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GRAN FACULDADE - RESUMO
ECONOMIA E PRODUÇÃO
UA 1 - FUNDAMENTOS DA ECONOMIA
UA 2 - A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO
Aula 1.1
Definições Principais e Fatores de Produção I:
Resumo da visão de Viceconti:
"A economia é uma ciência social que estuda como os seres humanos produzem,
distribuem e consomem os bens necessários à sobrevivência e ao bem-estar, considerando
as relações sociais, políticas e históricas."
produção, circulação, e o consumo
Resumo da visão de Das Neves:
"Economia é o estudo do comportamento humano em sociedade, diante da necessidade de
fazer escolhas econômicas, sob condições limitadas de recursos e influenciadas por fatores
sociais, culturais e políticos."
A economia é considerada uma Ciência Social, pois estuda a organização e o
funcionamento da sociedade (NOGAMI; PASSOS, 2016),
A economia, segundo Viceconti e das Neves.
Economia = oikonomia
oiko = casa
nomia = administração
administração de uma casa
na modernidade, passou a se chamar Ciências Econômicas
Adam Smith Pai da economia
divisão do trabalho
mercados
mão invisível
ECONOMIA TEM RELAÇÃO DIRETA COM A LEI DA ESCASSEZ
NECESSIDADES ILIMITADAS
OS RECURSOS SÃO LIMITADOS
AGENTES ECONÔMICOS:
As famílias ( consumidores)
As empresas ( produz)
Governo
Setor externo
FATORES DE PRODUÇÃO ( Recursos para produzir os bens)
1. Terra (recursos naturais)
2. Trabalho
3. Capital
4. Capacidade empresarial
Aula 1.2
Definições Principais e Fatores de Produção II:
De acordo com Nunes (2007), do ponto de vista da ciência econômica, um bem é algo que,
quando utilizado ou consumido, satisfaz uma necessidade concreta sentida pelo homem.
Face ao exposto acima, o bem, ou melhor, os bens têm várias classificações, e essas
podem ser de acordo com:
● a sua duração (duradouros/ não duradouros)
● a sua função ( bens de produção/ bens de consumo)
● e as relações recíprocas ( bens substitutos e bens complementares)
Bens duradouros, ex: carros
Bens não duradouros, ex: alimentos
Bens de produção, ex: ferramentas
Bens de consumo, ex: duradouros e não duradouros
Bens intermediários, ex: aço
Bens escassos, oferta limitada pela alta demanda, ex:petróleo, casas
Bens livres, ex: ar
Bens substitutos, ex: margarina e manteiga
Bens complementares, ex: carro e combustível
Definições Principais e Fatores de Produção III:
Problemas Econômicos Fundamentais
1. O que e quanto produzir?
Quais bens e serviços/ quantidade
2. Como produzir?
Método de produção (máquinas ou manual)
3. Para quem produzir?
Quem vai se beneficiar da produção
( Necessidades ilimitadas x recursos limitados)
UA 2 - SISTEMAS ECONÔMICOS
Um sistema econômico é definido como a forma política, social e econômica como está
organizada uma sociedade ( VASCONCELLOS; GARCIA, 2009). Nogami e Passos(2016)
ainda complementam que essa organização visa desenvolver as atividades econômicas de
produção, troca e consumo de bens e serviços.
Definição de Sistemas Econômicos
Sistemas econômicos são formas organizadas pelas quais as sociedades produzem,
distribuem e consomem bens e serviços, buscando atender às necessidades da população.
Eles definem quem decide o que produzir, como produzir e para quem produzir,
baseando-se em critérios como propriedade dos meios de produção, papel do Estado e
liberdade de mercado.
Definição objetiva:
Sistema econômico é o conjunto de instituições, regras e práticas que
orientam as atividades econômicas de uma sociedade, determinando como são
tomadas as decisões sobre produção, distribuição e consumo de recursos
escassos.
Os principais sistemas econômicos são:
1. Capitalismo (economia de mercado); lucro ( Estados Unidos)
○ Propriedade privada dos meios de produção.
○ Economia de mercado (livre concorrência).
○ Busca do lucro como motivação principal.
○ Mínima intervenção do Estado (em sua forma liberal clássica).
2. Socialismo ( distribuição igualitária) bem estar social ( URSS/ Cuba)
○ Propriedade coletiva ou estatal dos meios de produção.
○ Planejamento central da economia.
○ Distribuição mais igualitária da riqueza.
○ O Estado define o que, como e para quem produzir.
3. Economia Mista ( Brasil/ França/ Alemanha)
○ Combinação de elementos do capitalismo e do socialismo.
○ O Estado intervém em setores estratégicos e regula o mercado.
○ A iniciativa privada também é valorizada.
4. Sistemas Tradicionais
○ Baseados em costumes, tradições e práticas ancestrais.
○ Predominam em comunidades rurais ou indígenas.
○ Produção voltada à subsistência e troca local.
SISTEMAS ECONÔMICOS II
Definição de Sistema Capitalista
O sistema capitalista via a obtenção de:
● Propriedade privada dos meios de produção
● Livre mercado
● Lucro e eficiência
O sistema capitalista é um modelo econômico e social baseado na propriedade privada dos
meios de produção, na livre iniciativa, na economia de mercado e na busca do lucro como
principal motor da atividade econômica.
Definição objetiva:
Capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção (como
fábricas, terras e empresas) são de propriedade privada, e as decisões sobre o
que, como e para quem produzir são determinadas, em grande parte, pelo
mercado — isto é, pela livre interação entre ( oferta e demanda), que por meio
das interações entre essas duas variáveis, definem os preços, e os fatores de
produção são de propriedade privada. Nesse sistema , há a acumulação de
capital e a incessante busca pelo lucro.
Tipos de Capitalismo
● 1. Capitalismo Comercial (ou Mercantilista)
● 2. Capitalismo Industrial
● 3. Capitalismo Financeiro
● 4. Capitalismo Monopolista de Estado
● 5. Capitalismo Neoliberal
● 6. Capitalismo Informacional (ou Globalizado/Digital)
1. Capitalismo Comercial (ou Mercantilista)
● Período: Séculos XV ao XVIII (transição do feudalismo para o capitalismo).
● Características:
○ Acúmulo de riquezas via comércio e exploração colonial.
○ Forte intervenção do Estado (mercantilismo).
○ Expansão marítima e exploração de metais preciosos.
○ Formação dos Estados Nacionais modernos.
● Exemplo: Portugal, Espanha, Inglaterra mercantilista.
2. Capitalismo Industrial
● Período: A partir do século XVIII (Revolução Industrial).
● Características:
○ Substituição do trabalho artesanal pela produção em larga escala (fábricas).
○ Êxodo rural e urbanização.
○ Surgimento do proletariado (trabalhadores assalariados).
○ Início da separação entre capital e trabalho.
● Exemplo: Inglaterra industrial, Europa Ocidental, EUA no século XIX.
3. Capitalismo Financeiro
● Período: Final do século XIX até o século XX.
● Características:
○ Predomínio dos bancos, bolsas de valores e instituições financeiras.
○ Fusão entre capital industrial e bancário.
○ Internacionalização do capital (imperialismo).
○ Formação de monopólios e grandes corporações.
● Exemplo: Trustes e cartéis na Alemanha e EUA; bolsas de valores globais.
4. Capitalismo Monopolista de Estado
● Período: Pós-Segunda Guerra Mundial (meados do século XX).
● Características:
○ O Estado atua fortemente na economia (investimentos, políticas sociais,
infraestrutura).
○ Busca-se estabilidade e pleno emprego.
○ Modelo do "Estado de bem-estar social".
● Exemplo: Europa Ocidental no pós-guerra (modelo keynesiano), Brasil durante o
desenvolvimentismo.
5. Capitalismo Neoliberal
● Período: A partir da década de 1980.
● Características:vive do lazer e do prestígio, sem produzir riqueza
diretamente. Ele criticava o desperdício e a ineficiência dessa classe.
● Crítica ao capitalismo industrial:
Para Veblen, o sistema era dominado por interesses financeiros e pela busca
de prestígio, o que levava à irracionalidade e ao desperdício.
● Distinção entre engenheiros e financistas:
Defendia que os engenheiros representavam a produção eficiente, enquanto
os financistas e empresários atrapalhavam o progresso racional da
economia.
● Economia Institucionalista.
John Kenneth Galbraith (1908–2006)
Escola: Institucionalismo moderno / Pós-keynesiano
Obras principais:
● A Sociedade Afluente (1958)
● O Novo Estado Industrial (1967) (Poder Corporativo)
● Teoria da Sabedoria Convencional
● Tecnologia e Bem Estar Social
● Papel do Estado na economia
Principais ideias:
● Sociedade afluente:
Galbraith argumenta que as sociedades modernas produzem em excesso
bens privados, enquanto negligenciam os bens públicos (como educação,
saúde, meio ambiente).
