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Como nós fazemos F Á B I O S P R A D A D E M E N E Z E S @ S P R A D A F I S I O T E R A P I A @ F A B I O S M 1 7 • Ligamento mais importante na estabilização do Joelho; • Função importante na contenção rotacional e de translação tibial anterior; • Função Sensorial… • Carga de Ruptura em torno de 1700N; • Mecanismo de Ruptura: Lesões para cada 1000 horas de Exposição no Futebol Média de Idade Média de Afastamento Lesão Ligamentar mais Comum Maioria Muito Prevalente e Potencialmente Incapacitante Estrutura or iginal fundamental que vai ser Subst ituída por tecido di ferente Retorno para o alto desempenho após tempo prolongado 1 2 3 "The rehabilitation specialist should manage the patient with a multiphased approach, using biomechanical principles and the available scientific evidence. During each phase of the ACL rehabilitation program, specific goals must be determined and specific criteria accomplished prior to the progression to the next phase." Kevin Wilk O b s e r v a n d o s e m p r e . . . Sinais Cl ínicos Prazos de Cicatr ização do Enxerto Caracter íst icas Indiv iduais Especif ic idade Tempo CRITÉRIOS DE PROGRESSÃO FUNCIONAL 1 D O R , E D E M A E C A L O R L O C A L E A Q U E L A P R E O C U PA Ç Ã O C O M A E Q U I M O S E D O S T R I P O QUE ESPERAR DO PO IMEDIATO? 2 B A I X A A T I VA Ç Ã O D O Q U A D R Í C E P S ( E V E N T UA L S I N A L D E L E G G ) 3 "A Q U E L A VO N TA D E L O U C A " D E C O L O C A R U M T R A V E S S E I R I N H O A B A I X O D O J O E L H O 4 D I F I C U L DA D E S E D Ú V I DA S Q U A N T O À M U L E TA S E P R A Z O S PA R A A N DA R , T R A B A L H A R , D I R I G I R , E T C . REDUZIR EDEMA MOBILIDADE ANALGESIA EVITAR INIBIÇÃO ARTROGÊNICA ADAPTÇÃO DA MARCHA COM DISPOSITIVOS AUXILIARES ORIENTAÇÕES PARA AVDS E TREINO DE OUTROS SEGMENTOS N O S S O S O B J E T I VO S DA P R I M E I R A FA S E Forma de Atender aos Objetivos da Fase 1: • Redução do Edema ⚬ Crio/Criocompressão; Murgier et al, 2014; Mendes et al, 2022; Yang et al, 2023. ⚬ Drenagem Linfática; Klein et al, 2020; Weber, et al, 2023; • Despertar o Quadríceps ⚬ Crio/Criocompressão; Sonnery-Cottet, et al, 2018; Rice et al, 2009. ⚬ Eletroestimulação com SLR; Sonnery-Cottet, et al, 2018; Kotsifaki et al, 2023; ⚬ Cinesioterapia Kotsifaki et al, 2023; • Ganho de Mobilidade - EXTENSÃO COMPLETA = PRIORIDADE! ⚬ Exercícios Passivos e Ativos de Mobilidade ⚬ Mobilização Articular (Observar Ângulos Permitidos) Kotsifaki et al, 2023, Ito et al, 2007; Christensen et, 2013. ⚬ CPM não tem evidência que seja superior. Kotsifaki et al, 2023; D'Amore et al, 2021; Jaspers et al, 2019. ⚬ Bike (Observar Procedimento); ⚬ Mobilização Patelar; ⚬ Crio/Criocompressão; Sonnery-Cottet, et al, 2018; Forma de Atender aos Objetivos da Fase 1: • Analgesia ⚬ Crio/Criocompressão; Sonnery-Cottet, et al, 2018; Rice et al, 2009. ⚬ Eletroanalgesia; Johnson et al, 2022 Exercícios Desde as 2 primeiras semanas A partir de 3 semanas - 0-45 graus Foco: CPL, CORE, TS e MI Contralateral Kotsifaki et al (2023) Exercícios A partir de 4 semanas (Ângulo de Proteção?) Mikkelsen et al (2000); Forelli et al (2023) - OKC antes melhor e sem risco para enxerto! Wilk et al (2021); Nicholettos et al (2013) - OKC Precoce = Maior lassidão e risco Kotsifaki et al (2023): Sem diferença Forelli et al (2023): OPINIÃO... A partir de 4 semanas em CCA e CCF sem restrições de ADM e 30% de 1RM Kotsifaki et al (2023) • Tempo depende das Cirurgias "anexas" e deve ser combinado com o cirurgião. Na cirurgia isolada do LCA, o suporte de peso pode ser feito nas primeiras semanas, desde que obedeça a tolerância do paciente (Kotsifaki et al 2023) ; • Deve ser treinada ANTES e depois da cirurgia! • Após a retirada das muletas, usamos a esteira para ajuste do claudicar Abol i r o travesseir inho abaixo do joelho Executar as or ientações em Casa Dir igir após 4 -6 semanas em carro manual . Após 2-3 semanas no MIE em Carros Automáticos Segurança para Freio de Emergência! 