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2a
3o bimestre
Aula 3
Ensino
Médio
História
A República Oligárquica: "a terra do favor"
Série
2025_EM_V1
Primeira República: oligarquias rurais; 
Características do coronelismo, clientelismo e patrimonialismo.
Caracterizar a organização política da sociedade brasileira e suas práticas autoritárias; 
Compreender os conceitos de coronelismo, clientelismo e patrimonialismo.
Conteúdos
Objetivos
2025_EM_V1
Você já votou em alguma eleição?
Na sua opinião, qual a importância de participar do pleito eleitoral? 
Qual a importância de haver, no país, uma Justiça Eleitoral? Levante hipóteses e discuta com seus colegas!
Direito conquistado: mulher vota nas eleições presidenciais de 1955, no Rio de Janeiro (foto: Arquivo Nacional – Agência Senado). Urnas de lona utilizadas a partir da década de 1960.
Reprodução – WESTIN, 2022. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/para-criticos-do-voto-feminino-mulher-nao-tinha-intelecto-e-deveria-ficar-restrita-ao-lar#gallery-7. Acesso em 19 dez. 2024. 
Para começar
5 minutos
2 minutos
VIREM E CONVERSEM
2025_EM_V1
Foco no conteúdo
A história do direito ao voto no Brasil reflete uma trajetória de avanços e retrocessos na construção da cidadania e da democracia. Inicialmente, no período colonial, o direito ao voto era restrito aos "homens bons", ou seja, homens livres, proprietários e católicos, excluindo a maioria da população, como mulheres, escravizados e analfabetos. 
Voto: uma linha do tempo
Produzido pela SEDUC-SP com a ferramenta Canva.
8 minutos
2025_EM_V1
Elas querem votar...
Foco no conteúdo
A historiadora Mônica Karawejczyk, em sua obra "As filhas de Eva querem votar: uma história da conquista do sufrágio feminino no Brasil", destaca que a conquista do voto feminino não foi uma simples concessão*, mas fruto de um protagonismo ativo das mulheres que, por meio de manifestações, debates e articulações políticas, pressionaram por seus direitos políticos. No entanto, mesmo após a conquista do voto feminino, a participação política das mulheres enfrentou desafios. Durante o Estado Novo (1937-1945), por exemplo, houve um enfraquecimento do ativismo feminino, e as lideranças do regime não se comprometeram com os direitos das mulheres, resultando em uma participação política limitada.” 
(SCHWARCZ, 2019)
*Concessão: ação de conceder, permitir, tornar disponível ou colocar à disposição. 
 
GLOSSÁRIO
© Canva
2025_EM_V1
Saiba mais sobre a história do voto no Brasil.
TV SENADO. Histórias do Brasil – Saiba mais sobre a história do voto no Brasil. Disponível em: https://youtu.be/uO15ZJaIpdg?si=IiEWPxNz9HXnc1x9. Acesso em: 19 dez. 2024. 
Foco no conteúdo
Link para vídeo
2025_EM_V1
Embora as mulheres não tivessem direito ao voto durante a maior parte da Primeira República, quais fatores impulsionaram a luta pelo sufrágio feminino nesse período?
A luta pelo voto feminino foi resultado do protagonismo ativo das mulheres por meio de manifestações e articulações políticas. 
A crescente participação das mulheres no mercado de trabalho e a influência de movimentos internacionais.
A ausência de movimentos sociais e a falta de interesse das mulheres por questões políticas.
2 minutos
Pause e responda
2025_EM_V1
Embora as mulheres não tivessem direito ao voto durante a maior parte da Primeira República, quais fatores impulsionaram a luta pelo sufrágio feminino nesse período?
A luta pelo voto feminino foi resultado do protagonismo ativo das mulheres por meio de manifestações e articulações políticas. 
A crescente participação das mulheres no mercado de trabalho e a influência de movimentos internacionais.
A ausência de movimentos sociais e a falta de interesse das mulheres por questões políticas.
2 minutos
Pause e responda
2025_EM_V1
A fórmula democrática. Os detentores – Tenham paciência, mas aqui não sobe mais ninguém! Charge de Storni, Revista Careta, 1925. 
Reprodução – HERMES JÚNIOR, 2016. Disponível em: https://historiaporimagem.blogspot.com/2016/06/o-cafe-com-leite-da-velha-politica.html. Acesso em: 19 dez. 2024.
