Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>0</p><p>MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA - UFRA</p><p>LUCIANO MACIEL DOS SANTOS</p><p>MARCOS RAMON MOURA LOBATO</p><p>CONTRIBUIÇÃO DO PROFESSOR LICENCIADO EM COMPUTAÇÃO COMO</p><p>SUPORTE PEDAGÓGICO NO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA EM UMA</p><p>ESCOLA NO MUNICÍPIO DE PORTO DE MOZ/PARÁ</p><p>ALMEIRIM/PA</p><p>2017</p><p>1</p><p>LUCIANO MACIEL DOS SANTOS</p><p>MARCOS RAMON MOURA LOBATO</p><p>CONTRIBUIÇÃO DO PROFESSOR LICENCIADO EM COMPUTAÇÃO COMO</p><p>SUPORTE PEDAGÓGICO NO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA EM UMA</p><p>ESCOLA NO MUNICÍPIO DE PORTO DE MOZ/PARÁ</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao</p><p>curso de Licenciatura em Computação da</p><p>Universidade Federal Rural da Amazônia como</p><p>requisito para obtenção de grau de Licenciatura</p><p>Plena em Computação. Área de concentração:</p><p>Educação. Orientador: Esp. Robson Gonçalves</p><p>Pompeu</p><p>ALMEIRIM/PA</p><p>2017</p><p>2</p><p>Santos, Luciano Maciel dos</p><p>Contribuição do professor licenciado em computação</p><p>como suporte pedagógico no laboratório de informática</p><p>em uma escola no município de Porto de Moz/Pará /</p><p>Luciano Maciel dos Santos, Marcos Ramon Moura</p><p>Lobato. – Almeirim, PA, 2017.</p><p>55 f.</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura Plena</p><p>em Computação) - Plano Nacional de Formação de</p><p>Professores, Universidade Federal Rural da Amazônia,</p><p>2017.</p><p>Orientador: Robson Gonçalves Pompeu.</p><p>1. Informática – Professores. 2. Tecnologias</p><p>Educacionais. 3. Computação – Licenciatura. 4.</p><p>Docência – Laboratórios de Informática. I. Lobato,</p><p>Marcos Ramon Moura II. Pompeu, Robson Gonçalves,</p><p>(orient.) III. Título</p><p>CDD – 371.334384</p><p>3</p><p>LUCIANO MACIEL DOS SANTOS</p><p>MARCOS RAMON MOURA LOBATO</p><p>CONTRIBUIÇÃO DO PROFESSOR LICENCIADO EM COMPUTAÇÃO COMO</p><p>SUPORTE PEDAGÓGICO NO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA EM UMA</p><p>ESCOLA NO MUNICÍPIO DE PORTO DE MOZ/PARÁ</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Licenciatura em</p><p>Computação da Universidade Federal Rural da Amazônia como requisito para</p><p>obtenção de grau de Licenciatura Plena em Computação. Área de concentração:</p><p>Educação</p><p>Data de Aprovação: 21/05/2017</p><p>Banca Examinadora:</p><p>_________________________________ Orientador</p><p>Prof. Esp. Robson Gonçalves Pompeu</p><p>Centro Universitário do Estado do Pará - CESUPA</p><p>_________________________________ Membro 1</p><p>Prof. Esp. Marcos José Silva de Paula</p><p>Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA</p><p>_________________________________ Membro 2</p><p>Prof. Ma. Mônica de Nazaré Corrêa Nascimento</p><p>Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA</p><p>4</p><p>Dedicamos este trabalho</p><p>especialmente a Deus. As nossas</p><p>famílias, principalmente nossos pais</p><p>que sempre incentivaram nossos</p><p>estudos e acreditaram no nosso</p><p>potencial.</p><p>5</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>Aos nossos pais que são exemplos de pessoas dignas e honestas que nos</p><p>ensinaram a buscar incessantemente o que sonhamos.</p><p>À Universidade Federal Rural da Amazônia pela oportunidade de realizar este curso.</p><p>Aos nossos professores da UFRA pelo compartilhamento de seus conhecimentos</p><p>conosco, contribuindo para nossa primeira formação.</p><p>Aos amigos de turma que pelo vínculo criado, tornaram-se uma segunda família.</p><p>Ao nosso amigo Edilson Cardoso da Silva, exemplo de pessoa alegre e receptiva.</p><p>Aos amigos que contribuíram direta ou indiretamente para a realização deste</p><p>trabalho.</p><p>À direção escolar em que realizamos nossa pesquisa e nos recebeu da melhor</p><p>forma.</p><p>6</p><p>RESUMO</p><p>Este trabalho tem por objetivo analisar a docência no laboratório de informática de</p><p>uma escola no município de Porto de Moz-Pa. A inserção da informática na</p><p>educação gera uma mudança no papel dos professores de todas as disciplinas. O</p><p>computador é uma ferramenta com um grande potencial e pode trazer uma mudança</p><p>no conceito de ensinar de todos os professores e na aprendizagem dos alunos. Na</p><p>elucidação de tais questões na escola em referência, a presente pesquisa apresenta</p><p>abordagem quali-quantitativo, do tipo exploratório, a qual se ancorou na pesquisa de</p><p>campo e bibliográfica. Como instrumento de pesquisa, aplicaram-se questionários</p><p>contendo perguntas abertas aos professores e a gestora educacional e para os</p><p>alunos do 6º ano do ensino fundamental contendo apenas perguntas fechadas. Para</p><p>tanto, os principais resultados obtidos na pesquisa, indicou-se que o principal</p><p>aspecto negativo foi à formação dos professores, tendo somente o ensino médio e</p><p>cursos básicos de informática. A formação específica para a docência nos</p><p>laboratórios de informática, tendo em vista a qualidade do ensino, não requer</p><p>apenas conhecimentos técnicos, mas sim buscar uma formação profissional que</p><p>qualifique para a docência, pois o licenciado em computação tem os conhecimentos</p><p>didático-pedagógicos necessários para utilizar os recursos computacionais, fazendo</p><p>das aulas mais dinâmicas, informatizando conteúdos de diferentes áreas do saber.</p><p>Palavras-chave: Informática. Professores. Formação. Docência.</p><p>7</p><p>ABSTRACT</p><p>This work aims to analyze teaching in the computer lab of a school in the municipality</p><p>of Porto de Moz-Pa. The inclusion of informatics in education generates a change in</p><p>the role of teachers of all disciplines, the computer is a tool with great potential and</p><p>can bring about a change in the concept of teaching of all teachers and in students'</p><p>learning. In the elucidation of such questions in the school in reference, the present</p><p>research presents a qualitative-exploratory approach, which was anchored in field</p><p>and bibliographic research. As a research tool, we applied questionnaires containing</p><p>questions open to teachers and the educational manager and to students in the 6th</p><p>grade of elementary school containing only closed questions. For this, the main</p><p>results obtained in the research, it was indicated that the main negative aspect was</p><p>the training of teachers, having only high school and basic computer courses. The</p><p>specific training for teaching in computer labs, in view of the quality of teaching, does</p><p>not only require technical knowledge, but rather to seek professional training that</p><p>qualifies for teaching. Because the degree in computer science has the didactic-</p><p>pedagogical knowledge necessary to use the computational resources, making the</p><p>classes more dynamic, computerizing contents of different areas of knowledge.</p><p>Keywords: Informatics. Teachers. Training. Teaching.</p><p>8</p><p>LISTA DE ILUSTRAÇÕES</p><p>Gráfico 1 – O que o aluno utiliza diariamente....................................................... 35</p><p>Gráfico 2 – O que os alunos mais gostam nas aulas de informática.................... 36</p><p>Gráfico 3 – A utilização pelo professor de outros tipos de ferramentas além do</p><p>computador.............................................................................................................</p><p>37</p><p>Gráfico 4 – As aulas de informática ajudaram a entender melhor os assuntos</p><p>de outras disciplinas...............................................................................................</p><p>38</p><p>Gráfico 5 – Formação dos professores de informática entrevistados................... 42</p><p>9</p><p>LISTA DE SIGLAS</p><p>CREA - Conselho Regional De Engenharia, Arquitetura e Agronomia.</p><p>CR-LC - Currículo De Referência De Licenciatura em Computação.</p><p>ENIAC - Eletronic Numerical Integrantor and Computador.</p><p>IBGE - Instituto Brasileiro De Geografia e Estatísticas.</p><p>LDB - Lei De Diretrizes e Base De Educação Nacional.</p><p>MEC - Ministério da Educação e Cultura.</p><p>PARFOR - Programa</p><p>tirar fotos, fazer vídeos, acessar a internet e principalmente se comunicar. Estas</p><p>variedades de funções que este instrumento apresenta é uma das causas de sua</p><p>expansão entre as pessoas, especialmente entre os jovens e adolescentes que não</p><p>vivem sem esse recurso tecnológico. Embora a pesquisa apresente, o celular como</p><p>o grande campeão no dia-a-dia, o computador ainda, continua sendo a única</p><p>ferramenta tecnológica oferecida aos estudantes nos espaços escolares,</p><p>especificamente no laboratório de informática.</p><p>Outra pergunta relevante que foi feita aos alunos, está descrita no gráfico 2,</p><p>que fala da importância das aulas de informática no ambiente escolar.</p><p>Gráfico 2 O que você mais gosta nas aulas de informática?</p><p>Fonte: Próprio autor</p><p>Segundo os alunos, o que eles gostam de usar nas aulas de informática é a</p><p>pesquisa na internet. 36% responderam que as pesquisas na internet possibilitam</p><p>Pesquisa na</p><p>internet</p><p>36%</p><p>Jogos educativos</p><p>31%</p><p>Digitação</p><p>33%</p><p>Outros</p><p>0%</p><p>38</p><p>maior interação dentro do laboratório. Outro elemento interessante que eles gostam</p><p>de utilizar é a digitação, sendo que cerca de 33% dos entrevistados, afirmam que no</p><p>momento das aulas de digitação, é muito bom, pois eles aprendem a usar o software</p><p>(programa) word que é o mais empregado na digitação de trabalhos, assim como</p><p>31% também responderam que os jogos são bastante usados neste ambiente</p><p>educativo. Sobre os jogos educativos, os alunos apresentaram muito interesse por</p><p>este instrumento metodológico do professor de informática, para eles é muito útil no</p><p>ensino.</p><p>Na terceira pergunta feita aos alunos, questionou-se sobre os recursos</p><p>metodológicos utilizados pelo professor no laboratório de informática, os mesmos</p><p>responderam conforme está agrupado no gráfico 3:</p><p>Gráfico 3 - Nas aulas de informática o professor utilizou outros tipos de</p><p>ferramentas além do computador?</p><p>Fonte: Próprio autor.</p><p>De acordo com as respostas dos alunos, se o professor utiliza outras</p><p>ferramentas além do computador, apenas 24% utilizaram o Datashow, assim como</p><p>76% dos entrevistados afirmaram que nenhuma ferramenta tecnológica além do</p><p>computador foi utilizada em sala de aula pelos professores de informática. Em pleno</p><p>século XXI pode-se notar que ainda há limitações no ambiente escolar por falta de</p><p>Celular</p><p>0%</p><p>Datashow</p><p>24%</p><p>Câmera digital</p><p>0%</p><p>Outros</p><p>0%</p><p>Nenhum</p><p>76%</p><p>39</p><p>compreensão do verdadeiro papel do educador, assim também como pela falta de</p><p>responsabilidades de muitos profissionais da educação.</p><p>Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</p><p>indicam que os smartphones se tornaram os principais meios de acesso à internet</p><p>em domicílio (Brasil, 2016).</p><p>Em plena era digital, o professor não fazer uso do celular que está mais</p><p>presente na vida dos alunos do que o próprio computador é desperdiçar um recurso</p><p>tecnológico que poderia ser utilizado para potencializar o ensino e aprendizagem</p><p>como, por exemplo, a utilização de grupos de argumentações e fórum via whatsapp</p><p>e outros.</p><p>Quando as aulas de informática não são tratadas como um ambiente</p><p>educativo, um espaço de ampliação das aprendizagens humanas, infelizmente serão</p><p>sempre minimizadas a meros espaços de lazer ou faz de conta. Porém, não é isso</p><p>que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) Lei nº 9394/96 preconiza sobre</p><p>o direito aos bens e serviços prestados pelo poder público à sociedade.</p><p>Para tanto, na quarta pergunta aborda-se sobre como as aulas de informática</p><p>ajudaram os alunos a entender melhor os assuntos de outras áreas do</p><p>conhecimento. No gráfico 4 os alunos responderam os seguintes:</p><p>Gráfico 4 - As aulas de informática ajudaram você a entender melhor os</p><p>assuntos de outras disciplinas?</p><p>Fonte: Próprio autor.</p><p>Sim</p><p>43%</p><p>Pouco</p><p>39%</p><p>Não</p><p>18%</p><p>40</p><p>Nas respostas dos alunos sobre no que as aulas de informática ajudaram a</p><p>entenderem melhor os assuntos de outras disciplinas, 43% responderam que as</p><p>aulas contribuíram para compreender melhor conteúdos de diferentes áreas, 39%</p><p>responderam que pouco ajudaram e 18% responderam que não houve. Assim</p><p>percebe-se que de acordo com os resultados obtidos durante as aulas o percentual</p><p>negativo em relação à compreensão dos conteúdos é maior do que deveria ser</p><p>levando em consideração a proposta de ensino de informática da escola.