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Histórico e Principais Técnicas na Área da Antropometria Karina Alves da Silva Histórico e Principais Técnicas na Área da Antropometria 2 Objetivos da Aprendizagem Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de: • Apresentar histórico e evolução dos estudos na área da Antropometria; • Apontar e descrever técnicas e instrumentos da avaliação antropométrica. 3 Histórico da Antropometria A etimologia da palavra Antropometria vem do grego anthropos, que significa homem, e metrom, que corresponde a medida. Desse modo, a Antropometria compreende uma parte da antropologia que estuda as proporções e medidas do corpo humano (MICHELS, 2000). Os aspectos relativos ao biotipo do homem, como a composição corporal, têm apresentado evolução desde o período pré-histórico, visando como principal fator a adaptação frente às necessidades de sobrevivência ao meio, como caça, pesca, locomoção e adaptação ao clima (WANG; WANG, HEYMSFIELD, 1999). A própria evolução humana ao longo do tempo e as mudanças promovidas na sociedade, tais como os grandes conflitos armados, a ênfase na ascensão social e a estética, fazem o ser humano alterar o seu próprio biotipo ao longo das épocas (MICHELS, 2000). A esse exemplo, é possível considerar o ideal do padrão de beleza predominante durante o período Paleolítico e suas transformações, conforme observado nas “estatuetas de vênus”, como a Vênus de Dolni Vestonice (27-31 mil anos, período Paleolítico), a Vênus de Willendorf (24-26 mil anos; período Paleolítico), a Vênus de Kostenki (30-15 mil anos; período Paleolítico) e a Vênus de Cucuteni (5.500- 2.750 anos; período Neolítico). Figura 1 Fonte: Shutterstock (2024). 4 Assim, no decorrer da história, o ser humano promove mudanças em virtude dos acontecimentos ou necessidades vivenciadas, transformando as características biológicas em valores matemáticos, contribuindo para o desenvolvimento da Antropometria (MICHAELS, 2000). Dados anteriores revelam que, durante o período antigo, os valores antropométricos eram utilizados por várias civilizações a fim de traçar parâmetros adequados aos segmentos corporais. Os egípcios, por exemplo, consideravam 19 polegadas a estatura ideal de um indivíduo, enquanto para os gregos tal valor correspondia a 8 vezes o tamanho da sua cabeça (SCHMITT; BATAGLION, 2012). A história apresenta que, na Grécia antiga, ao longo do período clássico, há o primeiro registro de medidas de proporcionalidade, empregadas pela primeira vez pelo escultor Phidias (490-430 a.C), ao projetar o templo de Partenon, dedicado à deusa Atena. Na projeção do templo, Phidias fez uso da medida de proporção áurea. Tal proporção também se verifica em relação aos segmentos do corpo, como a medida entre a cabeça e o umbigo ou entre o umbigo e os pés, aplicada durante o período renascentista por Leonardo da Vinci em obras como a Monalisa e o Homem Vitruviano, representando um ideal de beleza conforme os padrões antropométricos da época (FREITAS JR.,2018). Figura 2 – Representações da Monalisa e do Homem Vitruviano Fonte: Shutterstock (2024). 5 Somado às artes no geral, a Antropometria do corpo humano também é utilizada como parâmetro para a criação de ferramentas e outros materiais de trabalho. Nos períodos de escravidão de presidiários de guerras e negros, medidas antropométricas, como estatura e massa corporal, eram levadas em consideração na compra de escravos de acordo com a utilidade (SCHMITT; BATAGLION, 2012). A partir do século XIX, a Antropometria ganha grande relevância, dado o impulso de diversas escolas (francesa, alemã, americana e italiana), que dão origem às pesquisas sobre Antropometria. Na atualidade, dados antropométricos são muito aproveitados em vários setores, como indústrias, produtos de consumo, habitação, entre outros (FREITAS JR., 2018). Avaliação Antropométrica A Antropometria é a verificação de dimensões físicas e composição corporal (SCHMITT; BATAGLION, 2012). Nesse sentido, a avaliação antropométrica é empregada para identificar tamanho, forma, proporção e composição corporal dos indivíduos (MARTINS; WALTORTT 2007). As avaliações antropométricas são aplicadas em vários setores, como indústria de beleza, automóveis, moda, produção de móveis, equipamentos eletrônicos, além das ciências da saúde (SCHMITT; BATAGLION, 2012). Quanto à indústria de beleza, tamanho, forma e composição corporal são levados em consideração nos concursos de beleza, que classificam candidatas e candidatos tendo por base o “padrão” antropométrico julgado o mais adequado à beleza do