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Como pode uma membrana celular ser excitada? Geralmente a excitação ocorre no momento em que a membrana recebe um determinado estímulo. Tipos de estímulos: calor, frio, solução salina hipertônica ou hipotônica, ácidos, bases, corrente elétrica, pressão, etc. Algumas células desencadeiam o Potencial de Ação sem a necessidade de receberem estímulos, devido a uma alta excitabilidade que as mesmas apresentam. Tais células são denominadas auto-excitáveis, e os potenciais por elas gerados são denominados de potenciais espontâneos. Um típico pontencial de ação em uma típica célula excitável dura apenas alguns poucos milésimos de segundo, e pode ser dividido nas seguintes fases: DESPOLARIZAÇÃO: É a primeira fase do potencial de ação. Durante esta fase ocorre um significativo aumento na permeabilidade aos íons sódio na membrana celular. Isso propicia um grande fluxo de íons sódio de fora para dentro da célula através de sua membrana, por um processo de difusão simples. Como resultado do fenômeno citado acima, o líquido intracelular se torna com grande quantidade de íons de carga positiva (cátions) e a membrana celular passa a apresentar agora um potencial inverso daquele encontrado nas condições de repouso da célula: Mais cargas positivas no interior da célula e mais cargas negativas no seu exterior. O potencial de membrana neste período passa a ser, portanto, positivo (algo em torno de +45 mv). REPOLARIZAÇÃO: É a segunda fase do potencial de ação e ocorre logo em seguida à despolarização. Durante este curtíssimo período, a permeabilidade na membrana celular aos íons sódio retorna ao normal e, simultaneamente, ocorre agora um significativo aumento na permeabilidade aos íons potássio. Isso provoca um grande fluxo de íons potássio de dentro para fora da célula (devido ao excesso de cargas positivas encontradas neste período no interior da celula e à maior concentração de potássio dentro do que fora da célula). Enquanto isso ocorre, os íons sódio (cátions) que estavam em grande quantidade no interior da célula, vão sendo transportados ativamente para o exterior da mesma, pela bomba de sódio-potássio. Tudo isso faz com que o potencial na membrana celular volte a ser negativo (mais cargas negativas no interior da célula e mais cargas positivas no exterior da mesma). O potencial de membrana neste período passa a ser algo em torno de -95 mv. (ligeiramente mais negativo do que o potencial membrana em estado de repouso da célula. REPOUSO: É a terceira e última fase: É o retorno às condições normais de repouso encontradas na membrana celular antes da mesma ser excitada e despolarizada. Nesta fase a permeabilidade aos íons potássio retorna ao normal e a célula rapidamente retorna às suas condições normais. O potencial de membrana celular retorna ao seu valor de repouso (cerca de -90 mv.). Todo o processo descrito acima dura, aproximadamente, 2 a 3 milésimos de segundo na grande maioria das células excitáveis encontradas em nosso corpo. Mas algumas células (excitáveis) apresentam um potencial bem mais longo do que o descrito acima: Células musculares cardíacas, por exemplo, apresentam potenciais de ação que chegam a durar 0,15 a 0,3 segundos (e não alguns milésimos de segundo, como nas outras células). Tais potenciais, mais longos, apresentam um período durante o qual a membrana celular permanece despolarizada, bastante prolongado. Estes potenciais são denominados Potenciais em Platô. BIBLIOGRAFIA BÁSICA: SWENSON, M.J. ; REECE, W.O. Dukes – Fisiologia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. CUNNINGHAM, J.G. Tratado de Fisiologia Veterinária. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. GANONG, W.F. Fisiologia Médica. São Paulo: Atheneu, 1998. GUYTON, A.C; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: SCHMIDT-NIELSEN, K. Fisiologia Animal – Adaptação e Meio Ambiente. São Paulo: Santos, 1996. AIRES, M.M. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. BERNE, R.M; LEVY, M.N, Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. RANDALL, D. ; BURGGREN, W. ; FRENCH, K . Eckert – Fisiologia Animal – Mecanismos e Adaptações. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. POTENCIAL DE AÇÃO Quando a membrana de uma célula excitável realmente se excita, uma sucessão de eventos fisiológicos ocorrem através da tal membrana. Tais fenômenos, em conjunto, produzem aquilo que chamamos de Potencial de Ação. Exercício 1: A inativação da bomba de sódio e potássio causa: A) um aumento do fluxo de sódio para fora da célula B) um aumento na concentração intracelular de potássio C) um aumento do volume intracelular D) um aumento da excitabilidade das células musculares E) Não altera o funcionamento da célula Exercício 2: A passagem dos aminoácidos por uma célula muscular ocorre por: A) difusão simples B) difusão facilitada C) osmose D) transporte ativo primário E) transporte ativo secundário Exercício 3: É (são) causa(s) do potencial de repouso: A) a maior permeabilidade da membrana ao íon sódio, o qual se difunde para o interior das células por canais altamente negativos. B) a bomba de Na+ e K+, a qual desloca 3 íons sódio para o meio intracelular e 2 íons potássio para o meio extracelular; C) a maior permeabilidade da membrana ao íon potássio, o qual se difunde para o meio extracelular através dos canais de potássio de vazamento; D) a presença de íons positivos não-difusíveis no líquido intracelular, e dentre eles principalmente do íon potássio; E) nenhuma das anteriores Exercício 4: Com a estimulação limiar de qualquer célula: A) Abrem-se simultaneamente os canais voltagem-dependentes para o sódio e para o potássio, o que resulta na inversão das cargas elétricas dispostas interna e externamente à membrana. B) O reequilíbrio elétrico é obtido anteriormente à normalização das concentrações iônicas dentro e fora da célula, fazendo-se necessária a ativação da bomba eletrogênica após o potencial de ação para normalizar tais concentrações. C) Enquanto a célula encontra-se repolarizando, o íon sódio está sendo colocado para fora através da difusão simples pelos canais de sódio. D) as alternativas B e C estão corretas. E) Todas as alternativas estão corretas Exercício 5: No fenômeno da osmose: A) O solvente move-se do meio hipertônico para o hipotônico. B) O solvente move-se do meio hipotônico para o hipertônico. C) O soluto move-se do meio hipertônico para o hipotônico. D) O soluto move-se do meio hipotônico para o hipertônico. E) Os íons passam do local de maior concentração para o de menor. As células nervosas (neurônio) possuem propriedades similares as outras células em muitos aspectos: Elas se alimentam, respiram, passam por processos de difusão e osmose, mas diferem em um aspecto importante, elas processam informação. Os neurônios não existem isoladamente, eles conectam-se uns aos outros formando as chamadas cadeias neuronais, as quais transmitem informações a outros neurônios ou músculos. Os neurônios são células independentes entre si, embora estejam conectados uns aos outros pelas chamadas sinapses. Cada neurônio é formado por um corpo central celular, onde se encontra o núcleo da célula, contendo sua informação genética. Dela partem numerosas ramificações, chamadas dendritos, que estão conectados aos outros neurônios vizinhos. Um desses dendritos, denominado axônio, é o prolongamento mais importante, encarregado de transmitir os impulsos nervosos. O axônio conta também com vários prolongamentos em sua terminação, através da qual se conecta com dendritos de outros neurônios ou com os músculos. Nesse último caso, um desses prolongamentos se alarga formando uma espécie de placa de contato, por meio da qual se transmite o impulso elétrico: É a placa motora, que transmite os impulsos de saída. Existem neurônios com diferentes funções como: Neurônio sensitivo, neurônio associativo e neurônio motor. POTENCIAL DE MEMBRANA EM FIBRAS NERVOSASrins excretam um grande volume de urina hiposmolar relativamente ao plasma (mínimo ~30 mOsm / Kg). Quando a ingestão de água é baixa, ocorre o contrário: a osmolalidade dos fluidos corporais aumenta e os rins excretam um pequeno volume de urina hiperosmolar elativamente ao plasma (máximo ~1200 mOsm / Kg). Esta capacidade de concentrar a urina, propriedade encontrada apenas nos mamíferos e em algumas aves, foi uma importante adaptação à vida terrestre uma vez que permite reduzir o grau de dependência da água. Deste modo, a ansa de feedback homeostático negativo para estabilizar a osmolalidade dos fluidos corporais tem como efectores o controlo de ingestão de água pela sede e a resposta renal excretora de água. Hormona antidiurética (ADH) ou Vasopressina A ADH é um peptídeo de 8 aa sintetizada por neurónios dos núcleos supra-óptico e paraventricular do hipotálamo. É armazenada nos terminais axonais ao nível da hipófise posterior. É libertada para a circulação sistémica a partir deste local. O seu duplo nome deve-se aos seus dois principais efeitos: a) efeito antidiurético - ocorre via receptores V relativamente baixas; b) efeito vasoconstritor - é mediado por receptores V1 e ocorre com concentrações plasmáticas superiores. A sua libertação é controlada por osmorreceptores (presentes no hipotálamo) e por barorreceptores periféricos. Um aumento da osmolalidade plasmática acima dos 280 mOsm/Kg provoca um aumento nos níveis plasmáticos da ADH. A sede é estimulada a osmolalidades superiores como segunda linha de defesa contra a hiperosmolalidade. Efeitos da ADH: 1) Redução do fluxo urinário e aumento da osmolalidade da urina (faz a ligação fisiológica entre as osmolalidades plasmática e urinária) 2) Aumento da permeabilidade à água do epitélio do ducto colector (10 a 20 vezes) Ao nível do ducto colector, a ADH liga-se ao receptor V2 presente na membrana basolateral, o qual conduz à formação de AMPc que activa a proteína cínase A; esta leva à produção de aquaporinas tipo 2 (por intermédio da fosforilação de proteínas ainda desconhecidas) que são inseridas na membrana apical aumentando assim a permeabilidade à água das células epiteliais do ducto colector. Exercício 1: Hormônio produzido pelos rins para aumentar a produção de hemácias: A) renina B) angiotensina C) aquaporina D) eritropoietina E) calbindinas Exercício 2: A liberação excessiva de aldosterona determina: A) hiponatremia B) hipercalemia C) maior excreção de sódio