</p><p>Os gráficos foram importantes, tanto para a coleta dos dados como para a</p><p>interpretação e análise dos mesmos. Acredita-se que o questionário aplicado</p><p>possibilitou obter resultados aproximados da realidade que se pretende expor.</p><p>Igualmente, é feita a análise das entrevistas que foram realizadas com a gestora</p><p>educacional e os professores de informática dos anos finais do ensino fundamental.</p><p>A entrevista com a gestora educacional foi muito importante para ampliar o</p><p>conhecimento, em relação à visão que a escola tem do profissional licenciado em</p><p>computação. Deste modo, quando entrevistou-se a gestora, a mesma foi enfática ao</p><p>responder a seguinte pergunta: de que forma eram selecionados os profissionais</p><p>para trabalharem no laboratório de informática? Ela respondeu, os educadores que</p><p>trabalham no laboratório de informática são selecionados por meio de “indicação”.</p><p>Dessa forma, indagou-se sobre os requisitos que eram necessários para que</p><p>o docente trabalhasse no laboratório de informática, a gestora respondeu o seguinte:</p><p>“na falta do profissional da área, no mínimo tem que ser pedagogo com</p><p>conhecimentos básicos de informática”. Quando ela menciona que tem que ser no</p><p>mínimo pedagogo, acreditávamos que na sua maioria os docentes do laboratório de</p><p>informática tinham nível técnico ou superior, no entanto, não é o que mostra o</p><p>gráfico 5 abaixo, que fala sobre a formação docente.</p><p>Percebe-se ao longo das perguntas, que a gestora educacional tinha boa</p><p>vontade em nos ceder às informações necessárias para o sucesso da pesquisa,</p><p>porém muitas dúvidas ainda permaneceram por um bom tempo. Quando foi</p><p>questionada se a mesma considerava as aulas de informática importante em relação</p><p>ao aprendizado do aluno e por quê? A sua resposta foi imediata “sim, se for</p><p>adaptada com conteúdo dado em sala de aula, a informática ajuda o aluno a</p><p>entender com maior facilidade e relacionar com a realidade o conteúdo”.</p><p>Na presente pesquisa, revela um conjunto substancioso de experiências e</p><p>vivências da gestora educacional em relação à importância do laboratório de</p><p>41</p><p>informática que merecem ser discutidas com afinco por aqueles que se dedicam à</p><p>educação escolar, sobretudo, ao uso de atividades interdisciplinares. Para ela, o</p><p>laboratório de informática é um importante espaço no ambiente escolar que quando</p><p>bem utilizado possibilita inúmeras aprendizagens aos alunos.</p><p>No entanto, quando indagada sobre os projetos desenvolvidos pela escola e</p><p>pelos professores em geral, trabalhavam em sintonia com o laboratório de</p><p>informática, a gestora respondeu que:</p><p>Nem sempre, pois a maioria dos profissionais não tem qualificação</p><p>adequada e isso acaba dificultando. Os profissionais davam apoio ajudando</p><p>a baixar vídeos, textos, montar peças, etc. Ficavam a disposição dos</p><p>professores, mas não é a mesma coisa que se ter um profissional</p><p>qualificado (GESTORA EDUCACIONAL, 2017).</p><p>Conforme observado, as práticas de planejamento escolar integrado pouco se</p><p>fazem presentes no dia a dia desses profissionais que, por sua vez, também</p><p>revelam um conjunto significativo de diferentes problemáticas identificadas ao longo</p><p>da pesquisa de campo. Muitos, segundo a gestora educacional, têm dificuldades</p><p>para executarem planejamentos conjuntos, devido o tempo ser escasso para todos,</p><p>esse é um grande problema encontrado no seio do processo educativo.</p><p>Na aplicação do questionário realizado com os professores de informática,</p><p>verificou-se que os mesmos em suas respostas sempre afirmavam que um dos</p><p>problemas enfrentados é a falta de formação, pois segundo eles,</p><p>tinham poucos</p><p>conhecimentos sobre a informática e isso dificultava sua prática pedagógica, assim</p><p>como também limitava suas estratégias metodológicas no laboratório de informática.</p><p>Examinar-se-á com mais afinco as respostas dos professores a partir do</p><p>gráfico 5, que fala especificamente sobre a formação profissional dos docentes que</p><p>trabalham no laboratório de informática da escola pesquisada, conforme pode ser</p><p>verificado abaixo.</p><p>42</p><p>Gráfico 5 – Formação dos professores de informática entrevistados.</p><p>Fonte: Autores.</p><p>Ao questionar-se sobre a formação docente, identificou-se que a maioria dos</p><p>professores de informática (50%) revelam que têm apenas o curso básico de</p><p>informática, apresentando justificativas - razões que os levam a ter essa formação</p><p>profissional, diversas são as razões que os docentes do laboratório de informática</p><p>aponta para não terem avançado nos estudos. Justificam por meio da situação</p><p>financeira e ainda pela ausência de reconhecimento dos profissionais nessa área de</p><p>atuação.</p><p>Para os docentes do laboratório de informática, ter o curso com noções</p><p>básicas já é o suficiente para atuarem como profissionais desse campo, assim eles</p><p>explicam que uma formação em nível superior precisaria de tempo e dinheiro e com</p><p>o salário que recebem dá somente para sustentar sua família. O tempo também é</p><p>outro fator que implica nessa formação, assim como a ausência de Universidades na</p><p>cidade de Porto de Moz, que acaba contribuindo para estreitar ainda mais as</p><p>possibilidades de progredir na vida estudantil.</p><p>Como pode ser observado no gráfico 5, o nível de escolaridade entre os</p><p>docentes varia muito, aqueles que têm apenas o ensino técnico somam uma parcela</p><p>de 25%, enquanto os outros 25% apresenta nível médio e o curso básico e</p><p>avançado de informática. Na opinião de ambos, uma formação em nível superior é</p><p>muito importante, pois contribuiria para ampliar os conhecimentos teóricos e</p><p>50%</p><p>25%</p><p>25% Curso Básico de Informática</p><p>Técnico de Informática</p><p>Ensino Médio e Curso Básico</p><p>e Avançado de Informática</p><p>43</p><p>possibilitar um melhor domínio dos conteúdos trabalhados nos laboratórios de</p><p>informática, assim como favorecer o processo de ensino aprendizagem dos</p><p>educandos.</p><p>Ao perguntar se eles recebiam alguma capacitação para exercer docência em</p><p>laboratórios de informática, os mesmos foram enfáticos ao afirmar que receberam</p><p>apenas o curso de Linux Educacional, apesar de acharem que não seja um curso</p><p>voltado para a docência, mas foi o que ofereceram como capacitação para atuarem</p><p>no laboratório de informática. No entanto, foi o que ajudou os professores do</p><p>laboratório de informática a melhorar sua prática pedagógica.</p><p>Em relação a realização do planejamento escolar (plano de ensino, plano de</p><p>aula) para as aulas de laboratório de informática, os docentes afirmam que não</p><p>recebem orientação nem da direção e nem dos coordenadores pedagógicos. Eles</p><p>realizam seus planejamentos a partir de seus próprios conhecimentos e também</p><p>com o auxílio de pesquisas feitas na internet.</p><p>Para os educadores, a utilização da informática na educação, contribui muito</p><p>para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem dos alunos. Eles</p><p>acreditam que a informática é um importante instrumento que permite ampliar os</p><p>conhecimentos dos educandos em suas diferentes dimensões, principalmente por</p><p>proporcionar a inclusão escolar, onde todos os alunos têm disponíveis os mesmos</p><p>recursos e se encontram no mesmo nível no processo de aprendizagem.</p><p>Outra importante discussão traçada no texto é sobre os projetos</p><p>desenvolvidos pela escola e pelos professores em geral, se trabalham em sintonia</p><p>com o laboratório de informática, entretanto, os docentes responderam que não, eles</p><p>acreditam que o motivo é a falta de comunicação entre os professores do laboratório</p><p>com o restante da escola, parece que a sala de informática é um ambiente isolado</p><p>da escola, quando na verdade deveria ser tratada como um espaço para as</p><p>múltiplas discussões a respeito dos conteúdos trabalhados em sala de aula.</p><p>Com relação a avaliação do aprendizado de alunos por meio do laboratório de</p><p>informática, os docentes acreditam que seja uma boa aprendizagem, porém poderia</p><p>ser bem melhor, os programas são defasados e o sistema é muito limitado (Linux),</p><p>as escolas pararam no tempo em relação a seus equipamentos tecnológicos, os</p><p>computadores dos laboratórios ainda são aqueles obsoletos, sem muitos recursos</p><p>didáticos e tecnológicos.</p><p>44</p><p>Observa-se que os professores do laboratório de informática entrevistados</p><p>não se sentem capacitados para trabalhar com a informática na educação por não</p><p>terem formação docente na área. Relatam que os cursos técnicos de informática e</p><p>outros não são suficientes, e que lhes faltam conhecimentos didático-pedagógico.</p><p>Aliado a isso, o planejamento de aula em nenhum momento foi exigido pela</p><p>coordenação pedagógica, sendo que no Projeto Político Pedagógico (PPP) da</p><p>escola é enfatizado o ensino de informática, ou seja, o objetivo é promover para</p><p>todas as etapas do ensino fundamental, a utilização do computador como um meio</p><p>facilitador da aprendizagem. No PPP da escola há um planejamento curricular e</p><p>metas a serem alcançadas a cada modalidade de ensino (anos iniciais e finais do</p><p>ensino fundamental) que são:</p><p>Discriminar e reconhecer as partes do computador e suas funções;</p><p>Desenvolver o raciocínio lógico-matemático; Ampliar o vocabulário;</p><p>Desenvolver um espírito de investigação e pesquisa; Realizar atividades</p><p>multidisciplinares; Desenvolver hábitos de conservação e higiene do</p><p>computador; Conhecer e utilizar softwares básicos para o seu dia-a-dia;</p><p>Trabalhar a ética frente às novas tecnologias. (PPP da escola D. Bosco p.</p><p>30 atualizado 2017)</p><p>No entanto, as respostas obtidas com a aplicação dos questionários,</p><p>percebe-se que não se trata com devida importância a elaboração dos conteúdos</p><p>por parte de coordenação pedagógica e professores de informática.</p><p>Uma vez identificado que na instituição possui um planejamento sobre o</p><p>ensino de informática como em qualquer outra disciplina, porém, o simples fato de</p><p>não ser cobrado um plano de aula demonstra assim a falta de interesse no que é</p><p>ensinado no laboratório de informática.</p><p>Sobre as respostas, o professor A ressaltou com propriedade, sobre a</p><p>formação dos professores do laboratório de informática, afirmando que as formações</p><p>ofertadas pela secretaria de educação do município de Porto de Moz, é apenas o</p><p>curso básico de informática (Linux) oferecido pelo Programa Nacional de</p><p>Tecnologias na Educação - PROINFO, que em muitos casos nem são usados pelos</p><p>professores, devido à limitação de suas ferramentas.</p><p>Outro aspecto destacado é que os professores são unanimes em afirmar</p><p>que eles executam seus planejamentos de acordo com o que acham melhor para o</p><p>aprendizado dos alunos.</p><p>Perguntou-se ainda sobre a parceria entre o professor da sala de informática</p><p>e da sala regular de ensino, segundo os entrevistados o diálogo é precário, quase</p><p>45</p><p>não existe. Isso tem dificultado o trabalho docente dos professores da sala de</p><p>informática, pois o trabalho deveria acontecer de forma integrada e harmônica para</p><p>possibilitar uma interação melhor entre os conteúdos e as ferramentas tecnológicas.</p><p>Daí a necessidade de termos profissionais qualificados nesses ambientes</p><p>educativos. Assim como descreve a gestora escolar que a falta de profissionais</p><p>qualificados tem dificultado o trabalho docente de qualidade dos laboratórios de</p><p>informática das escolas públicas.</p><p>Quando se examinou as respostas dos professores, teve-se um panorama</p><p>mais abrangente da situação das aulas de informática na escola pesquisada. As</p><p>práticas pedagógicas em sua grande maioria, não seguem o que está proposto no</p><p>Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, como pode ser comprovado na análise</p><p>da tabela com as respostas dos educadores e até mesmo</p><p>da gestora escolar.</p><p>Para a gestora escolar uma ação pedagógica dinâmica, é o que qualquer</p><p>professor deve promover em sala de aula, seja o da sala regular de ensino ou do</p><p>laboratório de informática, pois ambos os profissionais recebem formações para</p><p>desenvolver metodologias capazes de suprir as mais diversas necessidades dos</p><p>alunos.</p><p>É uma questão bastante pertinente na atualidade, a formação de</p><p>professores para exercer a docência na educação básica, uma vez que o problema</p><p>se apresenta mais acentuado, sobretudo, nesta etapa do ensino.