● Poder das corporações:
Denunciou a concentração de poder nas grandes empresas, que moldam os
desejos dos consumidores por meio da publicidade.
● Tecnocracia e planejamento:
Propôs um maior papel do planejamento e da tecnocracia na economia,
defendendo que o mercado não resolve todos os problemas sociais.
● Crítica ao “fetiche do crescimento”:
Para Galbraith, o crescimento econômico não garante bem-estar. A
qualidade de vida deve ser prioridade em vez do simples aumento do PIB.○ Redução da intervenção do Estado na economia.
○ Privatizações, desregulamentações e livre comércio.
○ Fortalecimento do mercado como regulador central.
○ Corte de gastos públicos e políticas sociais.
● Exemplo: EUA e Reino Unido com Reagan e Thatcher; políticas aplicadas no Brasil
nos anos 1990.
6. Capitalismo Informacional (ou Globalizado/Digital)
● Período: Século XXI.
● Características:
○ Predomínio das tecnologias da informação e comunicação.
○ Globalização dos mercados e das cadeias produtivas.
○ Empresas digitais e plataformas dominam o mercado (Google, Amazon, etc.).
○ Economia do conhecimento, trabalho remoto e inteligência artificial.
● Exemplo: Vale do Silício (EUA), China tecnológica, fintechs globais.
Classificação dos sistemas econômicos:
Quanto a classificação dos sistemas econômicos, temos que o sistema capitalista ou
economia de mercado é o tipo de sistema que é regido pelas forças do mercado ( oferta e
demanda),
Características principais do sistema capitalista:
1. Propriedade privada : Os recursos produtivos pertencem a indivíduos ou empresas,
não ao Estado.
2. Economia de mercado : Os preços e a alocação de recursos são definidos pelo
mercado (oferta e demanda).
3. Livre concorrência : Empresas competem entre si para conquistar consumidores.
4. Busca do lucro : O lucro é o principal objetivo das atividades econômicas.
5. Trabalho assalariado : A maioria das pessoas vende sua força de trabalho em troca
de salário.
6. Acúmulo de capital : A reinversão de lucros promove o crescimento econômico.
7. Estado regulador (não centralizador) : Em versões mais modernas, o Estado atua
para corrigir falhas do mercado, mas não comanda a produção.
Origem e desenvolvimento:
● Surgiu na Europa entre os séculos XV e XVIII , com a transição do feudalismo para
a economia mercantil.
● Consolidou-se com a Revolução Industrial (século XVIII-XIX).
● Evoluiu em diferentes fases: capitalismo comercial , industrial , financeiro e
informacional (digital/globalizado).
Críticas e desafios do capitalismo:
● Gera desigualdade social e econômica .
● Pode provocar exploração do trabalho .
● Incentiva o consumo excessivo e degradação ambiental .
● Crises cíclicas (ex: bolhas financeiras, desemprego).
O sistema capitalista organiza a economia com base na iniciativa privada e na lógica do
lucro, promovendo inovação e crescimento, mas também enfrentando críticas por seus
efeitos sociais e ambientais.
SISTEMAS ECONÔMICOS III
Definição de Sistema Socialista
“ Movimento contrário ao liberalismo, o socialismo pretende substituir a ordem social da
liberdade individual, da propriedade privada e da liberdade contratual por outra ordem
social, na qual o controle e a propriedade dos fatores de produção estejam nas mãos do
Estado” (GASTALDI, 2000)
O que é Socialismo?
O socialismo é um sistema político, econômico e social baseado na coletivização dos
meios de produção (como fábricas, terras e empresas), no combate às desigualdades
sociais e na busca por uma distribuição mais justa da riqueza.
Ele se contrapõe ao capitalismo, onde os meios de produção são majoritariamente
privados e as relações econômicas se baseiam no lucro e na competição de mercado .
Principais características do socialismo:
● Propriedade coletiva ou estatal dos meios de produção;
● Planejamento econômico centralizado , em vez de mercado livre;
● Distribuição igualitária de renda e riquezas ;
● Eliminação das classes sociais ;
● Defesa de valores como igualdade, solidariedade e justiça social.
Divisões do Socialismo:
Existem diferentes correntes dentro do socialismo, com propostas e estratégias distintas. As
principais são:
1. Socialismo Utópico
2. Socialismo Científico (ou Marxismo)
3. Socialismo Democrático
4. Social-Democracia (às vezes considerada uma vertente separada)
5. Anarquismo Socialista (ou Socialismo Libertário)
1. Socialismo Utópico
● Primeira forma teórica de socialismo (século XIX);
● Pensadores: Saint-Simon, Charles Fourier, Robert Owen ;
● Acreditavam em uma transformação pacífica e moral da sociedade;
● Não apresentavam um método prático claro de transição.
● As pessoas se ajudam, esperam sempre o melhor.
2. Socialismo Científico (ou Marxismo)
● Desenvolvido por Karl Marx e Friedrich Engels ;
● Baseia-se na análise científica da história (materialismo histórico);
● Defende a luta de classes como motor da transformação social;
● Prevê a substituição do capitalismo por um estágio socialista e, posteriormente, pelo
comunismo .
3. Socialismo Socialismo Real (ou Socialismo de Estado)
● O Socialismo Real , também conhecido como Socialismo de Estado ou
soviético ,(planificado), é o modelo de socialismo que foi efetivamente
implantado em países como a União Soviética, China (em parte), Cuba, entre
outros , a partir do século XX.
● Tudo é propriedade do Estado; Controla os meios de produção; Planejamento
central vai ser através de planos quinquenais onde é o estado que faz;
● Só vai existir um partido, o Partido Comunista, o único controlado pelo governo.
● tema: “ Igualdade social e justiça social”
● Limitações na liberdade das pessoas
● Esse modelo busca aplicar na prática os princípios do socialismo propostos por Marx
e Engels, mas adaptados pelos líderes locais — principalmente por Lênin e Stalin ,
no caso soviético.
4. Socialismo Democrático
● Defende a transformação socialista por meios democráticos , não revolucionários;
● Combina valores do socialismo com instituições da democracia liberal (como
eleições e liberdade de expressão);
● Muito presente em partidos políticos social-democratas na Europa.
4. Social-Democracia (às vezes considerada uma vertente separada)
● Originalmente marxista, mas hoje mais próxima do reformismo ;
● Aceita a economia de mercado, mas com forte intervenção estatal ;
● Foca em políticas de bem-estar social , como saúde pública, educação e
seguridade social.
5. Anarquismo Socialista (ou Socialismo Libertário)
● Rejeita o Estado como instrumento de controle;
● Defende a autogestão, a organização horizontal e o fim da autoridade central;
● Pensadores: Mikhail Bakunin , Pierre-Joseph Proudhon .
O que é Socialismo Real (ou Socialismo de Estado)?
O Socialismo Real , também conhecido como Socialismo de Estado , é o modelo de
socialismo que foi efetivamente implantado em países como a União Soviética, China
(em parte), Cuba, entre outros , a partir do século XX.
Esse modelo busca aplicar na prática os princípios do socialismo propostos por Marx e
Engels, mas adaptados pelos líderes locais — principalmente por Lênin e Stalin , no caso
soviético.
Características do Socialismo Real:
1. Propriedade estatal dos meios de produção – fábricas, terras, bancos e
comércios são controlados pelo Estado.
2. Economia planificada – o Estado decide o quê, quanto e como produzir, por meio
de planos econômicos (como os Planos Quinquenais da URSS).
3. Partido único – geralmente, o Partido Comunista controla o poder político, sem
concorrência democrática.
4. Centralização do poder – o Estado (e o partido) têm forte controle sobre a vida
política, econômica e muitas vezes até cultural da sociedade.
5. Repressão política – em muitos casos, opositores ao regime são censurados,
presos ou perseguidos (como nos regimes de Stalin ou Mao).
Exemplos históricos de Socialismo Real:
● União Soviética (URSS)● China (principalmente entre 1949 e os anos 1980)
● Cuba
● Coreia do Norte
● Alemanha Oriental
● Vietnã
● Outros países do Leste Europeu sob influência soviética
Críticas ao Socialismo Real:
● Autoritarismo e falta de liberdades individuais;
● Ineficiência econômica e escassez de bens de consumo;
● Burocratização e corrupção no Estado;
● Ruptura entre teoria marxista e prática política (segundo muitos estudiosos, o
"socialismo real" se afastou dos ideais originais de Marx).
Em resumo:
O Socialismo Real é o nome dado ao modelo de socialismo que foi realmente
aplicado em países do século XX, caracterizado por forte centralização estatal,
economia planificada e partido único, mas que também foi criticado por
autoritarismo e afastamento dos princípios originais do socialismo.
