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ECONOMIA 
INDUSTRIAL
PROF. ADIRSON MACIEL
DE FREITAS JUNIOR
FACULDADE CATÓLICA PAULISTA
Prof. Adirson Maciel de Freitas Junior
ECONOMIA 
INDUSTRIAL
Marília/SP
2023
“A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma 
ação integrada de suas atividades educacionais, visando à 
geração, sistematização e disseminação do conhecimento, 
para formar profissionais empreendedores que promovam 
a transformação e o desenvolvimento social, econômico e 
cultural da comunidade em que está inserida.
Missão da Faculdade Católica Paulista
 Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo.
 www.uca.edu.br
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sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, 
salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a 
emissão de conceitos.
Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior
ECONOMIA INDUSTRIAL
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SUMÁRIO
CAPÍTULO 01
CAPÍTULO 02
CAPÍTULO 03
CAPÍTULO 04
CAPÍTULO 05
CAPÍTULO 06
CAPÍTULO 07
CAPÍTULO 08
CAPÍTULO 09
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13
08
15
23
36
45
54
67
79
88
102
112
124
134
ECONOMIA INDUSTRIAL
O ESTUDO DA ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL
ANÁLISE ESTRUTURAL DE MERCADO: 
CRÍTICAS À CONCORRÊNCIA PERFEITA E 
IMPERFEITA
TEORIA DO OLIGOPÓLIO E FORMAÇÃO DE 
PREÇOS
TEORIA DO CRESCIMENTO DA FIRMA
INTERAÇÃO ESTRATÉGICA
ESTRUTURA DE MERCADO OLIGOPOLISTA E 
PADRÕES DE CONCORRÊNCIA
ESTRATÉGIAS DE ENTRADA E SAÍDA NO 
OLIGOPÓLIO
ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO E 
INTERNACIONALIZAÇÃO DA GRANDE 
EMPRESA
IMPLICAÇÕES PARA A REGULAÇÃO E 
POLÍTICAS PÚBLICAS
ESTRATÉGIAS EMPRESARIAS
ECONOMIA DE ESCALA E DE ESCOPO
ECONOMIA DE AGLOMERAÇÃO E ARRANJOS 
PRODUTIVOS LOCAIS
ECONOMIA INDUSTRIAL
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SUMÁRIO
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 15
142
149
A EMPRESA MULTINACIONAL
IMPACTOS AMBIENTAIS E SOCIAIS DA 
ECONOMIA INDUSTRIAL
ECONOMIA INDUSTRIAL
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Introdução
A disciplina de Economia Industrial é fundamental para entender o funcionamento 
e a dinâmica do mercado e das empresas. Ela se preocupa em analisar como as 
organizações lidam com a concorrência, a regulação e as políticas públicas, bem 
como as estratégias que adotam para crescer e inovar.
Definida como um ramo da economia aplicada, a Economia Industrial busca 
compreender a relação entre as empresas e o mercado em que atuam, considerando 
aspectos como estrutura de mercado, concorrência, inovação e regulação. O estudo da 
Economia Industrial vem evoluindo ao longo dos anos, acompanhando as mudanças 
no mundo empresarial e as transformações econômicas e sociais.
A importância da Economia Industrial para a Economia em geral é indiscutível. A 
disciplina permite entender os desafios e oportunidades que as empresas enfrentam, 
bem como os impactos das políticas públicas e da regulação nos mercados e na 
concorrência. Além disso, a Economia Industrial oferece ferramentas para a análise 
estratégica das empresas e para a tomada de decisão em um ambiente cada vez 
mais competitivo.
As principais abordagens teóricas em Economia Industrial incluem a análise 
estrutural de mercado, a teoria do oligopólio, a teoria do crescimento da firma, a 
interação estratégica, os mercados contestáveis e as estratégias empresariais. Todas 
essas abordagens têm em comum a preocupação em entender como as empresas 
interagem e competem no mercado, bem como as implicações das políticas públicas 
e da regulação.
A Economia Industrial se relaciona com outras áreas da Economia, como a 
Microeconomia, a Macroeconomia, a Econometria e a Teoria da Organização. Ela 
também tem interfaces com outras ciências sociais, como a Sociologia, a Psicologia, 
a Ciência Política e a Administração.
O estudo da Organização Industrial é uma das principais subáreas da Economia 
Industrial. Ela se preocupa em analisar a estrutura de mercado, os tipos de mercados, 
os agentes econômicos e a tomada de decisão das empresas. A Organização Industrial 
também se dedica a estudar as falhas de mercado e os monopólios, bem como 
as políticas públicas e a regulação necessárias para promover a concorrência e a 
eficiência econômica.
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Em suma, a disciplina de Economia Industrial é fundamental para compreender a 
dinâmica do mercado e das empresas, bem como para desenvolver políticas públicas 
e estratégias empresariais. Ela oferece ferramentas teóricas e práticas para analisar a 
concorrência, a regulação e as políticas públicas, bem como para entender os desafios 
e oportunidades que as empresas enfrentam em um mundo cada vez mais competitivo.
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CAPÍTULO 1
ECONOMIA INDUSTRIAL
1.1 Definição de Economia Industrial
A Economia Industrial é uma área da economia que se dedica ao estudo da estrutura, 
comportamento e desempenho das empresas e indústrias. Segundo Porter (2001), 
essa disciplina busca entender como as empresas se relacionam em um mercado e 
quais são os fatores que afetam sua competitividade. Isso inclui desde a análise da 
estrutura de mercado até a investigação de práticas de gestão e tecnologias utilizadas 
pelas empresas.
De acordo com Schumpeter (1961), a Economia Industrial também está relacionada 
ao estudo do desenvolvimento econômico, uma vez que a inovação e a competição 
entre as empresas são fatores fundamentais para o crescimento econômico de uma 
região ou país. Através da análise da dinâmica competitiva entre empresas, é possível 
entender como ocorre o desenvolvimento tecnológico e a criação de novos produtos 
e serviços.
Chandler (1999) destaca que a Economia Industrial também se preocupa com a 
análise da estrutura das indústrias, ou seja, como as empresas estão organizadas e 
como elas interagem no mercado. Isso inclui a análise da concentração de mercado, das 
barreiras à entrada de novas empresas e dos níveis de integração vertical e horizontal 
das empresas.
Bessant e Tidd (2007) destacam que a inovação é um tema central na Economia 
Industrial, uma vez que a capacidade de inovar é fundamental para a competitividade 
das empresas. Através da análise das estratégias de inovação das empresas, é possível 
entender como elas criam vantagens competitivas e se diferenciam no mercado.
Em resumo, a Economia Industrial é uma área da economia que se dedica ao 
estudo das empresas e indústrias, buscando entender sua estrutura, comportamento 
e desempenho no mercado. Essa disciplina está relacionada ao estudo da inovação, 
da competição e do desenvolvimento econômico, e envolve a análise de diversos 
fatores que afetam a competitividade das empresas.
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Isso inclui a análise da estrutura de mercado, das estratégias de gestão, da inovação, 
da concentração de mercado, das barreiras à entrada de novas empresas, dos níveis 
de integração vertical e horizontal das empresas, entre outros aspectos. 
A Economia Industrial é importante para entender como as empresas se relacionam 
em um mercado, quais são seus desafios e oportunidades, e como elas podem se 
destacar e se manter competitivas. É uma disciplina que tem sido estudada por diversos 
autores, como Porter, Schumpeter, Chandler, Bessant e Tidd, e Kleinler e Krugman, 
entre outros, e é essencial para entender a dinâmica do mercado e o desenvolvimento 
econômico.
1.2 Histórico e evolução do pensamento sobre Economia Industrial
A história da Economia Industrial tem raízes no final do século XIX, quando 
economistas começaram a estudar a estrutura de mercado das indústrias e as práticas 
monopolistas que se desenvolveram.não inovar e manter o status quo. A escolha entre 
essas estratégias depende das condições de mercado e dos incentivos à inovação.
As implicações para políticas públicas e regulação também são relevantes. De acordo 
com Chandler (1999), em mercados oligopolistas, o papel do Estado é importante para 
garantir a competição e evitar práticas anticompetitivas, como acordos de preços, 
divisão de mercado e fusões que podem prejudicar a concorrência. Além disso, políticas 
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públicas que incentivem a inovação e a competição podem ajudar a reduzir o poder 
de mercado das empresas oligopolistas e aumentar o bem-estar dos consumidores.
Em resumo, a teoria do oligopólio é um campo importante da economia que ajuda 
a entender como as empresas interagem em mercados concentrados e como essa 
interação afeta a formação de preços e as estratégias empresariais. A escolha entre 
estratégias de preços elevados e preços baixos, a relação entre concorrência e inovação 
e as implicações para políticas públicas e regulação são temas centrais desse campo 
de estudo.
4.1 Conceitos de Oligopólio e mercado concentrado
Oligopólio é um tipo de mercado em que poucas empresas detêm uma grande 
parte do mercado. Segundo Bessant e Tidd (2007), a palavra “oligopólio” vem do grego 
“oligos” (poucos) e “polein” (vender), significando “poucos vendedores”. No oligopólio, 
as empresas têm um alto grau de poder de mercado, podendo influenciar os preços 
e a produção.
De acordo com Schumpeter (1961), o mercado concentrado, ou oligopólio, é 
caracterizado por um pequeno número de empresas que detêm uma grande parte 
do mercado, com uma forte interdependência entre elas. Essas empresas são capazes 
de fixar preços e quantidades produzidas, e podem influenciar o comportamento de 
outras empresas do mercado.
Porter (2001) ressalta que a concentração de mercado não é um fim em si mesma, 
mas sim um resultado natural de empresas que competem em um mercado. No 
entanto, quando essa concentração leva a uma situação de oligopólio, as empresas 
podem se comportar de forma a prejudicar o consumidor, ao fixarem preços acima 
do nível competitivo ou limitarem a produção e a inovação.
Chandler (1999) destaca que a formação de oligopólios foi favorecida pela crescente 
escala de produção no início do século XX, que tornava difícil para pequenas empresas 
competirem em termos de preços. As empresas passaram a buscar a expansão através 
de fusões e aquisições, a fim de obter maior controle sobre o mercado.
Segundo Krugman e Klein (2012), o oligopólio pode levar a uma maior eficiência 
devido a economias de escala e escopo, que reduzem os custos e melhoram a qualidade. 
No entanto, o poder de mercado das empresas oligopolistas pode levar a preços mais 
altos e menor produção do que em um mercado competitivo.
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De acordo com Porter (2001), as empresas em oligopólio podem se comportar de 
diferentes formas, como fixar preços elevados, limitar a produção, adotar estratégias de 
diferenciação de produto ou entrar em acordos informais de cartelização. A estratégia 
adotada depende da interação com outras empresas no mercado e da resposta dos 
consumidores a preços e qualidade.
Chandler (1999) destaca que o oligopólio pode ser encontrado em setores com alta 
concentração de capital e tecnologia, em que os custos fixos são altos e a concorrência é 
intensa. A inovação pode ser um fator importante para a entrada de novos concorrentes 
no mercado e para a sobrevivência das empresas existentes.
Para Bessant e Tidd (2007), políticas públicas e regulação podem ser importantes 
para garantir a concorrência em mercados oligopolistas. Isso pode incluir medidas como 
a regulação de preços, a imposição de restrições à fusão de empresas e a promoção 
da inovação. No entanto, a implementação dessas políticas pode ser complexa devido 
à influência política das empresas e à dificuldade de medir o poder de mercado de 
cada empresa.
4.2 Modelos teóricos de Oligopólio (Cournot, Bertrand, Stackelberg)
O oligopólio é um mercado com poucos concorrentes, onde cada empresa tem 
um grande poder de influenciar os preços e a produção, sendo assim, as decisões 
de uma empresa afetam diretamente as outras empresas do mercado. De acordo 
com Porter (2001), os modelos teóricos mais comuns de oligopólio são o modelo de 
Cournot, Bertrand e Stackelberg.
Segundo o modelo de Cournot, cada empresa decide a quantidade de produção 
que deseja e as outras empresas tomam essa quantidade como dada para definir a 
quantidade que vão produzir (Chandler, 1999). Ou seja, cada empresa assume que a 
sua produção não afetará o preço do mercado e essa decisão é tomada levando em 
conta as decisões das outras empresas.
Já no modelo de Bertrand, as empresas competem em termos de preço, ou 
seja, definem seus preços levando em consideração os preços praticados pelas 
outras empresas (Kleiner e Krugman, 2012). Dessa forma, o mercado é considerado 
perfeitamente competitivo em termos de preços.
Por sua vez, o modelo de Stackelberg se difere dos anteriores, pois considera uma 
liderança de mercado, onde uma empresa é considerada a líder e as outras empresas 
do mercado a seguem (Schumpeter, 2006). Nesse modelo, a empresa líder decide a 
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quantidade de produção e as outras empresas do mercado decidem a sua quantidade 
com base na quantidade definida pela líder.
Cada modelo possui suas particularidades e pode ser mais apropriado para diferentes 
tipos de indústrias. O modelo de Cournot é indicado para mercados onde a produção 
é o diferencial, o modelo de Bertrand é indicado para mercados onde o preço é o 
diferencial e o modelo de Stackelberg é mais apropriado para mercados com líderes 
de mercado (Bessant e Tidd, 2007).
Vale ressaltar que esses modelos são simplificações da realidade e muitas vezes 
não levam em consideração as complexidades do mercado e das empresas. Além 
disso, é importante lembrar que o comportamento das empresas oligopolistas pode 
ser influenciado por fatores como barreiras à entrada, custos fixos, diferenciação do 
produto, entre outros (Chandler, 1999).
Os modelos de oligopólio têm sido importantes para a compreensão do 
comportamento das empresas em mercados concentrados, permitindo uma melhor 
análise dos efeitos das estratégias empresariais sobre os preços e a produção. A 
escolha de um modelo adequado é essencial para o entendimento do mercado e para 
a elaboração de estratégias empresariais eficazes.
Por fim, é importante destacar que a escolha do modelo teórico de oligopólio deve 
levar em consideração o tipo de indústria em questão e a complexidade do mercado, 
uma vez que a escolha errada pode levar a resultados incorretos e ações ineficazes. 
Portanto, é fundamental que as empresas utilizem esses modelos como base para 
a análise de suas estratégias, mas considerando as particularidades do mercado em 
que atuam.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A indústria de smartphones é um exemplo de mercado oligopolista, dominado por 
poucas empresas que competem entre si. A estratégia de formação de preços 
adotada por essas empresas pode ter impacto significativo no mercado, como foi 
o caso da Apple, que em 2018 reduziu o preço do iPhone em alguns países para 
estimular as vendas e manter sua posição no mercado. Essa estratégia foi adotada 
em resposta à concorrência de empresas como a Samsung e a Huawei.
Fonte: https://www.iesp.edu.br/sistema/uploads/arquivos/publicacoes/o-poder-
das-marcas-na-escolha-do-produto-no-brasil-o-caso-do-iphone-apple-autor-a-freire-
jayara-jaiane-venancio-.pdf
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4.3 Formação de preços e estratégias empresariais no Oligopólio
O oligopólio é um mercado dominadopor um pequeno número de empresas que 
controlam a oferta e os preços. De acordo com Porter (2001), o poder de mercado das 
empresas oligopolistas pode levar a uma intensa concorrência em termos de preço 
ou a uma maior cooperação entre as empresas, que pode aumentar a lucratividade e 
diminuir a concorrência. No entanto, essa decisão de cooperar ou competir no mercado 
é influenciada por estratégias empresariais.
No oligopólio, as empresas podem adotar diferentes estratégias de preços, tais 
como preços altos, preços baixos, preços elevados com descontos ou preços baixos 
com descontos, para alcançar seus objetivos estratégicos. De acordo com Chandler 
(1999), uma das estratégias empresariais comuns no oligopólio é o desenvolvimento 
de produtos diferenciados e marcas exclusivas para ganhar vantagem competitiva 
no mercado.
As empresas também podem adotar estratégias de publicidade e marketing para 
aumentar sua participação no mercado e influenciar a demanda do consumidor. 
Segundo Bessant e Tidd (2007), as empresas podem investir em publicidade para criar 
uma imagem de marca positiva e estabelecer uma posição dominante no mercado.
Além disso, a competição no oligopólio pode levar a um comportamento agressivo 
entre as empresas. Isso pode levar a guerras de preços, onde as empresas competem 
para reduzir seus preços abaixo do custo para ganhar vantagem sobre a concorrência. 
De acordo com Porter (2001), essa estratégia não é sustentável a longo prazo e pode 
prejudicar a lucratividade de todas as empresas no mercado.
Outra estratégia empresarial no oligopólio é a diferenciação de produtos e serviços. 
As empresas podem oferecer produtos e serviços exclusivos, com alta qualidade ou 
atributos específicos que atendam às necessidades dos clientes. De acordo com Klein 
e Krugman (2012), a diferenciação pode ajudar as empresas a aumentar a demanda 
por seus produtos e, portanto, ter mais controle sobre os preços de venda.
As empresas oligopolistas também podem controlar a oferta e a demanda de 
produtos. De acordo com Schumpeter (1961), a limitação da oferta pode levar a preços 
mais altos e maiores margens de lucro para as empresas. No entanto, essa estratégia 
pode ser prejudicial a longo prazo, pois pode levar à entrada de novos concorrentes 
no mercado e à perda de participação de mercado.
Outra estratégia é a formação de cartéis. De acordo com Chandler (1999), as 
empresas podem se unir para estabelecer preços comuns, limitar a oferta ou dividir 
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o mercado. Essa estratégia pode ser lucrativa a curto prazo, mas pode ser ilegal e 
levar a sanções governamentais.
Em resumo, a formação de preços e as estratégias empresariais no oligopólio 
são influenciadas por fatores internos e externos à empresa, como a concorrência, a 
demanda do consumidor e a regulamentação governamental. As empresas podem 
adotar diferentes estratégias de preços, publicidade e marketing para ganhar vantagem 
competitiva no mercado, mas precisam estar cientes das implica ções de suas escolhas. 
A busca pela maximização dos lucros pode levar a comportamentos anticompetitivos, 
como a formação de cartéis, que, apesar de trazerem benefícios às empresas envolvidas, 
prejudicam os consumidores e a economia como um todo.
Nesse sentido, Porter (2001) argumenta que a chave para o sucesso no oligopólio 
não está em práticas anticompetitivas, mas sim em buscar a excelência em todas as 
áreas da empresa, desde a produção até o marketing e o atendimento ao cliente. As 
empresas devem estar sempre atentas às mudanças no mercado e às necessidades 
dos consumidores, buscando inovar e se diferenciar dos concorrentes de forma legítima 
e ética.
Além disso, é importante que as empresas busquem formas de cooperação 
e parcerias estratégicas, visando a aumentar sua eficiência e reduzir custos, sem 
prejudicar a concorrência. De acordo com Bessant e Tidd (2007), a inovação aberta 
e a colaboração com outras empresas e instituições podem ser estratégias eficazes 
para o sucesso no oligopólio, permitindo a criação de novos produtos e serviços e a 
expansão para novos mercados.
Em suma, as estratégias empresariais no oligopólio são complexas e envolvem uma 
série de fatores internos e externos à empresa. A busca pela maximização dos lucros 
pode levar a práticas anticompetitivas, como a formação de cartéis, mas existem outras 
estratégias, legítimas e éticas, que as empresas podem adotar para se destacarem no 
mercado, como a busca pela excelência em todas as áreas da empresa e a inovação 
aberta e colaborativa. O importante é estar sempre atento às mudanças no mercado 
e às necessidades dos consumidores, buscando oferecer produtos e serviços de 
qualidade e valor agregado.
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ANOTE ISSO
A Teoria do Oligopólio é importante para a compreensão do funcionamento de 
mercados concentrados, bem como das estratégias empresariais adotadas pelas 
empresas em busca de vantagem competitiva. A relação entre concorrência e 
inovação no oligopólio é um tema relevante para a discussão sobre políticas 
públicas e regulação, visando garantir a competição e o bem-estar social.
4.4 Relação entre concorrência e inovação no Oligopólio
No oligopólio, a concorrência pode impulsionar a inovação e a melhoria do produto 
para ganhar vantagem competitiva no mercado. De acordo com Schumpeter (1961), 
a inovação é uma força motriz do desenvolvimento econômico, e as empresas devem 
inovar continuamente para sobreviver em um ambiente competitivo.
No entanto, a relação entre concorrência e inovação não é simples. Segundo Porter 
(2001), em um mercado altamente competitivo, as empresas podem ser desencorajadas 
a investir em inovação devido à pressão dos preços e à incerteza de retorno. Por outro 
lado, em um mercado monopolista, a falta de concorrência pode levar à complacência 
e à falta de incentivo para inovar.
No oligopólio, as empresas podem usar a inovação como uma estratégia para 
ganhar vantagem competitiva e aumentar a participação de mercado. De acordo com 
Bessant e Tidd (2007), as empresas podem inovar em produtos, processos ou modelos 
de negócios para diferenciar seus produtos e serviços da concorrência.
Além disso, a inovação no oligopólio pode ser influenciada pela regulamentação 
governamental e pela propriedade intelectual. De acordo com Klein e Krugman (2012), 
as leis de patentes e direitos autorais incentivam a inovação, pois fornecem proteção 
e garantia de retorno para as empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento.
Porém, a inovação no oligopólio pode levar à concentração do mercado e à criação 
de barreiras à entrada para novos concorrentes. De acordo com Chandler (1999), a 
inovação pode ser usada para criar produtos e serviços que os concorrentes não 
podem replicar, tornando a entrada no mercado mais difícil para novas empresas.
Em resumo, a relação entre concorrência e inovação no oligopólio é complexa e 
influenciada por diversos fatores internos e externos. As empresas podem usar a 
inovação como uma estratégia para ganhar vantagem competitiva, mas precisam 
estar cientes dos impactos na concorrência e na regulamentação governamental.
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4.5 Implicações para políticas públicas e regulação
No contexto do oligopólio, as políticas públicas e a regulação governamental têm um 
papel importante para garantir a concorrência saudável no mercado. Segundo Porter 
(2001), é preciso haver políticas que incentivem a entrada de novos concorrentes no 
mercado, além de regulamentações que impeçam práticas anticompetitivas, como 
acordos de preços e divisão de mercado.
De acordo com Chandler (1999), a regulamentação governamental também pode 
ser importante para evitar o excesso de concentração de mercado em um pequeno 
número de empresas, o quepode levar a práticas monopolistas. Porém, deve-se tomar 
cuidado para não adotar políticas que inibam a inovação e a competitividade.
Outra medida importante é a promoção de políticas de fomento à inovação. De acordo 
com Bessant e Tidd (2007), a inovação é essencial para a competitividade das empresas 
no oligopólio, e as políticas públicas podem estimular a pesquisa e o desenvolvimento 
de novas tecnologias, além de oferecer incentivos fiscais e financiamentos.
Além disso, as políticas públicas podem atuar na regulação de fusões e aquisições 
entre empresas, que podem levar a uma maior concentração de mercado e à diminuição 
da concorrência. De acordo com Klein e Krugman (2012), a regulação dessas operações 
deve levar em conta seus efeitos na competição, na inovação e no bem-estar dos 
consumidores.
No entanto, a regulação governamental também pode ter efeitos negativos no 
oligopólio. Segundo Schumpeter (1961), a regulação excessiva pode inibir a inovação 
e a competição, e pode levar a uma maior concentração de mercado, como resultado 
do aumento dos custos de entrada para novas empresas.
Portanto, é preciso que as políticas públicas e a regulação sejam bem planejadas e 
levem em conta os efeitos a curto e longo prazo, tanto para as empresas quanto para 
os consumidores e a sociedade em geral. É necessário que haja um equilíbrio entre 
a promoção da competitividade e da inovação e a garantia da proteção dos direitos 
dos consumidores e a manutenção de um mercado justo e equilibrado.
Em conclusão, o oligopólio é uma forma de mercado em que poucas empresas 
dominam a indústria e têm grande influência na determinação de preços e estratégias 
empresariais. Isso pode levar a vantagens competitivas para as empresas oligopolistas, 
mas também pode resultar em consequências negativas para os consumidores e para 
o mercado como um todo.
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A relação entre concorrência e inovação no oligopólio é complexa e pode ser 
influenciada por fatores internos e externos à empresa, bem como por políticas públicas 
e regulação. É importante para as empresas oligopolistas manterem-se atualizadas 
com as tendências do mercado e investirem em pesquisa e desenvolvimento para 
se manterem competitivas.
Por fim, as políticas públicas e a regulação são importantes para evitar práticas 
anticompetitivas e garantir que o mercado seja justo e eficiente para todas as partes 
envolvidas. No entanto, as políticas devem ser cuidadosamente implementadas 
para não prejudicar as empresas ou limitar a inovação. O equilíbrio adequado entre 
concorrência e inovação no oligopólio pode beneficiar tanto as empresas quanto os 
consumidores, e é importante que todas as partes trabalhem juntas para alcançá-lo.
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CAPÍTULO 5
TEORIA DO CRESCIMENTO 
DA FIRMA
O crescimento das empresas é um tema fundamental na área de gestão empresarial 
e tem sido amplamente estudado por pesquisadores e acadêmicos em todo o mundo. 
Em um ambiente de negócios cada vez mais competitivo e dinâmico, entender os 
fatores que influenciam o crescimento das empresas é essencial para a sobrevivência 
e prosperidade das organizações. Nesse contexto, a teoria do crescimento da firma 
se apresenta como um conjunto de conceitos e modelos teóricos que visam explicar 
como as empresas crescem e quais estratégias podem ser adotadas para garantir 
esse crescimento de forma sustentável e rentável.
O conceito de crescimento da firma se refere ao processo de expansão das atividades 
da empresa em termos de sua produção, vendas, empregados, entre outros aspectos 
relevantes. Esse crescimento pode ocorrer de forma planejada, com a adoção de 
estratégias específicas, ou de forma espontânea, em resposta a oportunidades de 
mercado ou demandas dos clientes. Em geral, o crescimento da firma é visto como 
um sinal de sucesso empresarial e pode ser avaliado por meio de indicadores como 
a receita, o lucro ou o tamanho da empresa em relação ao mercado.
No entanto, o crescimento da firma não é uma tarefa fácil e envolve diversos 
desafios e obstáculos, tais como a concorrência acirrada, a escassez de recursos, a 
falta de capacitação dos funcionários, entre outros. Além disso, a decisão de investir 
em estratégias de crescimento pode ter impactos significativos na rentabilidade da 
empresa, podendo afetar sua capacidade de gerar valor para os acionistas. Nesse 
contexto, compreender os principais fatores que influenciam o crescimento da firma 
e as estratégias que podem ser adotadas para alcançá-lo de forma sustentável é 
fundamental para a gestão empresarial.
5.1 Conceito de Crescimento da Firma
O conceito de crescimento da firma pode ser definido como o aumento de tamanho 
ou complexidade da empresa, e pode ser medido por meio de diferentes indicadores, 
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como receita, lucro, número de funcionários, ativos, entre outros. Segundo Schumpeter 
(1961), o crescimento das empresas é um fenômeno importante para a economia, 
uma vez que é capaz de gerar inovações, empregos e aumentar a concorrência no 
mercado.
O crescimento da firma pode ocorrer de diversas maneiras, seja de forma orgânica, 
com o aumento gradativo dos negócios, ou de forma inorgânica, por meio de fusões 
e aquisições. De acordo com Chandler (1999), a estrutura da indústria americana foi 
marcada por uma série de fusões e aquisições nas primeiras décadas do século XX, 
o que gerou empresas de grande porte e com elevada concentração de mercado.
Além disso, é importante ressaltar que o crescimento da firma está relacionado com 
a sua capacidade de inovar e se adaptar ao ambiente competitivo. Conforme Bessant 
e Tidd (2007), a inovação é um fator essencial para o crescimento das empresas, 
uma vez que permite o desenvolvimento de novos produtos e processos, bem como 
a exploração de novos mercados.
Outro ponto relevante é que o crescimento da firma pode estar relacionado com a 
sua capacidade de gerar valor para seus acionistas. De acordo com Porter (2001), a 
criação de valor é um elemento fundamental para as empresas que desejam manter 
um desempenho superior em relação aos seus concorrentes.
É importante destacar que o crescimento da firma também pode ser influenciado por 
fatores externos, como mudanças no ambiente econômico e político. De acordo com 
Kleinere e Krugman (2012), as crises econômicas podem ter um impacto significativo 
no crescimento das empresas, uma vez que afetam a demanda por produtos e serviços, 
bem como o acesso a recursos financeiros.
Dessa forma, o crescimento da firma pode ser entendido como um processo dinâmico 
e complexo, que está relacionado com diferentes fatores internos e externos à empresa. 
Compreender esses fatores e desenvolver estratégias eficazes para o crescimento é 
fundamental para que as empresas se mantenham competitivas em um ambiente de 
negócios cada vez mais desafiador.
Além disso, é importante destacar que o conceito de crescimento da firma não 
se limita apenas ao aumento de seu tamanho físico ou financeiro, mas também 
envolve mudanças em sua estrutura organizacional, processos internos e tecnologias 
utilizadas. De acordo com Chandler (1999), o crescimento das empresas muitas vezes 
implica na reestruturação e profissionalização da gestão, buscando maior eficiência 
e competitividade.
Para Penrose (1959), o crescimento da firma é resultado da exploração de recursos 
internos e externos, que podem ser considerados como uma espécie de “estoque” de 
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oportunidades de negócio. Nesse sentido, o crescimento é visto como um processo 
de descoberta e exploração dessas oportunidades, por meio do desenvolvimento de 
novas habilidades e capacidades.
Já Cyert e March (1963) enfatizama importância da tomada de decisão no processo 
de crescimento das empresas. De acordo com esses autores, as decisões dos gestores 
são influenciadas por diversos fatores, como objetivos individuais, limitações de 
recursos e incertezas do ambiente de negócios. Assim, o crescimento da firma pode 
ser entendido como um processo de tomada de decisão contínuo e adaptativo.
Por fim, é importante ressaltar que o crescimento da firma pode trazer benefícios 
tanto para a empresa quanto para a economia como um todo. Empresas maiores 
tendem a ser mais eficientes, inovadoras e competitivas, gerando empregos e 
riqueza. No entanto, o crescimento também pode trazer desafios, como o aumento da 
complexidade e da burocracia interna. Dessa forma, é fundamental que as empresas 
busquem estratégias de crescimento que sejam sustentáveis e que considerem o 
equilíbrio entre os benefícios e os custos envolvidos.
Segundo Porter (2001), o crescimento sustentável deve ser baseado na criação 
de valor para o cliente e na busca por vantagens competitivas duradouras. Para isso, 
as empresas devem investir em inovação, qualidade e diferenciação, a fim de criar 
um posicionamento único no mercado e aumentar sua participação. A adoção de 
estratégias de crescimento interno e externo também pode ser uma opção, dependendo 
das condições e objetivos da empresa.
Em resumo, o conceito de crescimento da firma é fundamental para o entendimento 
do desenvolvimento econômico e empresarial. A compreensão dos fatores que 
influenciam o crescimento e a adoção de estratégias eficazes são essenciais para 
que as empresas possam se manter competitivas e sustentáveis em um ambiente 
de negócios cada vez mais desafiador.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A empresa brasileira Nubank é um exemplo de crescimento acelerado por meio 
de estratégias de expansão externa. Em 2021, a empresa anunciou a aquisição da 
corretora Easynvest, expandindo sua atuação para o mercado de investimentos. 
Essa estratégia de crescimento por aquisições tem sido comum entre empresas 
que buscam aumentar sua participação de mercado e diversificar seus serviços.
Fonte:https://exame.com/invest/mercados/nubank-compra-easynvest-e-entra-no-
mercado-de-investimentos/
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5.2 Principais fatores que influenciam o crescimento das empresas
O crescimento das empresas é influenciado por uma série de fatores, tanto internos 
quanto externos. Segundo Chandler (1999), a estrutura organizacional e a gestão 
profissionalizada são elementos que podem impactar positivamente no crescimento 
da empresa. Além disso, a adoção de tecnologias e processos inovadores pode ser 
uma estratégia eficaz para alcançar a expansão do negócio, como ressalta Bessant 
e Tidd (2007).
A disponibilidade de recursos financeiros também é um fator importante para o 
crescimento da firma, conforme Schumpeter (1961). Empresas com acesso a capital 
podem investir em pesquisa e desenvolvimento, expansão de mercado, entre outras 
oportunidades que possam surgir. No entanto, é preciso lembrar que a capacidade de 
gerar lucro e sustentabilidade do negócio são fundamentais para manter o crescimento 
a longo prazo, como destaca Klein e Krugman (2012).
Além disso, a competição no mercado pode impactar o crescimento das empresas. 
A busca por diferenciação e inovação pode ser uma forma de se destacar em relação 
aos concorrentes, como indica Porter (2001). Por outro lado, a existência de barreiras 
à entrada, como regulação governamental ou altos custos de entrada, pode limitar o 
crescimento de novas empresas em um setor.
A incerteza do ambiente de negócios também pode influenciar o crescimento da firma, 
de acordo com Cyert e March (1963). Decisões estratégicas tomadas pelos gestores 
podem ser influenciadas por fatores externos, como a volatilidade do mercado ou 
mudanças políticas e econômicas. Nesse sentido, empresas que buscam se adaptar às 
mudanças e manter a flexibilidade em sua estratégia podem ter vantagem competitiva.
A cultura organizacional e a capacidade de liderança também podem ser fatores 
críticos para o crescimento da empresa. Uma cultura que valoriza a inovação, a 
criatividade e a colaboração pode estimular o desenvolvimento de novas ideias e a 
adoção de mudanças estratégicas, como ressalta Bessant e Tidd (2007). Por outro 
lado, lideranças ineficientes ou resistentes à mudança podem limitar o potencial de 
crescimento da empresa.
Outro fator que pode influenciar o crescimento da firma é a disponibilidade de mão 
de obra qualificada. Empresas que contam com profissionais capacitados e treinados 
tendem a ter melhor desempenho e a desenvolver inovações com mais facilidade. 
Além disso, a diversidade na equipe pode trazer diferentes perspectivas e soluções 
para desafios de negócios, como indica Klein e Krugman (2012).
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As condições econômicas do mercado e do país também podem impactar o 
crescimento das empresas. Klein e Krugman (2012) destacam que períodos de 
recessão econômica tendem a limitar o crescimento de empresas, enquanto ciclos 
de crescimento econômico podem ser favoráveis para a expansão de negócios. Além 
disso, políticas governamentais, como incentivos fiscais ou subsídios, podem estimular 
o crescimento de setores específicos.
Por fim, a estratégia adotada pela empresa pode ser um fator determinante
5.3 Modelos teóricos de Crescimento da Firma (Penrose, Cyert e March)
A compreensão dos modelos teóricos de crescimento da firma é fundamental para 
entender os principais fatores que influenciam o desenvolvimento das empresas. 
Segundo Penrose (1959), a teoria do crescimento da firma se concentra em como as 
empresas crescem, se expandem e como as decisões tomadas pelos gestores afetam 
a capacidade da empresa de criar novos recursos.
Penrose (1959) afirma que a capacidade da empresa de crescer é baseada na 
capacidade de seus gestores identificarem e utilizar recursos internos e externos de 
forma eficiente. Segundo ela, a empresa deve estar em constante busca por novos 
recursos, e os gestores devem ser capazes de identificar novas oportunidades para 
o crescimento, utilizando recursos internos e externos de forma adequada.
Cyert e March (1963) desenvolveram um modelo teórico de comportamento da 
firma que se concentra nas decisões tomadas pelos gestores, a fim de entender 
como as empresas crescem e se desenvolvem ao longo do tempo. Segundo eles, as 
empresas devem ser vistas como sistemas adaptativos que respondem às mudanças 
no ambiente externo.
De acordo com Cyert e March (1963), a empresa deve se adaptar às mudanças do 
mercado, adquirindo novos recursos e utilizando recursos existentes de maneira mais 
eficiente. Eles argumentam que o crescimento da empresa é uma função do ambiente 
externo e das decisões tomadas pelos gestores em resposta a esse ambiente.
Outro fator importante que influencia o crescimento das empresas é a inovação. 
Bessant e Tidd (2007) afirmam que a inovação é fundamental para a sobrevivência 
e o crescimento das empresas. Eles destacam que as empresas precisam inovar 
constantemente para manter sua competitividade no mercado, identificando novas 
oportunidades e desenvolvendo novos produtos e processos.
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Alfred Chandler Jr. (1999) destaca a importância da estrutura organizacional 
na capacidade da empresa de crescer e se adaptar às mudanças do mercado. Ele 
argumenta que as empresas devem ter uma estrutura organizacional flexível, que 
permita a adaptação às mudanças do ambiente externo.
A teoria de Schumpeter (1961) destaca a importância do empreendedorismo na 
capacidade da empresa de crescer e se desenvolver. Segundo ele, os empreendedores 
são responsáveis por introduzir novos produtos, processos e ideias no mercado, o 
que pode levar a mudanças significativasno ambiente competitivo.
Kleiner e Krugman (2012) destacam a importância da história econômica na 
compreensão do crescimento das empresas. Eles argumentam que a história econômica 
de um país ou região pode influenciar significativamente a estrutura da indústria, a 
concorrência entre as empresas e a capacidade de inovação.
De acordo com Penrose (1959), a empresa deve ser vista como um conjunto de 
recursos, e o crescimento da empresa depende da capacidade de seus gestores de 
identificar novos recursos e utilizá-los de forma eficiente. Segundo ela, as empresas 
devem estar em constante busca por novos recursos, e os gestores devem ser capazes 
de identificar novas oportunidades para o crescimento, utilizando recursos internos e 
externos de forma adequada.
Em suma, a compreensão dos modelos teóricos de crescimento da firma é essencial 
para entender os principais fatores que influenciam o desenvolvimento das empresas. A 
teoria do crescimento da firma de Penrose (1959) destaca a importância da capacidade 
dos gestores de identificar e utilizar recursos internos e externos de forma eficiente 
para o crescimento da empresa. Já o modelo de comportamento da firma de Cyert e 
March (1963) enfatiza a necessidade de adaptação às mudanças do ambiente externo, 
adquirindo novos recursos e utilizando recursos existentes de maneira mais eficiente. 
A inovação, de acordo com Bessant e Tidd (2007), é fundamental para a sobrevivência 
e crescimento das empresas, e a estrutura organizacional flexível, de acordo com 
Chandler Jr. (1999), é crucial para a adaptação às mudanças do mercado. A teoria de 
Schumpeter (1961) destaca o papel do empreendedorismo na introdução de novos 
produtos, processos e ideias no mercado. Por fim, Kleiner e Krugman (2012) destacam a 
influência da história econômica na estrutura da indústria e na capacidade de inovação 
das empresas.
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ANOTE ISSO
A Teoria do Crescimento da Firma é importante para a compreensão dos fatores 
que influenciam o crescimento das empresas, bem como das estratégias de 
crescimento empresarial. A relação entre crescimento e rentabilidade é um tema 
relevante para a avaliação da performance das empresas e para a tomada de 
decisão estratégica. 
5.4 Estratégias de crescimento empresarial (interno e externo)
As estratégias de crescimento empresarial são fundamentais para que uma 
organização possa crescer e se manter competitiva no mercado. Segundo Porter 
(2001), essas estratégias podem ser internas, quando a empresa utiliza recursos 
próprios para se desenvolver, ou externas, quando a organização busca se expandir 
por meio de aquisições, fusões ou parcerias com outras empresas.
Uma das estratégias de crescimento empresarial interna mais comuns é o 
investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços. Essa 
estratégia é fundamental para empresas que desejam inovar e oferecer soluções cada 
vez mais adequadas às necessidades dos clientes (Bessant e Tidd, 2007).
Outra estratégia de crescimento empresarial interna é a diversificação de produtos 
e serviços. De acordo com Chandler Jr. (1999), essa estratégia é fundamental para 
que a empresa possa se adaptar às mudanças do mercado e ampliar seu público-alvo.
A estratégia de crescimento empresarial externa mais comum é a aquisição de 
outras empresas. Essa estratégia pode ser vantajosa para as empresas que desejam 
expandir seus negócios rapidamente e adquirir novos recursos (Porter, 2001).
Outra estratégia de crescimento empresarial externa é a fusão de empresas. Essa 
estratégia é comum quando duas empresas desejam unir seus recursos e conhecimentos 
para criar uma organização mais forte e competitiva (Schumpeter, 2006).
A estratégia de parcerias com outras empresas também é uma forma de crescimento 
empresarial externa. Segundo Cyert e March (1963), essa estratégia pode ser vantajosa 
para as empresas que desejam ampliar seus negócios e oferecer soluções mais 
completas para seus clientes.
As estratégias de crescimento empresarial são importantes para a sobrevivência 
e sucesso de uma organização. No entanto, é fundamental que as empresas avaliem 
cuidadosamente suas opções e escolham a estratégia mais adequada ao seu perfil 
e objetivos (Kleiner e Krugman, 2012).
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Segundo Chandler Jr. (1999), a estrutura organizacional da empresa também é 
fundamental para o sucesso das estratégias de crescimento. Uma organização bem 
estruturada e com processos eficientes pode aproveitar melhor as oportunidades de 
crescimento e minimizar os riscos.
Por fim, a teoria da capacidade de Penrose (1959) enfatiza que as empresas 
precisam investir constantemente em seus recursos e capacidades internas para 
garantir o sucesso de suas estratégias de crescimento. Assim, é fundamental que 
as empresas desenvolvam e aprimorem suas habilidades e conhecimentos para se 
manterem competitivas no mercado.
5.5 Relação entre crescimento e rentabilidade
A relação entre o crescimento e a rentabilidade é um tema importante na gestão 
empresarial, uma vez que as empresas buscam crescer para aumentar sua participação 
no mercado e, consequentemente, obter lucros maiores. De acordo com Porter (2001), 
o crescimento é essencial para a sobrevivência e o sucesso de uma empresa, uma 
vez que a concorrência é cada vez mais acirrada e as empresas precisam se adaptar 
para manter sua posição no mercado.
No entanto, a relação entre crescimento e rentabilidade nem sempre é direta, como 
aponta Schumpeter (1961), que destaca a possibilidade de empresas que investem 
fortemente em inovação e crescimento terem prejuízos no curto prazo, mas obterem 
altas rentabilidades no longo prazo. Isso ocorre porque o investimento em inovação e 
crescimento pode gerar custos elevados, mas também pode proporcionar vantagens 
competitivas duradouras.
Segundo Chandler Jr. (1999), a relação entre crescimento e rentabilidade pode 
ser influenciada por fatores internos e externos à empresa. Fatores internos, como 
a capacidade de gestão, a eficiência operacional e a inovação, podem influenciar 
diretamente a rentabilidade da empresa. Já fatores externos, como a concorrência, as 
condições do mercado e a regulação governamental, podem afetar tanto o crescimento 
quanto a rentabilidade da empresa.
