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Resumos @_mari_fisio 
Neurologia
Sumário
Vesículas Embrionárias 3
RESUMOS
_MARI_FISIO
Células do Sistema Nervoso 5
Desenvolvimento Embrionário 6
Funções gerais 8
Sistema Nervoso Divisão 9
Meninges 11
Nervos 15
Cérebro 25
Olho 54
Orelha 60
Material Bônus 72
Liquor 13
Ventrículos 14
Tronco Encefálico 22
Cerebelo 24
Referências Bibliográficas 73
Potencial de Ação 64
Sinapse 67
Para melhor entender a formação do sistema nervoso foi preciso
entrar um pouco em embriologia. 
Os primeiros estudos tiveram que ser realizados em ratos, devido aos
limites éticos e sociais da época, pois havia uma similaridade com o
desenvolvimento neuro anatômico humano. 
A partir de um corte sagital no encéfalo, percebeu – se três partes: 
 
Prosencéfalo -> parte anterior, forma o Telencéfalo (hemisférios
cerebrais) e Diencéfalo (Tálamo e Hipotálamo) 
1.
Romboncéfalo -> parte posterior, forma Ponte, Bulbo, Medula 2.
Mesencéfalo -> liga Diencéfalo e Ponte 3.
 
Nomes são dados de acordo com as regiões -> Grego
As estruturas se desenvolvem conforme o embrião cresce, ocorrendo
uma mudança em seus nomes (se tratando de humanos): 
 
Vesículas Embrionárias
RESUMOS
_MARI_FISIO 3
Vesículas Embrionárias
RESUMOS
_MARI_FISIO 4
Embriologia e
desenvolvimento do SN 
Neurônio: Processa e enviar informações. São células altamente
excitáveis que se comunicam entre si ou com células efetuadoras
(células musculares e secretoras), por meios de impulsos elétricos,
que ocorrem por meio da modificação do potencial da membrana.
 
Portanto, os neurônios são células de condução do estímulo
nervoso e é caracterizado pelas seguintes estruturas: 
Corpo: núcleo e citoplasma (centro metabólico);
Dendritos: prolongamentos pequenos e numerosos
(transportam impulsos em direção ao corpo celular);
Axônio: prolongamento único, longo ou curto, que transporta
impulsos para longe do corpo celular. O axônio pode ou não ser
envolvido pela bainha de mielina.
Neuroglia: Células que ocupam os espaços entre os neurônios,
com função de sustentação, revestimento ou isolamento e defesa.
Após a diferenciação, os neurônios dos vertebrados não se dividem,
ou seja, após o nascimento geralmente não são produzidos novos
neurônios. Já a neuroglia conserva a capacidade de mitose após
completa diferenciação. 
 
Endotélio Vascular: É a célula que providencia o fortalecimento
de sangue para o tecido cerebra 
Células do Sistema Nervos
RESUMOS
_MARI_FISIO 5
Figura (A e B) morfologia
dos neurônios
Figura (C) células da glia
(A)
(B)
(C)
Fecundação: Espermatozoide se une ao óvulo e forma o zigoto. 
Clivagem: Desenvolvimento de um organismo multicelular através
de uma série de divisões mitóticas. 
Blastocele: Cavidade de segmentação, é a região central da
blástula, resultado de várias divisões mitóticas denominadas
segmentação ou clivagem. 
Gastrulação: O disco embrionário bilaminar é convertido em disco
embrionário trilaminar (inicio da morfogênese). Durante a
gastrulação ocorrem alguns eventos importantes como a formação
da linha primitiva, camadas germinativas, placa precordal e
notocordal. 
Neurolação: A neurulação faz parte da organogênese nos
embriões vertebrados e é o processo de formação do tubo neural,
rudimento do Sistema Nervoso Central 
Desenvolvimento Embrionário
RESUMOS
_MARI_FISIO 6
Período Embrionário -> Período Fetal -> Nascimento 
 
No recém-nascido, a medula espinal ocupa toda a extensão do
canal vertebral. No adulto, detém-se em L2. 
Essa diferença ocorre devido à desigualdade entre o seu
crescimento e o da coluna vertebral. 
Por isso há um grande desnível entre os segmentos medulares e as
raízes que dela se originam. 
A raiz que emerge por -> um forame intervertebral tem origem
mais acima, na medula. 
Desenvolvimento Embrionário
RESUMOS
_MARI_FISIO 7
Tálamo –> Estrutura chave para a transmissão de informações aos
hemisférios cerebrais.
Hipotálamo –> Funções do Sistema Autônomo (SNA) e controle da
liberação de hormônios da Hipófise.
Mesencéfalo/Ponte/Bulbo –> Controle de movimento da cabeça e
olhos; regula atenção; regulação de pressão sanguínea e respiração.
Formam o Tronco Encefálico.
Cerebelo –> Regula movimentos dos olhos, membros, manutenção
da postura e equilíbrio.
Medula –> Controle do movimento corporal, funções vesicais e
processamento de informações sensoriais, conduzindo o fluxo de
informações aferentes e eferentes ao Encéfalo.
Funções gerais
RESUMOS
_MARI_FISIO 8
 Divisão Anatômica 
 
Sistema Nervoso Central (Protegido por um estojo ósseo) 
Encéfalo, protegido pelo crânio e tem subdivisões
Medula espinal, protegida pela coluna vertebral
Sistema Nervoso Periférico (está na periferia) 
Gânglios (conjunto de corpos de neurônio fora do SNC
 
Sistema Nervoso Divisão 
RESUMOS
_MARI_FISIO 9
Função do SN -> Neurofisiologia: 
Regulação do meio interno 
Adaptação ao meio externo 
Sede das funções intelectuais, inclusive sentimentos 
 
Nervo periférico -> Permite que parte do axônio chegue até o SNP
Sistema Nervoso Divisão
RESUMOS
_MARI_FISIO 10
Sistema parassimpático controla os processos do corpo durante
situações comuns. 
 
Sistema simpático prepara o organismo para situações de estresse
ou de emergência: lutar, fugir e se apaixonar. 
Lâminas de tecido conjuntivo que envolvem e protegem o encéfalo e
a medula espinal, também servem de estruturas de sustentação para
artérias, veias e seios v enosos. 
 
3 tipos de meninges: 
 1. Dura – máter: 
É um cilindro oco formado por uma parede fibrosa e espessa,
sólida e pouco extensível. 
Vai do forame magno até S2 ou S3.
Superfície externa: relaciona-se com as paredes ósseas e
ligamentos da coluna vertebral
Superfície interna: é lisa e polida e relaciona-se com a
aracnóide-máter.
 2. Aracnóide – máter:
É uma membrana vascular, celular, situada sobre a superfície
da medula espinal.
Superfície interna: adere á medula espinal penetrando na
fissura mediana anterior e em seus sulcos e prolonga-se em
suas raízes;
Superfície externa: corresponde ao espaço subaracnóideo.
 
 3. Pia – máter 
É um tecido situado entre a dura-máter e a pia-máter. 
É formada por uma lâmina externa homogênea, a aracnóide-
máter propriamente dita, e uma camada interna, areolar, de
grandes malhas, que constitui o espaço subaracnóideo, onde
circula o líquido cerebrospinal (líquor)
 
Meninges 
RESUMOS
_MARI_FISIO 11
Espaço extradural (epidural ou peridural): entre o osso, tecido
adiposo e a dura- máter; 
 
Espaço subdural: entre a dura-máter e aracnóide-máter; 
Espaço subaracnóideo: entre a aracnóide-máter e pia-máter
(espaço em que circula uma quantidade maior de líquido
cerebrospinal). 
 Meninges e Liquor
 
O tecido do SNC é muito delicado e é por esse motivo,que ele
possui um sistema de proteção formado por quatro estruturas:
crânio, meninges, líquido cerebroespinhal (liquor) e barreira
hematoencefálica. 
Espaços entre as Meninges 
RESUMOS
_MARI_FISIO 12
Fluido aquoso e incolor que ocupa o espaço subaracnóideo e as
cavidades ventriculares. A função primordial é a proteção mecânica
do sistema nervoso central. 
 