</p><p>46</p><p>6 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Atualmente, vive-se em uma sociedade na qual as informações são</p><p>instantâneas e mundializadas, tudo isso com o aperfeiçoamento e avanços dos</p><p>recursos tecnológicos. Neste sentido, faz-se necessário, principalmente que</p><p>profissionais de educação estejam a todo o momento se aperfeiçoando e se</p><p>aprimorando para que possam utilizar as tecnologias e suas facilidades.</p><p>Tendo em vista os aspectos observados pela pesquisa foi possível</p><p>compreender de forma clara e explícita a grande importância que o curso</p><p>denominado licenciatura em Computação tem para aplicar de forma qualitativa a</p><p>informática na educação dentro do contexto escolar, pois os conhecimentos</p><p>pedagógicos aliados ao conhecimento das tecnologias emergentes fazem com que o</p><p>curso seja atrativo, o que acaba gerando uma integração com as práticas</p><p>pedagógicas, maximizando a probabilidade de aprendizagem por parte dos alunos.</p><p>Como o laboratório de informática é uma extensão da sala de aula, logo o</p><p>computador passa a ter uma função importante como ferramenta que exige um</p><p>profissional que tenha condições como habilidades e competências para poder</p><p>manuseá-las.</p><p>Dado o exposto, o licenciado em computação tem os pré-requisitos exigidos</p><p>como conhecimentos didático-pedagógicos necessários para utilizar os recursos</p><p>computacionais, fazendo das aulas mais dinâmicas, informatizando e diminuindo a</p><p>abstração de conteúdos na busca do principal objetivo da educação que é a</p><p>aprendizagem.</p><p>Dentre os resultados mais significativos obtidos por meio da aplicação do</p><p>questionário com os professores de informática, verificou-se que a falta de formação</p><p>específica é a principal dificuldade encontrada, pois segundo eles, tinham poucos</p><p>conhecimentos para trabalharem com a informática na educação e isso dificultava</p><p>sua prática pedagógica, assim como também limitavam suas estratégias</p><p>metodológicas no laboratório de informática.</p><p>47</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>______. Decreto nº 6.300, de 12 de dezembro de 2007. Dispõe sobre o Programa</p><p>Nacional de Tecnologia Educacional – ProInfo. Disponível em: <http://www.</p><p>planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6300.htm>. Acesso em: 27</p><p>de maio 2016.</p><p>______. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da</p><p>Educação Nacional (LDBEN). Estabelece as diretrizes e bases da educação</p><p>nacional. Brasília, DF: MEC, 1996.</p><p>______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação à distância. Programa</p><p>Nacional de Informática na Educação: Proinfo, diretrizes. Brasília, DF: MEC/</p><p>SEED, 1997 a. Disponível em: <http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arqui-</p><p>vos/File/pdf/proinfo_diretrizes1.pdf>. Acesso em: 28 de dezembro. 2016.</p><p>ALMEIDA Cristina C; CAVALHO Luciano P. A formação de professores no</p><p>curso de licenciatura em computação: um relato das práticas educacionais de</p><p>iniciação a docência. Minas Gerais, 2012.</p><p>BRANDÃO, Maria de Fátima Ramos (coord. GT-LC). Currículo de Referência para</p><p>Cursos de Licenciatura em Computação. (2002) Disponível em: <</p><p>http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=32>. Acesso em: 21 abr.</p><p>2017.</p><p>BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E</p><p>TECNOLÓGICA. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília:</p><p>Ministério da Educação, 2000. 71 p.</p><p>BRASIL. Acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal.</p><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em:</p><p>http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/acessoainternet/. Acesso em 21</p><p>de abril 2017.</p><p>BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de</p><p>outubro de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/cons-</p><p>tituicao/constitui%C3%A7ao.htm>. Acesso em: 5 maio 2016.</p><p>CARVALHO; MONTEIRO. Reflexões Sobre Implementação e uso de Laboratórios</p><p>de Informática na Escola Pública. Joaçaba, 2012.</p><p>CHINARELLI, Marcele. O que é Licenciatura. Disponível em:</p><p>http://www.passeiweb.com/carreiras/artigos/o_que_e_licenciatura/. Acesso em 22 de</p><p>abril 2017.</p><p>DINIZ, D. J., ARAÚJO, S. S. M. e BRANDÃO, X. S. G. Uma análise do perfil</p><p>profissional do licenciado em informática. Disponível em:</p><p>http://www2.ifrn.edu.br/ocs/index.php/congic/ix/paper/viewFile/1406/338. Acesso em</p><p>10 de janeiro 2017</p><p>48</p><p>GRÜBEL, Joceline Mausolff. Análise da atuação do licenciado em computação na</p><p>aplicação da informática nas escolas. Porto Alegre, 2010.</p><p>ODORICO Elizandra K. et al. Análise do não uso do laboratório de informática nas</p><p>escolas públicas e estudo de caso._Instituto de Ciências Exatas – Universidade</p><p>Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) 37.130-000 – Alfenas – MG, 2012.</p><p>PORTO, Gabriella. Diferenças entre tecnólogo, bacharelado e licenciatura.</p><p>Disponível em: http://www.infoescola.com/educacao/diferencas-entre-tecnologo-</p><p>bacharelado-e-licenciatura/. Acesso em 22 de abril 2017.</p><p>SANTOS, Fábio dos. Levantamento da Utilização dos Laboratórios de Informática</p><p>Nas Escolas Estaduais de Foz do Iguaçu. Curso de Especialização em Mídias</p><p>Integradas na Educação, SEPT/UFPR Polo UAB de Apoio Presencial em Foz do</p><p>Iguaçu/PR, 2015.</p><p>UFRA. Curso de graduação em computação (licenciatura) Disponível em:</p><p>https://novo.ufra.edu.br/. Acesso em 21 de março 2017.</p><p>VALENTE, José Armando; ALMEIDA, Fernando José de. Visão Analítica da</p><p>Informática na Educação no Brasil: A questão da formação do professor. Revista</p><p>Brasileira de Informática na Educação – Número 1 – 1997.</p><p>file:///C:/index.php</p><p>49</p><p>APÊNDICE</p><p>50</p><p>QUESTIONÁRIO APLICADO À GESTORA EDUCACIONAL</p><p>1) - De que forma eram selecionados os profissionais para trabalharem no laboratório de</p><p>informática?</p><p>2) - Em sua opinião, quais os requisitos necessários para que o docente atue no</p><p>laboratório de informática?</p><p>3) – Você considera as aulas de informática importantes em relação ao aprendizado do</p><p>aluno?</p><p>4) - Nos projetos desenvolvidos pela escola e pelos professores em geral, trabalhava-se</p><p>em sintonia com o laboratório de informática?</p><p>51</p><p>QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES DE</p><p>LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA</p><p>Caros Colegas,</p><p>Este questionário é parte do nosso trabalho de conclusão do Curso e tem como</p><p>objetivo conhecer as práticas pedagógicas e a formação dos profissionais que atuam</p><p>no laboratório de informática da escola. Por isso solicito que seja o mais autêntico</p><p>possível em suas respostas para que nossos estudos sejam aprofundados e as</p><p>análises elaboradas de acordo com a realidade vivida em nosso cotidiano escolar.</p><p>OBS: Não há necessidade de se identificar.</p><p>Muito obrigado por sua participação.</p><p>Público Alvo - Professores de Laboratórios de Informática</p><p>1- Qual sua formação profissional?</p><p>___________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________</p><p>2 - Você se sente preparado para trabalhar com a informática na educação? Se sim,</p><p>justifique.</p><p>( ) não ( ) sim</p><p>___________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________</p><p>3 - Você recebeu alguma capacitação para exercer docência em laboratórios de</p><p>informática? Se sim, descreva quais os cursos.</p><p>( ) não ( ) sim</p><p>___________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________</p><p>52</p><p>4 - Na realização de seu planejamento escolar (plano de ensino, plano de aula) para</p><p>as aulas de laboratório de informática, você recebe alguma orientação?</p><p>( ) não ( ) sim</p><p>___________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________</p><p>5 - Em sua opinião, a utilização da informática na educação, contribui de fato para o</p><p>desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem dos alunos?</p><p>___________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________</p><p>6 - Os projetos desenvolvidos pela escola e pelos professores em geral, trabalham</p><p>em sintonia com o laboratório de informática?</p><p>___________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________</p><p>7 - De que forma você avalia o aprendizado de seus alunos?</p><p>___________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________</p><p>53</p><p>Questionário aplicado aos alunos do 6º ano do Ensino Fundamental da</p><p>Escola D. Bosco</p><p>1ª Questão:</p><p>Responda</p><p>( ) Idade</p><p>Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino</p><p>1) O que você utiliza no seu dia a dia?</p><p>( ) Computador ( ) Celular</p><p>( ) Notebook ( ) Tablet</p><p>( ) Outros: __________________________</p><p>2) O que mais você gosta nas aulas de informática?</p><p>( ) pesquisa na internet ( ) jogos educativos</p><p>( ) digitação ( ) outros: ________________________</p><p>3) Nas aulas de informática o professor utilizou outros tipos de ferramentas além do</p><p>computador?</p><p>( ) celular ( ) câmera digital</p><p>( ) datashow ( ) outros: _______________________</p><p>( ) nenhum desses</p><p>4) As aulas de informática ajudaram você a entender melhor os assuntos de outras</p><p>disciplinas?</p><p>( ) Sim</p><p>( ) Pouco</p><p>( ) Não</p><p>Nacional de Formação para Professores da Educação</p><p>Básica.</p><p>PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais.</p><p>PPP - Projeto Político Pedagógico.</p><p>PROINFO - Programa Nacional de Tecnologias na Educação.</p><p>SBC - Sociedade Brasileira De Computação.</p><p>TCC - Trabalho de Conclusão de Curso.</p><p>UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia.</p><p>10</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 10</p><p>1.1 Problemática..................................................................................................... 10</p><p>1.2 Justificativa ...................................................................................................... 10</p><p>1.3 Objetivos ........................................................................................................... 11</p><p>1.3.1 Objetivo geral ............................................................................................... 11</p><p>1.3.2 Objetivos específicos ................................................................................... 11</p><p>1.4 Metodologia ...................................................................................................... 12</p><p>1.5 Estrutura do trabalho ....................................................................................... 13</p><p>2 HISTÓRIA DA INFORMÁTICA NO CONTEXTO GERAL ....................................... 14</p><p>2.1 Informática Educativa no Brasil ...................................................................... 15</p><p>2.2 Informática no contexto das Escolas Públicas do Estado do Pará ............. 17</p><p>3 O PERFIL DO PROFESSOR LICENCIADO EM COMPUTAÇÃO .......................... 19</p><p>3.1 Caracterização do perfil profissional do professor de informática ............. 20</p><p>3.2 A importância desse profissional nas salas de informática das Escolas</p><p>Públicas .................................................................................................................. 27</p><p>4 LICENCIATURA E DEMAIS CURSOS DE COMPUTAÇÃO ................................... 30</p><p>4.1 Sistemas de informação .................................................................................. 31</p><p>4.2 Ciência da computação ................................................................................... 31</p><p>4.3 Engenharia de computação ............................................................................ 31</p><p>5 ESTUDO DE CASO ................................................................................................ 33</p><p>5.1 Cenário .............................................................................................................. 33</p><p>5.2 Coleta de dados ............................................................................................... 34</p><p>5.3 Elaboração do questionário ............................................................................ 34</p><p>5.4 Apresentação e análise dos resultados ......................................................... 35</p><p>6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................... 46</p><p>REFÊNCIAS ................................................................................................................ 