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DICA 1 - DA PERSONALIDADE
Art. 1º Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, 
desde a concepção, os direitos do nascituro. 
Capacidade de direito
(ou de gozo):
Consiste na capacidade de adquirir direitos e deveres na 
órbita civil. Todos possuem!
Capacidade de fato (de 
exercício):
É a capacidade para exercer sozinhoos atos da vida civil. Nem 
todos possuem!
Informativo nº 7237 de fevereiro de 2022. REsp 1.961.581-MS, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira 
Turma, por unanimidade, julgado em 07/12/2021, DJe 13/12/2021.
DESTAQUE: O direito ao esquecimento não justifica a exclusão de matéria jornalística.
DICA 2 - DA CAPACIDADE
Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) 
Absolutamente incapazes: São os menores de 16 anos (APENAS)!
A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial.
Informativo nº 694- 3 de maio de 2021. TERCEIRA TURMA REsp 1.927.423/SP, Rel. Min. Marco 
Aurélio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 27/04/2021.
DESTAQUE: É inadmissível a declaração de incapacidade absoluta às pessoas com 
enfermidade ou deficiência mental.
DICA 3 - DA EMANCIPAÇÃO
Consiste na antecipação da capacidade plena.
Voluntária -> Autorização de ambos os pais ou de um na falta do outro
Legal-> Decorre da lei. Ocorre automaticamente quando se atinge uma das hipóteses 
do artigo 5º, CC/02.
Judicial-> Concessão do Juiz seja porque é um menor tutelado ou há discordância dos 
pais no ato de emancipação. 
(ATENÇÃO: TUTOR NÃO EMANCIPA É PRECISO DE ORDEM JUDICIAL).
DICA 4 - DA MORTE PRESUMIDA
Morte é presumida quando NÃO há corpo! 
- Morte presumida com decretação de ausência: Sujeito está em local incerto ou 
não sabido, desaparecendo sem deixar notícias.
A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especialA capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial
-Morte presumida sem decretação de ausência: se for extremamente provável a morte, de 
quem estava em perigo de vida; ou alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, 
não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Saber o procedimento, fases e 
prazos;
DICA 5 DOS DIREITOS DE PERSONALIDADE
Os direitos da personalidade são exemplificativos!
Integridade física Tutela do corpo vivo; corpo morto e autonomia da vontade.
Integridade Psíquica Direito de imagem, direito ao nome privacidade e honra.
Súmula 642 STJ - O direito à indenização por danos morais transmite-se com o falecimento do 
titular, possuindo os herdeiros da vítima legitimidade ativa para ajuizar ou prosseguir a ação 
indenizatória.
DICA 6 - DA INTEGRIDADE FÍSICA
Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando 
importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes.
Defeso = Proibido!
O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei 
especial.
É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo 
ou em parte, para depois da morte.
O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo.
DICA 7 DO NOME
Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.
O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que 
a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória.
ATENÇÃO: Os transgêneros, que assim desejarem, independente da cirurgia de 
transgenitalização, ou da realização de tratamentos hormonais ou patologizantes, possuem o 
direito à alteração do prenome e do gênero (sexo) diretamente no registro civil!
DICA 8 - DA AUSÊNCIA
Se considera ausente àquele que desaparece de seu domicílio sem deixar notícias, nem 
indica representante ou procurador para administrar seus bens.
Defeso = Proibido!Defeso = Proibido!Defeso = Proibido!Defeso = Proibido!
DICA 9 - DA SUCESSÃO PROVISÓRIA
Segunda fase do processo de sucessão de ausentes -> Regra geral, um ano após a 
arrecadação de bens do ausente e da correspondente nomeação de um curador, mediante 
pedido formulado pelos interessados (artigo 27 do Código Civil). 
Deixando o ausente um representante, o prazo é excepcional, aumentado para três anos.
DICA 10 - DA SUCESSÃO DEFINITIVA
A terceira fase no processo de sucessão de ausentes. Consiste na fase da ausência onde é 
declarada a morte da pessoa, após essa declaração os herdeiros entram na posse e na 
propriedade dos bens.
DICA 11 DAS PESSOAS JURÍDICAS
A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado se inicia com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro. Precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação 
do Poder Executivo.
Prazo para anulação da formação da P.J = 3 anos!
DICA 12 - DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA
A desconsideração da personalidade jurídica = Decisão judicial em que desconstitui os 
deveres da pessoa jurídica, pois estes passam a se confundir com os direitos ou 
responsabilidades de seus proprietários
Informativo nº 733- 25 de abril de 2022. TERCEIRA TURMA REsp 1.965.982-SP, Rel. Min. 
Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 05/04/2022, DJe 
08/04/2022.
DESTAQUE: Fundo de investimento pode sofrer os efeitos da aplicação do instituto da 
desconsideração da personalidade jurídica.
Desconsideração da personalidade juridica
Teoria Maior deve demonstrar a fraude, abuso de personalidade
Teoria Menor basta que se demonstre a insolvência da pessoa juridica
DICA 13 DAS FUNDAÇÕES
Fundação = Patrimônio afetado ao interesse público ou social que adquire personalidade 
jurídica. Exercem atividade social. São fiscalizadas pelo Ministério Público.
DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA
DICA 14 - DO DOMICÍLIO
Domicílio = residência + ânimo definitivo
Terá domicílio estabelecido por lei -> O incapaz -> Servidor público -> Militar -> Marítimo -> 
Preso.
DICA 15 DOS BENS IMÓVEIS E MÓVEIS
São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente.
Atenção: Também são imóveis: as edificações, separadas do solo, mas conservando a sua 
unidade, forem removidas para outro local; os materiais provisoriamente separados de um 
prédio, para nele se reempregarem.
São móveis -> Os possuem movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração 
da substância. Também são imóveis as energias que tenham valor econômico; os direitos reais 
sobre objetos móveis e as ações correspondentes, os direitos pessoais de caráter patrimonial e 
os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados conservam sua 
qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum 
prédio.
Exemplo de como caiu em prova:
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: OAB Exame de Ordem Unificado XXXIII - Primeira Fase
Bruna visitou a mansão neoclássica que André herdara de seu tio e cuja venda estava 
anunciando. Bruna ficou fascinada com a sala principal, decorada com um piano do século XIX 
e dois quadros do conhecido pintor Monet, e com os banheiros, ornados com torneiras 
desenhadas pelos melhores profissionais da época. Diante disso, decidiu comprá-la. Na 
ausência de acordo específico entre Bruna e André, por ocasião da transferência da 
propriedade, Bruna receberá a mansão juntamente com as torneiras dos banheiros, 
consideradas partes integrantes, mas não os quadros e o piano, considerados pertenças.
DICA 16 - DOS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS
Bem principal é o bem que existe sobre si.
Bem acessório, aquele cuja existência supõe a do principal.
DICA 17 DO NEGÓCIO JURÍDICO
Formação do negócio jurídico: elementos
Agente capaz; Objeto lícito, determinado ou determinável; Forma prescrita ou não proibida 
por lei.
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: OAB Exame de Ordem Unificado XXXIIIAno: 2021 Banca: FGV Órgão: OAB Exame de Ordem Unificado XXXIII Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: OAB Exame de Ordem Unificado XXXIII Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: OAB Exame de Ordem Unificado XXXIII 
DICA 18 - DA FORMA DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS
A forma do negócio jurídico é o modo pelo qual a vontade é exteriorizada. No 
ordenamento jurídico pátrio, vigora o princípio da liberdade de forma (art. 107 do CC/2002). 
Isto é, salvo quando a lei requerer expressamente forma especial, a declaração de vontade 
pode operar de forma expressa, tácita ou mesmo pelo silêncio (art. 111 do CC/2002).
Informativo nº 699, de 7 de junho de 2021.
DICA 19 - DA CONDIÇÃO, DO TERMO E DO ENCARGO
Condição -> subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto.
Condição pode ser suspensiva ou resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-
lo.
O termo inicial -> Momento em que inicia ou finda a eficácia do negócio jurídico. Suspende o 
exercício, mas não a aquisição do direito.
Encargo-> Não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente 
imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva.
DICA 20 - DOS DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO 
Os atos nulos são aqueles que não gozam da aptidão para a produção de efeitos jurídicos. 
Nulo = Inválido significando que a decisão será também ineficaz.
Ato for anulável, produz efeitos até ao momento da sua anulação.
Anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro 
substancial.
DICA 21 - DA NULIDADE ABSOLUTA DO NEGÓCIO JURÍDICO
É nulo o negócio jurídico, celebrado por pessoa absolutamente incapaz; ilícito, impossível 
ou indeterminável o seu objeto; o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; 
não revestir a forma prescrita em lei; for preterida alguma solenidade que a lei considere 
essencial para a sua validade; tiver por objetivo fraudar lei imperativa; a lei taxativamente o 
declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção.
É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma.
DICA 22 - DA ANULABILIDADE OU NULIDADE RELATIVA DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS
A lei impõe a validade do negócio jurídico. A invalidade substancial = nulidade por ser mais 
gravosa vez que o ato não pode persistir, o ato é nulo. De outro modo se a irregularidade é 
mais branda, o ato é anulável. 
A diferença reside na Eficácia:
Ato Nulo Nulo de pleno direito.
Ato Anulável Alguém deve requerer a nulidade.
Informativo nº 667- 7 de abril de 2020 | TERCEIRA TURMA. REsp 1.679.501-GO, Rel. Min. Nancy 
Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 10/03/2020, DJe 13/03/2020
DESTAQUE: A venda de bem entre ascendente e descendente, por meio de interposta pessoa, 
é ato jurídico anulável, aplicando-se o prazo decadencial de 2 (dois) anos previsto no art. 179 
do CC/2002.
DICA 23 DO PRAZO DECADENCIAL
A decadência = Perda efetiva de um direito pelo seu não exercício no prazo estipulado!
Sua diferença para o prazo prescricional é que neste último, a prescrição é a extinção da
pretensão à prestação devida, na prescrição o direito continua existindo na relação jurídica de 
direito material.
Prescrição Extinção da pretensão
Decadência Perda do direito
Informativo nº 683 | 18 de dezembro de 2020. TERCEIRA TURMA- REsp 1.628.478-MG, Rel. 
