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IMUNOFENOTIPAGEM
ABO e Rh
Paulo E. Cabral Filho
Departamento de Biofísica e Radiobiologia - UFPE
e-mail: paulo.euzebio@ufpe.br
Descoberta dos grupos 
sanguíneos ABO por 
Karl Landsteiner (1900)
Desenvolvimento de bolsas 
plásticas com mecanismos 
fechados, possibilitando o 
fracionamento do sangue
Coletas seletivas (aféreses) 
que proporcionaram a 
separação de um 
componente específico
A cuidadosa triagem clínica 
e sorológica do doador
A maior sensibilidade dos 
testes de compatibilidade
O melhor conhecimento 
dos sistemas de grupos 
sanguíneos
Normatizações legais 
rigorosas
PRÁTICAS 
HEMOTERÁPICAS 
CADA VEZ MAIS 
SEGURAS E 
RACIONAIS
ERA CIENTÍFICA DA HEMOTERAPIA
RESOLUÇÃO ATUALIZADA - RDC Nº 75, DE 2 DE MAIO DE 2016
ANTÍGENOS NA MEMBRANA ERITRÓCITÁRIA
ANTÍGENOS ERITROCITÁRIOS DE 
INTERESSE CLÍNICO-TRANSFUSIONAL
Conforme a constituição estrutural bioquímica, podem ser divididos em dois grandes grupos:
1
2
Antígenos carboidráticos ligados a proteínas 
ou a lipídeos
-Diversas células, além das hemácias
-Produtos secundários de genes produtores de 
glicosiltransferases
-Dois sistemas se sobressaem: ABO, Lewis
Antígenos protéicos
-Extremamente complexos
-Produtos diretos dos genes que os codificam
-O mais significativo nas implicações 
transfusionais e etiologia da doença 
hemolítica do recém-nascido: Rh
ANTÍGENOS ERITROCITÁRIOS
Desempenham papéis importantes:
1
3
Morfologia
Fisiologia das hemácias2
4 Recepção e transporte de substâncias
5 Atividade enzimática
Na presença/ausência de certos antígenos
têm-se maior susceptibilidade ou resistência
a determinadas doenças.
Ex.: sistema Duffy – resistência à malária
Proteínas estruturais
Sistemas
43
• Antígenos produzidos a partir de genes alelos do mesmo locus gênico ou por um complexo de dois ou mais 
genes homólogos ligados sem que ocorra recombinação entre eles
• Números e símbolos
Coleções
6
• Grupos de antígenos relacionados do ponto de vista genético, bioquímico ou imuno-hematológicos.
• Números e símbolos
Séries
2
• Série 700: Antígenos de baixa frequência (90%)
Em 1980 a Sociedade Internacional de Transfusão Sanguínea (ISBT) padronizou uma nomenclatura dos antígenos
eritrocitários, elaborando-a de forma numérica e simbólica possibilitando o armazenamento em banco de dados.
Sendo classificados em:
ANTÍGENOS ERITROCITÁRIOS
TERMINOLOGIA
2021
SISTEMAS - ISBT
Todas as substâncias de 
grupos sanguíneos 
são igualmente imunogênicas 
in vivo?
Todas as substâncias de 
grupos sanguíneos 
são igualmente imunogênicas 
in vivo?
Imunogenicidade:
A capacidade que o antígeno possui em 
estimular Resposta Imune
Todas as substâncias de 
grupos sanguíneos 
são igualmente imunogênicas 
in vivo?
Imunogenicidade:
A capacidade que o antígeno possui em 
estimular Resposta Imune TODO Imunógeno é Antígeno.
NEM TODO Antígeno é Imunógeno.
Fatores relacionados ao antígeno: carga 
elétrica, tamanho, solubilidade, estrutura.
Nem todos os antígenos dos grupos 
sanguíneos são igualmente 
imunogênicos in vivo
IMUNOGENICIDADE
O quadro abaixo mostra a imunogenicidade dos antígenos eritrocitários clinicamente significativos após 
os antígenos do sistema ABO.
ANTICORPOS ERITROCITÁRIOS
-ALOIMUNIZAÇÃO ERITROCITÁRIA ocorre quando um indivíduo é exposto pela primeira vez a um antígeno
eritrocitário desconhecido proveniente de outro indivíduo da mesma espécie, resultando na produção de
anticorpos (aloanticorpo) específicos a esse antígeno.