indivíduo. Em relação à produção de automóveis, as variáveis antropométricas são levadas em consideração ao definir as medidas do volante, marcha e retrovisores, de modo a se adequar às características morfológicas do motorista. Na indústria da confecção de roupas, a identificação de medidas de massa corporal, estatura e tamanho dos segmentos corporais são importantes para produzir vestimentas adequadas às características da população. Na construção de equipamentos eletrônicos, a Antropometria, sobretudo em relação às proporções das mãos e dedos, também é levada em consideração ao criar teclados de computadores e celulares. Na área das ciências da saúde, como a medicina, os indicadores antropométricos são vitais para acompanhar o crescimento e desenvolvimento adequado de bebês, crianças e adolescentes. 6 Figura 3 – Representação do sistema articular infantil Fonte: Shutterstock. (2024). Avaliação Antropométrica na Educação Física No que concerne ao contexto da Educação Física, as avaliações antropométricas são empregadas por profissionais ou pesquisadores da área a uma série de populações com pessoas de características distintas, tendo por objetivo diversas finalidades (TRITSCHLER, 2003). A avaliação antropométrica, sobretudo da composição corporal, é parte de uma avaliação abrangente dos componentes da aptidão física relacionados à saúde. Uma vez detectados percentuais elevados de massa corporal gorda, se entende que esses valores devem ser reduzidos, a fim de promover uma melhora dos componentes da aptidão física, como resistência e força muscular, que se relacionam com a composição corporal. Para monitorar mudanças nos componentes corporais a partir de um programa voltado ao emagrecimento, o uso de avaliações da composição corporal é relevante, de modo que as alterações nos parâmetros de massa corporal magra e gorda servem de referência para ajustes na intervenção e também, quando apresentadas, motivem a continuar no programa de dieta ou treino proposto. Somado a isso, se destaca o emprego de avaliações antropométricas com a finalidade de monitorar e identificar o grau de eficiência de programas de treinamento físico voltado ao rendimento esportivo. 7 Quando variáveis como estatura, massa corporal total e massa corporal magra dos sujeitos, estão de acordo com os índices adequados para o esporte praticado, o desempenho na prática da modalidade tende a ser superior. No basquetebol, a variável estatura é uma característica a ser levada em consideração quando se objetivam bons resultados no que tange ao desempenho. Figura 4 – Jogadores de basquete em um ginásio Fonte: Shutterstock (2024). Em suma, a avaliação antropométrica no contexto da Educação Física tem como objetivo proporcionar a identificação de medidas de tamanho, proporção, forma e composição corporal relativos ao indivíduo, a fim de possibilitar que os resultados dessas medidas auxiliem no entendimento das características da performance esportiva e o exercício físico (MARTINS; WALTORTT, 2007). 8 Técnicas e Instrumentos Há uma série de instrumentos empregados na obtenção das medidas para avaliação na área da Educação Física e Esportes, como os que verificam capacidades motoras (testes motores), variáveis bioquímicas (testes laboratoriais) e atributos antropométricos. Em relação a estes últimos, Guedes e Guedes (2006) destacam instrumentos antropométricos que podem ser aplicadosà obtenção das medidas de certos atributos. Atributos Instrumentos de medida Crescimento físico Medição Medidas antropométricas Maturação biológica Medição Observação Medidas antropométricas Técnicas laboratoriais Inspeção visual Desempenho motor Testagem Testes motores Proporcionalidade Medição Medidas antropométricas Somatotipo Medição Medidas antropométricas Composição corporal Medição Medidas antropométricas Técnicas laboratoriais Indicadores nutricionais Medição Entrevista Questionário Medidas antropométricas Anamnese alimentar Registro dietético Atividade física Medição Observação Entrevista Questionário Monitoração mecânica Monitoração fisiológica Filmagem Observação direta Mobilização energética Testagem Medição Testes de esforço Medidas fisiológicas Técnicas laboratoriais Sistema musculoarticular Testagem Medição Testes de sobrecarga Amplitude de movimentos Quadro 1 – Instrumentos para avaliação de atributos relativos à educação física Fonte: GUEDES; GUEDES, 2006, p. 19. (Adaptado). 