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GRAN FACULDADE - RESUMO 
 ECONOMIA E PRODUÇÃO 
 UA 1 - FUNDAMENTOS DA ECONOMIA 
 UA 2 - A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO 
 Aula 1.1 
 Definições Principais e Fatores de Produção I: 
 Resumo da visão de Viceconti: 
 "A economia é uma ciência social que estuda como os seres humanos produzem, 
 distribuem e consomem os bens necessários à sobrevivência e ao bem-estar, considerando 
 as relações sociais, políticas e históricas." 
 produção, circulação, e o consumo 
 Resumo da visão de Das Neves: 
 "Economia é o estudo do comportamento humano em sociedade, diante da necessidade de 
 fazer escolhas econômicas, sob condições limitadas de recursos e influenciadas por fatores 
 sociais, culturais e políticos." 
 A economia é considerada uma Ciência Social, pois estuda a organização e o 
 funcionamento da sociedade (NOGAMI; PASSOS, 2016), 
 A economia, segundo Viceconti e das Neves. 
 Economia = oikonomia 
 oiko = casa 
 nomia = administração 
 administração de uma casa 
 na modernidade, passou a se chamar Ciências Econômicas 
 Adam Smith Pai da economia 
 divisão do trabalho 
 mercados 
 mão invisível 
 ECONOMIA TEM RELAÇÃO DIRETA COM A LEI DA ESCASSEZ 
 NECESSIDADES ILIMITADAS 
 OS RECURSOS SÃO LIMITADOS 
 AGENTES ECONÔMICOS: 
 As famílias ( consumidores) 
 As empresas ( produz) 
 Governo 
 Setor externo 
 FATORES DE PRODUÇÃO ( Recursos para produzir os bens) 
 1. Terra (recursos naturais) 
 2. Trabalho 
 3. Capital 
 4. Capacidade empresarial 
 Aula 1.2 
 Definições Principais e Fatores de Produção II: 
 De acordo com Nunes (2007), do ponto de vista da ciência econômica, um bem é algo que, 
 quando utilizado ou consumido, satisfaz uma necessidade concreta sentida pelo homem. 
 Face ao exposto acima, o bem, ou melhor, os bens têm várias classificações, e essas 
 podem ser de acordo com: 
 ● a sua duração (duradouros/ não duradouros) 
 ● a sua função ( bens de produção/ bens de consumo) 
 ● e as relações recíprocas ( bens substitutos e bens complementares) 
 Bens duradouros, ex: carros 
 Bens não duradouros, ex: alimentos 
 Bens de produção, ex: ferramentas 
 Bens de consumo, ex: duradouros e não duradouros 
 Bens intermediários, ex: aço 
 Bens escassos, oferta limitada pela alta demanda, ex:petróleo, casas 
 Bens livres, ex: ar 
 Bens substitutos, ex: margarina e manteiga 
 Bens complementares, ex: carro e combustível 
 Definições Principais e Fatores de Produção III: 
 Problemas Econômicos Fundamentais 
 1. O que e quanto produzir? 
 Quais bens e serviços/ quantidade 
 2. Como produzir? 
 Método de produção (máquinas ou manual) 
 3. Para quem produzir? 
 Quem vai se beneficiar da produção 
 ( Necessidades ilimitadas x recursos limitados) 
 UA 2 - SISTEMAS ECONÔMICOS 
 Um sistema econômico é definido como a forma política, social e econômica como está 
 organizada uma sociedade ( VASCONCELLOS; GARCIA, 2009). Nogami e Passos(2016) 
 ainda complementam que essa organização visa desenvolver as atividades econômicas de 
 produção, troca e consumo de bens e serviços. 
 Definição de Sistemas Econômicos 
 Sistemas econômicos são formas organizadas pelas quais as sociedades produzem, 
 distribuem e consomem bens e serviços, buscando atender às necessidades da população. 
 Eles definem quem decide o que produzir, como produzir e para quem produzir, 
 baseando-se em critérios como propriedade dos meios de produção, papel do Estado e 
 liberdade de mercado. 
 Definição objetiva: 
 Sistema econômico é o conjunto de instituições, regras e práticas que 
 orientam as atividades econômicas de uma sociedade, determinando como são 
 tomadas as decisões sobre produção, distribuição e consumo de recursos 
 escassos. 
 Os principais sistemas econômicos são: 
 1. Capitalismo (economia de mercado); lucro ( Estados Unidos) 
 ○ Propriedade privada dos meios de produção. 
 ○ Economia de mercado (livre concorrência). 
 ○ Busca do lucro como motivação principal. 
 ○ Mínima intervenção do Estado (em sua forma liberal clássica). 
 2. Socialismo ( distribuição igualitária) bem estar social ( URSS/ Cuba) 
 ○ Propriedade coletiva ou estatal dos meios de produção. 
 ○ Planejamento central da economia. 
 ○ Distribuição mais igualitária da riqueza. 
 ○ O Estado define o que, como e para quem produzir. 
 3. Economia Mista ( Brasil/ França/ Alemanha) 
 ○ Combinação de elementos do capitalismo e do socialismo. 
 ○ O Estado intervém em setores estratégicos e regula o mercado. 
 ○ A iniciativa privada também é valorizada. 
 4. Sistemas Tradicionais 
 ○ Baseados em costumes, tradições e práticas ancestrais. 
 ○ Predominam em comunidades rurais ou indígenas. 
 ○ Produção voltada à subsistência e troca local. 
 SISTEMAS ECONÔMICOS II 
 Definição de Sistema Capitalista 
 O sistema capitalista via a obtenção de: 
 ● Propriedade privada dos meios de produção 
 ● Livre mercado 
 ● Lucro e eficiência 
 O sistema capitalista é um modelo econômico e social baseado na propriedade privada dos 
 meios de produção, na livre iniciativa, na economia de mercado e na busca do lucro como 
 principal motor da atividade econômica. 
 Definição objetiva: 
 Capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção (como 
 fábricas, terras e empresas) são de propriedade privada, e as decisões sobre o 
 que, como e para quem produzir são determinadas, em grande parte, pelo 
 mercado — isto é, pela livre interação entre ( oferta e demanda), que por meio 
 das interações entre essas duas variáveis, definem os preços, e os fatores de 
 produção são de propriedade privada. Nesse sistema , há a acumulação de 
 capital e a incessante busca pelo lucro. 
 Tipos de Capitalismo 
 ● 1. Capitalismo Comercial (ou Mercantilista) 
 ● 2. Capitalismo Industrial 
 ● 3. Capitalismo Financeiro 
 ● 4. Capitalismo Monopolista de Estado 
 ● 5. Capitalismo Neoliberal 
 ● 6. Capitalismo Informacional (ou Globalizado/Digital) 
 1. Capitalismo Comercial (ou Mercantilista) 
 ● Período: Séculos XV ao XVIII (transição do feudalismo para o capitalismo). 
 ● Características: 
 ○ Acúmulo de riquezas via comércio e exploração colonial. 
 ○ Forte intervenção do Estado (mercantilismo). 
 ○ Expansão marítima e exploração de metais preciosos. 
 ○ Formação dos Estados Nacionais modernos. 
 ● Exemplo: Portugal, Espanha, Inglaterra mercantilista. 
 2. Capitalismo Industrial 
 ● Período: A partir do século XVIII (Revolução Industrial). 
 ● Características: 
 ○ Substituição do trabalho artesanal pela produção em larga escala (fábricas). 
 ○ Êxodo rural e urbanização. 
 ○ Surgimento do proletariado (trabalhadores assalariados). 
 ○ Início da separação entre capital e trabalho. 
 ● Exemplo: Inglaterra industrial, Europa Ocidental, EUA no século XIX. 
 3. Capitalismo Financeiro 
 ● Período: Final do século XIX até o século XX. 
 ● Características: 
 ○ Predomínio dos bancos, bolsas de valores e instituições financeiras. 
 ○ Fusão entre capital industrial e bancário. 
 ○ Internacionalização do capital (imperialismo). 
 ○ Formação de monopólios e grandes corporações. 
 ● Exemplo: Trustes e cartéis na Alemanha e EUA; bolsas de valores globais. 
 4. Capitalismo Monopolista de Estado 
 ● Período: Pós-Segunda Guerra Mundial (meados do século XX). 
 ● Características: 
 ○ O Estado atua fortemente na economia (investimentos, políticas sociais, 
 infraestrutura). 
 ○ Busca-se estabilidade e pleno emprego. 
 ○ Modelo do "Estado de bem-estar social". 
 ● Exemplo: Europa Ocidental no pós-guerra (modelo keynesiano), Brasil durante o 
 desenvolvimentismo. 
 5. Capitalismo Neoliberal 
 ● Período: A partir da década de 1980. 
 ● Características:vive do lazer e do prestígio, sem produzir riqueza 
 diretamente. Ele criticava o desperdício e a ineficiência dessa classe. 
 ● Crítica ao capitalismo industrial: 
 Para Veblen, o sistema era dominado por interesses financeiros e pela busca 
 de prestígio, o que levava à irracionalidade e ao desperdício. 
 ● Distinção entre engenheiros e financistas: 
 Defendia que os engenheiros representavam a produção eficiente, enquanto 
 os financistas e empresários atrapalhavam o progresso racional da 
 economia. 
 ● Economia Institucionalista. 
 John Kenneth Galbraith (1908–2006) 
 Escola: Institucionalismo moderno / Pós-keynesiano 
 Obras principais: 
 ● A Sociedade Afluente (1958) 
 ● O Novo Estado Industrial (1967) (Poder Corporativo) 
 ● Teoria da Sabedoria Convencional 
 ● Tecnologia e Bem Estar Social 
 ● Papel do Estado na economia 
 Principais ideias: 
 ● Sociedade afluente: 
 Galbraith argumenta que as sociedades modernas produzem em excesso 
 bens privados, enquanto negligenciam os bens públicos (como educação, 
 saúde, meio ambiente). 
