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Capítulo 1 
Sumário 
O imaginário Apocalíptico ................................. 3 
O apocalipticismo no cristianismo primitivo e 
nos tempos modernos ...................................... 5 
Apocalipse é uma mensagem de fé e 
esperança .......................................................... 9 
Apocalipse: uma literatura complexa .............. 12 
Por que o uso de símbolos no Apocalipse ....... 12 
A cronologia do Apocalipse ............................. 14 
Visões Escatológicas: Um Guia para a Teologia 
do Fim dos Tempos ......................................... 16 
 
Autores............................................................ 19 
Créditos ........................................................... 20 
 
 
 
 
3 
O imaginário Apocalíptico 
O imaginário apocalíptico não é exclusivo do 
judaísmo ou do cristianismo dos primeiros 
séculos. 
Outras culturas também desenvolveram suas 
próprias formas de literatura apocalíptica, 
refletindo suas próprias ansiedades, esperanças e 
visões de mundo. 
Por exemplo como o "Apocalipse Persa", que 
descreve a batalha final entre o bem e o mal, com 
o deus Ahura Mazda triunfando sobre Angra 
Mainyu. Tem também o "Apocalipse Babilônico", 
que apresenta visões de julgamento divino e a 
destruição de Babilônia. 
Se compararmos esses apocalipses com os textos 
judaicos, podemos ver algumas semelhanças e 
diferenças: 
Semelhanças: 
Ênfase no julgamento divino: Tanto os apocalipses 
judaicos quanto os de outras culturas 
frequentemente descrevem um julgamento divino 
iminente, onde os justos são recompensados e os 
ímpios são punidos. 
Visões simbólicas: Todos esses textos utilizam 
linguagem simbólica e imagens vívidas para 
transmitir suas mensagens, muitas vezes 
 
4 
recorrendo a números, animais e figuras 
mitológicas. 
Esperança em um futuro melhor: Apesar da 
descrição de catástrofes e julgamento, os 
apocalipses geralmente expressam uma esperança 
em um futuro melhor, onde a justiça prevalece e a 
paz reina. 
Diferenças: 
Contexto histórico e cultural: Os apocalipses de 
diferentes culturas refletem seus próprios 
contextos históricos e culturais específicos. Por 
exemplo, o "Apocalipse Persa" está enraizado na 
cosmologia zoroastrista, enquanto o "Apocalipse 
Babilônico" reflete as preocupações de um povo 
subjugado. 
Natureza do divino: As concepções de Deus ou 
deuses variam entre as diferentes culturas. Os 
apocalipses judaicos, por exemplo, apresentam 
um Deus único e onipotente, enquanto os 
apocalipses persas descrevem uma dualidade 
cósmica entre Ahura Mazda e Angra Mainyu. 
Detalhes específicos da narrativa: Os detalhes 
específicos das visões apocalípticas, como os 
personagens envolvidos, os eventos descritos e os 
símbolos utilizados, variam significativamente 
entre as diferentes culturas. 
 
5 
Concluindo, apesar das diferenças, os apocalipses 
de diferentes culturas compartilham algumas 
características comuns, refletindo uma 
preocupação universal com o destino da 
humanidade e a busca por significado em um 
mundo muitas vezes caótico e incerto. 
O apocalipticismo no 
cristianismo primitivo e nos 
tempos modernos 
O apocalipsismo está relacionado a um 
movimento religioso-social que adota a 
perspectiva da escatologia apocalíptica: é um 
sistema de pensamento produzido por 
movimentos visionários, construídos sobre uma 
perspectiva escatológica específica. Assim, a 
realidade é vista através do universo simbólico no 
qual o grupo apocalíptico codifica sua identidade e 
sua interpretação dessa realidade. Esse universo é 
desenvolvido como uma forma de protesto contra 
a sociedade dominante, expressando o senso de 
“impotência” do grupo frente a essa dominação. 
Ele serve como resposta a essa situação; esse 
novo universo simbólico deverá substituir a velha 
ordem. 
Entretanto, esse “movimento” se expressa de 
diversas maneiras como resultado de condições 
históricas que se modificam, não sendo possível, 
assim, dar uma definição formal cognitiva do 
 
6 
apocalipsismo, abrange diferentes temas, 
tradições e gêneros, sendo que “o resultado é 
com frequência uma coleção de conceitos. 
 