47</p><p>APÊNDICE</p><p>10</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>1.1 Problemática</p><p>Atualmente a informática cresce em uso e relevância em todo o mundo</p><p>possibilitando trazer inúmeros desenvolvimentos de atividades diferenciadas para a</p><p>sala de aula. As atividades utilizando recursos computacionais podem contribuir de</p><p>forma efetiva para o processo de ensino aprendizagem, desde que haja</p><p>comprometimento de professor e aluno.</p><p>Um dos cenários propícios seria a utilização do laboratório como instrumento</p><p>pedagógico. Nesse sentido é necessário que o professor esteja aberto a mudanças</p><p>e disposto a buscar uma formação específica para compreensão do uso das novas</p><p>tecnologias em sala de aula.</p><p>Para a melhoria da qualidade do ensino frente às novas mudanças impostas</p><p>pelo mercado de trabalho faz-se necessário que o candidato que pleiteie a aquisição</p><p>de um cargo frente a um laboratório de informática possua requisitos mínimos para a</p><p>sua área de atuação. Contudo existem diversos desafios a serem vencidos como,</p><p>por exemplo, qual a contribuição de professores licenciados em computação em</p><p>contribuir o desenvolvimento intelectual dos alunos dentro do contexto dos</p><p>laboratórios de informática em uma escola no município de Porto de Moz/Pará.</p><p>Uma etapa importante seria garantir um profissional competente e qualificado</p><p>como, por exemplo, o professor formado no curso de licenciatura em computação</p><p>para possibilitar que as aulas sejam dinâmicas, interessantes e tornar a</p><p>aprendizagem dos alunos mais significativa.</p><p>1.2 Justificativa</p><p>De acordo com pesquisas recentes feitas por grandes teóricos</p><p>contemporâneos, a população mundial da última década tem cada vez mais</p><p>procurando se familiarizar com a tecnologia, pois esta ferramenta quando bem</p><p>manuseada contribui satisfatoriamente com os processos educativos dos</p><p>educandos. Neste sentido, Almeida e Carvalho (2012) afirma que:</p><p>O fato de a informática estar inserida em grande parte das mais variadas</p><p>atividades profissionais determina, em certa medida, que os profissionais</p><p>saibam utilizar efetivamente o computador e demais recursos inovadores</p><p>11</p><p>para que possam atuar satisfatoriamente no mercado de trabalho Almeida e</p><p>Carvalho.</p><p>Observa-se, assim, que os referidos autores, enfatizam sobre a importância</p><p>da informática na atualidade, uma vez que o mundo se torna cada dia mais</p><p>globalizado. Portanto, é fundamental que os profissionais que atuam na educação</p><p>também recebam formação adequada na área para desenvolverem metodologias</p><p>capazes de colaborar com a formação dos alunos.</p><p>Assim sendo, a formação de profissionais para trabalhar na área da educação</p><p>mediante o uso da tecnologia, torna-se cada vez mais indispensável. Outro aspecto</p><p>importante a ser analisado é o número bem reduzido de profissionais qualificados</p><p>com formação em licenciatura em computação.</p><p>Segundo dados extraídos da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) pela</p><p>pesquisa Educação Superior em Computação - Estatísticas de 2015 revelam que</p><p>dos cursos em computação, abrangendo Ciência da Computação, Engenharia de</p><p>Computação, Sistemas de Informação, Licenciatura em Computação, Engenharia de</p><p>Softwares e Cursos de Tecnologia. A Licenciatura em Computação representava</p><p>103 cursos vigentes, ou seja, 4,30% de um total de 2.396 dos cursos especificados</p><p>anteriormente.</p><p>1.3 Objetivos</p><p>1.3.1 Objetivo geral</p><p>Analisar a contribuição do professor licenciado em computação no laboratório</p><p>de informática em uma escola no município de Porto de Moz/Pará.</p><p>1.3.2 Objetivos específicos</p><p> Verificar a formação dos professores (as) da sala de informática;</p><p> Investigar os professores sobre como é feito o planejamento das aulas de</p><p>informática;</p><p> Averiguar por meio de entrevistas com os alunos a metodologia utilizada</p><p>pelos docentes do laboratório de informática;</p><p>12</p><p> Examinar se no projeto político pedagógico da escola está contemplado o</p><p>ensino de informática;</p><p>1.4 Metodologia</p><p>Para a viabilização desse processo, a priori foi realizado um levantamento</p><p>bibliográfico, para a escolha do referencial teórico, por meio de leitura de livros,</p><p>artigos científicos, trabalho de monografia e outros. Com o objetivo de ampliar o</p><p>conhecimento a respeito da temática pesquisada. Neste sentido, optou-se pela</p><p>pesquisa de campo, por meio de um estudo de caso realizado em uma escola no</p><p>município de Porto de Moz.</p><p>Na investigação aplicada neste trabalho, procura-se responder às questões</p><p>de partida colocada na proposta de trabalhos, recorrendo à coleta de dados por</p><p>meio de questionário a ser submetido ao público alvo – gestor educacional, alunos e</p><p>professores que atuam em uma instituição de ensino</p><p>sobre a área que constitui o</p><p>objeto de estudo.</p><p>Para tanto, será feita uma pesquisa de campo de abordagem quali-</p><p>quantitativo, a qual exige contato direto e pessoal com o objeto de estudo,</p><p>permitindo, assim, penetrar na cultura dos indivíduos, conhecer áreas e dimensões</p><p>sociais e aprofundar-se na observação das múltiplas realidades.</p><p>Como instrumentos desta pesquisa, utilizaram-se formulários com perguntas</p><p>abertas e fechadas, com alunos do 6º ano do ensino fundamental em uma escola no</p><p>município de Porto de Moz, com a finalidade de analisar qual a compreensão dos</p><p>mesmos em relação ao tema e, de que forma, a metodologia do professor de</p><p>informática contribui para melhorar o processo ensino e aprendizagem dos</p><p>educandos.</p><p>Em seguida, as questões respondidas serão tabuladas, agrupando-as</p><p>conforme as respostas do gestor educacional, professores e alunos, bem como</p><p>interpretadas, subsidiando uma relação com os teóricos abordados no texto, após</p><p>ser feita a tabulação dos dados, será realizada a análise, que terá como objetivo</p><p>facilitar a escrita do trabalho de conclusão de curso (TCC) e por fim, a apresentação</p><p>pública.</p><p>13</p><p>1.5 Estrutura do trabalho</p><p>Esta monografia encontra-se dividida em 7 seções, a saber:</p><p>Seção 1 - Refere-se à Introdução onde se mostra a problemática sobre o</p><p>tema abordado, a justificativa para o desenvolvimento da monografia, os objetivos</p><p>que vão ser alcançados a cada capítulo, a metodologia que foi utilizada para a</p><p>construção do trabalho e por fim uma breve explicação da estrutura do mesmo;</p><p>Seção 2 – A história da Informática no contexto geral, onde se relata sobre a</p><p>origem da palavra informática e como se perpetua seu uso na sociedade.</p><p>Seção 3 - O perfil do professor licenciado em computação mostra-se quem é</p><p>este profissional que atua no campo da educação, suas atribuições pedagógicas e</p><p>sua importância nas salas de informática das escolas públicas.</p><p>Seção 4 - A licenciatura e demais cursos de computação, aborda-se sobre o</p><p>conceito de graduação em Licenciatura e bacharelado em computação,</p><p>demonstrando as principais especificidades de cada um, descrevendo os cursos</p><p>voltados a área, mostrando a relevância para o campo da educação.</p><p>Seção 5 - Estudo de Caso detalha-se o cenário escolhido para o estudo, a</p><p>coleta de dados, a elaboração do questionário, a análise dos resultados e</p><p>recomendações.</p><p>Seção 6 - Considerações finais destacam-se os resultados obtidos.</p><p>Seção 7 - Referências Bibliográficas tem-se todas as referências que foram</p><p>utilizadas para a elaboração do trabalho.</p><p>14</p><p>2 HISTÓRIA DA INFORMÁTICA NO CONTEXTO GERAL</p><p>A informática é a ciência que tem como objetivo estudar o tratamento da</p><p>informação através do computador. Este conceito ou esta definição é amplo devido a</p><p>que o termo informática é um campo de estudo igualmente amplo.</p><p>A informática ajuda ao ser humano na tarefa de potencializar as capacidades de</p><p>comunicação, pensamento e memória. A informática é aplicada em várias áreas da</p><p>atividade social, e podemos perfeitamente usar como exemplo as aplicações</p><p>multimídia, arte, desenho computadorizado, ciência, vídeo, jogos, investigação,</p><p>transporte público e privado, telecomunicações, robótica de fabricação, controle e</p><p>monitores de processos industriais, consulta e armazenamento de informação.</p><p>O primeiro computador eletrônico considerado na história surgiu na década de</p><p>40 e foi chamado de ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer) que</p><p>significa Computador Integrador Numérico Eletrônico, era formado por válvulas a</p><p>vácuo e sua finalidade era fazer cálculos importantes para a guerra, seu</p><p>processamento de dados é superado pelas calculadoras atuais, porém já era um</p><p>grande avanço para a época de sua criação.</p><p>A informática se popularizou no final do século XX, quando somente era</p><p>usada para processos industriais e de uso muito limitado, e passou a ser usada de</p><p>forma doméstica estendendo seu uso a todo aquele que pudesse possuir um</p><p>computador.</p><p>Atualmente, os computadores são tão utilizados que se tornaram</p><p>fundamentais na sociedade e não se pode mensurar o uso desse equipamento,</p><p>desse modo, algumas atividades recorrentes do dia a dia são totalmente</p><p>dependentes do computador, como ir ao caixa eletrônico do banco ou utilizar o</p><p>cartão de crédito, tornando impossível viver alheio a essa tecnologia.</p><p>Dessa forma, a introdução da informática no Brasil, especialmente no sistema</p><p>educacional, foi o de gerar transformações “[...] pedagógicas profundas ao invés de</p><p>"automatizar o ensino" ou preparar o aluno para ser capaz de trabalhar com o</p><p>computador [...]” (VALENTE; ALMEIDA, 1997, p. 14). Assim, a educação seria uma</p><p>porta de entrada para o mudo informatizado e possibilitaria o conhecimento básico</p><p>na área das tecnologias, dando, deste modo, oportunidade de acesso às pessoas</p><p>menos abastardas de adentrar no mundo globalizado.</p><p>15</p><p>A partir da década de 90, houve um grande avanço em todas as esferas da</p><p>sociedade, com a abertura do mercado, tornou-se necessário os conhecimentos no</p><p>campo da informática, deste modo, os autores Diniz; Araújo; Brandão ressaltam que,</p><p>Em um mundo globalizado e competitivo, torna-se fundamental que as</p><p>pessoas tenham noções básicas da informática para estarem inseridas no</p><p>contexto social e econômico tendo em vista que o computador já está</p><p>presente nos mais diversos setores da economia, educação, entre outros, e</p><p>estar incluído digitalmente é um critério definitivo para se inserir no mercado</p><p>de trabalho (DINIZ; ARAÚJO; BRANDÃO, s/d, p. 2203).</p><p>A partir desta necessidade do atual contexto social, entende-se que a</p><p>informática torna-se cada vez mais importante neste cenário, no entanto, embora as</p><p>mudanças ocorridas no mundo e alguns investimentos na inclusão digital das</p><p>pessoas muito ainda se precisam fazer para efetivar a igualdade de acesso a tal</p><p>conhecimento, para que todos tenham as mesmas oportunidades de direitos a bens</p><p>e serviços da sociedade.</p><p>Outro aspecto importante a ser destacado é que, embora, as obras realizadas</p><p>para implementação da informática no Brasil tenham alcançado êxito, porém não</p><p>conseguiram superar os problemas das questões voltadas para este campo, isto</p><p>porque, as ações desenvolvidas são incipientes e não contemplam todas as</p><p>necessidades do atual contexto social, político e econômico.</p><p>2.1 Informática Educativa No Brasil</p><p>As novas tecnologias exercem influência em todas as esferas sociais e não</p><p>seria diferente com a educação. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais</p><p>(PCN) do ano 2000, apesar do desenvolvimento na educação não ser tão rápido</p><p>quanto o desenvolvimento tecnológico os processos educacionais se modificam com</p><p>a inserção de novas formas de se comunicar e interagir com o mundo.</p><p>A presença do computador no contexto escolar traz diversas modificações,</p><p>segundo diagnostica o texto de Diniz; Araújo; Brandão (2013)</p><p>O computador é definido dentro do ambiente escolar como uma ferramenta</p><p>pedagógica capaz de potencializar a aprendizagem de campos conceituais</p><p>nas diferentes áreas de conhecimento, de introduzir elementos</p><p>contemporâneos na qualificação profissional e de modernização da gestão</p><p>escolar.