Fluxos Real e Monetário I
O fluxo real e o fluxo monetário são dois conceitos fundamentais na economia, que
explicam como os bens, serviços e recursos circulam em uma economia, especialmente no
modelo de fluxo circular de renda . Veja como cada um funciona:
Fluxo real: Bens e serviços
Oferta e demanda: fatores de produção: mão de obra e o capital
Fluxo monetário: circulação do dinheiro, pagamento de bens e serviços
entre famílias e empresas
Famílias oferecem seus fatores de produção>> recebem pagamento por isso.
Empresas oferecem empregos e pagam um salário para as famílias.
FLUXO REAL
O fluxo real refere-se à circulação física de bens e serviços e de fatores de produção
(como trabalho, terra e capital). Esse fluxo ocorre entre as famílias e as empresas :
● As famílias oferecem os fatores de produção (trabalho, terra, capital) às empresas.
● As empresas usam esses fatores para produzir bens e serviços , que são vendidos
às famílias.
Exemplo :
● Uma pessoa (família) trabalha numa empresa → fornece trabalho (fator de
produção).
● A empresa usa esse trabalho para produzir um produto (como pão) → esse produto
é consumido pela família.
FLUXO MONETÁRIO
O fluxo monetário é o movimento de dinheiro que acompanha o fluxo real. Ele
representa os pagamentos feitos em troca dos bens, serviços e fatores de produção:
● As empresas pagam salários, aluguéis, juros e lucros às famílias pelos fatores de
produção.
● As famílias usam esse dinheiro para comprar bens e serviços das empresas.
Exemplo :
● A empresa paga salário ao trabalhador.
● O trabalhador usa esse salário para comprar pão na empresa.
RESUMO DO FUNCIONAMENTO
Participantes Fluxo Real Fluxo Monetário
Famílias Oferecem trabalho, terra,
capital
Recebem salários, aluguéis, juros, lucros
Empresas Produzem bens e serviços Recebem dinheiro pela venda dos
produtos
DICA DE MEMORIZAÇÃO
● Fluxo Real = coisas concretas (trabalho, bens, serviços).
● Fluxo Monetário = dinheiro (salários, pagamentos, lucros).
Fluxos Real e Monetário II
Fluxo Circular de Renda
O fluxo circular de renda é um modelo econômico que representa o funcionamento básico
de uma economia, mostrando como os recursos, bens, serviços e rendas circulam entre os
principais agentes econômicos. Esse modelo ajuda a entender as interações entre famílias,
empresas, governo e o setor externo. A seguir, estão os principais conceitos envolvidos:
1. Famílias (ou consumidores)
● Função : Oferecem os fatores de produção (trabalho, terra, capital, etc.) para as
empresas.
● Recebem : Renda em forma de salários , aluguéis , juros e lucros .
● Utilizam a renda para : Consumo de bens e serviços (demanda agregada) e
poupança.
2. Empresas (ou produtores)
● Função : Utilizam os fatores de produção para produzir bens e serviços .
● Pagam às famílias : Renda pelos fatores utilizados.
● Recebem das famílias : Pagamentos pela venda de bens e serviços.
3. Governo
● Recebe : Impostos das famílias e das empresas.
● Gasta : Transferências, salários públicos, compras governamentais.
● Atua como um redistribuidor de renda e provedor de bens públicos.
4. Setor Externo
● Envolve as exportações e importações .
● Exportações geram entrada de renda no país.
● Importações representam saída de renda para o exterior.
5. Fluxo Real
● Refere-se à circulação física de bens e serviços e de fatores de produção.
○ Exemplo: trabalho das famílias → produção das empresas → bens para
consumo das famílias.
6. Fluxo Monetário
● Refere-se à circulação de dinheiro na economia.
○ Exemplo: empresas pagam salários → famílias consomem → empresas
recebem pagamento.
Resumo do funcionamento:
● As famílias fornecem fatores de produção às empresas.
● As empresas produzem bens e serviços e os vendem às famílias.
● O dinheiro circula entre os agentes: das empresas para as famílias (salários,
lucros) e das famílias para as empresas (compras).
● O governo e o setor externo também entram no fluxo com impostos,
transferências, exportações e importações.
●
Fluxo real de bens e serviços x fluxo monetário, quando os dois fatores andam juntos tem
se a circulação de renda.
As famílias oferecem suas terras, seu capital, sua mão de obra no mercado dos fatores de
produção.
Sendo remuneradas
Fluxos Real e Monetário III
Curvas de Possibilidade de Produção / Fronteira de Possibilidade
de Produção
Recursos limitados e alternativas de produção entre geralmente 2 produtos
A Curva de Possibilidade de Produção (CPP) , também chamada de Fronteira de
Possibilidades de Produção (FPP) , é um conceito fundamental da economia que
representa graficamente as diferentes combinações de dois bens ou serviços que uma
economia pode produzir, utilizando todos os seus recursos de forma eficiente e com a
tecnologia disponível .
A CPP se trata da capacidade máxima de produção, supondo o pleno emprego dos fatores
de produção em dado período de tempo (VASCONCELLOS; GARCIA, 2009). Ela deve ser
pensada para melhor aproveitamento dos recursos, aproveitando não só as possibilidades
de produção, mas os custos de oportunidades.
Recursos limitados> fatores de produção: escassos
Conceitos principais:
1. Escassez :
A CPP mostra os limites da produção, ou seja, evidencia que os recursos (terra,
trabalho, capital e tecnologia) são escassos e não é possível produzir tudo
simultaneamente em quantidades ilimitadas.
2. Custo de Oportunidade :
Ao decidir produzir mais de um bem, a economia precisa abrir mão de parte da
produção de outro bem . O custo de oportunidade é o valor do que foi sacrificado
para obter outra coisa.
3. Eficiência :
Pontos sobre a curva representam uso eficiente dos recursos.
Pontos dentro da curva indicam ineficiência (recursos ociosos).
Pontos fora da curva são inatingíveis com os recursos atuais.
4. Trade-off (escolha econômica):
Refere-se à necessidade de escolher entre diferentes alocações de recursos — ao
produzir mais de um bem, a produção do outro precisa ser reduzida.
5. Crescimento Econômico :
Quando há avanços tecnológicos ou aumento de recursos produtivos, a CPP
desloca-se para fora , indicando aumento da capacidade de produção.
Exemplo:
Suponha uma economia que só produz alimentos e computadores . A CPP mostrará todas
as combinações possíveis entre esses dois bens, com os recursos sendo totalmente
utilizados. Se essa economia quiser produzir mais computadores, terá que produzir menos
alimentos.
Importância:
A CPP é útil para entender:
● Decisões de produção
● Alocação de recursos● Impacto de políticas públicas
● Custos de escolhas econômicas
UA 1.4
A INTER-RELAÇÃO DA ECONOMIA COM OUTRAS ÁREAS DO
CONHECIMENTO
A inter-relação da economia com a física, biologia, matemática e estatística.
Economia e física > Teoria de jogos
Economia e biologia > ecologia econômica > atividades econômicas que interage com a
sustentabilidade, análise de mercados.
Teoria de Malthus.
Economia e matemática >
Economia e estatística >
A INTER-RELAÇÃO DA ECONOMIA COM OUTRAS ÁREAS DO
CONHECIMENTO II
A inter-relação da economia com a política, história e geografia.
Política História Geografia
Políticas fiscais Revolução industrial Geografia econômica
Política comercial Crise de 1929
A INTER-RELAÇÃO DA ECONOMIA COM OUTRAS ÁREAS DO
CONHECIMENTO III
A inter-relação da economia com a moral, justiça, filosofia e contabilidade
Moral Justica Filosofia Contabilidade
Responsabilidade social
corporativa
Polícia de acesso aos
recursos
Teoria da utilidade Relatórios financeiros
Bem & Jerry's Cotas raciais Orçamento Público
Divisão do Estudo Econômico
MACRO E MICRO ECONOMIA
Microeconomia (lupa) Macroeconomia (binóculos)
Consumidores (TC) Comportamentos dos agregados
econômicos: PIB, inflação, desemprego,
políticas fiscais e monetárias, balanço
comercial etc..
Empresas (TP, TC)
Mercados específicos (estruturas de
mercado)
Agentes econômicos ( comportamento:
Oferta, demanda, elasticidade, custo
oportunidade, teoria do consumidor,
produtor custos, equilíbrio de mercados)
Microeconomia e Macroeconomia são dois ramos fundamentais da ciência econômica,
que se diferenciam principalmente pelo nível de análise que realizam:
Microeconomia
A microeconomia estuda o comportamento das unidades econômicas individuais ,
como consumidores , empresas e mercados específicos .
Ela analisa como essas unidades tomam decisões sobre produção, consumo e formação
de preços, diante da escassez de recursos.
Principais temas da microeconomia:
● Oferta e demanda
● Formação de preços
● Elasticidade
● Teoria do consumidor
● Teoria da firma (empresa)
● Estruturas de mercado (concorrência, monopólio, oligopólio)
Exemplo : Como o aumento no preço da carne afeta o consumo das famílias.