9 Em relação ao crescimento físico, este pode ser verificado a partir de instrumentos de medida antropométricos que sejam capazes de fornecer indicadores de altura, massa corporal, largura corporal, diâmetros da arquitetura da região dos ombros e quadril, diâmetros ósseos, entre outros, conforme verificado no Quadro 2. Alturas Estatura Altura troncoencefálica Estadiômetro Fita métrica Massa corporal Peso corporal Balança Diâmetros Biacromial Bicrista-ilíaca Biepicondilar do fêmur Bimaleolar Biepicondilar do úmero Biestilóide Paquímetro Antropômetro Compasso Comprimentos Membros inferiores Coxa Perna Membros superiores Braço Antebraço Paquímetro Antropômetro Compasso Perímetros Coxa Perna Braço Antebraço Cintura Quadril Fita métrica flexível Espessura de dobras cutâneas Tricipital Subescapular Adipômetro ou compasso Quadro 2 – Medidas e instrumentos de avaliação antropométrica referentes ao crescimento físico Fonte: GUEDES; GUEDES, 2006, p. 37. (Adaptado). Parâmetros antropométricos que monitoram o crescimento físico, além de seu uso por profissionais da saúde no monitoramento do desenvolvimento físico, são empregados no contexto da Educação Física em larga escala, em parâmetros de prescrição e monitoramento dos resultados de programas sistematizados de treinamento. Atenção 10 Estatura, Massa Corporal e IMC Na Figura 5, é possível verificar, da esquerda para a direita, a obtenção de medidas de estatura e altura troncoencefálica: Figura 5 – Medidas de estatura e troncoencefálica Fonte: ALVAREZ; PAVAN, 2009, p. 34-35. (Adaptado). A Técnica Aplicada para a Obtenção da Medida de Estatura Conforme apontado por Guedes e Guedes (2006), a medida da estatura é obtida ao verificar a distância entre o ponto mais alto da cabeça até a planta dos pés (a partir do uso de um estadiômetro ou de uma fita métrica). Tal medida é obtida com a pessoa avaliada em pé ou em decúbito dorsal, sendo mais comum a posição em pé (ortostática). Em relação a essa última posição, quando adotada, é preciso: • Permanecer em pé, mantendo pés descalços e unidos; • Manter toda parte posterior do corpo (calcanhar, panturrilhas, costas, cabeça) próximos ao instrumento de medida; • Manter braços estendidos ao longo do corpo; • Distribuir o peso entre as pernas; • Manter o olhar fixo no horizonte. 11 Em relação à posição de quem avalia, Guedes e Guedes (2006) afirmam que a pessoa deve: • Permanecer em pé, ao lado direito da pessoa examinada; • Utilizar a mão direita para manter a cabeça no plano de Frankfurt (quando necessário); • Utilizar a mão esquerda para comprimir os cabelos e fazer a leitura adequada da medida da estatura do indivíduo. A Técnica Aplicada para a Obtenção da Medida da Altura Troncoencefálica A medida troncoencefálica é avaliada quando se objetiva monitorar o crescimento físico e analisar a característica étnica de cada população. Essa medida é obtida a partir da verificação da distância entre o ponto mais alto da cabeça e as espinhas isquiáticas, com a pessoa avaliada em posição sentada (GUEDES; GUEDES, 2006). Considerando a posição, se senta sobre um banco de 50 centímetros de altura, com quadris em torno de 90° em relação ao tronco, mantendo o olhar fixo à frente. Enquanto isso, a pessoa que avalia fica de pé ao lado direito da pessoa examinada (ALVAREZ; PAVAN, 2009). A Técnica Aplicada para a Obtenção da Medida da Massa Corporal A massa corporal é uma medida capaz de refletir o peso corporal total (ALVAREZ; PAVAN, 2009), sendo utilizada para averiguar o crescimento físico e o estado nutricional do indivíduo (SCHMITT; BATAGLION, 2012). Assim, tal medida é obtida a partir de uma balança manual ou digital (GUEDES; GUEDES, 2006). Conforme apontado por Guedes e Guedes (2006), para avaliação do peso corporal, a pessoa avaliada permanece sobre a balança com o mínimo de vestimenta possível, sem o uso do calçado, com o peso distribuído entre as pernas. Quem avalia fica ao lado da balança, de frente para a escala de medida. A Técnica Aplicada para a Obtenção da Medida de IMC O índice de massa corporal, também conhecido como IMC, consiste em uma medida obtida a partir de dados antropométricos de uma pessoa (massa corporal total e estatura), cujo principal objetivo é avaliar, de forma indireta, a composição corporal, sendo uma medida muito útil em várias situações clínicas e de campo (TRITSCHLER, 2003). O IMC é determinado a partir da divisão da massa corporal total (quilogramas) 12 pela estatura elevada ao quadrado (em metros) (WHO 2000). Por exemplo, se uma pessoa apresenta 1,60 m de estatura e tem uma massa corporal total de 65 kg, ela possui um IMC de 25,3 [65/ (1,60)2]. Assim, a partir do resultado obtido, a pessoa avaliadora faz a classificação conforme o Quadro 3. IMC Classificação 40,0 Obesidade grau III Quadro 