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Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo Autor: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo 24 de Fevereiro de 2025 13763924612 - Gustavo Borges Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Índice ..............................................................................................................................................................................................1) Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista 3 ..............................................................................................................................................................................................2) Fundações Públicas 17 ..............................................................................................................................................................................................3) Questões Comentadas - Organização Administrativa (Parte 2) - Cebraspe 21 ..............................................................................................................................................................................................4) Lista de Questões - Organização Administrativa (Parte 2) - Cebraspe 37 ..............................................................................................................................................................................................5) Questões Comentadas - Organização Administrativa (Parte 2) - FCC 43 ..............................................................................................................................................................................................6) Lista de Questões - Organização Administrativa (Parte 2) - FCC 60 ..............................................................................................................................................................................................7) Questões Comentadas - Organização Administrativa (Parte 2) - FGV 69 ..............................................................................................................................................................................................8) Lista de Questões - Organização Administrativa (Parte 2) - FGV 97 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 2 109 As empresas estatais são entidades administrativas, integram a administração indireta, possuem personalidade jurídica de direito privado, têm sua criação autorizada em lei e podem ser criadas para explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos. Elas dividem-se em empresas públicas e sociedades de economia mista. A empresa pública é “a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios” (art. 3º, caput, Lei 13.303/2016). Ademais, “desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade da União, do Estado, do Distrito Federal ou do Município, será admitida, no capital da empresa pública, a participação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades da administração indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios” (art. 3º, parágrafo único). Exemplos de empresas públicas são a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT; a Caixa Econômica Federal – CEF; o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. A sociedade de economia mista é definida como a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta (Lei 13.303/2016, art. 4º). Exemplos: o Banco do Brasil S.A.; o Banco da Amazônia; a Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás. São traços comuns às empresas públicas e às sociedades de economia mista: a) criação e extinção autorizadas por lei; b) personalidade jurídica de direito privado; c) sujeição ao controle estatal; d) derrogação parcial do regime de direito privado por normas de direito público: sujeição a um regime jurídico misto/híbrido, com parte das normas de direito público, e outras, de direito privado; e) vinculação aos fins definidos na lei instituidora; f) desempenho de atividade de natureza econômica. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 3 109 (FUB - 2015) Tanto na empresa pública, quanto na sociedade de economia mista, há derrogação apenas parcial do regime de direito público pelo regime de direito privado. Comentários: Nas estatais, há aplicação de regime jurídico híbrido, com a aplicação simultânea de normas de direito público (concurso, licitação, princípios) com normas de direito privado (obrigações civis, comerciais, trabalhistas, tributárias). Logo, há derrogação parcial do regime de direito público pelo de direito privado (ou vice-versa). Assim, o item está correto. Nos termos do inc. XIX, art. 37, da CF/88, a instituição de empresa pública e de sociedade de economia mista deve ser autorizada por lei específica. Após a edição da lei autorizativa, será elaborado o ato constitutivo, cujo registro no órgão competente significará o início da personalidade jurídica da entidade. Assim, as empresas públicas e sociedades de economia mista nascem, efetivamente, após o registro de seu ato constitutivo no órgão competente. A extinção das EP e das SEM, por outro lado, não exige lei específica. Segundo o STF, basta uma autorização legislativa genérica, prevista em lei que veicule programa de desestatização, para autorizar a desestatização (privatização ou extinção) de empresa estatal. Por exemplo, o Programa Nacional de Desestatização – PND (Lei 9.491/1997) e o Programa de Parceria de Investimentos (Lei 13.334/2016) autorizam genericamente a desestatização de empresas estatais, conforme critérios definidos nestas leis. Somente será exigida autorização legislativa específica quando a própria lei que autorizou a criação exigir que a extinção dependerá de autorização legislativa específica. Assim, o Poder Executivo não poderá dar fim às EP e SEM por ato de sua competência exclusiva, reclamando a autorização do Poder Legislativo, seja por lei genérica ou por lei específica. (TRE PE - 2017) As empresas públicas são criadas por lei. Comentários: A criação das empresas públicas e das sociedades de economia mista não é realizada por lei, mas apenas autorizada. Após a edição da lei, a criação dependerá de atos complementares, efetivando-se com o registro do ato constitutivo. Logo, o item está errado. As empresas públicas e sociedades de economia mista podem exercer dois tipos de atividade: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 4 109 a) explorar atividade econômica; b) prestar serviço público. A regra geral é que as empresas públicas e as sociedades de economia mista sejam criadas para atuar na exploração de atividades econômicas, quando isso for necessário aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme o art. 173, caput, CF. Esse disposto traz várias regras para as estatais que exploram atividade econômica, como a necessidade de lei para estabelecer “o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços”. Trata-se da Lei 13.303/2016. Embora o art. 173,sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito público. Comentário: Elas são sociedades anônimas, todavia, a personalidade jurídica das SEM será de direito privado. Gabarito: errado. 25. (Cebraspe – MPE PI/2018) Fundação pública é a entidade da administração indireta vinculada ao ministério cuja área de competência enquadre a principal atividade dessa fundação. Comentário: As fundações públicas são entidades administrativas de direito público ou privado, criadas para o desempenho de atividade de interesse social, como educação, cultura ou desporto. Vale lembrar que as fundações, assim como as demais entidades administrativas, estão vinculadas ao ente instituidor, normalmente ao ministério (ou secretaria) relativa à sua área de atuação. Gabarito: correto. 26. (Cebraspe – TCE PB/2018) As entidades que integram a administração pública indireta incluem as a) autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. b) secretarias estaduais, as autarquias e as fundações privada. c) autarquias, as fundações e as organizações sociais. d) organizações sociais, os serviços sociais autônomos e as entidades paraestatais. e) empresas públicas, as sociedades de economia mista e os serviços sociais autônomos. Comentário: A Administração Pública Indireta é composta pelas entidades administrativas, que possuem personalidade jurídica própria e são responsáveis por executar atividades administrativas de forma descentralizada. São elas: as autarquias, as fundações públicas e as empresas estatais (empresas públicas e sociedades de economia mista). Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 31 109 Gabarito: alternativa A. 27. (Cebraspe – TRE BA/2017) Assinale a opção correta no que tange às entidades públicas em espécie e à administração direta e indireta. a) As fundações públicas são entidades integrantes da administração indireta, sendo dotadas exclusivamente de personalidade jurídica de direito público. b) Criada por força de autorização legal como instrumento de ação do Estado, uma empresa pública federal é uma pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica de direito público. c) As agências reguladoras são, em regra, autarquias sob regime especial criadas com a finalidade de disciplinar e controlar certas atividades econômicas. d) As sociedades de economia mista são submetidas a regras especiais, sendo constituídas sob a forma de sociedades anônimas ou limitadas, cujas ações ou cotas com direito a voto devem pertencer, em sua maioria, ao ente federativo. e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da administração direta federal, são instrumentos de ação do Estado, logo, são entidades voltadas à busca de interesse público. Comentário: a) as fundações públicas integram a administração indireta, mas podem ser de direito público ou de direito privado – ERRADA; b) as empresas públicas têm personalidade jurídica de direito privado – ERRADA; c) essa é a descrição correta das agências reguladoras. Dizemos que elas possuem um regime especial, pois essas entidades possuem algumas características distintivas das demais autarquias, concedendo-lhes maior autonomia ou independência em relação ao ente instituidor, como é o caso do mandato fixo de seus membros e a sua competência regulatória – CORRETA; d) a sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta – ERRADA; e) as empresas estatais integram a administração indireta, e são constituídas para a exploração de atividade econômica pelo Estado, de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, ainda que a atividade econômica esteja sujeita ao regime de monopólio da União ou seja de prestação de serviços públicos – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 28. (Cebraspe – TRE PE/2017) As empresas públicas a) admitem a criação de subsidiárias, exigindo-se, para tanto, autorização legislativa. b) dispensam, para sua extinção, autorização legislativa. c) integram a administração direta. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 32 109 d) possuem regime jurídico de direito público. e) são criadas por lei. Comentário: Na forma do conceito trazido pela recente “Lei das Estatais” (13.303/16), a empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado (alternativa D), com criação autorizada por lei (alternativas B e E) e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. Essas entidades integram a administração indireta (alternativa C), e admitem a criação de subsidiárias, cuja criação, de fato, depende de autorização legislativa (alternativa A). Gabarito: alternativa A. 29. (Cebraspe – SEDF/2017) Embora sejam entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, as empresas públicas, como regra geral, estão obrigadas a licitar antes de celebrar contratos destinados à prestação de serviços por terceiros. Comentário: É verdade. As regras de direito privado prevalecem nesse tipo de entidade, mas são derrogadas parcialmente em algumas situações, como é o caso da necessidade de licitar para efetuar as suas compras e contratar serviços, bem como da necessidade da realização de concurso público para contratação de pessoal. Gabarito: correto. 30. (Cebraspe – SEDF/2017) As autarquias e as empresas públicas têm personalidade jurídica de direito público, e as sociedades de economia mista têm personalidade jurídica de direito privado. Comentário: As autarquias e as fundações públicas de direito público são as entidades administrativas que têm personalidade de direito público; as fundações públicas de direito privado, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, por sua vez, possuem personalidade de direito privado. Gabarito: errado. 31. (Cebraspe – SEDF/2017) Por terem personalidade jurídica de direito privado, as sociedades de economia mista não se subordinam hierarquicamente ao ente político que as criou. Exatamente por isso elas não sofrem controle pelos tribunais de contas. Comentário: De fato, não há hierarquia entre a entidade da administração indireta e a pessoa política que a criou. Mas isso não significa que essas entidades não se submetam ao controle dos tribunais de contas. Sobre o tema, Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 33 109 o STF entende que as empresas públicas e as sociedades de economia mista estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, motivo pelo qual têm o dever de prestar contas anuais ou até mesmo instaurar tomada de contas especial no caso de irregularidade na aplicação de recursos públicos, quando for o caso (STF MS 25.092, julgamento em 10/11/2005). Gabarito: errado. 32. (Cebraspe – TRF 1ª Região/2017) O principal critério de distinção entre empresa pública e sociedade de economia mista é que esta integra a administração indireta, enquanto aquela integra a administração direta. Comentário: Tanto a empresa pública como a sociedade de economia mista integram a Administração indireta. Logo, isso não é um critério diferenciador dessas entidades. Gabarito: errado. 33. (Cebraspe – TRT CE/2017) A respeito do regime jurídico das empresas públicas e das sociedades de economia mista federais, assinale a opçãocorreta. a) As empresas públicas somente poderão adotar a forma de sociedade anônima. b) As causas em que as empresas públicas figurarem como autoras serão processadas na justiça comum do estado da Federação onde estiverem sediadas. c) Os empregados dessas empresas ou dessas sociedades não poderão cumular seus empregos com outros empregos, cargos e funções públicas, a não ser nas hipóteses constitucionalmente previstas. d) Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime falimentar. Comentário: Vamos analisar diretamente as alternativas: a) as empresas públicas admitem qualquer forma prevista em direito. São as sociedades de economia mista que somente podem ser sociedades anônimas – ERRADA; b) note que o enunciado trata de “empresas públicas e sociedades de economia mista federais”. Somente por causa dessa observação é que este item está incorreto, pois as causas das empresas públicas federais, em regra, são solucionadas na justiça federal, ao passo que as causas das sociedades de economia mista federais são resolvidas na justiça comum estadual – ERRADA; c) exato, pois a vedação de acumulação de cargos também alcança os empregos públicos, consoante o art. 37, XVII, da Constituição Federal – CORRETA; d) as empresas públicas e sociedades de economia mista não se submetem ao regime falimentar (Lei 11.101/2005, art. 2º) – ERRADA; Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 34 109 ==28bcf3== Gabarito: alternativa C. 34. (Cebraspe – TRT CE/2017) Pessoa jurídica da administração indireta criada por lei específica, com personalidade jurídica e patrimônio próprio, e que realiza apenas atividades de interesse público denomina-se a) empresa pública. b) sociedade de economia mista. c) fundação pública. d) autarquia. Comentário: O gabarito da banca foi a letra C. Bom, de fato, as fundações públicas podem ser criadas por lei específica e a área de atuação delas é ligada às atividades de interesse público. Contudo, temos dois problemas. Primeiro que nem toda fundação é criada por lei específica, pois existem fundações cuja criação é autorizada por lei específica (são as fundações públicas de direito privado). Outro problema é que as autarquias também exercem atividades de interesse público. Costuma-se dizer que as autarquias exercem atividades típicas de Estado, mas isso não deixa de ser atividade de interesse público. Logo, tanto a letra C como a letra D estão corretas (sendo que a D é até “mais correta”). Na época, sugerimos que nossos alunos entrassem com recurso pedindo a anulação, mas a banca manteve o gabarito. Gabarito: alternativa C. 35. (Cebraspe – DPU/2016) Cria-se empresa pública e autoriza-se seu imediato funcionamento por meio de publicação de lei ordinária específica. Comentário: Nos termos do inc. XIX, art. 37, da CF/88, a instituição de empresa pública e de sociedade de economia mista deve ser autorizada por lei específica. Após a edição da lei autorizativa, será elaborado o ato constitutivo, cujo registro no órgão competente significará o início da personalidade jurídica da entidade. Assim, as empresas públicas e as sociedades de economia mista nascem, efetivamente, após o registro de seu ato constitutivo no órgão competente. Dessa forma, a lei não cria empresa pública, mas apenas autoriza a sua criação. Gabarito: errado. 36. (Cebraspe – DPU/2016) Em regra, as sociedades de economia mista devem realizar concurso público para contratar empregados. Comentário: O regime jurídico das SEM e EP será sempre híbrido, em algumas situações com predomínio de regras de direito privado e em outras com predomínio do direito público. O que vai dizer qual o tipo de regra Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 35 109 dominante é a natureza da atividade desenvolvida, isto é, se prestam serviços públicos ou exploram atividade econômica. Todavia, em qualquer caso, elas obrigam-se a realizar concurso público para o provimento de seus empregos públicos, nos termos do art. 37, II, da Constituição Federal, ressalvando-se apenas aqueles de livre nomeação e exoneração, bem como eventuais contratações temporárias. Portanto, está correta a questão. Gabarito: correto. É isso. Terminamos. Até a próxima! Bons estudos. HERBERT ALMEIDA. http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/herbert-almeida-3314/ @profherbertalmeida /profherbertalmeida /profherbertalmeida /profherbertalmeida e /controleexterno Se preferir, basta escanear as figuras abaixo: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 36 109 1. (Cebraspe – STJ/2024) As fundações públicas podem exercer serviço público sob regime jurídico integralmente privado. 2. (Cebraspe – CAPES/2024) Determinada fundação pública federal pretendia realizar compra de produto de limpeza mediante contratação pública orçada em valor inferior a cinquenta mil reais. Para tanto, a autoridade competente da fundação decidiu realizar contratação direta por inexigibilidade de licitação. Uma empresa interessada na contratação apresentou recurso à instância superior daquela autoridade, alegando não se tratar de hipótese de inexigibilidade. A autoridade superior acatou o recurso da empresa, por entender não haver previsão legal de contratação direta no caso, e revogou a decisão do subordinado. A partir da situação hipotética precedente, julgue os itens que se seguem. As fundações públicas são órgãos despersonalizados da administração pública indireta e seus atos são administrativos. 3. (Cebraspe – Prefeitura de Camaçari - BA/2024) Considerando a classificação das entidades da administração indireta, assinale a opção que apresenta, sucessivamente, a natureza jurídica do Banco Central do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), da Universidade Federal da Bahia e do Banco do Brasil. a) autarquia, empresa pública, autarquia, autarquia e sociedade de economia mista b) sociedade de economia mista, autarquia, autarquia, sociedade de economia mista e empresa pública c) autarquia, sociedade de economia mista, autarquia, empresa pública e sociedade de economia mista d) empresa pública, autarquia, sociedade de economia mista, autarquia e autarquia e) autarquia, sociedade de economia mista, empresa pública, autarquia e autarquia 4. (Cebraspe – INSS/2022) Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, sociedade de economia mista e fundação pública, cabendo, em todos os casos, lei complementar para definir as áreas de atuação dessas entidades. 5. (Cebraspe – DPE TO/2022) Submetem-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive no que tange aos direitos e às obrigações de natureza civil, comercial, tributária e trabalhista, a) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. b) sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos. c) fundações públicas. d) autarquias. e) agências reguladoras. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 37 109 6. (Cebraspe – FUNPRESP-EXE/2022) As fundações públicas de direito privado, por sua natureza jurídica, podem desempenhar atividades que exijam o exercício do poder de império, assim como ocorre com as fundações públicas de direito público. 7. (Cebraspe – MPC PA/2019) Determinadogovernador pretende que sejam criadas uma nova autarquia e uma nova empresa pública em seu estado. Nessa situação, serão necessárias. a) duas leis específicas: uma para a criação da autarquia e outra para a criação da empresa pública. b) uma lei específica para a criação da autarquia e outra para a autorização da instituição da empresa pública. c) uma lei específica para a criação da empresa pública e outra para a autorização da instituição da autarquia. d) autorizações legais na norma geral acerca da nova organização da administração pública estadual, não havendo necessidade de a criação de nenhuma das entidades ser feita por lei. e) duas leis específicas: uma para a autorização da criação da empresa pública e outra para a autorização da criação da autarquia. 8. (Cebraspe – DPE DF/2019) É admitida a criação de autarquia por iniciativa de deputado federal, desde que este encaminhe o respectivo projeto de lei à Câmara dos Deputados e que a matéria verse estritamente sobre a criação da entidade. 9. (Cebraspe – PGE PE/2019) A criação de fundações públicas de direito público ocorre por meio de lei, não sendo necessária a inscrição de seus atos constitutivos em registro civil de pessoas jurídicas. 10. (Cebraspe – TJ PR/2019) As pessoas jurídicas de direito privado que compõem a administração pública são a) investidas de poderes de autoridade e encarregadas de realizar funções de interesse público, a partir da descentralização de poderes. b) passíveis de integrar tanto a administração pública direta quanto a indireta. c) criadas por atos de direito privado, mas a sua instituição depende de autorização legislativa. d) instituídas para fins de desconcentração de poderes e de competências administrativas. 11. (Cebraspe – SEFAZ RS/2019) A entidade da administração pública indireta criada por meio de lei para desempenho de atividades específicas, com personalidade jurídica pública e capacidade de autoadministração é a a) autarquia. b) fundação privada. c) sociedade de economia mista. d) empresa pública. e) empresa subsidiária. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 38 109 ==28bcf3== 12. (Cebraspe – Prefeitura de Boa Vista/2019) A criação de empresa pública é um exemplo de descentralização de poder realizado por meio de atos de direito privado, ainda que a instituição da empresa pública dependa de autorização legislativa. 13. (Cebraspe – TJ PA/2019) Com relação à distinção entre empresa pública e sociedade de economia mista, assinale a opção correta. a) Empresa pública é uma entidade privada criada por lei com a finalidade de realizar um serviço público, enquanto a sociedade de economia mista é criada de forma similar às empresas privadas, com a finalidade de exercer atividade econômica. b) Empresa pública possui personalidade jurídica de direito público, enquanto a sociedade de economia mista possui personalidade jurídica de direito privado. c) Na empresa pública, o capital é exclusivo das pessoas jurídicas de direito público; na sociedade de economia mista, o poder público detém a maioria das ações com direito a voto, mas pode haver participação privada no capital. d) Na empresa pública, as ações com direito a voto são exclusivas do ente público que a controla; na sociedade de economia mista, o ente público controla a maior parte do capital, mas pode não possuir a maioria das ações com direito a voto. e) Na empresa pública, o capital social é inteiramente público; na empresa de economia mista, o poder público detém a maioria do capital social da empresa. 14. (Cebraspe – SLU DF/2019) As fundações públicas não são sujeitas aos procedimentos licitatórios comuns aos demais entes da administração indireta. 15. (Cebraspe – PGE PE/2019) Diferentemente das empresas públicas, que podem ser constituídas sob qualquer forma empresarial admitida em direito, as sociedades de economia mista somente podem constituir-se sob a forma de sociedade anônima. 16. (Cebraspe – CGM João Pessoa/2018) As sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista próprio das empresas privadas. 17. (Cebraspe – CGM João Pessoa/2018) A empresa pública, entidade da administração indireta, possui personalidade jurídica de direito público. 18. (Cebraspe – CAGE RS/2018) Assinale a opção que apresenta característica comum às sociedades de economia mista e às empresas públicas. a) Estão sujeitas ao regime de precatórios, como regra. b) Não gozam de privilégios fiscais não extensíveis ao setor privado. c) Não precisam realizar procedimento licitatório, a fim de viabilizar a atuação no mercado competitivo. d) São criadas por lei. e) Não estão sujeitas à fiscalização dos tribunais de contas. 19. (Cebraspe – STM/2018) Por ser dotada de personalidade jurídica de direito público e integrar a administração pública indireta, a empresa pública não pode explorar atividade econômica. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 39 109 20. (Cebraspe – ABIN/2018) Fundações públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito público ligadas à administração indireta. 21. (Cebraspe – EMAP/2018) A empresa pública difere da sociedade de economia mista no que se refere à personalidade jurídica: aquela é empresa estatal de direito privado, esta é de direito público. 22. (Cebraspe – EMAP/2018) A criação de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação deve ser autorizada por ato do chefe do Poder Executivo. 23. (Cebraspe – EMAP/2018) Sociedade de economia mista é empresa estatal com personalidade jurídica de direito privado; seu capital é oriundo tanto da iniciativa privada quanto do poder público. 24. (Cebraspe – MPE PI/2018) Apesar de terem o tipo societário de sociedade anônima, as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito público. 25. (Cebraspe – MPE PI/2018) Fundação pública é a entidade da administração indireta vinculada ao ministério cuja área de competência enquadre a principal atividade dessa fundação. 26. (Cebraspe – TCE PB/2018) As entidades que integram a administração pública indireta incluem as a) autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. b) secretarias estaduais, as autarquias e as fundações privada. c) autarquias, as fundações e as organizações sociais. d) organizações sociais, os serviços sociais autônomos e as entidades paraestatais. e) empresas públicas, as sociedades de economia mista e os serviços sociais autônomos. 27. (Cebraspe – TRE BA/2017) Assinale a opção correta no que tange às entidades públicas em espécie e à administração direta e indireta. a) As fundações públicas são entidades integrantes da administração indireta, sendo dotadas exclusivamente de personalidade jurídica de direito público. b) Criada por força de autorização legal como instrumento de ação do Estado, uma empresa pública federal é uma pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica de direito público. c) As agências reguladoras são, em regra, autarquias sob regime especial criadas com a finalidade de disciplinar e controlar certas atividades econômicas. d) As sociedades de economia mista são submetidas a regras especiais, sendo constituídas sob a forma de sociedades anônimas ou limitadas, cujas ações ou cotas com direito a voto devem pertencer, em sua maioria, ao ente federativo. e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da administração direta federal, são instrumentos de ação do Estado, logo, são entidades voltadas à busca de interesse público. 28. (Cebraspe – TRE PE/2017) As empresas públicas a) admitem a criação de subsidiárias, exigindo-se, para tanto, autorizaçãolegislativa. b) dispensam, para sua extinção, autorização legislativa. c) integram a administração direta. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 40 109 d) possuem regime jurídico de direito público. e) são criadas por lei. 29. (Cebraspe – SEDF/2017) Embora sejam entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, as empresas públicas, como regra geral, estão obrigadas a licitar antes de celebrar contratos destinados à prestação de serviços por terceiros. 