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Aula 03
Concursos da Área Fiscal - Curso Básico
de Direito Administrativo
Autor:
Herbert Almeida, Equipe Direito
Administrativo
24 de Fevereiro de 2025
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Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo
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Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista 3
..............................................................................................................................................................................................2) Fundações Públicas 17
..............................................................................................................................................................................................3) Questões Comentadas - Organização Administrativa (Parte 2) - Cebraspe 21
..............................................................................................................................................................................................4) Lista de Questões - Organização Administrativa (Parte 2) - Cebraspe 37
..............................................................................................................................................................................................5) Questões Comentadas - Organização Administrativa (Parte 2) - FCC 43
..............................................................................................................................................................................................6) Lista de Questões - Organização Administrativa (Parte 2) - FCC 60
..............................................................................................................................................................................................7) Questões Comentadas - Organização Administrativa (Parte 2) - FGV 69
..............................................................................................................................................................................................8) Lista de Questões - Organização Administrativa (Parte 2) - FGV 97
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As empresas estatais são entidades administrativas, integram a administração indireta, possuem 
personalidade jurídica de direito privado, têm sua criação autorizada em lei e podem ser criadas para 
explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos. Elas dividem-se em empresas públicas e 
sociedades de economia mista. 
A empresa pública é “a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação 
autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos 
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios” (art. 3º, caput, Lei 13.303/2016). Ademais, “desde que 
a maioria do capital votante permaneça em propriedade da União, do Estado, do Distrito Federal ou do 
Município, será admitida, no capital da empresa pública, a participação de outras pessoas jurídicas de 
direito público interno, bem como de entidades da administração indireta da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios” (art. 3º, parágrafo único). Exemplos de empresas públicas são a Empresa 
Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT; a Caixa Econômica Federal – CEF; o Banco Nacional de 
Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. 
A sociedade de economia mista é definida como a entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto 
pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da 
administração indireta (Lei 13.303/2016, art. 4º). Exemplos: o Banco do Brasil S.A.; o Banco da Amazônia; 
a Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás. 
 
 
São traços comuns às empresas públicas e às sociedades de economia mista: 
a) criação e extinção autorizadas por lei; 
b) personalidade jurídica de direito privado; 
c) sujeição ao controle estatal; 
d) derrogação parcial do regime de direito privado por normas de direito público: sujeição a 
um regime jurídico misto/híbrido, com parte das normas de direito público, e outras, de 
direito privado; 
e) vinculação aos fins definidos na lei instituidora; 
f) desempenho de atividade de natureza econômica. 
 
 
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(FUB - 2015) Tanto na empresa pública, quanto na sociedade de economia mista, há derrogação apenas 
parcial do regime de direito público pelo regime de direito privado. 
Comentários: Nas estatais, há aplicação de regime jurídico híbrido, com a aplicação simultânea de normas 
de direito público (concurso, licitação, princípios) com normas de direito privado (obrigações civis, 
comerciais, trabalhistas, tributárias). Logo, há derrogação parcial do regime de direito público pelo de 
direito privado (ou vice-versa). Assim, o item está correto. 
 
Nos termos do inc. XIX, art. 37, da CF/88, a instituição de empresa pública e de sociedade de economia 
mista deve ser autorizada por lei específica. Após a edição da lei autorizativa, será elaborado o ato 
constitutivo, cujo registro no órgão competente significará o início da personalidade jurídica da entidade. 
Assim, as empresas públicas e sociedades de economia mista nascem, efetivamente, após o registro de seu 
ato constitutivo no órgão competente. 
A extinção das EP e das SEM, por outro lado, não exige lei específica. Segundo o STF, basta uma autorização 
legislativa genérica, prevista em lei que veicule programa de desestatização, para autorizar a 
desestatização (privatização ou extinção) de empresa estatal. Por exemplo, o Programa Nacional de 
Desestatização – PND (Lei 9.491/1997) e o Programa de Parceria de Investimentos (Lei 13.334/2016) 
autorizam genericamente a desestatização de empresas estatais, conforme critérios definidos nestas leis. 
Somente será exigida autorização legislativa específica quando a própria lei que autorizou a criação exigir 
que a extinção dependerá de autorização legislativa específica. 
Assim, o Poder Executivo não poderá dar fim às EP e SEM por ato de sua competência exclusiva, reclamando 
a autorização do Poder Legislativo, seja por lei genérica ou por lei específica. 
 
(TRE PE - 2017) As empresas públicas são criadas por lei. 
Comentários: A criação das empresas públicas e das sociedades de economia mista não é realizada por lei, 
mas apenas autorizada. Após a edição da lei, a criação dependerá de atos complementares, efetivando-se 
com o registro do ato constitutivo. Logo, o item está errado. 
 
As empresas públicas e sociedades de economia mista podem exercer dois tipos de atividade: 
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a) explorar atividade econômica; 
b) prestar serviço público. 
A regra geral é que as empresas públicas e as sociedades de economia mista sejam criadas para atuar na 
exploração de atividades econômicas, quando isso for necessário aos imperativos da segurança nacional 
ou a relevante interesse coletivo, conforme o art. 173, caput, CF. Esse disposto traz várias regras para as 
estatais que exploram atividade econômica, como a necessidade de lei para estabelecer “o estatuto 
jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade 
econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços”. Trata-se da Lei 
13.303/2016. 
Embora o art. 173,sociedades 
de economia mista são pessoas jurídicas de direito público. 
Comentário: 
Elas são sociedades anônimas, todavia, a personalidade jurídica das SEM será de direito privado. 
Gabarito: errado. 
25. (Cebraspe – MPE PI/2018) Fundação pública é a entidade da administração indireta vinculada ao 
ministério cuja área de competência enquadre a principal atividade dessa fundação. 
Comentário: 
As fundações públicas são entidades administrativas de direito público ou privado, criadas para o 
desempenho de atividade de interesse social, como educação, cultura ou desporto. Vale lembrar que as 
fundações, assim como as demais entidades administrativas, estão vinculadas ao ente instituidor, 
normalmente ao ministério (ou secretaria) relativa à sua área de atuação. 
Gabarito: correto. 
26. (Cebraspe – TCE PB/2018) As entidades que integram a administração pública indireta incluem as 
a) autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. 
b) secretarias estaduais, as autarquias e as fundações privada. 
c) autarquias, as fundações e as organizações sociais. 
d) organizações sociais, os serviços sociais autônomos e as entidades paraestatais. 
e) empresas públicas, as sociedades de economia mista e os serviços sociais autônomos. 
Comentário: 
A Administração Pública Indireta é composta pelas entidades administrativas, que possuem personalidade 
jurídica própria e são responsáveis por executar atividades administrativas de forma descentralizada. São 
elas: as autarquias, as fundações públicas e as empresas estatais (empresas públicas e sociedades de 
economia mista). 
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Gabarito: alternativa A. 
27. (Cebraspe – TRE BA/2017) Assinale a opção correta no que tange às entidades públicas em espécie 
e à administração direta e indireta. 
a) As fundações públicas são entidades integrantes da administração indireta, sendo dotadas 
exclusivamente de personalidade jurídica de direito público. 
b) Criada por força de autorização legal como instrumento de ação do Estado, uma empresa pública federal 
é uma pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica de direito público. 
c) As agências reguladoras são, em regra, autarquias sob regime especial criadas com a finalidade de 
disciplinar e controlar certas atividades econômicas. 
d) As sociedades de economia mista são submetidas a regras especiais, sendo constituídas sob a forma de 
sociedades anônimas ou limitadas, cujas ações ou cotas com direito a voto devem pertencer, em sua 
maioria, ao ente federativo. 
e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da administração direta federal, 
são instrumentos de ação do Estado, logo, são entidades voltadas à busca de interesse público. 
Comentário: 
a) as fundações públicas integram a administração indireta, mas podem ser de direito público ou de direito 
privado – ERRADA; 
b) as empresas públicas têm personalidade jurídica de direito privado – ERRADA; 
c) essa é a descrição correta das agências reguladoras. Dizemos que elas possuem um regime especial, pois 
essas entidades possuem algumas características distintivas das demais autarquias, concedendo-lhes maior 
autonomia ou independência em relação ao ente instituidor, como é o caso do mandato fixo de seus 
membros e a sua competência regulatória – CORRETA; 
d) a sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com 
criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam 
em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração 
indireta – ERRADA; 
e) as empresas estatais integram a administração indireta, e são constituídas para a exploração de atividade 
econômica pelo Estado, de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, ainda que a 
atividade econômica esteja sujeita ao regime de monopólio da União ou seja de prestação de serviços 
públicos – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
28. (Cebraspe – TRE PE/2017) As empresas públicas 
a) admitem a criação de subsidiárias, exigindo-se, para tanto, autorização legislativa. 
b) dispensam, para sua extinção, autorização legislativa. 
c) integram a administração direta. 
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d) possuem regime jurídico de direito público. 
e) são criadas por lei. 
Comentário: 
Na forma do conceito trazido pela recente “Lei das Estatais” (13.303/16), a empresa pública é a entidade 
dotada de personalidade jurídica de direito privado (alternativa D), com criação autorizada por lei 
(alternativas B e E) e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos 
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. Essas entidades integram a administração indireta 
(alternativa C), e admitem a criação de subsidiárias, cuja criação, de fato, depende de autorização legislativa 
(alternativa A). 
Gabarito: alternativa A. 
29. (Cebraspe – SEDF/2017) Embora sejam entidades dotadas de personalidade jurídica de direito 
privado, as empresas públicas, como regra geral, estão obrigadas a licitar antes de celebrar contratos 
destinados à prestação de serviços por terceiros. 
Comentário: 
É verdade. As regras de direito privado prevalecem nesse tipo de entidade, mas são derrogadas 
parcialmente em algumas situações, como é o caso da necessidade de licitar para efetuar as suas compras 
e contratar serviços, bem como da necessidade da realização de concurso público para contratação de 
pessoal. 
Gabarito: correto. 
30. (Cebraspe – SEDF/2017) As autarquias e as empresas públicas têm personalidade jurídica de 
direito público, e as sociedades de economia mista têm personalidade jurídica de direito privado. 
Comentário: 
As autarquias e as fundações públicas de direito público são as entidades administrativas que têm 
personalidade de direito público; as fundações públicas de direito privado, as empresas públicas e as 
sociedades de economia mista, por sua vez, possuem personalidade de direito privado. 
Gabarito: errado. 
31. (Cebraspe – SEDF/2017) Por terem personalidade jurídica de direito privado, as sociedades de 
economia mista não se subordinam hierarquicamente ao ente político que as criou. Exatamente por isso 
elas não sofrem controle pelos tribunais de contas. 
Comentário: 
De fato, não há hierarquia entre a entidade da administração indireta e a pessoa política que a criou. Mas 
isso não significa que essas entidades não se submetam ao controle dos tribunais de contas. Sobre o tema, 
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o STF entende que as empresas públicas e as sociedades de economia mista estão sujeitas à fiscalização do 
Tribunal de Contas, motivo pelo qual têm o dever de prestar contas anuais ou até mesmo instaurar tomada 
de contas especial no caso de irregularidade na aplicação de recursos públicos, quando for o caso (STF MS 
25.092, julgamento em 10/11/2005). 
Gabarito: errado. 
32. (Cebraspe – TRF 1ª Região/2017) O principal critério de distinção entre empresa pública e 
sociedade de economia mista é que esta integra a administração indireta, enquanto aquela integra a 
administração direta. 
Comentário: 
Tanto a empresa pública como a sociedade de economia mista integram a Administração indireta. Logo, 
isso não é um critério diferenciador dessas entidades. 
Gabarito: errado. 
33. (Cebraspe – TRT CE/2017) A respeito do regime jurídico das empresas públicas e das sociedades 
de economia mista federais, assinale a opçãocorreta. 
a) As empresas públicas somente poderão adotar a forma de sociedade anônima. 
b) As causas em que as empresas públicas figurarem como autoras serão processadas na justiça comum do 
estado da Federação onde estiverem sediadas. 
c) Os empregados dessas empresas ou dessas sociedades não poderão cumular seus empregos com outros 
empregos, cargos e funções públicas, a não ser nas hipóteses constitucionalmente previstas. 
d) Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime falimentar. 
Comentário: 
Vamos analisar diretamente as alternativas: 
a) as empresas públicas admitem qualquer forma prevista em direito. São as sociedades de economia mista 
que somente podem ser sociedades anônimas – ERRADA; 
b) note que o enunciado trata de “empresas públicas e sociedades de economia mista federais”. Somente 
por causa dessa observação é que este item está incorreto, pois as causas das empresas públicas federais, 
em regra, são solucionadas na justiça federal, ao passo que as causas das sociedades de economia mista 
federais são resolvidas na justiça comum estadual – ERRADA; 
c) exato, pois a vedação de acumulação de cargos também alcança os empregos públicos, consoante o art. 
37, XVII, da Constituição Federal – CORRETA; 
d) as empresas públicas e sociedades de economia mista não se submetem ao regime falimentar (Lei 
11.101/2005, art. 2º) – ERRADA; 
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==28bcf3==
Gabarito: alternativa C. 
34. (Cebraspe – TRT CE/2017) Pessoa jurídica da administração indireta criada por lei específica, com 
personalidade jurídica e patrimônio próprio, e que realiza apenas atividades de interesse público 
denomina-se 
a) empresa pública. 
b) sociedade de economia mista. 
c) fundação pública. 
d) autarquia. 
Comentário: 
O gabarito da banca foi a letra C. Bom, de fato, as fundações públicas podem ser criadas por lei específica 
e a área de atuação delas é ligada às atividades de interesse público. Contudo, temos dois problemas. 
Primeiro que nem toda fundação é criada por lei específica, pois existem fundações cuja criação é 
autorizada por lei específica (são as fundações públicas de direito privado). Outro problema é que as 
autarquias também exercem atividades de interesse público. Costuma-se dizer que as autarquias exercem 
atividades típicas de Estado, mas isso não deixa de ser atividade de interesse público. Logo, tanto a letra C 
como a letra D estão corretas (sendo que a D é até “mais correta”). Na época, sugerimos que nossos alunos 
entrassem com recurso pedindo a anulação, mas a banca manteve o gabarito. 
Gabarito: alternativa C. 
35. (Cebraspe – DPU/2016) Cria-se empresa pública e autoriza-se seu imediato funcionamento por 
meio de publicação de lei ordinária específica. 
Comentário: 
Nos termos do inc. XIX, art. 37, da CF/88, a instituição de empresa pública e de sociedade de economia 
mista deve ser autorizada por lei específica. Após a edição da lei autorizativa, será elaborado o ato 
constitutivo, cujo registro no órgão competente significará o início da personalidade jurídica da entidade. 
Assim, as empresas públicas e as sociedades de economia mista nascem, efetivamente, após o registro de 
seu ato constitutivo no órgão competente. 
Dessa forma, a lei não cria empresa pública, mas apenas autoriza a sua criação. 
Gabarito: errado. 
36. (Cebraspe – DPU/2016) Em regra, as sociedades de economia mista devem realizar concurso 
público para contratar empregados. 
Comentário: 
O regime jurídico das SEM e EP será sempre híbrido, em algumas situações com predomínio de regras de 
direito privado e em outras com predomínio do direito público. O que vai dizer qual o tipo de regra 
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dominante é a natureza da atividade desenvolvida, isto é, se prestam serviços públicos ou exploram 
atividade econômica. Todavia, em qualquer caso, elas obrigam-se a realizar concurso público para o 
provimento de seus empregos públicos, nos termos do art. 37, II, da Constituição Federal, ressalvando-se 
apenas aqueles de livre nomeação e exoneração, bem como eventuais contratações temporárias. 
Portanto, está correta a questão. 
Gabarito: correto. 
É isso. Terminamos. 
Até a próxima! 
Bons estudos. 
HERBERT ALMEIDA. 
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1. (Cebraspe – STJ/2024) As fundações públicas podem exercer serviço público sob regime jurídico 
integralmente privado. 
2. (Cebraspe – CAPES/2024) Determinada fundação pública federal pretendia realizar compra de 
produto de limpeza mediante contratação pública orçada em valor inferior a cinquenta mil reais. Para 
tanto, a autoridade competente da fundação decidiu realizar contratação direta por inexigibilidade de 
licitação. Uma empresa interessada na contratação apresentou recurso à instância superior daquela 
autoridade, alegando não se tratar de hipótese de inexigibilidade. A autoridade superior acatou o recurso 
da empresa, por entender não haver previsão legal de contratação direta no caso, e revogou a decisão 
do subordinado. 
A partir da situação hipotética precedente, julgue os itens que se seguem. 
As fundações públicas são órgãos despersonalizados da administração pública indireta e seus atos são 
administrativos. 
3. (Cebraspe – Prefeitura de Camaçari - BA/2024) Considerando a classificação das entidades da 
administração indireta, assinale a opção que apresenta, sucessivamente, a natureza jurídica do Banco 
Central do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais Renováveis (IBAMA), da Universidade Federal da Bahia e do Banco do Brasil. 
a) autarquia, empresa pública, autarquia, autarquia e sociedade de economia mista 
b) sociedade de economia mista, autarquia, autarquia, sociedade de economia mista e empresa pública 
c) autarquia, sociedade de economia mista, autarquia, empresa pública e sociedade de economia mista 
d) empresa pública, autarquia, sociedade de economia mista, autarquia e autarquia 
e) autarquia, sociedade de economia mista, empresa pública, autarquia e autarquia 
4. (Cebraspe – INSS/2022) Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a 
instituição de empresa pública, sociedade de economia mista e fundação pública, cabendo, em todos os 
casos, lei complementar para definir as áreas de atuação dessas entidades. 
5. (Cebraspe – DPE TO/2022) Submetem-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, 
inclusive no que tange aos direitos e às obrigações de natureza civil, comercial, tributária e trabalhista, 
a) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. 
b) sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos. 
c) fundações públicas. 
d) autarquias. 
e) agências reguladoras. 
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6. (Cebraspe – FUNPRESP-EXE/2022) As fundações públicas de direito privado, por sua natureza 
jurídica, podem desempenhar atividades que exijam o exercício do poder de império, assim como ocorre 
com as fundações públicas de direito público. 
7. (Cebraspe – MPC PA/2019) Determinadogovernador pretende que sejam criadas uma nova 
autarquia e uma nova empresa pública em seu estado. 
Nessa situação, serão necessárias. 
a) duas leis específicas: uma para a criação da autarquia e outra para a criação da empresa pública. 
b) uma lei específica para a criação da autarquia e outra para a autorização da instituição da empresa 
pública. 
c) uma lei específica para a criação da empresa pública e outra para a autorização da instituição da 
autarquia. 
d) autorizações legais na norma geral acerca da nova organização da administração pública estadual, não 
havendo necessidade de a criação de nenhuma das entidades ser feita por lei. 
e) duas leis específicas: uma para a autorização da criação da empresa pública e outra para a autorização 
da criação da autarquia. 
8. (Cebraspe – DPE DF/2019) É admitida a criação de autarquia por iniciativa de deputado federal, 
desde que este encaminhe o respectivo projeto de lei à Câmara dos Deputados e que a matéria verse 
estritamente sobre a criação da entidade. 
9. (Cebraspe – PGE PE/2019) A criação de fundações públicas de direito público ocorre por meio de 
lei, não sendo necessária a inscrição de seus atos constitutivos em registro civil de pessoas jurídicas. 
10. (Cebraspe – TJ PR/2019) As pessoas jurídicas de direito privado que compõem a administração 
pública são 
a) investidas de poderes de autoridade e encarregadas de realizar funções de interesse público, a partir da 
descentralização de poderes. 
b) passíveis de integrar tanto a administração pública direta quanto a indireta. 
c) criadas por atos de direito privado, mas a sua instituição depende de autorização legislativa. 
d) instituídas para fins de desconcentração de poderes e de competências administrativas. 
11. (Cebraspe – SEFAZ RS/2019) A entidade da administração pública indireta criada por meio de lei 
para desempenho de atividades específicas, com personalidade jurídica pública e capacidade de 
autoadministração é a 
a) autarquia. 
b) fundação privada. 
c) sociedade de economia mista. 
d) empresa pública. 
e) empresa subsidiária. 
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==28bcf3==
12. (Cebraspe – Prefeitura de Boa Vista/2019) A criação de empresa pública é um exemplo de 
descentralização de poder realizado por meio de atos de direito privado, ainda que a instituição da 
empresa pública dependa de autorização legislativa. 
13. (Cebraspe – TJ PA/2019) Com relação à distinção entre empresa pública e sociedade de economia 
mista, assinale a opção correta. 
a) Empresa pública é uma entidade privada criada por lei com a finalidade de realizar um serviço público, 
enquanto a sociedade de economia mista é criada de forma similar às empresas privadas, com a finalidade 
de exercer atividade econômica. 
b) Empresa pública possui personalidade jurídica de direito público, enquanto a sociedade de economia 
mista possui personalidade jurídica de direito privado. 
c) Na empresa pública, o capital é exclusivo das pessoas jurídicas de direito público; na sociedade de 
economia mista, o poder público detém a maioria das ações com direito a voto, mas pode haver 
participação privada no capital. 
d) Na empresa pública, as ações com direito a voto são exclusivas do ente público que a controla; na 
sociedade de economia mista, o ente público controla a maior parte do capital, mas pode não possuir a 
maioria das ações com direito a voto. 
e) Na empresa pública, o capital social é inteiramente público; na empresa de economia mista, o poder 
público detém a maioria do capital social da empresa. 
14. (Cebraspe – SLU DF/2019) As fundações públicas não são sujeitas aos procedimentos licitatórios 
comuns aos demais entes da administração indireta. 
15. (Cebraspe – PGE PE/2019) Diferentemente das empresas públicas, que podem ser constituídas 
sob qualquer forma empresarial admitida em direito, as sociedades de economia mista somente podem 
constituir-se sob a forma de sociedade anônima. 
16. (Cebraspe – CGM João Pessoa/2018) As sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime 
trabalhista próprio das empresas privadas. 
17. (Cebraspe – CGM João Pessoa/2018) A empresa pública, entidade da administração indireta, 
possui personalidade jurídica de direito público. 
18. (Cebraspe – CAGE RS/2018) Assinale a opção que apresenta característica comum às sociedades 
de economia mista e às empresas públicas. 
a) Estão sujeitas ao regime de precatórios, como regra. 
b) Não gozam de privilégios fiscais não extensíveis ao setor privado. 
c) Não precisam realizar procedimento licitatório, a fim de viabilizar a atuação no mercado competitivo. 
d) São criadas por lei. 
e) Não estão sujeitas à fiscalização dos tribunais de contas. 
19. (Cebraspe – STM/2018) Por ser dotada de personalidade jurídica de direito público e integrar a 
administração pública indireta, a empresa pública não pode explorar atividade econômica. 
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20. (Cebraspe – ABIN/2018) Fundações públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de 
direito público ligadas à administração indireta. 
21. (Cebraspe – EMAP/2018) A empresa pública difere da sociedade de economia mista no que se 
refere à personalidade jurídica: aquela é empresa estatal de direito privado, esta é de direito público. 
22. (Cebraspe – EMAP/2018) A criação de empresa pública, de sociedade de economia mista e de 
fundação deve ser autorizada por ato do chefe do Poder Executivo. 
23. (Cebraspe – EMAP/2018) Sociedade de economia mista é empresa estatal com personalidade 
jurídica de direito privado; seu capital é oriundo tanto da iniciativa privada quanto do poder público. 
24. (Cebraspe – MPE PI/2018) Apesar de terem o tipo societário de sociedade anônima, as sociedades 
de economia mista são pessoas jurídicas de direito público. 
25. (Cebraspe – MPE PI/2018) Fundação pública é a entidade da administração indireta vinculada ao 
ministério cuja área de competência enquadre a principal atividade dessa fundação. 
26. (Cebraspe – TCE PB/2018) As entidades que integram a administração pública indireta incluem as 
a) autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. 
b) secretarias estaduais, as autarquias e as fundações privada. 
c) autarquias, as fundações e as organizações sociais. 
d) organizações sociais, os serviços sociais autônomos e as entidades paraestatais. 
e) empresas públicas, as sociedades de economia mista e os serviços sociais autônomos. 
27. (Cebraspe – TRE BA/2017) Assinale a opção correta no que tange às entidades públicas em 
espécie e à administração direta e indireta. 
a) As fundações públicas são entidades integrantes da administração indireta, sendo dotadas 
exclusivamente de personalidade jurídica de direito público. 
b) Criada por força de autorização legal como instrumento de ação do Estado, uma empresa pública federal 
é uma pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica de direito público. 
c) As agências reguladoras são, em regra, autarquias sob regime especial criadas com a finalidade de 
disciplinar e controlar certas atividades econômicas. 
d) As sociedades de economia mista são submetidas a regras especiais, sendo constituídas sob a forma de 
sociedades anônimas ou limitadas, cujas ações ou cotas com direito a voto devem pertencer, em sua 
maioria, ao ente federativo. 
e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da administração direta federal, 
são instrumentos de ação do Estado, logo, são entidades voltadas à busca de interesse público. 
28. (Cebraspe – TRE PE/2017) As empresas públicas 
a) admitem a criação de subsidiárias, exigindo-se, para tanto, autorizaçãolegislativa. 
b) dispensam, para sua extinção, autorização legislativa. 
c) integram a administração direta. 
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d) possuem regime jurídico de direito público. 
e) são criadas por lei. 
29. (Cebraspe – SEDF/2017) Embora sejam entidades dotadas de personalidade jurídica de direito 
privado, as empresas públicas, como regra geral, estão obrigadas a licitar antes de celebrar contratos 
destinados à prestação de serviços por terceiros. 
30. (Cebraspe – SEDF/2017) As autarquias e as empresas públicas têm personalidade jurídica de 
direito público, e as sociedades de economia mista têm personalidade jurídica de direito privado. 
31. (Cebraspe – SEDF/2017) Por terem personalidade jurídica de direito privado, as sociedades de 
economia mista não se subordinam hierarquicamente ao ente político que as criou. Exatamente por isso 
elas não sofrem controle pelos tribunais de contas. 
32. (Cebraspe – TRF 1ª Região/2017) O principal critério de distinção entre empresa pública e 
sociedade de economia mista é que esta integra a administração indireta, enquanto aquela integra a 
administração direta. 
33. (Cebraspe – TRT CE/2017) A respeito do regime jurídico das empresas públicas e das sociedades 
de economia mista federais, assinale a opção correta. 
a) As empresas públicas somente poderão adotar a forma de sociedade anônima. 
b) As causas em que as empresas públicas figurarem como autoras serão processadas na justiça comum do 
estado da Federação onde estiverem sediadas. 
c) Os empregados dessas empresas ou dessas sociedades não poderão cumular seus empregos com outros 
empregos, cargos e funções públicas, a não ser nas hipóteses constitucionalmente previstas. 
d) Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime falimentar. 
34. (Cebraspe – TRT CE/2017) Pessoa jurídica da administração indireta criada por lei específica, com 
personalidade jurídica e patrimônio próprio, e que realiza apenas atividades de interesse público 
denomina-se 
a) empresa pública. 
b) sociedade de economia mista. 
c) fundação pública. 
d) autarquia. 
35. (Cebraspe – DPU/2016) Cria-se empresa pública e autoriza-se seu imediato funcionamento por 
meio de publicação de lei ordinária específica. 
36. (Cebraspe – DPU/2016) Em regra, as sociedades de economia mista devem realizar concurso 
público para contratar empregados. 
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1. E 
2. E 
3. A 
4. E 
5. A 
6. E 
7. B 
8. E 
9. C 
10. C 
11. A 
12. C 
13. C 
14. E 
15. C 
16. C 
17. E 
18. B 
19. E 
20. E 
21. E 
22. E 
23. C 
24. E 
25. C 
26. A 
27. C 
28. A 
29. C 
30. E 
31. E 
32. E 
33. C 
34. C 
35. E 
36. C 
 
 
 
ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 19ª Ed. Rio de Janeiro: 
Método, 2011. 
ARAGÃO, Alexandre Santos de. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012. 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2014. 
BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014. 
MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo: 
Malheiros Editores, 2013. 
 