Foco no conteúdo
O período em que as oligarquias agrárias dominavam o país ficou conhecido popularmente como a “política do café com leite”, em razão da dominação paulista e mineira no governo federal, que só terminou com a Revolução de 1930. Durante o período, apenas três presidentes não procediam dos estados de São Paulo e de Minas Gerais. 
Política do café com leite: a política do café com leite era uma prática política em que os estados de São Paulo e Minas Gerais se revezavam no poder presidencial, em uma espécie de acordo político que garantia a manutenção do poder das oligarquias.
5 minutos
2025_EM_V1
Voto restrito: o voto era permitido apenas a homens maiores de 21 anos alfabetizados, o que excluía a maioria da população do processo eleitoral. 
Coronelismo: sistema político pautado no clientelismo, em que os coronéis, que eram líderes locais, exerciam grande influência política e controlavam o voto nas suas regiões.
Movimentos populares: durante o período, houve vários movimentos populares, liderados por trabalhadores rurais e urbanos, que lutavam por melhores condições de vida e de trabalho e por uma maior participação política. 
Política do “saneamento” social: política de “saneamento” social, que buscava higienizar as cidades e as áreas rurais do país, eliminando os “vícios” e as “doenças” considerados prejudiciais à sociedade. Por exemplo, a reforma urbana de Pereira Passos no Rio de Janeiro.
Política externa voltada para o mercado internacional: o Brasil estreitou suas relações comerciais com os países do mercado internacional, especialmente com os Estados Unidos, e passou a exportar cada vez mais produtos agrícolas e matérias-primas.
Foco no conteúdo
Características políticas da Primeira República​
2025_EM_V1
Em grupos, leiam e analisem os textos a seguir, alternando entre as estações. 
Na prática
	ESTAÇÃO	ROTEIRO
	ESTAÇÃO 1
Patrimonialismo	Como o patrimonialismo influenciou a formação do Estado brasileiro e de que forma ele se relaciona com práticas autoritárias na sociedade??
	ESTAÇÃO 2
Coronelismo	Qual era o papel dos coronéis na política durante a Primeira República e como o coronelismo afetava as eleições e a representação política no Brasil?
	ESTAÇÃO 2
Clientelismo
	O que caracteriza o clientelismo nas relações políticas e de que maneira ele
perpetua práticas autoritárias?
Veja no livro!
Atividade 1
15 minutos
Registre suas considerações por escrito. 
TODO MUNDO ESCREVE
2025_EM_V1
Sobre o autoritarismo brasileiro
Na prática
Desde o início dessa breve história de cinco séculos, foi logo ficando patente a dificuldade que temos de construir modelos compartilhados de zelo pelo bem comum. Em seu lugar, várias formas de compadrio*, a moeda de troca dos favores, o recurso a pistolões, o famoso hábito de furar fila, de levar vantagem [...] se enraizaram nesta terra do uso abusivo do Estado para fins privados. O certo é que persistirá no Brasil um sério déficit republicano enquanto práticas patrimoniais e clientelistas continuarem a imperar no interior do nosso sistema político e no coração de nossas instituições públicas. “República” significa “coisa pública” — bem comum —, em oposição ao bem particular: a res privata. Pensada nesses termos [...] “nossa República nunca foi republicana”. [...] Ficam expostas a cidadania precarizada de certos grupos sociais brasileiros e as práticas de segregação a que continuam sujeitos. Sobretudo para os setores vulneráveis da sociedade, a regra democrática permanece muitas vezes suspensa no país, e nosso presente, ainda muito marcado pelo passado escravocrata, autoritário e controlado pelos mandonismos locais. [....] o patrimonialismo, é resultado da relação viciada que se estabelece entre a sociedade e o Estado, quando o bem público é apropriado privadamente. Ou, dito de outra maneira, trata-se do entendimento equivocado, de que o Estado é bem pessoal, “patrimônio” de quem detém o poder.” 
*Compadrio: práticaem que amigos e parentes são favorecidos de maneira ilegal ou injusta, em detrimento de pessoas mais competentes ou aptas, caracterizando um tipo de favoritismo ou nepotismo.
GLOSSÁRIO
(SCHWARCZ, 2019) 
Veja no livro!