O apocalipcismo da igreja primitiva 
O apocalipcismo da Igreja Primitiva estava 
profundamente enraizado na esperança 
escatológica do retorno iminente de Cristo e na 
expectativa do fim das forças do mal que 
oprimiam o povo de Deus. Esse pensamento 
apocalíptico era moldado por uma visão dualista 
da história, onde o presente era visto como um 
tempo de sofrimento e perseguição, mas que 
culminaria na intervenção divina e no 
estabelecimento do Reino de Deus em sua 
plenitude. Para os primeiros cristãos, o Apocalipse 
de João não era um livro de descrição de eventos 
futuros, mas uma mensagem de consolação e 
encorajamento, reforçando a certeza de que, 
apesar das provações, Cristo triunfaria sobre todas 
as potestades e inauguraria uma nova era de 
justiça, paz e comunhão eterna com Deus. 
 
O apocalipticismo moderno 
O apocalipcismo moderno tem se distanciado 
cada vez mais da perspectiva bíblica e da 
esperança. Em vez disso, o imaginário apocalíptico 
 
7 
atual frequentemente se baseia em narrativas de 
medo e desilusão, moldadas por uma 
hermenêutica sensacionalista e imediatista, 
muitas vezes ancorada em interpretações de 
noticiários e eventos contemporâneos. 
Observamos que, hoje, o Apocalipse é 
frequentemente visto como um cenário 
catastrófico e iminente, no qual cada guerra é 
associada a uma nova interpretação de Gog e 
Magog, e cada inovação tecnológica ou alteração 
financeira global é encarada como a possível 
"marca da besta". Essa abordagem reduz a visão 
profética das Escrituras a um ciclo de pânico e 
especulação, ignorando a mensagem central de 
vitória e redenção que permeia o livro do 
Apocalipse. 
Ao longo da história, a tradição cristã sempre 
compreendeu o Apocalipse como uma revelação 
de esperança, apontando para a restauração de 
todas as coisas e para o triunfo definitivo de Cristo 
sobre o mal. No entanto, o apocalipticismo 
moderno, influenciado por um espírito de 
incerteza e pessimismo, perde de vista essa 
promessa, substituindo-a por uma hermenêutica 
baseada em acontecimentos políticos, 
econômicos e sociais do dia a dia. Essa abordagem 
cria uma visão distorcida, que alimenta o medo 
em vez de encorajar a fé e a expectativa confiante 
no retorno de Cristo. 
 
8 
Assim, é essencial que as leituras modernas do 
Apocalipse sejam reorientadas para um significado 
centrado na soberania de Deus, na restauração da 
criação e no estabelecimento do Reino eterno de 
Cristo. O Apocalipse não deve ser uma fonte de 
terror, mas um convite à perseverança e à 
esperança no cumprimento das 
promessas divinas. 
 
Apocalipse não é Escatologia 
Embora o Apocalipse seja um texto essencial para 
a escatologia, ele não é a escatologia em si. O 
Apocalipse é um livro específico da Bíblia, com 
uma visão profética única sobre os eventos finais, 
enquanto a escatologia é um campo teológico 
mais amplo, abrangendo o estudo do fim dos 
tempos de forma geral. 
A escatologia engloba temas como a segunda 
vinda de Cristo, o juízo final, o novo céu e a nova 
terra, explorando essas ideias a partir de 
diferentes perspectivas e textos bíblicos. 
O Apocalipse, por sua vez, descreve esses eventos 
de forma específica, usando linguagem simbólica e 
visões proféticas que devem ser interpretadas 
com cuidado. 
O Apocalipse é um relato profético sobre o fim 
dos tempos, mas a escatologia é o estudo mais 
abrangente desse tema. 
 
 
9 
Apocalipse e Escatologia se relacionam, mas 
possuem nuances importantes: 
Escatologia: 
• Definição: Estudo do fim dos tempos, 
englobando temas como: 
o A Segunda Vinda de Cristo: A 
volta física e visível de Jesus para 
julgar o mundo. 
o O Juízo Final: A condenação dos 
ímpios e a salvação dos justos. 
o O Novo Céu e a Nova Terra: A 
criação de um novo mundo 
perfeito, livredo pecado e da 
morte. 
Apocalipse: 
• Definição: O livro bíblico de Apocalipse, 
que revela visões proféticas sobre o fim 
dos tempos. 
• 
Apocalipse é uma mensagem de 
fé e esperança 
Quando destinamos a examinar mais 
criteriosamente o público a que João escreveu o 
livro do Apocalipse e mergulhamos no contexto 
sócioeconômico, podemos entender que a 
 
