fadiga ou intolerância à atividade é clinicamente evidenciada por cansaço, energia insuficiente e letargia. Nesse caso, são ações e intervenções a serem adotadas: identificar melhor os fatores causadores/desencadeantes (orientar o paciente a realizar os exames necessários para a confirmação da doença; avaliar as limitações atuais), planejar atividades para evitar esforço excessivo, focando na tolerância às atividades crescentes, monitorando as respostas; orientar quanto ao uso dos medicamentos (caso seja necessário iniciar o tratamento para tuberculose). Na hipertermia, as principais evidências clínicas são taquipneia, taquicardia e temperatura corporal axilar elevada (acima do normal). O profissional deverá monitorar os sinais vitais do paciente (ênfase na temperatura); aplicar medidas para a redução da temperatura (administrar antitérmico prescrito, deixar o paciente em repouso, em ambiente fresco, retirar agasalhos se aplicado e repor líquidos); orientar paciente e familiares para o controle domiciliar da temperatura e das medidas adequadas. Em caso de padrão respiratório ineficaz ou troca de gases prejudicada ou desobstrução ineficaz de vias aéreas, são evidências clínicas: dispneia, padrão respiratório anormal (alterações na ausculta pulmonar), tosse e taquipneia. Entre as ações e intervenções a serem adotadas, incluem-se: providenciar a realização dos exames/consultas necessárias para a definição do diagnóstico de tuberculose, por ser sintomático respiratório (realização de exames como coleta de escarro para a baciloscopia, prova tuberculínica, raios X e exames laboratoriais de sangue); orientar o paciente quanto às medidas de etiqueta respiratória (uso do lenço, higienização das mãos); avaliar possíveis contatos domiciliares; recomendar o aumento do consumo de líquidos a fim de fluidificar as secreções e melhorar a expectoração; orientar o paciente quanto ao posicionamento para a drenagem de secreções e exercícios respiratórios. Referências: NANDA. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2015-2017/NANDA International; tradução Regina Machado Garcez. Porto Alegre. Artmed, 2015. p. 157, 229, 415, 373. S.C Smeltzer, et al. Brunner/Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2011. p. 568-70. L.J Carpenito-Moyet, Manual de Diagnósticos de Enfermagem. Porto Alegre, 11.ª ed. Artmed, 2001. p. 238, 189, 318, 340. M.E Doenges, M.F Moorhouse, A.C Murr. Diagnósticos de Enfermagem: Intervenções, Prioridades, Fundamentos. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2009. p. 344, 304, 268, 357. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Apoio à Gestão de Vigilância em Saúde. Tratamento diretamente observado (TDO) da tuberculose na atenção básica: protocolo de enfermagem/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Apoio à Gestão de Vigilância em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. p. 31, 84-7. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 5: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: ENGENHARIA CIVIL PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA Causas dos problemas verificados: I A água que sai pelo ladrão, apenas na parte da manhã, deve-se ao fato de o reservatório estar totalmente cheio, pois o prédio é público e o pequeno consumo à noite permite enchê-lo totalmente. Quanto ao vazamento, a causa provável é um mau funcionamento do registro de boia, o qual pode estar danificado ou mal regulado, de modo que não veda totalmente a entrada de água pelo tubo de alimentação, após o total enchimento do reservatório. II Por se localizarem no último pavimento, os chuveiros do vestiário têm o menor desnível em relação ao reservatório, razão por que esse problema não ocorre nos vestiários dos outros andares; no entanto, os chuveiros deveriam funcionar perfeitamente, pois, em vestiários, a rede hidráulica deve ser dimensionada pelo máximo consumo possível. III Uma causa provável para o forte odor de urina que ocorre somente nos banheiros masculinos é a ligação direta dos mictórios aos ralos sifonados. IV Apesar de ser aceitável tubo de esgoto primário com 75 mm de diâmetro, não pode haver estreitamento de tubos de esgoto a jusante da rede, o que provavelmente está causando os constantes entupimentos. V Vazamentos são possíveis causas de rompimento do fecho hídrico, mas, como tal problema foi descartado na vistoria, outra provável causa é a falta de ventilação nos tubos de saída dos ralos sifonados. Soluções dos problemas verificados: I substituir o registro de boia; II redimensionar a rede — o que traria transtorno de uma obra com o prédio em funcionamento — ou pressurizar os chuveiros; III os mictórios devem possuir sifão próprio e ser ligados diretamente ao esgoto primário; IV retirar as reduções e manter todo o tubo de queda com 100 mm de diâmetro; V providenciar a correta ventilação da rede. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 6: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: ENGENHARIA ELÉTRICA PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA Conceito e aplicação do princípio da superposição De acordo com o teorema ou o princípio da superposição, em uma rede com duas ou mais fontes, a corrente ou a tensão para qualquer componente é a soma algébrica dos efeitos produzidos por cada fonte que esteja atuando independentemente. Ao se utilizar uma fonte de cada vez, todas as outras fontes são removidas do circuito. Para se aplicar o princípio da superposição, todos os componentes precisam ser lineares (a corrente é proporcional à tensão aplicada, isto é, a tensão e a corrente obedecem à lei de Ohm) e bilaterais (a corrente deve ter o mesmo valor nas polaridades opostas da fonte de tensão). O princípio da superposição não pode ser utilizado para calcular a potência dissipada em um circuito, já que a dissipação de potência em um resistor varia conforme o quadrado da corrente ou da tensão, sendo, portanto, um efeito não linear. Procedimentos para o cálculo da contribuição da fonte de tensão Desligar/anular a fonte de corrente I, nesse caso, ela é substituída por 0 A, que é um circuito aberto; calcular a saída (tensão ou corrente), devido à fonte de tensão E, usando a análise nodal ou de malha; calcular a contribuição total somando algebricamente todas as contribuições, devido a cada uma das fontes independentes. Procedimentos para o cálculo da contribuição da fonte de corrente Desligar/anular a fonte de tensão E, nesse caso, ela é substituída por 0 V, que é um curto-circuito; calcular a saída (tensão ou corrente), devido à fonte de corrente I, usando a análise nodal ou de malha; calcular a contribuição total somando algebricamente todas as contribuições, devido a cada uma das fontes independentes. REFERÊNCIAS R. Boylestad. Introdução à análise de circuitos. S.Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 231-5. M. Gussov. Eletricidade básica. Porto Alegre: Bookman, 2009. p 169-70. C. Alexander e M. Sadiku. Fundamentos de circuitos elétricos. Porto Alegre: Bookman, 2003. p.122. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA==www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 7: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: MEDICINA DO TRABALHO PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA A situação hipotética demonstra aspectos relacionados ao aproveitamento da capacidade laborativa residual de servidor por meio da readaptação profissional. Quando um servidor apresenta incapacidade laborativa total, mas temporária, basta a licença médica até a plena recuperação de sua saúde. Entretanto, no caso de o trabalhador apresentar incapacidade parcial, é necessário adequar o trabalho às suas características morfopsicofisiológicas, de modo a proporcionar-lhe máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. Trata-se da aplicação do princípio ergonômico estabelecido na Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego n.º 17, que trata de ergonomia. Isso pode ser realizado por meio de restrições laborais ou, quando a incapacidade parcial for permanente, utilizando-se o remédio administrativo, como no caso em tela, da readaptação profissional, prevista na legislação como forma de garantir o direito constitucional ao trabalho para os sequelados, enquadrados ou não, como deficientes sob o aspecto legal. O insucesso da readaptação profissional do servidor enfermeiro ocorreu porque não foi observado o princípio ergonômico. A avaliação ergonômica do posto de trabalho é importante na prevenção de doenças ocupacionais e deve considerar as condições de trabalho, que incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos, às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. Considerando-se que o serviço público está inserido no setor produtivo terciário, ou seja, longe do “chão de fábrica”, entre os aspectos ergonômicos relacionados ao trabalho que podem levar ao absenteísmo por motivo de saúde é muito relevante a organização do trabalho. Ela deve ser bem avaliada, pois vários de seus aspectos, como o modo operatório e o conteúdo das tarefas, podem aumentar a carga de trabalho, nas suas dimensões físicas, cognitivas e principalmente emocionais, e, consequentemente, levar ao adoecimento do servidor. Além dos aspectos ergonômicos relacionados à organização do trabalho, outros fatores podem atuar no dimensionamento do estresse laboral, como a autonomia de que o servidor disponha para realizar suas tarefas, o suporte social do órgão público, traduzido pelo investimento no campo da saúde do servidor e pelo reconhecimento do seu trabalho, que são formas de enfrentamento de elevadas demandas, com menos estresse. Assim, quanto maiores a autonomia, o suporte social e o reconhecimento, menos adoecimento dos servidores públicos, principalmente nas atividades que reconhecidamente são motivo de reclamação e grande demanda da população: saúde, segurança e educação. Portanto, não é adequado priorizar a produção em detrimento da saúde do trabalhador, como determinaram os membros do PRP, sob pena de, além de desconsiderar a ergonomia e aumentar o absenteísmo por motivo de saúde, contrariar os princípios da legalidade, moralidade e eficiência da administração pública. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 8: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: ODONTOLOGIA PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA Ao examinar a paciente em questão, é necessário fazer uma anamnese completa, não se esquecendo de todos os fatores sistêmicos que podem interferir no quadro clínico apresentado, tais como presença ou não de hipertensão, diabetes, osteoporose, quadros depressivos e síndrome de Sjogren. Deve-se observar que tipo de medicação está sendo usada e sua potencial interferência na situação apresentada clinicamente e, ainda, proceder ao exame físico extrabucal e intrabucal, incluindo-se tecidos moles, dentes e periodonto. Se houver necessidade, solicitar exames laboratoriais complementares ou relatório médico das condições de saúde geral. Deverão ser solicitados os exames odontológicos complementares: radiografia panorâmica e radiografias periapicais de todos os dentes para verificar o grau de envolvimento das estruturas ósseas, alterações de inserção periodontal perdas dentárias, posições dentárias alteradas, lesões periapicais e outras lesões dento-ósseas. A partir desses exames, será possível levantar as seguintes hipóteses diagnósticas: periodontite crônica associada a osteoporose ou ao diabetes melito; hipossalivação associada ao uso de medicamentos, tais como antidepressivos e anti-hipertensivos; e hipossalivação associada à doenças reumatológicas, tais como a Síndrome de Sjogren. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 9: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: PSICOLOGIA PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA O caso em questão suscita que a paciente vivencia um quadro de luto diante da perda recente do marido. A entrevista psicológica inicial deverá possuir, entre outras, características catárticas que deem uma conotação de alento e alívio à própria consulta médica. A partir da avaliação do quadro psicológico da paciente, assim como da problemática do câncer, o caso faz pensar, prioritariamente, na urgência e relevância da estabilização mínima do quadro psicológico, a fim de que outros procedimentos possam ocorrer e o tratamento possa ser, de modo geral, benéfico e viabilizador de qualidade de vida para a paciente. Neste sentido, faz-se importante a atuação do psicólogo mesmo quando da primeira consulta médica. Diante da escuta do caso, é fundamental que possa ser aberto um espaço de fala para que a paciente possa expressar-se acerca de sua existência e sua percepção a respeito do quadro vivenciado, trazendo à tona o contexto de sua doença, as implicações disso em sua vida e a própria mitificação do câncer, que o torna, grande parte das vezes, irremediável, inquestionável e incurável. Perante a confirmação diagnóstica, faz-se essencial a implicação do psicólogo em viabilizar um ambiente acolhedor e proporcionador de vínculo e empatia, em que seja esclarecido à paciente que tudo que lhe disser respeito será discutido previamente e que toda conduta médico-terapêutica deverá contar com sua anuência, seja o tratamento medicamentoso, quimioterápico, radioterápico etc. As implicações dos procedimentos e do tratamento deverão ser partilhadas e discutidas com a paciente, a fim de que esta possa configurar-se como parte atuante e ativa ao longo de todo o processo, pronunciando-se a respeito de seus medos, ansiedade, receios, dúvidas, entre outros sentimentos que o caso envolver. Acrescenta- se a esse aspecto que a família é parte inerente e importante no trabalho. Esta deverá receber orientações sobre a problemática do quadro, além de informações pertinentes que possam facilitar e acolher não só suas angústias, como as da própria paciente. Para melhor condução do caso, é necessário que toda equipe do hospital esteja envolvida: médicos, psicólogos, enfermeiros, entre outros profissionais que estejam participando dos cuidados necessários ao caso. Nesse sentido, todas as intervenções, assim como as ações, deverão ser discutidas e as decisões tomadas em equipe, considerando o caso específico, o contexto e a posição da paciente e de sua família. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO10: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: SERVIÇO SOCIAL PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA Tópico I Os instrumentais técnico-operativos possibilitam o estabelecimento de uma relação profissional com o(a) usuário(a), a partir de uma intencionalidade, considerando-se os parâmetros ético-políticos construídos coletivamente pela categoria profissional. De acordo com Magalhães (2003, p. 48), a utilização do instrumental pressupõe interações comunicativas que podem ser efetuadas face a face, por meio de entrevista, do grupo, da reunião de equipe, da visita domiciliar ou por meio da escrita, com a elaboração de relatórios e laudos. A abordagem, os instrumentos e as técnicas utilizadas pressupõem planejamento e avaliação sistemática, e relacionam-se diretamente com os objetivos previamente estabelecidos, com os destinatários das ações e com as características das instituições e dos profissionais. Entre os instrumentos técnico-operativos incluem-se a entrevista e a visita domiciliar. A entrevista, que pode ser livre, dirigida ou semidirigida, exige postura e escuta atentas e compreensivas, a partir da concepção do(a) usuário(a) como um sujeito de direitos. O(a) profissional deve conduzir a verbalização do(a) usuário(a) para os objetivos da intervenção, retomando o eixo da entrevista quando ocorrer fuga do tema ou repetição. Também deve estimular as reflexões e evitar atitudes de aconselhamento e censura. A entrevista livre/não estruturada privilegia o diálogo aberto e tem como ponto de partida e interação o tema apresentado pelo(a) entrevistado(a). Na entrevista dirigida/estruturada, o(a) entrevistador(a) conduz a conversa a partir de um objetivo específico, podendo utilizar, para obter determinadas informações, formulários/roteiros, que são preenchidos, geralmente, em conformidade com padrões já definidos no âmbito de programas ou de serviços. Na entrevista semidirigida/semiestruturada, o(a) entrevistador(a) busca o equilíbrio entre a entrevista livre/não estruturada e a dirigida/estruturada, podendo, para tanto, utilizar roteiros ou estabelecer diálogo aberto com os(as) entrevistados(as). Nesse tipo de entrevista, o(a) usuário(a) é estimulado a falar livremente, no entanto o(a) profissional direciona essa fala para os objetivos da entrevista. Em todas essas entrevistas, a abordagem pode ser realizada de forma individual ou conjunta, ou seja, com famílias e grupos de indivíduos que, de forma direta ou indireta, se relacionam entre si. A visita domiciliar deve ser utilizada a partir da análise da situação social em que o(a) profissional vai atuar, cabendo a ele(ela) escolher, entre os diferentes instrumentos técnicos disponibilizados para sua atuação, o que será mais efetivo para a obtenção do resultado pretendido. Esse tipo de visita permite que o(a) profissional realize a interação das particularidades do contexto sociocultural com as relações sociais do(a) usuário(a). A visita deve ser realizada na residência dos sujeitos envolvidos na situação, visto que seus objetivos incluem complementar dados que, geralmente, escapam às entrevistas nos locais de trabalho e observar as relações sociais no ambiente de convivência do(a) usuário(a) e seu modo de vida. As características da visita domiciliar incluem o fato de esse tipo de intervenção necessitar de outros instrumentos, como a observação e a entrevista, e gerar outros documentos, como o relatório de visita, fundamentais para o conhecimento da realidade em questão. Os referidos instrumentos são criados e recriados de acordo com os objetivos e com as exigências da ação profissional. Ao recorrer à visita domiciliar, o(a) profissional deve, inicialmente, expor para os(as) usuários(as) os motivos da visita e obter deles(as) o consentimento prévio para sua realização. Tópico II Os princípios éticos que estão mais diretamente relacionados com a situação apresentada e que poderão ser abordados são: empenho na eliminação de todas as formas de preconceito por meio do incentivo ao respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças; opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação, pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br exploração de classe, etnia e gênero; exercício do serviço social sem ser discriminado(a), nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, idade e condição física. REFERÊNCIAS: S. M. MAGALHÃES. Avaliação e Linguagem: relatórios, laudos e pareceres. São Paulo: Veras Editora, 2003. R. C. MIOTO. Estudos Socioeconômicos. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. R. C. MIOTO. Orientação e acompanhamento social a indivíduos, grupos e famílias. In: Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009. Código de ética do/a assistente social. Lei n.º 8.662/93 de regulamentação da profissão. 10.ª. ed. rev. e atual. Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 2012. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 11: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA I. Central de serviços. Implantar a função central de serviços ou service desk da operação de serviços. Ela é o ponto único de contato entre o provedor de serviço e os usuários, sendo responsável por gerenciar incidentes, requisições de serviço e também a comunicação com os usuários. Seus principais objetivos são registrar todos os incidentes e(ou) requisição de serviço; fornecer primeiro nível de investigação e diagnóstico; resolver incidentes e(ou) pedidos de serviço sempre que possível; fechar todos os incidentes resolvidos, solicitações e outras chamadas; manter comunicação com os usuários informando do progresso do incidente, notificando sobre mudanças iminentes ou interrupções acordadas etc. ITIL v3, Service Operation SO, p. 157-9 (com adaptações). II. Gerenciamento de nível de serviço. Implantar o processo gerenciamento de nível de serviço do desenho de serviço que é responsável pela negociação de acordos de nível de serviço (SLA) atingíveis e por garantir que todos eles sejam alcançados. Seus principais objetivos são garantir que todos os processos do gerenciamento de serviço de TI sejam adequados para as metas de nível de serviço acordadas e assegurar que os acordos de nível operacional e os contratos de apoio também sejam adequados para tais metas. O acordo de nível de serviço descreve o serviço de TI, documenta metas de nível de serviço e especifica as responsabilidades do provedor de serviço de TI e do cliente. ITIL v3, Service Operation SO, p. 16, 52, 70 (com adaptações). III. Gerenciamento de continuidade de negócio. Implantar o processo gerenciamento de continuidade de negócio responsável pelo gerenciamento de risco que podem impactar seriamente o negócio. O gerenciamento de continuidade de negócio protege as conveniências das principais partes interessadas, reputação, marca e atividades de criação de valor. Seus principais objetivos são reduzir os riscos a um nível aceitável e planejamento para a recuperação de processos de negócio caso ocorra uma interrupção ao negócio; e definir objetivos, escopo e requisitos para o gerenciamento de continuidade de serviço de TI. ITIL v3, Service Design SD, p. 180-3 (com adaptações). IV. Gerenciamento de disponibilidade de negócio. Implantar o gerenciamento de disponibilidade de negócioresponsável por garantir que os serviços de TI atendam às necessidades atuais e futuras de disponibilidade do negócio de uma maneira mais efetiva em custo e mais oportuna. Seus principais objetivos são definir, analisar, planejar, medir e melhorar todos os aspectos da disponibilidade de serviços de TI e garantir que todos os processos, infraestruturas, ferramentas, papéis de TI, entre outros, sejam adequados para as metas de nível de serviço acordadas para disponibilidade. ITIL v3, Service Design SD, p. 125-7 (com adaptações). V. Gerenciamento de gerenciamento de capacidade. Implantar o gerenciamento de capacidade responsável por garantir que a capacidade dos serviços de TI e a infraestrutura de TI sejam capazes de atender aos requisitos relacionados à capacidade e ao desempenho acordados de maneira oportuna e eficaz em custo. Trata do atendimento das necessidades de capacidade e desempenho tanto atuais como futuras do negócio. Seus pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br principais objetivos são produzir e manter plano de capacidade atualizado que reflita as necessidades atuais e futuras do negócio; fornecer aconselhamento e orientação para todas as outras áreas de negócios e de TI, quanto a problemas relacionados ao desempenho; assegurar que os resultados de desempenho do serviço atendam a todas as suas metas acordadas pela gestão do desempenho e da capacidade de ambos os serviços e recursos; avaliar o impacto de todas as alterações no plano de capacidade, e do desempenho e da capacidade de todos os serviços e recursos; garantir que medidas proativas para melhorar o desempenho dos serviços sejam implementadas onde quer que seja justificável em termos de custos para o fazer. ITIL v3, Service Design SD, p. 157-9 (com adaptações). pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 12: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: JUDICIÁRIA PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA O candidato deve explicar que o instituto da remoção está previsto na Lei n.