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QUESTÕES PARA FIXAÇÃO 
 
1. (FCC – PGE GO/2021) A partir de apontamentos efetuados por órgãos de controle interno e 
externo, com a constatação de falhas reiteradas na gestão de pessoal, estrutura e materiais necessários 
à adequada prestação dos serviços hospitalares pela Administração de determinado Estado, estudo 
visando a dotá-los de maior eficiência propôs a criação de empresa pública, de capital do Estado, com a 
finalidade de prestar serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e ambulatorial à comunidade. 
Para tanto, competiria à empresa pública em questão administrar unidades hospitalares, promovendo, 
entre outros atos de gestão de hospitais, a contratação de empregados, submetidos a regime celetista, 
por meio de concurso público, e a aquisição de materiais, de modo centralizado, mediante licitação. 
À luz das disposições constitucionais pertinentes e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a 
criação da empresa pública, nos moldes propostos, seria, em tese, 
a) viável, desde que haja lei complementar prévia que defina sua área de atuação. 
b) inviável, no que se refere à submissão de empregados ao regime celetista, uma vez que, diante da 
natureza pública dos serviços prestados, os funcionários concursados deverão ser regidos pelo estatuto dos 
servidores públicos do Estado respectivo. 
c) viável, dependendo sua instituição de autorização por lei específica. 
d) inviável, por não se destinarem as empresas públicas à prestação de serviços públicos, e sim à exploração 
de atividade econômica em sentido estrito, submetendo-se o ente ao regime jurídico próprio das empresas 
privadas, quanto a direitos e obrigações civis e trabalhistas. 
e) inviável, no que se refere à aquisição de materiais, que se sujeita ao estatuto jurídico próprio das 
empresas públicas e sociedades de economia mista, estabelecido por lei federal, observados os princípios 
da Administração pública. 
Comentário: 
a) as empresas públicas são criadas após autorização legislativa, e não há necessidade de definição da área 
de atuação por lei complementar – ERRADA; 
b) o regime jurídico de direito privado das empresas públicas independe da natureza dos serviços 
prestados. Assim, seus empregados se submetem ao regime celetista, e não ao estatutário – ERRADA; 
c) simples assim. A criação das empresas públicas depende de autorização legislativa prévia, por lei 
específica. Nos termos do art. 37, XIX da CF/88, “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e 
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autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à 
lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação” – CORRETA; 
d) as empresas públicas podem atuar tanto na exploração de atividade econômica quanto na prestação de 
serviços públicos – ERRADA; 
e) a criação da empresa é viável, e a aquisição de materiais deverá observar o procedimento licitatório 
previsto na Lei nº 13.303/16 – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
2. (FCC – PGE TO/2018) O Governo do Estado pretende instituir uma entidade dedicada a prestar 
serviços relacionados ao turismo no Estado e encaminha à Assembleia Legislativa o respectivo projeto 
de lei autorizativa. Sabe-se que tal entidade terá capital social dividido em quotas. O Governo estadual 
criará uma 
a) autarquia. 
b) fundação de direito privado. 
c) associação pública. 
d) empresa pública. 
e) sociedade de economia mista. 
Comentário: 
a) nas autarquias, a lei cria diretamente a entidade (não há lei autorizativa). Além disso, é uma entidade de 
direito público, cujo capital não é dividido em quotas. Seu patrimônio é formado a partir da transferência 
de bens do ente federado que a criar – ERRADA; 
b)as fundações se caracterizam por ser uma personificação de um patrimônio, não se falando em capital 
dividido em quotas – ERRADA; 
c) as associações públicas também não têm capital social divido em quotas, tendo em vista seu caráter 
público (natureza autárquica) – ERRADA; 
d) as empresas públicas são constituídas sob qualquer forma societária, de forma que seu capital social 
pode ser dividido conforme as várias formas admitidas em direito, incluindo as quotas ou as ações – 
CORRETA; 
e) já as SEM são criadas sob a forma de sociedade anônima, de forma que seu capital será dividido 
necessariamente em ações, e não em quotas – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
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3. (FCC – DPE AM/2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes 
características e contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempenhada e ao 
objeto cometido a cada uma. Nesse sentido, as 
a) fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, não se submetendo às regras do 
Código Civil. 
b) autarquias podem ser constituídas com personalidade de direito público ou privado, a depender da 
atividade desempenhada. 
c) sociedades de economia mista, mesmo quando atuam em regime de competição no mercado, integram 
a Administração indireta. 
d) empresas públicas se submetem integralmente ao regime jurídico de direito público, seja na atividade 
meio ou na atividade fim. 
e) organizações sociais, quando vinculadas ao poder público mediante contrato de gestão passam a integrar 
a Administração indireta. 
Comentário: 
a) as fundações públicas podem ter tanto personalidade jurídica de direito público quanto de direito 
privado – ERRADA; 
b) as autarquias são pessoas de direito público, que prestam serviços típicos da administração pública – 
ERRADA; 
c) as sociedades de economia mista e as empresas públicas, sejam prestadoras de serviços públicos, sejam 
exploradoras de atividade econômica integram a Administração Indireta – CORRETA; 
d) as empresas públicas se submetem a um regime jurídico de direito privado, mas não integralmente, pois 
deve obedecer a algumas regras de direito público, como a necessidade de contratação de pessoal via 
concurso público e submissão ao regime de licitações (ainda que seja um regime licitatório especial) – 
ERRADA; 
e) as organizações sociais não integram a administração, atuando ao lado do Estado na prestação de 
atividades de interesse social – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
4. (FCC – TRT PE/2018) A criação de uma empresa estatal deve 
a) observar a legislação civil e comercial aplicável à criação de empresas, exceto com relação ao capital, que 
nos primeiros seis meses deve pertencer integralmente ao ente público que a criou. 
b) ser precedida de autorização legislativa, o que a predicará com regime jurídico de direito público, 
inclusive quanto a seus bens e obrigatoriedade de submissão a licitação para todos os ajustes e contratos 
que celebrar. 
c) ser autorizada em audiência pública a ser realizada para o setor econômico em que vai atuar, de forma 
a serem colhidas eventuais impugnações quanto à concorrência desleal. 
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d) observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem prejuízo de ter sido 
previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de serviços públicos ou exploradora de atividade 
econômica. 
e) ser feita por meio de lei, da qual constarão, como anexo, os atos constitutivos que deverão ser levados 
a registro para regular funcionamento, e deverão prever o setor de atuação e o regime jurídico de 
exploração da atividade. 
Comentário: 
a) não há essa previsão. A criação das empresas estatais deve ocorrer a partir de autorização legislativa, 
com o posterior registro dos atos constitutivos no cartório competente – ERRADA; 
b) o regime a ser seguido pelas empresas estatais é de direito privado, e as normas de licitação e contratos 
devem seguir o disposto na legislação de regência (Lei 13.303/16), havendo possibilidade de dispensa ou 
inexigibilidade – ERRADA; 
c) não há necessidade de audiência pública para a criação de empresas estatais – ERRADA; 
d) exatamente. A personalidade jurídica das EP e SEM é de direito privado, observando a legislação quanto 
ao regime das entidades privadas, sendo que seu objeto pode ser a prestação de serviços públicos ou a 
exploração de atividade econômica – CORRETA; 
e) a criação das EP e SEM não é feita diretamente pela lei, mas sim através de autorização legislativa, 
dependendo de atos subsequentes para conclusão – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
5. (FCC – ALESE/2018) Integram a Administração pública indireta, dentre outros, as empresas 
públicas e sociedades de economia mista que 
a) são criadas por lei, sob regime de direito privado, para explorar atividade econômica de produção ou 
comercialização de bens, não para exploração de serviços públicos, pois estes exigem regime jurídico 
administrativo. 
b) têm a criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica de direito privado, podendo ambas 
explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos. 
c) têm a criação autorizada por lei, sendo a empresa pública instituída para exploração de serviços públicos 
e a sociedade de economia mista para exploração de atividade econômica. 
d) são criadas por lei, sob o regime de direito administrativo, pois ambas podem prestar serviço público em 
regime de exclusividade ou não. 
e) são criadas por seus estatutos jurídicos, independentemente de lei autorizativa, para explorar atividade 
econômica de produção ou comercialização de bens ou prestação de serviços, ainda que o exercício 
econômico esteja sujeito ao regime de monopólio da União. 
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Comentário: 
Nos termos do inc. XIX, art. 37, da CF/88, a instituição de empresa pública e de sociedade de economia 
mista deve ser autorizada por lei específica. Após a edição da lei autorizativa, será elaborado o ato 
constitutivo, cujo registro no órgão competente significará o início da personalidade jurídica da entidade. 
Assim, as empresas públicas e sociedades de economia mista nascem, efetivamente, após o registro de seu 
ato constitutivo no órgão competente. 
As empresas públicas e sociedades de economia mista podem desenvolver dois tipos de atividade: explorar 
atividade econômica ou prestar serviço público. 
Gabarito: alternativa B. 
6. (FCC – ALESE/2018) Considere: Y é empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, 
também de âmbito federal. Levando em conta as características de tais entidades, 
a) ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. 
b) Y deve, obrigatoriamente, estar estruturada sob a forma de sociedade anônima. 
c) ambas admitem a presença de pessoas da iniciativa privada em seu capital. 
d) apenas a empresa Y apresenta a característica da vinculação aos fins definidos na lei instituidora. 
e) o capital de Z poderá ser formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de direito público ou 
de outras pessoas administrativas, de um lado, e de recursos da iniciativa privada, de outro. 
Comentário: 
a) e b) as sociedades de economia mista devem, obrigatoriamente, ter a forma de sociedade anônima (S/A), 
conforme determina o art. 5º da Lei 13.303/2016; já as empresas públicas podem ser formadas sob 
qualquer forma admitida em direito – ERRADAS; 
c) as sociedades de economia mista admitem a participação de capital públicoe de capital privado, 
enquanto as empresas públicas só admitem capital público – ERRADA; 
d) ambas devem estar vinculadas aos fins definidos na lei instituidora – ERRADA; 
e) no caso das sociedades de economia mista, podem ser conjugados recursos de pessoas de direito público 
ou de outras pessoas administrativas com recursos de particulares. No entanto, o controle acionário da 
entidade deve permanecer com o ente instituidor, logo a maioria do capital votante sempre pertencerá ao 
ente que instituiu a entidade – CORRETA. 
Gabarito: alternativa E. 
7. (FCC – TRT SP/2018) A criação de uma sociedade de economia mista por um ente político, para 
prestação de serviço público de sua titularidade, expressa 
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a) organização administrativa sob a forma de desconcentração, tendo em vista que outra pessoa jurídica, 
ainda que com personalidade jurídica de direito público, desempenhará as atividades típicas da 
Administração pública. 
b) a possibilidade de incidência do regime jurídico de direito público para as pessoas jurídicas de direito 
privado integrantes da Administração pública, com exceção da incidência de normas e princípios aplicáveis 
à Administração central, como a obrigatoriedade de submissão a concurso público para contratação de 
servidores, porque não serão submetidos a regime estatutário. 
c) a transferência de competências para pessoas jurídicas com personalidade jurídica própria, autônomas 
e desprovidas de relação hierárquica ou de tutela com o ente que as instituiu. 
d) organização administrativa do ente público estruturada de forma desconcentrada, abrangendo 
delegação de competências para órgãos administrativos e pessoas jurídicas com personalidade jurídica 
própria. 
e) forma descentralizada de organização administrativa, na qual pessoas jurídicas são instituídas para 
integrar a Administração indireta do ente federado e desempenhar as atribuições especificadas nos atos 
institutivos, originalmente de atribuição da Administração central. 
Comentário: 
a) as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado criadas a partir do fenômeno 
da descentralização administrativa e não de desconcentração, já que essa última dá origem aos órgãos 
públicos, que não possuem personalidade jurídica – ERRADA; 
b) as normas e princípios que regem a Administração Pública em geral também atingem as sociedades de 
economia mista e empresas públicas, mesmo estas sendo dotadas de personalidade jurídica de direito 
privado. Assim, essas entidades se submetem a um regime híbrido, sendo que justamente no exemplo 
dado, temos a aplicação de uma norma de direito público no que diz respeito à contratação via concurso 
público; mas conjugada a uma norma de direito privado, tendo em vista que o regime de contratação é o 
celetista (CLT), e não estatutário – ERRADA; 
c) apesar de não existir hierarquia entre o ente criador e a entidade da administração indireta criada, existe 
a tutela, ou seja, o exercício de um controle finalístico sobre as atividades exercidas pelas sociedades de 
economia mista – ERRADA; 
d) conforme dissemos na explicação da alternativa A, a SEM surge do fenômeno da descentralização, em 
que há a criação de uma nova pessoa jurídica, e não desconcentração – ERRADA; 
e) perfeito! Resume tudo o que explicamos nas alternativas anteriores – CORRETA. 
Gabarito: alternativa E. 
8. (FCC – DETRAN MA/2018) Os serviços públicos, quando são prestados por entes da Administração 
indireta, como autarquias ou empresas estatais, 
a) subordinam-se ao regime jurídico de direito público e submetem-se ao controle da Administração, que 
poderá, na qualidade de poder concedente, promover alterações contratuais e na forma da execução dos 
serviços, o que não se imprime quando se trata de delegação para a iniciativa privada. 
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b) são delegados em sua titularidade, o que confere maior autonomia na execução contratual e, não 
obstante se submetam aos princípios que informam a prestação de serviços públicos, subordinam-se 
apenas ao controle legislativo e judicial. 
c) dependem da celebração de contratos de concessão ou permissão, nos quais estarão previstas as 
obrigações e condições de execução, bem como as hipóteses de extinção antecipada, como caducidade ou 
encampação. 
d) observam os princípios que regem a prestação de serviços públicos, atraindo a incidência do regime 
jurídico de direito público, inclusive no que se refere aos bens afetados, ainda que o proprietário dos 
mesmos tenha natureza jurídica de direito privado. 
e) devem encontrar previsão na lei que criou os referidos entes, tendo em vista que os mesmos têm 
natureza jurídica de direito público, incluída a empresa estatal, porque destinada à prestação de serviços 
públicos. 
Comentário: 
a) as autarquias submetem-se a regime de direito público; as empresas estatais, a regime de direito privado 
– ERRADA; 
b) quando os serviços são delegados às entidades administrativas, de fato há a transferência da titularidade 
e da execução desses serviços. Contudo, elas sofrem o controle da própria administração, além dos 
controles legislativo e judicial – ERRADA; 
c) os serviços prestados diretamente pelas entidades administrativas não dependem da celebração de 
contratos de concessão, mas sim de previsão legal, criando ou autorizando a criação da entidade e a ela 
transferindo a titularidade e execução do serviço – ERRADA; 
d) os bens afetados diretamente à prestação dos serviços públicos ganham algumas prerrogativas 
características de bens públicos, mesmo no caso daqueles pertencentes às entidades administrativas com 
personalidade de direito privado – CORRETA; 
e) as entidades da administração indireta podem ter personalidade jurídica de direito público ou de direito 
privado – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
9. (FCC – Prefeitura de Teresina - PI/2016) Pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma 
da legislação brasileira, com parte do capital pertencente a entes públicos, na condição de detentores do 
controle, prestadora de serviço público, sujeita a regime licitatório para contratação das atividades meio, 
descreve uma 
a) sociedade de economia mista. 
b) autarquia. 
c) fundação. 
d) empresa pública. 
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e) autarquia especial. 
Comentário: 
Tanto as empresas públicas como as sociedades de economia mista possuem personalidade de direito 
privado e podem explorar a prestação de serviços públicos. Contudo, segundo o enunciado, “parte do 
capital pertence a entes públicos”, o que caracteriza a entidade como uma sociedade de economia mista, 
já que, nas empresas públicas, todo o capital pertence a entes públicos. 
Gabarito: alternativa A. 
10. (FCC – TRF 1/2011) NÃO é considerada característica da sociedade de economia mista 
a) a criação independente de lei específica autorizadora. 
b) a personalidade jurídica de direito privado. 
c) a sujeição a controle estatal. 
d) a vinculação obrigatória aos fins definidos em lei. 
e) o desempenho de atividade de natureza econômica. 
Comentário: 
Podemos citar como características das empresas públicas e das sociedades de economia mista, entre 
outras: 
→ a criação e extinção autorizadas por lei; (a) 
→ personalidade jurídica de direito privado; (b) 
→ sujeição ao controle estatal; (c) 
→ derrogação parcial do regime de direito privado por normas de direito público; 
→ vinculação aos fins definidos na lei instituidora; (d) 
→ desempenho deatividade de natureza econômica. (e) 
Assim, podemos afirmar que a alternativa incorreta é a letra A, visto que a instituição de uma sociedade de 
economia mista deve ser autorizada por lei específica. 
Gabarito: alternativa A. 
11. (FCC – TCE AP/2012) Uma sociedade de economia mista foi condenada em ação judicial movida 
por empresa contratada ao pagamento por serviços executados e não pagos. Iniciada a execução judicial 
e recusando-se a pagar espontaneamente o débito, a sociedade de economia mista 
a) deverá ser executada da mesma forma que as entidades integrantes da Administração direta, em razão 
da sujeição aos princípios aplicáveis à Administração Pública. 
b) está protegida pela impenhorabilidade de seus bens e receitas, em face do regime de direito público a 
que se submete. 
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c) poderá ter seu patrimônio penhorado, eis que submetida às mesmas obrigações civis, trabalhistas e 
fiscais das empresas privadas. 
d) deverá ser executada da mesma forma que as empresas privadas, eis que se submete ao mesmo regime 
destas, exceto quanto às obrigações tributárias. 
e) somente poderá ter seus bens e receitas penhoradas em relação às obrigações trabalhistas. 
Comentário: 
a) em regra, as sociedades de economia mista devem se sujeitar ao mesmo regime jurídico das empresas 
privadas. Com efeito, no caso de ação de execução judicial (ação utilizada para exigir um direito 
reconhecido, como a cobrança de uma dívida), também serão seguidas as mesmas regras das empresas 
privadas, uma vez que, normalmente, os bens dessas entidades são considerados como bens privados – 
ERRADA; 
b) os bens das SEMs não possuem o atributo da impenhorabilidade, uma vez que são bens privados. Logo, 
o item está errado. Lógico que há a exceção dos bens das empresas públicas e sociedades de economia 
mista que prestam serviço público, que, quando estiverem afetados diretamente à prestação do serviço, 
gozarão dos mesmos privilégios da fazenda pública, em homenagem ao princípio da continuidade – 
ERRADA; 
c) Exatamente! Em regra, o patrimônio dessas entidades poderá ser penhorado, eis que se submetem às 
mesmas obrigações civis, trabalhistas e fiscais das empresas privadas – CORRETA; 
d) deverá ser executada da mesma forma que as empresas privadas, eis que se submete ao mesmo regime 
destas, exceto inclusive quanto às obrigações tributárias – ERRADA; 
e) as SEMs sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e 
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
12. (FCC – TCE AP/2012) O Estado pretende criar entidade dotada de autonomia, integrante da 
Administração indireta, para exercer atividade de natureza econômica, com a participação de entidade 
privada na constituição do correspondente capital social. 
Atende a tal objetivo 
a) uma Empresa pública. 
b) uma Sociedade de economia mista. 
c) uma Parceria Público-Privada. 
d) um Consórcio público. 
e) uma Organização Social − OS. 
Comentário: 
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==28bcf3==
A Administração indireta é composta por autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades 
de economia mista. Vimos que apenas essas últimas são utilizadas para exercer atividade econômica. 
Contudo, as empresas públicas são compostas por capital 100% público, enquanto as SEM admitem capital 
público e privado, mas a maioria do capital com direito a voto deve ser público. Dessa forma, o gabarito é 
a opção B. 
As parcerias público-privadas são contratos de concessão regulados pela Lei 11.079/2004. 
Os consórcios públicos são pessoas jurídicas de direito público, quando associação pública, ou de direito 
privado, decorrentes de contratos firmados entre os entes federados, após autorização legislativa de cada 
um, para a gestão associada de serviços públicos e de objetivos comuns dos consorciados, através de 
delegação e sem fins econômicos. Assim, os consórcios públicos constituem uma modalidade de delegação 
de serviços públicos por contrato. Quando de direito público (associações públicas), os consórcios integram 
a administração indireta de todos os entes da Federação consorciados, constituindo-se em uma espécie de 
autarquia interfederativa. De qualquer forma, os consórcios não se destinam a fins econômicos. 
Por último, as OS não integram a Administração indireta (nem direta) e também não realizam atividade 
econômica. 
Gabarito: alternativa B. 
13. (FCC – SEFAZ SP/2013) O Estado pretende descentralizar a execução de atividade atualmente 
desempenhada no âmbito da Administração direta, consistente nos serviços de ampliação e manutenção 
de hidrovia estadual, em face da especialidade de tais serviços. Estudos realizados indicaram que será 
possível a cobrança de outorga pela concessão, a particulares, do uso de portos fluviais que serão 
instalados na referida hidrovia, recursos esses que serão destinados a garantir a autossuficiência 
financeira da entidade a ser criada. Considerando os objetivos almejados, poderá ser instituída 
a) autarquia, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado dotada do poder de autoadministração, 
nos limites previstos na lei instituidora. 
b) agência reguladora, sob a forma de autarquia de regime especial, cuja criação deve ser autorizada por 
lei, dotada de autonomia orçamentária e financeira. 
c) agência executiva, sob a forma de empresa ou de autarquia que celebre contrato de gestão com a 
Administração direta para ampliação de sua autonomia. 
d) sociedade de economia mista, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, submetida aos 
princípios aplicáveis à Administração pública, e cuja criação é autorizada por lei. 
e) empresa pública, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, criada por lei específica e com 
patrimônio afetado à finalidade para a qual foi instituída. 
Comentário: 
Vejamos o que dispõe a CF/88: 
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Art. 37. [...] XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a 
instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; 
Quando o ente administrativo for de direito público, ele será criado diretamente por lei específica. 
Entretanto, quando for de direito privado, terá apenas a autorização legislativa para sua criação. 
A opção A está errada, pois as autarquias são de direito público. Da mesma forma, as alternativas B e C 
estão erradas, pois as agências reguladoras e as agências executivas são espécies de autarquias (são criadas 
diretamente por lei e não são empresas). 
A letra D está perfeita e é o nosso gabarito, pois as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de 
direito privado cuja criação depende de lei autorizativa. 
Por fim, a opção E está errada, uma vez que a criação de empresas públicas é apenas autorizada por lei. 
Gabarito: alternativa D. 
14. (FCC – TCE PR/2011) Inserem-se entre as entidades integrantes da Administração pública indireta, 
além das empresas públicas, as 
a) sociedades de economia mista, as fundações públicas e as Organizações Sociais ligadas à Administração 
por contrato de gestão. 
b) autarquias, fundações e sociedades de economia mista, que são pessoas jurídicas de direito público. 
c) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica, que se submetem ao mesmo 
regime jurídico das empresas privadas e aos princípios aplicáveisà Administração Pública. 
d) fundações e autarquias, excluídas as sociedades de economia mista. 
e) sociedades de economia mista, exceto as que operam no domínio econômico em regime de competição 
com as empresas privadas. 
Comentário: 
Vamos analisar individualmente cada alternativa. 
a) Errado: esse assunto não será objeto de nosso curso. Por esse motivo, o que nos cabe saber, nesse 
momento, é que as organizações sociais não pertencem à administração pública, mas sim ao terceiro setor; 
b) Errado: as autarquias são pessoas jurídicas de direito público, ao passo que as sociedades de economia 
mista são pessoas jurídicas de direito privado. As fundações públicas podem ser de direito público ou de 
direito privado, conforme o caso; 
c) Correto: as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da 
Administração Indireta, tendo por objetivo, como regra, a exploração de atividades de caráter econômico 
e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços públicos. Quando explorarem atividade econômica, devem 
se submeter ao mesmo regime jurídico das empresas privadas (CF, art. 173, §1º, II), sem deixar de observar 
os princípios aplicáveis à Administração Pública (CF, art. 37, caput); 
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d) Errado: acabamos de ver que as sociedades de economia mista também integram a Administração 
Indireta; 
e) Errado: as sociedades de economia mista sempre integram a Administração Indireta, não importa se 
exploram atividade econômica ou prestam serviços públicos. 
Gabarito: alternativa C. 
15. (FCC – TRE TO/2011) Constitui traço distintivo entre sociedade de economia mista e empresa 
pública: 
a) forma de organização, isto é, forma jurídica. 
b) desempenho de atividade de natureza econômica. 
c) criação autorizada por lei. 
d) sujeição a controle estatal. 
e) personalidade jurídica de direito privado. 
Comentário: 
As semelhanças entre as SEMs e as EPs são diversas. No entanto, elas se diferenciam em alguns pontos, 
quais sejam a forma jurídica, a composição de capital, e o foro processual, no caso das entidades federais. 
Dessa forma, podemos assinalar a alternativa A como correta. As demais alternativas apresentam 
semelhanças entre as duas entidades. 
Gabarito: alternativa A. 
16. (FCC – TST/2012) Uma empresa que conte com controle acionário privado e participação 
minoritária de capital estatal 
a) é considerada sociedade de economia mista, porém não integrante da Administração Indireta. 
b) é considerada empresa pública, integrante da Administração Indireta. 
c) é considerada empresa pública, porém não integrante da Administração Indireta. 
d) é considerada sociedade de economia mista, integrante da Administração Indireta. 
e) não é considerada nem empresa pública, nem sociedade de economia mista. 
Comentário: 
No caso das empresas públicas, o capital deve ser 100% público. Por outro lado, para as sociedades de 
economia mista, podem ser conjugados recursos de pessoas de direito público ou de outras pessoas 
administrativas, juntamente com recursos de particulares. No entanto, o controle acionário da entidade 
deve permanecer com o ente instituidor, logo a maioria do capital votante sempre pertencerá ao ente que 
instituiu a entidade. 
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Logo, o enunciado da questão não apresentou nem empresa pública, nem sociedade de economia mista, e 
sim uma empresa privada. Portanto, a opção E está correta. 
Gabarito: alternativa E. 
17. (FCC – TRT 6/2012) A respeito do regime jurídico das entidades integrantes da Administração 
Pública indireta é correto afirmar que é 
a) de direito privado para as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade 
econômica, sem prejuízo da aplicação dos princípios constitucionais da Administração Pública. 
b) de direito público para as fundações, autarquias e empresas públicas e de direito privado para as 
sociedades de economia mista. 
c) sempre de direito privado, parcialmente derrogado pelas prerrogativas e sujeições decorrentes dos 
princípios aplicáveis à Administração pública. 
d) sempre de direito público, exceto para as entidades caracterizadas como agências executivas ou 
autarquias de regime especial. 
e) sempre de direito privado, em relação à legislação trabalhista e tributária, e de direito público em relação 
aos bens afetados ao serviço público. 
Comentário: 
a) as empresas públicas e as sociedades de economia mista submetem-se ao regime jurídico de direito 
privado, mas devem seguir os princípios constitucionais da Administração Pública, como a legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência – CORRETA; 
b) as autarquias sempre possuirão regime jurídico de direito público. Já as fundações públicas podem 
possuir o regime de direito público, ou de direito privado, conforme o caso. Por fim, as empresas públicas 
e as sociedades de economia mista terão sempre regime de direito privado (ressaltamos que o mais 
adequado é falar em regime híbrido) – ERRADA; 
c) as empresas públicas e as sociedades de economia mista sempre terão regime de direito privado, 
parcialmente derrogado pelas prerrogativas e sujeições decorrentes dos princípios aplicáveis à 
Administração pública. Portanto, essa regra não vale para todas as entidades administrativas – ERRADA; 
d) novamente, as entidades administrativas podem possuir regime de direito público ou de direito privado, 
conforme o caso. Além disso, as agências executivas e as autarquias de regime especial são espécies de 
autarquias e, portanto, possuem regime de direito público – ERRADA; 
e) dispensa comentários, pois existem entidades com regime de direito público e outras com regime de 
direito privado – ERRADA. 
Gabarito: alternativa A. 
18. (FCC – TRT 1/2013) A respeito das entidades integrantes da Administração indireta, é correto 
afirmar que 
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a) se submetem, todas, ao regime jurídico de direito público, com observância aos princípios constitucionais 
e às demais regras aplicáveis à Administração pública. 
b) as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica submetem-se 
ao regime tributário próprio das empresas privadas. 
c) as autarquias regem-se pelo princípio da especialização e submetem-se ao regime jurídico de direito 
público, gozando de capacidade política. 
d) apenas as empresas públicas podem explorar atividade econômica e sempre em caráter supletivo à 
iniciativa privada, submetidas ao regime próprio das empresas privadas, salvo em matéria tributária. 
e) apenas as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime de direito privado, podendo orientar 
suas atividades para a obtenção de lucro. 
Comentário: 
a) as fundações públicas de direito privado, as empresas públicas e a as sociedades de economia mista se 
submetem ao regime jurídico de direito privado – ERRADA; 
b) as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica sujeitam-se 
ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, 
comerciais, trabalhistas e tributários (CF, art. 173, §1º, II) – CORRETA; 
c) as autarquias regem-se pelo princípio da especialização e submetem-se ao regime jurídico de direito 
público, mas não gozam de capacidade política, que é exclusividade dos entes políticos (União, estados, 
Distrito Federal e municípios) – ERRADA; 
d) as sociedades de economia mista e as empresas públicas podem explorar atividade econômica. Logo,não são apenas as empresas públicas. Além disso, elas estão submetidas ao regime próprio das empresas 
privadas, inclusive quanto à matéria tributária – ERRADA; 
e) apenas as empresas públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime de direito 
privado, podendo orientar suas atividades para a obtenção de lucro (lembrando que parte da doutrina 
defende que elas podem obter lucro, mas não devem ser criadas isoladamente com essa finalidade) – 
ERRADA. 
Gabarito: alternativa B. 
19. (FCC – TRT 1/2013) Distinguem-se as autarquias das sociedades de economia mista que exploram 
atividade econômica, dentre outras características, em função de 
a) não serem dotadas de autonomia e personalidade jurídica própria, embora submetidas ao regime 
jurídico de direito privado. 
b) seu regime jurídico de direito público, exceto quanto ao processo de execução ao qual se submetem, 
típico do direito privado. 
c) sua criação ser autorizada por lei, bem como por se submeterem tanto ao regime jurídico público, quanto 
ao regime jurídico privado. 
d) serem criadas por lei, bem como em função de seu regime jurídico de direito público. 
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e) se submeterem a processo especial de execução, que excetua o regime dos precatórios, embora não 
afaste a prescritibilidade de seus bens. 
Comentário: 
A questão quer saber em que as autarquias se diferenciam das sociedades de economia mista que exploram 
atividade econômica. Como vimos, as autarquias são criadas por lei e possuem regime jurídico de direito 
público. Logo, a opção D está correta. Vamos analisar as demais alternativas: 
a) ambas são dotadas de autonomia e personalidade jurídica própria. Contudo, as sociedades de economia 
mista se submetem ao regime jurídico de direito privado, enquanto as autarquias se submetem ao regime 
jurídico de direito público – ERRADA; 
b) as autarquias seguem o regime jurídico de direito público e, por isso, possuem as prerrogativas da 
fazenda quanto ao processo de execução de suas dívidas (dentre outras regras, seguem o regime de 
precatórios e seus bens são impenhoráveis) – ERRADA; 
c) as autarquias são criadas por lei e seu regime jurídico é sempre de direito público, enquanto as 
sociedades de economia mista são autorizadas mediante lei específica, possuindo regime jurídico de direito 
privado – ERRADA; 
e) tendo em vista que os bens das autarquias são considerados bens públicos, eles admitem as 
prerrogativas da impenhorabilidade – quitação por meio do sistema de precatórios –, e da 
imprescritibilidade – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
20. (FCC – TRT 1/2013) Em relação às empresas estatais, é correto afirmar que 
a) se submetem ao regime jurídico de direito público quando se tratar de empresa pública, porque o capital 
pertence a pessoas jurídicas de direito público. 
b) se submetem ao regime jurídico típico das empresas privadas, com derrogações por normas de direito 
público. 
c) não se submetem a lei de licitações, porque sujeitas ao regime jurídico típico de direito privado. 
d) não se submetem a lei de licitações, salvo no que se refere às suas atividades fins, que dependem sempre 
de licitação. 
e) se submetem integralmente ao regime jurídico de direito privado, sem derrogações, a fim de resguardar 
o princípio da isonomia em relação às demais empresas que atuem no setor. 
Comentário: 
a) as empresas estatais (empresas públicas e sociedades de economia mista) se submetem ao regime 
jurídico de direito privado – ERRADA; 
b) as empresas públicas e sociedades de economia mista submetem-se ao regime jurídico próprio das 
empresas privadas, com derrogação de regras de direito pública (por exemplo: submetem-se aos princípios 
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constitucionais da Administração Pública; têm o dever de licitar para os bens relativos a atividades meio; 
realizam concurso público, etc.) – CORRETA; 
c) e d) essas entidades possuem o dever de licitar e, portanto, submetem-se à Lei de Licitações, 
particularmente quanto a suas atividades meio. Para as atividades fins, porém, elas não precisam licitar – 
ERRADA; 
e) se submetem ao regime jurídico de direito privado, mas com derrogação parcial do regime de direito 
privado por normas de direito público. Por esse motivo, a doutrina costuma falar que o regime jurídico é 
híbrido – ERRADA. 
Gabarito: alternativa B. 
21. (FCC – TRF 2/2012) A administração indireta compreende, além de outras entidades, as empresas 
públicas e sociedades de economia mista, as quais têm personalidade jurídica de direito 
a) público e privado, respectivamente, criadas por lei de iniciativa do Poder Executivo. 
b) privado, instituídas mediante autorização de lei específica. 
c) público e independem de lei complementar para suas instituições. 
d) privado e público, respectivamente, sendo instituídas mediante lei específica. 
e) público, criadas por ato específico e privativo do chefe do Poder Executivo. 
Comentário: 
Em qualquer situação, as empresas públicas e as sociedades de economia mista possuem natureza jurídica 
de direito privado. Isso porque essas entidades são efetivamente criadas com o registro de seu ato 
constitutivo. Portanto, a instituição de empresa pública e de sociedade de economia mista deve ser 
autorizada por lei específica. 
Gabarito: alternativa B. 
É isso. Terminamos. 
Até a próxima! 
Bons estudos. 
HERBERT ALMEIDA. 
http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/herbert-almeida-3314/ 
 
@profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
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/profherbertalmeida e /controleexterno 
Se preferir, basta escanear as figuras abaixo: 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS NA AULA 
1. (FCC – PGE GO/2021) A partir de apontamentos efetuados por órgãos de controle interno e 
externo, com a constatação de falhas reiteradas na gestão de pessoal, estrutura e materiais necessários 
à adequada prestação dos serviços hospitalares pela Administração de determinado Estado, estudo 
visando a dotá-los de maior eficiência propôs a criação de empresa pública, de capital do Estado, com a 
finalidade de prestar serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e ambulatorial à comunidade. 
Para tanto, competiria à empresa pública em questão administrar unidades hospitalares, promovendo, 
entre outros atos de gestão de hospitais, a contratação de empregados, submetidos a regime celetista, 
por meio de concurso público, e a aquisição de materiais, de modo centralizado, mediante licitação. 
À luz das disposições constitucionais pertinentes e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a 
criação da empresa pública, nos moldes propostos, seria, em tese, 
a) viável, desde que haja lei complementar prévia que defina sua área de atuação. 
b) inviável, no que se refere à submissão de empregados ao regime celetista, uma vez que, diante da 
natureza pública dos serviços prestados, os funcionários concursados deverão ser regidos pelo estatuto dos 
servidores públicos do Estado respectivo. 
c) viável, dependendo sua instituição de autorização por lei específica. 
d) inviável, por não se destinarem as empresas públicas à prestação de serviços públicos, e sim à exploração 
de atividade econômica em sentido estrito, submetendo-se o ente ao regime jurídico próprio das empresasprivadas, quanto a direitos e obrigações civis e trabalhistas. 
e) inviável, no que se refere à aquisição de materiais, que se sujeita ao estatuto jurídico próprio das 
empresas públicas e sociedades de economia mista, estabelecido por lei federal, observados os princípios 
da Administração pública. 
2. (FCC – PGE TO/2018) O Governo do Estado pretende instituir uma entidade dedicada a prestar 
serviços relacionados ao turismo no Estado e encaminha à Assembleia Legislativa o respectivo projeto 
de lei autorizativa. Sabe-se que tal entidade terá capital social dividido em quotas. O Governo estadual 
criará uma 
a) autarquia. 
b) fundação de direito privado. 
c) associação pública. 
d) empresa pública. 
e) sociedade de economia mista. 
3. (FCC – DPE AM/2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes 
características e contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempenhada e ao 
objeto cometido a cada uma. Nesse sentido, as 
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a) fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, não se submetendo às regras do 
Código Civil. 
b) autarquias podem ser constituídas com personalidade de direito público ou privado, a depender da 
atividade desempenhada. 
c) sociedades de economia mista, mesmo quando atuam em regime de competição no mercado, integram 
a Administração indireta. 
d) empresas públicas se submetem integralmente ao regime jurídico de direito público, seja na atividade 
meio ou na atividade fim. 
e) organizações sociais, quando vinculadas ao poder público mediante contrato de gestão passam a integrar 
a Administração indireta. 
4. (FCC – TRT PE/2018) A criação de uma empresa estatal deve 
a) observar a legislação civil e comercial aplicável à criação de empresas, exceto com relação ao capital, que 
nos primeiros seis meses deve pertencer integralmente ao ente público que a criou. 
b) ser precedida de autorização legislativa, o que a predicará com regime jurídico de direito público, 
inclusive quanto a seus bens e obrigatoriedade de submissão a licitação para todos os ajustes e contratos 
que celebrar. 
c) ser autorizada em audiência pública a ser realizada para o setor econômico em que vai atuar, de forma 
a serem colhidas eventuais impugnações quanto à concorrência desleal. 
d) observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem prejuízo de ter sido 
previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de serviços públicos ou exploradora de atividade 
econômica. 
e) ser feita por meio de lei, da qual constarão, como anexo, os atos constitutivos que deverão ser levados 
a registro para regular funcionamento, e deverão prever o setor de atuação e o regime jurídico de 
exploração da atividade. 
5. (FCC – ALESE/2018) Integram a Administração pública indireta, dentre outros, as empresas 
públicas e sociedades de economia mista que 
a) são criadas por lei, sob regime de direito privado, para explorar atividade econômica de produção ou 
comercialização de bens, não para exploração de serviços públicos, pois estes exigem regime jurídico 
administrativo. 
b) têm a criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica de direito privado, podendo ambas 
explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos. 
c) têm a criação autorizada por lei, sendo a empresa pública instituída para exploração de serviços públicos 
e a sociedade de economia mista para exploração de atividade econômica. 
d) são criadas por lei, sob o regime de direito administrativo, pois ambas podem prestar serviço público em 
regime de exclusividade ou não. 
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e) são criadas por seus estatutos jurídicos, independentemente de lei autorizativa, para explorar atividade 
econômica de produção ou comercialização de bens ou prestação de serviços, ainda que o exercício 
econômico esteja sujeito ao regime de monopólio da União. 
6. (FCC – ALESE/2018) Considere: Y é empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, 
também de âmbito federal. Levando em conta as características de tais entidades, 
a) ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. 
b) Y deve, obrigatoriamente, estar estruturada sob a forma de sociedade anônima. 
c) ambas admitem a presença de pessoas da iniciativa privada em seu capital. 
d) apenas a empresa Y apresenta a característica da vinculação aos fins definidos na lei instituidora. 
e) o capital de Z poderá ser formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de direito público ou 
de outras pessoas administrativas, de um lado, e de recursos da iniciativa privada, de outro. 
7. (FCC – TRT SP/2018) A criação de uma sociedade de economia mista por um ente político, para 
prestação de serviço público de sua titularidade, expressa 
a) organização administrativa sob a forma de desconcentração, tendo em vista que outra pessoa jurídica, 
ainda que com personalidade jurídica de direito público, desempenhará as atividades típicas da 
Administração pública. 
b) a possibilidade de incidência do regime jurídico de direito público para as pessoas jurídicas de direito 
privado integrantes da Administração pública, com exceção da incidência de normas e princípios aplicáveis 
à Administração central, como a obrigatoriedade de submissão a concurso público para contratação de 
servidores, porque não serão submetidos a regime estatutário. 
c) a transferência de competências para pessoas jurídicas com personalidade jurídica própria, autônomas 
e desprovidas de relação hierárquica ou de tutela com o ente que as instituiu. 
d) organização administrativa do ente público estruturada de forma desconcentrada, abrangendo 
delegação de competências para órgãos administrativos e pessoas jurídicas com personalidade jurídica 
própria. 
e) forma descentralizada de organização administrativa, na qual pessoas jurídicas são instituídas para 
integrar a Administração indireta do ente federado e desempenhar as atribuições especificadas nos atos 
institutivos, originalmente de atribuição da Administração central. 
8. (FCC – DETRAN MA/2018) Os serviços públicos, quando são prestados por entes da Administração 
indireta, como autarquias ou empresas estatais, 
a) subordinam-se ao regime jurídico de direito público e submetem-se ao controle da Administração, que 
poderá, na qualidade de poder concedente, promover alterações contratuais e na forma da execução dos 
serviços, o que não se imprime quando se trata de delegação para a iniciativa privada. 
b) são delegados em sua titularidade, o que confere maior autonomia na execução contratual e, não 
obstante se submetam aos princípios que informam a prestação de serviços públicos, subordinam-se 
apenas ao controle legislativo e judicial. 
c) dependem da celebração de contratos de concessão ou permissão, nos quais estarão previstas as 
obrigações e condições de execução, bem como as hipóteses de extinção antecipada, como caducidade ou 
encampação. 
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d) observam os princípios que regem a prestação de serviços públicos, atraindo a incidência do regime 
jurídico de direito público, inclusive no que se refere aos bens afetados, ainda que o proprietário dos 
mesmos tenha natureza jurídica de direito privado. 
e) devem encontrar previsão na lei que criou os referidos entes, tendo em vista que os mesmos têm 
natureza jurídica de direito público, incluída a empresa estatal, porque destinada à prestação de serviços 
públicos. 
9. (FCC§1º, CF, preveja que essa lei deva regulamentar somente as estatais exploradoras da 
atividade econômica, ela também regula as prestadoras de serviços públicos. Assim, a Lei 13.303/2016 se 
aplica a ambas. 
Uma importante regra disposta na CF trata da concorrência no mercado. De acordo com o art. 173, §1º, II, 
CF, as estatais que atuam na exploração de atividade econômica devem se sujeitar ao regime próprio das 
empresas privadas, inclusive quanto às obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributárias. O objetivo 
dessa regra é evitar um desequilíbrio no mercado. Nesse sentido, o §2º, art. 173, CF, estabelece que as 
”empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não 
extensivos às do setor privado”. Assim, se o Banco do Brasil receber uma isenção fiscal, ela também deverá 
ser aplicada aos bancos privados. 
Quanto às estatais prestadoras de serviço público, há de se mencionar que elas não podem ser exercer 
qualquer tipo de serviço público. Estão vedadas as atividades típicas de Estado, aquelas que só podem ser 
prestadas por pessoas jurídicas de direito público. 
 
(TRT PE - 2018) A criação de uma empresa estatal deve observar a legislação aplicável para instituição de 
empresas privadas, sem prejuízo de ter sido previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de 
serviços públicos ou exploradora de atividade econômica. 
Comentários: as empresas estatais são criadas na forma da legislação prevista para as empresas privadas, 
pois dependem do registro do respectivo ato constitutivo. No entanto, além de observar essas regras, a 
criação depende de prévia autorização legal. Ademais, elas podem atuar em dois setores: (i) exploração de 
atividade econômica; (ii) prestação de serviços públicos. Item correto! 
 
As empresas estatais submetem-se à tutela do ente instituidor, por intermédio do ministério do setor 
correspondente, como ocorre com as autarquias e fundações. Por exemplo: a Petrobrás está vinculada ao 
ministério do setor correspondente. 
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Vale deixar claro mais uma vez que não existe hierarquia entre as entidades administrativas e o ente 
instituidor, mas tão somente vinculação para fins de tutela ou supervisão ministerial. 
Havia controvérsia em relação à submissão das EP e das SEM ao controle dos tribunais de contas, sobretudo 
quanto ao dever de prestar contas. Antigamente, o STF entendia que tais entidades, por possuírem 
natureza de direito privado, não possuíam o dever de prestar contas, nem podiam ser fiscalizadas pelos 
tribunais de contas. No entanto, o próprio STF superou este entendimento, fixando a tese de que as EP e 
as SEM estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas. 
Esse entendimento foi sedimentado com a edição da Lei 13.303/2016, que expressamente estabelece que 
os órgãos de controle externo e interno fiscalizarão as empresas públicas e as sociedades de economia 
mista, inclusive aquelas domiciliadas no exterior (art. 85, caput). Além disso, o art. 87, caput, da Lei das 
Estatais prevê que o controle das despesas será feito pelos órgãos do sistema de controle interno e pelo 
tribunal de contas competente, sendo as EP e as SEM responsáveis pela demonstração da legalidade e 
regularidade do uso de seus recursos. 
Não obstante o controle, a Lei 13.303/2016 prevê que a supervisão ministerial e as ações de fiscalização 
realizadas pelos órgãos ou entes de controle não podem reduzir a autonomia dessas entidades ou significar 
ingerência no exercício de suas competências (arts. 89 e 90). 
A responsabilidade civil das empresas estatais vai variar conforme a atividade desempenhada. 
Se a estatal for prestadora de serviços públicos, a responsabilidade civil será regida pelo direito público, 
aplicando-se a teoria do risco administrativa, ou seja, a entidade responderá objetivamente pelos danos 
causados a terceiros por seus agentes públicos. 
Por outro lado, se a estatal for exploradora de atividade econômica, a responsabilidade civil será regida 
pelo direito privado. Nesse caso, em regra, a responsabilidade civil será subjetiva. 
 
Prestadora de serviço público
Direito público
Regra: responsabilidade objetiva
Exploradora de atividade econômica
Direito privado
Regra: responsabilidade 
subjetiva
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O § 1º, do art. 173, da CF dispôs que a “lei” estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da 
sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou 
comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: 
a) sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; 
b) a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e 
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários; 
c) licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da 
administração pública; 
d) a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação de 
acionistas minoritários; 
e) os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. 
O mencionado estatuto jurídico das EP e SEM está disciplinado na Lei 13.303/2016. Portanto, podemos 
dizer que a Lei 13.303/2016, ou simplesmente Lei das Estatais, trata do regime jurídico específico das 
empresas públicas e das sociedades de economia mista. 
Ademais, algumas regras já estão claras na Constituição e, portanto, merecem maior destaque. 
As empresas públicas e as sociedades de economia mista sempre possuirão natureza jurídica de direito 
privado, pois são efetivamente criadas com o registro de seu ato constitutivo. Apesar disso, o regime 
jurídico dessas entidades é sempre híbrido, pois, em algumas situações, há o predomínio de regras de 
direito privado, em outras, de direito público. No entanto, as questões de concurso não costumam ser tão 
técnicas. Muitas vezes, as afirmativas tratam o regime jurídico como de direito privado, para diferenciá-los 
do regime de direito público “puro” das outras entidades. Assim, o candidato pode considerar correto se a 
questão falar simplesmente em regime de direito privado para as estatais, embora o termo técnico seja 
regime jurídico híbrido. 
Sob esse regime híbrido, a preponderância das regras de direito público ou privado é determinada pela 
natureza da atividade desenvolvida. As EP e as SEM que exploram atividade econômica atuam com 
predomínio das regras de direito privado, porquanto o art. 173, § 1º, II, da CF, estabelece que o estatuto 
dessas entidades se sujeita ao regime jurídico próprio das empresas privadas. Dessa forma, essas entidades 
só se submetem às regras de direito público quando a Constituição assim o determine, expressa ou 
implicitamente. O motivo é simples: se a própria Constituição determinou que elas devem seguir as regras 
próprias das empresas privadas, somente a mesma Constituição poderá estabelecer exceções. 
No ensejo, ressalte-se que existem várias disposições constitucionais aplicáveis às estatais. O art. 37, caput, 
CF, estabelece que os princípios gerais da Administração Pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência) são aplicáveis às EP e às SEM, mesmo quando exploram atividades econômicas. 
Essas entidades se sujeitam ao concurso público (CF, art. 37, II). Para o desempenho de suas atividades, as 
empresas devem realizar licitação (CF, art. 37, XXI; e art. 173, § 1º, III; Lei 13.303/2016, art. 28). A 
organização dessas entidades também depende de regras de direito público, uma vez que dependem de 
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Concursos da– Prefeitura de Teresina - PI/2016) Pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma 
da legislação brasileira, com parte do capital pertencente a entes públicos, na condição de detentores do 
controle, prestadora de serviço público, sujeita a regime licitatório para contratação das atividades meio, 
descreve uma 
a) sociedade de economia mista. 
b) autarquia. 
c) fundação. 
d) empresa pública. 
e) autarquia especial. 
10. (FCC – TRF 1/2011) NÃO é considerada característica da sociedade de economia mista 
a) a criação independente de lei específica autorizadora. 
b) a personalidade jurídica de direito privado. 
c) a sujeição a controle estatal. 
d) a vinculação obrigatória aos fins definidos em lei. 
e) o desempenho de atividade de natureza econômica. 
11. (FCC – TCE AP/2012) Uma sociedade de economia mista foi condenada em ação judicial movida 
por empresa contratada ao pagamento por serviços executados e não pagos. Iniciada a execução judicial 
e recusando-se a pagar espontaneamente o débito, a sociedade de economia mista 
a) deverá ser executada da mesma forma que as entidades integrantes da Administração direta, em razão 
da sujeição aos princípios aplicáveis à Administração Pública. 
b) está protegida pela impenhorabilidade de seus bens e receitas, em face do regime de direito público a 
que se submete. 
c) poderá ter seu patrimônio penhorado, eis que submetida às mesmas obrigações civis, trabalhistas e 
fiscais das empresas privadas. 
d) deverá ser executada da mesma forma que as empresas privadas, eis que se submete ao mesmo regime 
destas, exceto quanto às obrigações tributárias. 
e) somente poderá ter seus bens e receitas penhoradas em relação às obrigações trabalhistas. 
12. (FCC – TCE AP/2012) O Estado pretende criar entidade dotada de autonomia, integrante da 
Administração indireta, para exercer atividade de natureza econômica, com a participação de entidade 
privada na constituição do correspondente capital social. 
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Atende a tal objetivo 
a) uma Empresa pública. 
b) uma Sociedade de economia mista. 
c) uma Parceria Público-Privada. 
d) um Consórcio público. 
e) uma Organização Social − OS. 
13. (FCC – SEFAZ SP/2013) O Estado pretende descentralizar a execução de atividade atualmente 
desempenhada no âmbito da Administração direta, consistente nos serviços de ampliação e manutenção 
de hidrovia estadual, em face da especialidade de tais serviços. Estudos realizados indicaram que será 
possível a cobrança de outorga pela concessão, a particulares, do uso de portos fluviais que serão 
instalados na referida hidrovia, recursos esses que serão destinados a garantir a autossuficiência 
financeira da entidade a ser criada. Considerando os objetivos almejados, poderá ser instituída 
a) autarquia, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado dotada do poder de autoadministração, 
nos limites previstos na lei instituidora. 
b) agência reguladora, sob a forma de autarquia de regime especial, cuja criação deve ser autorizada por 
lei, dotada de autonomia orçamentária e financeira. 
c) agência executiva, sob a forma de empresa ou de autarquia que celebre contrato de gestão com a 
Administração direta para ampliação de sua autonomia. 
d) sociedade de economia mista, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, submetida aos 
princípios aplicáveis à Administração pública, e cuja criação é autorizada por lei. 
e) empresa pública, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, criada por lei específica e com 
patrimônio afetado à finalidade para a qual foi instituída. 
14. (FCC – TCE PR/2011) Inserem-se entre as entidades integrantes da Administração pública indireta, 
além das empresas públicas, as 
a) sociedades de economia mista, as fundações públicas e as Organizações Sociais ligadas à Administração 
por contrato de gestão. 
b) autarquias, fundações e sociedades de economia mista, que são pessoas jurídicas de direito público. 
c) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica, que se submetem ao mesmo 
regime jurídico das empresas privadas e aos princípios aplicáveis à Administração Pública. 
d) fundações e autarquias, excluídas as sociedades de economia mista. 
e) sociedades de economia mista, exceto as que operam no domínio econômico em regime de competição 
com as empresas privadas. 
15. (FCC – TRE TO/2011) Constitui traço distintivo entre sociedade de economia mista e empresa 
pública: 
a) forma de organização, isto é, forma jurídica. 
b) desempenho de atividade de natureza econômica. 
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c) criação autorizada por lei. 
d) sujeição a controle estatal. 
e) personalidade jurídica de direito privado. 
16. (FCC – TST/2012) Uma empresa que conte com controle acionário privado e participação 
minoritária de capital estatal 
a) é considerada sociedade de economia mista, porém não integrante da Administração Indireta. 
b) é considerada empresa pública, integrante da Administração Indireta. 
c) é considerada empresa pública, porém não integrante da Administração Indireta. 
d) é considerada sociedade de economia mista, integrante da Administração Indireta. 
e) não é considerada nem empresa pública, nem sociedade de economia mista. 
17. (FCC – TRT 6/2012) A respeito do regime jurídico das entidades integrantes da Administração 
Pública indireta é correto afirmar que é 
a) de direito privado para as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade 
econômica, sem prejuízo da aplicação dos princípios constitucionais da Administração Pública. 
b) de direito público para as fundações, autarquias e empresas públicas e de direito privado para as 
sociedades de economia mista. 
c) sempre de direito privado, parcialmente derrogado pelas prerrogativas e sujeições decorrentes dos 
princípios aplicáveis à Administração pública. 
d) sempre de direito público, exceto para as entidades caracterizadas como agências executivas ou 
autarquias de regime especial. 
e) sempre de direito privado, em relação à legislação trabalhista e tributária, e de direito público em relação 
aos bens afetados ao serviço público. 
18. (FCC – TRT 1/2013) A respeito das entidades integrantes da Administração indireta, é correto 
afirmar que 
a) se submetem, todas, ao regime jurídico de direito público, com observância aos princípios constitucionais 
e às demais regras aplicáveis à Administração pública. 
b) as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica submetem-se 
ao regime tributário próprio das empresas privadas. 
c) as autarquias regem-se pelo princípio da especialização e submetem-se ao regime jurídico de direito 
público, gozando de capacidade política. 
d) apenas as empresas públicas podem explorar atividade econômica e sempre em caráter supletivo à 
iniciativa privada, submetidas ao regime próprio das empresas privadas, salvo em matéria tributária. 
e) apenas as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime de direito privado, podendo orientar 
suas atividades para a obtenção de lucro. 
19. (FCC – TRT 1/2013) Distinguem-se as autarquias das sociedades de economia mista que exploram 
atividade econômica, dentre outras características, em função de 
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a) não serem dotadas de autonomia e personalidade jurídica própria, embora submetidas ao regime 
jurídico de direito privado. 
b) seu regime jurídico de direito público, exceto quanto ao processode execução ao qual se submetem, 
típico do direito privado. 
c) sua criação ser autorizada por lei, bem como por se submeterem tanto ao regime jurídico público, quanto 
ao regime jurídico privado. 
d) serem criadas por lei, bem como em função de seu regime jurídico de direito público. 
e) se submeterem a processo especial de execução, que excetua o regime dos precatórios, embora não 
afaste a prescritibilidade de seus bens. 
20. (FCC – TRT 1/2013) Em relação às empresas estatais, é correto afirmar que 
a) se submetem ao regime jurídico de direito público quando se tratar de empresa pública, porque o capital 
pertence a pessoas jurídicas de direito público. 
b) se submetem ao regime jurídico típico das empresas privadas, com derrogações por normas de direito 
público. 
c) não se submetem a lei de licitações, porque sujeitas ao regime jurídico típico de direito privado. 
d) não se submetem a lei de licitações, salvo no que se refere às suas atividades fins, que dependem sempre 
de licitação. 
e) se submetem integralmente ao regime jurídico de direito privado, sem derrogações, a fim de resguardar 
o princípio da isonomia em relação às demais empresas que atuem no setor. 
21. (FCC – TRF 2/2012) A administração indireta compreende, além de outras entidades, as empresas 
públicas e sociedades de economia mista, as quais têm personalidade jurídica de direito 
a) público e privado, respectivamente, criadas por lei de iniciativa do Poder Executivo. 
b) privado, instituídas mediante autorização de lei específica. 
c) público e independem de lei complementar para suas instituições. 
d) privado e público, respectivamente, sendo instituídas mediante lei específica. 
e) público, criadas por ato específico e privativo do chefe do Poder Executivo. 
 
