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SISTEMA DE ENSINO AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 Livro Eletrônico 2 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Sumário Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 ........................ 3 1. Introdução ao Estudo de AFO, Direito Financeiro e Orçamento Público ......................... 3 1.1. Orçamento Público e Direito Financeiro .............................................................................. 4 1.2. Atividade Financeira do Estado............................................................................................. 5 1.3. Distinção entre Direito Financeiro e Tributário ................................................................. 9 1.4. Fontes do Direito Financeiro e Orçamentário ...................................................................12 1.5. Princípios Gerais do Direito Financeiro ............................................................................. 14 1.6. Competência para Legislar sobre Direito Financeiro e Orçamento Público .............. 18 2. Finanças Públicas e Orçamento Público na CF/1988 ........................................................20 2.1. Finanças Públicas – Normas Gerais ................................................................................... 22 2.2. Dos Orçamentos .................................................................................................................... 27 Resumo ............................................................................................................................................ 62 Mapas Mentais .............................................................................................................................. 67 Questões Comentadas em Aula ................................................................................................. 69 Questões de Concurso ................................................................................................................. 73 Gabarito ......................................................................................................................................... 188 Referências ................................................................................................................................... 190 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon FINANÇAS PÚBLICAS E ORÇAMENTO PÚBLICO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 1. Introdução ao Estudo dE aFo, dIrEIto FInancEIro E orçamEnto PúblI- co Antes de começarmos, quero destacar que a aula de hoje é a mais importante e a mais difícil do nosso curso. Inicialmente você vai ter um entendimento conceitual superficial sobre o objeto de estudo da disciplina DIREITO FINANCEIRO, suas características iniciais e suas principais fontes. E a fonte primária é a nossa Constituição Federal de 1988. Assim, vamos começar nosso curso bebendo dessa fonte, especialmente dos seus ar- tigos 163 a 169. Por essa razão, entendo que o colega que ainda não teve oportunidade de estudá-los tenha certa dificuldade com a quantidade de informações e com o nível de deta- lhamento dessa aula. Não vou enganar você, nossa Carta Magna é muito detalhista e, no que diz respeito a es- sas disciplinas, não poderia ser diferente, já que estamos tratando da parte mais sensível do Estado: o bolso. Entretanto, tenho uma boa notícia: nas aulas seguintes, a maior parte do conteúdo des- ses artigos será detalhadamente explicado na parte teórica e, além disso, faremos muitas questões de concursos anteriores que terão como resposta dispositivos constitucionais que estudaremos hoje. A ideia é que hoje, ao estudar os artigos 163 a 169, você crie uma base de conhecimento que vai te ajudar no resto do curso. Vamos intercalar os artigos com explicações, com ques- tões de concursos anteriores em que são diretamente aplicados e com jurisprudências que envolvem esses dispositivos constitucionais. Se você tiver um bom desempenho na aula de hoje, você certamente vai ter facilidade nas aulas seguintes. Se tiver dificuldade, o que é normal, você terá oportunidade de voltar nestes dispositivos ao longo do curso e melhorar a sua compreensão e a sua fixação. Acredite nisso. No final do curso você vai me dar razão. Entretanto, em último caso, se realmente a dificuldade for muito grande, alternativamente, recomendo como caminho mais fácil, estudar o tópico 1 dessa aula e depois passar para as aulas seguintes, voltando a estudar os tópicos 2 e 3 dessa aula somente após já ter estudado as aulas de Instrumentos Orçamentários, Ciclo Orçamentário, Créditos Adicionais, Princípios Orçamentários e Orçamento Público. Dessa forma, o conteúdo da nossa CF/1988 relativo ao Orçamento Público será absorvido com mais facilidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 1.1. orçamEnto PúblIco E dIrEIto FInancEIro Uma boa maneira de começar a estudar essa matéria é compreender do que ela trata e saber distingui-la de outras matérias muito similares em termos de assuntos cobrados nos editais de concursos públicos. Estou me referindo às matérias Direito Financeiro e Finanças Públicas (além de AFO – Administração Financeira e Orçamentária, na qual, por exemplo, o tema Orçamento Público se faz presente. Podemos dizer que o Direito Financeiro tem uma “pegada” normativa, as Finanças Pú- blicas uma “pegada” normalmente especulativa, ou seja, não foca em normatização, e AFO consiste na administração das finanças e do orçamento público. Importante destacar que Finanças Públicas é a terminologia usada para se referir ao con- junto de problemas da política econômica que envolvem o uso de medidas de tributação e de dispêndios públicos. Chamada também, em alguns editais de concursos públicos de econo- mia do setor público, a matéria Finanças Públicas foca no impacto das ações governamentais no crescimento econômico, ou seja, abarca as receitas, despesas e o endividamento público não em um viés jurídico, mas econômico. Podemos dizer que o Direito Financeiro é mais amplo que AFO, com foco, claro, nas nor- mas que regulam seu campo de atuação. Na verdade, o estudo de AFO engloba o Direito Financeiro com uma “pegada” adminis- trativa, ou seja, abrange a atividade financeira do estado, focada em sua aplicação na ges- tão pública. Em outras palavras, podemos dizer que AFO é o ramo da ciência administrativa foca na gestão das finanças e do orçamento público, desde sua concepção até a sua prestação de contas e avaliação de resultados. Assim, sucintamente, podemos enxergar o estudo de AFO pela ótica de assegurar a exe- cução das funções do Estado, contribuindo para aprimorar o planejamento, a organização, a direção, o controle e a tomada de decisões dos gestores públicos em cada uma dessas fases. Enquanto o Direito Financeiro foca mais em disciplinar a atividade financeira do Estado de modo amplo e está mais voltado para uma abordagem legalista e doutrinária, a matéria AFO possui um enfoque mais orçamentário, exigindo conhecimentosde valores a receber), subsídios e outros benefícios que tenham impacto nas contas públicas, os seus respectivos efeitos nas receitas e despesas precisam ser demonstrados no Projeto de LOA (de modo regionalizado). § 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. DICA! Note que são os orçamentos fiscal e de investimento das es- tatais não dependentes que têm entre suas funções reduzir as desigualdades regionais, ou seja, o orçamento da seguri- dade social não tem essa função. 009. (CESPE/MPU/ANALISTA/2010) Julgue o próximo item, referente a orçamento público. Para que se atinja o equilíbrio distributivo e se reduzam as possíveis desigualdades inter-regio- nais, o orçamento fiscal deve ser compatível com o plano plurianual. A resposta dessa questão está literalidade do § 7º do artigo 165 da CF/1988: 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional”. É importante destacar que o § 5º, I, do artigo 165 da CF/1988 a que se refere o dispositivo anteriormente reproduzido é justamente aquele relativo orçamento fiscal mencionado correta- mente pela assertiva. Certo. § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 33 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Esse artigo traz um Princípio Orçamentário muito importante, o Princípio da Pureza ou Exclusividade, e as suas exceções. A ideia básica é que a Lei Orçamentária deve tratar de orçamento e não de matérias estranhas a esse tema. Veja logo uma questão que cobra o seu conhecimento. 010. (CESPE/TCE-RO/PROCURADOR/2019) De acordo com os princípios constitucionais or- çamentários e o disposto na CF acerca das finanças públicas, as autorizações para a abertura de créditos suplementares e para a contratação de operações de créditos constituem exce- ções ao princípio da a) legalidade orçamentária. b) universalidade orçamentária. c) pureza orçamentária. d) não afetação da receita. e) quantificação dos créditos orçamentários. O princípio da pureza orçamentária, mais conhecido como princípio da exclusividade (estuda- do na aula de Princípios Orçamentários), é estabelecido no artigo 165, § 8º, no qual também são previstas algumas de suas exceções. Confira, com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Temos ainda outras exceções ao princípio da exclusividade ou pureza orçamentária que são a previsão para pagamento de precatórios (art. 100, § 5º, CF), e a inclusão de recursos para pagamento de indenizações de reforma agrária (art. 184, § 4º, CF). Confira: Art. 100, § 5º É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba ne- cessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exer- cício seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente. Art. 184, § 4º O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. Letra c. Continuando a leitura do artigo 165: § 9º Cabe à lei complementar: I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual; II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. III – dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto nos §§ 11 e 12 do art. 166. (Re- dação dada pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019). No parágrafo 9º temos algumas matérias que devem, devido a maior importância dada pelo constituinte, ser objeto de Lei Complementar, aquela que exige maior quórum para a aprovação que uma simples Lei Ordinária. Ressalte-se que essa Lei Complementar ainda não foi promulgada, tendo seu papel sido exercido pela Lei n. 4.320/1964 já comentada anteriormente. § 10 A administração tem o dever de executar as programações orçamentárias, adotando os meios e as medidas necessários, com o propósito de garantir a efetiva entrega de bens e serviços à socie- dade. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019). § 11 O disposto no § 10 deste artigo, nos termos da lei de diretrizes orçamentárias: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 102, de 2019) (Produção de efeito) I – subordina-se ao cumprimento de dispositivos constitucionais e legais que estabeleçam metas fiscais ou limites de despesas e não impede o cancelamento necessário à abertura de créditos adicionais; II – não se aplica nos casos de impedimentos de ordem técnica devidamente justificados; III – aplica-se exclusivamente às despesas primárias discricionárias. O parágrafo 10º teve a sua redação trazida pela Emenda Constitucional – EC n. 100 de 2019. Por ora, saiba que EC 100/2019 tornou obrigatória a execução das chamadas emendas de bancada e nesse parágrafo a ideia é garantir que devem ser executadas e, para isso, o go- verno deve “se virar”. § 12 Integrará a lei de diretrizes orçamentárias, para o exercício a que se refere e, pelo menos, para os 2 (dois) exercícios subsequentes, anexo com previsão de agregados fiscais e a proporção dos recursos para investimentos que serão alocados na lei orçamentária anual para a continuidade da- queles em andamento. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 102, de 2019) (Produção de efeito) O PULO DO GATO Perceba que o § 12 do artigo 165 da CF/1988 nos revela que no anexo da LDO deve constar a previsão dos agregados fiscais e a proporçãodos recursos para investimentos que serão alocados na LOA. Esses anexos da LDO foram trazidos pela LRF no intuito de melhorar a gestão fiscal, mas note que nesse dispositivo não se fala que a LOA deve conter recursos de outros exercícios. Se assim fosse, o princípio orçamentário da anualidade ou da periodicidade (estudado na aula de Princípios Orçamentários) teria sido agredido e assim como o inciso III e o parágrafo 5º do próprio artigo 165 da CF/1988, além da Lei n. 4.320/1964. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art4 36 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon PEGADINHA DA BANCA Fique ligado pois aqui temos uma pegadinha em potencial. O examinador pode tentar te con- fundir ao dizer que, depois da EC 102/2019, a LOA pode conter despesas para mais dois exer- cícios, o que é falso. § 13 O disposto no inciso III do § 9º e nos §§ 10, 11 e 12 deste artigo aplica-se exclusivamente aos orçamentos fiscal e da seguridade social da União. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 102, de 2019) (Produção de efeito) § 14 A lei orçamentária anual poderá conter previsões de despesas para exercícios seguintes, com a especificação dos investimentos plurianuais e daqueles em andamento. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 102, de 2019) (Produção de efeito) Note que esse dispositivo trouxe a expressão “lei orçamentária anual poderá conter previ- sões de despesas”, quando a regra geral é de que a LOA prevê receitas, já que as receitas só são consideradas realizadas quando efetivamente recebidas. Assim, não têm como fixar um valor ainda não recebido. No campo das despesas entendo que a regra geral não mudou. As despesas são fixadas, são objeto de uma espécie de limite para gastar, ainda mais no âmbito do novo regime fiscal: o teto de gastos. Então a LOA continua tendo o papel de funcionar como uma autorização do parlamento para que o executivo realize determinado limite máximo de gastos. Note que o dispositivo mencionado contém a palavra “poderá”, ou seja, é uma possibilida- de, funcionando com um algo a mais, mas que não exclui a fixação da despesa, afinal ainda temos o § 8º do artigo 165 que nos informa: A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da des- pesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contra- tação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. DICA! Leve para a prova que a LOA fixa a despesa, mas pode conter (aqui não extrapole a literalidade) previsões de despesas para exercícios seguintes, com a especificação dos investimentos plurianuais e daqueles em andamento. § 15 A União organizará e manterá registro centralizado de projetos de investimento contendo, por Estado ou Distrito Federal, pelo menos, análises de viabilidade, estimativas de custos e informações sobre a execução física e financeira. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 102, de 2019) (Produ- ção de efeito). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc102.htm#art4 37 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 16 As leis de que trata este artigo devem observar, no que couber, os resultados do monitoramen- to e da avaliação das políticas públicas previstos no § 16 do art. 37 desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) Note que o parágrafo 16 foi incorporado à nossa Carta Magna por meio da EC 109/2021, como forma de dar efetividade ao comando determinado pelo parágrafo 16 do artigo 37 (Adminis- tração Pública) que também surgiu com a EC 109/2021, de modo que os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar avaliação das políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados alcançados. A ideia é que a legislação orçamentária também atue no sentido de promover a transparência da avaliação das políticas públicas e os resultados alcançados. 2.2.2. Artigo 166 – Do Processo Legislativo Nas aulas seguintes vamos nos aprofundar no estudo dos temas abordados nesse artigo, especialmente quando estudarmos o Ciclo Orçamentário que inclui o estudo do Processo Legislativo. Vamos agora fazer leitura do artigo 166 para que você vá se familiarizando com a sua li- teralidade (muito cobrada em prova), mas não se preocupe, já que em aulas seguintes e ainda hoje nas questões, vamos trabalhá-lo exaustivamente. Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. 011. (CESPE/TRT-8ª/TÉCNICO/2016) Julgue o item a seguir. Conforme a CF, os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais deverão ser apreciados, na forma do regimento co- mum, pela Câmara Federal e pelo Tribunal de Contas da União. Basta lembrar do artigo 166, caput, da CF/1988 que diz: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 38 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Assim, o erro da assertiva foi colocar TCU no lugar que deveria constar Senado Federal. Errado.§ 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados: I – examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresenta- das anualmente pelo Presidente da República; II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58. É importante destacar que a mencionada comissão atualmente denomina-se CMO – Co- missão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Muito disputada no Congresso Nacional (imagine o seu poder), essa CMO tem como funções precípuas emitir parecer sobre os projetos de PPA, LDO e LOA e sobre a prestação de contas do Presidente da República, além de fiscalizar a execução das Leis Orçamentárias. § 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e aprecia- das, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional. As emendas parlamentares servem para aperfeiçoar o que o Poder Executivo propôs por meio dos instrumentos de planejamento e orçamento e tem o poder de influenciar no que tan- ge à alocação do dinheiro público. 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Note que as emendas parlamentares para serem aprovadas devem respeitar as restrições relacionadas nos parágrafos 3º e 4º do artigo 166 da CF/1988. § 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modifi- cação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta. É importante registrar ainda que, enquanto não iniciada a votação, na Comissão Mista (não é no Plenário) da parte cuja alteração é proposta, o Presidente da República pode enviar men- sagem para propor modificação nos projetos do PPA, da LDO, da LOA e de Crédito Adicionais. 012. (CESPE/DEPEN/AGENTE/2015) Julgue o item a seguir. Em observância ao princípio da separação de poderes, o presidente da República não poderá propor modificações no projeto de lei relativo ao PPA. Opa, pode sim o Presidente da República propor modificações no projeto de lei relativo ao PPA, desde que não iniciada a votação, na Comissão Mista, da parte cuja alteração é proposta. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 6º Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º. Note que o Presidente da República deve encaminhar ao Parlamento os projetos de lei do PPA, da LDO e da LOA. Destaque-se que essa competência é exclusiva do CHEFE DO PODER EXECUTIVO, função essa exercida pelo Presidente da República (ou Governadores e Prefeitos). Em suma, tenha em mente que a iniciativa é sempre do Poder Executivo. § 7º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta seção, as demais normas relativas ao processo legislativo. § 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa. O § 8º do artigo 166 deixa claro que os recursos que sobrarem no orçamento, em decor- rência de veto, emenda ou rejeição do projeto de LOA, podem ser utilizados como fonte para a abertura de créditos adicionais suplementares ou especiais. 013. (CESPE/TJ-PI/NOTÁRIO/2013-ADAPTADA) Julgue acerca do disposto na CF sobre orçamentos. Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de LOA, ficarem sem despesas correspondentes não poderão ser utilizados mediante créditos especiais ou su- plementares. Na verdade, poderão sim ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou su- plementares, desde que com prévia e específica autorização legislativa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Em outras palavras, os recursos que sobraram no orçamento, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de LOA, podem ser utilizados como fonte para a abertura de créditos adicionais suplementares ou especiais. Errado. § 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 86, de 2015) DICA! Note que mesmo após a EC 105/19, subsiste a obrigação de o parlamentar destinar metade dos recursos das emendas indi- viduais criadas pela EC 86/15 a ações e serviços públicos de saúde. 014. (FCC/SEFAZ-SC/AUDITOR/2018) De acordo com a disciplina constitucional em matéria de lei orçamentária anual federal, a) cabe a uma comissão mista permanente de Senadores e Deputados, dentre outras compe- tências, examinar e emitir parecer sobre o respectivo projeto de lei e exercer o acompanhamen- to e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congres- so Nacional e de suas Casas. b) é vedada a aprovação de emendas parlamentares ao projeto de lei orçamentária anual na hipótese de os respectivos recursos serem provenientes de anulação de despesas. c) os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, me- diante créditosespeciais ou suplementares, independentemente de prévia e específica autori- zação legislativa. d) as emendas individuais ao projeto de lei orçamentária anual serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto enca- minhado pelo Presidente da República, devendo dois terços desse percentual ser destinado a ações e serviços públicos de saúde. e) é obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações contidas na Lei Orça- mentária Anual, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc86.htm#art1 42 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon A alternativa a de refere corretamente à chamada Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização com papel previsto no artigo 166, § 1º, da CF/1988. Confira com gri- fos nossos: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados: I – examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresenta- das anualmente pelo Presidente da República; II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previs- tos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58. b) Errada. A anulação de despesas é hipótese, segundo o artigo 166, § 3º da CF/1988, que permite a aprovação de emendas ao projeto de lei orçamentária. c) Errada. É necessária prévia e específica autorização legislativa, nos termos do artigo 166, § 8º, da nossa Carta Magna. d) Errada. Na verdade, nos termos do artigo 166, § 9º, da CF/1988 metade desse percentual ser destinado a ações e serviços públicos de saúde e não dois terços como diz a alternativa. e) Errada. De acordo com o artigo 166, § 9º, da CF/1988 a obrigatoriedade é das emendas parlamentares individuais. Letra a. § 10 A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 9º, in- clusive custeio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198, vedada a destinação para pagamento de pessoal ou encargos sociais. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 86, de 2015) § 11 É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 86, de 2015) Basicamente, o percentual de 1,2% da RCL – Receita Corrente Líquida fica vinculado às emendas individuais dos deputados e senadores, sendo que metade desse percentual (0,6%) deve ser destinado às ações e serviços públicos da área de saúde, sendo que tais gastos são computados no montante anual de gastos com saúde para atender a vinculação constitucional de mínimo de gastos com essa natureza. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc86.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc86.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc86.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc86.htm#art1 43 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Além disso, o parágrafo 10 traz a ideia de evitar que tais recursos sejam destinados a “in- char a máquina pública” por meio do pagamento de despesas com pessoal e seus encargos. § 12 A garantia de execução de que trata o § 11 deste artigo aplica-se também às programações incluídas por todas as emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal, no montante de até 1% (um por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019) Com a entrada em vigor da EC 100/2019, passou a ser obrigatória também a execução da programação orçamentária proveniente de emendas de bancada dos parlamentares. Assim, a execução obrigatória das emendas de bancada deve seguir as mesmas regras das emendas individuais e devem corresponder a 1% da RCL a partir de 2021, sendo de 0,8% para 2020. § 13 As programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 deste artigo não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica. (Redação dada pela Emenda Constitu- cional n. 100, de 2019) § 14 Para fins de cumprimento do disposto nos §§ 11 e 12 deste artigo, os órgãos de execução deverão observar, nos termos da lei de diretrizes orçamentárias, cronograma para análise e ve- rificação de eventuais impedimentos das programações e demais procedimentos necessários à viabilização da execução dos respectivos montantes. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019) Note que de acordo com a redação dos parágrafos 13 e 14 do artigo 166 da CF/1988, só não haverá execução obrigatória nos casos de impedimento de ordem técnica que impossibi- litem a realização do empenho da despesa. § 15 (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019) § 16 Quando a transferência obrigatória da União para a execução da programação prevista nos §§ 11 e 12 deste artigo for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá da adimplência do ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019) A redação trazida pela EC 100/2019 ao parágrafo 16 do artigo 166 da CF/1988 teve por objetivo evitar que situação financeira ruim de Estados e Municípios (incluindo atrasos de pa- gamentos de parcelas de obrigações junto à União) impedisse que os recursos das emendas parlamentares fossem bloqueados e que tais gastos sejam computados para fins de limites com despesa de pessoal. Em suma, os parlamentares pensaram “farinha pouca, meu pirão primeiro”. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 44 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 17 Os restos a pagar provenientes das programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, para as progra- mações das emendas individuais, e até o limite de 0,5% (cinco décimos por cento), para as progra- mações das emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019) A EC 100/2019, na redação dada ao § 17 do artigo 166 da CF/1988, dispôs acerca dos restos a pagar no âmbito do orçamento impositivo, determinando que os restos a pagar pro- venientes das programações orçamentárias previstas nos § 11 e 12 (emendas impositivas individuais e de bancada) poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da RCL realizada no exercício anterior, para as programações das emendas individuais, e até o limite de 0,5% (cinco décimos por cento), para as programações das emendas de bancada. Atente, portanto, ao fato de que metade das emendas impositivas (0,6% e 0,5%, respectiva dos 1,2% para as emendas individuais e do 1% para as emendas de bancada) podem ser desti- nadas para o pagamento de restos a pagar. § 18 Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumpri- mento da meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, os montantes previstos nos §§ 11 e 12 deste artigo poderão ser reduzidos em até a mesma proporção da limita- ção incidente sobre o conjunto das demais despesas discricionárias. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019) O § 18 do artigo 166 visa a preservação do cumprimento da meta fiscal estabelecida na LDO, sendo que também as emendas parlamentares impositivas ficam alcançadas pela restri- ção da mesma forma que as demais despesas da União. § 19 Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que observe critérios objetivos e imparciais e que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apre- sentadas, independentemente da autoria. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019) O § 19 do artigo 166 dispôs acerca do critério equitativo para execução das emendas, definindo como equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que observe critérios objetivos e imparciais e que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria. § 20 As programações de que trata o § 12 deste artigo, quando versarem sobre o início de investi- mentos com duração de mais de 1 (um) exercício financeiro ou cuja execução já tenha sido inicia- da, deverão ser objeto de emenda pela mesma bancada estadual, a cada exercício, até a conclusão da obra ou do empreendimento. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 100, de 2019). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc100.htm#art1 45 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Guarde que o § 20 traz a previsão que, caso a emenda de bancada verse sobre início de investimento com duração superior a um exercício financeiro ou cuja execução já tenha sido iniciada, a mesma bancada é que deverá apresentar emendas, a cada exercício, até a conclu- são da obra ou do empreendimento. Agora vem uma novidade: a EC 105/2019 incluiu o artigo 166-A na CF/1988. Na prática, o resultado dessa EC 105/2019 é que vai ficar mais fácil o acesso aos recursos das emendas parlamentares individuais, já que a partir do Orçamento Geral da União de 2020, ela autoriza a transferência direta de recursos de emendas parlamentares para Estados, ao DF e a Municípios sem vinculação a uma finalidade específica, ou seja, o Congressista e o Ente que receber os recursos de sua emenda parlamentar passam a dispor de maior liberdade na aplicação dos recursos públicos. Art. 166-A. As emendas individuais impositivas apresentadas ao projeto de lei orçamentária anual poderão alocar recursos a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios por meio de: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) I – transferência especial; ou (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) II – transferência com finalidade definida. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) § 1º Os recursos transferidos na forma do caput deste artigo não integrarão a receita do Estado, do Distrito Federal e dos Municípios para fins de repartição e para o cálculo dos limites da despesa com pessoal ativo e inativo, nos termos do § 16 do art. 166, e de endividamento do ente federado, vedada, em qualquer caso, a aplicação dos recursos a que se refere o caput deste artigo no paga- mento de: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) I – despesas com pessoal e encargos sociais relativas a ativos e inativos, e com pensionistas; e (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) II – encargos referentes ao serviço da dívida. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) De acordo com esse novo artigo, os municípios, o Distrito Federal e Estados poderão dei- xar esses recursos de fora do cálculo de limites com despesas de pessoal, de endividamento e para repartição – no caso dos Estados, para com os municípios em seu território. § 2º Na transferência especial a que se refere o inciso I do caput deste artigo, os recursos: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) I – serão repassados diretamente ao ente federado beneficiado, independentemente de celebração de convênio ou de instrumento congênere; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) II – pertencerão ao ente federado no ato da efetiva transferência financeira; e (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) III – serão aplicadas em programações finalísticas das áreas de competência do Poder Executivo do ente federado beneficiado, observado o disposto no § 5º deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 46 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Na transferência especial o dinheiro é repassado diretamente, sem necessidade de con- vênio ou qualquer outro instrumento e pertencerá ao ente federado após concluído o repasse. Uma vez incorporado à receita do beneficiado, o recurso deverá ser aplicado em programações finalísticas das áreas de competência do Poder Executivo. § 3º O ente federado beneficiado da transferência especial a que se refere o inciso I do caput deste artigo poderá firmar contratos de cooperação técnica para fins de subsidiar o acompanhamento da execução orçamentária na aplicação dos recursos. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) O município beneficiado pode firmar contratos de cooperação técnica relacionados ao acompanhamento da execução orçamentária. Atualmente, esse serviço é prestado pela Caixa Econômica Federal. § 4º Na transferência com finalidade definida a que se refere o inciso II do caput deste artigo, os recursos serão: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019) I – vinculados à programação estabelecida na emenda parlamentar; e (Incluído pela Emenda Cons- titucional n. 105, de 2019) II – aplicados nas áreas de competência constitucional da União. (Incluído pela Emenda Constitu- cional n. 105, de 2019) § 5º Pelo menos 70% (setenta por cento) das transferências especiais de que trata o inciso I do caput deste artigo deverão ser aplicadas em despesas de capital, observada a restrição a que se refere o inciso II do § 1º deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 105, de 2019)” Utilização dos recursos – deve ser respeitado o mínimo de 70% para despesas de capital, exceto encargos da dívida. Assim, 30% podem ser usados para despesas de custeio, como insumos, materiais de consumo, contas de serviços públicos, entre outras. Obs.: � nas aulas seguintes vamos nos aprofundar no estudo desse artigo e vamos conhe- cer um pouco mais sobre as Emendas Constitucionais 86/2015, 100/2019, 102/2019, 105/2019 e 109/2021. 2.2.3. Artigo 167 - Vedações em Matéria Orçamentária Vá logo se ambientando com as ideias básicas de algumas vedações impostas por nossos constituintes: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc105.htm#art1 47 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon LOA VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS • Início de programas ou projetos não incluídos na LOA. • Despesas que excedam os créditos orçamentários. • Operações de crédito que excedam as despesas de capi- tal. • Vinculação de receitas. • Abertura de crédito suplementares ou especiais sem prévia autorização legislativa. • Créditos ilimitados e imprecisos. No artigo 167 da CF/1988 temos os dispositivos constitucionais proibitivos, ou seja, as vedações constitucionais em matéria orçamentária. Art. 167. São vedados: I – o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; Podemos ver que o inciso I proíbe o início de programas ou projetos não incluídos na LOA. Em outras palavras, mesmo com previsão no PPA ou na LDO acerca da realização de des- pesas vinculadas a determinadas ações ou programas governamentais, o efetivo gasto e, as- sim, a execução do projeto, somente poderão ir adiante se houver previsão específica quanto às receitas e às despesas na LOA, em consonância com o princípio da universalidade (estuda- do na aula de Princípios Orçamentários). 