</p><p>16</p><p>Dependendo da forma como o computador está presente na escola e na sala</p><p>de aula ele pode ser usado apenas para a instrução técnica dos alunos, para diminuir</p><p>o analfabetismo computacional, onde a informática seria uma disciplina isolada das</p><p>outras, ou pode ser uma nova forma de ensinar através dos potenciais e diversas</p><p>habilidades que ele pode oferecer, através do envolvimento de várias disciplinas</p><p>potencializando a prática pedagógica de vários professores, sobre esse fato descreve</p><p>Valente (1997),</p><p>[...] torna-se claro que a promoção dessas mudanças pedagógicas não</p><p>depende simplesmente da instalação dos computadores nas escolas. É</p><p>necessário repensar a questão da dimensão do espaço</p><p>e do tempo da</p><p>escola. A sala de aula deve deixar de ser o lugar das carteiras enfileiradas</p><p>para se tornar um local em que professor e alunos podem realizar um</p><p>trabalho diversificado em relação a conhecimento e interesse. O papel do</p><p>professor deixa de ser o de "entregador" de informação para ser o de</p><p>facilitador do processo de aprendizagem. O aluno deixa de ser passivo, de</p><p>ser o receptáculo das informações para ser ativo aprendiz, construtor do seu</p><p>conhecimento. Portanto, a ênfase da educação deixa de ser a memorização</p><p>da informação transmitida pelo professor e passa a ser a construção do</p><p>conhecimento realizada pelo aluno de maneira significativa sendo o professor</p><p>o facilitador desse processo de construção (VALENTE, 1997, p.15).</p><p>Pode-se perceber que a inserção da informática na educação gera uma</p><p>mudança no papel dos professores de todas as disciplinas. O computador é uma</p><p>ferramenta com6[]um grande potencial e pode trazer uma mudança no conceito de</p><p>ensinar de todos os professores e na aprendizagem dos alunos. A respeito disso,</p><p>Froes apud Lopes (2002) elucida que para o professor tomar posse dessa tecnologia</p><p>deve,</p><p>Mobilizar o corpo docente da escola a se preparar para o uso do Laboratório</p><p>de Informática na sua prática diária de ensino-aprendizagem. Não se trata,</p><p>portanto, de fazer do professor um especialista em Informática, mas de criar</p><p>condições para que se aproprie, dentro do processo de construção de sua</p><p>competência, da utilização gradativa dos referidos recursos informatizados:</p><p>somente uma tal apropriação da utilização da tecnologia pelos educadores</p><p>poderá gerar novas possibilidades de sua utilização educacional (FROES</p><p>apud LOPES, 2002, p.4).</p><p>Diante do exposto, pode-se pensar que a escola pode e deve contribuir para</p><p>ampliar a formação profissional de seus membros, sendo que, de acordo com os</p><p>supracitados autores o “corpo docente” precisa saber como manusear esse</p><p>instrumento. Nesse sentido, torna-se necessário entender que para a construção de</p><p>uma sociedade menos desinformada é fundamental que todos estejam apropriados</p><p>dos devidos conhecimentos tecnológicos.</p><p>Mas, quem seria o responsável por criar essas condições aos professores?</p><p>Quem ajudaria na procura de softwares que auxiliassem os professores das outras</p><p>17</p><p>disciplinas? Quem promoveria cursos de atualização para a comunidade escolar</p><p>conforme o avanço das tecnologias? É nesse âmbito que está presente a figura do</p><p>professor de informática.</p><p>Na verdade, a introdução da informática na educação segundo a proposta de</p><p>mudança pedagógica, como consta no programa brasileiro, exige uma</p><p>formação bastante ampla e profunda do professor. Não se trata de criar</p><p>condições para o professor dominar o computador ou o software, mas sim</p><p>auxiliá-lo a desenvolver conhecimento sobre o próprio conteúdo e sobre como</p><p>o computador pode ser integrado no desenvolvimento desse conteúdo. Mais</p><p>uma vez, a questão da formação do professor mostra-se de fundamental</p><p>importância no processo de introdução da informática na educação, exigindo</p><p>soluções inovadoras e novas abordagens que fundamentem os cursos de</p><p>formação [...] (VALENTE; ALMEIDA, 1997, p. 23-24).</p><p>2.2 Informática no contexto das Escolas Públicas do Estado do Pará</p><p>Nesta seção, apresenta-se a introdução da informática nas escolas públicas do</p><p>Estado do Pará, a partir da leitura dos textos de Moraes (1997) e Diniz; Araújo e</p><p>Brandão (s/d) que subsidiarão teoricamente a pesquisa. Desta forma, busca-se</p><p>compreender de que forma as instituições escolares ao longo do tempo vem</p><p>introduzindo as novas tecnologias no contexto educacional. Assim, iniciam-se as</p><p>discussões em torno da temática ressaltando os avanços nesse campo no Estado do</p><p>Pará.</p><p>Desta forma, os autores Diniz; Araújo e Brandão (s/d) em seus estudos que</p><p>analisa a necessidade da presença de um profissional licenciado em informática nos</p><p>diversos níveis do ensino, apresentando uma caracterização do perfil do profissional</p><p>graduado e sua respectiva atuação no processo educativo ressalta sobre os avanços</p><p>nas políticas públicas voltadas para a educação.</p><p>Neste contexto, o Brasil já tem um histórico de criação de políticas públicas</p><p>de apoio à formação de professores na área da informática para educação</p><p>desde a década de 80, segundo implementa o projeto pedagógico de curso</p><p>(PPC) de licenciatura em computação da UFERSA, a criação das políticas</p><p>públicas iniciou-se (DINIZ; ARAÚJO; BRANDÃO, s/d, p. 2203).</p><p>Muitas mudanças aconteceram no campo da educação, mudanças essas que</p><p>possibilitaram a inclusão de cursos de licenciaturas em várias áreas, especialmente</p><p>na no campo da computação. Essas transformações aconteceram em todas as</p><p>regiões e Estados brasileiros, como descreve Moraes (1997),</p><p>Na região Norte, destaca-se o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo</p><p>Estado do Pará, onde 35 escolas públicas, da capital e interior, já</p><p>desenvolvem atividades de informática na educação, sendo que 436</p><p>professores já estão capacitados na área. Deste total, a Secretaria</p><p>18</p><p>Municipal de Educação de Belém implantou 21 laboratórios nas escolas</p><p>públicas, que vêm atendendo um total de 6 400 alunos. Os projetos</p><p>desenvolvidos pelas escolas paraenses visam à melhoria da qualidade do</p><p>processo de aprendizagem, tendo como objetivo converter a informática</p><p>num instrumento a serviço da inteligência, do raciocínio e da criatividade</p><p>dos alunos (MORAES, 1997, p. 24).</p><p>No que se refere à região Norte, muitas transformações tem acontecido na</p><p>área educacional, às escolas públicas tem passado por grandes alterações em seus</p><p>espaços educativos, assim como descreve Moraes (1997) sobre a implantação de</p><p>vários projetos voltados para o campo da computação, melhorando, assim, a</p><p>qualidade da educação.</p><p>Os laboratórios de informática implantados nas escolas públicas favoreceram</p><p>o processo educativo dos educandos e, igualmente contribuiu para melhorar a</p><p>qualidade no ensino e o acesso à inclusão digital das camadas sociais menos</p><p>favorecidas. Sendo assim, a inclusão de informática nas escolas públicas no Estado</p><p>do Pará, ampliou as práticas pedagógicas, inovou as instituições que se propuseram</p><p>a repensar e a transformar a sua estrutura cristalizada em uma estrutura flexível,</p><p>dinâmica e articuladora.</p><p>Na próxima seção apresentará o perfil do professor licenciado em</p><p>computação para atuar na educação e nos diferentes espaços, apontando as</p><p>principais características do curso e a função desse profissional no ambiente escoar.</p><p>19</p><p>3 O PERFIL DO PROFESSOR LICENCIADO EM COMPUTAÇÃO</p><p>Nesta seção, será abordado o perfil do professor licenciado em computação</p><p>elucidando, no primeiro momento quem é este profissional que atua no campo da</p><p>educação e quais suas atribuições pedagógicas nesta área. No segundo momento,</p><p>é feito uma caracterização do perfil profissional do professor de informática de</p><p>acordo com a ementa do curso de licenciatura em computação. Logo em seguida,</p><p>tratará da importância desse profissional nas salas de informáticas das escolas</p><p>públicas, enfatizando a contribuição pedagógica na ampliação dos conteúdos, por</p><p>meio de um planejamento que possibilite o trabalho interdisciplinar das diferentes</p><p>áreas do conhecimento.</p><p>Nesta direção, na ementa do curso de licenciatura em computação da</p><p>Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA descreve que:</p><p>O Licenciado em Computação é o professor que planeja, organiza e</p><p>desenvolve atividades e materiais relativos ao Ensino de Informática. Sua</p><p>atribuição central é a docência na Educação Básica, que requer sólidos</p><p>conhecimentos sobre os fundamentos da Informática, sobre seu</p><p>desenvolvimento histórico e suas relações com diversas áreas; assim como</p><p>sobre estratégias para transposição do conhecimento em Informática em</p><p>saber escolar. Além de trabalhar diretamente na sala de aula, o licenciado</p><p>elabora e analisa materiais didáticos, como livros, textos, vídeos,</p><p>programas</p><p>computacionais, ambientes virtuais de aprendizagem, entre outros. Realiza</p><p>ainda pesquisas em Ensino de Informática, coordena e supervisiona</p><p>equipes de trabalho. Em sua atuação, prima pelo desenvolvimento do</p><p>educando, incluindo sua formação ética, a construção de sua autonomia</p><p>intelectual e de seu pensamento crítico. (UFRA, 2017, p.1).</p><p>Para o referido documento, a formação de professores de computação no</p><p>nível superior, ofertado pela UFRA, especialmente no Plano Nacional de Formação</p><p>para Professores da Educação Básica – PARFOR são cursos no geral, de</p><p>licenciatura com o objetivo de formar educadores nos diferentes âmbitos da</p><p>educação. No caso do curso de computação é neste requisito que ele se enquadra.</p><p>Nesta perspectiva, verificou-se que segundo os dados extraídos da ementa</p><p>do curso de licenciatura em computação da UFRA, o mesmo tem por objetivo formar</p><p>professores qualificados para atuar junto às salas de aulas de informática e nos</p><p>diferentes ambientes que exijam um conhecimento especifico desta área. Assim,</p><p>este profissional está habilitado não somente para o trabalho interno da escola, mas</p><p>também para desenvolver atividades em outros espaços, sejam eles públicos ou</p><p>privados.</p><p>20</p><p>Segundo o CR-LC/2002 os cursos visam formar um profissional docente</p><p>que incorpora competências, saberes e habilidades de criatividade e</p><p>inovação, de cooperação e de trabalho em equipe, de gestão e tomada de</p><p>decisões, de aquisição e produção de conhecimentos, de expressão e</p><p>comunicação, não sendo somente reprodutor de conhecimentos já</p><p>estabelecidos (GRÜBEL, 2010, p. 19).</p><p>Conforme descrito no Currículo de Referência de Licenciatura em</p><p>Computação (CR-LC) do ano de 2002, os professores de informática na educação</p><p>são profissionais que aliam capacidades importantes frente ao uso adequado das</p><p>novas tecnologias, criando métodos capazes de melhorar o sistema educacional</p><p>facilitando as práticas pedagógicas nas salas de informática. Por exemplo, por meio</p><p>da utilização de computadores, o professor permite uma aprendizagem mais ampla</p><p>para os alunos, que estão em um permanente processo de mudanças e</p><p>aprendizagens.</p><p>Sendo, portanto, essas mudanças ocorridas no cotidiano dos alunos, que</p><p>propiciaram os conhecimentos significativos, nesse sentido, o contato do aluno com</p><p>o computador poderá contribuir tanto para a formação dos educandos, quanto para o</p><p>educador, auxiliando-os na resolução das dificuldades que encontra na assimilação</p><p>dos conteúdos curriculares das áreas de conhecimentos, assim, como na de</p><p>informática.</p><p>Nesta perspectiva, as atividades realizadas pelos professores de informática</p><p>nos espaços de atuação destes profissionais, contribuíram para melhorar a</p><p>qualidade do ensino e a prática docente será efetivada por meio de métodos</p><p>pedagógicos eficazes, inovadores e criativos em sala de aula.</p><p>3.1 Caracterização do perfil profissional do professor de informática.</p><p>Neste tópico, ressalta-se sobre a característica do perfil profissional do</p><p>professor de informática, abordando sua formação no curso de licenciatura em</p><p>computação e o seus ambientes de atuação. Deste modo, segundo a ementa do</p><p>referido curso, no site da Universidade Federal Rural da Amazônia, que descreve</p><p>sobre a formação deste profissional da seguinte forma:</p><p>O Licenciado em Computação trabalha como professor em instituições de</p><p>ensino que oferecem cursos de nível fundamental e médio; em editoras e</p><p>em órgãos públicos e privados que produzem e avaliam programas e</p><p>materiais didáticos para o ensino presencial e a distância. Além disso, atua</p><p>em espaços de educação não formal, como escolas de informática; na</p><p>administração de laboratórios de informática de instituições educacionais;</p><p>em empresas que demandem sua formação específica e em instituições</p><p>21</p><p>que desenvolvem pesquisas educacionais. Também pode atuar de forma</p><p>autônoma, em empresa própria ou prestando consultoria (UFRA, 2017, p.1).