-Pode ocorrer através de:
• Transfusão de sangue
• Gravidez
• Transplante
HETEROANTICORPO ALOANTICORPO AUTO-ANTICORPO
Produzimos anticorpos 
contra os antígenos ausentes
ANTICORPOS ERITROCITÁRIOS
-A produção de ALOANTICORPO depende principalmente da particularidade da resposta imune do receptor e da
IMUNOGENICIDADE dos diferentes antígenos eritrocitários.
-Uma vez detectado deve-se determinar qual a sua especificidade e assim avaliar a sua importância clínica.
Quais os aloanticorpos são
clinicamente importantes?
NEM TODO aloanticorpo tem 
importância clínica.
Aqueles que reagem a 37°C 
ANTICORPOS ERITROCITÁRIOS
IgGIgM
ProteínaPolissacarídeoNatureza do Antígeno
T-dependenteT-independenteAtivação dos Linfócitos B
Induz
IgM>IgG
Não induz
IgM
Troca isotípica
Heteroanticorpos/Aloanticorpos/AutoanticorposOrigem
Imunes/IrregularesNaturais/RegularesEstímulo
IncompletosCompletosComportamento em 
testes imuno-hematológicos
MonoméricaPentaméricaEstrutura
AtravessaNão atravessaBarreira placentária
37 °C (Quente)4 °C (Frio)Fixação máxima ao antígeno
FracamenteFortementeAtivação do Sistema Complemento
ANTÍGENOS ERITROCITÁRIOS DE 
INTERESSE CLÍNICO-TRANSFUSIONAL
MAIS 
IMUNOGÊNICOS
ABO
Rhesus (Rh)
Kell (K) Duffy (Fy)
Kidd (Jk)
MNS MENOS 
IMUNOGÊNICOS
RDC nº 153, 14 de julho de 2005:
“É obrigatória a compatibilização 
para os antígenos A, B, O e Rh (D) em 
toda transfusão de glóbulos 
vermelhos.”
ANTÍGENOS NA MEMBRANA ERITRÓCITÁRIA
ANTÍGENOS ERITROCITÁRIOS DE 
INTERESSE CLÍNICO-TRANSFUSIONAL
Conforme a constituição estrutural bioquímica, podem ser divididos em dois grandes grupos:
1
2
Antígenos carboidráticos ligados a proteínas 
ou a lipídeos
-Diversas células, além das hemácias
-Produtos secundários de genes produtores de 
glicosiltransferases
-Dois sistemas se sobressaem: ABO, Lewis
Antígenos protéicos
-Extremamente complexos
-Produtos diretos dos genes que os codificam
-O mais significativo nas implicações 
transfusionais e etiologia da doença 
hemolítica do recém-nascido: Rh
SISTEMA DE GRUPO SANGUÍNEO ABO
• ABO (ISBT: 001- ABO)
• H (ISBT: 018 - H)
• Lewis (ISBT: 007 - LE)
• Os antígenos desses sistemas ABO, H e Lewis possuem a mesma origem Bioquímica (carboidratos).
• Tais antígenos são moléculas complexas presentes nos glicolipídeos de membrana de diversas células, além
das hemácias. Estão presentes também nos fluidos biológicos (saliva, urina e leite).
• Mais importante na prática transfusional
• Transfusões com incompatibilidade
ABO gera consequências graves
• Sistema ABO é estudado em associação com
outros sistemas.
HERANÇA GENÉTICA E 
BIOSSÍNTESE DOS ANTÍGENOS ABO
6 POSSIBILIDADES 
GENOTÓPICAS
4 POSSIBILIDADES 
FENOTÍPICAS
Genes Sistema H
Substância precursora
dos antígenos ABO
HH
Hh
hh
Substância precursora
(fenótipo Bombay)
AA ou AO BB ou BO A e BOO
Genes Sistema ABO
Antígenos ABO
2-alfa-fucosil
transferase
Glicosiltransferase
afuncional
Antígeno H
N-Acetilgalactosaminil
transferase
Antígeno A Antígeno B Antígeno A e B
Galactosil
transferase
Ambas
transferases
Produtos secundários do 
Gene ABO
2-alfa-fucosil
Transferase afuncional
Produtos primários 
do Gene ABO 
Antígeno H
CARACTERÍSTICAS DO GRUPO ABO
Frequência
Genótipos
Anticorpo preexistentes no 
Soro/Plasma
Antígeno ABO na 
Superfície Eritrocitária
Grupo
Sanguíneo
ABO OutrosBrancos
4945OOAnti-A, Anti-BNenhum*O
2740A1A1; A1A2; A1OAnti-BA1A1
2011BB; BOAnti-ABB
44A1BNenhumA1BA1B
Karl Landsteiner – Definiu A,B,O (1900) e recebeu Nobel de Medicina (1939)
Produzimos anticorpos 
contra os antígenos ausentes
Na verdade possui antígeno H 
(Antígeno do Sistema de grupo 
sanguíneo H)
Reage com a lectina
Ulex europaeus-I Se não 
apresentar nem 
antígeno H?