 ● Poder das corporações: 
 Denunciou a concentração de poder nas grandes empresas, que moldam os 
 desejos dos consumidores por meio da publicidade. 
 ● Tecnocracia e planejamento: 
 Propôs um maior papel do planejamento e da tecnocracia na economia, 
 defendendo que o mercado não resolve todos os problemas sociais. 
 ● Crítica ao “fetiche do crescimento”: 
 Para Galbraith, o crescimento econômico não garante bem-estar. A 
 qualidade de vida deve ser prioridade em vez do simples aumento do PIB.○ Redução da intervenção do Estado na economia. 
 ○ Privatizações, desregulamentações e livre comércio. 
 ○ Fortalecimento do mercado como regulador central. 
 ○ Corte de gastos públicos e políticas sociais. 
 ● Exemplo: EUA e Reino Unido com Reagan e Thatcher; políticas aplicadas no Brasil 
 nos anos 1990. 
 6. Capitalismo Informacional (ou Globalizado/Digital) 
 ● Período: Século XXI. 
 ● Características: 
 ○ Predomínio das tecnologias da informação e comunicação. 
 ○ Globalização dos mercados e das cadeias produtivas. 
 ○ Empresas digitais e plataformas dominam o mercado (Google, Amazon, etc.). 
 ○ Economia do conhecimento, trabalho remoto e inteligência artificial. 
 ● Exemplo: Vale do Silício (EUA), China tecnológica, fintechs globais. 
 Classificação dos sistemas econômicos: 
 Quanto a classificação dos sistemas econômicos, temos que o sistema capitalista ou 
 economia de mercado é o tipo de sistema que é regido pelas forças do mercado ( oferta e 
 demanda), 
 Características principais do sistema capitalista: 
 1. Propriedade privada : Os recursos produtivos pertencem a indivíduos ou empresas, 
 não ao Estado. 
 2. Economia de mercado : Os preços e a alocação de recursos são definidos pelo 
 mercado (oferta e demanda). 
 3. Livre concorrência : Empresas competem entre si para conquistar consumidores. 
 4. Busca do lucro : O lucro é o principal objetivo das atividades econômicas. 
 5. Trabalho assalariado : A maioria das pessoas vende sua força de trabalho em troca 
 de salário. 
 6. Acúmulo de capital : A reinversão de lucros promove o crescimento econômico. 
 7. Estado regulador (não centralizador) : Em versões mais modernas, o Estado atua 
 para corrigir falhas do mercado, mas não comanda a produção. 
 Origem e desenvolvimento: 
 ● Surgiu na Europa entre os séculos XV e XVIII , com a transição do feudalismo para 
 a economia mercantil. 
 ● Consolidou-se com a Revolução Industrial (século XVIII-XIX). 
 ● Evoluiu em diferentes fases: capitalismo comercial , industrial , financeiro e 
 informacional (digital/globalizado). 
 Críticas e desafios do capitalismo: 
 ● Gera desigualdade social e econômica . 
 ● Pode provocar exploração do trabalho . 
 ● Incentiva o consumo excessivo e degradação ambiental . 
 ● Crises cíclicas (ex: bolhas financeiras, desemprego). 
 O sistema capitalista organiza a economia com base na iniciativa privada e na lógica do 
 lucro, promovendo inovação e crescimento, mas também enfrentando críticas por seus 
 efeitos sociais e ambientais. 
 SISTEMAS ECONÔMICOS III 
 Definição de Sistema Socialista 
 “ Movimento contrário ao liberalismo, o socialismo pretende substituir a ordem social da 
 liberdade individual, da propriedade privada e da liberdade contratual por outra ordem 
 social, na qual o controle e a propriedade dos fatores de produção estejam nas mãos do 
 Estado” (GASTALDI, 2000) 
 O que é Socialismo? 
 O socialismo é um sistema político, econômico e social baseado na coletivização dos 
 meios de produção (como fábricas, terras e empresas), no combate às desigualdades 
 sociais e na busca por uma distribuição mais justa da riqueza. 
 Ele se contrapõe ao capitalismo, onde os meios de produção são majoritariamente 
 privados e as relações econômicas se baseiam no lucro e na competição de mercado . 
 Principais características do socialismo: 
 ● Propriedade coletiva ou estatal dos meios de produção; 
 ● Planejamento econômico centralizado , em vez de mercado livre; 
 ● Distribuição igualitária de renda e riquezas ; 
 ● Eliminação das classes sociais ; 
 ● Defesa de valores como igualdade, solidariedade e justiça social. 
 Divisões do Socialismo: 
 Existem diferentes correntes dentro do socialismo, com propostas e estratégias distintas. As 
 principais são: 
 1. Socialismo Utópico 
 2. Socialismo Científico (ou Marxismo) 
 3. Socialismo Democrático 
 4. Social-Democracia (às vezes considerada uma vertente separada) 
 5. Anarquismo Socialista (ou Socialismo Libertário) 
 1. Socialismo Utópico 
 ● Primeira forma teórica de socialismo (século XIX); 
 ● Pensadores: Saint-Simon, Charles Fourier, Robert Owen ; 
 ● Acreditavam em uma transformação pacífica e moral da sociedade; 
 ● Não apresentavam um método prático claro de transição. 
 ● As pessoas se ajudam, esperam sempre o melhor. 
 2. Socialismo Científico (ou Marxismo) 
 ● Desenvolvido por Karl Marx e Friedrich Engels ; 
 ● Baseia-se na análise científica da história (materialismo histórico); 
 ● Defende a luta de classes como motor da transformação social; 
 ● Prevê a substituição do capitalismo por um estágio socialista e, posteriormente, pelo 
 comunismo . 
 3. Socialismo Socialismo Real (ou Socialismo de Estado) 
 ● O Socialismo Real , também conhecido como Socialismo de Estado ou 
 soviético ,(planificado), é o modelo de socialismo que foi efetivamente 
 implantado em países como a União Soviética, China (em parte), Cuba, entre 
 outros , a partir do século XX. 
 ● Tudo é propriedade do Estado; Controla os meios de produção; Planejamento 
 central vai ser através de planos quinquenais onde é o estado que faz; 
 ● Só vai existir um partido, o Partido Comunista, o único controlado pelo governo. 
 ● tema: “ Igualdade social e justiça social” 
 ● Limitações na liberdade das pessoas 
 ● Esse modelo busca aplicar na prática os princípios do socialismo propostos por Marx 
 e Engels, mas adaptados pelos líderes locais — principalmente por Lênin e Stalin , 
 no caso soviético. 
 4. Socialismo Democrático 
 ● Defende a transformação socialista por meios democráticos , não revolucionários; 
 ● Combina valores do socialismo com instituições da democracia liberal (como 
 eleições e liberdade de expressão); 
 ● Muito presente em partidos políticos social-democratas na Europa. 
 4. Social-Democracia (às vezes considerada uma vertente separada) 
 ● Originalmente marxista, mas hoje mais próxima do reformismo ; 
 ● Aceita a economia de mercado, mas com forte intervenção estatal ; 
 ● Foca em políticas de bem-estar social , como saúde pública, educação e 
 seguridade social. 
 5. Anarquismo Socialista (ou Socialismo Libertário) 
 ● Rejeita o Estado como instrumento de controle; 
 ● Defende a autogestão, a organização horizontal e o fim da autoridade central; 
 ● Pensadores: Mikhail Bakunin , Pierre-Joseph Proudhon . 
 O que é Socialismo Real (ou Socialismo de Estado)? 
 O Socialismo Real , também conhecido como Socialismo de Estado , é o modelo de 
 socialismo que foi efetivamente implantado em países como a União Soviética, China 
 (em parte), Cuba, entre outros , a partir do século XX. 
 Esse modelo busca aplicar na prática os princípios do socialismo propostos por Marx e 
 Engels, mas adaptados pelos líderes locais — principalmente por Lênin e Stalin , no caso 
 soviético. 
 Características do Socialismo Real: 
 1. Propriedade estatal dos meios de produção – fábricas, terras, bancos e 
 comércios são controlados pelo Estado. 
 2. Economia planificada – o Estado decide o quê, quanto e como produzir, por meio 
 de planos econômicos (como os Planos Quinquenais da URSS). 
 3. Partido único – geralmente, o Partido Comunista controla o poder político, sem 
 concorrência democrática. 
 4. Centralização do poder – o Estado (e o partido) têm forte controle sobre a vida 
 política, econômica e muitas vezes até cultural da sociedade. 
 5. Repressão política – em muitos casos, opositores ao regime são censurados, 
 presos ou perseguidos (como nos regimes de Stalin ou Mao). 
 Exemplos históricos de Socialismo Real: 
 ● União Soviética (URSS)● China (principalmente entre 1949 e os anos 1980) 
 ● Cuba 
 ● Coreia do Norte 
 ● Alemanha Oriental 
 ● Vietnã 
 ● Outros países do Leste Europeu sob influência soviética 
 Críticas ao Socialismo Real: 
 ● Autoritarismo e falta de liberdades individuais; 
 ● Ineficiência econômica e escassez de bens de consumo; 
 ● Burocratização e corrupção no Estado; 
 ● Ruptura entre teoria marxista e prática política (segundo muitos estudiosos, o 
 "socialismo real" se afastou dos ideais originais de Marx). 
 Em resumo: 
 O Socialismo Real é o nome dado ao modelo de socialismo que foi realmente 
 aplicado em países do século XX, caracterizado por forte centralização estatal, 
 economia planificada e partido único, mas que também foi criticado por 
 autoritarismo e afastamento dos princípios originais do socialismo. 