Min. Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 03/11/2020, DJe 
17/11/2020
DESTAQUE: O prazo decadencial do exercício do direito de preferência por condômino, na 
ausência de prévia notificação, inicia-se com o registro da escritura pública de compra e venda 
da fração ideal da coisa comum indivisa.
DICA 24 DOS ATOS ILÍCITOS
Ato ilícito = Violação ao direito de outrem
Art. 186, CC. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar 
direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
pretensão à prestação devida, na prescrição o direito pretensão à prestação devida, na prescrição o direito continua existindo na relaçcontinua existindo na relaç
DICA 25 DO ABUSO DE DIREITO
Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente 
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
DICA 26 DAS EXCLUDENTES DE ILICITUDE 
Possibilidade de uma pessoa praticar uma ilicitude sem que seja esta considerada ato 
ilícito.
Na órbita civil têm-se como excludente: estado de necessidade, a legítima defesa, o estrito 
cumprimento do dever legal e o exercício regular do direito.
DICA 27 - DA PRESCRIÇÃO
O prazo de prescrição = Perda da pretensão ao exercício do direito de ação, ou seja, 
significa dizer que o titular do direito deixou passar o prazo para agir, realizar determinado ato.
A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.
Prescrição Extinção da pretensão ao exercício de algum direito
Informativo nº 732 -n11 de abril de 2022.nTERCEIRA TURMA REsp 1.987.108-MG, Rel. Min. 
Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 29/03/2022, DJe 01/04/2022.
DESTAQUE: O art. 200 do CC/2002 assegura que o prazo prescricional não comece a fluir antes 
do trânsito em julgado da sentença penal, independentemente do resultado da ação na esfera
criminal.
DICA 28 DOS PRAZOS DE PRESCRIÇÃO
Atenção: A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.
Informativo nº 73723 de maio de 2022. QUARTA TURMA-REsp 1.951.988-RS, Rel. Min. Antonio
Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 10/05/2022, DJe 16/05/2022.
DESTAQUE: A pretensão de repetição de indébito por cobrança indevida de valores referentes 
a serviços de TV por assinatura não previstos no contrato sujeita-se à norma geral do lapso 
prescricional de dez anos.
O prazo de prescrição = Perda da O prazo de prescrição = Perda da pretensão ao exercício do direito de açãopretensão ao exercício do direito de ação
significa dizer que o titular do direito deixou passar o prazo para agir, realizar determinado ato.significa dizer que o titular do direito deixou passar o prazo para agir, realizar determinado ato.significa dizer que o titular do direito deixou passar o prazo para agir, realizar determinado ato.significa dizer que o titular do direito deixou passar o prazo para agir, realizar determinado ato.
DICA 29 DA DECADÊNCIA 
Informativo nº 600-26 de abril de 2017. QUARTA TURMA-REsp 1.621.610-SP, Rel. Min. Luis 
Felipe Salomão, por unanimidade, julgado em 7/2/2017, DJe 20/3/2017.
DESTAQUE: É de quatro anos o prazo de decadência para anular partilha de bens em 
dissolução de união estável, por vício de consentimento (coação), nos termos do art. 178 do 
Código Civil.
DICA 30 DA PROVA
Exceto se o negócio impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
confissão; documento; testemunha; presunção; perícia.
Atenção: A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de 
coação. Não podem ser admitidos como testemunhas: os menores de dezesseis anos; o 
interessado no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes; os cônjuges, os 
ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das partes, por 
consanguinidade, ou afinidade.
DICA 31 DA OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTA 
A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela AINDA QUE não mencionados, 
salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Coisa certa = Se, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a 
condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de 
culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.
DICA 32 
Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos 
quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a 
obrigação.
Atenção: Os frutos percebidos sãodo devedor, cabendo ao credor os pendentes.
Informativo nº 650. 5 de julho de 2019. TERCEIRA TURMA REsp 1.707.405-SP, Rel. Min. Ricardo 
Villas Bôas Cueva, Rel. Acd. Min. Moura Ribeiro, Terceira Turma, por maioria, julgado em 
07/05/2019, DJe 10/06/2019
DESTAQUE: Não são exigíveis aluguéis no período compreendido entre o incêndio que destruiu 
imóvel objeto de locação comercial e a efetiva entrega das chaves pelo locatário.
obrigação de dar coisa certa a coisa é identificada pelo gênero, 
quantidade e qualidade
ar coisa certa abrange os acessórios delaar coisa certa abrange os acessórios dela AINDA QUEAINDA QUE
salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
DICA 33 DA OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR
Obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da 
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até 
o dia da perda.
Por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas e danos.
DICA 34 DA OBRIGAÇÃO DE DAR COISA INCERTA 
 
Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o 
contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será 
obrigado a prestar a melhor. 
DICA 35 DA OBRIGAÇÃO DE FAZER E DE NÃO FAZER
Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne 
impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o 
desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos.
Se for urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, independentemente de 
autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido. 
DICA 36 DAS OBRIGAÇÕES ALTERNATIVAS 
Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
Atenção: Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em 
outra.
DICA 37 DAS OBRIGAÇÕES DIVISÍVEIS E INDIVISÍVEIS
Havendo mais de um devedor ou mais de um credor = Obrigação divisível!