FENOTIPAGEM ABO
-TÉCNICAS EM IMUNO-HEMATOLOGIA
•Lâmina
•Tubo
•Gel-centrifugação
•Automação em Microplacas
• AUTOMÁTICO
A classificação dos fenótipos ABO corresponde a observação da presença ou ausência dos
antígenos A e/ou B na membrana das hemácias, além da confirmação pela presença ou
ausência dos anticorpos anti-A, anti-B ou anti-AB no plasma do indivíduo.
PROVA DIRETA
PROVA REVERSA
A leitura das reações (interação antígeno-anticorpo) é 
interpretada macroscopicamente pela presença da 
HEMAGLUTINAÇÃO
FENOTIPAGEM ABO
FENOTIPAGEM ABO EM LÂMINA
Soro
Anti-A
Soro
Anti-B
Soro
Anti-A
Anti-B
Indivíduo A
Indivíduo B
Indivíduo AB
Indivíduo O
FENOTIPAGEM ABO EM TUBO
Procedimento:
1. Enumerar 4 tubosde ensaio com o código e iniciais do nome do paciente.
2. Em um dos tubos identificados, diluir 50 µL do sangue total (coletado em tubo contendo EDTA, previamente homogeneizado) em 1000 µL (ou 1 mL) de
solução fisiológica a 0,9% de NaCl. Homogeneizar.
3. Nos 3 tubos identificados, distribuir alíquotas de 50 µL do sangue diluído.
4. Adicionar uma gota de cada reagente (anticorpos anti-A, anti-B e anti-AB) em cada um dos 3 tubos e identificar com a sigla do antígeno investigado (A, B,
AB). Homogeneizar.
5. Centrifugar em rotação média por 15 segundos e interpretar a aglutinação.
50 µL do 
sangue total
1000 µL de 
NaCl a 0,9 %
Sangue diluído
14
55
66
M
.J.
S.
14
55
66
M
.J.
S.
14
55
66
M
.J.
S.
50 µL
50 µL
50 µL
14
55
66
M
.J.
S.
14
55
66
M
.J.
S.
14
55
66
M
.J.
S.
A B AB
PROVA DIRETA PROVA REVERSA
Soro/Plasma 
do paciente
Hemácias A Hemácias B
14
55
66
M
.J.
S.
14
55
66
M
.J.
S.
50 µL
50 µL
A B
FENOTIPAGEM ABO EM TUBO
PROVA DIRETA PROVA REVERSA
Indivíduo O
Indivíduo A
Indivíduo B
Indivíduo AB
Sempre deve-se avaliar se 
há concordância entre as 
Provas Direta e Reversa.
Em casos em que não 
houver concordância:
Discrepâncias 
ABO
INTERPRETAÇÃO
FENOTIPAGEM ABO EM GEL
PROVA DIRETA
PROVA 
REVERSA
•Identificação da cartela por código de barras
•Leitura de reações de aglutinação por processamento de imagem fotográfica
•Interpreta resultados
•Gravação e armazenamento de dados para garantir a rastreabilidade
6 microtubos com gel de 
sephadex com e sem anticorpo Suporte de trabalho
Centrífuga*
Leitor
Poços 1 a 4
•Preparação prévia: pipetar 0,5 mL de diluente (LISS) em tubo de 
hemólise e 25 µL do concentrado de hemácia
•Pipetar 10 µL do preparado em cada poço
Poços 5 e 6
•Pipetar Hemácias A1 e B
•Pipetar 50 µL de soro/plasma
FENOTIPAGEM ABO EM GEL
4+
Fraca
3+ 2+ 1+ Campo 
Misto
•Pós-transfusional
•Pós-TMO
•Hemorragia feto-materna grave
•Subgrupo de A
•Contaminação da amostra
•Resíduos de fibrina (amostra
inadequada)
•Antígenos enfraquecidos (RN –
idosos - leucemia)Padrão de positividade
Subgrupo?