Formação, Absorção do Líquor: 
Produzido nos plexos corióides dos ventrículos e uma pequena
porção é produzida no epêndima das paredes ventriculares e
dos vasos da leptomeninge. 
Os ventrículos laterais contribuem com maior contingente
liquórico, que passa pelo terceiro ventrículo através dos forames
interventriculares e daí para o quarto ventrículo através do
aqueduto cerebral. 
Através das aberturas medianas e laterais do quarto ventrículo, o
liquor passa para o espaço subaracnóideo, é reabsorvido pelas
granulações aracnóideas que se projetam para o interior da
dura-máter. 
Circulação do Líquor: 
Ocorre de baixo para cima, devendo atravessar o espaço entre a
incisura da tenda e o mesencéfalo. No espaço subaracnóideo da
medula, o liquor desce em direção caudal, mas apenas uma
parte volta, pois reabsorção liquórica ocorre nas pequenas
granulações aracnóideas existentes nos prolongamentos da
dura máter que acompanham as raízes dos nervos espinhais. 
Sendo extremamente lenta
Deduz se que a produção em uma extremidade e a sua
absorção em outra podem causar sua movimentação, ou, pela
pulsação das artérias intracranianas, que aumenta a pressão
liquórica, contribuindo para empurrar o liquor
Liquor
RESUMOS
_MARI_FISIO 13
Os ventrículos do cérebro são cavidades que representam os restos
das vesículas cerebrais primitivas. Alojam os plexos corióides que
constituem a fonte do líquido cerebrospinal nos ventrículos
cerebrais. 
Existem três ventrículos no cérebro: dois laterais, um em cada
hemisfério, e o terceiro ventrículo, que é mediano (entre os tálamos).
Cada ventrículo lateral comunica-se com o terceiro ventrículo pelo
forame interventricular. O terceiro ventrículo comunica-se, inferior e
posteriormente com o quarto ventrículo, através do 
 aqueduto do mesencéfalo (cerebral). 
 Cada ventrículo lateral é dividido em: 
 Corno Frontal 
 Parte Central 
 Corno Temporal 
 Corno Occipital 
 
 
Ventrículos
RESUMOS
_MARI_FISIO 14
São cordões esbranquiçados constituídos por feixes de fibras
nervosas reforçadas por tecido conjuntivo, que unem o sistema
nervoso central aos órgãos periféricos. 
A função dos nervos é conduzir, através de impulsos nervosos do
sistema nervoso central para a periferia (impulsos eferentes) e da
periferia para o sistema nervoso central (impulsos aferentes). 
São três as bainhas conjuntivas que entram na constituição de
um nervo: 
Epineuro: envolve todo o nervo;
Perineuro: envolve os feixes de fibras nervosas;
Endoneuro: envolve cada fibra nervosa.
Origem de um nervo:
Origem real: local onde estão localizados os corpos dos
neurônios que constituem os nervos, como, por exemplo, a
coluna anterior da medula e os núcleos dos nervos cranianos;
Origem aparente: corresponde ao ponto de emergência ou
entrada do nervo na superfície do Sistema Nervoso Central. No
caso dos nervos espinais, esta origem se encontra nos sulcos
ântero-lateral e póstero-lateral da medula espinal. Alguns
consideram ainda como origem aparente os forames
intervertebrais na coluna vertebral.
Nervos
RESUMOS
_MARI_FISIO 15
Fazem conexão com a medula espinal e são responsáveis pela
inervação do tronco, dos membros e parte da cabeça. 
Sendo ele pares em segmentos medulares existentes: 
08 pares de nervos cervicais;
12 pares de nervos torácicos;
05 pares de nervos lombares;
05 pares de nervos sacrais;
01 par de nervos coccígeos (3 ossos presentes naquela região).
Nervos Espinais
RESUMOS
_MARI_FISIO 16
Cada nervo espinal é formado pela união das raízes posterior e
anterior, as quais se ligam, respectivamente, aos sulcos póstero-
lateral e ântero-lateral da medula espinal através de suas
respectivas radículas. 
Na raiz posterior localiza-se o gânglio espinal, onde estão os corpos
dos neurônios sensitivos. 
A raiz anterior é formada por axônios que se originam em
neurônios situados nas colunas anterior e lateral da medula. 
Da união dessas raízes forma o tronco do nervo espinal, que
funcionalmente é misto.
Nervos Espinais
RESUMOS
_MARI_FISIO 17
Classificação Funcional
Nervos Espinais
RESUMOS
_MARI_FISIO 18
Estabelecem conexão direta entre o encéfalo e estruturas periféricas. 
Existem 12 pares de nervos cranianos:
I Nervo Olfatório: é um nervo sensitivo que se origina no teto da
cavidade nasal e leva estímulos olfatórios para o bulbo e trato
olfatório, os quais são enviados até áreas específicas do telencéfalo. 
II Nervo Óptico: nervo sensorial que se origina na parte posterior do
globo ocular (a partir de prolongamentos de células que,
indiretamente, estabelecem conexões com os cones e bastonetes) e
leva impulsos luminosos relacionados com a visão até o corpo
geniculado lateral e, daí, até o córtex cerebral relacionado com a
visão. 
III Nervo Oculomotor: nervo motor que inerva a maior parte dos
músculos extrínsecos do olho (Mm. Oblíquo inferior, reto medial, reto
superior, reto inferior e levantador da pálpebra) e intrínsecos do olho
(M. ciliar e esfíncter da pupila). Indivíduos com paralisia no III par
apresentam dificuldade em levantar a pálpebra (que cai sobre o
olho), além de apresentar outros sintomas relacionados com a
motricidade do olho, como estrabismo divergente (olho voltado
lateralmente). 
IV Nervo Troclear: nervo motor responsável pela inervação do
músculo oblíquo superior. Suas fibras, ao se originarem no seu núcleo
(localizado ao nível do colículo inferior do mesencéfalo), cruzam o
plano mediano (ainda no mesencéfalo) e partem para inervar o
músculo oblíquo superior do olho localizado no lado oposto com
relação à sua origem. Além disso, é o único par de nervos cranianos
que se origina na parte dorsal do tronco encefálico (caudalmente aos
colículos inferiores). 
 
V Nervo Trigêmeo: apresenta função sensitiva (parte oftálmica,
maxilar e mandibular da face) e motora (o nervo mandibular é
responsável pela motricidade dos músculos da mastigação: Mm.
temporal, masseter e os pterigoideos). Além da sensibilidade
somática de praticamente toda a face, o componente sensorial do 
trigêmeo, que é responsável ainda pela inervação exteroceptiva da
língua (térmica e dolorosa). 
Nervos Cranianos
RESUMOS
_MARI_FISIO 19
VI Nervo Abducente: nervo motor responsável pela motricidade do
músculo reto lateral do olho, capaz de abduzir o globo ocular (e,
assim, realizar o olhar para o lado), como o próprio nome do nervo
sugere. Por essa razão, lesões do nervo abducente podem gerar
estrabismo convergente (olho voltado medialmente). 
VII Nervo Facial: é um nervo misto e que pode ser dividido em dois
componentes: N. facial propriamente dito (raiz motora) e o N.
intermédio (raiz sensitiva e visceral). Praticamente toda a inervação
dos músculos da mímica da face é responsabilidade do nervo facial;
por esta razão, lesões que acometem esse nervo trarão paralisia dos
músculos da face do mesmo lado (inclusive, incapacidade de fechar
o olho). O nervo intermédio, componente do próprio nervo facial, é
responsável, por exemplo, pela inervação das glândulas
submandibular, sublingual e lacrimal, além de inervar a sensibilidade
gustativa dos 2/3 anteriores da língua. 
VIII Nervo Vestíbulo-coclear: é um nervo formado por dois
componentes distintos (o N. coclear e o N. vestibular); embora ambos
sejam puramente sensitivos, assim como o nervo olfatório e o óptico.
Sua porção coclear traz impulsos gerados na cóclea (relacionados
com a audição) e sua porção vestibular traz impulsos gerados nos
canais semicirculares (relacionados com o equilíbrio). 
IX Nervo Glossofaríngeo: responsável por inervar a glândula parótida,
além de fornecer sensibilidade gustativa para o 1/3 posterior da
língua. É responsável, também, pela motricidade dos músculos dadeglutição. 
X Nervo Vago: considerado o maior nervo craniano, ele se origina no
bulbo e se estende até o abdome, sendo o principal representante
do sistema nervoso autônomo parassimpático. Com isso, está
relacionado com a inervação parassimpática de quase todos os
órgãos torácicos e abdominais. Traz ainda fibras aferentes somáticas
do pavilhão e do canal auditivo externo.
Nervos Cranianos
RESUMOS
_MARI_FISIO 20
XI Nervo Acessório: inerva os Mm. esternocleidomastoideo e trapézio,
sendo importante também devido às suas conexões com núcleos
dos nervos oculomotor e vestíbulo-coclear, por meio do fascículo
longitudinal medial, o que garante um equilíbrio do movimento dos
olhos com relação à cabeça. Na verdade, a parte do nervo acessório
que inervam os músculos é apenas o seu componente espinhal (5
primeiros segmentos medulares). O componente bulbar do acessório
pega apenas uma “carona” para se unir com o vago, formando, em
seguida, o nervo laríngeo recorrente. 
XII Nervo Hipoglosso: inerva a musculatura da língua. 
Nervos Cranianos
RESUMOS
_MARI_FISIO 21
O tronco encefálico interpõe-se entre a medula espinal e o
diencéfalo, situado anteriormente ao cerebelo. Divide-se em: Bulbo
(Medula Oblonga), situado inferiormente; Mesencéfalo, situado
superiormente; e Ponte, situada entre ambos. 
 Bulbo 
 