10 
revelação de Jesus ao seu servo tem um objetivo 
muito claro: trazer fé e esperança. 
Não se trata de medo, mas de segurança. Não da 
incerteza do mal vencendo o bem, mas da 
absoluta certeza de que Cristo venceu o mal, 
venceu a morte, ressuscitou e esmagou a cabeça 
da serpente, como profetizado no protoevangelho 
(Gn 3.15). 
E mais que isso: já estamos salvos em Cristo. A 
mensagem de Cristo à sua igreja é de 
encorajamento: vejam, mesmo que Roma esteja 
caçando vocês, torturando, despedaçando seus 
corpos nas arenas, mesmo que vocês morram, são 
mais que vencedores (Rm 8.37) por aquele que 
garantiu que suas almas jamais fiquem presas no 
Hades (Mt 16.18). Pois assim como Cristo 
ressuscitou dentre os mortos, sendo primícias 
para Deus (1 Co 15.20), de tal forma nós também 
seremos ressuscitados pelo poder do Espírito 
Santo, que é o penhor da promessa de Deus em 
nós (Ef 1.13-14). 
O Senhor mesmo ensinou uma grande lição na sua 
vida, morte e ressurreição: não existe vitória sem 
sacrifício. 
Esse consolo e encorajamento para a igreja traz 
também o destino dos Santos que já partiram para 
a presença do Senhor. A este foi lhes dada 
vestiduras brancas e dito que aguardassem até 
 
11 
que se completasse o número dos seus irmãos 
que seriam salvos (Ap 6.11). 
O Apocalipse não se trata de medo ou preparação 
para a perseguição, pois ela já existia no tempo de 
João e nunca foi tão intensa como naqueles dias. 
O Apocalipse é sobre o triunfo de Cristo e de 
todos os cristãos que estão nele. 
Por isso, me irrito tanto quando vejo canais na 
internet tentando dizer que estão aqui para 
alertar sobre o que vai acontecer, dizendo para 
vocês estocarem alimentos, fugirem para o 
deserto ou coisas do tipo. Esses gurus não 
possuem a visão espiritual que advém do próprio 
Cristo. Só ele é quem deu visão ao cego e somente 
ele pode iluminar a visão daqueles que hoje vivem 
a especulação apocalíptica. 
E aos que acham que enxergam muito, lembrem 
do Jesus fez com Paulo. Paulo acreditava enxergar 
demais, porém ele enxergava na direção errada. 
Por esse motivo o Senhor precisou cegá-lo, e 
então, dar visão espiritual para o apóstolo dos 
gentios. 
Falo isso no amor e não por arrogância. Existe um 
apocalipticismo hoje que presta um desserviço à 
comunidade cristã. 
 
 
12 
Apocalipse: uma literatura 
complexa 
A literatura apocalíptica desenvolveu-se após a 
literatura profética. Seu início ocorreu 
principalmente no período de cativeiro, quando 
Jerusalém havia sido saqueada e destruída e o povo 
não tinha templo, não tinha sacrifícios, não tinha 
festas, portanto estava sem esperanças. Na época 
do cativeiro sob os caldeus, Deus levantou Daniel 
para trazer um pouco de esperança para a nação 
cativa. 
 
Foram algumas centenas de anos de 
escravidão, primeiro pelo império babilônico, 
depois com o império medo-persa, depois pelo 
império greco-macedônio e por fim o império 
romano, cem anos antes de Cristo. Então 
novamente o templo é destruído, em 70 d.C., e a 
nação é dispersa entre os povos. 
Foi nesse período que João escreveu o Apocalipse 
de Jesus Cristo para trazer novamente esperança 
para seu povo, agora não só para judeus, mas 
também para gentios. 
 
Por que o uso de símbolos no 
Apocalipse 
Gênero literário: O Apocalipse, como o próprio 
nome indica, é um exemplo de literatura 
apocalíptica, um gênero que era comum no 
judaísmo antigo e em algumas outras culturas. 
Caracteriza-se pelo uso intenso de símbolos, visões 
 
13 
e linguagem metafórica para transmitir mensagens 
profundas sobre o futuro e a intervenção divina na 
História. 
Estrutura literária: Sua estrutura é formada por 
uma série de visões, selos, trombetas e taças, cada 
um trazendo eventos e símbolos que se 
desenrolam ao longo do livro. As imagens podem 
ser lidas de maneira simbólica, mas também 
podem ter referências históricas e teológicas. 
Entender o contexto literário do Apocalipse é 
fundamental para interpretar suas visões 
simbólicas e mensagens, lembrando que as 
abordagens podem variar, dependendo das 
perspectivas teológicas e interpretativas de cada 
pessoa ou grupo. 
 
