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biologia do solo

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lipídios e podem atuar como esporos. Ajudam plantas a extrair fósforo de solos onde este mineral existe em baixas concentrações, podendo ter grande valor potencial na agricultura.
Classe Trichomycetes: vivem nos intestinos de insetos ou artrópodes aquáticos. Não possuem muita importância.
DISPERSÃO DE ESPOROS DE FUNGOS
	Cada Phylum de fungos resolveu seu problema de dispersão de sua maneira. Os fungos que possuem hábitos aquáticos, pertencentes aos Phyla Chytridiomycota, Hyphochytriomycota e Oomycota, produzem esporos com flagelos. Estes flagelos podem ser das mais diferentes formas, todas coma finalidade de auxiliar na dispersão, impulsionando os esporos.
	Já outros Oomicetos, que atacam parte aérea de plantas desenvolveram esporos com fácil dispersão aérea. Assim, eles têm dispersão muito rápida, e epidemias podem ser muito devastadoras.
	Os fungos pertencentes ao Phylum Zygomycetes, possuem esporos secos, que quando se rompem, tem fácil dispersão pelo vento. Também há fungos deste Phylum, que podem formar pressão de até 7 ATM, e expelir esporos a longas distâncias.
	Com os fungos Ascomycetos, ocorrem liberação de esporos. Estes esporos são formados em ascas. Quando estas ascas são formadas em apotécios, podem expelir esporos desde pouco menos de um milímetro até 50 cm. O alcance dos esporos está relacionado com o seu tamanho, e com a quantidade de esporos lançados juntos, que quanto menos, mais longe será expelido. Alguns fungos, como Podospora fimicola, podem expelir esporos até 50 cm de distância. Porém, também há fungos deste Phylum que não expelem esporos, que são formados em estruturas fechadas, os cleistotécios. Os fungos causadoras de oídio, possuem ascomatos fechados, similares a cleistotécios, porém possuem aberturas por onde expelem seus esporos. Estes esporos podem ser carregados pelo ar atmosférico a longas distâncias, podendo causar epidemias graves.
	Os fungos Basidiomycetos, produzem basidiósporos. Estes, podem ser projetados de 0.005 até 0.1 cm. Isto se deve em parte a forma destes fungos, como os mushrooms, que produzem esporos no himênio, que é voltado para o solo. Porém, há muitas diferenças morfológicas entre estes fungos, de forma que alguns representantes do Phylum produzem esporos que podem ser dispersos pelo ar.
(2) PHYLUM DICARYOMYCOTA:
(B) SUBPHYLUM BASIDIOMYCOTINA
A subPhylum Basidiomycotina tem muitas características em comum com a Ascomycotina: parede da hifa com quitina; hifa regularmente septada; presença de poros centrais no septo; a produção de um complexo e macroscópico corpos frutíferos; a presença de uma dicariofase no ciclo vital, exceto em alguns holomorfos anamórficos; pressão-de-turgor dirigindo o mecanismo para lançamento de meiosporos no ar; produção de conídios anamorfos por muitas espécies; dentre muitas coisas em comuns entre ambos.
Como é relativamente fácil separá-los, espera-se, por outro lado encontrar uma grande quantidade de diferenças entre Basidiomycotina e Ascomycotina, a saber:
As paredes das hifas dos ascomicetos são basicamente de dupla-camada, enquanto que nos basidiomicetos são multi-camadas.
As hifas dos Dikaryomycota são regularmente septadas, mas as estruturas dos poros septais diferem em várias classes dos duas subphylum. O septo na classe Ascomycetes tem um simples poro, enquanto que nos Basidiomycetes são estruturas complexas, com vários poros.
Os teleomorfos ascomicetos têm uma dicariofase restrita, enquanto que os basidiomicetos freqüentemente apresentam dicariofase ampla e mesmo anamorfos podem ser dicarióticos, um fenômeno não encontrado nos ascomicetos.
Em ambos grupos a dicariofase vai para o fim no himênio do teleomorfo. Os basidiomicetos se caracterizam especialmente por desenvolverem uma estrutura típica chamada de “grampos de conexão”
Enquanto os meiosporos de ascomicetos são desenvolvidos dentro de um meiosporângio chamado de asco, os meiosporos de basidiomicetos são formados fora, por uma estrutura especializada, denominada de basídio.