Tem a forma de cone, cuja extremidade menor continua
inferiormente com a medula espinal. 
Seu limite com a medula é considerado como sendo no mesmo
nível do forame magno do osso occipital. 
De cada lado da fissura mediana anterior existe uma eminência
alongada, a pirâmide, formada por um feixe compacto de fibras
nervosas descendentes que ligam as áreas motoras do cérebro
aos neurônios motores da medula, conhecida também como
trato corticospinal ou trato piramidal (motricidade voluntária). 
Na parte inferior do bulbo, fibras desse trato cruzam
obliquamente o plano mediano que acabam por obliterar a
fissura mediana anterior e constituem a decussação das
pirâmides. 
O fascículo grácil e o fascículo cuneiforme, bem como seus
respectivos núcleos também estão presentes na área posterior do
bulbo, responsáveis pela propricepção consciente (sentido de
posição e movimentos) do corpo. 
Possui centros associados ao equilíbrio e audição (área vestibular),
deglutição, tosse, vômito, salivação, movimentos linguais,
respiração e circulação (parte inferior do IVº ventrículo, trígonos
do vago e do hipoglosso). 
Tronco Encefálico
RESUMOS
_MARI_FISIO 22
 Ponte 
 
Representa a parte do tronco encefálico interposta entre o bulbo
e o mesencéfalo. Está situada anteriormente ao cerebelo e
repousa sobre a parte basilar do osso occipital e o dorso da sela
turca do osso esfenóide. 
Sua base, situada anteriormente, apresenta estriação transversal
em virtude da presença de numerosos feixes de fibras
transversais que a percorrem. Estas fibras convergem de cada
lado para formar um volumoso feixe, o pedúnculo cerebelar
médio (“braço da ponte”), que penetra no hemisfério cerebelar
correspondente. 
Possui centros associados à mastigação, aos movimentos
oculares, á expressão facial, piscar dos olhos, salivação, equilíbrio
e audição (parte superior do IVº ventrículo; área vestibular,
eminencia medial coliculo facial e formação reticular). 
Tronco Encefálico
RESUMOS
_MARI_FISIO 23
 Mesencéfalo
 
Interpõe-se entre a ponte e o cérebro. É atravessado por um
estreito canal, o aqueduto do mesencéfalo, que une o terceiro ao
quarto ventrículo. 
Teto do mesencéfalo: apresenta quatro eminências
arredondadas, os colículos superiores, relacionados com os
órgãos da visão, e colículos inferiores, relacionados com os órgãos
da audição. No conjunto, os colículos superiores e inferiores são
denominados “corpos quadrigêmeos”.
Tegmento do mesencéfalo: é uma continuação do tegmento da
ponte. Apresenta, além da formação reticular, substância
cinzenta homóloga (onde estão presentes o núcleo do nervo
troclear e o núcleo do nervo oculomotor), e substância cinzenta
própria do mesencéfalo (onde estão presentes o núcleo rubro e a
substância negra (formação de dopamina) que são os principais
núcleos responsáveis pela motricidade automática). A substância
branca do mesencéfalo é representada pelas fibras longitudinais
e transversais. 
Pedúnculo cerebral: delimitam uma profunda depressão
triangular, a fossa interpeduncular, limitada anteriormente por
duas eminências pertencentes ao diencéfalo, os corpos
mamilares. 
Trata-se de uma massa nervosa volumosa na qual se identifica uma
porção ímpar e mediana, o verme do cerebelo, ligado a duas
massas laterais, os hemisférios cerebelares. 
O cerebelo é constituído de um centro de substância branca, o
corpo medular do cerebelo, de onde irradiam as lâminas brancas
do cerebelo, revestidas externamente por uma fina camada de
substância cinzenta, o córtex cerebelar. 
No interior do corpo medular existem quatro pares de núcleos de
substância cinzenta, que são os núcleos centrais do cerebelo: 
Denteado; Emboliforme; Globoso; Do Fastígio.
 
Dos núcleos centrais do cerebelo saem as fibras eferentes do
cerebelo e neles chegam os axônios originados em partes
específicas da superfície cerebelar. 
 
Funciona sempre de forma involuntária e inconsciente, sendo sua
função exclusivamente motora.
As lesões do cerebelo podem ser classificadas da seguinte forma: 
Lesões que comprometem no verme: provocam perda do
equilíbrio com consequente alargamento da base de
sustentação e alterações da marcha;
Lesões que comprometem no hemisfério cerebelar: têm como
principal sintomatologia a falta de coordenação dos
movimentos voluntários nos membros do lado lesado.
Cerebelo
RESUMOS
_MARI_FISIO 24
 Representa a parte mais volumosa do encéfalo. 
As dimensões do cérebro variam segundo o indivíduo e sua forma
obedece a do crânio. 
 
No cérebro distinguem-se dois hemisférios separados por uma
profunda fissura inter-hemisférica (fissura longitudinal do cérebro),
que, contudo estão ligadas por formações que se estendem de um
hemisfério a outro (formações inter- hemisféricas). 
Em cada um deles há uma camada de substância cinzenta
cortical, ou manto do cérebro, onde se situam as áreas motoras,
sensitivas e sensoriais. 
Em seu interior encontram-se os núcleos da base, que se estendem
entre ambos os hemisférios e são interligados por um conjunto de
comissuras nervosas: as comissuras inter- hemisféricas. No interior
dos hemisférios e nas comissuras inter-hemisféricas, 
 
Como o restante do sistema nervoso, o cérebro é envolvido pelas
meninges. Apresenta uma coloração branca rosada, levemente
acinzentada em sua superfície que é irregular e percorrida por
numerosos sulcos e fissuras e pregueada por numerosos giros. 
 Cérebro ou Prosencéfalo 
RESUMOS
_MARI_FISIO 25
Contém vários centros funcionais para a integração de toda a
informação que passa do tronco encefálico e da medula espinal
para os hemisférios cerebrais, bem como para a integração das
atividades motoras e viscerais. 
É subdividido em cinco partes e nessa região do cérebro podemos
encontrar um espaço (terceiro ventrículo)
 
Diencéfalo 
RESUMOS
_MARI_FISIO 26
É constituído de duas grandes massas ovóides de tecido nervoso,
com uma extremidade anterior “pontuda”, o tubérculo anterior do
tálamo, e outra, bastante proeminente, o pulvinar do tálamo. 
Os dois ovóides talâmicos estão unidos pela aderência
intertalâmica. 
Ambos os tálamos, direito e esquerdo, estão separados
medialmente pelo terceiro ventrículo, lateralmente, com a cápsula
interna, superiormente com a fissura cerebral transversa e com os
ventrículos laterais e inferiormente com o hipotálamo e subtálamo. 
 
É constituído essencialmente de substância cinzenta, na qual se
distinguem vários núcleos. 
As funções mais conhecidas do tálamo relacionam-se: 
Com a sensibilidade: todos os impulsos sensitivos, antes de
chegar ao córtex cerebral, passam em um núcleo talâmico
(com exceção dos impulsos olfatórios). Acredita-se que o
tálamo integra e modifica os impulsos sensitivos ao córtex
cerebral; 
Com o comportamentoemocional; 
Com a motricidade. 
Sendo a porção anterior (límbica); intermediária (sensorial);
posterior (motora). 
Tálamo
RESUMOS
_MARI_FISIO 27
Formado pelos corpos geniculados laterais e mediais. 
Os corpos geniculados laterais possuem relação funcional com a
via reflexa da visão, enquanto os corpos geniculados mediais estão
relacionados com a via auditiva. 
Localizado no núcleo do tálamo.
Metatálamo 
RESUMOS
_MARI_FISIO 28
Suas funções são relacionadas principalmente com o controle da
atividade visceral, ou seja, com a manutenção do meio interno
(homeostase), dentro dos limites compatíveis com o
funcionamento adequado dos diversos órgãos. 
Tem o papel regulador sobre o sistema nervoso autônomo e o
sistema endócrino, além de controlar vários processos importantes
para a sobrevivência do indivíduo e da espécie. 
Portanto as principais funções do hipotálamo são: 
Controle do sistema nervoso autônomo; 
Regulação da temperatura corporal; 
Regulação do comportamento emocional; 
Regulação do sono e da vigília; 
Regulação da ingestão de alimentos; 
Regulação da ingestão de água; 
Regulação da diurese; 
Regulação do sistema endócrino. 
 