3 – Classificação do índice de massa corporal (IMC) Fonte: WHO, 1997. Embora o IMC seja uma variável aplicada em larga escala, o erro padrão tende a ser elevado quando empregado em grupos específicos, como crianças e idosos, em razão da rápida alteração na massa corporal magra. Mesmo para indivíduos em idade adulta, o IMC é falho na capacidade de diferenciar a massa corporal magra da massa corporal gorda. Desse modo, uma mulher com IMC com valor de 23 tem entre 24 a 34,4% de gordura corporal, enquanto um homem com mesmo IMC tem entre 9,3 e 21,3% (TRITSCHLER, 2003). Perimetria, RCQ e IC A Técnica Aplicada para a Obtenção dos Perímetros Corporais Perímetros corporais consistem em medidas de segmentos corporais. A avaliação de perímetros fornece informações sobre o crescimento, mas também auxilia na interpretação de informações sobre a distribuição da gordura do corpo e o estado nutricional da pessoa avaliada (PELEGRINI et al., 2015). A técnica para obtenção das medidas de perimetria envolve o uso de uma fita métrica flexível (material metálico ou outro, desde que não apresente elasticidade). Assim, orienta-se que as fitas tenham comprimento aproximado de 2 metros, a fim de facilitar o seu manuseio. 13 Quem avalia, segura o marco da fita com o ponto zero com a mão esquerda e o restante com a mão direita. Em seguida, realiza três medidas seguidas no mesmo local (segmento), adotando o valor medial e posicionado de forma que a visão permaneça no plano do local medido (AZEREDO, 2010). Não menos importante, para que a medida de perímetro seja feita de maneira adequada, é essencial que ela seja feita sobre a pele “nua”, isto é, local descoberto. O perímetro da coxa pode ser medido de forma proximal, medial ou distal. Para a obtenção de quaisquer desses tipos de medida, a pessoa avaliada permanece em pé. Em relação à medida proximal, quem avalia se posiciona agachado de forma lateral à coxa direita a ser medida. Na sequência,abaixo da curvatura do glúteo, deve se posicionar a fita métrica, em sentido horizontal, ao redor da coxa (FREITAS JR., 2018). Na obtenção do perímetro da coxa medial se encontra o ponto médio, entre a prega inguinal e a porção proximal da patela. Para localizar a linha inguinal, é importante realizar uma flexão do quadril da perna direita (a ser medida), apoiando a perna sobre uma superfície alta, de forma que o quadril e joelho apresentem uma flexão aproximada de 90°. Na sequência, é medido o comprimento da perna (entre a prega inguinal e a porção proximal da patela), a fim de marcar o ponto médio e medir a circunferência da coxa medial (MARTINS; LOPES, 2009; FREITAS JR., 2018). Quanto ao perímetro da perna medial, ele varia de indivíduo para indivíduo. Para a obtenção da medida, é necessário encontrar, de preferência na perna direita, o ponto médio no qual há maior volume da musculatura dos gastrocnêmios, e então aplicar a circunferência sobre esse ponto, estando o examinado em pé e com o peso distribuído entre as duas pernas (GUEDES; GUEDES, 2006). Para a obtenção da medida do perímetro do braço, é recomendado permanecer de pé, com o peso distribuído entre as pernas, mantendo o antebraço direito com uma angulação aproximada de 90° em relação ao braço e a palma da mão direita voltada para cima. Assim, quem avalia se posiciona em pé, de frente à lateral direita do corpo da pessoa avaliada. O ponto medido pela circunferência é a distância média entre a borda súperolateral do acrômio e a região do olecrano da ulna (GUEDES; GUEDES, 2006). Para se realizar a medida do perímetro do antebraço, a pessoa examinada permanece em pé, mantendo pés à largura dos ombros e braço direito relaxado, afastado do tronco e com a mão na posição supina. Em pé, se posicionando de frente à pessoa avaliada, quem examina posicionar a fita métrica de forma perpendicular sobre a maior área de circunferência do antebraço (FREITAS JR., 2009). 