Atividade 1
ESTAÇÃO 1
2025_EM_V1
Coronelismo: uma análise historiográfica
Na prática
[...] O coronel é o principal elemento constituinte do sistema porque é em torno dele que se configura toda a relação de poder coronelista. O coronel compõe a rede formada por ele, pelos outros coronéis rivais e aliados, os políticos da esfera estadual e federal e os subordinados, eleitores que compõem o séquito de “obedientes”. É o coronel quem exerce o poder sobre seus subordinados e controla os recursos oferecidos pelo governo em troca dos votos e do apoio dado por ele aos políticos de sua rede. [...] O segundo ponto intrínseco ao sistema coronelista é a presença do subordinado – não há coronelismo sem grupos de jagunços, empregados, agregados, parceiros, familiares que aceitem o poder do coronel e sigam suas instruções, conselhos ou ordens. Aqui podemos entrar no conceito de clã, algumas vezes evocado para falar desses seguidores do coronel e dele como o chefe.[...] As eleições são o terceiro principal ponto de discussão em torno do coronelismo. Como vimos, no Império, a lei de 1881 estabeleceu que era preciso ter renda anual de duzentos mil reis e saber ler e escrever para ser eleitor. Ainda não podiam ir às urnas as mulheres, os mendigos, os soldados e os membros de ordens religiosas. O voto era nominal, o que impedia o anonimato na escolha dos candidatos.” 
(PINTO, 2017)
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Atividade 1
ESTAÇÃO 2
2025_EM_V1
Patronagem, clientelismo e redes clientelares
Na prática
A República, tempos depois, afloraria de outros conjuntos de tensões políticas, que por sua vez reproduzem tramas clientelísticas, mas, novamente, informadas por referências diversas. Os novos atores sociais urbanos (destaquem-se os militares), assim como alterações na base rural (conjuntura de crise econômica no Nordeste), dão corpo a essa realidade. O fenômeno do coronelismo, expressão ícone do clientelismo da República Velha é exemplo claro desse contexto. A duração alargada de um fenômeno como o clientelismo na política brasileira, passível mesmo de certo avanço em um território já marcado por uma muito mais ampla impessoalização do aparato estatal*, como nos dias atuais, em que ainda podem se marcar inúmeras permanências de relações de patronagem no plano político e social, deve ser vista assim na chave de leitura de um processo que combina rupturas e continuidades, e cumpre função essencial, por exemplo, na reprodução de mecanismos de exclusão social. Talvez o clientelismo, mais propriamente, deva ser encarado, da mesma forma que a cultura política, em seu registro plural. Ainda que entendido aqui como um fenômeno que se reitera ao longo de período muito longo, o clientelismo não compõe de forma alguma, em uma análise política alongada, um “sistema político”, e não raro responde a formas por demais variadas, em que se estabelecem as estratégias de ação em conjunturas de forças políticas assimétricas; daí a ideia de não um, mas vários clientelismos.” 
*Aparato estatal: estrutura e os meios que o Estado utiliza para manter a ordem, garantir a organização e administrar seus diversos serviços.
GLOSSÁRIO
(CUNHA, 2006)
Veja no livro!
Atividade 1
ESTAÇÃO 3
2025_EM_V1
Como o patrimonialismo influenciou a formação do Estado brasileiro e de que forma ele se relaciona com práticas autoritárias na sociedade? 
O patrimonialismo no Brasil caracteriza-se pela ausência de separação entre o público e o privado, resultando em uma administração pública na qual interesses pessoais prevalecem sobre os coletivos, comprometendo a eficiência e a justiça social. Herdado do período colonial, consolidou-se com a centralização do poder e a valorização de relações pessoais em detrimento de normas impessoais. Suas principais manifestações incluem nepotismo, clientelismo e o uso privado de recursos públicos, favorecendo corrupção, desigualdades e práticas autoritárias. Essa cultura política centralizada e personalista mina os princípios democráticos ao restringir a participação popular e a transparência administrativa.
Na prática
Correção: Estação 1 – Patrimonialismo 
2025_EM_V1
Qual era o papel dos coronéis na política durante a Primeira República e como o
coronelismo afetava as eleições e a representação política no Brasil? 
Durante a Primeira República (1889-1930), o coronelismo representava o domínio político e social dos grandes proprietários de terras, que controlavam o voto de subordinados pelo “voto de cabresto”, garantindo a eleição de candidatos alinhados a seus interesses e sustentando um sistema oligárquico conhecido como “política dos governadores”. Esse controle era marcado por práticas como fraudes eleitorais, exclusão de opositores e manipulação coercitiva do processo eleitoral, restringindo a representatividade política às elites agrárias e comprometendo o desenvolvimento democrático. Embora o coronelismo clássico tenha enfraquecido, traços de sua lógica, como clientelismo, controle eleitoral e concentração de poder, ainda persistem em algumas regiões, refletindo a influência de práticas tradicionais na política brasileira contemporânea.