Núcleos mamilares: pertencem ao hipotálamo e situam-se nos
corpos mamilares. 
Relação funcional com o sistema límbico. 
Hipotálamo
RESUMOS
_MARI_FISIO 29
SUBTÁLAMO 
 
É uma pequena área situada na parte posterior do diencéfalo na
transição com o mesencéfalo, limitando-se superiormente com o
tálamo, lateralmente com a cápsula interna e medialmente com o
hipotálamo. 
As formações subtalâmicas só podem ser observadas em secções
do diencéfalo, uma vez que não se relacionam com a superfície
externa ou com as paredes do terceiro ventrículo. 
 
No subtálamo são encontradas algumas formações cinzentas e
brancas que lhes são próprias, sendo o mais importante o núcleo
subtalâmico (importante na motricidade somática) 
EPITÁLAMO 
 
Tem essa designação o conjunto formado pelo trígono habenular, a
comissura habenular, comissura epitalâmica e a glândula pineal. 
Está localizado na parte superior e posterior do diencéfalo e
contém formações endócrinas e não endócrinas. A formação
endócrina mais importante é a glândula pineal. 
Subtálamo e Epitálamo
RESUMOS
_MARI_FISIO 30
A glândula pineal não é uma formação inter-hemisférica. Está
unida ao cérebro através de seus pedúnculos. 
Essa glândula ocupa a região situada abaixo do esplênio do
corpo caloso, anteriormente ao tentório do cerebelo da qual está
separada pela cisterna ambiens. 
Sintetiza a melatonina. Esta substância tem sido usada para
diminuir o mal-estar e a insônia observados após vôos
prolongados. 
Controla o ritmo circadiano. Sua ausência provoca
dessincronização desse ritmo. 
 
Circadiano: do latim CIRCA (cerca) e DIES (dia), ou seja, de
aproximadamente um dia. 
Glândula Pineal 
RESUMOS
_MARI_FISIO 31
O telencéfalo compreende os dois hemisférios cerebrais, direito e
esquerdo, e uma pequena parte mediana situada na porção anterior
do III ventrículo. 
Os dois hemisférios cerebrais são incompletamente separados pela
fissura longitudinal do cérebro, cujo soalho é formado por uma larga
faixa de fibras comissurais, o corpo caloso, principal união entre os
dois hemisférios. 
Os hemisférios cerebrais possuem cavidades, os ventrículos laterais
direito e esquerdo, que se comunicam com o III ventrículo pelos
forames interventriculares. 
Telencéfalo 
RESUMOS
_MARI_FISIO 32
Configuração externa do Cérebro 
 
 Sua forma geral é ovóide, com eixo maior ântero-posterior. 
 
Fissura longitudinal do cérebro: separa incompletamente os dois
hemisférios cerebrais. 
Faces do Cérebro 
 
Súpero-lateral: moldada sobre a face côncava da abóbada craniana; 
Medial: que constitui uma das faces da fissura longitudinal do
cérebro; 
Inferior: repousa sobre as fossas cranianas anterior e média e sobre o
tentório do cerebelo (base do cérebro). 
 
Lobos do Cérebro 
 
 Frontal – Parietal – Temporal – Occipital - Insular 
 
O cérebro é liso até o 3º mês de vida, após o que adquire pregas
devido ao considerável crescimento do córtex (manto ou pálio), que
no adulto, apresenta sulcos que limitam os giros. 
Certos sulcos ou depressões são mais profundos (fissuras), que
permitem isolar lobos na superfície dos hemisférios. Nos lobos
observam-se sulcos menos profundos que delimitam os giros
(saliências). 
 
Telencéfalo 
RESUMOS
_MARI_FISIO 33
Os dois hemisférios cerebrais, claramente separados pela fissura
longitudinal do cérebro, estão unidos pelas comissuras inter-
hemisféricas. 
 
Relação Intra-Hemisféricas
RESUMOS
_MARI_FISIO 34
É uma estrutura de substância branca consideravelmente espessa,
situada na profundidade da fissura longitudinal do cérebro; estende-
se de um hemisfério a outro. 
Une as áreas simétricas do córtex cerebral de cada hemisfério.
Tem a forma de arco com concavidade inferior: 
Tronco do corpo caloso: lâmina arqueada dorsal; 
Esplênio do corpo caloso: arredondado, largo e espesso; dilatação
posterior; 
Joelho do corpo caloso: curvatura anterior; 
Rostro: porção afilada adiante e abaixo do joelho do corpo caloso. 
 
Obs: do córtex cerebral partem tratos comissurais que passam pelo
corpo caloso, indo para o lado oposto (como já foi visto nas fibras de
associação inter-hemisféricas). Esses tratos são assim classificados: 
Tratos Anteriores: região frontal (joelho do corpo caloso); 
Tratos Mediais: região temporal e occipital; 
Tratos Posteriores: região occipital e parte da região temporal
(esplênio do corpo caloso). 
Corpo Caloso
RESUMOS
_MARI_FISIO x
 Lâmina de substância branca localizada sob o corpo caloso. 
corpo 
colunas 
pernas 
corpo mamilar (parte final das colunas) 
Fórmice
RESUMOS
_MARI_FISIO 36
Sulcos Principais:
 Sulco Central 
 Sulco Lateral 
 
 Sulcos e Giros do Lobo Frontal 
 Situado na frente do sulco central e acima do sulco lateral.
Sulco Frontal Superior 
Sulco Frontal Inferior 
Sulco Pré-Central 
Delimitam os seguintes giros: 
Giro Frontal Superior: localizado entre a fissura longitudinal do
cérebro e o sulco frontal superior; 
Giro Frontal Médio: localizado entre o sulco frontal superior e o
sulco frontal inferior; 
Giro Frontal Inferior: partes opercular e triangular estão separadas
pelo ramo ascendente do sulco lateral. A parte orbital está
separada pelo ramo anterior do sulco lateral; 
Giro Pré-Central: localizado entre o sulco pré-central e o sulco
central. 
Lobos, Sulcos e Giros
RESUMOS
_MARI_FISIO 37
Sulcos e Giros do Lobo Parietal 
 
 Situado atrás do sulco central e acima do sulco lateral. 
Sulco Intraparietal 
Sulco Pós-Central 
 Delimitam os seguintes giros: 
Giro Pós-Central: localizado entre o sulco central e o sulco pós-
central; 
Lóbulo Parietal Superior: localizado superiormente ao sulco
intraparietal; 
Lóbulo Parietal Inferior: localizado inferiormente ao sulco
intraparietal. 
Giro Supramarginal: localizado entre o sulco intraparietal e o sulco
lateral; 
Giro Angular: localizado abaixo do sulco intraparietal,
posteriormente ao giro supramarginal; 
 
 
Lobos, Sulcos e Giros
RESUMOS
_MARI_FISIO 38
Sulcos e Giros do Lobo Temporal 
 
Este lobo situa-se abaixo do sulco lateral. Sua extremidade anterior
recebe o nome de pólo temporal. Sua parte posterior tem limites
poucos nítidos com o lobo occipital, havendo continuidade entre 
os giros de ambos. 
Consequentemente, esse lobo situa-se na face lateral e inferior do
hemisfério cerebral. 
 Sulco Temporal Superior: paralelo ao sulco lateral; 
 Sulco Temporal Inferior: pouco profundo e irregular. 
Delimitam os seguintes giros: 
Giro Temporal Superior: localizado entre o sulco lateral e o sulco
temporal superior; 
Giro Temporal Médio: localizado entre o sulco temporal superior e
o sulco temporal inferior; 
Giro Temporal Inferior: localizado abaixo do sulco temporal
inferior. 
 
Lobos, Sulcos e Giros
RESUMOS
_MARI_FISIO x
 Lobo Insular 
 
É um lobo profundo, situado profundamente ao sulco lateral. Tem
forma triangular com o vértice ínfero-anterior. Localizadoentre o lobo
frontal e o lobo temporal. 
 
