A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
5 pág.
Morfina

Pré-visualização | Página 1 de 1

� PAGE \* MERGEFORMAT �4�
EFEITOS DA MORFINA SOBRE A MOVIMENTAÇÃO ESPONTÂNEA DE CAMUNDONGOS
INTRODUÇÃO
A morfina, agonista opióide, é conhecida há muito tempo pela sua capacidade de aliviar a dor intensa com notável eficácia. A papoula constitui a fonte do ópio a partir do qual Serturner, em 1803, isolou o alcalóide puro morfina - que recebeu o nome em homenagem a Morfeu, o deus grego dos sonhos.
Essa droga continua sendo o padrão a partir do qual todas as drogas com acentuada ação analgésica são comparadas.
Morfina
OBJETIVOS
Observar e medir, iniciando as medidas aos 30, 60 e aos 90 minutos após as injeções os seguintes fatores: atividade motora ( contando o número de quadrados invadidos pelos camundongos no open-field), quantas voltas completas cada animal dará ao redor de uma caixa de madeira em 5 minutos, a ereção da cauda no tempo que os animais estão no open-field e o número de pellets defecados pelos camundongos previamente injetados com salina e morfina.
MATERIAIS E MÉTODOS
Dois camundongos;
	Seringas e agulhas;
Morfina e salina. 
MORFINA
Dose: 50mg / kg / 10mL
Como são 12 camundongos com peso de 25 g cada um aproximadamente, temos:
50mg......1000g.......10mL
Xmg.......25g...........YmL
Sendo x=1,25mg e Y=0,25mL, e como são 12 camundongos no total temos:
1,25mg X 12 camundongos= 15 mg de droga e 0,25mL X 12 camundongos= 3mL, massa de droga e volume para todo experimento.
Esta solução apresenta 0,5% de concentração.
	Procedimento: 
Injetar por via subcutânea, no dorso (a via intraperitoneal também poderá ser usada) 50mg/kg de morfina em um camundongo e em um segundo animal um volume idêntico de salina. Como os camundongos pesam 20g, receberam 0,2mL de morfina e salina. 
RESULTADOS
Gráfico 1: Fatores observados após 30 minutos da injeção. Nesse momento do experimento a cauda do camundongo o qual foi injetado morfina estava em um ângulo superior à 90º (++++) e o camundongo que recebeu salina estava com a cauda rastejando (0).
1-Números de quadrados invadidos no open-field. 2-Voltas ao redor da caixa de madeira. 3- Número de pellets defecados.
Gráfico 2: Fatores observados após 60 minutos da injeção. Nesse momento do experimento a cauda do camundongo o qual foi injetado morfina estava em um ângulo de 90º (+++) e o camundongo que recebeu salina estava com a cauda rastejando (0). 
1-Números de quadrados invadidos no open-field. 2-Voltas ao redor da caixa de madeira. 3- Número de pellets defecados.
Gráfico 3: Fatores observados após 90 minutos da injeção. Nesse momento do experimento a cauda do camundongo o qual foi injetado morfina estava em um ângulo de 90º (+++) e o camundongo que recebeu salina estava com a cauda rastejando (0). 
1-Números de quadrados invadidos no open-field. 2-Voltas ao redor da caixa de madeira. 3- Número de pellets defecados.
DISCUSSÃO 
	Observou-se que os camundongos que receberam morfina invadiram mais quadrados no open-field do que os camundongos que receberam apenas salina, o que pode explicar isso é o fato de que a morfina pode causar em algumas vezes disforia, um estado desagradável caracterizado por inquietação e mal-estar. 
	O motivo da cauda dos camundongos que receberam morfina estarem em ângulos iguais ou superiores a 90º, pode ser devido ao efeito que os opióides têm de intensificar o tônus muscular. Já o fato dos camundongos administrados com salina defecarem mais que os injetados com morfina mostra a constipação já reconhecida causada pelos opióides. Existem receptores opióides em alta densidade no trato gastrointestinal e os efeitos constipantes são mediados através de uma ação sobre o sistema nervoso entérico local, bem como sobre o SNC.
	Os dados observados evidenciam que além de seus efeitos anestésicos, a morfina também pode causar euforia, constipação pela diminuição da motilidade intestinal pelo seu efeito antimuscarínico e intensificação do tônus muscular, entre outros efeitos como no olho a miose. 
	
	
BIBLIOGRAFIA
Katzung, K.G. Farmacologia Básica e Clínica, 9ª edição, Guanabara Koogan, 2004.