Macroeconomia
A macroeconomia estuda o funcionamento da economia como um todo , analisando
grandes agregados econômicos e suas interações.
Principais temas da macroeconomia:
● Produto Interno Bruto (PIB)
● Inflação
● Desemprego
● Taxa de juros
● Política monetária e fiscal
● Balança comercial
Exemplo : Como o aumento da taxa Selic afeta o crescimento econômico do país.
Resumo comparativo:
Aspecto Macroeconomia Microeconomia
Foco Unidades individuais Economia como um
todo
Agentes analisados Consumidores, Governo, setor externo,
empresas, mercados sistema financeiro
Exemplos de estudo Preço de um produto PIB, inflação,
desemprego
Concorrência
Divisão do Estudo Econômico II
A economia internacional
Economia Internacional é o ramo da ciência econômica que estuda as relações econômicas
entre os países. Ela analisa como as nações interagem por meio do comércio internacional,
fluxos de capital, movimentações de trabalho, investimentos estrangeiros e políticas
cambiais e comerciais.
Conceito:
Economia Internacional é a área da economia que investiga as trocas
econômicas entre países, incluindo comércio de bens e serviços, movimentos
de capital, taxas de câmbio, políticas comerciais e os efeitos dessas interações
sobre o crescimento, o desenvolvimento e o bem-estar das nações.
ECONOMIA INTERNACIONAL ESTUDA O COMÉRCIO EXTERIOR, FINANÇAS E A
INTERDEPENDÊNCIA ENTRE OS PAÍSES
Mercantilismo
Mercantilismo, ouro e prata, protecionismo , intervenção do estado
Fisiocracia, livre comércio, sem intervenção do estado.
Vantagens absolutas (Adam Smith) Portugal e inglaterra
Vantagens comparativas ( D. Ricardo) custo oportunidade
H-Ohlin, 1920
Principais temas da Economia Internacional:
1. Comércio Internacional – estudo das exportações e importações de bens e
serviços.
2. Teorias do Comércio – como a teoria das vantagens comparativas, que explica por
que países se beneficiam ao se especializarem em certos produtos.
3. Política Comercial – tarifas, cotas, subsídios e barreiras não tarifárias.
4. Finanças Internacionais – fluxo de capitais, taxa de câmbio, balança de
pagamentos.
5. Integração Econômica – blocos econômicos como MERCOSUL, União Europeia,
NAFTA.
6. Organismos Internacionais – como o FMI, Banco Mundial e OMC, que regulam ou
influenciam a economia global.
Objetivo:
Compreender os impactos e benefícios das relações econômicas internacionais, buscando
melhorar a eficiência, a competitividade e o bem-estar econômico dos países envolvidos.
Divisão do Estudo Econômico III
Crescimento e desenvolvimento econômico
CRESCIMENTO DESENVOLVIMENTO
Aumento produção Aumento na qualidade de vida
PIB
Ex:
(y) Produto 2023: 500 lib
(y2) Produto 2024: 525 lib
Tx. cresc= y2 - y
PREMISSAS DO PENSAMENTO ECONÔMICO I
No Antigo Testamento da Bíblia cristã, podem ser encontrados registros acerca das
atividades econômicas realizadas pelas civilizações. Ao pesquisar sobre o assunto, percebe
se que não há um consenso sobre o momento exato do surgimento da economia como
ciência (FEIJÓ, 2007) e que os primeiros estudos sobre a área foram desenvolvidos por
filósofos gregos. Os filósofos Aristóteles e Platão viam a economia como uma questão de
filosofia moral.
As premissas do pensamento econômico na França do século XVI ao XVIII refletem uma
evolução marcada por diferentes correntes e contextos históricos. Abaixo estão os
principais pontos que caracterizam esse período:
Século XVI – Mercantilismo Francês
Premissas principais:
● Acúmulo de metais preciosos (ouro e prata) como sinônimo de riqueza nacional.
● Balança comercial favorável (exportar mais do que importar).
● Forte intervenção estatal na economia.
● Promoção de manufaturas nacionais e proteção alfandegária.
● Colonialismo como forma de garantir matérias-primas e mercados.
● Exemplo: Jean Bodin defendia o papel do Estado e a importância do comércio
externo para o poder do rei.
Século XVII – Colbertismo
Premissas principais (variante do mercantilismo):
● Inspirado por Jean-Baptiste Colbert , ministro de Luís XIV.
● Centralização econômica pelo Estado .
● Incentivo à indústria nacional , com controle de qualidade e subsídios.
● Monopólios e companhias comerciais privilegiadas.
● Controle rígido sobre as colônias para enriquecer a metrópole.
Século XVIII – Fisiocracia
Premissas principais:
● Reação ao mercantilismo e ao intervencionismo estatal.
● Natureza como fonte de toda a riqueza (principalmente a agricultura).
● Defesa da ordem natural e leis econômicas universais.
● Proposta do “laissez-faire, laissez-passer” (livre mercado e mínima intervenção do
Estado).
● Ideia do imposto único sobre a terra .
● Principais nomes: François Quesnay e Turgot .
Em resumo:
Sécul
o
Corrente Premissas-chave
XVI Mercantilism
o
Estado forte, acúmulo de metais, comércio exterior
XVII Colbertismo Nacionalismo econômico, industrialização, protecionismo
XVIII Fisiocracia Agricultura como base da riqueza, liberdade econômica, ordem
natural
Platão defendia que a pólis, denominada como “cidade-estado”.
ESTRATÉGIAS DO MERCANTILISMO II
Estratégias do Mercantilismo(séculos XVI a XVIII):
1. Acúmulo de riquezas (metalismo):
○ Prioridade na acumulação de metais preciosos , como ouro e prata ,
considerados sinônimos de poder e prosperidade nacional.
2. Superávit comercial (balança comercial favorável):
○ Exportar mais do que importar , garantindo a entrada de riquezas no país.
○ Incentivo à produção nacional e restrição às importações com tarifas e
barreiras alfandegárias.
3. Intervenção do Estado na economia:
○ O governo controlava e regulava a economia para fortalecer o poder
nacional.
○ Criação de leis, tarifas, subsídios e regulamentações para proteger a
economia interna.
4. Colonialismo:
○ Exploração econômica das colônias , que forneciam matérias-primas e
serviam de mercado consumidor.
○ As colônias eram impedidas de comercializar com outros países ,
obedecendo ao pacto colonial.
5. Monopólios comerciais:
○ Concessão de monopólios a companhias comerciais ou grupos ligados ao
Estado.
○ Controle exclusivo sobre determinados produtos ou rotas comerciais.
ESTRATÉGIAS DO MERCANTILISMO III
PERÍODO MODERNO FISIOCRACIA
François Quesnay ( XVII, na França.); Desenvolveu a teoria da fisiocracia
Governo da natureza > leis naturais
1. Terra fonte de riqueza
2. Lei natural
3. Laissez-faire, Laissez-passer (Gournay)
4. Tabela econômica ( classe produtiva, classe estéril, classe proprietária.
5. Imposto único.
1 - FONTE DE RIQUEZA ( FRANÇA SÉCULO XVIII)
No século XVII , a principal fonte de riqueza na França era baseada na agricultura ,
embora outras atividades econômicas também tivessem importância. Veja os principais
pontos:
1. Agricultura – Base da Economia
● A maioria da população francesa vivia no campo.
● A terra era a principal fonte de riqueza e poder.
● O regime feudal ainda influenciava a estrutura agrária, com camponeses
trabalhando nas terras dos nobres .
● A produção agrícola servia tanto para o consumo interno quanto para gerar tributos
à nobreza e à Coroa.
2. Indústria artesanal e manufaturas
● O Estado, sob Luís XIV e Colbert (ministro da economia) , incentivou as
manufaturas reais (tecidos, tapeçarias, porcelanas, armas).
● Isso fazia parte do mercantilismo colbertista , que visava fortalecer a economia
nacional com produtos de luxo e exportações.
3. Comércio e navegação
● A França também buscava expandir o comércio marítimo e as colônias
ultramarinas (Antilhas, Canadá, Índia).
● As riquezas coloniais, como açúcar e peles, ajudavam na balança comercial.
4. Sistema mercantilista
● O Estado controlava a economia buscando acumular metais preciosos (ouro e
prata) .
● A riqueza era associada ao superávit comercial , ou seja, exportar mais do que
importar.
Resumo
A principal fonte de riqueza era a terra (agricultura) , mas o Estado absolutista francês
também impulsionava a produção manufatureira e o comércio , dentro de uma política
mercantilista .
2 - LEI NATURAL – FRANÇA, SÉCULO XVIII
No século XVIII, na França , o conceito de Lei Natural foi fundamental para o pensamento
filosófico, político e econômico da época. Ele se baseava na ideia de que existem normas
universais, racionais e imutáveis , anteriores e superiores às leis humanas, que regem a
vida em sociedade.