Lobo Occipital 
 
Esse lobo não se distingue nitidamente dos lobos parietal e temporal,
aos quais está unido por várias pregas de passagem. O lobo occipital
forma a parte posterior do hemisfério, o pólo occipital, o que permite
distingui-lo. 
 
Lobos, Sulcos e Giros
RESUMOS
_MARI_FISIO 40
 Sulcos e Giros da Face Medial dos Hemisférios Cerebrais 
 
A face medial do hemisfério é plana em sentido sagital e dispõe-se
em torno do corpo caloso.
 Sulcos Principais: 
Sulco do Cíngulo: começa abaixo do joelho do corpo caloso dirige-
se para a margem superior do hemisfério; 
Sulco do Corpo Caloso: contorna superiormente o corpo caloso; 
Sulco Paracentral: paralelo e anteriormente ao ramo marginal do
sulco do cíngulo; 
Sulco Parieto Occipital: pode unir-se ao sulco calcarino,
desenhando como um “Y” deitado; 
Sulco Calcarino: é horizontal e vai do pólo occipital à extremidade
posterior do giro do cíngulo para unir-se ao sulco parietoccipital. 
 
 Delimitam os seguintes giros: 
Giro do Cíngulo: compreendido entre o sulco do corpo caloso e o
sulco do cíngulo, segue exatamente o contorno do corpo caloso.
Origina-se abaixo do joelho do corpo caloso; 
Giro Frontal medial: localizado acima e anteriormente ao sulco do
cíngulo e anteriormente ao sulco paracentral; 
Lóbulo Paracentral: localizado acima do sulco do cíngulo,
anteriormente ao ramo marginal do sulco do cíngulo,
posteriormente ao sulco paracentral e abaixo da margem superior
do hemisfério; 
Pré-Cúneo: Está situado na frente do sulco parietoccipital, atrás do
ramo marginal do sulco do cíngulo e entre o sulco intraparietal e a
margem superior do hemisfério; 
Cúneo: tem a forma triangular. Localizado acima do sulco
calcarino, abaixo do sulco parietoccipital, à frente da margem
posterior do hemisfério cerebral. 
 
Lobos, Sulcos e Giros
RESUMOS
_MARI_FISIO 41
 Sulcos e Giros da Face Inferior 
 
A face inferior ou base do hemisfério cerebral pode ser dividida em
duas partes: uma pertencente ao lobo frontal e repousa sobre a fossa
anterior do crânio; a outra, bem maior, pertence quase toda ao lobo
temporal e repousa sobre a fossa média do crânio e a tenda do
cerebelo. 
 
 
Sulcos e Giros do Lobo Temporal 
 
A face inferior do lobo temporal apresenta três sulcos principais: 
Sulco Occipitotemporal: limita-se com o giro temporal inferior,
que quase sempre forma a margem lateral do hemisfério. 
Sulco Colateral: estende-se do pólo temporal ao pólo occipital.
Curva-se formando o único; 
Sulco Hipocampal: origina-se na região do esplênio do corpo
caloso, onde continua com o sulco do corpo caloso e se dirige para
o pólo temporal. Continua separando o único do
giroparahipocampal. 
 Delimitam os seguintes giros: 
Giro Occipitotemporal Medial: superiormente ao sulco colateral; 
Giro Occipitotemporal Lateral: inferiormente ao sulco colateral; 
Giro Parahipocampal: inferiormente ao sulco hipocampal. 
 
Lobos, Sulcos e Giros
RESUMOS
_MARI_FISIO 42
Homúnculo
RESUMOS
_MARI_FISIO 43
O termo "homúnculo" (também conhecido como homunculus) tem
origem no latim, onde "homunculus" significa "homem pequeno".
Homúnculo cortical: O homúnculo cortical é uma representação
gráfica ou "mapa" que descreve a organização da sensação e
controle motor do corpo humano no córtex cerebral. Esse mapa é
chamado de homúnculo somatossensorial e homúnculo motor.
Homúnculo somatossensorial: Este mapa retrata como diferentes
partes do corpo humano são representadas no córtex
somatossensorial. As áreas do corpo com maior sensibilidade e
densidade de receptores (como mãos, lábios e língua) têm
representações maiores no córtex, enquanto áreas com menos
sensibilidade (como as costas) têm representações menores.
Homúnculo motor: O homúnculo motor é uma representação do
córtex motor, que mostra a relação entre as regiões do córtex
cerebral e os músculos do corpo. Ele indica quais áreas do cérebro
controlam os movimentos de diferentes partes do corpo. As áreas
relacionadas a movimentos finos, como os dedos, têm mais espaço
no homúnculo motor, enquanto aquelas associadas a movimentos
maiores, como os músculos do tronco, têm representações menores.
O hipocampo é composto principalmente de células piramidais.
Como todas as células, as células piramidais têm processos aferentes
(dendritos) e processos eferentes (axônios). 
É um importante componente do sistema límbico.
As estruturas alongadas situam-se ao longo do eixo longitudinal,
uma em cada uma das partes mediais dos lobos temporais, e
formam a parede medial dos cornos inferiores dos ventrículos
laterais.
O hipocampo desempenha vários papéis, incluindo:
Regulação de emoções 
Atividade hormonal
Atividade autonômica
Aprendizagem e memória
Permitindo o estabelecimento de memórias de longo prazo em um
processo conhecido como potenciação a longo-prazo. Ele também
desempenha um papel na memória espacial.
Conexões sinápticas entre o hipotálamo e o hipocampo -> regulação
hormonal e contribua para várias funções endócrinas.
Hipocampo 
RESUMOS
_MARI_FISIO 44
Rhinos = nariz 
 
Área localizada na face inferior do lobo frontal, relacionada com o
olfato. Algumas formações localizadas nesta área são: o bulbo
olfatório que se caracteriza por apresentar uma dilatação ovóide e
achatada de substância cinzenta que continua posteriormente
com o trato olfatório, ambos alojados no sulco olfatório. 
O bulbo olfatório recebe os filamentos que constituem o primeiro
par craniano (nervo olfatório). Estes atravessam pequenos orifícios
que existem na lâmina cribriforme do osso etmóide. 
Rinencéfalo 
RESUMOS
_MARI_FISIO 45
É um círculo anastomótico arterial localizado na base do cérebro,
que conecta os dois principais sistemas arteriais ao cérebro, as 
artérias carótidas internas e os sistemas vertebrobasilares (artérias
vertebrais e basilares). 
A principal função é permitir o fornecimento de um fluxo sanguíneo
colateral entre os sistemas arteriais, cria caminhos alternativos para o
fluxo sanguíneo entre os hemisférios.
O polígono de Willis se localiza na superfície inferior do cérebro, na
cisterna interpeduncular do espaço subaracnóideo. Ele circunda
várias estruturas na fossa interpeduncular (uma depressão na base
do cérebro), incluindo o quiasma óptico e o infundíbulo da 
glândula hipófise.
Poligono de Willis
RESUMOS
_MARI_FISIO 46
 CLASSIFICAÇÃO ESTRUTURAL DO CÓRTEX CEREBRAL 
 
Diversas áreas corticais podem ser classificadas. A divisão mais
aceita é a de Brodmann, que identificou 52 áreas designadas por
números. 
CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DO CÓRTEX CEREBRAL 
Este tipo de classificação costuma dividir o córtex cerebral em
duas áreas: 
Áreas de Projeção: possuem conexão com os centros
subcorticais. Recebem ou dão origem a fibras relacionadas
diretamente com a sensibilidade e a motricidade. Assim, lesões
nas áreas de projeção podem causar paralisias e alterações na
sensibilidade;
Áreas de associação: possuem conexão apenas com outras
áreas corticais. Estão relacionadas com as funções psíquicas
complexas. Lesões nas áreas de associação podem causar
alterações psíquicas.
Classificações do Córtex 
RESUMOS
_MARI_FISIO 47
Configuração Interna do Cérebro 
 
Um corte que atinja a totalidade dos hemisférios cerebrais permite
identificar a disposição da substância cinzenta, da substância branca
e a existência de uma cavidade ventricular. 
 