A relação entre crescimento e rentabilidade também pode variar de acordo com o 
setor em que a empresa atua. Setores mais consolidados e maduros, como o setor 
bancário, podem ter uma relação mais estreita entre crescimento e rentabilidade, 
enquanto setores mais dinâmicos e inovadores, como o setor de tecnologia, podem 
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ter uma relação mais complexa entre essas variáveis, como destaca Bessant e Tidd 
(2007).
Outro fator que pode influenciar a relação entre crescimento e rentabilidade é o estágio 
de desenvolvimento da empresa. Empresas em estágios iniciais de desenvolvimento, 
como startups, podem priorizar o crescimento em detrimento da rentabilidade, enquanto 
empresas mais maduras podem priorizar a rentabilidade em detrimento do crescimento, 
como aponta Cyert e March (1963) em sua teoria comportamental da firma.
A relação entre crescimento e rentabilidade também pode ser influenciada pela 
estratégia adotada pela empresa. Empresas que buscam crescer por meio de aquisições 
e fusões, por exemplo, podem ter um impacto positivo ou negativo na rentabilidade, 
dependendo da qualidade dos ativos adquiridos e do preço pago por eles, como destaca 
Chandler (1999).
Por fim, é importante ressaltar que a relação entre crescimento e rentabilidade 
pode ser complexa e variar de acordo com as circunstâncias. É essencial que as 
empresas analisem cuidadosamente seus objetivos, sua estratégia e as condições 
do mercado para tomar decisões informadas sobre o crescimentoe a rentabilidade. 
Como destaca Penrose (1959), a gestão empresarial deve levar em consideração não 
apenas a maximização do lucro no curto prazo, mas também a criação de valor a 
longo prazo.
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CAPÍTULO 6
INTERAÇÃO ESTRATÉGICA
Interação estratégica é um campo de estudo que se dedica a compreender como 
indivíduos, empresas ou países tomam decisões em situações de incerteza, levando 
em conta a influência que as escolhas uns dos outros podem ter. Essa área de 
conhecimento se baseia em modelos matemáticos e estatísticos para descrever e 
prever comportamentos em situações de competição ou cooperação. A interação 
estratégica é fundamental para a compreensão de fenômenos econômicos, políticos 
e sociais complexos.
Os conceitos básicos de interação estratégica se baseiam na premissa de que 
as decisões de um agente dependem das escolhas de outros agentes envolvidos 
em uma determinada situação. Dessa forma, a tomada de decisão não é feita em 
isolamento, mas sim em interação com outros jogadores que possuem seus próprios 
objetivos e estratégias. O estudo da interação estratégica é importante porque permite 
compreender como indivíduos, empresas ou países tomam decisões em situações 
de incerteza, levando em conta a influência que as escolhas dos outros podem ter.
Os modelos de jogos, como o Jogo da Galinha e o Dilema do Prisioneiro, são uma 
forma de representar situações de interação estratégica. Esses modelos são úteis 
porque permitem simplificar a realidade e analisar a lógica subjacente às escolhas dos 
jogadores. O conceito de equilíbrio de Nash, que é a situação em que nenhum jogador 
tem interesse em mudar sua estratégia dada a estratégia dos outros jogadores, é 
fundamental para a análise desses modelos. Além disso, as aplicações da interação 
estratégica em Economia Industrial são vastas, pois essa área de conhecimento ajuda 
a compreender o comportamento das empresas em mercados competitivos.
6.1 Conceitos básicos de Interação Estratégica
A interação estratégica é um conceito fundamental na teoria da estratégia 
empresarial, pois se refere às relações dinâmicas entre as empresas e os demais 
atores do mercado. De acordo com Schumpeter (1961), a interação estratégica 
ocorre quando as empresas buscam vantagem competitiva através da inovação, 
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do desenvolvimento de novos produtos e da adoção de estratégias mais eficientes. 
Essa interação pode ser cooperativa, quando as empresas buscam uma relação de 
mútuo benefício, ou competitiva, quando disputam o mesmo mercado. Neste capítulo, 
exploraremos conceitos básicos de interação estratégica, fatores que influenciam esse 
tipo de interação, modelos teóricos e estratégias de interação para o crescimento 
empresarial.
Segundo Chandler (1999), a interação estratégica é um aspecto fundamental do 
ambiente empresarial moderno, onde as empresas competem por recursos limitados. 
Essa competição pode levar a conflitos, mas também pode gerar oportunidades para a 
cooperação e a criação de sinergias. A interação estratégica é influenciada por fatores 
internos e externos à empresa, como a cultura organizacional, a estrutura de poder, 
a tecnologia, o ambiente legal e regulatório, entre outros.
Uma das principais teorias de interação estratégica é a Teoria da Firma 
Comportamental de Cyert e March (1963). Essa teoria se concentra no comportamento 
humano dentro das organizações e sugere que a interação estratégica é influenciada 
por fatores como a racionalidade limitada, a aprendizagem, o conflito e a tomada de 
decisão. A Teoria da Firma Comportamental é um modelo abrangente que ajuda a 
explicar como as empresas tomam decisões em ambientes complexos e incertos.
Outra teoria importante para entender a interação estratégica é a Teoria do 
Crescimento da Firma de Penrose (1959). Segundo essa teoria, a interação estratégica é 
influenciada pelo tamanho e pela complexidade da empresa, bem como pelos recursos 
disponíveis para ela. Penrose argumenta que as empresas crescem através da aquisição 
e do desenvolvimento de novos recursos e capacidades, que podem ser obtidos através 
de fusões, aquisições, alianças estratégicas e outras formas de interação.
As estratégias de interação empresarial podem ser classificadas em dois tipos 
principais: internas e externas. As estratégias internas incluem o desenvolvimento de 
novos produtos, a melhoria da qualidade, a redução de custos e a melhoria da eficiência 
operacional. As estratégias externas, por outro lado, envolvem a interação com outras 
empresas, incluindo alianças estratégicas, joint ventures, fusões e aquisições, entre 
outras formas de cooperação e competição.
A relação entre crescimento e rentabilidade também é um aspecto fundamental 
da interação estratégica. De acordo com Porter (2001), o crescimento pode levar à 
melhoria da rentabilidade, pois a empresa pode aproveitar economias de escala e 
reduzir os custos fixos por unidade produzida. No entanto, o crescimento também 
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pode levar a problemas de coordenação, complexidade organizacional e perda de foco 
estratégico, que podem afetar negativamente a rentabilidade.
Além disso, a interação estratégica envolve a análise e a compreensão da concorrência 
e do ambiente externo. De acordo com Schumpeter (1961), a competição entre as 
empresas é um fator fundamental para o desenvolvimento econômico, pois estimula a 
inovação e a melhoria da qualidade dos produtos e serviços. Nesse sentido, a estratégia 
deve levar em consideração as forças competitivas do mercado, como a ameaça de 
novos entrantes, o poder de negociação dos fornecedores e dos clientes, a rivalidade 
entre os concorrentes e a ameaça de produtos substitutos.
A estratégia de interação também envolve a construção de relações com os 
stakeholders, como os clientes, fornecedores, funcionários e investidores. De acordo 
com Bessant e Tidd (2007), a inovação aberta é uma forma de interação estratégica 
que envolve a colaboração com os stakeholders para a geração de ideias e soluções. 
Essa abordagem permite que a empresa aproveite o conhecimento e as habilidades 
dos seus parceiros para inovar de forma mais eficiente e rápida.
Outro aspecto importante da interação estratégica é a gestão dos recursos e das 
capacidades da empresa. De acordo com Chandler (1999), a estrutura organizacional e 
a gestão das operações são fatores fundamentais para o sucesso da empresa. Nesse 
sentido, a estratégia deve levar em consideração a alocação de recursos, a gestão do 
conhecimento e das habilidades dos funcionários e a implementação de processos 
eficientes e flexíveis.
Por fim, a interação estratégica também envolve a gestão do risco e da incerteza. De 
acordo com Klein e Krugman (2012), a incerteza é um fator fundamental no ambiente 
empresarial, e a estratégia deve levar em consideração a capacidade da empresa 
de lidar com eventos imprevisíveis. Nesse sentido, a estratégia deve ser flexível e 
adaptável, permitindo que a empresa ajuste suas ações de acordo com as mudanças 
no ambiente externo.
Em resumo, a interação estratégica é um aspecto fundamental para o sucesso 
empresarial, envolvendo a análise e a compreensão do ambiente externo e das forças 
competitivas do mercado, a gestão dos recursos e das capacidades da empresa, a 
construção de relações com os stakeholders, a inovação aberta, a gestão do risco e 
da incerteza, e a relação entre crescimento e rentabilidade. A compreensão desses 
conceitos básicos é fundamental para o desenvolvimento de estratégias eficientes e 
sustentáveis.
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A disputa de mercado entre as empresas Uber e Lyft é um exemplo de interação 
estratégicaem ação. As duas empresas atuam no mercado de transporte por 
aplicativo e utilizam estratégias de preços e promoções para atrair e fidelizar 
usuários. Em algumas cidades, as empresas chegaram a oferecer corridas gratuitas 
ou com descontos significativos para conquistar novos clientes. Essa competição 
intensa tem impacto direto na rentabilidade das empresas e na experiência dos 
usuários.
Fonte: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/170143/001052415.
pdf?sequence=1
6.2 Jogos, jogadores e estratégias
Segundo Porter (2001), os jogos são situações em que dois ou mais jogadores 
interagem com o objetivo de alcançar um resultado específico, e a estratégia é a forma 
como cada jogador decide agir para alcançar esse resultado. Os jogadores podem ser 
indivíduos, grupos ou organizações, e a escolha da estratégia pode envolver uma série 
de fatores, incluindo a informação disponível, a incerteza, o risco e o comportamento 
dos outros jogadores.
De acordo com Cyert e March (1963), a teoria comportamental da empresa sugere 
que as organizações são constituídas por tomadores de decisão que agem de acordo 
com as suas próprias metas e preferências, e que a estratégia é uma resposta a 
um conjunto de incentivos e restrições. A estratégia, portanto, reflete a escolha do 
tomador de decisão e pode mudar ao longo do tempo, à medida que os incentivos e 
as restrições mudam.
A estratégia em jogos também pode ser influenciada pelas condições do mercado. 
Chandler (1999) argumenta que a estrutura da indústria americana mudou de uma 
estrutura descentralizada e fragmentada no início do século XX para uma estrutura 
mais centralizada e concentrada após a Segunda Guerra Mundial. Essa mudança na 
estrutura da indústria influenciou a estratégia das empresas, que passaram a ser mais 
agressivas na busca por economias de escala e na criação de barreiras de entrada.
Outro fator importante na escolha da estratégia é a inovação. Bessant e Tidd (2007) 
argumentam que a inovação é uma das principais fontes de vantagem competitiva, 
e que a estratégia deve ser orientada para a criação de novos produtos e processos. 
A estratégia de inovação deve levar em consideração o ciclo de vida do produto, a 
concorrência e o mercado em que a empresa atua.
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/170143/001052415.pdf?sequence=1
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/170143/001052415.pdf?sequence=1
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Kleiner e Krugman (2012) também destacam a importância da história na escolha 
da estratégia. Eles argumentam que as empresas são moldadas por sua história e 
pelas decisões estratégicas que tomaram no passado. A estratégia deve levar em 
consideração a trajetória da empresa e a sua relação com os outros jogadores no 
mercado.
A estratégia também pode ser influenciada pela cultura da empresa. Chandler Jr. 
(1999) argumenta que a cultura da empresa pode afetar a forma como os tomadores 
de decisão agem e as decisões que tomam. A cultura da empresa pode levar a uma 
abordagem mais conservadora ou mais arrojada na escolha da estratégia.
A escolha da estratégia em jogos pode envolver a consideração de múltiplos 
objetivos. Schumpeter (1961) argumenta que a economia é governada por múltiplos 
objetivos, incluindo o crescimento econômico, a estabilidade macroeconômica e a 
equidade social. A escolha da estratégia deve levar em consideração esses múltiplos 
objetivos e buscar um equilíbrio entre eles.
No entanto, essa visão simplista de jogos e jogadores pode não se aplicar a todos 
os casos, já que, muitas vezes, há uma grande variedade de estratégias e movimentos 
possíveis, o que pode tornar o jogo muito mais complexo. Essa complexidade pode 
ser ainda maior quando se trata de jogos com mais de dois jogadores, como jogos em 
equipe ou jogos com múltiplos adversários, em que há uma infinidade de possibilidades 
estratégicas e alianças que podem ser formadas.
De acordo com Bessant e Tidd (2007), as empresas modernas também enfrentam 
uma grande variedade de jogos e jogadores, incluindo concorrentes, fornecedores, 
clientes, reguladores e outros atores do ambiente empresarial. Para ter sucesso nesse 
cenário, as empresas precisam não apenas entender os jogos que estão sendo jogados, 
mas também desenvolver estratégias eficazes para superar seus concorrentes e 
alcançar seus objetivos.
Nesse contexto, a estratégia empresarial se torna fundamental, como defende Porter 
(2001). Para ele, a estratégia é a arte de escolher as atividades certas para competir e 
superar os concorrentes. Isso implica em entender os jogos que estão sendo jogados 
e as estratégias dos adversários, bem como desenvolver uma estratégia eficaz que 
permita à empresa alcançar seus objetivos. Isso pode incluir a escolha de mercados-
alvo específicos, o desenvolvimento de produtos ou serviços exclusivos, a redução de 
custos, entre outras estratégias.
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No entanto, a estratégia empresarial não é a única abordagem para entender e superar 
os jogos e jogadores no ambiente empresarial. A teoria da firma comportamental, 
proposta por Cyert e March (1963), sugere que as empresas também precisam levar 
em conta as motivações e os comportamentos dos indivíduos e grupos que compõem 
a organização, além dos jogadores externos. Isso implica em entender as preferências, 
expectativas e comportamentos dos funcionários, bem como as interações entre 
diferentes departamentos e níveis hierárquicos dentro da empresa.
Em última análise, a compreensão dos jogos, jogadores e estratégias é essencial 
em muitos contextos diferentes, desde jogos simples de dois jogadores até ambientes 
empresariais complexos e dinâmicos. Para ter sucesso nesses cenários, é importante 
desenvolver uma compreensão sólida dos objetivos, motivações e comportamentos 
dos jogadores, bem como as estratégias eficazes para superar os concorrentes e 
alcançar os objetivos desejados.
6.3 Modelos de Jogos (Jogo da Galinha, Dilema do Prisioneiro)
Os modelos de jogos são utilizados em diversos campos, desde a economia até 
a ciência política, e nos ajudam a compreender a tomada de decisão em situações 
em que as escolhas de um indivíduo dependem das escolhas de outro (ou outros) 
indivíduo(s). Dois modelos de jogos bastante conhecidos são o Jogo da Galinha e o 
Dilema do Prisioneiro. Segundo Chandler (1999), o Jogo da Galinha é um jogo clássico 
em que dois jogadores se deslocam em direção um ao outro em alta velocidade e 
devem escolher entre seguir em frente ou desviar. Se ambos escolherem seguir em 
frente, ocorre um acidente e ambos perdem. Se um escolhe seguir em frente e o outro 
desviar, o que seguir em frente vence e o que desviar perde. Se ambos escolherem 
desviar, ambos sobrevivem, mas perdem em termos de honra ou respeito. Esse jogo 
pode ser usado para entender situações em que os indivíduos competem pela honra 
ou pela posição social, em que a perda de respeito pode ser vista como uma derrota.
O Dilema do Prisioneiro é outro modelo de jogo bastante utilizado, e foi inicialmente 
formulado por Albert Tucker (SCHUMPETER, 2006). Nesse jogo, dois criminosos são 
presos e mantidos em celas separadas. Eles podem escolher colaborar um com o 
outro ou não colaborar. Se ambos colaborarem, receberão uma pena menor do que 
se nenhum deles colaborar. No entanto, se apenas um colaborar e o outro não, o que 
colaborou recebe a menor pena possível (ou até mesmo é libertado), enquanto o outro 
recebe a maior pena possível. Se ambos não colaborarem, ambos recebem uma pena 
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média. Esse jogo pode ser usado para entender situações em que a cooperação pode 
trazer benefícios para todos, mas a falta de confiança pode levar à traição.
Outra forma de aplicação dos modelos de jogos é em situações de negociação, 
em queas partes envolvidas buscam maximizar seu próprio ganho (CYERT; MARCH, 
1963). A teoria dos jogos pode ajudar a compreender como as partes tomam decisões 
e como a escolha de uma parte pode afetar a escolha da outra parte. Esses modelos 
também podem ser usados em estratégias empresariais, como forma de entender 
como as empresas tomam decisões em relação a seus concorrentes (PORTER, 2001).
Além disso, os modelos de jogos também podem ser utilizados para entender 
como as pessoas interagem em situações de conflito ou competição, seja no âmbito 
social, político ou econômico. Por exemplo, um modelo de jogo pode ser usado para 
compreender a dinâmica de uma corrida eleitoral, em que os candidatos precisam 
decidir como gastar seus recursos de campanha e como se posicionar em relação 
aos seus oponentes (KLEINER; KRUGMAN, 2012).
De acordo com Chandler Jr. (1999), os modelos de jogos são importantes ferramentas 
para a compreensão do comportamento humano em situações de interação estratégica, 
mas é importante lembrar que eles são apenas uma abstração da realidade, e que as 
pessoas podem tomar decisões diferentes daquelas previstas pelo modelo. Além disso, 
é necessário considerar que os modelos de jogos são baseados em pressupostos 
simplificados sobre o comportamento humano, e que esses pressupostos nem sempre 
se aplicam a situações complexas do mundo real.
Um dos modelos de jogos mais conhecidos é o “jogo da galinha” (chicken game), 
em que dois jogadores dirigem em direção um ao outro e o vencedor é aquele que 
não desviar o carro do seu curso. Esse jogo é utilizado como uma metáfora para 
situações em que duas partes enfrentam um conflito em que nenhuma delas quer 
ceder, podendo levar a um resultado negativo para ambas (SCHUMPETER, 2006).
Outro modelo de jogo importante é o “dilema do prisioneiro” (prisoner’s dilemma), 
que descreve uma situação em que dois indivíduos devem escolher entre cooperar 
ou trair o outro, com o resultado sendo determinado pela combinação das escolhas 
feitas por ambos (CYERT; MARCH, 1963). Esse modelo é utilizado para entender a 
dinâmica de situações em que a cooperação é necessária, mas cada indivíduo tem 
um incentivo a agir egoisticamente.
De acordo com Bessant e Tidd (2007), os modelos de jogos são especialmente úteis 
para a análise de estratégias empresariais, pois muitas vezes as empresas enfrentam 
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situações de competição em que precisam escolher a melhor maneira de agir em 
relação aos seus concorrentes. Os modelos de jogos podem ser usados para entender 
a dinâmica de mercados, o comportamento dos consumidores e as estratégias de 
entrada de novos concorrentes (PORTER, 2001).
Além disso, os modelos de jogos podem ser aplicados em situações políticas, como 
em negociações entre governos ou em conflitos internacionais. Nesses casos, os 
modelos podem ajudar a entender as motivações e interesses das partes envolvidas 
e a prever as possíveis consequências de diferentes escolhas (CHANDLER JR., 1999).
Outro exemplo de aplicação dos modelos de jogos é em situações de negociação, 
em que duas partes precisam chegar a um acordo. Nesses casos, os modelos podem 
ser utilizados para analisar as possíveis estratégias e táticas que cada parte pode 
adotar, bem como para entender a dinâmica de poder e influência na negociação 
(KLEINER; KRUGMAN, 2012).
Em resumo, os modelos de jogos são ferramentas importantes para a compreensão do 
comportamento humano em situações de conflito, competição e interação estratégica. 
Eles podem ser utilizados em uma ampla gama de áreas, desde a análise de mercados 
e estratégias empresariais até a compreensão de situações políticas e de negociação. 
No entanto, é importante lembrar que esses modelos são apenas uma abstração da 
realidade, e que é necessário considerar a complexidade e a diversidade das situações 
do mundo real ao aplicá-los.
ANOTE ISSO
A Interação Estratégica é um tema importante para a compreensão das relações 
entre jogadores em situações de concorrência ou colaboração. Os modelos de 
jogos, como o Jogo da Galinha e o Dilema do Prisioneiro, permitem analisar as 
estratégias dos jogadores e identificar os equilíbrios de Nash. Esses conceitos são 
aplicáveis em diversos contextos, incluindo a Economia Industrial. 
6.4 Equilíbrios de Nash e suas implicações
Equilíbrios de Nash são um conceito fundamental nos modelos de jogos, e são 
utilizados para descrever a solução de jogos em que os jogadores tomam decisões 
estratégicas. Segundo Chandler Jr. (1999), o equilíbrio de Nash ocorre quando cada 
jogador escolhe a melhor estratégia possível, dada a estratégia escolhida pelos demais 
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jogadores. Em outras palavras, nenhum jogador tem incentivo para mudar de estratégia, 
dado o que os outros estão fazendo. Esse conceito tem implicações importantes 
em áreas como economia, ciência política, psicologia, sociologia e administração, 
pois permite entender como as pessoas tomam decisões em situações de interação 
estratégica.
De acordo com Klein e Krugman (2012), o conceito de equilíbrio de Nash foi 
proposto pelo matemático John Nash em 1950, e se tornou um dos pilares da teoria 
dos jogos. Um dos exemplos mais conhecidos de um jogo com equilíbrio de Nash é 
o jogo do dilema do prisioneiro, em que dois criminosos são presos e interrogados 
separadamente. Se ambos confessarem, ambos receberão uma sentença de cinco 
anos de prisão. Se apenas um confessar, o outro receberá uma sentença de dez anos, 
enquanto o que confessou ficará livre. Se ambos negarem, receberão uma sentença 
de um ano cada. Nesse jogo, a estratégia dominante para cada jogador é confessar, 
o que leva ao equilíbrio de Nash em que ambos confessam e recebem uma sentença 
de cinco anos.
Outra implicação importante dos equilíbrios de Nash é a existência de múltiplos 
equilíbrios em alguns jogos. De acordo com Porter (2001), um exemplo desse tipo de 
jogo é o jogo de Bertrand, em que duas empresas competem em preço. Se as empresas 
escolhem o mesmo preço, dividem o mercado igualmente. Se uma empresa escolhe 
um preço mais baixo que a outra, ela ganha todo o mercado. Nesse jogo, existem dois 
equilíbrios de Nash: as empresas podem escolher preços iguais e dividir o mercado, 
ou uma empresa pode escolher um preço mais baixo e ganhar todo o mercado. Qual 
equilíbrio será alcançado dependerá das expectativas dos jogadores em relação às 
escolhas dos demais.
Além disso, os equilíbrios de Nash também podem ser utilizados para entender a 
dinâmica de mercados oligopolistas. Segundo Chandler Jr. (1999), em mercados com 
poucos concorrentes, as empresas têm incentivos para coordenar suas ações, a fim 
de maximizar seus lucros conjuntos. Nesse contexto, os equilíbrios de Nash podem 
ajudar a entender como as empresas coordenam suas decisões de preços, produção 
e investimentos.
Outra implicação dos equilíbrios de Nash é a possibilidade de haver estratégias 
mistas, em que os jogadores escolhem suas estratégias com base em probabilidades. 
Segundo Cyert e March (1963), as estratégias mistas podem ser uma resposta racional 
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à incerteza em relação às escolhas dos demais jogadores. Em alguns jogos, a estratégia 
mista pode ser a única maneira de alcançar um equilíbrio de Nash.
Por fim, é importante ressaltar que os equilíbrios de Nash não são necessariamente 
ótimos para todos os jogadores envolvidos. De acordo com Porter (2001), em algumas 
situações, pode ser possível alcançar equilíbrios alternativos que sejam mais favoráveis 
a determinados jogadores. Isso ocorre porque os equilíbrios de Nash refletem apenas 
o resultado da interação estratégica, sem levar em conta os valores ou objetivos dos 
jogadores. Dessa forma, é necessário considerar outras abordagens paraa análise 
de jogos, como a teoria dos jogos cooperativos, que busca maximizar o resultado 
conjunto dos jogadores.
Além disso, os equilíbrios de Nash também podem ser afetados por fatores externos, 
como mudanças no ambiente competitivo ou na regulamentação governamental. 
Segundo Schumpeter (1961), a dinâmica de inovação e mudança tecnológica pode 
alterar as estratégias dos jogadores e criar novas fontes de concorrência. Nesse 
contexto, os equilíbrios de Nash podem se tornar instáveis ou mesmo obsoletos, 
exigindo a adoção de novas estratégias pelos jogadores.
Em suma, os equilíbrios de Nash são uma importante ferramenta para a análise de 
interações estratégicas em diversos contextos, como jogos, mercados e competições 
políticas. Esses equilíbrios refletem o resultado da interação entre jogadores racionais, 
que buscam maximizar seus próprios interesses, e podem ser utilizados para prever os 
resultados de diversas situações. No entanto, é importante lembrar que os equilíbrios 
de Nash não são a única forma de análise estratégica e devem ser considerados em 
conjunto com outras abordagens para a tomada de decisões mais eficazes.
6.5 Aplicações em Economia Industrial
Segundo Chandler Jr. (1999), os equilíbrios de Nash são úteis para entender a 
dinâmica de mercados oligopolistas. Em tais mercados, as empresas podem ter 
incentivos para coordenar suas ações a fim de maximizar seus lucros conjuntos. Os 
equilíbrios de Nash podem, então, ajudar a entender como as empresas coordenam 
suas decisões de preços, produção e investimentos.
Além disso, o modelo de equilíbrio de Nash pode ser aplicado na análise de oligopólios 
com barreiras de entrada. Conforme Schumpeter (1961), as barreiras de entrada são 
uma característica fundamental dos mercados oligopolísticos. Nesse contexto, os 
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equilíbrios de Nash podem ser utilizados para estudar a influência das barreiras de 
entrada na dinâmica competitiva do mercado.
Outra aplicação dos equilíbrios de Nash em Economia Industrial é o estudo das 
estratégias de inovação. Bessant e Tidd (2007) apontam que a inovação é uma das 
principais fontes de vantagem competitiva para as empresas. O modelo de equilíbrio 
de Nash pode ser utilizado para analisar as decisões de investimento em pesquisa e 
desenvolvimento, bem como as interações estratégicas entre as empresas em relação 
à inovação.
De acordo com Klein e Krugman (2012), os equilíbrios de Nash também podem ser 
aplicados na análise de mercados com produtos diferenciados. Em tais mercados, as 
empresas têm que considerar as decisões dos concorrentes em relação à qualidade, 
preço e design de seus produtos. Os equilíbrios de Nash podem ajudar a entender 
como as empresas competem em mercados com produtos diferenciados.
Outra aplicação importante dos equilíbrios de Nash é a análise de mercados de 
oligopólio com interação estratégica entre as empresas. Segundo Chandler (1999), 
a estratégia empresarial é fundamental para o sucesso das empresas em mercados 
oligopolísticos. O modelo de equilíbrio de Nash pode ser utilizado para analisar as 
decisões estratégicas das empresas em relação a preços, publicidade, investimentos 
e outras variáveis.
De acordo com Cyert e March (1963), os equilíbrios de Nash também são úteis para 
entender o comportamento das empresas em mercados com incerteza e assimetria 
de informações. Em tais mercados, as empresas podem ter que lidar com informações 
incompletas ou incorretas sobre as decisões dos concorrentes. O modelo de equilíbrio 
de Nash pode ser utilizado para analisar as decisões das empresas em relação ao 
grau de risco e incerteza nas decisões de investimento e produção.
Outra aplicação dos equilíbrios de Nash em Economia Industrial é a análise de 
mercados de duopólio. De acordo com Penrose (1959), os duopólios são mercados 
com apenas duas empresas, e a análise de sua dinâmica competitiva é fundamental 
para entender a estratégia empresarial em mercados com poucos concorrentes. Os 
equilíbrios de Nash podem ajudar a entender como as empresas em um duopólio 
interagem estrategicamente para maximizar seus lucros.
Além disso, o modelo de equilíbrio de Nash pode ser aplicado na análise de estratégias 
de entrada e saída do mercado. De acordo com Chandler Jr. (1999), a análise de entrada 
e saída do mercado é importante para entender a dinâmica competitiva em mercados 
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oligopolistas. Nesse contexto, os equilíbrios de Nash podem ajudar a entender como 
as empresas decidem entrar e sair do mercado, considerando as ações dos seus 
concorrentes.
Outra aplicação dos equilíbrios de Nash é a análise de estratégias de inovação e 
investimento em P&D. De acordo com Bessant e Tidd (2007), a inovação é um dos 
principais fatores que impulsiona o crescimento e a competitividade das empresas. 
Nesse sentido, a análise de estratégias de inovação e investimento em P&D é fundamental 
para entender a dinâmica competitiva em mercados tecnologicamente avançados. Os 
equilíbrios de Nash podem ajudar a entender como as empresas decidem investir em 
inovação e como esses investimentos afetam a dinâmica competitiva do mercado.
Além disso, o modelo de equilíbrio de Nash também pode ser aplicado na análise 
de estratégias de diversificação de produtos e serviços. De acordo com Porter (2001), 
a diversificação é uma das estratégias empresariais mais importantes para a criação 
de valor e a conquista de novos mercados. Os equilíbrios de Nash podem ajudar a 
entender como as empresas decidem diversificar sua oferta de produtos e serviços, 
considerando as ações dos seus concorrentes.
Outra aplicação dos equilíbrios de Nash é a análise de estratégias de pricing. De 
acordo com Kleinler e Krugman (2012), o pricing é uma das principais ferramentas 
de gestão de empresas, e a definição de preços é uma decisão estratégica que afeta 
diretamente a competitividade e a rentabilidade das empresas. Nesse sentido, os 
equilíbrios de Nash podem ajudar a entender como as empresas definem seus preços, 
considerando as ações dos seus concorrentes.
Além disso, o modelo de equilíbrio de Nash pode ser aplicado na análise de estratégias 
de publicidade e promoção de vendas. De acordo com Chandler Jr. (1999), a publicidade 
e a promoção de vendas são ferramentas importantes para criar diferenciação e 
lealdade dos clientes em mercados competitivos. Os equilíbrios de Nash podem ajudar 
a entender como as empresas decidem investir em publicidade e promoção de vendas, 
considerando as ações dos seus concorrentes.
Outra aplicação dos equilíbrios de Nash é a análise de estratégias de formação 
de alianças estratégicas. De acordo com Porter (2001), as alianças estratégicas são 
acordos entre empresas com o objetivo de compartilhar recursos, conhecimentos e 
habilidades para alcançar objetivos comuns. Nesse contexto, os equilíbrios de Nash 
podem ajudar a entender como as empresas decidem formar alianças estratégicas, 
considerando as ações dos seus concorrentes.
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Além disso, o modelo de equilíbrio de Nash pode ser aplicado na análise de estratégias 
de fusões e aquisições.
Em conclusão, a interação estratégica é um campo de estudo fundamental para a 
compreensão de fenômenos econômicos, políticos e sociais complexos. Os conceitos 
básicos de interação estratégica se baseiam na ideia de que as decisões de um agente 
dependem das escolhas de outros agentes, o que torna a tomada de decisão um 
processo interativo. Os modelos de jogos são uma forma de representar situações 
de interação estratégica e o conceito de equilíbrio de Nash é fundamental para a 
análise desses modelos. A interação estratégica tem diversas aplicações em Economia 
Industrial, ajudando a compreender o comportamento das empresas em mercados 
competitivos.ECONOMIA INDUSTRIAL
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CAPÍTULO 7
ESTRUTURA DE MERCADO 
OLIGOPOLISTA E PADRÕES 
DE CONCORRÊNCIA
A estrutura de mercado oligopolista é caracterizada pela presença de poucos 
concorrentes no mercado, o que pode levar a padrões de concorrência complexos e 
estratégias empresariais diferenciadas. Nesse contexto, é fundamental entender os 
tipos de oligopólios existentes e as características que os distinguem. Além disso, a 
diferenciação de produto e branding são fatores que podem influenciar a dinâmica 
de concorrência em mercados oligopolistas.
Nesse capitulo, vamos explorar os tipos de oligopólios existentes e as suas 
características. Vamos analisar também os padrões de concorrência no oligopólio, 
que podem ser competitivos, cooperativos ou conflituosos. Discutiremos também 
modelos teóricos que ajudam a entender a dinâmica do oligopólio, como a Kinked 
Demand Curve e o Modelo de Ciclo de Vida do Produto. Além disso, vamos analisar a 
importância da diferenciação de produto e branding em mercados oligopolistas
7.1 Tipos de oligopólios e suas características
Segundo Porter (2001), o oligopólio é um tipo de mercado em que poucas empresas 
dominam a oferta de um determinado produto ou serviço, o que resulta em uma forte 
concentração de poder de mercado. Existem dois tipos principais de oligopólio: o 
oligopólio concentrado, em que algumas empresas detêm a maior parte do mercado, 
e o oligopólio fragmentado, em que várias empresas detêm uma fatia significativa 
do mercado.
No oligopólio concentrado, de acordo com Chandler Jr. (1999), há um alto grau 
de concentração do mercado, com poucas empresas dominando a oferta. Essas 
empresas tendem a ser grandes e possuem uma grande participação no mercado. 
Já no oligopólio fragmentado, há várias empresas competindo entre si, com cada 
uma tendo uma participação significativa no mercado.
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Além disso, de acordo com Schumpeter (1961), os oligopólios podem ser classificados 
de acordo com a natureza da concorrência entre as empresas. Em um oligopólio 
competitivo, as empresas competem entre si por meio da diferenciação de produtos 
e preços. Já em um oligopólio cooperativo, as empresas se unem para maximizar o 
lucro do setor como um todo, enquanto em um oligopólio conflituoso, as empresas 
competem agressivamente umas contra as outras.
Os oligopólios também são caracterizados pela interdependência estratégica, de 
acordo com Cyert e March (1963). Isso significa que as empresas precisam levar em 
consideração as ações de seus concorrentes ao tomar decisões estratégicas. As ações 
de uma empresa afetam diretamente a estratégia de outras empresas no mercado.
Para entender a dinâmica de um oligopólio, diversos modelos teóricos foram 
desenvolvidos, como o modelo de demanda kinkada, que foi proposto por Sweezy 
em 1939 e aprimorado por Hall e Hitch em 1939, de acordo com Penrose (1959). Esse 
modelo explica a rigidez de preços em um oligopólio, com as empresas seguindo o 
preço estabelecido pela líder do mercado.
A diferenciação de produto também é uma característica importante de muitos 
oligopólios, de acordo com Bessant e Tidd (2007). Nesses mercados, as empresas 
procuram criar produtos que se diferenciem dos produtos de seus concorrentes, seja 
por meio de diferenciação de qualidade, design ou marca.
Por fim, a estratégia de branding também é um aspecto fundamental de muitos 
oligopólios, conforme destacado por Kleiner e Krugman (2012). As empresas utilizam o 
branding para criar uma identidade de marca forte e aumentar a lealdade dos clientes, o 
que pode ajudá-las a superar a concorrência e aumentar sua participação de mercado.
Um exemplo de um oligopólio seria o mercado de smartphones, em que poucas 
empresas detêm a maior parte da participação de mercado e exercem considerável 
poder de mercado. De acordo com Porter (2001), em mercados oligopolísticos, as 
empresas tendem a ser altamente competitivas e inovadoras, a fim de manter ou 
ampliar sua fatia de mercado e diferenciar-se de seus concorrentes. Além disso, essas 
empresas também podem formar alianças estratégicas ou cooperar entre si em certas 
áreas, enquanto competem ferozmente em outras. Por exemplo, empresas rivais no 
mercado de smartphones podem compartilhar a mesma rede de produção ou se unir 
para promover a adoção de padrões tecnológicos comuns, enquanto lutam por vendas 
e participação de mercado.
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Outro exemplo de oligopólio é o mercado de refrigerantes, em que algumas empresas 
líderes controlam a maior parte do mercado global e nacional. De acordo com Bessant 
e Tidd (2007), a concorrência entre essas empresas é caracterizada por altos níveis de 
gastos em publicidade e branding, bem como em inovação de produtos e embalagens. 
Essas empresas também podem tentar reduzir os custos através de economias de 
escala e de escopo, aproveitando-se de suas grandes estruturas organizacionais e de 
rede de distribuição. Além disso, as empresas líderes podem adotar estratégias de 
preços agressivas, oferecendo produtos a preços mais baixos para ganhar participação 
de mercado, ou adotar preços premium em produtos diferenciados para atrair 
consumidores dispostos a pagar mais por produtos de qualidade superior.
Um terceiro exemplo de oligopólio é o mercado de petróleo e gás, em que algumas 
empresas dominantes controlam a maior parte da produção, refino e distribuição 
global. De acordo com Chandler Jr. (1999), a concorrência entre essas empresas pode 
ser caracterizada por conflitos de interesse, devido à sua capacidade de influenciar 
os preços e os padrões de consumo de energia em todo o mundo. Essas empresas 
também podem adotar estratégias de diversificação e integração vertical, expandindo 
suas operações em áreas relacionadas, como energia renovável e tecnologia de carbono 
neutro. Além disso, essas empresas também podem ser afetadas por regulamentações 
governamentais e políticas internacionais, que podem restringir ou controlar sua 
capacidade de operar em determinados mercados.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A indústria de refrigerantes é um exemplo de oligopólio com padrões de 
concorrência cooperativos e conflituosos. Empresas como Coca-Cola e PepsiCo 
disputam o mercado de bebidas carbonatadas, mas também possuem marcas 
de água, sucos e chás, o que pode levar a estratégias de cooperação em alguns 
mercados e conflitos em outros. Em 2020, a Coca-Cola anunciou a suspensão de 
publicidade em redes sociais como forma de pressionar as plataformas a combater 
o discurso de ódio, o que gerou uma reação em cadeia de outras empresas do 
setor.
https://afrebras.org.br/noticias/oligopolio-no-setor-de-bebidas-traz-prejuizos-a-
concorrencia/
https://afrebras.org.br/noticias/oligopolio-no-setor-de-bebidas-traz-prejuizos-a-concorrencia/
https://afrebras.org.br/noticias/oligopolio-no-setor-de-bebidas-traz-prejuizos-a-concorrencia/
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7.2 Padrões de concorrência no oligopólio (competitivo, cooperativo, conflituoso)
Segundo Chandler (1999), a concorrência no oligopólio pode se dar de três maneiras 
distintas: competitivo, cooperativo ou conflituoso. No padrão competitivo, as empresas 
competem entre si por preços mais baixos, qualidade superior ou diferenciação de 
produtos. As empresas buscam vantagem competitiva em relação às outras, o que 
muitas vezes leva a uma dinâmica de inovação contínua e melhoria dos produtos e 
serviços oferecidos.
Já no padrão cooperativo, as empresas colaboram entre si em busca de benefícios 
mútuos, como a partilha de recursos ou o estabelecimento de acordos comerciais. De 
acordo com Porter (2001), esse tipo de padrão é comum em setores com barreiras 
à entrada elevadas, onde a colaboração podeSegundo Chandler (1999), a concentração de 
empresas e o controle de mercado tornaram-se uma preocupação importante para 
os economistas, que começaram a estudar a relação entre a estrutura de mercado e 
o comportamento das empresas.
No entanto, foi a obra de Schumpeter de 1911, chamada de “Ciclos Econômicos e a 
Teoria do Desenvolvimento Econômico”, em português, que impulsionou a evolução do 
pensamento sobre Economia Industrial. Schumpeter propôs a ideia de que a inovação 
era o principal motor do desenvolvimento econômico, argumentando que a introdução 
de novos produtos e processos criava novos mercados e permitia que as empresas 
superassem a concorrência. Essa teoria teve um impacto significativo na Economia 
Industrial, que começou a estudar mais profundamente a inovação e a sua relação 
com a competitividade das empresas.
Na década de 1960, a teoria da estrutura de mercado tornou-se dominante na 
Economia Industrial, com autores como Bain e Mason desenvolvendo modelos que 
relacionavam a concentração de mercado e a competição. No entanto, essa teoria foi 
criticada por não levar em conta a dinâmica das empresas e as estratégias de gestão, 
o que levou a uma nova abordagem baseada na estratégia empresarial.
A abordagem da estratégia empresarial, liderada por Porter (2001), enfatizou a 
importância da diferenciação de produtos e do foco em segmentos específicos de 
mercado, ao invés de competir em um mercado amplo. A estratégia empresarial levou 
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a um novo interesse em temas como branding, marketing e inovação, e teve um 
impacto significativo na Economia Industrial.
Nos últimos anos, a Economia Industrial tem se voltado cada vez mais para temas 
como inovação, empreendedorismo e tecnologia, como destacado por Bessant e Tidd 
(2007). A rápida evolução tecnológica e a globalização têm transformado a dinâmica 
das empresas e dos mercados, e a Economia Industrial está continuamente evoluindo 
para acompanhar essas mudanças.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A Economia Industrial surgiu no século XVIII, com a Revolução Industrial na 
Inglaterra. Nesse período, houve uma mudança estrutural na economia, com a 
substituição do setor primário (agricultura) pelo setor secundário (indústria). Essa 
transição teve um grande impacto no crescimento econômico e no surgimento de 
grandes empresas.
Fonte:adaptado de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S1413-80502010000300004
1.3 A importância da Economia Industrial para a Economia em geral
A Economia Industrial tem uma grande importância para a economia em geral, pois 
estuda as empresas e indústrias em relação ao seu comportamento no mercado, bem 
como sua estrutura e desempenho. Isso permite que sejam identificadas questões 
importantes para a tomada de decisão, tanto de empresas como de governos. Segundo 
Chandler (1999), a Economia Industrial ajuda a entender as mudanças estruturais e as 
transformações que ocorrem nas indústrias, bem como as estratégias das empresas 
para lidar com essas mudanças.
Um dos aspectos mais relevantes da Economia Industrial é a sua relação com 
a inovação. Bessant e Tidd (2007) destacam que o estudo da inovação é essencial 
para o desenvolvimento de novos produtos e processos, além de ser fundamental 
para a competitividade das empresas. A Economia Industrial, portanto, oferece uma 
abordagem crítica sobre o papel da inovação no processo de crescimento econômico.
Além disso, a Economia Industrial é relevante para a compreensão dos processos de 
concentração e diversificação de empresas em diferentes setores. Segundo Schumpeter 
(1961), a dinâmica da economia capitalista é marcada pela presença de ciclos de 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-80502010000300004
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-80502010000300004
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inovação, onde novas empresas surgem para desafiar as empresas já estabelecidas, 
o que pode levar a uma mudança na estrutura do mercado.
Nesse sentido, a Economia Industrial é importante para a análise de políticas públicas 
voltadas para o estímulo à competitividade e à inovação. Klein e Krugman (2012) 
destacam que governos podem utilizar informações obtidas através da Economia 
Industrial para tomar decisões sobre investimentos e regulamentações que possam 
incentivar a competitividade e a inovação nas empresas.
Outra questão relevante é a relação entre Economia Industrial e desenvolvimento 
econômico. Segundo Chandler (1999), a evolução da indústria é um dos principais 
fatores para o desenvolvimento econômico. A Economia Industrial, portanto, pode 
auxiliar na compreensão dos processos de desenvolvimento econômico, contribuindo 
para o planejamento de políticas voltadas para o crescimento econômico sustentável.