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GABARITO 
 
1. C 11. C 21. B 
2. D 12. B 
3. C 13. D 
4. D 14. C 
5. B 15. A 
6. E 16. E 
7. E 17. A 
8. D 18. B 
9. A 19. D 
10. A 20. B 
REFERÊNCIAS 
ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 19ª Ed. Rio de Janeiro: 
Método, 2011. 
ARAGÃO, Alexandre Santos de. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012. 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2014. 
BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014. 
MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo: 
Malheiros Editores, 2013. 
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==28bcf3==
 
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1. (FGV – CGM BH/2024) A estrutura do aparelho público brasileiro compreende a administração 
direta e a indireta, delineando as formas pelas quais o Estado organiza suas atividades. 
Assinale a opção que apresenta as características de uma sociedade de economia mista. 
a) Executa atividades econômicas, algumas delas típicas da iniciativa privada e outras, assumidas pelo 
Estado como serviços públicos. 
b) Presta serviços públicos comerciais e industriais do Estado. 
c) Fornece serviços e promove ações colaborativas entre dois ou mais entes federativos com o propósito 
de atender ao interesse coletivo e proporcionar benefícios públicos. 
d) Desempenha atividades típicas do Estado. 
Comentário: 
a) Correta: a sociedade de economia mista tem sua criação autorizada por lei para explorar atividades 
econômicas ou para prestar serviços públicos. 
b) Errada: os serviços públicos comerciais ou industriais são também denominados serviços públicos 
econômicos. Tais serviços atendem às necessidades coletivas e podem ser explorados com fins lucrativos, 
como ocorre no fornecimento de energia elétrica. Sinceramente, não vejo erro nesta opção, pois muitas 
empresas estatais atuam prestando este tipo de serviço. Talvez, a banca considerou que os serviços 
públicos comerciais ou industriais são prestados por concessionárias (entidades privadas), mediante 
delegação. De fato, essa é a medida mais usual, não exclui a prestação também por sociedades de economia 
mista. 
c) Errada: normalmente, quando dois ou mais entes promovem ações colaborativas ou fornecem serviços, 
são criados os consórcios públicos. 
d) Errada: as autarquias, entidades administrativas de direito público, é que desempenham atividades 
típicas do Estado. 
Gabarito: alternativa A. 
2. (FGV – TJ MT/2024) Imagine que, no âmbito de sua organização administrativa, o Estado Ômega 
esteja realizando estudos para criar uma pessoa jurídica de direito privado, na forma de sociedade 
anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria ao mencionado ente federativo, para 
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a realização de atividade econômica de relevante interesse público. Considerando as entidades 
integrantes da Administração Direta e da Administração Indireta, é correto afirmar que aquela 
delimitada na situação descrita corresponde a 
a) uma autarquia, integrante da Administração Indireta. 
b) uma empresa pública, integrante da Administração Direta. 
c) uma entidade do terceiro setor, integrante da Administração Indireta. 
d) uma fundação de direito privado, integrante da Administração Direta. 
e) uma sociedade de economia mista, integrante da Administração Indireta. 
Comentário: 
a) Errada: de acordo com o Decreto-Lei 200/1967, autarquia é “o serviço autônomo, criado por lei, com 
personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração 
Pública [...]” (art. 5º, I). A execução de atividades típicas de Estado só pode ser realizada por entidades de 
direito público. 
b) Errada: segundo a Lei 13.303/2016 (Lei das Estatais), empresa pública é “a entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo 
capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios” 
(art. 3º, caput). Logo, o capital social dessa entidade é integralmente público e ela compõe a administração 
indireta. 
c) Errada: entidades do terceiro setor não são objeto desta aula, mas elas não integram a Administração 
Pública. São entidades privadas sem fins lucrativos. 
d) Errada: fundações são definidas como a personificação de um patrimônio a fim de realizar atividades de 
interesse social. 
As fundações podem ser privadas (particulares) ou públicas. Neste último caso, se subdividem em 
fundações públicas de direito público e fundações públicas de direito privado, ambas compondo a 
administração indireta. 
Segundo a jurisprudência e a doutrina, essas entidades podem ser de direito público ou de direito privado. 
Veja este trecho do RE 101.126/RJ do STF: 
Nem toda fundação instituída pelo Poder Público é fundação de direito privado. As 
fundações, instituídas pelo Poder Público, que assumem a gestão de serviço estatal e se 
submetem a regime administrativo previsto, nos Estados-membros, por leis estaduais, são 
fundações de direito público, e, portanto, pessoasjurídicas de direito público. Tais 
fundações são espécie do gênero autarquia [...]. 
Ressalta-se que quando têm natureza jurídica de direito público, as fundações públicas são chamadas de 
fundações autárquicas ou autarquias fundacionais. 
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e) Certa: há, no enunciado, as características da sociedade de economia mista, conforme definidas pelo art. 
4º da Lei 13.303/2016: “Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de 
direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito 
a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade 
da administração indireta”. 
Gabarito: alternativa E. 
3. (FGV – Prefeitura de Caraguatatuba - SP/2024) Relacione as entidades da Administração Pública 
indireta relacionadas a seguir, com as respectivas descrições 
1. Empresas Públicas 2. Autarquias 3. Fundações Públicas 
( ) criadas por lei, podendo ser entidade de direito público ou privado. Sua atividade fim deve ser de 
interesse público e não pode ter fins lucrativos. 
( ) instituídas por lei, têm autonomia administrativa e financeira, mas estão sujeitas ao controle do Estado. 
São entidades de direito público e sua atividade fim é de interesse público 
( ) pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legal e administradas pelo poder público. O 
capital é público, prestam serviço de interesse coletivo e exercem atividades econômicas 
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. 
a) 1 – 2 – 3. 
b) 2 – 1 – 3. 
c) 2 – 3 – 1. 
d) 3 – 1 – 2. 
e) 3 – 2 – 1. 
Comentário: 
Empresa pública é, segundo a Lei 13.303/2016, a “[...] entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente 
detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios” (art. 3º). Ademais, as 
empresas públicas são instituídas para a prestação de serviços públicos ou exploração de atividade 
econômica, como afirmado no “terceiro” item. 
Autarquia é, de acordo com o Decreto-Lei 200/1967, “o serviço autônomo, criado por lei, com 
personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração 
Pública que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira 
descentralizada” (art. 5º, I). Assim, a criação dessa entidade, sempre mediante lei, tem finalidade de 
especialização da Administração Pública, com autonomia em relação ao ente político instituidor. Por outro 
lado, o órgão central realiza o controle finalístico sobre a atividade da autarquia. Ademais, as atividades 
típicas de Estado só podem ser realizadas por entidades de direito público. Logo, o conceito corresponde 
ao “segundo” item. 
Fundações públicas são entidades que podem ter natureza jurídica de direito público ou de direito 
privado. No primeiro caso, são criadas por lei. No segundo caso, a lei autoriza a criação, que se dá no 
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registro do ato constitutivo. Por fim, a atividade desse tipo de entidade é a de interesse público, sem fins 
lucrativos. A afirmação corresponde ao “primeiro” item. Contudo, o conceito não ficou “redondo”, pois 
nem toda fundação é criada diretamente por lei. Porém, é o conceito mais próximo de fundação pública. 
Dessa forma, a ordem correta é 3 – 2 – 1. 
Gabarito: alternativa E. 
4. (FGV / Prefeitura de Abreu e Lima - PE / 2024) No exercício de suas atribuições em cargo integrante 
da controladoria do Município de Abreu e Lima, Guilherme foi instado a indicar uma entidade da 
Administração Indireta, que tenha personalidade jurídica de direito privado, cuja criação é autorizada 
por lei e depende de registro dos respectivos atos constitutivos. 
Diante dessa situação hipotética, Guilherme apontou corretamente 
A) uma autarquia. 
B) uma agência reguladora. 
C) uma empresa pública. 
D) uma Secretaria Municipal. 
E) uma organização da sociedade civil de interesse público. 
Comentário: 
a) Errada: autarquias são entidades da Administração Indireta, mas têm personalidade jurídica de direito 
público, pois são criadas por lei. Não há, para elas, o registro de atos constitutivos, medida que ocorre nas 
entidades de direito privado. 
b) Errada: agências reguladoras são autarquias de regime especial. Logo, como as autarquias comuns, não 
têm natureza jurídica de direito privado e não dependem do registro de atos constitutivos. 
c) Certa: de fato, empresas públicas são entidades da Administração Indireta, com natureza jurídica de 
direito privado e criação autorizada por lei, com posterior registro dos atos constitutivos. 
d) Errada: Secretarias Municipais são órgãos que compõem a Administração Direta, criados por lei. 
e) Errada: as organizações da sociedade civil sequer fazem parte da Administração Pública. São entidades 
privadas que compõem o chamado “terceiro setor”. 
Gabarito Letra C. 
5. (FGV / EPE / 2024) Leia o fragmento a seguir. A entidade dotada de personalidade jurídica de 
direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa para o desenvolvimento 
de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia 
administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção e funcionamento custeado 
por recursos da União e de outras fontes. 
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O fragmento apresenta as características de uma 
A) autarquia. 
B) fundação pública. 
C) empresa pública. 
D) sociedade de economia mista. 
E) entidade paraestatal. 
Comentário: 
O fragmento apresentado no enunciado corresponde à definição de fundação pública dada pelo Decreto-
Lei 200/1967 (art. 5º, IV) (gabarito: letra B). Lembrando, contudo, que as fundações também podem ter 
natureza de direito público. 
Vejamos as incompatibilidades dessa definição às demais entidades: 
a) Errada: autarquias são criadas por lei. Têm personalidade jurídica de direito público e desenvolvem 
atividades típicas de Estado. 
c) e d) Erradas: empresas estatais podem obter lucro e seu funcionamento pode ser custeado por recursos 
próprios. 
e) Errada: entidades paraestatais compõem o chamado terceiro setor. Não integram a Administração 
Pública. Com exceção dos serviços sociais autônomos, a criação dessas entidades independe de lei. 
Gabarito: Letra B. 
6. (FGV – TJ MT/2024) O governo do estado do Mato Grosso deseja criar uma fundação estatal cujo 
objeto é o atendimento à população em situação de rua. 
Sendo essa uma fundação estatal de direito privado, é correto afirmar que: 
a) a sua área de atuação deve ser definida por lei ordinária; 
b) o regime de seu pessoal será o estatutário; 
c) gozará de imunidade tributária recíproca; 
d) seu patrimônio será composto por bens públicos; 
e) submeter-se-á ao controle pelo Ministério Público, assim como as demais fundações privadas. 
Comentário: 
a) Errada: de acordo com a CF, “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a 
instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação” (art. 37, XIX). Assim, a área de atuação 
das fundações é definida por lei complementar, a qual ainda não foi editada. 
b) Errada: as fundações públicas de direito privado adotam regime celetista. 
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c) Certa: a imunidade tributária recíproca, prevista na CF (art. 150, VI, “a”), é uma característica comum às 
fundações públicas de direito público e de direito privado, por força do art. 150, §2º: “A vedação do inciso 
VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo poder público [...]”. 
d) Errada: os bens da fundação pública de direito privado, em regra, são privados. Ressalta-se que os bens 
que estiverem empregados diretamente na prestação de serviços públicos poderão receber algumas 
prerrogativas de bens públicos, como a impenhorabilidade, em decorrência do princípio da continuidade 
dos serviços públicos. 
e) Errada: a fiscalização do Ministério Público sobre fundações, conforme prevista no art. 66 do Código Civil 
(“Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas”), diz respeito às entidades privadas. 
As fundações públicas, sejam de direito público ou de direito privado, submetem-se a controle pelo ente 
federativo que as criou. 
Gabarito: alternativa C. 
7. (FGV – DNIT/2024) A organização administrativa no setor público envolve modelos que delineiam 
a distribuição de poder e responsabilidades. A dicotomia entre centralização e descentralização é 
fundamental na tomada de decisões governamentais, com a primeira concentrando autoridade e a 
última delegando competências. Esses modelos refletem a diversidade estratégica adotada pelos 
governos em busca de eficiência, transparência e atendimento às necessidades da sociedade. 
Relacione as organizações listadas a seguir às respectivas naturezas jurídicas. 
1. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) 
2. Ministério dos Transportes 
3. Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) 
4. Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTRANS) 
( ) Autarquia 
( ) Sociedade de Economia Mista 
( ) Ministério 
( ) Empresa Pública 
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. 
(A) 1 – 3 – 2 – 4. 
(B) 1 – 4 – 2 – 3. 
(C) 4 – 2 – 3 – 1. 
(D) 2 – 4 – 3 – 1. 
(E) 4 – 3 – 2 – 1. 
Comentário: 
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Nessa questão, temos que entender a categoria de cada entidade ou órgão. Vamos começar pelos dois 
mais fáceis: 
▪ DNIT: é autarquia federal; 
▪ Ministério dos Transportes: é órgão do Poder Executivo federal. 
A BHTRANS ficou “famosa” no mundo dos concursos, porque é a entidade envolvida na decisão do STF 
sobre a possibilidade de delegação do poder de polícia. Lembra que, na tese do STF, eles admitiram a 
delegação para entidade cujo capital seja “majoritariamente público”? Logo, se é majoritariamente 
público, trata-se de uma sociedade de economia mista. 
Com isso, já dava para resolver a questão. 
Vale acrescentar que a CPTM é uma empresa pública. 
Questão decoreba. Infelizmente, às vezes, aparecem algumas questões assim. 
Gabarito: alternativa B. 
8. (FGV – MPE RJ/2019) Em relação ao regime jurídico de uma sociedade de economia mista estadual 
exclusivamente exploradora de atividade econômica, é correto afirmar que: 
a) ostenta personalidade jurídica de direito público, seus servidores são estatutários e se submetem a 
concurso público, e são controladas pelo Tribunal de Contas; 
b) ostenta personalidade jurídica de direito privado, goza das prerrogativas processuais aplicadas à fazenda 
pública e seu pessoal não se submete a concurso público; 
c) somente por lei específica é autorizada a sua instituição e se submete às normas do direito privado em 
matéria de responsabilidade civil; 
d) somente por lei específica é criada, se submete à responsabilidade civil objetiva e não incide o controle 
finalístico pelo ente a que está vinculada; 
e) somente por lei complementar é criada, se submete à responsabilidade civil subjetiva e incide o controle 
finalístico pelo ente a que está vinculada. 
Comentário: 
a) as sociedades de economia mista, sejam exploradoras de atividade econômica, sejam prestadoras de 
serviços públicos, são entidades com personalidade jurídica de direito privado, e não público – ERRADO; 
b) as entidades administrativas de direito privado exploradoras de atividade econômica sujeitam-se ao 
regime jurídico próprio das empresas privadas, não gozando das prerrogativas processuais de fazenda 
pública. Independentemente disso, seu pessoal é sim contratado via concurso público, nos termos do art. 
37, II da CF/88 – ERRADO; 
c) isso mesmo. A Constituição Federal dispõe que somente por lei específica poderá ser autorizada a 
instituição de empresa pública e de sociedade de economia mista. Além disso, o art. 173, §1°, II da CF que 
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as EP e SEM se sujeitam ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e 
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários – CORRETO; 
d) a lei específica autoriza a criação das EP e SEM. Além disso, as SEM que exploram atividade econômica 
respondem civilmente nos moldes da legislação civil e se submetem sim ao controle finalístico realizado 
pela administração direta sobre as entidades da administração indireta – ERRADO; 
e) a criação das SEM é autorizada por lei específica, não havendo necessidade de ser uma lei complementar 
– ERRADO. 
Gabarito: alternativa C. 
9. (FGV – Câmara de Salvador - BA/2018) Observe os conceitos trazidos pela doutrina de Direito 
Administrativo para as seguintes entidades que integram a Administração indireta: (A) Pessoa jurídica 
de direito público que desenvolve atividade típica de Estado, com liberdade para agir nos limites da lei 
específica que a criou; (B) Pessoa jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de 
sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, 
a exploração de atividades gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços 
públicos. 
As definições expostas tratam, respectivamente, de: 
a) fundação pública e empresa pública; 
b) sociedade de economia mista e empresa pública; 
c) concessionária e empresa pública; 
d) autarquia e sociedade de economia mista; 
e) fundação pública e autarquia. 
Comentário: 
(A) Pessoa jurídica de direito público que desenvolve atividade típica de Estado, com liberdade para agir nos 
limites da lei específica que a criou – nesse caso, estamos diante das autarquias, que são as únicas entidades 
administrativas que necessariamente devem ser de direito público. 
(B) Pessoa jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de sociedade anônima, cujo 
controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, a exploração de atividades 
gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços públicos – esse é o conceito 
de sociedade de economia mista, que se caracteriza por ser uma entidade de direito privado, sempre 
constituída como sociedade anônima e que pode explorar atividade econômica ou prestar serviços 
públicos. 
Logo, o gabarito é a letra D. 
Agora, vamos analisar as outras alternativas: 
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a) a fundação pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, 
criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam 
execução por órgãos ou entidadesde direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio 
gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras 
fontes; já a empresa pública, em que pese seja de direito privado e seja criada mediante autorização legal, 
não precisam ser criadas necessariamente como SA e não admitem participação privada – ERRADA; 
b) no primeiro caso, não pode ser sociedade de economia mista, pois elas são de direito privado. O segundo 
caso não pode ser empresa pública, já que elas não precisam ser necessariamente uma sociedade anônima 
– ERRADA; 
c) as concessionárias são empresas privadas (não são, em regra, entidades administrativas – ERRADA; 
e) já vimos que o item 1 não pode ser uma fundação, pois elas nem sempre serão de direito público; já o 
item 2 não pode ser autarquia, já que elas são entidades de direito público – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
10. (FGV – Câmara de Salvador - BA/2018) A Administração Pública Indireta decorre da 
descentralização de serviços e consiste na instituição, pelo Estado, por meio de lei, de uma pessoa jurídica 
a quem se atribui a titularidade e execução de determinado serviço público, como é o caso de uma: 
a) concessionária que presta serviço público essencial para um município; 
b) fundação privada que tem por objeto a capacitação e a atualização de profissionais na área da educação; 
c) empresa pública que tem personalidade jurídica de direito público; 
d) Câmara Municipal que tem função precípua de produzir legislação em nível municipal; 
e) sociedade de economia mista que tem personalidade jurídica de direito privado. 
Comentário: 
A descentralização pode ocorrer por meio de outorga ou por delegação. No primeiro caso, ocorre a 
transferência da titularidade e da execução, uma vez que a descentralização dependerá de lei para criar ou 
autorizar a criação da entidade. Assim, quando são criadas entidades administrativas (autarquias, 
fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista), ocorrerá a transferência da execução e da 
titularidade. 
No segundo caso, a descentralização (por delegação) ocorre por meio de contrato ou ato administrativo, 
logo não haverá a transferência da titularidade, mas apenas da execução. Agora, vamos analisar as 
situações: 
a) concessionárias e permissionárias de serviços públicos não integram a Administração Pública indireta. 
Além disso, no caso de descentralização por delegação, ocorre apenas a transferência da execução e não 
da titularidade – ERRADA; 
b) se a fundação é privada (ou seja, criada por particulares), não há descentralização por serviços nem 
transferência da titularidade – ERRADA; 
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c) empresa pública tem personalidade jurídica de direito privado – ERRADA; 
d) Câmara Municipal é um órgão, logo não é criada via descentralização, mas por desconcentração – 
ERRADA; 
e) correta! Na descentralização por serviços, há a criação de entidades administrativas que integram a 
administração indireta, tal como as sociedades de economia mista, que têm personalidade jurídica de 
direito privado – CORRETA. 
Gabarito: alternativa E. 
11. (FGV – SEFIN RO/2018) João, advogado de um grande escritório, foi incumbido de identificar a 
natureza jurídica de determinado ente da Administração Pública indireta. Após amplas pesquisas, 
constatou que a lei autorizou a instituição desse ente, cujo capital somente pode pertencer ao ente 
federativo instituidor e a outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como a entidades da 
Administração indireta. 
À luz da ordem jurídica brasileira, constitucional e infraconstitucional, é correto afirmar que esse ente tem 
a natureza jurídica de 
a) autarquia. 
b) sociedade de economia mista. 
c) fundação pública. 
d) empresa pública. 
e) sociedade de mera participação do Estado. 
Comentário: 
a) as autarquias são criadas diretamente pela lei (e não autorizadas) – ERRADA; 
b) as sociedades de economia mista admitem capital público e privado, mas a maioria do capital com direito 
a voto é público – ERRADA; 
c) a fundação pública é definida como a personificação de um patrimônio ao qual é atribuída uma finalidade 
específica não lucrativa, de cunho social. É criada por iniciativa do Poder Público, a partir de patrimônio 
público, e pressupõem a edição de lei específica (para criar ou autorizar) – ERRADA; 
d) alternativa correta. A empresa pública deverá possuir um capital totalmente público. Lembrando que, 
nesse caso, poderemos ter capital do ente instituidor, somado ao capital de outros entes políticos ou ainda 
de entidades administrativas – CORRETA. 
e) nesse caso, há apenas a participação do Estado na composição do capital, logo também há a presença 
de capital privado – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
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12. (FGV – SEFIN RO/2018) Assinale a opção que apresenta as entidades que, segundo o texto 
constitucional, compõem a administração indireta. 
a) Autarquias, empresas públicas, ministérios e tribunais de contas. 
b) Fundações públicas, empresas públicas, ministério público e tribunais de justiça. 
c) Sociedades de economia mista, fundações públicas e ministério público. 
d) Autarquias, empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista. 
e) Sociedades de economia mista, autarquias, agências reguladoras e tribunais de contas. 
Comentário: 
Questão muito tranquila. Devemos observar que a administração indireta é composta por autarquias, 
empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista. Portanto, a alternativa correta é a 
letra ‘d’. 
Nas demais alternativas, sempre teremos pelo menos um órgão da Administração Direta, vejamos quais: 
a) ministérios e tribunais de contas – ERRADA; 
b) ministério público e tribunais de justiça – ERRADA; 
c) ministério público – ERRADA; 
e) os tribunais de contas estão na Administração Direta. Além disso, a opção mencionou as agências 
reguladoras, que, de fato, integram a Administração Indireta, constituindo uma espécie de autarquia – 
ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
13. (FGV – SEPOG RO/2017) Determinado professor defendeu a tese de que seria injurídico qualquer 
tratamento diferenciado em relação ao regime de contratação de bens, obras e serviços a ser seguido 
pelas sociedades de economia mista e empresas públicas, independentemente da atividade 
desempenhada. Afinal, tanto os entes que prestam serviço público como aqueles que exploram atividade 
econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços de natureza privada 
devem submeter-se às mesmas normas que recaem sobre a Administração Pública em geral. 
À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, a tese do professor, em relação à sistemática de 
contratação a ser observada por sociedades de economia mista e empresas públicas, está 
a) totalmente correta. 
b) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que exploram atividade 
econômica devem ter regras de contratação diferenciadas. 
c) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que prestam serviço 
público devem ter regras de contratação diferenciadas. 
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d) totalmente incorreta, pois as sociedades de economia mista e as empresas públicas, independentemente 
da atividade desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. 
e) parcialmente correta, pois apenas as sociedades de economia mista, qualquerque seja a atividade 
desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. 
Comentário: 
As empresas públicas e as sociedades de economia mista podem ser instituídas para duas finalidades: (i) 
explorar atividade econômica; ou (ii) prestar serviços públicos. 
Ademais, a CF dispõe que as empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade 
econômica devem atuar com predomínio das regras de direito privado, porquanto o art. 173, § 1º, II, da CF, 
estabelece que o estatuto dessas entidades se sujeita ao regime jurídico próprio das empresas privadas. 
Com efeito, para essas entidades, deveria ser estabelecido um regime diferenciado de licitações públicas. 
Note: analisando apenas o art. 173 da Constituição Federal, o regime especial de licitação seria estabelecido 
apenas para as EP e SEM que explorem atividade econômico, não se aplicando, consequentemente, àquelas 
que prestam serviços públicos. 
Assim, a tese do professor estaria parcialmente correta, uma vez que as sociedades de economia mista e 
empresas públicas que exploram atividade econômica devem ter regras de contratação diferenciadas. Por 
isso, o gabarito é a letra B. 
No entanto, temos que fazer uma ressalva. É que, na prática, foi estabelecido um regime jurídico especial 
tanto para as EP e SEM que exploram atividade econômica quanto para às que prestam serviços públicos. 
Estamos falando da Lei 13.303/2016, que se aplica aos dois tipos de entidades. 
Assim, em provas, temos que lembrar que, em tese, o regime jurídico seria apenas para as que exploram 
atividade econômica (caso da questão), mas que na prática o regime foi instituído para as entidades que 
atuam em qualquer dos dois tipos de atividades. 
Gabarito: alternativa B. 
14. (FGV – SEPOG RO/2017) Segundo a Constituição da República, a Administração Pública Indireta 
compreende as categorias de entidades dotadas de personalidade jurídica própria, listadas a seguir, à 
exceção de uma. Assinale-a. 
a) Autarquias. 
b) Empresas Públicas. 
c) Sociedades de Economia Mista. 
d) Fundações Públicas. 
e) Tribunais de Contas. 
Comentário: 
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Com a exceção da alternativa E, todas as entidades acima possuem personalidade jurídica própria, pois 
fazem parte da administração indireta ou descentralizada. Já o Tribunal de Contas é um órgão 
independente, integrante da Administração Direta. 
Gabarito: alternativa E. 
15. (FGV – TRT 12/2017) Em relação ao regime jurídico das empresas estatais, de acordo com o 
ordenamento jurídico e a doutrina de Direito Administrativo, as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista: 
a) integram a Administração Indireta, ostentando personalidade jurídica de direito público, e são criadas 
com a finalidade de prestar serviços públicos ou exploração de determinadas atividades econômicas de 
interesse da sociedade; 
b) têm seus empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, com vínculo empregatício por 
meio de relação contratual de emprego, mas se submetem a algumas restrições aplicáveis aos servidores 
públicos em geral; 
c) remuneram seus empregados com vencimentos, proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, 
incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, que não podem exceder, em qualquer caso, 
o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; 
d) têm seu pessoal contratado mediante prévio concurso público de provas ou de provas e títulos, mas não 
se aplica a vedação constitucional de acumulação de cargos e empregos públicos a seus agentes; 
e) concedem a estabilidade constitucional a seus empregados aprovados mediante concurso público após 
três anos de efetivo exercício, que somente poderão perder o emprego em virtude de sentença judicial 