Conceito de Lei Natural – França, século XVIII:
A Lei Natural era vista como um conjunto de princípios racionais e universais que
orientam o comportamento humano, sendo fundamentada na razão e não na autoridade
religiosa ou política. Esses princípios eram considerados inatos ao ser humano e poderiam
ser descobertos por meio da razão.
Características principais:
1. Universalidade: Aplicava-se a todos os seres humanos, independentemente da
cultura, religião ou local.
2. Racionalidade: Baseava-se na razão humana, não em dogmas religiosos ou
tradições.
3. Fonte de direitos naturais: Como o direito à vida, à liberdade e à propriedade.
4. Crítica ao absolutismo: Serviu de base para contestar o poder absoluto do rei,
defendendo a limitação do poder do Estado.
5. Inspirou o Iluminismo: Pensadores como Montesquieu , Voltaire , Rousseau e os
fisiocratas usaram a ideia de lei natural para propor reformas sociais, políticas e
econômicas.
Aplicações:
● Na política: Fundamentou ideias como o contrato social e os direitos naturais do
cidadão .
● Na economia: Os fisiocratas acreditavam que existia uma "ordem natural" que
deveria reger a economia, sem intervenção do Estado (base do laissez-faire ).
● No direito: Defendia a existência de princípios morais e jurídicos superiores às leis
impostas por reis ou governos.
Exemplo:
Rousseau , em O Contrato Social (1762), baseia suas ideias na lei natural ao
afirmar que os homens nascem livres e iguais, e que a sociedade só é legítima
se respeitar os direitos naturais dos indivíduos.
3 - LAISSEZ-FAIRE, LAISSEZ-PASSER (GOURNAY)
3- No contexto econômico, laissez-faire refere-se à ideia de que os mercados funcionam
melhor quando são deixados livres para operar por conta própria, sem regulação ou
interferência governamental. O princípio acredita que a livre iniciativa , a concorrência e a
lei da oferta e da procura são mecanismos suficientes para organizar a economia de
forma eficiente.
Origem:
O termo surgiu no século XVIII, durante o Iluminismo , e foi fortemente influenciado por
economistas liberais clássicos , como Adam Smith , que via o mercado como uma "mão
invisível" capaz de guiar os agentes econômicos para resultados benéficos para todos.
Características do laissez-faire:
● Defesa da propriedade privada .
● Livre concorrência entre empresas.
● Poucos impostos e baixa regulamentação .
● Papel do Estado limitado à segurança, justiça e proteção da propriedade .
Críticas:
● Pode gerar desigualdade social .
● Falta de regulação pode levar a abusos corporativos ou crises econômicas .
● Ignora externalidades negativas como poluição ou exploração do trabalho .
Em resumo:
Laissez-faire é uma filosofia que prega que a economia deve ser autogerida pelas forças
de mercado, com o mínimo de interferência estatal , valorizando a liberdade econômica
como pilar central.
Laissez-passer é uma expressão de origem francesa que significa literalmente "deixar
passar" .
Conceito:
Laissez-passer é um documento oficial que autoriza uma pessoa a transitar livremente
por determinado território , mesmo que ela não tenha um passaporte tradicional ou visto.
Finalidade:
● Viagens internacionais , especialmente em situações diplomáticas ou
emergenciais .
● Usado por funcionários de organizações internacionais , como a ONU ou União
Europeia.
● Também pode ser emitido em contextos de guerra ou crises humanitárias ,
permitindo que pessoas cruzem fronteiras em segurança.
Tipos de uso:
● Laissez-passer diplomático – emitido por governos ou organismos internacionais.
● Laissez-passer humanitário – usado em evacuações ou proteção de refugiados.
● Temporário ou especial – para indivíduos sem documentos regulares, mas com
permissão excepcional.
●
4 - TABELA ECONÔMICA (TABLEAU ÉCONOMIQUE)
No século XVIII, a tabela econômica (ou Tableau Économique , em francês) foi um
conceito desenvolvido pelo economista francês François Quesnay , um dos principais
representantes da Escola Fisiocrática . Esse modelo é considerado uma das primeiras
tentativas de representar o funcionamento da economiade forma sistemática e visual,
antecessora das modernas contas nacionais.
Conceito da Tabela Econômica (Tableau Économique)
A tabela econômica criada por Quesnay em 1758 representava o fluxo circular da renda
em uma economia agrícola e tinha como objetivo mostrar como a riqueza era produzida,
distribuída e reinvestida entre as diferentes classes sociais.
Componentes da Tabela Econômica
Quesnay dividiu a sociedade em três classes principais:
1. Classe produtiva : os agricultores , que produziam o excedente econômico.
2. Classe proprietária : os donos das terras que recebiam a renda da terra.
3. Classe estéril : os artesãos, comerciantes e industriais , que não geravam
excedente, segundo os fisiocratas.
Funcionamento
● Os agricultores produzem riquezas (produtos agrícolas).
● Uma parte dessa riqueza é entregue aos proprietários como renda da terra .
● Os proprietários consomem produtos manufaturados da classe estéril e alimentos da
classe produtiva.
● Os gastos dos proprietários retornam à economia, mantendo o ciclo de produção e
consumo.
Importância Histórica
● Foi a primeira tentativa de representar uma economia em termos de fluxo de
renda .
● Antecipou conceitos fundamentais da macroeconomia , como o circuito
econômico e o papel dos investimentos e consumo .
● Influenciou pensadores como Adam Smith e contribuiu para o desenvolvimento da
ciência econômica moderna.
5 - "IMPOSTO ÚNICO" NA FRANÇA DO SÉCULO XVIII
No século XVIII, na França, antes da Revolução Francesa (1789), o sistema tributário era
extremamente desigual e confuso. Não existia um "imposto único" — pelo contrário,
havia uma grande variedade de impostos e isenções , sobretudo em favor da nobreza e
do clero.
No entanto, algumas propostas de reforma tributária foram discutidas ao longo do século
XVIII, e a ideia de um imposto único foi defendida por alguns economistas iluministas ,
como os fisiocratas .
Conceito de "Imposto Único" na França do século XVIII
Os fisiocratas , liderados por François Quesnay , defendiam a criação de um impôt
unique ("imposto único") sobre a renda da terra . Segundo eles:
● A terra era a única fonte verdadeira de riqueza ;
● Portanto, todos os impostos deveriam ser substituídos por um único imposto
cobrado dos proprietários de terras;
● Isso tornaria o sistema tributário mais justo e eficiente ;
● O restante da economia (comércio, indústria) deveria ser livre de tributos e
interferência do Estado — ideia próxima do laissez-faire .
Sistema tributário real da França no século XVIII (antes da Revolução):
● Enorme carga tributária sobre o Terceiro Estado (burguesia, camponeses e
trabalhadores);
● A nobreza e o clero eram amplamente isentos de muitos tributos;
● Existiam diversos impostos, como:
○ Taille (imposto direto sobre os camponeses);
○ Gabelle (imposto sobre o sal);
○ Dízimo (cobrado pela Igreja);
○ Impostos alfandegários e internos , entre outros.
Importância Histórica:
● A ideia do "imposto único" fisiocrata influenciou debates econômicos posteriores;
● Porém, não foi adotada na prática na monarquia francesa do século XVIII;
● O sistema fiscal injusto foi uma das principais causas da Revolução Francesa .
UA 2 - TEORIA ECONÔMICA
ESCOLA CLÁSSICA: ADAM SMITH ( 1723 - 1790)
Conceito segundo Adam Smith (1723–1790):
Adam Smith é considerado o pai da economia moderna. Seu conceito central gira em torno
da liberdade econômica e da busca pelo interesse individual como motor do progresso
econômico geral.
Conceitos principais de Adam Smith:
1. Mão Invisível:
É a ideia de que, ao buscar seus próprios interesses, os indivíduos acabam
contribuindo, involuntariamente, para o bem-estar da sociedade como um todo. Ou
seja, o mercado se autorregula por meio da oferta e da demanda, sem necessidade
de intervenção estatal excessiva.
2. Divisão do Trabalho:
A especialização aumenta a produtividade. Quando cada trabalhador se dedica a
uma tarefa específica, a produção se torna mais eficiente, o que impulsiona o
crescimento econômico.
3. Valor-Trabalho:
O valor de uma mercadoria está relacionado à quantidade de trabalho necessário
para produzi-la.
4. Livre Mercado:
Defendia a liberdade econômica com pouca intervenção do Estado, acreditando que
a concorrência e a iniciativa privada promovem o desenvolvimento.
5. Estado com funções limitadas:
Para Smith, o Estado deveria atuar em áreas específicas:
○ Defesa nacional
○ Justiça
○ Obras públicas (como estradas, pontes etc.)