A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não 
suscetível de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, 
ou dada a razão determinante do negócio jurídico.
Atenção: Havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado 
pela dívida toda.
obrigação de dar coisa incerta a coisa é identificada pelo 
gênero, quantidade.
se do ato, que se obrigou a não prse do ato, que se obrigou a não praticar.aticar.se do ato, que se obrigou a não prse do ato, que se obrigou a não pr
DICA 38 DAS OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS
Solidariedade = Mesma obrigação há mais de um credor, ou mais de um devedor, cada 
um com direito, ou obrigado, à dívida toda.
DICA!!! A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.
DICA 39 DA CESSÃO DE CRÉDITO
O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, 
ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao 
cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
DICA 40 - DA ASSUNÇÃO DE DÍVIDA
É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do 
credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era 
insolvente e o credor o ignorava.
DICA: Exige consentimento expresso do credor.
Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida, 
interpretando-se o seu silêncio como recusa.
DICA 41 - DO ADIMPLEMENTO DIRETO 
Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser, dos 
meios conducentes à exoneração do devedor.
Igual direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, 
salvo oposição deste.
DICA 42 DO ADIMPLEMENTO INDIRETO 
A dação em pagamento é uma causa extintiva das obrigações em que o credor consente em 
receber objeto diverso ao da prestação originariamente pactuada, com efeito liberatório, 
extinguindo-se a obrigação (art. 356, CC). Trata-se de modalidade de adimplemento indireto. 
Exemplificando: Fulana deveria pagar R$ 30.000,00 a Beltrana e, na data do pagamento, as 
partes ajustam em substituir a prestação originária por um imóvel.
DICA 43 - DO INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES
Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e 
atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de 
advogado.
Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da 
se o seu silêncio como recusa.se o seu silêncio como recusa.
DICA!!! Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor.
DICA 44 DA MORA
Mora = Inadimplemento relativo- Quando o credor ainda tem interesse no cumprimento 
da obrigação.
O resultado prático previamente convencionado ainda lhe interessa.
Pode exigir a execução especifica da obrigação mais as perdas e danos.
O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito em 
mora o devedor.
Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial.
Nas obrigações de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou.
DICA 45 DA CLÁUSULA PENAL
É aquela que fixa uma indenização por descumprimento ou atraso no contrato ou 
obrigação. Significa -> Cláusula que estabeleça uma multa ou uma forma de indenização por 
descumprimento ou atraso no cumprimento da obrigação pactuada.
Quando se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta 
converter-se-á em alternativa a benefício do credor.
DICA!!! Quando se estipular a cláusula penal para o caso de mora, ou em segurança especial 
de outra cláusula determinada, terá o credor o arbítrio de exigir a satisfação da pena 
cominada, juntamente com o desempenho da obrigação principal.
O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal.
DICA 46 DAS ARRAS OU SINAL
Arras ou sinal = Entrega, por parte de um dos contratantes, de coisa ou quantia que significa 
a firmeza da obrigação contraída ou garantia da obrigação pactuada.
Se, por ocasião da conclusão do contrato, uma parte der à outra, a título de arras, dinheiro ou 
outro bem móvel, deverão as arras, em caso de execução, ser restituídas ou computadas na 
prestação devida, se do mesmo gênero da principal.
DICA 47 - DOS CONTRATOS EM GERAL
Código Civil = Liberdade contratual RESPEITADA a função social do contrato.
Nas relações contratuais privadas, prevalecerão o princípio da intervenção mínima e a 
excepcionalidade da revisão contratual. 
ATENÇÃO: Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva.
Quando se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta Quando se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta 
á em alternativa a benefício do credoá em alternativa a benefício do credoá em alternativa a benefício do credoá em alternativa a benefício do credor.r.
DICA 48 DA RESPONSABILIDADE CONTRATUAL
Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua 
execução, os princípios de probidade e boa-fé. 
DICA 49 DA FORMAÇÃO DOS CONTRATOS
A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, 
da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso.
ATENÇÃO! Deixa de ser obrigatória a proposta: Se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi 
imediatamente aceita. 
(Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de 
comunicação semelhante)
1. Se, feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar à 
respostaao conhecimento do proponente;
2. Se, feita a pessoa ausente, não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado;
3. Se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a 
retratação do proponente.
DICA 50 DA RELATIVIDADE DOS EFEITOS CONTRATUAIS
O que estipula em favor de terceiro pode exigir o cumprimento da obrigação.
Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos, quando este o não 
executar.
Tal responsabilidade não existirá se o terceiro for o cônjuge do promitente, dependendo da sua 
anuência o ato a ser praticado, e desde que, pelo regime do casamento, a indenização, de algum 
modo, venha a recair sobre os seus bens.
DICA 51 DO VÍCIO REDIBITÓRIO E DA EVICÇÃO
Vício redibitório Defeito oculto, físico na coisa.
Evicção Vício na propriedade da coisa.
Havendo vicio ou defeito oculto vicio redibitório na coisa o comprador poderá rejeitar a 
mesma ou pedir abatimento do preço art. 441 e 441 CC-02.