Dupla população
Formação da aglutinação:
Quando as hemácias sofrem a ação dos constituintes do gel, não passam por ele, ficando retidas na sua parte
superior. Quando não sofrem ação dos constituintes do gel, por serem mais densas, passam através dele e
sedimentam no fundo do microtubo por força de centrifugação.
FENOTIPAGEM ABO EM GEL
Indivíduo A+
Porque ocorre?
Hemaglutinação
• Hemaglutinação – Processo complexo onde se observa um “aglomerado” decorrente da reação antígeno-
anticorpo
Potencial Zeta
Ddp criada pela “nuvem de cátions” atraídos pelas cargas
negativas da membrana eritrocitária e do meio
Pz = Carga elétrica dos eritrócitos/Constante dielétrica e Força iônica do meio
Quais fatores 
interferem?
• A força de repulsão entre eritrócitos depende do potencial zeta.
• Quando há diminuição do potencial zeta até um valor crítico constata-se hemaglutinação.
• Fixação de anticorpos, proteólise, variando composição do meio e constante dielétrica.
Hemaglutinação
FENOTIPAGEM ABO
SUBGRUPOS ABO
• São produtos de alelos variantes ou mutantes (mutações, deleções ou recombinações gênicas)
• Apresentam significativa redução no número de sítios antigênicos expressos nas hemácias (quantitativas),
devido a menor afinidade das Glicosiltransferases pelos carboidratos
• Hemácias de indivíduos dos Subgrupos apresentam menor reatividade com anti-soros A, B e AB, ou seja,
observa-se menor intensidade de hemaglutinação → Discrepâncias ABO
• Os subgrupos de A são mais frequente. Dentre eles:
A1 é mais frequente nos indivíduos (80%) e apresenta enzima mais eficiente no transporte do carboidrato para
seu substrato (substância precursora) para a cadeia linear.
A 2 é o segundo mais frequente, diferindo do A1 de maneira quantitativa (menos antígenos A) e qualitativa
(posição do Antígeno A na cadeia ramificada)
A 3 é pouco frequente (1 em cada 1.000 indivíduos), apresenta campo misto, algumas hemácias aglutinam,
outras não.
Outros: Ax, Aend, Afinn, Abantu, Ay, Ael...
SUBGRUPOS DE A
• Prova direta reage 4+
• Menos antígenos A (300mil por hemácia)
• Apresenta antígeno A na cadeia ramificada e
antígeno H apenas na cadeia linear
• Logo indivíduos A2 reconhece substância H na
cadeia ramificada e A na linear como não próprio,
produzindo anticorpos (anti-A1) contra esses
antígenos, pois não o apresenta.
SUBGRUPOS A1 SUBGRUPOS A2
• Prova direta reage 4+
• Mais antígenos A (1milhão por hemácia)
• Apresenta antígeno A tanto na cadeia linear
quanto ramificada
A
H
H
A
H
A
20% freq.
SUBGRUPOS DE A
• Prova direta
SUBGRUPOS A1 SUBGRUPOS A2
• Prova direta
Anti-ABAnti-BAnti-AHemácias do 
Índivíduo
4+04+?
Anti-ABAnti-BAnti-AHemácias do 
Índivíduo
4+03+ ou 2+?
• Prova Reversa • Prova Reversa
Hemácia
O
Hemácia
B
Hemácia
A1
Soro do 
Índivíduo
04+0?
Hemácia
O
Hemácia
B
Hemácia
A1
Soro do 
Índivíduo
04+1+?
Discrepância ABO!
Por causa de sub-grupo de A.
Como distinguir A1 e A2?
Lectina anti-A1 (Dolichos biflorus) reage 
especificamente com Hemácias A1.