transitada em julgado ou processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. 
Comentário: 
a) as empresas estatais dividem-se em empresas públicas e sociedades de economia mista. As duas são 
entidades administrativas, integram a administração indireta, possuem personalidade jurídica de direito 
privado, têm sua criação autorizada em lei e podem ser criadas para explorar atividade econômica ou 
prestar serviços públicos – ERRADA; 
b) o regime de pessoal das empresas estatais é o da Consolidação das Leis do Trabalho, formado por meio 
de vínculo contratual. Logo, os agentes dessa entidade, em regra, ocupam emprego público. Todavia, ainda 
que seja um regime de direito privado, aplicam-se algumas restrições de direito público, como a vedação à 
acumulação remunerada de cargos, empregos e funções; a aplicação do teto constitucional para as 
empresas estatais dependentes; etc. – CORRETA; 
c) se a empresa estatal não receber recursos do ente instituidor para pagamento de pessoal e custeio em 
geral não lhe será aplicável o teto constitucional remuneratório (CF, art. 37, § 9º). Logo, a alternativa não 
poderia ter generalizado – ERRADA; 
d) a primeira parte da assertiva está correta, porém é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, 
exceto nas hipóteses previstas expressamente na Constituição (CF, art. 37, XVI e XVII) – ERRADA; 
e) os empregados públicos não fazem jus à estabilidade constitucional – ERRADA. 
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Gabarito: alternativa B. 
16. (FGV – COMPESA/2016) A respeito do regime jurídico das sociedades de economia mista que 
explorem atividade econômica, assinale a afirmativa incorreta. 
a) As sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor 
privado. 
b) As sociedades de economia mista se sujeitarão ao regime jurídico próprio das empresas privadas, 
inclusive quanto aos direitos trabalhistas. 
c) As sociedades de economia mista deverão realizar licitação para compras e alienações. 
d) Os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores serão disciplinados 
exclusivamente pelo ato constitutivo da sociedade de economia mista. 
e) A criação de subsidiária de sociedades de economia mista que explorem atividade econômica depende 
de autorização legislativa. 
Comentário: 
Essa questão pode ser respondida a partir das previsões constitucionais relativas às empresas estatais. 
Vamos analisar cada alternativa: 
a) isso mesmo. Esse é o exato teor do art. 173, §1º da Constituição Federal – CORRETA; 
b) de acordo com o art. 173, §1º, II, a lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade 
de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou 
comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre sua sujeição ao regime jurídico 
próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e 
tributários – CORRETA; 
c) no mesmo sentido exposto na alternativa anterior, o art. 173, §1º, III diz que as empresas estatais se 
sujeitam a licitação para contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da 
administração pública – CORRETA; 
d) os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores serão disciplinados 
por lei, na forma do art. 173, §1º, I da CF/88 – ERRADA; 
e) depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das autarquias, empresas 
públicas, de sociedade de economia mista e de fundação, assim como a participação de qualquer delas em 
empresa privada, na forma do art. 37, XX da CF/88 – CORRETA. 
Gabarito: alternativa D. 
17. (FGV – IBGE/2016) Em matéria de Controle da Administração Pública, é correto afirmar que sobre 
uma fundação pública federal com personalidade jurídica de direito público: 
a) incideo controle externo do Poder Judiciário, mediante a atuação do Tribunal de Contas da União; 
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b) incide o controle externo por parte do Ministério a que estiver vinculada, por meio da supervisão 
ministerial; 
c) incide o controle interno por parte do Ministério a que estiver vinculada e do Tribunal de Contas da 
União; 
d) não incide o controle externo do Poder Legislativo, mas é controlada pelo Poder Judiciário no aspecto 
da legalidade; 
e) não incide qualquer tipo de controle externo, seja por sua autonomia, seja pelo princípio da separação 
dos poderes. 
Comentário: 
Entre as entidades administrativas e a Administração Direta, ocorre o chamado controle finalístico, também 
chamado de supervisão ministerial, como menciona a alternativa B, nosso gabarito. Além do controle da 
administração direta, as pessoas jurídicas da administração indireta, como as fundações públicas, realizam 
o controle sobre os seus próprios atos – controle interno – e também estão submetidos a ações de órgãos 
estranhos à sua estrutura - controle externo. Assim, essas pessoas jurídicas se submetem à fiscalização 
contábil, financeira e orçamentária dos Tribunais de Contas; às ações do Ministério Público; e ao controle 
de legalidade do Poder Judiciário. 
 Gabarito: alternativa B. 
18. (FGV – Prefeitura de Cuiabá - MT/2016) Gustavo, Prefeito do Município X, após lei autorizativa 
específica, edita decreto criando Sociedade de Economia Mista para prestação de serviço público de 
saneamento básico. Posteriormente, mesmo sem nova lei autorizativa específica, Gustavo cria empresa 
subsidiária da referida Sociedade de Economia Mista. A esse respeito, assinale V para a afirmativa 
verdadeira e F para a falsa. 
( ) Após a criação da Sociedade de Economia Mista, somente nova lei específica pode autorizar a criação de 
subsidiária da estatal, em respeito ao princípio da reserva legal. 
( ) Os empregados contratados pela subsidiária da Sociedade de Economia Mista são regidos pela 
Consolidação das Leis do Trabalho-CLT – não estando sujeitos às regras constitucionais de vedação à 
acumulação de empregos. 
( ) Por prestar serviço público e, portanto, estar sujeita aos princípios da especialidade e do controle com a 
Administração Direta, não será possível a criação da subsidiária. 
As afirmativas são, respectivamente, 
a) F, F e V. 
b) F, F e F. 
c) V, F e V. 
d) V, F e F. 
e) V, V e F. 
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- Após a criação da Sociedade de Economia Mista, somente nova lei específica pode autorizar a criação de 
subsidiária da estatal, em respeito ao princípio da reserva legal – na verdade, basta que haja autorização 
legislativa (e não uma nova lei específica), na forma do art. 37, XX, da CF/88, que diz que depende de 
autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso 
anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada – FALSA; 
- Os empregados contratados pela subsidiária da Sociedade de Economia Mista são regidos pela 
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – não estando sujeitos às regras constitucionais de vedação à 
acumulação de empregos - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, 
fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, 
direta ou indiretamente, pelo poder público, conforme previsão expressa do art. 37, XVII da CF/88 – FALSA; 
- Por prestar serviço público e, portanto, estar sujeita aos princípios da especialidade e do controle com a 
Administração Direta, não será possível a criação da subsidiária – a criação de subsidiárias é possível sim, 
dependendo de autorização legislativa, em cada caso, conforme art. 37, XX da CF/88 – FALSA. 
Portanto, todas as alternativas são falsas, sendo a alternativa B o nosso gabarito. 
Gabarito: alternativa B. 
19. (FGV – TJ PI/2015) Entidade 1) Pessoa jurídica de direito público, integrante da Administração 
Indireta, criada por lei específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam 
próprias e típicas do Estado; Entidade 2) Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração 
Indireta do Estado, criada por autorização legal, sob qualquer forma jurídica adequada a sua natureza, 
para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico ou, em certas situações, execute a 
prestação de serviços públicos. As entidades acima conceituadas são, respectivamente: 
a) fundação pública e autarquia; 
b) empresa pública e sociedade de economia mista; 
c) sociedade de economia mista e autarquia; 
d) fundação pública e concessionária; 
e) autarquia e empresa pública. 
Comentário: 
O conceito dado às entidades da Administração Indireta podem ser encontrados no DL 200/67, que dispõe 
sobre a organização da Administração Federal, e ainda, na lei 13.303/16, que dispõe sobre o estatuto 
jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Com base nessa legislação, temos que: 
• Autarquia: serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita 
próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor 
funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada; 
• Fundação Pública: a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, 
criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam 
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execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio 
próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União 
e de outras fontes; 
• Empresa pública: é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação 
autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, 
pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios; 
• Sociedade de economia mista: é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com 
criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto 
pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da 
administração indireta. 
Portanto, as entidades 1 e 2 mencionadas no enunciado são, respectivamente, autarquia e empresa 
pública, como traz a alternativa E. 
Gabarito: alternativa E. 
20. (FGV – TJ PI/2015) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, sociedade de economia 
mista pode ser conceituada como entidade integrante da Administração: 
a) direta, com personalidade jurídica de direito público, criada por lei específica para desempenhar funções 
que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado, especialmente para a prestação 
de serviços públicos essenciais de responsabilidade do Poder Público; 
b) direta, com personalidade jurídica de direito público, criada por autorização legal, sob qualquer forma 
jurídica adequada a sua natureza, para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico; 
c) indireta, com personalidade jurídica de direito privado, criada mediante lei específica, sob a forma de 
sociedade por cotas de responsabilidade limitada ou sociedade anônima, cujo controle acionário pertença 
ao Poder Público, tendo porobjetivo exclusivamente a exploração de atividades gerais de caráter 
econômico; 
d) indireta, com personalidade jurídica de direito público, criada por autorização legal, sob a forma de 
sociedade por cotas de responsabilidade limitada, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo 
por objetivo exclusivamente a exploração de atividades gerais de caráter econômico; 
e) indireta, com personalidade jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de 
sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, a 
exploração de atividades gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços 
públicos. 
Comentário: 
Autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista compõem a chamada 
Administração Indireta. Na forma do art. 4º da lei 13.303/16, “Sociedade de economia mista é a entidade 
dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de 
sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta”. Podem tanto explorar atividade 
econômica quanto prestar serviços públicos, conforme menciona a alternativa E, que é o nosso gabarito. 
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==28bcf3==
Gabarito: alternativa E. 
21. (FGV – CODEMIG/2015) Segundo a legislação brasileira, a empresa estatal integra a administração 
pública indireta e pode ser classificada como empresa pública ou sociedade de economia mista, que 
podem ser exemplificadas, respectivamente, por: 
a) Banco do Brasil e BNDES; 
b) Casa da Moeda e Caixa Econômica Federal; 
c) Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e Eletrobras; 
d) Embrapa e Valec; 
e) Petrobras e Telebras. 
Comentário: 
O enunciado quer, na ordem, uma empresa pública e uma sociedade de economia mista. Na alternativa A, 
temos o Banco do Brasil (sociedade de economia mista) e o BNDES (empresa pública); na alternativa B, 
temos a Casa da Moeda e a Caixa Econômica Federal, ambas empresas públicas; na alternativa D, ambas 
também são empresas públicas; na alternativa E, ambas são sociedades de economia mista. Assim, nos 
resta a alternativa C, em que temos os Correios como empresa pública, e a Eletrobrás, como sociedade de 
economia mista. 
Gabarito: alternativa C. 
22. (FGV – Prefeitura de Niterói - RJ/2015) A Constituição Federal, ao estabelecer as disposições gerais 
afetas à administração pública, fez menção às sociedades de economia mista e às fundações. É correto 
afirmar que: 
a) as sociedades de economia mista integram a administração indireta; 
b) as sociedades de economia mista somente podem ser criadas por decreto; 
c) apenas as fundações integram a administração direta; 
d) as fundações somente podem surgir a partir de licitação; 
e) as sociedades de economia mista e as fundações integram a administração direta. 
Comentário: 
A Constituição Federal de 1988 prevê em seu art. 37, XIX que somente por lei específica poderá ser criada 
autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, 
cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. Essas entidades integram 
a chamada administração indireta, sendo fruto da descentralização administrativa. Portanto, a única 
alternativa que reflete essas características é alternativa A, nosso gabarito. 
Gabarito: alternativa A. 
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23. (FGV – PGE RO/2015) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, são pessoas jurídicas 
de direito privado, integrantes da Administração Indireta do Estado, criadas por autorização legal: 
a) as autarquias e as fundações públicas; 
b) as empresas públicas e as sociedades de economia mista; 
c) as autarquias e as fundações privadas; 
d) as fundações autárquicas e as sociedades de economia mista; 
e) as autarquias e as empresas públicas. 
Comentário: 
As autarquias são entidades da administração indireta criadas diretamente pela lei, assim como as 
fundações públicas de direito público; por outro lado, as sociedades de economia mista, empresas públicas 
e fundações públicas de direito privado tem sua criação autorizada pela lei, e a efetiva criação da entidade 
se dará em momento posterior, com o registro de seus atos constitutivos no Cartório competente. 
Portanto, a alternativa B é a correta, pois as empresas públicas e sociedades de economia mista são, de 
fato, pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da Administração Indireta do Estado, criadas por 
autorização legal, como diz o enunciado. 
Gabarito: alternativa B. 
24. (FGV – SSP AM/2015) Integra a Administração Pública Direta e exerce, de forma centralizada, 
atividade administrativa do Estado, uma: 
a) autarquia, que presta serviço público de guarda municipal para proteção de bens, serviços e instalações 
municipais; 
b) fundação pública, que presta serviço público de segurança e inteligência de pessoas e bens, no âmbito 
do Estado; 
c) empresa pública, que presta serviço relacionado à atividade econômica e o lucro é repassado ao poder 
público; 
d) delegacia de polícia civil, que presta serviço público de apuração de infrações penais; 
e) empresa concessionária de serviço, que presta serviço de transporte público coletivo intermunicipal. 
Comentário: 
Autarquias, fundações, empresas públicas e empresas concessionárias originam-se da chamada 
descentralização administrativa. Como o enunciado pede a resposta em relação a desconcentração, 
facilmente por eliminação chegaríamos ao gabarito, alternativa D. As delegacias de polícia são, portanto, 
consideradas órgãos sem personalidade jurídica, frutos da desconcentração exercida do âmbito da 
Administração Direta. 
Gabarito: alternativa D. 
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25. (FGV – MPE MS/2013) A União, desejando realizar a exploração de uma atividade econômica, 
resolve criar uma sociedade de economia mista. Com relação às sociedades de economia mista, assinale 
a afirmativa correta. 
a) A sociedade de economia mista deve ser criada por lei. 
b) A União deve possuir ao menos metade de seu capital social. 
c) A sociedade de economia mista deve seguir todas as regras trabalhistas da iniciativa privada. 
d) O cargo de presidente de sociedade de economia mista é privativo de brasileiro nato. 
e) A sociedade de economia mista não precisa realizar licitação em hipótese alguma. 
Comentário: 
a) a criação das sociedades de economia mista é autorizada em lei, porém a sua criação só é efetivada com 
registro do ato constitutivo no cartório competente – ERRADA; 
b) as sociedades de economia mista admitem a conjugação de recursos públicos e privados. No entanto, o 
controle acionário deve pertencer ao ente instituidor, ou seja, a entidade criadora deve possuir mais de 
50% do capital social (mais da metade) – ERRADA; 
c) as empresas estatais (e suas subsidiárias) que atuarem na exploração de atividade econômica devem se 
sujeitar ao regime próprio das empresas privadas, inclusive no que se refere às obrigações civis, comerciais, 
trabalhistas e tributárias – CORRETA; 
d) para responder a essa questão é preciso conhecer um pouco da Constituição. Em seu art. 12º, § 3º, 
estabelece que são privativos a brasileiros natos os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República; 
de Presidente da Câmara dos Deputados; de Presidente do Senado Federal; de Ministro do Supremo 
TribunalFederal; da carreira diplomática; de oficial das Forças Armadas; e de Ministro de Estado da Defesa. 
Logo, não consta neste rol o cargo de presidente de sociedade de economia mista – ERRADA; 
e) as SEMs, no desempenho de suas atividades meio, precisam realizar licitações. Ademais, a Lei 8.666/1993 
– Lei de Licitações e Contratos, traz em seu artigo 1º o seguinte texto: 
Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos 
especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de 
economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios. 
Dessa forma, errada também essa alternativa. 
Gabarito: alternativa C. 
26. (FGV – SUDENE PE/2013) As entidades da administração pública podem ser criadas e 
subordinadas ao regime jurídico de direito público ou ao regime jurídico de direito privado. No entanto 
mesmo quando sujeitas ao regime jurídico de direito privado se subordinam a certas regras impostas a 
toda a administração. Tendo em vista essas peculiaridades, assinale a afirmativa correta. 
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a) As entidades da administração pública que se constituem como empresas públicas são criadas 
diretamente por meio de lei. 
b) Apenas as autarquias sujeitas ao regime jurídico de direito público necessitam de lei autorizando sua 
criação. 
c) As autarquias entidades de direito público são criadas por lei, enquanto as empresas públicas e as 
sociedades de economia mista tem sua criação autorizada em lei. 
d) A lei não cria diretamente nenhuma entidade, apenas autoriza a sua criação. 
e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, pessoas jurídicas de direito privado integrantes 
da Administração Pública, podem ser criadas independentemente de autorização em lei. 
Comentário: 
As empresas públicas, as sociedades de economia mista e as fundações públicas de direito privado têm sua 
criação autorizada por lei. Dessa forma, somente com o registro do ato constitutivo no órgão competente 
é que elas serão efetivamente criadas (adquirem personalidade jurídica própria). 
Dessa forma, o erro da alternativa A é afirmar que as empresas públicas são criadas por lei, sendo que são 
apenas autorizadas por lei. A alternativa B, por consequência, está errada por dizer que as autarquias são 
as únicas que necessitam de autorização legal para criação, quando, na verdade, são as EPs, as SEMs e as 
funções públicas de direito privado que necessitam de autorização legal para a criação. Por outro lado, as 
autarquias e fundações públicas de direito público são efetivamente criadas pela lei. Daí o erro da opção D 
A alternativa E, por sua vez, está errada, pois a criação dessas entidades, como já vimos, depende de 
autorização legal. 
Por fim, a nossa alternativa correta é a letra C. 
Gabarito: alternativa C. 
27. (FGV – INEA RJ/2013) A definição de “pessoa jurídica de direito privado com capital exclusivo do 
governo tendo por finalidade a exploração de atividade econômica” refere‐se à 
a) autarquia corporativa. 
b) empresa de economia mista. 
c) empresa pública. 
d) autarquia institucional. 
e) fundação privada. 
Comentário: 
Vamos começar retirando das nossas alternativas as entidades administrativas que não tem como 
finalidade a exploração de atividade econômica – letra A, D e E. 
Agora, nos sobram as empresas de economia mista e as empresas públicas, sendo que as SEMs admitem a 
participação de capital público e de capital privado, enquanto as EPs só admitem capital público. 
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Gabarito: alternativa C. 
28. (FGV – MPE MS/2013) Com relação às Sociedades de Economia Mista Federais, analise os itens a 
seguir. 
I. São pessoas jurídicas de direito privado. 
II. Possuem foro privilegiado na Justiça Federal. 
III. Gozam de isenção dos impostos federais, mas não dos Estaduais e Municipais. 
Assinale: 
a) se somente o item I estiver correto. 
b) se Somente o item II estiver correto. 
c) se Somente o item III estiver correto. 
d) se somente os itens I e II estiverem corretos. 
e) se todos os itens estiverem corretos. 
Comentário: 
I – as SEMs são pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da Administração Indireta do Estado – 
CORRETA; 
II – as ações das sociedades de economia mista (de qualquer ente da Federação), em regra, serão julgadas 
na Justiça Estadual (comum). No entanto, quando a União intervém na condição de assistente ou oponente, 
as causas envolvendo as sociedades de economia mista serão deslocadas para a Justiça Federal – ERRADA; 
III – as empresas públicas e as sociedades de economia mista, em regra, não possuem a imunidade 
tributária recíproca. Por isso que a questão está errada. No entanto, ressaltamos que o posicionamento do 
STF está evoluindo para atribuir a imunidade tributária às empresas públicas e às sociedades de economia 
mista (e suas subsidiárias) prestadoras de serviços públicos – ERRADA. 
Assim, a alternativa correta é a A (se somente o item I estiver correto). 
Gabarito: alternativa A. 
29. (FGV – BADESC/2010) No direito brasileiro, existem duas diferenças fundamentais entre as 
sociedades de economia mista e as empresas públicas. Assinale a alternativa que explicita essas 
diferenças. 
a) composição do capital e forma jurídica. 
b) personalidade jurídica e forma de extinção. 
c) forma jurídica e controle estatal. 
d) forma de criação e personalidade jurídica. 
e) controle estatal e composição do capital. 
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Comentário: 
Em nossa aula indicamos três diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista. 
No entanto, uma delas só ocorre no âmbito federal. Por isso que a questão fala em “duas diferenças 
fundamentais”. 
Dimensões Empresa Pública 
Sociedade de Economia 
Mista 
Forma Jurídica Qualquer forma admitida 
pelo ordenamento jurídico 
(civil, comercial, S/A, etc.) ou 
até mesmo formas inéditas 
(somente para a União). 
Somente na forma de 
sociedade anônima (S/A). 
Composição do capital Capital totalmente público. Admite capital público e 
privado, mas a maioria do 
capital com direito a voto é 
público. 
Foro processual (somente 
para as entidades federais) 
Com algumas exceções, as 
causas em que as empresas 
públicas federais forem 
interessadas tramitam na 
Justiça Federal. 
Tramitam na justiça 
estadual. 
Portanto, a forma jurídica e a composição do capital são as diferenças fundamentais das EPs e SEMs. 
Gabarito: alternativa A. 
30. (FGV – AL MA/2013) A administração indireta é composta por várias pessoas jurídicas, dentre 
essas pessoas jurídicas encontram‐se as empresas públicas. A respeito das empresas públicas, assinale a 
afirmativa correta. 
a) Poderão assumir qualquer forma em direito admitida com exceção da forma de sociedade anônima pois 
necessariamente o capital da empresa pública deve ser totalmente público. 
b) Estão subordinadas hierarquicamente ao ente criador. 
c) Poderão ser pluripessoais. 
d) Desenvolverão atividades econômicas sem realizar licitações ou concursos públicos. 
e) Estão sujeitas ao regime jurídico de direito público por serem pessoas jurídicas de direito público. 
Comentário: 
a) as empresas públicas podem ser formadas sob qualquer forma admitida em direito, inclusive como 
sociedades anônimas – ERRADA; 
b) são vinculadas à administração direta, sem sofrer subordinação, ou seja, sem controle hierárquico – 
ERRADA; 
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c) podem ser unipessoais (quando a entidade instituidora possui a integralidade de seu capital) ou 
pluripessoais (quando possui capital dominante do ente instituidor associados aos recursos de outras 
pessoas administrativas) – CORRETA; 
d) as empresas públicas devem realizar licitação, para escolha das pessoas com quem irão firmar contratos, 
e se obrigam a realizar concurso para escolha de seus empregados públicos – ERRADA; 
e) possuem personalidade jurídica de direito privado, estando sujeitas ao regime jurídico híbrido (aplicação 
simultânea de regras de direito público e de direito privado, conforme o caso) – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
31. (FGV – AP/2010) Em relação às entidades da Administração Pública Indireta, é correto afirmar 
que: 
a) as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legal 
e se apresentam, dentre outras, sob a forma de sociedade anônima. 
b) os bens que integram o patrimônio de todas as empresas públicas têm a qualificação de bens públicos. 
c) as fundações públicas não se destinam às atividades relativas a assistência social e atividades culturais. 
d) os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista podem acumular seus empregos 
com cargos ou funções públicas da Administração Direta. 
e) as autarquias podem celebrar contratos de natureza privada, que serão regulados pelo direito privado. 
Comentário: 
a) as SEMs são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização em lei específica e sempre sob 
a forma de sociedades anônimas. Assim, o “dentre outras” tornou o item errado – ERRADA; 
b) os bens das sociedades de economia mista e das empresas públicas são considerados bens privados e, 
portanto, não possuem os atributos dos bens públicos. No entanto, quando essas empresas públicas 
prestam serviços públicos, os bens afetados diretamente à prestação do serviço público gozam dos mesmos 
atributos dos bens públicos – ERRADA; 
c) a Constituição Federal estabelece que caberá à lei complementar dispor sobre a área de atuação das 
fundações públicas (art. 37, XIX). Todavia, até o presente momento a mencionada lei não foi editada. Assim, 
é necessário recorrer à doutrina, que estabelece como áreas de atuação das fundações públicas o 
desempenho de atividades de interesse social, como assistência médica e hospitalar, educação e ensino, 
pesquisa científica, assistência social, atividades culturais, entre outras. Logo, as fundações podem se 
destinar às atividades relativas a assistência social e atividades culturais – ERRADA; 
d) vejamos o que estabelece a Constituição Federal sobre a acumulação de cargos: 
Art. 37. [...] 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver 
compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: 
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a) a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões 
regulamentadas; 
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, 
fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades 
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público; 
Logo, é possível perceber que a vedação à acumulação de cargos alcança também os empregados de 
empresas públicas e sociedades de economia mista – ERRADA; 
e) perfeito. As autarquias são entidades de direito público, sendo reguladas pelo direito público. Contudo, 
em algumas hipóteses, da mesma forma como na administração direta, as autarquias realizarão atos e 
contratos de direito privado, sendo então regidas pelo direito privado. São exemplos de contratos de 
natureza privada os de locação de imóveis e veículos – CORRETA. 
Gabarito: alternativa E. 
32. (FGV – SEFAZ RJ/2011) Em relação ao regime jurídico das empresas públicas federais, é correto 
afirmar que 
a) são pessoas jurídicas de direito público, integram a administração descentralizada federal e gozam de 
todas as prerrogativas processuais aplicáveis à fazenda pública. 
b) são pessoas jurídicas de direito público, integram a administração direta federal e, quando prestadoras 
de serviços públicos, seus bens são impenhoráveis. 
c) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração indireta federal e se submetem ao 
controle do Tribunal de Contas da União. 
d) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração central federal e somente podem ser 
criadas por lei, adotando a forma de sociedade anônima. 
e) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração hierárquica federal e, quando 
exploradoras de atividade econômica, estão dispensadas da observância de procedimento licitatório. 
Comentário: 
Antigamente, existia o entendimento de que as empresas públicas e as sociedades de economia mista 
exploradoras de atividade econômica não se submetiam ao controle do Tribunal de Contas da União. No 
entanto, em 2005, o STF mudou esse entendimento, concluindo que os tribunais de contas possuem 
competência para fiscalizar as empresas estatais exploradoras de atividade econômica. Nesse sentido, 
vejamos a ementa do MS 25.092/DF:1 
 