º 8.112/1990 e consiste no deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. A remoção pode ser feita, conforme art. 36 da Lei n.º 8.112/1990, mediante três modalidades: a) de ofício, no interesse da administração, que ocorre quando a própria administração determina a remoção, independentemente da vontade do servidor; b) a remoção a pedido do servidor, mas com a concordância da administração, de acordo com os seus critérios de conveniência e oportunidade, quando então as vontades do servidor e da administração são convergentes; e c) a remoção a pedido do servidor, independentemente do interesse da administração. Nesse último caso, a vontade do servidor e da administração não são convergentes, mas a lei determina a prevalência da vontade do servidor, diante de situação específica e expressa na lei que a justifique, quais sejam: • para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que foi deslocado no interesse da administração; • por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial; • em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados. O caso de Maria não se subsume a qualquer dessas situações, pois ela já era casada com João quando tomou posse, ato voluntário de Maria, e sabia que a sua lotação inicial seria no estado X. Além disso, João não é servidor público e não possui qualquer doença que exija o acompanhamento de Maria. Assim, Maria somente poderá ser removida por meio de concurso de remoção, de acordo com os critérios previstos em edital. A jurisprudência do STJ caminha nesse sentido, de não estender as hipóteses taxativas previstas em lei para a remoção a pedido, mesmo quando há fundamento para a manutenção da unidade familiar. ADMINISTRATIVO - SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL - REMOÇÃO A PEDIDO - ART. 36, PARÁGRAFO ÚNICO, III, "A", DA LEI N.º 8.112/90 - REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS - CARÊNCIA DE DIREITO SUBJETIVO - INDEFERIMENTO 1. Conforme o art. 36, parágrafo único, III, da Lei n.º 8.112/90, a remoção, quando preenchidos todos os requisitos legais, constitui direito subjetivo do servidor, independentemente do interesse da administração e da existência de vaga, como forma de preservação da unidade familiar, constitucionalmente resguardada. 2. A remoção para acompanhar cônjuge ou companheiro exige, obrigatoriamente, que este tenha sido deslocado para outra localidade, no interesse da administração, inadmitida qualquer outra forma de alteração de domicílio, como a voluntária. 3. O casamento realizado posteriormente à posse com o cônjuge servidor público de unidade da Federação não dá ensejo à remoção, pois o matrimônio se deu por mera liberalidade dos nubentes, inexistindo deslocamento por interesse da administração. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br 4. A teoria do fato consumado visa preservar não só interesses jurídicos, mas interesses sociais já consolidados, não se aplicando, contudo, em hipóteses contrárias à lei, principalmente quando amparadas em provimento judicial de natureza precária. 5. Recurso especial não provido. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO PARA ACOMPANHAR CÔNJUGE. ART. 36 DA LEI N.º 8.112/90. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. INDEFERIMENTO. INADEQUADA, NA VIA ESPECIAL, INSURGÊNCIA COM TEOR CONSTITUCIONAL. STF. REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. ENUNCIADOS 7 E 83, AMBOS DA SÚMULA DO STJ. 1. A primeira investidura em concurso público elide a invocação do instituto da remoção para reintegração da unidade familiar, em razão do prévio conhecimento das normas expressas no edital do certame, as quais vinculam candidatos e administração, cuja atuação reflete a observância da preservação do interesse público, mediante critérios de conveniência e oportunidade (Enunciado 83 da Súmula do STJ). 2. O decisum exarado pelo Tribunal de origem e os argumentos da insurgência em análise se firmaram em matéria fático-probatória, logo, para se verificar a suposta retaliação da administração vertida no ato de nomeação do ora agravante para local distante de sua residência, ter-se-ia de reexaminar o acervo de provas dos autos, o que é incabível em tema de recurso especial, a teor do Enunciado 7 da Súmula do STJ. 3. Irresignação recursal em relação a preceitos, a princípios ou a dispositivos constitucionais não configura objeto de análise por meio da via especial. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no REsp 676.430/PB, rel. ministro Celso Limongi (desembargador convocado do TJ/SP), SEXTA TURMA, julgado em 24/11/2009, DJe 14/12/2009) p 1189485/RJ, rel. ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 17/6/2010, DJe 28/6/2010) RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL. PEDIDO DE REMOÇÃO PARA ACOMPANHAR O CÔNJUGE E A FAMÍLIA. POSSE RECENTE, SITUAÇÃO INADEQUADA À LEGISLAÇÃO PERTINENTE. PRECEDENTES. A recorrente é servidora da justiça estadual, que em seu regramento exige para a primeira remoção o tempo mínimo de dois anos. No mês seguinte à sua nomeação no respectivo cargo, este assumido quando já pré-existente a situação familiar em outra comarca, a impetrante requereusua remoção. Inviabilidade. Hipótese que não se enquadra nos ditames legais pertinentes. Precedentes análogos. Recurso desprovido. (RMS 19.122/RS, rel. ministro José Arnaldo da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 2/6/2005, DJ 1/8/2005, p. 479) pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 13: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: JUDICIÁRIA ESPECIALIDADE: OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA 1 O particular deve ajuizar ação de execução por quantia certa contra a fazenda pública fundada em título executivo judicial, procedimento previsto para execução de quantia certa nos artigos 730 e 731 do CPC. Proposta a execução por quantia certa, o ente público será citado para opor embargos (à execução) em trinta dias (Lei n.º 9.494/1997, art. 1º-B, acrescentado pela MP n.º 2.180-35/2001), e a fazenda pública, caso deseje alegar excesso na execução, deverá opor embargos à execução no prazo de trinta dias. O pagamento será realizado por meio da expedição de precatório (art. 731, CPC e art. 100, CF) porque os bens pertencentes à fazenda pública são, por força de lei, impenhoráveis e inalienáveis e, justamente por esse motivo, existe “um procedimento especial para as execuções por quantia certa contra a fazenda pública”. 2 No processo civil, a citação pode ser realizada pelas seguintes modalidades (art. 221, CPC): (a) por correio; (b) por oficial de justiça (incluída a citação com hora certa); (c) por edital; (d) por meio eletrônico. No caso, a citação não poderá ser feita pelo correio (regra geral no processo civil) porque o CPC (art. 222) dispõe que as citações serão feitas pelo correio, para qualquer comarca do país, exceto (entre outras hipóteses): (i) quando for ré pessoa de direito público e (ii) nos processos de execução. Portanto, a citação deve ser feita por oficial de justiça ou, se possível, por meio eletrônico. De acordo com regra existente sobre a citação eletrônica (art. 6.o da Lei n.º 11.419/2006), as citações, inclusive da fazenda pública, excetuadas as dos direitos processuais criminal e infracional, poderão ser feitas por meio eletrônico, desde que a íntegra dos autos seja acessível ao citando. 3 No processo de execução proposto por particular contra a fazenda pública, caso sejam opostos embargos parciais pelo ente público demandado, será possível a expedição de precatório da parte incontroversa na execução. No que diz respeito à execução contra a fazenda pública, doutrina e jurisprudência são pacíficas no sentido de que é possível a expedição de precatório da parte incontroversa em sede de execução contra a fazenda pública, porque inadmitir a expedição de precatórios para aquelas parcelas que se tornaram preclusas e, consequentemente, imodificáveis é atentar contra a efetividade e(ou) celeridade do processo. De fato, ainda que se esteja diante de procedimento executório contra a fazenda, disciplinado pelos artigos 730 e 731 do CPC, em relação à parcela não embargada, está-se diante de execução definitiva, não se admitindo o argumento de que não cabe execução provisória, para as obrigações de pagar quantia certa, contra a fazenda pública. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 14: TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA: ADMINISTRATIVA PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA CICLO PDCA O ciclo PDCA é uma ferramenta de gestão muito utilizada nas organizações para auxiliar o gestor no aperfeiçoamento dos processos e, por conseguinte, viabilizar a melhoria da gestão da qualidade. Essa ferramenta consiste em um modelo dinâmico e flexível, representada por um ciclo composto por quatro fases que se comunicam e se retroalimentam. Os processos do ciclo PDCA são planejados e recorrentes e não apresentam um fim pré-determinado. O ciclo PDCA, desenvolvido por Walter A. Shewhart e difundido por Willian Edwards Deming, objetiva simplificar processos, reduzir custos e aumentar a produtividade nas organizações. Essa ferramenta pode ser utilizada em conjunto com outras ferramentas de controle da qualidade, a exemplo do diagrama de Pareto, do diagrama de Ishikawa e do uso de histogramas. FASES DO CICLO PDCA 1ª fase do ciclo PDCA: plan — planejar. Nessa fase, devem-se identificar os elementos causadores do problema, realizar o planejamento e definir os objetivos e as metas das organizações. A realização de um bom planejamento, nessa primeira fase do ciclo PDCA, é fundamental para subsidiar os processos das etapas seguintes. 