A Economia Industrial também tem grande importância para a análise de setores 
específicos da economia. Por exemplo, a análise da estrutura da indústria de tecnologia 
da informação pode permitir a identificação de fatores que afetam a competitividade das 
empresas desse setor. Essa análise pode ser utilizada tanto por empresas que atuam 
nesse setor, como por governos que desejam implementar políticas para incentivar o 
desenvolvimento de tecnologias avançadas.
A Economia Industrial também é importante para a compreensão das relações 
entre empresas e consumidores. Através do estudo da concorrência entre empresas, é 
possível identificar as estratégias utilizadas pelas empresas para conquistar e manter 
clientes. Essa análise pode contribuir para o desenvolvimento de políticas voltadas 
para a proteção do consumidor.
Outro aspecto importante é a relação entre a Economia Industrial e a economia 
internacional. Segundo Porter (2001), a competitividade das empresas nacionais 
depende da sua capacidade de competir no mercado internacional. 
Através da Economia Industrial, é possível entender melhor como as empresas e 
indústrias nacionais podem competir em um mercado global cada vez mais acirrado, 
identificando as estratégias que devem ser adotadas para alcançar a vantagem 
competitiva. Isso é especialmente relevante em um mundo cada vez mais globalizado, 
em que as empresas precisam se adaptar às mudanças constantes nos mercados 
internacionais.
Além disso, a Economia Industrial também é importante para a formulação de políticas 
públicas relacionadas à regulação do mercado e à promoção do desenvolvimento 
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econômico. De acordo com Chandler (1999), o desenvolvimento da Economia Industrial 
foi fundamental para a compreensão da estrutura industrial americana e a formulação 
de políticas públicas que promovessem a competitividade da indústria no país.
Essas políticas incluem medidas de proteção à indústria nascente, subsídios à 
inovação e ao desenvolvimento tecnológico, e políticas de infraestrutura, como a 
construção de rodovias, ferrovias e portos, que são fundamentais para o escoamento 
da produção industrial. Assim, a Economia Industrial é uma disciplina que tem grande 
relevância para a formulação de políticas públicas que promovam o desenvolvimento 
econômico e a competitividade das empresas e indústrias.
Por fim, a Economia Industrial também é importante para a compreensão do papel 
das empresas e das indústrias na sociedade. Segundo Bessant e Tidd (2007), a inovação 
e o empreendedorismo são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social, 
e a Economia Industrial tem um papel importante na análise dos fatores que estimulam 
ou inibem a inovação e o empreendedorismo.
Assim, a disciplina permite entender como as empresas e indústrias podem contribuir 
para o desenvolvimento econômico e social, e como elas podem ser incentivadas 
a inovar e a empreender, gerando empregos, riqueza e bem-estar para a sociedade 
comoser uma estratégia mais vantajosa do 
que a competição direta.
Por fim, no padrão conflituoso, as empresas entram em conflito entre si, seja por 
meio de guerras de preços ou batalhas judiciais. Essa dinâmica de competição pode 
levar a comportamentos anticompetitivos e ilegais, como a formação de cartéis ou a 
adoção de práticas de preços predatórios.
De acordo com Cyert e March (1963), o comportamento das empresas em um 
oligopólio pode variar de acordo com a estrutura do setor, a cultura empresarial e 
a dinâmica do mercado. Em setores com poucas empresas e alta concentração de 
mercado, a tendência é que as empresas adotem comportamentos mais cooperativos 
ou conflituosos.
Bessant e Tidd (2007) destacam que a dinâmica da inovação também pode afetar 
o padrão de concorrência no oligopólio. Empresas que investem em inovação e 
diferenciação de produtos podem adotar comportamentos mais competitivos, enquanto 
empresas que buscam economias de escala e padronização de produtos podem optar 
por comportamentos mais cooperativos.
O padrão de concorrência também pode ser influenciado por fatores externos, como 
a regulamentação governamental. Klein e Krugman (2012) destacam que setores com 
maior regulação podem ter um padrão mais cooperativo de concorrência, uma vez 
que as empresas precisam se adaptar às regras estabelecidas pelo governo.
Outro fator que pode influenciar o padrão de concorrência no oligopólio é o grau 
de interdependência entre as empresas do setor. Schumpeter (1961) destaca que 
em setores com alta interdependência, as empresas têm incentivos para adotar 
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comportamentos mais cooperativos, uma vez que as ações de uma empresa afetam 
diretamente as outras.
No entanto, de acordo com Chandler Jr. (1999), as empresas podem adotar diferentes 
padrões de concorrência em momentos distintos, dependendo das condições de 
mercado e das estratégias concorrenciais adotadas pelas outras empresas do setor. Por 
isso, a análise do padrão de concorrência em um oligopólio requer uma compreensão 
profunda das dinâmicas internas do setor e das estratégias adotadas pelas empresas.
No contexto de um oligopólio, é possível identificar diferentes padrões de concorrência, 
tais como competitivo, cooperativo e conflituoso. A escolha do padrão pode ser 
influenciada por diversos fatores, incluindo a estrutura do mercado, a presença de 
barreiras à entrada, as estratégias concorrenciais adotadas pelas empresas e o grau 
de interdependência entre elas.
De acordo com Porter (2001), no padrão de concorrência competitivo, as empresas 
buscam ganhar participação de mercado por meio de preços mais baixos e/ou produtos 
diferenciados. Já no padrão cooperativo, as empresas podem estabelecer acordos de 
colaboração mútua, tais como alianças estratégicas, para reduzir custos, compartilhar 
tecnologias ou ampliar o acesso a mercados. Por fim, no padrão conflituoso, as 
empresas competem de forma agressiva, por meio de práticas como guerras de preços, 
campanhas publicitárias negativas ou aquisições hostis.
Um fator importante a ser considerado na escolha do padrão de concorrência é a 
presença de barreiras à entrada, que podem dificultar a entrada de novos concorrentes 
no mercado. Segundo Bessant e Tidd (2007), em setores com barreiras elevadas, como 
altos investimentos em P&D ou economias de escala, as empresas podem adotar 
um padrão de concorrência mais cooperativo, a fim de reduzir custos e compartilhar 
recursos. Já em setores com barreiras menores, as empresas podem optar por um 
padrão mais competitivo, visando ganhar participação de mercado.
Outro fator que pode influenciar o padrão de concorrência no oligopólio é o grau 
de interdependência entre as empresas do setor. Schumpeter (1961) destaca que 
em setores com alta interdependência, as empresas têm incentivos para adotar 
comportamentos mais cooperativos, uma vez que as ações de uma empresa afetam 
diretamente as outras.
No entanto, de acordo com Chandler Jr. (1999), as empresas podem adotar diferentes 
padrões de concorrência em momentos distintos, dependendo das condições de 
mercado e das estratégias concorrenciais adotadas pelas outras empresas do setor. Por 
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isso, a análise do padrão de concorrência em um oligopólio requer uma compreensão 
profunda das dinâmicas internas do setor e das estratégias adotadas pelas empresas.
Além disso, a escolha do padrão de concorrência pode ser influenciada pelo estágio 
do ciclo de vida do produto ou da indústria. Segundo Klein e Krugman (2012), em 
indústrias maduras, as empresas tendem a adotar um padrão de concorrência mais 
cooperativo, visando aumentar a eficiência e reduzir custos. Já em indústrias em 
crescimento, as empresas podem adotar um padrão mais competitivo, visando ganhar 
participação de mercado.
Por fim, é importante destacar que a escolha do padrão de concorrência pode ter 
consequências importantes para o desempenho das empresas e para a dinâmica 
do mercado. Segundo Cyert e March (1963), em setores com alta interdependência 
entre as empresas, a adoção de um padrão cooperativo pode levar a resultados mais 
favoráveis para todas as empresas do setor, uma vez que a cooperação pode levar a 
uma redução de custos e a um aumento da eficiência. No entanto, é importante que 
essa cooperação seja mantida de forma estável, sem que nenhuma empresa tenha 
incentivos para quebrar o acordo.
Por outro lado, a adoção de um padrão conflituoso pode levar a uma guerra de preços 
e a uma erosão das margens de lucro, prejudicando a rentabilidade das empresas e 
a sustentabilidade do setor como um todo. Nesse caso, a competição pode se tornar 
prejudicial e desestabilizar o mercado.
Em suma, a escolha do padrão de concorrência no oligopólio é influenciada por 
diversos fatores, como o grau de interdependência entre as empresas, as condições 
de mercado, as estratégias concorrenciais adotadas pelas outras empresas do setor 
e o estágio do ciclo de vida do produto ou da indústria. É importante que as empresas 
estejam atentas a esses fatores e escolham um padrão de concorrência que seja 
sustentável e benéfico para todas as empresas do setor. Além disso, é fundamental que 
as empresas mantenham um diálogo constante e construtivo para que a cooperação 
seja mantida de forma estável e que as disputas sejam resolvidas de forma pacífica, 
a fim de evitar prejuízos para o setor como um todo.
7.3 Modelos teóricos de oligopólio e concorrência (Kinked Demand Curve, Modelo 
de Ciclo de Vida de Produto)
Oligopólios são estruturas de mercado em que um pequeno número de empresas 
domina a oferta de produtos ou serviços. Essa concentração de poder de mercado 
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pode levar a diferentes padrões de concorrência, que podem ser analisados por meio 
de modelos teóricos. Nesta seção, abordaremos dois desses modelos: a curva de 
demanda kinked e o modelo de ciclo de vida do produto.
De acordo com a curva de demanda kinked, as empresas em um oligopólio enfrentam 
uma curva de demanda com uma inclinação diferente para preços mais altos e mais 
baixos. Isso significa que, se uma empresa aumentar o preço, seus concorrentes 
podem não acompanhá-la, resultando em uma diminuição significativa na demanda por 
seus produtos. Por outro lado, se uma empresa diminuir o preço, é provável que seus 
concorrentes sigam o exemplo, resultando em uma pequena mudança na demanda. 
Esse modelo sugere que as empresas têm incentivos para manter preços estáveis, 
resultando em um padrão de concorrência mais cooperativo.
Já o modelo de ciclo de vida do produto propõe que o padrão de concorrência 
em um oligopólio pode ser influenciado pelo estágio do ciclo de vida do produto 
ou da indústria. Em indústrias maduras, as empresas podem adotar um padrãode 
concorrência mais cooperativo, visando aumentar a eficiência e reduzir custos. Em 
contrapartida, em indústrias em crescimento, as empresas podem adotar um padrão 
mais competitivo, visando ganhar participação de mercado.
Embora esses modelos teóricos forneçam insights importantes sobre os padrões 
de concorrência em oligopólios, eles também apresentam limitações. Por exemplo, a 
curva de demanda kinked assume que as empresas têm informações perfeitas sobre a 
reação de seus concorrentes aos preços, o que pode não ser realista na prática. Além 
disso, o modelo de ciclo de vida do produto pode não se aplicar a todas as indústrias 
e produtos, já que a vida útil e as fases de crescimento e maturidade podem variar 
significativamente.
Outro modelo teórico que pode ser usado para entender a concorrência em oligopólios 
é o modelo de equilíbrio de Nash. Esse modelo considera que as empresas agem 
racionalmente e escolhem suas estratégias com base nas estratégias escolhidas 
por seus concorrentes. O modelo de equilíbrio de Nash pode ser útil para prever o 
comportamento das empresas em um oligopólio, mas também tem suas limitações, 
já que não leva em consideração a possibilidade de cooperação entre as empresas.
Embora esses modelos teóricos ofereçam perspectivas interessantes sobre a 
concorrência em oligopólios, é importante lembrar que cada indústria e cada conjunto 
de empresas pode ter suas próprias dinâmicas. De acordo com Chandler Jr. (1999), as 
empresas podem adotar diferentes padrões de concorrência em momentos distintos, 
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dependendo das condições de mercado e das estratégias concorrenciais adotadas 
pelas outras empresas do setor. Por isso, é importante analisar as particularidades de 
cada caso para entender como as empresas competem e cooperam em um oligopólio.
Outro modelo teórico que merece destaque é o modelo de curva de demanda Kinked. 
Esse modelo foi desenvolvido por Sweezy em 1939 e sugere que em um oligopólio, a 
demanda por produtos é mais elástica em relação aos preços em sua faixa inferior e 
menos elástica em relação aos preços em sua faixa superior. Isso ocorre porque, em 
uma faixa de preços mais baixos, a empresa pode conquistar uma grande fatia do 
mercado, mas se ela aumentar o preço, pode perder muitos consumidores. Por outro 
lado, em uma faixa de preços mais altos, a demanda é menos elástica, uma vez que 
a empresa tem menos concorrentes e pode cobrar preços mais altos.
Outro modelo teórico importante é o modelo de ciclo de vida de produto. Esse 
modelo foi desenvolvido por Levitt em 1965 e sugere que um produto passa por 
quatro estágios: introdução, crescimento, maturidade e declínio. Cada estágio tem suas 
próprias características e implicações para a concorrência. No estágio de introdução, 
há poucos concorrentes e as empresas geralmente adotam uma estratégia de preços 
elevados para recuperar seus custos iniciais. No estágio de crescimento, o número de 
concorrentes aumenta e as empresas adotam uma estratégia de redução de preços 
para ganhar participação de mercado. No estágio de maturidade, a concorrência se 
intensifica e as empresas buscam reduzir custos e aumentar a eficiência. Finalmente, 
no estágio de declínio, a concorrência se torna cada vez mais intensa e as empresas 
podem sair do mercado ou adotar estratégias de nicho para sobreviver.
Outro fator que pode influenciar o padrão de concorrência em oligopólios é o grau 
de interdependência entre as empresas do setor. Schumpeter (1961) destaca que 
em setores com alta interdependência, as empresas têm incentivos para adotar 
comportamentos mais cooperativos, uma vez que as ações de uma empresa afetam 
diretamente as outras. Por outro lado, em setores com baixa interdependência, as 
empresas podem adotar comportamentos mais competitivos, já que a ação de uma 
empresa tem menos impacto nas outras.
Além disso, a escolha do padrão de concorrência pode ser influenciada pelo estágio 
do ciclo de vida do produto ou da indústria. Segundo Klein e Krugman (2012), em 
indústrias maduras, as empresas tendem a adotar um padrão de concorrência mais 
cooperativo, visando aumentar a eficiência e reduzir custos. Já em indústrias em 
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crescimento, as empresas podem adotar um padrão mais competitivo, visando ganhar 
participação de mercado.
É importante lembrar que a escolha do padrão de concorrência pode ter consequências 
importantes para o desempenho das empresas e para a dinâmica do mercado. Segundo 
Cyert e March (1963), em setores com alta interdependência, as empresas podem 
optar por cooperar, formando cartéis ou adotando práticas de fixação de preços. No 
entanto, esse comportamento pode ser considerado ilegal.
ANOTE ISSO
A Estrutura de Mercado Oligopolista é importante para a compreensão dos 
diferentes tipos de oligopólios e dos padrões de concorrência entre as empresas. Os 
modelos teóricos de oligopólio, como o Kinked Demand Curve e o Modelo de Ciclo 
de Vida de Produto, permitem analisar as estratégias das empresas em relação à 
diferenciação de produto e branding. 
7.4 Diferenciação de produto e branding
A diferenciação de produto e branding são estratégias fundamentais para empresas 
que buscam competir em mercados altamente concorridos. De acordo com Porter 
(2001), a diferenciação de produto consiste em criar algo que seja percebido como 
único pelos clientes, agregando valor e permitindo que a empresa cobre um preço mais 
elevado. Já o branding se refere à construção da imagem e reputação da empresa, 
criando uma identidade única e duradoura na mente dos consumidores.
A diferenciação de produto pode ser alcançada de diversas formas, como por meio 
de atributos de qualidade, design, inovação, tecnologia, serviço e distribuição. A criação 
de um produto altamente diferenciado pode oferecer diversas vantagens competitivas, 
como aumento da lealdade do cliente, redução da sensibilidade ao preço e barreiras 
à entrada de novos concorrentes. De acordo com Chandler (1999), a diferenciação 
de produto foi uma das estratégias adotadas pelas empresas americanas na década 
de 1920, para competir em mercados cada vez mais concentrados e competitivos.
O branding, por sua vez, é a construção de uma imagem e reputação positiva da 
empresa na mente dos consumidores. Essa estratégia pode envolver a criação de 
um nome e logotipo marcantes, a comunicação de valores e propósitos, a escolha de 
embaixadores de marca e a criação de uma experiência de compra única. O branding 
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pode ajudar a empresa a se destacar em meio a concorrentes com produtos similares, 
bem como aumentar a fidelidade do cliente e facilitar a entrada em novos mercados. 
Segundo Penrose (1959), a construção de uma marca forte é uma das formas de 
desenvolver recursos internos valiosos para a empresa.
A diferenciação de produto e branding são estratégias que podem ser especialmente 
relevantes para empresas que competem em mercados oligopolísticos. Nessas 
indústrias, a concorrência pode ser intensa e a diferenciação de produto pode ajudar 
a empresa a se destacar e garantir sua fatia de mercado. No entanto, a criação 
de produtos altamente diferenciados e marcas fortes pode ser difícil e exigir altos 
investimentos em pesquisa e desenvolvimento, marketing e publicidade.
Além disso, a diferenciação de produto e branding podem ter limitações em mercados 
em que os consumidores são altamente sensíveis a preços. Nesses casos, a empresa 
pode ter dificuldades em cobrar um preço mais elevado por um produto diferenciado 
e pode ser forçada a competir com base no preço. Segundo Schumpeter (1961), a 
inovação e a criação de novos produtos podem ser formas de superar essas limitações 
e criar novos mercados.
Outra limitação da diferenciação de produtoe branding é que essas estratégias 
podem ser facilmente copiadas por concorrentes, reduzindo a vantagem competitiva 
da empresa. Por isso, é importante para a empresa continuar inovando e investindo 
em pesquisa e desenvolvimento para manter sua posição de liderança. De acordo com 
Bessant e Tidd (2007), a inovação pode ser uma fonte duradoura de diferenciação de 
produto e branding, permitindo que a empresa se adapte às mudanças do mercado 
e mantenha sua relevância para os consumidores.
Em resumo, a diferenciação de produto e branding são estratégias fundamentais 
para empresas que buscam destacar seus produtos ou serviços no mercado, criando 
uma percepção de valor superior na mente dos consumidores. Essas estratégias podem 
ajudar a empresa a aumentar sua participação de mercado, aumentar a lealdade dos 
consumidores e criar uma barreira à entrada de novos concorrentes. Além disso, a 
diferenciação de produto e branding podem ajudar a empresa a obter margens de 
lucro mais elevadas, já que os consumidores estão dispostos a pagar mais por um 
produto ou serviço que percebem como superior.
No entanto, a diferenciação de produto e branding também apresenta algumas 
limitações. Por exemplo, a implementação dessas estratégias pode exigir um 
investimento significativo em marketing e publicidade, o que pode aumentar os custos 
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da empresa. Além disso, a diferenciação de produto e branding pode ser facilmente 
copiada por concorrentes, reduzindo a vantagem competitiva da empresa. Por isso, é 
importante que a empresa continue a investir em inovação para manter sua posição 
de liderança no mercado.
A escolha da estratégia de diferenciação de produto e branding também pode 
depender do estágio do ciclo de vida do produto ou da indústria. Em indústrias maduras, 
as empresas podem optar por uma estratégia de diferenciação de produto para se 
destacar da concorrência, enquanto em indústrias em crescimento, as empresas podem 
optar por uma estratégia de preços mais baixos para ganhar participação de mercado.
Outra questão importante relacionada à diferenciação de produto e branding é a 
necessidade de manter a coerência da marca ao longo do tempo. De acordo com 
Porter (2001), a marca deve ser consistente em todos os pontos de contato com o 
consumidor, incluindo produtos, publicidade e atendimento ao cliente. Isso ajuda a criar 
uma imagem clara e coesa da empresa na mente dos consumidores e a aumentar 
a lealdade à marca.
Além disso, é importante lembrar que a diferenciação de produto e branding não deve 
ser usada como uma estratégia isolada, mas sim combinada com outras estratégias 
para criar uma vantagem competitiva sustentável. Por exemplo, a empresa pode 
combinar a diferenciação de produto com a redução de custos para criar uma posição 
de liderança em termos de custo-benefício.
Por fim, é importante destacar que a inovação pode ser uma fonte duradoura de 
diferenciação de produto e branding, permitindo que a empresa se adapte às mudanças 
do mercado e mantenha sua relevância para os consumidores. A empresa deve continuar 
a investir em pesquisa e desenvolvimento para criar novos produtos ou serviços que 
atendam às necessidades dos consumidores de forma inovadora e diferenciada.
Exemplo:
podemos citar como exemplo de empresa que utiliza estratégias de diferenciação de 
produto e branding a Apple Inc. A empresa é conhecida por seus produtos inovadores 
e de alta qualidade, que se destacam no mercado por sua aparência elegante e design 
sofisticado. Além disso, a marca Apple é reconhecida mundialmente e é associada a 
valores como inovação, qualidade e status, o que ajuda a diferenciar seus produtos 
de outros concorrentes.
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Outro exemplo de empresa que utiliza estratégias de diferenciação de produto e 
branding é a Coca-Cola. A empresa investe fortemente em sua marca, utilizando slogans 
e campanhas publicitárias que enfatizam a qualidade e o sabor único de seus produtos. 
Além disso, a Coca-Cola também utiliza embalagens exclusivas e personalizadas para 
seus produtos, o que ajuda a destacá-los no ponto de venda e aumentar sua atratividade 
para os consumidores.
Esses exemplos demonstram como a diferenciação de produto e branding podem 
ser utilizados como estratégias eficazes para empresas que desejam se destacar em 
mercados competitivos. No entanto, é importante lembrar que essas estratégias devem 
ser combinadas com outras iniciativas, como inovação e investimento em pesquisa 
e desenvolvimento, para que a empresa possa manter sua posição de liderança e 
continuar a atender às necessidades dos consumidores.
Em suma, a estrutura de mercado oligopolista apresenta desafios para a análise 
e a regulação da concorrência. Os tipos de oligopólios, padrões de concorrência, 
modelos teóricos e a diferenciação de produto são fatores que influenciam a dinâmica 
competitiva em mercados com poucos concorrentes. Entender esses elementos 
é fundamental para a formulação de estratégias empresariais e políticas públicas 
eficazes em ambientes oligopolistas. A complexidade e as particularidades do oligopólio 
reforçam a necessidade de uma abordagem interdisciplinar e de uma análise atenta 
do contexto em que se insere cada mercado oligopolista.
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CAPÍTULO 8
ESTRATÉGIAS DE ENTRADA 
E SAÍDA NO OLIGOPÓLIO
No mundo empresarial, a competição pode ser entendida como uma luta constante 
pela conquista e manutenção de mercado. Em alguns setores, contudo, a competição 
é influenciada pelo domínio de poucas empresas, que controlam a maior parte do 
mercado. Essas empresas são chamadas de oligopólios, e suas estratégias de entrada 
e saída têm impacto direto sobre a dinâmica do mercado. Nesse contexto, é importante 
entender a evolução da Grande Empresa Contemporânea, suas características e as 
formas de organização empresarial disponíveis para que se possa compreender as 
estratégias adotadas pelas empresas.
O capítulo 8 trata das estratégias de entrada e saída no oligopólio, com enfoque 
especial na Grande Empresa Contemporânea. É importante compreender a evolução 
histórica das grandes empresas, suas características e as formas de organização 
empresarial utilizadas atualmente. Além disso, serão abordadas as estratégias de 
fusões e aquisições, que são uma das formas mais comuns de entrada e saída do 
mercado, e como as empresas utilizam essas estratégias para alcançar suas metas 
de crescimento e aumentar sua participação no mercado.
Compreender as estratégias de entrada e saída no oligopólio é fundamental 
para entender a dinâmica do mercado e como as empresas se posicionam frente à 
concorrência. Além disso, o conhecimento sobre as formas de organização empresarial 
disponíveis e as estratégias de fusões e aquisições utilizadas pelas empresas é essencial 
para uma gestão eficiente e para tomadas de decisão mais assertivas. Por isso, o 
capítulo 8 aborda esses temas de forma aprofundada e analisa suas implicações para 
a gestão empresarial.
8.1 A Grande Empresa Contemporânea
As mudanças econômicas, sociais e tecnológicas que ocorreram nas últimas décadas 
levaram a um novo tipo de empresa, a Grande Empresa Contemporânea (GEC), que se 
diferencia das empresas do passado em termos de tamanho, complexidade e estrutura. 
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De acordo com Chandler (1999), a GEC é caracterizada por uma estrutura hierárquica, 
com várias camadas de gerência, e uma gestão profissionalizada e centralizada, com 
uma forte orientação para a eficiência e a busca de economias de escala.
Outra característica marcante da GEC é a sua capacidade de inovação. Segundo 
Schumpeter (1961), as empresas são o motor do desenvolvimento econômico,e 
a inovação é a chave para a sobrevivência e o sucesso empresarial. As GECs são 
capazes de investir pesadamente em pesquisa e desenvolvimento, e possuem recursos 
e expertise para trazer inovações disruptivas ao mercado.
No entanto, a competição acirrada e a pressão por resultados de curto prazo fazem 
com que as GECs busquem outras formas de se manterem competitivas. Uma das 
estratégias utilizadas é a terceirização de atividades não essenciais, permitindo que a 
empresa foque em suas competências principais (Bessant e Tidd, 2007). Além disso, 
a formação de alianças estratégicas e aquisições de outras empresas são comuns 
na tentativa de ganhar vantagens competitivas (Porter, 2001).
As GECs também têm adotado novas formas de organização empresarial, além 
da estrutura hierárquica tradicional. Segundo Chandler (1999), as redes de empresas 
são uma forma de organização cada vez mais comum, em que as empresas se unem 
para compartilhar conhecimento, recursos e expertise. A terceirização e a formação 
de alianças estratégicas são exemplos de formas de organização em rede.
A GEC também tem um papel importante na economia global, influenciando 
as políticas governamentais, as relações entre países e a dinâmica do comércio 
internacional. Segundo Klein e Krugman (2012), as GECs possuem um poder de 
barganha significativo nas relações com governos e fornecedores, e suas decisões 
podem afetar profundamente a economia global.
No entanto, o tamanho e a complexidade da GEC também geram desafios. Cyert e 
March (1963) argumentam que as empresas são organizações complexas, formadas 
por indivíduos com interesses e objetivos diferentes, e que a tomada de decisão pode 
ser um processo conflituoso e difícil. A gestão de grandes equipes e a coordenação 
de atividades em múltiplas localidades podem ser desafios adicionais para as GECs.
Por fim, a GEC tem um papel importante na criação de empregos e no desenvolvimento 
econômico local. Penrose (1959) argumenta que as empresas são um dos principais 
motores do crescimento econômico, e que sua capacidade de investir em capital 
humano e físico, tecnologia e inovação pode trazer benefícios significativos para as 
comunidades em que atuam. No entanto, a GEC também pode ser criticado. Por outro 
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lado, a GEC tem sua importância reconhecida no mercado. Chandler Jr. (1999) destaca 
que a grande empresa é capaz de coordenar a produção em grande escala, o que 
permite reduzir os custos unitários e aumentar a competitividade. Além disso, a GEC 
tem a capacidade de investir em pesquisa e desenvolvimento, o que lhe permite criar 
novos produtos e tecnologias, bem como explorar novos mercados. De acordo com 
Porter (2001), a GEC pode aproveitar de sua escala e alcance global para desenvolver 
vantagens competitivas em áreas como marketing, distribuição e atendimento ao 
cliente.
No entanto, o tamanho e a complexidade da GEC também geram desafios. Cyert e 
March (1963) argumentam que as empresas são organizações complexas, formadas 
por indivíduos com interesses e objetivos diferentes, e que a tomada de decisão pode 
ser um processo conflituoso e difícil. A gestão de grandes equipes e a coordenação 
de atividades em múltiplas localidades podem ser desafios adicionais para as GECs.
Por fim, a GEC tem um papel importante na criação de empregos e no desenvolvimento 
econômico local. Penrose (1959) argumenta que as empresas são um dos principais 
motores do crescimento econômico, e que sua capacidade de investir em capital 
humano e físico, tecnologia e inovação pode trazer benefícios significativos para as 
comunidades em que atuam. No entanto, a GEC também pode ser criticada por práticas 
anti-competitivas e por sua influência sobre a política e a sociedade.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A aquisição da empresa de streaming de música Tidal pelo grupo financeiro Square, 
liderado pelo CEO do Twitter, Jack Dorsey, é um exemplo de estratégia de fusão 
no oligopólio. A aquisição visa fortalecer a atuação da Square no mercado de 
pagamentos digitais e expandir a oferta de serviços para os clientes. A Tidal, por 
sua vez, ganha acesso a uma base maior de usuários e recursos tecnológicos.
Fonte: https://www.moneytimes.com.br/empresa-fundada-por-ceo-do-twitter-investe-grande-quantia-na-plataforma-de-streaming-tidal/
8.2 Evolução histórica da Grande Empresa
A evolução histórica da grande empresa foi marcada por mudanças significativas 
no tamanho e na estrutura das organizações empresariais. De acordo com Chandler 
(1999), a partir do final do século XIX, a grande empresa começou a se desenvolver 
nos Estados Unidos como uma resposta à necessidade de empresas maiores para 
atender a demanda do mercado e competir com outras empresas. Nessa época, as 
https://www.moneytimes.com.br/empresa-fundada-por-ceo-do-twitter-investe-grande-quantia-na-plataforma-de-streaming-tidal/
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grandes empresas eram geralmente integradas verticalmente, controlando toda a 
cadeia produtiva.
Com o passar do tempo, surgiram novas formas de organização empresarial, como 
a holding e a empresa multinacional. Segundo Schumpeter (1961), essas novas formas 
de organização surgiram para atender às necessidades das empresas em um mundo 
globalizado e interconectado.
Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a grande empresa assumiu um papel 
ainda mais importante na economia, já que muitas empresas passaram a produzir 
em massa para atender às necessidades de guerra. A partir da década de 1950, as 
grandes empresas também começaram a se expandir internacionalmente, criando 
subsidiárias em diferentes países para atender a demanda global.
De acordo com Klein e Krugman (2012), a década de 1960 foi marcada por mudanças 
significativas nas empresas, com o surgimento da teoria comportamental da firma, que 
enfatizava a importância da gestão e das relações interpessoais dentro das empresas. A 
partir da década de 1970, as empresas também começaram a se adaptar às mudanças 
na tecnologia, com a introdução de novas formas de automação e tecnologias da 
informação.
Nos últimos anos, a grande empresa contemporânea tem sido marcada por mudanças 
significativas na estrutura e na gestão das empresas. De acordo com Porter (2001), as 
grandes empresas de hoje tendem a ser menos integradas verticalmente e mais focadas 
em sua competência principal, terceirizando atividades secundárias. Além disso, as 
empresas têm se concentrado cada vez mais na inovação e no empreendedorismo 
como forma de se manterem competitivas no mercado global.
Em resumo, a evolução histórica da grande empresa foi marcada por mudanças 
significativas na estrutura e na gestão das empresas ao longo do tempo. As empresas 
se adaptaram às necessidades do mercado e da economia global, buscando sempre 
formas de se manterem competitivas e relevantes. Atualmente, as grandes empresas 
são caracterizadas por sua inovação, empreendedorismo e foco em competências 
centrais.
8.3 Características da Grande Empresa contemporânea
De acordo com Porter (2001), a grande empresa contemporânea se caracteriza por 
possuir uma estrutura complexa e hierárquica, composta por diversas unidades de 
negócios que, em muitos casos, operam em diferentes mercados. Além disso, essas 
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empresas têm uma grande capacidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento, 
o que lhes permite criar produtos e serviços inovadores, bem como manter uma 
vantagem competitiva sobre os concorrentes.
Outra característica da grande empresa contemporânea, segundo Schumpeter 
(1961), é a sua capacidade de se adaptar às mudanças do mercado e às demandas dos 
clientes. Isso significa que essas empresas precisam ser flexíveis e ágeis o suficiente 
para se ajustar rapidamente a novas condições, sem perder devista os seus objetivos 
estratégicos.
Ainda de acordo com Chandler (1999), a grande empresa contemporânea também 
se caracteriza por ter uma forte presença no mercado global, atuando em diferentes 
países e regiões do mundo. Para isso, essas empresas precisam contar com uma 
estrutura organizacional eficiente e uma equipe de gestão capacitada para lidar com 
as complexidades do mercado internacional.
Cyert e March (1963) destacam a importância da inovação como uma característica 
fundamental da grande empresa contemporânea. Essas empresas precisam ser capazes 
de criar novos produtos e serviços, bem como de desenvolver novas tecnologias e 
processos, para se manterem competitivas no mercado e atender às necessidades 
dos clientes.
Bessant e Tidd (2007) acrescentam que a grande empresa contemporânea também 
deve ser capaz de trabalhar em rede, estabelecendo parcerias com outras empresas, 
fornecedores e clientes, a fim de criar soluções inovadoras e oferecer serviços de 
qualidade. Nesse sentido, a colaboração é uma das principais características da grande 
empresa contemporânea.
Por fim, Kleiner e Krugman (2012) ressaltam que a grande empresa contemporânea 
deve estar comprometida com a responsabilidade social e ambiental, adotando práticas 
sustentáveis e contribuindo para o desenvolvimento das comunidades em que atua. 
A responsabilidade social é, portanto, uma das características mais valorizadas pelos 
consumidores e pela sociedade em geral.
8.4 Formas de organização empresarial (hierarquia, redes, terceirização)
De acordo com Chandler Jr. (1999), a organização empresarial por meio de hierarquia 
é a forma mais tradicional de estrutura organizacional. Nessa forma, os departamentos 
são dispostos em uma pirâmide, com os níveis mais altos tomando decisões e os 
níveis mais baixos executando-as. Essa estrutura funciona bem para empresas com 
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atividades rotineiras, já que a tomada de decisões é mais centralizada e o fluxo de 
comunicação é mais direto.
Outra forma de organização empresarial é a rede, que tem ganhado popularidade nos 
últimos anos. Segundo Bessant e Tidd (2007), a rede é uma estrutura organizacional mais 
flexível, na qual as atividades são realizadas por diferentes organizações conectadas 
por laços contratuais. Nessa forma de organização, as empresas colaboram de maneira 
mais eficiente, compartilhando conhecimento, recursos e riscos.
A terceirização é outra forma de organização empresarial que tem se tornado cada 
vez mais comum nas últimas décadas. Segundo Porter (2001), a terceirização permite 
que as empresas foquem em suas atividades principais e reduzam custos, transferindo 
atividades secundárias para outras empresas especializadas. No entanto, essa forma 
de organização também traz riscos, como a perda de controle sobre as atividades 
terceirizadas e a possibilidade de problemas de qualidade.
De acordo com Penrose (1959), as empresas podem adotar diferentes formas de 
organização dependendo das suas atividades, recursos e objetivos. A escolha da forma 
de organização empresarial deve levar em consideração fatores como a flexibilidade, 
a centralização de decisões, a cooperação entre empresas, a redução de custos e a 
busca pela eficiência.
Segundo Cyert e March (1963), a escolha da forma de organização empresarial 
também depende da cultura da empresa e dos seus valores. Algumas empresas 
preferem uma estrutura hierárquica, que valoriza a ordem e a eficiência, enquanto 
outras preferem uma estrutura mais horizontal, que valoriza a criatividade e a autonomia 
dos funcionários.
Em resumo, a escolha da forma de organização empresarial deve ser feita de maneira 
cuidadosa, levando em consideração as necessidades e objetivos da empresa, bem 
como as vantagens e desvantagens de cada forma de organização. Cada empresa é 
única e deve buscar a forma de organização que melhor se adapte às suas necessidades.
8.5 Fusões e aquisições
Fusões e aquisições são formas de reorganização empresarial que têm se tornado 
cada vez mais comuns no mundo dos negócios. De acordo com Bessant e Tidd 
(2007), elas podem ser definidas como a união de duas ou mais empresas para formar 
uma única entidade ou a compra de uma empresa por outra. Essas operações têm 
como objetivo principal a busca por sinergias, ganhos de escala, redução de custos e 
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ampliação do poder de mercado. Além disso, as fusões e aquisições podem ser uma 
forma de uma empresa ingressar em novos mercados ou obter novas tecnologias 
ou competências.
De acordo com Chandler Jr. (1999), as fusões e aquisições podem ocorrer em 
diversos setores da economia, mas são especialmente frequentes nos setores de 
tecnologia e serviços. Essas operações também podem ser motivadas por razões 
estratégicas, como a diversificação de produtos ou a entrada em novos mercados. 
Além disso, elas podem ser utilizadas para aquisição de ativos estratégicos, como 
marcas e patentes.
É importante notar que as fusões e aquisições não estão isentas de riscos e desafios. 
Segundo Porter (2001), muitas dessas operações não atingem os resultados esperados, 
devido a problemas de integração cultural, gerencial e operacional entre as empresas 
envolvidas. Além disso, a aquisição de empresas com culturas e valores diferentes 
pode gerar conflitos e resistência dos funcionários, o que pode prejudicar a integração 
e a obtenção dos resultados esperados.
De acordo com Penrose (1959), as fusões e aquisições também podem afetar a 
concorrência em um determinado mercado. A concentração de poder de mercado 
pode reduzir a competição, o que pode levar a preços mais altos e menor qualidade 
para o consumidor final. Por esse motivo, as fusões e aquisições são geralmente 
reguladas por agências governamentais, que podem aprovar ou reprovar a operação 
com base em critérios de concorrência e bem-estar social.
Outra questão importante a considerar nas fusões e aquisições é o financiamento 
dessas operações. Segundo Kleinere Krugman (2012), as empresas geralmente utilizam 
uma combinação de recursos próprios e financiamentos de terceiros para financiar 
essas operações. O uso excessivo de dívida pode aumentar o risco financeiro da 
empresa e dificultar a sua capacidade de obter financiamentos futuros. Além disso, 
a busca por financiamentos pode levar a custos mais altos para a empresa, o que 
pode afetar negativamente o seu desempenho financeiro.
Por fim, as fusões e aquisições também podem ter implicações para os funcionários 
das empresas envolvidas. De acordo com Cyert e March (1963), as mudanças nas 
estruturas organizacionais e de gestão podem afetar a rotina e a estabilidade dos 
funcionários, gerando incertezas e inseguranças. Além disso, essas operações podem 
levar a cortes de empregos e redução de benefícios, o que pode afetar negativamente 
a motivação e o comprometimento dos funcionários.
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Em resumo, as fusões e aquisições são operações que envolvem a união de duas 
ou mais empresas em uma única organização ou a aquisição de uma empresa 
por outra. Essas transações podem trazer diversos benefícios para as empresas 
envolvidas, como a diversificação de portfólio, a redução de custos, o aumento de 
escala e a entrada em novos mercados. No entanto, é importante considerar também 
as possíveis desvantagens, como os altos custos e riscos envolvidos, as dificuldades 
na integração das culturas organizacionais e a possibilidade de impactos negativos 
para os funcionários.
Para que as fusões e aquisições sejam bem-sucedidas, é essencial que as empresas 
envolvidas realizem uma análise detalhada dos riscos e benefícios da transação, bem 
como desenvolvam um plano de integração cuidadoso e eficiente. Nesse sentido, é 
importante que as empresas considerem aspectoscomo a compatibilidade cultural, 
a definição de objetivos claros, a comunicação eficiente e a capacidade de gestão da 
mudança.
Além disso, é fundamental que as empresas envolvidas nas fusões e aquisições 
estejam atentas aos impactos dessas operações para seus stakeholders, como 
acionistas, clientes, fornecedores e funcionários. A transparência e a comunicação 
eficiente são importantes para manter a confiança e o comprometimento dos 
stakeholders com as empresas.
Em relação aos acionistas, as fusões e aquisições podem trazer oportunidades de 
ganhos financeiros, mas também envolvem riscos e incertezas. Por isso, é importante 
que as empresas realizem uma análise detalhada dos impactos financeiros e estratégicos 
da transação e comuniquem essas informações de forma clara e transparente.
No caso dos clientes e fornecedores, as fusões e aquisições podem trazer mudanças 
nos produtos e serviços oferecidos pelas empresas envolvidas, bem como alterações 
nas relações comerciais. É importante que as empresas comuniquem de forma 
transparente e antecipada essas mudanças, bem como busquem manter a qualidade 
dos produtos e serviços oferecidos.
Por fim, as fusões e aquisições também podem ter implicações para os funcionários 
das empresas envolvidas. De acordo com Cyert e March (1963), as mudanças nas 
estruturas organizacionais e de gestão podem afetar a rotina e a estabilidade dos 
funcionários, gerando incertezas e inseguranças. Além disso, essas operações podem 
levar a cortes de empregos e redução de benefícios, o que pode afetar negativamente 
a motivação e o comprometimento dos funcionários.
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ANOTE ISSO
As Estratégias de Entrada e Saída no Oligopólio são importantes para a 
compreensão das barreiras à entrada de novas empresas e das estratégias de saída 
de empresas já estabelecidas no mercado. A Grande Empresa Contemporânea 
possui características como a diversificação de produtos e serviços, a adoção de 
formas de organização empresarial mais flexíveis e a utilização de estratégias de 
fusões e aquisições. 
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CAPÍTULO 9
ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO 
E INTERNACIONALIZAÇÃO DA 
GRANDE EMPRESA
A inovação e a internacionalização são temas cada vez mais presentes na gestão 
estratégica das grandes empresas. Com o aumento da competição e a busca por novos 
mercados, essas estratégias se tornam cada vez mais importantes para garantir o 
sucesso e a sobrevivência das organizações. Nesse contexto, o capítulo 9 da apostila se 
dedica a explorar as estratégias de inovação e internacionalização da grande empresa.
O capítulo começa com uma discussão sobre os mercados contestáveis e sua 
relação com as estratégias empresariais. De acordo com Baumol (1982), os mercados 
contestáveis são caracterizados por baixas barreiras à entrada e saída, ausência de 
custos irrecuperáveis e baixos custos fixos. Isso significa que novas empresas podem 
entrar no mercado com facilidade e que as empresas existentes estão sujeitas a uma 
competição constante.
A compreensão do conceito de mercados contestáveis é fundamental para a 
formulação de estratégias empresariais eficazes. Em mercados contestáveis, as 
empresas devem se concentrar na diferenciação de seus produtos ou serviços, 
buscando criar valor para o cliente e construir uma posição competitiva sustentável. 
A inovação é uma das principais formas de diferenciação e pode ser utilizada para 
criar produtos ou serviços únicos ou para melhorar processos e reduzir custos.
Ao longo do capítulo, serão apresentados modelos teóricos de mercados contestáveis 
e suas implicações para a competição e a estratégia empresarial. Além disso, serão 
discutidas as estratégias empresariais mais comuns em mercados contestáveis, 
incluindo a diferenciação de produtos, a busca por economias de escala e a busca por 
nichos de mercado. A compreensão dessas estratégias é essencial para a formulação 
de planos de negócios bem-sucedidos e para o sucesso das empresas no atual cenário 
competitivo.