14 O ponto para obtenção da medida da cintura é a área de menor perímetro do abdômen. Para isso, a pessoa avaliada permanece em pé e quem avalia se agacha, em posição lateral. A partir do ponto identificado, é passada a fita, de trás para frente. Quando ela está posicionada de forma adequada, a pessoa examinada expira e a medida é realizada (MARTINS; LOPES, 2009). O perímetro do quadril é obtido levando em conta a maior região dos glúteos e os trocânteres. Quanto à pessoa avaliada, ela permanece em pé, mantendo coxas e pernas unidas, além de braços afastados ao longo do corpo. Já quem avalia fica em posição agachada, de maneira lateral e à direita da pessoa examinada. Assim, a medida é feita por fita métrica sobre a maior região dos glúteos, observando sua passagem lateral pela região da pele e os trocânteres (MARTINS; LOPES, 2009). A Técnica Aplicada para a Obtenção da Razão Cintura-quadril (RCQ) A técnica é aplicada com vistas a identificar o acúmulo excessivo de gordura na região do abdômen, uma vez que a gordura em excesso demonstra associação com alto risco para o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas (TRITSCHLER, 2003). Assim, a obtenção dessa medida é feita de forma simples e com baixo custo. A RCQ nada mais é do que a medida da circunferência da cintura (perímetro da cintura) dividida pela medida da circunferência do quadril (perímetro do quadril). Um resultado de 0,85 ou menos para as mulheres e 0,95 ou menos para os homens representa um menor risco para o desenvolvimento de doenças crônicas relacionadas à gordura corporal na região da parede abdominal (TRITSCHLER, 2003; GUEDES; GUEDES, 2006). A Técnica Aplicada para a Obtenção do Índice de Circunferência da Cintura (ICC) A medida de circunferência da cintura substitui a medida da RCQ, posto que também se constitui de um método preditor de risco para o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. O ICC é obtido a partir da obtenção da circunferência da cintura (perímetro da cintura). Para o sexo feminino, o valor aceitável para baixo risco é de até 89 cm, enquanto esse índice corresponde a até 101 cm para os homens (TRITSCHLER, 2003). 15 Dobras Cutâneas e Composição Corporal Medidas de Dobras Cutâneas A dobra cutânea é entendida como uma medida de dobra da pele e da camada de gordura subcutânea localizada abaixo dela. A espessura de uma dobra cutânea é verificada a partir de um instrumento chamado de compasso ou adipômetro, cuja medida é registrada em milímetros. O principal objetivo, ao medir a espessura de uma dobra cutânea, é estimar a gordura corporal (TRITSCHLER, 2003). Figura 6 – Nutricionista medindo a perda de peso do adipômetro Fonte: Shutterstock (2024). Uma série de equações podem estimar a composição da gordura do corpo, levando em consideração medidas antropométricas e dobras cutâneas mensuradas (FREITAS JÚNIOR, 2009). Há equações que requerem maior ou menor número de medidas de dobras cutâneas dos segmentos do corpo, equações desenvolvidas para populações específicas, como adolescentes ou idosos, além de equações desenvolvidas para estimativa da gordura corporal com determinado sexo específico. As principais dobras cutâneas utilizadas para estabelecer a medida da gordura corporal nas diferentes equações: • Panturrilha medial; • Coxa medial; • Supra ilíaca; • Abdominal; • Peitoral; 16 • Axilar média; • Subescapular; • Antebraço; • Bíceps medial; • Tríceps medial. É importante destacar que, conforme apontado por Freitas Júnior (2009), independente da dobra a ser medida, quem avalia deve: • Realizar sempre as medidas ao lado direito do examinado; • Identificar e demarcar os pontos a serem medidos; • Utilizar o dedo polegar e indicador da mão esquerda para destacar a prega a cerca de 1 cm; • Quando posicionar o dedo indicador e polegar sobre a pele, deve fazê-lo a uma distância aproximada de 8 cm, de forma perpendicular em relação à prega cutânea a ser medida; • Destacar a prega cutânea durante o momento da medida; • Manter o adipômetro posicionado de forma perpendicular à prega, cerca de 1 cm abaixo dos dedos; • Medir de fato a prega 4 segundos após ter liberado a pressão dos dedos sobre a região. Medidas de Composição Corporal A composição corporal alude às principais estruturas componentes do corpo humano. Assim, se destaca que a composição do corpo humano é um conjunto de ossos, massa corporal magra, massa corporal gorda, sangue, água corporal total, entre outros elementos (TRITSCHLER, 2003). A única forma de verificar a composição corporal de uma pessoa se dá pela técnica de dissecação de cadáveres, algo impossível de ser feito com um indivíduo em vida. Assim, a estimativa da composição corporal, isto é, das principais estruturas que compõem o corpo humano, só é possível a partir do uso de várias técnicas, as quais apresentam benefícios e limitações. Entre essas técnicas, se destacam a pesagem hidrostática, a pletismografia, densitometria por dupla emissão de raios X (DEXA), medida de dobras cutâneas e a técnica de bioimpedância (TRITSCHLER, 2003; GUEDES; GUEDES 2006). 