São reconhecidas 3 classes dentro da Subphylum Basidiomicotina. São as Holobasidiomycetes, as Phragmobasidiomycetes e as Teliomycetes. 
CLASSE HOLOBASIDIOMYCETES
Compreende os basidiomicetos com holobasídio, ou seja, que não são subdivididos por septos. É uma característica microscópica freqüentemente difícil de definir, mas são as características macroscópicas que tornam fácil distinguir 99% dos holobasidiomicetos como pertencentes a esta classe. Enquanto a maioria dos holobasidiomicetos desenvolvem um corpo ou polpa característica, basidioma esponjoso ou lenhoso, os fragmobasiodimicetos, com basídio subdividido por septo, são gelatinosos, e os teliomicetos não têm o que se poderia chamar de corpo frutífero separado, somente formando pústulas em seus hospedeiros. Nos teliomicetos a basídia se desenvolve de uma estrutura especializada chamada teliosporo.
A Holobasidiomycetes compreende duas séries interrelacionadas, chamadas Hymenomycetae e Gasteromycetae. A maioria dos himenomicetos expulsam seus basidiósporos do himênio, que são expostos para a maturação. Com os gasteromicetos não acontece isto. Serão apresentadas as seguir 10 ordens da classe Holobasidiomycetes, consideradas as mais importantes.
(1) Ordem Exobasidiales: São 5 gêneros e 15 espécies. Esta é uma atípica ordem, da mesma forma em que Taphrinales é atípica em ascomicetos. Diferentemente da maioria dos membros da classe, os exobasídios não produzem basidioma, mas só uma camada de basídio na superfície da planta hospedeira, que é usualmente um membro das Ericaceae. Produz sintomas muito semelhantes aos causados pelos Taphrinales. Isto leva ao questionamento se essas duas ordens não representam algum tipo de conexão entre as Sub-phylum. 
(2) Ordem Dacrycycetales: Compreende 11 gêneros e 60 espécies. São todos “geléias”, novamente muito atípicos da classe, que crescem em madeira em decomposição. Desenvolvem uma massa gelatinosa, freqüentemente amarela, basidioma conspícuos com o tempo úmido, mas se enrugam e quase desaparecem nas épocas secas. Os basidiosporos são incomuns, tornando-se multi-septados após a deiscência. 
(3) Ordem aphyllophorales: 400 gêneros e 1.200 espécies. Este é um dos principais grupos dos himenomicetos e um dos mais diversos. Compreendem 8 famílias com basidiomas conspícuos, mas diferentes. A maioria é saprófita em madeira, mas podem atacar inclusive estruturas de madeira e árvores (tronco e raízes), se lhes é permitido, a partir de lesões iniciais.
a) Família Corticiaceae: Os basidiomas são freqüentemente efusos na superfície de madeiras em decomposição. São fungos ótimos para estudos microscópicos.
b) Família Theleophoraceae: São semelhantes à anterior em muitas situações, mas se caracterizam principalmente por se desenvolverem no solo ao invés da madeira. Freqüentemente desenvolvem relações de micorriza com coníferas. O tecido escuro da reação verde com KOH.
c) Família Clavariaceae: Crescem no solo e na madeira. Os basidiosporos são descoloridos, lisos e não amiloides.
d) Família Cantharellaceae: Os basidiomas são monomíticos, construídos de um tipo simples de hifa, e se desenvolvem no solo. Os basidiosporos são descoloridos, lisos e não amiloides.
e) Família Coniophoraceae: Os basidiomas monomíticos usualmente aparecem na madeira. Os basidiosporos são lisos, marrons e com parede dupla.
f) Família Hydnaceae: São os “tooth-fungi”. Os basidiosporos são descoloridos, lisos e não amiloides.
g) Família Schizophyllaceae: Pertence a esta família a espécie extremamente comum Schizophyllum commune. As espécies desta família crescem facilmente em meio de cultura e são muito apropriados para estudo de genética.
g) Família Polyporaceae: Usualmente persistentes, os basidiomas poroides geralmente crescem na madeira. Podem ser monomítico, dimítico ou trimítico. Esta é, de longe, a maior família em Aphyllophorales e muitos membros são altamente patogênicos, principalmente em coníferas.
(4) Ordem Agaricales: 280 gêneros