015. (CESPE/TCE-PB/AUDITOR/2018/ADAPTADA) No que se refere a vedações constitucio- nais em matéria orçamentária dispostas nas normas gerais de direito financeiro da CF, julgue: O início de programas e projetos não incluídos na LOA é admitido excepcionalmente pela CF, desde que a sua execução não ultrapasse a previsão orçamentária fixada no exercício finan- ceiro anterior. Não existe exceção para isso. O início de programas e projetos não incluídos na LOA é veda- do pela CF. Errado. II – a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orça- mentários ou adicionais; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon O inciso II proíbe a realização de despesas que superem os créditos orçamentários ou adicionais, ou seja, toda despesa deve estar vinculada a uma receita, não sendo permitido as- sumir obrigações sem a indicação da respectiva fonte de financiamento. III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressal- vadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprova- dos pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; (a regra de ouro foi dispensada durante o regime extraordinário – “orçamento de guerra” – para combate à pandemia pela EC 106/2020 – durante o ano de 2020, voltando a valer em 2021). Podemos ver que no inciso III, existe um limite quanto à realização de operações de crédito, tendo em vista que ao serem contratadas e contraídas aumentam o endividamento do Estado. Essa é a chamada “Regra de Ouro” das Finanças Públicas. De acordo com a “Regra de Ouro” das Finanças Públicas, a contratação de operações de crédito não poderá ser superior ao montante das despesas de capital, a não ser que haja autorização específica pelo Poder Legis- lativo, por maioria absoluta, mediante crédito adicional suplementar ou especial, com finalida- de precisa. Ela tenta garantir que as receitas advindas do endividamento estejam no mesmo patamar do gasto com investimentos. DICA! A EC 106/2020 (Orçamento de Guerra) dispensou, durante a integralidade do exercício financeiro em que vigore a calami- dade pública nacional da pandemia (que ainda não foi prorro- gada, ou seja, encerrou-se em 31/12/2020), a obrigatoriedade de atender a chamada regra de ouro das finanças públicas. Ainda de acordo com a EC 106/2020, o Ministério da Econo- mia deve publicar, a cada 30 (trinta) dias, relatório com os valores e o custo das operações de crédito realizadas no período de vigência do estado de calamidade pública nacional relativa à pandemia. IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadasa repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon O inciso IV trata do Princípio Orçamentário da Não Vinculação da Receita de Impostos a Órgão, Fundo ou Despesa (estudado na aula de Princípios Orçamentários). V – a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indica- ção dos recursos correspondentes; No inciso V combinado com os §§ 2º e 3º, que tratam de créditos adicionais, aparecem os mecanismos que retificam o orçamento anual. VI – a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indica- ção dos recursos correspondentes; O inciso VI combinado com o § 5º (exceção) tratam do Princípio da Proibição do Estorno de Verbas. VII – a concessão ou utilização de créditos ilimitados; VIII – a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da se- guridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados no art. 165, § 5º; IX – a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. No inciso IX temos a vinculação da instituição de fundos, aqueles instrumentos orçamen- tários criados com o objetivo de destinar recursos a programas, projetos e atividades governa- mentais, à prévia autorização legislativa. 016. (CESPE/CGM-JOÃO PESSOA/AUDITOR/2018) Julgue o item subsequente, relativo ao sistema tributário, ao sistema financeiro, ao orçamento público e ao controle externo conforme as disposições da CF. No âmbito das finanças públicas, é necessária a existência de prévia autorização legislativa para a instituição de fundos de qualquer natureza. Sim, é necessária a existência de prévia autorização legislativa para a instituição de fundos de qualquer natureza, já que a constituição, em seu artigo 167, inciso IX, veda a instituição de fundos sem prévia autorização legislativa. Certo. X – a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí- pios. No inciso X a vedação visa é limitar a facilitação do aumento e superação de limites em relação às despesas de pessoal. Em outras palavras, fica vedada a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos pelo Governo Federal e Estadual e respectivas insti- tuições financeiras, cujo objetivo seja o pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Note, portanto, as transferências constitucionais (tipo FPE e FPM) e as legais (tipo FUN- DEB) não sofrem qualquer restrição pelo dispositivo anterior, o que tem toda lógica. Por outro lado, continuam permitidas as transferências voluntárias, desde que os recursos NÃO SEJAM aplicados no pagamento da folha de ativos e inativos do ente recebedor. Exemplo: assim, não pode a UNIÃO repassar recurso via transferência voluntária para o muni- cípio X para pagar o salário dos seus funcionários e aposentados, mas pode UNIÃO repassar recurso via transferência voluntária para o município X para construir uma escola ou um hos- pital, por exemplo. XI – a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201. O inciso XI limita a utilização dos recursos/receitas decorrentes da arrecadação de contri- buições destinadas ao financiamento da Seguridade Social ao pagamento do regime geral de previdência social, disciplinado no artigo 201 da CF/1988. O PULO DO GATO Em outras palavras, enquanto nas receitas dos impostos, a regra é a da não vinculação, quan- do se trata da disciplina das contribuições, a norma constitucional é inversa: deve haver vin- culação à finalidade pela qual o tributo foi exigido. XII – na forma estabelecida na lei complementar de que trata o § 22 do art. 40, a utilização de recur- sos de regime próprio de previdência social, incluídos os valores integrantes dos fundos previstos no art. 249, para a realização de despesas distintas do pagamento dos benefícios previdenciários do respectivo fundo vinculado àquele regime e das despesas necessárias à sua organização e ao seu funcionamento; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 103, de 2019) XIII – a transferência voluntária de recursos, a concessão de avais, as garantias e as subvenções pela União e a concessão de empréstimos e de financiamentos por instituições financeiras federais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na hipótese de descumprimento das regras gerais de organização e de funcionamento de regime próprio de previdência social. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 103, de 2019) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc103.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc103.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc103.htm#art1 51 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon DICA! A Reforma da Previdência Social, implementada por meio da EC 103/2019 trouxe para nossa Carta Magna os incisos XII e XIII do artigo 167. Embora não tratem diretamente da reforma previdenciária em si, tais incisos foram agregados no âmbito das finanças públicas com o objetivo de permitir maior rigor no controle das contas públicas no que diz respeito à gestão do RPPS. Basicamente, no inciso XIII o legislador procurou dificultar a utilização dos recursos do RPPS – Regime Próprio de Previ- dência Social para finalidade diversa de pagar aposentadorias e pensões. Já no inciso XIII a preocupação do legislador foi proibir que a União “passe a mão na cabeça dos demais entes por meio de transferência voluntária de recursos, a concessão de avais, as garantias e as subvenções ou por meio da concessão de empréstimos e de financiamentos por instituições financeiras federais, quando tais entes descumprirem as regras gerais de organização e de funcionamento de seu RPPS.XIV – a criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante a vin- culação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) A EC 109/2021 inseriu no artigo 167 uma nova vedação absoluta. A ideia foi proibir a criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados por meio da vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por programação orçamen- tária e financeira de órgão ou entidade da administração pública. Continuando... § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exer- cício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exer- cício financeiro subsequente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 52 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisí- veis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62. § 4º É permitida a vinculação das receitas a que se referem os arts. 155, 156, 157, 158 e as alíneas “a”, “b”, “d” e “e” do inciso I e o inciso II do caput do art. 159 desta Constituição para pagamento de débitos com a União e para prestar-lhe garantia ou contragarantia. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) Perceba que foi feito um ajuste no princípio da não afetação da Receita Pública. Na práti- ca, a União pode exigir como garantia ou contragarantia para quitar débitos todas as receitas e respectivas repartições de recursos, exceto aquelas relativas à CIDE – Contribuição de Inter- venção no Domínio Econômico. § 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inova- ção, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo”. 017. (CESPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) À luz da Constituição Federal de 1988, julgue o próximo item. É dispensável a prévia autorização legislativa para a transferência de recursos de uma cate- goria de programação para outra, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções. Amigo(a), o lance aqui é que a EC 85/2015 incluiu o § 5º no artigo 167 da CF/1988 que é uma exceção à vedação do inciso VI, especificamente para as atividades de ciência, tecnologia e inovação, com base na ideia de que essa área precisa de um pouco mais de flexibilidade que as demais. Confira, novamente, com grifos nossos: Art. 167. São vedados: VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; § 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inova- ção, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 85, de 2015) Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc85.htm#art1 53 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Por meio da EC 109/2021, foi inserido o artigo 167-A, relativo a um regime fiscal facultativo para Estados e Municípios. A ideia é que o Poder Executivo Estadual ou Municipal seja pressio- nado nas renegociações com a União para a adotar tal regime. Confira: Art. 167-A. Apurado que, no período de 12 (doze) meses, a relação entre despesas correntes e receitas correntes supera 95% (noventa e cinco por cento), no âmbito dos Estados, do Distrito Fe- deral e dos Municípios, é facultado aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Defensoria Pública do ente, enquanto permanecer a situação, aplicar o mecanismo de ajuste fiscal de vedação da: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) I – concessão, a qualquer título, de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de membros de Poder ou de órgão, de servidores e empregados públicos e de militares, exceto dos derivados de sentença judicial transitada em julgado ou de determinação legal anterior ao início da aplicação das medidas de que trata este artigo; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) II – criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) III – alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) IV – admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) a) as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa; (Inclu- ído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) b) as reposições decorrentes de vacâncias de cargos efetivos ou vitalícios; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) c) as contratações temporárias de que trata o inciso IX do caput do art. 37 desta Constituição; e (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) d) as reposições de temporários para prestação de serviço militar e de alunos de órgãos de forma- ção de militares; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) V – realização de concurso público, exceto para as reposições de vacâncias previstas no inciso IV deste caput; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) VI – criação ou majoração de auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação ou be- nefícios de qualquer natureza, inclusive os de cunho indenizatório, em favor de membros de Poder, do Ministério Público ou da Defensoria Pública e de servidores e empregados públicos e de militares, ou ainda de seus dependentes, exceto quando derivados de sentença judicial transitada em julga- do ou de determinação legal anterior ao início da aplicação das medidas de que trata este artigo; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) VII –criação de despesa obrigatória; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) VIII – adoção de medida que implique reajuste de despesa obrigatória acima da variação da infla- ção, observada a preservação do poder aquisitivo referida no inciso IV do caput do art. 7º desta Constituição; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 54 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon IX – criação ou expansão de programas e linhas de financiamento, bem como remissão, renego- ciação ou refinanciamento de dívidas que impliquem ampliação das despesas com subsídios e subvenções; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) X – concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária. (Incluído pela Emen- da Constitucional n. 109, de 2021) § 1º Apurado que a despesa corrente supera 85% (oitenta e cinco por cento) da receita corrente, sem exceder o percentual mencionado no caput deste artigo, as medidas nele indicadas podem ser, no todo ou em parte, implementadas por atos do Chefe do Poder Executivo com vigência ime- diata, facultado aos demais Poderes e órgãos autônomos implementá-las em seus respectivos âmbitos. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) § 2º O ato de que trata o § 1º deste artigo deve ser submetido, em regime de urgência, à apreciação do Poder Legislativo. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) § 3º O ato perde a eficácia, reconhecida a validade dos atos praticados na sua vigência, quando: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) I – rejeitado pelo Poder Legislativo; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) II – transcorrido o prazo de 180 (cento e oitenta) dias sem que se ultime a sua apreciação; ou (In- cluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) III – apurado que não mais se verifica a hipótese prevista no § 1º deste artigo, mesmo após a sua aprovação pelo Poder Legislativo. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) § 4º A apuração referida neste artigo deve ser realizada bimestralmente. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) § 5º As disposições de que trata este artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) I – não constituem obrigação de pagamento futuro pelo ente da Federação ou direitos de outrem sobre o erário; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) II – não revogam, dispensam ou suspendem o cumprimento de dispositivos constitucionais e le- gais que disponham sobre metas fiscais ou limites máximos de despesas. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) § 6º Ocorrendo a hipótese de que trata o caput deste artigo, até que todas as medidas nele pre- vistas tenham sido adotadas por todos os Poderes e órgãos nele mencionados, de acordo com declaração do respectivo Tribunal de Contas, é vedada: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) I – a concessão, por qualquer outro ente da Federação, de garantias ao ente envolvido; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) II – a tomada de operação de crédito por parte do ente envolvido com outro ente da Federação, diretamente ou por intermédio de seus fundos, autarquias, fundações ou empresas estatais de- pendentes, ainda que sob a forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente, ressalvados os financiamentos destinados a projetos específicos celebrados na forma de operações típicas das agências financeiras oficiais de fomento. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) Também por meio da EC 109/2021 passaram a integrar a nossa CF/1988 os artigos 167-B a 167-G que tratam do regime extraordinário na União em caso de pandemia. São regras per- manentes que podem ser acionadas caso seja declarada calamidade pública. Confira. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 55 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Art. 167-B. Durante a vigência de estado de calamidade pública de âmbito nacional, decretado pelo Congresso Nacional por iniciativa privativa do Presidente da República, a União deve adotar regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações para atender às necessidades dele decorrentes, somente naquilo em que a urgência for incompatível com o regime regular,nos termos definidos nos arts. 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) Art. 167-C. Com o propósito exclusivo de enfrentamento da calamidade pública e de seus efeitos sociais e econômicos, no seu período de duração, o Poder Executivo federal pode adotar processos simplificados de contratação de pessoal, em caráter temporário e emergencial, e de obras, serviços e compras que assegurem, quando possível, competição e igualdade de condições a todos os con- correntes, dispensada a observância do § 1º do art. 169 na contratação de que trata o inciso IX do caput do art. 37 desta Constituição, limitada a dispensa às situações de que trata o referido inciso, sem prejuízo do controle dos órgãos competentes. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) Art. 167-D. As proposições legislativas e os atos do Poder Executivo com propósito exclusivo de en- frentar a calamidade e suas consequências sociais e econômicas, com vigência e efeitos restritos à sua duração, desde que não impliquem despesa obrigatória de caráter continuado, ficam dispensa- dos da observância das limitações legais quanto à criação, à expansão ou ao aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento de despesa e à concessão ou à ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita. (Incluído pela Emenda Cons- titucional n. 109, de 2021) Parágrafo único. Durante a vigência da calamidade pública de âmbito nacional de que trata o art. 167-B, não se aplica o disposto no § 3º do art. 195 desta Constituição. (Incluído pela Emenda Cons- titucional n. 109, de 2021) Art. 167-E. Fica dispensada, durante a integralidade do exercício financeiro em que vigore a calami- dade pública de âmbito nacional, a observância do inciso III do caput do art. 167 desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) Art. 167-F. Durante a vigência da calamidade pública de âmbito nacional de que trata o art. 167-B desta Constituição: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) I – são dispensados, durante a integralidade do exercício financeiro em que vigore a calamidade pública, os limites, as condições e demais restrições aplicáveis à União para a contratação de ope- rações de crédito, bem como sua verificação; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) II – o superávit financeiro apurado em 31 de dezembro do ano imediatamente anterior ao reconheci- mento pode ser destinado à cobertura de despesas oriundas das medidas de combate à calamidade pública de âmbito nacional e ao pagamento da dívida pública. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) § 1º Lei complementar pode definir outras suspensões, dispensas e afastamentos aplicáveis duran- te a vigência do estado de calamidade pública de âmbito nacional. (Incluído pela Emenda Constitu- cional n. 109, de 2021) § 2º O disposto no inciso II do caput deste artigo não se aplica às fontes de recursos: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) I – decorrentes de repartição de receitas a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 56 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon II – decorrentes das vinculações estabelecidas pelos arts. 195, 198, 201, 212, 212-A e 239 desta Constituição; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) III – destinadas ao registro de receitas oriundas da arrecadação de doações ou de empréstimos compulsórios, de transferências recebidas para o atendimento de finalidades determinadas ou das receitas de capital produto de operações de financiamento celebradas com finalidades contratual- mente determinadas. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) Art. 167-G. Na hipótese de que trata o art. 167-B, aplicam-se à União, até o término da calamidade pública, as vedações previstas no art. 167-A desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucio- nal n. 109, de 2021) § 1º Na hipótese de medidas de combate à calamidade pública cuja vigência e efeitos não ultrapas- sem a sua duração, não se aplicam as vedações referidas nos incisos II, IV, VII, IX e X do caput do art. 167-A desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) § 2º Na hipótese de que trata o art. 167-B, não se aplica a alínea “c” do inciso I do caput do art. 159 desta Constituição, devendo a transferência a que se refere aquele dispositivo ser efetuada nos mesmos montantes transferidos no exercício anterior à decretação da calamidade. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) § 3º É facultada aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a aplicação das vedações referi- das no caput, nos termos deste artigo, e, até que as tenham adotado na integralidade, estarão sub- metidos às restrições do § 6º do art. 167-A desta Constituição, enquanto perdurarem seus efeitos para a União. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) 2.2.4. Artigo 168 – Autonomia dos Poderes e Órgãos Vamos fazer a leitura, ver uma questão para ver a sua aplicação em prova e, em seguida, ver o posicionamento do STF. Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos su- plementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º. 018. (CESPE/DEFENDORIA PÚBLICA-DF/DEFENSOR/2013) Considerando as disposições da CF sobre os orçamentos e as finanças públicas, julgue o item subsecutivo. Os recursos orçamentários destinados aos Poderes Legislativo e Judiciário, ao MP e à DP de- vem ser entregues pelo Poder Executivo, em duodécimos, até o dia vinte de cada mês. A assertiva em tela está de acordo com o artigo 168 da CF/1988, de acordo com o qual as dotações orçamentárias destinadas aos Poderes Legislativo e Judiciário, ao MP e à DP devem ser entregues pelo Poder Executivo, em duodécimos, até o dia vinte de cada mês, na forma damais aprofundados sobre as técnicas de orçamentação, adquiridos com a leitura de manuais, especialmente o MTO – MA- NUAL TÉCNICO DO ORÇAMENTO e o MCASP – MANUAL DE CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO, e normas infra legais sobre o tema. Bem, devidamente situados, veja agora como a Doutrina conceitua o Direito Financeiro. O Doutrinador Ricardo Lobo Torres nos diz que Direito Financeiro é O conjunto de normas e princípios que regulam a atividade financeira, incumbindo-lhe disciplinar a constituição e a gestão da fazenda pública, estabelecendo as regras e os procedimentos para a obtenção da receita pública e a realização dos gastos necessários à consecução dos objetivos do Estado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon DIREITO FINANCEIRO “A disciplina jurídica da atividade financeira do Estado denomina-se direito financeiro...O direito financeiro é, por fim, o estudo da atividade financeira do Estado quando encampada pela norma jurídica [...]”. (HORVATH e OLIVEIRA) Já o para o Doutrinador Kiyoshi Harada é “o ramo do Direito Público que estuda a atividade financeira do Estado sob o ponto de vista jurídico”. 1.2. atIvIdadE FInancEIra do Estado Antes de adentrarmos em seu embasamento constitucional, precisamos conhecer o con- ceito de Atividade Financeira do Estado - AFE, que, por sua vez, ENGLOBA 4 elementos que estão intimamente ligados: Direito Financeiro Atividade Financeira do Estado Receita Pública Despesas Públicas Orçamento Público Crédito Público • 1 – obter Receita Pública (orçamentária); • 2 – criar o Crédito Público (empréstimo público); • 3 – gerenciar ou gerir o Orçamento Público (LOA – Lei Orçamentária Anual); • 4 – despender Recursos (Gastar) – Executar a Despesa Pública (orçamentária). Cuidado para não fazer confusão. Note que uma coisa é a atividade financeira do Estado (ob- tenção de receita, realização da despesa e gestão do orçamento e da dívida pública) que é responsabilidade do DIREITO FINANCEIRO. Outra coisa é atividade econômica do Estado (controle O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon e regulação da atividade econômica, atuação como produtor de bens e serviços, realização de concessões etc.) que é responsabilidade do DIREITO ECONÔMICO. Para melhor visualização da Atividade Financeira do Estado, veja: GERIR OBTER GASTAR CRIAR Orçamento/planejamento ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO Receita Despesa Crédito 001. (CESPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) Com referência ao direito financeiro, julgue o item seguinte. Além de disciplinar o Sistema Financeiro Nacional, o direito financeiro regulamenta a atividade financeira do Estado no que diz respeito a orçamento público, receita pública, despesa pública, crédito público, responsabilidade fiscal e controle da execução orçamentária. Tenha em mente que o Direito Financeiro é o ramo do Direito Público que disciplina a atividade financeira do estado, que abrange a receita pública (obtenção de recursos), o crédito público (criação de recursos), o orçamento público (gestão de recursos) e a despesa pública (dispên- dio de recursos). Por seu turno, o SFN -Sistema Financeiro Nacional é regulado pelo Direito Econômico, que disciplina o sistema econômico e as atividades econômicas exercidas tanto por particulares quanto pelo próprio Estado. Note, portanto, que o SFN não está relacionado à receita pública (obtenção de recursos), ao crédito público (criação de recursos), ao orçamento público (gestão de recursos) e à despesa pública (dispêndio de recursos). Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Vale agora relembrar o saudoso Mestre Aliomar Baleeiro, que nos disse que a atividade financeira do Estado consiste em obter, criar, gerir e despender o dinheiro indispensável às ne- cessidades, cuja satisfação o Estado assumiu ou cometeu a outras pessoas de direito público. ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO É a procura de meios para satisfazer as necessidades públicas (Alberto Deodato). Para Aliomar Boleeiro: Obter recursos: as chamadas RECEITAS PÚBLICAS. Criar o crédito público: endividamento público. Gerir e planejar: aplicação dos recursos. Despender recursos: despesas públicas. ETC. ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO SAÚDE EDUCAÇÃOSEGURANÇAJUSTIÇA TRIBUTOS SOCIEDADE ESTADO ORÇAMENTO Atividade Financeira do Estado Receita pública Obtenção de recursos Orçamento público Gerência dos recursos Despesas públicas Dispêndio dos recursos Crédito público Obtenção de recursos emprestados O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Assim, podemos “destrinchar” essa ideia em 3 partes: • o Estado, na realização da atividade financeira, tem como objetivo obter recursos (RE- CEITA PÚBLICA) para poder despendê-los (DESPESA PÚBLICA) na aplicação de seus fins; • além disso, nem sempre os recursos obtidos são suficientes, por isso o Estado precisa criá-los (CRÉDITO PÚBLICO) para que sejam capazes de atender todos os dispêndios; • por fim, toda essa atividade deve ser gerenciada (ORÇAMENTO PÚBLICO). Atividade Financeira do Estado Arrecadar receitas Realizar despesas Criar o crédito público Orçamento Público Importante destacar que, no que diz respeito à extensão da atividade financeira do Estado, o STF já manifestou posição no sentido de que os Tribunais de Contas têm competência para fiscalizar empresas públicas e sociedades de economia mista, independente da exigência de dano ao Erário (MS 25.092 e MS 25.181). 002. (CESPE/MPU/ANALISTA/2015) Julgue: A atividade financeira do Estado, caracterizada pela presença constante de uma pessoa jurídi- ca de direito público, tem como principal finalidade a arrecadação de recursos. Amigo(a), na verdade a atividade financeira do Estado engloba obter receita, criar crédito pú- blico, gerir recursos e gastá-los para promover desenvolvimento econômico e social e o bem comum de sua sociedade. Logo, é errado dizer que a atividade financeira do Estado tem como principal finalidade a arre- cadação de recursos. Volto a lembrar que a principal finalidade do Estado é promover desen- volvimento econômico e social e o bem comum de sua sociedade. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução,Lei Complementar referida no § 9º do artigo 165 da CF/1988. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 57 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon De acordo com o STF, cujo trecho do MS 34.483 (Min. Dias Toffoli, j. 22-11-2016, 2ª T, DJE de 8-8-2017) a seguir reproduzimos, “o direito prescrito no art. 168 da CF/1988 ins- trumentaliza o postulado da Separação de Poderes e, dessa perspectiva, institui um dos fundamentos essenciais para a permanência do Estado Democrático de Direito, impe- dindo a sujeição dos demais Poderes e órgãos autônomos da República a arbítrios e ile- galidades perpetradas no âmbito do Poder Executivo respectivo. É dever de cada um dos Poderes, por ato próprio, proceder aos ajustes necessários, com limitação de empenho (despesa), ante a frustração de receitas que inviabilize o cumprimento de suas obriga- ções (LC 101/2000, art. 9º), operando-se esses ajustes em um ambiente de diálogo insti- tucional, em que o Poder Executivo sinaliza o montante da frustração de receita – calcu- lada a partir do que fora projetado no momento da edição da lei orçamentária e a receita efetivamente arrecadada no curso do exercício financeiro de referência – e os demais Poderes e órgãos autônomos da República, no exercício de sua autonomia administra- tiva, promovem os cortes necessários em suas despesas para adequarem as metas fis- cais de sua responsabilidade aos limites constitucionais e legais autorizados, conforme sua conveniência e oportunidade”. Por meio da EC 109/2021, foram inseridos novos parágrafos no artigo 168 da nossa Carta Magna. § 1º É vedada a transferência a fundos de recursos financeiros oriundos de repasses duodecimais. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) § 2º O saldo financeiro decorrente dos recursos entregues na forma do caput deste artigo deve ser restituído ao caixa único do Tesouro do ente federativo, ou terá seu valor deduzido das primeiras parcelas duodecimais do exercício seguinte. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) 2.2.5. Artigo 169 – Despesas com Pessoal Interessante ter uma visão inicial superficial das principais ideias desse artigo. Depois va- mos esmiuçá-lo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=13301269 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 58 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Agora vamos fazer a leitura e, em seguida, apresentar algumas considerações acerca des- se artigo. A EC 109/2021 inseriu o termo pensionista (antes só apareciam ativo e inativo) no artigo 169 que trata da despesa com pessoal. Confira a nova redação: Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo e pensionistas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. A Carta Magna, em seu artigo 169 determina o estabelecimento de limites para as despe- sas com pessoal ativo e inativo da União dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios a partir de lei complementar. § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, em- pregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: (dispensada apenas o ano de 2020 quando - vide EC 106/2020 – tivemos o ORÇAMENTO DE GUERRA) Note que o § 1º do artigo 169 da nossa Carta Magna nos diz que os aumentos de despe- sas com pessoal, independentemente da forma ou do órgão, só poderão ser feitos se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon e aos acréscimos dela decorrentes ou se houver autorização específica na LDO, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. I – se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pes- soal e aos acréscimos dela decorrentes; II – se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. § 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. O § 2º determina que decorrido o prazo estabelecido na Lei Complementar, ou seja, na LRF, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Esta- dos, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: I – redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança; II – exoneração dos servidores não estáveis. § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegu- rar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. § 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspon- dente a um mês de remuneração por ano de serviço. § 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, veda- da a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º”. Ainda no que concerne a aumento de despesa com pessoal, guardeque é nulo de pleno di- reito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão. Guarde também que a CF/1988 veda a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pen- sionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon A LRF estabeleceu os limites máximos para a despesa total com com pessoal de cada Poder e órgão, sendo que a verificação do cumprimento dos limites estabelecidos para as despesas com pessoal será realizada ao final de cada quadrimestre. É importante destacar que a LDO de cada Ente Federado pode definir limites inferiores aos estabelecidos na LRF. A própria LRF estabeleceu como limite de alerda 90% do limite que não poder ser ultrapassado. 