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Petroleo e seus derivados

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1. Introdução 
 
Como principal fonte energética, o petróleo desempenha papel estratégico na econo-
mia mundial. A produção de petróleo pode representar ate 15% do PIB em alguns países. 
O petróleo, no estado em que é extraído do solo, tem pouquíssimas aplicações. É uma 
complexa mistura de moléculas, compostas principalmente de carbono e hidrogênio – os hi-
drocarbonetos, além de algumas impurezas. Para que haja o aproveitamento energético ade-
quado do petróleo, deve-se submetê-lo a processos de separação, conversão e tratamentos. 
Por ser uma mistura complexa de compostos orgânicos, torna sua caracterização quí-
mica uma tarefa desafiadora. 
Por isto, este trabalho esboça um retrato de onde veio, como descobrimos, os proces-
sos para seu refino e onde esta sendo empregado todo o petróleo retirado do subsolo. Mos-
tramos também a grande descoberta petrolífera do século, o pré-sal, que veio salvar o mundo 
de um caos por falta de combustível que nos esperava a alguns anos no futuro. 
Mostramos também um reflexo deste que foi o maior propulsor do crescimento hu-
mano na destruição do planeta. Como já foi dito, “na natureza nada se cria, nada se perde, 
tudo se transforma”, o petróleo após sua queima em diversos produtos ele volta para a nature-
za, transformado, matando o que sustenta o homem. 
Bem vindos ao mundo do petróleo, aqui descobriremos um pouco do que nos mantém 
vivos e sempre crescendo no mundo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. Objetivo 
 
O objetivo deste trabalho é mostrar toda historia do petróleo e como ele está ligado as 
nossas vidas e o é entender a origem do petróleo relacionando-o com a química, mostrando 
através da química, como ele é formado, do que é constituído, qual finalidade de sua utiliza-
ção. E entender através de suas formulas moleculares, como são feitas as ligações. É impor-
tante que um Engenheiro de produção e outros profissionais relacionados a área do petróleo, 
tenham esse tipo de informação para que possam em um serviço relacionado com petróleo, 
utilizar desse conhecimento para poder realizar um serviço com mais eficiência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. A história 
 