SUBSTÂNCIA CINZENTA DO CÓRTEX 
A superfície externa dos hemisférios cerebrais é coberta por uma
camada contínua de substância cinzenta: o córtex cerebral que
reveste os giros, os lobos e penetra na profundidade de seus ramos.
Reveste a substância branca do cérebro. 
Trata-se de uma das áreas mais importantes do sistema nervoso. No
córtex cerebral chegam impulsos provenientes de todas as vias da
sensibilidade que aí se tornam conscientes e são interpretadas. Do
córtex saem impulsos nervosos que iniciam e comandam os
movimentos voluntários e com ele estão relacionados os fenômenos
psíquicos. Nele também, se realizam as funções mais complexas do
cérebro,as funções intelectuais. 
No córtex cerebral existem neurônios, células neurogliais e fibras. As
células da neuroglia não têm nenhuma característica especial. Os
neurônios e as fibras distribuem-se de vários modos, e em várias
camadas, sendo a estrutura do córtex muito complexa e heterogênea. 
As fibras que saem ou que entram no córtex cerebral passam,
necessariamente, pelo centro branco medular (fibras de projeção e
associação). 
Configuração do Cérebro 
RESUMOS
_MARI_FISIO 48
ÁREAS PRIMÁRIAS -> SENSITIVAS 
 
 ÁREA SOMESTÉSICA 
 
A área de sensibilidade somática geral está localizada no giro pós-
central, que corresponde às áreas 3, 2, e 1 do mapa de Brodmann.
Chegam a esta área impulsos nervosos relacionados à temperatura,
dor, pressão, tato e propriocepção consciente da metade oposta do
corpo. 
ÁREA VISUAL 
 
Localiza-se nos “lábios” do sulco calcarino e corresponde à área 17
de Brodmann. Aí chegam as fibras do trato genículo-calcarino,
originadas no corpo geniculado lateral. 
ÁREA AUDITIVA 
 
A área auditiva está situada no giro temporal transverso anterior
(giro de Heschl) - ao lado do lobo insular - e corresponde às áreas 41
e 42 do mapa de Brodmann. Nela chegam fibras da radiação
auditiva, que se originam no corpo geniculado medial.
ÁREA VESTIBULAR 
 
Localiza-se no lobo parietal, em uma pequena região próxima ao
território da área somestésica.
 ÁREA OLFATÓRIA 
 
A área olfatória ocupa no homem apenas uma pequena área
situada na parte posterior do unco e giro parahipocampal. 
 
 ÁREA GUSTATIVA 
 
Corresponde à área 43 do mapa de Brodmann e se localiza na
porção inferior do giro pós-central, próxima à ínsula, em uma
região adjacente à área somestésica correspondente à língua
Áreas
RESUMOS
_MARI_FISIO 49
 ÁREA DA LINGUAGEM 
 
Área de Broca: localizada no giro frontal inferior (porção opercular e
triangular). Corresponde à área 44 no mapa de Brodmann. Hemisfério
esquerdo em indivíduos destros e hemisfério direito em 30% dos
sinistros. 
Área de Werneck: localizada no giro temporal superior e parte do
lobo parietal. Corresponde à área 22 do mapa de Brodmann. Situada
normalmente nos dois hemisférios. 
 
 ÁREA MOTORA 
Ocupa a parte posterior do giro pré-central, correspondente à área 4
do mapa de Brodmann. No homem a área 4 dá origem à maior parte
das fibras dos tratos córtico-espinhal e córtico-nuclear, principais
responsáveis pela motricidade voluntária. 
 
 NÚCLEOS DA BASE 
São formações cinzentas volumosas, situadas entre a base do cérebro
e os pedúnculos cerebrais, por um lado, e o córtex cerebral do outro.
Também conhecidos como gânglios da base. 
NÚCLEO CAUDADO: é uma massa alongada e bastante volumosa de
substância cinzenta, relacionada em toda sua extensão com os
ventrículos laterais. Dividido em cabeça, corpo e cauda. Regulador da
motricidade automática. 
NÚCLEO LENTIFORME: tem a forma e o tamanho aproximado de uma
castanha-do-pará. Situado profundamente no interior do hemisfério.
O núcleo lentiforme é dividido em putame, globo pálido lateral e
globo pálido medial. Regulador da motricidade automática. 
Áreas
RESUMOS
_MARI_FISIO 50
CLAUSTRO: é uma delgada calota de substância cinzenta,
localizada entre o córtex da ínsula e o núcleo lentiforme. Sua
função está relacionada com o sistema límbico. 
CORPO AMIGDALÓIDE: é uma massa esferóide de substância
cinzenta de cerca de 2 cm de diâmetro situada no pólo temporal
do hemisfério cerebral, em relação com a cauda do núcleo
caudado. Também relacionado com o sistema límbico. 
 