DICA 52 DA EXTINÇÃO DO CONTRATO
Extinção = Distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato.
A resilição unilateral, nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o permita, opera 
mediante denúncia notificada à outra parte.
DICA!!! Se, porém, dada a natureza do contrato, uma das partes houver feito investimentos 
consideráveis para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeito depois de 
transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos.
Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode 
exigir o implemento da do outro.
DICA 53 DA COMPRA E VENDA
Contrato de compra e venda = Um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa 
coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro.
Nulo o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes 
a fixação do preço.
É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge 
do alienante expressamente houverem consentido.
ATENÇÃO: Dispensa- se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da separação 
obrigatória
DICA 54 DA DOAÇÃO
Doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens 
ou vantagens para o de outra.
CONTRATO GRATUITO!
O doador pode fixar prazo ao donatário, para declarar se aceita ou não a liberalidade. Desde 
que o donatário, ciente do prazo, não faça, dentro dele, a declaração, entender-se-á que 
aceitou, se a doação não for sujeita a encargo.
Forma -> Escritura pública ou instrumento particular.
Pode ser feita doação ao NASCITURO -> Depende de aceitação do representante.
A doação de ascendentes a descendentes, ou de um cônjuge a outro, importa adiantamento do 
que lhes cabe por herança.
É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência 
do doador.
se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da separação se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da separação 
DICA 55 DA FIANÇA
Contrato de fiança, uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo 
devedor, caso este não a cumpra. 
Forma-> A fiança dar-se-á por escrito, e não admite interpretação extensiva.
Pode-se estipular a fiança, ainda que sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade.
ATENÇÃO: O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir, até a contestação 
da lide, que sejam primeiro executados os bens do devedor.
DICA 56 DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Responsabilidade civil = Reparação, por aquele que, OU por ato ilícito, causou dano a 
alguém OU, por aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, 
violou direito e causou dano a alguém (ainda que o dano seja exclusivamente moral).
Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em 
lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua 
natureza, risco para os direitos de outrem.
ATENÇÃO: O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis 
não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
DICA 57 DO DIREITO DE REGRESSO
Atenção: Se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela 
reparação. Mas quando o verdadeiro culpado pelo dano é alguém que não foi atingido na ação 
de indenização, contra ele cabe a chamada ação regressiva.
DICA 58 DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA
Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as 
empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos 
postos em circulação.
DICA 59 DA RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL
A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais 
sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal.
DICA 60 DA RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL
Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à 
reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão 
solidariamente pela reparação.
DICA 57 DO DIREITO DE REGRESSO
DICA 61 - DA INDENIZAÇÃO
A indenização mede-se pela extensão do dano.
Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada 
tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.
DICA 62 DA POSSE
Possuidor = Aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes 
à propriedade.
O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário, 
ou quando a lei expressamente não admite esta presunção.
DICA 63 DOS EFEITOS DA POSSE
O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos.
Os frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser restituídos, depois de 
deduzidas as despesas da produção e custeio; devem ser também restituídos os frutos colhidos 
com antecipação.
ATENÇÃO: O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem 
como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu 
de má-fé; tem direito às despesas da produção e custeio.
O possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa, a que não 
der causa. 
O possuidor de má-fé responde pela perda, ou deterioração da coisa, ainda que 
acidentais, salvo se provar que de igual modo se teriam dado, estando ela na posse do 
reivindicante.
DICA 64 DOS DIREITOS REAIS
Os direitos reais sobre coisas móveis, quando constituídos, ou transmitidos por atos entre 
vivos, só se adquirem com a tradição.
Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se 
adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
DICA 65 - DA PROPRIEDADE
O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do 
poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.
ATENÇÃO: A propriedade presume-se plena e exclusiva, até prova em contrário.
O possuidor de máO possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem O possuidor de máO possuidor de má fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem 
como pelos que, por culpa sua, deixou de pecomo pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu rceber, desde o momento em que se constituiu 
DICA 66 DA USUCAPIÃO
Aquisição da propriedade pelo decorrer do tempo. 
Usucapião extraordinária: Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem 
oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente 
de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual 
servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Usucapião extraordinária
Posse mansa e pacificaAnimus domini
Coisa apta a ser usucapida
15 anos
Usucapião extraordinária qualificada: reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver 
estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de 
caráter produtivo: 
Usucapião extraordinária
qualificada
Posse 
Função social
10 anos
Usucapião ordinária: Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e 
incontestadamente, com justo título e boa-fé, o possuir por dez anos.
Usucapião ordinária
Posse 
Justo título ou boa fé
10 anos
Usucapião ordinária qualificada: Será de cinco anos o prazo previsto se o imóvel houver sido 
adquirido, onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada 
posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia, ou realizado 
investimentos de interesse social e econômico.
Usucapião ordinária 
qualificada
5 anos
Função social: moradia do possuidor ou sua família, ou 
pela realização de investimentos de interesse 
econômico ou social relevantes
Aquisição onerosa, com registro cancelado
tempofatousucapião
caráter produtivo: caráter produtivo: 
Usucapião especial rural: Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, 
possua como sua, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não 
superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo 
nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Usucapião especial rural
Posse
5 anos
Limite de 50 hectares
Função social
Terra produtiva
Não ser possuidor de outro imóvel urbano ou rural
Usucapião especial urbana: Aquele que possuir, como sua, área urbana de até duzentos e 
cinqüenta metros quadrados, por cinco anos ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a 
para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de 
outro imóvel urbano ou rural.
