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Ruptura do 
Tendão 
Patelar 
Fisioterapia Pós-
Operatória 
Prof. Dr. Fábio Sprada de 
Menezes 
@fabiosprada 
O Tendão Patelar 
• Um dos mais fortes tendões do Corpo; 
• Importância fundamental na conexão do 
aparelho extensor; 
• Altamente solicitado em atividades como 
corridas, subidas de escada e aterrissagens; 
• Carga de Ruptura próxima à 17x do Peso 
Corporal; 
• 500-1000kgf/cm2, aproximadamente. 
Ruptura do Tendão 
Patelar 
• Relativamente Rara; 
• Mais comum em Homens (8:1); 
• Normalmente abaixo de 40 anos; 
• Resultante de Traumas ou estágios finais de 
tendinopatias patelares; 
• Mecanismos: 
• Trauma Direto; 
• Resultado de ação vigorosa excêntrica. 
Fatores de Risco 
• Normalmente é o ponto culminante 
de ações excêntricas/aterrissagens 
em esportes que envolvem 
microtraumas repetitivos (futebol, 
voleibol, basquetebol); 
• Em torno de 70% das Rupturas 
ocorrem em atletas; 
• Potencialmente associada ao uso 
prolongado de corticosteroides e 
anabolizantes; 
• Eventuais comorbidades como DM, AR 
e doença renal crônica. 
 
 
A mais 
famosa de 
todas a 
Rupturas..
. 
Opções Terapêuticas 
• A opção conservadora é exclusiva para rupturas 
incompletas e que mantiveram a capacidade 
extensora intacta; 
• Normalmente com uso de Brace imobilizador por 
6 semanas. 
 
• A opção cirúrgica é a mais apropriada para casos de 
ruptura completa ou incompleta com perda da 
função extensora. 
Reconstrução do Tendão Patelar 
Fisioterapia no 
Pós-Operatório 
• Começa com uma avaliação detalhada pré-
operatória (quando possível); 
• Contato com o Médico para detalhamento do 
processo cirúrgico e possíveis restrições ligadas 
aos pormenores da cirurgia (Imposição de carga, 
ADM liberada, etc.); 
• Orientações sobre prazos, cicatriz, deambulação, 
direção entre outros tópicos. 
• Contato Pós-Cirúrgico ainda no Hospital 
• Agendamento da Primeira Sessão. 
Referências 
Fisioterapia Pós-
Operatória 
• O protocolo é apenas um guia; 
• A Timeline é dependente e acompanhada do 
processo de recuperação tecidual e funcional; 
• As intervenções devem considerar as 
individualidades e necessidades dos 
pacientes; 
• O exame físico e o monitoramento constante 
do atleta em recuperação são a chave para a 
progressão. 
 
Fisioterapia 
Pós-Operatória 
• Fase 1 (0-14 dias): 
• POLICE; 
• Fortalecimento contralateral e de MMSS; 
• Atenção em possíveis complicações 
como infecções e TVP; 
• Brace travado em extensão completa 
(fixado o tempo todo, incluindo sono); 
• Apoio liberado (inicialmente com 
muletas) com brace travado; 
• Treino de Marcha com muletas e carga 
parcial conforme tolerado. 
 
Fisioterapia Pós-Operatória 
• Fase 1 (0-14 dias): 
 
• Exercícios 
miolinfocinéticos; 
• ADM PASSIVA de 0-60º com 
gentileza; 
• Foco na extensão completa; 
• SEM ação extensão ativa; 
• Mobilização Patelar Gentil; 
• Ativação do Quadríceps (SLR 
com NMES); 
• Isometria de Glúteos e IT; 
• Elevação Panturrilha. 
 
Fisioterapia Pós-
Operatória 
• Critérios para passar à fase 2: 
• 2 semanas de PO; 
• Redução dos sinais inflamatórios 
em curso; 
• Dor mínima com o brace; 
• Estar com extensão completa 
em relação ao contralateral. 
Fisioterapia Pós-Operatória 
• Fase 2 (2-6 semanas): 
• Manutenção de ações da Fase 1; 
• ADM Passiva (Aumentar gentilmente 10º/semana 
até atingir 90º na semana 5); 
• Brace ainda travado para caminhar, ficar em pé e 
dormir; 
• Treino de marcha com desmame progressivo da 
muleta; 
• Mobilização patelar; 
• SLR para todos os planos; 
• CORE Training (se tolerado); 
• Heel Slides. 
 