</p><p>Conforme a ementa do curso de licenciatura em computação, o profissional</p><p>formado nesta área, atua como professor na educação básica, trabalha nos mais</p><p>diferentes órgão públicos ou privados no qual produzem e avaliam programas dentre</p><p>outras atividades acima expostas. Portanto, o perfil profissional deste trabalhador da</p><p>educação é a docência, ou seja, o exercício do trabalho pedagógico e também</p><p>técnico cientifico específico de sua formação.</p><p>[...] As interações entre professor, aluno, conteúdo, contexto e método</p><p>revelam, efetivamente, as principais finalidades educativas permitindo a</p><p>formação de recursos humanos qualificados nas atividades docentes de</p><p>ensino da computação, bem como na possibilidade de aplicação, projeto e</p><p>construção de software educacional com objetivo de melhorar o processo</p><p>de ensino-aprendizagem como também a gestão do processo educacional</p><p>(ALMEIDA; CARVALHO, p. 8-9).</p><p>Para os referidos autores, é essencial que os vínculos afetivos entre professor</p><p>e aluno se estabeleçam no ambiente educativo, permitindo assim, uma relação</p><p>recíproca de estímulos positivos capazes de possibilitar a interação entre o conteúdo</p><p>ensinado nos laboratórios de informática e o aluno. Do mesmo modo, verificar as</p><p>possíveis contribuições desse profissional qualificado, isto é, examinar a importância</p><p>de mão de obra qualificada para o processo de ensino aprendizagem dos alunos.</p><p>É importante destacar que o perfil deste profissional é muito rico para a</p><p>educação, pois elenca algumas características fundamentais para os novos tempos</p><p>em que a sociedade se encontra, sendo assim, o Currículo de Referência para</p><p>Cursos de Licenciatura em Computação – CR – LC/2002, elabora pela Sociedade</p><p>Brasileira de Computação (SBC), que tem como objetivo a formação profissional</p><p>docente em computação, com uma ênfase nas metodologias diversas para abranger</p><p>as múltiplas aprendizagens.</p><p>Conforme o CR – LC/2002 o professor licenciado em computação, é alguém</p><p>capaz de trabalhar à docência como qualquer outro profissional formado na área da</p><p>educação, no entanto, sua prática pedagógica atende uma especificidade do campo</p><p>educacional, isto é, dinamizar o processo educativo por meio de estratégias</p><p>essenciais para contemplar as mudanças sociais, políticas e econômicas da</p><p>sociedade globalizada e informatizada.</p><p>Desta forma, o CR – LC/2002 afirma que o professor formado em licenciatura</p><p>em computação,</p><p>22</p><p>Trata-se de um profissional capaz de: atuar na docência visando à</p><p>aprendizagem multi-dimensional do aluno e compreender a prática</p><p>pedagógica como um processo de investigação, de desenvolvimento e de</p><p>aprimoramento contínuo; estabelecer relações entre as áreas do</p><p>conhecimento e o contexto social que atua; desempenhar um papel</p><p>transformador da realidade de forma a contribuir para o desenvolvimento da</p><p>ciência, tecnologia, arte, cultura e o trato da diversidade; promover a</p><p>formação de cidadãos para uma sociedade fundada no conhecimento, no</p><p>trabalho e na necessária reflexão sobre valores éticos, de justiça e de</p><p>integração social (CR-LC, 2002, p. 4).</p><p>Neste sentido, os estudos realizados sobre o papel do licenciado em</p><p>computação, ainda que seja um número bem reduzido, já tem ampliado a concepção</p><p>em relação ao campo de atuação deste profissional. Ressaltando que é um</p><p>profissional formado para a docência apontando para uma aprendizagem multi-</p><p>dimensional, ou seja, trabalhar de forma integrada com as outras áreas do saber.</p><p>Embora, a formação acadêmica seja voltada para a docência, esta não se</p><p>limita apenas a este campo, mas também ao espaço empresarial. O campo de</p><p>atuação do Licenciado em Computação é extenso e proporciona uma ampla gama</p><p>de possibilidades para o trabalho deste profissional.</p><p>Outro importante instrumento usado para direcionar e caracterizar o curso de</p><p>licenciatura em computação é a:</p><p>PORTARIA N° 303 DE 27 de dezembro de 2012, que ampara legalmente o</p><p>ensino da tecnologia na educação e também a Resolução nº 33 de 10</p><p>de</p><p>dezembro de 2009, que aprova o projeto pedagógico do curso de</p><p>graduação em licenciatura em computação. A qual estabelece diretriz e</p><p>bases da educação nacional, para incluir no currículo das escolas públicas o</p><p>ensino por meios dos recursos tecnológicos.</p><p>De acordo com a portaria nº 303/2012 e a Resolução nº 33/09 o ensino da</p><p>tecnologia na educação tornou-se a partir de então amparado legalmente,</p><p>igualmente o profissional formado nesta área. Neste sentido, o curso de licenciatura</p><p>em computação ganha espaço no mercado de trabalho, especialmente na</p><p>educação, pois a carência de professores formados com conhecimentos específicos</p><p>desta área se torna cada dia mais importante, uma vez que a inclusão digital se</p><p>torna muito mais necessária atualmente.</p><p>Quando se fala de inclusão digital de todas as pessoas, enfatiza-se que a</p><p>relevância deste profissional no ambiente das escolas públicas pode significar uma</p><p>mudança importante para a melhoria da educação dos menos favorecidos, pois a</p><p>possibilidades de tornar o conhecimento do mundo das tecnologias mais acessíveis</p><p>a esse público, advém em grande parte das escolas, daí a necessidade de termos</p><p>nos espaços escolares profissionais qualificados nos devidos campo do saber.</p><p>23</p><p>Nesta direção, chama-se atenção para a formação dos professores de</p><p>licenciatura em computação e a relevância de sua formação acadêmica no âmbito</p><p>da educação, assim como também estes serão percebidos pela sociedade em</p><p>relação a sua profissão. Deste modo, se torna essencial que se esclareça a</p><p>necessidade destes profissionais no mercado de trabalho, especialmente no</p><p>ambiente escolar, para que possamos permitir de fato uma educação comprometida</p><p>com a qualidade no processo de ensino aprendizagem dos educandos.</p><p>As diretrizes referentes ao curso introduz uma nova concepção deste</p><p>profissional na área da educação, sendo, portanto, reconhecido a partir daí como um</p><p>professor em nível superior formado na área da computação para atuar no espaço</p><p>educacional. Do mesmo modo, que as diretrizes do curso ressaltam as atribuições</p><p>dos educadores formados nos cursos de licenciatura em computação, os PCN</p><p>também esclarecem sobre a importância para o atual contexto sócio educacional, no</p><p>qual estamos inseridos, afirmando que,</p><p>Cabe a escola em parceria com o mercado, estado e a sociedade, fazer do</p><p>jovem um cidadão e um trabalhador mais flexível e adaptável as rápidas</p><p>mudanças que a tecnologia vem impondo à vida moderna. A educação</p><p>permanente será uma das formas de promover o contínuo aperfeiçoamento</p><p>e as adequações necessárias às novas alternativas de ocupação</p><p>profissional (PCN, 2000, p. 61).</p><p>Isto porque, para a legislação educacional, a Lei de Diretrizes e Base de</p><p>Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96, o profissional para atuar na educação</p><p>como docente necessita ter uma licenciatura na área escolhida para trabalhar, deste</p><p>modo, no capítulo VI que trata dos profissionais da educação no artigo 62, ressalta</p><p>que,</p><p>Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em</p><p>nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em</p><p>universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação</p><p>mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro</p><p>primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na</p><p>modalidade Normal.</p><p>Neste sentido, a educação nacional passa a ter regras especificas que</p><p>direcionam os profissionais da educação nas distintas áreas do saber, assim é</p><p>importante enfatizar que o trabalho docente deverá ser realizado por profissionais</p><p>formados em cursos de licenciatura em nível superior, como demonstra o artigo 62</p><p>da LDB. De acordo com Almeida e Carvalho (2012), ressaltando sobre a formação</p><p>dos professores na área de Licenciatura em computação, eles afirmam que,</p><p>24</p><p>Conforme portal do Ministério da Educação, especificamente o sistema e-</p><p>MEC criado para fazer a tramitação eletrônica dos processos de</p><p>regulamentação de cursos e acessível através do endereço</p><p>http://emec.mec.gov.br/, é possível constatar que existem poucos cursos de</p><p>Licenciatura em Computação no Brasil e inversamente proporcional a este</p><p>número está o fato da crescente demanda mercadológica oriunda da</p><p>inclusão de disciplinas de computação no nível de ensino médio e cursos de</p><p>capacitação profissional, exigindo educadores qualificados e preparados</p><p>para atuar nessa área. Paralelamente a esta demanda surge, no contexto</p><p>dos cursos técnicos integrados ao ensino médio, a necessidade de</p><p>avaliação contínua das formas de integração possíveis entre a extensa</p><p>matriz de disciplinas dos cursos desta modalidade e uma forma de</p><p>implantação de atividades interdisciplinares que envolvam a computação e</p><p>as outras áreas do saber (ALMEIDA; CARVALHO, p. 2).</p><p>São os professores, os profissionais responsáveis pelo processo educacional</p><p>no país. Os avanços no campo da educação vêm contribuindo para melhorar a</p><p>qualidade do ensino. Nesse sentido, as formações continuadas, os novos cursos na</p><p>área da educação, a introdução das tecnologias de informação e comunicação,</p><p>possibilitaram mudanças significativas no trabalho pedagógico dos professores,</p><p>especialmente a qualificação dos professores que trabalham nas salas de</p><p>informáticas das escolas públicas. É nesse sentido, que o profissional formado nesta</p><p>área se torna fundamental para à educação. Portanto, melhorar a qualidade do</p><p>ensino deve ser a prioridade das políticas públicas criadas pelos governantes e a</p><p>sociedade. Afirmar que há um número reduzido de professores licenciados em</p><p>computação, é mais que uma realidade presente nas escolas do país, cabe,</p><p>portanto, enfatizar que é necessário que as escolas estejam cada vez mais</p><p>preparadas para atender as demandas da sociedade.</p><p>O profissional que se forma atende às necessidades da sociedade, no que</p><p>diz respeito ao ensino de computação e ao uso do computador e de</p><p>tecnologias subjacentes, como ferramentas pedagógicas. Atua como</p><p>professor de informática, ou de forma multidisciplinar com professores ou</p><p>colegas de outras áreas que utilizam a informática como recurso de</p><p>aprendizagem; assessora ou faz consultorias em órgãos ou instituições de</p><p>ensino e empresas; integra equipes técnicas para construir ambientes de</p><p>aprendizagem informatizados e planeja o seu uso (GRÜBEL, 2010, p. 22-</p><p>23)</p><p>Pensando em uma educação de qualidade, deve-se primeiramente valorizar</p><p>os profissionais formados em suas áreas de atuação, buscando organizar as escolas</p><p>com quadros profissionais cada vez mais qualificados. No entanto, vale ressaltar que</p><p>precisa-se de instituições escolares mais abertas as mudanças sociais, do mesmo</p><p>modo, que necessita-se de governantes que respeitam os profissionais em sua</p><p>formação acadêmica e valorize os conhecimentos que tais profissionais têm para</p><p>contribuir na formação cidadã das pessoas.</p><p>25</p><p>Assim, há uma grande necessidade da sociedade de modo geral,</p><p>compreender a importância de termos profissionais formados e exercendo sua</p><p>profissão, igualmente, os autores Diniz; Araújo e Brandão afirmam que,</p><p>A inserção de novos conhecimentos na esfera escolar traz a demanda de</p><p>profissionais formados nas áreas específicas que serão inseridas, assim se</p><p>as escolas encontram-se cada dia mais ligadas à informática são</p><p>necessários cada vez mais profissionais capazes de criar e desenvolver</p><p>propostas de ensino-aprendizagem para que os estudantes sejam</p><p>apropriados dos conhecimentos necessários para serem incluídos</p><p>digitalmente na sociedade (DINIZ; ARAÚJO; BRANDÃO, s/d, 2204).