Obra principal:
"A Riqueza das Nações" (1776) — onde apresenta essas ideias de forma estruturada.
UA 2 - TEORIA ECONÔMICA II
ESCOLA CLÁSSICA:
Thomas Robert Malthus (1766-1834)
David Ricardo (1772-1823)
John Stuart Mill (1806-1873)
Jean-Baptiste Say (1767-1832)
1. Thomas Robert Malthus (1766-1834)
● Principal obra: An Essay on the Principle of Population (1798)
● Conceito chave:
○ Malthus é famoso pela sua Teoria da População. Ele argumentava que
a população tende a crescer geometricamente (exponencialmente),
enquanto os recursos, especialmente os alimentos, crescem em
progressão aritmética (linearmente).
○ Por isso, haveria um limite natural para o crescimento da população,
levando a crises periódicas de fome, doenças e guerras para controlar
a população.
○ Influenciou a economia ao destacar os limites dos recursos naturais e
o impacto da população no desenvolvimento econômico.
○ Também defendeu o controle da natalidade e a moderação nos
casamentos para evitar o crescimento populacional descontrolado.
2. David Ricardo (1772-1823)
● Principal obra: Princípios de Economia Política e Tributação (1817)
● Conceitos-chave:
○ Teoria da Vantagem Comparativa: Ricardo mostrou que mesmo que
um país seja menos eficiente na produção de todos os bens, ele deve
se especializar na produção onde tem a menor desvantagem relativa e
trocar com outros países. Isso fundamenta o comércio internacional.
○ Lei dos Rendimentos Decrescentes: Aplicada à agricultura, indica que
aumentar insumos de terra além de certo ponto gera um aumento
cada vez menor na produção.
○ Teoria da Distribuição: Ricardo analisou como a renda é distribuída
entre proprietários de terra (renda da terra), capitalistas (lucros) e
trabalhadores (salários). Ele argumentava que a renda da terra tende a
aumentar com o crescimento populacional e industrial.
○ Para ele, os salários tendem ao mínimo necessário para a
subsistência.
3. John Stuart Mill (1806-1873)
● Principal obra: Princípios de Economia Política (1848)
● Conceitos-chave:
○ Mill fez a síntese do pensamento clássico e introduziu ideias que
anteciparam a economia do bem-estar.
○ Defendeu a liberdade econômica com regulação estatal para proteger
os mais vulneráveis.
○ Destacou a importância do equilíbrio entre produção e distribuição de
renda para o desenvolvimento social.
○ Apoiou a ideia de que o crescimento econômico não é um fim em si,
mas um meio para o bem-estar humano.
○ Mill discutiu também o papel da educação e igualdade social na
economia.
○ Ele aprofundou a análise da utilidade e do comportamento humano
como fundamentos econômicos, sendo precursor do marginalismo.
4. Jean-Baptiste Say (1767-1832)
● Principal obra: Traité d’économie politique (Tratado de Economia Política)
(1803)
● Conceitos-chave:
○ Conhecido pela Lei de Say ou “Lei dos Mercados”: “A oferta cria sua
própria demanda” . Segundo Say, a produção de bens cria renda
suficiente para que esses bens sejam comprados.
○ Ele acreditava que crises econômicaseram resultado de distúrbios
temporários e não de falta de demanda global.
○ Enfatizou o papel do empreendedor como agente que coordena os
recursos produtivos.
○ Para Say, a economia é um processo de produção e circulação de
bens, e o equilíbrio é o estado natural do mercado.
○ A teoria influenciou a visão liberal clássica de mercados auto
regulados.
UA 2 - TEORIA ECONÔMICA III
Karl Marx ( 1818 -1883)
A teoria econômica de Karl Marx é uma das mais influentes da história e está
inserida dentro de sua crítica ao capitalismo. Sua abordagem é conhecida como
materialismo histórico-dialético e a base econômica de sua análise está no que
ele chamou de crítica da economia política . A seguir, estão os principais conceitos
da teoria econômica de Marx:
1. Modo de Produção
É a forma como a sociedade organiza a produção de bens e serviços. Para Marx, a
história da humanidade é a história das lutas de classes , determinada pelos
diferentes modos de produção (como o feudalismo, o capitalismo e, futuramente, o
socialismo).
2. Mais-valia
É o conceito central da teoria marxista da exploração. A mais-valia é o valor
produzido pelo trabalhador além do que ele recebe em salário . Esse excedente é
apropriado pelo capitalista como lucro , evidenciando a exploração da força de
trabalho.
3. Valor-Trabalho
Para Marx, o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho
socialmente necessário para produzi-la. Essa teoria o levou a identificar como o
trabalho humano é a fonte de todo valor no sistema capitalista.
4. Alienação
O trabalhador, no capitalismo, está alienado porque:
● Não controla o que produz,
● Não decide como trabalha,
● Está separado do produto do seu trabalho.
Essa alienação é tanto econômica quanto social e psicológica .
5. Acumulação de Capital e Crises
O capitalismo está sempre em busca da acumulação de capital, o que leva a:
● Concentração de riqueza ,
● Exploração crescente do trabalho ,
● E inevitáveis crises econômicas cíclicas de superprodução e desemprego.
6. Luta de Classes
A sociedade capitalista está dividida entre duas classes principais:
● Burguesia (capitalistas) : detêm os meios de produção.
● Proletariado (trabalhadores) : vendem sua força de trabalho.
A contradição entre essas classes levaria, segundo Marx, a uma revolução
socialista , com o objetivo de abolir a propriedade privada dos meios de produção e
implantar o comunismo .
Principais Obras
● "O Capital" (Das Kapital) : análise crítica do sistema capitalista.
● "Manifesto do Partido Comunista" (com Friedrich Engels): síntese política
da sua teoria.
TEORIA NEOCLÁSSICA I
A Teoria Neoclássica é uma escola de pensamento econômico que surgiu no final
do século XIX, como uma evolução do liberalismo clássico, especialmente das
ideias de Adam Smith, David Ricardo e John Stuart Mill. Seu foco principal está no
comportamento dos indivíduos e das empresas em mercados competitivos. A teoria
ficou marcada por seu uso intensivo de modelos matemáticos e pela tentativa de
explicar a formação de preços, alocação de recursos e distribuição de renda com
base em princípios racionais.
Conceito da Teoria Neoclássica
A Teoria Neoclássica entende que os agentes econômicos (consumidores e
empresas) são racionais, tomam decisões com base na utilidade (satisfação) e no
lucro, e que os mercados tendem ao equilíbrio por meio da lei da oferta e da
demanda.
Principais Características:
1. Racionalidade dos agentes econômicos – consumidores maximizam a
utilidade; empresas maximizam o lucro.
2. Utilização da matemática e modelos abstratos – forte uso de equações e
gráficos.
3. Lei da oferta e da demanda – os preços se ajustam para equilibrar mercados.
4. Concorrência perfeita – pressuposto de mercados com muitos vendedores e
compradores, sem influência individual sobre os preços.
5. Marginalismo – importância das análises de custos e utilidades marginais (a
utilidade ou custo adicional de uma unidade extra).
6. Alocação eficiente dos recursos – os mercados alocam recursos de forma
ótima quando não há interferência externa.
Principais Autores:
● William Stanley Jevons
● Carl Menger
● Léon Walras
● Alfred Marshall (síntese entre o clássico e o neoclássico)
Resumo:
A Teoria Neoclássica vê o mercado como um mecanismo eficiente de alocação de
recursos, baseado na livre interação entre oferta e demanda, assumindo que os
agentes são racionais e tomam decisões com base em interesses individuais.
William Stanley Jevons (1835–1882) – Inglaterra
Contribuições principais:
● Um dos fundadores da Revolução Marginalista (junto com Menger e
Walras).
● Introduziu o conceito de utilidade marginal : o valor de um bem é
determinado pela utilidade da última unidade consumida .
● Defendia que a economia deveria ser tratada como uma ciência exata ,
baseada em matemática e lógica.
● Obra principal: The Theory of Political Economy (1871).
Carl Menger (1840–1921) – Áustria
Contribuições principais:
● Fundador da Escola Austríaca de Economia .
● Também participou da Revolução Marginalista.
● Destacava o papel da ação individual e da subjetividade da utilidade .
● Contrário ao uso excessivo da matemática na economia — preferia uma
abordagem dedutiva-lógica .
● Subjetividade do valor
● Bens de ordem superior e inferior
● Obra principal: Princípios de Economia (1871).
TEORIA NEOCLÁSSICA II
Léon Walras (1834–1910) – França
Contribuições principais:
● Criador da teoria do equilíbrio geral .
● Usou matemática para demonstrar como todos os mercados podem atingir
simultaneamente o equilíbrio por meio da interação entre oferta e
demanda .
● Um dos primeiros a formalizar a economia com sistemas de equações
matemáticas .
● Leilão de Walras
● Obra principal: Éléments d’économie politique pure (1874).