17 Com relação à pletismografia e DEXA, ambas se destacam como técnicas confiáveis pois apresentam menor erro de medida em relação às demais. Em contrapartida, necessitam de alto custo para aplicação, além de profissionais especializados para manipulação dos equipamentos, sem falar no diagnóstico mais demorado. No entanto, é importante ressaltar que, dentre os métodos existentes, a avaliação conduzida pela técnica de DEXA é considerada padrão ouro porque possui valores de composição corporal mais próximos aos reais. Por outro lado, as técnicas de medidas de dobras cutâneas e bioimpedância, feitas a partir do uso de compasso de dobras cutâneas e uma balança de bioimpedância, oferecem maior acessibilidade para estimativa da composição corporal, devido ao baixo custo e maior facilidade de aplicação. Porém, elas se limitam a fornecer medidas com maior erro, dificultando a interpretação do valor real mensurado.Nesse sentido, ainda é importante ressaltar que, independente da técnica utilizada para verificar uma ou mais estruturas ou elementos do corpo humano, em hipótese alguma é possível obter a medida real de tais elementos. A avaliação da composição corporal pela técnica de dobras cutâneas ou bioimpedância apresentam o mesmo índice de variação da medida. Nesse caso, na escolha por uma ou outra técnica, é recomendado levar em consideração a experiência do avaliador, a precisão do compasso, o conhecimento das equações aplicadas às diferentes populações e as características da balança. Atenção Diâmetros Ósseos e Fracionamento em Quatro Componentes A Técnica Aplicada para a Obtenção dos Diâmetros Ósseos Diâmetros ósseos são compreendidos como distâncias entre dois pontos anatômicos distintos, caracterizados por protuberâncias ósseas de forma perpendicular ao eixo longitudinal do corpo. Dentre os principais, se destacam diâmetro biacromial, bicrista ilíaca, biepicondilar do fêmur, bimaleolar, biepicondilar do úmero e biestilóide. Tais diâmetros podem ser mensurados de ambos os lados do indivíduo examinado. Porém, é preferível que sejam verificados a partir do lado direito (GUEDES; GUEDES, 2006). 18 Independente do diâmetro ósseo que se pretende medir, é necessário que a pessoa adote a sequência dos seguintes passos: • Identificar os pontos anatômicos que deseja medir; • Usar caneta ou outro marcador, para demarcar e localizar os pontos anatômicos; • Medir três vezes consecutivas a mesma medida do diâmetro; • Definir o valor mediano como resultado para a medida. Os instrumentos para a verificação das medidas de diâmetros ósseos são os paquímetros, compassos e antropômetros, sendo que suas características variam conforme o diâmetro ósseo avaliado. O diâmetro biacromial compreende a distância entre o processo acromial esquerdo e direito. Para que a medida seja obtida, é indicado que o avaliado em pé, mantenha os braços alinhados ao lado do corpo e pés afastados na largura dos ombros. Enquanto isso, quem avalia, também em pé, se posiciona atrás (ALVAREZ; PAVAN, 2009), como se observa na Figura 7. Figura 7 – Medida biacromial Fonte: Shutterstock (2024). Para a determinação do diâmetro bicrista-ilíaca, são utilizadas as proeminências das bordas superiores das cristas ilíacas. Em relação à posição da pessoa avaliada, ela deve estar em posição ortostática, afastamento dos pés na largura dos ombros e peso distribuído, deixando os braços estendidos ao lado do corpo. Já quem avalia, realiza a obtenção da medida de frente ou por trás do indivíduo (GUEDES; GUEDES, 2006). Para a obtenção correta do diâmetro biepicondilar do fêmur, se leva em consideração os pontos laterais e mediais do côndilo de maior destaque. Assim, para adequada 19 visualização e medição, se orienta que o indivíduo esteja sentado, mantendo os joelhos flexionados em torno de 90°, enquanto quem avalia permanece em posição agachada em frente ao indivíduo. A técnica envolvida na obtenção da medida do diâmetro bimaleolar requer que o avaliado permaneça sentado e com os pés afastados, estando o avaliador agachado à frente deste. É importante ressaltar que, em relação ao instrumento para a avaliação (compasso ou antropômetro), as hastes devem ser colocadas em posição oblíqua entre os pontos mais aparentes para a avaliação, uma vez que se encontram em planos distintos (GUEDES; GUEDES, 2006). As referências anatômicas para obtenção da medida do diâmetro biepicondilar do úmero são os epicôndilos lateral e medial. Assim, é necessário que o avaliado esteja em pé, mantendo braços alinhados e estendidos na posição horizontal à frente da região do tronco, estando com ombro e cotovelo flexionados a cerca de 90°. Em relação à posição do avaliador, é indicado permanecer também em pé, de frente ao examinado (ALVAREZ; PAVAN, 2009; GUEDES; GUEDES, 2006). A medida do diâmetro biestilóide é feita a partir da medição entre a distância das apófises do rádio e da ulna. Para sua obtenção, é necessário que o avaliado permaneça em pé, mantendo o seu braço direito estendido, em posição pronada à frente do corpo, com a mão flexionada para baixo. Por outro lado, o avaliador permanece em pé, de frente ao indivíduo examinado (ALVAREZ; PAVAN, 2009). Figura 8 – Obtenção da medida biestilóide Fonte: GUEDES; GUEDES, 2006, p. 46. 