</p><p>Conforme os supracitados autores, o trabalho se torna cada dia mais eficaz</p><p>quando se têm profissionais trabalhando em suas respectivas áreas de formação,</p><p>isto é, as demandas escolares por profissionais formados nas diversas áreas para</p><p>atender as necessidades das escolas é extremamente grande e, por isso se torna</p><p>viável que se valorize cada profissional. Neste sentido, os autores</p><p>abaixo</p><p>esclarecem que,</p><p>[...] Os cursos de nível superior em Ciência da Computação, Sistemas de</p><p>Informação e Tecnólogo em Processamento de Dados, apesar de conter</p><p>excelente grade curricular de disciplinas da área de computação e pesquisa</p><p>científica, não habilitam seus egressos com conhecimentos específicos que</p><p>lhes permitam atuações suficientemente satisfatórias na prática pedagógica</p><p>em computação (ALMEIDA; CARVALHO, p. 2).</p><p>Vale ressaltar, que à docência exercida por profissionais licenciados e deve</p><p>ser pensada a partir de uma reflexão das ações que serão desenvolvidas na</p><p>educação, trazendo para o diálogo o papel do professor em sala de aula como um</p><p>mediador do processo educativo, assim como esclarece os autores Almeida e</p><p>Carvalho (2012),</p><p>Neste sentido, Gadotti (2004) descreve o professor como um mediador do</p><p>conhecimento, um aprendiz permanente frente ao aluno que tem papel de</p><p>sujeito de sua própria formação. Ênfase deve ser dada aos saberes e neste</p><p>contexto identificam-se alguns fatores principais: o gosto de aprender; o</p><p>prazer em ensinar e o amor ao discente. Para Gadotti (2003), somente</p><p>aprendemos quando o que aprendemos é “significativo” para nós e nos</p><p>envolvemos profundamente no que aprendemos. Para Lévy (1999) quanto</p><p>mais os processos de inteligência coletiva se desenvolvem melhor é a</p><p>apropriação das alterações técnicas por indivíduos e grupos e</p><p>consequentemente menores são os efeitos da exclusão resultante da</p><p>aceleração do movimento tecnossocial. Neste sentido, a inteligência coletiva</p><p>proposta pela cibercultura pode ser considerada um veneno para aqueles</p><p>que dela não participam e um remédio para aqueles que mergulham em</p><p>seus turbilhões (ALMEIDA; CARVALHO, 2012, p. 3).</p><p>Conforme Almeida e Carvalho (2012) o profissional formados nos cursos de</p><p>licenciaturas, deve ser considerado como um mediador do processo educativo, não</p><p>26</p><p>importa o tipo de licenciatura que tenha feito, sua formação acadêmica é justamente o</p><p>de mediar o conhecimento para os alunos de forma significativa, que torne a</p><p>aprendizagem mais próxima do cotidiano dos educandos.</p><p>Se o papel do professor é o de mediador, então o profissional formado no curso</p><p>de licenciatura em computação, permite o desenvolvimento de atividades educativas</p><p>mais abrangentes possíveis, além de promover as articulações pedagógicas e</p><p>técnicas, por meio de projetos, oficinas e didáticas diferenciadas nas salas dos</p><p>laboratórios de informática.</p><p>A participação dos alunos da Licenciatura em Computação na realidade das</p><p>escolas estaduais vem permitindo-lhes a aquisição de experiências práticas</p><p>docentes na busca constante por melhorias do processo ensino-</p><p>aprendizagem. O relato destas experiências tem permitido a reflexão dos</p><p>docentes do curso no direcionamento das atividades práticas como</p><p>componentes curriculares [...]. (ALMEIDA; CARVALHO, 2012, p. 8).</p><p>Neste sentido, os cursos de licenciatura em computação são fundamentais</p><p>para contribuir com uma formação mais qualificada de profissionais capazes de</p><p>trabalhar à docência de forma ampla, contemplando uma dinâmica pedagógica</p><p>apropriada para as salas do laboratório de informática das escolas públicas do país,</p><p>no sentido de melhorar o ensino e assegurar o direito de uma educação de</p><p>qualidade que atenda as diferentes dimensões do ser humano.</p><p>É importante enfatizar que o professor de computação pode e deve realizar</p><p>um trabalho integrado com as demais áreas do conhecimento, buscando melhorar</p><p>as metodologias educativas das escolas com o objetivo de ampliar as possibilidades</p><p>de acesso ao saber, assegurando o direito dos alunos em terem nas salas de</p><p>informáticas profissionais qualificados em suas respectivas funções.</p><p>Isso é uma realidade que precisa ser mudada nas escolas de todo o país, os</p><p>profissionais formados em suas devidas áreas precisam ter seus espaços</p><p>assegurados e que os mesmos possam exercer suas funções com eficiência e</p><p>eficácia. Desenvolvendo suas práticas pedagógicas de forma a possibilitar uma</p><p>aprendizagem significativa e autônoma para os alunos, dando condições de acesso</p><p>a um conhecimento menos fragmentado e mais contextualizado com a realidade dos</p><p>sujeitos.</p><p>27</p><p>3.2 Importância desse profissional nas salas de informática das Escolas</p><p>Públicas.</p><p>Neste tópico, aborda-se da importância do professor de computação, como</p><p>um profissional formado na área de licenciatura em computação e sua relevância</p><p>para o campo da educação, destacando seu papel nas salas de informáticas das</p><p>escolas públicas do Brasil. Nesta direção, verificou-se qual a importância da</p><p>informática no contexto do currículo escolar. Após, essas discussões buscou-se</p><p>entender de que forma esta realidade permite uma compreensão da necessidade no</p><p>processo da Informática Educativa, profissionais altamente capacitados.</p><p>O principal objetivo, defendido hoje, ao adaptar a Informática ao currículo</p><p>escolar, está na utilização do computador como instrumento de apoio às</p><p>matérias e aos conteúdos lecionados, além da função de preparar os alunos</p><p>para uma sociedade informatizada (LOPES, 2004, p. 2).</p><p>Observando o texto citado acima, entende-se que a informática atualmente no</p><p>currículo escolar se torna cada vez mais indispensável, isso porque, no cenário</p><p>educacional em que vivemos, há uma necessidade dos profissionais estarem</p><p>qualificados neste campo do saber. O uso do computador não é considerado um</p><p>luxo, mas uma necessidade constante no ambiente escolar e também deve ser</p><p>compreendido como um auxiliador do trabalho pedagógico do professor, ou seja,</p><p>deve permitir a interação em sala de aula entre o conteúdo e o as metodologias</p><p>adotadas pelos educadores.</p><p>Nesta direção, os métodos usados pelos professores a partir da utilização dos</p><p>recursos tecnológicos, poderão ser entendidos como subsídios no processo de</p><p>ensino aprendizagem dos alunos. As tecnologias se fazem presentes no cotidiano</p><p>do sujeito cada dia mais cedo, as crianças na atualidade, estão conectadas com os</p><p>instrumentos tecnológicos diariamente, seja o computador, o celular, o tablete dentre</p><p>outros, não são na maioria das vezes consideradas novidades para os alunos.</p><p>Por isso, se torna indispensável uma formação de qualidade e principalmente</p><p>voltada para as licenciaturas em computação, que qualifica os docentes para</p><p>desenvolverem estratégias a partir do uso de recursos tecnológicos que permitam a</p><p>dinamização do trabalho pedagógico em aula de aula e, sobretudo, possibilite o</p><p>processo de ensino aprendizagem por meio desses aparatos tecnológicos de forma</p><p>adequada e com qualidade.</p><p>28</p><p>Neste sentido Lopes (2004) assinala que:</p><p>Diante dessa nova situação, é importante que o professor possa refletir</p><p>sobre essa nova realidade, repensar sua prática e construir novas formas</p><p>de ação que permitam não só lidar, com essa nova realidade, com também</p><p>construí-la. Para que isso ocorra! O professor tem que ir para o laboratório</p><p>de informática dar sua aula e não deixar uma terceira pessoa fazer isso por</p><p>ele (LOPES, 2004, p. 4).</p><p>Com as mudanças sociais, políticas, econômicas e educacionais, há uma</p><p>grande necessidade de ampliação do universo educacional em relação ao uso das</p><p>tecnologias na educação. Hoje o mundo vive um processo constante de</p><p>transformações nos mais diferentes campos da sociedade, como já fora mencionado</p><p>anteriormente, porém, verifica-se que, embora, os avanços no campo da educação</p><p>tenha se intensificado, ainda há preocupações em relação à formação dos</p><p>profissionais da educação.</p><p>É importante destacar que, embora, os cursos das licenciaturas tenham</p><p>aberto espaços para as discussões a respeito do uso das tecnologias na educação,</p><p>não é o suficiente para permitir um trabalho pedagógico que integre conteúdo e</p><p>recursos tecnológicos, e quando são feitos, ainda assim, apresentam deficiências</p><p>em suas metodologias. Por esta razão, os cursos de licenciatura em computação</p><p>tem possibilitado uma qualificação</p><p>docente mais próxima desses objetivos</p><p>educacionais, que é usar os recursos tecnológicos como ferramentas pedagógicas</p><p>no processo de ensino aprendizagem dos alunos.</p><p>No entanto, Lopes faz uma reflexão sobre este assunto, esclarecendo que</p><p>“[...] Não basta haver um laboratório equipado e software à disposição do professor;</p><p>precisa haver o facilitador que gerencie o processo pedagógico” (LOPES, 2004, p.</p><p>4). Neste sentido, a necessidade não é apenas de escolas com laboratórios</p><p>equipados, mas também de profissionais qualificados que possam fazer uso</p><p>adequado dessas ferramentas em favor de uma educação de qualidade, melhorando</p><p>assim o nível de aprendizagem dos alunos.</p><p>Nesta perspectiva, Valente e Almeida fazem importantes reflexões sobre a</p><p>formação de professor, dizendo que:</p><p>A formação do professor deve prover condições para que ele construa</p><p>conhecimento sobre as técnicas computacionais, entenda por que e como</p><p>integrar o computador na sua prática pedagógica e seja capaz de superar</p><p>barreiras de ordem administrativa e pedagógica (VALENTE; ALMEIDA,</p><p>1997, p. 25).</p><p>29</p><p>Verificou-se que segundo Valente e Almeida (1997), a formação de</p><p>professores é extremamente relevante para que tenhamos uma educação de</p><p>qualidade, os conhecimentos adquiridos nestas formações continuadas farão</p><p>enorme diferença na constituição de práticas educativas menos desiguais e mais</p><p>aproximadas da realidade do aluno. Desta forma, o uso das tecnologias na</p><p>educação só poderão alcançar os objetivos propostos pelos cursos de licenciaturas</p><p>em computação quando forem compreendidos em sua essência.</p><p>Isto é, quando os professores forem valorizados em suas áreas de atuações,</p><p>e a formação continuada for entendida como prioridade para que a educação avance</p><p>no sentido de qualidade educativa, pois a falta de formação qualificada intervém nas</p><p>metodologias dos professores quanto à introdução dos recursos tecnológicos na</p><p>educação.</p><p>Desta forma, Araújo ao estudar sobre o uso das tecnologias na educação,</p><p>observou a relevância do profissional formado nesta área do saber. A autora</p><p>assinalou o seguinte a respeito da utilização dos recursos tecnológicos:</p><p>Assim, aos poucos a escola vem ampliando o uso da informática em sua</p><p>prática pedagógica, à medida que se aumenta a busca pelas novas</p><p>tecnologias, observa-se movimentos a favor do uso do computador como</p><p>ferramenta colaborativa no processo de ensino-aprendizagem (ARAÚJO,</p><p>2014, p. 15).</p><p>Aqui o computador em especial, é visto como uma ferramenta que permite</p><p>uma ampliação do contexto educativo no cotidiano dos educandos, melhorando as</p><p>práticas pedagógicas dos professores, promovendo uma reflexão sobre o uso do</p><p>computador como ferramenta pedagógica da escola. A partir desta perspectiva, a</p><p>supracitada autora afirma que o uso adequado destes instrumentos tecnológicos</p><p>favorece o processo de ensino aprendizagem.</p><p>Nesse sentido, os cursos voltados para a formação do professor devem ser</p><p>contínuos, possibilitando ao docente conhecer o suporte teórico e técnico da</p><p>tecnologia, bem como a construção de conhecimentos sobre as novas</p><p>tecnologias, para que incorpore de maneira eficaz e eficiente a tecnologia</p><p>no seu fazer pedagógico [...] (ARAÚJO, 2014, p. 18).</p><p>De acordo com Araújo a formação de professores é importantíssima para</p><p>melhorar o contexto da qualidade dos índices educativos do Brasil, sobretudo, nas</p><p>escolas públicas do país, deste modo, no próximo capítulo discutiremos sobre a</p><p>licenciatura e demais cursos de computação.</p><p>30</p><p>4 LICENCIATURA E DEMAIS CURSOS DE COMPUTAÇÃO</p><p>Nesta seção, será apresentado o conceito de graduação em licenciatura e</p><p>bacharelado, demonstrando as principais especificidades de cada um. Logo em</p><p>seguida, será descrito algumas características do curso voltadas à área de</p><p>computação, com o objetivo de mostrar a sua relevância para o campo da educação.