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9.1 Mercados Contestáveis e Estratégias Empresariais
De acordo com Porter (2001), uma das formas de alcançar um desempenho 
superior em um mercado é através da compreensão da estrutura da indústria em 
que se atua e da adoção de estratégias adequadas. Nesse contexto, os mercados 
contestáveis têm recebido atenção especial dos pesquisadores e empresários. Isso 
porque, diferentemente dos mercados perfeitamente competitivos ou monopolizados, 
nos mercados contestáveis a existência de barreiras à entrada e à saída de novos 
concorrentes é baixa, o que torna possível a entrada de empresas já estabelecidas 
ou novas no mercado.
Para Schumpeter (1961), a entrada de novos concorrentes em um mercado 
contestável pode ser vista como uma forma de destruição criativa, já que pode estimular 
a inovação e a melhoria dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas. No entanto, 
essa competição pode ser intensa e requerer estratégias empresariais adequadas para 
que as empresas consigam se manter no mercado e garantir sua posição.
De acordo com Chandler Jr. (1999), uma das estratégias empresariais possíveis em 
mercados contestáveis é o desenvolvimento de uma estrutura organizacional flexível 
e adaptativa, capaz de responder rapidamente às mudanças no mercado e às ações 
dos concorrentes. Essa estrutura deve estar focada no cliente e em sua satisfação, 
buscando oferecer produtos e serviços de qualidade a preços competitivos.
Outra estratégia empresarial possível é o investimento em inovação e tecnologia, 
conforme argumentam Bessant e Tidd (2007). A inovação pode ser uma forma de 
diferenciar a empresa no mercado e conquistar novos clientes, além de permitir a 
redução de custos e aumento da eficiência.
No entanto, é importante destacar que a entrada de novos concorrentes em um 
mercado contestável também pode levar à redução de preços e margens de lucro, 
como aponta Klein e Krugman (2012). Por isso, é fundamental que as empresas 
estejam preparadas para competir em um ambiente de baixa barreira à entrada e 
saída de concorrentes.
Baumol (1982) propôs um modelo teórico para analisar os mercados contestáveis, 
no qual a rentabilidade das empresas é limitada pelo custo de entrada no mercado. 
Dessa forma, as empresas estabelecidas podem se comportar de forma antecipatória, 
reduzindo preços e investindo em inovação para evitar a entrada de novos concorrentes.
De acordo com Penrose (1959), a capacidade de crescimento de uma empresa 
também pode ser vista como uma estratégia em mercados contestáveis. Isso porque, 
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em um ambiente em que a entrada de novos concorrentes é relativamente fácil, a 
expansão da empresa pode ser uma forma de aumentar sua capacidade de competição 
e conquistar novos clientes.
Por fim, é importante ressaltar que a adoção de estratégias empresariais em 
mercados contestáveis deve levar em consideração as características específicas 
de cada mercado e a dinâmica da concorrência, além de buscar a maximização do 
valor para os acionistas e a satisfação dos clientes.
9.2 Conceito de Mercados Contestáveis
O conceito de mercados contestáveis é uma teoria econômica que surgiu na década 
de 1980 por meio do trabalho de William Baumol. De acordo com Baumol (1982), um 
mercado contestável é aquele em que empresas enfrentam concorrência potencial, 
mas não necessariamente real. Nesse tipo de mercado, empresas entrantes podem 
facilmente entrar e sair do mercado, e empresas estabelecidas enfrentam ameaças 
significativas de entrantes potenciais, o que leva as empresas estabelecidas a agirem 
de forma competitiva.
Uma das características importantes de um mercado contestável é a baixa barreira àentrada. As empresas entrantes podem facilmente entrar no mercado e se estabelecer, 
tornando-se uma ameaça potencial para as empresas estabelecidas. Além disso, as 
empresas entrantes não precisam enfrentar altos custos de saída, o que lhes permite 
sair do mercado com facilidade se não conseguirem ter sucesso.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A empresa de tecnologia Apple é um exemplo de estratégia de inovação e 
internacionalização da Grande Empresa. A empresa investe em pesquisa e 
desenvolvimento para lançar novos produtos e serviços inovadores, como o iPhone 
e o Apple Watch. Além disso, a empresa possui uma forte presença global, com 
lojas em diversos países e operações em mercados emergentes, como a China e a 
Índia.
Fonte: https://www.apple.com/careers/br/teams/operations-and-supply-chain.html
Outra característica importante dos mercados contestáveis é a ausência de custos 
irrecuperáveis. Isso significa que as empresas entrantes podem entrar no mercado 
sem enfrentar custos significativos de entrada, como investimentos em equipamentos 
https://www.apple.com/careers/br/teams/operations-and-supply-chain.html
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especializados ou instalações. Dessa forma, as empresas entrantes podem competir 
com empresas estabelecidas sem precisar fazer grandes investimentos.
Um mercado contestável pode ser contrastado com um mercado monopolista ou 
oligopolista, nos quais as barreiras à entrada são altas e as empresas estabelecidas 
têm um poder de mercado significativo. Em um mercado monopolista ou oligopolista, 
as empresas podem estabelecer preços mais altos do que em um mercado contestável, 
pois não enfrentam tanta concorrência potencial.
No entanto, é importante destacar que, embora um mercado contestável possa 
parecer altamente competitivo, isso nem sempre é verdadeiro. Na realidade, em 
muitos casos, as empresas estabelecidas ainda têm vantagens significativas em 
relação às entrantes, como reconhecimento da marca e economias de escala. Além 
disso, as empresas estabelecidas podem adotar estratégias anticompetitivas para 
impedir que as entrantes se estabeleçam no mercado.
Em resumo, o conceito de mercados contestáveis é importante para entender como 
a concorrência funciona em diferentes indústrias. Embora nem todos os mercados 
sejam contestáveis, aqueles que o são tendem a ser mais competitivos do que os 
mercados monopolistas ou oligopolistas. No entanto, é importante notar que mesmo 
em um mercado contestável, as empresas estabelecidas ainda podem ter vantagens 
significativas sobre as entrantes.
9.3 Características de mercados contestáveis e sua relação com a concorrência
Mercados contestáveis são aqueles em que a entrada de novos concorrentes é 
fácil e barata, e as empresas existentes enfrentam ameaças significativas de entrada 
e competição. De acordo com Baumol (1982), esses mercados são caracterizados 
pela ausência de barreiras à entrada, pela falta de poder de mercado das empresas 
estabelecidas e pela presença de concorrentes potenciais que podem entrar no 
mercado em resposta a pequenas mudanças no preço ou na tecnologia. A facilidade 
de entrada de novos concorrentes torna esses mercados mais competitivos do que 
aqueles dominados por um ou alguns poucos concorrentes.
Outra característica importante dos mercados contestáveis é a possibilidade 
de saída fácil e barata das empresas. De acordo com Chandler Jr. (1999), as 
empresas em mercados contestáveis têm poucos ativos específicos de mercado, 
o que significa que podem se retirar facilmente do mercado se a competição se 
tornar muito intensa. Isso torna as empresas menos propensas a se envolver em 
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comportamentos anticompetitivos e aumenta a probabilidade de novos entrantes 
entrarem no mercado em busca de lucros.
Além disso, a ausência de barreiras à entrada permite que as empresas entrem 
e saiam do mercado rapidamente, o que significa que a competição pode se tornar 
intensa em curto espaço de tempo. Essa intensificação da concorrência pode levar 
a melhorias no preço, qualidade e variedade de produtos e serviços oferecidos aos 
consumidores.
No entanto, é importante notar que nem todos os mercados contestáveis são 
competitivos. De acordo com Penrose (1959), as empresas podem ter vantagens de 
recursos que lhes permitem estabelecer uma posição dominante em um mercado 
contestável, mesmo sem barreiras à entrada. Essas vantagens de recursos incluem 
acesso a tecnologias patenteadas, marcas fortes e recursos financeiros para investir 
em publicidade e promoção.
Outra característica importante dos mercados contestáveis é a importância da 
inovação. Bessant e Tidd (2007) destacam que, em mercados contestáveis, as 
empresas precisam se adaptar rapidamente às mudanças no ambiente de mercado 
para manter uma posição competitiva. Isso significa que a inovação é fundamental 
para as empresas que desejam competir em mercados contestáveis.
A competição em mercados contestáveis também é influenciada pela natureza 
da demanda do mercado. Segundo Kleiner e Krugman (2012), a demanda pode ser 
influenciada por fatores como a elasticidade do preço, a disponibilidade de substitutos 
e a sensibilidade do consumidor à qualidade e ao serviço. Em mercados contestáveis, 
a elasticidade do preço pode ser alta, o que significa que as empresas precisam 
manter os preços competitivos para atrair e reter os clientes.
Finalmente, a competição em mercados contestáveis é influenciada pela regulação 
governamental. De acordo com Chandler (1999), a regulação governamental pode 
ser necessária para garantir que as empresas concorram de maneira justa e evitar 
a formação de monopólios ou oligopólios. No entanto, a regulação excessiva pode 
impedir a entrada de novos concorrentes e limitar a competição em mercados 
contestáveis.
Em resumo, os mercados contestáveis são caracterizados pela facilidade de 
entrada e saída, ausência
Mercados contestáveis são aqueles em que a entrada de novos concorrentes é 
fácil e barata, e as empresas existentes enfrentam ameaças significativas de entrada 
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e competição. De acordo com Baumol (1982), esses mercados são caracterizados 
pela ausência de barreiras à entrada, pela falta de poder de mercado das empresas 
estabelecidas e pela presença de concorrentes potenciais que podem entrar no 
mercado em resposta a pequenas mudanças no preço ou na tecnologia. A facilidade 
de entrada de novos concorrentes torna esses mercados mais competitivos do que 
aqueles dominados por um ou alguns poucos concorrentes.
Outra característica importante dos mercados contestáveis é a possibilidade 
de saída fácil e barata das empresas. De acordo com Chandler Jr. (1999), as 
empresas em mercados contestáveis têm poucos ativos específicos de mercado, 
o que significa que podem se retirar facilmente do mercado se a competição se 
tornar muito intensa. Isso torna as empresas menos propensas a se envolver em 
comportamentos anticompetitivos e aumenta a probabilidade de novos entrantes 
entrarem no mercado em busca de lucros.
Além disso, a ausência de barreiras à entrada permite que as empresas entrem 
e saiam do mercado rapidamente, o que significa que a competição pode se tornar 
intensa em curto espaço de tempo. Essa intensificação da concorrência pode levar 
a melhorias no preço, qualidade e variedade de produtos e serviços oferecidos aos 
consumidores.
No entanto, é importante notar que nem todos os mercados contestáveis são 
competitivos. De acordo com Penrose (1959), as empresas podem ter vantagens de 
recursos que lhes permitem estabelecer uma posição dominante em um mercado 
contestável, mesmo sem barreiras à entrada. Essas vantagens de recursos incluem 
acesso a tecnologias patenteadas, marcas fortes e recursos financeiros para investirem publicidade e promoção.
Outra característica importante dos mercados contestáveis é a importância da 
inovação. Bessant e Tidd (2007) destacam que, em mercados contestáveis, as 
empresas precisam se adaptar rapidamente às mudanças no ambiente de mercado 
para manter uma posição competitiva. Isso significa que a inovação é fundamental 
para as empresas que desejam competir em mercados contestáveis.
A competição em mercados contestáveis também é influenciada pela natureza 
da demanda do mercado. Segundo Kleiner e Krugman (2012), a demanda pode ser 
influenciada por fatores como a elasticidade do preço, a disponibilidade de substitutos 
e a sensibilidade do consumidor à qualidade e ao serviço. Em mercados contestáveis, 
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a elasticidade do preço pode ser alta, o que significa que as empresas precisam 
manter os preços competitivos para atrair e reter os clientes.
Finalmente, a competição em mercados contestáveis é influenciada pela regulação 
governamental. De acordo com Chandler (1999), a regulação governamental pode 
ser necessária para garantir que as empresas concorram de maneira justa e evitar 
a formação de monopólios ou oligopólios. No entanto, a regulação excessiva pode 
impedir a entrada de novos concorrentes e limitar a competição em mercados 
contestáveis.
Em resumo, os mercados contestáveis são caracterizados pela facilidade de entrada 
e saída, ausência dos chamados “custos irrecuperáveis de saída”, a possibilidade de 
ameaça de entrada por parte de empresas potenciais e a falta de barreiras legais ou 
econômicas que impeçam a entrada de novos concorrentes. Essas características 
tornam esses mercados mais competitivos do que os mercados monopolistas ou 
oligopolistas. No entanto, é importante notar que mesmo em um mercado contestável, 
as empresas estabelecidas ainda podem ter vantagens significativas sobre as 
entrantes, como a posse de patentes, recursos financeiros e experiência acumulada.
De acordo com Baumol (1982), os mercados contestáveis são caracterizados pela 
presença de entrantes potenciais que podem ameaçar as empresas incumbentes. Essa 
ameaça de entrada potencial é importante porque incentiva as empresas incumbentes 
a manter preços baixos e a buscar a inovação. Essa competição dinâmica beneficia 
o consumidor, que pode desfrutar de preços mais baixos e de produtos de melhor 
qualidade. Além disso, o custo de entrada deve ser baixo o suficiente para que a 
entrada de novos concorrentes possa ser rentável, incentivando assim a competição.
Por outro lado, a ausência de barreiras à entrada pode levar a uma competição 
insustentável. De acordo com Porter (2001), quando a concorrência é baseada 
apenas em preços, a competição pode se tornar uma “corrida para o fundo”, onde as 
empresas tentam reduzir seus preços a níveis insustentáveis, prejudicando sua própria 
rentabilidade. Isso pode levar à saída de empresas e à concentração do mercado 
em um pequeno número de empresas. Por isso, é importante que a competição em 
um mercado contestável seja baseada em outros fatores além do preço, como a 
inovação, a qualidade e o serviço ao cliente.
A falta de custos irrecuperáveis de saída em mercados contestáveis significa que as 
empresas podem sair do mercado facilmente se os lucros se tornarem insuficientes. 
Isso incentiva a concorrência, uma vez que as empresas que não estão obtendo lucro 
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suficiente podem sair do mercado, o que pode permitir a entrada de novas empresas. 
No entanto, a saída fácil também pode levar a uma competição insustentável, uma 
vez que as empresas podem deixar o mercado muito rapidamente e a competição 
pode se tornar muito volátil.
As empresas que possuem vantagens significativas sobre as entrantes, como 
patentes e recursos financeiros, podem restringir a concorrência em um mercado 
contestável. De acordo com Bessant e Tidd (2007), as empresas estabelecidas podem 
deter patentes que impedem as entrantes de produzir produtos semelhantes ou 
oferecer serviços semelhantes. Além disso, as empresas estabelecidas podem ter 
mais recursos financeiros do que as entrantes, permitindo que elas suportem perdas 
iniciais enquanto as entrantes não conseguem. Essas vantagens podem limitar a 
competição em mercados contestáveis.
Por fim, a regulação governamental pode afetar a competição em mercados 
contestáveis. Como observado por Chandler (1999), a regulação excessiva pode impedir 
a entrada de novos concorrentes e limitar a competição em mercados contestáveis. 
No entanto, a regulação pode ser necessária para garantir que as empresas compitam 
de maneira justa e evitar a formação de monopólios ou oligopólios. É importante que 
as regulamentações sejam cuidadosamente planejadas e aplicadas para garantir que 
não inibam a entrada de novos concorrentes, ao mesmo tempo em que garantam 
a concorrência justa.
Em conclusão, os mercados contestáveis são importantes para entender como 
a concorrência funciona em diferentes indústrias. Eles são caracterizados pela 
facilidade de entrada e saída, ausência de barreiras à entrada, e a presença de 
empresas estabelecidas com vantagens significativas sobre as entrantes. Embora 
nem todos os mercados sejam contestáveis, aqueles que o são tendem a ser mais 
competitivos do que os mercados monopolistas ou oligopolistas. No entanto, é 
importante notar que mesmo em um mercado contestável, as empresas estabelecidas 
ainda podem ter vantagens significativas sobre as entrantes, o que pode limitar a 
competição. A regulação governamental também pode influenciar a competição 
em mercados contestáveis, podendo tanto promover quanto limitar a concorrência 
justa. Assim, um equilíbrio adequado deve ser encontrado entre a necessidade de 
regulamentação e a promoção de uma competição justa e saudável.
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ANOTE ISSO
As Estratégias de Inovação e Internacionalização da Grande Empresa são 
importantes para a manutenção da competitividade em mercados cada vez mais 
dinâmicos. Os Mercados Contestáveis são aqueles em que a entrada de novas 
empresas é viável e pode ocorrer de forma rápida, o que exige das empresas 
estratégias ágeis e flexíveis. Os modelos teóricos de mercados contestáveis, como o 
de Baumol, permitem analisar as características desses mercados e as estratégias 
empresariais mais adequadas para competir. 
9.4 Modelos teóricos de mercados contestáveis (Baumol)
Baumol propôs uma teoria de mercado contestável que desafia a noção tradicional 
de mercado monopolista. De acordo com Baumol (1982), um mercado contestável 
é aquele em que a entrada e saída de empresas é fácil e barata, e as empresas 
existentes enfrentam a ameaça de concorrência potencial. Nesse modelo, a competição 
é impulsionada não apenas pela existência de várias empresas, mas também pela 
ameaça de entrada de novos concorrentes.
Uma das principais implicações da teoria de Baumol é que, em um mercado 
contestável, as empresas não têm o poder de mercado que normalmente se associa 
a um mercado monopolista. Em vez disso, as empresas são obrigadas a competir 
ferozmente para manter sua posição no mercado. A concorrência é mantida pelos 
preços competitivos e pela eficiência na produção.
A teoria de Baumol é consistente com a teoria schumpeteriana da inovação, que 
enfatiza a importância da competição para a inovação e o progresso econômico. De 
acordo com Schumpeter (1961), a inovação é um fator crucial para o desenvolvimento 
econômico, e a competição é um incentivo fundamental para a inovação.
A teoria de Baumol também é consistente com a teoria de comportamento da 
firma de Cyert e March (1963), que enfatiza a importância da incerteza na tomada de 
decisão da empresa. Em um mercado contestável, a incerteza é uma característica 
fundamental, já que as empresasnão podem ter certeza sobre o comportamento dos 
seus concorrentes ou sobre a entrada de novos concorrentes.
Baumol argumenta que a teoria dos jogos é uma ferramenta útil para entender 
a competição em um mercado contestável. A teoria dos jogos pode ser usada para 
analisar como as empresas competem uns com os outros e como a competição é 
afetada pela entrada de novos concorrentes.
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No entanto, Baumol reconhece que a teoria de mercado contestável tem limitações. 
Em particular, a teoria assume que as empresas têm acesso aos mesmos recursos 
e tecnologias, o que pode não ser o caso na prática. Além disso, a teoria não leva em 
conta o papel da regulação governamental no mercado.
A teoria de Baumol também tem implicações importantes para a estratégia 
empresarial. Em um mercado contestável, as empresas devem se concentrar na 
eficiência e na inovação para manter sua posição no mercado. A estratégia deve 
estar focada em manter os custos baixos e em desenvolver novos produtos e serviços 
para manter a concorrência.
A teoria de Baumol também sugere que a entrada de novos concorrentes pode 
ser uma ameaça para as empresas existentes. As empresas devem estar preparadas 
para enfrentar a entrada de novos concorrentes, mantendo seus custos baixos e sua 
eficiência alta. Além disso, as empresas devem estar preparadas para investir em 
inovação para se manter à frente da concorrência.
Em resumo, a teoria de mercado contestável proposta por Baumol desafia a noção 
tradicional de mercado monopolista. A teoria destaca a importância da competição 
e da ameaça de entrada de novos concorrentes para manter a concorrência em um 
mercado. De acordo com Baumol, os mercados contestáveis são caracterizados por 
baixos custos de entrada e saída, ausência de barreiras à entrada e saída, bem como 
ausência de vantagens significativas para as empresas existentes. Além disso, a teoria 
sugere que a concorrência não depende necessariamente do número de empresas 
no mercado, mas da ameaça de entrada de novos concorrentes.
A teoria de Baumol tem sido usada para explicar a competição em vários setores, 
incluindo os setores de transporte, telecomunicações e comércio eletrônico. Por 
exemplo, no setor de transporte aéreo, as empresas de baixo custo representam uma 
ameaça para as companhias aéreas tradicionais. As empresas de baixo custo têm 
baixos custos de entrada e saída, o que lhes permite entrar no mercado com facilidade. 
Como resultado, as companhias aéreas tradicionais precisam manter seus custos 
baixos e sua eficiência alta para competir.
No setor de telecomunicações, a entrada de novos concorrentes tem sido facilitada 
pela tecnologia digital e pela privatização das empresas estatais. A ameaça de entrada 
de novos concorrentes levou as empresas existentes a reduzir seus preços e a investir 
em novas tecnologias para manter a concorrência. O setor de comércio eletrônico 
também tem sido influenciado pela teoria de mercado contestável. O baixo custo de 
ECONOMIA INDUSTRIAL
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entrada e saída e a ausência de barreiras à entrada e saída permitiram que muitas 
pequenas empresas entrassem no mercado de comércio eletrônico e desafiassem 
as grandes empresas existentes.
A teoria de Baumol também enfatiza a importância da inovação na manutenção 
da concorrência em um mercado contestável. As empresas devem estar dispostas a 
investir em pesquisa e desenvolvimento para manter-se à frente da concorrência. A 
inovação permite que as empresas criem novos produtos e serviços e reduzam seus 
custos, o que pode ajudá-las a competir com sucesso em um mercado contestável.
Além disso, a teoria de Baumol destaca a importância da regulação governamental 
na manutenção da concorrência em mercados contestáveis. Embora a regulação 
excessiva possa limitar a competição, a regulação adequada pode ajudar a garantir 
que as empresas compitam de maneira justa e evitem a formação de monopólios 
ou oligopólios. A regulação também pode ajudar a proteger os consumidores contra 
práticas comerciais injustas.
Em conclusão, a teoria de mercado contestável proposta por Baumol é uma 
contribuição importante para a compreensão da competição em mercados. A teoria 
destaca a importância da ameaça de entrada de novos concorrentes, baixos custos 
de entrada e saída, ausência de barreiras à entrada e saída e ausência de vantagens 
significativas para as empresas existentes. A teoria também destaca a importância da 
inovação e da regulação governamental na manutenção da concorrência em mercados 
contestáveis. A teoria tem sido usada para explicar a competição em vários setores, 
incluindo o setor de transporte, telecomunica icações e o setor de tecnologia. Embora 
a teoria tenha sido criticada por alguns, ela continua a ser uma ferramenta útil para 
entender a dinâmica da competição em mercados e tem implicações importantes 
para a política antitruste e a regulação governamental. Compreender a competição em 
mercados contestáveis é essencial para promover a inovação, proteger os consumidores 
e promover o bem-estar econômico geral. Portanto, a teoria de mercado contestável 
proposta por Baumol é uma importante contribuição para a teoria econômica e merece 
ser estudada e discutida pelos economistas e pelos formuladores de políticas.
9.5 Estratégias empresariais em mercados contestáveis
Estratégias empresariais em mercados contestáveis são fundamentais para manter 
a competitividade em um mercado caracterizado pela possibilidade de entrada e 
saída de concorrentes sem barreiras significativas. De acordo com Baumol (1982), 
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as empresas devem se preparar para a ameaça de entrada de novos concorrentes 
mantendo seus custos baixos e investindo em inovação para se manter à frente da 
concorrência. Isso requer uma abordagem proativa e antecipatória às mudanças no 
mercado, para identificar novas oportunidades e ameaças. Essa abordagem pode ser 
facilitada por meio de uma cultura de inovação e empreendedorismo nas empresas 
(Bessant e Tidd, 2007).
Um fator importante para a competitividade em mercados contestáveis é a capacidade 
de adaptação da empresa. A empresa deve ser capaz de se ajustar rapidamente às 
mudanças nas demandas do mercado, bem como às mudanças nos preços, tecnologia 
e competição. De acordo com Schumpeter (1961), as empresas que são capazes de 
inovar e adaptar-se com rapidez têm maior probabilidade de sobreviver e prosperar 
em mercados contestáveis.
Outra estratégia importante em mercados contestáveis é a diferenciação de 
produtos. Empresas que oferecem produtos ou serviços únicos ou diferenciados têm 
uma vantagem competitiva sobre as empresas que oferecem produtos ou serviços 
genéricos. De acordo com Porter (2001), a diferenciação de produtos pode ser alcançada 
por meio de inovação, design, marca, suporte ao cliente, entre outros fatores.
WEB
Descrição: O site da Revista Exame traz uma seção dedicada a notícias e análises 
sobre inovação e internacionalização de empresas, com destaque para os desafios 
enfrentados em mercados contestáveis. Os artigos abordam temas como 
estratégias empresariais, tecnologia, concorrência e internacionalização.
Link de acesso: https://exame.com/inovacao/
Em mercados contestáveis, as empresas também devem estar atentas aos custos. 
A redução de custos é uma estratégia importante para manter a competitividade, pois 
as empresas que conseguem oferecer preços mais baixos têm maior probabilidade 
de atrair consumidores. De acordo com Cyert e March (1963), a redução de custos 
pode ser alcançada por meio de melhorias na produtividade, redução de desperdícios 
e reorganização de processos internos.
Além disso, as empresas devem estar atentas às estratégias de preços praticadas 
pelos concorrentes. Em mercados contestáveis, ospreços podem mudar rapidamente, 
https://exame.com/inovacao/
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e as empresas precisam estar preparadas para ajustar seus preços de acordo com 
as mudanças no mercado. De acordo com Klein e Krugman (2012), a estratégia de 
preços deve ser baseada em uma análise cuidadosa dos custos, da demanda e dos 
preços dos concorrentes.
Outra estratégia importante em mercados contestáveis é a expansão geográfica. 
As empresas podem expandir seus negócios para novos mercados geográficos, a fim 
de aproveitar novas oportunidades de vendas e aumentar sua base de clientes. No 
entanto, essa estratégia pode ser desafiadora, pois os mercados em diferentes regiões 
podem ter demandas diferentes e exigir diferentes abordagens de marketing e vendas.
A colaboração com outras empresas também pode ser uma estratégia eficaz em 
mercados contestáveis. As empresas podem colaborar em áreas como pesquisa e 
desenvolvimento, produção e distribuição, a fim de aproveitar sinergias e reduzir custos. 
Contudo, a colaboração pode ser desafiadora, uma vez que as empresas precisam lidar 
com questões relacionadas a propriedade intelectual, concorrência e confidencialidade.
Além disso, em mercados contestáveis, as empresas também devem estar atentas 
às mudanças regulatórias. As leis e regulamentos podem afetar significativamente 
as empresas em mercados contestáveis, criando barreiras de entrada e afetando a 
competitividade. As empresas devem estar preparadas para se adaptar rapidamente 
às mudanças regulatórias e garantir que estejam em conformidade com as leis e 
regulamentos aplicáveis.
Por fim, a gestão de recursos humanos é outra questão importante em mercados 
contestáveis. As empresas devem atrair e reter talentos qualificados para se manterem 
competitivas. Isso pode ser alcançado por meio de políticas de remuneração atraentes, 
oportunidades de desenvolvimento de carreira e um ambiente de trabalho positivo e 
colaborativo.
Em resumo, em mercados contestáveis, as empresas devem adotar uma 
abordagem proativa e antecipatória às mudanças no mercado, investindo em inovação, 
mantendo seus custos baixos, diferenciando seus produtos e serviços, expandindo 
geograficamente, colaborando com outras empresas, acompanhando as mudanças 
regulatórias e gerenciando seus recursos humanos com eficácia. Ao implementar essas 
estratégias, as empresas podem se manter competitivas e se adaptar rapidamente 
às mudanças no mercado.
A colaboração com outras empresas também pode ser uma estratégia eficaz em 
mercados contestáveis. As empresas podem colaborar em áreas como pesquisa e 
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desenvolvimento, produção e distribuição, a fim de aproveitar sinergias e reduzir custos. 
Contudo, a 
Ao longo deste capítulo, discutimos o conceito de mercados contestáveis e sua relação 
com as estratégias empresariais. Vimos que a presença de mercados contestáveis 
pode representar uma oportunidade para a entrada de novos concorrentes, e que isso 
pode levar as empresas a desenvolver estratégias inovadoras para manter sua posição 
de mercado. Além disso, analisamos modelos teóricos de mercados contestáveis 
propostos por Baumol (1982) e a importância de entender as características desse 
tipo de mercado para a elaboração de estratégias empresariais eficazes.
É importante ressaltar que a inovação é uma das principais estratégias utilizadas 
pelas grandes empresas para se manterem competitivas em mercados contestáveis. 
Como Bessant e Tidd (2007) destacam, a inovação permite que as empresas criem 
novos produtos e serviços, melhorem seus processos produtivos e reduzam custos, o 
que pode ser fundamental para a conquista e manutenção de posições de destaque 
em mercados altamente concorridos. Por outro lado, as empresas também podem se 
beneficiar da internacionalização como uma estratégia para expandir sua atuação em 
mercados contestáveis, ampliando sua base de clientes e reduzindo sua dependência 
de um único mercado.
Em suma, a compreensão do conceito de mercados contestáveis e das características 
desse tipo de mercado é fundamental para a elaboração de estratégias empresariais 
bem-sucedidas. As grandes empresas que atuam em mercados contestáveis devem 
buscar constantemente a inovação, aprimorando seus produtos, serviços e processos 
produtivos para se manterem competitivas. Além disso, a internacionalização pode ser 
uma estratégia importante para a expansão dos negócios e redução da dependência 
de um único mercado. Assim, cabe às empresas desenvolverem uma visão estratégica 
sólida e bem fundamentada para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades 
oferecidas pelos mercados contestáveis.
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CAPÍTULO 10
IMPLICAÇÕES PARA A 
REGULAÇÃO E POLÍTICAS 
PÚBLICAS
A regulação e as políticas públicas são elementos fundamentais para a garantia de 
mercados competitivos e eficientes, capazes de promover o bem-estar social. Neste 
contexto, o capítulo 10 deste trabalho tem como objetivo apresentar as principais 
implicações das políticas e regulação dos mercados.
No primeiro subcapítulo, será discutido o papel da regulação e das políticas públicas 
na promoção da concorrência. Para tanto, será realizada uma análise das diferentes 
formas de regulação, tais como o antitruste, a regulação setorial e a defesa do 
consumidor.
No segundo subcapítulo, será apresentada uma introdução às políticas e regulação 
dos mercados. Nesse sentido, serão discutidos conceitos fundamentais para a 
compreensão das políticas públicas, como a teoria da regulação e as diferentes formas 
de mercado.
No terceiro subcapítulo, serão abordados os principais instrumentos de regulação, 
como os preços, a qualidade, o acesso e a concorrência. Será realizada uma análise 
crítica sobre cada um desses instrumentos, com o intuito de avaliar sua eficácia e 
suas limitações.
No quarto subcapítulo, serão discutidas as políticas públicas para fomentar a 
concorrência. Serão apresentados exemplos de políticas implementadas em diferentes 
países, tais como a promoção da entrada de novos concorrentes, a promoção da 
inovação e o estímulo à competição de preços.
Dessa forma, o capítulo 10 deste trabalho busca apresentar uma visão abrangente 
das políticas e regulação dos mercados, com o objetivo de fornecer subsídios para a 
compreensão dos desafios e oportunidades relacionados à promoção da concorrência 
e ao desenvolvimento econômico.
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10.1 Políticas e Regulação dos Mercados
A regulação dos mercados é uma questão complexa e crucial para a manutenção 
de um ambiente econômico saudável e competitivo. De acordo com Porter (2001), a 
regulação governamental é uma das forças que moldam a estrutura dos mercados, 
juntamente com a concorrência, a inovação e a dinâmica de fornecedores e clientes. A 
regulação pode assumir várias formas, desde medidas antitruste até políticas de defesa 
do consumidor e regulação setorial. O objetivo principal é garantir que as empresas 
atuem de forma ética e justa, em benefício dos consumidores e da sociedade em geral.
Schumpeter (1961) destaca a importância da regulação para a promoção da inovação 
e do desenvolvimento econômico. Ele argumenta que a regulação deve ser projetada 
para incentivar o empreendedorismo e a criatividade, em vez de limitar a concorrência 
ou proteger os interesses de empresas estabelecidas. A regulação, portanto, deve 
ser flexível o suficiente para permitir a entrada de novos concorrentes e a adoção de 
tecnologias inovadoras.
De acordo com Baumol (1982), os mercados contestáveis, nos quais novas empresas 
podem entrar e competir facilmente, podem ser mais eficazmente regulados pelo 
mercado do que pela intervenção governamental. Essesum todo. Em resumo, a Economia Industrial é uma disciplina fundamental 
para a compreensão das empresas e indústrias, suas estruturas, comportamentos e 
desempenhos, e sua importância para a economia em geral, para as políticas públicas 
e para a sociedade como um todo.
ANOTE ISSO
A Economia Industrial estuda a estrutura, conduta e desempenho das empresas, 
bem como as interações entre elas. Portanto, é um ramo fundamental da Economia, 
que analisa como as empresas se comportam e influenciam no mercado.
1.4 Principais abordagens teóricas em Economia Industrial
A Economia Industrial é uma disciplina que se desenvolveu a partir de diferentes 
abordagens teóricas ao longo do tempo. Entre as principais abordagens teóricas, 
destaca-se a teoria da estrutura de mercado, que busca entender como a estrutura 
de mercado afeta o comportamento das empresas. Segundo Chandler (1999), a teoria 
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da estrutura de mercado enfatiza a importância da concorrência na determinação dos 
preços e na alocação eficiente de recursos.
Outra abordagem teórica importante é a teoria da organização industrial, que se 
concentra na análise da estrutura e organização das empresas. De acordo com Bessant 
e Tidd (2007), essa abordagem busca entender como as empresas organizam seus 
recursos e processos para alcançar seus objetivos de desempenho.
Uma terceira abordagem teórica é a teoria dos custos de transação, que se concentra 
na análise dos custos envolvidos na transação entre as empresas. Segundo Klein 
e Krugman (2012), essa abordagem busca entender como os custos de transação 
afetam a estrutura e o comportamento das empresas.
Além dessas abordagens teóricas, outra abordagem importante é a teoria da 
inovação, que enfatiza a importância da inovação para o desenvolvimento econômico. 
Segundo Schumpeter (1961), a inovação é a principal força motriz do crescimento 
econômico, e a Economia Industrial deve se concentrar na análise do processo de 
inovação nas empresas.
Uma abordagem mais recente é a teoria dos recursos e capacidades, que enfatiza 
a importância dos recursos e capacidades das empresas na determinação de seu 
desempenho. De acordo com Porter (2001), essa abordagem busca entender como 
as empresas podem criar e sustentar um desempenho superior através da gestão de 
seus recursos e capacidades.
Outra abordagem importante é a teoria dos jogos, que se concentra na análise da 
tomada de decisão em situações de interdependência estratégica. Segundo Chandler 
(1999), a teoria dos jogos é importante na análise da concorrência entre as empresas 
e na determinação do equilíbrio de mercado.
Além dessas abordagens, também existem outras teorias importantes na Economia 
Industrial, como a teoria dos custos de produção, a teoria do ciclo de vida do produto 
e a teoria da firma multinacional. Cada uma dessas abordagens teóricas oferece uma 
perspectiva diferente sobre a análise das empresas e indústrias, e a combinação dessas 
abordagens é essencial para uma compreensão completa da Economia Industrial.
1.5 Relação com outras áreas da Economia
A Economia Industrial tem uma relação estreita com outras áreas da economia, como 
a Microeconomia, a Macroeconomia e a Economia Internacional. Segundo Chandler 
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(1999), a economia industrial é uma área da microeconomia que se dedica ao estudo 
das empresas e da estrutura da indústria.
A relação com a Macroeconomia se dá através do estudo do impacto das políticas 
macroeconômicas no desempenho das empresas e da indústria como um todo. Klein 
(2012) afirma que a economia industrial é importante para a Macroeconomia, uma 
vez que a estrutura da indústria e o comportamento das empresas podem afetar a 
oferta e a demanda agregadas.
Já a relação com a Economia Internacional se dá através do estudo da concorrência 
entre empresas nacionais e estrangeiras e dos efeitos da globalização na estrutura 
da indústria. Porter (2001) destaca que a Economia Industrial é fundamental para 
entender a competitividade das empresas em um ambiente globalizado.
A Economia Industrial também se relaciona com a Teoria dos Jogos, que é uma 
ferramenta utilizada para modelar a interação estratégica entre empresas. Segundo 
Besant e Tidd (2007), a Teoria dos Jogos é uma abordagem importante para entender 
a dinâmica competitiva entre empresas e como elas tomam decisões estratégicas 
em diferentes cenários.
Outra área da economia que se relaciona com a Economia Industrial é a Economia 
da Inovação. Schumpeter (1961) destaca que a inovação é um fator fundamental para 
o desenvolvimento econômico e a Economia Industrial contribui para entender como 
as empresas inovam e como a inovação afeta a estrutura da indústria.
A Economia Industrial também se relaciona com a Economia da Regulação, que 
estuda como as políticas públicas afetam a estrutura da indústria e o comportamento 
das empresas. Segundo Klein (2012), a regulação pode ser utilizada para incentivar 
a concorrência e evitar a formação de monopólios.
Por fim, a Economia Industrial se relaciona com a Economia Comportamental, que 
estuda como os fatores psicológicos afetam as decisões econômicas. A Economia 
Comportamental é importante para entender como as empresas tomam decisões 
estratégicas e como a estrutura da indústria afeta o comportamento das empresas.
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CAPÍTULO 2 
O ESTUDO DA 
ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL
2.1 Conceitos básicos de Organização Industrial
A Organização Industrial é uma área da Economia que estuda a estrutura e o 
comportamento das empresas em diferentes mercados. Segundo Bessant e Tidd 
(2007), essa área de estudo tem como objetivo identificar como as empresas se 
comportam em diferentes ambientes, as estratégias que utilizam e as consequências 
de suas ações.
A Organização Industrial considera a importância da concorrência na determinação 
de preços e na entrada de novas empresas em um mercado. Segundo Porter (2001), 
a análise da concorrência permite identificar as características de uma indústria, as 
estratégias de diferenciação e os fatores que determinam a rentabilidade das empresas.
Outro conceito importante na Organização Industrial é a análise da estrutura de 
mercado, que inclui a concentração de mercado e a existência de barreiras à entrada 
de novos concorrentes. De acordo com Schumpeter (1961), a análise da estrutura 
de mercado é essencial para compreender a dinâmica competitiva de um mercado.
A Organização Industrial também estuda a relação entre as empresas e os 
consumidores, incluindo a influência da publicidade, as preferências dos consumidores 
e a resposta das empresas às demandas dos clientes. Segundo Chandler (1999), a 
análise das preferências dos consumidores é importante para entender a demanda 
por produtos e serviços e como as empresas podem se diferenciar para atender a 
essas demandas.
A análise da estratégia empresarial também é um tema importante na Organização 
Industrial. Segundo Porter (2001), a estratégia empresarial envolve as escolhas que as 
empresas fazem para competir em um mercado, incluindo a diferenciação de produtos, 
o estabelecimento de barreiras à entrada de concorrentes e a busca por vantagens 
competitivas.
Além disso, a Organização Industrial considera a existência de externalidades em 
um mercado, que ocorrem quando as ações de uma empresa afetam outras empresas 
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ou a sociedade em geral. Segundo Schumpeter (1961), as externalidades podem afetar 
a concorrência e a rentabilidade das empresas, e por isso é importante estudá-las em 
uma análise da Organização Industrial.
Outro conceito importante na Organização Industrial é a assimetria de informação, 
que ocorre quando uma das partesmercados são caracterizados 
por baixos custos de entrada e saída, permitindo que as empresas se ajustem 
rapidamente às mudanças nas condições do mercado. A regulação desses mercados 
deve ser cuidadosa para não desencorajar a entrada de novos concorrentes e restringir 
a inovação.
A regulação dos mercados é frequentemente associada a políticas públicas que visam 
promover a concorrência e reduzir as assimetrias de informação entre as empresas 
e os consumidores. Bessant e Tidd (2007) enfatizam a importância da inovação e 
do empreendedorismo como fatores-chave para o sucesso das políticas públicas de 
regulação dos mercados. Eles argumentam que as políticas devem ser projetadas 
para estimular a criação de novos negócios e a adoção de tecnologias inovadoras, 
para que as empresas possam competir de forma eficaz em mercados dinâmicos.
Na concepção e implementação de políticas e regulação dos mercados, é fundamental 
considerar as características específicas de cada setor econômico. Chandler (1999) 
destaca a importância de entender a estrutura e dinâmica dos mercados para projetar 
políticas públicas eficazes. Ele argumenta que cada setor possui suas próprias 
características e desafios, e que a regulação deve ser adaptada a essas especificidades.
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A teoria comportamental da firma proposta por Cyert e March (1963) destaca a 
importância da regulação para a tomada de decisões empresariais. Eles argumentam 
que a regulação governamental pode afetar significativamente as escolhas das 
empresas em relação a investimentos, produção, preços e outros aspectos da atividade 
empresarial. A regulação pode, portanto, ser vista como um fator-chave na determinação 
da estrutura dos mercados e da dinâmica competitiva.
Os instrumentos de regulação disponíveis para os reguladores incluem preços, 
qualidade, acesso e concorrência. Cada um desses instrumentos pode ser usado 
para influenciar o comportamento das empresas e os resultados dos mercados. Por 
exemplo, a regulação de preços pode ajudar a limitar os lucros excessivos das empresas 
monopolistas, enquanto a regulação da qualidade pode garantir que as empresas 
ofereçam produtos ou serviços seguros e confiáveis.
A regulação de acesso pode ser usada para garantir que as empresas concorrentes 
tenham acesso a infraestrutura essencial, como redes de telecomunicações ou 
transporte. Isso pode ajudar a reduzir as barreiras à entrada e aumentar a concorrência 
em setores que de outra forma seriam dominados por empresas estabelecidas.
Além disso, a regulação da concorrência pode ajudar a prevenir práticas 
anticompetitivas, como acordos de cartel ou abuso de posição dominante. A regulação 
antitruste pode ser usada para desmantelar empresas dominantes ou limitar sua 
capacidade de controlar o mercado. Por sua vez, a regulação setorial pode ser usada 
para garantir a concorrência em setores específicos, como energia ou telecomunicações.
A regulação econômica pode ter implicações significativas para a política pública, 
uma vez que pode afetar a eficiência econômica, a distribuição de renda e a inovação. As 
políticas públicas para fomentar a concorrência podem incluir medidas para aumentar 
a transparência dos mercados, apoiar a entrada de novos concorrentes e promover a 
inovação e o empreendedorismo.
No entanto, a regulação pode ser um processo complexo e desafiador, uma vez que 
os reguladores devem equilibrar os objetivos de garantir a concorrência com outros 
objetivos, como a segurança e a estabilidade do mercado. Além disso, a regulação 
pode ser influenciada por fatores políticos e interesses corporativos, o que pode afetar 
a eficácia da regulação.