Na prática
Correção: Estação 2 – Coronelismo 
2025_EM_V1
O que caracteriza o clientelismo nas relações políticas e de que maneira ele perpetua práticas autoritárias?
O clientelismo é uma prática política caracterizada pela troca de favores entre líderes políticos e cidadãos, em que benefícios materiais ou simbólicos, como empregos ou recursos, são oferecidos em troca de apoio político, geralmente na forma de votos. Essa dinâmica estabelece redes de dependência que reforçam lealdades pessoais, em detrimento de princípios democráticos, da igualdade de oportunidades e da transparência. Concentrando poder nas mãos de líderes, o clientelismo enfraquece a autonomia dos cidadãos e as instituições democráticas, perpetuando elites no poder, limitando a renovação política e dificultando a implementação de políticas públicas voltadas ao interesse coletivo. Em contextos contemporâneos, manifesta-se por meio da distribuição estratégica de benefícios públicos e nomeações políticas baseadas em lealdades pessoais, em vez de critérios técnicos ou meritocráticos.
Na prática
Correção: Estação 3 – Clientelismo 
2025_EM_V1
Quais são as semelhanças e diferenças entre os três conceitos estudados nesta aula? 
Como esses conceitos contribuíram para a formação de práticas autoritárias na política brasileira?
De que forma esses fenômenos históricos influenciam a sociedade atual?
Registre em seu caderno um mapa conceitual relacionando patrimonialismo, coronelismo e clientelismo, utilizando os conhecimentos adquiridos durante as atividades propostas pelas estações.
Encerramento
5 minutos
Um mapa conceitual é uma ferramenta visual que organiza informações de forma a ajudar a entender as relações entre conceitos e ideias.
TODO MUNDO ESCREVE
2025_EM_V1
CUNHA, A. M. Patronagem, clientelismo e redes clientelares: a aparente duração alargada de um mesmo conceito na história política brasileira. História, v. 25, n. 1, p. 226-247, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/his/a/K67Nm9PrNyzpXYg5HKLBHbP/?format=pdf. Acesso em: 19 dez. 2024.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), 2011. Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias; Prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, 1º dia, Caderno Rosa. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2011/04_ROSA_GAB.pdf. Acesso em: 19 dez. 2024.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), 2016. Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias; Prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, 1º dia, Caderno 1 - Azul. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2016/CAD_ENEM_2016_DIA_1_01_AZUL.pdf.Acesso em: 19 dez. 2024.
PINTO, L. F. C. Coronelismo: uma análise historiográfica. Locus: Revista de História, v. 23, n. 2, p. 361-382, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/locus/article/view/20858/22336. Acesso em: 19 dez. 2024.
Referências
2025_EM_V1
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURRÍCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-Médio_ISBN.pdf. Acesso em: 19 dez. 2024.
SCHWARCZ, L. M. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Identidade visual: imagens © Getty Images
Referências
2025_EM_V1
Aprofundando
A seguir, você encontra uma seleção de exercícios extras, 
que ampliam as possibilidades de prática, de retomada e aprofundamento do conteúdo estudado.
2025_EM_V1
coação das milícias locais. 
centralização de decisões administrativas.
disseminação de práticas clientelistas.
valorização do proselitismo partidário.
estagnação da dinâmica urbana.
(ENEM 2016) No contexto da Primeira República no Brasil, as relações políticas descritas baseavam-se na:
O coronelismo era fruto de alteração na relação de forças entre os proprietários rurais e o governo, e significava o fortalecimento do poder do Estado antes que o predomínio do coronel. Nessa concepção, o coronelismo é, então, um sistema político nacional, com base em barganhas entre o governo e os coronéis. O coronel tem o controle dos cargos públicos, desde o delegado de polícia até a professora primária. O coronel hipoteca seu apoio ao governo, sobretudo na forma de voto.”
CARVALHO, J. M. Pontos e bordados: escritos de história política. Belo Horizonte. Editora UFMG, 1998 (adaptado)
Aprofundando
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3 minutos
B
C
D
E
A
2025_EM_V1
coação das milícias locais. 
centralização de decisões administrativas.
disseminação de práticas clientelistas.
valorização do proselitismo partidário.
estagnação da dinâmica urbana.