</p><p>Embora, compreende-se que os cursos de licenciatura em computação sejam</p><p>“novos” no contexto educacional, no entanto, existem alguns conflitos em relação às</p><p>graduações ou os egressos desse curso que precisam ser esclarecidas.</p><p>Desta forma, busca-se por meio deste trabalho esclarecer as dúvidas</p><p>frequentes em relação ao curso e sua formação acadêmica. Neste sentido, elucida-</p><p>se de que maneira os profissionais formados no curso de licenciatura em</p><p>computação, atuarão no ambiente escolar e como efetivarão seu trabalho neste</p><p>local.</p><p>Assim, a falta de informação a respeito do curso, é um dos problemas</p><p>percebido durante a trajetória da formação acadêmica, deste modo, faremos um</p><p>breve histórico sobre os cursos de formação superior no Brasil, trazendo para as</p><p>discussões a diferença entre Licenciatura e Bacharelado, assim também como,</p><p>ressaltam-se as particularidades entre os distintos cursos na área da computação,</p><p>tais como: Cursos Sistema de Informação, Ciência da Computação, Engenharia de</p><p>Software e Engenharia de Computação.</p><p>Segundo definição do Ministério da Educação (MEC), os cursos de</p><p>licenciatura habilitam o profissional a atuar como professor na Educação Infantil, no</p><p>Ensino Fundamental e Médio. A principal diferença entre o curso de licenciatura e</p><p>bacharelado, é que o primeiro tem ênfase na atuação como docente, enquanto o</p><p>segundo tem formação mais generalista.</p><p>O bacharel pode trabalhar em áreas mais diversas, exceto para docência na</p><p>educação básica, a não ser que tenha cursado durante a graduação, além das</p><p>matérias do bacharelado, as disciplinas voltadas à área de educação.</p><p>A diferença curricular entre o bacharelado e a licenciatura é a presença de</p><p>matérias de cunho pedagógico, ou seja, disciplinas ligadas à didática, psicologia e</p><p>pedagogia. A seguir, serão especificadas as principais definições e diferenças</p><p>existentes entre os cursos de computação.</p><p>31</p><p>4.1 Sistemas de informação</p><p>Este é um curso focado no planejamento e desenvolvimento de sistemas de</p><p>informação e automação. Também é, de certo modo, uma graduação parecida com</p><p>Ciência da Computação, no entanto, o estudante de Sistemas da Informação recebe</p><p>preparo para ter entrada mais "direta" no mercado, de forma que possa atuar tanto</p><p>no desenvolvimento de software quanto em atividades relacionadas, como suporte,</p><p>por exemplo.</p><p>De modo geral, o profissional de Sistemas de Informação é mais focado em</p><p>aplicar recursos de computação na solução de problemas - especialmente de</p><p>atividades corporativas - do que desenvolvê-los.</p><p>O curso tem duração de 4 anos (8 semestres) e o conteúdo técnico abordado</p><p>ao longo do curso irá conferir ao egresso a habilitação em Bacharel em Sistemas de</p><p>Informação.</p><p>4.2 Ciência da computação</p><p>O estudante de Ciência da Computação é preparado para resolver problemas</p><p>reais aplicando soluções que envolvam computação, independente de qual seja o</p><p>ambiente (comercial, industrial ou científico). Quem se forma neste curso se depara</p><p>com uma variedade grande de carreiras para seguir, uma vez que a computação é</p><p>aplicada em diversas áreas do conhecimento.</p><p>4.3 Engenharia de computação</p><p>Quem se forma em Engenharia da Computação se torna apto a projetar e a</p><p>programar tecnologias de hardware e software em equipamentos, aplicações</p><p>industriais, redes de comunicação, sistemas embarcados em dispositivos dos mais</p><p>variados portes, entre outros. As áreas em que um engenheiro da computação pode</p><p>atuar são no campo da automação industrial e robótica. Ele desenvolve robôs e sistemas</p><p>digitais para fábricas e indústrias. Também é comum este profissional atuar no suporte</p><p>e gerenciamento de redes de computadores em empresas de grande porte.</p><p>A carreira acadêmica é outra opção para um engenheiro da computação, que</p><p>pode ministrar aulas para cursos técnicos e profissionalizantes. Para os que optam por</p><p>32</p><p>continuar seus estudos fazendo mestrado e doutorado existe a opção de trabalhar em</p><p>universidades como professores e pesquisadores.</p><p>Para exercer a profissão de engenheiro</p><p>da computação é necessário, além do</p><p>diploma de bacharel em uma instituição credenciada pelo MEC, obter um registro junto</p><p>ao CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia).</p><p>Ao examinar os objetivos e os perfis profissionais dos diferentes cursos de nível</p><p>superior em computação, constata-se que de acordo com a formação destes</p><p>profissionais em suas áreas específicas, as graduações se diferem no sentido de</p><p>capacitação profissional, ou seja, de acordo com o curso escolhido existe um perfil</p><p>profissional a ser formado, embora, seja uma formação superior em computação, não</p><p>significa que ambas as formações apontam para a mesma direção. Portanto, verificou-se</p><p>que os bacharéis assumem papeis diferentes dos licenciados, pois este último rege a</p><p>profissão docente, sobretudo, a de professor, assegurado na LDB como já fora citado no</p><p>texto anteriormente.</p><p>O curso de licenciatura em computação é voltado para a área da educação, isto</p><p>é, formação dos educadores que trabalham na docência, neste sentido, ele se diferencia</p><p>dos demais por ser um curso de nível superior voltado para atender as necessidades da</p><p>educação básica, no entanto, ele não se limita apenas a sala de aula, mas se amplia no</p><p>sentido de permitir inúmeros contextos de trabalhos, um exemplo, é o de trabalhar em</p><p>órgãos ligados as empresas públicas e também privadas nos mais diversos ambientes</p><p>que exijam conhecimentos deste campo do saber.</p><p>Sendo assim, é importante ressaltar que os cursos na área da computação, ainda</p><p>que sejam com finalidades diversas, apontam para um caminho específico, que são as</p><p>transformações sociais que acontecem a todos os momentos, fazendo com que o</p><p>cotidiano das pessoas sejam afetados por essas mudanças provenientes das</p><p>tecnologias, mas que ao mesmo tempo, são necessárias para o desenvolvimento da</p><p>sociedade.</p><p>33</p><p>5 ESTUDO DE CASO</p><p>5.1 Cenário</p><p>O ambiente que servirá de cenário para o experimento será uma instituição de</p><p>ensino fundamental onde o gestor educacional, professores e alunos responderão a</p><p>um questionário sobre a temática em questão. A escola está localizada no bairro:</p><p>centro, na Travessa Duque de Caxias, nº 330, Porto de Moz/Pará. Fica próxima a</p><p>praças dos Cabanos, do Ginásio poliesportiva Chico Cruz, ao lado do estádio de</p><p>futebol municipal e à própria quadra de esportes da escola. As ruas próximas são</p><p>movimentadas e pavimentadas.</p><p>Imagem 1 – Área frontal da escola</p><p>Fonte: Próprio autor</p><p>34</p><p>Imagem 2 – Área interna do laboratório de informática</p><p>Fonte: Próprio autor</p><p>5.2 Coleta de dados</p><p>Na investigação aplicada a este trabalho, procura-se responder às questões</p><p>de partida colocada na proposta do trabalho, recorrendo à técnica de coleta de</p><p>dados, no caso o questionário a ser submetido à gestora educacional, professores e</p><p>alunos da instituição de ensino mais especificamente uma escola sobre a área que</p><p>constitui a base de especificação do objeto de estudo.</p><p>No processo de elaboração do questionário, procura-se que as questões</p><p>colocadas sejam suficientes para permitirem a obtenção de dados que possam</p><p>constituir-se como um complemento fundamental para a compreensão da</p><p>problemática associada à informática na educação, se caso houver, e para</p><p>elaboração de recomendações.</p><p>5.3 Elaboração do questionário</p><p>O questionário em apêndice faz parte do estudo de caso e é componente de</p><p>uma pesquisa feita junto aos professores e alunos em busca de algumas</p><p>informações de vital importância para o uso da sala de informática como fonte de</p><p>35</p><p>pesquisa e aprendizagem, observando até que ponto os professores que trabalham</p><p>nas salas de informática do ensino fundamental elaboram seus planejamentos, que</p><p>didáticas utilizam para orientar seus alunos nas pesquisas e no uso correto dos</p><p>equipamentos tecnológicos, de que forma o docente da sala de informática</p><p>contextualiza o conteúdo trabalhado na sala de aula regular no seu espaço de</p><p>trabalho. Nesta direção, elaboraram-se os questionários para compreender como</p><p>serão ministradas as aulas neste espaço para garantir a qualidade das informações</p><p>obtidas, bem como a obtenção do conhecimento significativo para os alunos.</p><p>Em apêndice destaca-se o questionário, que está organizado do começo ao</p><p>fim dentro do contexto da pesquisa feita no estudo de caso, ele é composto de</p><p>quinze (15) questões, sendo quatro (04) para gestora educacional, sete (07) para</p><p>professores do laboratório de informática e quatro (04) para alunos do 6º ano do</p><p>ensino fundamental.</p><p>5.4 Apresentação e análise dos resultados</p><p>Optou-se por realizar o estudo de caso, na mesma escola em que ocorreu o</p><p>estágio supervisionado. Devido a problemas nas máquinas, não foi possível realizar</p><p>a pesquisa, pois não havia iniciado as aulas no laboratório de informática. Nesse</p><p>sentido, tomamos a decisão junto ao orientador de realizar o questionário com os</p><p>professores do ano de 2016, pois nesse período, houve aulas de informática na</p><p>escola pesquisada.</p><p>Entrou-se em contato com professores para solicitar sua colaboração, os</p><p>mesmos foram gentis e cederam as informações necessárias para a realização das</p><p>análises e interpretações de dados. Utilizaram-se de questionários semiestruturados</p><p>com perguntas abertas e fechadas. Para os alunos, o questionário estruturado</p><p>segue um roteiro de entrevistas com perguntas fechadas.</p><p>Deste modo, para obtenção dos resultados, elaboraram-se gráficos e escrita</p><p>de textos para facilitar a compreensão dos leitores.</p><p>Conforme mencionado anteriormente, aplicou-se o questionário no mês de</p><p>março, com o objetivo de diagnosticar o conhecimento dos participantes aprendizes</p><p>sobre o uso dos instrumentos tecnológicos e a qualidade das aulas no laboratório,</p><p>ou seja, buscava-se saber se os professores conseguem realizar metodologias</p><p>36</p><p>capazes de dinamizar o processo educativo dos alunos, bem como estabelecer o</p><p>perfil dos professores pesquisados.</p><p>Para tanto, fica evidente que o professor de licenciatura em computação</p><p>precisa ser reconhecido e valorizado nesse ambiente sendo fundamental</p><p>compreender o papel desse profissional da educação.</p><p>Desta forma, a seguir apresentar-se-ão os resultados sobre os questionários</p><p>realizados com os alunos do 6º ano do ensino fundamental na escola. E, logo em</p><p>seguida, a entrevista com a gestora educacional, posteriormente far-se-á a</p><p>apresentação das entrevistas com os professores de informática da referida escola,</p><p>discutindo sobre a relevância deste profissional no laboratório de informática.</p><p>No gráfico 1 observa-se a partir das respostas dos alunos, o que eles utilizam</p><p>no seu cotidiano enquanto ferramenta tecnológica. Conforme suas respostas são</p><p>apresentadas os percentuais.</p><p>Gráfico 1 - O que você utiliza no seu dia a dia?</p><p>Fonte: Próprio autor</p><p>Neste gráfico, os alunos descrevem os equipamentos tecnológicos mais</p><p>utilizados por eles no seu cotidiano. As respostas foram diversas, na qual, 12%</p><p>afirmaram que usavam muito em casa o notebook, pois os auxiliavam em pesquisas</p><p>e elaboração de trabalhos escolares, assim também, uma parcela de 13%</p><p>respondeu que usavam o tablet, um importante instrumento tecnológico que é</p><p>aproveitado para jogos e pesquisas.</p><p>Computador</p><p>15%</p><p>Notebook</p><p>12%</p><p>Celular</p><p>60%</p><p>Tablet</p><p>13%</p><p>37</p><p>Outra ferramenta tecnológica bem utilizada no cotidiano dos alunos, é o</p><p>computador, sendo que cerca de 15% dos entrevistados ressaltaram que este</p><p>aparelho tecnológico é ainda um dos recursos com maior funcionalidade e</p><p>capacidade de armazenamento. Embora, o computador seja uma ferramenta comum</p><p>entre os participantes, não se pode negar a supremacia dos aparelhos celulares,</p><p>60% dos alunos afirmaram que o uso do celular é necessário diariamente, isto se</p><p>justifica pela grande necessidade que este instrumento tem atualmente.</p><p>Os alunos usam o celular para pesquisar, jogar, entreter, mandar mensagens,</p>

Mais conteúdos dessa disciplina