30. (Cebraspe – SEDF/2017) As autarquias e as empresas públicas têm personalidade jurídica de direito público, e as sociedades de economia mista têm personalidade jurídica de direito privado. 31. (Cebraspe – SEDF/2017) Por terem personalidade jurídica de direito privado, as sociedades de economia mista não se subordinam hierarquicamente ao ente político que as criou. Exatamente por isso elas não sofrem controle pelos tribunais de contas. 32. (Cebraspe – TRF 1ª Região/2017) O principal critério de distinção entre empresa pública e sociedade de economia mista é que esta integra a administração indireta, enquanto aquela integra a administração direta. 33. (Cebraspe – TRT CE/2017) A respeito do regime jurídico das empresas públicas e das sociedades de economia mista federais, assinale a opção correta. a) As empresas públicas somente poderão adotar a forma de sociedade anônima. b) As causas em que as empresas públicas figurarem como autoras serão processadas na justiça comum do estado da Federação onde estiverem sediadas. c) Os empregados dessas empresas ou dessas sociedades não poderão cumular seus empregos com outros empregos, cargos e funções públicas, a não ser nas hipóteses constitucionalmente previstas. d) Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime falimentar. 34. (Cebraspe – TRT CE/2017) Pessoa jurídica da administração indireta criada por lei específica, com personalidade jurídica e patrimônio próprio, e que realiza apenas atividades de interesse público denomina-se a) empresa pública. b) sociedade de economia mista. c) fundação pública. d) autarquia. 35. (Cebraspe – DPU/2016) Cria-se empresa pública e autoriza-se seu imediato funcionamento por meio de publicação de lei ordinária específica. 36. (Cebraspe – DPU/2016) Em regra, as sociedades de economia mista devem realizar concurso público para contratar empregados. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 41 109 1. E 2. E 3. A 4. E 5. A 6. E 7. B 8. E 9. C 10. C 11. A 12. C 13. C 14. E 15. C 16. C 17. E 18. B 19. E 20. E 21. E 22. E 23. C 24. E 25. C 26. A 27. C 28. A 29. C 30. E 31. E 32. E 33. C 34. C 35. E 36. C ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 19ª Ed. Rio de Janeiro: Método, 2011. ARAGÃO, Alexandre Santos de. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012. BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2014. BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014. MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2013. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 42 109 QUESTÕES PARA FIXAÇÃO 1. (FCC – PGE GO/2021) A partir de apontamentos efetuados por órgãos de controle interno e externo, com a constatação de falhas reiteradas na gestão de pessoal, estrutura e materiais necessários à adequada prestação dos serviços hospitalares pela Administração de determinado Estado, estudo visando a dotá-los de maior eficiência propôs a criação de empresa pública, de capital do Estado, com a finalidade de prestar serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e ambulatorial à comunidade. Para tanto, competiria à empresa pública em questão administrar unidades hospitalares, promovendo, entre outros atos de gestão de hospitais, a contratação de empregados, submetidos a regime celetista, por meio de concurso público, e a aquisição de materiais, de modo centralizado, mediante licitação. À luz das disposições constitucionais pertinentes e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a criação da empresa pública, nos moldes propostos, seria, em tese, a) viável, desde que haja lei complementar prévia que defina sua área de atuação. b) inviável, no que se refere à submissão de empregados ao regime celetista, uma vez que, diante da natureza pública dos serviços prestados, os funcionários concursados deverão ser regidos pelo estatuto dos servidores públicos do Estado respectivo. c) viável, dependendo sua instituição de autorização por lei específica. d) inviável, por não se destinarem as empresas públicas à prestação de serviços públicos, e sim à exploração de atividade econômica em sentido estrito, submetendo-se o ente ao regime jurídico próprio das empresas privadas, quanto a direitos e obrigações civis e trabalhistas. e) inviável, no que se refere à aquisição de materiais, que se sujeita ao estatuto jurídico próprio das empresas públicas e sociedades de economia mista, estabelecido por lei federal, observados os princípios da Administração pública. Comentário: a) as empresas públicas são criadas após autorização legislativa, e não há necessidade de definição da área de atuação por lei complementar – ERRADA; b) o regime jurídico de direito privado das empresas públicas independe da natureza dos serviços prestados. Assim, seus empregados se submetem ao regime celetista, e não ao estatutário – ERRADA; c) simples assim. A criação das empresas públicas depende de autorização legislativa prévia, por lei específica. Nos termos do art. 37, XIX da CF/88, “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 43 109 autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação” – CORRETA; d) as empresas públicas podem atuar tanto na exploração de atividade econômica quanto na prestação de serviços públicos – ERRADA; e) a criação da empresa é viável, e a aquisição de materiais deverá observar o procedimento licitatório previsto na Lei nº 13.303/16 – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 2. (FCC – PGE TO/2018) O Governo do Estado pretende instituir uma entidade dedicada a prestar serviços relacionados ao turismo no Estado e encaminha à Assembleia Legislativa o respectivo projeto de lei autorizativa. Sabe-se que tal entidade terá capital social dividido em quotas. O Governo estadual criará uma a) autarquia. b) fundação de direito privado. c) associação pública. d) empresa pública. e) sociedade de economia mista. Comentário: a) nas autarquias, a lei cria diretamente a entidade (não há lei autorizativa). Além disso, é uma entidade de direito público, cujo capital não é dividido em quotas. Seu patrimônio é formado a partir da transferência de bens do ente federado que a criar – ERRADA; b)as fundações se caracterizam por ser uma personificação de um patrimônio, não se falando em capital dividido em quotas – ERRADA; c) as associações públicas também não têm capital social divido em quotas, tendo em vista seu caráter público (natureza autárquica) – ERRADA; d) as empresas públicas são constituídas sob qualquer forma societária, de forma que seu capital social pode ser dividido conforme as várias formas admitidas em direito, incluindo as quotas ou as ações – CORRETA; e) já as SEM são criadas sob a forma de sociedade anônima, de forma que seu capital será dividido necessariamente em ações, e não em quotas – ERRADA. Gabarito: alternativa D. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 44 109 3. (FCC – DPE AM/2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes características e contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempenhada e ao objeto cometido a cada uma. Nesse sentido, as a) fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, não se submetendo às regras do Código Civil. b) autarquias podem ser constituídas com personalidade de direito público ou privado, a depender da atividade desempenhada. c) sociedades de economia mista, mesmo quando atuam em regime de competição no mercado, integram a Administração indireta. d) empresas públicas se submetem integralmente ao regime jurídico de direito público, seja na atividade meio ou na atividade fim. e) organizações sociais, quando vinculadas ao poder público mediante contrato de gestão passam a integrar a Administração indireta. Comentário: a) as fundações públicas podem ter tanto personalidade jurídica de direito público quanto de direito privado – ERRADA; b) as autarquias são pessoas de direito público, que prestam serviços típicos da administração pública – ERRADA; c) as sociedades de economia mista e as empresas públicas, sejam prestadoras de serviços públicos, sejam exploradoras de atividade econômica integram a Administração Indireta – CORRETA; d) as empresas públicas se submetem a um regime jurídico de direito privado, mas não integralmente, pois deve obedecer a algumas regras de direito público, como a necessidade de contratação de pessoal via concurso público e submissão ao regime de licitações (ainda que seja um regime licitatório especial) – ERRADA; e) as organizações sociais não integram a administração, atuando ao lado do Estado na prestação de atividades de interesse social – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 4. (FCC – TRT PE/2018) A criação de uma empresa estatal deve a) observar a legislação civil e comercial aplicável à criação de empresas, exceto com relação ao capital, que nos primeiros seis meses deve pertencer integralmente ao ente público que a criou. b) ser precedida de autorização legislativa, o que a predicará com regime jurídico de direito público, inclusive quanto a seus bens e obrigatoriedade de submissão a licitação para todos os ajustes e contratos que celebrar. c) ser autorizada em audiência pública a ser realizada para o setor econômico em que vai atuar, de forma a serem colhidas eventuais impugnações quanto à concorrência desleal. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 45 109 d) observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem prejuízo de ter sido previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de serviços públicos ou exploradora de atividade econômica. e) ser feita por meio de lei, da qual constarão, como anexo, os atos constitutivos que deverão ser levados a registro para regular funcionamento, e deverão prever o setor de atuação e o regime jurídico de exploração da atividade. Comentário: a) não há essa previsão. A criação das empresas estatais deve ocorrer a partir de autorização legislativa, com o posterior registro dos atos constitutivos no cartório competente – ERRADA; b) o regime a ser seguido pelas empresas estatais é de direito privado, e as normas de licitação e contratos devem seguir o disposto na legislação de regência (Lei 13.303/16), havendo possibilidade de dispensa ou inexigibilidade – ERRADA; c) não há necessidade de audiência pública para a criação de empresas estatais – ERRADA; d) exatamente. A personalidade jurídica das EP e SEM é de direito privado, observando a legislação quanto ao regime das entidades privadas, sendo que seu objeto pode ser a prestação de serviços públicos ou a exploração de atividade econômica – CORRETA; e) a criação das EP e SEM não é feita diretamente pela lei, mas sim através de autorização legislativa, dependendo de atos subsequentes para conclusão – ERRADA. Gabarito: alternativa D. 5. (FCC – ALESE/2018) Integram a Administração pública indireta, dentre outros, as empresas públicas e sociedades de economia mista que a) são criadas por lei, sob regime de direito privado, para explorar atividade econômica de produção ou comercialização de bens, não para exploração de serviços públicos, pois estes exigem regime jurídico administrativo. b) têm a criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica de direito privado, podendo ambas explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos. c) têm a criação autorizada por lei, sendo a empresa pública instituída para exploração de serviços públicos e a sociedade de economia mista para exploração de atividade econômica. d) são criadas por lei, sob o regime de direito administrativo, pois ambas podem prestar serviço público em regime de exclusividade ou não. e) são criadas por seus estatutos jurídicos, independentemente de lei autorizativa, para explorar atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou prestação de serviços, ainda que o exercício econômico esteja sujeito ao regime de monopólio da União. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 46 109 Comentário: Nos termos do inc. XIX, art. 37, da CF/88, a instituição de empresa pública e de sociedade de economia mista deve ser autorizada por lei específica. Após a edição da lei autorizativa, será elaborado o ato constitutivo, cujo registro no órgão competente significará o início da personalidade jurídica da entidade. Assim, as empresas públicas e sociedades de economia mista nascem, efetivamente, após o registro de seu ato constitutivo no órgão competente. As empresas públicas e sociedades de economia mista podem desenvolver dois tipos de atividade: explorar atividade econômica ou prestar serviço público. Gabarito: alternativa B. 6. (FCC – ALESE/2018) Considere: Y é empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, também de âmbito federal. Levando em conta as características de tais entidades, a) ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. b) Y deve, obrigatoriamente, estar estruturada sob a forma de sociedade anônima. c) ambas admitem a presença de pessoas da iniciativa privada em seu capital. d) apenas a empresa Y apresenta a característica da vinculação aos fins definidos na lei instituidora. e) o capital de Z poderá ser formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de direito público ou de outras pessoas administrativas, de um lado, e de recursos da iniciativa privada, de outro. Comentário: a) e b) as sociedades de economia mista devem, obrigatoriamente, ter a forma de sociedade anônima (S/A), conforme determina o art. 5º da Lei 13.303/2016; já as empresas públicas podem ser formadas sob qualquer forma admitida em direito – ERRADAS; c) as sociedades de economia mista admitem a participação de capital públicoe de capital privado, enquanto as empresas públicas só admitem capital público – ERRADA; d) ambas devem estar vinculadas aos fins definidos na lei instituidora – ERRADA; e) no caso das sociedades de economia mista, podem ser conjugados recursos de pessoas de direito público ou de outras pessoas administrativas com recursos de particulares. No entanto, o controle acionário da entidade deve permanecer com o ente instituidor, logo a maioria do capital votante sempre pertencerá ao ente que instituiu a entidade – CORRETA. Gabarito: alternativa E. 7. (FCC – TRT SP/2018) A criação de uma sociedade de economia mista por um ente político, para prestação de serviço público de sua titularidade, expressa Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 47 109 a) organização administrativa sob a forma de desconcentração, tendo em vista que outra pessoa jurídica, ainda que com personalidade jurídica de direito público, desempenhará as atividades típicas da Administração pública. b) a possibilidade de incidência do regime jurídico de direito público para as pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração pública, com exceção da incidência de normas e princípios aplicáveis à Administração central, como a obrigatoriedade de submissão a concurso público para contratação de servidores, porque não serão submetidos a regime estatutário. c) a transferência de competências para pessoas jurídicas com personalidade jurídica própria, autônomas e desprovidas de relação hierárquica ou de tutela com o ente que as instituiu. d) organização administrativa do ente público estruturada de forma desconcentrada, abrangendo delegação de competências para órgãos administrativos e pessoas jurídicas com personalidade jurídica própria. e) forma descentralizada de organização administrativa, na qual pessoas jurídicas são instituídas para integrar a Administração indireta do ente federado e desempenhar as atribuições especificadas nos atos institutivos, originalmente de atribuição da Administração central. Comentário: a) as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado criadas a partir do fenômeno da descentralização administrativa e não de desconcentração, já que essa última dá origem aos órgãos públicos, que não possuem personalidade jurídica – ERRADA; b) as normas e princípios que regem a Administração Pública em geral também atingem as sociedades de economia mista e empresas públicas, mesmo estas sendo dotadas de personalidade jurídica de direito privado. Assim, essas entidades se submetem a um regime híbrido, sendo que justamente no exemplo dado, temos a aplicação de uma norma de direito público no que diz respeito à contratação via concurso público; mas conjugada a uma norma de direito privado, tendo em vista que o regime de contratação é o celetista (CLT), e não estatutário – ERRADA; c) apesar de não existir hierarquia entre o ente criador e a entidade da administração indireta criada, existe a tutela, ou seja, o exercício de um controle finalístico sobre as atividades exercidas pelas sociedades de economia mista – ERRADA; d) conforme dissemos na explicação da alternativa A, a SEM surge do fenômeno da descentralização, em que há a criação de uma nova pessoa jurídica, e não desconcentração – ERRADA; e) perfeito! Resume tudo o que explicamos nas alternativas anteriores – CORRETA. Gabarito: alternativa E. 8. (FCC – DETRAN MA/2018) Os serviços públicos, quando são prestados por entes da Administração indireta, como autarquias ou empresas estatais, a) subordinam-se ao regime jurídico de direito público e submetem-se ao controle da Administração, que poderá, na qualidade de poder concedente, promover alterações contratuais e na forma da execução dos serviços, o que não se imprime quando se trata de delegação para a iniciativa privada. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 48 109 b) são delegados em sua titularidade, o que confere maior autonomia na execução contratual e, não obstante se submetam aos princípios que informam a prestação de serviços públicos, subordinam-se apenas ao controle legislativo e judicial. c) dependem da celebração de contratos de concessão ou permissão, nos quais estarão previstas as obrigações e condições de execução, bem como as hipóteses de extinção antecipada, como caducidade ou encampação. d) observam os princípios que regem a prestação de serviços públicos, atraindo a incidência do regime jurídico de direito público, inclusive no que se refere aos bens afetados, ainda que o proprietário dos mesmos tenha natureza jurídica de direito privado. e) devem encontrar previsão na lei que criou os referidos entes, tendo em vista que os mesmos têm natureza jurídica de direito público, incluída a empresa estatal, porque destinada à prestação de serviços públicos. Comentário: a) as autarquias submetem-se a regime de direito público; as empresas estatais, a regime de direito privado – ERRADA; b) quando os serviços são delegados às entidades administrativas, de fato há a transferência da titularidade e da execução desses serviços. Contudo, elas sofrem o controle da própria administração, além dos controles legislativo e judicial – ERRADA; c) os serviços prestados diretamente pelas entidades administrativas não dependem da celebração de contratos de concessão, mas sim de previsão legal, criando ou autorizando a criação da entidade e a ela transferindo a titularidade e execução do serviço – ERRADA; d) os bens afetados diretamente à prestação dos serviços públicos ganham algumas prerrogativas características de bens públicos, mesmo no caso daqueles pertencentes às entidades administrativas com personalidade de direito privado – CORRETA; e) as entidades da administração indireta podem ter personalidade jurídica de direito público ou de direito privado – ERRADA. Gabarito: alternativa D. 9. (FCC – Prefeitura de Teresina - PI/2016) Pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma da legislação brasileira, com parte do capital pertencente a entes públicos, na condição de detentores do controle, prestadora de serviço público, sujeita a regime licitatório para contratação das atividades meio, descreve uma a) sociedade de economia mista. b) autarquia. c) fundação. d) empresa pública. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 49 109 e) autarquia especial. Comentário: Tanto as empresas públicas como as sociedades de economia mista possuem personalidade de direito privado e podem explorar a prestação de serviços públicos. Contudo, segundo o enunciado, “parte do capital pertence a entes públicos”, o que caracteriza a entidade como uma sociedade de economia mista, já que, nas empresas públicas, todo o capital pertence a entes públicos. Gabarito: alternativa A. 10. (FCC – TRF 1/2011) NÃO é considerada característica da sociedade de economia mista a) a criação independente de lei específica autorizadora. b) a personalidade jurídica de direito privado. c) a sujeição a controle estatal. d) a vinculação obrigatória aos fins definidos em lei. e) o desempenho de atividade de natureza econômica. Comentário: Podemos citar como características das empresas públicas e das sociedades de economia mista, entre outras: → a criação e extinção autorizadas por lei; (a) → personalidade jurídica de direito privado; (b) → sujeição ao controle estatal; (c) → derrogação parcial do regime de direito privado por normas de direito público; → vinculação aos fins definidos na lei instituidora; (d) → desempenho deatividade de natureza econômica. (e) Assim, podemos afirmar que a alternativa incorreta é a letra A, visto que a instituição de uma sociedade de economia mista deve ser autorizada por lei específica. Gabarito: alternativa A. 11. (FCC – TCE AP/2012) Uma sociedade de economia mista foi condenada em ação judicial movida por empresa contratada ao pagamento por serviços executados e não pagos. Iniciada a execução judicial e recusando-se a pagar espontaneamente o débito, a sociedade de economia mista a) deverá ser executada da mesma forma que as entidades integrantes da Administração direta, em razão da sujeição aos princípios aplicáveis à Administração Pública. b) está protegida pela impenhorabilidade de seus bens e receitas, em face do regime de direito público a que se submete. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 50 109 c) poderá ter seu patrimônio penhorado, eis que submetida às mesmas obrigações civis, trabalhistas e fiscais das empresas privadas. d) deverá ser executada da mesma forma que as empresas privadas, eis que se submete ao mesmo regime destas, exceto quanto às obrigações tributárias. e) somente poderá ter seus bens e receitas penhoradas em relação às obrigações trabalhistas. Comentário: a) em regra, as sociedades de economia mista devem se sujeitar ao mesmo regime jurídico das empresas privadas. Com efeito, no caso de ação de execução judicial (ação utilizada para exigir um direito reconhecido, como a cobrança de uma dívida), também serão seguidas as mesmas regras das empresas privadas, uma vez que, normalmente, os bens dessas entidades são considerados como bens privados – ERRADA; b) os bens das SEMs não possuem o atributo da impenhorabilidade, uma vez que são bens privados. Logo, o item está errado. Lógico que há a exceção dos bens das empresas públicas e sociedades de economia mista que prestam serviço público, que, quando estiverem afetados diretamente à prestação do serviço, gozarão dos mesmos privilégios da fazenda pública, em homenagem ao princípio da continuidade – ERRADA; c) Exatamente! Em regra, o patrimônio dessas entidades poderá ser penhorado, eis que se submetem às mesmas obrigações civis, trabalhistas e fiscais das empresas privadas – CORRETA; d) deverá ser executada da mesma forma que as empresas privadas, eis que se submete ao mesmo regime destas, exceto inclusive quanto às obrigações tributárias – ERRADA; e) as SEMs sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 12. (FCC – TCE AP/2012) O Estado pretende criar entidade dotada de autonomia, integrante da Administração indireta, para exercer atividade de natureza econômica, com a participação de entidade privada na constituição do correspondente capital social. Atende a tal objetivo a) uma Empresa pública. b) uma Sociedade de economia mista. c) uma Parceria Público-Privada. d) um Consórcio público. e) uma Organização Social − OS. Comentário: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 51 109 ==28bcf3== A Administração indireta é composta por autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. Vimos que apenas essas últimas são utilizadas para exercer atividade econômica. Contudo, as empresas públicas são compostas por capital 100% público, enquanto as SEM admitem capital público e privado, mas a maioria do capital com direito a voto deve ser público. Dessa forma, o gabarito é a opção B. As parcerias público-privadas são contratos de concessão regulados pela Lei 11.079/2004. Os consórcios públicos são pessoas jurídicas de direito público, quando associação pública, ou de direito privado, decorrentes de contratos firmados entre os entes federados, após autorização legislativa de cada um, para a gestão associada de serviços públicos e de objetivos comuns dos consorciados, através de delegação e sem fins econômicos. Assim, os consórcios públicos constituem uma modalidade de delegação de serviços públicos por contrato. Quando de direito público (associações públicas), os consórcios integram a administração indireta de todos os entes da Federação consorciados, constituindo-se em uma espécie de autarquia interfederativa. De qualquer forma, os consórcios não se destinam a fins econômicos. Por último, as OS não integram a Administração indireta (nem direta) e também não realizam atividade econômica. Gabarito: alternativa B. 13. (FCC – SEFAZ SP/2013) O Estado pretende descentralizar a execução de atividade atualmente desempenhada no âmbito da Administração direta, consistente nos serviços de ampliação e manutenção de hidrovia estadual, em face da especialidade de tais serviços. Estudos realizados indicaram que será possível a cobrança de outorga pela concessão, a particulares, do uso de portos fluviais que serão instalados na referida hidrovia, recursos esses que serão destinados a garantir a autossuficiência financeira da entidade a ser criada. Considerando os objetivos almejados, poderá ser instituída a) autarquia, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado dotada do poder de autoadministração, nos limites previstos na lei instituidora. b) agência reguladora, sob a forma de autarquia de regime especial, cuja criação deve ser autorizada por lei, dotada de autonomia orçamentária e financeira. c) agência executiva, sob a forma de empresa ou de autarquia que celebre contrato de gestão com a Administração direta para ampliação de sua autonomia. d) sociedade de economia mista, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, submetida aos princípios aplicáveis à Administração pública, e cuja criação é autorizada por lei. e) empresa pública, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, criada por lei específica e com patrimônio afetado à finalidade para a qual foi instituída. Comentário: Vejamos o que dispõe a CF/88: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 52 109 Art. 37. [...] XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; Quando o ente administrativo for de direito público, ele será criado diretamente por lei específica. Entretanto, quando for de direito privado, terá apenas a autorização legislativa para sua criação. A opção A está errada, pois as autarquias são de direito público. Da mesma forma, as alternativas B e C estão erradas, pois as agências reguladoras e as agências executivas são espécies de autarquias (são criadas diretamente por lei e não são empresas). A letra D está perfeita e é o nosso gabarito, pois as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado cuja criação depende de lei autorizativa. Por fim, a opção E está errada, uma vez que a criação de empresas públicas é apenas autorizada por lei. Gabarito: alternativa D. 14. (FCC – TCE PR/2011) Inserem-se entre as entidades integrantes da Administração pública indireta, além das empresas públicas, as a) sociedades de economia mista, as fundações públicas e as Organizações Sociais ligadas à Administração por contrato de gestão. b) autarquias, fundações e sociedades de economia mista, que são pessoas jurídicas de direito público. c) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica, que se submetem ao mesmo regime jurídico das empresas privadas e aos princípios aplicáveisà Administração Pública. d) fundações e autarquias, excluídas as sociedades de economia mista. e) sociedades de economia mista, exceto as que operam no domínio econômico em regime de competição com as empresas privadas. Comentário: Vamos analisar individualmente cada alternativa. a) Errado: esse assunto não será objeto de nosso curso. Por esse motivo, o que nos cabe saber, nesse momento, é que as organizações sociais não pertencem à administração pública, mas sim ao terceiro setor; b) Errado: as autarquias são pessoas jurídicas de direito público, ao passo que as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado. As fundações públicas podem ser de direito público ou de direito privado, conforme o caso; c) Correto: as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da Administração Indireta, tendo por objetivo, como regra, a exploração de atividades de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços públicos. Quando explorarem atividade econômica, devem se submeter ao mesmo regime jurídico das empresas privadas (CF, art. 173, §1º, II), sem deixar de observar os princípios aplicáveis à Administração Pública (CF, art. 37, caput); Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 53 109 d) Errado: acabamos de ver que as sociedades de economia mista também integram a Administração Indireta; e) Errado: as sociedades de economia mista sempre integram a Administração Indireta, não importa se exploram atividade econômica ou prestam serviços públicos. Gabarito: alternativa C. 15. (FCC – TRE TO/2011) Constitui traço distintivo entre sociedade de economia mista e empresa pública: a) forma de organização, isto é, forma jurídica. b) desempenho de atividade de natureza econômica. c) criação autorizada por lei. d) sujeição a controle estatal. e) personalidade jurídica de direito privado. Comentário: As semelhanças entre as SEMs e as EPs são diversas. No entanto, elas se diferenciam em alguns pontos, quais sejam a forma jurídica, a composição de capital, e o foro processual, no caso das entidades federais. Dessa forma, podemos assinalar a alternativa A como correta. As demais alternativas apresentam semelhanças entre as duas entidades. Gabarito: alternativa A. 16. (FCC – TST/2012) Uma empresa que conte com controle acionário privado e participação minoritária de capital estatal a) é considerada sociedade de economia mista, porém não integrante da Administração Indireta. b) é considerada empresa pública, integrante da Administração Indireta. c) é considerada empresa pública, porém não integrante da Administração Indireta. d) é considerada sociedade de economia mista, integrante da Administração Indireta. e) não é considerada nem empresa pública, nem sociedade de economia mista. Comentário: No caso das empresas públicas, o capital deve ser 100% público. Por outro lado, para as sociedades de economia mista, podem ser conjugados recursos de pessoas de direito público ou de outras pessoas administrativas, juntamente com recursos de particulares. No entanto, o controle acionário da entidade deve permanecer com o ente instituidor, logo a maioria do capital votante sempre pertencerá ao ente que instituiu a entidade. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 54 109 Logo, o enunciado da questão não apresentou nem empresa pública, nem sociedade de economia mista, e sim uma empresa privada. Portanto, a opção E está correta. Gabarito: alternativa E. 17. (FCC – TRT 6/2012) A respeito do regime jurídico das entidades integrantes da Administração Pública indireta é correto afirmar que é a) de direito privado para as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica, sem prejuízo da aplicação dos princípios constitucionais da Administração Pública. b) de direito público para as fundações, autarquias e empresas públicas e de direito privado para as sociedades de economia mista. c) sempre de direito privado, parcialmente derrogado pelas prerrogativas e sujeições decorrentes dos princípios aplicáveis à Administração pública. d) sempre de direito público, exceto para as entidades caracterizadas como agências executivas ou autarquias de regime especial. e) sempre de direito privado, em relação à legislação trabalhista e tributária, e de direito público em relação aos bens afetados ao serviço público. Comentário: a) as empresas públicas e as sociedades de economia mista submetem-se ao regime jurídico de direito privado, mas devem seguir os princípios constitucionais da Administração Pública, como a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência – CORRETA; b) as autarquias sempre possuirão regime jurídico de direito público. Já as fundações públicas podem possuir o regime de direito público, ou de direito privado, conforme o caso. Por fim, as empresas públicas e as sociedades de economia mista terão sempre regime de direito privado (ressaltamos que o mais adequado é falar em regime híbrido) – ERRADA; c) as empresas públicas e as sociedades de economia mista sempre terão regime de direito privado, parcialmente derrogado pelas prerrogativas e sujeições decorrentes dos princípios aplicáveis à Administração pública. Portanto, essa regra não vale para todas as entidades administrativas – ERRADA; d) novamente, as entidades administrativas podem possuir regime de direito público ou de direito privado, conforme o caso. Além disso, as agências executivas e as autarquias de regime especial são espécies de autarquias e, portanto, possuem regime de direito público – ERRADA; e) dispensa comentários, pois existem entidades com regime de direito público e outras com regime de direito privado – ERRADA. Gabarito: alternativa A. 18. (FCC – TRT 1/2013) A respeito das entidades integrantes da Administração indireta, é correto afirmar que Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 55 109 a) se submetem, todas, ao regime jurídico de direito público, com observância aos princípios constitucionais e às demais regras aplicáveis à Administração pública. b) as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica submetem-se ao regime tributário próprio das empresas privadas. c) as autarquias regem-se pelo princípio da especialização e submetem-se ao regime jurídico de direito público, gozando de capacidade política. d) apenas as empresas públicas podem explorar atividade econômica e sempre em caráter supletivo à iniciativa privada, submetidas ao regime próprio das empresas privadas, salvo em matéria tributária. e) apenas as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime de direito privado, podendo orientar suas atividades para a obtenção de lucro. Comentário: a) as fundações públicas de direito privado, as empresas públicas e a as sociedades de economia mista se submetem ao regime jurídico de direito privado – ERRADA; b) as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários (CF, art. 173, §1º, II) – CORRETA; c) as autarquias regem-se pelo princípio da especialização e submetem-se ao regime jurídico de direito público, mas não gozam de capacidade política, que é exclusividade dos entes políticos (União, estados, Distrito Federal e municípios) – ERRADA; d) as sociedades de economia mista e as empresas públicas podem explorar atividade econômica. Logo,não são apenas as empresas públicas. Além disso, elas estão submetidas ao regime próprio das empresas privadas, inclusive quanto à matéria tributária – ERRADA; e) apenas as empresas públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime de direito privado, podendo orientar suas atividades para a obtenção de lucro (lembrando que parte da doutrina defende que elas podem obter lucro, mas não devem ser criadas isoladamente com essa finalidade) – ERRADA. Gabarito: alternativa B. 19. (FCC – TRT 1/2013) Distinguem-se as autarquias das sociedades de economia mista que exploram atividade econômica, dentre outras características, em função de a) não serem dotadas de autonomia e personalidade jurídica própria, embora submetidas ao regime jurídico de direito privado. b) seu regime jurídico de direito público, exceto quanto ao processo de execução ao qual se submetem, típico do direito privado. c) sua criação ser autorizada por lei, bem como por se submeterem tanto ao regime jurídico público, quanto ao regime jurídico privado. d) serem criadas por lei, bem como em função de seu regime jurídico de direito público. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 56 109 e) se submeterem a processo especial de execução, que excetua o regime dos precatórios, embora não afaste a prescritibilidade de seus bens. Comentário: A questão quer saber em que as autarquias se diferenciam das sociedades de economia mista que exploram atividade econômica. Como vimos, as autarquias são criadas por lei e possuem regime jurídico de direito público. Logo, a opção D está correta. Vamos analisar as demais alternativas: a) ambas são dotadas de autonomia e personalidade jurídica própria. Contudo, as sociedades de economia mista se submetem ao regime jurídico de direito privado, enquanto as autarquias se submetem ao regime jurídico de direito público – ERRADA; b) as autarquias seguem o regime jurídico de direito público e, por isso, possuem as prerrogativas da fazenda quanto ao processo de execução de suas dívidas (dentre outras regras, seguem o regime de precatórios e seus bens são impenhoráveis) – ERRADA; c) as autarquias são criadas por lei e seu regime jurídico é sempre de direito público, enquanto as sociedades de economia mista são autorizadas mediante lei específica, possuindo regime jurídico de direito privado – ERRADA; e) tendo em vista que os bens das autarquias são considerados bens públicos, eles admitem as prerrogativas da impenhorabilidade – quitação por meio do sistema de precatórios –, e da imprescritibilidade – ERRADA. Gabarito: alternativa D. 20. (FCC – TRT 1/2013) Em relação às empresas estatais, é correto afirmar que a) se submetem ao regime jurídico de direito público quando se tratar de empresa pública, porque o capital pertence a pessoas jurídicas de direito público. b) se submetem ao regime jurídico típico das empresas privadas, com derrogações por normas de direito público. c) não se submetem a lei de licitações, porque sujeitas ao regime jurídico típico de direito privado. d) não se submetem a lei de licitações, salvo no que se refere às suas atividades fins, que dependem sempre de licitação. e) se submetem integralmente ao regime jurídico de direito privado, sem derrogações, a fim de resguardar o princípio da isonomia em relação às demais empresas que atuem no setor. Comentário: a) as empresas estatais (empresas públicas e sociedades de economia mista) se submetem ao regime jurídico de direito privado – ERRADA; b) as empresas públicas e sociedades de economia mista submetem-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, com derrogação de regras de direito pública (por exemplo: submetem-se aos princípios Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 57 109 constitucionais da Administração Pública; têm o dever de licitar para os bens relativos a atividades meio; realizam concurso público, etc.) – CORRETA; c) e d) essas entidades possuem o dever de licitar e, portanto, submetem-se à Lei de Licitações, particularmente quanto a suas atividades meio. Para as atividades fins, porém, elas não precisam licitar – ERRADA; e) se submetem ao regime jurídico de direito privado, mas com derrogação parcial do regime de direito privado por normas de direito público. Por esse motivo, a doutrina costuma falar que o regime jurídico é híbrido – ERRADA. Gabarito: alternativa B. 21. (FCC – TRF 2/2012) A administração indireta compreende, além de outras entidades, as empresas públicas e sociedades de economia mista, as quais têm personalidade jurídica de direito a) público e privado, respectivamente, criadas por lei de iniciativa do Poder Executivo. b) privado, instituídas mediante autorização de lei específica. c) público e independem de lei complementar para suas instituições. d) privado e público, respectivamente, sendo instituídas mediante lei específica. e) público, criadas por ato específico e privativo do chefe do Poder Executivo. Comentário: Em qualquer situação, as empresas públicas e as sociedades de economia mista possuem natureza jurídica de direito privado. Isso porque essas entidades são efetivamente criadas com o registro de seu ato constitutivo. Portanto, a instituição de empresa pública e de sociedade de economia mista deve ser autorizada por lei específica. Gabarito: alternativa B. É isso. Terminamos. Até a próxima! Bons estudos. HERBERT ALMEIDA. http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/herbert-almeida-3314/ @profherbertalmeida /profherbertalmeida /profherbertalmeida Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 58 109 /profherbertalmeida e /controleexterno Se preferir, basta escanear as figuras abaixo: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 59 109 QUESTÕES COMENTADAS NA AULA 1. (FCC – PGE GO/2021) A partir de apontamentos efetuados por órgãos de controle interno e externo, com a constatação de falhas reiteradas na gestão de pessoal, estrutura e materiais necessários à adequada prestação dos serviços hospitalares pela Administração de determinado Estado, estudo visando a dotá-los de maior eficiência propôs a criação de empresa pública, de capital do Estado, com a finalidade de prestar serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e ambulatorial à comunidade. Para tanto, competiria à empresa pública em questão administrar unidades hospitalares, promovendo, entre outros atos de gestão de hospitais, a contratação de empregados, submetidos a regime celetista, por meio de concurso público, e a aquisição de materiais, de modo centralizado, mediante licitação. À luz das disposições constitucionais pertinentes e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a criação da empresa pública, nos moldes propostos, seria, em tese, a) viável, desde que haja lei complementar prévia que defina sua área de atuação. b) inviável, no que se refere à submissão de empregados ao regime celetista, uma vez que, diante da natureza pública dos serviços prestados, os funcionários concursados deverão ser regidos pelo estatuto dos servidores públicos do Estado respectivo. c) viável, dependendo sua instituição de autorização por lei específica. d) inviável, por não se destinarem as empresas públicas à prestação de serviços públicos, e sim à exploração de atividade econômica em sentido estrito, submetendo-se o ente ao regime jurídico próprio das empresasprivadas, quanto a direitos e obrigações civis e trabalhistas. e) inviável, no que se refere à aquisição de materiais, que se sujeita ao estatuto jurídico próprio das empresas públicas e sociedades de economia mista, estabelecido por lei federal, observados os princípios da Administração pública. 2. (FCC – PGE TO/2018) O Governo do Estado pretende instituir uma entidade dedicada a prestar serviços relacionados ao turismo no Estado e encaminha à Assembleia Legislativa o respectivo projeto de lei autorizativa. Sabe-se que tal entidade terá capital social dividido em quotas. O Governo estadual criará uma a) autarquia. b) fundação de direito privado. c) associação pública. d) empresa pública. e) sociedade de economia mista. 3. (FCC – DPE AM/2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes características e contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempenhada e ao objeto cometido a cada uma. Nesse sentido, as Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 60 109 a) fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, não se submetendo às regras do Código Civil. b) autarquias podem ser constituídas com personalidade de direito público ou privado, a depender da atividade desempenhada. c) sociedades de economia mista, mesmo quando atuam em regime de competição no mercado, integram a Administração indireta. d) empresas públicas se submetem integralmente ao regime jurídico de direito público, seja na atividade meio ou na atividade fim. e) organizações sociais, quando vinculadas ao poder público mediante contrato de gestão passam a integrar a Administração indireta. 4. (FCC – TRT PE/2018) A criação de uma empresa estatal deve a) observar a legislação civil e comercial aplicável à criação de empresas, exceto com relação ao capital, que nos primeiros seis meses deve pertencer integralmente ao ente público que a criou. b) ser precedida de autorização legislativa, o que a predicará com regime jurídico de direito público, inclusive quanto a seus bens e obrigatoriedade de submissão a licitação para todos os ajustes e contratos que celebrar. c) ser autorizada em audiência pública a ser realizada para o setor econômico em que vai atuar, de forma a serem colhidas eventuais impugnações quanto à concorrência desleal. d) observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem prejuízo de ter sido previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de serviços públicos ou exploradora de atividade econômica. e) ser feita por meio de lei, da qual constarão, como anexo, os atos constitutivos que deverão ser levados a registro para regular funcionamento, e deverão prever o setor de atuação e o regime jurídico de exploração da atividade. 5. (FCC – ALESE/2018) Integram a Administração pública indireta, dentre outros, as empresas públicas e sociedades de economia mista que a) são criadas por lei, sob regime de direito privado, para explorar atividade econômica de produção ou comercialização de bens, não para exploração de serviços públicos, pois estes exigem regime jurídico administrativo. b) têm a criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica de direito privado, podendo ambas explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos. c) têm a criação autorizada por lei, sendo a empresa pública instituída para exploração de serviços públicos e a sociedade de economia mista para exploração de atividade econômica. d) são criadas por lei, sob o regime de direito administrativo, pois ambas podem prestar serviço público em regime de exclusividade ou não. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 61 109 e) são criadas por seus estatutos jurídicos, independentemente de lei autorizativa, para explorar atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou prestação de serviços, ainda que o exercício econômico esteja sujeito ao regime de monopólio da União. 6. (FCC – ALESE/2018) Considere: Y é empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, também de âmbito federal. Levando em conta as características de tais entidades, a) ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. b) Y deve, obrigatoriamente, estar estruturada sob a forma de sociedade anônima. c) ambas admitem a presença de pessoas da iniciativa privada em seu capital. d) apenas a empresa Y apresenta a característica da vinculação aos fins definidos na lei instituidora. e) o capital de Z poderá ser formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de direito público ou de outras pessoas administrativas, de um lado, e de recursos da iniciativa privada, de outro. 7. (FCC – TRT SP/2018) A criação de uma sociedade de economia mista por um ente político, para prestação de serviço público de sua titularidade, expressa a) organização administrativa sob a forma de desconcentração, tendo em vista que outra pessoa jurídica, ainda que com personalidade jurídica de direito público, desempenhará as atividades típicas da Administração pública. b) a possibilidade de incidência do regime jurídico de direito público para as pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração pública, com exceção da incidência de normas e princípios aplicáveis à Administração central, como a obrigatoriedade de submissão a concurso público para contratação de servidores, porque não serão submetidos a regime estatutário. c) a transferência de competências para pessoas jurídicas com personalidade jurídica própria, autônomas e desprovidas de relação hierárquica ou de tutela com o ente que as instituiu. d) organização administrativa do ente público estruturada de forma desconcentrada, abrangendo delegação de competências para órgãos administrativos e pessoas jurídicas com personalidade jurídica própria. e) forma descentralizada de organização administrativa, na qual pessoas jurídicas são instituídas para integrar a Administração indireta do ente federado e desempenhar as atribuições especificadas nos atos institutivos, originalmente de atribuição da Administração central. 8. (FCC – DETRAN MA/2018) Os serviços públicos, quando são prestados por entes da Administração indireta, como autarquias ou empresas estatais, a) subordinam-se ao regime jurídico de direito público e submetem-se ao controle da Administração, que poderá, na qualidade de poder concedente, promover alterações contratuais e na forma da execução dos serviços, o que não se imprime quando se trata de delegação para a iniciativa privada. b) são delegados em sua titularidade, o que confere maior autonomia na execução contratual e, não obstante se submetam aos princípios que informam a prestação de serviços públicos, subordinam-se apenas ao controle legislativo e judicial. c) dependem da celebração de contratos de concessão ou permissão, nos quais estarão previstas as obrigações e condições de execução, bem como as hipóteses de extinção antecipada, como caducidade ou encampação. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 62 109 d) observam os princípios que regem a prestação de serviços públicos, atraindo a incidência do regime jurídico de direito público, inclusive no que se refere aos bens afetados, ainda que o proprietário dos mesmos tenha natureza jurídica de direito privado. e) devem encontrar previsão na lei que criou os referidos entes, tendo em vista que os mesmos têm natureza jurídica de direito público, incluída a empresa estatal, porque destinada à prestação de serviços públicos. 9. (FCC§1º, CF, preveja que essa lei deva regulamentar somente as estatais exploradoras da atividade econômica, ela também regula as prestadoras de serviços públicos. Assim, a Lei 13.303/2016 se aplica a ambas. Uma importante regra disposta na CF trata da concorrência no mercado. De acordo com o art. 173, §1º, II, CF, as estatais que atuam na exploração de atividade econômica devem se sujeitar ao regime próprio das empresas privadas, inclusive quanto às obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributárias. O objetivo dessa regra é evitar um desequilíbrio no mercado. Nesse sentido, o §2º, art. 173, CF, estabelece que as ”empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado”. Assim, se o Banco do Brasil receber uma isenção fiscal, ela também deverá ser aplicada aos bancos privados. Quanto às estatais prestadoras de serviço público, há de se mencionar que elas não podem ser exercer qualquer tipo de serviço público. Estão vedadas as atividades típicas de Estado, aquelas que só podem ser prestadas por pessoas jurídicas de direito público. (TRT PE - 2018) A criação de uma empresa estatal deve observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem prejuízo de ter sido previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de serviços públicos ou exploradora de atividade econômica. Comentários: as empresas estatais são criadas na forma da legislação prevista para as empresas privadas, pois dependem do registro do respectivo ato constitutivo. No entanto, além de observar essas regras, a criação depende de prévia autorização legal. Ademais, elas podem atuar em dois setores: (i) exploração de atividade econômica; (ii) prestação de serviços públicos. Item correto! As empresas estatais submetem-se à tutela do ente instituidor, por intermédio do ministério do setor correspondente, como ocorre com as autarquias e fundações. Por exemplo: a Petrobrás está vinculada ao ministério do setor correspondente. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 5 109 Vale deixar claro mais uma vez que não existe hierarquia entre as entidades administrativas e o ente instituidor, mas tão somente vinculação para fins de tutela ou supervisão ministerial. Havia controvérsia em relação à submissão das EP e das SEM ao controle dos tribunais de contas, sobretudo quanto ao dever de prestar contas. Antigamente, o STF entendia que tais entidades, por possuírem natureza de direito privado, não possuíam o dever de prestar contas, nem podiam ser fiscalizadas pelos tribunais de contas. No entanto, o próprio STF superou este entendimento, fixando a tese de que as EP e as SEM estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas. Esse entendimento foi sedimentado com a edição da Lei 13.303/2016, que expressamente estabelece que os órgãos de controle externo e interno fiscalizarão as empresas públicas e as sociedades de economia mista, inclusive aquelas domiciliadas no exterior (art. 85, caput). Além disso, o art. 87, caput, da Lei das Estatais prevê que o controle das despesas será feito pelos órgãos do sistema de controle interno e pelo tribunal de contas competente, sendo as EP e as SEM responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade do uso de seus recursos. Não obstante o controle, a Lei 13.303/2016 prevê que a supervisão ministerial e as ações de fiscalização realizadas pelos órgãos ou entes de controle não podem reduzir a autonomia dessas entidades ou significar ingerência no exercício de suas competências (arts. 89 e 90). A responsabilidade civil das empresas estatais vai variar conforme a atividade desempenhada. Se a estatal for prestadora de serviços públicos, a responsabilidade civil será regida pelo direito público, aplicando-se a teoria do risco administrativa, ou seja, a entidade responderá objetivamente pelos danos causados a terceiros por seus agentes públicos. Por outro lado, se a estatal for exploradora de atividade econômica, a responsabilidade civil será regida pelo direito privado. Nesse caso, em regra, a responsabilidade civil será subjetiva. Prestadora de serviço público Direito público Regra: responsabilidade objetiva Exploradora de atividade econômica Direito privado Regra: responsabilidade subjetiva Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 6 109 O § 1º, do art. 173, da CF dispôs que a “lei” estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: a) sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; b) a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários; c) licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da administração pública; d) a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação de acionistas minoritários; e) os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. O mencionado estatuto jurídico das EP e SEM está disciplinado na Lei 13.303/2016. Portanto, podemos dizer que a Lei 13.303/2016, ou simplesmente Lei das Estatais, trata do regime jurídico específico das empresas públicas e das sociedades de economia mista. Ademais, algumas regras já estão claras na Constituição e, portanto, merecem maior destaque. As empresas públicas e as sociedades de economia mista sempre possuirão natureza jurídica de direito privado, pois são efetivamente criadas com o registro de seu ato constitutivo. Apesar disso, o regime jurídico dessas entidades é sempre híbrido, pois, em algumas situações, há o predomínio de regras de direito privado, em outras, de direito público. No entanto, as questões de concurso não costumam ser tão técnicas. Muitas vezes, as afirmativas tratam o regime jurídico como de direito privado, para diferenciá-los do regime de direito público “puro” das outras entidades. Assim, o candidato pode considerar correto se a questão falar simplesmente em regime de direito privado para as estatais, embora o termo técnico seja regime jurídico híbrido. Sob esse regime híbrido, a preponderância das regras de direito público ou privado é determinada pela natureza da atividade desenvolvida. As EP e as SEM que exploram atividade econômica atuam com predomínio das regras de direito privado, porquanto o art. 173, § 1º, II, da CF, estabelece que o estatuto dessas entidades se sujeita ao regime jurídico próprio das empresas privadas. Dessa forma, essas entidades só se submetem às regras de direito público quando a Constituição assim o determine, expressa ou implicitamente. O motivo é simples: se a própria Constituição determinou que elas devem seguir as regras próprias das empresas privadas, somente a mesma Constituição poderá estabelecer exceções. No ensejo, ressalte-se que existem várias disposições constitucionais aplicáveis às estatais. O art. 37, caput, CF, estabelece que os princípios gerais da Administração Pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência) são aplicáveis às EP e às SEM, mesmo quando exploram atividades econômicas. Essas entidades se sujeitam ao concurso público (CF, art. 37, II). Para o desempenho de suas atividades, as empresas devem realizar licitação (CF, art. 37, XXI; e art. 173, § 1º, III; Lei 13.303/2016, art. 28). A organização dessas entidades também depende de regras de direito público, uma vez que dependem de Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da– Prefeitura de Teresina - PI/2016) Pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma da legislação brasileira, com parte do capital pertencente a entes públicos, na condição de detentores do controle, prestadora de serviço público, sujeita a regime licitatório para contratação das atividades meio, descreve uma a) sociedade de economia mista. b) autarquia. c) fundação. d) empresa pública. e) autarquia especial. 10. (FCC – TRF 1/2011) NÃO é considerada característica da sociedade de economia mista a) a criação independente de lei específica autorizadora. b) a personalidade jurídica de direito privado. c) a sujeição a controle estatal. d) a vinculação obrigatória aos fins definidos em lei. e) o desempenho de atividade de natureza econômica. 11. (FCC – TCE AP/2012) Uma sociedade de economia mista foi condenada em ação judicial movida por empresa contratada ao pagamento por serviços executados e não pagos. Iniciada a execução judicial e recusando-se a pagar espontaneamente o débito, a sociedade de economia mista a) deverá ser executada da mesma forma que as entidades integrantes da Administração direta, em razão da sujeição aos princípios aplicáveis à Administração Pública. b) está protegida pela impenhorabilidade de seus bens e receitas, em face do regime de direito público a que se submete. c) poderá ter seu patrimônio penhorado, eis que submetida às mesmas obrigações civis, trabalhistas e fiscais das empresas privadas. d) deverá ser executada da mesma forma que as empresas privadas, eis que se submete ao mesmo regime destas, exceto quanto às obrigações tributárias. e) somente poderá ter seus bens e receitas penhoradas em relação às obrigações trabalhistas. 