019. (CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA/PROCURADOR/2017) A respeito de endivida- mento e de receita e despesa públicas, julgue o item seguinte. Não é exigível prévia dotação orçamentária para a concessão de vantagem ou aumento de re- muneração em recomposição salarial orientada pela reposição do poder aquisitivo em virtude da inflação. Para responder essa questão precisamos conhecer os dispositivos constitucionais que tratam das regras de aumento das despesas com pessoal ativo e inativo no âmbito da União, Estados, DF e Municípios, presentes no artigo 169 da nossa CF/1988. Assim, precisamos conhecer quais são as situações em que são permitidas as concessões de vantagens ou afins que causem aumentos nas despesas com pessoal. Nessa toada, temos no inciso I desse dispositivo a exigência de dotação orçamentária prévia e suficiente para atender as projeções de despesa com pessoal decorrentes das concessões das vantagens, aumentos EFETIVOS de remuneração, criação de cargos etc., mais quaisquer acréscimos decorrentes dessas projeções. Entretanto, a variação do poder aquisitivo da moeda (inflação) não se enquadra como aumen- to efetivo já que não pode ser tratada como uma recomposição salarial efetiva, mas apenas como uma recomposição ou revisão geral anual. Em suma, leve para a prova que não se exige dotação orçamentária prévia no caso das varia- ções das despesas com pessoal decorrentes de efeitos inflacionários. Certo. Nós sabemos que os gastos com a folha de pagamento de pessoal e inativos e pensionis- tas representam o “carro chefe” das despesas de todo o setor público brasileiro. Assim, uma das regras básicas da Lei de Responsabilidade Fiscal diz respeito à imposição de limites para os gastos com pessoal. A definição desse limite é um verdadeiro princípio e busca simplesmente permitir que o gestor público cumpra o papel que a sociedade lhe atribuiu: proporcionar bem-estar à popula- ção, a partir dos recursos que lhe são entregues na forma de tributos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Existe jurisprudência do STF no sentido de que a conduta de outros órgãos sobre os quais o Poder Executivo não pode exercer ingerência não lhe pode trazer tais consequências da- nosas, ou seja, o descumprimento de limites de gastos previstos na legislação orçamentária realizado pelos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público Estaduais, órgãos dotados de autonomia institucional e orgânico-administrativa, não pode ensejar a inscrição do Poder Executivo do estado-membro nos sistemas restritivos ao crédito utilizados pela União. Importante deixar registrado também que o STF firmou JURISPRUDÊNCIA acerca do artigo 169, § 1º, DA CF/1988, entendendo que a ausência de dotação orçamentária prévia em legis- lação específica não autoriza a declaração de inconstitucionalidade da lei, impedindo tão so- mente a sua aplicação naquele exercício financeiro. Assim, caso uma lei conceda um aumento de remuneração a servidores sem dotação suficiente na LOA ou sem autorização na LDO, ela não será declarada inconstitucional. Nessa linha de raciocínio, a única restrição é que a referida lei não poderá ser aplicada na- quele exercício financeiro. Caso, no exercício seguinte, exista dotação na LOA, e autorização na LDO, a lei que concede o aumento poderá ser aplicada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 62 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon RESUMO A Atividade Financeira do Estado – AFE consiste em obter, criar, gerir e despender o di- nheiro indispensável às necessidades, cuja satisfação o Estado assumiu ou cometeu a outras pessoas de direito público. Atividade Financeira do Estado Receita Pública Obtenção de recursos Orçamento Público Gerência dos recursos Despesas Públicas Dispêndio dos recursos Crédito público Obtenção de recursos emprestados As Finanças Públicas, o Direito Financeiro e o Orçamento Público (e AFO) tem a sua “gê- nese normativa” na Constituição Federal de 1988, especialmente entre os artigos 165 e 169. Merece destaque a Lei n. 4.320/1964 (Lei de Normas Gerais de Direito Financeiro, também conhecida como Lei do Orçamento Público), que é uma lei formalmente ordinária, aprovada por meio de processo legislativo ordinário, quórum de deliberação parlamentar maioria sim- ples, e materialmente complementar, pois a matéria que ela trata é de Lei Complementar, com fulcro no artigo 165, § 9º, I, CF/1988. Veja a pirâmide das fontes do Direito Financeiro e Orçamentário: Constituição Federal Lei Complementares Art. 165, § 9º, da CF/88 Lei de Responsabilidade Decretos Portarias PPA – LDO – LOA Crédito Adicionais Somente Créditos Extraordinários Fontes Leis Ordinárias Medidas Provisória Jurisprudência Demais normas secundárias O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 63 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon A competência para legislar sobre Direito Financeiro e Orçamento é concorrente da União, Estados e Distrito Federal, como define o artigo 24, I e II; e § 1º a 4º da CF. Apesar de não fazer menção explícita aos municípios, existe a possibilidade de dispor sobre temas próprios e es- pecíficos de direito financeiro, conforme disposição expressa do artigo 30, II, CF/1988. O orçamento Público é o ato pelo qual o Poder Executivo prevê a arrecadação de receitas e fixa a realização de despesas para o períodode um ano e o Poder Legislativo lhe autoriza, por meio de LEI, a execução das despesas destinadas ao funcionamento da máquina admi- nistrativa. Todos os Poderes e o Ministério Público elaboram suas propostas orçamentárias, porém nenhuma proposta orçamentária, nem mesmo a do Poder Legislativo, pode ser encaminhada diretamente ao Congresso Nacional. Essa competência é privativa do Presidente da República (Inciso XXIII, do art. 84, da CF). Mas quem tem competência para dispor sobre orçamento pú- blico no Brasil, é exclusivamente do Congresso Nacional. O artigo 165 da CF/1988 trata do Orçamento Público em sentido amplo, ou seja, trata das Leis Orçamentárias que são: • PPA – Plano Plurianual; • LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias; • LOA – Lei Orçamentária Anual, composta pelos Orçamentos Fiscal (OF), da Seguridade Social (OSS) e de Investimentos da Estatais não dependentes (OI). Vá logo associando esses verbos a cada uma das leis orçamentárias: PPA LDO LOA PLANEJAR ORIENTAR EXECUTAR POLÍTICAS PÚBLICAS E PROGRAMA DE GOVERNO Cabe ao PPA estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas (DOM) da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o PPA e apreciados pelo Congresso Nacional. A LDO deve compreender as metas e prioridades da administração pública federal, esta- belecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 64 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências finan- ceiras oficiais de fomento. A LOA, que deve tratar de orçamento e não de matérias estranhas a esse tema (com as exceções previstas na CF/1988) é composta por: • o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; • o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; • o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vincu- lados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. São apenas os orçamentos fiscal e o orçamento de investimento das estatais não depen- dentes que tem entre suas funções reduzir as desigualdades regionais, ou seja, o orçamento da seguridade social não tem essa função. A LOA prevê a receita e fixa a despesa, mas pode conter (aqui não extrapole a literalidade) previsões de despesas para exercícios seguintes, com a especificação dos investimentos plu- rianuais e daqueles em andamento. O artigo 166 da CF/1988 trata do Processo Legislativo das Leis Orçamentárias. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum. Nesse Processo, tem papel relevante a CMO – Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, que tem como funções precípuas emitir parecer sobre os projetos de PPA, LDO e LOA e sobre a prestação de contas do Presidente da República, além de fiscalizar a execução das Leis Orçamentárias. As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem so- mente podem ser aprovadas caso sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias e indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenien- tes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre dotações para pessoal e seus en- cargos, serviço da dívida e transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal. No âmbito do processo legislativo orçamentário, o Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta. No artigo 167 da CF/1988 temos as vedações constitucionais em matéria orçamentária a seguir resumidas. 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Temos também a chamada “Regra de Ouro” das Finanças Públicas (suspensa tempora- riamente ao longo de 2020 em função das medidas de combate à pandemia do COVID 19), que nos diz que a contratação de operações de crédito não poderá ser superior ao montante das despesas de capital, a não ser que haja autorização específica pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta, mediante crédito adicional suplementar ou especial, com finalidade precisa. Temos ainda o Princípio Orçamentário da Não Vinculação da Receita de Impostos a Órgão, Fundo ou Despesa e a vedação da abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes, bem como a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes, a concessão ou utilização de créditos ilimitados, a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa e a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos. Também de acordo com o artigo 167 da CF/1998 é proibida a utilização dos recursos/ receitas decorrentes da arrecadação de contribuições destinadas ao financiamento da Segu- ridade Social ao pagamento do regime geral de previdência social, sendo vedada também a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos pelo Governo Federal e Estadual e respectivas instituições financeiras, cujo objetivo seja o pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista dos Estados, Distrito Federal e Municípios. A EC 109 inseriu no artigo 167 uma nova vedação absoluta. A ideia foi proibir a criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados por meio da vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por programação orçamen- tária e financeira de órgão ou entidade da administração pública Por meio da EC 109/2021 também foi inserido o artigo 167-A, relativo a um regime fiscal facultativo para Estados e Municípios. A ideia é que o Poder Executivo Estadual ou Municipal seja pressionado nas renegociações com a União para a adotar tal regime. Ainda por meio da EC 109/2021 passaram a integrar a nossa CF/1988 os artigos 167-B a 167-G que tratam do regime extraordinário na União em caso de pandemia. São regras perma- nentes que podem ser acionadas caso seja declarada calamidadepública. O artigo 168 da CF/1988 trata da autonomia dos poderes e órgãos em termos de Orça- mento Público. De acordo com esse artigo, os recursos correspondentes às dotações orçamentárias (in- cluindo os créditos adicionais suplementares e especiais) destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, devem ser-lhes entre- gues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos. O artigo 169 da CF/1988 trata das Despesas com Pessoal e determina o estabelecimento de limites para as despesas com pessoal ativo e inativo e pensionistas da União dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios a partir de lei complementar, que, no caso, foi a LRF. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 66 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Nessa linha, determina que os aumentos de despesas com pessoal, independentemente da forma ou do órgão, só poderão ser feitos se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes ou se houver autorização específica na LDO, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Define ainda que é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Po- der ou órgão. Também veda a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclu- sive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições finan- ceiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Agora vamos resolver mais questões para fixar nosso entendimento acerca desses assun- tos e aplicarmos o que aprendemos hoje. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 67 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon MAPAS MENTAIS Finanças Públicas e Orçamento Público na CF/1988 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 68 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Vedações Constitucionais em Matéria Orçamentária O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 69 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 001. (CESPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) Com referência ao direito financeiro, julgue o item seguinte. Além de disciplinar o Sistema Financeiro Nacional, o direito financeiro regulamenta a atividade financeira do Estado no que diz respeito a orçamento público, receita pública, despesa pública, crédito público, responsabilidade fiscal e controle da execução orçamentária. 002. (CESPE/MPU/ANALISTA/2015) Julgue: A atividade financeira do Estado, caracterizada pela presença constante de uma pessoa jurídi- ca de direito público, tem como principal finalidade a arrecadação de recursos. 003. (CESPE/IPEA/TÉCNICO/2008) No que concerne ao orçamento público, julgue os itens que se seguem. A natureza jurídica da lei orçamentária anual no Brasil não interfere nas relações entre os sujei- tos passivos e ativos das diversas obrigações tributárias. 004. (CESPE/MUNICÍPIO DE FORTALEZA/PROCURADOR/2017) Com fundamento na disci- plina que regula o direito financeiro e nas normas sobre orçamento constantes na CF, julgue o item a seguir. Constitui ofensa à competência reservada ao chefe do Poder Executivo a iniciativa parlamen- tar que prevê, na LDO, a inclusão de desconto no imposto sobre a propriedade de veículos automotores, em caso de pagamento antecipado. 005. (CESPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) Com referência ao direito financeiro, julgue o item seguinte. Os estados-membros e o Distrito Federal estão impedidos de editar normas gerais acerca da elaboração dos seus orçamentos, porque a CF atribui tal competência legislativa à União. 006. (CESPE/TC-DF/PROCURADOR/2004) A respeito do tratamento constitucional e doutri- nário vigente conferido ao orçamento público, julgue o item a seguir. A disciplina básica do orçamento público é estabelecida pela Constituição da República, que estatui os seus princípios e as regras que tratam da receita e da despesa, desde a autorização para a cobrança de tributos até a previsão para os gastos, sendo reconhecida pela doutrina a existência de uma verdadeira constituição orçamentária. 007. (CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA/PROCURADOR/2017) Acerca de tributação e finanças públicas, julgue o item subsequente, conforme as disposições da CF e a jurisprudên- cia do STF. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 70 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon As disponibilidades financeiras do município devem ser depositadas em instituições financei- ras oficiais, cabendo unicamente à União, mediante lei nacional, definir eventuais exceções a essa regra geral. 008. (CESPE/MPU/TÉCNICO/2010) Julgue o item seguinte acerca do PPA, da LDO e da LOA, conforme a CF. Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais, previstos na CF, devem ser elaborados em consonância com a LDO e apreciados pelo MPU. 009. (CESPE/MPU/ANALISTA/2010) Julgue o próximo item, referente a orçamento público. Para que se atinja o equilíbrio distributivo e se reduzam as possíveis desigualdades inter-regio- nais, o orçamento fiscal deve ser compatível com o plano plurianual. 010. (CESPE/TCE-RO/PROCURADOR/2019) De acordo com os princípios constitucionais or- çamentários e o disposto na CF acerca das finanças públicas, as autorizações para a abertura de créditos suplementares e para a contratação de operações de créditos constituem exce- ções ao princípio da a) legalidade orçamentária. b) universalidade orçamentária. c) pureza orçamentária. d) não afetação da receita. e) quantificação dos créditos orçamentários. 011. (CESPE/TRT-8ª/TÉCNICO/2016) Julgue o item a seguir. Conforme a CF, os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais deverão ser apreciados, na forma do regimento co- mum, pela Câmara Federal e pelo Tribunal de Contas da União. 012. (CESPE/DEPEN/AGENTE/2015) Julgue o item a seguir. Em observância ao princípio da separação de poderes,o presidente da República não poderá propor modificações no projeto de lei relativo ao PPA. 013. (CESPE/TJ-PI/NOTÁRIO/2013/ADAPTADA) Julgue acerca do disposto na CF sobre orçamentos. Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de LOA, ficarem sem despesas correspondentes não poderão ser utilizados mediante créditos especiais ou su- plementares. 014. (FCC/SEFAZ-SC/AUDITOR/2018) De acordo com a disciplina constitucional em matéria de lei orçamentária anual federal, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 71 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon a) cabe a uma comissão mista permanente de Senadores e Deputados, dentre outras compe- tências, examinar e emitir parecer sobre o respectivo projeto de lei e exercer o acompanhamen- to e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congres- so Nacional e de suas Casas. b) é vedada a aprovação de emendas parlamentares ao projeto de lei orçamentária anual na hipótese de os respectivos recursos serem provenientes de anulação de despesas. c) os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, me- diante créditos especiais ou suplementares, independentemente de prévia e específica autori- zação legislativa. d) as emendas individuais ao projeto de lei orçamentária anual serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto enca- minhado pelo Presidente da República, devendo dois terços desse percentual ser destinado a ações e serviços públicos de saúde. e) é obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações contidas na Lei Orça- mentária Anual, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior. 015. (CESPE/TCE-PB/AUDITOR/2018/ADAPTADA) No que se refere a vedações constitucio- nais em matéria orçamentária dispostas nas normas gerais de direito financeiro da CF, julgue: O início de programas e projetos não incluídos na LOA é admitido excepcionalmente pela CF, desde que a sua execução não ultrapasse a previsão orçamentária fixada no exercício finan- ceiro anterior. 016. (CESPE/CGM-JOÃO PESSOA/AUDITOR/2018) Julgue o item subsequente, relativo ao sistema tributário, ao sistema financeiro, ao orçamento público e ao controle externo conforme as disposições da CF. No âmbito das finanças públicas, é necessária a existência de prévia autorização legislativa para a instituição de fundos de qualquer natureza. 017. (CESPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) À luz da Constituição Federal de 1988, julgue o próximo item. É dispensável a prévia autorização legislativa para a transferência de recursos de uma cate- goria de programação para outra, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções. 018. (CESPE/DEFENDORIA PÚBLICA-DF/DEFENSOR/2013) Considerando as disposições da CF sobre os orçamentos e as finanças públicas, julgue o item subsecutivo. Os recursos orçamentários destinados aos Poderes Legislativo e Judiciário, ao MP e à DP de- vem ser entregues pelo Poder Executivo, em duodécimos, até o dia vinte de cada mês. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 72 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 019. (CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA/PROCURADOR/2017) A respeito de endivida- mento e de receita e despesa públicas, julgue o item seguinte. Não é exigível prévia dotação orçamentária para a concessão de vantagem ou aumento de re- muneração em recomposição salarial orientada pela reposição do poder aquisitivo em virtude da inflação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 73 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon QUESTÕES DE CONCURSO 020. (CESPE/TCE-RJ/ANALISTA/2021) Com relação a aspectos constitucionais, legais, dou- trinários e jurisprudenciais do direito financeiro, julgue o item subsequente. O direito financeiro compreende a despesa, a dívida e o orçamento públicos, mas não a receita pública, que é objeto do direito tributário. Na verdade, a receita pública também é estudada no Direito Financeiro. Confira na representa- ção seguinte: Errado. 021. (CESPE/DPU/AGENTE/2016) Julgue: A LDO compreende o orçamento fiscal, o orçamento da seguridade social e o orçamento de investimentos das empresas com capital inicial pertencente à União. A nossa Carta Magna, em seu artigo 165, § 5º, nos diz que essa é uma atribuição da LOA e não da LDO. Confira com grifos nossos: § 5º A lei orçamentária anual compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da adminis- tração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 74 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 022. (CESPE/DPU/AGENTE/2016) Julgue: As diretrizes orçamentárias são estabelecidas por leis de iniciativa do Poder Executivo. Veja o CESPE cobrando o caput do artigo 165 da CF/1988: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. Certo. 023. (CESPE/DPU/AGENTE/2016) Julgue: O PPA e a LDO devem ser aprovados pelo Poder Legislativo. Isso quem nos afirma é o artigo 166 da CF/1988, que diz que: Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum. Certo. 024. (CESPE/TCE-PR/CONSELHEIRO-SUBSTITUTO/2016) Julgue: Sob pena de ser considerado inválido, o decreto que estabelece o PPA não pode deixar de es- pecificar, de forma regionalizada, as metas e as prioridades do governo para os quatro anos seguintes à sua aprovação, relativamente às despesas de capital e outras delas decorrentes, e também as despesas de duração continuada Na verdade, não é um decreto e sim a lei que deve, de acordocom o artigo 165, § 1º, da CF/1988, instituir o plano plurianual que estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 75 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 025. (CESPE/FUB/AUDITOR/2015) Julgue: A lei orçamentária anual é composta dos orçamentos: fiscal, seguridade social e investimento das estatais. A assertiva resume o § 5º do artigo 165 da CF/1988 que diz que A lei orçamentária anual compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da adminis- tração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Certo. 026. (CESPE/MPU/ANALISTA/2015) A respeito da administração financeira e orçamentária, julgue o item a seguir. O efeito regionalizado de benefícios tributários concedidos pelo governo federal que resultem em isenção ou anistia deverá ser incluído no projeto de lei orçamentária anual. Sim, a diminuição das desigualdades regionais como um dos objetivos do Orçamento está prevista no artigo, 165, § 6º. Confira a sua literalidade, com grifos nossos, que confirma a ve- racidade da assertiva: § 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. Certo. 027. (CESPE/DEPEN/AGENTE/2015) Julgue: Compete ao Poder Legislativo propor, no ciclo orçamentário, as metas e as prioridades para a administração pública. Para responder essa questão é só lembrar do artigo 165, II, da CF/1988, com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: II – as diretrizes orçamentárias; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 76 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Assim, quem propõe a LDO é o Poder Executivo e não o Poder Legislativo, a quem cabe o papel de discutir e aprovar. Errado. 028. (CESPE/TCE-RO/AGENTE/2013) No que se refere ao orçamento na CF, julgue o item seguinte. O exame e a emissão de parecer sobre as contas apresentadas anualmente pelo presiden- te da República é responsabilidade da comissão mista de planos, orçamentos públicos e fiscalização. Está de acordo com o artigo 166 da CF/1988. Confira com grifos nossos: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados: I – examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresenta- das anualmente pelo Presidente da República; II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58. É importante destacar que a mencionada comissão atualmente denomina-se CMO – Comis- são Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Certo. 029. (CESPE/TJ-PI/NOTÁRIO/2013) Assinale a opção correta acerca do disposto na CF sobre orçamentos. a) Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de LOA, ficarem sem despesas correspondentes não poderão ser utilizados mediante créditos especiais ou suplementares. b) Leis de iniciativa parlamentar estabelecerão o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. c) A lei de diretrizes orçamentárias estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, os obje- tivos e as metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. d) O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária. e) A LOA não compreenderá o orçamento da seguridade social. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 77 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon A alternativa correta é a “d”, já que está de acordo com a literalidade o § 3º do artigo 165 da nossa CF/1988. Vamos apontar os erros/base constitucional das demais alternativas. a) Errada. O § 8º do artigo 166: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. § 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa. b) Errada. Caput do artigo 165 da CF/1988: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. c) Errada. O § 1º do artigo 165 da CF/1988: § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objeti- vos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorren- tes e para as relativas aos programas de duração continuada. e) Errada. O § 5º e inciso III do artigo 165 da CF/1988: § 5º A lei orçamentária anual compreenderá: III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Letra d. 030. (CESPE/MPF/PROCURADOR/2013) A respeito de finanças públicas na CF, julgue o próximo item. A lei orçamentária anual deve contemplar apenas dispositivos relacionados à previsão da re- ceita e à fixação da despesa, ressalvada, nos termos da lei, a autorização para a abertura de créditos suplementares e a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãocivil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 78 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon A assertiva está de acordo com § 8º do artigo 165 da CF/1988. Confira: § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. Certo. 031. (CESPE/TCU/TÉCNICO/2012) Julgue: No que se refere ao orçamento público, julgue o item que se segue. É cabível que lei complementar estabeleça normas referentes às condições para a instituição e funcionamento de fundos. A assertiva em tela está de acordo com o Inciso II do parágrafo 9º do artigo 165 da CF/1988. Confira: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: § 9º Cabe à lei complementar: II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. Certo. 032. (CESPE/MPU/TÉCNICO/2010) Em relação às previsões constitucionais relativas ao or- çamento público, julgue o item. A partir da edição da Constituição Federal de 1988, ficou vedada a instituição de fundos de qualquer natureza. Na verdade, a vedação que existe é apenas para que a instituição desses fundos não aconteça sem a prévia autorização legislativa. Confira no Art. 167, IX da CF/1988, com grifos nossos: Art. 167. São vedados: IX – a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. Errado. 033. (CESPE/MPU/PROCURADOR/2010) A respeito de finanças públicas e orçamento, de acordo com a CF, julgue o item seguinte. Estado da Federação tem competência privativa e plena para dispor sobre normas gerais de direito financeiro. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 79 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon É importante deixar claro que, no âmbito da legislação concorrente, cabe à União legislar sobre normas gerais de direito financeiro (art. 24, § 1º, CF/1988), e o Estado/DF mantém competên- cia suplementar (art. 24, § 2º, CF/1988), tendo os municípios a prerrogativa constitucional de suplementar a legislação federal e estadual, no que couber, conforme já explanado (art. 30, II, CF/1988) e com apoio da Doutrina, embora não pacífica. Errado. 034. (CESPE/MPU/ANALISTA/2010) A respeito do orçamento público, julgue o item a seguir. A Constituição Federal (CF) de 1988 dispõe que a Lei Orçamentária Anual (LOA) deve compre- ender três orçamentos: o de investimentos em empresas, o fiscal e o de seguridade social. O CESPE considerou a assertiva errada, já que o orçamento de investimento compreende ape- nas as empresas em que a União detenha maioria do capital social votante. Dessa forma, o erro da questão é falar em um “orçamento de investimento em empresas”, sem apresentar a mencionada restrição. Errado. 035. (CESPE/MPU/TÉCNICO/2010) No que se refere aos instrumentos de planejamento in- troduzidos pela CF, julgue o item que se segue. Os orçamentos fiscais de investimento das empresas estatais e da seguridade social devem ser compatibilizados com o PPA. Na verdade, o examinador misturou os conceitos, já que não existe esse tal orçamento fiscal de investimento das empresas estatais, já uma coisa é o orçamento fiscal e outra o orçamento de investimento das empresas. Tenha em mente o artigo 165, § 5º, da nossa CF/1988, para não cair em pegadinha como essa: § 5º A lei orçamentária anual compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da adminis- tração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público”. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 80 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 036. (CESPE/MPU/ANALISTA/2010) Julgue o item que se segue, a respeito da elaboração da proposta orçamentária. O PPA é o instrumento que expressa o planejamento do governo federal para um período de quatro anos. Por sua complexidade, o PPA restringe-se à esfera federal, não contemplando desdobramentos a níveis estadual nem municipal. Na verdade, embora cada ente tenha seu próprio PPA, o PPA federal se desdobra nos níveis estaduais e municipais, em atendimento ao § 1º do artigo 165 da CF/1988 que nos diz que: § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objeti- vos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorren- tes e para as relativas aos programas de duração continuada. Errado. 037. (CESPE/TRF-2ª/JUIZ/2009) com relação às normas de finanças públicas previstas na CF e ao direito financeiro, assinale a opção correta. a) o direito financeiro cuida do crédito público e da dívida pública. b) cabe à lei complementar instituir o plano plurianual. c) À lei ordinária cabe dispor acerca do exercício financeiro da lei orçamentária anual. d) A despesa, a receita, o orçamento e o crédito públicos são objeto de estudo do direito financeiro. e) A compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as características e as condições operacionais plenas daquelas voltadas ao desenvolvimento regional, não é matéria de norma legal a ser observada à lei complementar. Leia primeiro a alternativa “d”. Leu? E aí? Sem dúvida, a despesa, a receita, o orçamento e o crédito público são objeto de estudo do di- reito financeiro. a) Errada. Essa alternativa não está totalmente errada, mas está incompleta. O direito financei- ro cuida do crédito público e da dívida pública, mas não só disso, já trata da despesa, da receita e do orçamento públicos. b) Errada. O PPA – Plano Plurianual é instituído por Lei Ordinária. c) Errada. Na verdade, quem dispõe acerca do exercício financeiro da lei orçamentária anual é a Lei Complementar. Veja o que dispõe o artigo 165, § 9º, da CF/1988, a seguir: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 81 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. § 9º Cabe à lei complementar: I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da leide diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual; e) Errada. É matéria de Lei Complementar sim, conforme inciso VII do artigo 163 da CF/1988. Letra d. 038. (CESPE/TCU/ACE/2008) Com relação à competência para legislar sobre orçamento, jul- gue o item que segue. Atualmente, compete à União, aos estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre o orçamento, limitando-se a União a estabelecer normas gerais e cabendo aos estados exercer competência suplementar. O artigo 24 da CF/1988 nos diz editar normas de orçamento e de direito financeiro está no âmbito da competência concorrente da União, dos estados e do Distrito Federal, cabendo à União, tão-somente, a edição de normas gerais de orçamento e aos estados a suplementação da legislação federal. Certo. 039. (CESPE/PGE-AL/PROCURADOR/2004) O direito financeiro cuida a) da despesa feita pela administração pública, sendo que a receita arrecadada fica a cargo do direito tributário. b) da receita, da despesa e do orçamento público e privado. c) de regulamentar a instituição de tributos. d) do orçamento, do crédito, da receita e da despesa no âmbito da administração pública. e) tão somente da receita e da despesa públicas. Essa questão exigiu que o candidato soubesse apenas o objeto de estudo do direito financeiro, que, como sabemos é orçamento, o crédito, a receita e a despesa no âmbito da administração pública, como dito na alternativa “d”. a) Errada. A receita arrecadada fica a cargo do Direito Financeiro, enquanto cabe ao Direito tributário regulamentar a instituição dos tributos. b) Errada. Aqui acertou ao falar da receita, da despesa e do orçamento público, mas esqueceu do crédito público e colocou indevidamente a palavra” privado”, transformando a alternativa de incompleta em errada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 82 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon c) Errada. Quem regulamenta a instituição de tributos é o Direito Tributário. e) Errada. O erro é falar em somente da receita e da despesa públicas, já que temos crédito público e orçamento também. Letra d. 040. (CESPE/AGU/ADVOGADO/2004) No que se refere às normas constitucionais que regu- lam os orçamentos públicos e as lições doutrinárias pertinentes, julgue o item subsequente. A competência da União para legislar sobre direito financeiro não exclui a competência suple- mentar dos Estados. Quem diz isso não é o CESPE, mas sim o artigo 24, I, da CF/1988. Assim, é verdade que a competência para legislar sobre direito financeiro é concorrente entre a União, os Estados e o Distrito Federal. Nessa pegada, a doutrina, EMBORA NÃO DE MODO PACÍFICO, tem aceitado que existe compe- tência também para os Municípios, com base no art. 30, I, da CF/1988. Certo. 