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DIRETA: Órgão públicos sem personalidade jurídica própria que integram as pessoas jurídicas políticas UDEM. Órgão público NÃO TEM PERSONALIDADE JURÍDICA, nem patrimônio, nem capacidade processual. Mesmo sem personalidade, pode celebrar contrato de gestão e, excepcionalmente, demandar em juízo em defesa do próprio órgão (câmara de vereadores para repasse do município). Órgãos gestores de orçamento devem ser inscritos no CNPJ. INDIRETA: Pessoas jurídicas, de direito público ou privado, criada ou instituídas por meio de lei específica, para prestação de serviços públicos (autarquia ou fundação pública) ou para exploração de atividade econômica, a qual, quando desempenhada excepcionalmente pelo Estado, necessariamente deve ser exercida por pessoas jurídicas de direito privado (empresas públicas e sociedades de economia mista). Não existe subordinação entre a entidade da Administração Indireta e a pessoa jurídica que a criou, mas tão-somente VINCULAÇÃO. As entidades da Administração indireta, também chamadas de entidades vinculadas, vinculam-se ao Ministério relacionado à sua principal atividade (pelo que é chamado controle externo, tutela administrativa, controle finalístico ou supervisão ministerial) – atualmente D.11.401/23 A) AUTARQUIA - CRIADA por LEI, independe de registro e organizada por decreto. A autarquia, pessoa jurídica de direito público, integrante da Administração indireta, é criada por lei para desempenhar ATIVIDADES TÍPICAS do Estado. Natureza Jurídica: Público Criação: Criada por lei, independe de registro Capital: 100% público; b) EMPRESA PÚBLICA - autorizada por lei. Direito privado, mas com patrimônio público. Natureza Jurídica: Privado Criação: Autorizada por lei, necessita registro Capital: 100% público Forma Societária: Qualquer admitida em direito (incluindo S/A). c) SOCIEDADE ECONOMIA MISTA - autorizada por lei. Necessita REGISTRO cartório civil (S.A) e regulamentada por lei complementar. Capital misto. Natureza Jurídica: Privado Criação: Autorizada por lei, necessita registro Capital: 50%+1 ação - controle acionário poder público (se monopólio, somente União) Forma Societária: S/A. As sociedades de economia mista e empresas públicas que EXERÇAM ATIVIDADE ECONÔMICA não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às demais empresas do setor privado, para evitar concorrência desleal. Elas também não se submetem ao regime de precatórios e a responsabilidade é SUBJETIVA As empresas públicas e sociedades de economia mista QUE PRESTAM SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS E PRÓPRIOS DO ESTADO, em condições não concorrenciais, sujeitam-se ao REGIME DE PRECATÓRIOS, a responsabilidade é OBJETIVA e GOZAM DE PRIVILÉGIOS FISCAIS. Elas integram o orçamento fiscal da pessoa política a que estão vinculadas. d) FUNDAÇÃO PÚBLICA– autorizada por lei. Se for pessoa jurídica de direito privado, lei específica autoriza a sua criação para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público. Possui autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes e a regulamentação se dá por lei complementar. Neste caso, descentralização por delegação, celetista, sem privilégios processuais. Natureza Jurídica: Privado Objetivo: Prestação de serviços públicos Criação: Autorizada por lei, necessita registro Capital: Privado Princípios da Administração Federal: No Decreto 200, consta que as atividades da Administração Federal obedecerão aos PRINCÍPIOS da Planejamento Coordenação Descentralização Delegação de Competência Controle. a) Planejamento: planos e programas de governo, orçamento e finanças b) Coordenação: execução dos planos e programas, em todos os níveis da administração, mediante a atuação das chefias individuais, a realização sistemática de reuniões com a participação das chefias subordinadas e a instituição e funcionamento de comissões de coordenação em cada nível. Quando submetidos ao Presidente da República, os assuntos deverão ter sido previamente coordenados com todos os setores interessados, de modo a sempre compreenderem soluções integradas. Isso deve ser adotado menores níveis também. c) Descentralização: execução das atividades deverá ser amplamente descentralizada. a) separando-se a direção da execução ( Confunde com desconcentração). b) da Administração Federal para a das unidades federadas (Estados e Municípios), quando estejam devidamente aparelhadas e mediante convênio; c) da Administração Federal para a órbita privada, mediante contratos ou concessões. A mera formalização de atos administrativos é liberada, para dar enfoque às atividades de planejamento, supervisão, coordenação e controle. Para melhor gerir o planejamento, coordenação, supervisão e controle e com o objetivo de impedir o crescimento desmesurado da máquina administrativa, a Administração procurará desobrigar-se da realização material de tarefas executivas, recorrendo, sempre que possível, à execução indireta, mediante contrato, desde que exista, na área, iniciativa privada suficientemente desenvolvida e capacitada a desempenhar os encargos de execução, condicionado ao interesse público e às conveniências da segurança nacional.