Alfred Marshall (1842–1924) – Inglaterra
Contribuições principais:
● Considerado o pai da economia neoclássica .
● Fez a síntese entre o pensamento clássico (como Ricardo e Smith) e o
neoclássico (com foco na utilidade marginal).
● Desenvolveu a curva de oferta e demanda , e introduziu os conceitos de
elasticidade e excedente do consumidor .
● Acreditava que, no curto prazo, os preços são influenciados pela demanda ;
no longo prazo, pela oferta (custos de produção) .
● Custo marginal e receita marginal
● Demanda ( consumidor) e oferta ( produtor)
● Obra principal: Principles of Economics (1890).
TEORIA NEOCLÁSSICA III
A Teoria Neoclássica da Economia teve diversos representantes importantes, entre
eles Vilfredo Pareto e Irving Fisher , que contribuíram significativamente para o
desenvolvimento do pensamento econômico no final do século XIX e início do
século XX. A seguir, um resumo das contribuições de cada um:
Vilfredo Pareto (1848–1923)
Contribuições para a Teoria Neoclássica:
1. Ótimo de Pareto (Eficiência e ótimo de Pareto):
Uma situação econômica é eficiente quando não é possível melhorar a
condição de um indivíduo sem piorar a de outro. Este conceito é fundamental
em análises de bem-estar econômico e políticas públicas.
2. Curva de Indiferença:
Pareto contribuiu para o desenvolvimento da teoria da utilidade ordinal,
usando curvas de indiferença para representar preferências dos
consumidores sem necessidade de quantificar a utilidade.3. Distribuição de renda:
Criou a Lei de Pareto , observando que a maior parte da renda está
concentrada em uma pequena parte da população. Esse princípio é muitas
vezes generalizado na "regra 80/20".
4. Sociologia e economia:
Foi pioneiro na introdução de métodos matemáticos e estatísticos à análise
econômica e estudou a influência de fatores não econômicos nas decisões
econômicas.
Irving Fisher (1867–1947)
Contribuições para a Teoria Neoclássica:
1. Teoria do Capital e da Taxa de Juros:
Fisher formulou uma teoria intertemporal de escolha, mostrando como os
indivíduos decidem entre consumir hoje ou no futuro. Ele relacionou capital,
poupança, investimento e taxa de juros.
2. Equação da Troca (MV = PT) ou Teoria quantidade de moeda (TQM):
Desenvolveu e popularizou a equação quantitativa da moeda, onde:
○ M = quantidade de moeda em circulação
○ V = velocidade da moeda
○ P = nível de preços
○ T = volume de transações
Essa equação foi base para análises monetaristas posteriores.
○ ( Y ) = produto real
3. Teoria da Utilidade e Escolha Intertemporal:
Fisher contribuiu para a formalização do comportamento racional do
consumidor ao longo do tempo, introduzindo a ideia de consumo presente
versus futuro com base em preferências e taxa de juros.
4. Pioneirismo em econometria:
Fisher foi um dos primeiros economistas a utilizar estatística e métodos
quantitativos para testar teorias econômicas.
Resumo:
Economista Principais Contribuições
Pareto Ótimo de Pareto, curvas de indiferença, lei da
distribuição de renda
Fisher Teoria do capital, equação da troca, teoria intertemporal
do consumo
Keynesianismo (ou Teoria Keynesiana ) é uma escola de pensamento econômico
baseada nas ideias do economista britânico John Maynard Keynes , especialmente
expostas em sua obra principal, “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da
Moeda” (1936).
📌 Conceito Principal do Keynesianismo:
KEYNESIANISMO I
John Maynard Keynes (1883-1946)
O Keynesianismo defende que a economia não se autorregula no curto prazo e
que, em momentos de crise (como recessões e depressões), o Estado deve
intervir na economia para estimular a demanda agregada e promover o
crescimento.
Reconhecido pela Macroeconomia moderna.
Estudou matemática e economia.
Finanças da guerra.
Lei de Say = Oferta cria a demanda
Plano emprego
Política Fiscal
Pontos Fundamentais do Keynesianismo:
1. Demanda Agregada como motor da economia :
A produção e o emprego dependem do nível da demanda por bens e
serviços. Quando a demanda cai, a economia entra em recessão.
2. Intervenção do Estado :
O governo pode e deve usar políticas fiscais (gastos públicos e
impostos) e monetárias (controle de juros e oferta de moeda) para
estimular a economia em tempos de crise.
3. Investimentos públicos em infraestrutura e empregos :
O Estado deve criar empregos e gerar renda, aumentando o consumo e
reativando o ciclo econômico.
4. Crítica ao Liberalismo Clássico :
Keynes criticou a ideia de que os mercados sempre se ajustam sozinhos.
Para ele, o mercado pode permanecer em desequilíbrio por muito tempo.
5. Curto Prazo importa :
A famosa frase de Keynes: "No longo prazo, estaremos todos mortos" .
Isso justifica a ação imediata do Estado em tempos de crise.
Exemplo prático:
Durante a Grande Depressão (1929) , muitos países estavam em profunda crise.
Keynes argumentou que o governo deveria gastar mais, mesmo que isso
significasse aumentar a dívida, para reativar a economia.
Contraponto: Neoliberalismo / Monetarismo
Essas correntes surgem depois como reação ao Keynesianismo, defendendo menor
intervenção do Estado e mais confiança no mercado.
KEYNESIANISMO II
Antes da crise (1920) ( Cenário)
1. Expansão econômica e inovação tecnológicas
2. Crescimento do mercado de ações
3. Crédito fácil
Problemas
1. Desigualdade de renda.
2. Superprodução agrícola.
Causas Crise de 2019
● Grande depressão
● Colapso no mercado de ações
● Superprodução
● Mercado de ações
● Fragilidade dos bancos
Solução para a crise
Solução: Keynes
Intervenção estatal
A Crise de 1929 , também conhecida como Grande Depressão , foi um dos
eventos econômicos mais graves do século XX, com impactos profundos nos
Estados Unidos e no mundo.
CAUSAS DA CRISE DE 1929
1. Superprodução industrial e agrícola :
○ As indústrias e o setor agrícola dos EUA produziam mais do que
o mercado conseguia consumir.
○ Estoques aumentavam, e os preços caíam, gerando prejuízos.
2. Especulação financeira :
○ Grande número de pessoas investia na bolsa de valores, muitas
vezes pegando empréstimos para comprar ações.
○ Isso inflou artificialmente o valor das ações.
3. Crédito fácil e consumo desenfreado :
○ A concessão de crédito era facilitada, levando ao consumo além
da capacidade de pagamento.
○ Endividamento elevado das famílias e empresas.
4. Ausência de regulação do mercado financeiro :
○ O governo dos EUA adotava uma política de laissez-faire , sem
controle sobre a especulação e os bancos.
5. Desigualdade de renda :
○ Concentração de riqueza nas mãos de poucos.
○ Grande parte da população não tinha poder de consumo
suficiente para sustentar o mercado.
PROBLEMAS GERADOS PELA CRISE
1. Queda da Bolsa de Nova York (24 de outubro de 1929 – “quinta-feira
negra”):
○ Início do colapso financeiro.
2. Falência de empresas e bancos :
○ Milhares de empresas fecharam.
○ Bancos quebraram, e os correntistas perderam suas economias.
3. Desemprego em massa :
○ Milhões de pessoas ficaram sem trabalho.
○ Nos EUA, chegou a mais de 25% da população
economicamente ativa .
4. Pobreza e fome :
○ Crescimento dos índices de miséria.
○ Aumento de moradores de rua e favelas improvisadas
(“Hoovervilles”).
5. Crise mundial :
○ Como os EUA eram a maior economia da época, a crise se
espalhou para a Europa e outras partes do mundo.
SOLUÇÃO / SAÍDA DA CRISE
1. Eleição de Franklin D. Roosevelt (1933) :
○ Prometeu uma nova política: o New Deal .
2. New Deal (Novo Acordo) :
○ Intervenção do Estado na economia .
○ Criação de empregos por meio de obras públicas (estradas,
pontes, barragens).
○ Reformas bancárias e controle do sistema financeiro.
○ Apoio à agricultura , com compra de estoques e incentivo ao
preço justo.
3. Resultados do New Deal :
○ Alívio temporário da crise.
○ Redução do desemprego.
○ Fortalecimento do papel do Estado como regulador da economia.
4. Recuperação total apenas com a Segunda Guerra Mundial (1939):
○ Com o esforço de guerra, a indústria voltou a crescer fortemente.
○ O desemprego caiu drasticamente com a mobilização militar e
industrial.
KEYNESIANISMO III
CONCEITO DE OFERTA E DEMANDA AGREGADA:
1. Demanda Agregada (DA) :
A demanda agregada representa a quantidade total de bens e serviços que os
consumidores, empresas, governo e o setor externo (exportações líquidas) desejam
adquirir em uma economia, a um nível geral de preços e em um determinado
período de tempo.