2ª fase do ciclo PDCA: do — executar. Nessa fase, executa-se o que foi planejado, ou seja, coloca-se em prática o plano de ação elaborado na fase anterior (plan). Para tanto, é necessário que haja divulgação do plano de ação e treinamento das equipes. 3ª fase do ciclo PDCA: check — verificar. Nessa fase, para consolidar os objetivos, realiza-se uma análise comparativa entre o que foi planejado e o que foi realizado. A terceira fase é muito importante no ciclo PDCA, devido ao fato de, nessa etapa, serem efetuadas as análises críticas relativas às ações, de modo a verificar se, no processo de melhoria contínua, os objetivos estão sendo alcançados. 4ª fase do ciclo PDCA: act — agir. A quarta fase do ciclo PDCA está alinhada à melhoria dos processos e visa à correção das ações executadas para, enfim, padronizá-las. Ou seja, os procedimentos que não estiverem em conformidade com o plano de ação devem ser corrigidos e, se necessário, um novo plano de ação deverá ser traçado bem como o ciclo deverá reiniciado para dar continuidade ao processo de melhoria. DETALHAMENTO DAS ETAPAS DA FASE PLAN — PLANEJAR A primeira fase plan — planejar — é muito importante no ciclo PDCA. Nessa fase, em que se inicia o ciclo e o desenvolvimento de todo o processo, devem ser cumpridas as seguintes etapas: 1. Identificação do problema: realiza-se a identificação do problema todas as vezes que a organização se depara com um resultado indesejado; 2. Análise do fenômeno: realiza-se a análise detalhada do problema detectado; 3. Análise do processo: realiza-se a identificação das causas do problema detectado; 4. Definição de metas e objetivos: determinam-se as metas e os objetivos a serem atingidos durante o processo de melhoria contínua; 5. Elaboração do plano de ação: o plano de ação é o produto de todo o processo dessa primeira fase do ciclo PDCA e, nesse plano, deverão ser detalhadas todas as ações previstas para garantir o alcance dos objetivos. REFERÊNCIAS Edmarson Bacelar Mota Júnior. Isnard Marshall et al. Gestão da qualidade e processos. Editora FGV, 2012. Vicente Falconi Campos. Gerenciamento pelas diretrizes. Universidade Federal de Minas Gerais, 1996. Vicente Falconi Campos. TQC: controle da qualidade total. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992. pcimarkpci MDAwMDowMDAwOjAwMDA6MDAwMDowMDAwOmZmZmY6YmI1OTo2ODJm:U3VuLCAwMyBNYXkgMjAyNiAxMjo1MDowNSAtMDMwMA== www.pciconcursos.com.brwww.pciconcursos.com.br CONCURSO PÚBLICO – TRT 8.ª REGIÃO CARGO 15: ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA: APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PROVA DISCURSIVA Aplicação: 13/3/2016 PADRÃO DE RESPOSTA O modelo de referência OSI possui sete camadas e, para se chegar a essa quantidade, foram aplicados os seguintes princípios ou premissas: (a) uma camada deve ser criada onde houver necessidade de outro grau de abstração; (b) cada camada deve executar uma função bem definida; (c) a função de cada camada deve ser escolhida tendo em vista a definição de protocolos padronizados internacionalmente; (d) os limites da camada devem ser escolhidos para se reduzir o fluxode informações transportadas entre as interfaces; (e) o número de camadas deve ser grande o suficiente, para que funções distintas não precisem ser colocadas na mesma camada, e pequeno o suficiente, para que a arquitetura não se torne difícil de controlar. As sete camadas do modelo OSI, começando pela camada mais inferior, são: física, enlace de dados, de rede, de transporte, de sessão, de apresentação, de aplicação. As funcionalidades de cada uma das sete camadas são apresentadas a seguir. A função da camada física é a de efetuar a transmissão de bites brutos por meio de um canal de comunicação. A função da camada de enlace de dados consiste em transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha livre de erros de transmissão. A função da camada de rede é a de controlar a operação da sub-rede, organizando o roteamento dos pacotes de dados. A camada de transporte tem a função de aceitar dados da camada de sessão, dividi-los em unidades menores, passá-los para a camada de rede e garantir que todas essas unidades cheguem corretamente na outra extremidade. A função da camada de sessão é a de permitir que usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles, possibilitando o transporte de dados. A camada de apresentação consiste em executar determinadas tarefas solicitadas com muita frequência, preocupando-se com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. A camada de aplicação tem a função de executar uma série de protocolos e efetuar transferência de arquivos.