Usucapião especial 
urbana
Posse 
5 anos
Limite de 250 metros quadrados
Função social
Reconhecida apenas uma vez: não pode já ter sido 
beneficiado
Usucapião familiar - Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, 
posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta 
metros quadrados) cuja propriedade dívida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que 
abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio 
integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
Usucapião familiar (por 
abandono)
Posse
2 anos
Limite de 250 metros quadrados
Função social
Não ser proprietário de outro imóvel
Somente será reconhecida uma única vez
Alegada por ex cônjuge ou ex companheiro 
abandonado
beneficiadobeneficiado
DICA 67 DO CONDOMÍNIO GERAL
Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação, sobre ela exercer todos os 
direitos compatíveis com a indivisão, reivindicá-la de terceiro, defender a sua posse e alhear a 
respectiva parte ideal, ou gravá-la.
ATENÇÃO: Nenhum dos condôminos pode alterar a destinação da coisa comum, nem dar 
posse, uso ou gozo dela a estranhos, sem o consenso dos outros. 
O condômino é obrigado, na proporção de sua parte, a concorrer para as despesas de 
conservação ou divisão da coisa, e a suportar os ônus a que estiver sujeita.
DICA 68 DO CONDOMÍNIO EM MULTIPROPRIEDADE
 Multipropriedade é o regime de condomínio em que cada um dos proprietários de um 
mesmo imóvel é titular de uma fração de tempo, à qual corresponde a faculdade de uso e gozo, 
com exclusividade, da totalidade do imóvel, a ser exercida pelos proprietários de forma 
alternada.
DICA 69 DA SUPERFÍCIE E DA SERVIDÃO
ATENÇÃO: O proprietário pode conceder a outrem o direito de construir ou de plantar em 
seu terreno, por tempo determinado, mediante escritura pública devidamente registrada no 
Cartório de Registro de Imóveis. 
O direito de superfície não autoriza obra no subsolo, salvo se for inerente ao objeto da 
concessão.
DICA 70 DO USUFRUTO, DO USO E DA HABITAÇÃO
O usufruto pode recair em um ou mais bens, móveis ou imóveis, em um patrimônio inteiro, 
ou parte deste, abrangendo-lhe, no todo ou em parte, os frutos e utilidades.
ATENÇÃO: O usufrutuário tem direito à posse, uso, administração e percepção dos frutos.
DICA 71 - DO PENHOR, DA HIPOTECA E DA ANTICRESE
ATENÇÃO: Só aquele que pode alienar poderá empenhar, hipotecar ou dar em anticrese; 
só os bens que se podem alienar poderão ser dados em penhor, anticrese ou hipoteca.
A hipoteca abrange todas as acessões, melhoramentos ou construções do imóvel. Subsistem os 
ônus reais constituídos e registrados, anteriormente à hipoteca, sobre o mesmo imóvel.
É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado.
terreno, por tempo determinado, mediante escritura públicaterreno, por tempo determinado, mediante escritura pública
Cartório de Registro de Imóveis. Cartório de Registro de Imóveis. 
DICA 72 DA LAJE
O proprietário de uma construção-base poderá ceder a superfície superior ou inferior de 
sua construção a fim de que o titular da laje mantenha unidade distinta daquela originalmente 
construída sobre o solo.
O direito real de laje contempla o espaço aéreo ou o subsolo de terrenos públicos ou privados, 
tomados em projeção vertical, como unidade imobiliária autônoma, não contemplando as 
demais áreas edificadas ou não pertencentes ao proprietário da construção-base. 
DICA 73 DO CASAMENTO
Casamento = Negócio jurídico
Estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges.
O casamento é civil e a sua celebração gratuita.
A habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão isentos de selos, 
emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei.
ATENÇÃO: O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorização de 
ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil.
MENORES DE DEZESSEIS ANOS NÃO PODEM CASAR!
DICA 74 DOS IMPEDIMENTOS
Os impedimentos = Causas que impossibilitam a realização do casamento.
Os impedimentos são classificados: impedimentos resultantes de parentesco; impedimentos 
resultantes de casamento anterior e impedimentos resultante de crime. Conforme art. 1.521.
DICA 75 - DO CASAMENTO NULO E DO CASAMENTO ANULÁVEL
É nulo o casamento contraído: por infringência de impedimento.
ATENÇÃO.: A pessoa com deficiência mental ou intelectual em idade núbia poderá contrair 
matrimônio, expressando sua vontade diretamente ou por meio de seu responsável ou 
curador.
DICA 76 DA PROTEÇÃO DA PESSOA DOS FILHOS
A guarda será unilateral ou compartilhada. 
A guarda compartilhada -> o tempo de convívio com os filhos deve ser dividido de forma 
equilibrada entre a mãe e o pai, considerando sempre a forma mais interessante e adequada 
para os filhos.