Componentes principais da DA:
● Consumo das famílias (C)
● Investimentos das empresas (I)
● Gastos do governo (G)
● Exportações líquidas (X - M)
Fórmula:
DA = C + I + G + (X – M)
Quando o nível geral de preços sobe, a demanda agregada tende a cair, e
vice-versa — isso ocorre por causa do efeito da renda real, efeito das taxas de juros
e efeito das exportações.
2. Oferta Agregada (OA):
A oferta agregada é a quantidade total de bens e serviços que as empresas estão
dispostas a produzir e vender em uma economia, a um determinadonível de preços
e em um período específico.
A OA pode ser analisada em dois horizontes:
● Curto Prazo (OACP):
Mostra uma relação positiva entre o nível de preços e a quantidade ofertada
— ou seja, quanto maior o preço, mais as empresas produzem.
● Longo Prazo (OALP):
A oferta agregada no longo prazo é vertical, indicando que a quantidade
ofertada não depende do nível de preços, mas sim da capacidade produtiva
da economia (recursos, tecnologia, mão de obra).
Interação entre Oferta e Demanda Agregada:
O ponto de equilíbrio entre oferta e demanda agregada determina o nível geral de
preços (inflação ou deflação) e o nível de produção e renda (PIB) da economia.
TEORIAS CONTEMPORÂNEAS I
John Richard Hicks ( 1904 - 1989)
Teoria Contemporânea: Síntese Neoclássica-Keynesiana
Principais contribuições:
1. Modelo IS-LM (1937)
○ Desenvolvido para interpretar e simplificar as ideias de Keynes.
○ A curva IS representa o equilíbrio no mercado de bens (Investimento =
Poupança).
○ A curva LM representa o equilíbrio no mercado monetário (Liquidez =
Oferta de moeda).
○ Juntas, essas curvas explicam o equilíbrio simultâneo entre o mercado
real e o monetário.
2. Síntese Neoclássica
○ Hicks buscou integrar elementos da economia neoclássica com a
teoria keynesiana, criando uma visão unificada da macroeconomia que
dominou o pensamento econômico entre 1950 e 1970.
○ Defendia que no curto prazo a economia precisava de intervenção
(como dizia Keynes), mas que no longo prazo as forças de mercado se
equilibrarem (como diziam os neoclássicos).
3. Teoria do Valor e do Capital e Crescimento (1939)
○ Trabalho teórico importante que estuda o equilíbrio geral e a dinâmica
do capital.
○ Influenciou profundamente a microeconomia moderna.
○ Teoria do Equilíbrio Geral e do Equilíbrio matemático.
○ Teoria de bem estar{ variação compensatória / variação equivalente
Michael Kalecki (1899–1970)
Teoria Contemporânea: Economia Pós-Keynesiana e Teoria do Crescimento com
Distribuição de Renda
Principais contribuições:
1. Modelo de Determinação da Renda com Base no Lucro
○ Kalecki desenvolveu uma teoria da renda e do emprego semelhante à
de Keynes, mas com ênfase nas classes sociais (capitalistas e
trabalhadores).
○ Defendia que os lucros dependiam dos investimentos e dos gastos dos
capitalistas, e não da poupança prévia.
2. Distribuição Funcional da Renda
○ Estudou como a distribuição entre salários e lucros afeta o nível de
produção e emprego.
○ Argumentava que o poder de mercado das empresas e os salários dos
trabalhadores influenciam diretamente o nível de demanda agregada.
3. Crítica ao Capitalismo
○ Diferente de Keynes, Kalecki era mais crítico do sistema capitalista.
○ Defendia que os capitalistas poderiam resistir ao pleno emprego
porque ele aumentaria o poder de barganha dos trabalhadores e
reduziria os lucros.
4. Pioneiro do Pensamento Pós-Keynesiano
○ É considerado um precursor da escola pós-keynesiana, por enfatizar o
papel das instituições, da distribuição de renda e da instabilidade do
investimento.
Resumo Comparativo
Aspecto John Hicks Michael Kalecki
Influência Síntese Neoclássica Economia Pós-Keynesiana
Modelo Famoso IS-LM Lucro e Distribuição de
Renda
Visão do Sistema Reformista, integradora Crítica ao capitalismo
Ênfase Equilíbrio de mercados Classes sociais e
distribuição
Ligação com
Keynes
Interpretação e
simplificação
Paralelismo e crítica
1. Teoria da Demanda Efetiva
2. Ciclos Econômicos
3. Críticas a Teoria do Pleno Emprego
4. Intervenção Estatal
TEORIAS CONTEMPORÂNEAS II
Joseph Alois Schumpeter (1883–1950)
foi um dos mais influentes economistas do século XX, conhecido por suas
contribuições sobre o capitalismo, o empreendedorismo e o papel da inovação no
desenvolvimento econômico.
Principais ideias de Schumpeter:
1. Destruição criativa
● Schumpeter é famoso pelo conceito de "destruição criativa" — o processo
pelo qual a inovação torna obsoletos antigos produtos, serviços e modelos de
negócio.
● Segundo ele, o capitalismo evolui por meio de ciclos de inovação que
destroem estruturas existentes e criam novas.
2. O papel do empreendedor /Empreendedorismo e Inovação
● O empreendedor é o agente central da mudança econômica.
● Ele é o responsável por introduzir inovações , como novos produtos, métodos
de produção, mercados ou formas de organização.
● Essas inovações impulsionam o crescimento econômico.
3. Ciclos econômicos
● Schumpeter estudou os ciclos econômicos e sugeriu que as inovações
tecnológicas surgem em ondas, criando fases de expansão seguidas por
recessões.
● Ele identificou três tipos de ciclos: curtos (Kitchin), médios (Juglar) e
longos (Kondratiev) .
4. Capitalismo, socialismo e democracia
● Em sua obra mais famosa, Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942),
Schumpeter argumenta que:
○ O capitalismo é eficaz, mas pode desaparecer , não por falhas
econômicas, mas por mudanças sociais e políticas.
○ A burocratização e a perda do espírito empreendedor poderiam levar à
transição para o socialismo.
5. Inovação como motor do desenvolvimento
● Para Schumpeter, o desenvolvimento econômico não é contínuo , mas
ocorre em saltos , impulsionados por inovações radicais.
Principais obras:
● Teoria do Desenvolvimento Econômico (1911)
● Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942)
● Business Cycles (1939)
● Teoria do Desenvolvimento Economico
Joseph Alois Schumpeter (1883–1950) foi um importante economista
austro-americano, conhecido por suas contribuições à teoria do desenvolvimento
econômico e pelo conceito de "destruição criadora".
Principais Ideias de Schumpeter:
1. Desenvolvimento Econômico
● Para Schumpeter, o desenvolvimento não ocorre de forma contínua e
equilibrada, como diziam os neoclássicos.
● O progresso econômico acontece de forma disruptiva, impulsionado por
inovações tecnológicas e institucionais.
2. Inovação
● Inovar não é apenas criar novos produtos, mas também:
○ Introduzir novos métodos de produção;
○ Explorar novos mercados;
○ Utilizar novas fontes de matéria-prima;
○ Reorganizar setores industriais.
3. Destruição Criadora / Criativa
● Cada inovação quebra o equilíbrio existente e destrói modelos antigos para
dar lugar a algo novo.
● Exemplo: a chegada dos carros substituiu as carruagens puxadas por
cavalos.
4. O Empresário Inovador
● É o agente central do desenvolvimento.
● O empresário schumpeteriano é visionário, aceita riscos e revoluciona a
economia por meio da inovação.
5. Capitalismo, Socialismo e Democracia (obra de 1942)
● Schumpeter argumenta que, paradoxalmente, o sucesso do capitalismo
poderia levar ao seu declínio.
● Por quê? Porque a burocratização e o conformismo enfraqueceriam a função
inovadora do empresário.
● Ele previu que o capitalismo poderia ser substituído por uma forma de
socialismo democrático.
Obras Principais:
● The Theory of Economic Development (1911)
● Capitalism, Socialism and Democracy (1942)
● Business Cycles (1939)
Fonte: Infomoney
TEORIAS CONTEMPORÂNEAS III
Ideias centrais de Thorstein Veblen e John Kenneth Galbraith , dois economistas
institucionalistas que criticaram o capitalismo tradicional e trouxeram novas
perspectivas sociais e culturais à análise econômica:
Thorstein Veblen (1857–1929)
Escola: Institucionalismo
Obra principal: A Teoria da Classe Ociosa (1899)
Principais ideias:
● Consumo ostentatório: (Consumo conspícuo (1899).
Veblen cunhou o termo para descrever como as elites consomem bens não
pela utilidade, mas para demonstrar status social.
● Teoria da Classe ociosa:
Grupo social que