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Laiza Beatriz Pereira de Oliveira (Fonoaudiologia-UFES) Disfagia� Neurogênica�. ● Desordens na deglutição devido doença neurológica ou trauma neurológico (TCE,ALZHEIMER,PARKSON…) ● Ação da mm responsável pelo transporte alimento CO-esôfago ● Diversas queixas de dor no peito, alimento, parado na garganta,regurgitação,tosse engasgos ● Diversos sintomas em diferentes fases da deglutição ● Desidratação,desnutrição, complicações pulmonares. ● Paciente perde qualidade de vida, tempo aumentado de refeição, odinofagia, perda de peso ou a dificuldade de mantê-lo. ● Perda de peso, tempo aumentado de refeição, diminuição do apetite, isolamento (surgem problemas psicológicos), modificar a alimentação ● ATENÇÃO: ALTERA O SINTOMA MAS NÃO ALTERA A DEFICIÊNCIA. Ocorre diminuição do reflexo de tosse por: ● Acidente vascular de tronco encefálico >Perda da sensação laríngea = ausência de tosse. ● Dessensibilização por aspiração crônica >Habituação nos receptores sensitivos laríngeos. ● Própria desordem motora > Compromete a função motora da laringe e diafragma ● Intubação endotraqueal ● Medicamentos diminui o reflexo de tosse ● Tudo isso deve ser avaliado e observado na anamnese. CAUSAS: ● AVC ● TCE ● PARKINSON ● DEMÊNCIAS ● PARALISIA SUPRANUCLEAR PROGRESSIVA (parecida com parkinson) ● DOENÇA DO NEURONIO MOTOR ● SINDROME DE GUILLAN BARRÉ (zica virus e chico) ● ESCLEROSE MULTIPLA ● TUMORES ● MIASTENIA GRAVIS ● MIOPATIA Laiza Beatriz Pereira de Oliveira (Fonoaudiologia-UFES) AVC ISQUÊMICO X HEMORRÁGICO AVC ISQUÊMICO: + FREQUENTE / HEMORRÁGICO: MAIS GRAVE Alterações comuns pós avc: ● Ausência ou atraso grave para iniciar a deglutição faríngea (a mais prevalente) ● Pode ocorrer escape prematuro do alimento ● Risco de aspiração antes da deglutição ● Perda prematura do bolo alimentar (risco de aspiração antes da deglutição) ● Alteração de mobilidade de língua ● Alteração na ejeção da língua ● Paresia de língua ● Redução de controle língua do bolo ● Alteração da propulsão lingual ● Fonemas alterados ● Paralisia faríngea unilateral ● Resíduo recessos piriformes e valéculas ● Hemiparesia de laringe ● AVC do Hemisfério D: Parece afetar mais a fase faríngea da deglutição Disfagia mais grave ( Aumento de TTF P/AL) ● Maior risco de aspiração ● Maior tamanho da representação cortical da faringe. ● Os cinco eventos da fase faríngeas podem estar comprometidos ● Quanto maior extensão do AVC- mais impacto AVC NO HEMISFÉRIO E: ● Parece afetar mais fase oreal ● Quando há disfagia: 100% dos paciente tem fase oral comprometida ● Afeta fase antecipatória> Paciente não reconhece,não tem vontade ou não identifica o alimento Temos que questionar ou buscar no prontuário quais lesões, qual lado o AVC afetou (ou quais lados) para que seja elaborado um raciocínio clínico. AVC DE TE: ● Menor frequência de AVCS nos hemisférios cerebrais ● Disfagia frequente e com o pior prognóstico ● TE: Maioria dos núcleos dos NC ● Disfagia intensa e persistente. Outras funções ligadas ao TE são afetadas: ● Atenção ● Tônus muscular ● Respiração ● Pressão sanguínea ● Ritmo cardíaco ● 5,7,9,10,11,12 - nervos. Laiza Beatriz Pereira de Oliveira (Fonoaudiologia-UFES) ● Lesões pequenas (lacunas) em diferentes áreas. ● Quadro pseudo-bulbar : Lesões próximas ao bulbo-Sintomas semelhantes Sintomas bulbares; disartrofonia/disfonia/disfagia ● Ausência de reflexo de deglutição ● Paresia Faríngea ● Alteração na sensibilidade laringofaríngea Pode vir acompanhado de demência vascular: ● Quadro atáxico: ● Hipotonia a alteração ritmo- comunicação deglutição ● Alteração de fase oral ● Incoordenação fase oral Traumatismo Craniano: ● Córtex cerebral, TC ou nervos cranianos ● acometimento: Disfagia orofaríngea ● Raciocínio similar aos eventos pós- AVE ● Prognóstico bom de acordo com melhora do quadro Doença de Parkinson: ● Tremor de repouso, rigidez muscular, bradicinesia ou acinesia e instabilidade postural ● Paciente tem dificuldade de amplitude de língua ● Com rigidez: Aumento do tônus Muscular ● Com bradicinesia: Pobreza e lentidão nos movimentos voluntários, redução de amplitude do movimento e dificuldade de iniciar o mov ● Doença progressiva