041. (CESPE/DP-RN/DEFENSOR/2015) Assinale a opção correta acerca do regime constitu- cional dos gastos públicos. a) A existência de prévia autorização legislativa é requisito suficiente para a abertura de crédito suplementar ou especial. b) A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de pro- gramação para outra ou de um órgão para outro não depende de prévia autorização legislativa. c) A instituição de fundos de qualquer natureza pode ser autorizada por decreto do Poder Exe- cutivo, circunstância em que tal ato terá a natureza de decreto autônomo. d) Para se iniciar investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, basta que esse investimento esteja previsto na LOA do primeiro exercício financeiro de sua execução. e) O início de programas e projetos governamentais não será possível sem a inclusão de- les na LOA. Colega, a alternativa correta acerca do regime constitucional dos gastos públicos é a letra E, já que o artigo 167, inciso I, da CF/1988 proíbe o início de programas ou projetos que não tenham sido incluídos na LOA. Confira o mencionado dispositivo com grifos nossos: Art. 167. São vedados: I – o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; Vamos agora associar incisos desse mesmo artigo às demais alternativas da questão que, como perceberão, estão erradas. a) está em desacordo com o inciso V: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 83 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon V – a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indica- ção dos recursos correspondentes; b) está em desacordo com o inciso VI: VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; c) está em desacordo com o inciso IX: IX – a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. d) está em desacordo com o § 1º: § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. Letra e. 042. (CESPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) À luz da Constituição Federal de 1988, julgue o próximo item. Depende de autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias do estado-membro a ad- missão ou contratação de pessoal por sociedade de economia mista estadual. Na verdade, não depende de autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias do esta- do-membro, pois é uma exceção à norma disposta no parágrafo 1º e inciso II do artigo 169 da CF/1988. Confira com grifos nossos: Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, em- pregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: I – se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pes- soal e aos acréscimos dela decorrentes; II – se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Repare que a CF/1988 se refere às estatais não dependentes. Errado. 043. (CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA/PROCURADOR/2017) Com fundamento na dis- ciplina que regula o direito financeiro e nas normas sobre orçamento constantes na CF, julgue o item a seguir. A adoção do federalismo cooperativo equilibrado pela CF visa à redução das desigualdades regionais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 84 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Temos, ao longo da CF/1988, vários trechos que citam a redução das desigualdades regionais, como no artigo 3, inciso III (erradicara pobreza... e reduzir as desigualdades sociais e regio- nais) e o artigo 170, inciso VII (redução das desigualdades regionais e sociais). No âmbito das Finanças Públicas, o parágrafo 7º do artigo 165 também é escrito nesse senti- do. Confira com grifos nossos: § 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. Certo. 044. (CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA/PROCURADOR/2017) Julgue: Na LDO será estabelecida a política de aplicação a ser executada pelas agências oficiais de fomento. Verdade, de acordo “§ 2º do artigo 165 da CF/1988: § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabe- lecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Certo. 045. (CESPE/EMAP/ANALISTA/2018) No que se refere ao estabelecido pela Constituição Fe- deral de 1988 sobre programação financeira e orçamentária, julgue o seguinte item. A concessão ou o remanejamento de recursos orçamentários de uma categoria de progra- mação para outra, no âmbito das atividades de inovação, está sujeita à prévia autorização legislativa. Para essa responder essa questão, precisamos conhecer a Emenda Constitucional 85/2015, que incluiu o § 5º no art. 167 da Constituição, introduzindo uma exceção à restrição do inciso VI. Veja com grifos nossos: Art. 167. São vedados: VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; § 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inova- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 85 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon ção, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo. Guarde que essa mudança foi introduzida com o fito de não atrapalhar as pesquisas e traba- lhos realizados no âmbito científico, que podem exigir alterações rápidas nos projetos financia- dos com recursos públicos, e que não podem aguardar autorização legislativa. Errado. 046. (CESPE/TCE-MG/ANALISTA/2018) O princípio orçamentário da exclusividade foi con- sagrado na Constituição Federal de 1988 (CF) por meio da determinação de que a lei orçamen- tária anual não contenha dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. No entanto, a CF prevê como exceção a essa regra a autorização para a abertura de créditos a) suplementares e para a contratação de operações de crédito, exceto por antecipação de receita. b) especiais e para a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita. c) suplementares e para a liquidação dos passivos financeiros e dos restos a pagar. d) especiais e suplementares e para a contratação de operações de crédito, exceto por anteci- pação de receita. e) suplementares e para a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita. Guarde que o princípio orçamentário da exclusividade foi consagrado na CF/1988 ao determi- nar que a lei orçamentária anual não contenha dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. Entretanto, a nossa Carta Magna prevê como exceção a essa regra a autorização para a aber- tura de créditos suplementares e para a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita. Trata-se do princípio da exclusividade orçamentária, previsto no art. 165, § 8º, da Constituição, e que traz a própria exceção na autorização para abertura de cré- ditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que ARO. Confira com gri- fos nossos: Art. 165, § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suple- mentares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 86 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Existem ainda outras exceções ao princípio da exclusividade orçamentária são a previsão para pagamento de precatórios (art. 100, § 5º, CF), e a inclusão de recursos para pagamento de in- denizações de reforma agrária (art. 184, § 4º, CF). Confira com grifos nossos: Art. 100, § 5º É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado, constan- tes de precatórios judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente. Art. 184, § 4º O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. Letra e. 047. (CESPE/PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/PROCURADOR/2018) À luz das disposições constitucionais e do entendimento do STF sobre a competência legislativa concorrente, é cor- reto afirmar que os municípios a) podem suplementar legislação federal ou estadual no que lhes couber. b) não podem suplementar legislação estadual, por expressa proibição constitucional. c) não podem suplementar legislação federal, pois apenas os estados têm essa atribuição. d) não podem suplementar qualquer legislação, pois não estão incluídos entre os entes que possuem tal competência, os quais são elencados expressamente no texto constitucional. e) podem suplementar lei federal, mas a superveniência de nova lei de âmbito nacional que trate de normas gerais invalidará a lei municipal. O CESPE confirmou o entendimento de que os municípios têm suas competências enumera- das pela Constituição, mas não de maneira exaustiva, ou seja, o CESPE entende que os muni- cípios têm competência legislativa suplementar, prevista no art. 30, II, a seguir, além de outras competências elencadas no mesmo artigo. Confira: Art. 30. Compete aos Municípios: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; b) Errada. Tem sim o poder de suplementar a legislação estadual, conforme artigo 30, II, da CF/1988. c) Errada. Tem sim o poder de suplementar a legislação federal, conforme artigo 30, II, da CF/1988. d) Errada. Tem sim o poder de suplementar a legislação federal e estadual, conforme artigo 30, II, da CF/1988. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br87 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon e) Errada. A competência legislativa do município nesse tipo de situação é suplementar e não concorrente. Letra a. 048. (CESPE/TCE-PB/AUDITOR/2018) O envio de projeto de LDO compete ao a) TCU, que o encaminha ao Congresso Nacional. b) presidente da República, que o encaminha ao TCU. c) presidente da República, que o encaminha ao Congresso Nacional. d) TCU, que o encaminha ao presidente da República. e) ministro da Fazenda, que o encaminha ao presidente da República. Os projetos de Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO), de Lei Orçamentária Anual - LOA e do Plano Plurianual - PPA são enviados ao Congresso Nacional pelo Presidente da República, nos termos dos artigos 165 e 166, da Constituição Federal, a seguir reproduzidos com grifos e CO- MENTÁRIO nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão (para as três esferas de governo): I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum § 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modi- ficação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta. Letra c. 049. (CESPE/COGE-CE/AUDITOR/2019) A Constituição Federal de 1988 veda expressamente a) transferência voluntária de recursos financeiros pelo governo estadual para fins de paga- mento de despesas com pessoal ativo dos municípios. b) o acúmulo, de forma remunerada, de dois cargos técnicos, exceto se houver compatibilida- de de horários entre eles. c) a edição de medida provisória para dispor sobre a criação e extinção de órgãos da adminis- tração pública direta e indireta. d) a vinculação da receita de impostos a despesas relacionadas às ações de manutenção e desenvolvimento do ensino. e) o remanejamento de recursos de uma categoria de programação para outra com o objetivo de viabilizar resultados de projetos vinculados à ciência, tecnologia e inovação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 88 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Conforme dispõe o artigo 167, X, da CF/1988, é proibida a realização de transferências vo- luntárias (aquelas feitas por convênios, acordo ou ajuste) da União para os Estados e dos Estados para os municípios para a realização de despesas correntes de pessoal. Confira com grifos nossos: Art. 167. São vedados: X – a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipa- ção de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni- cípios. b) Errada. A nossa Carta Magna não admite a acumulação de dois cargos técnico-científicos, ainda que haja compatibilidade de horários, conforme artigo 37, XVI. c) Errada. A regra é a de que os órgãos públicos só podem ser criados ou extintos mediante lei de iniciativa do Presidente da República, conforme determina o artigo 61, §1º, II da nossa CF/1988. Embora não exista vedação expressa, como uma MP deve tratar de assunto relevan- te e urgente, esse não é o caso da criação ou extinção de órgão público. d) Errada. É possível sim vincular imposto para as ações de serviço em saúde ou manutenção e desenvolvimento de ensino como dispõe o artigo 167, IV da CF/1988. Além disso, o artigo 212 da CF fortalece mais essa possibilidade, transformando-se em obrigatoriedade. e) Errada. Para viabilizar projetos vinculados à área de ciência, tecnologia e inovação é permi- tido o remanejamento de recursos de uma categoria de programação para outra sem autoriza- ção legislativa, como medida de eficiência do setor, conforme previsão do artigo 167, § 5º da CF/1988, incluído pela Emenda Constitucional 85/2015. Letra a. 050. (CESPE/COGE-CE/AUDITOR/2019) De acordo com as disposições constitucionais acer- ca de orçamento público, é de iniciativa privativa do presidente da República projeto de lei ordinária que disponha sobre a) as diretrizes orçamentárias, que será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efei- to decorrente de isenções e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia sobre as receitas e despesas. b) o orçamento anual, que compreende, entre outros, o orçamento fiscal referente aos poderes da União e o orçamento da seguridade social. c) o plano plurianual, cujo objetivo é orientar a elaboração da lei orçamentária anual e estabe- lecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. d) as normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta, bem como sobre as condições para a instituição e para o funcionamento de fundos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 89 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon e) a abertura de crédito extraordinário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de calamidade pública, sendo vedada a edição de medida provisória para esse fim. A resposta da questão está na literalidade do artigo 165, §5º, I, II e III da CF/1988. Confira com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: § 5º A lei orçamentária anual compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da adminis- tração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. a) Errada. O mencionado demonstrativo deve constar na LOA e não na LDO como consta no parágrafo 6º do artigo 165 da CF/1988. Confira com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabe- lecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. § 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. c) Errada. Essa competência é da LDO, segundo o artigo 165, §2º da CF/1988, anteriormente reproduzida. d) Errada. Tais normas serão estabelecidas por lei complementar, conforme previsão do artigo 165, § 9º, II. Confira com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: § 9º Cabecópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 1.3. dIstInção EntrE dIrEIto FInancEIro E trIbutárIo Muita gente também confunde os ramos do Direito Financeiro (que de certo modo está diretamente relacionado ao estudo de AFO, Finanças Públicas e Orçamento Público) e Direito Tributário, e os examinadores gostam de colocar pegadinhas nesse sentido. No passado, realmente existia uma ausência de separação clara didática clara entre os Direitos Tributário e Financeiro, que eram abrangidos na “ciência das finanças”. Com o advento da Lei n. 4.320/1964, que surgiu para estabelecer normas gerais sobre Di- reito Financeiro e que passou a funcionar como elemento central de delimitação do objeto do Direito Financeiro, essa distinção ganhou corpo, mas foi com a Lei n. 5.172/1966 (CTN – Códi- go Tributário Nacional) que tal distinção ficou mais clara e, após a promulgação da CF/1988, o campo de atuação de cada uma dessas ramos ficou ainda mais definido. Mesmo assim, podemos dizer que existe uma linha tênue entre o Direito Financeiro e o Direito Tributário, uma vez que ambos pertencem ao Direito Público e atuam na obtenção de receitas pelo Estado. Existe autonomia para cada um deles, conforme previsão constitucional, mas na prática o Direito é um só e essa classificação em ramos é apenas didática. Na realidade, existe forte ligação entre os ramos e entre os seus dispositivos legais, como veremos ao longo do curso. No caso das receitas derivadas, como é o caso dos tributos, se de um lado, o Direito Tribu- tário regulamenta as suas respectivas alíquotas, bases de cálculo e hipóteses de incidência, de outro, o Direito Financeiro, por seu turno, cuida da aplicação desses tributos como instrumento de financiamento de despesas públicas. Pode-se notar, portanto, o viés da grande diferença entre esses dois ramos do Direito. Pode-se afirmar ainda que cabe ao Direito Financeiro disciplinar e regular a atividade fi- nanceira do Estado, exceto o que se refere à tributação, que é da alçada do Direito Tributário. Caso o CESPE em sua prova coloque uma assertiva como essa, marque certo. E o CESPE co- locou, veja: 003. (CESPE/IPEA/TÉCNICO/2008) No que concerne ao orçamento público, julgue os itens que se seguem. A natureza jurídica da lei orçamentária anual no Brasil não interfere nas relações entre os sujei- tos passivos e ativos das diversas obrigações tributárias. É verdade, já que a Lei Orçamentária Anual - LOA não interfere nas relações entre os sujeitos passivos e ativos das diversas obrigações tributárias, pois cabe ao Direito Financeiro disci- plinar e regular a atividade financeira do Estado, exceto o que se refere à tributação, que é da alçada do Direito Tributário. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Podemos dizer que, de certo modo, o estudo do Direito Financeiro é mais abrangente que o do Direito Tributário, já que enquanto o Direito Financeiro estabelece normas relativas à arreca- dação da receita, à gestão orçamentária e do crédito público e ao dispêndio público (despesa), o Direito Tributário regulamenta apenas a receita derivada, coercitiva, imposta por lei, que é o tributo. Além disso, não é da competência de o Direito Tributário regular a forma como a receita tri- butária será aplicada no financiamento das políticas públicas em prol da coletividade, assunto afeto ao Direito Financeiro. Na verdade, quem abarca a decisão do Estado sobre a aplicação dos recursos arrecadados com os tributos é o Direito Financeiro e não o Direito Tributário. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Veja como o MTO - Manual Técnico de Orçamento apresentou essa distinção: O Direito Financeiro tem por objeto a disciplina jurídica de toda a atividade financeira do Estado e abrange receitas, despesas e créditos públicos. O Direito Tributário tem por objeto específico a dis- ciplina jurídica de uma das origens da receita pública: o tributo. 004. (CESPE/MUNICÍPIO DE FORTALEZA/PROCURADOR/2017) Com fundamento na disci- plina que regula o direito financeiro e nas normas sobre orçamento constantes na CF, julgue o item a seguir. Constitui ofensa à competência reservada ao chefe do Poder Executivo a iniciativa parlamen- tar que prevê, na LDO, a inclusão de desconto no imposto sobre a propriedade de veículos automotores, em caso de pagamento antecipado. O Supremo Tribunal Federal já pacificou o entendimento de que a iniciativa parlamentar em assunto de Direito Tributário NÃO invade a competência do Poder Executivo sobre matéria orçamentária (ADI 724). Nessa toada, o STF manifestou entendimento de que até mesmo a concessão de benefícios fiscais não é legislar sobre orçamento (ADI 2464). Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 1.4. FontEs do dIrEIto FInancEIro E orçamEntárIo O Direito Financeiro e o Orçamento Público encontram sua “gênese normativa” na Consti- tuição Federal de 1988 – CF/1988, especialmente entre os artigos 163 e 169. DICA! Para a matéria AFO/Orçamento Público o foco maior deve ser os artigos 165 a 169. Em sua prova, com certeza, teremos questões retiradas deles e nesta aula vamos explorá-los ao máximo. Mas, além da letra da CF/1988, as Finanças Públicas e Orçamento Público têm susten- tação na Lei de Normas Gerais de Direito Financeiro, a Lei n. 4.320/1964, também conheci- da como Lei do Orçamento Público, que é uma lei originalmente ordinária, federal, porém de abrangência nacional, vinculando todos os entes políticos, quais sejam União, Estados, DF e Municípios. A CF/1988 além de destinar um capítulo para tratar das finanças públicas, recepcionou a Lei n. 4.320/1964 atribuindo-lhes status de Lei Complementar. Reserva de Lei Complementar O artigo 165, § 9º, da CF/1988 estabelece a competência de Lei Complementar para: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: § 9º Cabe à lei complementar: I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual. Raciocine comigo: se a CF é de 1988 e antes dela já vigorava Lei n. 4.320/1964, aprovada pelo Congresso Nacional por maioria simples, em processo legislativo de lei ordinária, então estamos diante de uma inconsistência constitucional. Em verdade, essa incongruência deve-se ao fato de que a CF/1988 exige lei complementar para tratar de exercício financeiro e dos instrumentos do Plano Plurianualà lei complementar: II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 90 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon e) Errada. 0s créditos extraordinários serão abertos por MP – Medida Provisória, conforme disposto no artigo 167, § 3º, e no artigo 62 da nossa Carta Magna. Confira com grifos nossos: Art. 167. São vedados: § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevi- síveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, obser- vado o disposto no art. 62. Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provi- sórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. Letra b. 051. (CESPE/TRT-7ª/ANALISTA/2017) De acordo com os dispositivos constitucionais sobre finanças públicas, ordem econômica e financeira, devem ser disciplinadas por lei complemen- tar matérias como a a) remessa de lucros ao exterior por empresas de capital estrangeiro. b) repressão ao abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados. c) concessão de garantias pelas entidades públicas. d) emissão de moeda pelo Banco Central do Brasil. A previsão constitucional mencionada no enunciado da questão é aquela do artigo 163 da nos- sa CF/1988. Confira com grifos nossos: Art. 163. Lei complementar disporá sobre: I – finanças públicas; II – dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades con- troladas pelo Poder Público; III – concessão de garantias pelas entidades públicas; IV – emissão e resgate de títulos da dívida pública; V – fiscalização financeira da administração pública direta e indireta; VI – operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Fe- deral e dos Municípios; VII – compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional. Letra c. 052. (CESPE/TC-DF/ANALISTA/2014) Com relação às finanças públicas e ao sistema tribu- tário nacional, julgue o item subsequente. Cabem ao Banco Central a emissão de moeda, a função de depositário das disponibilidades de caixa da União e a atribuição de conceder empréstimos ao Tesouro Nacional. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 91 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Opa! Conforme § 1º do artigo 164 da CF/1988, é vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira. Errado. 053. (CESPE/TCU/AUDITOR/2009) No que se refere às finanças públicas, julgue o item que se segue. Compete a lei complementar dispor sobre finanças públicas e sobre os limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios. Para resolver essa questão, vamos aproveitar o que nos dizem o Inciso I do artigo 163 da CF/1988 e o inciso IX do artigo 52 da CF/1988. No Inciso I do artigo 163 da CF/1988 podemos ver que é de competência de Lei Complementar dispor sobre finanças públicas. Até aqui, beleza! Mas no inciso IX do artigo 52 da CF/1988, vemos que essa competência é Do Senado Federal e não de Lei Complementar. Podemos ver, portanto, que, na verdade, o Senado exerce sua competência constitucional por meio de Resolução do Senado e não via Lei Complementar. Errado. 054. (CESPE/SEFAZ-AL/AUDITOR/2020) Julgue o item a seguir, acerca de despesas públicas. Nenhum investimento poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual ou sem lei que autorize a sua inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. Vamos à literalidade do parágrafo da CF/1988 que trata desse tema, com nossos grifos: Art. 167, § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. Note, portanto, que não é qualquer investimento, mas apenas o investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro que não poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. Errado. 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São vedados: III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; Não confunda a regra de ouro das finanças públicas com o regime de teto de gastos. A regra de ouro determina que é vedada a realização de operações de crédito que excedam as despe- sas de capital, enquanto regime do teto de gastos estabelece um limite ao crescimento das despesas do governo durante vinte anos. Errado. 056. (CESPE/SEFAZ-AL/AUDITOR/2020) Julgue o próximo item, relativo à organização políti- co-administrativa do Estado. Servidor público estável poderá perder o cargo, mas, nessa hipótese, terá direito a ser indeniza- do na razão de um mês de remuneração por ano de serviço. Você que está se preparando para um cargo por meio de um concurso público para obter a sonhada estabilidade não se assuste. Esse dispositivo da Constituição, previsto no art. 169, §§ 4º e 5º, da Constituição, dispões que antes de o servidor estável perder o cargo por excesso de despesas de pessoal, há outras me- didas que precisam ser tomadas (art. 169, § 3º). Confira com grifos nossos: Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: I – redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança; II – exoneração dos servidores não estáveis. 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(Incluído pela Emenda Constitucional n. 19, de 1998) § 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização corres- pondente a um mês de remuneração por ano de serviço. Certo. 057. (CESPE/TCE-RJ/ANALISTA/2021) Ainda acerca de aspectos do direito financeiro, jul- gue o próximo item. Em razão do princípio da autonomia, as universidades públicas não estão submetidas às nor- mas orçamentárias previstas na Constituição Federal de 1988. As universidades públicas constituem-se como autarquias ou fundações públicas, pesso- as jurídicas integrantes da administração pública indireta, e estas estão sujeitas sim às regras orçamentárias previstas no artigo 165, § 5º, I e III da CF/1988. Errado. 058. (CESPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO/2021) Considerando as normas de direito financeiro, julgue o item a seguir. Segundo a Constituição Federal de 1988, a instituição de fundos de natureza contábil depende de prévia autorização legislativa. De acordo com CF/1988, a instituição de fundos de qualquer natureza (incluindo, a contábil) depende de prévia autorização legislativa. Confira, com grifos nossos: Art. 167. São vedados: IX – a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. Certo. 059. (INÉDITA/2021) Considerando as normas atuais de direito financeiro, julgue o item a seguir. Segundo a Constituição Federal de 1988, não cabe à LDO – Lei de Diretrizes trazer diretrizes relacionas à política fiscal e a dívida pública, cabendo esse papel exclusivamente à LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal. Na verdade, isso valeu até antes da EC 109/2021 (a famosa PEC Emergencial), que alterou as atribuições constitucionais da LDO ao incluir a atribuição de estabelecer as diretrizes de polí- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 94 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon tica fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública. Além dessa inclusão, a EC 109/2021, de 15/03/2021 retirou do texto constitucional o trecho “incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente” como detalhamen- to das metas e prioridades da administração pública federal. Confira a nova redação das atri- buições constitucionais da LDO, grifos nossos: § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração públi- ca federal, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências fi- nanceiras oficiais de fomento. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021). Errado. 060. (INÉDITA/2021) Considerando as normas atuais de direito financeiro, julgue o item a seguir. Segundo a Constituição Federal de 1988, é vedada a criação de fundo público, quando seus ob- jetivos puderem ser alcançados por meio da vinculação de receitas orçamentárias específicas. A EC 109/2021 inseriu no artigo 167 uma nova vedação absoluta. A ideia foi proibir a criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados por meio da vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por programação or- çamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública. Confira a literalidade do inciso XIV do artigo 167 da CF/1988 trazida pela EC 109 de 15/03/2021 que nos diz que fica vedada: XIV – a criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante a vin- culação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) Certo. 061. (FGV/DPE-RJ/TÉCNICO-SUPERIOR/2019) A Emenda Constitucional (EC) n. 86/2015 criou dispositivos para regular a aprovação e a execução de emendas individuais ao projeto de lei orçamentária. De acordo com os dispositivos da EC n. 86/2015, o limite para aprovação das emendas individuais ao projeto de lei orçamentária corresponde a 1,2% da receita corren- te líquida: a) prevista no projeto de LOA; b) prevista no projeto de LOA, corrigida pela meta de inflação; c) realizada no exercício anterior; d) realizada no exercício anterior, corrigida pela inflação do período; e) sendo 50% para ações e serviços públicos de saúde. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 95 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon O limite para aprovação das emendas individuais ao projeto de Lei Orçamentária corresponde a 1,2% da receita corrente líquida prevista no projeto de LOA. Confira na letra da CF/1988, com grifos nossos: Art. 166 § 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encami- nhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e servi- ços públicos de saúde. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 86, de 2015). Você pode ter ficado em dúvida e marcado a alternativa E, uma vez que realmente os percen- tuais nela dispostos estão realmente corretos. Entretanto, em questões de múltipla escolha temos que escolher a questão MAIS CORRETA, que não deixe nenhuma margem de dúvida. Note que o enunciado da questão faz menção direta ao “limite para aprovação das emendas individuais ao projeto de lei orçamentária cor- responde a 1,2% da receita corrente líquida”, ou seja, o examinador pede a melhor a alternativa que complete o enunciado, que no caso é a Letra a. Em outras palavras, note que a questão solicita a referência do limite para aprovação das emendas, que no caso é a prevista no Projeto da LOA. Letra a. 062. (FGV/DPE-RJ/TÉCNICO-SUPERIOR/2019) A legislação que trata da execução do orça- mento pelos entes públicos apresenta autorizações e vedações, tendo em vista garantir o cum- primento dos princípios que regem a administração pública, bem como o equilíbrio financeiro e orçamentário. Uma das autorizações refere-se: a) à concessão de créditos ilimitados, quando previstosno PPA; b) à abertura de crédito especial pendente de autorização legislativa; c) ao início de programas não incluídos na Lei Orçamentária Anual; d) à assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários; e) à vinculação de receita de impostos para ações e serviços públicos de saúde. A vinculação de receita de impostos para ações e serviços públicos de saúde é uma das ressal- vas às vedações previstas no artigo 167, da CF/1988. Confira, com grifos nossos: Art. 167. São vedados: ... IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 96 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; Vamos agora apontar os erros das demais alternativas: a) Errada. O inciso VII, do art. 167 da CF/1988 veda a concessão de créditos ilimitados. Confira: Art. 167. São vedados: (...) VII – a concessão ou utilização de créditos ilimitados; b) Errada. A abertura de créditos suplementares ou especial necessita de prévia autorização legislativa, diferentemente do crédito extraordinário. c) Errada. O artigo 167, I, da CF/1988 veda o início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual. d) Errada. O artigo 167, II, da CF/1988 veda a realização de despesas ou a assunção de obriga- ções diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. Letra e. 063. (FGV/CÂMARA-SALVADOR/ANALISTA/2018) A Secretaria de Finanças do Município Beta informou ao Prefeito Municipal que dispunha de recursos em conta corrente, mas não seria possível realizar a compra de móveis solicitada. Como justificativa, esclareceu que as despesas dessa natureza já teriam exaurido os créditos orçamentários existentes. O Prefeito não acatou a justificativa e determinou a realização da compra, o que levou ao pedido de exo- neração do Secretário, já que este último considerou a ordem manifestamente ilegal. À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, deve ser reconhecido que: a) a ordem do Prefeito Municipal é legal, pois há recursos em conta para realizar a compra dos móveis; b) a informação do Secretário é correta, pois não podem ser realizadas despesas excedentes aos créditos orçamentários; c) a ordem do Prefeito Municipal é legal, já que a compra de móveis independe de previsão orçamentária; d) a informação do Secretário é incorreta, pois a lei orçamentária não contempla créditos, mas despesas; e) a ordem do Prefeito é legal, pois as finanças públicas são regidas pelo critério financeiro, não orçamentário. Não se esqueça que a nossa CF/1988 veda a realização de operações de crédito para cobrir despesas (art. 167, III), bem como o remanejamento de créditos orçamentários sem autori- zação legislativa (art. 167, VI, CF). Nessa toada, no caso em tela, o Município não poderia re- manejar recursos para a compra de móveis solicitada, sem autorização legislativa específica. Confira no artigo 167, II, da CF/1988, com grifos nossos: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 97 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Art. 167. São vedados: I – o início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual ; II – a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orça- mentários ou adicionais; III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressal- vadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprova- dos pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; .......... VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; Vamos agora apontar os erros das demais alternativas: a) Errada. O fato de haver recursos financeiros não significa que há recursos orçamentários, para aquela despesa específica, já que tais recursos financeiros em caixa se referem a outras rubricas orçamentárias. c) Errada. Toda compra ou aquisição de bens ou serviços deve ter autorização orçamentária. d) Errada. O orçamento compreende os créditos ordinários, suplementares, especiais ou extra- ordinários, conforme artigo 165, III, § 8º, da CF/1988. e) Errada. Toda despesa deve estar autorizada na LOA ou via créditos adicionais. Letra b. 064. (FGV/CÂMARA-SALVADOR/ANALISTA/2018) Os instrumentos de planejamento previs- tos na Constituição da República de 1988 apresentados na figura têm prazos e conteúdos es- pecíficos para auxiliar na gestão e no controle dos recursos públicos. Esses instrumentos são elaborados sob a forma de lei, com a seguinte configuração: a) apenas o PPA e a LOA são elaborados por iniciativa do Poder Executivo; b) apenas a LDO e a LOA são elaboradas por iniciativa do Poder Executivo; c) a LOA é elaborada por uma comissão mista com representantes dos Poderes Executivo e Legislativo; d) todos os instrumentos são elaborados por iniciativa do Poder Executivo; e) todos os instrumentos são elaborados por iniciativa do Poder Legislativo. De acordo com o artigo 165 da nossa Constituição Federal, todos os instrumentos são elabo- rados por iniciativa do Poder Executivo. Confira com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. Letra d. 065. (FGV/CÂMARA-SALVADOR/ESPECIALISTA/2018) O Vereador João, ao analisar o pro- jeto de Lei Orçamentária Anual apresentado pelo Chefe do Poder Executivo, decidiu apresentar O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 98 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon uma emenda que se mostrava plenamente compatível com o plano plurianual e a Lei de Dire- trizes Orçamentárias. Ocorre que, para apresentá-la, deveria indicar os recursos necessários. À luz da sistemática constitucional, esses recursos podem advir da anulação de despesas que digam respeito a: a) dotações para pessoal; b) serviço da dívida; c) programas sociais; d) transferências tributárias para outros Municípios; e) dotações para encargo de pessoal. Com exceção da alternativa C (programas sociais), todas as alternativas estão erradas, já que são vedações contidas no texto constitucional. Confira o artigo 166, § 3º, II, da nossa CF/1988, com grifos nossos: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, aoorçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. ........ § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; Letra c. 066. (FGV/CGM-NITERÓI/ANALISTA/2018) O Prefeito Municipal encaminhou o projeto de Lei Orçamentária Anual à Câmara Municipal. Para sua surpresa, no texto aprovado, foram anuladas, parcialmente, as despesas destinadas ao pagamento de pessoal, que permitiriam o cumprimento da lei municipal que aumentara os vencimentos dos servidores, a partir do exercício financeiro seguinte. Os recursos, por sua vez, foram destinados à implementação de programas sociais nas áreas de saúde e educação. À luz da sistemática constitucional, o procedimento da Câmara Municipal está a) correto, pois esta pode apreciar livremente o projeto de lei orçamentária, podendo anular e criar as despesas que melhor lhe aprouverem. b) incorreto, pois os recursos destinados à implementação dos programas sociais não pode- riam resultar da anulação, ainda que parcial, das despesas com pessoal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 99 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon c) correto, pois esta somente está autorizada a destinar recursos à implementação de progra- mas sociais caso resultem da anulação de despesas com pessoal. d) incorreto, pois o projeto de Lei Orçamentária Anual apresentado pelo chefe do Poder Execu- tivo não pode sofrer alterações no Legislativo. e) correto, pois esta somente pode criar uma despesa quando indica os recursos necessários, os quais devem resultar da anulação de outra, qualquer que seja ela. A CF/1988 veda esse tipo de remanejamento orçamentário em seu art. 166, § 3º, II, “a”. Confira com grifos nossos: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. ... § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou III – sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; ou b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. Vamos apontar os erros das demais alternativas: a) Errada. Nesse ponto, a CF/1988 estabeleceu limites à anulação de despesas. c) Errada. A CF/1988 não autoriza a subtração de despesas de pessoal para a realização de outras despesas. d) Errada. O Projeto de Lei apresentado pelo Chefe do Poder Executivo pode sofrer emen- das no Legislativo, observados os limites que a própria Constituição impõe (art. 166, § § 2º e 3º, CF/1988). e) Errada. O Projeto de Lei apresentado pelo Chefe do Poder Executivo pode sofrer emendas no Legislativo, observados os limites que a própria Constituição impõe (art. 166, § § 2º e 3º, CF/1988). Letra b. 067. (FGV/SEFIN-RO/CONTADOR/2018) Em relação à Lei Orçamentária Anual (LOA), assina- le a afirmativa correta. a) Deve conter uma estimativa das receitas e das despesas em um exercício. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 100 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon b) Deve conter a fixação para as receitas e para as despesas em um exercício. c) As despesas e as receitas apresentadas devem ter valores iguais. d) Deve compreender o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. e) Deve compreender o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, sem incluir as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. A resposta está na literalidade do artigo 165 § 5º da CF/1988. Confira: Art. 165 – § 5º A Lei Orçamentária Anual compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da adminis- tração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Vamos apontar os erros das demais alternativas: a) Errada. As despesas não são estimadas na LOA, mas sim fixadas. b) Errada. Na verdade, as despesas são fixadas e as receitas previstas. c) Errada. Na verdade, não se faz necessário que os montantes da receita e despesa sejam iguais. Assim, se as receitas forem maiores temos superávit e se as despesas maiores tere- mos deficit. e) Errada. Incluiu fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Letra d. 068. (FGV/SEFIN-RO/CONTADOR/2018) De acordo com a Constituição da República, sob pena de crime de responsabilidade, nenhum investimento, cuja execução ultrapasse um exer- cício financeiro, poderá ser iniciado sem prévia inclusão a) nas diretrizes orçamentárias. b) no plano plurianual. c) no anexo de metas fiscais. d) no orçamento anual. e) no orçamento bianual. Questão do tipo “cara crachá” em que a FGV cobrou o conhecimento da literalidade do § 1º do artigo 167 da nossa CF/1988. Confira: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 101 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. Vamos aproveitar e rever o artigo 169, § 9º, da CF/1988 com nossos grifos: Art. 169.... § 9º Cabe à lei complementar: I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual ; II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. Letra b. 069.(FGV/SASDH-NITERÓI/ASSISTENTE/2018) Em matéria de orçamento público, observe os conceitos das principais leis que formam seu tripé. I – Estabelece quais serão as metas e prioridades para o ano seguinte e, para tal, fixa o montante de recursos que o governo pretende economizar, traça regras, vedações e limites para as despesas dos Poderes, autoriza o aumento das despesas com pessoal etc.; II – Define o planejamento que indica quanto e onde gastar o dinheiro público no período de um ano, com base no valor total arrecadado pelos impostos; III – Dispõe sobre o planejamento de médio prazo, identificando as prioridades para o perí- odo de quatro anos e os investimentos de maior porte. As leis definidas acima são chamadas, respectivamente, de: a) Lei Tributária Anual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Plano Plurianual; b) Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária Anual e Plano Plurianual; c) Lei Orçamentária Anual, Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Diretrizes Orçamentárias; d) Plano Plurianual, Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Diretrizes Orçamentárias; e) Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual. I – É a LDO quem estabelece quais serão as metas e prioridades para o ano seguinte e, para tal, fixa o montante de recursos que o governo pretende economizar, traça regras, vedações e limites para as despesas dos Poderes, autoriza o aumento das despesas com pessoal etc., conforme dispõe o § 2º do artigo 165 da CF/1988. II – É a LOA quem define o planejamento que indica quanto e onde gastar o dinheiro público no período de um ano, com base no valor total arrecadado pelos impostos. A LOA ou Orçamen- to Público é um documento que prevê as quantias de moeda que, num período determinado (normalmente um ano), devem entrar e sair dos cofres públicos (receitas e despesas públicas), O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 102 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon com especificação de suas principais fontes de financiamento e das categorias de despesas mais relevantes. III – É o PPA quem dispõe sobre o planejamento de médio prazo, identificando as prioridades para o período de quatro anos e os investimentos de maior porte. Em outras palavras, o PPA deve estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas (DOM) da adminis- tração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relati- vas aos programas de duração continuada. Letra b. 070. (FGV/SEPOG-RO/ANALISTA/2017) Com relação às vedações orçamentárias constitu- cionais, analise as afirmativas a seguir. I – Para fazer frente a uma calamidade pública, por meio de Medida Provisória, é possível a abertura de crédito extraordinário. II – O déficit de fundação pública, sem fins lucrativos, pode ser suprido por recursos do or- çamento fiscal sem necessidade de autorização legislativa específica. III – Realizar investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, sem prévia inclusão no plano plurianual ou sem lei que autorize a inclusão, pode gerar crime de responsabilidade. Está correto o que se afirma em a) I, apenas. b) II, apenas. c) III, apenas. d) I e III, apenas. e) I, II e III. Vamos analisar as assertivas e marcar a alternativa correspondente. I – Certa. Para fazer frente a uma calamidade pública, por meio de Medida Provisória, é possí- vel a abertura de crédito extraordinário, conforme dispõe o parágrafo 3º do artigo 167 da nossa Carta Magna. II – Errada. Inexiste essa determinação na LRF. III – Certa. Está de acordo com o parágrafo primeiro do artigo 167 da nossa CF/1988. Letra d. 071. (FGV/IBGE/ANALISTA/2016) Nos termos do que prevê a Constituição, a Lei Orçamen- tária Anual : a) pode permitir ilimitada abertura de créditos adicionais; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 103 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon b) pode ser objeto de emenda legislativa, baseada em corte de despesas com o serviço da dívida; c) pode autorizar a contratação de operações de crédito por antecipação da receita or- çamentária; d) não inclui as entidades de direito privado da Administração Pública; e) pode, em casos excepcionais, permitir a criação de novos cargos públicos. Note que as operações de ARO – Antecipação de Receita Orçamentária – estão autorizadas no artigo 165, § 8º, da CF/1988: Art. 165...... § 8º A Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. Letra c. 072. (FGV/IBGE/ANALISTA/2016) Na elaboração do orçamento de um exercício financeiro, o Poder Legislativo da União, através de emenda, incluiu um dispositivo relacionado às atribui- ções de um cargo da estrutura da Presidência da República. Nesse caso foi violado o princípio orçamentário: a) da Igualdade; b) da Anualidade; c) do Orçamento Bruto; d) da Exclusividade; e) do Equilíbrio. O Princípio Orçamentário da Exclusividade está previsto no artigo 165, § 8º da CF/1988 e deter- mina que a LOA não deve conter dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da des- pesa, não se incluindo, na proibição, a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da Lei. Existe ainda outra exceção prevista no artigo 184 § 4º da CF/1988 que estabelece que LOA fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de recur- sos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. Dessa forma, podemos concluir que as atribuições de cargos da estrutura da Presidência da República devem ser tratadas em lei específica e não na LOA. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 104 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 073. (FGV/MRE/DIPLOMATA/2016) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é um instrumen- to que auxilia no planejamento orçamentário das entidades públicas brasileiras, a partir das disposições constitucionais e legais. Considerando tais disposições, é correto afirmar que a LDO deve: a) apresentar o orçamento fiscal para cada poder e órgão da administração direta; b) apresentar o orçamento de investimento das empresas estatais; (C) consignar dotação para investimentos com prazo superior a doze meses; d) dispor sobre as alterações na legislação tributária; e) ser elaborada no primeiro ano de mandato para vigência nos demais anos. A resposta está na literalidade do § 2º do artigo 165 da CF/1988. Repare com grifos nossos: § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente,orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e esta- belecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Letra d. 074. (FGV/TJ-AM/ANALISTA/2016) Os instrumentos de planejamento utilizados na adminis- tração pública são definidos como: Plano Plurianual (PPA); Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); Lei de Orçamento Anual (LOA). A esse respeito, leia o fragmento a seguir. “A lei _____ compreenderá _____ e prioridades da administração pública federal, incluindo as _____ de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação _____ e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento”. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do fragmento acima. a) de diretrizes orçamentárias – as metas – despesas – tributária b) de orçamento Anual – as metas – receitas – orçamentária c) do Plano Plurianual – as metas – despesas – orçamentária d) diretrizes orçamentárias – as metas – receitas– orçamentária e) diretrizes orçamentárias – as metas – despesas – tributária Observe que a literalidade do § 2º do artigo 165 da CF/1988, não cai, ela DESPENCA em provas da FGV. Repare na resposta nos grifos nossos: § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 105 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e esta- belecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Letra a. 075. (FGV/PREF-CUIABÁ/AUDITOR/2016) Após a apresentação do projeto de lei do orça- mento anual pelo Chefe do Poder Executivo, determinado deputado federal decidiu apresentar uma emenda que se mostrava absolutamente compatível com o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ao consultar sua assessoria, foi informado que a emenda deveria indicar os recursos necessá- rios, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, isso com as ressalvas previs- tas na Constituição da República. À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que poderia ser anulada despesa associada a) ao serviço da dívida pública. b) ao programa de implementação de direitos sociais. c) à dotação para pessoal e seus encargos. d) às transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal. e) à contribuição previdenciária. Tenha em mente que dos gastos listadas nas alternativas da questão, apenas aqueles relacio- nados ao programa de implementação de direitos sociais podem ser anulados para atender à emenda ao orçamento apresentada pelo deputado federal. Confira no dispositivo constitucio- nal abaixo reproduzido com grifos nossos: Art. 166......... § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou III – sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; ou b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. Note ainda que a contribuição previdenciária se insere dentre os encargos relativos às dota- ções para pessoal (art. 166, § 3º, II, alínea “a”) sendo insuscetível de anulação para esse fim. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 106 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 076. (FGV/PREF-PAULÍNIA/PROCURADOR/2016) Ao determinar a elaboração do projeto de Lei Orçamentária Anual, o Prefeito Municipal foi informado pela Procuradoria do Município que era vedada a inclusão de”caudas orçamentárias” nesse projeto, vale dizer, de matérias que eram incompatíveis com a matéria orçamentária propriamente dita. À luz da sistemática constitucional, é considerado”cauda orçamentária” o dispositivo que a) autorize a abertura de crédito suplementar. b) defina o valor de gratificação estatutária. c) permita a contratação de operação de crédito. d) estabeleça balizamentos para o pagamento da dívida fundada. e) fixe o valor da despesa total com os servidores públicos. A ideia de “cauda orçamentária” é evitar que o orçamento traga matérias que não tenha a ver com o tema orçamento público. Assim, a definição de valor de gratificação estatutária deve vir em lei específica relacionada ao cargo respectivo, e posteriormente ser incluída na fixação da despesa orçamentária da LOA. O princípio da exclusividade orçamentária, consagrado no artigo 165, § 8º, que traz algumas exceções, mas a prevista na alternativa B: Art. 165...... § 8º A Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. Além dessas ressalvas, o art. 184, § 4º estabelece uma outra exceção ao princípio da exclusivi- dade, ao estabelecer que o orçamento (a Lei Orçamentária Anual) fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de recursos para atender ao progra- ma de reforma agrária no exercício. Letra b. 077. (FGV/TCM-SP/AGENTE/2015) O Chefe do Poder Executivo de determinado ente fede- rativo, após ampla análise técnica, encaminhou o projeto de Lei Orçamentária Anual ao Poder Legislativo. Considerando a sistemática constitucional, é correto afirmar que: a) o orçamento fiscal, em razão de suas características essencialmente tributárias, integra documento autônomo, estranho à Lei Orçamentária Anual ; b) as emendas parlamentares ao projeto de lei orçamentária não podem indicar, como fonte de recursos, aqueles provenientes da anulação de despesa com o serviço da dívida; c) a receita e a despesa das universidades públicas, entes que têm sua autonomia reconhecida pela Constituição da República, não devem ser inseridas no orçamento anual; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 107 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon d) a abertura de créditos orçamentários especiais, como são aqueles destinados à cobertura de despesas não previstas na lei orçamentária, independe de autorização legislativa; e) a Lei Orçamentária Anual não pode conter autorização para contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita. De acordo com o artigo166, § 3º, inciso II, da CF/1988, as emendas ao projeto de lei orça- mentária não podem indicar como fonte de recursos de anulação de despesas proveniente de serviço da dívida. Confira com grifos nossos: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. (...) § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: (...) II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: (...) b) serviço da dívida; Letra b. 078. (FGV/DPE-MT/ANALISTA-ADVOGADO/2015) Com o objetivo de assegurar a urbaniza- ção do respectivo território, determinada Constituição Estadual dispôs que certo percentual da receita pública deveria ser aplicada, pelo Estado e pelos Municípios, na pavimentação das vias públicas, observada a esfera de competências de cada qual. Consoante a sistemática estabe- lecida pela Constituição da República, é correto afirmar que comando dessa natureza é a) inconstitucional somente em relação aos Municípios, isso por afrontar a autonomia política desses entes federados. b) constitucional, pois a Constituição Estadual deve disciplinar a realização da despesa pública pelo Estado e pelos Municípios nele inseridos. c) inconstitucional, pois a matéria é da alçada da lei complementar federal, que deve disciplinar a matéria de modo uniforme em todo o território nacional. d) constitucional, somente em relação aos Municípios, entes federados menores que estão sujeitos às normas estabelecidas pelo ente federado maior, o Estado. e) inconstitucional, pois a matéria é afeta à lei orçamentária, de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, estadual ou municipal. O artigo 165, inciso III, da CF/1988 determina que é de iniciativa do chefe do Poder Executivo a elaboração de leis que tratem de orçamentos anuais, motivo pelo qual a questão apresenta situação de inconstitucionalidade de dispositivo inserido em Constituição Estadual. Confira, com grifos nossos: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 108 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: (...) III – os orçamentos anuais. Letra e. 079. (FGV/PGE-RO/ANALISTA/2015) Determinado Município aprovou a sua Lei Orçamentá- ria Anual e nela autorizou a realização de obras públicas tidas como necessárias. Consideran- do a sua precária situação financeira, foi igualmente autorizada a contratação de empréstimo interno, sendo que metade do valor seria destinado ao pagamento das referidas obras e a outra metade seria utilizada para as despesas correntes, de caráter geral, da Administração Pública. À luz dessa narrativa, é correto afirmar que a referida lei é: a) constitucional, pois a lei orçamentária é a sede adequada para a previsão da receita e a au- torização da despesa pública; b) inconstitucional, por afrontar a competência legislativa privativa da União para legislar sobre direito econômico; c) constitucional, pois o Município possui competência concorrente para legislar sobre direito financeiro; d) inconstitucional, já que a operação de crédito excede o montante das despesas de capital; e) constitucional, desde que a operação de crédito a que se refere a lei orçamentária tenha sido previamente autorizada pelo Senado Federal. Questão que aborda a famosa regra de ouro, presente no artigo 167, inciso III, da CF/1988, que veda a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, com as ressalvas que ele mesmo estabelece. Confira, com grifos nossos: Art. 167. São vedados: ....................... III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; Note que, de um lado, a aplicação de metade do valor do empréstimo no pagamento de obras é respeita a regra de ouro, já que as obras são despesas de capital (investimentos). Entretanto, de outra parte, a aplicação da outra metade em despesas do dia a dia, ou seja, despesas cor- rentes, viola a regra de ouro. Nesse caso, o município aumentou seu endividamento para pagar despesas inerentes à própria sua manutenção o que é proibido em nossa Carta Magna. Letra d. 080. (FGV/CGE-MA/AUDITOR/2014) Assinale a alternativa que completa corretamente o fragmento a seguir. A lei que instituir o Plano Plurianual estabelecerá _____. a) as diretrizes, os objetivos e as metas da Administração Pública, de forma regionalizada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 109 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon b) as metas e as prioridades da Administração Pública. c) a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. d) o orçamento de investimento das empresas estatais e) as alterações na legislação tributária. Note como a FGV cobrou a literalidade do artigo 165, § 1º, da CF/1988. Confira: § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Letra a. 081. (FGV/DPE-RJ/TÉCNICO/2014) Processo de Aprovação de Orçamento: “A presidente Dilma Rousseff sancionou com vários vetos o projeto da Lei de Diretrizes Orça- mentárias (LDO) da União para 2014, na virada da quinta para esta sexta-feira. Nenhum deles, entretanto, atingiu o artigo 52, que torna obrigatória a execução orçamentária e financeira, de forma equitativa, da programação de despesas incluídas no orçamento por emendas parla- mentares individuais. A LDO resultante da sanção parcial foi publicada em edição extra do ‘Diário Oficial da União’ que circula hoje com data de ontem. Ao converter o projeto na Lei 12.919/2013 preservando a regra do ‘orçamento impositivo’, a presidente cumpriu acordo fir- mado com o Congresso para viabilizar politicamente a aprovação da lei orçamentária de 2014, concluída na madrugada do último dia 18. O Congresso só aprovou a proposta para a LDO de 2014 em novembro passado, quando o orçamento do ano que vem já estava em fase avança- da de tramitação. Um dos motivos da demora foi a polêmica em torno da regra do orçamento impositivo, que também é objeto de uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC”. Considerando as circunstâncias envolvendo o trâmite da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2014 relatadas no texto “Processo de Aprovação de Orçamento”, é correto afirmar que a sua elaboração foi orientada pela a) disponibilidade na pauta de votações do Congresso Nacional em 2013. b) Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014. c) Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) de 2001. d) aprovação da regra relativa ao “orçamento impositivo” para 2014. e) lei que instituiu o Plano Plurianual para o período 2011-2014. Esse é um dos papeis da LDO. Confira com grifos nossos o trecho do artigo 165 da CF/1988: § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderáas metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 110 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e esta- belecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Letra b. 082. (FGV/PREFEITURA-CUIABÁ/AUDITOR/2014) Conforme prevê a Constituição da Repú- blica, a Lei Orçamentária Anual compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vincu- lados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Ainda segundo a Constituição da República, dois desses três orçamentos, “compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério _____”. Assinale a opção que indica os dois orçamentos que se prestam a reduzir desigualdades inter- -regionais e o critério que preenche a lacuna do fragmento acima. a) I e II populacional b) I e III populacional c) II e III geográfico d) I e II geográfico e) II e III populacional Em outras palavras, o que § 7º do artigo 165 da CF/1988 quis dizer é que os orçamentos fiscais e de investimentos das estatais, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas fun- ções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. Letra a. 083. (FGV/PREF-NITERÓI/PROCURADOR/2014) A respeito da sistemática constitucional afeta ao orçamento, assinale a afirmativa correta. a) Cada instituição dotada de autonomia financeira possui iniciativa legislativa privativa para apresentar sua proposta orçamentária ao Poder Legislativo. b) As normas que concedem benefícios fiscais no âmbito municipal, por não terem natureza orçamentária, não são alcançadas pela reserva de iniciativa do Executivo. c) Uma lei de iniciativa parlamentar pode impor ao Executivo a consignação de dotação orça- mentária anual destinada a certa finalidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 111 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon d) A Constituição Estadual pode impor aos Municípios a aplicação de percentual do seu orça- mento em finalidades específicas. e) As leis orçamentárias, por serem gerais e abstratas, não estão sujeitas ao controle concen- trado de constitucionalidade. Na Letra b, temos a confirmação do entendimento do STF no sentido de que as normas que concedem benefícios fiscais no âmbito municipal, por não terem natureza orçamentária, não são alcançadas pela reserva de iniciativa do Executivo. Confira a decisão do STF, com gri- fos nossos: A iniciativa de leis que versem sobre matéria tributária é concorrente entre o chefe do Poder Executivo e os membros do Legislativo. A circunstância de as leis que versem sobre matéria tributária poderem repercutir no orçamento do ente federado não conduz à conclusão de que sua iniciativa é privativa do chefe do Executivo. (RE 590.697-ED, rel. min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 23-8-2011, Segunda Turma, DJE de 6-9-2011. Vamos apontar os erros das demais alternativas: a) Errada. Quem possui o poder de propor projeto de lei tratando de orçamento público é o chefe de cada Poder Executivo, nos termos do art. 165, III, da CF/1988. c) Errada. A lei de iniciativa parlamentar violaria a competência privativa do chefe do Executivo. d) Errada. A imposição deve decorrer da Constituição Federal. e) Errada. O STF admite o controle de constitucionalidade de leis orçamentárias, mas em ca- ráter excepcional. Letra b. 084. (FGV/CÂMARA-RECIFE/ASSESSOR/2014/ADAPTADA) Julgue o item seguinte. É incorreto dizer que há algum óbice constitucional à apresentação de emendas parlamenta- res, isso porque o orçamento é aprovado pelo Poder Legislativo, que é plenamente autônomo em relação ao Executivo. Na verdade, existem sim alguns óbices presentes em nossa CF/1988, como o artigo 63 que diz que não pode haver aumento da despesa prevista nos projetos apresentados pelo Poder Executivo, que também não podem ser incompatíveis com o PPA e com a LDO, além das proi- bições detalhadas no § 3º do artigo 166 da nossa Carta Magna. Errado. 085. (FGV/PREF RECIFE/ANALISTA/2014) Quanto ao regramento constitucional sobre o or- çamento, assinale a afirmativa incorreta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 112 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon a) A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes, assim como para as relativas aos programas de duração continuada. b) A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e as prioridades da administra- ção pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. c) À lei ordinária cabe dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da Lei Orçamentá- ria Anual . d) A Lei Orçamentária Anual não poderá conter dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos su- plementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. e) A Lei Orçamentária Anual compreenderá o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações insti- tuídas e mantidas pelo Poder Público. Note que a questão pede para marcarmos a errada. Com exceção da alternativa C, todas as outras estão corretas. O erro da Letra c foi dizer que cabe à Lei Ordinária dispor sobre vigência, organização, elabo- ração, prazos e exercício financeiro do PPA, da LDO e da LOA, quando, na verdade, esse papel cabe à lei complementar, nos termos do artigo 165, § 9º, I, da Constituição: Art. 165 § 9º – Cabe à lei complementar: I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual ; Letra c. 086. (FGV/SEFAZ-RJ/AUDITOR/2011)O projeto de lei relativo ao plano plurianual relacionado ao orçamento da União deve ser apreciado a) pelas duas Casas Legislativas. b) por comissão permanente do Senado Federal. c) na forma do regimento do Senado. d) de acordo com o regimento da Câmara. e) por comissão mista do Executivo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 113 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Tenha em mente que de acordo com o artigo 165 da CF/1988, leis de iniciativa do Poder Exe- cutivo estabelecerão o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais, sendo que os respectivos projetos de lei devem ser apreciados pelas duas Casas do Congres- so Nacional, na forma do regimento comum. As atribuições da CMO (Comissão Mista de Orçamento), por seu turno, estão previstas no § 1º do artigo 166 da CF/1988. Confira: Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados: I – examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresenta- das anualmente pelo Presidente da República; II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58. Letra a. 087. (FGV/TCM-RJ/AUDITOR/2008) É vedada a realização de operações de créditos que ex- cedam o montante das despesas de capital, salvo autorizações específicas, no âmbito orça- mentário, abrangendo aquelas a seguinte rubrica: a) pessoal civil. b) pessoal militar. c) serviços operacionais. d) obras públicas. e) serviços de terceiros. Lembre-se da regra de ouro, presente no artigo 167, inciso III, da CF/1988, que veda a realiza- ção de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, com as ressal- vas que ele mesmo estabelece. Confira, com grifos nossos: Art. 167. São vedados: ....................... III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; Com exceção da alternativa D, que é uma despesa de capital (investimento) todas as demais referem-se a despesas correntes, aquelas destinadas à manutenção das atividades. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 114 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 088. (FGV/TCM-RJ/AUDITOR/2008) O Poder Executivo publicará, após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária até: a) 60 dias. b) 120 dias. c) 90 dias. d) 30 dias. e) 150 dias. Resposta na literalidade da CF/1988. Confira, com grifos nossos: Art. 165, § 3º – O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária. Letra d. 089. (CESPE/TRT-7/ANALISTA/2017) De acordo com os dispositivos constitucionais sobre finanças públicas, ordem econômica e financeira, devem ser disciplinadas por lei complemen- tar matérias como a a) remessa de lucros ao exterior por empresas de capital estrangeiro. b) repressão ao abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados. c) concessão de garantias pelas entidades públicas. d) emissão de moeda pelo Banco Central do Brasil. A previsão constitucional mencionada no enunciado da questão é aquela do artigo 163 da nos- sa CF/1988. Confira com grifos nossos: Art. 163. Lei complementar disporá sobre: I – finanças públicas; II – dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades con- troladas pelo Poder Público; III – concessão de garantias pelas entidades públicas; IV – emissão e resgate de títulos da dívida pública; V – fiscalização financeira da administração pública direta e indireta; VI – operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Fe- deral e dos Municípios; VII – compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 115 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 090. (CESPE/COGE-CE/AUDITOR/2019) A Constituição Federal de 1988 veda expressamente a) transferência voluntária de recursos financeiros pelo governo estadual para fins de paga- mento de despesas com pessoal ativo dos municípios. b) o acúmulo, de forma remunerada, de dois cargos técnicos, exceto se houver compatibilida- de de horários entre eles. c) a edição de medida provisória para dispor sobre a criação e extinção de órgãos da adminis- tração pública direta e indireta. d) a vinculação da receita de impostos a despesas relacionadas às ações de manutenção e desenvolvimento do ensino. e) o remanejamento de recursos de uma categoria de programação para outra com o objetivo de viabilizar resultados de projetos vinculados à ciência, tecnologia e inovação. Conforme dispõe o artigo 167, X, da CF/1988, é proibida a realização de transferências vo- luntárias (aquelas feitas por convênios, acordo ou ajuste) da União para os Estados e dos Estados para os municípios para a realização de despesas correntes de pessoal. Confira com grifos nossos: Art. 167. São vedados: ... X – a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipa- ção de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni- cípios. Vamos apontar os erros das demais alternativas: b) Errada. A nossa Carta Magna não admite a acumulação de dois cargos técnico-científicos, ainda que haja compatibilidade de horários, conforme artigo 37, XVI. c) Errada. A regra é a de que os órgãos públicos só podem ser criados ou extintos mediante lei de iniciativa do Presidente da República, conforme determina o artigo 61, § 1º, II da nossa CF/1988. Embora não exista vedação expressa, como uma MP deve tratar de assunto relevan- te e urgente, esse não é o caso da criação ou extinção de órgão público. d) Errada. É possível sim vincular imposto para as ações de serviço em saúde ou manutenção e desenvolvimento de ensino como dispõe o artigo 167, IV da CF/1988. Além disso, o artigo 212 da CF fortalece mais essa possibilidade, transformando-se em obrigatoriedade. e) Errada. Para viabilizar projetos vinculados à área de ciência, tecnologia e inovação é permi- tido o remanejamento de recursos de uma categoria de programação para outra sem autoriza- ção legislativa, como medida de eficiência do setor, conforme previsão do artigo 167, § 5º da CF/1988, incluído pela Emenda Constitucional 85/2015. Letra a. O conteúdodeste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 116 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 091. (CESPE/COGE-CE/AUDITOR/2019) De acordo com as disposições constitucionais acer- ca de orçamento público, é de iniciativa privativa do presidente da República projeto de lei ordinária que disponha sobre a) as diretrizes orçamentárias, que será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efei- to decorrente de isenções e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia sobre as receitas e despesas. b) o orçamento anual, que compreende, entre outros, o orçamento fiscal referente aos poderes da União e o orçamento da seguridade social. c) o plano plurianual, cujo objetivo é orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual e estabe- lecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. d) as normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta, bem como sobre as condições para a instituição e para o funcionamento de fundos. e) a abertura de crédito extraordinário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de calamidade pública, sendo vedada a edição de medida provisória para esse fim. A resposta da questão está na literalidade do artigo 165, § 5º, I, II e III da CF/1988. Confira com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: ... § 5º A Lei Orçamentária Anual compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da adminis- tração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Vamos apontar os erros das demais alternativas: a) Errada. O mencionado demonstrativo deve constar na LOA e não na LDO como consta no parágrafo 6º do artigo 165 da CF/1988. Confira com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: ... § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabe- lecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. ... O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 117 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. c) Errada. Essa competência é da LDO, segundo o artigo 165, § 2º da CF/1988, anteriormente reproduzida. d) Errada. Tais normas serão estabelecidas por lei complementar, conforme previsão do artigo 165, § 9º, II. Confira com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: ... § 9º Cabe à lei complementar: ... II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. e) Errada. Os créditos extraordinários serão abertos por MP – Medida Provisória – conforme disposto no artigo 167, § 3º, e no artigo 62 da nossa Carta Magna. Confira com grifos nossos: Art. 167. São vedados: ... § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevi- síveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, obser- vado o disposto no art. 62. Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provi- sórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. Letra b. 092. (VUNESP/2016/IPSMI/TÉCNICO) A Constituição de 1988, em seu art. 165, na seção denominada “Dos Orçamentos”, introduziu o que se pode chamar de um processo integrado de alocação de recursos, compreendendo as atividades de planejamento e orçamento. Assinale a alternativa cujo instrumento irá dispor sobre alterações na legislação tributária. a) Plano Plurianual. b) Lei de Diretrizes Orçamentárias. c) Lei Orçamentária Anual. d) Lei de Responsabilidade Fiscal. e) Lei de Licitações Públicas. Vamos avaliar as alternativas e escolher a correta. �a) Essa alternativa está errada, já que o PPA é regido pelo § 1º do artigo 165 da CF/88 que diz: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 118 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. �b) Essa alternativa está correta e é o gabarito, pois a LDO é regida pelo § 2º do artigo 165 da CF/88 que diz (com grifos nossos): § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabe- lecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. �c) Essa também está errada, pois de acordo com o artigo 2 da Lei 4.320/64: Art. 2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade universalidade e anualidade. Observe que não existe previsão acerca de dispor sobre alterações na legislação tributária. d) Errada, já que a LRF (LC 101/2000) não dispõe acerca de alterações na legislação tributária, tratando, em verdade, normas relativas à responsabilidade fiscal no trato das finanças públicas. e) Errada, já que a Lei 8666/93 não dispõe acerca de alterações na legislação tributária, tratando, em verdade, normas relativas a licitações e contratações no âmbito da Administração Pública. Letra b. 093. (VUNESP/2016/IPSMI/TÉCNICO) Toda ação do Governo está estruturada em progra- mas orientados à realização dos objetivos estratégicos para o período de quatro anos definido a) no Plano Estratégico do Governo – PEG. b) no Orçamento-Programa. c) na Lei de Diretrizes Orçamentárias. d) no Plano Plurianual. e) no Orçamento Base Zero. O Orçamento Público, seja ela do tipo Orçamento-Programa ou Orçamento Base Zero é a Lei Orçamentária Anual (LOA) que, como o próprio nome indica, é para o período- PPA, da Lei de Dire- trizes Orçamentárias - LDO e da Lei Orçamentária Anual – LOA. Assim, contrariando a previsão da CF/1988, a lei que regulamentou o exercício financeiro, período durante o qual o Estado realiza a sua atividade financeira, arrecadando receitas e exe- cutando despesas, é a Lei n. 4.320/1964, editada e publicada originalmente como lei ordinária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon ENTRETANTO, NÃO se pode afirmar, que pelo fato de ser uma lei pretérita à CF/1988, que inaugurou um novo ordenamento jurídico no Brasil a partir daquele ano, e que vai contra o que diz a norma do artigo 165, § 9º, I, da CF/1988 foi automaticamente revogada com a publicação da Lei Maior. Na verdade, a Lei n. 4.320/1964 não foi revogada, mas sim recepcionada como se Lei Complementar fosse. Assim, de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Fe- deral (ADI 1726), a Lei n. 4.320/1964 foi recepcionada com o status de lei complementar pe- rante o texto constitucional de 1988, apesar da sua forma originária de lei ordinária. Em suma, a Lei n. 4.320/1964 é uma lei formalmente ordinária, aprovada por meio de pro- cesso legislativo ordinário, quórum de deliberação parlamentar maioria simples, e material- mente complementar, pois a matéria que ela trata é de Lei Complementar, com fulcro no artigo 165, § 9º, I, CF/1988. Desse modo, pelo fato de a Lei n. 4.320/1964 ter sido recepcionada pelo atual ordena- mento jurídico brasileiro, ditado pela Carta Magna de 1988, com status de lei complementar, somente poderá ser alterada por uma lei federal de mesma matéria, e por Lei Complementar. O PULO DO GATO Mesmo sendo uma lei formalmente ordinária e materialmente complementar, a Lei n. 4.320/1964 somente poderá ser alterada, desde a vigência da atual Constituição, por uma lei complementar tanto quanto à forma e quanto à matéria. É importante deixar claro que o Direito Financeiro e o Orçamentário não são normatizados apenas pela CF/1988 e pela Lei n. 4.320/1964, pois a Lei Complementar n. 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF) também tem relevante importância. Além dessas 2 Leis Complementares, temos as Leis do PPA, da LDO e da LOA e de créditos adicionais, que serão apresentadas ao longo do curso. Ao longo do curso também faremos menções às jurisprudências mais significativas do STF e a dispositivos infra legais como o Decreto 93.872/1986 e aos Manuais MTO – Manual Técnico do Orçamento e MCASP – Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Veja a pirâmide das fontes do Direito Financeiro e Orçamentário: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Constituição Federal Lei Complementares Art. 165, § 9º, da CF/88 Lei de Responsabilidade Decretos Portarias PPA – LDO – LOA Crédito Adicionais Somente Créditos Extraordinários Fontes Leis Ordinárias Medidas Provisórias Jurisprudência Demais normas secundárias A Doutrina classifica as fontes em fontes formais (primárias e secundárias) e fontes materiais. Enquanto as fontes formais são as regras escritas, ou seja, o direito positivado, as fontes materiais são atos que exprimem fatos. As fontes formais, por sua vez são classificadas em fontes primárias, que são as principais, e em fontes secundárias. Como exposto, as fontes primárias principais do Direito Financeiro são: • a Constituição Federal de 1988; • as leis ordinárias e complementares; • os tratados e convenções internacionais; • medidas provisórias; • leis delegadas (campo restrito); • decretos legislativos; e • resoluções do Senado Federal. Registre-se que os demais decretos, regulamentos e atos normativos (como as portarias) são fontes secundárias. 1.5. PrIncíPIos GEraIs do dIrEIto FInancEIro Além dos Princípios Orçamentários, que estudaremos adiante, temos também os Princí- pios do Direito Financeiro: Legalidade, Economicidade, Transparência, Publicidade e Respon- sabilidade Fiscal. Vale a pena conhecê-los. DICA! É importante deixar claro que os Princípios Gerais do Direito Financeiro são Princípios aplicáveis à Atividade Financeira do O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Estado – AFE de forma mais ampla, enquanto os Princípios Orçamentários devem ser aplicados apenas à elaboração do Orçamento Público. 1.5.1. Princípio da Legalidade No que tange ao Direito Financeiro, o Princípio da Legalidade pode ser visto tanto do lado das despesas públicas quanto do lado das receitas. Em relação à despesa pública, é importante deixar claro que o princípio da legalidade é apli- cado de modo diferenciado, quando consideradas as despesas ordinárias e extraordinárias. Guarde que para as despesas chamadas despesas ordinárias, É importante destacar que elas devem obrigatoriamente ser autorizadas em lei, ou seja com anuência do Poder Legisla- tivo, obedecendo estritamente ao Princípio da Legalidade. Já para as despesas extraordinárias, a situação é diferente. Por derivarem de fatos impre- visíveis e visarem a satisfação de necessidades públicas urgentes, podem ser autorizadas por Medidas Provisórias do Poder Executivo, ficando a autoridade pública que as executar, pessoalmente responsável pela existência dos requisitos da imprevisibilidade e da urgência. Desta forma, pode-se afirmar que as despesas extraordinárias são uma exceção ao princípio da legalidade estrito. Interessante saber que o Princípio da Legalidade, antes de ser um preceito administrativo fundamental, constitui-se, na verdade, em uma regra consagrada pela doutrina e em textos constitucionais mundo afora. Conhecemos aquele velho dispositivo constitucional que nos diz que “ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa a não ser em virtude de lei”. Esse princípio visa com- bater o poder arbitrário. Só a lei pode criar obrigação para o indivíduo. Assim, o princípio da legalidade serve para garantir que o Estado apenas exija ações dos particulares diante da aprovação uma de lei. Entretanto, no âmbito da administração pública, a situação é inversa, ou seja, a autoridade só poderá desempenhar as suas funções dentro do que determina a lei. Nessa pegada, um servidor público, no exercício de suas atribuições, somente poderá exigir das pessoas fazer ou deixar de fazer alguma coisa na hipótese da ocorrência de lei que as obrigue. Assim, precisa de lei que determine ou autorize a despesa pública. Enquanto para nós, povo, é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíba, a aplicação de re- cursos públicos somente poderá ser realizada se a LOA ou um crédito adicional (suplementar ou especial) autorizar o respectivo gasto, ou seja, o princípio da legalidade no que diz respeito à despesa pública, depende à prévia autorização legislativa, com exceção da abertura de crédi-de um ano, o que já torna as alternativas B e E falsas. Atente também ao fato de que o Orçamento tem mais a ver com aspectos operacionais de curto prazo do que com o planejamento estratégico de médio prazo. A sua dúvida deve ter sido escolher entre as assertivas A e D, que aparentemente são as duas assertivas que representam o planejamento de médio/longo prazo do Governo. Importante destacar que o PEG é uma ferramenta de gestão de planejamento de longo prazo usada por qualquer organização, não tendo um prazo determinado e não tendo previsão cons- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 119 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon titucional. Como instrumento de Gestão, pode/deve ser usado antes da elaboração do PPA, a seguir comentado. Assim, a assertiva A é Falsa. Já o PPA é o instrumento de médio/longo prazo previsto constitucionalmente com o fito de es- tabelecer as prioridades e direcionar as ações do Governo para o prazo de 4 anos. O parágrafo 2º do inciso II do artigo 35 do ADCT dispõe que o PPA tem prazo de 4 anos. Assim, a alternativa correta é a D. Por fim, a LDO é anual e tem a função de ser o elo de ligação entre a LOA (curto prazo) e o PPA (longo prazo) o que torna a alternativa C falsa. Letra d. 094. (VUNESP/2016/IPSMI/TÉCNICO) O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para União, Estados, Distrito Federal e Municípios deverá ser elaborado respeitando as diretrizes e priorida- des estabelecidas: a) no PPA. b) no Orçamento-Programa. c) na LRF. d) no Plano Estratégico de Governo. e) na LDO. �A LDO, que deve ser compatível com o PPA, estabelece, entre outros, o conjunto de metas e prio- ridades da Administração Pública Federal e orienta a elaboração da LOA para o ano seguinte. Letra e. 095. (VUNESP/2015/PREFEITURA-SP/ANALISTA) Segundo entendimento do Supremo Tri- bunal Federal, as leis que disciplinam a matéria orçamentária são de iniciativa a) concorrente dos Poderes Legislativo e Executivo. b) privativa do Poder Legislativo. c) residual do Poder Executivo. d) exclusiva do Poder Executivo. e) exclusiva do Poder Legislativo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 120 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon �Essa competência é privativa do presidente da República (Inciso XXIII, do art. 84, da CF). Entretanto, se o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei orçamentária anual é de com- petência privativa (art. 84, caput, inciso XXIII) do chefe do Poder Executivo, e o parágra- fo único do mesmo artigo não menciona explicitamente o inciso XXIII como possibilidade de delegação pelo Presidente da República da matéria nele constante, significa dizer que a iniciativa do orçamento público é indelegável. Assim, o Doutrinador Alexandre de Moraes, agora Ministro do STF e, portanto, “produtor” de jurisprudência, prefere então chamá-la de competência exclusiva. Letra d. 096. (VUNESP/2015/PREFEITURA-SP/ANALISTA) Os instrumentos de planejamento e orça- mento definidos pela Constituição Federal de 1988 são compostos por: Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). Com relação a esses instrumentos, assinale a alternativa correta. a) O Plano Plurianual tem como papel fundamental ajustar as ações de governo às possibilida- des de caixa do Tesouro Nacional. b) O Plano Plurianual pode ser desmembrado em três grandes conjuntos: orçamento fiscal, orçamento da seguridade social e orçamento de investimento das estatais. c) A Lei de Diretrizes Orçamentárias é o instrumento que representa a hierarquia mais alta, considerando os demais instrumentos (PPA e LOA). d) A Lei Orçamentária Anual estima receitas e fixa despesas para um exercício financeiro. e) A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem vigência de quatro anos e enuncia as políticas públi- cas que serão prioridades para o governo nesse período. Vamos analisar as alternativas e marcar a correta. a) Errada, pois a LOA deve ajustar o PPA e a LDO à realidade financeira do país, em função das receitas nela previstas e as despesas nela fixadas. b) Errada, pois a LOA é uma só Lei, embora contemple três subdivisões (fiscal, da seguridade social e de investimento das estatais) é uma única Lei. c) Errada, pois, em verdade, o PPA a princípio está hierarquicamente acima, servindo de refe- rência tanto para a LDO quanto para a LOA. d) Certa! É o que diz o § 8º do artigo 165 da CF/88. Confira: § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 121 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon e) Errada, já que é o PPA vige por 4 anos, enquanto a LDO por 1. Letra d. 097. (VUNESP/2015/PREFEITURA-SP/ANALISTA) A respeito do Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), assinale a alternati- va correta. a) O PPA estrutura ações de Estado para quatro anos e orienta processos anuais via LDO e LOA. b) O PPA, a LDO e a LOA são instrumentos de planejamento orçamentário criados no Decreto Lei n. 200/67. c) O PPA norteia a elaboração da LOA que, por sua vez, norteia a elaboração da LDO. d) O PPA é lei proposta pelo poder legislativo a cada quatro anos. e) O PPA é instrumento de planejamento correspondente aos mandatos governamentais. Vamos analisar as alternativas e marcar a correta. �a) Certa! Está de acordo com o caput do artigo 165 da CF/88 e com o seu § 1º. Confira: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Assim, o PPA é destinado a organizar e viabilizar a ação pública, com vistas a cumprir os fun- damentos e os objetivos da República, sendo por meio dele declarado o conjunto das políticas públicas do governo para um período de quatro anos e os caminhos trilhados para viabilizar as metas previstas, construindo um Brasil melhor. O PPA orienta o Estado e a sociedade no sentido de viabilizar os objetivos da República. O Plano apresenta a visão de futuro para o País, macrodesafios e valores que guiam o comportamento para o conjunto da Administração Pública Federal. b) Errada, já que o modelo orçamentário pátrio tem a sua gênese na própria CF/88, nos artigos 165 a 169. c) Errada, pois embora o PPA de fato norteie a elaboração da LOA, a LOA por sua vez NÃO nor- teia a elaboração da LDO, mas sim a LDO norteia a elaboração da LOA.d) Errada, pois todos os três instrumentos orçamentários são de iniciativa do Poder Executi- vo. Confira: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 122 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. �e) Errada, já que o prazo do PPA NÃO coincide com o mandato do chefe do Poder Executivo. O artigo 35, § 2º, do ADCT combinado com o artigo 165, § 9º, I e II, nos dizem que: Artigo 165, § 9º Cabe à lei complementar: I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual; II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos”. Artigo 35, § 2º, do ADCT § 2º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas: I – o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do manda- to presidencial subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primei- ro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa; II – o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro perí- odo da sessão legislativa. Letra a. 098. (VUNESP/2015/CRO-SP/ASSISTENTE) As metas, as diretrizes, os limites e os objetivos do orçamento público e da responsabilidade fiscal, estarão traduzidos a) pelo Plano Plurianual, pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, pela Lei Orçamentária Anual e pela lei que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orça- mentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. b) pelo Plano Plurianual, pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e pela Lei Orçamentária Anual. c) pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e pela Lei de Orçamento Anual, somente. d) pelo Plano Plurianual e pela Lei Orçamentária Anual, somente. e) pela lei que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orça- mentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. O examinador queria saber se o candidato conhecia os três instrumentos de planejamento or- çamentário, previstos na CF/88, na Lei 4.320/64 e na LRF. Esses instrumentos estão previstos nos incisos I a III do artigo 165 da CF/88. Confira: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 123 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 099. (VUNESP/2015/PREFEITURA-SP/AUDITOR-CORREIÇÃO) A competência constitucio- nal para legislar sobre orçamento é a) concorrente entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios. b) privativa da União. c) comum entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios. d) concorrente entre a União, Estados e Distrito Federal. e) privativa dos Estados, podendo ser suplementada pelos Municípios. A competência para legislar sobre orçamento, prevista no artigo 24, II, da CF/88, é concorrente entre a União, Estados e Distrito Federal: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: II – orçamento; Entretanto, o município também deverá legislar sobre normas orçamentárias, no âmbito de sua competência. Embora excluídos do rol do artigo 24, os Municípios, por força do artigo 30, legislam sobre matérias de interesse local, suplementam a legislação estadual no que couber e ainda instituem e arrecadam seus tributos e aplicam suas rendas, sem prejuízo da prestação de contas contábil. Assim, essa competência pressupõe, naturalmente, dispor sobre o próprio orçamento, instituindo o plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual municipal. Confira: Art. 30. Compete aos Municípios: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; III – instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem preju- ízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; Letra d. 100. (VUNESP/2015/PREFEITURA-SP/AUDITOR-CI) Dentro do ciclo orçamentário, a fase de aprovação é de competência do a) Tribunal de Contas. b) Poder Judiciário. c) Poder Legislativo. d) Poder Executivo. e) Banco Central. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 124 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Feito o planejamento, o Poder Executivo deve encaminhar ao Poder Legislativo o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias LDO, inovação da Constituição Federal de 1988, que constitui o elo entre planejamento e orçamento. Em seguida, a proposta para a LOA do exercício subsequente é encaminhada ao Poder Legis- lativo, que deve aprova-se após ter se assegurado de que existe compatibilidade com a LDO e com o PPA. Letra c. 101. (VUNESP/2015/CRO-SP/ASSISTENTE) As metas, as diretrizes, os limites e os objetivos, do orçamento público e da responsabilidade fiscal, estarão traduzidos a) pelo Plano Plurianual, pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, pela Lei Orçamentária Anual e pela lei que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orça- mentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. b) pelo Plano Plurianual, pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e pela Lei Orçamentária Anual. c) pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e pela Lei de Orçamento Anual, somente. d) pelo Plano Plurianual e pela Lei Orçamentária Anual, somente. e) pela lei que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orça- mentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. O examinador queria saber se o candidato conhecia os três instrumentos de planejamento or- çamentário, previstos na CF/88, na Lei 4.320/64 e na LRF. Esses instrumentos estão previstos nos incisos I a III do artigo 165 da CF/88. Confira: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. Letra b. 102. (VUNESP/2014/TJ-PA/ANALISTA) O envio ao Congresso Nacional do plano plurianual, do projeto de lei de diretrizes orçamentárias e das propostas de orçamento previstos na Cons- tituição Federal, é competência privativa do a) Ministro da Fazenda. b) Ministro do Planejamento. c) Presidente do Tribunal de Contas da União. d) Presidente da República. e) Ministro Chefe da Casa Civil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meiose a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 125 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Nenhuma proposta orçamentária, nem mesmo a do Poder Legislativo, pode ser encaminhada diretamente ao Congresso Nacional. Essa competência é privativa do Presidente da República (Inciso XXIII, do art. 84, da CF). Letra d. 103. (VUNESP/2014/TJ-PA/ANALISTA) A lei orçamentária anual, de acordo com a Constitui- ção Federal em vigor, não veda a a) realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orça- mentários ou adicionais. b) realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital não autorizadas. c) abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indica- ção dos recursos correspondentes. d) transposição, remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra, sem prévia autorização legislativa. e) abertura de crédito extraordinário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública. Conforme determina o artigo 167, § 3º, da CF/88 não se trata de hipótese de vedação a abertu- ra de crédito extraordinário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decor- rentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública. As demais alternativas fazem parte do rol de vedações determinados pelo artigo 167 da CF/88. Letra e. 104. (VUNESP/2014/TJ-PA/ANALISTA) Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão o plano plurianual que, de forma ____________, contemplarão as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de ______________ e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de ______________. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase. a) setorial... custeio... educação b) local... investimento... saúde c) descentralizada... execução... qualificação d) centralizada... financiamento... curta duração e) regionalizada... capital... duração continuada O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 126 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon O PPA é detalhado no § 1º do artigo 165 da CF/88. Confira com grifos nossos a resposta da questão. § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objeti- vos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorren- tes e para as relativas aos programas de duração continuada. Letra e. 105. (VUNESP/2014/TJ-PA/ANALISTA) Segundo a Constituição Federal, nenhum investimen- to, cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, poderá ser iniciado sem prévia inclusão no(a) __________, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. A lacuna da frase será corretamente preenchida por: a) Lei de Diretrizes Orçamentárias b) Orçamento Anual c) Plano de Ação Governamental d) Plano de Aceleração do Crescimento e) Plano Plurianual A vedação em tela é detalhada no § 1º do artigo 167 da CF/88. Confira com grifos nossos a resposta da questão. § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. Letra e. 106. (VUNESP/2014/DESENVOLVE/ECONOMISTA) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) compreenderá a) os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos no orçamento e serão ela- borados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional. b) o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. c) o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, dete- nha a maioria do capital social com direito a voto. d) as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capi- tal para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 127 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. e) o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vincula- dos, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e man- tidos pelo Poder Público. A LDO tem seu conteúdo básico definido no § 2º do artigo 165 da CF/88. Questão do tipo “cara crachá” com a norma. Confira: § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabe- lecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Letra d. 107. (VUNESP/2013/PROCON-SP/ANALISTA) O instrumento de planejamento governamen- tal de médio prazo, previsto no artigo 165 da Constituição Federal, é a) a Lei de Diretrizes Orçamentárias. b) a Lei Orçamentária. c) a Lei de Responsabilidade Fiscal. d) a Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993. e) o Plano Plurianual. A LDO e LOA são instrumentos de curto prazo, pois vigem por um ano, o que torna as alterna- tivas A e B falsas. A LRF e a Lei de licitações e contratos não são instrumentos de planejamento governamental, o que torna as alternativas C e D falsas. A alternativa correta é a E, já que o PPA vige por 4 anos. Confira, com grifos nossos, o que dis- põe o § 1º do artigo 165 da CF/88, combinado com o artigo 35, § 2º, do ADCT, acerca do PPA: § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objeti- vos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorren- tes e para as relativas aos programas de duração continuada. Artigo 35, § 2º, do ADCT § 2º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas: I – o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do man- dato presidencial subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa; Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 128 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na ConstituiçãoFederal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 108. (VUNESP/2012/PREFEITURA-SJC/AUDITOR) O instrumento legal que representa a últi- ma etapa da decisão legislativa e que apropria fontes de receita à programação das despesas é a) a Lei Orçamentária Anual – LOA. b) a Lei da Responsabilidade Fiscal – LRF. c) o Plano Plurianual – PPA. d) o Código de Contabilidade da União – CCU. e) a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO. É LOA que representa a última etapa da decisão legislativa e que apropria fontes de receita à programação das despesas, já que cabe à LOA apresentar as receitas previstas e as despe- sas fixadas. Letra a. 109. (FGV/2018/CÂMARA-SALVADOR/ANALISTA) Os instrumentos de planejamento previs- tos na Constituição da República de 1988 apresentados na figura têm prazos e conteúdos es- pecíficos para auxiliar na gestão e no controle dos recursos públicos. Esses instrumentos são elaborados sob a forma de lei, com a seguinte configuração: a) apenas o PPA e a LOA são elaborados por iniciativa do Poder Executivo; b) apenas a LDO e a LOA são elaboradas por iniciativa do Poder Executivo; c) a LOA é elaborada por uma comissão mista com representantes dos Poderes Executivo e Legislativo; d) todos os instrumentos são elaborados por iniciativa do Poder Executivo; e) todos os instrumentos são elaborados por iniciativa do Poder Legislativo. De acordo com o artigo 165 da nossa Constituição Federal, todos os instrumentos são elabo- rados por iniciativa do Poder Executivo. Confira com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. Letra d. 110. (FGV/2018/CÂMARA-SALVADOR/ESPECIALISTA) O Vereador João, ao analisar o pro- jeto de Lei Orçamentária Anual apresentado pelo Chefe do Poder Executivo, decidiu apresentar uma emenda que se mostrava plenamente compatível com o plano plurianual e a Lei de Dire- trizes Orçamentárias. Ocorre que, para apresentá-la, deveria indicar os recursos necessários. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 129 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon À luz da sistemática constitucional, esses recursos podem advir da anulação de despesas que digam respeito a: a) dotações para pessoal; b) serviço da dívida; c) programas sociais; d) transferências tributárias para outros Municípios; e) dotações para encargo de pessoal. Com exceção da alternativa C (programas sociais), todas as alternativas estão erradas, já que são vedações contidas no texto constitucional. Confira o artigo 166, § 3º, II, da nossa CF/88, com grifos nossos: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. ........ § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; Letra c. 111. (FGV/2018/ALERO/ADVOGADO) O governador do Estado encaminhou o projeto de lei orçamentária anual à Assembleia Legislativa. Um grupo de Deputados Estaduais, sensibilizado pelos interesses da coletividade, decidiu apresentar uma emenda modificativa ao projeto, de modo a ampliar os recursos destinados a determinado programa na área de saúde, já previsto no projeto. À luz da sistemática constitucional, sobre a aprovação dessa emenda, que se mostra compa- tível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias, assinale a afirmativa correta. a) Exige a anulação de despesa, ressalvadas apenas as concernentes às dotações para pesso- al e seus encargos e às transferências constitucionais para os Municípios. b) Exige a anulação de despesa, ressalvadas apenas as que digam respeito ao serviço da dívi- da e às transferências tributárias constitucionais para os Municípios. c) Exige a anulação de despesa, inexistindo óbice à anulação daquelas concernentes à aquisi- ção de bens de capital. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 130 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon d) Exige a anulação de despesa, qualquer que seja a sua natureza. e) Depende tão somente da aquiescência do Chefe do Poder Executivo. A emenda parlamentar da questão em tela é SIM compatível com o PPA e com a LDO, podendo ser aprovada se apresentar os recursos orçamentários necessários. Assim, esses devem ser provenientes de anulação de despesas, conforme manda o artigo 166, §3º, I e II, da CF/88. Perceba que pelo fato de a aquisição de bens de capital não estar elencada no rol do inciso II abaixo transcrito não há impedimento quanto à anulação desta despesa. Confira, com gri- fos nossos: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal. Letra c. 112. (FGV/2018/CGM-NITERÓI/ANALISTA) O Prefeito Municipal encaminhou o projeto de lei orçamentária anual à Câmara Municipal. Para sua surpresa, no texto aprovado, foram anula- das, parcialmente, as despesas destinadas ao pagamento de pessoal, que permitiriam o cum- primento da lei municipal que aumentara os vencimentos dos servidores, a partir do exercício financeiro seguinte. Os recursos, por sua vez, foram destinados à implementação de progra- mas sociais nas áreas de saúde e educação. À luz da sistemática constitucional, o procedimento da Câmara Municipal está a) correto, pois esta pode apreciar livremente o projeto de lei orçamentária, podendo anular e criar as despesas que melhor lhe aprouverem. b) incorreto, pois os recursos destinados à implementação dos programas sociais não pode- riam resultar da anulação, ainda que parcial, das despesas com pessoal. c) correto, pois esta somente está autorizada a destinar recursos à implementação de progra- mas sociais caso resultem da anulação de despesas com pessoal. d) incorreto, pois o projeto de lei orçamentária anual apresentado pelo chefe do Poder Executi- vo não pode sofrer alterações no Legislativo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br131 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon e) correto, pois esta somente pode criar uma despesa quando indica os recursos necessários, os quais devem resultar da anulação de outra, qualquer que seja ela. A CF/88 veda esse tipo de remanejamento orçamentário em seu art. 166, § 3º, II, “a”. Confira com grifos nossos: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. ... § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou III – sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; ou b) com os dispositivos do texto do projeto de lei”. Vamos apontar os erros das demais alternativas: a) Errada, já que nesse ponto a CF/88 estabeleceu limites à anulação de despesas. c) Errada, já que a CF/88 não autoriza a subtração de despesas de pessoal para a realização de outras despesas. d) Errada, já que Projeto de Lei apresentado pelo Chefe do Poder Executivo pode sofrer emen- das no Legislativo, observados os limites que a própria Constituição impõe (art. 166, §§ 2º e 3º, CF/88). e) Errada, já que Projeto de Lei apresentado pelo Chefe do Poder Executivo pode sofrer emendas no Legislativo, observados os limites que a própria Constituição impõe (art. 166, §§ 2º e 3º, CF/88). Letra b. 113. (FGV/2017/ALERJ/PROCURADOR) A Emenda Constitucional n. 86/2015 (que torna obri- gatória a execução de emendas individuais ao projeto de lei orçamentária no limite de 1,2% da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Executivo, sendo que a metade desse percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde), veio a consagrar, ainda que parcialmente, aquilo que em sede doutrinária convenciona-se denominar orçamento: a) facultativo; b) discricionário; c) impositivo; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 132 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon d) autorizativo; e) formal. Com a Emenda Constitucional n. 86/2015, apelidada de PEC do Orçamento Impositivo, que torna obrigatória a execução de emendas individuais ao projeto de lei orçamentária no limite de 1,2% da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Executivo, sendo que a metade desse percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde, apenas uma pequena parte do orçamento deixou de ser autorizativo e passou a ser impositivo. Letra c. 114. (FGV/2016/MRE/DIPLOMATA) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é um instrumen- to que auxilia no planejamento orçamentário das entidades públicas brasileiras, a partir das disposições constitucionais e legais. Considerando tais disposições, é correto afirmar que a LDO deve: a) apresentar o orçamento fiscal para cada poder e órgão da administração direta; b) apresentar o orçamento de investimento das empresas estatais; c) consignar dotação para investimentos com prazo superior a doze meses; d) dispor sobre as alterações na legislação tributária; e) ser elaborada no primeiro ano de mandato para vigência nos demais anos. A resposta está na literalidade do § 2º do artigo 165 da CF/88. Repare com grifos nossos: § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabe- lecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Letra d. 115. (FCC/2019/PREFEITURA-RECIFE /ANALISTA) Será compatível com a disciplina das fi- nanças públicas na Constituição Federal a hipótese em que a) a União deixe de efetuar ao Município transferência relativa à execução de programação orçamentária proveniente da aprovação de emenda parlamentar individual ao projeto de lei orçamentária federal, por estar o Município em situação de inadimplência. b) o Município considere, como integrante da base de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação do limite de despesa de pessoal fixado em lei complementar, a transferên- cia da União relativa à execução de programação orçamentária proveniente da aprovação de emenda parlamentar individual ao projeto de lei orçamentária federal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 133 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon c) haja o remanejamento de recursos de uma categoria de programação para outra, mediante ato do Poder Executivo, independentemente de prévia autorização legislativa, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de realizar projeto restrito a uma dessas funções. d) haja vinculação de receitas geradas pelo produto da arrecadação do imposto do Estado so- bre a propriedade de veículos automotores pertencente ao Município para o fim de pagamento de débitos do Município para com o próprio Estado. e) o servidor público municipal não estável seja exonerado, a fim de o Município cumprir limite de despesa com pessoal estabelecido em lei complementar, mediante indenização correspon- dente a um mês de remuneração por ano de serviço. Para acertar essa questão é necessário ter em mente as modificações que a Emenda Constitu- cional 85/2015 trouxe para o artigo 167 da nossa CF/88, especialmente a exceção à vedação do inciso VI, quando introduziu o § 5º no artigo 167. Confira com grifos nossos: Art. 167. São vedados: (...) VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; (...) § 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inova- ção, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo”. Vamos agora apontar os erros das demais alternativas: a) Errada, já que com a EC 86/2015, a execução da programação orçamentária das Emendas Parlamentares individuais, aprovadas na forma do artigo 166, § 2º, 3º e 4º da CF/88, passou a ser impositiva/obrigatória. b) Errada, já que, em verdade, tal parcela deve ser excluída do cálculo da RCL – Receita Corren- te Líquida, conforme artigo 166 § 13 da CF/88. d) Errada, já que de acordo com o artigo 167, § 4º, da nossa Constituição Federal de 1988, é sim permitida a vinculação de tais receitas transferidas na forma do artigo 158, III, relativas à quota do IPVA pertencente aos municípios para a prestação degarantia ou contra garantia à União e para pagamento de seus débitos. e) Errada, já que no artigo 169, § 4º, da CF temos a possibilidade de perda do cargo do servidor público estável, por excesso de despesas de pessoal, além das hipóteses previstas no artigo 41, § 1º, da nossa Carta Magna. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 134 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 116. (FCC/2018/CLDF/CONSULTOR) A fim de adequar a despesa com pessoal ativo e inati- vo ao limite estabelecido em lei complementar federal, o Governador de determinado Estado promoveu a redução em 30% das despesas com cargos em comissão e funções de confian- ça, além de ter exonerado servidores ocupantes de cargos efetivos há menos de 3 anos em exercício. Nessa hipótese, o Governador do Estado procedeu de modo a) compatível com a Constituição Federal, fazendo, no entanto, os servidores que houverem perdido os cargos nas referidas condições jus à indenização correspondente a um mês de re- muneração por ano de serviço. b) compatível com a Constituição Federal, considerando-se extintos os cargos objeto de redu- ção, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. c) incompatível com a Constituição Federal apenas no que se refere aos servidores ocupantes de cargo efetivo, que farão jus à reintegração ao serviço. d) incompatível com a Constituição Federal apenas em relação aos cargos em comissão e funções de confiança, por ter extrapolado o limite estipulado constitucionalmente, sendo ainda assegurada aos ocupantes de cargo efetivo indenização correspondente a um mês de remu- neração por ano de serviço. e) incompatível com a Constituição Federal, tanto em relação aos ocupantes de cargos em confiança, que fazem jus à indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço, quanto em relação aos ocupantes de cargo efetivo, que fazem jus à reintegração ao serviço. Ao promover a redução em 30% das despesas com cargos em comissão e funções de confian- ça, além de ter exonerado servidores ocupantes de cargos efetivos há menos de 3 anos em exercício, o Governador do Estado procedeu de modo compatível com a Constituição Federal, considerando-se extintos os cargos objeto de redução, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos, em consonância com as regras previstas no artigo 169 § 3º, I e II, da CF/88, já que a medida do Governador re- duziu em mais de 20% os cargos em comissão e previu a demissão de servidores não estáveis (com menos de 3 anos de efetivo serviço), ressaltando-se que mesmo os servidores estáveis poderão perder o cargo, caso não atendidos os limites da LRF após as medidas tomadas ante- riormente, conforme determina nossa CF/88 em seu artigo 164, § 4º. As demais alternativas são falsas, já que somente o servidor estável que tiver perdido o cargo em consonância com o artigo 169, § 4º tem direito à indenização, conforme manda o artigo 169, § 4º, também da nossa CF/88. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 135 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 117. (FCC/2018/SEFAZ-SC/AUDITOR) De acordo com a disciplina constitucional em matéria de lei orçamentária anual federal, a) cabe a uma comissão mista permanente de Senadores e Deputados, dentre outras compe- tências, examinar e emitir parecer sobre o respectivo projeto de lei e exercer o acompanhamen- to e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congres- so Nacional e de suas Casas. b) é vedada a aprovação de emendas parlamentares ao projeto de lei orçamentária anual na hipótese de os respectivos recursos serem provenientes de anulação de despesas. c) os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, me- diante créditos especiais ou suplementares, independentemente de prévia e específica autori- zação legislativa. d) as emendas individuais ao projeto de lei orçamentária anual serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto enca- minhado pelo Presidente da República, devendo dois terços desse percentual ser destinado a ações e serviços públicos de saúde. e) é obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações contidas na Lei Orça- mentária Anual, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior. A alternativa “a” se refere corretamente à chamada Comissão Mista de Planos, Orçamen- tos Públicos e Fiscalização com papel previsto no artigo 166, § 1º, da CF/88. Confira com grifos nossos: Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum. § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados: I – examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresenta- das anualmente pelo Presidente da República; II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previs- tos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58”. Vamos agora apontar os erros das demais alternativas: b) Errada, já que a anulação de despesas é hipótese, segundo o artigo 166, § 3º da CF/88, que permite a aprovação de emendas ao projeto de lei orçamentária. c) Errada, já que é necessária prévia e específica autorização legislativa, nos termos do artigo 166, § 8º, da nossa Carta Magna. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 136 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon d) Errada, já que, na verdade, nos termos do artigo 166, § 9º, da CF/88 metade desse percentual ser destinado a ações e serviços públicos de saúde e não dois terços como diz a alternativa. e) Errada, já que, de acordo com o artigo 166, § 9º, da CF/88 a obrigatoriedade é das emendas parlamentares individuais Letra a. 118. (FCC/2018/SEFAZ-SC/AUDITOR) Determinado Estado pretende instituir fundo para a me- lhoria do corpo de bombeiros, tendo como uma de suas receitas taxa cobrada pelo Estado em razão do poder de polícia exercido por aquele órgão estadual. Trata-se de pretensão a) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que é vedada a vinculação de receita tri- butária a órgão, fundo ou despesa. b) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que a arrecadação de taxa não pode ser vinculada a órgão, fundo ou despesa, mas apenas à arrecadação de impostospara os fins pre- vistos na Constituição Federal. c) compatível com a Constituição Federal, devendo o fundo ser instituído mediante prévia au- torização legislativa. d) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que é vedada a vinculação da arrecada- ção de taxa a órgão, fundo ou despesa até 31 de dezembro de 2023. e) compatível com a Constituição Federal, podendo o fundo ser constituído por decreto, inde- pendentemente de autorização legislativa. De acordo com o artigo 167, IX, da nossa CF/88 fica vedada a instituição de fundo sem a prévia autorização legislativa, sendo que a instituição de fundo para a melhoria do corpo de bombei- ros, tendo como uma de suas receitas taxa cobrada pelo Estado em razão do poder de polícia exercido por aquele órgão estadual é uma pretensão compatível com a Constituição Federal nos termos do seu artigo 145, II. Vamos apontar os erros das demais alternativas: a) Errada, já que a CF/88 em seu artigo 167, IV, proíbe a vinculação de receita de impostos e não de taxas. b) Errada, já que a CF/88 em seu artigo 167, IV proíbe a vinculação de receita de impostos e não de taxas. d) Errada, já que, em verdade, a desvinculação de receitas da União relativas a impostos, taxas e impostos, é no percentual de 30%, conforme nos obriga o artigo 76-A do ADCT da nossa CF/88, que tem origem na Emenda Constitucional 93/2016. e) Errada, já que só pode ser instituído por lei. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 137 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 119. (FCC/2018/TRT-6/ANALISTA) Sobre as finanças públicas, suas normas gerais e orça- mentos, dispõe a Constituição Federal que: a) leis de iniciativa do Poder Legislativo estabelecerão o plano plurianual, as diretrizes orça- mentárias e os orçamentos anuais. b) o Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Co- missão mista, da parte cuja alteração é proposta c) a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, ainda que referentes à autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito. d) cabe à lei ordinária estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da Administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. e) a lei que instituir o plano plurianual estabelecerá as metas e prioridades da Administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, e disporá sobre as alterações na legislação tributária. Podemos confirmar a correção da letra B pela literalidade do artigo 166, § 5º, da CF/88. Confira com grifos nossos: Art. 166.......... ......... § 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modifi- cação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta. PEGADINHA DA BANCA �Veja como a banca vai tentar lhe pegar nesse dispositivo de três formas: �1) O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a discussão, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta. (não é discussão, é votação) �ou �2) O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação do proje- to, na Comissão mista. (Não é do projeto, é da parte cuja alteração é proposta.) �ou 3) O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, no ple- nário, da parte cuja alteração é proposta. (Não é no Plenário, é na Comissão Mista.) Vamos agora apontar os erros das demais alternativas: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 138 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon �a) Na verdade, são leis de iniciativa do Poder Executivo: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. �c) Na verdade, temos uma exceção autorizada ao princípio da exclusividade orçamentária, prevista no art. 165, § 8º, da Constituição: Art. 165......... .......... § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. �d) Na verdade cabe à lei complementar (art. 165, § 9º, CF): Art. 165.......... .......... § 9º Cabe à lei complementar: I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual; II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. �e) Opa. É LDO, e não PPA. Confira com grifos nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e esta- belecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Letra b. 120. (FCC/2018/TRT-2/ANALISTA) Suponha que o Tribunal Superior do Trabalho pretende implementar, no exercício financeiro corrente, programa para dar celeridade à prestação juris- dicional, que demandará a admissão de servidores públicos. Todavia, os gastos com a exe- cução do programa não foram previstos na lei orçamentária anual vigente, assim como não O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 139 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon há previsão de dotações orçamentárias suficientes para atender às projeções de despesa de pessoal relativas às admissões de servidores públicos. Considerando que essas medidas são urgentes e de excepcional interesse público em face do expressivo aumento da litigiosidade, o Tribunal pretende executá-las sem que sejam alteradas as disposições da lei orçamentária,assim como dispensará a abertura de créditos adicionais, inclusive os extraordinários. Nessa situação, a Constituição Federal a) permite que seja iniciada a imediata execução do programa e que sejam realizadas despe- sas com a admissão de servidores públicos, uma vez que se trata de situação de excepcional interesse público. b) permite que seja implementado o programa e que sejam realizadas despesas com a admis- são de servidores públicos, desde que sejam autorizados por medida provisória. c) veda que seja implementado o programa, mas permite que sejam realizadas as despesas com a admissão dos servidores públicos, uma vez que as limitações constitucionais ao au- mento de despesas com pessoal não se aplicam aos gastos do Poder Judiciário. d) permite que seja implementado o programa, mas veda que sejam realizadas as despesas com a admissão dos servidores públicos, uma vez que haverá aumento de despesas com pes- soal não previstas em orçamento. e) veda que seja implementado o programa, assim como que sejam realizadas as despesas com a admissão dos servidores públicos. Sim, a iniciativa viola algumas das vedações constitucionais relativas a Direito Financeiro dis- postas no artigo 167 da nossa CF/88. Confira: Art. 167. São vedados: I – o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; II – a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orça- mentários ou adicionais; .......... V – a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indica- ção dos recursos correspondentes; VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; ........ § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade”. Importante destacar ainda que o artigo 169, § 1º, da CF/88, condiciona qualquer aumento de remuneração, criação de cargos, empregos e funções à previsão orçamentária e previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Veja: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 140 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, em- pregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: I – se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pes- soal e aos acréscimos dela decorrentes; II – se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista”. Podemos concluir, portanto, que o TST não pode dar início ao programa, pois este não foi inclu- ído na lei orçamentária (artigo 167, I). Como não há previsão de dotações orçamentárias para as despesas previstas, incorre em violação do inciso II do artigo 167 e artigo 169, § 1º, uma vez que não pretende abrir créditos adicionais, nem mesmo extraordinários. Vamos apontar os erros das demais alternativas: �a) Sem atender o disposto na CF/88, o TST não pode dar início à execução do programa. �b) Como é vedada a edição de medida provisória sobre leis de natureza orçamentária, com exceção de medidas provisórias (artigo 167, §3º, CF)/88, mas cuja situação disposta na alter- nativa b não se enquadra. Confira com grifos e observações nossas: Art. 167....... § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisí- veis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62 (abertura por medida provisória). �c) Errada, já que o Poder Judiciário está obrigatoriamente vinculado às disposições do artigo 169 da CF/88 acerca da limitação com despesas de pessoal. �d) Em verdade, não permite que seja implementado o programa, tendo em vista a série de ve- dações estabelecidas nos artigos 167 e 169 da CF/88. Letra e. 121. (FCC/2018/PGE-AP/PROCURADOR) Na hipótese de o Estado extrapolar o limite de gas- tos com pessoal previsto em lei complementar federal, essa situação a) autoriza a União a não repassar ao Estado o valor da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos pelo Estado, a qualquer título, suas autarquias e fundações que instituir e mantiver. b) pode justificar a exoneração de servidores titulares de cargos públicos estáveis, observados os requisitos constitucionais, dentre os quais o pagamento de indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. c) não pode ensejar a exoneração dos servidores titulares de cargos públicos efetivos, mas pode justificar a exoneração de servidores titulares de cargos públicos em comissão, observa- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 141 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon dos os requisitos constitucionais, dentre os quais o pagamento de indenização corresponden- te a um mês de remuneração por ano de serviço. d) pode justificar a colocação de servidores titulares de cargos públicos efetivos em disponi- bilidade, observados os requisitos constitucionais, dentre os quais o pagamento de remunera- ção mensal proporcional ao tempo de serviço. e) não pode ensejar a exoneração dos servidores titulares de cargos públicos efetivos, nem de servidores titulares de cargos públicos em comissão. Guarde que a perda do cargo do servidor estável pode ocorrer em quatro hipóteses, descritas no § 1º do artigo 41 e no artigo 169, § 4º da nossa CF/88: Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa; IV – uma outra hipótese de perda do cargo pelo servidor estável, que nem todos se lembram, é a do art. 169, § 4º, o qual prevê a possibilidade de o servidor estável vir a perder o cargo, em virtude de ultrapassagem do limite com despesa de pessoal previsto em lei complementar”. Assim, não sendo suficientes as providências para retorno aos limites previstas no § 3º do artigo 169, o servidor estável poderá vir a perder o cargo, desde que o ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. Confira: Art. 169......... ..................... § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementarreferida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: I – redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança; II – exoneração dos servidores não estáveis. § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegu- rar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. Importante destacar que aquele servidor que perder o cargo dessa forma fará jus à indeniza- ção correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. Além disso, o cargo objeto O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 142 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon da redução será considerado extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atri- buições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. Vamos apontar os erros das demais alternativas: �a) Essa sanção não está prevista no artigo 169, § 3º da CF/88. �c) Essa sanção não está prevista no artigo 169, § 3º da CF/88. �d) Hipótese inexistente. �e) Essa sanção não está prevista no artigo 169, § 3º da CF/88. Letra b. 122. (FCC/2018/TCE-RS/AUDITOR) A Constituição de certo Estado prevê a instituição de fun- do de despesa voltado para custear a construção de casas populares, constituído por 0,4% da arrecadação de impostos de competência estadual. De modo semelhante, lei desse mesmo Estado destina 0,7% da receita da arrecadação de impostos de competência estadual para fundo de despesa voltado para o combate ao desemprego. A vinculação de receita de impostos estabelecida a) em ambos atos normativos é compatível com a Constituição Federal, que permite a vincula- ção de receita de impostos para fins sociais. b) na Lei Estadual é compatível com a Constituição Federal, mas não a vinculação prevista na Constituição Estadual. c) na Constituição Estadual é compatível com a Constituição Federal, mas a Lei Estadual não poderia vincular receita de impostos ao fundo nela previsto. d) em ambos atos normativos é incompatível com a Constituição Federal, uma vez que é veda- da a vinculação de receita de impostos a fundos como os referidos. e) na Constituição Estadual é compatível com a Constituição Federal, mas a Lei Estadual não poderia vincular mais de 0,5% da receita de impostos ao fundo nela previsto. A única correta é a letra D, estando as demais erradas por exclusão. Confira o artigo 167, IV, da CF/88: Art. 167 - São vedados: (...) IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; A CF/88 autoriza ainda a vinculação de percentuais da receita tributária líquida (que inclui impostos, taxas e contribuições) ou da receita orçamentária (receita total) a algumas outras despesas, sendo que a questão não se enquadra em qualquer das hipóteses aqui descritas. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 143 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 123. (FCC/2018/TRT-6/TÉCNICO) De acordo com as disposições da Constituição Federal que disciplinam os Orçamentos, a realização de operações de crédito que excedam o montan- te das despesas de capital a) é permitida apenas para suprir déficit de regime previdenciário próprio do ente, quando es- gotadas outras fontes alternativas de receitas ordinárias ou extraordinárias. b) é vedada no último ano do mandato do Chefe do Executivo, salvo se necessária para fazer frente ao pagamento de folha de pessoal ou inativos. c) é vedada, salvo quando aprovada mediante créditos suplementares ou especiais com finali- dade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. d) deve ser computada como dívida fundada do ente, onerando o limite de endividamento fi- xado pelo Senado Federal, correspondente a, no máximo, duas vezes a receita corrente líquida do exercício. e) somente é permitida para fazer frente a investimentos em saúde, educação e segurança pública, mediante autorização legislativa específica e limitada a dois exercícios financeiros. Como determinado pela nossa boa e velha regra de ouro, a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital é vedada, salvo quando aprovada mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. Letra c. 124. (CESPE/2018/TCE-PB/AUDITOR) O envio de projeto de LDO compete ao a) TCU, que o encaminha ao Congresso Nacional. b) presidente da República, que o encaminha ao TCU. c) presidente da República, que o encaminha ao Congresso Nacional. d) TCU, que o encaminha ao presidente da República. e) ministro da Fazenda, que o encaminha ao presidente da República. Os projetos de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), de Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual (PPA) são enviados ao Congresso Nacional pelo Presidente da República, nos termos dos artigos 165 e 166, da Constituição Federal, abaixo reproduzidos com grifos e comentários nossos: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão (para as três esferas de governo): I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 144 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na for- ma do regimento comum ......... § 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modi- ficação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta. Letra c. 125. (CESPE/2018/EMAP/ANALISTA) No que se refere ao estabelecido pela Constituição Fe- deral de 1988 sobre programação financeira e orçamentária, julgue o seguinte item. A concessão ou o remanejamento de recursos orçamentários de uma categoria de programação para outra, no âmbito das atividades de inovação, está sujeita à prévia autorização legislativa. Para responder essa questão, precisamos conhecer a Emenda Constitucional 85/2015, que incluiu o § 5º no art. 167 daConstituição, introduzindo uma exceção à restrição do inciso VI. Veja com grifos nossos: Art. 167. São vedados: .............. VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; ............ § 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de pro- gramação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo. Guarde que essa mudança foi introduzida com o fito de não atrapalhar as pesquisas e traba- lhos realizados no âmbito científico, que podem exigir alterações rápidas nos projetos financia- dos com recursos públicos e que não podem aguardar autorização legislativa. Errado. 126. (CESPE/2018/TCE-MG/ANALISTA) O princípio orçamentário da exclusividade foi con- sagrado na Constituição Federal de 1988 (CF) por meio da determinação de que a lei orçamen- tária anual não contenha dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. No entanto, a CF prevê como exceção a essa regra a autorização para a abertura de créditos a) suplementares e para a contratação de operações de crédito, exceto por antecipação de receita. b) especiais e para a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 145 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon c) suplementares e para a liquidação dos passivos financeiros e dos restos a pagar. d) especiais e suplementares e para a contratação de operações de crédito, exceto por anteci- pação de receita. e) suplementares e para a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita. Guarde que o princípio orçamentário da exclusividade foi consagrado na CF/88 ao determinar que a lei orçamentária anual não contenha dispositivo estranho à previsão da receita e à fixa- ção da despesa. Entretanto, a nossa Carta Magna prevê como exceção a essa regra a autorização para a abertura de créditos suplementares e para a contratação de operações de crédito, ainda que por antecipa- ção de receita. Trata-se do princípio da exclusividade orçamentária, previsto no art. 165, § 8º da Constituição, e que traz a própria exceção na autorização para abertura de créditos suplementa- res e contratação de operações de crédito, ainda que ARO. Confira com grifos nossos: Art. 165........... § 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. Existem ainda outras exceções ao princípio da exclusividade orçamentária são a previsão para pagamento de precatórios (art. 100, § 5º, CF), e a inclusão de recursos para pagamento de in- denizações de reforma agrária (art. 184, § 4º, CF). Confira com grifos nossos: Art. 100......... § 5º É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de pre- catórios judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente. Art. 184....... § 4º O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o mon- tante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício”. Letra e. 127. (CESPE/2017/PREFEITURA-FORTALEZA/PROCURADOR) Com fundamento na discipli- na que regula o direito financeiro e nas normas sobre orçamento constantes na CF, julgue o item a seguir. A adoção do federalismo cooperativo equilibrado pela CF visa à redução das desigualdades regionais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 146 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Temos, ao longo da CF/88, vários trechos que citam a redução das desigualdades regionais, como no artigo 3, inciso III (erradicar a pobreza [...] e reduzir as desigualdades sociais e regio- nais) e o artigo 170, inciso VII (redução das desigualdades regionais e sociais). No âmbito das Finanças Públicas, o parágrafo 7º do artigo 165 também é escrito nesse senti- do. Confira com grifos nossos: § 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. Certo. 128. (CESPE/2017/TCE-PE/ANALISTA) Considerando as disposições constitucionais e as normas gerais relativas ao direito financeiro, bem como os princípios orçamentários, julgue os itens a seguir: Ao consagrar o modelo do federalismo dual, a CF, no que tange à distribuição de recursos orça- mentários, assegurou maior grau de separação entre o poder central e as unidades federadas. Guarde que no Brasil, o modelo de federalismo consagrado por nossa CF/88 é o do federalis- mo cooperativo que visa à redução das desigualdades regionais. Errado. 129. (CESPE/2018/TCE-PB/AUDITOR) Considerando o regime constitucional das leis que tra- tam do orçamento público, assinale a opção correta. a) Em razão do princípio da eficiência orçamentária, o Poder Executivo, mesmo sem prévia au- torização legislativa, pode utilizar os recursos que não tenham despesa correspondente apro- vada em virtude de emenda no projeto da LOA. b) A LOA compreende o orçamento da seguridade social das entidades e órgãos vinculados à União, inclusive de todas as fundações, autarquias, empresas públicas e sociedades de eco- nomia mista. c) O modelo de orçamento anual adotado na CF é meramente autorizativo, apesar da exis- tência de dispositivos constitucionais que tornam obrigatória a despesa nas áreas de saúde e educação. d) A LOA prevê a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, desde que a proposta seja aprovada por maioria qualificada. e) O plano plurianual tem por objetivo estabelecer a previsão da receita e a fixação da despesa para o período de quatro anos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 147 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Até antes da entrada em vigência da Emenda Constitucional n. 86/2015, o nosso orçamento era pacificamente considerado “autorizativo”, assim, até então, a não execução de um crédito orçamentário autorizado pela LOA não era considerado crime de responsabilidade. Mas isso mudou com a entrada em vigor da mencionada Emenda à Constituição, e, atualmente, o orça- mento é considerado, em parte, impositivo. Letra c. 130.tos adicionais extraordinários, via medida provisória, em caso de despesas urgentes e imprevi- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon síveis, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, nos termos do artigo 167, § 3º, da CF/1988. No que diz respeito à aprovação da LOA, o princípio da legalidade pressupõe que o orça- mento público será objeto de aprovação pelo Poder Legislativo. Resumindo, em respeito ao Princípio da Legalidade, a Despesa Pública é enquadrada e determinada por lei, ou seja, a discricionariedade na execução do gasto púbico pela Adminis- tração Pública é limitada, e seus parâmetros estão previstos e limitadas por lei. Enfim, existe uma vinculação da despesa pública à lei. Em suma, a lei, em regra, controla quem, onde, como e até quanto pode gastar. 