MENORES DE DEZESSEIS ANOS NÃO PODEM CASAR!
DICA 74 DOS IMPEDIMENTOS
DICA 77 - DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO
O parentesco é natural ou biológico, sendo aquele originado a partir do vínculo de 
consanguinidade; o parentesco civil, corrente da adoção e o parentesco por afinidade, que 
vincula o indivíduo aos parentes naturais de seu cônjuge ou companheiro.
DICA 78 - DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO
Sogra é para sempre -> Ainda que haja a dissolução do casamento: Relação de afetividade.
DICA 79 - DO RECONHECIMENTO DOS FILHOS
O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou ser posterior ao seu 
falecimento, se ele deixar descendentes.
O reconhecimento não pode ser revogado, nem mesmo quando feito em testamento.
DICA 80 - DO PODER FAMILIAR
Os filhos estão sujeitos ao poder familiar, enquanto menores.
Durante o casamento e a união estável, compete o poder familiar aos pais; na falta ou 
impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade.
Desacordo dos pais sobre PODER FAMILIAR = Suprimento judicial.
DICA 81 - DA SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO PODER FAMILIAR
A extinção do poder familiar se dá pela interrupção definitiva do poder familiardos pais em 
relação aos filhos, pela morte de um ou ambos os pais, pela emancipação, por ter o menor 
completado 18 anos de 
Pode ocorrer pela idade, pela adoção ou por decisão judicial.
DICA 82 - DO DIREITO PATRIMONIAL
É lícito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o 
que lhes aprouver.
É admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado 
de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos 
de terceiros.
É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: das pessoas que o contraírem com 
inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento; da pessoa maior de 70 
(setenta) anos; de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial.
Durante o casamento e a união estável, compete o Durante o casamento e a união estável, compete o poder familiar aos pais; na falta ou poder familiar aos pais; na falta ou 
impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade.impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade.impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade.impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade.
DICA 83 - DO PACTO ANTENUPCIAL
É nulo o pacto antenupcial se não for feito por escritura pública, e ineficaz se não lhe 
seguir o casamento.
A eficácia do pacto antenupcial, realizado por menor, fica condicionada à aprovação de seu 
representante legal, salvo as hipóteses de regime obrigatório de separação de bens.
É nula a convenção ou cláusula dela que contravenha disposição absoluta de lei.
DICA 84 - DO REGIME DE COMUNHÃO PARCIAL
No regime de comunhão parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na 
constância do casamento, com as exceções dos artigos seguintes. REGRA GERAL -> DO CÓDIGO 
CIVIL/02.
Os bens que cada cônjuge possuir ao casar, e os que lhe sobrevierem, na constância do 
casamento, por doação ou sucessão, e os sub-rogados em seu lugar; os bens adquiridos com 
valores exclusivamente pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos bens particulares;
DICA 85 - DO REGIME DE COMUNHÃO UNIVERSAL
O regime de comunhão universal importa a comunicação de todos os bens presentes e 
futuros dos cônjuges e suas dívidas passivas , com as exceções do artigo seguinte.
Todos os bens tanto os adquiridos antes ou durante o casamento serão dos dois, inclusive os 
bens recebidos por doação ou por herança.
DICA 86 - DO REGIME DE PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQÜESTOS
No regime de participação final nos aqüestos, cada cônjuge possui patrimônio próprio, 
consoante disposto no artigo seguinte, e lhe cabe, à época da dissolução da sociedade conjugal, 
direito à metade dos bens adquiridos pelo casal, a título oneroso, na constância do casamento.
DICA!! Integram o patrimônio próprio os bens que cada cônjuge possuía ao casar e os por ele 
adquiridos, a qualquer título, na constância do casamento.
DICA 87 - DO REGIME DE SEPARAÇÃO DE BENS
DEVERES SÃO IGUAIS!! Ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do 
casal na proporção dos rendimentos de seu trabalho e de seus bens, salvo estipulação em 
contrário no pacto antenupcial.
DICA 88 - DOS ALIMENTOS
Os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que 
necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender 
às necessidades de sua educação. (TAMBÉM CHAMADOS DE ALIMENTOS CÔNGRUOS)
O regime de comunhão universal importa a comunicação de todos os bens presentes e O regime de comunhão universal importa a comunicação de todos os bens presentes e 
futuros dos cônjuges e suas dívidas pasfuturos dos cônjuges e suas dívidas passivas , com as exceções do artigo seguinte.sivas , com as exceções do artigo seguinte.
Fixado na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada.
SE ESTENDE AOS PAIS!! O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e 
extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em 
falta de outros.
DESESEMPREGO DO GENITOR (A) NÃO IMPEDE FIXAÇÃO DE ALIMENTOS!
DICA 89 DA UNIÃO ESTÁVEL
Entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência 
pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.
Pode ser firmada por CONTRATO OU NÃO!
Relação deve ser pública para sua constituição!
Pode ser provada por qualquer meio!
Na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às relações 
patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens.