20 Os Quatro Componentes da Composição Corporal O avanço em relação ao estudo da composição corporal permite que as estruturas e elementos sejam classificados de acordo com os níveis de organização e análise, correspondendo ao fracionamento em quatro componentes, conforme se observa no Diagrama 1. Nível 1 (Atômico) Nível 2 (Molecular) Nível 3 (Celular) Nível 4 (sistema tecidular) Oxigênio Carbono Hidrogênio Outros Água Lipídios Proteínas Outros Massa celular Fluídos extracelulares Sólidos extracelulares Sistema músculo- esquelético Tecido adiposo Osso Outros Sangue Diagrama 1 – Representação dos quatro compartimentos da composição corporal e seus elementos conforme o nível organizacional Fonte: GUEDES; GUEDES, 2006. (Adaptado). Conforme apontado por Freitas Júnior (2018): • No nível atômico (1), a composição do corpo se dá a partir dos elementos quí- micos que o compõem, como gases, cálcio, fósforo e potássio, muito impor- tantes para a realização de processos químicos da célula, além da homeosta- se e manutenção da saúde do organismo; • Já no nível molecular (2), os elementos são compostos moleculares que tam- bém apresentam importante papel na regulação dos processos metabólicos. A esse respeito, se destacam, além dos compostos principais apresentados no Diagrama 1 (água, lipídios e proteínas), os ácidos nucléicos, presentes nos ácidos ribonucleicos (RNA) e desoxirribonucleicos (DNA); 21 • Quanto ao nível celular (3), a massa celular é caracterizada pela presença de diferentes tipos de células, tais como osteócitos, miócitos e adipócitos. Enquanto os fluídos se caracterizam pela junção entre água e plasma intra e extravascular associadas a determinadas substâncias como colágeno, fibras elastinas, cálcio e fósforo; • Por fim, quanto ao nível tecidual, ele é composto pela presença de quatro tecidos corporais, sendo, em tese, mais simples de ser mensurado. É o mais utilizado para estabelecer medidas de composição corporal na área da Educa- ção Física por levar em consideração a musculatura esquelética e a gordura corporal, fatores influenciados pelos programas de exercícios propostos. Somatotipo Somatotipo é entendido como a distribuição da composição corporal de uma pessoa que dá origem a sua forma, ou seja, a sua proporção corporal. Desse modo, os somatotipos existentes são endomorfo, mesomorfo e ectomorfo. Indivíduos que apresentam o padrão endomorfo tendem a apresentar maior percentual de gordura corporal, enquanto mesomorfos apresentam maior massa muscular e, por fim, ectomorfos tendem a ser magros e longilíneos (FREITAS JR., 2018). Conforme apontado por Petroski (2009), o método mais comum para avaliar o somatotipo é o Health Carter, aplicado a uma série de pessoas com características distintas, como praticantes de exercícios e atletas profissionais, a fim de auxiliar no processo de verificação de alterações físicas relacionadas ao treinamento físico. Tal método é aplicado quando obtidas as seguintes medidas antropométricas: massa corporal, estatura, prega tricipital, subescapular, suprailíaca e coxa medial, diâmetro biepincondilar do úmero e fêmur, perímetro do braço e da perna (FREITAS JR., 2018). Na Figura 9, é possível ver uma representação dos diferentes somatotipos. 22 Figura 8 – Corpo ectomorfo, mesomorfo e endomorfo Fonte: Shutterstock (2024). (Adaptado). Avaliação Postural A boa postura corresponde a um estado de completo equilíbrio entre o tecido ósseo e muscular, tecidos capazes de fornecer uma proteção adequada às demais estruturas corporais, independente da posição adotada. A avaliação posturalé conduzida de inúmeras formas, entre as quais se destacam a avaliação clássica e a avaliação por fotogrametria digital. A avaliação clássica ou visual permite a verificação qualitativa acerca das possíveis assimetrias corporais nos diferentes planos (BACK; LIMA, 2009). Apesar de ser mais simples e de baixo custo, uma limitação importante da técnica se relaciona ao fato de que a avaliação qualitativa visual faz com que poucas alterações posturais sejam verificadas, abrindo margem para erros de avaliação e variações entre interpretações feitas por examinadores