1 Disponível em MS 25.092/DF. 
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EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. TRIBUNAL DE CONTAS. SOCIEDADE DE 
ECONOMIA MISTA: FISCALIZAÇÃO PELO TRIBUNAL DE CONTAS. ADVOGADO EMPREGADO DA 
EMPRESA QUE DEIXA DE APRESENTAR APELAÇÃO EM QUESTÃO RUMOROSA. I. - Ao Tribunal de 
Contas da União compete julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por 
dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e 
sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal, e as contas daqueles que derem 
causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário (CF, art. 71, II; 
Lei 8.443, de 1992, art. 1º, I). II. - As empresas públicas e as sociedades de economia mista, 
integrantes da administração indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, não 
obstante os seus servidores estarem sujeitos ao regime celetista. III. - Numa ação promovida 
contra a CHESF, o responsável pelo seu acompanhamento em juízo deixa de apelar. O 
argumento de que a não-interposição do recurso ocorreu em virtude de não ter havido 
adequada comunicação da publicação da sentença constitui matéria de fato dependente de 
dilação probatória, o que não é possível no processo do mandado de segurança, que pressupõe 
fatos incontroversos. IV. - Mandado de segurança indeferido. (STF, MS 25.092/DF, Relator Min. 
CARLOS VELLOSO, Tribunal Pleno, julgamento em 10/11/2005, publicação no DJ 17/3/2006, p. 
6) 
Dessa forma, podemos concluir que as empresas públicas federais são pessoas jurídicas de direito privado, 
integram a administração indireta federal e se submetem ao controle do Tribunal de Contas da União 
(opção C – correta). 
A alternativa A está errada, pois são as autarquias e as fundações públicas que gozam de todas as 
prerrogativas da fazenda pública. A opção B está errada, pois as empresas públicas são pessoas jurídicas de 
direito privado, que integram a Administração Indireta. Além disso, só serão impenhoráveis os bens 
afetados à prestação dos serviços públicos. A alternativa D também possui erros, pois as EPs federais 
integram a administração descentralizada (indireta), sua criação é autorizada em lei e elas podem adotar 
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lei para autorizar sua criação ou extinção (CF, art. 37, XIX e XX). Por fim, essas entidades submetem-se ao 
controle e fiscalização do Tribunal de Contas (CF, art. 71) e do Congresso Nacional (art. 49, X). 
Por outro lado, as EP e as SEM, quando atuarem na prestação de serviços públicos, submetem-se 
predominantemente, às regras de direito público. Isso fica evidente quando as entidades realizam suas 
atividades-fim, ou seja, quando estão prestando o serviço público para o qual foram criadas, ocasião em 
que se submetem ao princípio da continuidade do serviço público e outros. 
Com isso, podemos resumir da seguinte forma: todas as empresas públicas e sociedades de economia 
mista possuem personalidade jurídica de direito privado e regime jurídico híbrido. Porém, quando 
explorarem atividade econômica, sujeitam-se predominantemente ao regime de direito privado. Por outro 
lado, quando prestam serviços públicos, subordinam-se predominantemente a regras de direito público. 
Os bens das empresas públicas e sociedades de economia mista são bens privados, logo, não possuem os 
atributos dos bens públicos, como a impenhorabilidade e imprescritibilidade. 
Porém, no caso das estatais prestadoras de serviço público, os bens diretamente relacionados à prestação 
do serviço gozam dos mesmos atributos dos bens públicos, em razão do princípio da continuidade dos 
serviços públicos. 
O art. 2º, I, da Lei 11.101/2005, que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência, estabelece 
que suas normas não se aplicam às EP e às SEM, independentemente da atividade que desempenham. 
Logo, elas não se sujeitam ao regime falimentar. 
Quando as entidades administrativas não puderem arcar com danos causados a terceiros, as entidades 
políticas instituidoras podem responder de forma subsidiária. Por exemplo, uma empresa pública, 
prestadora de serviços públicos, causou prejuízos a um particular, mas não tem condições de arcar com o 
dano, por não ter mais dinheiro. Nesse caso, o ente instituidor terá que indenizar o prejuízo causado ao 
terceiro. 
 
(TRT CE - 2017) Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista sujeitam-se ao 
regime falimentar. 
Comentários: As empresas estatais não se submetem ao regime falimentar. Item errado. 
 
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O § 2º, art. 173, CF, dispõe que as EP e as SEM que exploram atividade econômica não poderão gozar de 
privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. O dispositivo não veda toda concessão de privilégios 
fiscais, somente aqueles aplicados exclusivamente às EP e SEM. Assim, se o ente conceder um privilégio 
fiscal a todas as empresas de determinado setor, as estatais poderão dele usufruir, ao lado das demais 
empresas que atuam na área. 
Quando a empresa atuar com monopólio, não há vedação da concessão do privilégio, ainda que a empresa 
explore atividade econômica, pois não existirão empresas do ramo no setor privado. 
 
O art. 150, VI, “a”, e §2º, da CF, estabelece que é vedado às entidades políticas e às suas autarquias e 
fundações públicas, instituir impostos umas sobre as outas. Não há menção às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista. Logo, pela literalidade da Constituição, a imunidade tributária não se 
aplica às empresas públicas e às sociedades de economia mista. 
Contudo, o STF estendeu a imunidade recíproca às empresas públicas e sociedades de economia mista 
que prestam serviços públicos, desde que a entidade não faça distribuição de lucros aos sócios.1 
Foi o que ocorreu com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, visto que a Corte entendeu que a 
empresa é “prestadora de serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado” (RE 
407.099/RS), motivo pela qual está abrangida pela regra da imunidade tributária. Na mesma linha, o STF 
entendeu que a imunidade tributária recíproca se aplica à Infraero, uma vez que ela presta serviço público 
“em regime de monopólio” e que o regime jurídico privado não se aplica às EP “que se qualifiquem como 
delegatárias de serviços públicos” (RE 363.412/BA). 
Todavia, em outro julgado, o STF firmou tese no sentido de que não se pode aplicar a imunidade tributária 
recíproca quando se tratar de sociedade de economia mista cuja participação acionária é negociada em 
bolsas de valores e que está voltada à remuneração do capital de seus controladores ou acionistas.2 
Imagine, por exemplo, que seja instituída uma sociedade de economia mista para distribuir energia elétrica 
(serviço público). Porém, ela possui ações na bolsa de valores e faz distribuição de lucros para os seus 
sócios. Nesse tipo de situação, a entidade não poderá ser beneficiada pela imunidade tributária recíproca. 
 
1 RE 600.867 (Tema 508), tese fixada em 20/08/2020. 
2 RE 600.867 (Tema 508), tese fixada em 20/08/2020. 
Privilégios 
fiscais
Regra: não pode
Exceto se:
Forem extensivos ao setor privado; ou
A estatal atuar em monopólio
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Portanto, a imunidade tributária recíproca, conforme o STF, alcança as EP e SEM prestadoras de serviços 
públicos. Porém, essa imunidade não se aplica quando a entidade for exploradora de atividade econômica 
ou quando distribuir lucros aos acionistas. 
 
(TRT RS - 2015) Considere que uma sociedade de economia mista controlada pela União, que atua na 
área de processamento de dados, pretenda oferecer seus serviços ao mercado privado, com vistas a 
ampliar suas receitas para além dos recursos obtidos com a prestação dos serviços à Administração 
pública. Referida entidade dado o regime de direito público a que se submete, está imune à tributação 
sobre a prestação dos serviços aos privados. 
Comentários: Se a entidade irá prestar serviços ao mercado privado, significa que ela irá explorar atividade 
econômica. Logo, ela não estará sujeita à imunidade tributária recíproca, e seu regime jurídico também não 
é de direito público, mas híbrido ou de direito privado. Item errado! 
 
As dívidas e os direitos de terceiros contra autarquias prescrevem em cinco anos (Decreto 20.910/1932, 
art. 1º, c/c Decreto-Lei 4.597/1942, art. 2º). Já as EP e as SEM se submetem ao regramento previsto no 
Código Civil. O art. 205 do CC dispõe que a prescrição ocorrerá em dez anos, quando a lei não fixar prazo 
menor; e o art. 206 estabelece diversos prazos de prescrição, para várias situações diferentes. Mas, o que 
nos interessa é saber que as empresas públicas e as sociedades de economia mista não se submetem ao 
prazo quinquenal de prescrição. 
O regime de pessoal das EP e SEM é o de emprego público, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho 
(CLT), cujo o vínculo é formado por um contrato de trabalho (relação bilateral). 
Não obstante, algumas regras de direito público são aplicáveis. Nessa linha, a contratação do pessoal dessas 
entidades depende de aprovação em concurso público, nos termos do art. 37, II, CF. Mesmo com a 
aprovação em concurso público, os empregados públicos não possuem direito à estabilidade, uma vez que 
isso é uma característica restrita ao regime de direto público. 
Sem embargo, o STF reconheceu que as empresas públicas e as sociedades de economia mista, sejam elas 
prestadoras de serviço público ou exploradoras de atividade econômica, ainda que em regime 
concorrencial, têm o dever jurídico de motivar, em ato formal, a demissão de seus empregados 
concursados. Porém, não se exige processo administrativo ou contraditório para demiti-los. A motivação 
deve consistir em fundamento razoável, não se exigindo, porém, que se enquadreforma admitida em direito, inclusive sociedade anônima. Por fim, os erros na opção E são: elas 
não integram a administração hierárquica (não há hierarquia entre as administrações direta e indireta); e 
só estão dispensadas da licitação no exercício da atividade fim da empresa. 
Deste modo, correta a alternativa C. 
Gabarito: alternativa C. 
33. (FGV – SEN/2008 – adaptada) As fundações governamentais de direito público não estão 
abrangidas pela prerrogativa da imunidade tributária, relativa aos impostos sobre a renda, o patrimônio 
e os serviços federais, estaduais e municipais, vinculados a suas finalidades essenciais. 
Comentário: 
A imunidade tributária se aplica às fundações públicas de direito público e de direito privado, por força do 
art. 150, §2º, da CF, pois a vedação de instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos 
outros, é extensiva às “fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público”. 
Gabarito: errado. 
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34. (FGV – SEN/2008 – adaptada) Tendo em vista a necessidade do controle finalístico da instituição, 
as fundações governamentais de direito público submetem-se ao velamento por parte do Ministério 
Público, como o exige o Código Civil. 
Comentário: 
De acordo com o Código Civil, o Ministério Público do Estado “velará pelas fundações” (art. 66) exercendo 
sobre elas um controle finalístico. Contudo, esse entendimento não alcança as fundações públicas, uma vez 
que o controle finalístico já é exercido pela Administração Direita. Alguns autores afirmam que o controle 
é extensível às fundações públicas de direito privado. 
De qualquer forma, quanto às fundações públicas de direito público, o entendimento é pacífico na doutrina, 
ou seja, o Ministério Público não deve velar por essas entidades, motivo pelo qual o item está errado. 
Gabarito: errado. 
35. (FGV – SEN/2008 – adaptada) Fundações governamentais não podem assumir a forma de entidade 
autárquica. 
Comentário: 
As fundações públicas de direito público submetem-se ao mesmo regime jurídico das autarquias. É 
exatamente por isso que alguns doutrinadores chamam as fundações públicas de direito público de 
fundações autárquicas ou autarquias fundacionais. Por esse ponto, a questão está errada. 
Gabarito: errado. 
36. (FGV – SEAD AP/2010 – adaptada) As fundações públicas podem desempenhar atividades 
relativas à assistência médica e hospitalar e não estão submetidas à Lei Federal 8666/93. 
Comentário: 
A primeira parte da assertiva está correta. Isso porque comumente se destinam às fundações públicas as 
seguintes atividades: assistência social; assistência médica e hospitalar; educação e ensino; pesquisa; e 
atividades culturais. Todavia, a Lei 8.666/1993 aplica-se integralmente às fundações públicas, 
independentemente da natureza jurídica da entidade. Daí o erro da questão. 
Gabarito: errado. 
Concluímos por hoje. 
Bons estudos. 
HERBERT ALMEIDA. 
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@profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida 
 
/profherbertalmeida e /controleexterno 
Se preferir, basta escanear as figuras abaixo: 
 