 Fluxos Real e Monetário I 
 O fluxo real e o fluxo monetário são dois conceitos fundamentais na economia, que 
 explicam como os bens, serviços e recursos circulam em uma economia, especialmente no 
 modelo de fluxo circular de renda . Veja como cada um funciona: 
 Fluxo real: Bens e serviços 
 Oferta e demanda: fatores de produção: mão de obra e o capital 
 Fluxo monetário: circulação do dinheiro, pagamento de bens e serviços 
 entre famílias e empresas 
 Famílias oferecem seus fatores de produção>> recebem pagamento por isso. 
 Empresas oferecem empregos e pagam um salário para as famílias. 
 FLUXO REAL 
 O fluxo real refere-se à circulação física de bens e serviços e de fatores de produção 
 (como trabalho, terra e capital). Esse fluxo ocorre entre as famílias e as empresas : 
 ● As famílias oferecem os fatores de produção (trabalho, terra, capital) às empresas. 
 ● As empresas usam esses fatores para produzir bens e serviços , que são vendidos 
 às famílias. 
 Exemplo : 
 ● Uma pessoa (família) trabalha numa empresa → fornece trabalho (fator de 
 produção). 
 ● A empresa usa esse trabalho para produzir um produto (como pão) → esse produto 
 é consumido pela família. 
 FLUXO MONETÁRIO 
 O fluxo monetário é o movimento de dinheiro que acompanha o fluxo real. Ele 
 representa os pagamentos feitos em troca dos bens, serviços e fatores de produção: 
 ● As empresas pagam salários, aluguéis, juros e lucros às famílias pelos fatores de 
 produção. 
 ● As famílias usam esse dinheiro para comprar bens e serviços das empresas. 
 Exemplo : 
 ● A empresa paga salário ao trabalhador. 
 ● O trabalhador usa esse salário para comprar pão na empresa. 
 RESUMO DO FUNCIONAMENTO 
 Participantes Fluxo Real Fluxo Monetário 
 Famílias Oferecem trabalho, terra, 
 capital 
 Recebem salários, aluguéis, juros, lucros 
 Empresas Produzem bens e serviços Recebem dinheiro pela venda dos 
 produtos 
 DICA DE MEMORIZAÇÃO 
 ● Fluxo Real = coisas concretas (trabalho, bens, serviços). 
 ● Fluxo Monetário = dinheiro (salários, pagamentos, lucros). 
 Fluxos Real e Monetário II 
 Fluxo Circular de Renda 
 O fluxo circular de renda é um modelo econômico que representa o funcionamento básico 
 de uma economia, mostrando como os recursos, bens, serviços e rendas circulam entre os 
 principais agentes econômicos. Esse modelo ajuda a entender as interações entre famílias, 
 empresas, governo e o setor externo. A seguir, estão os principais conceitos envolvidos: 
 1. Famílias (ou consumidores) 
 ● Função : Oferecem os fatores de produção (trabalho, terra, capital, etc.) para as 
 empresas. 
 ● Recebem : Renda em forma de salários , aluguéis , juros e lucros . 
 ● Utilizam a renda para : Consumo de bens e serviços (demanda agregada) e 
 poupança. 
 2. Empresas (ou produtores) 
 ● Função : Utilizam os fatores de produção para produzir bens e serviços . 
 ● Pagam às famílias : Renda pelos fatores utilizados. 
 ● Recebem das famílias : Pagamentos pela venda de bens e serviços. 
 3. Governo 
 ● Recebe : Impostos das famílias e das empresas. 
 ● Gasta : Transferências, salários públicos, compras governamentais. 
 ● Atua como um redistribuidor de renda e provedor de bens públicos. 
 4. Setor Externo 
 ● Envolve as exportações e importações . 
 ● Exportações geram entrada de renda no país. 
 ● Importações representam saída de renda para o exterior. 
 5. Fluxo Real 
 ● Refere-se à circulação física de bens e serviços e de fatores de produção. 
 ○ Exemplo: trabalho das famílias → produção das empresas → bens para 
 consumo das famílias. 
 6. Fluxo Monetário 
 ● Refere-se à circulação de dinheiro na economia. 
 ○ Exemplo: empresas pagam salários → famílias consomem → empresas 
 recebem pagamento. 
 Resumo do funcionamento: 
 ● As famílias fornecem fatores de produção às empresas. 
 ● As empresas produzem bens e serviços e os vendem às famílias. 
 ● O dinheiro circula entre os agentes: das empresas para as famílias (salários, 
 lucros) e das famílias para as empresas (compras). 
 ● O governo e o setor externo também entram no fluxo com impostos, 
 transferências, exportações e importações. 
 ● 
 Fluxo real de bens e serviços x fluxo monetário, quando os dois fatores andam juntos tem 
 se a circulação de renda. 
 As famílias oferecem suas terras, seu capital, sua mão de obra no mercado dos fatores de 
 produção. 
 Sendo remuneradas 
 Fluxos Real e Monetário III 
 Curvas de Possibilidade de Produção / Fronteira de Possibilidade 
 de Produção 
 Recursos limitados e alternativas de produção entre geralmente 2 produtos 
 A Curva de Possibilidade de Produção (CPP) , também chamada de Fronteira de 
 Possibilidades de Produção (FPP) , é um conceito fundamental da economia que 
 representa graficamente as diferentes combinações de dois bens ou serviços que uma 
 economia pode produzir, utilizando todos os seus recursos de forma eficiente e com a 
 tecnologia disponível . 
 A CPP se trata da capacidade máxima de produção, supondo o pleno emprego dos fatores 
 de produção em dado período de tempo (VASCONCELLOS; GARCIA, 2009). Ela deve ser 
 pensada para melhor aproveitamento dos recursos, aproveitando não só as possibilidades 
 de produção, mas os custos de oportunidades. 
 Recursos limitados> fatores de produção: escassos 
 Conceitos principais: 
 1. Escassez : 
 A CPP mostra os limites da produção, ou seja, evidencia que os recursos (terra, 
 trabalho, capital e tecnologia) são escassos e não é possível produzir tudo 
 simultaneamente em quantidades ilimitadas. 
 2. Custo de Oportunidade : 
 Ao decidir produzir mais de um bem, a economia precisa abrir mão de parte da 
 produção de outro bem . O custo de oportunidade é o valor do que foi sacrificado 
 para obter outra coisa. 
 3. Eficiência : 
 Pontos sobre a curva representam uso eficiente dos recursos. 
 Pontos dentro da curva indicam ineficiência (recursos ociosos). 
 Pontos fora da curva são inatingíveis com os recursos atuais. 
 4. Trade-off (escolha econômica): 
 Refere-se à necessidade de escolher entre diferentes alocações de recursos — ao 
 produzir mais de um bem, a produção do outro precisa ser reduzida. 
 5. Crescimento Econômico : 
 Quando há avanços tecnológicos ou aumento de recursos produtivos, a CPP 
 desloca-se para fora , indicando aumento da capacidade de produção. 
 Exemplo: 
 Suponha uma economia que só produz alimentos e computadores . A CPP mostrará todas 
 as combinações possíveis entre esses dois bens, com os recursos sendo totalmente 
 utilizados. Se essa economia quiser produzir mais computadores, terá que produzir menos 
 alimentos. 
 Importância: 
 A CPP é útil para entender: 
 ● Decisões de produção 
 ● Alocação de recursos● Impacto de políticas públicas 
 ● Custos de escolhas econômicas 
 UA 1.4 
 A INTER-RELAÇÃO DA ECONOMIA COM OUTRAS ÁREAS DO 
 CONHECIMENTO 
 A inter-relação da economia com a física, biologia, matemática e estatística. 
 Economia e física > Teoria de jogos 
 Economia e biologia > ecologia econômica > atividades econômicas que interage com a 
 sustentabilidade, análise de mercados. 
 Teoria de Malthus. 
 Economia e matemática > 
 Economia e estatística > 
 A INTER-RELAÇÃO DA ECONOMIA COM OUTRAS ÁREAS DO 
 CONHECIMENTO II 
 A inter-relação da economia com a política, história e geografia. 
 Política História Geografia 
 Políticas fiscais Revolução industrial Geografia econômica 
 Política comercial Crise de 1929 
 A INTER-RELAÇÃO DA ECONOMIA COM OUTRAS ÁREAS DO 
 CONHECIMENTO III 
 A inter-relação da economia com a moral, justiça, filosofia e contabilidade 
 Moral Justica Filosofia Contabilidade 
 Responsabilidade social 
 corporativa 
 Polícia de acesso aos 
 recursos 
 Teoria da utilidade Relatórios financeiros 
 Bem & Jerry's Cotas raciais Orçamento Público 
 Divisão do Estudo Econômico 
 MACRO E MICRO ECONOMIA 
 Microeconomia (lupa) Macroeconomia (binóculos) 
 Consumidores (TC) Comportamentos dos agregados 
 econômicos: PIB, inflação, desemprego, 
 políticas fiscais e monetárias, balanço 
 comercial etc.. 
 Empresas (TP, TC) 
 Mercados específicos (estruturas de 
 mercado) 
 Agentes econômicos ( comportamento: 
 Oferta, demanda, elasticidade, custo 
 oportunidade, teoria do consumidor, 
 produtor custos, equilíbrio de mercados) 
 Microeconomia e Macroeconomia são dois ramos fundamentais da ciência econômica, 
 que se diferenciam principalmente pelo nível de análise que realizam: 
 Microeconomia 
 A microeconomia estuda o comportamento das unidades econômicas individuais , 
 como consumidores , empresas e mercados específicos . 
 Ela analisa como essas unidades tomam decisões sobre produção, consumo e formação 
 de preços, diante da escassez de recursos. 
 Principais temas da microeconomia: 
 ● Oferta e demanda 
 ● Formação de preços 
 ● Elasticidade 
 ● Teoria do consumidor 
 ● Teoria da firma (empresa) 
 ● Estruturas de mercado (concorrência, monopólio, oligopólio) 
 Exemplo : Como o aumento no preço da carne afeta o consumo das famílias. 