12. (FCC – TCE AP/2012) O Estado pretende criar entidade dotada de autonomia, integrante da Administração indireta, para exercer atividade de natureza econômica, com a participação de entidade privada na constituição do correspondente capital social. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 63 109 Atende a tal objetivo a) uma Empresa pública. b) uma Sociedade de economia mista. c) uma Parceria Público-Privada. d) um Consórcio público. e) uma Organização Social − OS. 13. (FCC – SEFAZ SP/2013) O Estado pretende descentralizar a execução de atividade atualmente desempenhada no âmbito da Administração direta, consistente nos serviços de ampliação e manutenção de hidrovia estadual, em face da especialidade de tais serviços. Estudos realizados indicaram que será possível a cobrança de outorga pela concessão, a particulares, do uso de portos fluviais que serão instalados na referida hidrovia, recursos esses que serão destinados a garantir a autossuficiência financeira da entidade a ser criada. Considerando os objetivos almejados, poderá ser instituída a) autarquia, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado dotada do poder de autoadministração, nos limites previstos na lei instituidora. b) agência reguladora, sob a forma de autarquia de regime especial, cuja criação deve ser autorizada por lei, dotada de autonomia orçamentária e financeira. c) agência executiva, sob a forma de empresa ou de autarquia que celebre contrato de gestão com a Administração direta para ampliação de sua autonomia. d) sociedade de economia mista, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, submetida aos princípios aplicáveis à Administração pública, e cuja criação é autorizada por lei. e) empresa pública, caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, criada por lei específica e com patrimônio afetado à finalidade para a qual foi instituída. 14. (FCC – TCE PR/2011) Inserem-se entre as entidades integrantes da Administração pública indireta, além das empresas públicas, as a) sociedades de economia mista, as fundações públicas e as Organizações Sociais ligadas à Administração por contrato de gestão. b) autarquias, fundações e sociedades de economia mista, que são pessoas jurídicas de direito público. c) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica, que se submetem ao mesmo regime jurídico das empresas privadas e aos princípios aplicáveis à Administração Pública. d) fundações e autarquias, excluídas as sociedades de economia mista. e) sociedades de economia mista, exceto as que operam no domínio econômico em regime de competição com as empresas privadas. 15. (FCC – TRE TO/2011) Constitui traço distintivo entre sociedade de economia mista e empresa pública: a) forma de organização, isto é, forma jurídica. b) desempenho de atividade de natureza econômica. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 64 109 c) criação autorizada por lei. d) sujeição a controle estatal. e) personalidade jurídica de direito privado. 16. (FCC – TST/2012) Uma empresa que conte com controle acionário privado e participação minoritária de capital estatal a) é considerada sociedade de economia mista, porém não integrante da Administração Indireta. b) é considerada empresa pública, integrante da Administração Indireta. c) é considerada empresa pública, porém não integrante da Administração Indireta. d) é considerada sociedade de economia mista, integrante da Administração Indireta. e) não é considerada nem empresa pública, nem sociedade de economia mista. 17. (FCC – TRT 6/2012) A respeito do regime jurídico das entidades integrantes da Administração Pública indireta é correto afirmar que é a) de direito privado para as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica, sem prejuízo da aplicação dos princípios constitucionais da Administração Pública. b) de direito público para as fundações, autarquias e empresas públicas e de direito privado para as sociedades de economia mista. c) sempre de direito privado, parcialmente derrogado pelas prerrogativas e sujeições decorrentes dos princípios aplicáveis à Administração pública. d) sempre de direito público, exceto para as entidades caracterizadas como agências executivas ou autarquias de regime especial. e) sempre de direito privado, em relação à legislação trabalhista e tributária, e de direito público em relação aos bens afetados ao serviço público. 18. (FCC – TRT 1/2013) A respeito das entidades integrantes da Administração indireta, é correto afirmar que a) se submetem, todas, ao regime jurídico de direito público, com observância aos princípios constitucionais e às demais regras aplicáveis à Administração pública. b) as empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica submetem-se ao regime tributário próprio das empresas privadas. c) as autarquias regem-se pelo princípio da especialização e submetem-se ao regime jurídico de direito público, gozando de capacidade política. d) apenas as empresas públicas podem explorar atividade econômica e sempre em caráter supletivo à iniciativa privada, submetidas ao regime próprio das empresas privadas, salvo em matéria tributária. e) apenas as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime de direito privado, podendo orientar suas atividades para a obtenção de lucro. 19. (FCC – TRT 1/2013) Distinguem-se as autarquias das sociedades de economia mista que exploram atividade econômica, dentre outras características, em função de Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 65 109 a) não serem dotadas de autonomia e personalidade jurídica própria, embora submetidas ao regime jurídico de direito privado. b) seu regime jurídico de direito público, exceto quanto ao processode execução ao qual se submetem, típico do direito privado. c) sua criação ser autorizada por lei, bem como por se submeterem tanto ao regime jurídico público, quanto ao regime jurídico privado. d) serem criadas por lei, bem como em função de seu regime jurídico de direito público. e) se submeterem a processo especial de execução, que excetua o regime dos precatórios, embora não afaste a prescritibilidade de seus bens. 20. (FCC – TRT 1/2013) Em relação às empresas estatais, é correto afirmar que a) se submetem ao regime jurídico de direito público quando se tratar de empresa pública, porque o capital pertence a pessoas jurídicas de direito público. b) se submetem ao regime jurídico típico das empresas privadas, com derrogações por normas de direito público. c) não se submetem a lei de licitações, porque sujeitas ao regime jurídico típico de direito privado. d) não se submetem a lei de licitações, salvo no que se refere às suas atividades fins, que dependem sempre de licitação. e) se submetem integralmente ao regime jurídico de direito privado, sem derrogações, a fim de resguardar o princípio da isonomia em relação às demais empresas que atuem no setor. 21. (FCC – TRF 2/2012) A administração indireta compreende, além de outras entidades, as empresas públicas e sociedades de economia mista, as quais têm personalidade jurídica de direito a) público e privado, respectivamente, criadas por lei de iniciativa do Poder Executivo. b) privado, instituídas mediante autorização de lei específica. c) público e independem de lei complementar para suas instituições. d) privado e público, respectivamente, sendo instituídas mediante lei específica. e) público, criadas por ato específico e privativo do chefe do Poder Executivo. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 66 109 GABARITO 1. C 11. C 21. B 2. D 12. B 3. C 13. D 4. D 14. C 5. B 15. A 6. E 16. E 7. E 17. A 8. D 18. B 9. A 19. D 10. A 20. B REFERÊNCIAS ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 19ª Ed. Rio de Janeiro: Método, 2011. ARAGÃO, Alexandre Santos de. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012. BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2014. BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014. MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2013. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 67 109 ==28bcf3== Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 68 109 1. (FGV – CGM BH/2024) A estrutura do aparelho público brasileiro compreende a administração direta e a indireta, delineando as formas pelas quais o Estado organiza suas atividades. Assinale a opção que apresenta as características de uma sociedade de economia mista. a) Executa atividades econômicas, algumas delas típicas da iniciativa privada e outras, assumidas pelo Estado como serviços públicos. b) Presta serviços públicos comerciais e industriais do Estado. c) Fornece serviços e promove ações colaborativas entre dois ou mais entes federativos com o propósito de atender ao interesse coletivo e proporcionar benefícios públicos. d) Desempenha atividades típicas do Estado. Comentário: a) Correta: a sociedade de economia mista tem sua criação autorizada por lei para explorar atividades econômicas ou para prestar serviços públicos. b) Errada: os serviços públicos comerciais ou industriais são também denominados serviços públicos econômicos. Tais serviços atendem às necessidades coletivas e podem ser explorados com fins lucrativos, como ocorre no fornecimento de energia elétrica. Sinceramente, não vejo erro nesta opção, pois muitas empresas estatais atuam prestando este tipo de serviço. Talvez, a banca considerou que os serviços públicos comerciais ou industriais são prestados por concessionárias (entidades privadas), mediante delegação. De fato, essa é a medida mais usual, não exclui a prestação também por sociedades de economia mista. c) Errada: normalmente, quando dois ou mais entes promovem ações colaborativas ou fornecem serviços, são criados os consórcios públicos. d) Errada: as autarquias, entidades administrativas de direito público, é que desempenham atividades típicas do Estado. Gabarito: alternativa A. 2. (FGV – TJ MT/2024) Imagine que, no âmbito de sua organização administrativa, o Estado Ômega esteja realizando estudos para criar uma pessoa jurídica de direito privado, na forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria ao mencionado ente federativo, para Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 69 109 a realização de atividade econômica de relevante interesse público. Considerando as entidades integrantes da Administração Direta e da Administração Indireta, é correto afirmar que aquela delimitada na situação descrita corresponde a a) uma autarquia, integrante da Administração Indireta. b) uma empresa pública, integrante da Administração Direta. c) uma entidade do terceiro setor, integrante da Administração Indireta. d) uma fundação de direito privado, integrante da Administração Direta. e) uma sociedade de economia mista, integrante da Administração Indireta. Comentário: a) Errada: de acordo com o Decreto-Lei 200/1967, autarquia é “o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública [...]” (art. 5º, I). A execução de atividades típicas de Estado só pode ser realizada por entidades de direito público. b) Errada: segundo a Lei 13.303/2016 (Lei das Estatais), empresa pública é “a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios” (art. 3º, caput). Logo, o capital social dessa entidade é integralmente público e ela compõe a administração indireta. c) Errada: entidades do terceiro setor não são objeto desta aula, mas elas não integram a Administração Pública. São entidades privadas sem fins lucrativos. d) Errada: fundações são definidas como a personificação de um patrimônio a fim de realizar atividades de interesse social. As fundações podem ser privadas (particulares) ou públicas. Neste último caso, se subdividem em fundações públicas de direito público e fundações públicas de direito privado, ambas compondo a administração indireta. Segundo a jurisprudência e a doutrina, essas entidades podem ser de direito público ou de direito privado. Veja este trecho do RE 101.126/RJ do STF: Nem toda fundação instituída pelo Poder Público é fundação de direito privado. As fundações, instituídas pelo Poder Público, que assumem a gestão de serviço estatal e se submetem a regime administrativo previsto, nos Estados-membros, por leis estaduais, são fundações de direito público, e, portanto, pessoasjurídicas de direito público. Tais fundações são espécie do gênero autarquia [...]. Ressalta-se que quando têm natureza jurídica de direito público, as fundações públicas são chamadas de fundações autárquicas ou autarquias fundacionais. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 70 109 e) Certa: há, no enunciado, as características da sociedade de economia mista, conforme definidas pelo art. 4º da Lei 13.303/2016: “Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta”. Gabarito: alternativa E. 3. (FGV – Prefeitura de Caraguatatuba - SP/2024) Relacione as entidades da Administração Pública indireta relacionadas a seguir, com as respectivas descrições 1. Empresas Públicas 2. Autarquias 3. Fundações Públicas ( ) criadas por lei, podendo ser entidade de direito público ou privado. Sua atividade fim deve ser de interesse público e não pode ter fins lucrativos. ( ) instituídas por lei, têm autonomia administrativa e financeira, mas estão sujeitas ao controle do Estado. São entidades de direito público e sua atividade fim é de interesse público ( ) pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legal e administradas pelo poder público. O capital é público, prestam serviço de interesse coletivo e exercem atividades econômicas Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. a) 1 – 2 – 3. b) 2 – 1 – 3. c) 2 – 3 – 1. d) 3 – 1 – 2. e) 3 – 2 – 1. Comentário: Empresa pública é, segundo a Lei 13.303/2016, a “[...] entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios” (art. 3º). Ademais, as empresas públicas são instituídas para a prestação de serviços públicos ou exploração de atividade econômica, como afirmado no “terceiro” item. Autarquia é, de acordo com o Decreto-Lei 200/1967, “o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada” (art. 5º, I). Assim, a criação dessa entidade, sempre mediante lei, tem finalidade de especialização da Administração Pública, com autonomia em relação ao ente político instituidor. Por outro lado, o órgão central realiza o controle finalístico sobre a atividade da autarquia. Ademais, as atividades típicas de Estado só podem ser realizadas por entidades de direito público. Logo, o conceito corresponde ao “segundo” item. Fundações públicas são entidades que podem ter natureza jurídica de direito público ou de direito privado. No primeiro caso, são criadas por lei. No segundo caso, a lei autoriza a criação, que se dá no Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 71 109 registro do ato constitutivo. Por fim, a atividade desse tipo de entidade é a de interesse público, sem fins lucrativos. A afirmação corresponde ao “primeiro” item. Contudo, o conceito não ficou “redondo”, pois nem toda fundação é criada diretamente por lei. Porém, é o conceito mais próximo de fundação pública. Dessa forma, a ordem correta é 3 – 2 – 1. Gabarito: alternativa E. 4. (FGV / Prefeitura de Abreu e Lima - PE / 2024) No exercício de suas atribuições em cargo integrante da controladoria do Município de Abreu e Lima, Guilherme foi instado a indicar uma entidade da Administração Indireta, que tenha personalidade jurídica de direito privado, cuja criação é autorizada por lei e depende de registro dos respectivos atos constitutivos. Diante dessa situação hipotética, Guilherme apontou corretamente A) uma autarquia. B) uma agência reguladora. C) uma empresa pública. D) uma Secretaria Municipal. E) uma organização da sociedade civil de interesse público. Comentário: a) Errada: autarquias são entidades da Administração Indireta, mas têm personalidade jurídica de direito público, pois são criadas por lei. Não há, para elas, o registro de atos constitutivos, medida que ocorre nas entidades de direito privado. b) Errada: agências reguladoras são autarquias de regime especial. Logo, como as autarquias comuns, não têm natureza jurídica de direito privado e não dependem do registro de atos constitutivos. c) Certa: de fato, empresas públicas são entidades da Administração Indireta, com natureza jurídica de direito privado e criação autorizada por lei, com posterior registro dos atos constitutivos. d) Errada: Secretarias Municipais são órgãos que compõem a Administração Direta, criados por lei. e) Errada: as organizações da sociedade civil sequer fazem parte da Administração Pública. São entidades privadas que compõem o chamado “terceiro setor”. Gabarito Letra C. 5. (FGV / EPE / 2024) Leia o fragmento a seguir. A entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 72 109 O fragmento apresenta as características de uma A) autarquia. B) fundação pública. C) empresa pública. D) sociedade de economia mista. E) entidade paraestatal. Comentário: O fragmento apresentado no enunciado corresponde à definição de fundação pública dada pelo Decreto- Lei 200/1967 (art. 5º, IV) (gabarito: letra B). Lembrando, contudo, que as fundações também podem ter natureza de direito público. Vejamos as incompatibilidades dessa definição às demais entidades: a) Errada: autarquias são criadas por lei. Têm personalidade jurídica de direito público e desenvolvem atividades típicas de Estado. c) e d) Erradas: empresas estatais podem obter lucro e seu funcionamento pode ser custeado por recursos próprios. e) Errada: entidades paraestatais compõem o chamado terceiro setor. Não integram a Administração Pública. Com exceção dos serviços sociais autônomos, a criação dessas entidades independe de lei. Gabarito: Letra B. 6. (FGV – TJ MT/2024) O governo do estado do Mato Grosso deseja criar uma fundação estatal cujo objeto é o atendimento à população em situação de rua. Sendo essa uma fundação estatal de direito privado, é correto afirmar que: a) a sua área de atuação deve ser definida por lei ordinária; b) o regime de seu pessoal será o estatutário; c) gozará de imunidade tributária recíproca; d) seu patrimônio será composto por bens públicos; e) submeter-se-á ao controle pelo Ministério Público, assim como as demais fundações privadas. Comentário: a) Errada: de acordo com a CF, “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação” (art. 37, XIX). Assim, a área de atuação das fundações é definida por lei complementar, a qual ainda não foi editada. b) Errada: as fundações públicas de direito privado adotam regime celetista. Herbert Almeida, EquipeDireito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 73 109 c) Certa: a imunidade tributária recíproca, prevista na CF (art. 150, VI, “a”), é uma característica comum às fundações públicas de direito público e de direito privado, por força do art. 150, §2º: “A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo poder público [...]”. d) Errada: os bens da fundação pública de direito privado, em regra, são privados. Ressalta-se que os bens que estiverem empregados diretamente na prestação de serviços públicos poderão receber algumas prerrogativas de bens públicos, como a impenhorabilidade, em decorrência do princípio da continuidade dos serviços públicos. e) Errada: a fiscalização do Ministério Público sobre fundações, conforme prevista no art. 66 do Código Civil (“Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas”), diz respeito às entidades privadas. As fundações públicas, sejam de direito público ou de direito privado, submetem-se a controle pelo ente federativo que as criou. Gabarito: alternativa C. 7. (FGV – DNIT/2024) A organização administrativa no setor público envolve modelos que delineiam a distribuição de poder e responsabilidades. A dicotomia entre centralização e descentralização é fundamental na tomada de decisões governamentais, com a primeira concentrando autoridade e a última delegando competências. Esses modelos refletem a diversidade estratégica adotada pelos governos em busca de eficiência, transparência e atendimento às necessidades da sociedade. Relacione as organizações listadas a seguir às respectivas naturezas jurídicas. 1. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) 2. Ministério dos Transportes 3. Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) 4. Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTRANS) ( ) Autarquia ( ) Sociedade de Economia Mista ( ) Ministério ( ) Empresa Pública Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. (A) 1 – 3 – 2 – 4. (B) 1 – 4 – 2 – 3. (C) 4 – 2 – 3 – 1. (D) 2 – 4 – 3 – 1. (E) 4 – 3 – 2 – 1. Comentário: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 74 109 Nessa questão, temos que entender a categoria de cada entidade ou órgão. Vamos começar pelos dois mais fáceis: ▪ DNIT: é autarquia federal; ▪ Ministério dos Transportes: é órgão do Poder Executivo federal. A BHTRANS ficou “famosa” no mundo dos concursos, porque é a entidade envolvida na decisão do STF sobre a possibilidade de delegação do poder de polícia. Lembra que, na tese do STF, eles admitiram a delegação para entidade cujo capital seja “majoritariamente público”? Logo, se é majoritariamente público, trata-se de uma sociedade de economia mista. Com isso, já dava para resolver a questão. Vale acrescentar que a CPTM é uma empresa pública. Questão decoreba. Infelizmente, às vezes, aparecem algumas questões assim. Gabarito: alternativa B. 8. (FGV – MPE RJ/2019) Em relação ao regime jurídico de uma sociedade de economia mista estadual exclusivamente exploradora de atividade econômica, é correto afirmar que: a) ostenta personalidade jurídica de direito público, seus servidores são estatutários e se submetem a concurso público, e são controladas pelo Tribunal de Contas; b) ostenta personalidade jurídica de direito privado, goza das prerrogativas processuais aplicadas à fazenda pública e seu pessoal não se submete a concurso público; c) somente por lei específica é autorizada a sua instituição e se submete às normas do direito privado em matéria de responsabilidade civil; d) somente por lei específica é criada, se submete à responsabilidade civil objetiva e não incide o controle finalístico pelo ente a que está vinculada; e) somente por lei complementar é criada, se submete à responsabilidade civil subjetiva e incide o controle finalístico pelo ente a que está vinculada. Comentário: a) as sociedades de economia mista, sejam exploradoras de atividade econômica, sejam prestadoras de serviços públicos, são entidades com personalidade jurídica de direito privado, e não público – ERRADO; b) as entidades administrativas de direito privado exploradoras de atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, não gozando das prerrogativas processuais de fazenda pública. Independentemente disso, seu pessoal é sim contratado via concurso público, nos termos do art. 37, II da CF/88 – ERRADO; c) isso mesmo. A Constituição Federal dispõe que somente por lei específica poderá ser autorizada a instituição de empresa pública e de sociedade de economia mista. Além disso, o art. 173, §1°, II da CF que Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 75 109 as EP e SEM se sujeitam ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários – CORRETO; d) a lei específica autoriza a criação das EP e SEM. Além disso, as SEM que exploram atividade econômica respondem civilmente nos moldes da legislação civil e se submetem sim ao controle finalístico realizado pela administração direta sobre as entidades da administração indireta – ERRADO; e) a criação das SEM é autorizada por lei específica, não havendo necessidade de ser uma lei complementar – ERRADO. Gabarito: alternativa C. 9. (FGV – Câmara de Salvador - BA/2018) Observe os conceitos trazidos pela doutrina de Direito Administrativo para as seguintes entidades que integram a Administração indireta: (A) Pessoa jurídica de direito público que desenvolve atividade típica de Estado, com liberdade para agir nos limites da lei específica que a criou; (B) Pessoa jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, a exploração de atividades gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços públicos. As definições expostas tratam, respectivamente, de: a) fundação pública e empresa pública; b) sociedade de economia mista e empresa pública; c) concessionária e empresa pública; d) autarquia e sociedade de economia mista; e) fundação pública e autarquia. Comentário: (A) Pessoa jurídica de direito público que desenvolve atividade típica de Estado, com liberdade para agir nos limites da lei específica que a criou – nesse caso, estamos diante das autarquias, que são as únicas entidades administrativas que necessariamente devem ser de direito público. (B) Pessoa jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, a exploração de atividades gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços públicos – esse é o conceito de sociedade de economia mista, que se caracteriza por ser uma entidade de direito privado, sempre constituída como sociedade anônima e que pode explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos. Logo, o gabarito é a letra D. Agora, vamos analisar as outras alternativas: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 76 109 a) a fundação pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidadesde direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes; já a empresa pública, em que pese seja de direito privado e seja criada mediante autorização legal, não precisam ser criadas necessariamente como SA e não admitem participação privada – ERRADA; b) no primeiro caso, não pode ser sociedade de economia mista, pois elas são de direito privado. O segundo caso não pode ser empresa pública, já que elas não precisam ser necessariamente uma sociedade anônima – ERRADA; c) as concessionárias são empresas privadas (não são, em regra, entidades administrativas – ERRADA; e) já vimos que o item 1 não pode ser uma fundação, pois elas nem sempre serão de direito público; já o item 2 não pode ser autarquia, já que elas são entidades de direito público – ERRADA. Gabarito: alternativa D. 10. (FGV – Câmara de Salvador - BA/2018) A Administração Pública Indireta decorre da descentralização de serviços e consiste na instituição, pelo Estado, por meio de lei, de uma pessoa jurídica a quem se atribui a titularidade e execução de determinado serviço público, como é o caso de uma: a) concessionária que presta serviço público essencial para um município; b) fundação privada que tem por objeto a capacitação e a atualização de profissionais na área da educação; c) empresa pública que tem personalidade jurídica de direito público; d) Câmara Municipal que tem função precípua de produzir legislação em nível municipal; e) sociedade de economia mista que tem personalidade jurídica de direito privado. Comentário: A descentralização pode ocorrer por meio de outorga ou por delegação. No primeiro caso, ocorre a transferência da titularidade e da execução, uma vez que a descentralização dependerá de lei para criar ou autorizar a criação da entidade. Assim, quando são criadas entidades administrativas (autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista), ocorrerá a transferência da execução e da titularidade. No segundo caso, a descentralização (por delegação) ocorre por meio de contrato ou ato administrativo, logo não haverá a transferência da titularidade, mas apenas da execução. Agora, vamos analisar as situações: a) concessionárias e permissionárias de serviços públicos não integram a Administração Pública indireta. Além disso, no caso de descentralização por delegação, ocorre apenas a transferência da execução e não da titularidade – ERRADA; b) se a fundação é privada (ou seja, criada por particulares), não há descentralização por serviços nem transferência da titularidade – ERRADA; Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 77 109 c) empresa pública tem personalidade jurídica de direito privado – ERRADA; d) Câmara Municipal é um órgão, logo não é criada via descentralização, mas por desconcentração – ERRADA; e) correta! Na descentralização por serviços, há a criação de entidades administrativas que integram a administração indireta, tal como as sociedades de economia mista, que têm personalidade jurídica de direito privado – CORRETA. Gabarito: alternativa E. 11. (FGV – SEFIN RO/2018) João, advogado de um grande escritório, foi incumbido de identificar a natureza jurídica de determinado ente da Administração Pública indireta. Após amplas pesquisas, constatou que a lei autorizou a instituição desse ente, cujo capital somente pode pertencer ao ente federativo instituidor e a outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como a entidades da Administração indireta. À luz da ordem jurídica brasileira, constitucional e infraconstitucional, é correto afirmar que esse ente tem a natureza jurídica de a) autarquia. b) sociedade de economia mista. c) fundação pública. d) empresa pública. e) sociedade de mera participação do Estado. Comentário: a) as autarquias são criadas diretamente pela lei (e não autorizadas) – ERRADA; b) as sociedades de economia mista admitem capital público e privado, mas a maioria do capital com direito a voto é público – ERRADA; c) a fundação pública é definida como a personificação de um patrimônio ao qual é atribuída uma finalidade específica não lucrativa, de cunho social. É criada por iniciativa do Poder Público, a partir de patrimônio público, e pressupõem a edição de lei específica (para criar ou autorizar) – ERRADA; d) alternativa correta. A empresa pública deverá possuir um capital totalmente público. Lembrando que, nesse caso, poderemos ter capital do ente instituidor, somado ao capital de outros entes políticos ou ainda de entidades administrativas – CORRETA. e) nesse caso, há apenas a participação do Estado na composição do capital, logo também há a presença de capital privado – ERRADA. Gabarito: alternativa D. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 78 109 12. (FGV – SEFIN RO/2018) Assinale a opção que apresenta as entidades que, segundo o texto constitucional, compõem a administração indireta. a) Autarquias, empresas públicas, ministérios e tribunais de contas. b) Fundações públicas, empresas públicas, ministério público e tribunais de justiça. c) Sociedades de economia mista, fundações públicas e ministério público. d) Autarquias, empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista. e) Sociedades de economia mista, autarquias, agências reguladoras e tribunais de contas. Comentário: Questão muito tranquila. Devemos observar que a administração indireta é composta por autarquias, empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista. Portanto, a alternativa correta é a letra ‘d’. Nas demais alternativas, sempre teremos pelo menos um órgão da Administração Direta, vejamos quais: a) ministérios e tribunais de contas – ERRADA; b) ministério público e tribunais de justiça – ERRADA; c) ministério público – ERRADA; e) os tribunais de contas estão na Administração Direta. Além disso, a opção mencionou as agências reguladoras, que, de fato, integram a Administração Indireta, constituindo uma espécie de autarquia – ERRADA. Gabarito: alternativa D. 13. (FGV – SEPOG RO/2017) Determinado professor defendeu a tese de que seria injurídico qualquer tratamento diferenciado em relação ao regime de contratação de bens, obras e serviços a ser seguido pelas sociedades de economia mista e empresas públicas, independentemente da atividade desempenhada. Afinal, tanto os entes que prestam serviço público como aqueles que exploram atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços de natureza privada devem submeter-se às mesmas normas que recaem sobre a Administração Pública em geral. À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, a tese do professor, em relação à sistemática de contratação a ser observada por sociedades de economia mista e empresas públicas, está a) totalmente correta. b) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que exploram atividade econômica devem ter regras de contratação diferenciadas. c) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que prestam serviço público devem ter regras de contratação diferenciadas. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 79 109 d) totalmente incorreta, pois as sociedades de economia mista e as empresas públicas, independentemente da atividade desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. e) parcialmente correta, pois apenas as sociedades de economia mista, qualquerque seja a atividade desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. Comentário: As empresas públicas e as sociedades de economia mista podem ser instituídas para duas finalidades: (i) explorar atividade econômica; ou (ii) prestar serviços públicos. Ademais, a CF dispõe que as empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade econômica devem atuar com predomínio das regras de direito privado, porquanto o art. 173, § 1º, II, da CF, estabelece que o estatuto dessas entidades se sujeita ao regime jurídico próprio das empresas privadas. Com efeito, para essas entidades, deveria ser estabelecido um regime diferenciado de licitações públicas. Note: analisando apenas o art. 173 da Constituição Federal, o regime especial de licitação seria estabelecido apenas para as EP e SEM que explorem atividade econômico, não se aplicando, consequentemente, àquelas que prestam serviços públicos. Assim, a tese do professor estaria parcialmente correta, uma vez que as sociedades de economia mista e empresas públicas que exploram atividade econômica devem ter regras de contratação diferenciadas. Por isso, o gabarito é a letra B. No entanto, temos que fazer uma ressalva. É que, na prática, foi estabelecido um regime jurídico especial tanto para as EP e SEM que exploram atividade econômica quanto para às que prestam serviços públicos. Estamos falando da Lei 13.303/2016, que se aplica aos dois tipos de entidades. Assim, em provas, temos que lembrar que, em tese, o regime jurídico seria apenas para as que exploram atividade econômica (caso da questão), mas que na prática o regime foi instituído para as entidades que atuam em qualquer dos dois tipos de atividades. Gabarito: alternativa B. 14. (FGV – SEPOG RO/2017) Segundo a Constituição da República, a Administração Pública Indireta compreende as categorias de entidades dotadas de personalidade jurídica própria, listadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a. a) Autarquias. b) Empresas Públicas. c) Sociedades de Economia Mista. d) Fundações Públicas. e) Tribunais de Contas. Comentário: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 80 109 Com a exceção da alternativa E, todas as entidades acima possuem personalidade jurídica própria, pois fazem parte da administração indireta ou descentralizada. Já o Tribunal de Contas é um órgão independente, integrante da Administração Direta. Gabarito: alternativa E. 15. (FGV – TRT 12/2017) Em relação ao regime jurídico das empresas estatais, de acordo com o ordenamento jurídico e a doutrina de Direito Administrativo, as empresas públicas e as sociedades de economia mista: a) integram a Administração Indireta, ostentando personalidade jurídica de direito público, e são criadas com a finalidade de prestar serviços públicos ou exploração de determinadas atividades econômicas de interesse da sociedade; b) têm seus empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, com vínculo empregatício por meio de relação contratual de emprego, mas se submetem a algumas restrições aplicáveis aos servidores públicos em geral; c) remuneram seus empregados com vencimentos, proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, que não podem exceder, em qualquer caso, o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; d) têm seu pessoal contratado mediante prévio concurso público de provas ou de provas e títulos, mas não se aplica a vedação constitucional de acumulação de cargos e empregos públicos a seus agentes; e) concedem a estabilidade constitucional a seus empregados aprovados mediante concurso público após três anos de efetivo exercício, que somente poderão perder o emprego em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Comentário: a) as empresas estatais dividem-se em empresas públicas e sociedades de economia mista. As duas são entidades administrativas, integram a administração indireta, possuem personalidade jurídica de direito privado, têm sua criação autorizada em lei e podem ser criadas para explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos – ERRADA; b) o regime de pessoal das empresas estatais é o da Consolidação das Leis do Trabalho, formado por meio de vínculo contratual. Logo, os agentes dessa entidade, em regra, ocupam emprego público. Todavia, ainda que seja um regime de direito privado, aplicam-se algumas restrições de direito público, como a vedação à acumulação remunerada de cargos, empregos e funções; a aplicação do teto constitucional para as empresas estatais dependentes; etc. – CORRETA; c) se a empresa estatal não receber recursos do ente instituidor para pagamento de pessoal e custeio em geral não lhe será aplicável o teto constitucional remuneratório (CF, art. 37, § 9º). Logo, a alternativa não poderia ter generalizado – ERRADA; d) a primeira parte da assertiva está correta, porém é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto nas hipóteses previstas expressamente na Constituição (CF, art. 37, XVI e XVII) – ERRADA; e) os empregados públicos não fazem jus à estabilidade constitucional – ERRADA. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 81 109 Gabarito: alternativa B. 16. (FGV – COMPESA/2016) A respeito do regime jurídico das sociedades de economia mista que explorem atividade econômica, assinale a afirmativa incorreta. a) As sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. b) As sociedades de economia mista se sujeitarão ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos trabalhistas. c) As sociedades de economia mista deverão realizar licitação para compras e alienações. d) Os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores serão disciplinados exclusivamente pelo ato constitutivo da sociedade de economia mista. e) A criação de subsidiária de sociedades de economia mista que explorem atividade econômica depende de autorização legislativa. Comentário: Essa questão pode ser respondida a partir das previsões constitucionais relativas às empresas estatais. Vamos analisar cada alternativa: a) isso mesmo. Esse é o exato teor do art. 173, §1º da Constituição Federal – CORRETA; b) de acordo com o art. 173, §1º, II, a lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre sua sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários – CORRETA; c) no mesmo sentido exposto na alternativa anterior, o art. 173, §1º, III diz que as empresas estatais se sujeitam a licitação para contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da administração pública – CORRETA; d) os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores serão disciplinados por lei, na forma do art. 173, §1º, I da CF/88 – ERRADA; e) depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das autarquias, empresas públicas, de sociedade de economia mista e de fundação, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada, na forma do art. 37, XX da CF/88 – CORRETA. Gabarito: alternativa D. 17. (FGV – IBGE/2016) Em matéria de Controle da Administração Pública, é correto afirmar que sobre uma fundação pública federal com personalidade jurídica de direito público: a) incideo controle externo do Poder Judiciário, mediante a atuação do Tribunal de Contas da União; Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 82 109 b) incide o controle externo por parte do Ministério a que estiver vinculada, por meio da supervisão ministerial; c) incide o controle interno por parte do Ministério a que estiver vinculada e do Tribunal de Contas da União; d) não incide o controle externo do Poder Legislativo, mas é controlada pelo Poder Judiciário no aspecto da legalidade; e) não incide qualquer tipo de controle externo, seja por sua autonomia, seja pelo princípio da separação dos poderes. Comentário: Entre as entidades administrativas e a Administração Direta, ocorre o chamado controle finalístico, também chamado de supervisão ministerial, como menciona a alternativa B, nosso gabarito. Além do controle da administração direta, as pessoas jurídicas da administração indireta, como as fundações públicas, realizam o controle sobre os seus próprios atos – controle interno – e também estão submetidos a ações de órgãos estranhos à sua estrutura - controle externo. Assim, essas pessoas jurídicas se submetem à fiscalização contábil, financeira e orçamentária dos Tribunais de Contas; às ações do Ministério Público; e ao controle de legalidade do Poder Judiciário. Gabarito: alternativa B. 18. (FGV – Prefeitura de Cuiabá - MT/2016) Gustavo, Prefeito do Município X, após lei autorizativa específica, edita decreto criando Sociedade de Economia Mista para prestação de serviço público de saneamento básico. Posteriormente, mesmo sem nova lei autorizativa específica, Gustavo cria empresa subsidiária da referida Sociedade de Economia Mista. A esse respeito, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. ( ) Após a criação da Sociedade de Economia Mista, somente nova lei específica pode autorizar a criação de subsidiária da estatal, em respeito ao princípio da reserva legal. ( ) Os empregados contratados pela subsidiária da Sociedade de Economia Mista são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho-CLT – não estando sujeitos às regras constitucionais de vedação à acumulação de empregos. ( ) Por prestar serviço público e, portanto, estar sujeita aos princípios da especialidade e do controle com a Administração Direta, não será possível a criação da subsidiária. As afirmativas são, respectivamente, a) F, F e V. b) F, F e F. c) V, F e V. d) V, F e F. e) V, V e F. Comentário: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 83 109 - Após a criação da Sociedade de Economia Mista, somente nova lei específica pode autorizar a criação de subsidiária da estatal, em respeito ao princípio da reserva legal – na verdade, basta que haja autorização legislativa (e não uma nova lei específica), na forma do art. 37, XX, da CF/88, que diz que depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada – FALSA; - Os empregados contratados pela subsidiária da Sociedade de Economia Mista são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – não estando sujeitos às regras constitucionais de vedação à acumulação de empregos - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público, conforme previsão expressa do art. 37, XVII da CF/88 – FALSA; - Por prestar serviço público e, portanto, estar sujeita aos princípios da especialidade e do controle com a Administração Direta, não será possível a criação da subsidiária – a criação de subsidiárias é possível sim, dependendo de autorização legislativa, em cada caso, conforme art. 37, XX da CF/88 – FALSA. Portanto, todas as alternativas são falsas, sendo a alternativa B o nosso gabarito. Gabarito: alternativa B. 19. (FGV – TJ PI/2015) Entidade 1) Pessoa jurídica de direito público, integrante da Administração Indireta, criada por lei específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado; Entidade 2) Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração Indireta do Estado, criada por autorização legal, sob qualquer forma jurídica adequada a sua natureza, para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico ou, em certas situações, execute a prestação de serviços públicos. As entidades acima conceituadas são, respectivamente: a) fundação pública e autarquia; b) empresa pública e sociedade de economia mista; c) sociedade de economia mista e autarquia; d) fundação pública e concessionária; e) autarquia e empresa pública. Comentário: O conceito dado às entidades da Administração Indireta podem ser encontrados no DL 200/67, que dispõe sobre a organização da Administração Federal, e ainda, na lei 13.303/16, que dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Com base nessa legislação, temos que: • Autarquia: serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada; • Fundação Pública: a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 84 109 execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes; • Empresa pública: é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios; • Sociedade de economia mista: é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta. Portanto, as entidades 1 e 2 mencionadas no enunciado são, respectivamente, autarquia e empresa pública, como traz a alternativa E. Gabarito: alternativa E. 20. (FGV – TJ PI/2015) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, sociedade de economia mista pode ser conceituada como entidade integrante da Administração: a) direta, com personalidade jurídica de direito público, criada por lei específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado, especialmente para a prestação de serviços públicos essenciais de responsabilidade do Poder Público; b) direta, com personalidade jurídica de direito público, criada por autorização legal, sob qualquer forma jurídica adequada a sua natureza, para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico; c) indireta, com personalidade jurídica de direito privado, criada mediante lei específica, sob a forma de sociedade por cotas de responsabilidade limitada ou sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo porobjetivo exclusivamente a exploração de atividades gerais de caráter econômico; d) indireta, com personalidade jurídica de direito público, criada por autorização legal, sob a forma de sociedade por cotas de responsabilidade limitada, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo exclusivamente a exploração de atividades gerais de caráter econômico; e) indireta, com personalidade jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, a exploração de atividades gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços públicos. Comentário: Autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista compõem a chamada Administração Indireta. Na forma do art. 4º da lei 13.303/16, “Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta”. Podem tanto explorar atividade econômica quanto prestar serviços públicos, conforme menciona a alternativa E, que é o nosso gabarito. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 85 109 ==28bcf3== Gabarito: alternativa E. 21. (FGV – CODEMIG/2015) Segundo a legislação brasileira, a empresa estatal integra a administração pública indireta e pode ser classificada como empresa pública ou sociedade de economia mista, que podem ser exemplificadas, respectivamente, por: a) Banco do Brasil e BNDES; b) Casa da Moeda e Caixa Econômica Federal; c) Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e Eletrobras; d) Embrapa e Valec; e) Petrobras e Telebras. Comentário: O enunciado quer, na ordem, uma empresa pública e uma sociedade de economia mista. Na alternativa A, temos o Banco do Brasil (sociedade de economia mista) e o BNDES (empresa pública); na alternativa B, temos a Casa da Moeda e a Caixa Econômica Federal, ambas empresas públicas; na alternativa D, ambas também são empresas públicas; na alternativa E, ambas são sociedades de economia mista. Assim, nos resta a alternativa C, em que temos os Correios como empresa pública, e a Eletrobrás, como sociedade de economia mista. Gabarito: alternativa C. 22. (FGV – Prefeitura de Niterói - RJ/2015) A Constituição Federal, ao estabelecer as disposições gerais afetas à administração pública, fez menção às sociedades de economia mista e às fundações. É correto afirmar que: a) as sociedades de economia mista integram a administração indireta; b) as sociedades de economia mista somente podem ser criadas por decreto; c) apenas as fundações integram a administração direta; d) as fundações somente podem surgir a partir de licitação; e) as sociedades de economia mista e as fundações integram a administração direta. Comentário: A Constituição Federal de 1988 prevê em seu art. 37, XIX que somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. Essas entidades integram a chamada administração indireta, sendo fruto da descentralização administrativa. Portanto, a única alternativa que reflete essas características é alternativa A, nosso gabarito. Gabarito: alternativa A. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 86 109 23. (FGV – PGE RO/2015) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, são pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da Administração Indireta do Estado, criadas por autorização legal: a) as autarquias e as fundações públicas; b) as empresas públicas e as sociedades de economia mista; c) as autarquias e as fundações privadas; d) as fundações autárquicas e as sociedades de economia mista; e) as autarquias e as empresas públicas. Comentário: As autarquias são entidades da administração indireta criadas diretamente pela lei, assim como as fundações públicas de direito público; por outro lado, as sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações públicas de direito privado tem sua criação autorizada pela lei, e a efetiva criação da entidade se dará em momento posterior, com o registro de seus atos constitutivos no Cartório competente. Portanto, a alternativa B é a correta, pois as empresas públicas e sociedades de economia mista são, de fato, pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da Administração Indireta do Estado, criadas por autorização legal, como diz o enunciado. Gabarito: alternativa B. 24. (FGV – SSP AM/2015) Integra a Administração Pública Direta e exerce, de forma centralizada, atividade administrativa do Estado, uma: a) autarquia, que presta serviço público de guarda municipal para proteção de bens, serviços e instalações municipais; b) fundação pública, que presta serviço público de segurança e inteligência de pessoas e bens, no âmbito do Estado; c) empresa pública, que presta serviço relacionado à atividade econômica e o lucro é repassado ao poder público; d) delegacia de polícia civil, que presta serviço público de apuração de infrações penais; e) empresa concessionária de serviço, que presta serviço de transporte público coletivo intermunicipal. Comentário: Autarquias, fundações, empresas públicas e empresas concessionárias originam-se da chamada descentralização administrativa. Como o enunciado pede a resposta em relação a desconcentração, facilmente por eliminação chegaríamos ao gabarito, alternativa D. As delegacias de polícia são, portanto, consideradas órgãos sem personalidade jurídica, frutos da desconcentração exercida do âmbito da Administração Direta. Gabarito: alternativa D. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 87 109 25. (FGV – MPE MS/2013) A União, desejando realizar a exploração de uma atividade econômica, resolve criar uma sociedade de economia mista. Com relação às sociedades de economia mista, assinale a afirmativa correta. a) A sociedade de economia mista deve ser criada por lei. b) A União deve possuir ao menos metade de seu capital social. c) A sociedade de economia mista deve seguir todas as regras trabalhistas da iniciativa privada. d) O cargo de presidente de sociedade de economia mista é privativo de brasileiro nato. e) A sociedade de economia mista não precisa realizar licitação em hipótese alguma. Comentário: a) a criação das sociedades de economia mista é autorizada em lei, porém a sua criação só é efetivada com registro do ato constitutivo no cartório competente – ERRADA; b) as sociedades de economia mista admitem a conjugação de recursos públicos e privados. No entanto, o controle acionário deve pertencer ao ente instituidor, ou seja, a entidade criadora deve possuir mais de 50% do capital social (mais da metade) – ERRADA; c) as empresas estatais (e suas subsidiárias) que atuarem na exploração de atividade econômica devem se sujeitar ao regime próprio das empresas privadas, inclusive no que se refere às obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributárias – CORRETA; d) para responder a essa questão é preciso conhecer um pouco da Constituição. Em seu art. 12º, § 3º, estabelece que são privativos a brasileiros natos os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República; de Presidente da Câmara dos Deputados; de Presidente do Senado Federal; de Ministro do Supremo TribunalFederal; da carreira diplomática; de oficial das Forças Armadas; e de Ministro de Estado da Defesa. Logo, não consta neste rol o cargo de presidente de sociedade de economia mista – ERRADA; e) as SEMs, no desempenho de suas atividades meio, precisam realizar licitações. Ademais, a Lei 8.666/1993 – Lei de Licitações e Contratos, traz em seu artigo 1º o seguinte texto: Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Dessa forma, errada também essa alternativa. Gabarito: alternativa C. 26. (FGV – SUDENE PE/2013) As entidades da administração pública podem ser criadas e subordinadas ao regime jurídico de direito público ou ao regime jurídico de direito privado. No entanto mesmo quando sujeitas ao regime jurídico de direito privado se subordinam a certas regras impostas a toda a administração. Tendo em vista essas peculiaridades, assinale a afirmativa correta. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 88 109 a) As entidades da administração pública que se constituem como empresas públicas são criadas diretamente por meio de lei. b) Apenas as autarquias sujeitas ao regime jurídico de direito público necessitam de lei autorizando sua criação. c) As autarquias entidades de direito público são criadas por lei, enquanto as empresas públicas e as sociedades de economia mista tem sua criação autorizada em lei. d) A lei não cria diretamente nenhuma entidade, apenas autoriza a sua criação. e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública, podem ser criadas independentemente de autorização em lei. Comentário: As empresas públicas, as sociedades de economia mista e as fundações públicas de direito privado têm sua criação autorizada por lei. Dessa forma, somente com o registro do ato constitutivo no órgão competente é que elas serão efetivamente criadas (adquirem personalidade jurídica própria). Dessa forma, o erro da alternativa A é afirmar que as empresas públicas são criadas por lei, sendo que são apenas autorizadas por lei. A alternativa B, por consequência, está errada por dizer que as autarquias são as únicas que necessitam de autorização legal para criação, quando, na verdade, são as EPs, as SEMs e as funções públicas de direito privado que necessitam de autorização legal para a criação. Por outro lado, as autarquias e fundações públicas de direito público são efetivamente criadas pela lei. Daí o erro da opção D A alternativa E, por sua vez, está errada, pois a criação dessas entidades, como já vimos, depende de autorização legal. Por fim, a nossa alternativa correta é a letra C. Gabarito: alternativa C. 27. (FGV – INEA RJ/2013) A definição de “pessoa jurídica de direito privado com capital exclusivo do governo tendo por finalidade a exploração de atividade econômica” refere‐se à a) autarquia corporativa. b) empresa de economia mista. c) empresa pública. d) autarquia institucional. e) fundação privada. Comentário: Vamos começar retirando das nossas alternativas as entidades administrativas que não tem como finalidade a exploração de atividade econômica – letra A, D e E. Agora, nos sobram as empresas de economia mista e as empresas públicas, sendo que as SEMs admitem a participação de capital público e de capital privado, enquanto as EPs só admitem capital público. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 89 109 Gabarito: alternativa C. 28. (FGV – MPE MS/2013) Com relação às Sociedades de Economia Mista Federais, analise os itens a seguir. I. São pessoas jurídicas de direito privado. II. Possuem foro privilegiado na Justiça Federal. III. Gozam de isenção dos impostos federais, mas não dos Estaduais e Municipais. Assinale: a) se somente o item I estiver correto. b) se Somente o item II estiver correto. c) se Somente o item III estiver correto. d) se somente os itens I e II estiverem corretos. e) se todos os itens estiverem corretos. Comentário: I – as SEMs são pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da Administração Indireta do Estado – CORRETA; II – as ações das sociedades de economia mista (de qualquer ente da Federação), em regra, serão julgadas na Justiça Estadual (comum). No entanto, quando a União intervém na condição de assistente ou oponente, as causas envolvendo as sociedades de economia mista serão deslocadas para a Justiça Federal – ERRADA; III – as empresas públicas e as sociedades de economia mista, em regra, não possuem a imunidade tributária recíproca. Por isso que a questão está errada. No entanto, ressaltamos que o posicionamento do STF está evoluindo para atribuir a imunidade tributária às empresas públicas e às sociedades de economia mista (e suas subsidiárias) prestadoras de serviços públicos – ERRADA. Assim, a alternativa correta é a A (se somente o item I estiver correto). Gabarito: alternativa A. 29. (FGV – BADESC/2010) No direito brasileiro, existem duas diferenças fundamentais entre as sociedades de economia mista e as empresas públicas. Assinale a alternativa que explicita essas diferenças. a) composição do capital e forma jurídica. b) personalidade jurídica e forma de extinção. c) forma jurídica e controle estatal. d) forma de criação e personalidade jurídica. e) controle estatal e composição do capital. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 90 109 Comentário: Em nossa aula indicamos três diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista. No entanto, uma delas só ocorre no âmbito federal. Por isso que a questão fala em “duas diferenças fundamentais”. Dimensões Empresa Pública Sociedade de Economia Mista Forma Jurídica Qualquer forma admitida pelo ordenamento jurídico (civil, comercial, S/A, etc.) ou até mesmo formas inéditas (somente para a União). Somente na forma de sociedade anônima (S/A). Composição do capital Capital totalmente público. Admite capital público e privado, mas a maioria do capital com direito a voto é público. Foro processual (somente para as entidades federais) Com algumas exceções, as causas em que as empresas públicas federais forem interessadas tramitam na Justiça Federal. Tramitam na justiça estadual. Portanto, a forma jurídica e a composição do capital são as diferenças fundamentais das EPs e SEMs. Gabarito: alternativa A. 30. (FGV – AL MA/2013) A administração indireta é composta por várias pessoas jurídicas, dentre essas pessoas jurídicas encontram‐se as empresas públicas. A respeito das empresas públicas, assinale a afirmativa correta. a) Poderão assumir qualquer forma em direito admitida com exceção da forma de sociedade anônima pois necessariamente o capital da empresa pública deve ser totalmente público. b) Estão subordinadas hierarquicamente ao ente criador. c) Poderão ser pluripessoais. d) Desenvolverão atividades econômicas sem realizar licitações ou concursos públicos. e) Estão sujeitas ao regime jurídico de direito público por serem pessoas jurídicas de direito público. Comentário: a) as empresas públicas podem ser formadas sob qualquer forma admitida em direito, inclusive como sociedades anônimas – ERRADA; b) são vinculadas à administração direta, sem sofrer subordinação, ou seja, sem controle hierárquico – ERRADA; Herbert Almeida, Equipe Direito AdministrativoAula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 91 109 c) podem ser unipessoais (quando a entidade instituidora possui a integralidade de seu capital) ou pluripessoais (quando possui capital dominante do ente instituidor associados aos recursos de outras pessoas administrativas) – CORRETA; d) as empresas públicas devem realizar licitação, para escolha das pessoas com quem irão firmar contratos, e se obrigam a realizar concurso para escolha de seus empregados públicos – ERRADA; e) possuem personalidade jurídica de direito privado, estando sujeitas ao regime jurídico híbrido (aplicação simultânea de regras de direito público e de direito privado, conforme o caso) – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 31. (FGV – AP/2010) Em relação às entidades da Administração Pública Indireta, é correto afirmar que: a) as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legal e se apresentam, dentre outras, sob a forma de sociedade anônima. b) os bens que integram o patrimônio de todas as empresas públicas têm a qualificação de bens públicos. c) as fundações públicas não se destinam às atividades relativas a assistência social e atividades culturais. d) os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista podem acumular seus empregos com cargos ou funções públicas da Administração Direta. e) as autarquias podem celebrar contratos de natureza privada, que serão regulados pelo direito privado. Comentário: a) as SEMs são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização em lei específica e sempre sob a forma de sociedades anônimas. Assim, o “dentre outras” tornou o item errado – ERRADA; b) os bens das sociedades de economia mista e das empresas públicas são considerados bens privados e, portanto, não possuem os atributos dos bens públicos. No entanto, quando essas empresas públicas prestam serviços públicos, os bens afetados diretamente à prestação do serviço público gozam dos mesmos atributos dos bens públicos – ERRADA; c) a Constituição Federal estabelece que caberá à lei complementar dispor sobre a área de atuação das fundações públicas (art. 37, XIX). Todavia, até o presente momento a mencionada lei não foi editada. Assim, é necessário recorrer à doutrina, que estabelece como áreas de atuação das fundações públicas o desempenho de atividades de interesse social, como assistência médica e hospitalar, educação e ensino, pesquisa científica, assistência social, atividades culturais, entre outras. Logo, as fundações podem se destinar às atividades relativas a assistência social e atividades culturais – ERRADA; d) vejamos o que estabelece a Constituição Federal sobre a acumulação de cargos: Art. 37. [...] XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 92 109 a) a de dois cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público; Logo, é possível perceber que a vedação à acumulação de cargos alcança também os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista – ERRADA; e) perfeito. As autarquias são entidades de direito público, sendo reguladas pelo direito público. Contudo, em algumas hipóteses, da mesma forma como na administração direta, as autarquias realizarão atos e contratos de direito privado, sendo então regidas pelo direito privado. São exemplos de contratos de natureza privada os de locação de imóveis e veículos – CORRETA. Gabarito: alternativa E. 32. (FGV – SEFAZ RJ/2011) Em relação ao regime jurídico das empresas públicas federais, é correto afirmar que a) são pessoas jurídicas de direito público, integram a administração descentralizada federal e gozam de todas as prerrogativas processuais aplicáveis à fazenda pública. b) são pessoas jurídicas de direito público, integram a administração direta federal e, quando prestadoras de serviços públicos, seus bens são impenhoráveis. c) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração indireta federal e se submetem ao controle do Tribunal de Contas da União. d) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração central federal e somente podem ser criadas por lei, adotando a forma de sociedade anônima. e) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração hierárquica federal e, quando exploradoras de atividade econômica, estão dispensadas da observância de procedimento licitatório. Comentário: Antigamente, existia o entendimento de que as empresas públicas e as sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica não se submetiam ao controle do Tribunal de Contas da União. No entanto, em 2005, o STF mudou esse entendimento, concluindo que os tribunais de contas possuem competência para fiscalizar as empresas estatais exploradoras de atividade econômica. Nesse sentido, vejamos a ementa do MS 25.092/DF:1 1 Disponível em MS 25.092/DF. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 93 109 EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. TRIBUNAL DE CONTAS. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA: FISCALIZAÇÃO PELO TRIBUNAL DE CONTAS. ADVOGADO EMPREGADO DA EMPRESA QUE DEIXA DE APRESENTAR APELAÇÃO EM QUESTÃO RUMOROSA. I. - Ao Tribunal de Contas da União compete julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário (CF, art. 71, II; Lei 8.443, de 1992, art. 1º, I). II. - As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da administração indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, não obstante os seus servidores estarem sujeitos ao regime celetista. III. - Numa ação promovida contra a CHESF, o responsável pelo seu acompanhamento em juízo deixa de apelar. O argumento de que a não-interposição do recurso ocorreu em virtude de não ter havido adequada comunicação da publicação da sentença constitui matéria de fato dependente de dilação probatória, o que não é possível no processo do mandado de segurança, que pressupõe fatos incontroversos. IV. - Mandado de segurança indeferido. (STF, MS 25.092/DF, Relator Min. CARLOS VELLOSO, Tribunal Pleno, julgamento em 10/11/2005, publicação no DJ 17/3/2006, p. 6) Dessa forma, podemos concluir que as empresas públicas federais são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração indireta federal e se submetem ao controle do Tribunal de Contas da União (opção C – correta). A alternativa A está errada, pois são as autarquias e as fundações públicas que gozam de todas as prerrogativas da fazenda pública. A opção B está errada, pois as empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado, que integram a Administração Indireta. Além disso, só serão impenhoráveis os bens afetados à prestação dos serviços públicos. A alternativa D também possui erros, pois as EPs federais integram a administração descentralizada (indireta), sua criação é autorizada em lei e elas podem adotar qualquerÁrea Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 7 109 Mobile User lei para autorizar sua criação ou extinção (CF, art. 37, XIX e XX). Por fim, essas entidades submetem-se ao controle e fiscalização do Tribunal de Contas (CF, art. 71) e do Congresso Nacional (art. 49, X). Por outro lado, as EP e as SEM, quando atuarem na prestação de serviços públicos, submetem-se predominantemente, às regras de direito público. Isso fica evidente quando as entidades realizam suas atividades-fim, ou seja, quando estão prestando o serviço público para o qual foram criadas, ocasião em que se submetem ao princípio da continuidade do serviço público e outros. Com isso, podemos resumir da seguinte forma: todas as empresas públicas e sociedades de economia mista possuem personalidade jurídica de direito privado e regime jurídico híbrido. Porém, quando explorarem atividade econômica, sujeitam-se predominantemente ao regime de direito privado. Por outro lado, quando prestam serviços públicos, subordinam-se predominantemente a regras de direito público. Os bens das empresas públicas e sociedades de economia mista são bens privados, logo, não possuem os atributos dos bens públicos, como a impenhorabilidade e imprescritibilidade. Porém, no caso das estatais prestadoras de serviço público, os bens diretamente relacionados à prestação do serviço gozam dos mesmos atributos dos bens públicos, em razão do princípio da continuidade dos serviços públicos. O art. 2º, I, da Lei 11.101/2005, que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência, estabelece que suas normas não se aplicam às EP e às SEM, independentemente da atividade que desempenham. Logo, elas não se sujeitam ao regime falimentar. Quando as entidades administrativas não puderem arcar com danos causados a terceiros, as entidades políticas instituidoras podem responder de forma subsidiária. Por exemplo, uma empresa pública, prestadora de serviços públicos, causou prejuízos a um particular, mas não tem condições de arcar com o dano, por não ter mais dinheiro. Nesse caso, o ente instituidor terá que indenizar o prejuízo causado ao terceiro. (TRT CE - 2017) Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime falimentar. Comentários: As empresas estatais não se submetem ao regime falimentar. Item errado. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 8 109 O § 2º, art. 173, CF, dispõe que as EP e as SEM que exploram atividade econômica não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. O dispositivo não veda toda concessão de privilégios fiscais, somente aqueles aplicados exclusivamente às EP e SEM. Assim, se o ente conceder um privilégio fiscal a todas as empresas de determinado setor, as estatais poderão dele usufruir, ao lado das demais empresas que atuam na área. Quando a empresa atuar com monopólio, não há vedação da concessão do privilégio, ainda que a empresa explore atividade econômica, pois não existirão empresas do ramo no setor privado. O art. 150, VI, “a”, e §2º, da CF, estabelece que é vedado às entidades políticas e às suas autarquias e fundações públicas, instituir impostos umas sobre as outas. Não há menção às empresas públicas e às sociedades de economia mista. Logo, pela literalidade da Constituição, a imunidade tributária não se aplica às empresas públicas e às sociedades de economia mista. Contudo, o STF estendeu a imunidade recíproca às empresas públicas e sociedades de economia mista que prestam serviços públicos, desde que a entidade não faça distribuição de lucros aos sócios.1 Foi o que ocorreu com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, visto que a Corte entendeu que a empresa é “prestadora de serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado” (RE 407.099/RS), motivo pela qual está abrangida pela regra da imunidade tributária. Na mesma linha, o STF entendeu que a imunidade tributária recíproca se aplica à Infraero, uma vez que ela presta serviço público “em regime de monopólio” e que o regime jurídico privado não se aplica às EP “que se qualifiquem como delegatárias de serviços públicos” (RE 363.412/BA). Todavia, em outro julgado, o STF firmou tese no sentido de que não se pode aplicar a imunidade tributária recíproca quando se tratar de sociedade de economia mista cuja participação acionária é negociada em bolsas de valores e que está voltada à remuneração do capital de seus controladores ou acionistas.2 Imagine, por exemplo, que seja instituída uma sociedade de economia mista para distribuir energia elétrica (serviço público). Porém, ela possui ações na bolsa de valores e faz distribuição de lucros para os seus sócios. Nesse tipo de situação, a entidade não poderá ser beneficiada pela imunidade tributária recíproca. 1 RE 600.867 (Tema 508), tese fixada em 20/08/2020. 2 RE 600.867 (Tema 508), tese fixada em 20/08/2020. Privilégios fiscais Regra: não pode Exceto se: Forem extensivos ao setor privado; ou A estatal atuar em monopólio Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 9 109 Portanto, a imunidade tributária recíproca, conforme o STF, alcança as EP e SEM prestadoras de serviços públicos. Porém, essa imunidade não se aplica quando a entidade for exploradora de atividade econômica ou quando distribuir lucros aos acionistas. (TRT RS - 2015) Considere que uma sociedade de economia mista controlada pela União, que atua na área de processamento de dados, pretenda oferecer seus serviços ao mercado privado, com vistas a ampliar suas receitas para além dos recursos obtidos com a prestação dos serviços à Administração pública. Referida entidade dado o regime de direito público a que se submete, está imune à tributação sobre a prestação dos serviços aos privados. Comentários: Se a entidade irá prestar serviços ao mercado privado, significa que ela irá explorar atividade econômica. Logo, ela não estará sujeita à imunidade tributária recíproca, e seu regime jurídico também não é de direito público, mas híbrido ou de direito privado. Item errado! As dívidas e os direitos de terceiros contra autarquias prescrevem em cinco anos (Decreto 20.910/1932, art. 1º, c/c Decreto-Lei 4.597/1942, art. 2º). Já as EP e as SEM se submetem ao regramento previsto no Código Civil. O art. 205 do CC dispõe que a prescrição ocorrerá em dez anos, quando a lei não fixar prazo menor; e o art. 206 estabelece diversos prazos de prescrição, para várias situações diferentes. Mas, o que nos interessa é saber que as empresas públicas e as sociedades de economia mista não se submetem ao prazo quinquenal de prescrição. O regime de pessoal das EP e SEM é o de emprego público, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), cujo o vínculo é formado por um contrato de trabalho (relação bilateral). Não obstante, algumas regras de direito público são aplicáveis. Nessa linha, a contratação do pessoal dessas entidades depende de aprovação em concurso público, nos termos do art. 37, II, CF. Mesmo com a aprovação em concurso público, os empregados públicos não possuem direito à estabilidade, uma vez que isso é uma característica restrita ao regime de direto público. Sem embargo, o STF reconheceu que as empresas públicas e as sociedades de economia mista, sejam elas prestadoras de serviço público ou exploradoras de atividade econômica, ainda que em regime concorrencial, têm o dever jurídico de motivar, em ato formal, a demissão de seus empregados concursados. Porém, não se exige processo administrativo ou contraditório para demiti-los. A motivação deve consistir em fundamento razoável, não se exigindo, porém, que se enquadreforma admitida em direito, inclusive sociedade anônima. Por fim, os erros na opção E são: elas não integram a administração hierárquica (não há hierarquia entre as administrações direta e indireta); e só estão dispensadas da licitação no exercício da atividade fim da empresa. Deste modo, correta a alternativa C. Gabarito: alternativa C. 33. (FGV – SEN/2008 – adaptada) As fundações governamentais de direito público não estão abrangidas pela prerrogativa da imunidade tributária, relativa aos impostos sobre a renda, o patrimônio e os serviços federais, estaduais e municipais, vinculados a suas finalidades essenciais. Comentário: A imunidade tributária se aplica às fundações públicas de direito público e de direito privado, por força do art. 150, §2º, da CF, pois a vedação de instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros, é extensiva às “fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público”. Gabarito: errado. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 94 109 34. (FGV – SEN/2008 – adaptada) Tendo em vista a necessidade do controle finalístico da instituição, as fundações governamentais de direito público submetem-se ao velamento por parte do Ministério Público, como o exige o Código Civil. Comentário: De acordo com o Código Civil, o Ministério Público do Estado “velará pelas fundações” (art. 66) exercendo sobre elas um controle finalístico. Contudo, esse entendimento não alcança as fundações públicas, uma vez que o controle finalístico já é exercido pela Administração Direita. Alguns autores afirmam que o controle é extensível às fundações públicas de direito privado. De qualquer forma, quanto às fundações públicas de direito público, o entendimento é pacífico na doutrina, ou seja, o Ministério Público não deve velar por essas entidades, motivo pelo qual o item está errado. Gabarito: errado. 35. (FGV – SEN/2008 – adaptada) Fundações governamentais não podem assumir a forma de entidade autárquica. Comentário: As fundações públicas de direito público submetem-se ao mesmo regime jurídico das autarquias. É exatamente por isso que alguns doutrinadores chamam as fundações públicas de direito público de fundações autárquicas ou autarquias fundacionais. Por esse ponto, a questão está errada. Gabarito: errado. 36. (FGV – SEAD AP/2010 – adaptada) As fundações públicas podem desempenhar atividades relativas à assistência médica e hospitalar e não estão submetidas à Lei Federal 8666/93. Comentário: A primeira parte da assertiva está correta. Isso porque comumente se destinam às fundações públicas as seguintes atividades: assistência social; assistência médica e hospitalar; educação e ensino; pesquisa; e atividades culturais. Todavia, a Lei 8.666/1993 aplica-se integralmente às fundações públicas, independentemente da natureza jurídica da entidade. Daí o erro da questão. Gabarito: errado. Concluímos por hoje. Bons estudos. HERBERT ALMEIDA. http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/herbert-almeida-3314/ Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 95 109 @profherbertalmeida /profherbertalmeida /profherbertalmeida /profherbertalmeida e /controleexterno Se preferir, basta escanear as figuras abaixo: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 96 109 1. (FGV – CGM BH/2024) A estrutura do aparelho público brasileiro compreende a administração direta e a indireta, delineando as formas pelas quais o Estado organiza suas atividades. Assinale a opção que apresenta as características de uma sociedade de economia mista. a) Executa atividades econômicas, algumas delas típicas da iniciativa privada e outras, assumidas pelo Estado como serviços públicos. b) Presta serviços públicos comerciais e industriais do Estado. c) Fornece serviços e promove ações colaborativas entre dois ou mais entes federativos com o propósito de atender ao interesse coletivo e proporcionar benefícios públicos. d) Desempenha atividades típicas do Estado. 2. (FGV – TJ MT/2024) Imagine que, no âmbito de sua organização administrativa, o Estado Ômega esteja realizando estudos para criar uma pessoa jurídica de direito privado, na forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria ao mencionado ente federativo, para a realização de atividade econômica de relevante interesse público. Considerando as entidades integrantes da Administração Direta e da Administração Indireta, é correto afirmar que aquela delimitada na situação descrita corresponde a a) uma autarquia, integrante da Administração Indireta. b) uma empresa pública, integrante da Administração Direta. c) uma entidade do terceiro setor, integrante da Administração Indireta. d) uma fundação de direito privado, integrante da Administração Direta. e) uma sociedade de economia mista, integrante da Administração Indireta. 3. (FGV – Prefeitura de Caraguatatuba - SP/2024) Relacione as entidades da Administração Pública indireta relacionadas a seguir, com as respectivas descrições 1. Empresas Públicas 2. Autarquias 3. Fundações Públicas ( ) criadas por lei, podendo ser entidade de direito público ou privado. Sua atividade fim deve ser de interesse público e não pode ter fins lucrativos. ( ) instituídas por lei, têm autonomia administrativa e financeira, mas estão sujeitas ao controle do Estado. São entidades de direito público e sua atividade fim é de interesse público ( ) pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legal e administradas pelo poder público. O capital é público, prestam serviço de interesse coletivo e exercem atividades econômicas Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. a) 1 – 2 – 3. b) 2 – 1 – 3. c) 2 – 3 – 1. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 97 109 d) 3 – 1 – 2. e) 3 – 2 – 1. 4. (FGV / Prefeitura de Abreu e Lima - PE / 2024) No exercício de suas atribuições em cargo integrante da controladoria do Município de Abreu e Lima, Guilherme foi instado a indicar uma entidade da Administração Indireta, que tenha personalidade jurídica de direito privado, cuja criação é autorizada por lei e depende de registro dos respectivos atos constitutivos. Diante dessa situação hipotética, Guilherme apontou corretamente A) uma autarquia. B) uma agência reguladora. C) uma empresa pública. D) uma Secretaria Municipal. E) uma organização da sociedade civil de interesse público. 5. (FGV / EPE / 2024) Leia o fragmento a seguir. A entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. O fragmento apresenta as características de uma A) autarquia. B) fundação pública. C) empresa pública. D) sociedade de economia mista. E) entidade paraestatal. 6. (FGV – TJ MT/2024) O governo do estado do Mato Grosso deseja criar uma fundação estatal cujo objeto é o atendimento à população em situação de rua. Sendo essa uma fundação estatal de direito privado, é correto afirmar que: a) a sua área de atuação deve ser definida por lei ordinária; b) o regime de seu pessoal será o estatutário;c) gozará de imunidade tributária recíproca; d) seu patrimônio será composto por bens públicos; e) submeter-se-á ao controle pelo Ministério Público, assim como as demais fundações privadas. 7. (FGV – DNIT/2024) A organização administrativa no setor público envolve modelos que delineiam a distribuição de poder e responsabilidades. A dicotomia entre centralização e descentralização é fundamental na tomada de decisões governamentais, com a primeira concentrando autoridade e a Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 98 109 última delegando competências. Esses modelos refletem a diversidade estratégica adotada pelos governos em busca de eficiência, transparência e atendimento às necessidades da sociedade. Relacione as organizações listadas a seguir às respectivas naturezas jurídicas. 1. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) 2. Ministério dos Transportes 3. Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) 4. Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTRANS) ( ) Autarquia ( ) Sociedade de Economia Mista ( ) Ministério ( ) Empresa Pública Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada. (A) 1 – 3 – 2 – 4. (B) 1 – 4 – 2 – 3. (C) 4 – 2 – 3 – 1. (D) 2 – 4 – 3 – 1. (E) 4 – 3 – 2 – 1. 8. (FGV – MPE RJ/2019) Em relação ao regime jurídico de uma sociedade de economia mista estadual exclusivamente exploradora de atividade econômica, é correto afirmar que: a) ostenta personalidade jurídica de direito público, seus servidores são estatutários e se submetem a concurso público, e são controladas pelo Tribunal de Contas; b) ostenta personalidade jurídica de direito privado, goza das prerrogativas processuais aplicadas à fazenda pública e seu pessoal não se submete a concurso público; c) somente por lei específica é autorizada a sua instituição e se submete às normas do direito privado em matéria de responsabilidade civil; d) somente por lei específica é criada, se submete à responsabilidade civil objetiva e não incide o controle finalístico pelo ente a que está vinculada; e) somente por lei complementar é criada, se submete à responsabilidade civil subjetiva e incide o controle finalístico pelo ente a que está vinculada. 9. (FGV – Câmara de Salvador - BA/2018) Observe os conceitos trazidos pela doutrina de Direito Administrativo para as seguintes entidades que integram a Administração indireta: (A) Pessoa jurídica de direito público que desenvolve atividade típica de Estado, com liberdade para agir nos limites da lei específica que a criou; (B) Pessoa jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, a exploração de atividades gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços públicos. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 99 109 As definições expostas tratam, respectivamente, de: a) fundação pública e empresa pública; b) sociedade de economia mista e empresa pública; c) concessionária e empresa pública; d) autarquia e sociedade de economia mista; e) fundação pública e autarquia. 10. (FGV – Câmara de Salvador - BA/2018) A Administração Pública Indireta decorre da descentralização de serviços e consiste na instituição, pelo Estado, por meio de lei, de uma pessoa jurídica a quem se atribui a titularidade e execução de determinado serviço público, como é o caso de uma: a) concessionária que presta serviço público essencial para um município; b) fundação privada que tem por objeto a capacitação e a atualização de profissionais na área da educação; c) empresa pública que tem personalidade jurídica de direito público; d) Câmara Municipal que tem função precípua de produzir legislação em nível municipal; e) sociedade de economia mista que tem personalidade jurídica de direito privado. 11. (FGV – SEFIN RO/2018) João, advogado de um grande escritório, foi incumbido de identificar a natureza jurídica de determinado ente da Administração Pública indireta. Após amplas pesquisas, constatou que a lei autorizou a instituição desse ente, cujo capital somente pode pertencer ao ente federativo instituidor e a outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como a entidades da Administração indireta. À luz da ordem jurídica brasileira, constitucional e infraconstitucional, é correto afirmar que esse ente tem a natureza jurídica de a) autarquia. b) sociedade de economia mista. c) fundação pública. d) empresa pública. e) sociedade de mera participação do Estado. 12. (FGV – SEFIN RO/2018) Assinale a opção que apresenta as entidades que, segundo o texto constitucional, compõem a administração indireta. a) Autarquias, empresas públicas, ministérios e tribunais de contas. b) Fundações públicas, empresas públicas, ministério público e tribunais de justiça. c) Sociedades de economia mista, fundações públicas e ministério público. d) Autarquias, empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista. e) Sociedades de economia mista, autarquias, agências reguladoras e tribunais de contas. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 100 109 ==28bcf3== 13. (FGV – SEPOG RO/2017) Determinado professor defendeu a tese de que seria injurídico qualquer tratamento diferenciado em relação ao regime de contratação de bens, obras e serviços a ser seguido pelas sociedades de economia mista e empresas públicas, independentemente da atividade desempenhada. Afinal, tanto os entes que prestam serviço público como aqueles que exploram atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços de natureza privada devem submeter-se às mesmas normas que recaem sobre a Administração Pública em geral. À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, a tese do professor, em relação à sistemática de contratação a ser observada por sociedades de economia mista e empresas públicas, está a) totalmente correta. b) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que exploram atividade econômica devem ter regras de contratação diferenciadas. c) parcialmente correta, pois sociedades de economia mista e empresas públicas que prestam serviço público devem ter regras de contratação diferenciadas. d) totalmente incorreta, pois as sociedades de economia mista e as empresas públicas, independentemente da atividade desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. e) parcialmente correta, pois apenas as sociedades de economia mista, qualquer que seja a atividade desempenhada, devem ter regras de contratação diferenciadas. 14. (FGV – SEPOG RO/2017) Segundo a Constituição da República, a Administração Pública Indireta compreende as categorias de entidades dotadas de personalidade jurídica própria, listadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a. a) Autarquias. b) Empresas Públicas. c) Sociedades de Economia Mista. d) Fundações Públicas. e) Tribunais de Contas. 