DICA 90- DA TUTELA, DA CURATELA E DA TOMADA DE DECISÃO APOIADA
ATENÇÃO: Tutela, Curatela ou Tomada de Decisão Apoiada devem ser requeridas via 
judicial e aos curadores, tutores e apoiadores cabe a responsabilidade de cuidar de seus 
curatelados, tutelados e apoiados, administrar patrimônio, auxiliar nas decisões precisas e 
devem prestar contas em juízo.
DICA 91 - DA SUCESSÃO
Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e 
testamentários.
DÍVIDAS!! O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, 
porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demostrando o valor dos 
bens herdados.
DICA 92 - DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA
A lei vigente ao tempo da abertura da sucessão é a responsável por regular a sucessão e a 
legitimação.
A herança é um todo unitário, ainda que vários os herdeiros.
Descendentes; - Ascendentes; - Cônjuge - A eles pertence, de pleno direito, a metade dos bens 
da herança, chamada legítima.
Curatela ou Tomada de Decisão Apoiada Curatela ou Tomada de Decisão Apoiada 
e aos curadores, tutores e apoiadores e aos curadores, tutores e apoiadores cabe a responsabilidade de cuidar de seus cabe a responsabilidade de cuidar de seus e aos curadores, tutores e apoiadores e aos curadores, tutores e apoiadores cabe a responsabilidade de cuidar de seus cabe a responsabilidade de cuidar de seus 
curatelados, tutelados e apoiados, administrar patrimônio, auxiliar nas decisões preccuratelados, tutelados e apoiados, administrar patrimônio, auxiliar nas decisões prec
DICA 93 - DA ACEITAÇÃO E RENÚNCIA DA HERANÇA
Aceita a herança, torna-se definitiva a sua transmissão ao herdeiro, desde a abertura da 
sucessão.
ATENÇÃO: A transmissão tem-se por não verificada quando o herdeiro renuncia à herança.
A aceitação da herança: Faz-se por declaração escrita; quando tácita, há de resultar tão-somente 
de atos próprios da qualidade de herdeiro.
Só pode ser revogado por outro testamento, ainda que de outra espécie. 
Não existe repristinação testamentária. 
A revogação pode ser total ou parcial, expressa ou tácita (na hipótese de incompatibilidades 
entre as disposições dos testamentos).
DICA 94 - DA ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA
DICA 95 DO DIREITO DE HABITAÇÃO
Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem 
prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao 
imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar.
Cônjuge quinhão igual ao dos que sucederem por cabeça, não podendo a sua quota ser inferior 
à quarta parte da herança, se for ascendente dos herdeiros com que concorrer.
ATENÇÃO: Se o cônjuge concorrer com ascendente de 1º grau terá direito a 1/3 da herança, se 
houver apenas UM ascendente OU se maior for o seu grau!
Descendentes + 
Cônjuge 
sobrevivente
Cônjuge 
sobrevivente Colaterais
Os mais próximos 
preferem os mais 
remotos.
Ascendente + 
Cônjuge
DICA 96 DOS HERDEIROS NECESSÁRIOS
São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge.
Pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a metade dos bens da herança, 
constituindo a legítima.
DICA 97 DO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO
DIREITO DE REPRESENTAÇÃO = CHAMAMENTO DE CERTOS PARENTES DO FALECIDO
São chamados a suceder em todos os direitos, emque ele sucederia, se vivo fosse. 
Ocorrerá na linha reta descendente, nunca na ascendente.
Na linha transversal, ocorrerá somente em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com 
irmãos destes concorrem.
ATENÇÃO: O renunciante à herança de uma pessoa poderá representá-la na sucessão de outra.
DICA 98 DA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA
Toda pessoa capaz pode dispor, por testamento, da totalidade dos seus bens, ou de parte 
deles, para depois de sua morte.
O testamento é ato personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer tempo.
DICA 99 DA CAPACIDADE DE TESTAR
Além dos incapazes, não podem testar os que, no ato de fazê-lo, não tiverem pleno 
discernimento.
Podem testar os maiores de dezesseis anos.
A incapacidade superveniente do testador não invalida o testamento, nem o testamento do 
incapaz se valida com a superveniência da capacidade.
DICA 100 DAS FORMAS DE TESTAMENTO
PÚBLICO Elaborado pelo tabelião em seu livro de notas, conforme declarações do testador. 
CERRADO Elaborado pelo testador ou por outra pessoa a seu mando, com observância das 
formalidades. Nessa modalidade, quando o testador falecer, o juiz abrirá, registará e ordenará 
que seja cumprido. 
PARTICULAR Elaborado pelo testador, a próprio punho ou por meio eletrônico. Obs. Nessa 
hipótese, quando o testador falecer, seu testamento será publicado em juízo. 
CODICILO Trata-se de ato de última vontade por meio do qual se dispõe sobre seu enterro, 
esmolas de pouca monta a determinadas pessoas, ou indeterminadamente aos pobres de certo 
lugar.
O testamento é ato personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer tempo.O testamento é ato personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer tempo.
DICA 101 - DA REVOGAÇÃO E DO ROMPIMENTO DO TESTAMENTO
ATENÇÃO: Só pode ser revogado por outro testamento, ainda que de outra espécie. 
Não existe repristinação testamentária. 
A revogação pode ser total ou parcial, bem como expressa ou tácita (na hipótese de 
incompatibilidades entre as disposições dos testamentos).

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