pela urina D) diminuição da pressão arterial E) hipernatremia Exercício 3: A espironolactona é um antagonista da aldosterona e produz: A) hipercalemia B) hipercalcemia C) hipernatremia D) aumento da pressão arterial E) aumento da excreção de potássio na urina Exercício 4: É função da vasopressina: A) reabsorção de água nos túbulos proximais B) reabsorção de sódio e água nos canais coletores C) vasodilatação em todos os leitos vasculares D) reabsorção de água nos tubulos distais finais e canais coletores E) aumento da freqüência cardíaca REGULAÇÃO RENAL E RESPIRATÓRIA DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO A regulação da concentração dos íons hidrogênio (H+) é bastante semelhante a de outros íons no organismo, isto é, deve existir equilíbrio entre sua produção e a livre remoção do H+ para a obtenção do equilíbrio ácido-básico. Existem 3 sistemas primários reguladores da concentração de íons hidrogênio nos líquidos corporais para evitar a ocorrência de acidose ou alcalose: a) os sistemas químicos de tampões ácido-base dos líquidos corporais, que imediatamente reagem com ácidos ou bases e, assim, evitam alterações excessivas em sua concentração; b) o centro respiratório (localizado no bulbo e ponte), que regula a remoção de dióxido de carbono - CO2 -(e, portanto, de ácido carbônico - H2CO3) do líquido extracelular (LEC); c) os rins, que podem excretar urina ácida ou alcalina, reajustando a concentração do íon hidrogênio de volta ao normal. COMPENSAÇÃO RESPIRATÓRIA DA ACIDOSE OU DA ALCALOSE Se a velocidade de formação metabólica de CO2 for aumentada, isto resulta em aumento da pressão parcial de CO2 no LEC. Uma vez que CO2 + H2O Û H2CO3 Û HCO3 - + H+, este aumento resulta no incremento da concentração de H+, diminuindo, portanto, o pH dos líquidos corporais. Quando o pH diminui de seu valor normal de 7,4, existirá aumento da ventilação alveolar como forma compensatória para a eliminação do excesso de CO2 do organismo (acidose compensada por hiperventilação). Se, ao contrário, o pH plasmático aumenta acima de 7,4, isto causará uma diminuição da intensidade de ventilação (alcalose compensada por hipoventilação). Por outro lado, se o pH estiver normal e a formação metabólica do CO2 permanecer constante, a mudança da intensidade da ventilação alveolar pode provocar alterações no equilíbrio ácido-básico: HIPERVENTILAÇÃO Þ diminuição do CO2 e do H+ Þ ALCALOSE RESPIRATÓRIA HIPOVENTILAÇÃO Þ aumento do CO2 e do H+ Þ ACIDOSE RESPIRATÓRIA Por fim, os rins também podem controlar o equilíbrio ácido-básico, excretando urina ácida ou básica. Excretando uma urina ácida, reduz-se a quantidade de ácido do LEC, enquanto ao excretar uma urina alcalina, remove-se base. Grandes quantidades de íons bicarbonato (HCO3 -) são filtradas continuamente para os túbulos renais, removendo base do sangue. Além disso, grandes quantidades de íons H+ são secretadas para a luz tubular pelas células epiteliais tubulares, desse modo removendo ácido do sangue. Caso mais íons H+ sejam secretados do que íons HCO3 - filtrados, haverá uma perda efetiva de ácido dos líquidos corporais. Inversamente, se mais HCO3 - é filtrado do que o H+ é secretado haverá uma perda efetiva de base. Os íons HCO3 - filtrados só serão reabsorvidos através da interação com os íons H+ nos túbulos (ver FIGURA). Na acidose, haverá diminuição da perda de HCO3 - (graças ao aumento de sua reabsorção tubular) e aumento da secreção tubular de H+, resultando na formação de urina ácida. Para que o pH urinário não fique demasiadamente ácido (valor limite de 4,5), somente uma pequena fração dos íons hidrogênio pode ser perdida em forma iônica (H+), com o restante combinando-se com tampões tubulares, tais como os tampões fosfato e amônia. Na alcalose, ao contrário, haverá aumento da perda de HCO3 - (graças à diminuição de sua reabsorção tubular) e diminuição da secreção tubular de H+, resultando na formação de urina alcalina. Referências SWENSON, M.J. ; REECE, W.O. Dukes – Fisiologia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. CUNNINGHAM, J.G. Tratado de Fisiologia Veterinária. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. GANONG, W.F. Fisiologia Médica. São Paulo: Atheneu, 1998. GUYTON, A.C; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. Exercício 1: Numa animal com êmese observa-se ________________ e os rins produzirão urina _________________. A) alcalose metabólica; ácida B) acidose metabólica; ácida C) alcalose respiratória; alcalina D) acidose respiratória; ácida E) acidose metabólica; alcalina Exercício 2: Na urina ácida produzida em situações de acidose ocorre: A) secreção de íons bicarbonato B) reabsorção de íons hidrogênio C) secreção de íons hidrogênio D) excreção de íons bicarbonato E) nenhuma das anteriores Exercício 3: Após ser submetido a uma anestesia, um animal apresentou depressão respiratória. Qual o distúrbio de pH observado? A) acidose metabólica B) acidose respiratória C) alcalose respiratória D) alcalose metabólica E) nenhuma das anteriores Exercício 4: Na produção de urina alcalina observa-se: A) secreção de íons hidrogênio B) não reabsorção de íons bicarbonato C) secreção de íons bicarbonato D) reabsorção de íons hidrogênio E) nenhuma das anteriores Exercício 5: Um animal com parvovirose apresenta um número elevado de episódios de diarréia. Qual o distúrbio de pH que o mesmo apresenta e qual a resposta respiratória para corrigí-lo? A) acidose metabólica; hiperventilaçãoB) alcalose metabólica; hipventilação C) acidose respiratória; hiperventilação D) alcalose respiratória; hipoventilação E) nenhuma das anteriores MICÇÃO TRANSFERENCIADA URINA PARA A VESÍCULA URINÁRIA REFLEXOS DA MICÇÃO • Os reflexos têm centro de controle na medula sacral tronco encefálico (Parassimpático) • Receptores de estiramento da vesícula urinária iniciam o reflexo sacral que permite contrair e expulsar a urina • O Tronco cerebral previne a contração da vesícula urinária e abertura do esfíncter externo • O controle cortical intervém e permite a micção. • Uma vez iniciado o esvaziamento este é sempre completo. (Reflexo com participação dos receptores de fluxo da uretra que mantém a vesícula urinária sob contração) • O controle da micção é exclusivamente parassimpático, mas durante a ejaculação o colo da vesícula urinária se mantém contraído evitando a ejaculação retrógrada (para dentro de vesícula urinária). O liquido tubular flui através dos túbulos em direção a pelve renal em função do gradiente de pressão que é menor neste último segmento 9.CARACTERÍSTICAS DA URINA DOS MAMÍFEROS Bibliografia: REECE, W.O: Fisiologia de Animais Domésticos, 1a edição, Editora Roca, 1996 (OBS*Todas as imagens utilizadas foram extraídas desta obra) Composição => varia de acordo com as características do LEC Cor => amarelada em função do urocromo derivado da oxidação da urobilina Odor => sui generis , mas pode ser influenciado pela dieta Consistência => aquosa na maioria das espécies sendo mucosa e rica em fosfatos e carbonatos nos eqüinos Compostos nitrogenados => o principal é a Uréia que é formada no fígado a partir da amônia. Volume => Usa-se clinicamente os termos Poliúria, Oligúria, Anúria e Disúria para descrever respectivamente a produção excessiva, diminuída, ausente, e difícil ou dolorosa de urina. varia principalmente com a ingestão de líquidos. CUNNINGHAM, J.G.: Tratado de Fisiologia Veterinária, 1a Edição, Editora Guanabara Koogan, 1993. 454p. • • a urina é transportada nos ureteres pelo peristaltismo • a válvula ureterovesicular impede o refluxo da urina Exercício 1: É a via aferente do reflexo da micção: A) nervo vago B) nervo pélvico C) nervo pudendo D) nervo trigêmio E) nervo lombar Exercício 2: A via eferente do reflexo ca micçãoé: A) nervo pudendo B) nervo vago C) nervo pelvico D) nervo ciático E) nervos simpáticops Exercício 3: Numa lesão de medula sacra: A) não haverá reflexo da micção, porém o ato de micção não se altera B) haverá reflexo da micção, perde-se o controle do ato de micção não se altera C) não haverá reflexo da micção e o controle voluntário da micção é comprometido D) o ato da micção permanecerá inalterado E) nenhuma das anteriores Exercício 4: Bexiga automática é o nome dado á alteração do reflexo da micção que ocorre em lesões que atingem a medula: A) cervical B) torácica C) lombar D) sacral E) nenhuma das anteriores Este conteúdo contém exercícios para estudo Exercício 1: No trabalho de Argolo (2014), avaliando a resposta à perda sanguínea aguda em caprinos, promovida pela retirada de 30% do volume sanguíneo, foram observadas várias alterações, inclusive em relação a frequência respiratória e cardíaca, como mostra a figura abaixo. Em relação ao assunto e a informações do gráfico, avalie: I. A taquicardia e taquipneia observadas uma hora depois da retirada do sangue mostra a resposta fisiológica do animal pela perda significativa de volume sanguíneo, tentando manter o débito cardíaco e a oxigenação dos tecidos II. Os animais usados nesse estudo apresentaram FC máxima de 140 bpm e FR máxima de 80 III. A taquicardia foi decorrente da ação do sistema nervoso parassimpático IV. O centro vasomotor presente no córtex cerebral é responsável por controlar a constrição vascular e a atividade cardíaca Assinale a alternativa contendo as afirmativas: A) Apenas I e IV B) Apenas I, III e IV C) Apenas I e II D) Apenas I, II e III E) Todas estão corretas Exercício 2: O Dr. Gabriel é o veterinário alocado na prefeitura de um determinado município e é chamado até a Fazenda Berro D´agua para atendimento. Ao examinar uma vaca que o dono relata ter pouco apetite, anda lentamente e fica separada do rebanho, ele percebe que o animal está abatido, em local de pasto sujo. Ao exame clínico do sistema cardiovascular, observa que as veias jugulares estão distendidas e há ruídos cardíacos anormais que abafa drasticamente a primeira e segunda bulhas cardíacas. Também observa edema subcutâneo no peito e abdômen. O diagnóstico é feito foi de uma pericardite traumática ou seja, ao se alimentar em um pasto sujo, ele engole pregos, arames etc e ao caírem no retículo, uma câmera gástrica caudal ao diafragma e coração, esses objetos perfuram o retículo chegando até o pericárdio e causando uma inflamação (pericardite). Em relação às bulhas abafadas na ausculta, o que significa os sons dessas duas bulhas? A) primeira bulha (S1) é grave e longa e corresponde a abertura das