 SUBSTÂNCIA BRANCA DO CÉREBRO 
 
 Este centro é constituído de fibras mielínicas, que podem ser
classificadas em dois grupos: 
FIBRAS DE PROJEÇÃO: 
Ligam o córtex cerebral a centros subcorticais. Estas fibras
agrupam-se para formar o fórnice do hipotálamo e a cápsula
interna: o fórnice do hipotálamo liga o hipocampo aos núcleos
mamilares do hipotálamo, integrando o circuito de Papez, parte do
sistema límbico; a cápsula interna é um grande feixe de fibras que
separa o tálamo do núcleo lentiforme. 
Entre as fibras originadas no córtex e, por conseguinte,
descendentes, temos: 
Trato córtico-espinal
Trato córtico-nuclear
Trato córtico-pontino
Fibras córtico-reticulares
Fibras córtico-rubras
Fibras córtico-estriatais
Áreas
RESUMOS
_MARI_FISIO 51
FIBRAS DE ASSOCIAÇÃO:
Ligam áreas corticais situadas em pontos diferentes do cérebro. As
fibras de associação podem ser divididas em Fibras de Associação
Intra-Hemisféricas curtas ou longas.
Fibras curtas ou fibras arqueadas ou fibras em “U”: associam as
áreas vizinhas do córtex cerebral. 
Fibras longas: unem-se em fascículos, sendo os mais
importantes os seguintes: 
Fascículo do cíngulo: une o lobo frontal ao lobo temporal;
Fascículo longitudinal superior ou fascículo arqueado: liga o
lobo frontal, parietal e occipital pela parte súpero-lateral de
cada hemisfério;
Fascículo longitudinal inferior: une o lobo occipital ao lobo
temporal;
Fascículo unciforme: liga o lobo frontal ao lobo temporal;
O significado funcional desses fascículos é pouco conhecido,
porém, sabe-se que o fascículo longitudinal superior ou fascículo
arqueado tem um papel importante na linguagem, pois estabelece
conexão entre os outros centros anterior e posterior da linguagem.
Portanto, lesões nesses fascículos causam graves perturbações na
linguagem. 
Áreas
RESUMOS
_MARI_FISIO 52
Fibras de Associação Inter-Hemisféricas: são também conhecidas
como fibras comissurais, pois fazem a união entre áreas simétricas
dos dois hemisférios. Estas fibras se agrupam para formar as três
comissuras do telencéfalo: 
Comissura do fórnice: estabelecem a conexão entre os dois
hipocampos; 
Comissura anterior: liga os bulbos e tratos olfatórios, além de
estabelecer a união entre os lobos temporais; 
Corpo caloso: a maior das comissuras telencefálicas e também
o maior feixe de fibras do sistema nervoso. Estabelece a
conexão entre as áreas corticais simétricas dos dois hemisférios 
Áreas
RESUMOS
_MARI_FISIO 53
Localização:
Órbita -> cavidade óssea situada na parte ântero-lateral do
crânio formada por 7 ossos que se aticulam
Forames -> onde passam o nervo óptico e artéria
Estruturas anexas ao bulbo do olho: 
Protegem o olho mecanicamente ou quimicamente
Supercílios (sobrancelha) -> eminências dérmicas, "formato de
meia lua" recobertas por pelos curtos e grossos, localizados
acima da órbita, tendo as funções de estética facial e proteção
ocular (dificulta a entrada de partículas)
Pálpebras -> duas pregas, finas e móveis (superior e inferior),
ambas com função do bulbo do olho. As pregas unidas são
denominadas de rima da pálpebra, elas formam o ângulo
medial (perto do nariz) e ângulo lateral (perto da orelha)
Cílios -> pelos curtos e curvados, localizados na margem das
pálpebras, distribuídos em duas ou 3 fileiras, função de estética
facial e proteção do bulbo do olho. Glândulas sebáceas - na raiz
dos pelos dos cílios, onde se dá terçol
Túnica conjuntiva - membrana mucosa transparente, bastante
vascularizada, reveste face posterior das pálpebras e a face
anterior do bulbo do olho (onde se dobra - parte posterior da
esclera e córnea, que são camadas). Onde se da conjuntivite.
Olho
RESUMOS
_MARI_FISIO 54
 Zigomático1.
Maxilar2.
 Etmóide3.
 Frontal4.
 Esfenóide5.
 Lacrimal6.
 Palatino7.
Aparelho Lacrimal:
Glândula lacrimal (exócrina) -> produz e secreta o líquido
lacrimal
A lágrima é recolhida -> papila lacrimal superior e inferior
desembocam no saco lacrimal (dilatação) até chegar no ducto
lacrimonasal (cavidade nasal - concha nasal)
Relacionado com o sistema límbico -> choro (quantidade a
mais de lágrimas)
Lágrimas são produzidas o tempo para lubrificar e umidificar a
superfície da túnica conjuntiva e córnea
Olho
RESUMOS
_MARI_FISIO 55
7 músculos extrínsecos do bulbo do olho:
m. levantador da pálpebra superior -> não fixado no bulbo do
olho
m. reto superior -> aderido a esclera, capaz de movimentar o
olho em qualquer direção, elevação (desloca o olho para cima)
m. reto inferior -> aderido a esclera, capaz de movimentar o
olhoem qualquer direção, desloca o olho para baixo 
m. reto medial -> aderido a esclera, capaz de movimentar o
olho em qualquer direção, adução e deslocamento medial
m. reto lateral -> aderido a esclera, capaz de movimentar o olho
em qualquer direção, abdução e deslocamento lateral
m. oblíquo superior -> aderido a esclera, capaz de movimentar o
olho em qualquer direção, intorção (desloca para baixo e
lateralmente)
m. oblíquo inferior -> aderido a esclera, capaz de movimentar o
olho em qualquer direção, extorsão (desloca para cima e
lateralmente
Olho
RESUMOS
_MARI_FISIO 56
Bulbo do olho:
Maior parte da porção anterior da órbita e contém o aparelho
óptico do sistema visual, sendo ele dividido em 3 camadas:
Túnica Fibrosa (mais extrena):
Esclera -> 5/6 do bulbo do olho; esqueleto fibroso que
confere a forma do olho, opaca, resistente, onde se
inserem os músculos extrínsecos; na parte posterior
se encontra o nervo óptico II
Córnea -> 1/6 do bulbo do olho, transparente,
localizada anteriormente
Na transição entre esclera e córnea tem o seio venoso
da esclera e ele drena o líquido humor aquoso
Túnica Vascular (mais vascularizada -> camada média):
Corioide -> camada fina marrom avermelhada,
altamente vascularizada e reveste a esclera por dentro 
Corpo ciliar -> formado por musculo ciliar (interfere na
forma da lente - contração do m. gera dilatação, já
relaxamento do m. gera estreitamento) e processos
ciliares (filamentos concêntricos, escuros, se prendem a
zônula ciliar e se prendem a lente)
Íris -> pigmentada (quantidade de melanina), muscular,
tem função de diafragma (dilata e diminui a pupila),
controla a entrada de raios luminosos
Câmara anterior -> entre córnea e a íris, preenchida pelo
humor aquoso
Câmada posterior -> entre íris, corpo ciliar e lente,
preenchida pelo humor aquoso
Humor aquoso -> produzido por vasos no corpo ciliar e
reabsorvido pelos seios venoso da esclera
Olho
RESUMOS
_MARI_FISIO 57
Túnica Nervosa (camada mais interna):
Retina:
Parte ópitica -> 2/3 posteriores, receptores fotossensíveis
(cones e bastonetes), mácula lútea com a fóvea central (foco
de melhor visão), disco do nervo óptico (ponto cego)
Parte cega -> 1/3 anterior, ausência de foto receptores
Tem 2 subcamadas: estrato pigmentoso e estrato nervoso
(uma série de camadas onde estão as células nervosas)
Entre a parte óptica e cega tem a ora serrata
Lente ou Cristalino -> transparente, biconvexa, fixa pelos zônula
ciliar na retina e no corpo ciliar
Corpo Vítreo -> 4/5 bulbo, espaço entre a lente e a retina,
preenchido pelo humor vítreo (massa gelatinosa e
transparente) que auxilia a passagem de luminosidade
Captação de estímulos luminosos/sensitivos e como chegam
até o encéfalo
Olho
RESUMOS
_MARI_FISIO 58
Olho
RESUMOS
_MARI_FISIO 59
Meato acústico externo: 2,5 cm de comprimento, dividido em partes
cartilaginosa (porção mais externa encontra se pelos e glândulas
sebáceas que produzem o cerume) e óssea (abertura no osso
temporal)
Orelha média:
Cavidade pequena e cheia de ar 
Onde encontram se os ossículos da audição ("ossos que se
movimentam" -> articulações sinoviais), ligamentos, músculos (m.
tensor do tímpano, inervado pelo n. trigêmeo V, e m. estapédio,
inervado pelo n. facial VII)
6 paredes: membranácea (lateral - formada pela membrana
timpânica), labiríntica (medial - tem contado com o labirinto
mais interno), tegumental (superior - formada por uma fina
membrana de tecido ósseo, sendo a parte petrosa do osso
temporal, e acima dela está a duramater), julgular (inferior -
relacionada a veia julgular), carótida (anterior - relação com a
tuba auditiva) e mastóidea (posterior - relacionada ao processo
mastóide)
Orelha: externa (até membrana
timpânica), média (paredes) e
interna (ligada ao equilíbrio)
Função: audição e equilíbrio
Menores ossos se encontram nesta
região
Orelha
RESUMOS
_MARI_FISIO 60
3 ossículos da audição: Martelo, Bigorna e Estribo - Vibração passa
por eles (audição)
Membrana Timpânica (também conhecida como Tímpano): divide
a orelha média e externa 
2 labirintos -> ósseo e membranoso
A parede labiríntica tem duas aberturas?
Janela do Vestíbulo (oval)
Janela da cóclea (redonda) - recoberta pela membrana
timpânica secundária 
Tuba auditiva: Parte óssea e parte cartilagínea
Óstio timpânico:
Orelha
RESUMOS
_MARI_FISIO 61
Óstio faríngeo: Balanceamento da pressão
Orelha Interna ou Labirinto:
Labirinto ósseo -> mais externo, presença de perlinfa
(quimicamente similar ao LCE, circunda o labirinto
membranáceo, forma um estojo que é revestido por periósteo,
espaço do osso temporal, e é dividido em 3 áreas:
Canais semicirculares -> receptores do equilíbrio (formam a
posição espacial da cabeça), sendo eles anterior, lateral e
posterior (dentro deles se encontra o labirinto
membranáceo)