1.5.2. Princípio da Economicidade Previsto no caput do artigo 70 da CF/1988, o Princípio da Economicidade nos traz a exi- gência relativa à eficiência, do ponto de vista econômico, do gasto público. O PULO DO GATO É o obter a máximo satisfação das necessidades da população com o mínimo gasto possível. 1.5.3. Princípio da Responsabilidade Fiscal Ligado à grande importância assumida pela LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal nas Fi- nanças Públicas no país, sendo inclusive um dos seus pilares. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon A ideia básica é que o gasto público seja realizado dentro de limites previamente definidos e de acordo com regras claras que, se não cumpridas, gerem punição ao ente público irres- ponsável fiscalmente, pelo não cumprimento de metas de resultado e obediência a limites e condições relativas à receita, despesa e endividamento. 1.5.4. Princípio da Transparência Amparado também pela LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal, especialmente pelos artigos 48 e 49, que traz os instrumentos pelos quais os cidadãos comuns poderão exercer o controle social das contas públicas. Guarde a ideia de que a transparência das contas é assegurada de dois modos diversos: • disponibilização em meios eletrônicos, das versões completa e simplificada das leis orçamentárias; e • disponibilização das prestações de contas e relatórios de execução orçamentária e ges- tão fiscal. A ideia é dar acesso aos cidadãos em geral aos documentos que embasam a realização de despesas públicas para que fiscalizem os gastos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Além disso, deve haver incentivo à participação popular na elaboração do orçamento por meio da realização de audiências públicas durante a elaboração dos orçamentos (Orçamen- to Participativo), dando real possibilidade de acompanhamento da execução orçamentária e financeira. 1.6. comPEtêncIa Para lEGIslar sobrE dIrEIto FInancEIro E orçamEnto PúblIco É importante registrar que a competência para legislar sobre Direito Financeiro e Orçamen- to Público é concorrente da União, Estados e Distrito Federal, como define o artigo 24, I e II; e § 1º a 4º da CF/1988. Veja: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II – orçamento; § 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer nor- mas gerais. § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplemen- tar dos Estados. § 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. Veja essa linha de raciocínio na sequência dos parágrafos do inciso II artigo 24 da CF/1988, especialmente o que revela o 4º: § 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer nor- mas gerais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplemen- tar dos Estados. § 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. Note que o dispositivo normativo anterior não faz menção aos municípios, mas existe a possibilidade de dispor sobre temas próprios e específicos de direito financeiro, conforme dis- posição expressa do art. 30, II, CF/1988. Confira: Art. 30. Compete aos Municípios: II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber. Nessa pegada, a doutrina, EMBORA NÃO DE MODO PACÍFICO, tem aceitado que existe competência também para os Municípios, com base no art. 30, I, da CF/1988. Sempre é bom lembrar que, no âmbito da competência concorrente, cabe à União esta- belecer normas gerais, e aos Estados, DF e Municípios suplementar o que foi estabelecido pela União. Em verdade, a norma geral já foi editada pela União desde 1964. Trata-se da Lei n. 4.320/1964, lei federal de normas gerais de direito financeiro, de abrangência nacional, vincu- lando, portanto, todos os entes políticos. É importante deixar claro novamente que, no âmbito da legislação concorrente, cabe à União legislar sobre normas gerais de direito financeiro (art. 24, § 1º, CF/1988), e o Estado/DF man- tém competência suplementar (art. 24, § 2º, CF/1988), tendo os municípios a prerrogativa constitucional de suplementar a legislação federal e estadual, no que couber, conforme já explanado (art. 30, II, CF/1988), com apoio da Doutrina, embora não pacífica. E se não houvesse legislação federal, o que não é o caso, o Estado teria competência legislativa plena (artigo 24, § 3º, CF/1988), o que significaria a possibilidade jurídica de editar lei de normas gerais de direito financeiro para atender a suas peculiaridades, pro- fessor? Sim! Se ligue! Mas como dito antes, não é o caso, pois a União já estabeleceu as Normas Gerais (Lei n. 4.320/1964). Entretanto, é importante deixar claro que mesmo diante dessa possibilidade, se depois sobrevier a lei federal, posterior à edição da lei estadual de normas gerais de direito financeiro, as normas contrárias da lei estadual de(CESPE/2018/PREFEITURA-JOÃO-PESSOA/PROCURADOR) À luz das disposições constitucionais e do entendimento do STF sobre a competência legislativa concorrente, é cor- reto afirmar que os municípios a) podem suplementar legislação federal ou estadual no que lhes couber. b) não podem suplementar legislação estadual, por expressa proibição constitucional. c) não podem suplementar legislação federal, pois apenas os estados têm essa atribuição. d) não podem suplementar qualquer legislação, pois não estão incluídos entre os entes que possuem tal competência, os quais são elencados expressamente no texto constitucional. e) podem suplementar lei federal, mas a superveniência de nova lei de âmbito nacional que trate de normas gerais invalidará a lei municipal. O CESPE confirmou o entendimento de que os municípios têm suas competências enumera- das pela Constituição, mas não de maneira exaustiva, ou seja, o CESPE entende que os muni- cípios têm competência legislativa suplementar, prevista no art. 30, II, abaixo, além de outras competências elencadas no mesmo artigo. Confira: Art. 30. Compete aos Municípios: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; Vamos apontar os erros das demais alternativas: b) Errada, já que tem sim o poder de suplementar a legislação estadual, conforme artigo 30, II, da CF/88. c) Errada, já que tem sim o poder de suplementar a legislação federal, conforme artigo 30, II, da CF/88. d) Errada, já que tem sim o poder de suplementar a legislação federal e estadual, conforme artigo 30, II, da CF/88. e) Errada, já que a competência legislativa do município nesse tipo de situação é suplementar e não concorrente. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 148 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 131. (FCC/TRT-6/TÉCNICO/2018) De acordo com as disposições da Constituição Federal que disciplinam os Orçamentos, a realização de operações de crédito que excedam o montan- te das despesas de capital a) é permitida apenas para suprir deficit de regime previdenciário próprio do ente, quando es- gotadas outras fontes alternativas de receitas ordinárias ou extraordinárias. b) é vedada no último ano do mandato do Chefe do Executivo, salvo se necessária para fazer frente ao pagamento de folha de pessoal ou inativos. c) é vedada, salvo quando aprovada mediante créditos suplementares ou especiais com finali- dade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. d) deve ser computada como dívida fundada do ente, onerando o limite de endividamento fi- xado pelo Senado Federal, correspondente a, no máximo, duas vezes a receita corrente líquida do exercício. e) somente é permitida para fazer frente a investimentos em saúde, educação e segurança pública, mediante autorização legislativa específica e limitada a dois exercícios financeiros. Como determinado pela nossa boa e velha regra de ouro, a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital é vedada, salvo quando aprovada mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislati- vo por maioria absoluta. Letra c. 132. (FCC/PREFEITURA-RECIFE/ANALISTA/2019) Será compatível com a disciplina das fi- nanças públicas na Constituição Federal a hipótese em que a) a União deixe de efetuar ao Município transferência relativa à execução de programação orçamentária proveniente da aprovação de emenda parlamentar individual ao projeto de lei orçamentária federal, por estar o Município em situação de inadimplência. b) o Município considere, como integrante da base de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação do limite de despesa de pessoal fixado em lei complementar, a transferên- cia da União relativa à execução de programação orçamentária proveniente da aprovação de emenda parlamentar individual ao projeto de lei orçamentária federal. c) haja o remanejamento de recursos de uma categoria de programação para outra, mediante ato do Poder Executivo, independentemente de prévia autorização legislativa, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de realizar projeto restrito a uma dessas funções. d) haja vinculação de receitas geradas pelo produto da arrecadação do imposto do Estado so- bre a propriedade de veículos automotores pertencente ao Município para o fim de pagamento de débitos do Município para com o próprio Estado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 149 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon e) o servidor público municipal não estável seja exonerado, a fim de o Município cumprir limite de despesa com pessoal estabelecido em lei complementar, mediante indenização correspon- dente a um mês de remuneração por ano de serviço. Para acertar essa questão é necessário ter em mente as modificações que a Emenda Cons- titucional n. 85/2015 trouxe para o artigo 167 da nossa CF/1988, especialmente a exceção à vedação do inciso VI, quando introduziu o § 5º no artigo 167. Confira com grifos nossos: Art. 167. São vedados: (...) VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; (...) § 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inova- ção, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo. Vamos agora apontar os erros das demais alternativas: a) Errada. Já que com a EC n. 86/2015, a execução da programação orçamentária das Emen- das Parlamentares individuais, aprovadas na forma do artigo 166, § 2º, 3º e 4º da CF/1988, passou a ser impositiva/obrigatória. b) Errada. Já que, em verdade, tal parcela deve ser excluída do cálculo da RCL – Receita Cor- rente Líquida, conforme artigo 166, § 13, da CF/1988. d) Errada. Já que de acordo com o artigo 167, § 4º, da nossa Constituição Federal de 1988, é sim permitida a vinculação de tais receitas transferidas na forma do artigo 158, III, relativas à quota do IPVA pertencente aos municípios para a prestação de garantia ou contra garantia à União e para pagamento de seus débitos. e) Errada. Já que no artigo 169, § 4º, da CF temos a possibilidade de perda do cargo do ser- vidor público estável, por excesso de despesas de pessoal, além das hipóteses previstas no artigo 41, § 1º, da nossa Carta Magna. Letra c. 133. (FCC/CLDF/CONSULTOR/2018) A fim de adequar a despesa com pessoal ativo e inati- vo ao limite estabelecido em lei complementar federal, o Governador de determinado Estado promoveu a redução em 30% das despesas com cargos em comissão e funções de confian- ça, além de ter exonerado servidores ocupantes de cargos efetivos há menos de 3 anos em exercício. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãonormas gerais terão a sua eficácia suspensa, sendo válidas apenas as disposições normativas que não contrariarem as federais editadas, pois a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual no que lhe for contrária (art. 24, § 4º, CF/1988). 005. (CESPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) Com referência ao direito financeiro, julgue o item seguinte. Os estados-membros e o Distrito Federal estão impedidos de editar normas gerais acerca da elaboração dos seus orçamentos, porque a CF atribui tal competência legislativa à União. Na verdade, essa competência é concorrente. Confira no artigo 24 da CF/1988, com gri- fos nossos: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II – orçamento; Errado. 2. FInanças PúblIcas E orçamEnto PúblIco na cF/1988 Como já destacamos, as Finanças Públicas, a AFO, o Direito Financeiro e o Orçamento Público encontram sua “gênese normativa” na Constituição Federal de 1988, especialmente entre os artigos 163 e 169. Caro(a) aluno(a), é importante que quando estiver estudando essa matéria, esteja com as legislações pertinentes em mãos para fazer as devidas anotações na própria lei, caso tenha esse hábito. No site do Planalto, ao lado de cada artigo da nossa CF/1988, temos acesso agora a um martelinho (🔨) com o link indicando a jurisprudência relativa a cada dispositivo cons- titucional, ou seja, indicando julgados relativos ao tema regulado em cada dispositivo. Confira o link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm A leitura de “lei seca” é muito importante, sendo fundamental para a nossa prova conhe- cer os artigos 163 a 169 da Constituição Federal de 1998. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon 006. (CESPE/TC-DF/PROCURADOR/2004) A respeito do tratamento constitucional e doutri- nário vigente conferido ao orçamento público, julgue o item a seguir. A disciplina básica do orçamento público é estabelecida pela Constituição da República, que estatui os seus princípios e as regras que tratam da receita e da despesa, desde a autorização para a cobrança de tributos até a previsão para os gastos, sendo reconhecida pela doutrina a existência de uma verdadeira constituição orçamentária. Sem dúvida. A CF/1988, em seu Título VI, “Da Tributação e do Orçamento”, a partir do artigo 145, traz a disciplina básica do orçamento público, especialmente em seu Capítulo II, em dis- ciplina as finanças públicas, trazendo, a partir do artigo 165 até o 169, as regras de elaboração dos orçamentos, seu processo legislativo e vedações orçamentárias. A assertiva também está de acordo com a conceituação doutrinária, já que Orçamento Público é, na visão do Ilustre Aliomar Baleeiro: Ato pelo qual o Poder Legislativo autoriza o Poder Executivo, por um certo período e em pormenor, a realização das despesas destinadas ao funcionamento dos serviços públicos e outros fins adota- dos pela política econômica e geral do país, assim como a arrecadação das receitas criadas em lei. Certo. No dia 16/03/2021 foi publicada a EC - Emenda Constitucional 109/2021 oriunda da PEC 186, também conhecida como PEC EMERGENCIAL, que foi amplamente divulgada pela mídia por viabilizar a volta do pagamento do Auxílio Emergencial por parte do Governo Federal. Entretan- to, essa EC também alterou e trouxe também importantes dispositivos de nossa Constituição que impactam diretamente as nossas aulas de AFO, Direito Financeiro e Orçamento Público. Praticamente todos os artigos da nossa CF/1988 (163 a 169) sofreram alterações e inclusões de novos dispositivos. Preliminarmente a EC 109/2021 modificou o regime e dispôs sobre princípios e normas da Administração Pública, servidores e agentes políticos, controle de despesas e finanças públi- cas e custeio de atividades a cargo do Distrito Federal, dentre outras providências. Alguns artigos merecem destaque, como o artigo 3º, que trata do auxílio emergencial, e o artigo 4º que trata do plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária e, embora não tenha alterado o texto da CF/1988, trouxe comandos sobre a renúncia de receita que tem impacto sobre a nossa aula de LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Além deles, merece destaque também o artigo 5º que trata do uso do superávit financeiro em fundos, que embora não tenha alterado permanentemente o texto da CF/1988, já que é regra com aplicação limitada até 31/12/2023. Dessa forma, vamos destacar ao longo dessa aula e de todo o curso as modificações e in- clusões efetuadas em nossa Carta Magna por meio da EC 109/2021 que têm impacto em nos- sa matéria. Já adianto que foram muitas mudanças e que podem vir a ser objeto de cobrança. 2.1. FInanças PúblIcas – normas GEraIs As Normas Gerais de Finanças Públicas estão previstas nos artigos 163 e 164 da nos- sa CF/1988. Vamos conhecê-los? 2.1.1. Artigo 163 – Objeto de Lei Complementar Tenha em mente que, basicamente, no artigo 163 são relacionadas as matérias relativas às Finanças Públicas que necessariamente devem ser objeto de Lei Complementar. DICA! Entenda e memorize tais matérias, pois esse ponto é muito cobrado em prova. Art. 163. Lei complementar disporá sobre: I – finanças públicas; II – dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades con- troladas pelo Poder Público; III – concessão de garantias pelas entidades públicas; IV – emissão e resgate de títulos da dívida pública; V – fiscalização financeira da administração pública direta e indireta; VI – operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Fe- deral e dos Municípios; VII – compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional”. VIII – sustentabilidade da dívida, especificando: (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) a) indicadores de sua apuração; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) b) níveis de compatibilidade dos resultados fiscais com a trajetória da dívida; (Incluído pela Emen- da Constitucional n. 109, de 2021) c) trajetória de convergência do montante da dívida com os limites definidos em legislação; (Inclu- ído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) d) medidas de ajuste, suspensões e vedações; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada,por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 23 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon e) planejamento de alienação de ativos com vistas à redução do montante da dívida. Parágrafo úni- co. A lei complementar de que trata o inciso VIII do caput deste artigo pode autorizar a aplicação das vedações previstas no art. 167-A desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021) É importante destacar ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF já se manifestou (STF, ADI 2.238-MC, DJ de 06.10.2000) no sentido de que que as matérias relaciona- das no artigo 163 da CF/1988 podem ser reguladas por lei complementar de maneira fragmentada, ou seja, o caput do mencionado artigo NÃO se refere a uma única LC - Lei Complementar, podendo, em verdade, serem editadas algumas LCs para abarcar todas as matérias relacionadas. É importante destacar ainda que o termo “finanças públicas” do inciso I, é bem amplo. As- sim, entende-se que os demais incisos do Artigo 163 podem ser considerados abrangidos por esse termo. A ideia é que tais matérias devam ser tratadas por LC - Lei Complementar, aquela que exige maior aprovação por parte dos parlamentares para ser aprovada. No caso do inciso VI, por exemplo, as matérias que envolvam as instituições oficiais de crédito da União, como o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia, devem ser tratadas por LC, de modo a que sejam garantidas suas finalidades essenciais no que diz respeito ao de- senvolvimento do Nordeste e da Amazônia. Com essa reserva de LC, o objetivo é dificultar o desvirtuamento das finalidades essenciais dessas instituições, que não pode, por exemplo, ser feito por uma Lei Ordinária. A EC 109/2021, inseriu inciso VIII no artigo 163 da CF/1988. Assim, a sustentabilidade da dívida passa a ser matéria de LC – Lei complementar. Nessa toada, esse tema provavelmente será regulamentado na própria LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) ou em outra Lei Complementar específica. DICA! A EC 108/2020, de 26/08/2020, visando disciplinar a disponibi- lização de dados contábeis pelos entes federados, trouxe o ar- tigo 163-A para nossa Carta Magna, com a seguinte redação: Art. 163-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disponibilizarão suas informa- ções e dados contábeis, orçamentários e fiscais, conforme periodicidade, formato e sistema es- tabelecidos pelo órgão central de contabilidade da União, de forma a garantir a rastreabilidade, a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art163a 24 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon comparabilidade e a publicidade dos dados coletados, os quais deverão ser divulgados em meio eletrônico de amplo acesso público. Em relação a esse artigo basta você guardar que o Órgão Central de Contabilidade da União, representado pela STN – Secretaria do Tesouro Nacional deve definir a periodicidade, o formato e o sistema por meio do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disponibilizarão suas informações e dados contábeis, orçamentários e fiscais. Assim, com a definição por parte da STN de tais padrões, o legislador pretende garantir a rastreabilidade, a comparabilidade e a publicidade dos dados contábeis, orçamentários e fis- cais, que deverão ser divulgados em meio eletrônico de amplo acesso público Guarde que atualmente no Brasil temos em vigência a Lei n. 4.320/64 é que estatui Nor- mas Gerais sobre Finanças Públicas e Direito Financeiro, também conhecida como lei do orça- mento público, que é uma lei originalmente ordinária, federal, porém de abrangência nacional, vinculando todos os entes políticos, quais sejam União, Estados, DF e Municípios. Mesmo sendo uma lei formalmente ordinária e materialmente complementar, a Lei n. 4.320/1964 so- mente poderá ser alterada, desde a vigência da atual Constituição, por uma lei complementar tanto quanto à forma e quanto à matéria. 2.1.2. Artigo 164 da CF/1988 – Banco Central Guarde que basicamente que no artigo 164 da CF/1988 temos aspectos constitucionais re- lacionados ao BACEN - Banco Central, que recentemente, por meio da LC – Lei Complementar 79/2021 ganhou autonomia. Nessa seara é importante lembrar que de acordo com o inciso VII do artigo 21 da nossa Carta Magna, é competência exclusiva da União emitir moeda, sendo tal competência é exerci- da exclusivamente pelo BACEN. Guarde ainda que no § 1º do artigo 164 temos a vedação expressa para que o BACEN conceda, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira. Ora, como até a promulgação da CF/1988, o BACEN podia fazer empréstimos ao Tesouro Nacional, ao BACEN era permitido aumentar a oferta de moeda para gerar recursos para em- prestar ao Tesouro e com o aumento de moeda em circulação no mercado, a inflação aumen- taria em função da desvalorização da própria moeda em virtude da sua abundância. É importante ter em mente que essa vedação feita pela CF/1988 reforçou o papel de au- toridade monetária do BACEN em consonância com o CMN – Conselho Monetário Nacional. Já o § 2º do artigo 164 permite ao BACEN comprar e vender títulos de emissão do Tesou- ro Nacional, desde que o objetivo da transação seja especificamente o de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros. A ideia é que os títulos do Tesouro Nacional não sejam um meio do BACEN simplesmente emprestar dinheiro ao Tesouro Nacional. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon O § 3º costuma ser muito cobrado em prova. Por meio dele a o Constituinte determinou que as disponibilidades de caixa da União sejam depositadas no BACEN. No caso das disponibilidades de caixa dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, a determina- ção é de que sejam depositadas em instituições financeiras oficiais, respeitando as exceções previstas em lei. Note que, desde que haja previsão legal, existe sim a possibilidade deque as disponibilidades de caixa sejam depositadas em instituições financeiras não oficiais, desde que haja previsão em lei. O PULO DO GATO Observe que, no caso da União a referência é só para a Administração Direta, mas no caso dos demais entes engloba também a Administração Indireta. A EC 109/2021, de 15/03/2021, trouxe o artigo 164-A, que nos diz que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem conduzir suas políticas fiscais de forma a manter a dívida pública em níveis sustentáveis. É importante atentar para o fato de o parágrafo único do artigo 164-A definiu que a elaboração e a execução de planos e orçamentos devem refletir a compatibilidade dos indicadores fiscais com a sustentabilidade da dívida. Dessa forma, aula de instrumentos de planejamento (leis orçamentárias) também foi atualizada no que diz respeito a esse tema. Veja agora a seguir dois julgados do STF envolvendo o artigo 164 da CF/1988: Controle concentrado de constitucionalidade As disponibilidades de caixa dos Estados-membros, dos órgãos ou entidades que os inte- gram e das empresas por eles controladas deverão ser depositadas em instituições finan- ceiras oficiais, cabendo, unicamente, à União Federal, mediante lei de caráter nacional, definir as exceções autorizadas pelo art. 164, § 3º, da Constituição da República. [ADI 2.661 MC, rel. min. Celso de Mello, j. 5-6-2002, P, DJ de 23-8-2002.] = ADI 3.075, rel. min. Gilmar Mendes, j. 24-9-2014, P, DJE de 5-11-2014 Constitucional. Estados, Distrito Federal e Municípios: disponibilidade de caixa: depósito em instituições financeiras oficiais. CF, art. 164, § 3º. Servidores públicos: crédito da folha de pagamento em conta em banco privado: inocorrência de ofensa ao art. 164, § 3º, CF. [Rcl 3.872 AgR, rel. min. Carlos Velloso, j. 14-12-2003, P, DJ de 12-5-2006.] = AI 837.677 AgR, rel. min. Rosa Weber, j. 3-4-2012, 2ª T, DJE de 8-5-2012 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=387196 http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7134188 http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=3872&CLASSE=Rcl%2DAgR&cod_classe=536&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M&EMENTA=2232 26 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon Nessa seara, o STF já se manifestou no sentido de que tal lei deve ser uma simples lei ordinária editada pela União, mas de caráter nacional, ou seja, de acordo com o STF as Cons- tituições ou as leis estaduais NÃO PODEM dispor sobre essa matéria. De acordo com o STF (STF ADI. 2661-MC, DJ de 23.08.2002), essa cláusula de depósito compulsório nas instituições financeiras oficiais tem por valor subjacente a moralidade admi- nistrativa. Vamos agora à literalidade do artigo, já que é comum sua cobrança em provas de concur- sos públicos, com grifos nossos: Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo banco cen- tral. § 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira. § 2º O banco central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o obje- tivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros. § 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei. Art. 164-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem conduzir suas políticas fiscais de forma a manter a dívida pública em níveis sustentáveis, na forma da lei complementar referida no inciso VIII do caput do art. 163 desta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucio- nal n. 109, de 2021) Parágrafo único. A elaboração e a execução de planos e orçamentos devem refletir a compatibili- dade dos indicadores fiscais com a sustentabilidade da dívida. (Incluído pela Emenda Constitucio- nal n. 109, de 2021). 007. (CESPE/PREFEITURA DE FORTALEZA/PROCURADOR/2017) Acerca de tributação e finanças públicas, julgue o item subsequente, conforme as disposições da CF e a jurisprudên- cia do STF. As disponibilidades financeiras do município devem ser depositadas em instituições financei- ras oficiais, cabendo unicamente à União, mediante lei nacional, definir eventuais exceções a essa regra geral. Exato. Confira o diz parágrafo 3º do artigo 164 da nossa CF/1988, com grifos nossos: Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo banco cen- tral. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 27 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei. Certo. Destaque-se que o STF, em julgamento da ADI 2.661/MA, de 23/08/2002, pacificou a juris- prudência nesse sentido, ao determinar que as disponibilidades de caixa dos Estados-mem- bros e seus respectivos órgãos e entidades devem ser depositadas em instituições financeiras oficiais, cabendo unicamente à União, mediante lei de caráter nacional, definir as exceções, conforme o dispositivo constitucional anteriormente reproduzido. 2.2. dos orçamEntos Vamos agora conhecer os cinco artigos da CF/1988 (165 a 169) que tratam de Orçamento Público de modo amplo. A ideia é conhecer a sua literalidade, compreender o significado de cada dispositivo e ver a sua aplicação prática em uma questão de prova de concurso anterior. 2.2.1. Artigo 165 – Das Leis Orçamentárias Esse artigo 165 será exaustivamente trabalhado quando estudarmos os Instrumentos de Pla- nejamento e Orçamento (Leis Orçamentárias) em aula posterior. O objetivo hoje é que você tenha o primeiro contato com esse tema para que na aula de Instrumentos de Planejamento você tenha maior facilidade de compreensão, maior grau de fixação e melhor desempenho na resolução das questões. O artigo 165 trata do Orçamento Público em sentido amplo, ou seja, trata das Leis Or- çamentárias. E quais são as Leis orçamentárias em sentido amplo, professor? As Leis orçamentárias em sentido amplo são: • PPA – Plano Plurianual; • LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias; • LOA – Lei Orçamentária Anual, composta pelos Orçamentos Fiscal (OF), da Seguridade Social (OSS) e de Investimentos da Estatais não dependentes (OI). • O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.brhttps://www.grancursosonline.com.br 28 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon LOA LEIS ORÇAMENTÁRIAS PPA LDO OF OI OSS É importante que você tenha em mente que o termo Orçamento Público também é usado em sentido estrito quando se refere especificamente à LOA, que é o Orçamento Público anual propriamente dito. Além dos sentidos amplo e estrito, o termo Orçamento Público ainda pode ser usado em sentido técnico, ou seja, quando se refere à autorização legislativa para execução das despe- sas, ou melhor, à autorização dos representantes do povo “convertida” em créditos orçamentá- rios que para que se possa efetuar o gasto público. Vamos agora fazer leitura do Artigo 165 para que você vá se familiarizando com a sua literalidade (muito cobrada em prova), conjugada com a apresentação de explicações e com a resolução de questões. Além disso, nas aulas seguintes e ainda hoje, na resolução de questões ao final da aula, vamos trabalhá-los exaustivamente. Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. Vá logo associando esses verbos a cada uma das leis orçamentárias. PPA LDO LOA PLANEJAR ORIENTAR EXECUTAR POLÍTICAS PÚBLICAS E PROGRAMA DE GOVERNO § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objeti- vos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorren- tes e para as relativas aos programas de duração continuada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pú- blica federal, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 109, de 2021). É importante destacar que a EC 109/2021 (a famosa PEC Emergencial) alterou as atribuições constitucionais da LDO ao incluir a atribuição de estabelecer as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública. Além dessa inclusão, a EC 109/2021, de 15/03/2021 retirou do texto constitucional o trecho “incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente” como detalhamento das metas e prioridades da administração pública federal. § 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária. De acordo com a EC 106/2020 que tratou do chamado “orçamento de guerra”, as autorizações de despesas relacionadas ao enfrentamento da calamidade pública nacional decorrente da pandemia (COVID-19) e de seus efeitos sociais e econômicos deverão ser separadamente avaliadas na prestação de contas do Presidente da República e evidenciadas, até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada bimestre, no Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO. Registre-se que para o ano de 2021, até o dia 22/03/2021 ainda não foi publicado De- creto Legislativo do Congresso Nacional prorrogando os efeitos no Orçamento Público (orça- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc109.htm#art1 30 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon mento de guerra em decorrência do estado de calamidade pública) das medidas de combate à pandemia. Assim, para o ano de 2021 em diante volta a valer a regra original. Continuando... § 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional. 008. (CESPE/MPU/TÉCNICO/2010) Julgue o item seguinte acerca do PPA, da LDO e da LOA, conforme a CF. Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais, previstos na CF, devem ser elaborados em consonância com a LDO e apreciados pelo MPU. Na verdade, os planos e programas nacionais, regionais e setoriais, previstos na CF, devem ser elaborados em consonância com o PPA e apreciados pelo Congresso Nacional, conforme ordena o § 4º do artigo 165 da CF/1988. Errado. § 5º A lei orçamentária anual compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da adminis- tração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon DICA! O Orçamento fiscal é considerado como sendo o orçamen- to residual, já que contempla as despesas orçamentárias que não foram enquadradas no orçamento da Seguridade Social e no orçamento de investimentos, ou seja, pega “todos as so- bras”, ou melhor, resíduos. § 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. Em outras palavras, o que parágrafo 6º do artigo 165 da CF/1988 nos diz é que no Proje- to da LOA, além de termos o detalhamento das receitas previstas e das despesas fixadas, é necessário apresentar mais informações, especificamente o demonstrativo regionalizado do O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 191www.grancursosonline.com.br Finanças Públicas e Orçamento Público na Constituição Federal de 1988 AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO Manuel Piñon efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. Em primeiro lugar, note que o demonstrativo deve ser regionalizado, ou seja, deve ser apresentado por região do país. Em segundo lugar, perceba que quando são concedidas isenções fiscais (redução de im- postos), anistias e remissões (perdão