e a pneumonia são a principal causa de morte nos estágios avançados. ● Paciente envelhecido, toma muitos medicamentos… ● Ideal: rastrear/diagnosticar antes para melhor prognóstico ● Alterações Laríngeas: Arqueamento e rigidez das PPVV, fechamento glótico incompleto (fenda fusiforme), redução da motilidade das PPVV, tremor vertical laríngeo, Redução do Tempo máximo fonatório, comprometimento orofaringe e esofágico com progressão da doença, pode ter um fechamento com uma fenda maior podendo apresentar uma voz soprosa maior ou menor. Demências: ● Alzheimer: Demência mais frequente ● O rebaixamento da cognição altera deglutição e hábitos alimentares ● Doença não tem Trânsito Oral efetivo ● Paciente x cuidador x equipe ● É um paciente normalmente + agressivo… ● Paciente normalmente HIPOREATIVO. ● Consenso mundial: não pode colocar sonda ● Paciente normalmente não sente fome por conta da doença (por desordem da doença) Paralisia supranuclear progressiva: ● Similar ao parkinson + grave. Pode causar comprometimento orofaringe grave no início da doença (disfagia grave) ● Sem resposta a medicamentos Laiza Beatriz Pereira de Oliveira (Fonoaudiologia-UFES) ● Ausência no mov de palato mole durante a deglutição ● Disfagia orofaringea: Estas são região orofaringe,hipofaringe e aspiração após. ● Incompetência de véu DOENÇA DO NM (ELA) ● Degeneração do NMS e NMI - ELA ● NMI- PARALISIA BULBAR ● NMS: PARALISIA PSEUDOBULBAR ● Disfonia,disfagia,diminuição suporte respiratório, hipernasalidade,fraqueza mm, comprometimento de função ● Em uma fase da doença tem o aumento do tônus muscular. ● Observar perda de peso nos últimos 3 meses, operação da capacidade vocal, paciente pode apresentar disfagia moderada (entrar com via alternativa de alimentação) Síndrome de Guillain Barré : Desmineralização de NC periféricos Redução da sensibilidade e da força mm em diferentes graus Disfagia e complicação respiratória (intensifica a disfagia e altera a voz) Tumores Cerebrais: ● A localização determina a deficiência/gravidade orofaríngea ● Depende da localização para determinar o grau da disfagia ● TU TC e base do crânio-chance de disfagia neurogênica ● Cirurgia x RDT X QT ● Tudo depende da extensão da lesão e da sequela para o local. Esclerose Múltipla: ● Desmielinização do SNC por ataque auto-imune ● Ocorre disfagia quando há acometimento dos tratos corticobulbares ao redor do TC ● Fadiga mm-VF ● Paciente que cansa com mais facilidade (fadiga) Miastenia Gravis: ● Interferência na transmissão neuro muscular: Fraqueza e fadiga muscular ● Disfagia aparece cedo e/ dificuldade ao longo do dia em comparação com início do dia. ● Diminuição de força laríngea, disfonia e disfagia, fraqueza de língua/face,fadiga do músculo ocular com abaixamento da pálpebra. Miopatias: Doenças dos músculos que envolvem membros proximais - enfraquecimento faríngeo. Disfagia orofaríngea, estases, p/a. Polimiosite, dermatomiosite, miosite, sarcoidose, distrofias. Para trabalhar com Disfagia Neurogênica: Fisiopatologia da doença Fisiologia da Deglutição Conhecimento dos padrões de normalidade da fase oral, faríngea e esofágica e funções laríngeas Laiza Beatriz Pereira de Oliveira (Fonoaudiologia-UFES) Avaliação e fisiopatologia das desordens da deglutição e respostas ao TTO] Reconhecimento das características clínicas nas disfagias, efeito da doença causadora e variáveis cognitivas, afetivas e idiossincrática do paciente. Reabilitação: ● Sensibilidade ● Cognição ● MM ● Proteção das VIA AÉREA INFERIOR ● Pneumonia ● Qualidade de Vida O que fazer? ● Estímulo tátil térmico-Gustativo (qualquer estratégia que tenha sabor e não volúme) ● Higiene oral (ter cuidado e também é capaz de desencadear deglutição) ● Exercícios: OFAS(ir atrás),laringe e Faringe ● Mudanças Posturais ● Manobras PVAI ● Mudança de Consistência ● Técnicas indutivas. ● Cu� nãoimpede a aspiração ● Objetivo primário: Cu� desinsuflado. ● Tentar ocluir Ver colocação de traqueo/retirada de traqueo/uso do cu�- Artigos. Casos clínico: ● Paciente, sexo masculino, paciente com parkinson 65 A. Com diagnóstico de doença de parkinson, evoluindo para engasgo de líquidos e sólido secos. Encaminhado para avaliação Fonoaudiológica.