 Macroeconomia 
 A macroeconomia estuda o funcionamento da economia como um todo , analisando 
 grandes agregados econômicos e suas interações. 
 Principais temas da macroeconomia: 
 ● Produto Interno Bruto (PIB) 
 ● Inflação 
 ● Desemprego 
 ● Taxa de juros 
 ● Política monetária e fiscal 
 ● Balança comercial 
 Exemplo : Como o aumento da taxa Selic afeta o crescimento econômico do país. 
 Resumo comparativo: 
 Aspecto Macroeconomia Microeconomia 
 Foco Unidades individuais Economia como um 
 todo 
 Agentes analisados Consumidores, Governo, setor externo, 
 empresas, mercados sistema financeiro 
 Exemplos de estudo Preço de um produto PIB, inflação, 
 desemprego 
 Concorrência 
 Divisão do Estudo Econômico II 
 A economia internacional 
 Economia Internacional é o ramo da ciência econômica que estuda as relações econômicas 
 entre os países. Ela analisa como as nações interagem por meio do comércio internacional, 
 fluxos de capital, movimentações de trabalho, investimentos estrangeiros e políticas 
 cambiais e comerciais. 
 Conceito: 
 Economia Internacional é a área da economia que investiga as trocas 
 econômicas entre países, incluindo comércio de bens e serviços, movimentos 
 de capital, taxas de câmbio, políticas comerciais e os efeitos dessas interações 
 sobre o crescimento, o desenvolvimento e o bem-estar das nações. 
 ECONOMIA INTERNACIONAL ESTUDA O COMÉRCIO EXTERIOR, FINANÇAS E A 
 INTERDEPENDÊNCIA ENTRE OS PAÍSES 
 Mercantilismo 
 Mercantilismo, ouro e prata, protecionismo , intervenção do estado 
 Fisiocracia, livre comércio, sem intervenção do estado. 
 Vantagens absolutas (Adam Smith) Portugal e inglaterra 
 Vantagens comparativas ( D. Ricardo) custo oportunidade 
 H-Ohlin, 1920 
 Principais temas da Economia Internacional: 
 1. Comércio Internacional – estudo das exportações e importações de bens e 
 serviços. 
 2. Teorias do Comércio – como a teoria das vantagens comparativas, que explica por 
 que países se beneficiam ao se especializarem em certos produtos. 
 3. Política Comercial – tarifas, cotas, subsídios e barreiras não tarifárias. 
 4. Finanças Internacionais – fluxo de capitais, taxa de câmbio, balança de 
 pagamentos. 
 5. Integração Econômica – blocos econômicos como MERCOSUL, União Europeia, 
 NAFTA. 
 6. Organismos Internacionais – como o FMI, Banco Mundial e OMC, que regulam ou 
 influenciam a economia global. 
 Objetivo: 
 Compreender os impactos e benefícios das relações econômicas internacionais, buscando 
 melhorar a eficiência, a competitividade e o bem-estar econômico dos países envolvidos. 
 Divisão do Estudo Econômico III 
 Crescimento e desenvolvimento econômico 
 CRESCIMENTO DESENVOLVIMENTO 
 Aumento produção Aumento na qualidade de vida 
 PIB 
 Ex: 
 (y) Produto 2023: 500 lib 
 (y2) Produto 2024: 525 lib 
 Tx. cresc= y2 - y 
 PREMISSAS DO PENSAMENTO ECONÔMICO I 
 No Antigo Testamento da Bíblia cristã, podem ser encontrados registros acerca das 
 atividades econômicas realizadas pelas civilizações. Ao pesquisar sobre o assunto, percebe 
 se que não há um consenso sobre o momento exato do surgimento da economia como 
 ciência (FEIJÓ, 2007) e que os primeiros estudos sobre a área foram desenvolvidos por 
 filósofos gregos. Os filósofos Aristóteles e Platão viam a economia como uma questão de 
 filosofia moral. 
 As premissas do pensamento econômico na França do século XVI ao XVIII refletem uma 
 evolução marcada por diferentes correntes e contextos históricos. Abaixo estão os 
 principais pontos que caracterizam esse período: 
 Século XVI – Mercantilismo Francês 
 Premissas principais: 
 ● Acúmulo de metais preciosos (ouro e prata) como sinônimo de riqueza nacional. 
 ● Balança comercial favorável (exportar mais do que importar). 
 ● Forte intervenção estatal na economia. 
 ● Promoção de manufaturas nacionais e proteção alfandegária. 
 ● Colonialismo como forma de garantir matérias-primas e mercados. 
 ● Exemplo: Jean Bodin defendia o papel do Estado e a importância do comércio 
 externo para o poder do rei. 
 Século XVII – Colbertismo 
 Premissas principais (variante do mercantilismo): 
 ● Inspirado por Jean-Baptiste Colbert , ministro de Luís XIV. 
 ● Centralização econômica pelo Estado . 
 ● Incentivo à indústria nacional , com controle de qualidade e subsídios. 
 ● Monopólios e companhias comerciais privilegiadas. 
 ● Controle rígido sobre as colônias para enriquecer a metrópole. 
 Século XVIII – Fisiocracia 
 Premissas principais: 
 ● Reação ao mercantilismo e ao intervencionismo estatal. 
 ● Natureza como fonte de toda a riqueza (principalmente a agricultura). 
 ● Defesa da ordem natural e leis econômicas universais. 
 ● Proposta do “laissez-faire, laissez-passer” (livre mercado e mínima intervenção do 
 Estado). 
 ● Ideia do imposto único sobre a terra . 
 ● Principais nomes: François Quesnay e Turgot . 
 Em resumo: 
 Sécul 
 o 
 Corrente Premissas-chave 
 XVI Mercantilism 
 o 
 Estado forte, acúmulo de metais, comércio exterior 
 XVII Colbertismo Nacionalismo econômico, industrialização, protecionismo 
 XVIII Fisiocracia Agricultura como base da riqueza, liberdade econômica, ordem 
 natural 
 Platão defendia que a pólis, denominada como “cidade-estado”. 
 ESTRATÉGIAS DO MERCANTILISMO II 
 Estratégias do Mercantilismo(séculos XVI a XVIII): 
 1. Acúmulo de riquezas (metalismo): 
 ○ Prioridade na acumulação de metais preciosos , como ouro e prata , 
 considerados sinônimos de poder e prosperidade nacional. 
 2. Superávit comercial (balança comercial favorável): 
 ○ Exportar mais do que importar , garantindo a entrada de riquezas no país. 
 ○ Incentivo à produção nacional e restrição às importações com tarifas e 
 barreiras alfandegárias. 
 3. Intervenção do Estado na economia: 
 ○ O governo controlava e regulava a economia para fortalecer o poder 
 nacional. 
 ○ Criação de leis, tarifas, subsídios e regulamentações para proteger a 
 economia interna. 
 4. Colonialismo: 
 ○ Exploração econômica das colônias , que forneciam matérias-primas e 
 serviam de mercado consumidor. 
 ○ As colônias eram impedidas de comercializar com outros países , 
 obedecendo ao pacto colonial. 
 5. Monopólios comerciais: 
 ○ Concessão de monopólios a companhias comerciais ou grupos ligados ao 
 Estado. 
 ○ Controle exclusivo sobre determinados produtos ou rotas comerciais. 
 ESTRATÉGIAS DO MERCANTILISMO III 
 PERÍODO MODERNO FISIOCRACIA 
 François Quesnay ( XVII, na França.); Desenvolveu a teoria da fisiocracia 
 Governo da natureza > leis naturais 
 1. Terra fonte de riqueza 
 2. Lei natural 
 3. Laissez-faire, Laissez-passer (Gournay) 
 4. Tabela econômica ( classe produtiva, classe estéril, classe proprietária. 
 5. Imposto único. 
 1 - FONTE DE RIQUEZA ( FRANÇA SÉCULO XVIII) 
 No século XVII , a principal fonte de riqueza na França era baseada na agricultura , 
 embora outras atividades econômicas também tivessem importância. Veja os principais 
 pontos: 
 1. Agricultura – Base da Economia 
 ● A maioria da população francesa vivia no campo. 
 ● A terra era a principal fonte de riqueza e poder. 
 ● O regime feudal ainda influenciava a estrutura agrária, com camponeses 
 trabalhando nas terras dos nobres . 
 ● A produção agrícola servia tanto para o consumo interno quanto para gerar tributos 
 à nobreza e à Coroa. 
 2. Indústria artesanal e manufaturas 
 ● O Estado, sob Luís XIV e Colbert (ministro da economia) , incentivou as 
 manufaturas reais (tecidos, tapeçarias, porcelanas, armas). 
 ● Isso fazia parte do mercantilismo colbertista , que visava fortalecer a economia 
 nacional com produtos de luxo e exportações. 
 3. Comércio e navegação 
 ● A França também buscava expandir o comércio marítimo e as colônias 
 ultramarinas (Antilhas, Canadá, Índia). 
 ● As riquezas coloniais, como açúcar e peles, ajudavam na balança comercial. 
 4. Sistema mercantilista 
 ● O Estado controlava a economia buscando acumular metais preciosos (ouro e 
 prata) . 
 ● A riqueza era associada ao superávit comercial , ou seja, exportar mais do que 
 importar. 
 Resumo 
 A principal fonte de riqueza era a terra (agricultura) , mas o Estado absolutista francês 
 também impulsionava a produção manufatureira e o comércio , dentro de uma política 
 mercantilista . 
 2 - LEI NATURAL – FRANÇA, SÉCULO XVIII 
 No século XVIII, na França , o conceito de Lei Natural foi fundamental para o pensamento 
 filosófico, político e econômico da época. Ele se baseava na ideia de que existem normas 
 universais, racionais e imutáveis , anteriores e superiores às leis humanas, que regem a 
 vida em sociedade. 