Por exemplo, ao olharmos para Apocalipse 1.13-16, 
quando João descreve a visão que teve de Jesus 
Cristo, podemos nos assustar: “[…] e, no meio dos 
candeeiros, um semelhante a filho de homem, com 
vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma 
cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos 
como alva lã, como neve; os olhos, como chama de 
fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como 
que refinado numa fornalha; a voz, como voz de 
muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e 
da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. 
O seu rosto brilhava como o sol na sua força”. 
 
Segundo nosso conhecimento das Escrituras, 
podemos interpretar desta maneira: os pés de 
bronze são o Seu poder de esmagar Seus inimigos; 
 
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os olhos de fogo, Sua onisciência, Seu poder; a 
espada de dois gumes, o poder da Sua palavra. 
Se o leitor não entender o propósito de Deus de 
descrever as coisas espirituais em formas e 
símbolos que a razão humana possa compreender, 
então, além de perder a profundidade da 
revelação, viverá com medo e fazendo 
especulações apocalípticas. 
 
A cronologia do Apocalipse 
O livro do Apocalipse é geralmente mal 
interpretado como um texto linear ou cronológico, 
quando, na verdade, sua estrutura é muito mais 
complexa. O Apocalipse utiliza um método de 
narrativa que inclui progressões da história, em 
que cada capítulo frequentemente acrescenta 
informações ou detalhes aos anteriores, em vez de 
simplesmente avançar no tempo. Além disso, o 
autor às vezes retorna a eventos ou temas de 
capítulos anteriores para adicionar mais camadas 
de significado ou detalhes complementares. 
 
Isso torna a leitura e a interpretação um exercício 
mais matizado, que exige atenção cuidadosa ao 
contexto, simbolismo e estrutura geral da obra. 
Por isso não é possível ler o Apocalipse de uma 
forma linear, nem mesmo interpretar o capítulo 1 
com os eventos do capítulo 2, e este com os 
eventos do capítulo 3, e assim por diante. 
Por essa razão, o método usado aqui é o 
paralelismo progressivo, também conhecido como 
leitura de recapitulação, que interpreta eventos 
 
15 
paralelos com novos elementos adicionados ao 
texto, trazendo uma progressão contínua na 
história. Isso é mais bem explicado pelo professor 
Leandro Lima em seu livro Apocalipse agora, 
publicado pela editora Vida. 
João conta a mesma história sete vezes, porque o 
número sete no Apocalipse é central: sete 
candeeiros, sete taças, sete trombetas, sete 
igrejas, sete selos, sete ais. O tempo todo o número 
sete está presente na narrativa. 
 
William Hendriksen publicou um comentário do 
livro do Apocalipse chamado Mais que vencedores, 
lançado pela editora Vida Cristã, no qual ele divide 
o livro do Apocalipse em sete seções. A história é 
sobre a vida, morte, ressurreição e triunfo de Jesus. 
É como um quebra-cabeça, em que cada vez que a 
história é contada, o autor encaixa mais peças, e 
assim, quanto mais vezes é contada, mais detalhes 
temos e dessa forma chegamos a uma visão 
ampliada da consumação da obra de Deus. 
 
PRIMEIRA SEÇÃO 
Cristo e os sete candeeiros de ouro 
Vai do capítulo 1 ao 3. 
 
SEGUNDA SEÇÃO 
A visão do céu e dos sete selos 
Vai do capítulo 4 ao 7. 
 
TERCEIRA SEÇÃO 
Abertura do sétimo selo 
Vai do capítulo 8 ao 11. 
 
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QUARTA SEÇÃO 
O Dragão, a mulher vestida de Sol e o filho varão 
Vai do capítulo 12 ao 14. 
 
QUINTA SEÇÃO 
As sete taças, os juízos de Deus 
Compreende os capítulos15 e 16. 
 
SEXTA SEÇÃO 
A queda da Grande Babilônia, sete cenas de 
julgamento e a volta de Jesus 
Vai do capítulo 17 ao 19. 
 
SÉTIMA SEÇÃO 
O reino milenar, a derrota do Dragão e sua prisão 
Vai do capítulo 20 ao 21. 
 