Indivíduo x Indivíduo y
CARACTERÍSTICAS DO GRUPO ABO
Frequência
Genótipos
Anticorpo preexistentes no 
Soro/Plasma
Antígeno ABO na 
Superfície Eritrocitária
Grupo
Sanguíneo
ABO OutrosBrancos
4945OOAnti-A, Anti-BNenhumO
2740A1A1; A1A2; A1OAnti-BA1A1
2011BB; BOAnti-ABB
44A1BNenhumA1BA1B
A2A2; A2OAnti-B; e eventualmente Anti-A1*A2*A2
A2BNenhum; eventualmente Anti-A1*A2BA2B
Karl Landsteiner – Definiu A,B,O (1900) e recebeu Nobel de Medicina (1939)
Produzimos anticorpos 
contra os antígenos ausentes
ESTUDO DE DISCREPÂNCIAS
Hemácia
O
Hemácia
B
Hemácia
A1
Soro do Índivíduo
04+4+?
04+1+?
002+?
Hemácia
O
Hemácia
B
Hemácia
A1
Soro do 
Índivíduo
04+0?
04+1+?
CASO 1
CASO 2
• Prova reversa
• Prova reversa
O
A2
A1
A2
A2B
Cabral-Filho PE, Pereira MIA, Fernandes HP, Santos BS, Barjas-Castro ML, Fontes A
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Laboratório de Biofísica-Química
Grupo de Pesquisa em Nanotecnologia Biomédica
MARCAÇÃO DE HEMÁCIAS COM BIOCONJUGADOS
Hemácias pré-fenotipadas e genotipadas
(Hemocentro de Campinas)
Hemácias a 1%
Incubação com Sistemas Bioconjugados -bloqueados com TRIS
(células/bioconjugados)
Lavagens
Laser em 488 nm; 20000 eventos;
Emissão FL1 (515-530 nm) e FL2 (560-580 nm)
BD Accuri
Software C6 
FACSCalibur
Cell Quest Pro 
Investigação dos antígenos A, B e H
QDs-(anti-A)
3/1
QDs-(anti-B)
3/1
QDs-(anti-H)
1/1
Incubação
30 min a 25 ◦C
RESULTADOS
ANÁLISES CITOMÉTRICAS
QDs-(anti-A)
QDs-(anti-B)
•Hemácias do Grupo ABO incubadas com Bioconjugados QDs-(anti-A) ou QDs-(anti-B):
QDs-(anti-A) ou QDs-(anti-B)
RESULTADOS
ANÁLISES CITOMÉTRICAS
• Hemácias do Grupo ABO incubadas com Bioconjugados QDs-(anti-H):
QDs-(anti-H)
RESULTADOS
ANÁLISES CITOMÉTRICAS
• Hemácias dos Subgrupos A incubadas com Bioconjugados QDs-(anti-A):
A1>A2>A3>AX=Ael
(Hult;Olsson, 2010)
-Nossos resultados corroboram para A1, Ax e Ael
-Tipo A3 - Encontraram 2 populações marcadas (células fixadas). Apenas uma população fracamente marcada (células vivas)
-Tipo A1 e A2- Não distinguiram por citometria - Imunofluorescência direta/Quantum dots.
AX=Ael
RESULTADOS
ANÁLISES CITOMÉTRICAS
• Hemácias dos Subgrupos A incubadas com Bioconjugados QDs-(anti-H):
A2> AX=Ael>A1
AX=Ael
QDs-(anti-H)
ANTÍGENOS NA MEMBRANA ERITRÓCITÁRIA
ANTÍGENOS ERITROCITÁRIOS DE 
INTERESSE CLÍNICO-TRANSFUSIONAL
Conforme a constituição estrutural bioquímica, podem ser divididos em dois grandes grupos:
1
2
Antígenos carboidráticos ligados a proteínas 
ou a lipídeos
-Diversas células, além das hemácias
-Produtos secundários de genes produtores de 
glicosiltransferases
-Dois sistemas se sobressaem: ABO, Lewis
Antígenos proteicos
-Extremamente complexos
-Produtos diretos dos genes que os codificam
-O mais significativo nas implicações 
transfusionais e etiologia da doença 
hemolítica do recém-nascido: Rh
ANTICORPOS ERITROCITÁRIOS
IgGIgM
ProteínaPolissacarídeoNaturezado Antígeno
T-dependenteT-independenteAtivação dos Linfócitos B
Induz
IgM>IgG
Não induz
IgM
Troca isotípica
Heteroanticorpos/Aloanticorpos/AutoanticorposOrigem
Imunes/IrregularesNaturais/RegularesEstímulo
IncompletosCompletosComportamento em 
testes imuno-hematológicos
MonoméricaPentaméricaEstrutura
AtravessaNão atravessaBarreira placentária
37 °C (Quente)4 °C (Frio)Fixação máxima ao antígeno
FracamenteFortementeAtivação do Sistema Complemento
TESTE DE COOMBS DIRETO
• Detecta anticorpo IgG clinicamente significantes ou frações do complemento na membrana das
hemácias que foram sensibilizadas in vivo (37 ºC)
• Aplicações: DHRN, AHAI (anemia Hemolítica autoimune), Reação transfusional hemolítica, Anemias
hemolíticas induzidas por drogas
Graças ao soro de Coombs,
anticorpos IgG e muitos grupos
sanguíneos foram sendo
descobertos.