 Conceito de Lei Natural – França, século XVIII: 
 A Lei Natural era vista como um conjunto de princípios racionais e universais que 
 orientam o comportamento humano, sendo fundamentada na razão e não na autoridade 
 religiosa ou política. Esses princípios eram considerados inatos ao ser humano e poderiam 
 ser descobertos por meio da razão. 
 Características principais: 
 1. Universalidade: Aplicava-se a todos os seres humanos, independentemente da 
 cultura, religião ou local. 
 2. Racionalidade: Baseava-se na razão humana, não em dogmas religiosos ou 
 tradições. 
 3. Fonte de direitos naturais: Como o direito à vida, à liberdade e à propriedade. 
 4. Crítica ao absolutismo: Serviu de base para contestar o poder absoluto do rei, 
 defendendo a limitação do poder do Estado. 
 5. Inspirou o Iluminismo: Pensadores como Montesquieu , Voltaire , Rousseau e os 
 fisiocratas usaram a ideia de lei natural para propor reformas sociais, políticas e 
 econômicas. 
 Aplicações: 
 ● Na política: Fundamentou ideias como o contrato social e os direitos naturais do 
 cidadão . 
 ● Na economia: Os fisiocratas acreditavam que existia uma "ordem natural" que 
 deveria reger a economia, sem intervenção do Estado (base do laissez-faire ). 
 ● No direito: Defendia a existência de princípios morais e jurídicos superiores às leis 
 impostas por reis ou governos. 
 Exemplo: 
 Rousseau , em O Contrato Social (1762), baseia suas ideias na lei natural ao 
 afirmar que os homens nascem livres e iguais, e que a sociedade só é legítima 
 se respeitar os direitos naturais dos indivíduos. 
 3 - LAISSEZ-FAIRE, LAISSEZ-PASSER (GOURNAY) 
 3- No contexto econômico, laissez-faire refere-se à ideia de que os mercados funcionam 
 melhor quando são deixados livres para operar por conta própria, sem regulação ou 
 interferência governamental. O princípio acredita que a livre iniciativa , a concorrência e a 
 lei da oferta e da procura são mecanismos suficientes para organizar a economia de 
 forma eficiente. 
 Origem: 
 O termo surgiu no século XVIII, durante o Iluminismo , e foi fortemente influenciado por 
 economistas liberais clássicos , como Adam Smith , que via o mercado como uma "mão 
 invisível" capaz de guiar os agentes econômicos para resultados benéficos para todos. 
 Características do laissez-faire: 
 ● Defesa da propriedade privada . 
 ● Livre concorrência entre empresas. 
 ● Poucos impostos e baixa regulamentação . 
 ● Papel do Estado limitado à segurança, justiça e proteção da propriedade . 
 Críticas: 
 ● Pode gerar desigualdade social . 
 ● Falta de regulação pode levar a abusos corporativos ou crises econômicas . 
 ● Ignora externalidades negativas como poluição ou exploração do trabalho . 
 Em resumo: 
 Laissez-faire é uma filosofia que prega que a economia deve ser autogerida pelas forças 
 de mercado, com o mínimo de interferência estatal , valorizando a liberdade econômica 
 como pilar central. 
 Laissez-passer é uma expressão de origem francesa que significa literalmente "deixar 
 passar" . 
 Conceito: 
 Laissez-passer é um documento oficial que autoriza uma pessoa a transitar livremente 
 por determinado território , mesmo que ela não tenha um passaporte tradicional ou visto. 
 Finalidade: 
 ● Viagens internacionais , especialmente em situações diplomáticas ou 
 emergenciais . 
 ● Usado por funcionários de organizações internacionais , como a ONU ou União 
 Europeia. 
 ● Também pode ser emitido em contextos de guerra ou crises humanitárias , 
 permitindo que pessoas cruzem fronteiras em segurança. 
 Tipos de uso: 
 ● Laissez-passer diplomático – emitido por governos ou organismos internacionais. 
 ● Laissez-passer humanitário – usado em evacuações ou proteção de refugiados. 
 ● Temporário ou especial – para indivíduos sem documentos regulares, mas com 
 permissão excepcional. 
 ● 
 4 - TABELA ECONÔMICA (TABLEAU ÉCONOMIQUE) 
 No século XVIII, a tabela econômica (ou Tableau Économique , em francês) foi um 
 conceito desenvolvido pelo economista francês François Quesnay , um dos principais 
 representantes da Escola Fisiocrática . Esse modelo é considerado uma das primeiras 
 tentativas de representar o funcionamento da economiade forma sistemática e visual, 
 antecessora das modernas contas nacionais. 
 Conceito da Tabela Econômica (Tableau Économique) 
 A tabela econômica criada por Quesnay em 1758 representava o fluxo circular da renda 
 em uma economia agrícola e tinha como objetivo mostrar como a riqueza era produzida, 
 distribuída e reinvestida entre as diferentes classes sociais. 
 Componentes da Tabela Econômica 
 Quesnay dividiu a sociedade em três classes principais: 
 1. Classe produtiva : os agricultores , que produziam o excedente econômico. 
 2. Classe proprietária : os donos das terras que recebiam a renda da terra. 
 3. Classe estéril : os artesãos, comerciantes e industriais , que não geravam 
 excedente, segundo os fisiocratas. 
 Funcionamento 
 ● Os agricultores produzem riquezas (produtos agrícolas). 
 ● Uma parte dessa riqueza é entregue aos proprietários como renda da terra . 
 ● Os proprietários consomem produtos manufaturados da classe estéril e alimentos da 
 classe produtiva. 
 ● Os gastos dos proprietários retornam à economia, mantendo o ciclo de produção e 
 consumo. 
 Importância Histórica 
 ● Foi a primeira tentativa de representar uma economia em termos de fluxo de 
 renda . 
 ● Antecipou conceitos fundamentais da macroeconomia , como o circuito 
 econômico e o papel dos investimentos e consumo . 
 ● Influenciou pensadores como Adam Smith e contribuiu para o desenvolvimento da 
 ciência econômica moderna. 
 5 - "IMPOSTO ÚNICO" NA FRANÇA DO SÉCULO XVIII 
 No século XVIII, na França, antes da Revolução Francesa (1789), o sistema tributário era 
 extremamente desigual e confuso. Não existia um "imposto único" — pelo contrário, 
 havia uma grande variedade de impostos e isenções , sobretudo em favor da nobreza e 
 do clero. 
 No entanto, algumas propostas de reforma tributária foram discutidas ao longo do século 
 XVIII, e a ideia de um imposto único foi defendida por alguns economistas iluministas , 
 como os fisiocratas . 
 Conceito de "Imposto Único" na França do século XVIII 
 Os fisiocratas , liderados por François Quesnay , defendiam a criação de um impôt 
 unique ("imposto único") sobre a renda da terra . Segundo eles: 
 ● A terra era a única fonte verdadeira de riqueza ; 
 ● Portanto, todos os impostos deveriam ser substituídos por um único imposto 
 cobrado dos proprietários de terras; 
 ● Isso tornaria o sistema tributário mais justo e eficiente ; 
 ● O restante da economia (comércio, indústria) deveria ser livre de tributos e 
 interferência do Estado — ideia próxima do laissez-faire . 
 Sistema tributário real da França no século XVIII (antes da Revolução): 
 ● Enorme carga tributária sobre o Terceiro Estado (burguesia, camponeses e 
 trabalhadores); 
 ● A nobreza e o clero eram amplamente isentos de muitos tributos; 
 ● Existiam diversos impostos, como: 
 ○ Taille (imposto direto sobre os camponeses); 
 ○ Gabelle (imposto sobre o sal); 
 ○ Dízimo (cobrado pela Igreja); 
 ○ Impostos alfandegários e internos , entre outros. 
 Importância Histórica: 
 ● A ideia do "imposto único" fisiocrata influenciou debates econômicos posteriores; 
 ● Porém, não foi adotada na prática na monarquia francesa do século XVIII; 
 ● O sistema fiscal injusto foi uma das principais causas da Revolução Francesa . 
 UA 2 - TEORIA ECONÔMICA 
 ESCOLA CLÁSSICA: ADAM SMITH ( 1723 - 1790) 
 Conceito segundo Adam Smith (1723–1790): 
 Adam Smith é considerado o pai da economia moderna. Seu conceito central gira em torno 
 da liberdade econômica e da busca pelo interesse individual como motor do progresso 
 econômico geral. 
 Conceitos principais de Adam Smith: 
 1. Mão Invisível: 
 É a ideia de que, ao buscar seus próprios interesses, os indivíduos acabam 
 contribuindo, involuntariamente, para o bem-estar da sociedade como um todo. Ou 
 seja, o mercado se autorregula por meio da oferta e da demanda, sem necessidade 
 de intervenção estatal excessiva. 
 2. Divisão do Trabalho: 
 A especialização aumenta a produtividade. Quando cada trabalhador se dedica a 
 uma tarefa específica, a produção se torna mais eficiente, o que impulsiona o 
 crescimento econômico. 
 3. Valor-Trabalho: 
 O valor de uma mercadoria está relacionado à quantidade de trabalho necessário 
 para produzi-la. 
 4. Livre Mercado: 
 Defendia a liberdade econômica com pouca intervenção do Estado, acreditando que 
 a concorrência e a iniciativa privada promovem o desenvolvimento. 
 5. Estado com funções limitadas: 
 Para Smith, o Estado deveria atuar em áreas específicas: 
 ○ Defesa nacional 
 ○ Justiça 
 ○ Obras públicas (como estradas, pontes etc.) 
 Obra principal: 
 "A Riqueza das Nações" (1776) — onde apresenta essas ideias de forma estruturada. 