Por fim, é importante notar que a regulação econômica é uma área em constante 
evolução, com novas formas de regulação sendo desenvolvidas para lidar com novos 
desafios e oportunidades. Como tal, a compreensão dos instrumentos de regulação 
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e políticas públicas é essencial para a gestão estratégica e o sucesso empresarial 
em mercados contestáveis.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A regulação antitruste é um exemplo de política pública que visa promover a 
concorrência em mercados concentrados. Em 2020, a Comissão Europeia abriu 
uma investigação contra a gigante tecnológica Amazon por suspeita de violação 
das regras de concorrência ao usar informações confidenciais de vendedores 
independentes em sua plataforma para favorecer seus próprios produtos. Esse 
caso exemplifica a importância da regulação antitruste para garantir a igualdade de 
condições entre empresas no mercado.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/amazon-propoe-concessoes-para-encerrar-investigacoes-antitruste-na-ue/
10.2 Introdução às políticas e regulação dos mercados
A regulação dos mercados tem como objetivo proteger o bem-estar do consumidor 
e garantir a concorrência justa. De acordo com Baumol (1982), o mercado contestável 
é aquele em que as empresas têm acesso fácil ao mercado e há baixos custos de 
entrada e saída, o que mantém a competição mesmo em situações de monopólio. 
No entanto, a maioria dos mercados não é contestável, o que pode levar a práticas 
anticompetitivas e à necessidade de regulação.
As políticas públicas e a regulação dos mercados também são importantes para 
promover a inovação e o empreendedorismo. Bessant e Tidd (2007) argumentam que 
a política de inovação deve ser voltada para a criação de um ambiente favorável ao 
desenvolvimento de novas tecnologias e à disseminação do conhecimento.
Porter (2001) destaca a importância da concorrência no desempenho das empresas 
e na economia como um todo. Ele argumenta que a regulação deve ser projetada de 
forma a incentivar a competição, e não apenas a evitar práticas anticompetitivas. A 
regulação também deve ser adaptada a cada setor, levando em consideração suas 
características e necessidades específicas.
A regulação dos mercados pode ser feita por meio de diferentes instrumentos, 
como a regulação de preços, a regulação de qualidade, a regulação de acesso e a 
regulação de concorrência. De acordo com Chandler (1999), a regulação de preços é 
uma das formas mais comuns de regulação, mas pode levar a distorções no mercado. 
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/amazon-propoe-concessoes-para-encerrar-investigacoes-antitruste-na-ue/
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Já a regulação de qualidade e de acesso podem ajudar a proteger o consumidor, mas 
devem ser implementadas de forma a não desestimular a competição.
A regulação da concorrência é fundamental para garantir a justa competição entre 
as empresas. Chandler Jr. (1999) argumenta que a regulação deve levar em conta 
não apenas as práticas anticompetitivas, mas também a estrutura do mercado e a 
dinâmica competitiva. A regulação deve ser projetada para incentivar a entrada de 
novos concorrentes e promover a inovação.
A regulação também pode ser usada para promover a sustentabilidade e a 
responsabilidade social das empresas. Krugman e Kleiner (2012) argumentam que a 
regulação ambiental pode incentivar as empresas a adotarem práticas mais sustentáveis, 
e a regulação trabalhista pode proteger os direitos dos trabalhadores.
No entanto, a regulação dos mercados pode ser desafiadora e sujeita a erros. 
Schumpeter (1961) destaca que a regulação excessiva pode desestimular a inovação 
e a iniciativa empresarial. Além disso, a regulação pode ser difícil de implementar e 
fiscalizar, o que pode levar a práticas ilegais e corrupção.
Em resumo, a política e a regulação dos mercados são importantes para garantir 
a justa competição, proteger o consumidor, promover a inovação e a sustentabilidade 
e garantir a responsabilidade social das empresas. No entanto, é importante que a 
regulação seja projetada de forma a incentivar a competição e ainovação, e não a 
desestimulá-las.
10.3 Regulação econômica e suas formas (antitruste, regulação setorial, defesa 
do consumidor)
A regulação econômica consiste no conjunto de regras e normas que visam 
disciplinar o comportamento dos agentes econômicos e garantir o bom funcionamento 
do mercado. De acordo com Baumol (1982), a regulação pode ser implementada 
de diferentes formas, sendo as principais: antitruste, regulação setorial e defesa do 
consumidor.
A regulação antitruste, também conhecida como lei antitruste, tem como objetivo 
evitar que as empresas adotem práticas abusivas e prejudiquem a concorrência. De 
acordo com Chandler (1999), a regulação antitruste é um instrumento importante 
para garantir a livre concorrência e impedir a formação de monopólios e oligopólios.
Já a regulação setorial, segundo Bessant e Tidd (2007), se refere a um conjunto de 
normas que visam disciplinar o comportamento das empresas em setores específicos, 
como energia, telecomunicações e transportes. A regulação setorial tem como objetivo 
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assegurar a qualidade do serviço prestado, bem como garantir o acesso a todos os 
usuários.
Por fim, a defesa do consumidor é uma forma de regulação que tem como objetivo 
proteger os consumidores de práticas abusivas por parte das empresas. Segundo 
Klein e Krugman (2012), a defesa do consumidor é uma forma de garantir que os 
consumidores tenham acesso a informações claras e precisas sobre os produtos e 
serviços, além de assegurar o direito à escolha e a proteção contra práticas enganosas.
É importante destacar que a regulação econômica pode ter impactos significativos 
na economia, e por isso deve ser implementada de forma cuidadosa e criteriosa. 
Segundo Cyert e March (1963), a regulação deve levar em conta os diferentes interesses 
envolvidos, incluindo os dos consumidores, empresas e governo.
Além disso, a regulação econômica deve estar alinhada aos objetivos de 
desenvolvimento econômico do país. De acordo com Schumpeter (1961), as políticas 
econômicas devem ser pensadas de forma a estimular a inovação e o empreendedorismo, 
de modo a garantir o crescimento econômico de longo prazo.
Em resumo, a regulação econômica é uma ferramenta importante para garantir 
o bom funcionamento do mercado e proteger os interesses dos consumidores. A 
implementação da regulação deve levar em conta os diferentes interesses envolvidos, 
e estar alinhada aos objetivos de desenvolvimento econômico do país.
10.4 Instrumentos de regulação (preços, qualidade, acesso, concorrência)
A regulação econômica pode ser feita por meio de diversos instrumentos, que visam 
controlar o comportamento das empresas e promover o bem-estar dos consumidores. 
Dentre esses instrumentos, destacam-se os de preços, que envolvem a definição de 
tarifas e preços máximos para produtos e serviços. De acordo com Chandler Jr. (1999), 
a regulação de preços é um dos principais mecanismos utilizados para controlar 
monopólios e oligopólios em setores estratégicos da economia.
Outro instrumento comum de regulação econômica é o de qualidade, que estabelece 
padrões mínimos de qualidade para produtos e serviços oferecidos pelas empresas. 
Segundo Porter (2001), a regulação de qualidade é importante para garantir a segurança 
dos consumidores e a competitividade das empresas, já que as que oferecem produtos 
de qualidade superior têm vantagem no mercado.
Além disso, a regulação de acesso é outra forma de regulação econômica que busca 
garantir o acesso de todos os consumidores a bens e serviços essenciais. Essa forma 
de regulação pode ser especialmente relevante em setores como telecomunicações 
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e energia, que possuem alta complexidade técnica e exigem investimentos elevados. 
De acordo com Baumol (1982), a regulação de acesso é necessária para evitar a 
exclusão de consumidores mais pobres e para incentivar a expansão dos serviços 
em áreas remotas.
Por fim, a regulação de concorrência é outro instrumento fundamental de regulação 
econômica, que visa garantir a livre concorrência e impedir práticas anticompetitivas 
por parte das empresas. Essa forma de regulação pode incluir a proibição de fusões e 
aquisições que possam gerar concentração de mercado, além da aplicação de multas 
e outras sanções em caso de infrações à lei. De acordo com Schumpeter (1961), a 
regulação de concorrência é essencial para manter a inovação e a competitividade 
em mercados abertos.
No entanto, a escolha do instrumento de regulação adequado pode depender das 
características específicas do setor e das empresas envolvidas. De acordo com Cyert 
e March (1963), a escolha do instrumento de regulação deve levar em conta não 
apenas as necessidades dos consumidores, mas também as condições de mercado, 
a estrutura de custos das empresas e as pressões políticas envolvidas. Além disso, 
a regulação pode ter impactos significativos sobre a estrutura e a dinâmica do setor, 
como argumentam Klein e Krugman (2012), e deve ser implementada com cuidado 
para evitar efeitos indesejados.
Em resumo, a regulação econômica é um conjunto de instrumentos que buscam 
garantir o equilíbrio entre os interesses dos consumidores e das empresas em setores 
estratégicos da economia. Entre os principais instrumentos utilizados, destacam-se 
os de preços, qualidade, acesso e concorrência, que devem ser escolhidos de acordo 
com as necessidades específicas de cada setor. A implementação da regulação deve 
levar em conta tanto as necessidades dos consumidores quanto as condições de 
mercado e deve ser realizada com cuidado para evitar efeitos indesejados.
ISTO ESTÁ NA REDE
Descrição: O site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) traz informações 
sobre a regulação do setor de telecomunicações no Brasil. O site apresenta as políticas 
públicas para fomentar a concorrência e proteger os direitos do consumidor, além de 
informar sobre as normas e regulamentos que regem o setor.
Link de acesso: https://www.anatel.gov.br/setorregulado/index.php
https://www.anatel.gov.br/setorregulado/index.php
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10.5 Políticas públicas para fomentar a concorrência
Políticas públicas para fomentar a concorrência são essenciais para garantir o 
equilíbrio e a eficiência do mercado. De acordo com Baumol (1982), a criação de 
barreiras à entrada e saída de empresas em um setor pode dificultar a competição e 
limitar a oferta de produtos e serviços, prejudicando o consumidor. Nesse sentido, é 
importante que o Estado promova a desregulamentação, a fim de reduzir as barreiras 
de entrada e saída do mercado.
Outra política pública relevante é a fiscalização de práticas anticompetitivas, como 
cartelização e abuso de poder de mercado, que podem prejudicar a concorrência e 
gerar distorções no mercado. Segundo Chandler (1999), a regulação da concorrência 
deve ser rigorosa e efetiva para garantir que o mercado funcione de forma saudável 
e os consumidores sejam beneficiados.
A política de incentivo à inovação também pode ser uma importante estratégia 
para estimular a concorrência em um setor. De acordo com Bessant e Tidd (2007), a 
inovação é um fator fundamental para a competitividade empresarial, pois permite que 
as empresas ofereçam produtos e serviços diferenciados e inovadores, conquistando 
novos mercados.
A promoção de licitações públicas também é uma forma de estimular a competição 
e fomentar a entrada de novas empresas em um mercado. Segundo Porter (2001), as 
licitações públicas podem ser uma forma eficaz de promover a concorrência, desde 
que sejam realizadas de forma transparente e justa, garantindo a participação de 
empresas de todos os portes.
Outra política pública importante é a promoção da educação e capacitação de 
empreendedores e trabalhadores, a fimde incentivar a criação de novas empresas 
e estimular a competição. Segundo Kleiner e Krugman (2012), a qualificação de 
profissionais e o fomento à cultura empreendedora podem contribuir para o surgimento 
de novas empresas inovadoras e competitivas.
A redução da burocracia e a simplificação dos processos para abertura e fechamento 
de empresas também podem ser medidas importantes para estimular a concorrência. 
De acordo com Schumpeter (1961), a agilidade nos processos de abertura e fechamento 
de empresas pode contribuir para aumentar a competitividade do mercado, favorecendo 
a entrada de novos concorrentes e reduzindo as barreiras à saída de empresas 
ineficientes.
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A promoção da concorrência por meio da diversificação dos fornecedores e produtos 
também é uma estratégia importante para estimular a competitividade em um setor. 
Segundo Cyert e March (1963), a diversificação dos fornecedores e produtos pode 
contribuir para a redução do poder de mercado das empresas dominantes, favorecendo 
a entrada de novos concorrentes.
A criação de políticas de incentivo à exportação também pode ser uma estratégia 
importante para estimular a concorrência em um setor. Segundo Chandler Jr. (1999), 
a exportação pode contribuir para ampliar o mercado de uma empresa, estimulando 
a competição e a busca por eficiência e qualidade.
A criação de políticas públicas para fomentar a concorrência é uma estratégia 
importante para estimular o desenvolvimento de um mercado mais competitivo 
e dinâmico. Segundo Baumol (1982), políticas que promovam a entrada de novos 
concorrentes e a saída de empresas ineficientes contribuem para a melhoria da 
eficiência produtiva e da qualidade dos produtos e serviços ofertados.
Entre as medidas que podem ser adotadas para estimular a concorrência, destaca-se 
a regulação dos preços e a promoção da transparência nas informações de mercado. 
De acordo com Porter (2001), a regulação dos preços pode contribuir para evitar a 
formação de monopólios e oligopólios, estimulando a entrada de novos concorrentes 
e a ampliação do mercado.
Além disso, políticas de incentivo à inovação e ao empreendedorismo podem 
contribuir para o surgimento de novos negócios e produtos, fomentando a competição 
no mercado. Segundo Bessant e Tidd (2007), políticas que promovam o investimento em 
pesquisa e desenvolvimento, o acesso a financiamento e a capacitação empreendedora 
podem ser eficazes para incentivar a inovação e a criação de novos negócios.
A criação de políticas de incentivo à exportação também pode ser uma estratégia 
importante para estimular a concorrência em um setor. Segundo Chandler Jr. (1999), 
a exportação pode contribuir para ampliar o mercado de uma empresa, estimulando 
a competição e a busca por eficiência e qualidade.
Por fim, a promoção da concorrência pode ser favorecida pela criação de políticas 
públicas que promovam a educação e a capacitação profissional, estimulando a 
formação de mão de obra qualificada e a melhoria da produtividade. Segundo Krugman 
e Kleiner (2012), a educação é um fator importante para a competitividade de um 
país, contribuindo para a inovação, a eficiência e a qualidade dos produtos e serviços 
ofertados.
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Dessa forma, a criação de políticas públicas para fomentar a concorrência é essencial 
para promover um mercado mais competitivo, eficiente e dinâmico. A adoção de 
medidas que incentivem a entrada de novos concorrentes, a inovação e a melhoria 
da qualidade e eficiência produtiva são fundamentais para estimular a competição e 
beneficiar tanto as empresas quanto os consumidores.
Em conclusão, o capítulo 10 apresentou diversas implicações importantes para a 
regulação e políticas públicas em mercados contestáveis. A partir da análise realizada, 
foi possível perceber a relevância de políticas e regulações adequadas para a promoção 
da concorrência e a garantia de um ambiente mais dinâmico e eficiente para os 
consumidores.
Nesse sentido, foram apresentadas diferentes formas de regulação econômica, 
como a regulação setorial, a defesa do consumidor e a regulação antitruste, além 
de instrumentos de regulação como preços, qualidade, acesso e concorrência. Cada 
uma dessas formas e instrumentos possui vantagens e desvantagens, que devem 
ser avaliadas para a escolha da melhor abordagem para cada contexto específico.
Por fim, foram abordadas também as políticas públicas para fomentar a concorrência, 
que podem incluir medidas como a promoção da entrada de novos concorrentes, o 
apoio à inovação, a redução de barreiras à entrada e a ampliação da transparência 
nos mercados. A implementação de políticas públicas adequadas pode contribuir 
significativamente para a promoção da concorrência e para a garantia de um ambiente 
mais justo e equilibrado para os consumidores e para as empresas.
ANOTE ISSO
As Políticas e Regulação dos Mercados são importantes para garantir a eficiência 
e a equidade na economia. A Regulação Econômica, por meio de instrumentos 
como a defesa do consumidor, a regulação setorial e a antitruste, busca garantir a 
concorrência em mercados concentrados e combater práticas anticompetitivas. As 
Políticas Públicas para fomentar a concorrência, como a promoção da inovação e 
o estímulo à entrada de novas empresas, são importantes para ampliar a oferta de 
produtos e serviços e beneficiar os consumidores. 
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CAPÍTULO 11
ESTRATÉGIAS EMPRESARIAS
O capítulo inicia com a definição de estratégias industriais e a importância dessas 
estratégias para o sucesso de uma empresa no mercado. São abordados conceitos 
como liderança em custos, diferenciação e nicho de mercado, que são estratégias 
utilizadas por empresas para se destacarem em um mercado competitivo.
Em seguida, o capítulo apresenta os modelos teóricos de estratégias industriais, 
como o modelo de cinco forças de Porter, que é amplamente utilizado na análise de 
setores e na formulação de estratégias competitivas. Além disso, são discutidas as 
diferentes abordagens utilizadas na implementação de estratégias industriais, incluindo 
a análise de custo-benefício e a avaliação de impacto regulatório.
Por fim, o capítulo traz uma análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias 
industriais, com o objetivo de apresentar exemplos concretos de empresas que 
conseguiram se destacar em seus setores, bem como aquelas que falharam em 
suas tentativas de implementar estratégias competitivas. A análise desses casos 
pode fornecer insights valiosos para empresas que buscam desenvolver suas próprias 
estratégias competitivas.
11.1 Estratégias Industriais
De acordo com Chandler Jr. (1999), as estratégias industriais são um conjunto de 
ações que as empresas podem utilizar para se posicionar e obter vantagem competitiva 
no mercado em que atuam. Essas estratégias visam direcionar o comportamento dos 
concorrentes e dos consumidores, a fim de aumentar a participação de mercado e os 
lucros da empresa. As estratégias industriais são importantes para a empresa, pois a 
concorrência é um fator constante no mercado, e é necessário estar preparado para 
competir e se destacar.
As estratégias industriais têm como base os modelos teóricos de estratégia 
empresarial propostos por Michael Porter, que descreveu três estratégias genéricas 
para as empresas: liderança em custos, diferenciação e nicho de mercado. A estratégia 
de liderança em custos consiste em oferecer produtos ou serviços a preços mais 
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baixos que os da concorrência, sem comprometer a qualidade. Já a estratégia de 
diferenciação consiste em oferecer produtos ou serviços únicos e de alta qualidade, 
que se diferenciam da concorrência.Por fim, a estratégia de nicho de mercado consiste 
em focar em um público específico e oferecer produtos ou serviços que atendam 
suas necessidades.
A implementação de estratégias industriais exige um planejamento cuidadoso e a 
avaliação de diversos fatores, como o mercado em que a empresa atua, o perfil dos 
consumidores e a concorrência. Além disso, é necessário estar preparado para lidar 
com as mudanças e desafios que surgem no mercado, a fim de manter a vantagem 
competitiva.
A análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais pode ser uma 
forma útil de aprender com a experiência de outras empresas e evitar erros comuns. 
Alguns casos de sucesso incluem empresas que conseguiram se destacar por meio da 
diferenciação, como a Apple, e empresas que conseguiram liderança em custos, como 
o Walmart. Por outro lado, casos de fracasso incluem empresas que não souberam 
se adaptar às mudanças do mercado, como a Kodak.
As estratégias industriais podem ser importantes para o desenvolvimento econômico, 
pois permitem que as empresas se tornem mais competitivas e inovadoras. Segundo 
Schumpeter (1961), a inovação é um fator fundamental para o crescimento econômico, e 
as empresas que conseguem inovar e se destacar no mercado têm um papel importante 
nesse processo.
A teoria do comportamento da firma, proposta por Cyert e March (1963), é uma 
abordagem que considera as decisões empresariais como o resultado de processos 
de tomada de decisão complexos, envolvendo múltiplos fatores internos e externos. 
Essa abordagem pode ser útil na análise das estratégias industriais, pois permite 
compreender como as empresas tomam suas decisões e como essas decisões afetam 
seu desempenho.
O conceito de mercados contestáveis, proposto por Baumol (1982), sugere que a 
concorrência efetiva não depende apenas do número de empresas no mercado, mas 
também da facilidade de entrada e saída do mercado. Isso pode ter implicações 
importantes para as estratégias industriais, pois significa que mesmo mercados com 
poucas empresas podem ser altamente competitivos se houver baixas barreiras de 
entrada e saída. Nesse sentido, as estratégias de liderança em custos e diferenciação 
podem não ser suficientes para garantir uma posição de vantagem em um mercado 
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contestável. É preciso considerar outras estratégias, como a inovação contínua e o 
estabelecimento de parcerias estratégicas para se manter competitivo.
Outro conceito importante no contexto das estratégias industriais é o de nicho de 
mercado. Segundo Porter (2001), empresas que adotam essa estratégia procuram 
se especializar em um segmento específico do mercado, atendendo às necessidades 
de um grupo de consumidores específico. Essa abordagem pode ser particularmente 
eficaz em mercados altamente competitivos, pois permite que as empresas evitem 
competir diretamente com concorrentes maiores e mais estabelecidos. No entanto, 
é preciso estar atento ao risco de perder o foco e se tornar muito dependente de um 
único nicho.
A análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais pode fornecer 
insights valiosos para as empresas que desejam adotar essas abordagens. No entanto, 
é preciso ter cuidado ao generalizar esses casos e aplicá-los a outros contextos, pois 
cada empresa e mercado são únicos. Além disso, a implementação de uma estratégia 
industrial bem-sucedida requer um planejamento cuidadoso e a avaliação constante 
do desempenho.
Por fim, é importante destacar que as estratégias industriais não são uma receita 
pronta para o sucesso empresarial. Cada empresa deve avaliar cuidadosamente suas 
características, recursos e objetivos para identificar a estratégia mais adequada. Além 
disso, as condições do mercado e a concorrência estão em constante mudança, 
exigindo que as empresas sejam flexíveis e capazes de se adaptar às novas realidades. 
A compreensão desses fatores é fundamental para a formulação e implementação 
de estratégias industriais eficazes.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A fabricante de automóveis Tesla é um exemplo de sucesso em Estratégias 
Industriais. A empresa adota uma estratégia de diferenciação, oferecendo carros 
elétricos de alta performance e design inovador. Além disso, a empresa investe 
em tecnologia de bateria e infraestrutura de recarga para ampliar a aceitação dos 
carros elétricos no mercado. Esse caso exemplifica a importância de uma estratégia 
clara e inovadora para se destacar em um mercado competitivo.
Fonte: https://rockcontent.com/br/blog/marketing-da-tesla/
https://rockcontent.com/br/blog/marketing-da-tesla/
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11.2 Conceito de Estratégias Industriais
De acordo com Cyert e March (1963), a teoria do comportamento da firma busca 
entender como as empresas tomam suas decisões, considerando múltiplos fatores 
internos e externos. Essa abordagem é útil para a análise das estratégias industriais, 
uma vez que permite compreender como as decisões tomadas pela empresa afetam 
seu desempenho. Dessa forma, as estratégias industriais são definidas como um 
conjunto de ações que visam posicionar a empresa de forma competitiva em relação 
aos seus concorrentes, buscando atingir objetivos específicos.
Porter (2001) destaca a importância da análise da indústria e do ambiente competitivo 
na definição das estratégias industriais. Segundo o autor, a concorrência entre as 
empresas é um fator chave para a definição das estratégias, já que a empresa deve 
buscar se diferenciar de seus concorrentes e criar vantagens competitivas para obter 
sucesso no mercado.
Schumpeter (1961) argumenta que a inovação é um fator crucial para o 
desenvolvimento econômico e para o sucesso das empresas no mercado. Dessa 
forma, as estratégias industriais devem levar em consideração o papel da inovação 
no posicionamento competitivo da empresa, buscando investir em pesquisa e 
desenvolvimento de novas tecnologias e produtos.
Chandler (1999) destaca a importância da estrutura organizacional para a definição 
das estratégias industriais. De acordo com o autor, empresas com estruturas 
organizacionais mais complexas podem ter dificuldades para se adaptar a mudanças 
no mercado e para implementar novas estratégias. Por isso, é importante que as 
empresas tenham estruturas organizacionais flexíveis e capazes de se adaptar às 
mudanças no ambiente competitivo.
Segundo Baumol (1982), o conceito de mercados contestáveis é importante para a 
análise das estratégias industriais, já que a facilidade de entrada e saída do mercado 
pode afetar a concorrência entre as empresas. Dessa forma, mesmo mercados com 
poucas empresas podem ser altamente competitivos se houver facilidade de entrada 
para novos concorrentes.
Bessant e Tidd (2007) destacam a importância da criatividade e do empreendedorismo 
na definição das estratégias industriais. Segundo os autores, empresas inovadoras 
e com cultura empreendedora são capazes de identificar novas oportunidades de 
negócio e desenvolver produtos e serviços que atendam às necessidades do mercado.
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Kleiner e Krugman (2012) apontam que as estratégias industriais devem levar em 
consideração a história e as tradições da empresa, bem como as tendências e desafios 
do mercado. Dessa forma, a empresa deve buscar um equilíbrio entre a preservação 
de sua identidade e a adaptação às mudanças no ambiente competitivo.
Chandler Jr. (1999) destaca a importância da liderança na definição das estratégias 
industriais. Segundo o autor, líderes capazes de promover a inovação e a mudança 
organizacional são fundamentais para o sucesso da empresa no mercado.
Penrose (1959) argumenta que o crescimento da empresa depende da identificação 
de novas oportunidades de negócio e da alocação eficiente dos recursos disponíveis.ANOTE ISSO
As Estratégias Industriais são importantes para definir a posição da empresa em 
relação à concorrência e ao mercado. Os tipos de Estratégias Industriais, como 
liderança em custos, diferenciação e nicho de mercado, permitem a empresa 
se destacar em um mercado competitivo. Os modelos teóricos de Estratégias 
Industriais, como o de Porter, permitem analisar as forças competitivas do mercado 
e definir a melhor estratégia para a empresa. A Implementação de Estratégias 
Industriais exige planejamento e ação efetiva, além de uma análise constante do 
mercado e da concorrência. 
11.3 Tipos de Estratégias Industriais (liderança em custos, diferenciação, nicho 
de mercado)
As estratégias industriais são escolhas feitas por empresas para competir em 
seus respectivos mercados. Michael Porter (2001) destaca que existem três tipos 
de estratégias genéricas: liderança em custos, diferenciação e nicho de mercado. A 
liderança em custos é uma estratégia baseada na busca por produzir com baixo custo e, 
assim, poder oferecer preços mais baixos aos consumidores. Já a diferenciação busca 
oferecer produtos ou serviços exclusivos, diferentes dos concorrentes, aumentando o 
valor percebido pelo cliente e possibilitando preços mais elevados. Por fim, o nicho de 
mercado se baseia na segmentação de mercados menores e específicos, atendendo 
a demandas mais específicas e rentáveis.
Segundo Chandler Jr. (1999), as empresas que buscam liderança em custos precisam 
ser eficientes em suas operações, garantindo que seus custos sejam minimizados e 
que os preços finais sejam competitivos. Para isso, podem investir em automação, 
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produção em larga escala e redução de custos fixos. No entanto, é importante que as 
empresas não percam de vista a qualidade dos produtos e serviços, pois a redução 
de custos não pode ser obtida a qualquer custo.
Já as empresas que buscam a diferenciação precisam investir em inovação, pesquisa 
e desenvolvimento para produzir produtos e serviços diferenciados, o que pode resultar 
em preços mais elevados. De acordo com Bessant e Tidd (2007), a diferenciação 
pode ser obtida por meio da tecnologia, design, branding, serviços exclusivos e outras 
formas de agregar valor ao produto.
Por fim, as empresas que adotam a estratégia de nicho de mercado buscam atender 
a demandas específicas e menos atendidas no mercado. Baumol (1982) destaca que 
a rentabilidade desse tipo de estratégia pode ser maior do que as demais, pois os 
clientes são menos sensíveis a preços e estão dispostos a pagar mais por produtos 
e serviços exclusivos e direcionados às suas necessidades.
Em resumo, a escolha da estratégia industrial deve levar em consideração as 
características do mercado, da concorrência e das capacidades da empresa. É preciso 
ter em mente que cada estratégia possui vantagens e desvantagens, e cabe à empresa 
avaliar a melhor opção para atingir seus objetivos.
11.4 Modelos teóricos de Estratégias Industriais (Porter)
As teorias sobre estratégias industriais desenvolvidas por Michael Porter se baseiam na 
análise da competitividade e na identificação das forças que influenciam o comportamento 
das empresas em um mercado. Segundo o autor, as empresas competem em termos de 
custo ou diferenciação, e a estratégia escolhida depende das características do mercado 
em que atuam. Porter também enfatiza a importância da escolha de um escopo, ou seja, a 
definição dos limites do negócio, que pode ser mais amplo, com um portfólio diversificado, 
ou mais restrito, focado em um nicho específico.
Um dos principais conceitos de Porter é o de cadeia de valor, que se refere à sequência 
de atividades que a empresa realiza para criar valor para seus clientes. O autor destaca 
que a análise da cadeia de valor pode ajudar a identificar oportunidades de redução de 
custos e de diferenciação, uma vez que cada atividade pode ser otimizada para aumentar 
o valor percebido pelo cliente. A partir dessa análise, é possível definir estratégias que 
explorem as vantagens competitivas da empresa em relação aos concorrentes.
Porter também desenvolveu o conceito de vantagem competitiva, que se refere à 
capacidade da empresa de oferecer produtos ou serviços que atendam às necessidades 
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dos clientes de forma superior aos concorrentes. Essa vantagem pode ser baseada 
em custo, diferenciação ou em uma combinação das duas. O autor destaca que a 
vantagem competitiva não é estática, e que as empresas precisam continuamente 
renovar suas estratégias para manter sua posição no mercado.
Outro conceito importante de Porter é o de clusters, que se refere à concentração 
de empresas relacionadas em uma determinada região geográfica. Segundo o autor, 
os clusters podem gerar benefícios para as empresas, como o acesso a fornecedores 
e clientes especializados, a troca de conhecimento e a cooperação em atividades de 
pesquisa e desenvolvimento. A análise dos clusters pode ser útil para a formulação 
de estratégias que aproveitem as sinergias existentes entre as empresas de uma 
determinada região.
Porter também destaca a importância da análise da concorrência para a definição da 
estratégia empresarial. Segundo o autor, a empresa precisa entender as características dos 
concorrentes, como seus pontos fortes e fracos, suas estratégias e seus objetivos, para 
definir uma estratégia que maximize suas próprias vantagens competitivas. A análise da 
concorrência pode ser feita através de ferramentas como a análise SWOT, que identifica 
as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da empresa e de seus concorrentes.
Por fim, Porter destaca que a escolha da estratégia empresarial depende do equilíbrio 
entre as pressões competitivas e as oportunidades de mercado. Segundo o autor, a 
empresa deve buscar uma posição que maximize sua vantagem competitiva em relação 
aos concorrentes, mas que também leve em conta as oportunidades de crescimento 
e de rentabilidade. A formulação da estratégia empresarial, portanto, deve levar em 
conta a análise das forças competitivas do mercado, as características da cadeia de 
valor e as vantagens competitivas da empresa, bem como as tendências de mercado 
e as oportunidades de crescimento.
ISTO ESTÁ NA REDE
Descrição: O site da Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria 
(SECAP) traz informações sobre a avaliação de impacto regulatório no Brasil. O site 
apresenta as metodologias e ferramentas utilizadas pelo governo para avaliar os 
efeitos das políticas públicas, bem como os desafios e oportunidades da avaliação 
de impacto regulatório.
Link de acesso: https://www.gov.br/seplan/pt-br/assuntos/avaliacao-de-impacto-
regulatorio
https://www.gov.br/seplan/pt-br/assuntos/avaliacao-de-impacto-regulatorio
https://www.gov.br/seplan/pt-br/assuntos/avaliacao-de-impacto-regulatorio
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11.5 Implementação de Estratégias Industriais
A implementação de estratégias industriais é uma etapa crucial no processo de 
gestão empresarial. Essa fase compreende a transformação das ideias em ações 
concretas e mensuráveis. Para que a implementação de estratégias seja efetiva, é 
preciso que haja um planejamento cuidadoso e a alocação adequada de recursos 
(Porter, 2001). É importante destacar que as estratégias precisam ser adaptadas ao 
contexto da empresa e às mudanças do mercado (Chandler Jr., 1999).
Uma das principais dificuldades na implementação de estratégias é a resistência à 
mudança por parte dos funcionários. Para minimizar esse problema, é fundamental que 
a liderança da empresa comunique claramente os objetivos e as metas da estratégia, 
envolva os funcionários no processo de implementação e ofereça treinamentos para 
que possam adquirir as habilidades necessárias (Bessant e Tidd, 2007). Além disso,a 
implementação deve ser feita de forma gradual, para que a empresa possa se adaptar 
às mudanças (Chandler, 1999).
Outro aspecto importante na implementação de estratégias industriais é a medição 
de desempenho. É necessário que sejam definidos indicadores que permitam avaliar o 
progresso da implementação da estratégia. Esses indicadores devem ser mensuráveis e 
estar alinhados com os objetivos da estratégia (Porter, 2001). A medição de desempenho 
também permite identificar eventuais problemas e ajustar a implementação da 
estratégia (Chandler, 1999).
A cultura organizacional é um fator que pode afetar a implementação de estratégias. 
É importante que a cultura organizacional esteja alinhada com a estratégia, para que a 
implementação seja bem-sucedida (Chandler Jr., 1999). A liderança da empresa deve 
estar comprometida em promover uma cultura de inovação e aprendizado contínuo, 
incentivando a criatividade e a experimentação (Bessant e Tidd, 2007).
Outro ponto relevante na implementação de estratégias é a gestão de riscos. É 
preciso identificar os riscos envolvidos na implementação da estratégia e desenvolver 
planos de contingência para mitigá-los (Chandler Jr., 1999). A gestão de riscos também 
envolve o monitoramento constante do ambiente externo, para identificar ameaças e 
oportunidades (Porter, 2001).
Por fim, é importante destacar a importância da avaliação constante da estratégia. 
A implementação da estratégia não é um processo único e deve ser continuamente 
avaliada e ajustada. A empresa deve estar aberta a mudanças e ser capaz de se adaptar 
às novas demandas do mercado (Bessant e Tidd, 2007). A avaliação constante também 
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permite identificar eventuais problemas e ajustar a implementação da estratégia 
(Chandler, 1999).
Em síntese, a implementação de estratégias industriais é um processo complexo 
e que envolve diversos fatores, desde a comunicação clara dos objetivos e metas, a 
adaptação da cultura organizacional, a gestão de riscos, a medição de desempenho até 
a avaliação constante. Para que a implementação de estratégias seja bem-sucedida, 
é fundamental que a empresa possua uma visão clara do seu posicionamento no 
mercado, das suas vantagens competitivas e dos desafios que enfrenta (Porter, 2001). 
Além disso, a empresa deve considerar as mudanças no ambiente externo e adaptar-
se a elas.
A implementação de estratégias industriais também exige a definição clara das 
responsabilidades e das etapas do processo (Chandler, 1999). É necessário que haja 
um planejamento cuidadoso e a comunicação efetiva das decisões e ações a serem 
tomadas em todos os níveis da organização.
Outro aspecto relevante é a adaptação da cultura organizacional para suportar 
a implementação da estratégia. A empresa deve garantir que a sua cultura esteja 
alinhada aos objetivos e metas da estratégia, o que envolve a criação de um ambiente 
favorável à mudança e ao aprendizado contínuo (Bessant e Tidd, 2007).
A gestão de riscos também é fundamental na implementação de estratégias 
industriais. A empresa deve estar preparada para lidar com incertezas e para gerenciar 
possíveis impactos negativos decorrentes da implementação da estratégia (Porter, 
2001). Para isso, é preciso identificar os riscos potenciais e desenvolver planos de 
contingência para minimizar seus efeitos.
A medição de desempenho é um aspecto crítico na implementação de estratégias 
industriais, pois permite verificar se os objetivos e metas estão sendo atingidos e se 
as ações planejadas estão sendo efetivamente implementadas (Cyert e March, 1963). 
É necessário definir indicadores que possam ser monitorados e avaliados de forma 
consistente e objetiva.
Por fim, é importante destacar a importância da avaliação constante da estratégia. 
A implementação da estratégia não é um processo único e deve ser continuamente 
avaliada e ajustada. A empresa deve estar aberta a mudanças e ser capaz de se adaptar 
às novas demandas do mercado (Bessant e Tidd, 2007). A avaliação constante também 
permite identificar eventuais problemas e ajustar a implementação da estratégia 
(Chandler, 1999).
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Em síntese, a implementação de estratégias industriais é um processo complexo 
e que envolve diversos fatores, desde a comunicação clara dos objetivos e metas, a 
adaptação da cultura organizacional, a gestão de riscos, a medição de desempenho até 
a avaliação constante. Para que a implementação de estratégias seja bem-sucedida, é 
fundamental que a empresa possua uma visão clara do seu posicionamento no mercado, 
das suas vantagens competitivas e dos desafios que enfrenta. A implementação efetiva 
da estratégia pode ser um fator crítico para o sucesso da empresa e para a sua 
sobrevivência no mercado altamente competitivo.
ISTO ESTÁ NA REDE
Descrição: O site da Fundação Getúlio Vargas (FGV) traz informações sobre 
estratégia empresarial e análise de casos de sucesso e fracasso em diferentes 
setores da economia. O site apresenta cursos, artigos e pesquisas sobre as 
principais tendências e desafios da estratégia empresarial. 
Link de acesso: https://portal.fgv.br/tema/estrategia-empresarial
11.6 Análise de casos de sucesso e fracasso em Estratégias Industriais
A análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais é uma 
ferramenta valiosa para identificar fatores críticos que influenciaram o desempenho 
das empresas e, assim, auxiliar na tomada de decisões futuras. Segundo Porter (2001), 
a empresa precisa criar uma estratégia clara e coerente com seus objetivos para 
obter um desempenho superior. Um exemplo de sucesso na implementação de uma 
estratégia foi a Apple, que, sob a liderança de Steve Jobs, conseguiu criar um modelo 
de negócios inovador que revolucionou o mercado de tecnologia. A empresa focou 
na qualidade de seus produtos, no design inovador e na experiência do usuário, o que 
resultou em um grande sucesso de vendas e em uma imagem de marca forte.
No entanto, nem todas as estratégias industriais obtêm sucesso. De acordo com 
Baumol (1982), existem diversos fatores que podem afetar a estrutura da indústria, 
como barreiras à entrada, custos de produção e tecnologia. Um exemplo de fracasso 
na implementação de uma estratégia foi a Blockbuster, que não conseguiu se adaptar 
às mudanças no mercado e acabou perdendo espaço para a Netflix. A Blockbuster, 
que dominava o mercado de locação de filmes e jogos, não conseguiu acompanhar 
a transição para o streaming e a oferta de conteúdo online.
https://portal.fgv.br/tema/estrategia-empresarial
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A análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais também pode 
revelar a importância da inovação para o sucesso empresarial. De acordo com Bessant 
e Tidd (2007), a inovação é fundamental para a competitividade da empresa, pois 
permite o desenvolvimento de novos produtos, processos e modelos de negócios. A 
Apple é um exemplo de empresa que investiu fortemente em inovação e obteve grande 
sucesso. A empresa lançou diversos produtos inovadores, como o iPod, iPhone e iPad, 
que mudaram a forma como as pessoas utilizam tecnologia.
A análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais também pode 
destacar a importância da gestão estratégica para o sucesso empresarial. Segundo 
Chandler (1999), a gestão estratégica é fundamental para a adaptação da empresa às 
mudanças no ambiente de negócios e para a obtenção de vantagem competitiva. A 
gestão estratégica envolve a análise do ambiente externo e interno, o estabelecimento 
de objetivos e metas, a escolha de alternativas estratégicas e a implementação e 
avaliação da estratégia.
Além disso, a análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais pode 
mostrar a importância da cultura organizacionalpara o sucesso empresarial. Segundo 
Cyert e March (1963), a cultura organizacional é um conjunto de valores, crenças e 
normas que orientam o comportamento dos membros da organização. A cultura 
organizacional pode influenciar o desempenho da empresa, pois pode incentivar a 
inovação, a criatividade e o comprometimento dos funcionários. A cultura organizacional 
da Apple, por exemplo, é conhecida por incentivar a inovação, o pensamento criativo 
e a obsessão pela qualidade.
Por fim, a análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais pode 
destacar a importância da adaptação da empresa no mercado. Baumol (1982) afirma 
que a estrutura da indústria é importante para o desempenho empresarial, pois pode 
afetar a concorrência, os preços e os lucros. A empresa deve estar ciente da estrutura 
da indústria em que atua e ser capaz de adaptar sua estratégia de acordo com as 
características do mercado.
Além disso, a análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais pode 
mostrar a importância da cultura organizacional para o sucesso empresarial. Segundo 
Cyert e March (1963), a cultura organizacional é um conjunto de valores, crenças e 
normas que orientam o comportamento dos membros da organização. A cultura 
organizacional pode influenciar o desempenho da empresa, pois pode incentivar a 
inovação, a criatividade e o comprometimento dos funcionários. A cultura organizacional 
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da Apple, por exemplo, é conhecida por incentivar a inovação, o pensamento criativo 
e a obsessão pela qualidade.
Por fim, a análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais pode 
destacar a importância da adaptação da empresa às mudanças do mercado. Como 
afirma Chandler (1999), a capacidade de se adaptar às novas demandas do mercado é 
fundamental para o sucesso empresarial. A Kodak, por exemplo, falhou em se adaptar 
à mudança do mercado de câmeras fotográficas analógicas para digitais e acabou 
entrando em falência. Já a Amazon, por sua vez, soube se adaptar às mudanças do 
mercado e se tornou uma das maiores empresas do mundo.
Em suma, a análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais é 
uma ferramenta valiosa para as empresas, pois permite aprender com as experiências 
de outras empresas e evitar os mesmos erros. A análise de casos pode mostrar a 
importância da inovação, da gestão de riscos, da medição de desempenho, da cultura 
organizacional e da adaptação às mudanças do mercado. Dessa forma, a análise de 
casos de sucesso e fracasso pode ajudar as empresas a desenvolver estratégias mais 
eficientes e sustentáveis e a obter um desempenho superior em seus mercados de 
atuação.
Em conclusão, a avaliação de impacto regulatório se mostra como uma ferramenta 
importante para a análise de estratégias industriais, permitindo avaliar os efeitos das 
regulações e políticas públicas sobre a concorrência e a eficiência das empresas. 
Através da identificação de oportunidades e ameaças, é possível estabelecer estratégias 
adequadas para o sucesso de uma empresa em um mercado competitivo.
Dentre as estratégias industriais, destaca-se o conceito de liderança em custos, 
diferenciação e nicho de mercado, que podem ser utilizadas para obter vantagens 
competitivas e atender às necessidades dos consumidores. Contudo, a implementação 
dessas estratégias requer uma análise cuidadosa do ambiente em que a empresa 
está inserida e das características do mercado em questão.
A análise de casos de sucesso e fracasso em estratégias industriais também se 
mostra relevante, permitindo que sejam identificadas as principais causas de sucesso 
ou fracasso das empresas e, assim, aprimorar as práticas e estratégias utilizadas. 