- TESTE DA ANTIGLOBULINA DIRETA (TAD)
TESTE DE COOMBS INDIRETO
• Detecta anticorpo ou antígeno fracamente expresso por meio de sensibilização in vitro
• Aplicações: Determinação de antígenos fracamente expressos usando anti-soros conhecidos que ligam e
não conseguem aglutinar (Teste D-fraco); Pesquisa e identificação de anticorpo irregular; Prova cruzada.
- TESTE DA ANTIGLOBULINA INDIRETA (TAI)
SISTEMA Rh
•Sistema Rh é o de maior importância clínica após o ABO
•É o mais complexo sistema sanguíneo → Polimorfismo
•São exclusivamente eritrocitários
•Landersteiner e Weiner (1939) a partir de uma experiência
com sangue de macaco do gênero Rhesus descreveram
anticorpos anti-Rh → Denominação
•52 antígenos já foram relatados como pertencentes a esse
sistema, sendo 5 responsáveis por 99% dos problemas clínicos
associados ao Sistema Rh.
•Quanto a imunogenicidade: D>c>C>E>e>Cw
•Uma vez que o antígeno D é altamente imunogênico, o 
anticorpo anti-D é o mais comum (IgM → IgG) 
Primeira descrição de antígeno e anticorpo Rh
Levine e Stetson (1930)
Após parto de 
neonato morto, 
precisou de 
transfusão sanguínea
Recebeu do marido
ABO COMPATÍVEL
Apresentou 
Reação Hemolítica
SORO da paciente
X
HEMÁCIAS do marido
Pai e filho 
portavam um fator 
que era AUSENTE
na mãe
SISTEMA Rh
•Os antígenos Rh estão localizados nas proteínas RhD e RhCE, as quais estão agrupadas em um complexo proteico.
•RhD e RhCE só se incorporam ao complexo proteico
na membrana, caso a proteína RhAG esteja presente
•Mutações no gene RhAG (ou Rh50), diminuem a
expressão da proteína RhAG, e portanto, provocam
redução ou ausência das demais → Discrepâncias Rh
•Função:
- Estrutura do esqueleto da hemácia;
- Transporte de proteínas; amônia e gás carbônico.
FENOTIPAGEM ABO e Rh(D)
Procedimento:
1. Enumerar 4 tubos de ensaio com o código e iniciais do nome do paciente.
2. Em um dos tubos identificados, diluir 50 µL do sangue total (coletado em tubo contendo EDTA, previamente homogeneizado) em 1000 µL (ou 1 mL) de
solução fisiológica a 0,9% de NaCl. Homogeneizar.
3. Nos 3 tubos identificados, distribuir alíquotas de 50 µL do sangue diluído.
4. Adicionar uma gota de cada reagente (anticorpos anti-A, anti-B, anti-AB, Anti-D e Controle Rh) em cada um dos 3 tubos e identificar com a sigla do antígeno
investigado (A, B, AB, D e Ctl). Homogeneizar.
5. Centrifugar em rotação média por 15 segundos e interpretar a aglutinação.
50 µL do 
sangue total
1000 µL de 
NaCl a 0,9 %
Sangue diluído
14
55
66
M
.J.
S.
14
55
66
M
.J.
S.
14
55
66
M
.J.
S.
50 µL
50 µL
50 µL
14
55
66
M
.J.
S.
14
55
66
M
.J.
S.
A B AB
PROVA DIRETA
14
55
66
M
.J.
S.
14
55
66
M
.J.
S.
D
50 µL
E A PROVA 
REVERSA?
14
55
66
M
.J.
S.
Ctl
50 µL
INTERPRETAÇÃO DA FENOTIPAGEM Rh(D)
PROVA DIRETA
Anti-D Controle Rh (D)
Rh(D) POSITIVO
Rh(D) NEGATIVO
INDETERMINADO/
INCONCLUSIVO
PESQUISA DE 
Rh(D) FRACO
Rh(D) -?