 
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1. (FGV – CGM BH/2024) A estrutura do aparelho público brasileiro compreende a administração 
direta e a indireta, delineando as formas pelas quais o Estado organiza suas atividades. 
Assinale a opção que apresenta as características de uma sociedade de economia mista. 
a) Executa atividades econômicas, algumas delas típicas da iniciativa privada e outras, assumidas pelo 
Estado como serviços públicos. 
b) Presta serviços públicos comerciais e industriais do Estado. 
c) Fornece serviços e promove ações colaborativas entre dois ou mais entes federativos com o propósito 
de atender ao interesse coletivo e proporcionar benefícios públicos. 
d) Desempenha atividades típicas do Estado. 
2. (FGV – TJ MT/2024) Imagine que, no âmbito de sua organização administrativa, o Estado Ômega 
esteja realizando estudos para criar uma pessoa jurídica de direito privado, na forma de sociedade 
anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria ao mencionado ente federativo, para 
a realização de atividade econômica de relevante interesse público. Considerando as entidades 
integrantes da Administração Direta e da Administração Indireta, é correto afirmar que aquela 
delimitada na situação descrita corresponde a 
a) uma autarquia, integrante da Administração Indireta. 
b) uma empresa pública, integrante da Administração Direta. 
c) uma entidade do terceiro setor, integrante da Administração Indireta. 
d) uma fundação de direito privado, integrante da Administração Direta. 
e) uma sociedade de economia mista, integrante da Administração Indireta. 
3. (FGV – Prefeitura de Caraguatatuba - SP/2024) Relacione as entidades da Administração Pública 
indireta relacionadas a seguir, com as respectivas descrições 
1. Empresas Públicas 2. Autarquias 3. Fundações Públicas 
( ) criadas por lei, podendo ser entidade de direito público ou privado. Sua atividade fim deve ser de 
interesse público e não pode ter fins lucrativos. 
( ) instituídas por lei, têm autonomia administrativa e financeira, mas estão sujeitas ao controle do Estado. 
São entidades de direito público e sua atividade fim é de interesse público 
( ) pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legal e administradas pelo poder público. O 
capital é público, prestam serviço de interesse coletivo e exercem atividades econômicas 
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. 
a) 1 – 2 – 3. 
b) 2 – 1 – 3. 
c) 2 – 3 – 1. 
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d) 3 – 1 – 2. 
e) 3 – 2 – 1. 
4. (FGV / Prefeitura de Abreu e Lima - PE / 2024) No exercício de suas atribuições em cargo integrante 
da controladoria do Município de Abreu e Lima, Guilherme foi instado a indicar uma entidade da 
Administração Indireta, que tenha personalidade jurídica de direito privado, cuja criação é autorizada 
por lei e depende de registro dos respectivos atos constitutivos. 
Diante dessa situação hipotética, Guilherme apontou corretamente 
A) uma autarquia. 
B) uma agência reguladora. 
C) uma empresa pública. 
D) uma Secretaria Municipal. 
E) uma organização da sociedade civil de interesse público. 
5. (FGV / EPE / 2024) Leia o fragmento a seguir. A entidade dotada de personalidade jurídica de 
direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa para o desenvolvimento 
de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia 
administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção e funcionamento custeado 
por recursos da União e de outras fontes. 
O fragmento apresenta as características de uma 
A) autarquia. 
B) fundação pública. 
C) empresa pública. 
D) sociedade de economia mista. 
E) entidade paraestatal. 
6. (FGV – TJ MT/2024) O governo do estado do Mato Grosso deseja criar uma fundação estatal cujo 
objeto é o atendimento à população em situação de rua. 
Sendo essa uma fundação estatal de direito privado, é correto afirmar que: 
a) a sua área de atuação deve ser definida por lei ordinária; 
b) o regime de seu pessoal será o estatutário;c) gozará de imunidade tributária recíproca; 
d) seu patrimônio será composto por bens públicos; 
e) submeter-se-á ao controle pelo Ministério Público, assim como as demais fundações privadas. 
7. (FGV – DNIT/2024) A organização administrativa no setor público envolve modelos que delineiam 
a distribuição de poder e responsabilidades. A dicotomia entre centralização e descentralização é 
fundamental na tomada de decisões governamentais, com a primeira concentrando autoridade e a 
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última delegando competências. Esses modelos refletem a diversidade estratégica adotada pelos 
governos em busca de eficiência, transparência e atendimento às necessidades da sociedade. 
Relacione as organizações listadas a seguir às respectivas naturezas jurídicas. 
1. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) 
2. Ministério dos Transportes 
3. Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) 
4. Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTRANS) 
( ) Autarquia 
( ) Sociedade de Economia Mista 
( ) Ministério 
( ) Empresa Pública 
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. 
(A) 1 – 3 – 2 – 4. 
(B) 1 – 4 – 2 – 3. 
(C) 4 – 2 – 3 – 1. 
(D) 2 – 4 – 3 – 1. 
(E) 4 – 3 – 2 – 1. 
8. (FGV – MPE RJ/2019) Em relação ao regime jurídico de uma sociedade de economia mista estadual 
exclusivamente exploradora de atividade econômica, é correto afirmar que: 
a) ostenta personalidade jurídica de direito público, seus servidores são estatutários e se submetem a 
concurso público, e são controladas pelo Tribunal de Contas; 
b) ostenta personalidade jurídica de direito privado, goza das prerrogativas processuais aplicadas à fazenda 
pública e seu pessoal não se submete a concurso público; 
c) somente por lei específica é autorizada a sua instituição e se submete às normas do direito privado em 
matéria de responsabilidade civil; 
d) somente por lei específica é criada, se submete à responsabilidade civil objetiva e não incide o controle 
finalístico pelo ente a que está vinculada; 
e) somente por lei complementar é criada, se submete à responsabilidade civil subjetiva e incide o controle 
finalístico pelo ente a que está vinculada. 
9. (FGV – Câmara de Salvador - BA/2018) Observe os conceitos trazidos pela doutrina de Direito 
Administrativo para as seguintes entidades que integram a Administração indireta: (A) Pessoa jurídica 
de direito público que desenvolve atividade típica de Estado, com liberdade para agir nos limites da lei 
específica que a criou; (B) Pessoa jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de 
sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, 
a exploração de atividades gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços 
públicos. 
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As definições expostas tratam, respectivamente, de: 
a) fundação pública e empresa pública; 
b) sociedade de economia mista e empresa pública; 
c) concessionária e empresa pública; 
d) autarquia e sociedade de economia mista; 
e) fundação pública e autarquia. 
10. (FGV – Câmara de Salvador - BA/2018) A Administração Pública Indireta decorre da 
descentralização de serviços e consiste na instituição, pelo Estado, por meio de lei, de uma pessoa jurídica 
a quem se atribui a titularidade e execução de determinado serviço público, como é o caso de uma: 
a) concessionária que presta serviço público essencial para um município; 
b) fundação privada que tem por objeto a capacitação e a atualização de profissionais na área da educação; 
c) empresa pública que tem personalidade jurídica de direito público; 
d) Câmara Municipal que tem função precípua de produzir legislação em nível municipal; 
e) sociedade de economia mista que tem personalidade jurídica de direito privado. 
11. (FGV – SEFIN RO/2018) João, advogado de um grande escritório, foi incumbido de identificar a 
natureza jurídica de determinado ente da Administração Pública indireta. Após amplas pesquisas, 
constatou que a lei autorizou a instituição desse ente, cujo capital somente pode pertencer ao ente 
federativo instituidor e a outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como a entidades da 
Administração indireta. 
À luz da ordem jurídica brasileira, constitucional e infraconstitucional, é correto afirmar que esse ente tem 
a natureza jurídica de 
a) autarquia. 
b) sociedade de economia mista. 
c) fundação pública. 
d) empresa pública. 
e) sociedade de mera participação do Estado. 
12. (FGV – SEFIN RO/2018) Assinale a opção que apresenta as entidades que, segundo o texto 
constitucional, compõem a administração indireta. 
a) Autarquias, empresas públicas, ministérios e tribunais de contas. 
b) Fundações públicas, empresas públicas, ministério público e tribunais de justiça. 
c) Sociedades de economia mista, fundações públicas e ministério público. 
d) Autarquias, empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista. 
e) Sociedades de economia mista, autarquias, agências reguladoras e tribunais de contas. 
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==28bcf3==
13. (FGV – SEPOG RO/2017) Determinado professor defendeu a tese de que seria injurídico qualquer 
tratamento diferenciado em relação ao regime de contratação de bens, obras e serviços a ser seguido 
pelas sociedades de economia mista e empresas públicas, independentemente da atividade 
desempenhada. Afinal, tanto os entes que prestam serviço público como aqueles que exploram atividade 
econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços de natureza privada 
devem submeter-se às mesmas normas que recaem sobre a Administração Pública em geral. 
À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, a tese do professor, em relação à sistemática de 
contratação a ser observada por sociedades de economia mista e empresas públicas, está 
a) totalmente correta. 
b) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que exploram atividade 
econômica devem ter regras de contratação diferenciadas. 
c) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que prestam serviço 
público devem ter regras de contratação diferenciadas. 
d) totalmente incorreta, pois as sociedades de economia mista e as empresas públicas, independentemente 
da atividade desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. 
e) parcialmente correta, pois apenas as sociedades de economia mista, qualquer que seja a atividade 
desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. 
14. (FGV – SEPOG RO/2017) Segundo a Constituição da República, a Administração Pública Indireta 
compreende as categorias de entidades dotadas de personalidade jurídica própria, listadas a seguir, à 
exceção de uma. Assinale-a. 
a) Autarquias. 
b) Empresas Públicas. 
c) Sociedades de Economia Mista. 
d) Fundações Públicas. 
e) Tribunais de Contas. 
15. (FGV – TRT 12/2017) Em relação ao regime jurídico das empresas estatais, de acordo com o 
ordenamento jurídico e a doutrina de Direito Administrativo, as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista: 
a) integram a Administração Indireta, ostentando personalidade jurídica de direito público, e são criadas 
com a finalidade de prestar serviços públicos ou exploração de determinadas atividades econômicas de 
interesse da sociedade; 
b) têm seus empregados regidos pela Consolidaçãodas Leis do Trabalho, com vínculo empregatício por 
meio de relação contratual de emprego, mas se submetem a algumas restrições aplicáveis aos servidores 
públicos em geral; 
c) remuneram seus empregados com vencimentos, proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, 
incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, que não podem exceder, em qualquer caso, 
o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; 
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d) têm seu pessoal contratado mediante prévio concurso público de provas ou de provas e títulos, mas não 
se aplica a vedação constitucional de acumulação de cargos e empregos públicos a seus agentes; 
e) concedem a estabilidade constitucional a seus empregados aprovados mediante concurso público após 
três anos de efetivo exercício, que somente poderão perder o emprego em virtude de sentença judicial 
transitada em julgado ou processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. 
16. (FGV – COMPESA/2016) A respeito do regime jurídico das sociedades de economia mista que 
explorem atividade econômica, assinale a afirmativa incorreta. 
a) As sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor 
privado. 
b) As sociedades de economia mista se sujeitarão ao regime jurídico próprio das empresas privadas, 
inclusive quanto aos direitos trabalhistas. 
c) As sociedades de economia mista deverão realizar licitação para compras e alienações. 
d) Os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores serão disciplinados 
exclusivamente pelo ato constitutivo da sociedade de economia mista. 
e) A criação de subsidiária de sociedades de economia mista que explorem atividade econômica depende 
de autorização legislativa. 
17. (FGV – IBGE/2016) Em matéria de Controle da Administração Pública, é correto afirmar que sobre 
uma fundação pública federal com personalidade jurídica de direito público: 
a) incide o controle externo do Poder Judiciário, mediante a atuação do Tribunal de Contas da União; 
b) incide o controle externo por parte do Ministério a que estiver vinculada, por meio da supervisão 
ministerial; 
c) incide o controle interno por parte do Ministério a que estiver vinculada e do Tribunal de Contas da 
União; 
d) não incide o controle externo do Poder Legislativo, mas é controlada pelo Poder Judiciário no aspecto 
da legalidade; 
e) não incide qualquer tipo de controle externo, seja por sua autonomia, seja pelo princípio da separação 
dos poderes. 
18. (FGV – Prefeitura de Cuiabá - MT/2016) Gustavo, Prefeito do Município X, após lei autorizativa 
específica, edita decreto criando Sociedade de Economia Mista para prestação de serviço público de 
saneamento básico. Posteriormente, mesmo sem nova lei autorizativa específica, Gustavo cria empresa 
subsidiária da referida Sociedade de Economia Mista. A esse respeito, assinale V para a afirmativa 
verdadeira e F para a falsa. 
( ) Após a criação da Sociedade de Economia Mista, somente nova lei específica pode autorizar a criação de 
subsidiária da estatal, em respeito ao princípio da reserva legal. 
( ) Os empregados contratados pela subsidiária da Sociedade de Economia Mista são regidos pela 
Consolidação das Leis do Trabalho-CLT – não estando sujeitos às regras constitucionais de vedação à 
acumulação de empregos. 
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( ) Por prestar serviço público e, portanto, estar sujeita aos princípios da especialidade e do controle com a 
Administração Direta, não será possível a criação da subsidiária. 
As afirmativas são, respectivamente, 
a) F, F e V. 
b) F, F e F. 
c) V, F e V. 
d) V, F e F. 
e) V, V e F. 
19. (FGV – TJ PI/2015) Entidade 1) Pessoa jurídica de direito público, integrante da Administração 
Indireta, criada por lei específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam 
próprias e típicas do Estado; Entidade 2) Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração 
Indireta do Estado, criada por autorização legal, sob qualquer forma jurídica adequada a sua natureza, 
para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico ou, em certas situações, execute a 
prestação de serviços públicos. As entidades acima conceituadas são, respectivamente: 
a) fundação pública e autarquia; 
b) empresa pública e sociedade de economia mista; 
c) sociedade de economia mista e autarquia; 
d) fundação pública e concessionária; 
e) autarquia e empresa pública. 
20. (FGV – TJ PI/2015) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, sociedade de economia 
mista pode ser conceituada como entidade integrante da Administração: 
a) direta, com personalidade jurídica de direito público, criada por lei específica para desempenhar funções 
que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado, especialmente para a prestação 
de serviços públicos essenciais de responsabilidade do Poder Público; 
b) direta, com personalidade jurídica de direito público, criada por autorização legal, sob qualquer forma 
jurídica adequada a sua natureza, para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico; 
c) indireta, com personalidade jurídica de direito privado, criada mediante lei específica, sob a forma de 
sociedade por cotas de responsabilidade limitada ou sociedade anônima, cujo controle acionário pertença 
ao Poder Público, tendo por objetivo exclusivamente a exploração de atividades gerais de caráter 
econômico; 
d) indireta, com personalidade jurídica de direito público, criada por autorização legal, sob a forma de 
sociedade por cotas de responsabilidade limitada, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo 
por objetivo exclusivamente a exploração de atividades gerais de caráter econômico; 
e) indireta, com personalidade jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de 
sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, a 
exploração de atividades gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços 
públicos. 
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21. (FGV – CODEMIG/2015) Segundo a legislação brasileira, a empresa estatal integra a administração 
pública indireta e pode ser classificada como empresa pública ou sociedade de economia mista, que 
podem ser exemplificadas, respectivamente, por: 
a) Banco do Brasil e BNDES; 
b) Casa da Moeda e Caixa Econômica Federal; 
c) Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e Eletrobras; 
d) Embrapa e Valec; 
e) Petrobras e Telebras. 
22. (FGV – Prefeitura de Niterói - RJ/2015) A Constituição Federal, ao estabelecer as disposições gerais 
afetas à administração pública, fez menção às sociedades de economia mista e às fundações. É correto 
afirmar que: 
a) as sociedades de economia mista integram a administração indireta; 
b) as sociedades de economia mista somente podem ser criadas por decreto; 
c) apenas as fundações integram a administração direta; 
d) as fundações somente podem surgir a partir de licitação; 
e) as sociedades de economia mista e as fundações integram a administração direta. 
23. (FGV – PGE RO/2015) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, são pessoas jurídicas 
de direito privado, integrantes da Administração Indireta do Estado, criadas por autorização legal: 
a) as autarquias e as fundações públicas; 
b) as empresas públicas e as sociedades de economia mista; 
c) as autarquias e as fundaçõesprivadas; 
d) as fundações autárquicas e as sociedades de economia mista; 
e) as autarquias e as empresas públicas. 
24. (FGV – SSP AM/2015) Integra a Administração Pública Direta e exerce, de forma centralizada, 
atividade administrativa do Estado, uma: 
a) autarquia, que presta serviço público de guarda municipal para proteção de bens, serviços e instalações 
municipais; 
b) fundação pública, que presta serviço público de segurança e inteligência de pessoas e bens, no âmbito 
do Estado; 
c) empresa pública, que presta serviço relacionado à atividade econômica e o lucro é repassado ao poder 
público; 
d) delegacia de polícia civil, que presta serviço público de apuração de infrações penais; 
e) empresa concessionária de serviço, que presta serviço de transporte público coletivo intermunicipal. 
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25. (FGV – MPE MS/2013) A União, desejando realizar a exploração de uma atividade econômica, 
resolve criar uma sociedade de economia mista. Com relação às sociedades de economia mista, assinale 
a afirmativa correta. 
a) A sociedade de economia mista deve ser criada por lei. 
b) A União deve possuir ao menos metade de seu capital social. 
c) A sociedade de economia mista deve seguir todas as regras trabalhistas da iniciativa privada. 
d) O cargo de presidente de sociedade de economia mista é privativo de brasileiro nato. 
e) A sociedade de economia mista não precisa realizar licitação em hipótese alguma. 
26. (FGV – SUDENE PE/2013) As entidades da administração pública podem ser criadas e 
subordinadas ao regime jurídico de direito público ou ao regime jurídico de direito privado. No entanto 
mesmo quando sujeitas ao regime jurídico de direito privado se subordinam a certas regras impostas a 
toda a administração. Tendo em vista essas peculiaridades, assinale a afirmativa correta. 
a) As entidades da administração pública que se constituem como empresas públicas são criadas 
diretamente por meio de lei. 
b) Apenas as autarquias sujeitas ao regime jurídico de direito público necessitam de lei autorizando sua 
criação. 
c) As autarquias entidades de direito público são criadas por lei, enquanto as empresas públicas e as 
sociedades de economia mista tem sua criação autorizada em lei. 
d) A lei não cria diretamente nenhuma entidade, apenas autoriza a sua criação. 
e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, pessoas jurídicas de direito privado integrantes 
da Administração Pública, podem ser criadas independentemente de autorização em lei. 
27. (FGV – INEA RJ/2013) A definição de “pessoa jurídica de direito privado com capital exclusivo do 
governo tendo por finalidade a exploração de atividade econômica” refere‐se à 
a) autarquia corporativa. 
b) empresa de economia mista. 
c) empresa pública. 
d) autarquia institucional. 
e) fundação privada. 
28. (FGV – MPE MS/2013) Com relação às Sociedades de Economia Mista Federais, analise os itens a 
seguir. 
I. São pessoas jurídicas de direito privado. 
II. Possuem foro privilegiado na Justiça Federal. 
III. Gozam de isenção dos impostos federais, mas não dos Estaduais e Municipais. 
Assinale: 
a) se somente o item I estiver correto. 
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109
b) se Somente o item II estiver correto. 
c) se Somente o item III estiver correto. 
d) se somente os itens I e II estiverem corretos. 
e) se todos os itens estiverem corretos. 
29. (FGV – BADESC/2010) No direito brasileiro, existem duas diferenças fundamentais entre as 
sociedades de economia mista e as empresas públicas. Assinale a alternativa que explicita essas 
diferenças. 
a) composição do capital e forma jurídica. 
b) personalidade jurídica e forma de extinção. 
c) forma jurídica e controle estatal. 
d) forma de criação e personalidade jurídica. 
e) controle estatal e composição do capital. 
30. (FGV – AL MA/2013) A administração indireta é composta por várias pessoas jurídicas, dentre 
essas pessoas jurídicas encontram‐se as empresas públicas. A respeito das empresas públicas, assinale a 
afirmativa correta. 
a) Poderão assumir qualquer forma em direito admitida com exceção da forma de sociedade anônima pois 
necessariamente o capital da empresa pública deve ser totalmente público. 
b) Estão subordinadas hierarquicamente ao ente criador. 
c) Poderão ser pluripessoais. 
d) Desenvolverão atividades econômicas sem realizar licitações ou concursos públicos. 
e) Estão sujeitas ao regime jurídico de direito público por serem pessoas jurídicas de direito público. 
31. (FGV – AP/2010) Em relação às entidades da Administração Pública Indireta, é correto afirmar 
que: 
a) as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legal 
e se apresentam, dentre outras, sob a forma de sociedade anônima. 
b) os bens que integram o patrimônio de todas as empresas públicas têm a qualificação de bens públicos. 
c) as fundações públicas não se destinam às atividades relativas a assistência social e atividades culturais. 
d) os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista podem acumular seus empregos 
com cargos ou funções públicas da Administração Direta. 
e) as autarquias podem celebrar contratos de natureza privada, que serão regulados pelo direito privado. 
32. (FGV – SEFAZ RJ/2011) Em relação ao regime jurídico das empresas públicas federais, é correto 
afirmar que 
a) são pessoas jurídicas de direito público, integram a administração descentralizada federal e gozam de 
todas as prerrogativas processuais aplicáveis à fazenda pública. 
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b) são pessoas jurídicas de direito público, integram a administração direta federal e, quando prestadoras 
de serviços públicos, seus bens são impenhoráveis. 
c) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração indireta federal e se submetem ao 
controle do Tribunal de Contas da União. 
d) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração central federal e somente podem ser 
criadas por lei, adotando a forma de sociedade anônima. 
e) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração hierárquica federal e, quando 
exploradoras de atividade econômica, estão dispensadas da observância de procedimento licitatório. 
33. (FGV – SEN/2008 – adaptada) As fundações governamentais de direito público não estão 
abrangidas pela prerrogativa da imunidade tributária, relativa aos impostos sobre a renda, o patrimônio 
e os serviços federais, estaduais e municipais, vinculados a suas finalidades essenciais. 
34. (FGV – SEN/2008 – adaptada) Tendo em vista a necessidade do controle finalístico da instituição, 
as fundações governamentais de direito público submetem-se ao velamento por parte do Ministério 
Público, como o exige o Código Civil. 
35. (FGV – SEN/2008 – adaptada) Fundações governamentais não podem assumir a forma de entidade 
autárquica. 
36. (FGV – SEAD AP/2010 – adaptada) As fundações públicas podem desempenhar atividades 
relativas à assistência médica e hospitalar e não estão submetidas à Lei Federal 8666/93. 
 
1. A 
2. E 
3. E 
4. C 
5. B 
6. C 
7. B 
8. C 
9. D 
10. E 
11. D 
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33. E 
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36. E 
 
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109
 
 
 
 
 
 12 
12 
ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 19ª Ed. Rio de Janeiro: 
Método, 2011. 
ARAGÃO, Alexandre Santos de. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012. 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2014. 
BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. 
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014. 
MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo: 
Malheiros Editores, 2013. 
 
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109nas hipóteses de justa 
causa da legislação trabalhista. 3 
 
3 RE 688.267/CE, julgamento em 28/2/2024. 
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Mobile User
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Até aqui - 29/03
 
Outra regra que alcança os empregados públicos é sobre a acumulação remunerada de cargos, empregos 
e funções. A Constituição veda, em regra, a acumulação de cargos públicos (CF, art. 37, XVI). Essa vedação 
se aplica também a “empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades 
de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder 
público” (CF, art. 37, XVII).4 
No que se refere ao teto constitucional remuneratório, previsto no art. 37, XI, existem duas situações para 
as EP, as SEM e suas subsidiárias (CF, art. 37, § 9º): 
a) quando recebem recursos do ente instituidor para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio 
em geral: aplica-se o teto constitucional aos seus agentes públicos; 
b) quando não recebem recursos do ente instituidor para pagamento de despesas de pessoal ou de 
custeio em geral: não será aplicável o teto constitucional aos seus agentes públicos. 
Se a estatal depende do ente instituidor para pagar as suas despesas de custeio (como contas mensais de 
manutenção, luz, água, etc.), os seus agentes públicos não poderão ganhar mais do que o teto 
constitucional. Se, por outro lado, a entidade não precisa desse apoio do ente instituidor, os seus agentes 
públicos poderão receber mais do que o teto constitucional remuneratório. Por exemplo: a Petrobrás não 
recebe da União recursos para pagamento dos seus empregados e dirigentes nem para custear suas 
despesas administrativas. Logo, não há nenhum impedimento, na Constituição, para um dirigente da 
Petrobrás receber mais do que um ministro do STF. 
Outras regras específicas para os empregados públicos são as seguintes: 
a) sujeitos ao regime geral de previdência social – RGPS (CF, art. 40, § 13); 
b) os litígios da relação de trabalho são resolvidos na Justiça do Trabalho (CF, art. 114); e 
 
4 A regra da vedação à acumulação possui exceções, dispostas no art. 37, XVI, e em outros artigos da CF. 
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c) são considerados agentes públicos para fins de improbidade administrativa (Lei 8.429/92, art. 3º) e 
equiparados a funcionários públicos para fins penais (CP, art. 327, § 1º). 
No caso dos dirigentes, o regime de pessoal é diferente. Quando não são da carreira, eles não são 
classificados como empregados celetistas. Eles exercem um posto de livre nomeação e exoneração, cuja 
indicação independe da realização de concurso público. Não se trata de cargo público em sentido estrito, 
porque não é um estatutário e o regime não é de direito público, mas também não se trata de relação 
regida pela CLT. Trata-se de um regime especial, regido pela Lei 13.303/16, pela legislação comercial e pelo 
estatuto da entidade. 
 
(TRT CE - 2017) A respeito do regime jurídico das empresas públicas e das sociedades de economia mista 
federais, julgue o item a seguir: os empregados dessas empresas ou dessas sociedades não poderão 
cumular seus empregos com outros empregos, cargos e funções públicas, a não ser nas hipóteses 
constitucionalmente previstas. 
Comentários: Isso mesmo! Os empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista 
submetem-se a vedação à acumulação remunerada de cargos empregos e funções, nos termos do art. 37, 
XVI e XVII, da CF. Porém, lembramos que essa vedação possui exceções previstas na própria Constituição. 
Logo, o item está correto. 
 
A Constituição Federal estabeleceu que o estatuto da empresa pública e da sociedade de economia mista 
deveria estabelecer regras específicas para licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, 
observados os princípios da administração pública. 
Dessa forma, a Lei 13.303/2016 veio a disciplinar a aplicação das licitações e contratações no âmbito das 
empresas públicas e sociedades de economia mista. Deve-se observar que, antes da edição da Lei 
13.303/2016, as empresas estatais seguiam, em regra, as normas da Lei 8.666/1993 (hoje revogada pela 
Lei 14.133/2021, que é a Nova Lei de Licitações). 
Portanto, as empresas estatais não se submetem, em regra, às disposições da Lei 14.133/2021, uma vez 
que o seu regime de licitação consta na Lei 13.303/2016. 
Contudo, algumas regras da Lei 14.133/2021 ainda se aplicam às empresas estatais, como as disposições 
penais (art. 178), a modalidade pregão e alguns critérios de desempate. 
Em que pese a regulação do tema, nem todas as contratações dependem de prévia realização de licitação. 
A Lei 13.303/2016 estabeleceu casos de licitação dispensada, dispensável e de inexigibilidade. A licitação 
dispensada envolve os casos em que são inaplicáveis a e todas as demais exigências formais da Lei. As 
empresas estatais estão dispensadas de seguir as disposições sobre licitações e contratações da Lei 
13.303/2016 nas seguintes situações: 
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a) comercialização, prestação ou execução, de forma direta, de produtos, serviços ou obras 
especificamente relacionados a seus respectivos objetos sociais. Isto é, casos que envolvem 
atividades finalísticas da empresa. Exemplo: a Petrobrás S/A é dispensada de licitar para vender 
petróleo; e o Banco do Brasil ou a Caixa, para oferecer crédito a seus correntistas; 
b) nos casos em que a escolha do parceiro esteja associada a suas características particulares, vinculada 
a oportunidades de negócio definidas e específicas, justificada a inviabilidade de procedimento 
competitivo. Exemplo de oportunidade de negócio: a compra de ações para obter o controle 
acionário de uma entidade. 
Os casos de licitação dispensável e de inexigibilidade são semelhantes aos da Lei 14.133/2021. Na licitação 
dispensável, o legislador dá opção ao agente público de realizar ou não a licitação, como ocorre nos casos 
de contratação de baixo valor. Na inexigibilidade, há inviabilidade de licitação, como nas situações de um 
único fornecedor ou que apenas uma empresa tenha capacidade de prestar o serviço. Em ambos os casos, 
a empresa estatal precisa cumprir algumas formalidades mínimas, como justificativa de preços e razão da 
escolha do fornecedor. 
 
 
A Lei de Licitações e Contratos (Lei 13.303/16) prevê um limite de dispensa de licitação por baixo valor nas 
contratações das empresas estatais, ou seja, quando o valor do objeto a ser adquirido for muito baixo, a 
empresa estatal não será obrigada a licitar, podendo promover a contratação diretamente. Os valores são 
de até R$ 100 mil para obras e serviços de engenharia e de até R$ 50 mil para compras e outros serviços 
(L13303, art. 29, I e II). 
Tome cuidado! Em que pese esses valores sejam “parecidos” com os que constam na Lei 14.133/2021, 
existem diferenças sutis. Primeiro porque a Lei 14.133/2021 prevê que os valores devem ser “inferiores” a 
R$ 100 mil ou R$ 50 mil, enquanto a Lei 13.303/2016 prevê que os valores são de “até” 100 ou 50 mil, 
conforme o caso. A segunda diferença é que a Lei 14133 também fixa o valor “mais alto” (R$ 100 mil) para 
serviços de manutenção de veículos, enquanto a L13303 só prevê o valor alto para obras e serviços de 
engenharia. Outra diferença é que os valores da L14133 são atualizados anualmente por decreto, enquanto 
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==28bcf3==
a L13303 não prevê atualização anual, mas permite que cada empresa estatal altere os valores por 
deliberação de seu Conselho de Administração, para refletir a variação de seus custos (L13303, art. 29, § 
3º). 
 
Lei 13.303/16 
(somente estatais)6 
Obras e serviços de engenharia Até R$ 100 mil 
Compras e demais serviços Até R$ 50 mil 
 
As diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista são apenas três: forma 
jurídica; composição do capital; e foro processual (somente para as entidades federais). 
As sociedades de economia mista devem, obrigatoriamente, ter a forma de sociedade anônima (S/A), (Lei 
13.303/2016, art. 5º). Em virtude disso, as SEM são reguladas pela Lei das Sociedades por Ações, que possui 
um capítulo específico para tratar elas (Lei 6.404/1976, arts. 235-240). 
Por outro lado, as empresas públicas podem ser formadas sob qualquer forma admitida em direito. Assim, 
elas podem ser unipessoais (a entidade instituidora possui a integralidade de seu capital), pluripessoais 
(ente instituidor possui capital dominante, mas há recursos de outras pessoas administrativas). As EP 
admitem até a forma de sociedade anônima; nesse caso, o capital seria integrado por entidades públicas 
(outros entes federados ou entidades administrativas). 
 
 
(ALESE - 2018) Considere: Y é empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, também de 
âmbito federal. Levando em conta as características de tais entidades, ambas poderão revestir-se de 
qualquer das formas admitidas em direito. 
 
6 Esses valores “podem ser alterados, para refletir a variação de custos, por deliberação do Conselho de Administração da 
empresa pública ou sociedade de economia mista, admitindo-se valores diferenciados para cada sociedade” (Lei 
13.303/16, art. 29). 
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Comentários: Só as empresas públicas admitem qualquer forma jurídica permitida em direito. As 
sociedades de economia mista são necessariamente sociedades anônimas. Item errado. 
(TRE BA - 2017) As sociedades de economia mista são submetidas a regras especiais, sendo constituídas 
sob a forma de sociedades anônimas ou limitadas, cujas ações ou cotas com direito a voto devem 
pertencer, em sua maioria, ao ente federativo. 
Comentários: As SEM somente podem ser constituídas na forma de sociedades anônimas. Logo, não podem 
ser constituídas como sociedades limitadas. Item errado. 
 
As sociedades de economia mista admitem a participação de capital público e de capital privado, no 
entanto o controle acionário da entidade deve permanecer com o ente instituidor, isto é, a maioria do 
capital votante sempre pertencerá ao ente que instituiu a entidade. A maioria do capital de uma SEM é 
público, estando, portanto, sob controle do Poder Público. 
Por outro lado, as empresas públicas só admitem capital público. Não é necessário que o capital pertença 
a uma única pessoa política ou administrativa, o que se exige é que o ente político instituidor possua a 
maioria do capital votante. Assim, uma empresa pública federal pode ser formada com capital da União, 
de algum estado-membro, de entidades administrativas (até mesmo de SEM). 
 
(SEFIN RO - 2018) João, advogado de um grande escritório, foi incumbido de identificar a natureza jurídica 
de determinado ente da Administração Pública indireta. Após amplas pesquisas, constatou que a lei 
autorizou a instituição desse ente, cujo capital somente pode pertencer ao ente federativo instituidor e 
a outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como a entidades da Administração indireta. 
À luz da ordem jurídica brasileira, constitucional e infraconstitucional, é correto afirmar que esse ente 
tem a natureza jurídica de sociedade de economia mista. 
Comentários: Se a composição do capital é inteiramente público, então trata-se de empresa pública. Não 
poderá ser SEM, pois esta admite capital público e privado. Portanto, item errado. 
 
As causas em que empresa pública federal figurar como autora, ré, assistente ou oponente serão 
processadas e julgadas na Justiça Federal (CF, art. 109, I). Entretanto, as causas das sociedades de 
economia mista federais tramitam na justiça estadual. 
Essa terceira diferença, porém, somente se aplica quando comparamos EP e SEM federais. 
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Por outro lado, quando se tratar de empresa pública e de sociedade de economia mista dos estados ou 
municípios, a competência será da justiça estadual. Logo, não existe diferença nos demais entes da 
Federação. 
Em qualquer caso, deve-se ressalvar a competência da Justiça do Trabalho para decidir as causas 
trabalhistas. 
O quadro a seguir resume as diferenças das empresas públicas e das sociedades de economia mista. 
 
Dimensões Empresa Pública Sociedade de Economia Mista 
Forma Jurídica Qualquer forma admitida em 
direito 
Somente sociedade anônima (S/A). 
Capital Totalmente público. Admite capital público e privado, 
Foro (entidades 
federais) 
Em regra, tramitam na Justiça 
Federal. 
Em regra, tramitam na justiça 
estadual. 
 
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Conceito 
As fundações (privadas) surgiram no meio privado, da iniciativa de uma pessoa física ou jurídica, que 
destaca parte de seu patrimônio, destinando-o a uma finalidade social. Criada, a fundação ganha 
personalidade jurídica própria. Assim, elas são conhecidas como um patrimônio personalizado destinado 
a realizar atividades como educação, saúde, pesquisa, cultura, etc. 
As fundações públicas, por sua vez, diferenciam-se das fundações privadas pela figura do instituidor. As 
fundações públicas são instituídas pelo Estado, que separa uma dotação patrimonial e a ela destina 
recursos orçamentários para o desempenho de atividade de interesse social. 
 
Características das fundações públicas: 
a) dotação patrimonial; 
b) personalidade jurídica própria, pública ou privada; 
c) desempenho de atividade atribuída pelo Estado no âmbito social; 
d) capacidade de autoadministração; 
e) sujeição ao controle administrativo ou tutela por parte da Administração Direta, nos limites 
estabelecidos em lei. 
 
Natureza jurídica 
A jurisprudência e a doutrina admitem a criação de fundações públicas de direito público ou de direito 
privado. Assim, o Estado pode criar uma fundação de direito público, caso em que terá a natureza de 
autarquia, submetendo-se ao regime jurídico de direito público. Por isso, alguns doutrinadores as chamam 
de fundações autárquicas ou autarquias fundacionais. 
Por outro lado, o Estado pode atribuir a natureza jurídica de direito privado. Nesse caso, as fundações 
públicas de direito privado seguirão um regime jurídico híbrido. Algumas regras de direito público 
aplicáveis são a exigência de concurso público; o dever de licitar; o enquadramento de seus contratos como 
contratos administrativo. 
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Criação e extinção 
As fundações públicas de direito público são efetivamente criadas por lei, ganhando personalidade jurídica 
no momento da vigência da lei instituidora. Já as fundações públicas de direito privado recebem 
autorização legislativa para criação, mas dependem do registro do ato constitutivo no Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas para adquirir personalidade jurídica. 
 