Em suma, o estudo das estratégias industriais e sua implementação requerem uma 
visão holística do mercado e a capacidade de se adaptar e inovar constantemente 
para atender às demandas dos consumidores e superar os desafios impostos pelo 
ambiente competitivo.
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CAPÍTULO 12
ECONOMIA DE 
ESCALA E DE ESCOPO
A economia de escala e de escopo é um tema fundamental no estudo da economia 
industrial. Esses conceitos explicam como as empresas podem obter vantagens 
competitivas a partir do aumento da produção e diversificação de produtos. Neste 
capítulo, iremos explorar as diferenças entre economias de escala e de escopo, os 
modelos teóricos que explicam esses conceitos, e as implicações dessas economias 
na estrutura de mercado e formação de preços.
As economias de escala se referem aos benefícios que as empresas podem obter 
ao aumentar a produção. Com o aumento da produção, a empresa pode reduzir seus 
custos médios, pois os custos fixos são diluídos em um maior número de unidades 
produzidas. Isso significa que a empresa pode produzir mais unidades a um custo 
menor. Por exemplo, uma fábrica de automóveis pode produzir 10 mil carros por ano 
a um custo médio de R$ 10.000 por unidade. Se a produção for aumentada para 20 
mil carros por ano, o custo médio pode cair para R$ 8.000 por unidade.
Já as economias de escopo se referem aos benefícios que as empresas podem 
obter ao diversificar sua produção. Com a diversificação, a empresa pode compartilhar 
recursos, como máquinas e equipamentos, entre diferentes linhas de produtos, reduzindo 
assim os custos de produção. Por exemplo, uma empresa que produz refrigerantes 
pode também produzir sucos, aproveitando a mesma linha de envase de bebidas. Isso 
pode reduzir os custos de produção de ambas as linhas de produtos.
Os modelos teóricos de economias de escala e de escopo ajudam a entender como 
essas economias podem afetar a estrutura de mercado e a formação de preços. Por 
exemplo, o modelo de competição monopolística sugere que empresas com economias 
de escala podem se tornar líderes de mercado, pois podem oferecer produtos a um preço 
mais baixo do que seus concorrentes. Já o modelo de competição perfeita sugere que 
empresas com economias de escala podem aumentar sua participação de mercado, 
pois podem oferecer produtos a um preço mais baixo do que seus concorrentes.
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Por fim, exploraremos as estratégias empresariais que podem ser utilizadas para 
aproveitar as economias de escala e escopo. Empresas que desejam obter vantagens 
competitivas a partir dessas economias podem adotar estratégias de crescimento, 
como aquisições e fusões, para aumentar sua produção e diversificar sua linha de 
produtos. Também podem investir em tecnologia e inovação para reduzir seus custos 
de produção e oferecer produtos mais atrativos ao mercado.
12.1 Conceito de Economias de Escala e Escopo
No mundo dos negócios, a busca por eficiência é uma constante. Nesse contexto, 
os conceitos de economias de escala e de escopo se destacam por sua capacidade 
de gerar vantagens competitivas para as empresas. Segundo Klein e Krugman (2012), 
economias de escala são aquelas que permitem que as empresas reduzam seus custos 
unitários à medida que aumentam a produção. Isso ocorre porque os custos fixos 
são diluídos em uma maior quantidade de unidades produzidas. Já as economias de 
escopo se referem à capacidade da empresa de produzir mais de um produto com 
os mesmos recursos, reduzindo seus custos médios.
Para entender melhor o conceito de economias de escala, podemos recorrer a 
Schumpeter (1961), que destacou a importância do crescimento econômico para a 
evolução das empresas. Ele afirmou que, à medida que as empresas crescem, elas 
podem reduzir seus custos por meio da especialização e da divisão do trabalho. Isso 
significa que, quanto maior a produção, maior a possibilidade de dividir tarefas e de 
tornar o processo produtivo mais eficiente.
Além disso, Chandler (1999) destaca que as economias de escala podem levar à 
concentraçãode mercado, já que empresas maiores tendem a ser mais eficientes 
e competitivas do que as menores. Por outro lado, Baumol (1982) destaca que a 
concorrência pode ser preservada em mercados contestáveis, onde a entrada e a saída 
de empresas são facilitadas e a concorrência não é impedida por barreiras de entrada.
Já as economias de escopo estão relacionadas à capacidade da empresa de produzir 
vários produtos ou serviços com o mesmo conjunto de recursos. Segundo Bessant e 
Tidd (2007), a diversificação pode ser uma estratégia interessante para as empresas 
que buscam aproveitar as economias de escopo, já que ela permite que elas utilizem 
seus recursos de forma mais eficiente.
Por fim, Porter (2001) destaca que a busca por economias de escala e de escopo 
deve ser orientada pela estratégia empresarial, e não o contrário. Isso significa que as 
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empresas devem buscar essas vantagens competitivas como forma de alcançar seus 
objetivos estratégicos, e não como um fim em si mesmas. A compreensão desses 
conceitos é fundamental para as empresas que desejam se manter competitivas em 
um mercado cada vez mais exigente.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A rede de fast food McDonald’s é um exemplo de aproveitamento de economias de 
escala. Com mais de 38 mil restaurantes em todo o mundo, a empresa consegue 
reduzir seus custos de produção e logística, além de negociar preços mais baixos 
com fornecedores devido ao seu grande volume de compras. Além disso, a 
empresa também aproveita as economias de escopo, oferecendo uma grande 
variedade de produtos e serviços em seus restaurantes, desde hambúrgueres 
até sobremesas e café. Esse caso exemplifica a importância de aproveitar as 
economias de escala e escopo para reduzir custos e aumentar a eficiência 
empresarial.
Fonte: https://g4educacao.com/portal/estudo-de-caso-mcdonalds
12.2 Diferença entre Economias de Escala e Economias de Escopo
As economias de escala e de escopo são conceitos importantes no estudo da 
economia empresarial. Embora muitas vezes possam parecer semelhantes, elas se 
referem a diferentes aspectos da produção de uma empresa. As economias de escala 
surgem quando a produção em larga escala reduz os custos médios de produção, 
enquanto as economias de escopo são obtidas quando a empresa utiliza o mesmo 
processo de produção para uma ampla gama de produtos, reduzindo os custos por 
meio de sinergias. (Porter, 2001)
A principal diferença entre as duas economias é que as economias de escala estão 
relacionadas à produção de um único produto ou linha de produtos, enquanto as economias 
de escopo estão relacionadas a uma ampla variedade de produtos que utilizam o mesmo 
processo de produção. Isso significa que as economias de escala envolvem o aumento 
da produção de um produto específico, enquanto as economias de escopo envolvem a 
diversificação dos produtos oferecidos pela empresa. (Chandler Jr., 1999)
Além disso, as economias de escala tendem a ter um efeito mais significativo nos 
custos fixos de produção, enquanto as economias de escopo tendem a afetar mais 
os custos variáveis de produção. Isso se deve ao fato de que as economias de escala 
https://g4educacao.com/portal/estudo-de-caso-mcdonalds
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geralmente resultam em uma maior utilização de maquinário e mão de obra, enquanto 
as economias de escopo tendem a resultar em uma maior eficiência do processo de 
produção. (Baumol, 1982)
Devido a essas diferenças, as estratégias de negócios adotadas pelas empresas 
para se beneficiarem dessas economias também são diferentes. As empresas que 
desejam aproveitar as economias de escala geralmente se concentram em aumentar 
sua produção para reduzir seus custos médios de produção. Por outro lado, as empresas 
que desejam se beneficiar das economias de escopo geralmente se concentram em 
diversificar seus produtos para aproveitar sinergias de produção e reduzir seus custos 
de produção. (Bessant e Tidd, 2007)
No entanto, é importante notar que as economias de escala e escopo não são 
mutuamente exclusivas. Muitas empresas podem se beneficiar de ambas ao mesmo 
tempo, por meio da produção de uma ampla variedade de produtos em larga escala. 
Essas empresas podem aproveitar as sinergias de produção para reduzir seus custos 
de produção e oferecer produtos a preços mais competitivos. (Penrose, 1959)
Portanto, compreender a diferença entre as economias de escala e escopo é crucial 
para as empresas que desejam otimizar sua produção e aumentar sua lucratividade. 
Dependendo do objetivo da empresa, ela pode se concentrar em aumentar a produção 
de um produto específico para aproveitar as economias de escala, diversificar seus 
produtos para aproveitar as economias de escopo ou adotar uma estratégia combinada 
para aproveitar ambas. (Kleiner e Krugman, 2012)
12.3 Modelos teóricos de Economias de Escala e Escopo
Os modelos teóricos de economias de escala e escopo têm o objetivo de explicar os 
ganhos de eficiência e redução de custos que as empresas podem obter a partir do aumento 
da produção e da diversificação de seus produtos e serviços. O modelo mais conhecido 
para explicar economias de escala é o modelo Cobb-Douglas, proposto por Charles W. 
Cobb e Paul H. Douglas em 1928, que considera que os custos totais de produção de uma 
empresa são uma função exponencial da produção, ou seja, à medida que a produção 
aumenta, os custos unitários de produção diminuem (Porter, 2001).
Já os modelos de economias de escopo, que buscam explicar as vantagens de 
diversificação de produtos e serviços em uma mesma empresa, são menos conhecidos 
do que os modelos de economias de escala. Um dos modelos mais difundidos é o 
modelo de Baumol (1982), que explica que empresas que produzem diferentes produtos 
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ou serviços podem reduzir seus custos totais, uma vez que a estrutura de custos da 
empresa pode ser compartilhada entre as diferentes linhas de negócios.
Além disso, existem outros modelos teóricos que buscam explicar economias de 
escala e escopo. O modelo de Penrose (1959), por exemplo, sugere que as empresas 
têm uma capacidade limitada para absorver economias de escala e escopo, uma 
vez que seu crescimento é limitado pela sua capacidade de gerenciamento interno. 
Outro modelo interessante é o de Cyert e March (1963), que propõe que as empresas 
podem obter economias de escala e escopo a partir do desenvolvimento de rotinas 
e processos organizacionais que permitem a padronização e a racionalização das 
atividades produtivas.
Apesar de a teoria apontar para os benefícios das economias de escala e escopo, é 
importante destacar que esses ganhos de eficiência não são automáticos e dependem 
de diversos fatores, como o setor em que a empresa atua, a estrutura de custos da 
empresa e o mercado em que atua. Além disso, é importante salientar que nem todas 
as empresas têm condições de aproveitar os benefícios das economias de escala e 
escopo, uma vez que essas estratégias exigem altos investimentos em infraestrutura 
e desenvolvimento de processos produtivos.
Por fim, é importante destacar que os modelos teóricos de economias de escala e 
escopo são ferramentas úteis para a compreensão dos benefícios e desafios associados 
a essas estratégias de negócio. No entanto, é preciso ter em mente que a aplicação 
desses modelos na prática depende de uma série de fatores contextuais e de estratégia 
empresarial, o que exige uma análise cuidadosa e específica para cada caso.
ISTO ESTÁ NA REDE
Descrição: O site da Revista Exame traz notícias e análises sobre economia, 
negócios e finanças. O site apresenta artigos e reportagens sobre estratégias 
empresariais, economias de escala e escopo, e como as empresas podem 
aproveitar essas vantagens competitivas.
Link de acesso:https://exame.com/
12.4 Implicações para a estrutura de mercado e formação de preços
Ao se falar de economias de escala e escopo, é necessário levar em conta suas 
implicações na estrutura de mercado e na formação de preços. De acordo com 
https://exame.com/
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Baumol (1982), em mercados contestáveis, as economias de escala não são fatores 
determinantes na definição de preços, uma vez que novos entrantes têm a possibilidade 
de competir com empresas já estabelecidas. No entanto, em mercados oligopolistas, 
essas economias têm grande influência na formação de preços e na manutenção da 
posição dominante das empresas líderes do mercado.
A estrutura de mercado também é influenciada pelas economias de escala e escopo. 
Conforme Chandler (1999), em indústrias que demandam altos investimentos em 
capital e tecnologia, as empresas que conseguem aproveitar as economias de escala e 
escopo têm maior chance de se tornarem líderes de mercado, uma vez que a entrada 
de novos concorrentes é dificultada. Nesse sentido, a presença de barreiras à entrada 
é uma característica comum em indústrias com economias de escala e escopo.
A concorrência entre empresas em um mercado com economias de escala e escopo 
pode levar à concentração do mercado, conforme argumenta Schumpeter (1961). 
Isso porque as empresas que conseguem aproveitar tais economias têm vantagem 
em relação às concorrentes, o que pode levar a uma tendência de concentração do 
mercado em torno de poucas empresas líderes. Essa concentração, por sua vez, pode 
limitar a concorrência e aumentar o poder de mercado das empresas líderes.
A utilização de estratégias de diferenciação de produtos pode ser uma alternativa 
para as empresas enfrentarem a competição em mercados com economias de escala 
e escopo. Segundo Porter (2001), a diferenciação de produtos pode aumentar o poder 
de mercado das empresas, uma vez que torna seus produtos mais atraentes para os 
consumidores. Além disso, essa estratégia pode permitir que as empresas cobrem 
preços mais elevados por seus produtos, reduzindo a pressão competitiva.
A formação de alianças estratégicas também pode ser uma alternativa para as 
empresas que enfrentam competição em mercados com economias de escala e escopo. 
De acordo com Bessant e Tidd (2007), a formação de alianças estratégicas pode 
permitir que as empresas compartilhem recursos e conhecimentos, reduzindo custos 
e aumentando a eficiência. Além disso, a formação de alianças pode permitir que as 
empresas ampliem sua capacidade produtiva e aproveitem melhor as economias de 
escala e escopo.
As economias de escala e escopo também podem afetar a dinâmica competitiva em 
mercados internacionais. Segundo Kleinert e Krugman (2012), a presença de economias 
de escala e escopo em determinadas indústrias pode levar a uma concentração da 
produção em poucos países, devido à vantagem competitiva que as empresas desses 
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países possuem. Isso pode levar a uma competição entre países pela liderança na 
produção dessas indústrias, o que pode ter implicações na política comercial e na 
economia global.
Por fim, é importante destacar que as implicações da presença de economias de 
escala e
ISTO ESTÁ NA REDE
Descrição: O site da Harvard Business Review traz artigos e estudos de caso sobre 
estratégias empresariais, incluindo o aproveitamento de economias de escala e 
escopo. O site apresenta ideias e insights de líderes empresariais e acadêmicos 
renomados sobre as principais tendências e desafios da economia global.
Link de acesso: https://hbrbr.uol.com.br/
12.5 Estratégias empresariais e aproveitamento de Economias de Escala e Escopo
Ao se falar de economias de escala e escopo, é necessário levar em conta suas 
implicações na estrutura de mercado e na formação de preços. De acordo com 
Baumol (1982), em mercados contestáveis, as economias de escala não são fatores 
determinantes na definição de preços, uma vez que novos entrantes têm a possibilidade 
de competir com empresas já estabelecidas. No entanto, em mercados oligopolistas, 
essas economias têm grande influência na formação de preços e na manutenção da 
posição dominante das empresas líderes do mercado.
A estrutura de mercado também é influenciada pelas economias de escala e escopo. 
Conforme Chandler (1999), em indústrias que demandam altos investimentos em 
capital e tecnologia, as empresas que conseguem aproveitar as economias de escala e 
escopo têm maior chance de se tornarem líderes de mercado, uma vez que a entrada 
de novos concorrentes é dificultada. Nesse sentido, a presença de barreiras à entrada 
é uma característica comum em indústrias com economias de escala e escopo.
A concorrência entre empresas em um mercado com economias de escala e escopo 
pode levar à concentração do mercado, conforme argumenta Schumpeter (1961). 
Isso porque as empresas que conseguem aproveitar tais economias têm vantagem 
em relação às concorrentes, o que pode levar a uma tendência de concentração do 
mercado em torno de poucas empresas líderes. Essa concentração, por sua vez, pode 
limitar a concorrência e aumentar o poder de mercado das empresas líderes.
https://hbrbr.uol.com.br/
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A utilização de estratégias de diferenciação de produtos pode ser uma alternativa 
para as empresas enfrentarem a competição em mercados com economias de escala 
e escopo. Segundo Porter (2001), a diferenciação de produtos pode aumentar o poder 
de mercado das empresas, uma vez que torna seus produtos mais atraentes para os 
consumidores. Além disso, essa estratégia pode permitir que as empresas cobrem 
preços mais elevados por seus produtos, reduzindo a pressão competitiva.
A formação de alianças estratégicas também pode ser uma alternativa para as 
empresas que enfrentam competição em mercados com economias de escala e escopo. 
De acordo com Bessant e Tidd (2007), a formação de alianças estratégicas pode 
permitir que as empresas compartilhem recursos e conhecimentos, reduzindo custos 
e aumentando a eficiência. Além disso, a formação de alianças pode permitir que as 
empresas ampliem sua capacidade produtiva e aproveitem melhor as economias de 
escala e escopo.
As economias de escala e escopo também podem afetar a dinâmica competitiva em 
mercados internacionais. Segundo Kleinert e Krugman (2012), a presença de economias 
de escala e escopo em determinadas indústrias pode levar a uma concentração da 
produção em poucos países, devido à vantagem competitiva que as empresas desses 
países possuem. Isso pode levar a uma competição entre países pela liderança na 
produção dessas indústrias, o que pode ter implicações na política comercial e na 
economia global.
Por fim, é importante destacar que as implicações da presença de economias de 
escala e escopo para a estrutura de mercado e formação de preços são diversas 
e impactam diretamente na dinâmica competitiva das indústrias. Como vimos, a 
concentração de produção pode levar a uma diminuição da concorrência e aumento 
do poder de mercado das empresas dominantes. Isso pode levar a preços mais altos 
para o consumidor e menor inovação, já que as empresas dominantes têm menos 
incentivos para investir em novas tecnologias e processos.
No entanto, a presença de economias de escala e escopo também pode levar a 
benefícios para o consumidor, como maior variedade de produtos e serviços, maior 
qualidade e preços mais baixos. Isso ocorre porque a produção em grande escala 
permite que as empresas reduzam seus custos médios, o que pode ser repassado 
para o consumidor. Além disso, a competição entre empresas pode levar a inovações 
e melhorias contínuas nos produtos e serviços oferecidos.
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As implicações da presença de economias de escala e escopo também variam 
de acordo com o setor industrial em questão. Setores com altas barreiras à entrada, 
como a indústria de petróleo e gás, podem ter menos concorrência e preços mais altos 
devido à presença de economias de escala e escopo. Já setores com baixas barreiras 
à entrada, como a indústria de tecnologia, podem ter uma concorrência mais intensa 
e preços mais baixos devido à entrada de novos concorrentes.
Portanto, entender as implicações da presença de economias de escala e escopo 
na estrutura de mercado e formação de preços é fundamental para compreender a 
dinâmica competitiva das indústrias. Empresas que buscam competir em setores com 
presença de economias de escala e escopo devem investir em eficiência e inovação 
para manter sua posição competitiva. Já os formuladores de políticas públicas devem 
monitorar de perto a concentração de mercado em setores com alta presença de 
economias de escala e escopo para evitar a formação de monopólios e oligopólios 
prejudiciais ao consumidor.
ANOTE ISSO
As economias de escala e escopo são importantes para reduzir custos e aumentar 
a eficiência empresarial. As economias de escala referem-se à redução de custos 
devido ao aumento da produção, enquanto as economias de escopo referem-se à 
redução de custos devido à diversificação de produtos ou serviços oferecidos pela 
empresa. Os modelos teóricos de economias de escala e escopo, como o modelo 
de Baumol, permitem analisar a relação entre produção e custos e identificar 
oportunidades de aproveitamento dessas economias. As implicações para a 
estrutura de mercado e formação de preços incluem a possibilidade de empresas 
grandes e eficientes dominarem o mercado e oferecerem preços mais baixos aos 
consumidores. As estratégias empresariais para aproveitar as economias de escala 
e escopo incluem a expansão da produção, a diversificação de produtos e serviços 
e a negociação de preços mais baixos com fornecedores. 
Em conclusão, a compreensão das economias de escala e escopo é fundamental 
para o sucesso empresarial em diversos setores. Como discutido neste capítulo, as 
economias de escala são obtidas quando o custo médio de produção diminui à medida 
que a produção aumenta, enquanto as economias de escopo resultam da produção 
conjunta de dois ou mais produtos, que podem ser produzidos a um custo menor do 
que produzi-los separadamente.
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Ao entender as diferenças entre as duas, as empresas podem escolher a estratégia 
mais adequada para aproveitar as vantagens oferecidas pelas economias de escala e 
escopo. Os modelos teóricos de economias de escala e escopo apresentados neste 
capítulo mostram como essas economias podem afetar a estrutura de mercado e a 
formação de preços.
Por fim, é importante destacar que as economias de escala e escopo não são a 
única fonte de vantagem competitiva, mas podem ser um fator importante para o 
sucesso empresarial. As empresas que conseguem aproveitar as economias de escala 
e escopo podem oferecer preços mais baixos ou produtos de maior qualidade, o que 
lhes dá uma vantagem competitiva no mercado. Portanto, é crucial que as empresas 
considerem cuidadosamente como aproveitar essas economias em suas estratégias 
empresariais, para maximizar sua eficiência e competitividade.
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CAPÍTULO 13
ECONOMIA DE 
AGLOMERAÇÃO E ARRANJOS 
PRODUTIVOS LOCAIS
A economia de aglomeração é um conceito importante para entender o 
desenvolvimento econômico regional. Quando empresas e indústrias se concentram em 
uma determinada região, elas podem se beneficiar de diversas vantagens econômicas, 
como a redução de custos, o aumento da produtividade e a facilitação da troca de 
conhecimento e informações.
Existem diversos tipos de economias de aglomeração, como as de produção, de 
urbanização e de conhecimento. Cada tipo de economia de aglomeração apresenta 
suas próprias características e benefícios para as empresas que operam na região. 
Por exemplo, a economia de aglomeração de produção pode permitir que as empresas 
compartilhem fornecedores e transportadores, enquanto a economia de aglomeração 
de conhecimento pode facilitar a troca de informações e inovação entre as empresas.
Os arranjos produtivos locais são uma forma de organização da produção que se 
baseia na concentração geográfica de empresas, instituições e outras organizações em 
uma determinada região. Esses arranjos podem ser uma forma eficiente de aproveitar 
as economias de aglomeração, pois permitem que as empresas compartilhem recursos 
e conhecimento, além de se beneficiarem de políticas públicas que incentivam o 
desenvolvimento econômico local.
Os modelos teóricos de economias de aglomeração buscam entender os fatores que 
levam as empresas a se concentrarem em determinadas regiões e como as economias 
de aglomeração afetam o desempenho econômico das empresas e da região como 
um todo. Além disso, as políticas públicas para fomentar arranjos produtivos locais 
podem incluir incentivos fiscais, programas de capacitação e desenvolvimento de 
infraestrutura, entre outras medidas que visam estimular o crescimento econômico 
regional.
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13.1 Conceito de Economias de Aglomeração
O conceito de economias de aglomeração refere-se aos benefícios econômicos 
decorrentes da concentração de empresas e indústrias em determinada região 
geográfica. Segundo Porter (2001), a proximidade física das empresas pode gerar 
ganhos de produtividade, redução de custos de transporte e de comunicação, aumento 
da especialização da mão de obra e maior facilidade para a obtenção de insumos e 
recursos financeiros. Esses fatores, por sua vez, podem contribuir para a competitividade 
das empresas e para o desenvolvimento econômico das regiões.
As economias de aglomeração podem ocorrer em diferentes níveis geográficos, 
conforme classificação proposta por Schumpeter (1961). O primeiro nível é o da 
aglomeração intra-empresa, que se refere às vantagens de escala obtidas por empresas 
que produzem em grandes volumes. O segundo nível é o da aglomeração inter-empresa, 
que se relaciona à concentração de empresas de um mesmo setor em uma região. 
Por fim, o terceiro nível é o da aglomeração intra-setorial, que abrange a concentração 
de empresas de diferentes setores em uma região.
Chandler Jr. (1999) destaca que a formação de aglomerações empresariais pode ter 
origem em fatores históricos, culturais, institucionais e tecnológicos, que influenciam a 
atração e retenção de empresas em determinada região. Além disso, o autor ressalta 
que a concorrência entre as empresas em uma aglomeração pode estimular a inovação 
e a melhoria da eficiência produtiva.
Para Kleinert e Krugman (2012), as economias de aglomeração podem trazer tanto 
benefícios quanto desafios para a política econômica e o desenvolvimento regional. 
Por um lado, as aglomerações podem gerar externalidades positivas para as empresas 
e a sociedade como um todo. Por outro lado, a concentração de empresas em uma 
região pode levar à exclusão de outras regiões e à desigualdade social.
Diante da importância econômica das economias de aglomeração, políticas 
públicas têm sido propostas para fomentar a formação de arranjos produtivos locais. 
Bessant e Tidd (2007) apontam que tais políticas podem incluir ações para atração de 
investimentos, incentivos fiscais e financeiros, criação de infraestrutura de transporte 
e comunicação, estímulo à formação de redes de cooperação entre empresas e 
instituições de pesquisa, entre outras medidas.
Em síntese, as economias de aglomeração são um fenômeno econômico que pode 
gerar ganhos de produtividade e competitividade para as empresas e para as regiões 
onde estão localizadas. Noem um mercado tem mais informações do que 
a outra. De acordo com Kleinert e Krugman (2012), a assimetria de informação pode 
levar a problemas como a seleção adversa e o risco moral, que afetam a eficiência 
do mercado.
A Organização Industrial também estuda a regulação de mercado e o papel do 
governo na economia. Segundo Chandler (1999), a regulação de mercado pode afetar 
a estrutura e o comportamento das empresas em um mercado, e é importante estudar 
seus efeitos na competição e na eficiência do mercado.
Outro aspecto importante na Organização Industrial é o estudo da inovação e do 
empreendedorismo. Segundo Bessant e Tidd (2007), a inovação é uma fonte importante 
de vantagem competitiva para as empresas, e é importante estudar como as empresas 
podem inovar em um mercado para obter vantagens competitivas.
A Organização Industrial também considera a existência de externalidades em um 
mercado, que ocorrem quando as ações de uma empresa afetam outras empresas ou 
a sociedade em geral. Segundo Schumpeter a nacionalização da produção ou aquisição 
de outras empresas. A estrutura de mercado da indústria, que pode ser caracterizada 
pela concentração de mercado, também é um aspecto importante para a organização 
industrial. Segundo Chandler (1999), a concentração de mercado pode ter um impacto 
significativo na estrutura e na dinâmica da indústria, afetando a competição e a entrada 
de novos concorrentes.
Outro conceito importante em Organização Industrial é a análise de cadeias 
produtivas, que consiste em estudar as diferentes etapas e agentes envolvidos na 
produção de um bem ou serviço. Segundo Bessant e Tidd (2007), a análise de cadeias 
produtivas é importante para identificar os gargalos e oportunidades de melhoria na 
produção e na distribuição de um produto. A gestão da cadeia produtiva também é 
um aspecto importante, e envolve a coordenação e a gestão dos diferentes agentes 
envolvidos na produção.
A inovação é outro aspecto importante na Organização Industrial, e pode ser definida 
como a introdução de novidades em produtos, processos, marketing ou organização. 
Segundo Bessant e Tidd (2007), a inovação é essencial para a competitividade das 
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empresas, e pode ser vista como um processo que envolve a geração, a seleção e a 
implementação de ideias. A inovação também pode estar relacionada à estratégia da 
empresa, e pode ser uma forma de se diferenciar dos concorrentes.
Por fim, a análise de políticas públicas e a regulação da indústria são aspectos 
importantes da Organização Industrial. Segundo Klein e Krugman (2012), as políticas 
públicas podem afetar a estrutura de mercado e a competitividade da indústria, e 
podem incluir medidas como incentivos fiscais, proteção tarifária e regulamentação. 
A regulação, por sua vez, pode ser uma forma de garantir a concorrência e a proteção 
ao consumidor, e pode incluir medidas como a proibição de práticas anticompetitivas 
e a regulação de preços. A análise de políticas públicas e a regulação da indústria 
são importantes para garantir a eficiência econômica e a proteção do consumidor.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A empresa Amazon é um exemplo de como a estrutura de mercado pode 
influenciar as estratégias empresariais. A empresa iniciou suas atividades como 
uma loja virtual de livros, mas logo expandiu seus negócios para outros segmentos, 
como eletrônicos, moda, entre outros. Isso só foi possível devido à estrutura 
de mercado de concorrência monopolística, que permite a entrada de novos 
concorrentes no mercado e facilita a diversificação de produtos.
Fonte: https://g4educacao.com/portal/estudo-de-caso-amazon-e-construcao-de-
seu-ecossistema-de-growth
2.2 Tipos de mercados e estruturas de mercado
Os mercados podem ser classificados em diferentes tipos e, de acordo com cada 
tipo, a estrutura de mercado se apresenta de forma distinta. De acordo com Kleinert 
e Krugman (2012), entre os tipos de mercado, estão o mercado de monopólio, o 
mercado de oligopólio, o mercado de concorrência monopolística e o mercado de 
concorrência perfeita.
No mercado de monopólio, há apenas um fornecedor, o que o torna responsável 
por determinar o preço do produto ou serviço que oferece. Schumpeter (1961) destaca 
que a existência de barreiras à entrada, tais como patentes e altos custos fixos, é uma 
das características desse tipo de mercado.
Já no mercado de oligopólio, poucas empresas detêm grande parte do mercado, 
o que pode levar a práticas de colusão e à formação de cartéis. Chandler (1999) 
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aponta que, nesse tipo de mercado, as empresas tendem a competir mais em outras 
dimensões além do preço, como inovação e qualidade.
O mercado de concorrência monopolística é caracterizado pela existência de 
diversas empresas, mas com produtos diferenciados, o que torna a concorrência 
menos intensa. Bessant e Tidd (2007) destacam que a diferenciação dos produtos 
pode estar relacionada a aspectos como design, marca e funcionalidades.
Por fim, no mercado de concorrência perfeita, há muitos produtores que oferecem 
produtos homogêneos, o que faz com que a competição seja baseada principalmente 
no preço. Porter (2001) afirma que, nesse tipo de mercado, os produtores não têm 
poder de mercado individual e são influenciados pelas forças do mercado.
Além dos tipos de mercado, existem também as estruturas de mercado. A estrutura 
de mercado se refere ao grau de concentração do mercado e à presença de barreiras 
à entrada. Kleinert e Krugman (2012) afirmam que, em um mercado altamente 
concentrado, a concorrência é menor e as empresas têm mais poder de mercado.
Entre as estruturas de mercado, está a estrutura de mercado monopolista, que 
ocorre quando há apenas uma empresa no mercado e há barreiras à entrada. Já a 
estrutura de mercado oligopolista se caracteriza pela presença de poucas empresas, 
que têm poder de mercado e podem se comportar de forma estratégica em relação 
aos preços.
A estrutura de mercado competitiva é aquela em que há muitas empresas no mercado 
e não há barreiras à entrada. Nesse tipo de estrutura, a concorrência é intensa e os 
preços tendem a ser menores. Chandler (1999) destaca que essa estrutura é importante 
para a promoção da inovação e para o desenvolvimento de novas tecnologias.
Outra estrutura de mercado é a monopolista regulada, em que há apenas uma 
empresa no mercado, mas ela é regulada pelo Estado. Schumpeter (1961) afirma que 
essa estrutura é comum em setores como telecomunicações e energia.
Por fim, há a estrutura de mercado oligopolista regulada, que ocorre quando há 
poucas empresas no mercado e elas são reguladas pelo Estado. Bessant e Tidd (2007) 
apontam que essa estrutura é comum em setores como o de aviação.
Assim, observamos que a estrutura de mercado pode afetar os preços e a quantidade 
produzida. Uma estrutura mais concentrada, com poucas empresas dominantes, 
pode levar a preços mais altos e uma produção menor, enquanto uma estrutura mais 
competitiva pode levar a preços mais baixos e uma produção maior. Além disso, 
a estrutura de mercado pode afetar a entrada de novas empresas, a inovação, o 
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desenvolvimento de novos produtos e o investimento em publicidade e marketing 
(CHANDLER, 1999).
É importante notar que a estrutura de mercado pode ser afetada por fatores externos, 
como a regulação governamental e as mudanças no ambiente econômico. Por exemplo, 
uma regulação que reduz as barreiras à entrada pode aumentar a competição em um 
mercado, enquanto uma recessão econômica pode levar a uma redução na quantidade 
produzida e a um aumento dos preços (KLEINER e KRUGMAN, 2012).
Em suma, a compreensão dos diferentes tipos de mercados e estruturas de mercado 
é fundamental para entender como as empresas competementanto, é importante considerar os diferentes níveis e 
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fatores que influenciam a formação das aglomerações, bem como as implicações 
para a política econômica e o desenvolvimento regional.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A cidade de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, é um exemplo de Arranjo 
Produtivo Local (APL) bem-sucedido. A cidade é conhecida como o Vale da 
Eletrônica, por abrigar diversas empresas de tecnologia e inovação. A proximidade 
geográfica entre as empresas permite a troca de conhecimentos, recursos e 
colaboração em projetos conjuntos, além de atrair investimentos para a região. Esse 
caso exemplifica a importância dos APLs para o desenvolvimento econômico local 
e para a inovação empresarial.
Fonte: https://inatel.br/home/vale-da-eletronica/
13.2 Tipos de Economias de Aglomeração
As economias de aglomeração podem ser classificadas em diferentes tipos, 
dependendo das características das atividades econômicas que as geram. O primeiro 
tipo é a economia de localização, que se refere à vantagem de estar localizado em um 
lugar específico devido a fatores como recursos naturais, disponibilidade de matérias-
primas ou acesso a mercados. Esse tipo de economia pode ser observado em setores 
como a mineração e a agricultura, onde a localização geográfica tem um papel crucial 
na produtividade e na eficiência das empresas (KLEINER; KRUGMAN, 2012).
Outro tipo de economia de aglomeração é a economia de escala, que se refere 
às vantagens que surgem da produção em grande escala. As economias de escala 
são resultado da redução dos custos médios de produção à medida que a produção 
aumenta. Dessa forma, quanto maior a escala de produção de uma empresa, menores 
são os seus custos e maiores são as suas margens de lucro (BAUMOL, 1982).
Além desses dois tipos, existem também as economias de conhecimento, que são 
geradas a partir da concentração de instituições de ensino superior, centros de pesquisa 
e empresas inovadoras em uma determinada região. Essas economias se baseiam na 
ideia de que o conhecimento é um recurso fundamental para a competitividade e o 
desenvolvimento econômico, e que a aglomeração desses recursos em uma mesma 
região pode gerar vantagens competitivas significativas para as empresas que atuam 
nesse ambiente (PORTER, 2001).
Outro tipo de economia de aglomeração é a economia de variedade, que se refere 
à capacidade de uma região de oferecer uma ampla gama de produtos e serviços 
https://inatel.br/home/vale-da-eletronica/
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diferentes. Essa economia é geralmente associada a setores como o comércio e o 
turismo, onde a diversidade de opções é um fator importante para atrair clientes e 
aumentar a receita das empresas (CHANDLER JR., 1999).
Além desses tipos de economias de aglomeração, é importante destacar que 
essas vantagens não são mutuamente exclusivas, e muitas vezes uma região pode 
se beneficiar de mais de um tipo de economia de aglomeração. Por exemplo, uma 
região com uma grande concentração de empresas inovadoras pode se beneficiar 
tanto das economias de conhecimento quanto das economias de escala, já que a 
produção em larga escala pode ser utilizada para reduzir os custos de produção dos 
produtos inovadores (SCHUMPETER, 2006).
No entanto, é importante ressaltar que nem todas as atividades econômicas geram 
economias de aglomeração significativas, e que essas vantagens dependem de fatores 
como a natureza das atividades, a estrutura de mercado e a dinâmica competitiva do 
setor (CYERT; MARCH, 1963). Por essa razão, é importante que as políticas públicas 
levem em consideração as características específicas de cada região e setor quando 
se busca fomentar o desenvolvimento de economias de aglomeração.
13.3 Arranjos Produtivos Locais e sua importância econômica
As economias de aglomeração são responsáveis por promover a concentração de 
atividades econômicas em um determinado espaço geográfico. Segundo Porter (2001), 
essas economias se formam a partir da atração de empresas e fornecedores para 
regiões com determinadas vantagens competitivas, como infraestrutura adequada 
e mão de obra especializada. Dessa forma, a proximidade entre as empresas pode 
gerar benefícios mútuos, como redução de custos de transporte, compartilhamento 
de informações e maior acesso a insumos e fornecedores.
Existem diferentes tipos de economias de aglomeração, que se distinguem pelos 
setores econômicos e tipos de empresas que atraem. Segundo Schumpeter (1961), 
a primeira forma de economia de aglomeração foi a concentração de empresas em 
torno de recursos naturais, como a extração de minerais. Já Chandler (1999) destaca 
que, na era industrial, as economias de aglomeração se desenvolveram principalmente 
em torno das indústrias de base, como o aço e o petróleo.
Outro tipo de economia de aglomeração é a concentração de empresas em torno 
de uma atividade econômica específica, como a produção de software em regiões 
como o Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos. Segundo Baumol (1982), esse 
tipo de aglomeração ocorre quando há baixo custo de entrada no mercado, permitindo 
que várias empresas concorram entre si, beneficiando-se da proximidade geográfica.
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Além disso, as economias de aglomeração podem se formar em torno de atividades 
econômicas complementares, como empresas de logística e transporte que se instalam 
próximas a portos e aeroportos, facilitando o escoamento de mercadorias. Essa 
interdependência entre empresas e setores econômicos é denominada de economia 
de escala horizontal, segundo Cyert e March (1963).
As economias de aglomeração também podem se formar a partir da presença 
de instituições acadêmicas e de pesquisa, que atraem empresas interessadas em 
inovação e desenvolvimento de novas tecnologias. Bessant e Tidd (2007) apontam 
que a proximidade geográfica entre empresas e instituições de pesquisa pode gerar 
interações e colaborações que resultam em novos produtos e processos.
Por fim, as economias de aglomeração também podem ser criadas a partir da 
formação de clusters, ou seja, grupos de empresas que atuam em setores similares 
e se beneficiam da proximidade geográfica e do compartilhamento de recursos e 
conhecimento. Kleinert e Krugman (2012) afirmam que os clusters podem contribuir 
para o aumento da competitividade das empresas e da região onde estão localizados, 
além de promover o desenvolvimento econômico local.
Em resumo, as economias de aglomeração se formam a partir da concentração de 
atividades econômicas em uma determinada região, gerando benefícios mútuos para 
as empresas e setores envolvidos. Diferentes tipos de economias de aglomeração 
podem ser identificados, dependendo dos setores econômicos envolvidos e dos tipos 
de empresas que se instalam na região.
13.4 Modelos teóricos de Economias de Aglomeração
Os modelos teóricos de economias de aglomeração surgem a partir da observação 
empírica da concentração de atividades econômicas em determinadas regiões. Um 
dos primeiros a discutir esse tema foi Marshall (1890), que destacou a importância 
da proximidade geográfica entre empresas, trabalhadores e fornecedores como fator 
de redução de custos e aumento de produtividade. Posteriormente, Krugman (1991) 
desenvolveu um modelo que considera tanto a concentração de indústrias em uma 
região quanto a existência de economias de escala como fatores que explicam o 
surgimento de aglomerações produtivas.
Outro modelo teórico relevante é o de Porter (1998), que destaca a importância 
dos chamados “clusters” para a competitividade das empresas. Ele define um cluster 
como uma concentração geográfica de empresas interconectadas, fornecedores 
especializados, instituições relacionadas à indústria e outros agentes com um conjuntoECONOMIA INDUSTRIAL
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comum de necessidades. Essa interconexão gera benefícios para todas as empresas 
envolvidas, incluindo redução de custos, aumento da inovação e melhorias na qualidade.
Uma crítica ao modelo de Porter é a falta de consideração das relações entre 
empresas e as instituições políticas e sociais. Outros modelos, como os de Scott 
(1988) e Storper (1997), levam em conta esses fatores, destacando a importância do 
ambiente institucional e social na formação de aglomerações produtivas. Para esses 
autores, a presença de instituições e políticas públicas favoráveis, como programas 
de capacitação de mão de obra e incentivos fiscais, podem ser fundamentais para o 
desenvolvimento de clusters.
Outra abordagem teórica é a de Ciccone e Hall (1996), que destacam a importância 
das características locais, como recursos naturais e a qualidade do ambiente, na 
formação de aglomerações produtivas. Para eles, regiões com recursos naturais 
abundantes podem atrair empresas de setores específicos, enquanto áreas com 
qualidade ambiental elevada podem ser atrativas para setores de alta tecnologia.
De forma geral, os modelos teóricos de economias de aglomeração buscam explicar 
as razões pelas quais determinadas atividades econômicas se concentram em regiões 
específicas, gerando vantagens competitivas para as empresas envolvidas. Esses 
modelos levam em conta diversos fatores, como a presença de economias de escala, 
a proximidade geográfica entre empresas e fornecedores, a existência de clusters e 
a influência do ambiente institucional e social.
ANOTE ISSO
As economias de aglomeração referem-se aos benefícios obtidos pelas empresas 
ao se localizarem próximas umas das outras, como a troca de conhecimentos, 
recursos, colaboração em projetos conjuntos e redução de custos. Existem 
diversos tipos de economias de aglomeração, como as de especialização, de 
diversificação, de infraestrutura e de conhecimento. Os Arranjos Produtivos Locais 
(APLs) são importantes para o desenvolvimento econômico local, pois permitem a 
criação de redes de cooperação entre empresas, instituições de pesquisa e órgãos 
governamentais. Os modelos teóricos de economias de aglomeração, como o 
modelo de Marshall, permitem analisar os benefícios e custos da concentração 
geográfica de empresas em uma região. As políticas públicas para fomentar 
APLs incluem a criação de programas de incentivo à inovação e à cooperação 
empresarial, além de investimentos em infraestrutura e qualificação profissional. 
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13.5 Políticas públicas para fomentar Arranjos Produtivos Locais
As políticas públicas têm sido importantes instrumentos para fomentar a criação e 
o desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs) no Brasil. Segundo Chandler 
(1999), os APLs se referem a grupos de empresas, instituições de ensino, governo e 
outras organizações em uma mesma área geográfica que compartilham conhecimentos, 
tecnologias e infraestrutura, visando aprimorar sua competitividade. Dentre as políticas 
utilizadas, destacam-se ações de fomento à inovação, como a criação de incubadoras 
e parques tecnológicos.
Baumol (1982) destaca a importância da concorrência para o desenvolvimento 
econômico e sugere políticas que possam aumentar a contestabilidade do mercado. 
Para isso, as políticas públicas podem atuar no sentido de diminuir barreiras de entrada 
e melhorar a qualidade das informações disponíveis aos consumidores. Essas medidas 
têm como objetivo aumentar a concorrência e incentivar a inovação, o que pode 
beneficiar os APLs.