Visões Escatológicas: Um Guia 
para a Teologia do Fim dos 
Tempos 
Visões Escatológicas: Referem-se às diferentes 
interpretações teológicas sobre a sequência dos 
eventos que culminam na Segunda Vinda de Cristo 
e no estabelecimento do Reino de Deus na Terra. 
Essas visões, apesar de divergirem em detalhes, 
convergem na crença na volta de Jesus e na 
criação de um novo céu e nova terra. 
 
Pré-Tribulação: Defende que os cristãos serão 
arrebatados (levados ao céu) antes da Grande 
 
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Tribulação, um período de grande sofrimento na 
Terra. Após o arrebatamento, os cristãos assistirão 
à Tribulação do céu, retornando com Cristo para a 
batalha final contra o mal. 
Pós-Tribulação: Acredita que os cristãos passarão 
pela Grande Tribulação na Terra, enfrentando 
perseguições e provações, e serão arrebatados 
após esse período. A volta de Cristo ocorrerá no 
final da Tribulação, para derrotar o mal e 
estabelecer o Reino de Deus. 
 
Mid ou Meso Tribulacionista: Acredita que o 
arrebatamento ocorrerá no meio da Grande 
Tribulação, com os cristãos sendo levados ao céu 
para evitar o período mais intenso de sofrimento. 
A volta de Cristo ocorre no fim da Tribulação, para 
a batalha final e a criação do Reino. 
 
Pré-Milenista: Acredita que o Reino Milenar de 
Cristo, um período de paz e prosperidade na 
Terra, acontecerá antes da Segunda Vinda de 
Cristo. Esse milênio será marcado pela literalidade 
do governo de Jesus na Terra por 1000 anos. 
 
Amilenista: Nega a existência literal de um Reino 
Milenar de Cristo na Terra. A crença é que o Reino 
de Deus se manifesta desde a ascensão de Cristo e 
se expandirá gradualmente até o Juízo Final. O 
reino de Deus não é um período temporal, mas 
uma realidade espiritual e progressiva. 
Amilenismo é de certa forma uma forma 
pejorativa, acredito que o nome milênio inaugural 
 
18 
seria ideal para definir o milênio inaugurado com 
a morte e ressurreição de Jesus até sua volta. 
 
Entender essas visões é fundamental para o 
estudo da escatologia, pois elas oferecem 
diferentes perspectivas sobre a sequência dos 
eventos do fim dos tempos e influenciam a forma 
como os cristãos se preparam para a volta de 
Cristo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
Autores 
 
Maxwell Mendes é 
Professor, escritor, pastor, 
teólogo e fundador do 
Instituto Bíblico Discipular 
e do Ministério Papo com 
Deus.Bacharelando em 
Teologia pela 
Unicesumar/PR 
 
 
Euber Lucas é Professor, 
escritor, teólogo, licenciado 
em História. Especialização 
em Fundamentos do Ensino 
de Filosofia e Sociologia, 
Bacharelando em Teologia 
pela UNICESUMAR /PR e 
cofundador do Instituto 
Bíblico Discipular. 
 
 
 
 
20 
Créditos 
 
Para reproduzir nosso material é necessário 
citar a fonte: Ministério Papo com Deus e 
Instituto Bíblicos Discipular na pessoa dos 
professores Pr. Max Mendes e Euber Lucas. 
 
 ---------------------------------------------------- 
 + de Nossos Conteúdos: 
Papocomdeus.com.br 
Institutobiblicodiscipular.com.br 
 
 Equipe Papo com Deus: 
- Max Mendes 
- Euber Lucas 
- Vanessa Mendes 
- Lucas Mendes 
- Antonio Prado 
- Ginis Carvalho 
- Pr. Tchingungu / África / Angola 
O Papo com Deus fundou a Aliança Brasil x África, e 
junto com o Pr. Tchingungu fazem trabalhos de 
evangelismo, alimentam famílias e povoados de 
Angola. 
 
	O imaginário Apocalíptico
	O apocalipticismo no cristianismo primitivo e nos tempos modernos
	Apocalipse é uma mensagem de fé e esperança
	Apocalipse: uma literatura complexa
	Por que o uso de símbolos no Apocalipse
	A cronologia do Apocalipse
	Visões Escatológicas: Um Guia para a Teologia do Fim dos Tempos
	Autores
	Maxwell Mendes é
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