Vestíbulo -> receptores do equilíbrio, entrada, se comunica
com orelha média (janela do vestíbulo 
Cóclea -> receptores da audição, dividida em rampa do
vestíbulo (superior - relacionada com o vestíbulo) e rampa
do tímpano (inferior - relacionada com a membrana
timpânica secundária) que se confluem até o modíola
Orelha
RESUMOS
_MARI_FISIO 62
Labirinto Membranáceo -> mais interno, presença de endolinfa.
também formado por 3 porções:
Ductos semilunares -> dentro dos canais semilunares, se
comunicam com o utrículo (equilíbrio dinâmico)
Utrículo e sáculo (se relaciona com os ductos cocleares) ->
dentro do vestíbulo (oval) 
Ducto coclear -> interno a cóclea (audição)
Orelha
RESUMOS
_MARI_FISIO 63
Impulsos elétricos, ou alterações no potencial da membrana, que
percorrem a superfície de um neurônio, 
Consiste na alteração na permeabilidade da membrana para
diferentes íons, Na+ inicia um potencial de ação, em seguida, K+ na
fase de recuperação. 
São propagados ao longo de um axônio por corrente passiva e
ativa.
Toda comunicação no sistema nervoso se dá por sinais elétricos, os
quais são mediados pelos movimentos de íons. 
Em repouso, o movimento de íons se encontra em equilíbrio.
Os íons se movem através da membrana por diferentes tipos de
canais iônicos. Quando um potencial de ação chega a um terminal
axonal, canais de Ca2 se abrem, e o influxo de Ca2 faz as vesículas
cheias de neurotransmissores se fundirem à membrana, liberando
neurotransmissores na fenda sináptica.
Existem muitos tipos de neurotransmissores; cada um deles se liga
a um receptor específico e tem um efeito específico:
Potencial de Ação
RESUMOS
_MARI_FISIO 64
POTENCIAL GRADUADO:
São perturbações da membrana plasmática, ou seja, variações de
ddp que acontecem na membrana do corpo celular.
São decrementais, ou seja, perdem a força conforme a
propagação.
São sublimiares, mas, se somados, podem gerar um estímulo
limiar no cone de implantação.
POTENCIAL DE AÇÃO:
É quando os potenciais graduados são somados e atingem o
limiar de excitabilidade.
Não são decrementais.
Sempre terão a mesma amplitude.
SOMAÇÃO TEMPORAL: Chegam estímulos em sequência no
mesmo ponto da membrana.
SOMAÇÃO ESPACIAL: Estímulos chegam em vários pontos da
membrana.
Obs.: Essa propagação não vai ter velocidade igual em todos os
neurônios, existem fatores que determinam essa propagação.
FATORES QUE INFLUENCIAM A VELOCIDADE DE CONDUÇÃO DO
POTENCIAL DE AÇÃO:
Diâmetro axonal -> quanto maior o diâmetro, menor a resistência
e maior a velocidade de condução.
Bainha de mielina.
Condução saltatória do potencial de ação = aumenta a velocidade
de condução.
Formada pelas células de schawann (SNP) e por oligodentócitos
(SNC) / células da glia.
Rica em lipídeos -> isolante térmico = contidos na células da glia.
Não é uma camada contínua = interrupções: nó ou nodo de
ranvier.
NÓ OU NODO RANVIER:
A propagação do impulso acontece aqui.
Retroalimentam a corrente com cargas positivas, impedindo
que a corrente perca força devido aos escapes.
Única região que precisa despolarizar/repolarizar.
Potencial de Ação
RESUMOS
_MARI_FISIO 65
CONDUÇÃO SALTATÓRIA:
É mais rápida que a condução contínua.
Os neurônios amielínicos tem todo um maquinário em toda a
membrana pararealizar potencial de ação (canais
dependentes de voltagem).
Esse maquinário NÃO EXISTE nos neurônios mielínicos.
NEURÔNIOS MIELÍNICOS – ESCLEROSE MÚLTIPLA:
Autoimune -> destruição da bainha de mielina.
Impulso perde força por conta do vazamento decorrente.
O axônio não tem o maquinário necessário para impedi-lo.
O potencial não é graduado, mas fica decremental.
Caso não existissem as interrupções, ou seja, se a mielina
revestisse todo axônio, o potencial de ação iria perder a força,
configurando um potencial graduado e não teria nós para
realimentar a corrente.
Potencial de Ação
RESUMOS
_MARI_FISIO 66
Transmissão de informação de uma célula excitável para outra
célula que pode ou não ser excitável, por exemplo:
Neurônio -> neurônio.
Neurônio -> muscular.
Neurônio -> glândula (não é excitável).
Muscular -> muscular.
Obs.: Caso a informação não parta de uma célula excitável não é
sinapse.
CLASSIFICAÇÃO DAS SINAPSES DE ACORDO COM A NATUREZA
DE SINAL
Sinal -> informação.
Muitos fármacos agem na modulação da sinapse, seja
potencializando, seja impedindo. Pode impedir a liberação do
mediador ou bloquear a estrutura que faz seu reconhecimento.
ELÉTRICA
Transmissão de sinal elétrico.
Exemplo = entre células cardíacas (nó sinoatrial).
Presença da junção GAP ou comunicante.
Estão em contato direto.
Rápida.
QUÍMICA
Transmissão de sinal químico (mediador).
Exemplo -> entre neurônios e células musculares.
Presença da fenda sináptica.
Necessidade de receptor e reconhecimento.
Lenta -> sinapse em etapas.
Sinapse
RESUMOS
_MARI_FISIO 67
FASES GERAIS DA SINAPSE QUÍMICA
Potencial de ação -> despolarização -> influxo de sódio = abertura
dos canais de sódio.
Abertura dos canais de cálcio dependentes de voltagem na
membrana pré-sináptica -> influxo de cálcio.
Influxo de cálcio -> aumenta a concentração de cálcio dentro da
célula pré-sináptica.
CÁLCIO + CITOESQUELETO = empurram as vesículas em direção a
membrana para colabarem com ela.
Vesículas com mediador colabam com a membrana -> SNARES
proteínas de ancoramento.
Liberação do mediador químico na fenda.
Reconhecimento do mediador pela célula pós sináptica
(receptores específicos ne membrana).
Resposta da célula pós sináptica.
Remoção do mediador químico da fenda.
TIPOS DE REMOÇÃO
Captação -> volta para a célula pré-sináptica.
Destruição -> enzimas (degradam).
Difusão -> movimentação.
DESSENSIBILIZAÇÃO
Paciente com asma usa o fenoterol (agonista beta 2).
Vai estimular β2, que tem uma característica de sofrer
dessensibilização ao estímulo constante.
Se houve uma uso prolongado, irá ter que sempre aumentar a
dose para produzir o mesmo efeito.
SINAPSE NEUROMUSCULAR
Célula pré-sináptica = neurônio motor.
Célula pós- sináptica = célula muscular esquelética.
Mediador químico = acetilcolina (colinérgico) -> produzido por
neurônio: neurotransmissor.
Receptor = nicotínico. 
Resposta = contração.
Remoção do mediador da fenda = enzimática ->
ACETILCOLINESTERASE (hidrólise).
Sinapse
RESUMOS
_MARI_FISIO 68
Obs.: Nem todos mediadores químicos liberados são reconhecidos.
Além disso, após a sinapse, a retirada dos mediadores químicos é
uma forma de controle, que pode ser feita pela degradação dos
mediadores dentro da célula pré-sináptica.
BOTOX / TOXINA BUTOLÍNICA
Tem afinidade pelas snares dos neurônios
Impedem a liberação de acetilcolina na fenda sináptica = inibição
da ação das SNARES (proteínas de ancoramento).
Sem acetilcolina não há contração muscular.
O botox é duradouro porque é uma aplicação de depósito com
ação controlada.
Pode haver dessensibilização por um período prolongado de uso.
HIPERHIDROSE / TOXINA BUTOLÍNICA
* Impede a contração das glândulas devido ao impedimento da
liberação da acetilcolina.
Sinapse
RESUMOS
_MARI_FISIO 69
Os neurônios comunicam-se uns com os outros por sinapses,
formando redes funcionais para o processamento e armazenamento
das informações.
Uma sinapse tem três componentes: o terminal axonal de uma célula,
o dendrito da célula receptora e um processo de célula glial. A fenda
sináptica é o espaço entre esses componentes.
Sinapses elétricas: 
Dois neurônios podem ser acoplados eletricamente um ao outro por
meio de junções comunicantes. 
Uma junção comunicante é um complexo de poro e proteína
(conexina) que permite que os íons e outras moléculas pequenas se
movam entre as células. 
Neurônios acoplados à junção comunicante são encontrados em
áreas nas quais as populações neuronais precisam estar
sincronizadas, como, por exemplo, no centro respiratório ou nas
regiões secretoras de hormônio do hipotálamo.
Sinapses químicas: 
Uma sinapse química é composta de um terminal pré-sináptico, uma
fenda sináptica e um terminal pós-sináptico.
As cargas e os íons não se movem diretamente entre as células. 
Acomunicação se dá por neurotransmissores.
Transmissão Sináptica
RESUMOS
_MARI_FISIO 70
Sistema Nervoso - Vídeo Aula
Sistema Visual - Vídeo Aula
Sistema Auditivo - Vídeo Aula
Sistema Auricular - Vídeo Aula
Material de Apoio
RESUMOS
_MARI_FISIO x
Atlas PDF
Playlist Aulas Neurofisiologia
Playlist Aulas Fisiologia
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Neuroanatomia funcional.
2.ed., São Paulo: Atheneu, 1998. 
 
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Bases de neuroanatomia
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LATARJET M.; LIARD A. R.
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Paulo: Panamericana, 1996. 
 
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Anatomia Humana, 6 ed. São
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DAROFF, Robert B.; JANKOVIC,
Joseph; MAZZIOTTA, John C.;
POMEROY, Scott L. Bradley's
Neurology in Clinical Practice.
8. ed. Philadelphia: Elsevier,
2022.
Fisiologia Humana: Uma
Abordagem Integrada -
Silverthorn
Princípios de Neurociência -
Kandel
Neurociência: Explorando o
Cérebro - Bear
RIBAS, G. C.. Considerações
sobre a evolução filogenética
do sistema nervoso, o
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emergência da consciência.
Brazilian Journal of Psychiatry,
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