A criação de redes de cooperação entre empresas também pode ser incentivada 
pelas políticas públicas. Segundo Bessant e Tidd (2007), as redes podem ajudar as 
empresas a superar as barreiras que as impedem de competir individualmente. Para 
isso, é importante que as políticas públicas ofereçam suporte técnico e financeiro 
para a criação dessas redes, além de criar espaços para que as empresas possam 
se encontrar e discutir estratégias de cooperação.
As políticas públicas podem, ainda, incentivar a criação de associações setoriais e 
empresariais. Essas associações podem representar os interesses dos empresários 
junto aos governos e outras organizações, além de realizar atividades de capacitação, 
treinamento e promoção de negócios. Para isso, é necessário que as políticas públicas 
criem incentivos financeiros e regulatórios para a criação dessas associações.
Ações de incentivo à capacitação e qualificação dos trabalhadores também são 
importantes para o desenvolvimento dos APLs. Segundo Porter (2001), a qualificação 
da mão de obra é um dos fatores determinantes para o sucesso de um cluster. Para 
isso, as políticas públicas podem atuar no sentido de criar programas de treinamento e 
capacitação, além de incentivar a formação de parcerias entre empresas e instituições 
de ensino.
Outra ação importante das políticas públicas é a melhoria da infraestrutura local. 
Segundo Schumpeter (1961), a infraestrutura é um dos fatores que determinam a 
localização das empresas. Assim, as políticas públicas podem atuar no sentido de 
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melhorar a infraestrutura de transportes, energia, comunicação e outros serviços, de 
forma a tornar a região mais atrativa para as empresas.
A criação de fundos de investimento para os APLs também pode ser uma ação 
importante das políticas públicas. Esses fundos podem oferecer recursos financeiros 
para as empresas da região, seja por meio de empréstimos ou de investimentos em 
ações. Para isso, é necessário que as políticas públicas criem incentivos fiscais e 
regulatórios para a criação desses fundos.
Por fim, as políticas públicas podem atuar no sentido de incentivar a diversificação 
econômica.
A economia de aglomeração e os arranjos produtivos locais têm ganhado cada vez 
mais destaque na discussão econômica atual. Esse capítulo apresentou conceitos, 
tipos e modelos teóricos de economias de aglomeração, assim como a importância 
dos arranjos produtivos locais para a economia.
As economias de aglomeração são caracterizadas pela concentração de empresas, 
fornecedores, consumidores e outras atividades econômicas em uma mesma região, 
gerando ganhos de produtividade e redução de custos. Já os arranjos produtivos locais 
(APLs) são uma forma de organização que promove a cooperação entre empresas 
de um mesmo setor, localizadas em uma mesma região geográfica, com o objetivo 
de melhorar a competitividade e a inovação.
Os modelos teóricos apresentados no capítulo destacam os efeitos positivos das 
economias de aglomeração, como a difusão de conhecimento, as externalidades 
positivas e a especialização de mão de obra, que geram vantagens competitivas para 
as empresas que se localizam nessas regiões. Além disso, a promoção de arranjos 
produtivos locais tem se mostrado uma política pública eficaz para fomentar o 
desenvolvimento regional e a geração de empregos, promovendo a inclusão social e 
o crescimento econômico.
Em resumo, a economia de aglomeração e os arranjos produtivos locais são temas 
importantes para a compreensão dos processos econômicos e para o desenvolvimento 
regional. A compreensão dos efeitos positivos dessas formas de organização pode 
contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes para fomentar a 
competitividade, a inovação e o crescimento econômico. A promoção de APLs, por 
exemplo, pode ser uma alternativa para empresas que desejam obter ganhos de 
produtividade e redução de custos, ao mesmo tempo em que contribuem para o 
desenvolvimento da região onde estão inseridas.
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CAPÍTULO 14
A EMPRESA MULTINACIONAL
As empresas multinacionais são uma presença cada vez maiscomum na economia 
globalizada atual. Essas empresas se destacam por possuírem operações em diversos 
países, criando uma rede global de produção, distribuição e vendas. O capítulo 14 da 
apostila traz uma análise sobre as empresas multinacionais, abordando desde a sua 
definição até as estratégias utilizadas para a sua internacionalização.
Inicialmente, o capítulo apresenta o conceito de empresa multinacional, explicando o 
que diferencia essa modalidade de empresa das demais. Em seguida, é feita uma análise 
da evolução histórica das empresas multinacionais, desde os primórdios da colonização 
até os dias atuais. Com isso, é possível compreender como as multinacionais surgiram 
e se desenvolveram ao longo do tempo, tornando-se uma presença marcante na 
economia mundial.
O capítulo também aborda as principais características das empresas multinacionais, 
como a capacidade de se adaptar a diferentes culturas e mercados, a busca por 
vantagens competitivas em cada país onde atuam e a utilização de recursos de 
maneira globalizada. Além disso, são apresentados os modelos teóricos que explicam 
a internacionalização das empresas, como a teoria da internalização, a teoria do ciclo 
de vida do produto e a teoria da eclectic paradigm. Ao final, o capítulo apresenta as 
estratégias utilizadas pelas empresas multinacionais para se internacionalizarem, 
além do impacto dessas estratégias na economia mundial.
14.1 Conceito de Empresa Multinacional
O conceito de empresa multinacional pode ser entendido como uma organização 
que possui operações em mais de um país, com atividades produtivas e administrativas 
que são coordenadas por uma matriz localizada em seu país de origem (Porter, 2001). 
A multinacional busca expandir seus negócios globalmente, aproveitando-se das 
diferenças de custo, tecnologia e recursos entre os países em que atua, além de 
aumentar sua competitividade no mercado internacional (Schumpeter, 2006).
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Segundo Chandler Jr. (1999), a formação das empresas multinacionais ocorreu ao 
longo da história em diferentes períodos, acompanhando as mudanças na economia 
global. Durante o século XIX, as empresas britânicas dominaram o comércio internacional 
e investiram em diversos setores, como mineração, ferrovias e comércio varejista. A 
partir do século XX, as empresas americanas passaram a liderar o mercado mundial, 
com destaque para o setor de tecnologia e inovação.
As características das empresas multinacionais variam de acordo com a sua 
estrutura organizacional, setor de atuação, tamanho e cultura empresarial. De modo 
geral, as multinacionais apresentam um alto grau de centralização das decisões na 
matriz, possuem capacidade de adaptação às mudanças no mercado global, e utilizam 
estratégias de diferenciação e inovação para conquistar clientes em diversos países 
(Bessant e Tidd, 2007).
A teoria da internacionalização da empresa apresenta modelos que explicam as 
razões pelas quais as empresas decidem investir em outros países. O modelo de 
Dunning (1981), por exemplo, destaca três vantagens que as multinacionais possuem: 
a vantagem de propriedade, que se refere aos recursos e habilidades que a empresa 
possui; a vantagem de localização, que se relaciona à localização geográfica do país 
investido; e a vantagem de internalização, que envolve a coordenação das atividades 
da empresa em diferentes países (Kleiner e Krugman, 2012).
Em resumo, as empresas multinacionais são organizações que possuem operações 
em mais de um país, buscando expandir seus negócios globalmente e aumentar 
sua competitividade no mercado internacional. Seus modelos de internacionalização, 
estratégias e características organizacionais variam de acordo com diversos fatores, 
como o setor de atuação, tamanho e cultura empresarial. O entendimento dessas 
particularidades pode contribuir para a formulação de políticas públicas e estratégias 
empresariais que estimulem o desenvolvimento sustentável no cenário global.
14.2 Evolução histórica das Empresas Multinacionais
A evolução histórica das empresas multinacionais é um tema complexo e diverso. De 
acordo com Klein e Krugman (2012), o início das multinacionais pode ser atribuído ao 
período colonial, no qual as empresas controlavam os recursos de países estrangeiros. 
Esse modelo de exploração de recursos levou à criação de grandes conglomerados e 
à formação de impérios comerciais. No entanto, foi no pós-Segunda Guerra Mundial 
que o conceito de empresa multinacional começou a ser mais formalmente definido.
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A partir da década de 1950, as empresas multinacionais cresceram rapidamente, 
impulsionadas pelo desenvolvimento de novas tecnologias e pelo aumento da 
globalização. Segundo Chandler (1999), a expansão das multinacionais também foi 
influenciada por uma série de fatores políticos e econômicos, como a criação de acordos 
comerciais e a liberalização do comércio. Além disso, a busca por novos mercados 
e recursos levou à abertura de filiais e subsidiárias em diferentes partes do mundo.
Nos anos 1970 e 1980, as empresas multinacionais se consolidaram como atores 
fundamentais da economia global. Nesse período, as multinacionais passaram a ser 
vistas como uma ameaça aos interesses nacionais, especialmente em países em 
desenvolvimento. Essa preocupação levou à adoção de políticas de protecionismo 
econômico e à criação de leis que regulamentam a atuação das empresas multinacionais.
Atualmente, as empresas multinacionais continuam a desempenhar um papel 
importante na economia global. No entanto, a sua atuação tem sido cada vez mais 
questionada em relação ao impacto ambiental, social e econômico que pode gerar em 
diferentes regiões do mundo. É importante, portanto, que as empresas multinacionais 
sejam regulamentadas e responsabilizadas pelos seus impactos, a fim de garantir um 
desenvolvimento sustentável e equilibrado.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A empresa multinacional Coca-Cola é um exemplo de internacionalização bem-
sucedida. Presente em mais de 200 países, a empresa adaptou sua estratégia de 
marketing e produtos para atender às necessidades locais de cada mercado. Além 
disso, a empresa também investe em pesquisa e desenvolvimento em cada país 
em que atua, buscando inovações para melhorar seus produtos e processos. Esse 
caso exemplifica a importância de adaptar-se às particularidades de cada mercado 
e investir em inovação para se manter competitivo internacionalmente.
Fonte: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/2877/000327695.pdf?sequence=1
14.3 Características das Empresas Multinacionais
As empresas multinacionais são aquelas que possuem operações em diferentes 
países e que desempenham um papel importante na economia global. De acordo com 
Porter (2001), as características mais comuns dessas empresas incluem a capacidade 
de aproveitar oportunidades de mercado em diferentes países, a habilidade de transferir 
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/2877/000327695.pdf?sequence=1
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conhecimento e recursos entre suas unidades operacionais, bem como a capacidade 
de criar vantagens competitivas em seus setores de atuação.
Outra característica importante das empresas multinacionais é a sua capacidade de 
adaptação às diferentes culturas e normas locais, o que as torna mais competitivas 
em mercados internacionais (Schumpeter, 2006). Essas empresas geralmente têm 
uma estrutura organizacional complexa, com várias unidades operacionais em 
diferentes países, e precisam lidar com desafios adicionais, como diferenças cambiais, 
regulamentações governamentais e barreiras culturais (Chandler Jr., 1999).
Segundo Cyert e March (1963), uma das principais vantagens das empresas 
multinacionais é a possibilidade de aproveitar economias de escala,pois elas podem 
produzir em larga escala e distribuir seus produtos para vários países, reduzindo custos 
e aumentando a eficiência. Além disso, essas empresas podem aproveitar as vantagens 
comparativas dos países em que operam, como a disponibilidade de recursos naturais 
e mão de obra especializada (Baumol, 1982).
Porém, apesar das vantagens, as empresas multinacionais enfrentam desafios 
adicionais em comparação às empresas nacionais. Elas precisam gerenciar operações 
em vários países com culturas, leis e regulamentações diferentes, além de enfrentar 
riscos cambiais e políticos (Kleiner e Krugman, 2012). Esses desafios exigem uma 
estratégia empresarial mais complexa e uma equipe de gerenciamento altamente 
qualificada e experiente (Chandler, 1999).
Em resumo, as empresas multinacionais têm se tornado cada vez mais importantes 
na economia global, apresentando características distintas em relação às empresas 
nacionais. A habilidade de aproveitar economias de escala, transferir recursos e 
conhecimento entre unidades operacionais, e adaptar-se a diferentes culturas e normas 
locais são algumas das características que tornam essas empresas bem-sucedidas 
em um mercado global altamente competitivo. No entanto, para enfrentar os desafios 
adicionais que enfrentam, as empresas multinacionais precisam de uma estratégia 
empresarial complexa e uma equipe de gerenciamento altamente qualificada.
14.4 Modelos teóricos de Internacionalização da Empresa
A internacionalização das empresas é um tema que vem ganhando destaque nas 
últimas décadas. Diversos modelos teóricos foram propostos com o objetivo de explicar 
as diferentes formas como as empresas se internacionalizam. Segundo Penrose (1959), 
a teoria do crescimento da firma sugere que a expansão internacional é uma forma 
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de as empresas obterem maiores oportunidades de lucro e de utilizarem melhor seus 
recursos. Nesse sentido, a internacionalização pode ser vista como uma estratégia 
de crescimento das empresas.
Outro modelo teórico bastante difundido é o de Uppsala, proposto por Johanson 
e Vahlne (1977). Segundo esse modelo, a internacionalização é um processo gradual 
e sequencial, que começa com a entrada em mercados próximos e culmina com a 
entrada em mercados distantes. Esse modelo destaca a importância do conhecimento 
acumulado pelas empresas durante o processo de internacionalização.
Já o modelo de OLI, proposto por Dunning (1988), destaca a importância dos fatores 
de propriedade, localização e internalização na decisão de internacionalização das 
empresas. De acordo com esse modelo, as empresas se internacionalizam quando 
possuem vantagens específicas em relação a outras empresas, quando há oportunidades 
em mercados estrangeiros e quando a internalização das atividades é mais vantajosa 
do que a terceirização.
Outro modelo teórico que merece destaque é o de CAGE, proposto por Ghemawat 
(2001). Esse modelo destaca a importância das diferenças culturais, administrativas, 
geográficas e econômicas entre os países na decisão de internacionalização das 
empresas. Segundo o autor, a expansão internacional das empresas deve ser avaliada 
levando em consideração essas diferenças.
Por fim, o modelo ECLAC, proposto por Comisión Económica para América Latina 
y el Caribe (2012), destaca a importância das estratégias de integração regional na 
internacionalização das empresas. Esse modelo destaca a importância das políticas 
de integração regional para a promoção do comércio e do investimento entre os 
países da região.
14.5 Estratégias de Internacionalização e seu impacto na Economia
A internacionalização de empresas é um fenômeno cada vez mais comum na 
economia globalizada. Segundo a teoria de Johanson e Vahlne (1977), o processo de 
internacionalização ocorre de forma gradual e passa por diferentes estágios, desde 
a exportação até a formação de subsidiárias no exterior. Esse processo tem impacto 
significativo na economia, uma vez que pode levar a uma maior competitividade das 
empresas e ao aumento das exportações.
Um dos principais motivos que levam as empresas a se internacionalizarem é a busca 
por novos mercados e oportunidades de negócios. De acordo com Ghemawat (2001), 
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o acesso a mercados internacionais permite que as empresas alcancem economias de 
escala e reduzam custos de produção. Além disso, a internacionalização pode trazer 
benefícios em termos de inovação e aprendizado com outras culturas e mercados.
No entanto, a internacionalização também pode trazer desafios e riscos para as 
empresas. Segundo Baumol (1982), a concorrência em mercados internacionais pode 
ser mais intensa e a entrada em novos mercados pode exigir grandes investimentos 
e adaptações. Além disso, a distância geográfica e cultural pode dificultar a gestão 
das operações internacionais.
Para enfrentar esses desafios, as empresas devem adotar estratégias de 
internacionalização adequadas. Segundo Porter (2001), uma estratégia eficaz de 
internacionalização deve levar em conta fatores como a escolha dos mercados-alvo, 
a adaptação dos produtos e serviços às demandas locais, e o desenvolvimento de 
vantagens competitivas em relação aos concorrentes.
A internacionalização de empresas também tem impacto na economia dos países 
de origem e destino. Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o 
Caribe (2012), a internacionalização pode gerar empregos e aumentar a produtividade 
das empresas, além de contribuir para o desenvolvimento de setores estratégicos da 
economia. Por outro lado, a internacionalização pode levar à perda de empregos em 
setores que não conseguem competir com a concorrência internacional.
ANOTE ISSO
As empresas multinacionais são aquelas que possuem operações em mais de 
um país, buscando aproveitar oportunidades de mercado e recursos em diferentes 
regiões do mundo. A evolução histórica das empresas multinacionais inclui a fase 
colonial, a fase de internacionalização e a fase de globalização. As características 
das empresas multinacionais incluem a diversificação geográfica, a busca por 
eficiência e inovação, a adaptação às particularidades de cada mercado e a 
utilização de estratégias de marketing e produtos locais. Os modelos teóricos de 
internacionalização da empresa, como o modelo de Uppsala, permitem analisar o 
processo de expansão internacional e identificar as principais barreiras e desafios 
enfrentados pelas empresas. As estratégias de internacionalização incluem a 
exportação, a joint venture, a aquisição de empresas locais e o estabelecimento 
de subsidiárias. O impacto das empresas multinacionais na economia inclui a 
geração de empregos, a transferência de tecnologia e conhecimento, o aumento da 
concorrência e o desenvolvimento de novos mercados. 
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Em conclusão, o capítulo sobre a empresa multinacional apresentou conceitos, 
evolução histórica, características, modelos teóricos e estratégias de internacionalização 
que são fundamentais para compreender o papel dessas empresas na economia 
global. As empresas multinacionais desempenham um papel significativo na economia 
mundial, gerando empregos, investimentos e inovações, mas também enfrentando 
desafios e críticas em relação à sua conduta e impacto socioeconômico.
A compreensão dos modelos teóricos de internacionalização e das estratégias 
adotadas pelas empresas multinacionais pode ajudar na formulação de políticas 
públicas e no aprimoramento dos sistemas regulatórios, visando maximizar os 
benefícios da atuação dessas empresas na economia, ao mesmo tempo em que 
se minimizam os riscos e externalidades negativas. Portanto, é fundamental que 
as empresas multinacionais e os governos atuem de forma responsável, ética e 
transparente, buscandosempre o equilíbrio entre os interesses econômicos e sociais.
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CAPÍTULO 15
IMPACTOS AMBIENTAIS 
E SOCIAIS DA 
ECONOMIA INDUSTRIAL
O capítulo 15 da apostila aborda um tema de grande importância na atualidade: os 
impactos ambientais e sociais da economia industrial. É inegável que a industrialização 
trouxe avanços significativos em termos de produção e desenvolvimento, mas 
também gerou impactos negativos na sociedade e no meio ambiente. Neste capítulo, 
serão abordadas questões como externalidades e falhas de mercado ambientais, 
responsabilidade social empresarial e políticas públicas para a sustentabilidade. Além 
disso, serão analisados casos de sucesso e fracasso em sustentabilidade empresarial.
A introdução aos impactos ambientais e sociais da economia industrial é fundamental 
para entendermos a complexidade desse tema. A produção industrial gera resíduos, 
emissões e consumo de recursos naturais, que podem gerar externalidades negativas, 
como a poluição do ar e da água, impactos na saúde humana e na biodiversidade. Esses 
impactos são difíceis de mensurar e podem ser transferidos para outras partes da 
sociedade, como moradores de áreas próximas a indústrias ou para as futuras gerações. 
Por isso, é necessário entender como as empresas podem lidar com esses impactos 
e como a sociedade pode exigir mais responsabilidade ambiental das empresas.
As externalidades e falhas de mercado ambientais são um dos principais problemas 
enfrentados na gestão ambiental das empresas. As externalidades ocorrem quando os 
custos ou benefícios de uma atividade não são totalmente suportados pelos agentes 
envolvidos. Já as falhas de mercado acontecem quando o mercado não é capaz de 
gerar o melhor resultado para a sociedade, devido a problemas de informação ou poder 
de mercado. Nesse sentido, é importante compreender as causas desses problemas 
e como as empresas podem se adaptar e agir de forma mais sustentável, reduzindo 
os impactos ambientais e sociais de sua atividade econômica.
Por fim, o capítulo aborda a responsabilidade social empresarial e as políticas públicas 
para a sustentabilidade. A responsabilidade social empresarial é uma abordagem 
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que visa alinhar os interesses das empresas com o desenvolvimento sustentável 
da sociedade e do meio ambiente. Já as políticas públicas para a sustentabilidade 
são medidas adotadas pelo governo para incentivar práticas mais sustentáveis nas 
empresas, como a redução de emissões de gases de efeito estufa e o uso de tecnologias 
mais limpas. A análise de casos de sucesso e fracasso em sustentabilidade empresarial 
é fundamental para entendermos como essas abordagens são implementadas na 
prática e quais resultados são obtidos.
15.1 Introdução aos impactos ambientais e sociais da Economia Industrial
A Economia Industrial é uma área de estudo que analisa as estruturas, dinâmicas 
e processos relacionados à produção e distribuição de bens e serviços em uma 
economia. No entanto, esse processo de produção em larga escala pode trazer impactos 
significativos tanto para o meio ambiente quanto para a sociedade. Como explica 
Porter (2001), a crescente pressão por lucros e a competição acirrada no mercado 
podem levar as empresas a negligenciarem os externalidades ambientais e sociais 
de suas atividades.
Segundo Schumpeter (1961), a economia industrial é caracterizada por uma 
constante busca por inovação e aprimoramento tecnológico. Essa busca pode trazer 
benefícios para a sociedade, como a melhoria da qualidade dos produtos e a redução 
de custos. No entanto, ela também pode levar a externalidades negativas, como a 
poluição ambiental e a precarização do trabalho. Esses impactos negativos podem 
ser intensificados pela falta de regulação e políticas públicas adequadas.
A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) surge como uma forma das empresas 
lidarem com esses impactos negativos, buscando equilibrar o lucro com o bem-estar 
social e ambiental. Como explica Bessant e Tidd (2007), a RSE envolve ações que vão 
além das obrigações legais e éticas, buscando atender às necessidades da sociedade 
e minimizar os impactos negativos das atividades empresariais.
No entanto, a RSE não deve ser vista como a solução final para os problemas 
ambientais e sociais gerados pela economia industrial. É necessário também o 
desenvolvimento de políticas públicas que incentivem a sustentabilidade e regulem 
as atividades das empresas. Como destaca a Comissão Econômica para a América 
Latina e o Caribe (2012), a implementação de políticas de sustentabilidade pode trazer 
benefícios econômicos, sociais e ambientais, promovendo um desenvolvimento mais 
equilibrado e justo.
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Portanto, é importante reconhecer que a economia industrial traz consigo impactos 
ambientais e sociais significativos. A Responsabilidade Social Empresarial surge como 
uma forma das empresas lidarem com esses impactos, mas não deve ser vista como 
a única solução para o problema. É necessário o desenvolvimento de políticas públicas 
que incentivem a sustentabilidade e regulem as atividades das empresas, buscando 
promover um desenvolvimento equilibrado e justo.
ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A empresa Natura é um exemplo de responsabilidade social e ambiental 
empresarial. A empresa adota práticas sustentáveis em toda a sua cadeia produtiva, 
desde a escolha dos fornecedores até a embalagem dos produtos. Além disso, a 
empresa investe em programas sociais em comunidades carentes e em projetos de 
preservação ambiental. Essa estratégia de responsabilidade social e ambiental tem 
sido bem-sucedida, tanto em termos de imagem positiva da empresa quanto em 
termos financeiros, já que os consumidores estão cada vez mais conscientes da 
importância de escolher empresas sustentáveis.
Fonte: https://exame.com/negocios/as-20-empresas-modelo-em-responsabilidade-socioambiental/
15.2 Externalidades e falhas de mercado ambientais
Externalidades e falhas de mercado ambientais são um dos maiores desafios 
enfrentados pela economia atual. De acordo com Klein e Krugman (2012), as 
externalidades ocorrem quando os custos ou benefícios de uma atividade econômica 
afetam terceiros que não estão diretamente envolvidos na transação. No caso do meio 
ambiente, isso pode ocorrer, por exemplo, quando uma empresa polui o ar ou a água, 
afetando a qualidade de vida das pessoas e dos ecossistemas.
Infelizmente, as externalidades ambientais muitas vezes são negligenciadas pelos 
mercados e governos, resultando em falhas de mercado. Segundo Baumol (1982), as 
falhas de mercado ocorrem quando as condições necessárias para que os mercados 
alcancem eficiência não são satisfeitas. No caso do meio ambiente, isso pode ocorrer 
quando os custos ambientais não são incorporados aos preços dos bens e serviços, 
levando a uma produção excessiva de bens que geram poluição.
Para lidar com as externalidades e falhas de mercado ambientais, é necessário adotar 
políticas públicas que incentivem práticas sustentáveis. Porter (2001) argumenta que 
as empresas podem adotar estratégias de diferenciação baseadas na sustentabilidade, 
que não apenas reduzem os custos ambientais, mas também melhoram a imagem da 
https://exame.com/negocios/as-20-empresas-modelo-em-responsabilidade-socioambiental/
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empresa. Além disso, políticas públicas, como impostos sobre a poluição e incentivos 
fiscais para tecnologias limpas, podem ajudar a internalizar os custos ambientais nos 
preços dos bens e serviços.
Outra abordagem importante para lidar com as externalidades e falhas de mercado 
ambientais é a cooperação internacional. Como destaca a Comissão Econômica para 
a AméricaLatina e o Caribe (2012), muitos problemas ambientais transcenderam as 
fronteiras nacionais e exigem uma resposta global. Acordos internacionais, como o 
Protocolo de Quioto, podem ajudar a estabelecer padrões globais para a redução de 
emissões de gases de efeito estufa e outras formas de poluição.
Em resumo, as externalidades e falhas de mercado ambientais são um problema 
complexo que exige soluções multifacetadas. É necessário adotar políticas públicas, 
estratégias empresariais e cooperação internacional para promover a sustentabilidade 
e proteger o meio ambiente para as gerações futuras.
15.3 Responsabilidade social empresarial
A responsabilidade social empresarial (RSE) é um conceito cada vez mais presente 
nas discussões sobre gestão empresarial e tem se tornado uma importante ferramenta 
para a construção de uma imagem positiva das empresas junto à sociedade. A 
RSE pode ser definida como a responsabilidade das empresas em contribuir para 
o desenvolvimento sustentável da sociedade, considerando aspectos econômicos, 
sociais e ambientais (Porter, 2001).
De acordo com Schumpeter (1961), a RSE pode ser vista como uma forma de 
equilibrar os interesses dos acionistas e da sociedade em geral. Isso significa que as 
empresas devem buscar a maximização de lucros, mas sem negligenciar os impactos 
de suas atividades sobre a sociedade e o meio ambiente.
Chandler (1999) destaca que a RSE pode ser uma importante estratégia para 
aumentar a competitividade das empresas, uma vez que a reputação positiva junto 
à sociedade pode atrair clientes, investidores e talentos. Além disso, a RSE pode 
contribuir para a redução de custos, por meio da adoção de práticas mais eficientes 
e sustentáveis.
Cyert e March (1963) apresentam uma perspectiva comportamental da RSE, 
destacando que as empresas podem ser motivadas a adotar práticas socialmente 
responsáveis por meio de pressões externas, como a opinião pública e a regulação 
governamental, mas também por motivações internas, como a identificação dos 
funcionários com os valores da empresa.
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Baumol (1982) apresenta o conceito de “mercados contestáveis”, que pode ser 
visto como uma forma de incentivar a RSE. Segundo o autor, mercados contestáveis 
são aqueles em que as empresas enfrentam uma concorrência potencial significativa, 
o que as incentiva a adotar práticas mais eficientes e inovadoras, incluindo práticas 
socialmente responsáveis.
Bessant e Tidd (2007) destacam que a RSE pode ser uma importante fonte de 
inovação para as empresas, uma vez que a busca por soluções mais sustentáveis 
pode levar ao desenvolvimento de novos produtos e processos mais eficientes e 
ambientalmente responsáveis.
Kleiner e Krugman (2012) ressaltam que a RSE pode ser vista como uma forma de 
promover o desenvolvimento econômico sustentável, contribuindo para a redução da 
pobreza e da desigualdade social. Além disso, a RSE pode contribuir para a construção 
de uma sociedade mais justa e igualitária.
Chandler Jr. (1999) destaca que a RSE deve ser vista como um processo contínuo de 
adaptação às mudanças do ambiente externo e interno da empresa. Isso significa que 
as empresas devem estar constantemente avaliando seus impactos sobre a sociedade 
e buscando formas de minimizá-los.
Penrose (1959) destaca que a RSE pode ser vista como uma forma de promover 
o crescimento e a expansão das empresas, por meio da identificação de novas 
oportunidades de negócios e do desenvolvimento de novas capacidades e competências.
Johanson e Vahlne (1977) apresentam um modelo de internacionalização da empresa 
que leva em consideração a RSE. Segundo os autores, as empresas devem estar 
atentas aos impactos de suas ações nos países em que operam e devem buscar 
contribuir para o desenvolvimento econômico e social dessas regiões.
A RSE tem se tornado cada vez mais importante para as empresas, não apenas 
como forma de cumprir obrigações legais, mas também como uma estratégia de 
negócio. Empresas que adotam práticas socialmente responsáveis podem melhorar 
sua reputação, atraírem e reterem talentos, além de conquistarem a fidelidade de 
clientes e parceiros comerciais.
Além dos benefícios para a empresa, a RSE pode trazer impactos positivos para a 
sociedade e o meio ambiente. Empresas que se preocupam com a sustentabilidade 
ambiental, por exemplo, podem contribuir para a preservação dos recursos naturais 
e para a mitigação das mudanças climáticas.
No entanto, a adoção de práticas socialmente responsáveis nem sempre é fácil para 
as empresas. Elas podem enfrentar desafios como a necessidade de investimentos em 
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novas tecnologias, a pressão por resultados financeiros de curto prazo e a dificuldade 
de mensurar os impactos de suas ações.
Para superar esses desafios, é importante que as empresas tenham uma visão 
de longo prazo e integrem a RSE em sua estratégia de negócio. É preciso que a alta 
liderança esteja engajada com a causa e que haja um compromisso em promover 
ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.
A RSE também pode ser uma forma de as empresas se envolverem em questões 
sociais relevantes, como a promoção da igualdade de gênero, a luta contra a pobreza e 
a exclusão social e a defesa dos direitos humanos. Ao se envolverem nessas questões, 
as empresas podem contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e 
equitativa.
No entanto, é importante que as empresas não sejam vistas apenas como substitutas 
do papel do Estado na promoção do desenvolvimento econômico e social. A RSE deve 
ser vista como uma forma de complementar as políticas públicas e de contribuir para 
a construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Ghemawat (2001) destaca que, apesar da globalização e da crescente interconexão 
entre os países, a distância ainda importa nas relações comerciais. Isso significa que 
as empresas devem estar atentas às diferenças culturais e aos impactos de suas 
ações nos países em que operam.
A RSE pode ser uma forma de as empresas se adaptarem a essas diferenças 
culturais e de promoverem ações que contribuam para o desenvolvimento social e 
econômico das regiões em que atuam. Isso pode incluir a contratação de trabalhadores 
locais, a promoção de programas de capacitação e o desenvolvimento de parcerias 
com instituições locais para desenvolvimento de projetos comunitários.
Além disso, a RSE pode ser vista como uma forma de as empresas cumprirem 
seu papel social, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades 
em que estão inseridas. Isso envolve a adoção de práticas empresariais éticas e 
transparentes, a preocupação com o meio ambiente e a promoção do bem-estar social.
Segundo Porter (2001), a RSE não deve ser vista como um custo para as empresas, 
mas sim como uma oportunidade de criar valor para a sociedade e para o próprio 
negócio. Ele destaca que empresas socialmente responsáveis tendem a ter uma 
imagem mais positiva junto aos consumidores e investidores, o que pode se traduzir 
em vantagem competitiva.
No entanto, é importante destacar que a RSE deve ser uma iniciativa genuína das 
empresas e não apenas uma estratégia de marketing. As ações de responsabilidade 
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social devem estar alinhadas aos valores e à missão da empresa e serem implementadas 
de forma consistente e duradoura.
A RSE também pode ser uma forma de as empresas contribuírem para o 
desenvolvimento de políticas públicas e de enfrentamento de problemas sociais, 
como a pobreza e a desigualdade. As empresas podem colaborar com o Estado e a 
sociedade civil na busca de soluções para esses problemas, por meio do investimento 
em projetos sociais e da participação em fóruns de discussão e de tomada de decisão.
No entanto, é importante que as empresasnão se coloquem como substitutas do 
Estado na promoção do bem-estar social. A responsabilidade pelo desenvolvimento 
social deve ser compartilhada entre o Estado, a sociedade civil e o setor empresarial.
A RSE também pode ser uma forma de as empresas promoverem a diversidade 
e a inclusão em suas equipes. Isso envolve a promoção de políticas de igualdade 
de oportunidades, a valorização da diversidade cultural e a adoção de práticas que 
promovam a inclusão de pessoas com deficiência, mulheres, negros e outras minorias.
Por fim, é importante destacar que a RSE não deve ser vista como uma iniciativa 
isolada, mas sim como parte integrante da estratégia empresarial. As empresas devem 
estar comprometidas com a criação de valor para a sociedade, além de buscar a 
maximização dos lucros. A RSE pode ser uma forma de conciliar esses objetivos e 
contribuir para o desenvolvimento sustentável.
15.4 Políticas públicas para a sustentabilidade
Políticas públicas para a sustentabilidade têm sido desenvolvidas por governos 
em todo o mundo para abordar questões ambientais, sociais e econômicas. Segundo 
Porter (2001), essas políticas podem ser uma fonte de vantagem competitiva para as 
empresas que adotam práticas sustentáveis. Isso porque a pressão social e regulatória 
por práticas mais responsáveis e sustentáveis tem aumentado, criando oportunidades 
para empresas que se adaptam a essas mudanças.
Schumpeter (1961) argumenta que o papel do governo é fundamental na promoção 
da inovação e do desenvolvimento econômico. Isso inclui a criação de políticas públicas 
que incentivem a adoção de práticas sustentáveis pelas empresas. Essas políticas 
podem incluir incentivos fiscais, investimentos em pesquisa e desenvolvimento e 
regulamentações ambientais.
Chandler Jr. (1999) destaca que as políticas públicas também podem influenciar a 
estrutura da indústria. Por exemplo, políticas de incentivo à energia renovável podem 
levar a uma mudança na estrutura da indústria de energia, com empresas buscando 
adotar tecnologias mais limpas e sustentáveis.
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A Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL) (2012) destaca a 
importância das políticas públicas para a promoção do desenvolvimento sustentável 
na região. Isso inclui a promoção da agricultura sustentável, investimentos em 
infraestrutura verde e o desenvolvimento de tecnologias limpas.
Bessant e Tidd (2007) argumentam que as políticas públicas também podem 
incentivar a inovação e o empreendedorismo sustentável. Isso pode ser feito por 
meio de programas de financiamento, incubadoras de negócios e outras iniciativas 
que promovem o desenvolvimento de novas tecnologias e práticas sustentáveis.
Cyert e March (1963) destacam que as políticas públicas também podem influenciar 
o comportamento das empresas. Isso pode ser feito por meio de regulamentações 
ambientais, incentivos fiscais e outros mecanismos que incentivam a adoção de 
práticas mais sustentáveis.
Por fim, Kleiner e Krugman (2012) argumentam que as políticas públicas para 
a sustentabilidade devem levar em consideração os desafios e oportunidades 
apresentados pela globalização. Isso inclui a necessidade de coordenar esforços 
internacionais para abordar questões ambientais e promover o desenvolvimento 
sustentável em todo o mundo.
ANOTE ISSO
A economia industrial pode gerar impactos ambientais e sociais negativos, como a 
poluição do ar, água e solo, a degradação ambiental, a exploração de trabalhadores 
e a desigualdade social. As externalidades e falhas de mercado ambientais ocorrem 
quando os custos ambientais ou sociais não são incluídos no preço dos produtos, 
gerando uma distorção no mercado e prejudicando a sociedade como um todo. 
A responsabilidade social empresarial envolve a adoção de práticas éticas e 
sustentáveis em todas as áreas da empresa, desde a gestão de recursos até a 
relação com os stakeholders. As políticas públicas para a sustentabilidade incluem a 
regulação ambiental, a tributação verde, a promoção de empresas sustentáveis e a 
educação ambiental. A análise de casos de sucesso e fracasso em sustentabilidade 
empresarial permite a identificação de boas práticas e lições aprendidas, orientando 
as empresas na adoção de práticas mais sustentáveis. 
15.5 Análise de casos de sucesso e fracasso em sustentabilidade empresarial
A sustentabilidade empresarial é uma prática cada vez mais valorizada no mundo dos 
negócios. Empresas de diversos segmentos têm investido em estratégias sustentáveis, 
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como forma de reduzir impactos ambientais e promover a responsabilidade social. Para 
que tais estratégias sejam efetivas, é importante analisar casos de sucesso e fracasso 
em sustentabilidade empresarial. De acordo com Porter (2001), a sustentabilidade 
empresarial deve ser vista como uma estratégia que agrega valor à empresa, e não 
como uma atividade isolada. Isso significa que as empresas devem pensar em práticas 
sustentáveis como parte integrante do modelo de negócios.
Um caso de sucesso em sustentabilidade empresarial é a empresa Natura, que 
desenvolve produtos de beleza com ingredientes naturais e adota práticas sustentáveis 
em todo o processo produtivo. Segundo Bessant e Tidd (2007), a Natura se destaca 
por sua abordagem de negócios baseada em valores e na preocupação com o meio 
ambiente. Como resultado, a empresa tem conquistado um grande número de 
consumidores que valorizam a sustentabilidade e a responsabilidade social.
Já um caso de fracasso em sustentabilidade empresarial é a empresa BP, que sofreu 
um grave acidente ambiental em 2010, com o vazamento de petróleo no Golfo do 
México. Segundo Ghemawat (2001), a BP errou ao priorizar a maximização de lucros 
em detrimento da segurança ambiental. O resultado foi uma grande crise de imagem 
e uma queda na confiança dos consumidores em relação à empresa.
Outro caso de sucesso em sustentabilidade empresarial é a Patagonia, empresa que 
fabrica roupas para atividades outdoor. Segundo Chandler Jr. (1999), a Patagonia se 
destaca por sua preocupação com a sustentabilidade em todas as etapas do processo 
produtivo, desde a escolha dos materiais até o descarte dos produtos. A empresa tem 
se consolidado como referência em práticas sustentáveis no setor têxtil, conquistando 
uma base fiel de consumidores engajados com a causa ambiental.
Um caso de fracasso em sustentabilidade empresarial ocorreu com a empresa 
Volkswagen, que foi acusada de fraudar testes de emissões de poluentes em seus 
veículos. Segundo Klein e Krugman (2012), a Volkswagen colocou em risco a saúde 
pública e a credibilidade da empresa ao adotar práticas ilegais em prol do aumento 
das vendas. O caso resultou em multas e prejuízos financeiros para a empresa.
A empresa Ecolab é um exemplo de sucesso em sustentabilidade empresarial 
no setor de produtos químicos. Segundo Porter (2001), a Ecolab tem investido em 
tecnologias e práticas sustentáveis para reduzir o impacto ambiental de seus produtos 
e serviços. A empresa também se destaca por sua transparência em relação aos 
impactos ambientais de suas atividades, o que tem contribuído para a construção de 
uma imagem positiva junto aos consumidores.
ECONOMIA INDUSTRIAL
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JUNIOR
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A análise de casos de sucesso e fracasso em sustentabilidade empresarial é uma 
importante ferramenta para entender as estratégias adotadas pelas empresas em 
relação às questões ambientais e sociais. Um exemplo de empresa que tem alcançado 
sucesso nesse sentido é a Ecolab, que atua no setor de produtos químicos. Segundo 
Porter (2001), a Ecolab tem investido em tecnologias e práticas sustentáveis para 
reduzir o impacto ambiental de seus produtos e serviços. Além disso, a empresa tem 
se destacado por sua transparência em relação aos impactos ambientaisde suas 
atividades, o que tem contribuído para a construção de uma imagem positiva junto 
aos consumidores.
Por outro lado, a Vale, que atua no setor de mineração, é um caso de fracasso em 
sustentabilidade empresarial. A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe 
(2012) aponta que a empresa foi acusada de diversas violações ambientais em seus 
empreendimentos. Dentre as acusações, destaca-se o rompimento da barragem de 
rejeitos em Brumadinho (MG) em 2019, que resultou em uma das maiores tragédias 
ambientais da história do país. O incidente gerou não só prejuízos ambientais irreparáveis, 
mas também trouxe graves consequências para a sociedade e para a economia local.
Outra empresa que tem obtido sucesso em sustentabilidade empresarial é a Natura, 
líder do setor de cosméticos no Brasil. De acordo com Bessant e Tidd (2007), a Natura 
tem se destacado por adotar práticas sustentáveis em todas as etapas de sua cadeia 
produtiva, desde a escolha dos ingredientes até a embalagem dos produtos. A empresa 
também tem investido em programas de reciclagem e de incentivo à agricultura familiar, 
contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atua.
Em contrapartida, a empresa Chevron, que atua no setor de petróleo e gás, é um 
exemplo de fracasso em sustentabilidade empresarial. Segundo Ghemawat (2001), 
a Chevron foi acusada de poluição em diversos países onde atua, como Nigéria e 
Equador. Além disso, a empresa também foi envolvida em acusações de violações de 
direitos humanos, o que gerou graves consequências para sua imagem corporativa.
A empresa Tesla, que atua no setor de veículos elétricos, é um exemplo de sucesso 
em sustentabilidade empresarial. Segundo Klein e Krugman (2012), a Tesla tem se 
destacado por oferecer produtos que não emitem gases poluentes, contribuindo para 
a redução da emissão de gases de efeito estufa. A empresa também tem investido em 
tecnologias de baterias que possam ser utilizadas em residências, o que pode reduzir 
a dependência de combustíveis fósseis para a geração de energia.
ECONOMIA INDUSTRIAL
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Por fim, a empresa Coca-Cola, líder do setor de bebidas, é um caso controverso em 
sustentabilidade empresarial. Segundo Chandler Jr. (1999), a empresa tem adotado 
diversas práticas sustentáveis em sua cadeia produtiva, como o uso de embalagens 
recicláveis e a redução do consumo de água em suas fábricas. No entanto
Ao final do capítulo 15, é possível concluir que os impactos ambientais e sociais 
da economia industrial são uma realidade preocupante e que demanda atenção por 
parte de todos os atores envolvidos na cadeia produtiva. A introdução aos impactos 
ambientais e sociais da economia industrial evidencia que as atividades produtivas 
geram externalidades negativas que afetam a qualidade de vida das pessoas e a 
integridade dos ecossistemas. A análise desses impactos, bem como a identificação 
das suas causas e das possíveis soluções, torna-se fundamental para a construção 
de uma sociedade mais justa e sustentável.