O petróleo era conhecido já na antigüidade, devido a exsudações e afloramentos fre-
qüentes no Oriente Médio. No Antigo Testamento, é mencionado diversas vezes, e estudos 
arqueológicos demonstram que foi utilizado há quase seis mil anos. No início da era cristã, os 
árabes davam ao petróleo fins bélicos e de iluminação. O petróleo de Baku, no Azerbaijão, já 
era produzido em escala comercial, para os padrões da época, quando Marco Polo viajou pelo 
norte da Pérsia, em 1271. 
A moderna indústria petrolífera data de meados do século XIX. Em 1850, na Escócia, 
James Young descobriu que o petróleo podia ser extraído do carvão e xisto betuminoso, e 
criou processos de refinação. Em agosto de 1859 o americano Edwin Laurentine Drake, perfu-
rou o primeiro poço para a procura do petróleo, na Pensilvânia. O poço revelou-se produtor e 
a data passou a ser considerada a do nascimento da moderna indústria petrolífera. A produção 
de óleo cru nos Estados Unidos, de dois mil barris em 1859, aumentou para aproximadamente 
três milhões em 1863, e para dez milhões de barris em 1874. Até o final do século XIX, os 
Estados Unidos dominaram praticamente sozinhos o comércio mundial de petróleo, devido 
em grande parte à atuação do empresário John D. Rockefeller. A supremacia americana só era 
ameaçada, nas últimas décadas do século XIX, pela produção de óleo nas jazidas do Cáucaso, 
exploradas pelo grupo Nobel, com capital russo e sueco. Em 1901 uma área de poucos quilô-
metros quadrados na península de Apsheron, junto ao mar Cáspio, produziu 11,7 milhões de 
toneladas, no mesmo ano em que os Estados Unidos registravam uma produção de 9,5 mi-
lhões de toneladas. O resto do mundo produziu, ao todo, 1,7 milhões de toneladas. 
Outra empresa, a Royal Dutch–Shell Group, de capital anglo–holandês e apoiada pelo 
governo britânico, expandiu-se rapidamente no início do século XX, e passou a controlar a 
maior parte das reservas conhecidas do Oriente Médio. Mais tarde, a empresa passou a inves-
tir na Califórnia e no México, e entrou na Venezuela. Paralelamente, companhias européias 
realizaram intensas pesquisas em todo o Oriente Médio, e a comprovação de que região dis-
punha de cerca de setenta por cento das reservas mundiais provocou reviravolta em todos os 
planos de exploração. 
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A primeira guerra mundial pôs em evidência a importância estratégica do petróleo. Pe-
la primeira vez foi usado o submarino com motor diesel, e o avião surgiu como nova arma. A 
transformação do petróleo em material de guerra e o uso generalizado de seus derivados – era 
a época em que a indústria automobilística começava a ganhar corpo – fizeram com que o 
controle do suprimento se tornasse questão de interesse nacional. O governo americano pas-
sou a incentivar empresas do país a operarem no exterior. 
Os registros históricos da utilização do petróleo remontam a 4000 a.C. Os povos da 
Mesopotâmia, do Egito, da Pérsia e da Judéia já utilizavam o betume para pavimentação de 
estradas, calafetação de grandes construções, aquecimento e iluminação de casas, lubrificação 
e até como laxativo 
4. A Origem 
O petróleo é um combustível fóssil, originado provavelmente de restos de vida aquáti-
ca animal acumulados no fundo de oceanos primitivos e cobertos por sedimentos. O tempo e a 
pressão do sedimento sobre o material depositado no fundo do mar transformaram-no em 
massas homogêneas viscosas de coloração negra, denominadas jazidas de petróleo. 
Os egípcios utilizavam o petróleo como um dos elementos para o embalsamamento de 
seus mortos, além de empregarem o betume na união dos gigantescos blocos de rochas das 
pirâmides. 
No continente americano, os incas e os astecas conheciam o petróleo e, a exemplo da 
Mesopotâmia, o empregavam na pavimentação de estradas. 
Geralmente, o petróleo aproveitado pelas civilizações antigas era aquele que aflorava à 
superfície do solo. Uma das peculiaridades do petróleo é a migração, ou seja, se ele não en-
contrar formações rochosas que, por serem impermeáveis, o prendam, sua movimentação no 
subsolo será constante, com a conseqüente possibilidade de aparecer à superfície. 
A partir de 1920 os transportes terrestres, marítimos e aéreos passaram a consumir 
quantidades cada vez maiores do novo combustível. 
Em 1930 surgiu a indústria petroquímica tendo como base o petróleo, para produzir 
numerosos equipamentos, objetos, produtos, etc. 
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Nessa época, o subproduto indesejável passou a ser a querosene, então pouco utiliza-
do. Apenas com o advento dos aviões a jato, em 1939, esse combustível voltou a ser ampla-
mente consumido. 
Dessa forma, a indústria de refino teve um impulso fenomenal, garantindo o abasteci-
mento de milhares de veículos e o funcionamento dos parques industriais. A gasolina passou a 
ser o principal derivado do petróleo, enquanto ocorria uma ampliação do sistema de estradas, 
exigindo mais asfalto. Em 1938, 30% da energia consumida no mundo provinha do petróleo. 
Mas as duas crises sucessivas do petróleo, em 1973 e 1978, levaram a uma reconside-
ração da política internacional em relação a esse produto, e os países dependentes do petróleo 
intensificaram a busca de fontes de energia alternativas. Microorganismos marinhos (chama-
dos plânctons), na ausência de oxigênio, se transformaram, ao longo de milhões de anos, nos 
constituintes do petróleo (hidrocarbonetos, animais, tioálcoois, etc.). 
Comercialmente, existem dois tipos de petróleo: o leve (com maior proporção de gaso-
lina) e o pesado (com maior proporção de querosene e óleos