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tecnicamente os órgãos Setoriais do Sistema.
SEÇÃO IV
Da Competência dos Órgãos Setoriais
Art. 7º - Aos Órgãos Setoriais do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos compete:
I - programar, organizar, orientar, coordenar, executar e controlar no âmbito do órgão ou entidade, as atividades relacionadas com os planos, programas e projetos estabelecidos;
II - desenvolver e repassar informações relativas aos planos, programas e projetos em andamento ou concluídos aos órgãos componentes do Sistema e/ou órgãos e entidades interessados;
III - apoiar técnica e administrativamente o Órgão de Orientação Superior do Sistema;
IV - articular-se com o Órgão Central do Sistema; e
V - observar as orientações e determinações emanadas do Conselho Estadual de Recursos Hídricos e do Órgão Central do Sistema.
Parágrafo Único - Os Órgãos Setoriais devem remeter com regularidade e fidedignidade as informações necessárias à atualização do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, de responsabilidade do órgão Central.
CAPÍTULO IV
Das Disposições Gerais e Finais
Art. 8º - Fica o Titular do Órgão a que se refere o Inciso II, do art. 3º, autorizado a:
I - expedir normas e instruções complementares, visando a conferir melhor desempenho às atividades do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos;
II - convocar titulares dos Órgãos Setoriais para participarem de reuniões, fóruns e debates, com vistas ao aperfeiçoamento das ações da Política Estadual de Recursos Hídricos; e
III - propor a expedição de atos complementares necessários à aplicação das normas estabelecidas nesta Lei.
Art. 9º - Os Órgãos integrantes do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos são solidariamente responsáveis pelo atingimento dos objetivos previstos nesta Lei.
Art. 10 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 11 - Revogam-se as disposições em contrário.
Florianópolis, 06 de maio de 1993
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LEI No 9.748 - DE 30 DE NOVEMBRO DE 1994
Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA. Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte lei:
CAPÍTULO I
Da Política Estadual de Recursos Hídricos
Seção I
Dos Princípios
Art.1º- A Política Estadual de Recursos Hídricos, como instrumento de utilização racional da água compatibilizada com a preservação do meio ambiente, reger-se-á pelos seguintes princípios:
I - Princípios Fundamentais:
a) o Gerenciamento dos recursos hídricos deve ser integrado, descentralizado e participativo, sem dissociação dos aspectos quantitativos e qualitativos e das fases meteórica, superficial e subterrânea do ciclo hidrológico;
b)	as bacias hidrográficas constituem unidades básicas de planejamento do uso, conservação e recuperação dos recursos hídricos;
c)	a água deve ser reconhecida como um bem público de valor econômico, cuja utilização deve ser cobrada, com a finalidade de gerar recursos para financiar a realização das intervenções necessárias à utilização e à proteção dos recursos hídricos;
d)	o uso da água para fins de diluição, transporte e assimilação de esgotos urbanos e industriais, por competir com outros usos, deve ser também objeto de cobrança;
e)	sendo os recursos hídricos bens de uso múltiplo e competitivo, a outorga de direitos de uso é considerada instrumento essencial para o seu gerenciamento e deve atender aos seguintes requisitos;
- a outorga de direitos de usos das águas deve ser de responsabilidade de um único órgão, não setorial;
- na outorga de direitos de usos de água de domínio federal e estadual de uma mesma bacia hidrográfica, a União e o Estado deverão tomar medidas acauteladoras mediante acordos entre Estados definidos em cada caso, com interveniência da União.
II - Princípios de Aproveitamento:
a) a utilização dos recursos hídricos deve ter como prioridade maior o abastecimento humano;
b) os corpos de águas destinados ao abastecimento humano devem ter seus padrões de qualidade compatíveis com esta finalidade;
c) todas as utilizações dos recursos hídricos, que afetem sua disponibilidade qualitativa ou quantitativa, ressalvadas aquelas de caráter individual, para satisfação de necessidades básicas da vida, ficam sujeitas a prévia aprovação do Órgão competente;
d) o aproveitamento e controle dos recursos hídricos, inclusive para fins de geração de energia elétrica, levará em conta, principalmente:
- a utilização múltipla dos recursos hídricos, especialmente para fins de abastecimento urbano, irrigação, turismo, recreação, navegação, aquicultura, esportes e lazer;
- o controle de cheias, a prevenção de inundações, a drenagem e a correta utilização das várzeas;
- o rateio do custo das obras de aproveitamento múltiplo de interesse comum ou coletivo, entre os beneficiados;
- o enquadramento dos corpos d' água, conforme legislação pertinente.
III - Princípios de Gestão:
a) a gestão dos recursos hídricos tomará como base a bacia hidrográfica e incentivará a participação dos municípios e dos usuários de água de cada bacia;
b) a vinculação aos critérios e normas estabelecidos pelo Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos;
c) o Plano Estadual de Recursos Hídricos, revisto e atualizado com uma periodicidade mínima de 04 (quatro) anos.
Seção II
Dos objetivos
Art. 2º - A Política Estadual de Recursos Hídricos, tem como objetivo:
I - assegurar as condições para o desenvolvimento econômico e social, com melhoria da qualidade de vida e em equilíbrio com o meio ambiente;
II - compatibilizar a ação humana, em qualquer de suas manifestações, com a dinâmica do ciclo hidrológico no Estado de Santa Catarina;
III - garantir que a água, elemento natural primordial a todas as formas de vida, possa ser controlada e utilizada, em padrões de qualidade e quantidade satisfatórios, por seus usuários atuais e pelas gerações futuras, em todo território do Estado de Santa Catarina.
Seção III
Das Diretrizes
Art. 3º - O Estado, obedecidos os critérios e normas estabelecidos pelo Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, assegurará os meios financeiros e institucionais para: 
I - utilização racional dos recursos hídricos, superficiais e subterrâneos, assegurado o uso prioritário para o abastecimento das populações;
II - descentralização da ação do Estado por bacias hidrográflcas;
III - proteção e conservação das águas contra ações que possam comprometer o seu uso atual e futuro;
IV - implantação de sistema de alerta e defesa civil para garantir a segurança e a saúde públicas, quando de eventos hidrológicos indesejáveis, em conjunto com os municípios; 
V - prevenção da erosão dos solos urbanos e rurais, com vistas à proteção contra a poluição física e o assoreamento dos cursos d'água;
VI - desenvolvimento do transporte hidroviário e seu aproveitamento econômico;
Vll - implantação, conservação e recuperação das áreas de proteção permanente e obrigatória;
VIII - desenvolvimento de programas permanentes de conservação e proteção de águas subterrâneas contra a poluição e superexplotação;
IX - zoneamento de áreas inundáveis com restrições a usos incompatíveis nas áreas sujeitas a inundações frequentes e manutenção da capacidade de infiltração do solo; 
X - promoção de ações integradas nas bacias hidrográfícas, tendo em vista o tratamento de efluentes e esgotos urbanos, industriais e outros, antes do lançamento nos corpos d'água; 
XI - participação comunitária através da criação de Comitês de Bacias Hidrográficas, congregando usuários de água, representantes políticos e de entidades atuantes na respectiva bacia;
XII - incentivo à formação de consórcios entre os municípios, tendo em vista a realização de programas de desenvolvimento e proteção ambiental;
XIII - apoio técnico e econômico