1 2 3 • 80%da ADM de Flexão • Máx. 10 graus déf ic i t Extensão; • Edema leve e Dor sob controle ; • Bom controle de Quadríceps; • Bike por 20' sem exacerbação de Sinais e Sintomas; • Marcha Normal , sem muletas . • 6 Semanas CONTROLE MOTOR RESISTÊNCIA MUSCULAR MOBILIDADE NORMAL EQUILÍBRIO EM TAREFAS SIMPLES ZERAR SINAIS E SINTOMAS VIDA NORMAL SEDENTÁRIA E LABORAL N O S S O S O B J E T I VO S DA S E G U N DA FA S E Forma de Atender aos Objetivos da Fase 2: • Zerar Sinais e Sintomas ⚬ Crio/Criocompressão; Murgier et al, 2014; Mendes et al, 2022; Yang et al, 2023. ⚬ Cinesioterapia Kotsifaki et al, 2023; ⚬ Eletroanalgesia; Johnson et al, 2022 • Ganho de Resistência Muscular ⚬ Exercícios em CCA e CCF usando entre 40-60% de 1RM, com progressão de carga - após HHD. Ratamess et al, 2009. ⚬ Primeira Avaliação de Força com 6 semanas; Almeida et al, 2018; ⚬ Eletroestimulação; Sonnery-Cottet, et al, 2018; Kotsifaki et al, 2023; Forma de Atender aos Objetivos da Fase 2: • Manutenção do Trabalho de Mobilidade até ADM Completa; • Controle Motor/Percepção Movimento; • Equilíbrio: ⚬ Devem ser iniciados desde o momento da liberação da carga 100% no membro operado. Kotsifaki et al, 2023; ⚬ Inicialmente em superfície estável partindo de posturas simples. • Capacidade de Executar as AVDs: ⚬ Exercícios Centrados na Especificidade do Paciente. Exercícios Funciona para ganho da Extensão completa e para fortalecimento Liberação Progressiva Subida e Descida de Degraus/STEP Flexora liberada sempre! Extensora com ADM Completa a partir de 12 semanas. Fortalecimento no Isocinético? Exercícios Ajuda a iniciar o Processo de Agilidade e respostas rápidas de ajuste. Aumenta a habilidade de equilíbrio dinâmico. A partir de 16 semanas Exercícios acima de 80% de 1RM Foco na fase concêntrica e Excêntrica Kotsifaki et al (2023); Glattke et al (2022); Ratamess et al (2009) • 95%da ADM de Flexão • Extensão Completa • Ausência de Sinais Cl ínicos • LSI>80% na HHD de Quadríceps. • LSI>80% de Potência no CMJ • Caminhada a 5kmh na esteira sem dor ou edema por 15 ' • Sem dor nos Salt i tos "Saci " (Pogos) • 14-16 semanas CORRIDA NA ESTEIRA SALTAR E ATERRISSAR TRABALHAR POTÊNCIA EQUILÍBRIO EM TAREFAS COMPLEXAS MUDANÇA DE DIREÇÃO INÍCIO DOS GESTOS ESPORTIVOS N O S S O S O B J E T I VO S DA T E R C E I R A FA S E Forma de Atender aos Objetivos da Fase 3: • Correr na Esteira ⚬ Iniciar com Corrida e Caminhada alternadas (12-16 sem); ⚬ Evoluir para a Corrida em ritmo controlado (16 sem); ⚬ Seguir para eventual HIIT = Potência. • Saltar e Aterrissar ⚬ Iniciar somente com foco no Subir e Saltar; ⚬ Depois, somente aterrissar em superfície estável e bipodal; ⚬ Aumentar gradativamente a altura da caixa/obstáculos; ⚬ Somente com essas etapas bem ajustadas, evoluir parasaltos e aterrissagens unipodais, mudança de direção e Pliometria. Condutas nos Objetivos da Fase 3: • Evolução no Ganho de Equilíbrio: ⚬ Uso de Superfícies Instáveis e posturas, mais complexas; ⚬ Superfícies Instáveis x Estáveis Di Stefano et al, 2009; Behm et al, 2013; Holm et al, 2004; Kovacs et al, 2004; Kotsifakis et al, 2023. OPINIÃO! • Mudanças de Direção: Dos'Santos et al 2019; Dos'Santos et al 