 UA 2 - TEORIA ECONÔMICA II 
 ESCOLA CLÁSSICA: 
 Thomas Robert Malthus (1766-1834) 
 David Ricardo (1772-1823) 
 John Stuart Mill (1806-1873) 
 Jean-Baptiste Say (1767-1832) 
 1. Thomas Robert Malthus (1766-1834) 
 ● Principal obra: An Essay on the Principle of Population (1798) 
 ● Conceito chave: 
 ○ Malthus é famoso pela sua Teoria da População. Ele argumentava que 
 a população tende a crescer geometricamente (exponencialmente), 
 enquanto os recursos, especialmente os alimentos, crescem em 
 progressão aritmética (linearmente). 
 ○ Por isso, haveria um limite natural para o crescimento da população, 
 levando a crises periódicas de fome, doenças e guerras para controlar 
 a população. 
 ○ Influenciou a economia ao destacar os limites dos recursos naturais e 
 o impacto da população no desenvolvimento econômico. 
 ○ Também defendeu o controle da natalidade e a moderação nos 
 casamentos para evitar o crescimento populacional descontrolado. 
 2. David Ricardo (1772-1823) 
 ● Principal obra: Princípios de Economia Política e Tributação (1817) 
 ● Conceitos-chave: 
 ○ Teoria da Vantagem Comparativa: Ricardo mostrou que mesmo que 
 um país seja menos eficiente na produção de todos os bens, ele deve 
 se especializar na produção onde tem a menor desvantagem relativa e 
 trocar com outros países. Isso fundamenta o comércio internacional. 
 ○ Lei dos Rendimentos Decrescentes: Aplicada à agricultura, indica que 
 aumentar insumos de terra além de certo ponto gera um aumento 
 cada vez menor na produção. 
 ○ Teoria da Distribuição: Ricardo analisou como a renda é distribuída 
 entre proprietários de terra (renda da terra), capitalistas (lucros) e 
 trabalhadores (salários). Ele argumentava que a renda da terra tende a 
 aumentar com o crescimento populacional e industrial. 
 ○ Para ele, os salários tendem ao mínimo necessário para a 
 subsistência. 
 3. John Stuart Mill (1806-1873) 
 ● Principal obra: Princípios de Economia Política (1848) 
 ● Conceitos-chave: 
 ○ Mill fez a síntese do pensamento clássico e introduziu ideias que 
 anteciparam a economia do bem-estar. 
 ○ Defendeu a liberdade econômica com regulação estatal para proteger 
 os mais vulneráveis. 
 ○ Destacou a importância do equilíbrio entre produção e distribuição de 
 renda para o desenvolvimento social. 
 ○ Apoiou a ideia de que o crescimento econômico não é um fim em si, 
 mas um meio para o bem-estar humano. 
 ○ Mill discutiu também o papel da educação e igualdade social na 
 economia. 
 ○ Ele aprofundou a análise da utilidade e do comportamento humano 
 como fundamentos econômicos, sendo precursor do marginalismo. 
 4. Jean-Baptiste Say (1767-1832) 
 ● Principal obra: Traité d’économie politique (Tratado de Economia Política) 
 (1803) 
 ● Conceitos-chave: 
 ○ Conhecido pela Lei de Say ou “Lei dos Mercados”: “A oferta cria sua 
 própria demanda” . Segundo Say, a produção de bens cria renda 
 suficiente para que esses bens sejam comprados. 
 ○ Ele acreditava que crises econômicaseram resultado de distúrbios 
 temporários e não de falta de demanda global. 
 ○ Enfatizou o papel do empreendedor como agente que coordena os 
 recursos produtivos. 
 ○ Para Say, a economia é um processo de produção e circulação de 
 bens, e o equilíbrio é o estado natural do mercado. 
 ○ A teoria influenciou a visão liberal clássica de mercados auto 
 regulados. 
 UA 2 - TEORIA ECONÔMICA III 
 Karl Marx ( 1818 -1883) 
 A teoria econômica de Karl Marx é uma das mais influentes da história e está 
 inserida dentro de sua crítica ao capitalismo. Sua abordagem é conhecida como 
 materialismo histórico-dialético e a base econômica de sua análise está no que 
 ele chamou de crítica da economia política . A seguir, estão os principais conceitos 
 da teoria econômica de Marx: 
 1. Modo de Produção 
 É a forma como a sociedade organiza a produção de bens e serviços. Para Marx, a 
 história da humanidade é a história das lutas de classes , determinada pelos 
 diferentes modos de produção (como o feudalismo, o capitalismo e, futuramente, o 
 socialismo). 
 2. Mais-valia 
 É o conceito central da teoria marxista da exploração. A mais-valia é o valor 
 produzido pelo trabalhador além do que ele recebe em salário . Esse excedente é 
 apropriado pelo capitalista como lucro , evidenciando a exploração da força de 
 trabalho. 
 3. Valor-Trabalho 
 Para Marx, o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho 
 socialmente necessário para produzi-la. Essa teoria o levou a identificar como o 
 trabalho humano é a fonte de todo valor no sistema capitalista. 
 4. Alienação 
 O trabalhador, no capitalismo, está alienado porque: 
 ● Não controla o que produz, 
 ● Não decide como trabalha, 
 ● Está separado do produto do seu trabalho. 
 Essa alienação é tanto econômica quanto social e psicológica . 
 5. Acumulação de Capital e Crises 
 O capitalismo está sempre em busca da acumulação de capital, o que leva a: 
 ● Concentração de riqueza , 
 ● Exploração crescente do trabalho , 
 ● E inevitáveis crises econômicas cíclicas de superprodução e desemprego. 
 6. Luta de Classes 
 A sociedade capitalista está dividida entre duas classes principais: 
 ● Burguesia (capitalistas) : detêm os meios de produção. 
 ● Proletariado (trabalhadores) : vendem sua força de trabalho. 
 A contradição entre essas classes levaria, segundo Marx, a uma revolução 
 socialista , com o objetivo de abolir a propriedade privada dos meios de produção e 
 implantar o comunismo . 
 Principais Obras 
 ● "O Capital" (Das Kapital) : análise crítica do sistema capitalista. 
 ● "Manifesto do Partido Comunista" (com Friedrich Engels): síntese política 
 da sua teoria. 
 TEORIA NEOCLÁSSICA I 
 A Teoria Neoclássica é uma escola de pensamento econômico que surgiu no final 
 do século XIX, como uma evolução do liberalismo clássico, especialmente das 
 ideias de Adam Smith, David Ricardo e John Stuart Mill. Seu foco principal está no 
 comportamento dos indivíduos e das empresas em mercados competitivos. A teoria 
 ficou marcada por seu uso intensivo de modelos matemáticos e pela tentativa de 
 explicar a formação de preços, alocação de recursos e distribuição de renda com 
 base em princípios racionais. 
 Conceito da Teoria Neoclássica 
 A Teoria Neoclássica entende que os agentes econômicos (consumidores e 
 empresas) são racionais, tomam decisões com base na utilidade (satisfação) e no 
 lucro, e que os mercados tendem ao equilíbrio por meio da lei da oferta e da 
 demanda. 
 Principais Características: 
 1. Racionalidade dos agentes econômicos – consumidores maximizam a 
 utilidade; empresas maximizam o lucro. 
 2. Utilização da matemática e modelos abstratos – forte uso de equações e 
 gráficos. 
 3. Lei da oferta e da demanda – os preços se ajustam para equilibrar mercados. 
 4. Concorrência perfeita – pressuposto de mercados com muitos vendedores e 
 compradores, sem influência individual sobre os preços. 
 5. Marginalismo – importância das análises de custos e utilidades marginais (a 
 utilidade ou custo adicional de uma unidade extra). 
 6. Alocação eficiente dos recursos – os mercados alocam recursos de forma 
 ótima quando não há interferência externa. 
 Principais Autores: 
 ● William Stanley Jevons 
 ● Carl Menger 
 ● Léon Walras 
 ● Alfred Marshall (síntese entre o clássico e o neoclássico) 
 Resumo: 
 A Teoria Neoclássica vê o mercado como um mecanismo eficiente de alocação de 
 recursos, baseado na livre interação entre oferta e demanda, assumindo que os 
 agentes são racionais e tomam decisões com base em interesses individuais. 
 William Stanley Jevons (1835–1882) – Inglaterra 
 Contribuições principais: 
 ● Um dos fundadores da Revolução Marginalista (junto com Menger e 
 Walras). 
 ● Introduziu o conceito de utilidade marginal : o valor de um bem é 
 determinado pela utilidade da última unidade consumida . 
 ● Defendia que a economia deveria ser tratada como uma ciência exata , 
 baseada em matemática e lógica. 
 ● Obra principal: The Theory of Political Economy (1871). 
 Carl Menger (1840–1921) – Áustria 
 Contribuições principais: 
 ● Fundador da Escola Austríaca de Economia . 
 ● Também participou da Revolução Marginalista. 
 ● Destacava o papel da ação individual e da subjetividade da utilidade . 
 ● Contrário ao uso excessivo da matemática na economia — preferia uma 
 abordagem dedutiva-lógica . 
 ● Subjetividade do valor 
 ● Bens de ordem superior e inferior 
 ● Obra principal: Princípios de Economia (1871). 
 TEORIA NEOCLÁSSICA II 
 Léon Walras (1834–1910) – França 
 Contribuições principais: 
 ● Criador da teoria do equilíbrio geral . 
 ● Usou matemática para demonstrar como todos os mercados podem atingir 
 simultaneamente o equilíbrio por meio da interação entre oferta e 
 demanda . 
 ● Um dos primeiros a formalizar a economia com sistemas de equações 
 matemáticas . 
 ● Leilão de Walras 
 ● Obra principal: Éléments d’économie politique pure (1874). 