 
Fisioterapia Pós-Operatória 
• Critérios para passar à fase 3: 
• ADM 0-90º; 
• Sem dor com o brace; 
• Pelo menos 6 semanas; 
• Marcha sem muletas com brace travado. 
• Sem sinal de Lag. 
 
 
Fisioterapia Pós-Operatória 
• Fase 3 (6-12 semanas): 
• Manutenção de ações da Fase 2 
• Cadeia Aberta liberada de 0-45º para flexão (DV) e 
extensão (sentado), inicialmente ainda com brace; 
• Brace aberto de 0-30 graus para marcha (e vai 
abrindo mais até o desmame); 
• Uso do brace vai até a semana 8 (ou orientação do 
cirurgião); 
• Ganho de ADM progressivo e gentil; 
• Bike ergométrica; 
• Mini-agachamentos e Wall sits (0-40º); 
• Não alongar quadríceps; 
• Não realizar testes de força até a semana 16. 
 
Fisioterapia Pós-
Operatória 
• Critérios para passar à fase 4: 
• ADM 0-110º (pelo menos); 
• Sinais inflamatórios controlados; 
• Marcha Normal sem muletas, sem dor e 
com boa mecânica; 
 
 
Fisioterapia Pós-
Operatória 
• Fase 4 (12-16 semanas): 
• Manutenção de ações da Fase 3; 
• Ainda evitar atividades com Impacto ou 
ações excêntricas vigorosas; 
• Exercícios resistidos com foco na 
Resistência Muscular; 
• ADM completa; 
• Subida e descida de escadas; 
• Treino de apoio Unipodal com alvo de 
ao menos sustentação de 10”; 
• Agachamentos 0-70º; 
• Treino de Marcha na Esteira; 
• Natação; 
• Exercícios Sensoriomotores mais 
simples em base estável. 
 
 
 
Fisioterapia Pós-
Operatória 
• Critérios para passar à fase 5: 
• Pelo menos 16 semanas; 
• Controle neuromuscular dinâmico em atividades 
multiplanares sem dor, edema ou instabilidade; 
• Fazer 10 agachamentos 0-60º sem dor e com 
boa distribuição de carga; 
• Single Leg Stance de 30”pelo menos, sem 
grandes desequilíbrios; 
• Subir e descer degraus sem dor ou desconforto; 
• Habilidade para dar saltitos unipodais; 
• Dinamometria HHD LSI>80% para Quads e IT; 
• Liberação do cirurgião para atividades com 
impacto. 
 
Fisioterapia Pós-
Operatória 
• Fase 5 (4 a 6 meses): 
• Manutenção de ações da Fase 4; 
• Início do trabalho de corrida, inicialmente trotes em piso 
firme e depois na esteira ergométrica, conforme 
adaptação; 
• Treinos Sensoriomotores mais avançados em com 
base instável; 
• Exercícios de agilidade simples como escada e carioca; 
• Trabalhos resistidos de Força e Potência; 
• Exercícios de aterrissagem simples, iniciando Bipodal e 
passando a Unipodal; 
• Drills progressivos simples com ações do esporte 
específico. 
 
 
 
Fisioterapia Pós-Operatória 
• Critérios para passar à fase final: 
• Pelo menos 6 meses; 
• Dinamometria HHD LSI>90%; 
• mSEBT > 90% em relação ao contralateral nas 3 distâncias; 
• Corrida com boa dinâmica e sem dor. 
Fisioterapia Pós-
Operatória 
• Fase Final/Preparação para retorno ao Jogo (6-8 
meses); 
• Manutenção de ações da Fase 5; 
• Atividades específicas de aceleração e 
desaceleração; 
• Pliometria; 
• Weight Lifting; 
• Nórdico/Nórdico Reverso; 
• Atividades de Mudança de Direção e 
pivotantes; 
• Drills mais avançados linkados ao esporte 
para confirmar a recuperação. 
 
 
Critérios para Retorno ao Esporte 
• Dinamometria com LSI>90%; 
• mSEBT Total > 94% e diferença menor que 4cm 
na direção anterior; 
• Sem sinais inflamatórios, instabilidade ou 
desconforto; 
• VISA-P e Lysholm acima de 90%; 
• Bateria de HopTests e Salto Vertical LSI> 90%; 
• Figura “T”

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