válvulas atrioventriculares na fase de contração isométrica B) segunda bulha (S2) é aguda e curta e corresponde ao fechamento fas válvulas semilunares (aórtica e pulmonar) na fase de relaxamento isométrico C) primeira bulha (S1) é aguda e longa e corresponde ao fechamento das válvulas atrioventriculares na fase de contração isométrica D) segunda bulha (S2) é grave e curta e curta e corresponde ao fechamento fas válvulas semilunares (aórtica e pulmonar) na fase de relaxamento isométrico E) primeira bulha (S1) é grave e longa e corresponde ao fechamento das válvulas atrioventriculares na fase de relaxamento isométrico Exercício 3: O Dr. Gabriel é o veterinário alocado na prefeitura de um determinado município e é chamado até a Fazenda Berro D´agua para atendimento. Ao examinar uma vaca que o dono relata ter pouco apetite, anda lentamente e fica separada do rebanho, ele percebe que o animal está abatido, em local de pasto sujo. Ao exame clínico do sistema cardiovascular, observa que as veias jugulares estão distendidas e há ruídos cardíacos anormais que abafa drasticamente a primeira e segunda bulhas cardíacas. Também observa edema subcutâneo no peito e abdômen. O diagnóstico é feito foi de uma pericardite traumática ou seja, ao se alimentar em um pasto sujo, ele engole pregos, arames etc e ao caírem no retículo, uma câmera gástrica caudal ao diafragma e coração, esses objetos perfuram o retículo chegando até o pericárdio e causando uma inflamação (pericardite). Se a ausculta percebesse a presença de um sopro, o que significaria esse som? A) seriam contrações e vibrações no átrio ocorrendo imediatamente antes da sístole B) seriam contrações de baixa frequência, mais audíveis na base cardíaca snedo um desdobramento de S1 C) seriam distensão e vibração dos ventrículos quando do início da diástole D) seriam vibrações sonoras que ocorrem próximo de S2 não sendo um desdobramento dessa bulha E) vibrações sonoras decorrentes da turbulência no fluxo sanguíneo passando pelas válvulas e câmaras cardíacasO potencial de membrana das fibras nervosas de grande calibre, quando não é transmitido sinais nervosos, é de cerca de - 90mV. Isto é, o potencial no interior da fibra nervosa é de 90mV mais negativo que o potencial do líquido intersticial, por fora da fibra. TRANSPORTE ATIVO DE SÓDIO E POTÁSSIO ATRAVÉS DA MEMBRANA NEURAL Todas as membranas celulares do corpo possuem uma potente bomba de sódio- potássio e que essa bomba, continuamente, bombeia sódio para o exterior e potássio para o interior da célula. Essa bomba é eletrogênica, pois mais cargas positivas são bombeadas para fora que para dentro (três íons sódio (Na+) para o exterior para cada dois íons potássio (K+) para o interior), deixando um déficiti efetivo de íons positivos no interior; isto é o mesmo que criar cargas negativas no interior da membrana celular. A bomba de sódio-potássio promove os gradientes de concentração para o sódio e o potássio através da membrana neural de repouso. VAZAMENTO DE SÓDIO E POTÁSSIO ATRAVÉS DA MEMBRANA NEURAL A bicamada lipídica possui proteínas de canal em sua constituição, uma destas proteínas de canal, pela qual os íon sódio e potássio podem "vazar" por difusão simples, é denominada "canal de vazamento" para sódio e potássio. Vamos dar ênfase sobre o vazamento de potássio, porque, em média os canais são mais permeáveis ao potássio que ao sódio, cerca de 100 vezes mais. Isso é extremamente importante, levando em conta que a determinação do valor do potencial de repouso se deve em grande parte ao íon potássio. POTENCIAL DE REPOUSO Os fatores importantes para o estabelecimento do potencial de membrana em repouso normal - 90mV são: DIFUSÃO DE SÓDIO E POTÁSSIO Devido a reduzida permeabilidade da membrana neural aos íons, causada pela diminuta difusão de íons sódio pelos canais de vazamento K+ /Na+ . A proporção entre os íons sódio do interior e do exterior é de 0,1 enquanto que a proporção passa o íon potássio é de 35 para 1, de modo intuitivo, pode-se ver que, a difusão do potássio terá contribuição muito maior para o potencial de membrana que a difusão de sódio. Na fibra nervosa a permeabilidade da membrana ao potássio é cerca de 100 vezes que para o sódio. O potencial interno da membrana obtido por este conjunto de fatores é de - 86mV. BOMBA DE SÓDIO POTÁSSIO A contribuição da bomba de sódio-potássio, como já foi colocado, ocorre o bombeamento contínuo de três íons sódio para o exterior, e dois íons potássio para para o interior da membrana. O fato de serem bombeados mais íons sódio para o exterior que potássio para o interior resulta em perda continuada de cargas positivas pelo interior da membrana, o que causa grau adicional de negatividade (-4mV), logo o potencial de membrana efetivo, com todos os fatores atuando ao mesmo tempo, é de -90mV. RESUMINDO Os potenciais de difusão, causados pela difusão do sódio e principalmente do potássio produziriam um potencial de membrana na ordem de -86mV, e -4mV seriam resultado da contribuição da bomba eletrônica de sódio-potássio, produzindo potencial efetivo de membrana de -90mV. O potencial de membrana em repouso nas grandes fibras musculares esqueléticas é, aproximadamente, o mesmo que o das fibras nervosas mais calibrosas, em torno de -90mV. Contudo, nas fibras nervosas mais delgadas e nas fibras musculares, por exemplo, as do músculo liso, bem como muitos neurônios do sistema nervoso central, o potencial de membrana pode ser de apenas -40mV a -60mV, em vez de -90mV. POTENCIAL DE AÇÃO NEURAL Os sinais neurais são transmitidos por meio de potenciais de ação, que são variações muito rápidas do potencial de membrana. Cada potencial de ação começa por modificação abrupta do potencial de repouso normal, para um potencial positivo e, em seguida retorna rapidamente para o potencial negativo. Para produzir um sinal neural, o potencial se desloca, ao longo da fibra nervosa, até atingir o seu término. Durante o período de repouso, antes do início do potencial de ação, a condutância do potássio é cerca de 50 a 100 vezes maior que o sódio. Isso causado pelo maior vazamento de íons potássio que de íons sódio pelos canais de "vazamento". Com o início do potencial de ação (através de um estímulo) o canal de sódio voltagem dependente ficam instantaneanemente ativados, permitindo um aumento de 500 vezes a condutância do sódio.(fase de despolarização). Em seguida, o processo de inativação fecha os canais de sódio dentro de fração de milisegundos. O inicio do potencial de ação também leva á ativação, pela voltagem, os canais de potássio, fazendo-os abrir em fração de milisegundos após a abertura dos canais de sódio (fase de repolarização). E ao término do potencial de ação, o retorno do potencial de membrana seu estado negativo faz com que os canais de os potássio se fechem, voltando ao seu estado original, o que só ocorre após breve retardo. (hiperpolarização -95mV). CANAIS DE SÓDIO E POTÁSSIO VOLTAGEM DEPENDENTES O agente necessário para a produção da despolarização e da repolarização da membrana neural, durante o potencial de ação, é o canal de sódio voltagem- dependente. Contudo, o canal de potássio voltagem-dependente também tem participação importante ao aumentar a rapidez de despolarização da membrana. Esses dois canais voltagem-dependentes existem juntamente com a bomba de sódio-potássio e os canais de vazamento de sódio e potássio. CANAL DE SÓDIO VOLTAGEM DEPENDENTE Esse canal possui duas "comportas", uma próxima à extremidade externa do canal, chamada de comporta de ativação, e outra próxima a extremidade interna, chamada de comporta de inativação. No potencial de repouso, quando o potencial da membrana é -90mV, a comporta de ativação fica fechada, o que impede a passagem se sódio para o interior da fibra. Por outro lado as comportas de inativação estão abertas. ATIVAÇÃO DO CANAL DE SÓDIO Quando o potencial de membrana fica menos negativo, passando de -90mV para zero, ele passa por uma voltagem, entre -70 e -50mV, que provoca as alterações conformacionais da comporta de ativação, fazendo com que ela abra (estado ativado), durante este estado, os íons sódio podem jorrar por esses canais, aumentando a permeabilidade ao sódio da membrana por até 50 a 500 vezes. O aumento da voltagem que abre a comporta de ativação também fecha a comporta de inativação. Contudo, o fechamento da comporta de inativação só ocorre após alguns décimos de milésimos de segundo da abertura da comporta de ativação (processo lento de fechamento). A partir desse momento, o potencial de membrana começa a variar em direção ao valor normal do estado de repouso (processo de repolarização). Obs.: Não é possível nova abertura dos canais de sódio até que o potencial de membrana retorne a seu valor de repouso ou muito próximo a ele. CANAL DE POTÁSSIO VOLTAGEM DEPENDENTE Durante o estado de repouso, o canal de potássio fica fechado, como mostra a figura, e os íons são impedidos de passar por esse canal para o exterior. Quando o potencial de membrana começa a a aumentar, a partir de -90mV, em direção a zero, essa variação de voltagem provoca alteração conformacional abrindo o canal e permitindo o aumento da difusão do potássio por ele. Contudo, devido à lentidão com que esses canais de potássio se abrem, eles ficam abertos apenas a partir do momento em que os canais de sódio começam a ser inativados e, portanto, se fechando. Assim, a diminuição do influxo de sódio para a célula, com aumento simultâneo de efluxo de potássio, acelera de muito o processo de repolarização, levando, dentro de poucos décimos milésimos de segundo, à recuperação completa do potencial de membrana de repouso. Referências Bibliográficas: SWENSON, M.J. ; REECE, W.O. Dukes – Fisiologia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. CUNNINGHAM, J.G. Tratado de Fisiologia Veterinária. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.Exercício 1: A mielina, a substância que envolve a maioria das fibras nervosas, acelera a transmissão dos impulsos nervosos a outras partes do corpo. A perda de mielina pode reduzir ou mesmo impedir estes impulsos, conduzindo ao aparecimento de vários sintomas. A mielina produzida do sistema nervoso desempenha um importante papel na condução de impulsos nervosos. São células responsáveis pela produção de mielina no sistema nervoso periférico e central, respectivamente: A) Oligodendrócitos; células de Schwann. B) células de Schwann; astrócitos. C) microglia; oligodendrócitos. D) células de Schwann; oligodendrócitos. E) nenhuma das anteriores. Exercício 2: Assinale a alternativa correta: A) A forma de energia utilizada no processo de contração muscular é o ATP, a fosfocreatina e os produtos do metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras são utilizados para a ressíntese do ATP. B) O influxo de cálcio na fibra muscular esquelética é determinante para movimentar a catraca de contração muscular. C) No processo de contração muscular os filamentos de actina deslizam sobre os filamentos de miosina promovendo o encurtamento do sarcômero. D) A e B estão corretas. E) A e C estão corretas. Exercício 3: Assinale a alternativa correta: a) Unidade motora é o conjunto formado pelo motoneurônio, seu axônio, prolongamentos colaterais e todas as células musculares inervadas por este motoneurônio. b) A unidade macromotora representa um aumento na proporção de células musculares inervadas pelo motoneurônio e todos os elementos associados à unidade motora. c) Músculos que requerem um controle delicado no processo de contração muscular possuem um grande número de células musculares inervadas por unidade motora. d) A e B são corretas. e) A , B e C são corretas. Exercício 4: Assinale a alternativa errada: a) Os neurônios podem ser classificados quanto ao número de seus prolongamentos em uni, pseudo, bi ou multipolares. b) As células de Schwann e os oligodendrócitos formam a bainha de mielina no SN periférico e central, respectivamente. c) As fibras nervosas mielinizadas conduzem impulsos nervosos em velocidade e as amielínicas lentamente. d) Gânglios são grupamentos de corpos de neurônios no SN periférico. e) Os neurônios são células indiferenciadas, apresentam alto índice de multiplicação celular e são responsáveis pelo controle de todas as funções do organismo. Exercício 5: Um neurônio típico apresenta três partes distintas: corpo celular, dentritos e axônio. No corpo celular, a parte mais volumosa da célula nervosa, se localiza o núcleo e a maioria das estruturas citoplasmáticas. Os dentritos (do grego dendron, árvore) são prolongamentos finos e geralmente ramificados que conduzem os estímulos captados do ambiente ou de outras células em direção ao corpo celular. O axônio é um prolongamento fino, geralmente mais longo que os dentritos, cuja função é transmitir para outras células os impulsos nervosos provenientes do corpo celular. Os corpos celulares dos neurônios estão concentrados no sistema nervoso central e também em pequenas estruturas globosas espalhadas pelo corpo, os gânglios nervosos. Os dentritos e o axônio, genericamente chamados fibras nervosas, estendem-se por todo o corpo, conectando os corpos celulares dos neurônios entre si e às células sensoriais, musculares e glandulares. Os neurônios representam as unidades constitutivas básicas do sistema nervoso. Os impulsos elétricos são transmitidos entre os neurônios e outras células pelas sinapses. Com relação ao sistema nervoso assinale a alternativa correta: A) As sinapses químicas conduzem os impulsos nervosos em várias direções permitindo aumento na velocidade de transmissão, na integração de informações e permite sinais retrógrados. B) Os terminais sinápticos possuem vesículas que armazenam neurotransmissores e mitocôndrias. C) Um neurotransmissor liberado na fenda sináptica, que induza a abertura de canais de potássio no neurônio pós sináptico, é considerado um neurotransmissor inibitório em relação à transmissão do potencial de ação. D) B e C são corretas. E) A e B são corretas. o coração possui ainda uma estrutura denominada tecido excito-condutor, que é o responsável pela geração e condução do impulso elétrico que ativa todo o órgão para o seu funcionamento mecânico. O tecido excito-condutor compreende um conjunto de quatro estruturas interligadas morfo-funcionalmente: o nodo sinusal, que é um aglomerado de células excitáveis especializadas, situado no extremo da região ântero-superior direita do coração, próximo a junção da veia cava superior com o átrio direito; o nodo átrioventricular, que também se constitui num aglomerado celular excitável especializado, situado na junção entre os átrios e os ventrículos, na porção basal do septo interventricular, na região mediana do coração; o feixe de His e seus ramos principais direito e esquerdo com suas sub-divisões, que localizam-se na intimidade da estrutura muscular miocárdica, partindo da base do septo interventricular e dirigindo-se aos ventrículos direito e esquerdo, respectivamente; o sistema de fibras de Purkinje, que representa uma rede terminal de condução do impulso elétrico a cada célula miocárdica contrátil.Ciclo Cardíaco e Bulhas Cardíacas BIBLIOGRAFIA BÁSICA: SWENSON, M.J. ; REECE, W.O. Dukes – Fisiologia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. CUNNINGHAM, J.G. Tratado de Fisiologia Veterinária. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. GANONG, W.F. Fisiologia Médica. São Paulo: Atheneu, 1998. GUYTON, A.C; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: SCHMIDT-NIELSEN, K. Fisiologia Animal – Adaptação e Meio Ambiente. São Paulo: Santos, 1996. AIRES, M.M. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. BERNE, R.M; LEVY, M.N, Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. RANDALL, D. ; BURGGREN, W. ; FRENCH, K . Eckert – Fisiologia Animal – Mecanismos e Adaptações. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. Exercício 1: Durante o ciclo cardíaco, definido como o intervalo de tempo de uma sístole até a próxima sístole, são produzidos ruídos normais chamados de bulhas cardíacas, decorrentes dos eventos que dinamicamente ocorrem durante a atividade contrátil do coração. Com relação ao ciclo cardíaco, é correto afirmar: A) A segunda bulha é causada pelo fechamento das valvas átrio-ventriculares na sístole ventricular B) A terceira bulha resulta da vibração das paredes ventriculares durante a fase de ejeção da sístole ventricular. C) A primeira bulha decorre do fechamento das valvas mitral e tricúspide por ocasião da fase isométrica da diástole ventricular. D) A auscultação da terceira ou quarta bulhas cardíacas pode ser considerada anormal em cães. E) A quarta é causada pela vibração das paredes das artérias no momento da ejeção Exercício 2: Ao se observar o funcionamento cardíaco, nota-se que a sístole atrial precede a ventricular e que todas as fibras atriais, assim como as ventriculares, contraem ao mesmo tempo. Uma das causas de existirem de 2 sincícios funcionais no coração, o atrial e o ventricular, é: A) A presença de um anel de tecido muscular esquelético que não permite a passagem de estímulos dos átrios para os ventrículos. B) A presença do feixe de His e da rede de Purkinje. C) A presença de um atraso fisiológico de 0,16 segundo na condução dos estímulos dos átrios para os ventrículos, na região do nodo átrioventricular. D) A ausência de discos intercalares nas fibras cardíaca atriais e ventriculares. E) presença de junções oclusivas entre as fibras cardíacas. Exercício 3: O sistema excito-condutor cardíaco é formado 4 áreas cardíacas especializadas que apresentam a capacidade de geração espontânea de impulsos, que logo se propagam para as fibras atriais e ventriculares comuns, com isso gerando força contrátil na massa cardíaca. Com relação ao sistema excito-condutor é correto afirmar,EXCETO: A) o nodo sinoatrial, constituído pelas células P, é o marcapasso cardíaco. B) o nodo átroventricular assume o papel de marcapasso, quando o nodo sinusal parar de funcionar, determinando uma freqüência cardíaca de 40 a 60 bpm. C) o feixe de His conduz os impulsos elétricos com grande velocidade para os 2 ventrículos. D) pequenas fibras musculares,que formam a rede de Purkinje, entram no músculo ventricular conduzindo o potencial de ação. E) todas as fibras do sistema excito-condutor são neurônios especializados Exercício 4: O achado de um sopro diastólico à auscultação pode indicar: A) insuficiência da valva átrio-ventricular tricúspide. B) forâmen oval persistente. C) estenose de valva semilunar pulmonar. D) insuficiência de valva semilunar aórtica. E) fechamento das valvas semilunares. Exercício 5: A velocidade do fluxo sangüíneo: A) é maior nos capilares que nas arteríolas. B) é maior nas veias do que nas vênulas. C) é maior nas veias do que nas artérias. D) é zero nas veias cavas cranial e caudal. E) apresenta-se reduzida numa área de constrição de um vaso sangüíneo. Conjunto de movimentos encadeados entre si que ocorrem no coração desde o momento que é iniciada a atividade atrial até o momento em que começa a sístole atrial do batimento seguinte. Fases do ciclo cardíaco Sístole ventricular • fase isométrica sistólica - pressões intraventriculares - fechamento das válvulas átrio-ventriculares - válvulas arteriais fechadas - contração isométrica: as câmaras ventriculares se contraem, mas o volume não varia. • Fase de expulsão máxima e reduzida - pressão dos ventrículos superando as pressões arteriais abertura das válvulas arteriais -máxima – ejeta cerca de 2/3 volume ventricular -reduzida – ejeta 1/3 restante do volume ventricular Protodiátole: a pressão dentro das artérias aumenta e o sangue tenta voltar para os ventrículos, mas é impedido pelo fechamento das fechamento das válvulas semilunares. Diástole ventricular - sangue ejetado distensão das artérias - início do relaxamento do ventrículo Pintraventricular diminuindo • fase isométrica diástolica - relaxamento das câmaras ventriculares 4 válvulas fechadas sem variação de volume - pressão ventrículo cai ao nível da pressão atrial abertura das válvulas • fase de enchimento rápido e lento(diástase) - rápido: 70% enchimento ventricular lento: 30% enchimento ventricular - 10% restante do enchimento ventricular é completado pela sístole atrial Sístole atrial (pré-sístole ou enchimento ventricular): • no início as 4 câmaras estão relaxadas • válvulas AV – abertas e as válvulas arteriais fechadas Fonocardiografia ou bulhas cardíacas Ruídos cardíacos • 1º ruído: sístole - fechamento brusco das válvulas AV - vibração parede ventricular durante a contração isométrica - movimento do sangue em direção as artérias • 2º ruído: diástole - fechamento brusco das válvulas arteriais • 3º ruído: -ocorre na fase inicial do enchimento ventricular -abertura da mitral -fluxo rápido de sangue dos átrios para os ventrículos • 4° ruído: - coincide com a sístole atrial - Sopros – por estenose valvar (sopro de fluxo) – por insuficiência valvar (sopro de refluxo) - Sistólicos – estenose das valvas semilunares – insuficiência das valvas átrio-ventriculares – persistência do forâmen oval – defeito septal interventricular - Diastólicos – estenose das valvas átrio-ventriculares - insuficiência das valvas semilunares BIBLIOGRAFIA BÁSICA: SWENSON, M.J. ; REECE, W.O. Dukes – Fisiologia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. CUNNINGHAM, J.G. Tratado de Fisiologia Veterinária. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. GANONG, W.F. Fisiologia Médica. São Paulo: Atheneu, 1998. GUYTON, A.C; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: SCHMIDT-NIELSEN, K. Fisiologia Animal – Adaptação e Meio Ambiente. São Paulo: Santos, 1996. AIRES, M.M. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. BERNE, R.M; LEVY, M.N, Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. RANDALL, D. ; BURGGREN, W. ; FRENCH, K . Eckert – Fisiologia Animal – Mecanismos e Adaptações. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. Exercício 1: Todos os eventos que ocorrem desde o início de uma sístole ventricular até o início da próxima sístole ventricular definimos como: A) primeira bulha B) ciclo cardíaco C) diástole D) pressão arterial E) protodiástole Exercício 2: A estenose da valva átrioventricular tricúspide determina: A) sopro sistólico B) sopro diastólico C) sopro de refluxo D) ritmo de galope E) desdobramento patológico Exercício 3: A segunda bulha cardíaca ocorre na _______________ do ciclo cardíaco. A) sistole ventricular B) isométrica sistólica C) diástole ventricular D) protodiástole E) enchimento rápido Exercício 4: No enchimento rápido do ciclo cardíaco, a vibração das paredes ventriculares determina: A) a primeira bulha cardíaca B) a segunda bulha cardíaca C) a terceira bulha cardíaca D) a quarta bulha cardíaca E) o desdobramento fisiológico da segunda bulha cardíaca Exercício 5: U sopro sistólico localizado em valva mitral ou bicúspide é conseqüência de: A) insuficiência da acometida B) estenose da valva acometida C) forame oval persistente D) falta de força ventricular E) arritmias cardíacas O ELETROCARDIOGRAMA (ECG) À medida que o impulso cardíaco cursa pelo coração, correntes elétricas se propagam para os tecidos que o cercam e uma pequena fração dessas correntes atinge a superfície corporal. Uma vez colocados eletrodos em pontos opostos, os potenciais elétricos gerados por tais correntes podem ser registrados. O registro bifásico da atividade elétrica do coração constitui o ECG. O registro eletrocardiográfico normal é constituído por: a) onda P, causada pelos potenciais elétricos gerados enquanto os átrios despolarizam (onda de despolarização atrial); b) complexo QRS, que, muitas vezes (mas nem sempre), aparece sob a forma de 3 ondas (Q, R e S) e é causado pelos potenciais gerados quando os ventrículos despolarizam (onda de despolarização ventricular); c) onda T, formada por potenciais gerados à medida que os ventrículos repolarizam (onda de repolarização ventricular). Antes que possa ocorrer a contração muscular, a despolarização deve propagar-se por todo o músculo, para então desencadear os processos químicos da contração. Por conseguinte, a onda P ocorre no início da contração atrial, enquanto o complexo QRS ocorre no início da contração dos ventrículos, permancendo contraídos até alguns milissegundos após ter ocorrido a repolarização, isto é, até depois do término da onda T. Já os átrios repolarizam cerca de 0,15 a 0,2 segundo após a onda P, no exato instante em que aparece o QRS no ECG, de forma que a onda de repolarização atrial (onda T atrial) fica normalmente mascarada pelo QRS bem maior. O intervalo P-Q ou P-R (na ausência de onda Q no QRS) representa o intervalo entre o início da contração atrial e o começo da ventricular (tempo de condução do impulso dos átrios aos ventrículos). Referências SWENSON, M.J. ; REECE, W.O. Dukes – Fisiologia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. CUNNINGHAM, J.G. Tratado de Fisiologia Veterinária. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. GANONG, W.F. Fisiologia Médica. São Paulo: Atheneu, 1998. GUYTON, A.C; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. Exercício 1: Sistema nervoso autônomo é aparte do sistema nervoso que está relacionada ao controle da vida vegetativa, ou seja, controla funções como a respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e da digestão. No entanto, ele não se restringe a isso. É também o principal responsável pelo controle automático do corpo frente às modificações do ambiente. Por exemplo, quando o indivíduo entra em uma sala com um ar-condicionado que lhe dá frio, o sistema nervoso autônomo começa a agir, tentando impedir uma queda de temperatura. Dessa maneira, seus pêlos se arrepiam (devido a contração de músculos piloeretores) e ele começa a tremer para gerar calor. Ao mesmo tempo ocorre vasoconstrição nas extremidades para impedir a dissipação do calor para o meio. Essas medidas, aliadas à sensação desagradável de frio, foram as principais responsáveis pela sobrevivência deespécies em condições que deveriam impedir o funcionamento de um organismo. Dessa maneira, pode-se perceber que o organismo possui um mecanismo que permite ajustes corporais, mantendo assim o equilíbrio do corpo: a homeostasia. Ao receber a notícia da morte de uma amiga, Angelita entrou em choque, apresentando queda súbita da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Esta resposta é atribuída ao nervoso autônomo parassimpático. Assinale a alternativa correta: A) O aumento da estimulação simpática sobre o coração promove aumento da freqüência cardíaca e da força de contração. B) A diminuição da estimulação simpática sobre o coração aumenta a frequência cardíaca e a força de contração. C) A estimulação parassimpática sobre o coração promove diminuição da freqüência cardíaca e da força de contração. D) O sistema nervoso autônomo não influencia a atividade cardíaca. E) As alternativas B e C estão corretas. Exercício 2: O registro da atividade elétrica cardíaca na superfície do tórax é realizado pelo eletrocardiograma, que é um método de simples realização, seguro, reprodutível e de baixo custo. Este exame foi introduzido na clínica médica em 1902 por Einthoven e atualmente é amplamente utilizado em medicina veterinária. Ao realizar um eletrocardiograma de um paciente com sintomas de cardiopatia, observou-se um problema onda T. O significado da onda T no eletrocardiograma (ECG) é: A) despolarização dos átrios. B) repolarização dos átrios. C) despolarização dos ventrículos. D) repolarização dos ventrículos. E) nenhuma das anteriores. Exercício 3: Os vasos sanguíneos são tubos pelo qual o sangue circula. Há três tipos principais: as artérias, que levam sangue do coração ao corpo ou ao pulmão; as veias, que o reconduzem o sangue para o coração, e os capilares, que ligam artérias e veias, e por onde ocorrem as trocas entre o sangue e tecidos. Num circuito completo, o sangue passa pelo coração duas vezes: primeiro rumo ao corpo; depois rumo aos pulmões. Vasos Sanguíneos: Veia, Artéria, Capilar. A velocidade do fluxo sangüíneo: A) é maior nos capilares que nas arteíolas. B) é maior nas veias do que nas vênulas. C) é maior nas veias do que nas artérias. D) é zero nas veias cavas cranial e caudal. E) apresenta-se reduzida numa área de constrição de um vaso sangüíneo. Exercício 4: Num cão cardiopata, a ocorrência de um sopro diastólico pode ser indicativa de: a) estenose mitral. b) estenose da valva aórtica. c) insuficiência tricúspide. d) persistência do forâmen oval. e) Nenhuma das anteriores. Exercício 5: O ciclo cardíaco compreende todos os eventos que ocorrem com o coração desde o início de uma sístole ventricular até o início da próxima sístole ventricular. A auscultação cardíaca permite avaliar clinicamente a função do coração.A causa da segunda bulha cardíaca é: A) fechamento das valvas átrioventriculares B) fechamento das valvas semilunares C) vibração das paredes ventriculares D) sístole atrial E) choque do sangue que saiu dos ventrículos com o que está nas artérias Embora o coração possua seus próprios sistemas intrínsecos de controle e possa continuar a operar, sem quaisquer influências nervosas, a eficácia da ação cardíaca pode ser muito modificada pelos impulsos reguladores do sistema nervoso central. O sistema nervoso autônomo é conectado com o coração através de dois grupos diferentes de nervos, os sistemas parassimpático e simpático. A estimulação dos nervos parassimpáticos causa os seguintes efeitos sobre o coração: diminuição da freqüência dos batimentos cardíacos e diminuição na velocidade de condução dos impulsos através do nódulo AV (átrio-ventricular) , aumentando o período de retardo entre a contração atrial e a ventricular. Todos esses efeitos podem ser resumidos, dizendo-se que a estimulação parassimpática diminui todas as atividades do coração. Usualmente, a função cardíaca é reduzida pelo parassimpático durante o período de repouso, juntamente com o restante do corpo. Isso talvez ajude a preservar os recursos do coração; pois, durante os períodos de repouso, indubitavelmente há um menor desgaste do órgão. A estimulação dos nervos simpáticos apresenta efeitos exatamente opostos sobre o coração: (1) aumento da freqüência cardíaca, (2) aumento da força de contração, e (3) aumento do fluxo sangüíneo através dos vasos coronários visando a suprir o aumento da nutrição do músculo cardíaco. Esses efeitos podem ser resumidos, dizendo-se que a estimulação simpática aumenta a atividade cardíaca como bomba, algumas vezes aumentando a capacidade de bombear sangue em até 100 por cento. Esse efeito é necessário quando um indivíduo é submetido a situações de estresse, tais como exercício, doença, calor excessivo, ou outras condições que exigem um rápido fluxo sangüíneo através do sistema circulatório. Por conseguinte, os efeitos simpáticos sobre o coração constituem o mecanismo de auxílio utilizado numa emergência, tornando mais forte o batimento cardíaco quando necessário. Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina, razão pela qual são denominados neurônios adrenérgicos. A estimulação simpática do cérebro também promove a secreção de adrenalina pelas glândulas adrenais ou supra-renais. A adrenalina é responsável pela taquicardia (batimento cardíaco acelerado), aumento da pressão arterial e da freqüência respiratória, aumento da secreção do suor, da glicose sangüínea e da atividade mental, além da constrição dos vasos sangüíneos da pele. O neurotransmissor secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina, razão pela qual são denominados colinérgicos, geralmente com efeitos antagônicos aos neurônios adrenérgicos. Dessa forma, a estimulação parassimpática do cérebro promove bradicardia (redução dos batimentos cardíacos), diminuição da pressão arterial e da freqüência respiratória, relaxamento muscular e outros efeitos antagônicos aos da adrenalina. Em geral, a estimulação do hipotálamo posterior aumenta a pressão arterial e a freqüência cardíaca, enquanto que a estimulação da área pré-óptica, na porção anterior do hipotálamo, acarreta efeitos opostos, determinando notável diminuição da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Esses efeitos são transmitidos através dos centros de controle cardiovascular da porção inferior do tronco cerebral, e daí passam a ser transmitidos através do sistema nervoso autônomo. BIBLIOGRAFIA BÁSICA: SWENSON, M.J. ; REECE, W.O. Dukes – Fisiologia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. CUNNINGHAM, J.G. Tratado de Fisiologia Veterinária. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. GANONG, W.F. Fisiologia Médica. São Paulo: Atheneu, 1998. GUYTON, A.C; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: SCHMIDT-NIELSEN, K. Fisiologia Animal – Adaptação e Meio Ambiente. São Paulo: Santos, 1996. AIRES, M.M. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. BERNE, R.M; LEVY, M.N, Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. RANDALL, D. ; BURGGREN, W. ; FRENCH, K . Eckert – Fisiologia Animal – Mecanismos e Adaptações.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. Exercício 1: O neurônio pós-gânglionar dos nervos simpáticos liberam no coração: A) adrenalina B) dopamina C) acetilcolina D) noradrenalina E) serotonina Exercício 2: O neurônio pós-ganglionar do nervo vago libera no coração: A) acetilcolina B) noradrenalia C) adrenalina D) dopamina E) serotonina Exercício 3: Os neurônios pré-ganglionares do sistema nervoso simpático e parassimpático são, respectivamente: A) longo, longo B) curto, curto C) longo, curto D) curto, longo E) nenhuma das anteriores Exercício 4: O sistema nervoso simpático determina as seguintes alterações cardíacas, EXCETO: A) efeito inotrópico positivo B) efeito dromotrópico positivo C) efeito cronotrópico negativo D) efeito cronotrópico positivo E) nenhuma das anteriores Exercício 5: Todas as modificações funcionais abaixo relacionadas são verdadeiras com relação à ativação do sistema nervoso simpático, EXCETO: A) hiperglicemia B) aumento da freqüência cardíaca C) aumento da pressão arterial D) aumento da atividade do tubo digestivo E) midríase MECANISMOS NEURAIS DE CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL Como o próprio nome diz, envolve a importante participação do Sistema Nervoso. Não é o mecanismo mais importante, porém é o mais rápido em sua ação. Situado no tronco cerebral, na base do cérebro, um circuito neuronal funciona a todo momento, estejamos nós acordados ou dormindo, em pé ou sentados ou mesmo deitados, controlando, entre outras coisas, a nossa frequência cardíaca, força de contração do coração e tônus vascular de grande parte de nossos vasos. Tal circuito nenomina-se Centro Vasomotor. Quanto maior a atividade do centro vasomotor, maior é a frequência cardíaca, maior é a força de contração do coração e maior é a vasoconstrição em um grande número de vasos. Ora, o aumento da frequência cardíaca e da força de contração provocam um aumento no Débito Cardíaco; o aumento na vasoconstrição provoca um aumento na resistência ao fluxo sanguíneo. Lembremos da seguinte fórmula: PRESSÃO ARTERIAL = DÉBITO CARDÍACO X RESISTÊNCIA Podemos então concluir que, o aumento da atividade do Centro Vasomotor induz a um consequente aumento na Pressão Arterial. Na parede da artéria aorta, numa região denominada croça da aorta, e também nas artérias carótidas, na região onde as mesmas se bifurcam (seios carotídeos), possuímos um conjunto de células auto-excitáveis que se excitam especialmente com a distensão dessas grandes e importantes artérias. A cada aumento na pressão hidrostática no interior dessas artérias, maior a distensão na parede das mesmas e, consequentemente, maior é a excitação dos tais receptores. Por isso estes receptores são denominados baroceptores (receptores de pressão). Acontece que esses baroceptores enviam sinais nervosos inibitórios ao Centro Vasomotor, reduzindo a atividade deste e, consequentemente, reduzindo a pressão arterial. Portanto, quando a pressão naquelas importantes artérias aumenta (ex.: no momento em que deitamos), os baroceptores aórticos e carotídeos se tornam mais excitados e, com isso, inibem mais intensamente o nosso Centro Vasomotor, localizado no tronco cerebral. Com isso a nossa pressão arterial diminui; por outro lado, quando a pressão naquelas artérias diminui (ex.: no momento em que nos levantamos), os tais baroceptores se tornam menos excitados e, com isso, inibem menos intensamente o nosso Centro Vasomotor, o que provoca um aumento na pressão arterial. O Centro Vasomotor (CVM) é uma área de localização bilateral, situada principalmente na substância reticular do bulbo e terço inferior da ponte, sendo dividido nas seguintes porções: 1. área vasoconstritora (área C-1), cujas fibras nervosas distribuem-se por toda a medula espinhal e daí, via nervos simpáticos, transmitindo impulsos ao coração e a quase todos os vasos sangüíneos do corpo. Em condições normais, a área C-1 transmite continuamente sinais às fibras nervosas vasoconstritoras simpáticas do corpo, causando um estado de contração parcial e contínua dos vasos sangüíneos, chamado de tônus vasomotor. Transmite ainda impulsos excitatórios ao coração. 2. área vasodilatadora (área A-1), cujas fibras inibem a área C-1, inibindo sua atividade vasoconstritora e causando, assim, vasodilatação. Transmite sinais inibitórios ao coração através dos nervos vagos (parassimpáticos). 3. área sensorial (área A-2), que recebe sinais nervosos sensoriais principalmente dos nervos vagos e glossofaríngeo, ajudando a controlar a atividade das áreas C-1 e A-2. O CVM possui papel central na regulação nervosa da pressão arterial (PA= Volume-Minuto - VM x Resistência Periférica - RP), existindo vários mecanismos subconscientes de atuação persistente (por feed-back negativo) para mantê-la em seu nível normal. (OBSERVAÇÃO: Volume-Minuto ou Débito cardíaco é o volume de sangue expulso pelo ventrículo esquerdo pela aorta em 1 minuto – VM= Volume sistólico x Freqüência cardíaca – FC) O mais conhecido destes mecanismos é o reflexo barorreceptor, desencadeado por receptores de estiramento, denominados baroceptores ou pressoceptores, localizados na parede de várias das grandes artérias sistêmicas, porém sobretudo no seio carotídeo e no arco aórtico. A ocorrência de uma elevação da PA distende os baroceptores, fazendo com que eles transmitam sinais ao SNC (CVM), o qual envia a seguir sinais de feedback de volta à circulação pelo SNA, a fim de reduzir a PA a níveis normais. REFLEXO BAROCEPTOR AÓRTICO Elevação da PA - Baroceptores aórticos estimulados - Estímulo enviado por via sensitiva (nervos vagos – X par craniano) ao CVM (porção integrativa – área A-1) - Inibe a área C-1, inibindo o tônus vasomotor (resultando em vasodilatação, diminuição da RP e, conseqüentemente, da PA) - Resposta trazida por via motora (nervos vagos) ao coração, determinando queda da FC e subseqüente diminuição de VM e PA. No caso do REFLEXO BAROCEPTOR CAROTÍDEO, os sinais seriam enviados ao CVM, tendo como vias sensitivas o nervo de Hering e o nervo glossofaríngeo (IX par craniano). Em estreita associação com o mecanismo baroceptor de controle da PA, existe também o reflexo quimioceptor, dado por receptores sensíveis à queda de oxigênio ou ao excesso de dióxido de carbono, localizados também no arco aórtico e no seio carotídeo. REFLEXO QUIMIOCEPTOR AÓRTICO Queda da PA - Diminuição do fornecimento de oxigênio - Quimioceptores aórticos estimulados - Estímulo enviado por via sensitiva (nervos vagos) ao CVM (porção integrativa – área C-1) - Resposta trazida por via motora pelos nervos simpáticos ao coração (com aumento de FC, aumento de VM e de PA) e vasos sangüíneos, determinando aumento do tônus vasomotor (vasoconstrição, aumento de RP e de PA). No REFLEXO QUIMIOCEPTOR CAROTÍDEO, os sinais seriam enviados ao CVM tendo como vias sensitivas o nervo de Hering e o nervo glossofaríngeo (IX par craniano). Referências SWENSON, M.J. ; REECE, W.O. Dukes – Fisiologia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. CUNNINGHAM, J.G. Tratado de Fisiologia Veterinária. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. GANONG, W.F. Fisiologia Médica. São Paulo: Atheneu, 1998. GUYTON, A.C; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. Exercício 1: A pressão arterial ou sangüínea depende de inúmeros fatores que intervêm a cada momento, o que explica a variabilidade da pressão arterial para um mesmo indivíduo ao longo do dia e de sua vida. Ela é mais baixa durante o sono e aumenta quando o animal acorda ou está em atividade. Atualmente existem dois sistemas recomendados pela VBPS (Veterinary Blood Pressure Society) para medir a pressão arterial - Doppler e oscilometria. O doppler foi mais valia durante muito tempo, porém por não medir a pressão diastólica o seu valor atual é considerado limitado. Outro fator negativo é o fato do Doppler medir a pressão na braçadeira ao invés de medir a pressão nas artérias, originando assim resultados poucos rigorosos. Aoscilometria é fiel na medição de ambos – pressão sistólica e diastólica – e também consegue medir os movimentos das paredes arteriais. Num animal com pressão sistólica e distólica de, respectivamente, 155 e 100 mmHg, a pressão arterial média é de cerca de: A) 127 mmHg B) 105 mmHg C) 118 mmHg D) 145 mmHg E) 255 mmHg Exercício 2: A hipertensão primária é diagnosticada por exclusão. É o resultado do desequilíbrio entre o débito cardíaco e a resistência vascular sistêmica, embora não se saiba exatamente a causa. Em humanos, está associada com o aumento da concentração intracelular de sódio e da atividade da bomba de sódio-potássio- TPase. A hipertensão causada somente pela ingestão de grande quantidade de sódio é controversa. Entretanto, a associação entre a hipertensão preexistente e dietas com alta concentração de sódio, pode acelerar a evolução da doença. Numa situação de aumento da pressão, acontecerão os seguintes mecanismos de controle: A) mecanismo renina-angiotensina-aldosterona e liberação de peptídio natriurético atrial. B) mecanismo isquêmico do SNC e aumento da natriurese. C) reflexo barorreceptor aórtico e carotídeo e liberação de aldosterona. D) inibição do mecanismo da sede e da liberação de vasopressina. E) liberação de peptídio natriurético atrial e de adrenalina e noradrenalina pela medula adrenal. Exercício 3: Com relação ao acúmulo de líquido intersticial, é correto afirmar: a) Pode ocorrer por hipoproteinemia gerada por falha na síntese das proteínas plasmáticas, tal como ocorre nas hepatopatias b) Pode ocorrer hipoproteinemia nas deficiências alimentares, causando aumento da pressão coloidosmótica do plasma c) Pode ocorrer por obstrução linfática, o que impediria a drenagem do excesso de líquido intersticial, tal como ocorre na elefantíase. d) Pode ocorrer na inflamação por aumento da pressão coloidosmótica do plasma. e) Nenhuma das alternativas anteriores. Exercício 4: São hormônios (1) vasoconstritores e (2) indutores de reabsorção tubular de sódio: a) (1) angiotensinas e vasopressina; (2) peptídio natriurético atrial e angiotensinas; b) (1) adrenalina em todos os leitos vasculares e aldosterona; (2) angiotensinas e aldosterona; c) (1) noradrenalina em todos os leitos vasculares e angiotensinas; (2) vasopressina e adrenalina; d) (1) noradrenalina em todos os leitos vasculares e aldosterona; (2) ADH e angiotensinas; e) Nenhuma das alternativas anteriores. Exercício 5: Um cadela, 7 anos, com histórico precedente de Diabetes Mellitus é atendida com crise de hipertensão arterial (pressão arterial aferida no momento do exame clínico 185/110 mmHg). Imediatamente, uma substância vasodilatadora é administrada pelo veterinário de plantão. Vários hormônios estão envolvidos com a regulação da pressão arterial e, conseqüentemente, com a manutenção da homeostasia corporal, entretanto, nos quadros patológicos tais mecanismos podem não ser suficientes para corrigir o desequilíbrio pressórico. Das funções abaixo relacionadas, apenas uma não é verdadeira para o fator natriurético atrial: A) inibição do mecanismo da sede B) promover vasoconstrição C) promover eliminação de Na+ pela urina D) inibição do mecanismo renina-angiotensina-aldosterona E) inibição do ADH MECANISMOS HORMONAIS DE REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL Embora o sistema nervoso seja dotado de uma extraordinária capacidade de efetuar um controle rápido (a curto prazo) da PA, quando ocorre alteração lenta da mesma, no decorrer de horas ou dias, os mecanismos nervosos perdem gradativamente quase todo seu papel de controle. Neste caso, os rins passam a ter um papel dominante, sendo alvo de diversos hormônios que contribuem para o controle a longo prazo da PA. Dentre os principais mecanismos hormonais de regulação da PA com ação renal, podemos citar: 1. VASOPRESSINA (HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO, ADH) – Produzida no hipotálamo, porém liberada pela neuro-hipófise. Tem como principais ações, no contexto do controle da PA, sua potente ação vasoconstritora (aumentando RP e, logo, PA) e indutora da reabsorção de água nos túbulos distais finais e canais coletores dos rins (aumentando a volemia, o VM e, assim, a PA). 2. ANGIOTENSINAS E ALDOSTERONA, através do mecanismo renina-angiotensina- aldosterona, sumarizado a seguir: Queda da PA - Liberação na corrente sangüínea de renina pelas células justaglomerulares nas paredes das arteríolas aferentes e eferentes renais - Renina circulante catalisa a reação de conversão do Angiotensinogênio (proteína plasmática inativa) em sua forma ativa (o decapeptído Angiotensina I) - Conversão da Angiotensina I circulante no octapeptídio Angiotensina II pela enzima ECA (Enzima Conversora da Angiotensina) ao passar pelos vasos sangüíneos pulmonares, com remoção de 2 aminoácidos – Angiotensina II circulante estimula a liberação de Aldosterona ao passar pelo córtex das supra-renais. Ações da Angiotensina II: A) Vasoconstrição das arteríolas periféricas, vasoconstrição moderada das veias e vasoconstrição das arteríolas eferentes (para normalização da filtração glomerular). B) Reabsorção de sódio e, conseqüentemente, de água nos túbulos distais finais e canais coletores dos rins (diminuindo a natriurese e a diurese, aumentando a volemia, o VM e a PA) C) Estimulação da secreção de Aldosterona, que irá potencializar a reabsorção de sódio e água nos mesmos segmentos tubulares. 3. PEPTÍDIO NATRIURÉTICO ATRIAL (ANP) – Liberado pelas fibras musculares atriais a partir do hiperestiramento dos átrios, o que pode ser resultante do excesso de volume sangüíneo. Ao entrar na circulação, o ANP acaba atuando nos rins, diminuindo a reabsorção de sódio nos ductos coletores, o que leva a aumentos na natriurese e diurese (reduzindo a volemia, o VM e a PA). Ao mesmo tempo, estarão inibidos os mecanismos da sede e de liberação de ADH, angiotensina II e aldosterona. SWENSON, M.J. ; REECE, W.O. Dukes – Fisiologia dos Animais Domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. CUNNINGHAM, J.G. Tratado de Fisiologia Veterinária. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. GANONG, W.F. Fisiologia Médica. São Paulo: Atheneu, 1998. GUYTON, A.C; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. Referências Exercício 1: Existem diferentes mecanismos neurais e hormonais de regulação da pressão arterial (PA). Os mecanismos nervosos de controle se caracterizam pela rapidez de sua atuação, apesar de não servirem para a normalização de alterações pressóricas crônicas, uma vez que os receptores participantes deste controle rapidamente se adaptam a variações de PA que persistem por 3 ou mais dias. Por outro lado, os mecanismos hormonais tardam a aparecer, porém permanecem ativos indefinidamente. Numa situação de diminuição da pressão arterial, ocorre a seguinte resposta: A) estimulação vagal. B) reflexo barorreceptor C) reflexo quimiorreceptor D) vasodilatação periférica E) Inibição da liberação de adrenalina Exercício 2: Aferiu-se a pressão arterial de uma criança e foram encontrados os seguintes valores Pressão sistólica 120 mmHg e Pressão diastólica 80 mmHg. Qual das fórmulas abaixo deve ser empregada para o cálculo da Pressão Arterial Média? A) Pressão Arterial Média = Pressão Sistólica + Pressão de Pulso/3 B) Pressão Arterial Média = Volume Minuto x Resistência Periférica C) Pressão Arterial Média = Pressão Diastólica + Pressão de Pulso/3 D) Pressão Arterial Média = Pressão Sistólica – Pressão Diastólica E) Pressão Arterial Média = Pressão Diastólica – Pressão de Pulso Exercício 3: Durante um atendimento, aferiu-se a pressão aterial de um paciente. A pressão sistólica era de 150 mm Hg e pressão diastólica de 90 mm Hg, qual é a pressão arterial média? A) 120 mm Hg B) 110 mm Hg. C) 180 mm Hg D) 96 mm Hg E) 220 mmHg Exercício 4: O controle da pressão arterial (PA) envolve mecanismos neurais e hormonais complexos, que acabam por determinar, por exemplo, alterações na volemia e no calibre dos vasos sanguíneos corporais comotentativas de normalização da PA. São indutores de vasoconstrição: A) renina e adrenalina B) aldosterona e vasopressina C) colecistocinina e noradrenalina D) angiotensina e vasopressina E) peptídio natriurético atrial e epinefrina Exercício 5: Existem diferentes mecanismos neurais e hormonais de regulação da pressão arterial (PA). Os mecanismos nervosos de controle se caracterizam pela rapidez de sua atuação, apesar de não servirem para a normalização de alterações pressóricas crônicas, uma vez que os receptores participantes deste controle rapidamente se adaptam a variações de PA que persistem por 3 ou mais dias. Dentre tais mecanismos, encontra-se o reflexo quimiorreceptor aórtico, capaz de rapidamente normalizar alterações de pressão bruscas decorrentes de variações posturais. A(s) via(s) aferente(s) e eferente(s) do reflexo quimiorreceptor aórtico incluem: A) os nervos vagos (aferentes) e os nervos simpáticos (eferentes) B) os nervos de Hering e glossofaríngeos (aferentes) e os nervos vagos (eferentes) C) os nervos vagos (aferentes) e os nervos vagos (eferentes) D) os nervos vagos (aferentes) e os nervos de Hering e glossofaríngeos (eferentes) E) os nervos simpáticos (aferentes) e os nervos vagos (eferentes) Controle do fluxo local O controle do fluxo sanguíneo é realizado de três maneiras diferentes: em razão das necessidades locais dos tecidos, através do sistema nervoso e por mecanismos humorais. O controle local está diretamente relacionado com o metabolismo dos tecidos. Assim, os músculos em repouso são pouco irrigados enquanto os rins, o encéfalo e, em particular, a glândula pineal são extremamente vascularizados em função das necessidades metabólicas e funcionais destes órgãos e tecidos. O mecanismo de regulação do fluxo sanguíneo local é explicado por duas teorias básicas, a teoria da demanda de oxigênio e a teoria da vasodilatação. A teoria da demanda de oxigênio explica o aumento do fluxo sanguíneo em consequência da pouca disponibilidade de oxigênio. A teoria da vasodilatação explica a produção de substâncias vasodilatadoras como a adenosina, o dióxido de carbono, o ácido lático e a histamina em consequência das necessidades metabólicas ou da disponibilidade de oxigênio. A regulação humoral é feita a partir de substâncias como hormônios e íons lançados na corrente circulatória. Alguns agentes são vasoconstritores como a norepinefrina e a epinefrina, a angiotensina, a vasopressina e a endotelina. A norepinefrina e a epinefrina também podem causar vasodilatação e causam os mesmos efeitos que a estimulação simpática. A angiotensina causa vasoconstrição das pequenas arteríolas em todo o organismo, provocando vasoconstrição periférica generalizada e aumento da pressão arterial. A vasopressina ou hormônio antidiurético é produzida no hipotálamo e armazenada na neurohipófise, é mais potente que a angiotensina na vasoconstrição e talvez seja a substância vasoconstritora mais potente do organismo. Atua também na reabsorção de água a partir dos túbulos