(ENEM 2016) No contexto da Primeira República no Brasil, as relações políticas descritas baseavam-se na:
O coronelismo era fruto de alteração na relação de forças entre os proprietários rurais e o governo, e significava o fortalecimento do poder do Estado antes que o predomínio do coronel. Nessa concepção, o coronelismo é, então, um sistema político nacional, com base em barganhas entre o governo e os coronéis. O coronel tem o controle dos cargos públicos, desde o delegado de polícia até a professora primária. O coronel hipoteca seu apoio ao governo, sobretudo na forma de voto.”
CARVALHO, J. M. Pontos e bordados: escritos de história política. Belo Horizonte. Editora UFMG, 1998 (adaptado)
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2025_EM_V1
Alternativa D.
O clientelismo funcionava como um sistema de troca de favores em que a população, carente de direitos básicos garantidos pelo Estado, recebia privilégios ou benefícios concedidos por um "padrinho político", geralmente representado pelo Coronel, figura de autoridade local. Em troca dessa ajuda, os cidadãos garantiam apoio político ao Coronel, principalmente na forma de votos para candidatos indicados por ele. Nesse arranjo, o Estado abdicava de sua atuação direta em determinadas regiões, delegando, ainda que de maneira informal, o controle dessas áreas ao Coronel. Assim, a população, dependente desse sistema para sobreviver, ficava submissa às decisões e interesses de seu "benfeitor", perpetuando uma relação de dependência que enfraquecia a autonomia dos cidadãos e limitava o alcance de políticas públicas democráticas e imparciais.
Aprofundando
(ENEM 2016) Correção
2025_EM_V1
igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda.
agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional.
ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.
tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.
estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.
(ENEM 2011 – Adaptada) No período da Primeira República, o controle do voto estava vinculado a uma estrutura social:
Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver as figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.”
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado).
Aprofundando
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3 minutos
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2025_EM_V1
igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda.
agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional.
ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.
tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.
estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.
(ENEM 2011 – Adaptada) No período da Primeira República, o controle do voto estava vinculado a uma estrutura social:
Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver as figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.”
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado).
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Alternativa E.
A estrutura social da Primeira República era profundamente desigual, caracterizada pela concentração de terras e de poder nas mãos de uma elite agrária. Essa elite controlava os meios de produção, a economia local e, consequentemente, a vida política da região. Em resumo, o coronelismo, fenômeno político da Primeira República, estava intrinsecamente ligado à estrutura social agrária, marcada pela concentração de terra e poder nas mãos de uma elite rural. Essa estrutura permitia a perpetuação de práticas clientelistas e o controle do voto, limitando o exercício da cidadania e o desenvolvimento de um sistema democrático mais justo e representativo.
Aprofundando
(ENEM 2011 – Adaptada) Correção
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Para professores
2025_EM_V1
Slide 2
Habilidade: (EM13CHS602) Identificar e caracterizar a presença do paternalismo, do autoritarismo e do populismo na política, na sociedade e nas culturas brasileira e latino-americana, em períodos ditatoriais e democráticos, relacionando-os com as formas de organização e de articulação das sociedades em defesa da autonomia, da liberdade, do diálogo e da promoção da democracia, da cidadania e dos direitos humanos na sociedade atual. (SÃO PAULO, 2020)
Slide 3
2025_EM_V1
Slide 3
Tempo: 5 minutos.
Dinâmica de condução: professor(a), neste início de conversa com os estudantes, a fim de identificar seus conhecimentos prévios e sensibilizá-los quanto à temática da aula, promova uma discussão participativa sobre a importância do voto, da participação eleitoral e da Justiça Eleitoral no país, estimulando os alunos a refletirem, formularem hipóteses e debaterem com seus colegas. Cada aluno pode virar-se para um colega próximo (ou grupo de 2 a 3 pessoas, dependendo da organização da sala). Eles devem discutir as perguntas apresentadas, levantando suas opiniões e hipóteses. Incentive-os a escutarem com atenção os colegas e a construírem as respostas de forma colaborativa. Circule pela sala para observar as conversas, oferecendo apoio caso necessário. Estimule os alunos a irem além com perguntas adicionais, como: Por que é importante escolher representantes no poder? Como a Justiça Eleitoral garante a transparência e a democracia?