 Alfred Marshall (1842–1924) – Inglaterra 
 Contribuições principais: 
 ● Considerado o pai da economia neoclássica . 
 ● Fez a síntese entre o pensamento clássico (como Ricardo e Smith) e o 
 neoclássico (com foco na utilidade marginal). 
 ● Desenvolveu a curva de oferta e demanda , e introduziu os conceitos de 
 elasticidade e excedente do consumidor . 
 ● Acreditava que, no curto prazo, os preços são influenciados pela demanda ; 
 no longo prazo, pela oferta (custos de produção) . 
 ● Custo marginal e receita marginal 
 ● Demanda ( consumidor) e oferta ( produtor) 
 ● Obra principal: Principles of Economics (1890). 
 TEORIA NEOCLÁSSICA III 
 A Teoria Neoclássica da Economia teve diversos representantes importantes, entre 
 eles Vilfredo Pareto e Irving Fisher , que contribuíram significativamente para o 
 desenvolvimento do pensamento econômico no final do século XIX e início do 
 século XX. A seguir, um resumo das contribuições de cada um: 
 Vilfredo Pareto (1848–1923) 
 Contribuições para a Teoria Neoclássica: 
 1. Ótimo de Pareto (Eficiência e ótimo de Pareto): 
 Uma situação econômica é eficiente quando não é possível melhorar a 
 condição de um indivíduo sem piorar a de outro. Este conceito é fundamental 
 em análises de bem-estar econômico e políticas públicas. 
 2. Curva de Indiferença: 
 Pareto contribuiu para o desenvolvimento da teoria da utilidade ordinal, 
 usando curvas de indiferença para representar preferências dos 
 consumidores sem necessidade de quantificar a utilidade.3. Distribuição de renda: 
 Criou a Lei de Pareto , observando que a maior parte da renda está 
 concentrada em uma pequena parte da população. Esse princípio é muitas 
 vezes generalizado na "regra 80/20". 
 4. Sociologia e economia: 
 Foi pioneiro na introdução de métodos matemáticos e estatísticos à análise 
 econômica e estudou a influência de fatores não econômicos nas decisões 
 econômicas. 
 Irving Fisher (1867–1947) 
 Contribuições para a Teoria Neoclássica: 
 1. Teoria do Capital e da Taxa de Juros: 
 Fisher formulou uma teoria intertemporal de escolha, mostrando como os 
 indivíduos decidem entre consumir hoje ou no futuro. Ele relacionou capital, 
 poupança, investimento e taxa de juros. 
 2. Equação da Troca (MV = PT) ou Teoria quantidade de moeda (TQM): 
 Desenvolveu e popularizou a equação quantitativa da moeda, onde: 
 ○ M = quantidade de moeda em circulação 
 ○ V = velocidade da moeda 
 ○ P = nível de preços 
 ○ T = volume de transações 
 Essa equação foi base para análises monetaristas posteriores. 
 ○ ( Y ) = produto real 
 3. Teoria da Utilidade e Escolha Intertemporal: 
 Fisher contribuiu para a formalização do comportamento racional do 
 consumidor ao longo do tempo, introduzindo a ideia de consumo presente 
 versus futuro com base em preferências e taxa de juros. 
 4. Pioneirismo em econometria: 
 Fisher foi um dos primeiros economistas a utilizar estatística e métodos 
 quantitativos para testar teorias econômicas. 
 Resumo: 
 Economista Principais Contribuições 
 Pareto Ótimo de Pareto, curvas de indiferença, lei da 
 distribuição de renda 
 Fisher Teoria do capital, equação da troca, teoria intertemporal 
 do consumo 
 Keynesianismo (ou Teoria Keynesiana ) é uma escola de pensamento econômico 
 baseada nas ideias do economista britânico John Maynard Keynes , especialmente 
 expostas em sua obra principal, “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da 
 Moeda” (1936). 
 📌 Conceito Principal do Keynesianismo: 
 KEYNESIANISMO I 
 John Maynard Keynes (1883-1946) 
 O Keynesianismo defende que a economia não se autorregula no curto prazo e 
 que, em momentos de crise (como recessões e depressões), o Estado deve 
 intervir na economia para estimular a demanda agregada e promover o 
 crescimento. 
 Reconhecido pela Macroeconomia moderna. 
 Estudou matemática e economia. 
 Finanças da guerra. 
 Lei de Say = Oferta cria a demanda 
 Plano emprego 
 Política Fiscal 
 Pontos Fundamentais do Keynesianismo: 
 1. Demanda Agregada como motor da economia : 
 A produção e o emprego dependem do nível da demanda por bens e 
 serviços. Quando a demanda cai, a economia entra em recessão. 
 2. Intervenção do Estado : 
 O governo pode e deve usar políticas fiscais (gastos públicos e 
 impostos) e monetárias (controle de juros e oferta de moeda) para 
 estimular a economia em tempos de crise. 
 3. Investimentos públicos em infraestrutura e empregos : 
 O Estado deve criar empregos e gerar renda, aumentando o consumo e 
 reativando o ciclo econômico. 
 4. Crítica ao Liberalismo Clássico : 
 Keynes criticou a ideia de que os mercados sempre se ajustam sozinhos. 
 Para ele, o mercado pode permanecer em desequilíbrio por muito tempo. 
 5. Curto Prazo importa : 
 A famosa frase de Keynes: "No longo prazo, estaremos todos mortos" . 
 Isso justifica a ação imediata do Estado em tempos de crise. 
 Exemplo prático: 
 Durante a Grande Depressão (1929) , muitos países estavam em profunda crise. 
 Keynes argumentou que o governo deveria gastar mais, mesmo que isso 
 significasse aumentar a dívida, para reativar a economia. 
 Contraponto: Neoliberalismo / Monetarismo 
 Essas correntes surgem depois como reação ao Keynesianismo, defendendo menor 
 intervenção do Estado e mais confiança no mercado. 
 KEYNESIANISMO II 
 Antes da crise (1920) ( Cenário) 
 1. Expansão econômica e inovação tecnológicas 
 2. Crescimento do mercado de ações 
 3. Crédito fácil 
 Problemas 
 1. Desigualdade de renda. 
 2. Superprodução agrícola. 
 Causas Crise de 2019 
 ● Grande depressão 
 ● Colapso no mercado de ações 
 ● Superprodução 
 ● Mercado de ações 
 ● Fragilidade dos bancos 
 Solução para a crise 
 Solução: Keynes 
 Intervenção estatal 
 A Crise de 1929 , também conhecida como Grande Depressão , foi um dos 
 eventos econômicos mais graves do século XX, com impactos profundos nos 
 Estados Unidos e no mundo. 
 CAUSAS DA CRISE DE 1929 
 1. Superprodução industrial e agrícola : 
 ○ As indústrias e o setor agrícola dos EUA produziam mais do que 
 o mercado conseguia consumir. 
 ○ Estoques aumentavam, e os preços caíam, gerando prejuízos. 
 2. Especulação financeira : 
 ○ Grande número de pessoas investia na bolsa de valores, muitas 
 vezes pegando empréstimos para comprar ações. 
 ○ Isso inflou artificialmente o valor das ações. 
 3. Crédito fácil e consumo desenfreado : 
 ○ A concessão de crédito era facilitada, levando ao consumo além 
 da capacidade de pagamento. 
 ○ Endividamento elevado das famílias e empresas. 
 4. Ausência de regulação do mercado financeiro : 
 ○ O governo dos EUA adotava uma política de laissez-faire , sem 
 controle sobre a especulação e os bancos. 
 5. Desigualdade de renda : 
 ○ Concentração de riqueza nas mãos de poucos. 
 ○ Grande parte da população não tinha poder de consumo 
 suficiente para sustentar o mercado. 
 PROBLEMAS GERADOS PELA CRISE 
 1. Queda da Bolsa de Nova York (24 de outubro de 1929 – “quinta-feira 
 negra”): 
 ○ Início do colapso financeiro. 
 2. Falência de empresas e bancos : 
 ○ Milhares de empresas fecharam. 
 ○ Bancos quebraram, e os correntistas perderam suas economias. 
 3. Desemprego em massa : 
 ○ Milhões de pessoas ficaram sem trabalho. 
 ○ Nos EUA, chegou a mais de 25% da população 
 economicamente ativa . 
 4. Pobreza e fome : 
 ○ Crescimento dos índices de miséria. 
 ○ Aumento de moradores de rua e favelas improvisadas 
 (“Hoovervilles”). 
 5. Crise mundial : 
 ○ Como os EUA eram a maior economia da época, a crise se 
 espalhou para a Europa e outras partes do mundo. 
 SOLUÇÃO / SAÍDA DA CRISE 
 1. Eleição de Franklin D. Roosevelt (1933) : 
 ○ Prometeu uma nova política: o New Deal . 
 2. New Deal (Novo Acordo) : 
 ○ Intervenção do Estado na economia . 
 ○ Criação de empregos por meio de obras públicas (estradas, 
 pontes, barragens). 
 ○ Reformas bancárias e controle do sistema financeiro. 
 ○ Apoio à agricultura , com compra de estoques e incentivo ao 
 preço justo. 
 3. Resultados do New Deal : 
 ○ Alívio temporário da crise. 
 ○ Redução do desemprego. 
 ○ Fortalecimento do papel do Estado como regulador da economia. 
 4. Recuperação total apenas com a Segunda Guerra Mundial (1939): 
 ○ Com o esforço de guerra, a indústria voltou a crescer fortemente. 
 ○ O desemprego caiu drasticamente com a mobilização militar e 
 industrial. 
 KEYNESIANISMO III 
 CONCEITO DE OFERTA E DEMANDA AGREGADA: 
 1. Demanda Agregada (DA) : 
 A demanda agregada representa a quantidade total de bens e serviços que os 
 consumidores, empresas, governo e o setor externo (exportações líquidas) desejam 
 adquirir em uma economia, a um nível geral de preços e em um determinado 
 período de tempo. 