1º etapa – Temperatura ambiente
Anti-D Controle Rh (D)
2º etapa – 37 °C (10min)
Anti-D Controle Rh (D)
Rh(D) +
3º etapa – Lavar 3x e adicionar anti-IgG
Anti-D Controle Rh (D)
Rh(D) -?
Anti-D Controle Rh (D) Anti-D Controle Rh (D)
Rh(D) + Rh(D) -
Rh(D) POSITIVO Rh(D) NEGATIVO
Rh(D) FRACO Rh(D) PARCIAL
- RhD positivo possui genes RhD e RhCE
- O antígeno D é um mosaico de epítopos (epD1-D9), atualmente há mais de 30 descritos
85% 15%
FENÓTIPOS Rh
Normal (todos os epítopos)
Alterações quantitativas e qualitativas nos epítopos:
Variantes dos antígenos Rh (D)
Antígeno D fraco
•Os antígenos Rh(D) fraco podem ser definidos por apresentarem número reduzido de antígenos RhD por eritrócito, 
sem aparente perda de epítopos. Sendo variação quantitativa decorrente de variação qualitativa do antígeno.
• Mutações de pontos que ocasionam substituição de aminoácidos nas regiões
transmembranares ou intracelulares da proteína
• D fraco é mais comum em negros do que em brancos
• Há uma dificuldade de estabelecer frequências pelos fenótipos, pois
dependem da qualidade dos reativos de anti-D e técnicas empregadas para os
testes
• Os tratamentos com enzimas proteolíticas tem relevado maior sensibilidade
na investigação desses fenótipos quando comparado às metodologias em
tubo, realizadas apenas nas fases salina, térmica e antiglobulina.
Variantes dos antígenos Rh (D)
Antígeno D parcial
•Os antígenos Rh(D) parcial são definidos como antígenos RhD alterados, pois diferem do antígeno RhD normal 
suficientemente para permitirem a produção de anti-D e não reagem com alguns anti-D monoclonais.
•Essas alterações podem ser caracterizadas pela ausência de
um ou mais epítopos do antígeno RhD (substituídos por
CcEe), ocasionados por mutações que levaram a substituições
de aminoácidos nas alças extracelulares e dispersas na
proteína, não sendo reconhecidos pelos reagentes
monoclonais.
•A diferenciação entre RhD fraco e RhD parcial é de difícil
resolução por sorologia. Faz-se necessário métodos
moleculares complementares e soros policlonais. Nunca
analisar fenótipo e genótipo isoladamente.
•Portadores de Dfraco e Dparcial estão propensos a
imunização de anti-D
PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES - PAI
• Detecta anticorpos a partir da triagem do soro do paciente testado contra dois ou três eritrócitos
fenotipados do grupo O (comerciais).
• Cada kit acompanha um diagrama que contempla o perfil antigênico dos eritrócitos-teste para os
principais sistemas de grupos sanguíneos.
• Aplicações: Testes pré-transfusionais, investigação de reações pós-transfusionais , DHRN ou suspeita de
AHAI
PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES - PAI
• Os testes podem ser realizados por diferentes técnicas que devem ser capazes de detectar anticorpos
clinicamente significantes, por meio da fase a T.A., incubação a 37 ºC e utilização da Antiglobulina
humana.
• Só se suprime a incubação a 37 ºC caso utilize potencializadores.
• Em casos de PAI positiva, deve-se realizar a:
IDENTIFICAÇÃO DE ANTICORPOS IRREGULARES (IAI)
Painéis de eritrócitos comerciais contendo 10-30 células-teste de grupo O, com diferentes fenótipos
• Importante: indivíduos não podem produzir aloanticorpos para antígenos que possuem, por isso, a
fenotipagem do paciente é base para a interpretação de PAI e IAI.
• Dificuldade: pacientes politransfundidos e que manisfestam múltiplos anticorpos (como, portadores de
anemia falciforme)
• Técnicas complementares podem ser necessárias (adsorção, eluição, neutralização, genotipagem)
Isabela Andrade
Biomédica e Mestre em Ciências Biológicas – UFPE
mariaisabela.andrade@gmail.com
RECIFE - 2017
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE BIOCIÊNCIAS
DISCIPLINA PRODUTOS HEMOTERÁPICOS

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