renais. A endotelina é liberada quando ocorre lesão do endotélio e causa vasoconstrição evitando o sangramento, principalmente nas artérias cerebrais, renais e coronárias. Alguns agentes são vasodilatadores como a bradicinina, a histamina e as prostaglandinas. A histamina, produzida nos mastócitos, é liberada quando ocorre lesão, inflamação ou reação alérgica. As prostaglandinas são comumente liberadas durante a inflamação e são produzidas pela via da ciclooxigenase no metabolismo do ácido araquidônico. A alta concentração de alguns íons como o cálcio pode causar vasoconstrição enquanto altas concentrações de potássio, magnésio, sódio e hidrogênio causa vasodilatação. Exercício 1: As endotelinas liberadas pela parede dos vasos determina: A) vasodilatação B) aumento da permeabilidade vascular C) vasoconstrição D) não interfere no calibre dos vasos E) nenhuma das anteriores Exercício 2: A partir do metabolismo do ácido aracdônico são produzidas as prostaglandinas que atuam na paredes dos vasos, promovendo: A) vasodilatação B) vasoconstrição C) diminuição da resistência periférica D) não interfere no calibre dos vasos E) nenhuma das anteriores Exercício 3: Assinale a alternativa correta: A) O excesso de oxigênio promove vasodilatação, diminuindo o aporte de sangue para o vaso. B) A angiotensina possui ação vasodilatadora. C) A demanda de oxigênio tecidual regula o fluxo de sangue, o excesso de oxigênio promove diminuição do fluxo de sangue para um determinado tecido. D) A diminuição da concentração de potássio num tecido promove vasodilatação. E) nenhuma das anteriores Exercício 4: A estrutura que controla a entrada de sangue para o interior dos vasos capilares é: A) vênula B) arteríola C) esfíncter pré-capilar D) esfíncter pós-capilar E) nenhuma das anteriores Exercício 5: As angiotensinas apresentam as seguintes funções: A) vasodilatação, retenção de água pelos rins B) vasoconstrição, retenção de sódio e água pelos rins C) aumenta a freqüência cardíaca, vasoconstrição D) ação inotrópica positiva, vasoconstrição E) nenhuma das anteriores O sistema linfático não é um sistema fechado como o circulatório. Assim sendo, não existe bombeamento eficiente como aquele determinado pelo coração. Entretanto, observa-se a existência de uma bomba linfática onde a distensão da parede do vaso entre duas válvulas subseqüentes faz com que haja contração da musculatura lisa dos vaso linfático e isto propulsiona a linfa para o espaço seguinte, e assim sucessivamente até que chegue a grande circulação. Além do Bombeamento são importantes: - movimento dos músculos esqueléticos - pulsações arteriais - pressão negativa da inspiração - ação das válvulas Há muitos anos se considerou (Heidenhein) que algumas substâncias ou fenômenos fossem considerados linfagogos (produtores de linfa). de primeira e segunda classe. Os de primeira eram a peptona, a histamina e extrato de "sangue-suga". Os de 2ª classe eram as substâncias cristalóides e o aumento da pressão osmótica. Na realidade qualquer coisa que acelere a transferência plasmática (filtração) para o meio extra-celular aumenta o volume linfático (desde que não haja retirada igual pelos capilares venosos). 7 - FUNÇÕES DA LINFA Promover a contínua drenagem dos metabólitos, catabólitos e água dos espaços intersticiais Reintegrar as proteínas ao sangue. Segundo GUYTON, é a principal função pois não existe outra via além dos linfáticos para que o excesso de proteínas retorne a circulação, e a sua permanência determinaria a falência circulatória e morte em poucas horas. Manutenção de baixa pressão hidrostática no LEC (para novas filtrações), absorção de substâncias não absorvíveis pelos capilares venosos (como as gorduras) Conduzir ao sangue os elementos que atravessam a mucosa intestinal no processo de digestão (Ex: glicose, AA, quilomicrons) Defender o organismo das agressões de bactérias e agentes tóxicos do interstício conduzindo-os para linfonodos onde sensibilizam o organismo ou são destruídos. Conduzir as imunoglobulinas absorvidas pelo recem-nato. Conduzir as imunoglobulinas produzidas pelos linfonodos dos adultos e os linfócitos para a corrente circulatória. Fisiopatologia do edema Há basicamente 4 anormalidades dinâmicas pressão capilar (Obstrução venosa, coagulação, Insuficiência Cardíaca congestiva) pressão coloidosmótica (queimadura, nefrose com perda de albumina, edema nutricional) permeabilidade capilar ( lesões da parede endotelial, reações alérgicas com liberação de Histamina (linfagoga). O aumento da permeabilidade leva a abertura dos poros com escoamento do líquido ·e passagem de proteínas que aumentam a pressão coloidosmótica intersticial e diminui a pressão coloidosmótica plasmática obstruções - filarias, neoplasia, cirurgia O edema está ligado ao acúmulo de linfa a nível tecidual quando há excesso de transporte dos vasos para o interstício; quando ocorre obstruçãodos vasos linfáticos por parasitos (como na filariose humana - elefantíase); quando ocorre hipoproteinemia (p.ex.desnutrição) que permite aumento da filtração capilar para o interstício, o que ocorre quando as proteínas caem abaixo de 4 g/100 mL (redução da pressão oncótica); quando ocorre traumatismos sobre uma região do corpo; no pós-parto de vacas (principalmente novilhas) por diminuição da retirada linfática; nas neoplasisas quando se faz uma retirada de gânglios regionais e se prejudica a circulação linfática. Exercício 1: Nas hepatopatias o edema resulta de: A) aumento da pressão capilar B) aumento da pressão coloidosmótica do líquido intersticial C) diminuição da drenagem linfática D) diminuição da pressão coloidosmótica do plasma E) inflamação Exercício 2: Nas nefropatias, o edema observado decorre de: A) diminuição da pressão coloidosmótica do plasma B) aumento da pressão capilar C) diminuição da drenagem linfática D) A; B estão corretas E) A; C estão corretas Exercício 3: A pressão dadas pelas proteínas plasmáticas é denominada: A) pressão coloidosmótica do líquido intersticial B) pressão coloidosmótica do plasma C) pressão capilar D) pressão arterial E) pressão hidrostática Exercício 4: As forças que determinam o retorno do líquido que saiu para o espaço intersticial de volta para o interior do vaso sangüíneo incluem, EXCETO: A) pressão capilar B) pressão do líquido intersticial C) pressão coloidosmótica do plasma D) pressão coloidosmótica do líquido intersticial E) pressão hidrostática Função Renal Microestrutura A unidade funcional renal é o néfron . É composto pelo glomérulo, cápsula de Bowman, Túbulo contorcido proximal (TCP), Alça de Henle ( Ramo descendente delgado, Ramo ascendente delgado, Ramo ascendente espesso), Túbulo contorcido Distal, Túbulo coletor cortical e Ducto Coletor. Este último deságua na Pelve Renal. FILTRAÇÃO GLOMERULAR Pressão hidrostática capilar glomerular = 60mmHg = favorece a filtração Pressão hidrostática espaço de Bowman = 18 mmHg = Opõe-se a filtração Pressão coloidosmótica capilar glomerular = 32 mmHg = Opõe-se a filtração No glomérulo há formação de um ultrafiltrado do plasma sangüíneo que é chamado de filtrado glomerular e que será recolhido pela cápsula de Bowman. A diferença de 10 mmHg é a pressão de Filtração A membrana glomerular é porosa e permite a passagem de pequenas moléculas (menores que a albumina; 280 de Na+ e outros eletrólitos e 20 de Uréia • • O TCP absorve 65% da Água, Na+, Cl- e HCO NO TÚBULO COLETOR CORTICAL e DUTOS COLETORES Ocorre reabsorção do Na+ , da glicose e dos aminoácidos para o meio intersticial e daí para os capilares peritubulares • • No interior da célula tubular ocorre o desacoplamento e difusão simples para o meio intersticial e de lá para os capilares peritubulares. • O aumento do gradiente osmótico no meio intersticial favorece a reabsorção da água do túbulo para o meio intersticial e daí para os capilares • A glicose e os aminoácidos utilizam o mesmo carreador do Na+ para entrar na célula tubular sendo portanto sem gasto de energia • • Na cápsula de Bowman o ultrafiltrado é idêntico ao plasma. É rico em Na+, glicose e aminoácidos Exercício 1: Reabsorve toda a glicose e aminoácidos presentes no filtrado glomerular: A) alça de Henle B) túbulo distal proximal C) túbulo proximal D) canal coletor E) túbulo distal final Exercício 2: A vasopressina atua nos seguintes segmentos tubulares: A) túbulo proximal e canais coletores B) túbulo distal final e canais coletores C) túbulos proximais e alças de Hele D) alça de Henle e túbulo distal final E) nenhuma das anteriores Exercício 3: Assinale a alternativa correta: A) Caso não seja liberada vasopressina, a urina produzida é diluída. B) Urina concentrada é produzida quando os líquidos corporais estão diluídos. C) Para reestabelecer a osmolaridade corporal, os rins reabsorvem sódio. D) A aldosterona e a vasopressina são liberadas em conjunto para controlar a osmolaridade dos líquidos corporais. E) nenhuma das anteriores Exercício 4: É função do segmento diluidor da alça de Henle: A) reabsorção de água B) reabsoção de uréia C) reabsorção de sódio, potássio e cloreto D) reabsorção de glicose e aminoácidos E) reabsorção de íons hidrogênio Exercício 5: A vasopressina torna os túbulos distais finais e canais coletores permeáveis à água pela produção de uma proteína que é incorporada à membrana celular. Esta proteína é: A) angiotensina B) renina C) glicina D) aquaporina E) calbindinas " REGULAÇÃO DA OSMOLALIDADE DOS FLUIDOS CORPORAIS O volume total dos fluidos corporais (ex: 36L num indivíduo com 60Kg) mantém-se constante ao longo do dia através do ajuste dos ganhos com as perdas de água. A água é obtida pelos alimentos, pelo metabolismo e pela sua ingestão directa e perdida através da urina, das fezes, da transpiração e por processos insensíveis como na perspiração e expiração que fazem parte das perdas e ganhos “obrigatórios”. No entanto, as quantidades de água perdidas na urina e ganhas pela sua ingestão directa são reguladas de modo a igualar o total de perdas com o total de ganhos. • Osmorregulação Uma vez que a ingestão directa de água não afecta a taxa de excreção de solutos urinários, os osmolalidade urinária varia inversamente ao fluxo urinário e afecta de igual modo os volumes intra e extracelulares. Quando a ingestão de água é normal, o fluxo urinário é de 1-2 mL/min. e a osmolalidade urinária de 500-700 mOsm/Kg. Quando a ingestão de água é elevada, a osmolalidade plasmática diminui e os