 Componentes principais da DA: 
 ● Consumo das famílias (C) 
 ● Investimentos das empresas (I) 
 ● Gastos do governo (G) 
 ● Exportações líquidas (X - M) 
 Fórmula: 
 DA = C + I + G + (X – M) 
 Quando o nível geral de preços sobe, a demanda agregada tende a cair, e 
 vice-versa — isso ocorre por causa do efeito da renda real, efeito das taxas de juros 
 e efeito das exportações. 
 2. Oferta Agregada (OA): 
 A oferta agregada é a quantidade total de bens e serviços que as empresas estão 
 dispostas a produzir e vender em uma economia, a um determinadonível de preços 
 e em um período específico. 
 A OA pode ser analisada em dois horizontes: 
 ● Curto Prazo (OACP): 
 Mostra uma relação positiva entre o nível de preços e a quantidade ofertada 
 — ou seja, quanto maior o preço, mais as empresas produzem. 
 ● Longo Prazo (OALP): 
 A oferta agregada no longo prazo é vertical, indicando que a quantidade 
 ofertada não depende do nível de preços, mas sim da capacidade produtiva 
 da economia (recursos, tecnologia, mão de obra). 
 Interação entre Oferta e Demanda Agregada: 
 O ponto de equilíbrio entre oferta e demanda agregada determina o nível geral de 
 preços (inflação ou deflação) e o nível de produção e renda (PIB) da economia. 
 TEORIAS CONTEMPORÂNEAS I 
 John Richard Hicks ( 1904 - 1989) 
 Teoria Contemporânea: Síntese Neoclássica-Keynesiana 
 Principais contribuições: 
 1. Modelo IS-LM (1937) 
 ○ Desenvolvido para interpretar e simplificar as ideias de Keynes. 
 ○ A curva IS representa o equilíbrio no mercado de bens (Investimento = 
 Poupança). 
 ○ A curva LM representa o equilíbrio no mercado monetário (Liquidez = 
 Oferta de moeda). 
 ○ Juntas, essas curvas explicam o equilíbrio simultâneo entre o mercado 
 real e o monetário. 
 2. Síntese Neoclássica 
 ○ Hicks buscou integrar elementos da economia neoclássica com a 
 teoria keynesiana, criando uma visão unificada da macroeconomia que 
 dominou o pensamento econômico entre 1950 e 1970. 
 ○ Defendia que no curto prazo a economia precisava de intervenção 
 (como dizia Keynes), mas que no longo prazo as forças de mercado se 
 equilibrarem (como diziam os neoclássicos). 
 3. Teoria do Valor e do Capital e Crescimento (1939) 
 ○ Trabalho teórico importante que estuda o equilíbrio geral e a dinâmica 
 do capital. 
 ○ Influenciou profundamente a microeconomia moderna. 
 ○ Teoria do Equilíbrio Geral e do Equilíbrio matemático. 
 ○ Teoria de bem estar{ variação compensatória / variação equivalente 
 Michael Kalecki (1899–1970) 
 Teoria Contemporânea: Economia Pós-Keynesiana e Teoria do Crescimento com 
 Distribuição de Renda 
 Principais contribuições: 
 1. Modelo de Determinação da Renda com Base no Lucro 
 ○ Kalecki desenvolveu uma teoria da renda e do emprego semelhante à 
 de Keynes, mas com ênfase nas classes sociais (capitalistas e 
 trabalhadores). 
 ○ Defendia que os lucros dependiam dos investimentos e dos gastos dos 
 capitalistas, e não da poupança prévia. 
 2. Distribuição Funcional da Renda 
 ○ Estudou como a distribuição entre salários e lucros afeta o nível de 
 produção e emprego. 
 ○ Argumentava que o poder de mercado das empresas e os salários dos 
 trabalhadores influenciam diretamente o nível de demanda agregada. 
 3. Crítica ao Capitalismo 
 ○ Diferente de Keynes, Kalecki era mais crítico do sistema capitalista. 
 ○ Defendia que os capitalistas poderiam resistir ao pleno emprego 
 porque ele aumentaria o poder de barganha dos trabalhadores e 
 reduziria os lucros. 
 4. Pioneiro do Pensamento Pós-Keynesiano 
 ○ É considerado um precursor da escola pós-keynesiana, por enfatizar o 
 papel das instituições, da distribuição de renda e da instabilidade do 
 investimento. 
 Resumo Comparativo 
 Aspecto John Hicks Michael Kalecki 
 Influência Síntese Neoclássica Economia Pós-Keynesiana 
 Modelo Famoso IS-LM Lucro e Distribuição de 
 Renda 
 Visão do Sistema Reformista, integradora Crítica ao capitalismo 
 Ênfase Equilíbrio de mercados Classes sociais e 
 distribuição 
 Ligação com 
 Keynes 
 Interpretação e 
 simplificação 
 Paralelismo e crítica 
 1. Teoria da Demanda Efetiva 
 2. Ciclos Econômicos 
 3. Críticas a Teoria do Pleno Emprego 
 4. Intervenção Estatal 
 TEORIAS CONTEMPORÂNEAS II 
 Joseph Alois Schumpeter (1883–1950) 
 foi um dos mais influentes economistas do século XX, conhecido por suas 
 contribuições sobre o capitalismo, o empreendedorismo e o papel da inovação no 
 desenvolvimento econômico. 
 Principais ideias de Schumpeter: 
 1. Destruição criativa 
 ● Schumpeter é famoso pelo conceito de "destruição criativa" — o processo 
 pelo qual a inovação torna obsoletos antigos produtos, serviços e modelos de 
 negócio. 
 ● Segundo ele, o capitalismo evolui por meio de ciclos de inovação que 
 destroem estruturas existentes e criam novas. 
 2. O papel do empreendedor /Empreendedorismo e Inovação 
 ● O empreendedor é o agente central da mudança econômica. 
 ● Ele é o responsável por introduzir inovações , como novos produtos, métodos 
 de produção, mercados ou formas de organização. 
 ● Essas inovações impulsionam o crescimento econômico. 
 3. Ciclos econômicos 
 ● Schumpeter estudou os ciclos econômicos e sugeriu que as inovações 
 tecnológicas surgem em ondas, criando fases de expansão seguidas por 
 recessões. 
 ● Ele identificou três tipos de ciclos: curtos (Kitchin), médios (Juglar) e 
 longos (Kondratiev) . 
 4. Capitalismo, socialismo e democracia 
 ● Em sua obra mais famosa, Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942), 
 Schumpeter argumenta que: 
 ○ O capitalismo é eficaz, mas pode desaparecer , não por falhas 
 econômicas, mas por mudanças sociais e políticas. 
 ○ A burocratização e a perda do espírito empreendedor poderiam levar à 
 transição para o socialismo. 
 5. Inovação como motor do desenvolvimento 
 ● Para Schumpeter, o desenvolvimento econômico não é contínuo , mas 
 ocorre em saltos , impulsionados por inovações radicais. 
 Principais obras: 
 ● Teoria do Desenvolvimento Econômico (1911) 
 ● Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942) 
 ● Business Cycles (1939) 
 ● Teoria do Desenvolvimento Economico 
 Joseph Alois Schumpeter (1883–1950) foi um importante economista 
 austro-americano, conhecido por suas contribuições à teoria do desenvolvimento 
 econômico e pelo conceito de "destruição criadora". 
 Principais Ideias de Schumpeter: 
 1. Desenvolvimento Econômico 
 ● Para Schumpeter, o desenvolvimento não ocorre de forma contínua e 
 equilibrada, como diziam os neoclássicos. 
 ● O progresso econômico acontece de forma disruptiva, impulsionado por 
 inovações tecnológicas e institucionais. 
 2. Inovação 
 ● Inovar não é apenas criar novos produtos, mas também: 
 ○ Introduzir novos métodos de produção; 
 ○ Explorar novos mercados; 
 ○ Utilizar novas fontes de matéria-prima; 
 ○ Reorganizar setores industriais. 
 3. Destruição Criadora / Criativa 
 ● Cada inovação quebra o equilíbrio existente e destrói modelos antigos para 
 dar lugar a algo novo. 
 ● Exemplo: a chegada dos carros substituiu as carruagens puxadas por 
 cavalos. 
 4. O Empresário Inovador 
 ● É o agente central do desenvolvimento. 
 ● O empresário schumpeteriano é visionário, aceita riscos e revoluciona a 
 economia por meio da inovação. 
 5. Capitalismo, Socialismo e Democracia (obra de 1942) 
 ● Schumpeter argumenta que, paradoxalmente, o sucesso do capitalismo 
 poderia levar ao seu declínio. 
 ● Por quê? Porque a burocratização e o conformismo enfraqueceriam a função 
 inovadora do empresário. 
 ● Ele previu que o capitalismo poderia ser substituído por uma forma de 
 socialismo democrático. 
 Obras Principais: 
 ● The Theory of Economic Development (1911) 
 ● Capitalism, Socialism and Democracy (1942) 
 ● Business Cycles (1939) 
 Fonte: Infomoney 
 TEORIAS CONTEMPORÂNEAS III 
 Ideias centrais de Thorstein Veblen e John Kenneth Galbraith , dois economistas 
 institucionalistas que criticaram o capitalismo tradicional e trouxeram novas 
 perspectivas sociais e culturais à análise econômica: 
 Thorstein Veblen (1857–1929) 
 Escola: Institucionalismo 
 Obra principal: A Teoria da Classe Ociosa (1899) 
 Principais ideias: 
 ● Consumo ostentatório: (Consumo conspícuo (1899). 
 Veblen cunhou o termo para descrever como as elites consomem bens não 
 pela utilidade, mas para demonstrar status social. 
 ● Teoria da Classe ociosa: 
 Grupo social que

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