2025_EM_V1
Slides 4a 11
Tempo: 15 minutos.
Dinâmica de condução: professor(a), enfatize que o Brasil, desde a colonização, desenvolveu estruturas políticas baseadas em relações de poder desiguais, em que elites controlavam recursos e exerciam influência sobre a população. Práticas como o coronelismo, o clientelismo e o patrimonialismo nasceram nesse contexto e se perpetuaram ao longo do tempo, moldando a organização política e social do país. Essas práticas, embora distintas, estão interligadas e refletem estruturas autoritárias que persistem em diferentes momentos da história brasileira. Portanto, a aula se baseia em três conceitos – patrimonialismo, coronelismo e clientelismo – que estão profundamente conectados e refletem a maneira como o poder foi exercido ao longo da história brasileira. Enquanto o patrimonialismo caracteriza a apropriação do público como se fosse privado, o coronelismo simboliza o controle político regional e o clientelismo revela relações de troca baseadas no benefício pessoal, criando estruturas de dominação que perpetuam desigualdades e enfraquecem a democracia. É fundamental que os estudantes compreendam como essas práticas surgiram, se transformaram e ainda possuem resquícios no cenário político contemporâneo, possibilitando uma reflexão crítica sobre o fortalecimento das instituições democráticas e o papel da sociedade na construção de um sistema político mais justo e transparente.
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Slides 12 a 17
Tempo: 30 minutos.
Dinâmica de condução: visando à realização de uma rotação por estações, os estudantes devem participar de um circuito em sala, para que, simultaneamente, os agrupamentos possam responder aos questionamentos analíticos relacionados às fontes que pautam as temáticas da aula. A ideia, neste momento, não é dividir os estudantes de “toda a sala” em três estações temáticas, mas organizar circuitos com agrupamentos de, no máximo, quatro estudantes. A primeira estação tem como objetivo explorar como o patrimonialismo moldou a estrutura do Estado brasileiro e analisar suas características na política atual. A segunda estação visa compreender o papel histórico do coronelismo na política brasileira e identificar seus reflexos na política atual. A terceira estação objetiva discutir o impacto do clientelismo nas relações políticas e na formulação de políticas públicas no Brasil contemporâneo. Durante as atividades, circule entre os grupos para garantir a participação de todos e estimular a discussão. Faça perguntas adicionais para aprofundar o debate. Ao final da atividade, reserve de 10 a 15 minutos para que cada grupo apresente suas conclusões sobre cada estação. Registre as principais ideias no quadro para consolidar os aprendizados e para que possam construir o mapa mental. 
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Slides 12 a 17
Retomando a metodologia de ROTAÇÃO POR ESTAÇÕES 
Etapa 1. Leitura e análise de fontes que auxilie a leitura das fontes e os questionamentos do roteiro por estação. 
Etapa 2. Circuito de rotação por estações: 
1o A sala deverá ser organizada em grupos/estações (de, no máximo, quatro estudantes). 
2o Organize a quantidade de estudantes por estação, desde que todos os agrupamentos analisem todos os questionamentos das estações temáticas. 
3o Após a análise do primeiro questionamento, oriente que haja a continuidade no circuito, até que todos os agrupamentos realizem as propostas de todas as estações. 
Expectativas de respostas: o patrimonialismo se caracteriza pela confusão entre o público e o privado, em que o Estado é tratado como propriedade pessoal dos governantes. O clientelismo, por sua vez, envolve a troca de favores entre políticos e cidadãos em busca de benefícios e apoio político, perpetuando relações de dependência. Já o coronelismo, típico da Primeira República, representa o domínio político de coronéis, geralmente grandes latifundiários, que controlavam o voto em suas regiões. Essas práticas, interligadas, limitavam a cidadania e a democracia, excluindo grande parte da população, inclusive as mulheres, do processo político. 
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Slides 23 a 24
Tempo: 5 minutos.
Dinâmica de condução: professor(a), incentive os alunos a identificarem as palavras-chave no enunciado, como "analfabeto", "assistência médica", "votos de cabresto", "organização econômica rural" e "cidadania". Explique que essas palavras fornecem pistas sobre o contexto social e político da época, ajudando na eliminação de alternativas incorretas. Oriente os alunos a analisarem criticamente cada alternativa, buscando encontrar elementos que as tornem incorretas. Por exemplo, a alternativa "A" (igualitária) é facilmente descartada ao se considerar a profunda desigualdade social da época.
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