2021; Dempsey et al, 2009; ⚬ Iniciar com exercícios com mudanças simples como o "T"; ⚬ Depois Zigue-zague e corridas para trás; ⚬ No 6o. mês, pivô e combinações com saltos e direções inesperadas/desvio de atenção. Condutas nos Objetivos da Fase 3: • Trabalho de Potência: ⚬ Após certificação da força, mobilidade e capacidade de controle motor para tal; ⚬ Início com HIIT na Esteira ⚬ Pliometria; ■ Evolução de execuções simples para avançados ■ Lembrar sempre: Respeitar periodização e intervalos! Padovani et al, 2020; Chu & Shriner, 2009; Hewett et al, 2013 • Introdução ao Retorno ao Gesto Esportivo: ⚬ Fundamental para todo retorno ao esporte, mas... ⚬ ... só deve iniciar após segurança histológica e garantia da base biomecânica necessária para tal. ⚬ No início mais foco na qualidade do movimento do que na intensidade. Exercícios Oito semanas de exercícios pliométricos tem resultados positivos na função subjetiva, testes funcionais e no status psicossocial do paciente pós RLCA. Kotsifaki et al (2023) Ainda em fase mais incipiente; Com uso da resistência elástica com vistas à ganho de carga progressiva; • ADM Completa • Ausência de Sinais Cl ínicos • LSI>90% na HHD de Quadríceps. • LSI>90% de Potência no CMJ • Corr ida em bom ritmo na esteira sem dor ou edema por 15 ' • Bom desempenho nos Testes Funcionais • Sem dor na Pl iometria e Simulação dos Gestos • 6o pts ou mais no ACL/RSI • 24 semanas CORRER EM AMBIENTE ESPORTIVO GESTO ESPORTIVO PLENO GESTO COM INTENSIDADE RESTAURAÇÃO DA CONFIANÇA CONFIRMAÇÃO DA RECUPERAÇÃO LIBERAÇÃO PARA O RETORNO N O S S O S O B J E T I VO S DA Q U A R TA FA S E • Correr e fazer Drills em Ambiente do Esporte ⚬ LEVAR O ATLETA PARA O CAMPO! ⚬ Prover desafios ao atleta, para aumentar sua segurança... ⚬ Transição normalmente é iniciada pelo fisioterapeuta e finalizada por um Profissional de Educação Física especializado no Esporte do paciente; Fisioterapeutas preparam para treinar; Preparadores para Render; Treinadores para Competir. Forma de Atender aos Objetivos da Fase 4: Segurança e Confiança • Fundamental para o Retorno ⚬ O atleta deve ser estimulado ao gesto esportivo, o mais próximo possível do que vai encontrar no campo. Exposição gradativa. ⚬ Muitas vezes o atleta tem o físico, mas não tem o psicológico... ⚬ Psicólogo do Esporte! Exercícios Oito semanas de exercícios pliométricos tem resultados positivos na função subjetiva, testes funcionais e no status psicossocial do paciente pós RLCA. Kotsifaki et al (2023) Ainda em fase mais incipiente; Com uso da resistência elástica com vistas à ganho de carga progressiva; • Liberação/Aval do Cirurgião; • Ausência de edema e dor limitante; • ADM Normal; • Velocidade e Execução Plena dos Gestos Esportivos; • Questionários: ⚬ ADLS/KOS ou IKDC > 90% ⚬ ACL/RSI > 77% • mSEBT Total acima de 94%; • Força = LSI>90% para Flexores e Extensores do Joelho no Isocinético ou HHD ou 1RM; • Hop Tests com LSI > 90% do desempenho contralateral; • Teste de Agilidade da Figura "T" 90% Menezes et al (2017); Kotsifaki et al (2023) Critérios de Alta • 9 meses no minimo - Reduz 84% risco de recidiva Grindem et al (2016) • Condição comum para o Fisioterapeuta Esportivo, MAS cada caso é um caso!!! • Toda evolução depende do padrão da cirurgia e estruturas operadas = Contato com o Cirurgião é Fundamental; • Todas as mudanças de curso, progressões de carga, implementação de exercícios deve obedecer à critérios clínicos e funcionais; • A Alta deve ser planejada e criteriosa, sempre tendo foco interdisciplinar. Pra Levar pra Casa... @ S P R A D A F I S I O T E R A P I A @ F A B I O S M 1 7