15. (FGV – TRT 12/2017) Em relação ao regime jurídico das empresas estatais, de acordo com o ordenamento jurídico e a doutrina de Direito Administrativo, as empresas públicas e as sociedades de economia mista: a) integram a Administração Indireta, ostentando personalidade jurídica de direito público, e são criadas com a finalidade de prestar serviços públicos ou exploração de determinadas atividades econômicas de interesse da sociedade; b) têm seus empregados regidos pela Consolidaçãodas Leis do Trabalho, com vínculo empregatício por meio de relação contratual de emprego, mas se submetem a algumas restrições aplicáveis aos servidores públicos em geral; c) remuneram seus empregados com vencimentos, proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, que não podem exceder, em qualquer caso, o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 101 109 d) têm seu pessoal contratado mediante prévio concurso público de provas ou de provas e títulos, mas não se aplica a vedação constitucional de acumulação de cargos e empregos públicos a seus agentes; e) concedem a estabilidade constitucional a seus empregados aprovados mediante concurso público após três anos de efetivo exercício, que somente poderão perder o emprego em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. 16. (FGV – COMPESA/2016) A respeito do regime jurídico das sociedades de economia mista que explorem atividade econômica, assinale a afirmativa incorreta. a) As sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. b) As sociedades de economia mista se sujeitarão ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos trabalhistas. c) As sociedades de economia mista deverão realizar licitação para compras e alienações. d) Os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores serão disciplinados exclusivamente pelo ato constitutivo da sociedade de economia mista. e) A criação de subsidiária de sociedades de economia mista que explorem atividade econômica depende de autorização legislativa. 17. (FGV – IBGE/2016) Em matéria de Controle da Administração Pública, é correto afirmar que sobre uma fundação pública federal com personalidade jurídica de direito público: a) incide o controle externo do Poder Judiciário, mediante a atuação do Tribunal de Contas da União; b) incide o controle externo por parte do Ministério a que estiver vinculada, por meio da supervisão ministerial; c) incide o controle interno por parte do Ministério a que estiver vinculada e do Tribunal de Contas da União; d) não incide o controle externo do Poder Legislativo, mas é controlada pelo Poder Judiciário no aspecto da legalidade; e) não incide qualquer tipo de controle externo, seja por sua autonomia, seja pelo princípio da separação dos poderes. 18. (FGV – Prefeitura de Cuiabá - MT/2016) Gustavo, Prefeito do Município X, após lei autorizativa específica, edita decreto criando Sociedade de Economia Mista para prestação de serviço público de saneamento básico. Posteriormente, mesmo sem nova lei autorizativa específica, Gustavo cria empresa subsidiária da referida Sociedade de Economia Mista. A esse respeito, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. ( ) Após a criação da Sociedade de Economia Mista, somente nova lei específica pode autorizar a criação de subsidiária da estatal, em respeito ao princípio da reserva legal. ( ) Os empregados contratados pela subsidiária da Sociedade de Economia Mista são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho-CLT – não estando sujeitos às regras constitucionais de vedação à acumulação de empregos. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 102 109 ( ) Por prestar serviço público e, portanto, estar sujeita aos princípios da especialidade e do controle com a Administração Direta, não será possível a criação da subsidiária. As afirmativas são, respectivamente, a) F, F e V. b) F, F e F. c) V, F e V. d) V, F e F. e) V, V e F. 19. (FGV – TJ PI/2015) Entidade 1) Pessoa jurídica de direito público, integrante da Administração Indireta, criada por lei específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado; Entidade 2) Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração Indireta do Estado, criada por autorização legal, sob qualquer forma jurídica adequada a sua natureza, para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico ou, em certas situações, execute a prestação de serviços públicos. As entidades acima conceituadas são, respectivamente: a) fundação pública e autarquia; b) empresa pública e sociedade de economia mista; c) sociedade de economia mista e autarquia; d) fundação pública e concessionária; e) autarquia e empresa pública. 20. (FGV – TJ PI/2015) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, sociedade de economia mista pode ser conceituada como entidade integrante da Administração: a) direta, com personalidade jurídica de direito público, criada por lei específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado, especialmente para a prestação de serviços públicos essenciais de responsabilidade do Poder Público; b) direta, com personalidade jurídica de direito público, criada por autorização legal, sob qualquer forma jurídica adequada a sua natureza, para que o Governo exerça atividades gerais de caráter econômico; c) indireta, com personalidade jurídica de direito privado, criada mediante lei específica, sob a forma de sociedade por cotas de responsabilidade limitada ou sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo exclusivamente a exploração de atividades gerais de caráter econômico; d) indireta, com personalidade jurídica de direito público, criada por autorização legal, sob a forma de sociedade por cotas de responsabilidade limitada, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo exclusivamente a exploração de atividades gerais de caráter econômico; e) indireta, com personalidade jurídica de direito privado, criada por autorização legal, sob a forma de sociedade anônima, cujo controle acionário pertença ao Poder Público, tendo por objetivo, como regra, a exploração de atividades gerais de caráter econômico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços públicos. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 103 109 21. (FGV – CODEMIG/2015) Segundo a legislação brasileira, a empresa estatal integra a administração pública indireta e pode ser classificada como empresa pública ou sociedade de economia mista, que podem ser exemplificadas, respectivamente, por: a) Banco do Brasil e BNDES; b) Casa da Moeda e Caixa Econômica Federal; c) Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e Eletrobras; d) Embrapa e Valec; e) Petrobras e Telebras. 22. (FGV – Prefeitura de Niterói - RJ/2015) A Constituição Federal, ao estabelecer as disposições gerais afetas à administração pública, fez menção às sociedades de economia mista e às fundações. É correto afirmar que: a) as sociedades de economia mista integram a administração indireta; b) as sociedades de economia mista somente podem ser criadas por decreto; c) apenas as fundações integram a administração direta; d) as fundações somente podem surgir a partir de licitação; e) as sociedades de economia mista e as fundações integram a administração direta. 23. (FGV – PGE RO/2015) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, são pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da Administração Indireta do Estado, criadas por autorização legal: a) as autarquias e as fundações públicas; b) as empresas públicas e as sociedades de economia mista; c) as autarquias e as fundaçõesprivadas; d) as fundações autárquicas e as sociedades de economia mista; e) as autarquias e as empresas públicas. 24. (FGV – SSP AM/2015) Integra a Administração Pública Direta e exerce, de forma centralizada, atividade administrativa do Estado, uma: a) autarquia, que presta serviço público de guarda municipal para proteção de bens, serviços e instalações municipais; b) fundação pública, que presta serviço público de segurança e inteligência de pessoas e bens, no âmbito do Estado; c) empresa pública, que presta serviço relacionado à atividade econômica e o lucro é repassado ao poder público; d) delegacia de polícia civil, que presta serviço público de apuração de infrações penais; e) empresa concessionária de serviço, que presta serviço de transporte público coletivo intermunicipal. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 104 109 25. (FGV – MPE MS/2013) A União, desejando realizar a exploração de uma atividade econômica, resolve criar uma sociedade de economia mista. Com relação às sociedades de economia mista, assinale a afirmativa correta. a) A sociedade de economia mista deve ser criada por lei. b) A União deve possuir ao menos metade de seu capital social. c) A sociedade de economia mista deve seguir todas as regras trabalhistas da iniciativa privada. d) O cargo de presidente de sociedade de economia mista é privativo de brasileiro nato. e) A sociedade de economia mista não precisa realizar licitação em hipótese alguma. 26. (FGV – SUDENE PE/2013) As entidades da administração pública podem ser criadas e subordinadas ao regime jurídico de direito público ou ao regime jurídico de direito privado. No entanto mesmo quando sujeitas ao regime jurídico de direito privado se subordinam a certas regras impostas a toda a administração. Tendo em vista essas peculiaridades, assinale a afirmativa correta. a) As entidades da administração pública que se constituem como empresas públicas são criadas diretamente por meio de lei. b) Apenas as autarquias sujeitas ao regime jurídico de direito público necessitam de lei autorizando sua criação. c) As autarquias entidades de direito público são criadas por lei, enquanto as empresas públicas e as sociedades de economia mista tem sua criação autorizada em lei. d) A lei não cria diretamente nenhuma entidade, apenas autoriza a sua criação. e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública, podem ser criadas independentemente de autorização em lei. 27. (FGV – INEA RJ/2013) A definição de “pessoa jurídica de direito privado com capital exclusivo do governo tendo por finalidade a exploração de atividade econômica” refere‐se à a) autarquia corporativa. b) empresa de economia mista. c) empresa pública. d) autarquia institucional. e) fundação privada. 28. (FGV – MPE MS/2013) Com relação às Sociedades de Economia Mista Federais, analise os itens a seguir. I. São pessoas jurídicas de direito privado. II. Possuem foro privilegiado na Justiça Federal. III. Gozam de isenção dos impostos federais, mas não dos Estaduais e Municipais. Assinale: a) se somente o item I estiver correto. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 105 109 b) se Somente o item II estiver correto. c) se Somente o item III estiver correto. d) se somente os itens I e II estiverem corretos. e) se todos os itens estiverem corretos. 29. (FGV – BADESC/2010) No direito brasileiro, existem duas diferenças fundamentais entre as sociedades de economia mista e as empresas públicas. Assinale a alternativa que explicita essas diferenças. a) composição do capital e forma jurídica. b) personalidade jurídica e forma de extinção. c) forma jurídica e controle estatal. d) forma de criação e personalidade jurídica. e) controle estatal e composição do capital. 30. (FGV – AL MA/2013) A administração indireta é composta por várias pessoas jurídicas, dentre essas pessoas jurídicas encontram‐se as empresas públicas. A respeito das empresas públicas, assinale a afirmativa correta. a) Poderão assumir qualquer forma em direito admitida com exceção da forma de sociedade anônima pois necessariamente o capital da empresa pública deve ser totalmente público. b) Estão subordinadas hierarquicamente ao ente criador. c) Poderão ser pluripessoais. d) Desenvolverão atividades econômicas sem realizar licitações ou concursos públicos. e) Estão sujeitas ao regime jurídico de direito público por serem pessoas jurídicas de direito público. 31. (FGV – AP/2010) Em relação às entidades da Administração Pública Indireta, é correto afirmar que: a) as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização legal e se apresentam, dentre outras, sob a forma de sociedade anônima. b) os bens que integram o patrimônio de todas as empresas públicas têm a qualificação de bens públicos. c) as fundações públicas não se destinam às atividades relativas a assistência social e atividades culturais. d) os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista podem acumular seus empregos com cargos ou funções públicas da Administração Direta. e) as autarquias podem celebrar contratos de natureza privada, que serão regulados pelo direito privado. 32. (FGV – SEFAZ RJ/2011) Em relação ao regime jurídico das empresas públicas federais, é correto afirmar que a) são pessoas jurídicas de direito público, integram a administração descentralizada federal e gozam de todas as prerrogativas processuais aplicáveis à fazenda pública. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 106 109 b) são pessoas jurídicas de direito público, integram a administração direta federal e, quando prestadoras de serviços públicos, seus bens são impenhoráveis. c) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração indireta federal e se submetem ao controle do Tribunal de Contas da União. d) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração central federal e somente podem ser criadas por lei, adotando a forma de sociedade anônima. e) são pessoas jurídicas de direito privado, integram a administração hierárquica federal e, quando exploradoras de atividade econômica, estão dispensadas da observância de procedimento licitatório. 33. (FGV – SEN/2008 – adaptada) As fundações governamentais de direito público não estão abrangidas pela prerrogativa da imunidade tributária, relativa aos impostos sobre a renda, o patrimônio e os serviços federais, estaduais e municipais, vinculados a suas finalidades essenciais. 34. (FGV – SEN/2008 – adaptada) Tendo em vista a necessidade do controle finalístico da instituição, as fundações governamentais de direito público submetem-se ao velamento por parte do Ministério Público, como o exige o Código Civil. 35. (FGV – SEN/2008 – adaptada) Fundações governamentais não podem assumir a forma de entidade autárquica. 36. (FGV – SEAD AP/2010 – adaptada) As fundações públicas podem desempenhar atividades relativas à assistência médica e hospitalar e não estão submetidas à Lei Federal 8666/93. 1. A 2. E 3. E 4. C 5. B 6. C 7. B 8. C 9. D 10. E 11. D 12. D 13. B 14. E 15. B 16. D 17. B 18. B 19. E 20. E 21. C 22. A 23. B 24. D 25. C 26. C 27. C 28. A 29. A 30. C 31. E 32. C 33. E 34. E 35. E 36. E Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612- Gustavo Borges 107 109 12 12 ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. 19ª Ed. Rio de Janeiro: Método, 2011. ARAGÃO, Alexandre Santos de. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012. BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 31ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2014. BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo: teoria e questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ª Edição. São Paulo: Atlas, 2014. JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014. MEIRELLES, H.L.; ALEIXO, D.B.; BURLE FILHO, J.E. Direito administrativo brasileiro. 39ª Ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2013. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 108 109nas hipóteses de justa causa da legislação trabalhista. 3 3 RE 688.267/CE, julgamento em 28/2/2024. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 10 109 Mobile User Mobile User Até aqui - 29/03 Outra regra que alcança os empregados públicos é sobre a acumulação remunerada de cargos, empregos e funções. A Constituição veda, em regra, a acumulação de cargos públicos (CF, art. 37, XVI). Essa vedação se aplica também a “empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público” (CF, art. 37, XVII).4 No que se refere ao teto constitucional remuneratório, previsto no art. 37, XI, existem duas situações para as EP, as SEM e suas subsidiárias (CF, art. 37, § 9º): a) quando recebem recursos do ente instituidor para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral: aplica-se o teto constitucional aos seus agentes públicos; b) quando não recebem recursos do ente instituidor para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral: não será aplicável o teto constitucional aos seus agentes públicos. Se a estatal depende do ente instituidor para pagar as suas despesas de custeio (como contas mensais de manutenção, luz, água, etc.), os seus agentes públicos não poderão ganhar mais do que o teto constitucional. Se, por outro lado, a entidade não precisa desse apoio do ente instituidor, os seus agentes públicos poderão receber mais do que o teto constitucional remuneratório. Por exemplo: a Petrobrás não recebe da União recursos para pagamento dos seus empregados e dirigentes nem para custear suas despesas administrativas. Logo, não há nenhum impedimento, na Constituição, para um dirigente da Petrobrás receber mais do que um ministro do STF. Outras regras específicas para os empregados públicos são as seguintes: a) sujeitos ao regime geral de previdência social – RGPS (CF, art. 40, § 13); b) os litígios da relação de trabalho são resolvidos na Justiça do Trabalho (CF, art. 114); e 4 A regra da vedação à acumulação possui exceções, dispostas no art. 37, XVI, e em outros artigos da CF. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 11 109 c) são considerados agentes públicos para fins de improbidade administrativa (Lei 8.429/92, art. 3º) e equiparados a funcionários públicos para fins penais (CP, art. 327, § 1º). No caso dos dirigentes, o regime de pessoal é diferente. Quando não são da carreira, eles não são classificados como empregados celetistas. Eles exercem um posto de livre nomeação e exoneração, cuja indicação independe da realização de concurso público. Não se trata de cargo público em sentido estrito, porque não é um estatutário e o regime não é de direito público, mas também não se trata de relação regida pela CLT. Trata-se de um regime especial, regido pela Lei 13.303/16, pela legislação comercial e pelo estatuto da entidade. (TRT CE - 2017) A respeito do regime jurídico das empresas públicas e das sociedades de economia mista federais, julgue o item a seguir: os empregados dessas empresas ou dessas sociedades não poderão cumular seus empregos com outros empregos, cargos e funções públicas, a não ser nas hipóteses constitucionalmente previstas. Comentários: Isso mesmo! Os empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista submetem-se a vedação à acumulação remunerada de cargos empregos e funções, nos termos do art. 37, XVI e XVII, da CF. Porém, lembramos que essa vedação possui exceções previstas na própria Constituição. Logo, o item está correto. A Constituição Federal estabeleceu que o estatuto da empresa pública e da sociedade de economia mista deveria estabelecer regras específicas para licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da administração pública. Dessa forma, a Lei 13.303/2016 veio a disciplinar a aplicação das licitações e contratações no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista. Deve-se observar que, antes da edição da Lei 13.303/2016, as empresas estatais seguiam, em regra, as normas da Lei 8.666/1993 (hoje revogada pela Lei 14.133/2021, que é a Nova Lei de Licitações). Portanto, as empresas estatais não se submetem, em regra, às disposições da Lei 14.133/2021, uma vez que o seu regime de licitação consta na Lei 13.303/2016. Contudo, algumas regras da Lei 14.133/2021 ainda se aplicam às empresas estatais, como as disposições penais (art. 178), a modalidade pregão e alguns critérios de desempate. Em que pese a regulação do tema, nem todas as contratações dependem de prévia realização de licitação. A Lei 13.303/2016 estabeleceu casos de licitação dispensada, dispensável e de inexigibilidade. A licitação dispensada envolve os casos em que são inaplicáveis a e todas as demais exigências formais da Lei. As empresas estatais estão dispensadas de seguir as disposições sobre licitações e contratações da Lei 13.303/2016 nas seguintes situações: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 12 109 a) comercialização, prestação ou execução, de forma direta, de produtos, serviços ou obras especificamente relacionados a seus respectivos objetos sociais. Isto é, casos que envolvem atividades finalísticas da empresa. Exemplo: a Petrobrás S/A é dispensada de licitar para vender petróleo; e o Banco do Brasil ou a Caixa, para oferecer crédito a seus correntistas; b) nos casos em que a escolha do parceiro esteja associada a suas características particulares, vinculada a oportunidades de negócio definidas e específicas, justificada a inviabilidade de procedimento competitivo. Exemplo de oportunidade de negócio: a compra de ações para obter o controle acionário de uma entidade. Os casos de licitação dispensável e de inexigibilidade são semelhantes aos da Lei 14.133/2021. Na licitação dispensável, o legislador dá opção ao agente público de realizar ou não a licitação, como ocorre nos casos de contratação de baixo valor. Na inexigibilidade, há inviabilidade de licitação, como nas situações de um único fornecedor ou que apenas uma empresa tenha capacidade de prestar o serviço. Em ambos os casos, a empresa estatal precisa cumprir algumas formalidades mínimas, como justificativa de preços e razão da escolha do fornecedor. A Lei de Licitações e Contratos (Lei 13.303/16) prevê um limite de dispensa de licitação por baixo valor nas contratações das empresas estatais, ou seja, quando o valor do objeto a ser adquirido for muito baixo, a empresa estatal não será obrigada a licitar, podendo promover a contratação diretamente. Os valores são de até R$ 100 mil para obras e serviços de engenharia e de até R$ 50 mil para compras e outros serviços (L13303, art. 29, I e II). Tome cuidado! Em que pese esses valores sejam “parecidos” com os que constam na Lei 14.133/2021, existem diferenças sutis. Primeiro porque a Lei 14.133/2021 prevê que os valores devem ser “inferiores” a R$ 100 mil ou R$ 50 mil, enquanto a Lei 13.303/2016 prevê que os valores são de “até” 100 ou 50 mil, conforme o caso. A segunda diferença é que a Lei 14133 também fixa o valor “mais alto” (R$ 100 mil) para serviços de manutenção de veículos, enquanto a L13303 só prevê o valor alto para obras e serviços de engenharia. Outra diferença é que os valores da L14133 são atualizados anualmente por decreto, enquanto Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges13 109 ==28bcf3== a L13303 não prevê atualização anual, mas permite que cada empresa estatal altere os valores por deliberação de seu Conselho de Administração, para refletir a variação de seus custos (L13303, art. 29, § 3º). Lei 13.303/16 (somente estatais)6 Obras e serviços de engenharia Até R$ 100 mil Compras e demais serviços Até R$ 50 mil As diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista são apenas três: forma jurídica; composição do capital; e foro processual (somente para as entidades federais). As sociedades de economia mista devem, obrigatoriamente, ter a forma de sociedade anônima (S/A), (Lei 13.303/2016, art. 5º). Em virtude disso, as SEM são reguladas pela Lei das Sociedades por Ações, que possui um capítulo específico para tratar elas (Lei 6.404/1976, arts. 235-240). Por outro lado, as empresas públicas podem ser formadas sob qualquer forma admitida em direito. Assim, elas podem ser unipessoais (a entidade instituidora possui a integralidade de seu capital), pluripessoais (ente instituidor possui capital dominante, mas há recursos de outras pessoas administrativas). As EP admitem até a forma de sociedade anônima; nesse caso, o capital seria integrado por entidades públicas (outros entes federados ou entidades administrativas). (ALESE - 2018) Considere: Y é empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, também de âmbito federal. Levando em conta as características de tais entidades, ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. 6 Esses valores “podem ser alterados, para refletir a variação de custos, por deliberação do Conselho de Administração da empresa pública ou sociedade de economia mista, admitindo-se valores diferenciados para cada sociedade” (Lei 13.303/16, art. 29). Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 14 109 Comentários: Só as empresas públicas admitem qualquer forma jurídica permitida em direito. As sociedades de economia mista são necessariamente sociedades anônimas. Item errado. (TRE BA - 2017) As sociedades de economia mista são submetidas a regras especiais, sendo constituídas sob a forma de sociedades anônimas ou limitadas, cujas ações ou cotas com direito a voto devem pertencer, em sua maioria, ao ente federativo. Comentários: As SEM somente podem ser constituídas na forma de sociedades anônimas. Logo, não podem ser constituídas como sociedades limitadas. Item errado. As sociedades de economia mista admitem a participação de capital público e de capital privado, no entanto o controle acionário da entidade deve permanecer com o ente instituidor, isto é, a maioria do capital votante sempre pertencerá ao ente que instituiu a entidade. A maioria do capital de uma SEM é público, estando, portanto, sob controle do Poder Público. Por outro lado, as empresas públicas só admitem capital público. Não é necessário que o capital pertença a uma única pessoa política ou administrativa, o que se exige é que o ente político instituidor possua a maioria do capital votante. Assim, uma empresa pública federal pode ser formada com capital da União, de algum estado-membro, de entidades administrativas (até mesmo de SEM). (SEFIN RO - 2018) João, advogado de um grande escritório, foi incumbido de identificar a natureza jurídica de determinado ente da Administração Pública indireta. Após amplas pesquisas, constatou que a lei autorizou a instituição desse ente, cujo capital somente pode pertencer ao ente federativo instituidor e a outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como a entidades da Administração indireta. À luz da ordem jurídica brasileira, constitucional e infraconstitucional, é correto afirmar que esse ente tem a natureza jurídica de sociedade de economia mista. Comentários: Se a composição do capital é inteiramente público, então trata-se de empresa pública. Não poderá ser SEM, pois esta admite capital público e privado. Portanto, item errado. As causas em que empresa pública federal figurar como autora, ré, assistente ou oponente serão processadas e julgadas na Justiça Federal (CF, art. 109, I). Entretanto, as causas das sociedades de economia mista federais tramitam na justiça estadual. Essa terceira diferença, porém, somente se aplica quando comparamos EP e SEM federais. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 15 109 Por outro lado, quando se tratar de empresa pública e de sociedade de economia mista dos estados ou municípios, a competência será da justiça estadual. Logo, não existe diferença nos demais entes da Federação. Em qualquer caso, deve-se ressalvar a competência da Justiça do Trabalho para decidir as causas trabalhistas. O quadro a seguir resume as diferenças das empresas públicas e das sociedades de economia mista. Dimensões Empresa Pública Sociedade de Economia Mista Forma Jurídica Qualquer forma admitida em direito Somente sociedade anônima (S/A). Capital Totalmente público. Admite capital público e privado, Foro (entidades federais) Em regra, tramitam na Justiça Federal. Em regra, tramitam na justiça estadual. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 16 109 Conceito As fundações (privadas) surgiram no meio privado, da iniciativa de uma pessoa física ou jurídica, que destaca parte de seu patrimônio, destinando-o a uma finalidade social. Criada, a fundação ganha personalidade jurídica própria. Assim, elas são conhecidas como um patrimônio personalizado destinado a realizar atividades como educação, saúde, pesquisa, cultura, etc. As fundações públicas, por sua vez, diferenciam-se das fundações privadas pela figura do instituidor. As fundações públicas são instituídas pelo Estado, que separa uma dotação patrimonial e a ela destina recursos orçamentários para o desempenho de atividade de interesse social. Características das fundações públicas: a) dotação patrimonial; b) personalidade jurídica própria, pública ou privada; c) desempenho de atividade atribuída pelo Estado no âmbito social; d) capacidade de autoadministração; e) sujeição ao controle administrativo ou tutela por parte da Administração Direta, nos limites estabelecidos em lei. Natureza jurídica A jurisprudência e a doutrina admitem a criação de fundações públicas de direito público ou de direito privado. Assim, o Estado pode criar uma fundação de direito público, caso em que terá a natureza de autarquia, submetendo-se ao regime jurídico de direito público. Por isso, alguns doutrinadores as chamam de fundações autárquicas ou autarquias fundacionais. Por outro lado, o Estado pode atribuir a natureza jurídica de direito privado. Nesse caso, as fundações públicas de direito privado seguirão um regime jurídico híbrido. Algumas regras de direito público aplicáveis são a exigência de concurso público; o dever de licitar; o enquadramento de seus contratos como contratos administrativo. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 17 109 Criação e extinção As fundações públicas de direito público são efetivamente criadas por lei, ganhando personalidade jurídica no momento da vigência da lei instituidora. Já as fundações públicas de direito privado recebem autorização legislativa para criação, mas dependem do registro do ato constitutivo no Registro Civil de Pessoas Jurídicas para adquirir personalidade jurídica. (TRE BA - 2017) As fundações públicas são entidades integrantesda administração indireta, sendo dotadas exclusivamente de personalidade jurídica de direito público. Comentários: As fundações públicas podem ser de direito público ou de direito privado. Logo, item errado. Atividade Os fins a que se destinam as fundações públicas devem sempre possuir um caráter social. Comumente, as fundações públicas se destinam às seguintes atividades: assistência social; assistência médica e hospitalar; educação e ensino; pesquisa; e atividades culturais. Ademais, a Constituição Federal exige que lei complementar defina a área de atuação das fundações públicas. Até hoje, entretanto, essa lei complementar não foi editada. (DPE AM - 2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes características e contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempenhada e ao objeto cometido a cada uma. Nesse sentido, as fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, não se submetendo às regras do Código Civil. Comentários: As fundações públicas não possuem “necessariamente” personalidade de direito público, pois também podem ser constituídas com direito privado. Portanto, item errado. Fundação Pública direito público criada por lei direito privado autorizada por lei Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 18 109 Regime jurídico Imunidade tributária, prerrogativas processuais e regime de precatórios O art. 150, § 2º, da CF estende a imunidade tributária às duas modalidades de fundação públicas (direito público ou direito privado). As prerrogativas processuais, a exemplo do prazo em dobro para as suas manifestações processuais e a sujeição ao duplo grau de jurisdição obrigatório, aplicam-se somente às fundações públicas de direito público, não alcançando as fundações de direito privado. Por fim, o regime de precatórios para o pagamento de dívidas, em virtude de sentença judiciária, previsto no art. 100 da CF, não se aplica às fundações públicas de direito privado, mas se aplica às fundações públicas de direito público. Patrimônio Os bens das fundações de direito público são bens públicos, protegidos pelas prerrogativas do ordenamento jurídico (impenhorabilidade, imprescritibilidade, restrições para alienação). Já os bens das fundações públicas de direito privado, em regra, são bens privados. Entretanto, quando forem empregados na prestação de serviços públicos, poderão receber algumas prerrogativas, como a impenhorabilidade, em decorrência do princípio da continuidade dos serviços públicos. Licitações e contratos A Lei 14.133/2021 aplica-se integralmente às fundações públicas, independentemente de sua natureza. Regime de pessoal Às fundações públicas de direito público aplica-se o regime jurídico único. Assim, se o regime jurídico único for estatutário, os agentes públicos dessas entidades serão considerados servidores públicos, ocupantes de cargos. Embora haja controvérsia quanto às fundações públicas de direito privado, o posicionamento que tem prevalecido é no sentido de que o regime estatutário é incompatível com a natureza de uma entidade de direito privado, e, por conseguinte, o pessoal das fundações públicas de direito privado se submete ao regime trabalhista comum, traçado na CLT. Fundação Pública (regime de pessoal) direito público regime jurídico único (cargo público) direito privado legislação trabalhista (emprego público) Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 19 109 ==28bcf3== Independentemente do regime jurídico, aplicam-se aos agentes públicos das fundações as regras constitucionais como a vedação à acumulação de cargos e empregos públicos (CF, art. 37, XVII); a necessidade de prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, II); o teto constitucional remuneratório (CF, art. 37, XI). Prerrogativa Fundação Pública Direito Público Direito Privado Imunidade tributária Sim Sim Prerrogativas processuais (prazos em dobro para as manifestações e duplo grau de jurisdição) Sim Não Regime de precatórios Sim Não Patrimônio Bens públicos Bens privados (se usados na prestação de serviços públicos: impenhoráveis) Licitações e contratos L14133 L14133 Regime de pessoal Estatutário Celetista Foro competente Para as fundações públicas de direito público da União, o foro competente será a Justiça Federal (CF, art. 109, I). Para as fundações públicas de direito público estaduais e municipais, o foro competente será o da Justiça Estadual. Quanto às fundações públicas de direito privado, há divergência. A doutrina entende que o foro competente para processor a julgar as causas envolvendo as fundações públicas de direito privado federais é o da Justiça Estadual. Todavia, o posicionamento jurisprudencial é diferente. O STJ já entendeu que as “fundações públicas federais, como entidades de direito privado, são equiparadas as empresas públicas, para os efeitos do artigo 109, I, da Constituição da República”, de modo que compete à Justiça Federal processar e julgar as causas envolvendo empresa pública federal. Assim, a jurisprudência entende que o foro é da Justiça Federal. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 20 109 1. (Cebraspe – STJ/2024) As fundações públicas podem exercer serviço público sob regime jurídico integralmente privado. Comentário: Doutrinariamente, separamos o regime jurídico em direito público e direito privado. Porém, sabemos que essa separação ocorre apenas para fins didáticos, especialmente porque a Administração sempre atuará com algum nível de cada um dos regimes, prevalecendo um ou outro. Além disso, a doutrina explica que nunca haverá a atuação do Estado integralmente sob regime de direito privado. Por exemplo: mesmo uma sociedade de economia mista que explora atividade econômica ficará sujeita, em algum grau, ao regime de direito público, como o dever de fazer concurso, a aplicação dos princípios constitucionais expressos e a vedação à acumulação remunerada de cargos e empregos públicos. Da mesma forma, os serviços públicos desempenhados pelas fundações públicas nunca serão integralmente regidos pelo direito privado, aplicando-se em algum grau o regime de direito público. Gabarito: errado. 2. (Cebraspe – CAPES/2024) Determinada fundação pública federal pretendia realizar compra de produto de limpeza mediante contratação pública orçada em valor inferior a cinquenta mil reais. Para tanto, a autoridade competente da fundação decidiu realizar contratação direta por inexigibilidade de licitação. Uma empresa interessada na contratação apresentou recurso à instância superior daquela autoridade, alegando não se tratar de hipótese de inexigibilidade. A autoridade superior acatou o recurso da empresa, por entender não haver previsão legal de contratação direta no caso, e revogou a decisão do subordinado. A partir da situação hipotética precedente, julgue os itens que se seguem. As fundações públicas são órgãos despersonalizados da administração pública indireta e seus atos são administrativos. Comentário: as fundações públicas são entidades administrativas da administração pública indireta, ou seja, gozam de personalidade jurídica própria. Assim, a questão está errada. Quanto aos atos, em regra, as Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 21 109 fundações públicas editam atos administrativos, especialmente quando gozam de personalidade jurídicade direito público. Gabarito: errado. 3. (Cebraspe – Prefeitura de Camaçari - BA/2024) Considerando a classificação das entidades da administração indireta, assinale a opção que apresenta, sucessivamente, a natureza jurídica do Banco Central do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), da Universidade Federal da Bahia e do Banco do Brasil. a) autarquia, empresa pública, autarquia, autarquia e sociedade de economia mista b) sociedade de economia mista, autarquia, autarquia, sociedade de economia mista e empresa pública c) autarquia, sociedade de economia mista, autarquia, empresa pública e sociedade de economia mista d) empresa pública, autarquia, sociedade de economia mista, autarquia e autarquia e) autarquia, sociedade de economia mista, empresa pública, autarquia e autarquia Comentário: Infelizmente, essas questões estão sendo cada vez mais comuns. O lado positivo é que conhecendo a natureza de duas entidades “mais famosas” já seria possível responder à questão (e tem três “famosas” na questão). O Bacen é uma autarquia federal. A Caixa Econômica é uma empresa pública e o Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista. Lembre-se da comparação desses dois bancos estatais, pois isso essa relação não é incomum. Assim, já sabemos que o gabarito é a letra A. O Ibama e a Universidade Federal da Bahia são autarquias (normalmente, as universidades são autarquias). Gabarito: alternativa A. 4. (Cebraspe – INSS/2022) Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, sociedade de economia mista e fundação pública, cabendo, em todos os casos, lei complementar para definir as áreas de atuação dessas entidades. Comentário: O art. 37, XIX da Constituição Federal prevê que “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação”. Então, a lei complementar define a área de atuação das fundações públicas, mas não das demais entidades. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 22 109 Gabarito: errado. 5. (Cebraspe – DPE TO/2022) Submetem-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive no que tange aos direitos e às obrigações de natureza civil, comercial, tributária e trabalhista, a) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica. b) sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos. c) fundações públicas. d) autarquias. e) agências reguladoras. Comentário: as fundações públicas, autarquias e agências reguladoras, com personalidade de direito público não se submetem ao regime próprio das empresas privadas, pois não são entidades empresariais, então já podemos descartar as alternativas C, D e E. Em relação às empresas públicas e às sociedades de economia mista, estas sim se submetem ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive no que tange aos direitos e às obrigações de natureza civil, comercial, tributária e trabalhista, mas somente quando exploradoras de atividade econômica, nos termos do art. 173, § 1º, da CF/88. Portanto, nosso gabarito é a alternativa A. Gabarito: alternativa A. 6. (Cebraspe – FUNPRESP-EXE/2022) As fundações públicas de direito privado, por sua natureza jurídica, podem desempenhar atividades que exijam o exercício do poder de império, assim como ocorre com as fundações públicas de direito público. Comentário: as fundações públicas de direito privado possuem natureza jurídica de direito privado, de forma que não possuem atribuições para exercer o poder de império, atribuído às entidades administrativas sob regime de direito público. Gabarito: errado. 7. (Cebraspe – MPC PA/2019) Determinado governador pretende que sejam criadas uma nova autarquia e uma nova empresa pública em seu estado. Nessa situação, serão necessárias. a) duas leis específicas: uma para a criação da autarquia e outra para a criação da empresa pública. b) uma lei específica para a criação da autarquia e outra para a autorização da instituição da empresa pública. c) uma lei específica para a criação da empresa pública e outra para a autorização da instituição da autarquia. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 23 109 d) autorizações legais na norma geral acerca da nova organização da administração pública estadual, não havendo necessidade de a criação de nenhuma das entidades ser feita por lei. e) duas leis específicas: uma para a autorização da criação da empresa pública e outra para a autorização da criação da autarquia. Comentário: O art. 37, XIX da Carta Magna, determina que “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação”. Observe que as autarquias só podem ser criadas por lei específica, enquanto as sociedades de economia mista e empresas públicas somente precisam de autorização em lei para serem criadas. O gabarito é a letra B. Gabarito: alternativa B. 8. (Cebraspe – DPE DF/2019) É admitida a criação de autarquia por iniciativa de deputado federal, desde que este encaminhe o respectivo projeto de lei à Câmara dos Deputados e que a matéria verse estritamente sobre a criação da entidade. Comentário: A iniciativa deve ser do Presidente da República, conforme art. 61, §1º, II, da CRFB: II – disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; e b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; (…). Dessa forma, a criação de autarquia depende de projeto de iniciativa do chefe do Poder Executivo. Gabarito: errado. 9. (Cebraspe – PGE PE/2019) A criação de fundações públicas de direito público ocorre por meio de lei, não sendo necessária a inscrição de seus atos constitutivos em registro civil de pessoas jurídicas. Comentário: As fundações públicas podem possuir natureza jurídica de direito público ou de direito privado. No primeiro caso, elas são criadas por lei; enquanto, no segundo, elas recebem autorização legislativa, mas só adquirem personalidade jurídica com o registro do ato constitutivo. Assim, nem sempre terá que ocorrer o registro, pois, no caso das fundações públicas de direito público, a aquisição da personalidade jurídica ocorre com a vigência da lei, dispensando o registro. Gabarito: correto. 10. (Cebraspe – TJ PR/2019) As pessoas jurídicas de direito privado que compõem a administração pública são Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 24 109 a) investidas de poderes de autoridade e encarregadas de realizar funções de interesse público, a partir da descentralização de poderes. b) passíveis de integrar tanto a administração pública direta quanto a indireta. c) criadas por atos de direito privado, mas a sua instituição depende de autorização legislativa. d) instituídas para fins de desconcentração de poderes e de competências administrativas. Comentário: a) as pessoas jurídicas de direito privado que compõe a administração pública não são, em regra, investidas de poderes de autoridade, bem como não realizam, necessariamente, funções de interesse público, embora devam perseguir, em qualquercaso, uma finalidade pública específica definida na lei que autorizou a sua criação. Por exemplo: quando o Banco do Brasil concede ou nega um empréstimo, ele estará exercendo um ato de natureza comercial, sem qualquer “poder de autoridade” – ERRADA; b) a administração direta é o conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas do Estado (União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios), aos quais foi atribuída a competência para o exercício, de forma centralizada, de atividades administrativas. Por outro lado, as entidades administrativas compõem a administração indireta, sendo que, nesse caso, teremos pessoas jurídicas de direito público ou de direito privado. Ademais, as pessoas jurídicas de direito privado são fundações públicas de direito privado), as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Além disso, há uma série de pessoas jurídicas de direito privado que não fazem parte da administração, como as entidades paraestatais e as empresas privadas. Logo, de tudo isso, podemos perceber que as pessoas de direito privado NÃO compõem a administração direta, em qualquer caso – ERRADA; c) enquanto as autarquias e as fundações públicas de direito público são criadas por lei, as pessoas jurídicas de direito privado integrantes da administração indireta (empresa pública, sociedade de economia mista e fundação pública de direito privado) são constituídas mediante autorização legal e registro de seus atos constitutivos no Cartório de Pessoas Jurídicas ou na Junta Comercial, conforme tenha, respectivamente, natureza cível ou empresarial, tal qual as pessoas jurídicas não estatais (privadas) em geral – CORRETA; d) a instituição de pessoas jurídicas de direito privado para compor a administração pública é fenômeno de descentralização – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 11. (Cebraspe – SEFAZ RS/2019) A entidade da administração pública indireta criada por meio de lei para desempenho de atividades específicas, com personalidade jurídica pública e capacidade de autoadministração é a a) autarquia. b) fundação privada. c) sociedade de economia mista. d) empresa pública. e) empresa subsidiária. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 25 109 Comentário: a) a autarquia é a pessoa jurídica de direito público, criada por lei, com capacidade de autoadministração, para o desempenho de serviço público descentralizado, mediante controle administrativo exercido nos limites da lei – CORRETA; b) a fundação privada não pertence ao quadro da administração pública. Não confunda fundação privada com a fundação pública de direito privado, já que esta última é que compõe a administração indireta – ERRADA; c) e d) as empresas estatais dividem-se em empresas públicas e sociedades de economia mista. As duas são entidades administrativas, integram a administração indireta, possuem personalidade jurídica de direito privado, têm sua criação autorizada em lei e podem ser criadas para explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos – ERRADAS; e) para que as entidades da administração indireta criem subsidiárias ou participem em empresas privadas, deverá existir autorização em lei, bastando para tanto a existência de autorização legislativa genérica. Com efeito, a empresa subsidiária possui personalidade de direito privado e não é pacífico se elas compõem ou não a administração – ERRADA. Gabarito: alternativa A. 12. (Cebraspe – Prefeitura de Boa Vista/2019) A criação de empresa pública é um exemplo de descentralização de poder realizado por meio de atos de direito privado, ainda que a instituição da empresa pública dependa de autorização legislativa. Comentário: O procedimento de criação de uma empresa estatal depende de uma fase que envolve a autorização legislativa e de outra etapa que consiste no registro de seus atos constitutivos em cartório. Assim, na prática, a criação em si não difere da forma como um particular faz para criar uma empresa privada. Nos dois casos, a entidade ganha a personalidade jurídica com o registro do ato constitutivo. A diferença é que, antes do procedimento de criação, há a necessidade de autorização legislativa. Ademais, a criação dessas entidades decorre de um processo de descentralização (por outorga), como mencionado no início da afirmativa. Gabarito: correto. 13. (Cebraspe – TJ PA/2019) Com relação à distinção entre empresa pública e sociedade de economia mista, assinale a opção correta. a) Empresa pública é uma entidade privada criada por lei com a finalidade de realizar um serviço público, enquanto a sociedade de economia mista é criada de forma similar às empresas privadas, com a finalidade de exercer atividade econômica. Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 26 109 b) Empresa pública possui personalidade jurídica de direito público, enquanto a sociedade de economia mista possui personalidade jurídica de direito privado. c) Na empresa pública, o capital é exclusivo das pessoas jurídicas de direito público; na sociedade de economia mista, o poder público detém a maioria das ações com direito a voto, mas pode haver participação privada no capital. d) Na empresa pública, as ações com direito a voto são exclusivas do ente público que a controla; na sociedade de economia mista, o ente público controla a maior parte do capital, mas pode não possuir a maioria das ações com direito a voto. e) Na empresa pública, o capital social é inteiramente público; na empresa de economia mista, o poder público detém a maioria do capital social da empresa. Comentário: a) tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista têm sua criação autorizada por lei, e ambas têm personalidade jurídica de direito privado, sendo criadas para a exploração de atividade econômica ou para a prestação de serviços públicos – ERRADA; b) ambas possuem personalidade jurídica de direito privado – ERRADA; c) analisando individualmente, eu marcaria essa alternativa como errada. Porém, ela é a “menos errada” e, por isso, será o gabarito. Uma diferença importante entre as empresas estatais é que o capital da EP é totalmente público, enquanto das sociedades de economia mista é público e privado (mas a maioria deverá pertencer ao poder público). Nessa linha, a questão é certa. Porém, ela tem uma grande falha, já que a Lei das Estatais menciona expressamente que: “desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade da União, do Estado, do Distrito Federal ou do Município, será admitida, no capital da empresa pública, a participação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades da administração indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”. Ora, as entidades da administração indireta podem ser de direito público ou de direito privado. Logo, nada impede que uma outra empresa pública ou até mesmo uma sociedade de economia mista (entidades de direito privado) detenham parcela do capital de uma EP. Assim, o trecho “exclusivo das pessoas jurídicas de direito público” também está errado. Infelizmente, isso acontece em algumas questões de prova. Segue o jogo – CORRETA; d) tanto nas empresas públicas quanto nas sociedades de economia mista o ente que as instituiu deve possuir a maioria do capital votante, uma vez que deverá possuir o “controle acionário” da entidade – ERRADA; e) não existe “empresa de economia mista”, mas sociedade de economia mista. Além disso, na verdade, o ente tem que ter a “maioria” das “ações com direito a voto” (L13303, art. 4º) – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 14. (Cebraspe – SLU DF/2019) As fundações públicas não são sujeitas aos procedimentos licitatórios comuns aos demais entes da administraçãoindireta. Comentário: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 27 109 As fundações públicas estão sujeitas ao regime licitatório sim, nos termos do art. 1º, parágrafo único, da Lei nº 8.666/93: Art. 1º [...] Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Assim, independentemente da natureza jurídica da fundação pública (direito público ou direito privado), a fundação pública deverá licitar e contratar na forma prevista na Lei 8.666/1993. Gabarito: errado. 15. (Cebraspe – PGE PE/2019) Diferentemente das empresas públicas, que podem ser constituídas sob qualquer forma empresarial admitida em direito, as sociedades de economia mista somente podem constituir-se sob a forma de sociedade anônima. Comentário: Essa é uma importante diferença entre as empresas públicas e sociedades de economia mista. Nesse sentido, nos termos do art. 5º da Lei 13.303/2016, as sociedades de economia mista devem, obrigatoriamente, ter a forma de sociedade anônima (S/A). Por outro lado, as empresas públicas podem ser formadas sob qualquer forma admitida em direito. Gabarito: correto. 16. (Cebraspe – CGM João Pessoa/2018) As sociedades de economia mista sujeitam-se ao regime trabalhista próprio das empresas privadas. Comentário: As EP e SEM seguem algumas normas de direito privado, como a contratação de pessoal pelo regime celetista, ao mesmo tempo em que se submetem a normas de direito público, como os princípios administrativos constitucionais e o dever de licitar e de fazer concurso público. Nesse contexto, vale citar a redação do art. 173, § 1º, II, da CF: “a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários”. Gabarito: correto. 17. (Cebraspe – CGM João Pessoa/2018) A empresa pública, entidade da administração indireta, possui personalidade jurídica de direito público. Comentário: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 28 109 A personalidade jurídica das EP e das SEM é de direito privado. Gabarito: errado. 18. (Cebraspe – CAGE RS/2018) Assinale a opção que apresenta característica comum às sociedades de economia mista e às empresas públicas. a) Estão sujeitas ao regime de precatórios, como regra. b) Não gozam de privilégios fiscais não extensíveis ao setor privado. c) Não precisam realizar procedimento licitatório, a fim de viabilizar a atuação no mercado competitivo. d) São criadas por lei. e) Não estão sujeitas à fiscalização dos tribunais de contas. Comentário: a) as EP e as SEM não têm direito, em regra, à prerrogativa de execução via precatório (STF; RE 851711 AgR/DF; 12/12/2017 - Info 888). Em regra, as empresas estatais estão submetidas ao regime das pessoas jurídicas de direito privado (execução comum). No entanto, é possível aplicar o regime de precatórios para empresas públicas e sociedades de economia mista que prestem serviços públicos e que não concorram com a iniciativa privada (serviço público próprio do Estado e de natureza não concorrencial) (STF; RE 627242 AgR, 02/05/2017 - Info 858) – ERRADA; b) as empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado (CF, art. 173, § 2º) – CORRETA; c) pelo contrário, precisam realizar procedimento licitatório, a fim de viabilizar a atuação no mercado competitivo (Lei nº 13.330/16, art. 28) – ERRADA; d) são autorizadas por lei (CF, art. 37, XIX) – ERRADA; e) de acordo com o entendimento do STF, independentemente da natureza da atividade desempenhada, as empresas públicas e as sociedades de economia mista submetem-se ao controle do tribunal de contas. Cumpre anotar que atualmente o tema também está disciplinado na Lei 13.303/2016, que dispõe expressamente que as empresas estatais submetem-se ao controle do sistema de controle interno e do tribunal de contas competente (arts. 85 e 87) – ERRADA. Gabarito: alternativa B. 19. (Cebraspe – STM/2018) Por ser dotada de personalidade jurídica de direito público e integrar a administração pública indireta, a empresa pública não pode explorar atividade econômica. Comentário: Tanto as empresas públicas como as sociedades de economia mista podem desempenhar dois tipos de atividades: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 29 109 a) exploração de atividade econômica; ou b) prestação de serviços públicos. Além disso, elas possuem personalidade jurídica de direito privado. Gabarito: errado. 20. (Cebraspe – ABIN/2018) Fundações públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito público ligadas à administração indireta. Comentário: A Profª. Maria Sylvia Zanella Di Pietro apresenta a seguinte definição para as fundações públicas: [...] pode-se definir a fundação instituída pelo Poder Público como o patrimônio, total ou parcialmente público, dotado de personalidade jurídica de direito público ou privado e destinado, por lei, ao desempenho de atividades do Estado de ordem social, com capacidade de autoadministração e mediante controle da Administração Pública (integra a administração indireta), nos limites da lei. Gabarito: errado. 21. (Cebraspe – EMAP/2018) A empresa pública difere da sociedade de economia mista no que se refere à personalidade jurídica: aquela é empresa estatal de direito privado, esta é de direito público. Comentário: Ambas as entidades possuem personalidade jurídica de direito privado. Gabarito: errado. 22. (Cebraspe – EMAP/2018) A criação de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação deve ser autorizada por ato do chefe do Poder Executivo. Comentário: Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação (art. 37, XIX). Logo, a autorização não é por ato do Executivo, mas sim por lei. Gabarito: errado. 23. (Cebraspe – EMAP/2018) Sociedade de economia mista é empresa estatal com personalidade jurídica de direito privado; seu capital é oriundo tanto da iniciativa privada quanto do poder público. Comentário: Herbert Almeida, Equipe Direito Administrativo Aula 03 Concursos da Área Fiscal - Curso Básico de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 13763924612 - Gustavo Borges 30 109 Sociedade de economia mista é definida como a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta (Lei 13.303/2016, art. 4º). Nas SEM podem ser conjugados recursos de pessoas de direito público ou de outras pessoas administrativas com recursos de particulares. No entanto, o controle acionário da entidade deve permanecer com o ente instituidor, logo a maioria do capital votante sempre pertencerá ao ente que instituiu a entidade. Como exemplos, podemos mencionar o Banco do Brasil S.A.; o Banco da Amazônia; a Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás. Gabarito: correto. 24. (Cebraspe – MPE PI/2018) Apesar de terem o tipo societário de sociedade anônima, as