distintos (FEDORAK et al., 2003). Por outro lado, a técnica de fotogrametria ou análise digital das imagens, como também é conhecida, requer maior custo de aplicação, seja na compra de uma lente apropriada para a verificação fotográfica ou na compra do software específico para 23 esse tipo de avaliação. Não se pode esquecer ainda que a aplicação da técnica requer que o profissional avaliador tenha instrução adequada para manuseio do equipamento e do software utilizado nas análises, que são mais objetivas que a avaliação visual (FEDORAK et al., 2003). Independente da técnica aplicada, a respeito dos elementos referentes à postura do indivíduo, se destacam a verificação da flexão de tronco, a avaliação do apoio podal, a avaliação da marcha, os testes musculares (comprimento do grande dorsal, medição lombar, peitoral menor, peitoral menor) e o comprimento dos músculos flexores do quadril (BACK; LIMA, 2009). Avaliação Funcional A capacidade funcional consiste na capacidade do indivíduo em manter em níveis adequados as habilidades mentais e físicas no decorrer da vida, aspectos importantes para autonomia e independência na realização de ações motoras desempenhadas no dia a dia. Desse modo, a redução da capacidade funcional, em virtude de inúmeros fatores, como maior fragilidade ou envelhecimento, se associa à perda de autonomia, mobilidade e maior risco de morte (CORDEIRO et al., 2002). Dentre os inúmeros instrumentos na prática clínica para realização da avaliação funcional, se destacam a medida de independência funcional (MIF), a escala de equilíbrio de Berg (EEB), o Short Form-36 (SF-36), o teste funcional de mobilidade e o teste de caminhada de 6 minutos (NUNCIATO; PEREIRA; BORGHI-SILVA, 2012). Em relação à MIF, tal instrumento consiste numa escala que avalia 18 categorias, pontuadas de 1 a 7, que classificam quanto ao nível de independência para a realização da tarefa. Já a EEB é um instrumento com 14 itens relativos às atividades comuns desempenhadas no dia a dia, que visa avaliar o controle da postura. Por outro lado, o SF-36 é um questionário formado por 36 itens que tem por finalidade avaliar a qualidade de vida funcional entre demais aspectos do indivíduo (emocional, saúde mental; etc.) (NUNCIATO; PEREIRA; BORGHI-SILVA, 2012). Em contrapartida aos demais testes apresentados, o teste funcional de mobilidade é um teste prático no qual o avaliado se levanta de uma cadeira, caminha por três metros e se senta outra vez. De acordo com o tempo despendido para a realização do mesmo, é possível estimar a capacidade de equilíbrio, estabilidade e mudança de trajetória do avaliado. Por fim, o teste de caminhada de 6 minutos estima a capacidade funcional do indivíduo como um todo (cardiovascular, metabólica e muscular), a partir da verificação da distância total obtida a partir de uma caminhada com intensidade submáxima durante 6 minutos (NUNCIATO; PEREIRA; BORGHI-SILVA, 2012). 24 Conclusão Neste estudo, foi possível conhecer melhor o histórico e a evolução da Antropometria no decorrer do tempo, bem como as diversas técnicas e instrumentos de avaliação antropométrica que são aplicadas pelos profissionais da saúde, incluindo profissionais de educação física que lidam com avaliações morfológicas e biotipológicas dos indivíduos. Esse conhecimento é essencial à rotina prática de atuação do avaliador físico, pois trata de aspectos antropométricos medidos que se relacionam com demais características dos indivíduos, como parâmetros de aptidão física, indicadores de saúde e risco para doenças adjacentes. Desse modo, o conhecimento detalhado acerca de cada técnica aplicada aos atributos antropométricos fornece importantes informações associadas não só às alterações promovidas por um programa de intervenção física proposto, mas também no entendimento de determinadas limitações físicas e fisiológicas do indivíduo ou grupo de pessoas em questão. A fim de estabelecer diagnósticos precisos acerca dos diferentes atributos antropométricos, enfatizando a necessidade de ter um bom entendimento dos elementos que compõem a Antropometria, as técnicas existentes e os instrumentos que podem ser utilizados, cabe ao profissional ajustá-los de acordo com as características. 25 Referências ALVAREZ, B. R.; PAVAN, A. L. Alturas e comprimentos. In: PETROSKI, E. L. (org.). Antropometria: técnicas e padronizações. 4 ed. Porto Alegre: Pallotti, 2009. AZEREDO, C. P. Pesquisa Nacional de Saúde. Manual de Antropometria. Boletim de Serviço, [s. l.], 2010, p. 2-36. BACK, C. M. Z.; LIMA, I. A. X. 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