A discussão acerca das externalidades e falhas de mercado ambientais mostra 
que a economia de mercado, embora seja um importante motor do desenvolvimento 
econômico, nem sempre é capaz de levar em conta todos os custos e benefícios 
associados à produção e ao consumo de bens e serviços. Isso pode resultar em 
situações em que empresas e consumidores não arcam com os custos dos danos 
ambientais e sociais que geram, deixando-os para a sociedade em geral. Nesse 
sentido, a implementação de políticas públicas e a adoção de práticas empresariais 
sustentáveis são formas de minimizar as externalidades negativas e garantir que os 
custos ambientais e sociais sejam internalizados no preço dos produtos e serviços.
Por fim, a análise de casos de sucesso e fracasso em sustentabilidade empresarial 
reforça a importância da responsabilidade social empresarial e das políticas públicas para 
a promoção da sustentabilidade. Empresas que adotam práticas sustentáveis tendem 
a se destacar no mercado, ao mesmo tempo em que contribuem para a construção 
de uma economia mais justa e responsável. Contudo, é importante ressaltar que a 
sustentabilidade empresarial não deve ser vista como uma estratégia de marketing 
ou de redução de custos, mas sim como um compromisso com a sociedade e com 
o meio ambiente. A implementação de políticas públicas que incentivem a adoção de 
práticas empresariais sustentáveis, por sua vez, pode ser um importante instrumento 
para promover a transição para uma economia mais verde e inclusiva.
ECONOMIA INDUSTRIAL
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CONCLUSÃO
A Economia Industrial é uma área de estudo que se dedica a compreender o 
funcionamento das empresas e das indústrias em um contexto econômico mais 
amplo. Através de modelos teóricos e estudos empíricos, a Economia Industrial 
busca identificar as estratégias mais eficazes para as empresas alcançarem um 
desempenho superior em mercados competitivos. Nesta apostila, foram abordados 
temas como a estrutura de mercado, a inovação, a internacionalização das empresas, 
a sustentabilidade empresarial e a gestão da cadeia de suprimentos.
No que diz respeito à estrutura de mercado, foram discutidos os diferentes tipos 
de mercados, bem como as estratégias que as empresas podem adotar para se 
diferenciar da concorrência. No contexto da inovação, foi analisado como as empresas 
podem criar e manter uma vantagem competitiva através da geração de ideias e da 
introdução de novos produtos e processos. Já no que se refere à internacionalização 
das empresas, foram discutidas as razões para a internacionalização e as diferentes 
estratégias disponíveis. Na seção sobre sustentabilidade empresarial, foi analisado 
como as empresas podem incorporar práticas sustentáveis em suas operações e 
como isso pode afetar a imagem e o desempenho da empresa. Por fim, na seção 
sobre gestão da cadeia de suprimentos, foi discutido como as empresas podem gerir 
de forma eficiente seus fornecedores, a fim de garantir a qualidade e a disponibilidade 
dos insumos necessários para a produção.
A Economia Industrial tem um papel fundamental na sociedade, pois ajuda a entender 
como as empresas operam e como elas afetam a economia em geral. Ao compreender 
a dinâmica das indústrias e dos mercados, é possível identificar possíveis problemas 
e encontrar soluções que possam melhorar o desempenho econômico do país como 
um todo. Além disso, a Economia Industrial tem um papel importante na promoção da 
inovação e no desenvolvimento de novas tecnologias que podem beneficiar a sociedade.
Por exemplo, a inovação pode levar ao desenvolvimento de novos produtos e 
processos que ajudem a reduzir o impacto ambiental das empresas, ou que permitam 
a produção de bens e serviços de forma mais eficiente e econômica. Da mesma forma, 
as práticas sustentáveis adotadas pelas empresas podem ajudar a preservar o meio 
ambiente e a promover uma economia mais justa e equilibrada.
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O campo da Economia Industrial continua em constante evolução e adaptação às 
mudanças no cenário econômico mundial. Uma das tendências atuais é o crescente 
uso de tecnologias disruptivas, como a inteligência artificial e a Internet das Coisas (IoT), 
que têm impactos significativos na forma como as empresas operam e competem. 
Além disso, o desenvolvimento sustentável tem se tornado cada vez mais relevante na 
economia global, impulsionando a adoção de práticas e tecnologias ambientalmente 
conscientes.
Outra tendência é a crescente complexidade da cadeia de suprimentos global, que 
tem exigido uma maior coordenação entre as empresas e um maior envolvimento 
dos governos na regulação desse setor. Além disso, a digitalização da economia tem 
permitido o surgimento de novos modelos de negócios, como as plataformasdigitais e 
a economia compartilhada, que têm desafiado as estruturas tradicionais das empresas.
Ainda assim, a economia industrial continua a enfrentar desafios significativos, 
como a desigualdade econômica, a instabilidade financeira e as incertezas políticas 
e regulatórias. É importante, portanto, que os pesquisadores e profissionais da área 
continuem a explorar soluções para esses problemas, a fim de promover uma economia 
industrial mais justa e sustentável.
Para aqueles que desejam se aprofundar nos temas abordados nesta apostila, 
existem diversas opções de leituras adicionais. Alguns livros relevantes incluem 
“Estratégia Empresarial”, de Michael Porter, “A Estrutura da Indústria Americana”, de 
Alfred Chandler Jr., e “Inovação e Empreendedorismo”, de John Bessant e Joe Tidd.
Além disso, existem diversas publicações acadêmicas que abordam questões 
relacionadas à economia industrial, como a “Journal of Industrial Economics” e a 
“Review of Industrial Organization”. Aqueles que desejam acompanhar as últimas 
tendências em tecnologia e inovação podem se interessar por publicações como a 
“MIT Technology Review” e a “Harvard Business Review”.
Por fim, é importante destacar a importância da pesquisa empírica na economia 
industrial. Estudos de caso e análises estatísticas são fundamentais para compreender 
os desafios e oportunidades enfrentados pelas empresas e pela economia como um 
todo. Portanto, a leitura de artigos e relatórios de pesquisa pode ser extremamente 
valiosa para aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos nessa área.
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REFERÊNCIAS
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	Economia Industrial
	O Estudo da Organização Industrial
	Análise Estrutural de Mercado: Críticas à Concorrência Perfeita e Imperfeita
	Teoria do Oligopólio e Formação de Preços
	Teoria do Crescimento da Firma
	Interação Estratégica
	Estrutura de Mercado Oligopolista e Padrões de Concorrência
	Estratégias de entrada e saída no oligopólio
	Estratégias de inovação e internacionalização da Grande Empresa
	Implicações para a regulação e políticas públicas
	Estratégias Empresarias
	Economia de Escala e de Escopo
	Economia de Aglomeração e Arranjos Produtivos Locais
	A Empresa Multinacional
	Impactos Ambientais e Sociais da Economia Industriale como os mercados 
funcionam. Isso permite que os governos implementem políticas eficazes para promover 
a concorrência e o bem-estar dos consumidores, e também ajuda as empresas a 
desenvolverem estratégias que lhes permitam competir de forma eficaz em seus 
mercados (PORTER, 2001).
2.3 Agentes econômicos e sua interação no mercado
Os agentes econômicos são os principais atores responsáveis pela dinâmica de 
um mercado. Segundo Bessant e Tidd (2007), as empresas são os principais agentes 
econômicos, cujas ações são guiadas pelo objetivo de maximizar o lucro.
Os consumidores, por sua vez, têm papel importante na demanda do mercado. A 
qualidade, o preço e a oferta de produtos e serviços influenciam a decisão de compra 
dos consumidores, e por isso, são fatores cruciais para o sucesso de uma empresa 
(Klein e Krugman, 2012).
Outro agente econômico relevante são os fornecedores, que atuam na produção 
e na oferta de insumos e serviços para as empresas. A relação entre fornecedores e 
empresas é uma questão importante em termos de poder de barganha e de formação 
de preços (Chandler, 1999).
O governo é outro agente econômico que atua na regulação dos mercados, através 
de políticas públicas, regulamentações e tributação (Schumpeter, 2006). Além disso, 
o governo pode ser um grande consumidor e investidor em determinados setores, 
influenciando assim as dinâmicas de mercado.
Os bancos e instituições financeiras também têm um papel fundamental na 
economia, ao proverem capital para as empresas e aos consumidores, possibilitando 
o desenvolvimento de projetos e investimentos (Porter, 2001).
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Além disso, os sindicatos e associações de classe também atuam como agentes 
econômicos, defendendo os interesses dos trabalhadores e das empresas em 
negociações coletivas, e influenciando a dinâmica de preços no mercado (Chandler, 
1999).
Por fim, a concorrência entre os agentes econômicos é um fator determinante 
na dinâmica do mercado. A competição por recursos e mercado pode influenciar as 
estratégias adotadas pelas empresas, os preços e a qualidade dos produtos e serviços 
(Klein e Krugman, 2012).
Em resumo, os agentes econômicos são fundamentais para a dinâmica do mercado 
e devem ser levados em consideração em análises econômicas. A interação entre os 
diferentes agentes, bem como a influência do ambiente regulatório, deve ser levada 
em conta para se compreender as dinâmicas do mercado.
2.4 Estratégias empresariais e tomada de decisão
A tomada de decisão é uma tarefa crucial para qualquer empresa, pois ela pode 
definir o sucesso ou fracasso do negócio. Segundo Michael Porter (2001), a estratégia 
empresarial é fundamental para o desenvolvimento e sustentabilidade do desempenho 
de uma empresa no longo prazo. Assim, as decisões tomadas pelos gestores devem 
estar alinhadas com a estratégia da empresa.
Joseph Schumpeter (1961) defende que a inovação é o motor do desenvolvimento 
econômico e, portanto, as empresas precisam investir em pesquisa e desenvolvimento 
para se manterem competitivas. Nesse sentido, a tomada de decisão estratégica deve 
levar em consideração a inovação e a criação de novos produtos e serviços.
De acordo com Alfred Chandler (1999), a estrutura da indústria também influencia a 
tomada de decisão. Empresas em mercados com alta concorrência e baixa barreira de 
entrada tendem a ter estratégias diferentes de empresas em mercados com poucos 
concorrentes e alta barreira de entrada.
John Bessant e Joe Tidd (2007) defendem que a tomada de decisão em relação à 
inovação deve estar integrada com a estratégia da empresa. A inovação não pode ser 
vista como uma atividade isolada, mas como uma parte do processo de desenvolvimento 
da empresa.
Segundo Morris Kleiner e Paul Krugman (2012), a tomada de decisão pode ser 
afetada por fatores externos, como políticas governamentais e mudanças na economia. 
Os gestores devem levar em conta esses fatores em suas decisões estratégicas.
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Porter (2001) afirma que a concorrência também influencia a tomada de decisão. 
Empresas em mercados altamente competitivos podem adotar estratégias diferentes 
de empresas em mercados com poucos concorrentes.
Chandler (1999) destaca que a estrutura organizacional da empresa também pode 
afetar a tomada de decisão. Empresas com estruturas organizacionais centralizadas 
tendem a ter decisões mais lentas, enquanto empresas com estruturas mais 
descentralizadas podem tomar decisões mais rapidamente.
Bessant e Tidd (2007) destacam a importância da tomada de decisão em relação 
à gestão da inovação. Os gestores precisam decidir quais ideias serão desenvolvidas 
e como elas serão implementadas, além de definir os recursos que serão alocados 
para a inovação.
Kleiner e Krugman (2012) destacam que a tomada de decisão deve ser baseada em 
dados e informações relevantes. Os gestores devem coletar e analisar informações 
para tomar decisões informadas e precisas.
Porter (2001) destaca que a tomada de decisão deve ser orientada para o longo 
prazo. As decisões devem levar em conta os impactos no desempenho da empresa 
no longo prazo, em vez de apenas considerar o curto prazo.
ANOTE ISSO
A análise dos tipos de mercado e das estruturas de mercado é fundamental para 
a identificação de oportunidades de negócios e para a definição de estratégias 
empresariais mais eficazes. A compreensão da interação dos agentes econômicos 
no mercado, incluindo o papel do Estado e das políticas públicas, também é 
importante para a tomada de decisão estratégica das empresas. 
2.5 Papel do Estado e das políticas públicas na Organização Industrial
A Organização Industrial é um campo de estudo que busca compreender a dinâmica 
das empresas e a estrutura dos mercados. Nesse sentido, é importante entender o 
papel do Estado e das políticas públicas na Organização Industrial. Segundo Chandler 
(1999), a intervenção do Estado na economia pode ter como objetivo a proteção de 
indústrias nascentes, o estímulo à inovação e o fomento à concorrência.
O Estado pode desempenhar um papel importante na promoção da competitividade 
das empresas, incentivando a adoção de práticas inovadoras e a melhoria da qualidade 
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dos produtos e serviços. Segundo Bessant e Tidd (2007), a inovação é um elemento 
fundamental para a competitividade das empresas e, portanto, é importante que as 
políticas públicas incentivem a adoção de práticas inovadoras.
Além disso, as políticas públicas podem ter um papel importante na regulação 
dos mercados. O Estado pode adotar medidas para proteger os consumidores e para 
evitar a formação de monopólios e oligopólios que possam prejudicar a concorrência 
e a eficiência econômica. Segundo Schumpeter (1961), a concorrência é fundamental 
para a dinâmica da economia, pois incentiva a inovação e a melhoria da qualidade 
dos produtos.
Outro aspecto importante é o papel do Estado na promoção do desenvolvimento 
regional e local. As políticas públicas podem incentivar a criação de arranjos produtivos 
locais e o fomento de setores estratégicos em determinadas regiões. Segundo Porter 
(2001), a competição entre regiões pode ser saudável, desde que haja incentivos para 
o desenvolvimento de clusters produtivos.
O Estado também pode desempenhar um papel importante na promoção da 
sustentabilidade ambiental e social. As políticas públicas podem incentivar práticas 
empresariais sustentáveis e a adoção de tecnologias limpas, contribuindo para a 
redução dos impactos ambientais e sociais da atividade industrial. Segundo Klein e 
Krugman (2012), a sustentabilidade é um tema cada vez mais importante na agenda 
econômica mundial.
Por fim, é importante ressaltar que o papel do Estado na Organização Industrial pode 
variar em diferentes contextoshistóricos e culturais. De acordo com Chandler (1999), o 
Estado desempenhou um papel importante no desenvolvimento da indústria americana 
no século XX, por meio de políticas de incentivo à inovação e à concorrência. Porém, 
em outros contextos, a intervenção estatal na economia pode ter efeitos negativos, 
prejudicando a dinâmica dos mercados e a competitividade das empresas.
Diante disso, é importante que as políticas públicas sejam desenvolvidas com 
base em uma análise cuidadosa das características dos mercados e da estrutura 
das empresas em cada contexto específico. O objetivo deve ser promover a eficiência 
econômica, a competitividade das empresas e a sustentabilidade ambiental e social, 
sem prejudicar a dinâmica dos mercados e a liberdade econômica.
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CAPÍTULO 3
ANÁLISE ESTRUTURAL DE 
MERCADO: CRÍTICAS À 
CONCORRÊNCIA PERFEITA E 
IMPERFEITA
De acordo com Schumpeter (1961), o modelo de concorrência perfeita é 
frequentemente usado como referência teórica para a análise de mercados, no entanto, 
essa perspectiva possui algumas limitações. A primeira é que, na realidade, não existe 
concorrência perfeita, uma vez que as empresas possuem diferentes graus de poder 
de mercado. Outra limitação é que o modelo não leva em conta a dinâmica competitiva 
a longo prazo, nem a importância das inovações tecnológicas e das estratégias 
empresariais para a competição.
As críticas à concorrência perfeita foram fundamentais para o desenvolvimento 
da teoria das estruturas de mercado, que busca entender a dinâmica competitiva em 
diferentes contextos. Segundo Chandler (1999), a análise estrutural de mercado é 
importante porque permite identificar os principais atores envolvidos na competição, 
as barreiras à entrada, a dinâmica de preços e a estrutura de custos das empresas.
Outro autor que contribuiu para a crítica à concorrência perfeita foi Porter (2001), 
que argumenta que as empresas competem em diferentes dimensões, tais como 
preço, qualidade, inovação, atendimento ao cliente, entre outras. De acordo com ele, 
a competição não se limita a preços e quantidades, mas envolve a criação de valor 
para o cliente e a diferenciação dos produtos e serviços.
Nesse sentido, a análise estrutural de mercado é importante não apenas para entender 
a dinâmica competitiva, mas também para orientar as políticas públicas de regulação 
e incentivo à competição. Bessant e Tidd (2007) destacam que as políticas públicas 
podem ter um papel importante na promoção da inovação e do empreendedorismo, 
que são fatores fundamentais para a competitividade das empresas e das economias.
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ISTO ACONTECE NA PRÁTICA
A empresa Google é um exemplo de como a regulação antitruste pode afetar as 
estratégias empresariais. Em 2017, a União Europeia aplicou uma multa bilionária 
à empresa por considerar que ela havia violado as regras de concorrência ao 
privilegiar seu próprio serviço de comparação de preços nas buscas realizadas 
em seu site. Essa decisão impactou significativamente o mercado de tecnologia, 
gerando debates sobre a regulação de empresas gigantes do setor.
Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/google-perde-recurso-na-uniao-
europeia-e-sofre-multa-antitruste-recorde-em-processo-sobre-android/
3.1 Características da Concorrência Perfeita e seus limites
A concorrência perfeita é um modelo teórico que descreve um mercado no qual 
as empresas são pequenas e não possuem poder de mercado individual. Segundo 
Kleinert e Krugman (2012), nesse modelo, todas as empresas produzem um bem 
homogêneo e são tomadoras de preço, ou seja, não têm a capacidade de influenciar 
o preço de mercado, e os consumidores possuem perfeito conhecimento dos preços 
e das características do produto.
No entanto, de acordo com Schumpeter (1961), a concorrência perfeita é um modelo 
extremamente idealizado e que não reflete a realidade. Primeiramente, a homogeneidade 
do produto é raramente encontrada na prática, pois as empresas buscam diferenciar 
seus produtos para obter vantagens competitivas.
Além disso, a concorrência perfeita pressupõe que não existem barreiras à entrada 
de novas empresas no mercado, o que também é pouco comum na realidade, pois 
existem várias barreiras, como patentes, tecnologia, economias de escala, entre outras.
Outra crítica ao modelo da concorrência perfeita é que ele assume que as empresas 
são lucrativas apenas no curto prazo, e que, no longo prazo, os lucros são iguais a 
zero. No entanto, segundo Porter (2001), isso não é verdade, pois as empresas podem 
obter vantagens competitivas que lhes permitem manter lucros acima da média no 
longo prazo.
Um dos principais limites da concorrência perfeita é que ela não leva em consideração 
as externalidades, ou seja, os efeitos que as atividades de uma empresa têm sobre 
outras empresas e sobre a sociedade como um todo. As externalidades podem ser 
positivas, como quando a atividade de uma empresa estimula a criação de empregos 
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em outras empresas, ou negativas, como quando a atividade de uma empresa polui 
o meio ambiente.
Outra crítica à concorrência perfeita é que ela não leva em consideração o 
comportamento estratégico das empresas, ou seja, a forma como elas interagem 
umas com as outras no mercado. No mundo real, as empresas podem adotar 
estratégias para ganhar vantagens competitivas em relação às suas concorrentes, 
como a adoção de preços predatórios, que consiste em vender abaixo do custo para 
eliminar a concorrência.
A concorrência perfeita também não leva em conta a assimetria de informação entre 
as empresas e os consumidores. Na realidade, as empresas podem ter informações 
privilegiadas sobre o produto que vendem, o que lhes permite cobrar preços mais 
elevados do que o necessário, ou enganar os consumidores sobre a qualidade ou 
características do produto.
Por fim, outro limite da concorrência perfeita é que ela assume que os agentes 
econômicos são perfeitamente racionais e têm acesso a toda a informação necessária 
para tomar decisões econômicas ótimas. No entanto, na realidade, os indivíduos têm 
limitações cognitivas e não têm acesso a toda a informação disponível, o que pode 
levar a decisões subótimas.
Diante dessas críticas, a concorrência perfeita tem um papel limitado na compreensão 
da organização industrial. No entanto, ela ainda é um modelo útil para entender alguns 
aspectos do funcionamento do mercado, especialmente no que diz respeito à alocação 
de recursos. De acordo com Porter (2001), a concorrência perfeita é um modelo que 
permite analisar o comportamento dos consumidores, a maximização do lucro das 
empresas e a alocação eficiente dos recursos. Porém, é importante reconhecer suas 
limitações e entender que, na prática, poucos mercados se aproximam desse modelo.
Uma das principais críticas ao modelo de concorrência perfeita é que ele pressupõe 
um grande número de empresas com produtos homogêneos, o que dificilmente 
ocorre na prática. A competição entre as empresas é baseada em preços, o que leva 
à margem de lucro zero para todas as empresas, tornando impossível a existência de 
lucros extraordinários. No entanto, como apontado por Chandler (1999), na realidade, 
as empresas buscam diferenciar seus produtos e serviços para obter vantagens 
competitivas e margens de lucro mais elevadas.
Além disso, a concorrência perfeita não considera a influência do poder de mercado, 
que é a capacidade das empresas de influenciar o preço de mercado por meio do 
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controle da oferta. Como destacado por Schumpeter (1961), a competição pode não 
ser saudável e pode levar a uma concentração excessiva de mercado, com algumas 
empresas dominandoo mercado em detrimento de outras.
Outra crítica importante ao modelo de concorrência perfeita é que ele não leva em 
consideração a assimetria de informações entre as empresas e os consumidores. 
Bessant e Tidd (2007) afirmam que, na prática, as empresas detêm informações 
privilegiadas sobre seus produtos e serviços, enquanto os consumidores nem sempre 
têm acesso a essas informações. Isso pode resultar em uma competição desigual e 
prejudicar a eficiência do mercado.
Por fim, é importante ressaltar que, embora a concorrência perfeita tenha limitações 
na compreensão da organização industrial, ela continua sendo um modelo útil para 
entender certos aspectos do mercado. O entendimento das limitações desse modelo 
permite aos estudiosos da economia industrial adotar abordagens mais realistas e 
práticas, que levem em consideração as nuances e complexidades do mundo dos 
negócios.
3.2 Principais críticas à Concorrência Perfeita
A Concorrência Perfeita é um modelo teórico que se baseia em premissas que 
muitas vezes não se aplicam na prática. Uma das principais críticas é a suposição 
de que as empresas não possuem poder de mercado, ou seja, não são capazes de 
influenciar o preço de mercado. Segundo Schumpeter (1961), isso não é verdadeiro 
na maioria das indústrias, uma vez que as empresas podem adotar estratégias para 
se diferenciar da concorrência e, assim, obter poder de mercado.
Outra crítica é a ideia de que todos os produtos são idênticos e os consumidores são 
perfeitamente informados. De acordo com Chandler (1999), na maioria das indústrias, 
os produtos apresentam diferenças significativas, como qualidade, design, marca, 
entre outros. Além disso, muitas vezes os consumidores não possuem informações 
completas sobre todos os produtos disponíveis no mercado, o que pode afetar sua 
decisão de compra.
A Concorrência Perfeita também assume que as empresas são tomadoras de preços, 
ou seja, não possuem controle sobre o preço de mercado. No entanto, como afirma 
Porter (2001), muitas empresas têm a capacidade de influenciar os preços por meio 
de estratégias de diferenciação de produtos, marketing, entre outras.
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A suposição de que as empresas têm acesso perfeito a informações sobre os preços 
e a qualidade dos produtos no mercado é outra crítica importante à Concorrência 
Perfeita. Na prática, as empresas podem ter informações incompletas ou imprecisas, 
o que pode afetar sua tomada de decisão.
Além disso, a Concorrência Perfeita não considera a possibilidade de existirem 
externalidades, como poluição ou congestionamento, que podem afetar a produção 
e o consumo de bens e serviços. A ausência de externalidades pode levar a um nível 
subótimo de produção e consumo.
Outra crítica à Concorrência Perfeita é a falta de consideração aos efeitos de 
rede, ou seja, o efeito que a popularidade de um produto tem sobre seu valor para 
o consumidor. Muitos produtos, como software e redes sociais, apresentam efeitos 
de rede significativos, que não são considerados na teoria da Concorrência Perfeita.
A Concorrência Perfeita também não considera as barreiras à entrada de novas 
empresas em um mercado, como patentes, economias de escala e poder de mercado de 
empresas já estabelecidas. Essas barreiras podem limitar a entrada de novas empresas 
e, assim, reduzir a concorrência no mercado.
Outra crítica importante é que a Concorrência Perfeita assume que as empresas 
são motivadas apenas pelo lucro e que os consumidores são motivados apenas pelo 
preço. Na prática, as empresas podem ter outros objetivos, como a maximização da 
participação de mercado, e os consumidores podem valorizar outros aspectos além 
do preço, como a qualidade do produto e o atendimento ao cliente.
A Concorrência Perfeita também não considera a possibilidade de que as empresas 
possam cooperar entre si para fixar preços ou dividir mercados. Essa falta de 
consideração pode levar a uma subestimação dos efeitos anticompetitivos de práticas 
colusivas.
Outra crítica importante à Concorrência Perfeita é a falta de consideração às 
assimetrias de informação entre empresas e consumidores. De acordo com Bessant 
e Tidd (2007), em muitas indústrias, as empresas têm mais informações sobre seus 
produtos e serviços do que os consumidores, o que pode levar a práticas enganosas 
ou desleais.
A Concorrência Perfeita também não leva em conta a possibilidade de que as 
empresas possam adotar estratégias de pricing dinâmico, ou seja, ajustar seus preços 
em tempo real de acordo com a demanda e a concorrência. Isso pode levar a preços 
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diferentes para diferentes consumidores, o que pode prejudicar a concorrência e a 
eficiência do mercado.
Outra crítica importante é a falta de consideração aos custos de transação, ou 
seja, os custos associados à busca, negociação e monitoramento de transações 
comerciais. De acordo com Klein e Krugman (2012), os custos de transação podem 
afetar significativamente a eficiência do mercado e limitar a concorrência.
A Concorrência Perfeita também não considera a possibilidade de que as empresas 
possam adotar estratégias de inovação para se diferenciar da concorrência e obter 
poder de mercado. Segundo Porter (2001), a inovação é um fator importante para a 
competitividade das empresas e para o desenvolvimento econômico.
Outra crítica importante é a falta de consideração aos efeitos da globalização e da 
liberalização comercial nos mercados. Esses processos podem afetar significativamente 
a competição e a estrutura da indústria, como afirma Chandler (1999).
Por fim, a Concorrência Perfeita é uma teoria estática que não leva em conta a 
dinâmica da competição ao longo do tempo. De acordo com Porter (2001), as empresas 
estão em constante evolução e adaptação, e a competição é um processo dinâmico 
que envolve mudanças na estrutura da indústria, na tecnologia e nas preferências dos 
consumidores. Essas mudanças podem afetar significativamente a concorrência e a 
eficiência do mercado.
ANOTE ISSO
A análise crítica da Concorrência Perfeita é fundamental para a compreensão 
das falhas de mercado e dos modelos de mercado imperfeito, como monopólios 
e oligopólios. A regulação antitruste e as políticas públicas são importantes 
instrumentos para garantir a concorrência e evitar a concentração de poder 
econômico em poucas empresas. 
3.3 Introdução às falhas de mercado e monopólios
A concorrência perfeita é um modelo teórico que se baseia em premissas que muitas 
vezes não se aplicam na prática, dando origem às falhas de mercado e monopólios. 
De acordo com Schumpeter (1961), é comum na maioria das indústrias as empresas 
adotarem estratégias para se diferenciar da concorrência e obter poder de mercado, o 
que pode levar a uma concentração de mercado e, consequentemente, a um monopólio.
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Uma falha de mercado ocorre quando o mercado não consegue alocar recursos de 
forma eficiente, o que pode levar a uma produção insuficiente ou excessiva de bens e 
serviços, ou ainda a uma distribuição injusta dos recursos. Segundo Klein (2012), as 
falhas de mercado podem ser causadas por externalidades, informações assimétricas, 
poder de mercado e bens públicos.
As externalidades ocorrem quando as ações de um agente econômico afetam os 
outros agentes, sem que haja compensação pelo efeito causado. Um exemplo de 
externalidade negativa é a poluição, que afeta a saúde das pessoas e a qualidade 
do meio ambiente. De acordo com Bessant e Tidd (2007), as externalidades podem 
levar a uma produção insuficiente ou excessiva de bens e serviços, o que causa uma 
alocação ineficiente de recursos.
As informações assimétricas ocorrem quando um dos agentes tem informações 
privilegiadas em relação ao outro agente. De acordo com Klein(2012), as informações 
assimétricas podem levar a um mercado ineficiente, pois o agente com informações 
privilegiadas pode se aproveitar da situação para obter vantagens.
O poder de mercado ocorre quando uma empresa tem a capacidade de influenciar 
o preço de mercado, o que pode levar a uma alocação ineficiente de recursos. De 
acordo com Chandler (1999), muitas empresas possuem poder de mercado, seja por 
meio da diferenciação de produtos, marketing ou outras estratégias.
Os bens públicos são bens que não podem ser fornecidos de forma excludente, 
ou seja, não é possível excluir alguém do consumo desse bem. Um exemplo de bem 
público é a segurança pública, que beneficia a todos, independentemente de terem 
contribuído para a sua produção. Segundo Klein (2012), os bens públicos podem ser 
subproduzidos pelo mercado, pois os produtores não têm incentivo financeiro para 
produzi-los.
O monopólio ocorre quando uma empresa possui o poder de mercado em um setor 
específico, o que lhe permite estabelecer preços mais altos e reduzir a produção. De 
acordo com Schumpeter (1961), o monopólio pode surgir como resultado de uma 
concentração de mercado, seja por meio da fusão de empresas ou da aquisição de 
concorrentes.
O monopólio é considerado uma falha de mercado porque não há concorrência 
para limitar o poder da empresa e, consequentemente, há uma alocação ineficiente 
de recursos. Segundo Klein e Krugman (2012), isso pode resultar em preços mais 
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elevados e menor quantidade produzida, o que pode reduzir o bem-estar do consumidor 
e prejudicar o crescimento econômico.
Além disso, o monopólio pode levar a uma falta de inovação, uma vez que a 
empresa não tem incentivos para investir em pesquisa e desenvolvimento, já que 
não há competição. Bessant e Tidd (2007) argumentam que a concorrência é um 
importante estímulo para a inovação, e a falta dela pode levar a uma estagnação no 
progresso tecnológico.
Uma outra falha de mercado é a externalidade, que ocorre quando as ações de uma 
empresa afetam terceiros que não participam diretamente da transação. Por exemplo, 
a poluição gerada por uma fábrica pode afetar a saúde dos moradores próximos. De 
acordo com Chandler (1999), as externalidades podem resultar em uma alocação 
ineficiente de recursos, uma vez que os custos ou benefícios são distribuídos de 
maneira desigual entre os envolvidos.
As barreiras à entrada são outra falha de mercado, uma vez que limitam a competição 
e podem levar a um monopólio. Segundo Porter (2001), as barreiras podem ser de 
diferentes tipos, como patentes, controle de matérias-primas ou economias de escala. 
As empresas com poder de mercado tendem a ter incentivos para manter as barreiras 
altas, a fim de impedir a entrada de novos concorrentes.
Outra falha de mercado é a informação assimétrica, que ocorre quando uma das 
partes tem mais informações sobre um produto ou serviço do que a outra. Isso pode 
levar a uma alocação ineficiente de recursos, uma vez que os consumidores podem 
tomar decisões equivocadas. De acordo com Bessant e Tidd (2007), a informação 
assimétrica pode resultar em um mercado de segunda mão menos eficiente e pode 
limitar a inovação.
Os monopólios naturais são outra falha de mercado, uma vez que uma única empresa 
pode fornecer bens ou serviços a um custo menor do que várias empresas poderiam. 
Segundo Klein e Krugman (2012), isso ocorre quando a escala eficiente de produção 
é grande em relação ao tamanho do mercado. No entanto, o monopólio natural pode 
levar a preços mais altos, uma vez que não há competição.
Outra falha de mercado é a discriminação de preços, que ocorre quando a empresa 
cobra preços diferentes para diferentes grupos de consumidores. De acordo com 
Porter (2001), a discriminação de preços pode levar a uma alocação ineficiente de 
recursos, uma vez que os consumidores podem ser prejudicados pela cobrança de 
preços mais elevados.
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A falta de concorrência também pode levar a práticas anticompetitivas, como a 
formação de cartéis ou acordos de exclusividade. Isso pode resultar em preços mais 
elevados e na limitação da escolha do consumidor. De acordo com Chandler (1999), 
essas práticas podem ser prejudiciais ao bem-estar dos consumidores e à economia 
como um todo.
A incerteza é outra falha de mercado, uma vez que os consumidores e as empresas 
nem sempre têm informações completas ou precisas sobre os produtos, serviços ou 
condições de mercado. Isso pode resultar em decisões equivocadas e ineficientes, bem 
como em uma alocação subótima de recursos. A falta de informações pode levar à 
seleção adversa, em que os compradores escolhem produtos de baixa qualidade, ou 
à assimetria de informações, em que os vendedores detêm informações privilegiadas 
que podem ser usadas para manipular o mercado.
A externalidade é outra falha de mercado que ocorre quando a ação de um agente 
econômico afeta o bem-estar de outros agentes econômicos, sem que haja um 
mecanismo de mercado para ajustar os custos ou benefícios dessas ações. Um exemplo 
comum de externalidade é a poluição. A poluição é um custo que afeta negativamente 
o bem-estar dos indivíduos que respiram o ar poluído e os ecossistemas locais. No 
entanto, muitas vezes, as empresas que geram poluição não são responsabilizadas 
por esses custos, resultando em uma alocação ineficiente de recursos.
Além disso, a falta de bens públicos é outra falha de mercado que pode levar a uma 
alocação ineficiente de recursos. Bens públicos são aqueles que são compartilhados por 
todos e que não podem ser facilmente excluídos, como parques públicos ou serviços de 
defesa nacional. Como resultado, os fornecedores privados podem não ter incentivos 
para fornecer bens públicos, pois não têm um mecanismo de mercado para cobrar 
pelos custos de produção.
A tributação excessiva também pode ser considerada uma falha de mercado, uma 
vez que pode afetar negativamente a alocação de recursos. A tributação excessiva 
pode desencorajar a atividade econômica, afetando negativamente o crescimento 
econômico e a criação de empregos. Além disso, a tributação excessiva pode levar 
à evasão fiscal, o que pode prejudicar a arrecadação de impostos e a justiça fiscal.
Em suma, as falhas de mercado podem levar a uma alocação ineficiente de 
recursos, prejudicando o bem-estar econômico e social. As falhas de mercado podem 
ocorrer devido a uma variedade de fatores, incluindo falta de concorrência, incerteza, 
externalidades, falta de bens públicos e tributação excessiva. É importante entender 
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essas falhas de mercado e adotar políticas adequadas para corrigi-las e promover a 
eficiência econômica.
3.4 Modelos de mercado Imperfeito e suas características
Modelos de mercado imperfeito são aqueles em que os pressupostos da concorrência 
perfeita não se aplicam completamente. De acordo com Krugman e Klein (2012), isso 
ocorre quando as empresas têm algum poder de mercado, seja porque possuem 
alguma forma de monopólio ou oligopólio, ou porque enfrentam barreiras à entrada 
no mercado.
O oligopólio é um tipo de mercado em que poucas empresas dominam a oferta 
e a demanda de um setor, o que lhes dá o poder de influenciar preços e controlar a 
produção. Segundo Chandler (1999), o oligopólio é comum em setores que exigem 
altos investimentos de capital, como a indústria automobilística, e pode ser benéfico 
para a inovação e a melhoria da qualidade, mas também pode resultar em preços 
mais elevados para o consumidor.
O modelo de monopsônio é outro exemplo de mercado imperfeito, em que há um 
único comprador para muitos produtores. De acordo com Bessant e Tidd (2007), isso 
ocorre em setores em que a produção é altamente especializada e requer uma grande 
quantidade decapital para a entrada no mercado. O monopsônio pode resultar em 
preços baixos para os produtores, mas também pode limitar a produção e a qualidade 
do produto.
O modelo de oligopsônio é aquele em que há poucos compradores no mercado 
e muitos produtores. De acordo com Krugman e Klein (2012), isso pode resultar em 
preços baixos para os compradores, mas também pode limitar a produção e a inovação 
dos produtores, já que eles estão sujeitos às exigências dos poucos compradores.
O modelo de concorrência monopolística é caracterizado por muitas empresas 
que oferecem produtos ou serviços semelhantes, mas que são diferenciados por 
características como qualidade, marca ou design. Segundo Porter (2001), a concorrência 
monopolística é comum em setores como moda, restaurantes e serviços profissionais, 
e pode ser benéfica para a inovação e a qualidade do produto, mas também pode 
resultar em preços mais elevados para o consumidor.
O modelo de competição à la Cournot é um tipo de oligopólio em que as empresas 
produzem em quantidades estratégicas, levando em consideração as reações das 
outras empresas do setor. De acordo com Schumpeter (1961), a competição à la Cournot 
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pode resultar em preços mais baixos para o consumidor do que em um modelo de 
monopólio, mas também pode limitar a produção e a inovação das empresas.
O modelo de competição à la Bertrand é outro tipo de oligopólio, em que as empresas 
competem em preços. De acordo com Krugman e Klein (2012), o modelo de competição 
à la Bertrand pode resultar em preços mais baixos para o consumidor do que o modelo 
de competição à la Cournot, mas também pode limitar a produção e a inovação das 
empresas.
O modelo de competição em preços limitados é caracterizado por empresas que não 
competem em preços, mas sim em qualidade, serviço e outros fatores. De acordo com 
Chandler (1999), esse modelo é comum em setores de bens de luxo, como relógios e 
perfumes, e pode ser benéfico para a inovação e a diferenciação de produtos.
Outro modelo de mercado imperfeito é o monopólio natural, que ocorre quando há 
altos custos fixos e baixos custos marginais na produção de um bem ou serviço. De 
acordo com Bessant e Tidd (2007), as empresas em monopólios naturais têm incentivos 
para produzir a quantidade socialmente ideal do bem ou serviço, mas o problema é 
que elas têm o poder de definir preços acima do custo marginal, resultando em uma 
alocação ineficiente de recursos.
O modelo de discriminação de preços é outro tipo de mercado imperfeito. De acordo 
com Porter (2001), a discriminação de preços ocorre quando as empresas cobram 
preços diferentes para diferentes clientes ou segmentos de mercado. Esse modelo pode 
ser benéfico para a empresa e para alguns consumidores, mas pode ser prejudicial 
para outros consumidores que pagam preços mais altos.
O modelo de duopólio ocorre quando duas empresas dominam o mercado. De 
acordo com Chandler (1999), o duopólio pode levar a preços mais altos e à limitação da 
escolha do consumidor, mas também pode ser benéfico para a inovação e a qualidade 
do produto.
Por fim, o modelo de concorrência monopolística ocorre quando há muitas empresas 
que produzem produtos semelhantes, mas com pequenas diferenças. De acordo com 
Bessant e Tidd (2007), a concorrência monopolística pode ser benéfica para a inovação 
e a diferenciação de produtos, mas pode levar a preços mais altos e a uma alocação 
ineficiente de recursos.
Em resumo, existem diversos modelos de mercado imperfeito, cada um com suas 
características e impactos na economia e na sociedade. O conhecimento desses 
modelos é essencial para entender as dinâmicas de mercado e desenvolver estratégias 
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empresariais eficazes. Além disso, é importante que os órgãos reguladores atuem para 
evitar abusos de poder de mercado e garantir uma concorrência saudável e benéfica 
para a sociedade como um todo.
3.5 Regulação e políticas antitruste
A regulação é uma forma de governo interferir no mercado para corrigir falhas de 
mercado. Segundo Chandler (1999), a regulação pode ser utilizada para proteger os 
consumidores, garantir a segurança pública e evitar práticas anticompetitivas.
As políticas antitruste são um tipo de regulação que visam limitar o poder de mercado 
de empresas e evitar práticas anticompetitivas, como cartéis e monopólios. De acordo 
com Porter (2001), as políticas antitruste podem ser benéficas para a economia como 
um todo, pois promovem a concorrência e incentivam a inovação.
No entanto, a implementação de políticas antitruste pode ser complexa e controversa. 
De acordo com Schumpeter (1961), a política antitruste pode ter efeitos colaterais, 
como a limitação da liberdade empresarial e a inibição da inovação.
Além disso, é importante considerar que a regulação e as políticas antitruste podem 
variar de acordo com o país e as circunstâncias econômicas. Segundo Bessant e 
Tidd (2007), a regulação deve ser adaptada às necessidades locais e deve levar em 
consideração a cultura empresarial e a história do país.
Algumas políticas antitruste comuns incluem a proibição de práticas anticompetitivas, 
a limitação de fusões e aquisições que possam resultar em concentração de mercado 
e a imposição de multas para empresas que violam as leis antitruste. De acordo 
com Chandler (1999), a política antitruste é mais eficaz quando é aplicada de forma 
consistente e rigorosa.
No entanto, é importante considerar que a política antitruste não é a única forma de 
promover a concorrência. Segundo Porter (2001), a competição pode ser promovida 
através da criação de barreiras à entrada para empresas que não são eficientes e da 
promoção de inovação e diferenciação de produtos.
Em resumo, a regulação e as políticas antitruste são ferramentas importantes 
para promover a concorrência e corrigir falhas de mercado. No entanto, é importante 
considerar que a implementação dessas políticas pode ter efeitos colaterais e que 
outras estratégias, como a promoção de inovação e diferenciação de produtos, também 
podem ser eficazes na promoção da concorrência.
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CAPÍTULO 4
TEORIA DO OLIGOPÓLIO E 
FORMAÇÃO DE PREÇOS
A teoria do oligopólio é um campo da economia que estuda como as empresas 
interagem em mercados concentrados e como essa interação influencia a formação 
de preços e as estratégias empresariais. De acordo com Porter (2001), o oligopólio 
ocorre quando um pequeno número de empresas controla a maior parte do mercado. 
Essas empresas têm um grande poder de mercado e podem influenciar os preços, a 
produção e as estratégias das concorrentes.
Existem diferentes modelos teóricos de oligopólio, sendo os mais conhecidos o 
modelo de Cournot, o modelo de Bertrand e o modelo de Stackelberg. De acordo com 
Krugman e Kleiner (2012), no modelo de Cournot, as empresas decidem a quantidade 
que irão produzir e competem nesse aspecto. Já no modelo de Bertrand, as empresas 
competem em preços, e no modelo de Stackelberg, uma empresa líder define sua 
produção e as demais empresas reagem a essa decisão.
A formação de preços no oligopólio é um tema complexo. Segundo Schumpeter 
(1961), as empresas oligopolistas podem adotar estratégias de preços elevados e 
reduzir a produção para aumentar seus lucros, ou podem optar por preços baixos e 
produzir em grande escala para conquistar mais clientes e expandir seu mercado. A 
escolha entre essas estratégias depende das condições de mercado e das ações dos 
concorrentes.
A relação entre concorrência e inovação no oligopólio também é um tema importante. 
De acordo com Bessant e Tidd (2007), em mercados oligopolistas, as empresas podem 
investir em inovação para se diferenciar dos concorrentes e conquistar mais clientes, 
mas também podem optar por

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