 
(TRE BA - 2017) As fundações públicas são entidades integrantesda administração indireta, sendo 
dotadas exclusivamente de personalidade jurídica de direito público. 
Comentários: As fundações públicas podem ser de direito público ou de direito privado. Logo, item errado. 
 
Atividade 
Os fins a que se destinam as fundações públicas devem sempre possuir um caráter social. Comumente, as 
fundações públicas se destinam às seguintes atividades: assistência social; assistência médica e hospitalar; 
educação e ensino; pesquisa; e atividades culturais. 
Ademais, a Constituição Federal exige que lei complementar defina a área de atuação das fundações 
públicas. Até hoje, entretanto, essa lei complementar não foi editada. 
 
(DPE AM - 2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes características e 
contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempenhada e ao objeto cometido 
a cada uma. Nesse sentido, as fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, 
não se submetendo às regras do Código Civil. 
Comentários: As fundações públicas não possuem “necessariamente” personalidade de direito público, 
pois também podem ser constituídas com direito privado. Portanto, item errado. 
 
Fundação Pública
direito público criada por lei
direito privado autorizada por lei
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Regime jurídico 
Imunidade tributária, prerrogativas processuais e regime de precatórios 
O art. 150, § 2º, da CF estende a imunidade tributária às duas modalidades de fundação públicas (direito 
público ou direito privado). 
As prerrogativas processuais, a exemplo do prazo em dobro para as suas manifestações processuais e a 
sujeição ao duplo grau de jurisdição obrigatório, aplicam-se somente às fundações públicas de direito 
público, não alcançando as fundações de direito privado. 
Por fim, o regime de precatórios para o pagamento de dívidas, em virtude de sentença judiciária, previsto 
no art. 100 da CF, não se aplica às fundações públicas de direito privado, mas se aplica às fundações públicas 
de direito público. 
Patrimônio 
Os bens das fundações de direito público são bens públicos, protegidos pelas prerrogativas do 
ordenamento jurídico (impenhorabilidade, imprescritibilidade, restrições para alienação). Já os bens das 
fundações públicas de direito privado, em regra, são bens privados. Entretanto, quando forem empregados 
na prestação de serviços públicos, poderão receber algumas prerrogativas, como a impenhorabilidade, em 
decorrência do princípio da continuidade dos serviços públicos. 
Licitações e contratos 
A Lei 14.133/2021 aplica-se integralmente às fundações públicas, independentemente de sua natureza. 
Regime de pessoal 
Às fundações públicas de direito público aplica-se o regime jurídico único. Assim, se o regime jurídico único 
for estatutário, os agentes públicos dessas entidades serão considerados servidores públicos, ocupantes 
de cargos. 
Embora haja controvérsia quanto às fundações públicas de direito privado, o posicionamento que tem 
prevalecido é no sentido de que o regime estatutário é incompatível com a natureza de uma entidade de 
direito privado, e, por conseguinte, o pessoal das fundações públicas de direito privado se submete ao 
regime trabalhista comum, traçado na CLT. 
 
Fundação Pública
(regime de pessoal)
direito público
regime jurídico único 
(cargo público)
direito privado
legislação trabalhista
(emprego público)
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==28bcf3==
Independentemente do regime jurídico, aplicam-se aos agentes públicos das fundações as regras 
constitucionais como a vedação à acumulação de cargos e empregos públicos (CF, art. 37, XVII); a 
necessidade de prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, II); o teto constitucional remuneratório 
(CF, art. 37, XI). 
 
Prerrogativa 
Fundação Pública 
Direito Público Direito Privado 
Imunidade tributária Sim Sim 
Prerrogativas processuais (prazos em dobro para 
as manifestações e duplo grau de jurisdição) 
Sim Não 
Regime de precatórios Sim Não 
Patrimônio Bens públicos Bens privados (se usados na 
prestação de serviços públicos: 
impenhoráveis) 
Licitações e contratos L14133 L14133 
Regime de pessoal Estatutário Celetista 
 
Foro competente 
Para as fundações públicas de direito público da União, o foro competente será a Justiça Federal (CF, art. 
109, I). Para as fundações públicas de direito público estaduais e municipais, o foro competente será o da 
Justiça Estadual. 
Quanto às fundações públicas de direito privado, há divergência. A doutrina entende que o foro 
competente para processor a julgar as causas envolvendo as fundações públicas de direito privado 
federais é o da Justiça Estadual. 
Todavia, o posicionamento jurisprudencial é diferente. O STJ já entendeu que as “fundações públicas 
federais, como entidades de direito privado, são equiparadas as empresas públicas, para os efeitos do artigo 
109, I, da Constituição da República”, de modo que compete à Justiça Federal processar e julgar as causas 
envolvendo empresa pública federal. Assim, a jurisprudência entende que o foro é da Justiça Federal. 
 
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1. (Cebraspe – STJ/2024) As fundações públicas podem exercer serviço público sob regime jurídico 
integralmente privado. 
Comentário: 
Doutrinariamente, separamos o regime jurídico em direito público e direito privado. Porém, sabemos que 
essa separação ocorre apenas para fins didáticos, especialmente porque a Administração sempre atuará 
com algum nível de cada um dos regimes, prevalecendo um ou outro. 
Além disso, a doutrina explica que nunca haverá a atuação do Estado integralmente sob regime de direito 
privado. 
Por exemplo: mesmo uma sociedade de economia mista que explora atividade econômica ficará sujeita, 
em algum grau, ao regime de direito público, como o dever de fazer concurso, a aplicação dos princípios 
constitucionais expressos e a vedação à acumulação remunerada de cargos e empregos públicos. 
Da mesma forma, os serviços públicos desempenhados pelas fundações públicas nunca serão 
integralmente regidos pelo direito privado, aplicando-se em algum grau o regime de direito público. 
Gabarito: errado. 
2. (Cebraspe – CAPES/2024) Determinada fundação pública federal pretendia realizar compra de 
produto de limpeza mediante contratação pública orçada em valor inferior a cinquenta mil reais. Para 
tanto, a autoridade competente da fundação decidiu realizar contratação direta por inexigibilidade de 
licitação. Uma empresa interessada na contratação apresentou recurso à instância superior daquela 
autoridade, alegando não se tratar de hipótese de inexigibilidade. A autoridade superior acatou o recurso 
da empresa, por entender não haver previsão legal de contratação direta no caso, e revogou a decisão 
do subordinado. 
A partir da situação hipotética precedente, julgue os itens que se seguem. 
As fundações públicas são órgãos despersonalizados da administração pública indireta e seus atos são 
administrativos. 
Comentário: as fundações públicas são entidades administrativas da administração pública indireta, ou 
seja, gozam de personalidade jurídica própria. Assim, a questão está errada. Quanto aos atos, em regra, as 
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fundações públicas editam atos administrativos, especialmente quando gozam de personalidade jurídicade direito público. 
Gabarito: errado. 
3. (Cebraspe – Prefeitura de Camaçari - BA/2024) Considerando a classificação das entidades da 
administração indireta, assinale a opção que apresenta, sucessivamente, a natureza jurídica do Banco 
Central do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais Renováveis (IBAMA), da Universidade Federal da Bahia e do Banco do Brasil. 
a) autarquia, empresa pública, autarquia, autarquia e sociedade de economia mista 
b) sociedade de economia mista, autarquia, autarquia, sociedade de economia mista e empresa pública 
c) autarquia, sociedade de economia mista, autarquia, empresa pública e sociedade de economia mista 
d) empresa pública, autarquia, sociedade de economia mista, autarquia e autarquia 
e) autarquia, sociedade de economia mista, empresa pública, autarquia e autarquia 
Comentário: 
Infelizmente, essas questões estão sendo cada vez mais comuns. O lado positivo é que conhecendo a 
natureza de duas entidades “mais famosas” já seria possível responder à questão (e tem três “famosas” na 
questão). 
O Bacen é uma autarquia federal. 
A Caixa Econômica é uma empresa pública e o Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista. 
Lembre-se da comparação desses dois bancos estatais, pois isso essa relação não é incomum. 
Assim, já sabemos que o gabarito é a letra A. 
O Ibama e a Universidade Federal da Bahia são autarquias (normalmente, as universidades são autarquias). 
Gabarito: alternativa A. 
4. (Cebraspe – INSS/2022) Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a 
instituição de empresa pública, sociedade de economia mista e fundação pública, cabendo, em todos os 
casos, lei complementar para definir as áreas de atuação dessas entidades. 
Comentário: 
O art. 37, XIX da Constituição Federal prevê que “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e 
autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação”. 
Então, a lei complementar define a área de atuação das fundações públicas, mas não das demais entidades. 
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Gabarito: errado. 
5. (Cebraspe – DPE TO/2022) Submetem-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, 
inclusive no que tange aos direitos e às obrigações de natureza civil, comercial, tributária e trabalhista, 
a) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. 
b) sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos. 
c) fundações públicas. 
d) autarquias. 
e) agências reguladoras. 
Comentário: as fundações públicas, autarquias e agências reguladoras, com personalidade de direito 
público não se submetem ao regime próprio das empresas privadas, pois não são entidades empresariais, 
então já podemos descartar as alternativas C, D e E. 
Em relação às empresas públicas e às sociedades de economia mista, estas sim se submetem ao regime 
jurídico próprio das empresas privadas, inclusive no que tange aos direitos e às obrigações de natureza civil, 
comercial, tributária e trabalhista, mas somente quando exploradoras de atividade econômica, nos termos 
do art. 173, § 1º, da CF/88. 
Portanto, nosso gabarito é a alternativa A. 
Gabarito: alternativa A. 
6. (Cebraspe – FUNPRESP-EXE/2022) As fundações públicas de direito privado, por sua natureza 
jurídica, podem desempenhar atividades que exijam o exercício do poder de império, assim como ocorre 
com as fundações públicas de direito público. 
Comentário: as fundações públicas de direito privado possuem natureza jurídica de direito privado, de 
forma que não possuem atribuições para exercer o poder de império, atribuído às entidades 
administrativas sob regime de direito público. 
Gabarito: errado. 
7. (Cebraspe – MPC PA/2019) Determinado governador pretende que sejam criadas uma nova 
autarquia e uma nova empresa pública em seu estado. 
Nessa situação, serão necessárias. 
a) duas leis específicas: uma para a criação da autarquia e outra para a criação da empresa pública. 
b) uma lei específica para a criação da autarquia e outra para a autorização da instituição da empresa 
pública. 
c) uma lei específica para a criação da empresa pública e outra para a autorização da instituição da 
autarquia. 
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d) autorizações legais na norma geral acerca da nova organização da administração pública estadual, não 
havendo necessidade de a criação de nenhuma das entidades ser feita por lei. 
e) duas leis específicas: uma para a autorização da criação da empresa pública e outra para a autorização 
da criação da autarquia. 
Comentário: 
O art. 37, XIX da Carta Magna, determina que “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e 
autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação”. Observe que as autarquias só podem 
ser criadas por lei específica, enquanto as sociedades de economia mista e empresas públicas somente 
precisam de autorização em lei para serem criadas. O gabarito é a letra B. 
Gabarito: alternativa B. 
8. (Cebraspe – DPE DF/2019) É admitida a criação de autarquia por iniciativa de deputado federal, 
desde que este encaminhe o respectivo projeto de lei à Câmara dos Deputados e que a matéria verse 
estritamente sobre a criação da entidade. 
Comentário: 
A iniciativa deve ser do Presidente da República, conforme art. 61, §1º, II, da CRFB: II – disponham sobre: 
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de 
sua remuneração; e b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços 
públicos e pessoal da administração dos Territórios; (…). Dessa forma, a criação de autarquia depende de 
projeto de iniciativa do chefe do Poder Executivo. 
Gabarito: errado. 
9. (Cebraspe – PGE PE/2019) A criação de fundações públicas de direito público ocorre por meio de 
lei, não sendo necessária a inscrição de seus atos constitutivos em registro civil de pessoas jurídicas. 
Comentário: 
As fundações públicas podem possuir natureza jurídica de direito público ou de direito privado. No primeiro 
caso, elas são criadas por lei; enquanto, no segundo, elas recebem autorização legislativa, mas só adquirem 
personalidade jurídica com o registro do ato constitutivo. 
Assim, nem sempre terá que ocorrer o registro, pois, no caso das fundações públicas de direito público, a 
aquisição da personalidade jurídica ocorre com a vigência da lei, dispensando o registro. 
Gabarito: correto. 
10. (Cebraspe – TJ PR/2019) As pessoas jurídicas de direito privado que compõem a administração 
pública são 
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a) investidas de poderes de autoridade e encarregadas de realizar funções de interesse público, a partir da 
descentralização de poderes. 
b) passíveis de integrar tanto a administração pública direta quanto a indireta. 
c) criadas por atos de direito privado, mas a sua instituição depende de autorização legislativa. 
d) instituídas para fins de desconcentração de poderes e de competências administrativas. 
Comentário: 
a) as pessoas jurídicas de direito privado que compõe a administração pública não são, em regra, investidas 
de poderes de autoridade, bem como não realizam, necessariamente, funções de interesse público, 
embora devam perseguir, em qualquercaso, uma finalidade pública específica definida na lei que autorizou 
a sua criação. Por exemplo: quando o Banco do Brasil concede ou nega um empréstimo, ele estará 
exercendo um ato de natureza comercial, sem qualquer “poder de autoridade” – ERRADA; 
b) a administração direta é o conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas do Estado (União, 
Estados-membros, Distrito Federal e Municípios), aos quais foi atribuída a competência para o exercício, 
de forma centralizada, de atividades administrativas. Por outro lado, as entidades administrativas 
compõem a administração indireta, sendo que, nesse caso, teremos pessoas jurídicas de direito público ou 
de direito privado. Ademais, as pessoas jurídicas de direito privado são fundações públicas de direito 
privado), as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Além disso, há uma série de pessoas 
jurídicas de direito privado que não fazem parte da administração, como as entidades paraestatais e as 
empresas privadas. Logo, de tudo isso, podemos perceber que as pessoas de direito privado NÃO 
compõem a administração direta, em qualquer caso – ERRADA; 
c) enquanto as autarquias e as fundações públicas de direito público são criadas por lei, as pessoas jurídicas 
de direito privado integrantes da administração indireta (empresa pública, sociedade de economia mista e 
fundação pública de direito privado) são constituídas mediante autorização legal e registro de seus atos 
constitutivos no Cartório de Pessoas Jurídicas ou na Junta Comercial, conforme tenha, respectivamente, 
natureza cível ou empresarial, tal qual as pessoas jurídicas não estatais (privadas) em geral – CORRETA; 
d) a instituição de pessoas jurídicas de direito privado para compor a administração pública é fenômeno de 
descentralização – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
11. (Cebraspe – SEFAZ RS/2019) A entidade da administração pública indireta criada por meio de lei 
para desempenho de atividades específicas, com personalidade jurídica pública e capacidade de 
autoadministração é a 
a) autarquia. 
b) fundação privada. 
c) sociedade de economia mista. 
d) empresa pública. 
e) empresa subsidiária. 
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Comentário: 
a) a autarquia é a pessoa jurídica de direito público, criada por lei, com capacidade de autoadministração, 
para o desempenho de serviço público descentralizado, mediante controle administrativo exercido nos 
limites da lei – CORRETA; 
b) a fundação privada não pertence ao quadro da administração pública. Não confunda fundação privada 
com a fundação pública de direito privado, já que esta última é que compõe a administração indireta – 
ERRADA; 
c) e d) as empresas estatais dividem-se em empresas públicas e sociedades de economia mista. As duas são 
entidades administrativas, integram a administração indireta, possuem personalidade jurídica de direito 
privado, têm sua criação autorizada em lei e podem ser criadas para explorar atividade econômica ou 
prestar serviços públicos – ERRADAS; 
e) para que as entidades da administração indireta criem subsidiárias ou participem em empresas privadas, 
deverá existir autorização em lei, bastando para tanto a existência de autorização legislativa genérica. Com 
efeito, a empresa subsidiária possui personalidade de direito privado e não é pacífico se elas compõem ou 
não a administração – ERRADA. 
Gabarito: alternativa A. 
12. (Cebraspe – Prefeitura de Boa Vista/2019) A criação de empresa pública é um exemplo de 
descentralização de poder realizado por meio de atos de direito privado, ainda que a instituição da 
empresa pública dependa de autorização legislativa. 
Comentário: 
O procedimento de criação de uma empresa estatal depende de uma fase que envolve a autorização 
legislativa e de outra etapa que consiste no registro de seus atos constitutivos em cartório. 
Assim, na prática, a criação em si não difere da forma como um particular faz para criar uma empresa 
privada. Nos dois casos, a entidade ganha a personalidade jurídica com o registro do ato constitutivo. A 
diferença é que, antes do procedimento de criação, há a necessidade de autorização legislativa. 
Ademais, a criação dessas entidades decorre de um processo de descentralização (por outorga), como 
mencionado no início da afirmativa. 
Gabarito: correto. 
13. (Cebraspe – TJ PA/2019) Com relação à distinção entre empresa pública e sociedade de economia 
mista, assinale a opção correta. 
a) Empresa pública é uma entidade privada criada por lei com a finalidade de realizar um serviço público, 
enquanto a sociedade de economia mista é criada de forma similar às empresas privadas, com a finalidade 
de exercer atividade econômica. 
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b) Empresa pública possui personalidade jurídica de direito público, enquanto a sociedade de economia 
mista possui personalidade jurídica de direito privado. 
c) Na empresa pública, o capital é exclusivo das pessoas jurídicas de direito público; na sociedade de 
economia mista, o poder público detém a maioria das ações com direito a voto, mas pode haver 
participação privada no capital. 
d) Na empresa pública, as ações com direito a voto são exclusivas do ente público que a controla; na 
sociedade de economia mista, o ente público controla a maior parte do capital, mas pode não possuir a 
maioria das ações com direito a voto. 
e) Na empresa pública, o capital social é inteiramente público; na empresa de economia mista, o poder 
público detém a maioria do capital social da empresa. 
Comentário: 
a) tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista têm sua criação autorizada por lei, 
e ambas têm personalidade jurídica de direito privado, sendo criadas para a exploração de atividade 
econômica ou para a prestação de serviços públicos – ERRADA; 
b) ambas possuem personalidade jurídica de direito privado – ERRADA; 
c) analisando individualmente, eu marcaria essa alternativa como errada. Porém, ela é a “menos errada” e, 
por isso, será o gabarito. Uma diferença importante entre as empresas estatais é que o capital da EP é 
totalmente público, enquanto das sociedades de economia mista é público e privado (mas a maioria deverá 
pertencer ao poder público). Nessa linha, a questão é certa. Porém, ela tem uma grande falha, já que a Lei 
das Estatais menciona expressamente que: “desde que a maioria do capital votante permaneça em 
propriedade da União, do Estado, do Distrito Federal ou do Município, será admitida, no capital da empresa 
pública, a participação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades da 
administração indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”. Ora, as entidades da 
administração indireta podem ser de direito público ou de direito privado. Logo, nada impede que uma 
outra empresa pública ou até mesmo uma sociedade de economia mista (entidades de direito privado) 
detenham parcela do capital de uma EP. Assim, o trecho “exclusivo das pessoas jurídicas de direito público” 
também está errado. Infelizmente, isso acontece em algumas questões de prova. Segue o jogo – CORRETA; 
d) tanto nas empresas públicas quanto nas sociedades de economia mista o ente que as instituiu deve 
possuir a maioria do capital votante, uma vez que deverá possuir o “controle acionário” da entidade – 
ERRADA; 
e) não existe “empresa de economia mista”, mas sociedade de economia mista. Além disso, na verdade, o 
ente tem que ter a “maioria” das “ações com direito a voto” (L13303, art. 4º) – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
14. (Cebraspe – SLU DF/2019) As fundações públicas não são sujeitas aos procedimentos licitatórios 
comuns aos demais entes da administraçãoindireta. 
Comentário: 
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As fundações públicas estão sujeitas ao regime licitatório sim, nos termos do art. 1º, parágrafo único, da 
Lei nº 8.666/93: 
Art. 1º [...] 
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, 
os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades 
de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios. 
Assim, independentemente da natureza jurídica da fundação pública (direito público ou direito privado), a 
fundação pública deverá licitar e contratar na forma prevista na Lei 8.666/1993. 
Gabarito: errado. 
15. (Cebraspe – PGE PE/2019) Diferentemente das empresas públicas, que podem ser constituídas 
sob qualquer forma empresarial admitida em direito, as sociedades de economia mista somente podem 
constituir-se sob a forma de sociedade anônima. 
Comentário: 
Essa é uma importante diferença entre as empresas públicas e sociedades de economia mista. 
Nesse sentido, nos termos do art. 5º da Lei 13.303/2016, as sociedades de economia mista devem, 
obrigatoriamente, ter a forma de sociedade anônima (S/A). Por outro lado, as empresas públicas podem 
ser formadas sob qualquer forma admitida em direito. 
Gabarito: correto. 
16. (Cebraspe – CGM João Pessoa/2018) As sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime 
trabalhista próprio das empresas privadas. 
Comentário: 
As EP e SEM seguem algumas normas de direito privado, como a contratação de pessoal pelo regime 
celetista, ao mesmo tempo em que se submetem a normas de direito público, como os princípios 
administrativos constitucionais e o dever de licitar e de fazer concurso público. Nesse contexto, vale citar a 
redação do art. 173, § 1º, II, da CF: “a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive 
quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários”. 
Gabarito: correto. 
17. (Cebraspe – CGM João Pessoa/2018) A empresa pública, entidade da administração indireta, 
possui personalidade jurídica de direito público. 
Comentário: 
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A personalidade jurídica das EP e das SEM é de direito privado. 
Gabarito: errado. 
18. (Cebraspe – CAGE RS/2018) Assinale a opção que apresenta característica comum às sociedades 
de economia mista e às empresas públicas. 
a) Estão sujeitas ao regime de precatórios, como regra. 
b) Não gozam de privilégios fiscais não extensíveis ao setor privado. 
c) Não precisam realizar procedimento licitatório, a fim de viabilizar a atuação no mercado competitivo. 
d) São criadas por lei. 
e) Não estão sujeitas à fiscalização dos tribunais de contas. 
Comentário: 
a) as EP e as SEM não têm direito, em regra, à prerrogativa de execução via precatório (STF; RE 851711 
AgR/DF; 12/12/2017 - Info 888). Em regra, as empresas estatais estão submetidas ao regime das pessoas 
jurídicas de direito privado (execução comum). No entanto, é possível aplicar o regime de precatórios para 
empresas públicas e sociedades de economia mista que prestem serviços públicos e que não concorram 
com a iniciativa privada (serviço público próprio do Estado e de natureza não concorrencial) (STF; RE 627242 
AgR, 02/05/2017 - Info 858) – ERRADA; 
b) as empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não 
extensivos às do setor privado (CF, art. 173, § 2º) – CORRETA; 
c) pelo contrário, precisam realizar procedimento licitatório, a fim de viabilizar a atuação no mercado 
competitivo (Lei nº 13.330/16, art. 28) – ERRADA; 
d) são autorizadas por lei (CF, art. 37, XIX) – ERRADA; 
e) de acordo com o entendimento do STF, independentemente da natureza da atividade desempenhada, 
as empresas públicas e as sociedades de economia mista submetem-se ao controle do tribunal de contas. 
Cumpre anotar que atualmente o tema também está disciplinado na Lei 13.303/2016, que dispõe 
expressamente que as empresas estatais submetem-se ao controle do sistema de controle interno e do 
tribunal de contas competente (arts. 85 e 87) – ERRADA. 
Gabarito: alternativa B. 
19. (Cebraspe – STM/2018) Por ser dotada de personalidade jurídica de direito público e integrar a 
administração pública indireta, a empresa pública não pode explorar atividade econômica. 
Comentário: 
Tanto as empresas públicas como as sociedades de economia mista podem desempenhar dois tipos de 
atividades: 
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a) exploração de atividade econômica; ou 
b) prestação de serviços públicos. 
Além disso, elas possuem personalidade jurídica de direito privado. 
Gabarito: errado. 
20. (Cebraspe – ABIN/2018) Fundações públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de 
direito público ligadas à administração indireta. 
Comentário: 
A Profª. Maria Sylvia Zanella Di Pietro apresenta a seguinte definição para as fundações públicas: 
[...] pode-se definir a fundação instituída pelo Poder Público como o patrimônio, total ou 
parcialmente público, dotado de personalidade jurídica de direito público ou privado e 
destinado, por lei, ao desempenho de atividades do Estado de ordem social, com capacidade de 
autoadministração e mediante controle da Administração Pública (integra a administração 
indireta), nos limites da lei. 
Gabarito: errado. 
21. (Cebraspe – EMAP/2018) A empresa pública difere da sociedade de economia mista no que se 
refere à personalidade jurídica: aquela é empresa estatal de direito privado, esta é de direito público. 
Comentário: 
Ambas as entidades possuem personalidade jurídica de direito privado. 
Gabarito: errado. 
22. (Cebraspe – EMAP/2018) A criação de empresa pública, de sociedade de economia mista e de 
fundação deve ser autorizada por ato do chefe do Poder Executivo. 
Comentário: 
Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de 
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as 
áreas de sua atuação (art. 37, XIX). Logo, a autorização não é por ato do Executivo, mas sim por lei. 
Gabarito: errado. 
23. (Cebraspe – EMAP/2018) Sociedade de economia mista é empresa estatal com personalidade 
jurídica de direito privado; seu capital é oriundo tanto da iniciativa privada quanto do poder público. 
Comentário: 
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Sociedade de economia mista é definida como a entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto 
pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da 
administração indireta (Lei 13.303/2016, art. 4º). Nas SEM podem ser conjugados recursos de pessoas de 
direito público ou de outras pessoas administrativas com recursos de particulares. No entanto, o controle 
acionário da entidade deve permanecer com o ente instituidor, logo a maioria do capital votante sempre 
pertencerá ao ente que instituiu a entidade. Como exemplos, podemos mencionar o Banco do Brasil S.A.; 
o Banco da Amazônia; a Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás. 
Gabarito: correto. 
24. (Cebraspe – MPE PI/2018) Apesar de terem o tipo societário de sociedade anônima, as

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