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Petroleo e seus derivados

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receber aditivos especiais para melhorar a estabilidade do produto 
ou combater a ação corrosiva dos compostos de vanádio. 
 
6.5.4.4. Características ideais: 
 
*produz combustão mais completa possível; 
*os gases provenientes da combustão não devem apresentar toxidez e nem corrosividade ele-
vada; 
*não produz depósitos inorgânicos nos queimadores; 
*possui alto poder calorífico; 
*escoa facilmente em baixas temperaturas; 
*é de fácil manuseio e transporte seguro. 
 
6.5.4.5. Aplicação: 
 
*equipamentos destinados à geração de energia ou calor (caldeiras, fornos, aquecedores etc.). 
 
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6.5.5. Álcool 
O álcool etílico ou etanol pode ser obtido a partir de vegetais ricos em açúcar, como a 
cana-de-açúcar, a beterraba e as frutas do amido, extrato da mandioca, do arroz e do milho, e 
da celulose extraída da matéria principalmente dos eucaliptos. 
A maior parte do álcool produzido é obtida através da cana-de-açúcar. A mandioca 
também é utilizada em menor escala. 
1 hectare de cana-de-açúcar produz 3.350 litros de álcool 
1 hectare de mandioca produz 2.550 litros de álcool 
1 hectare eucalipto possui em média 20 toneladas, que produz 2.100 litros 
Preparação do solo para o plantio utilizando todas as técnicas e verificação do pH, etc. 
Assim a cana-de-açúcar passa pelas fases de crescimento e maturação. 
O período da safra ocorre de Abril a Dezembro, no frio e seca, a quantidade de açúcar, 
aumenta muito. Caso não ocorra, a própria planta consome o açúcar que produziu, diminuindo 
a quantidade de álcool obtida. Após o corte é transportada a usina, lavada, tirando a sujeira 
mais grossa, é picada e, finalmente moída. 
 A moagem produz um caldo, a garapa e o bagaço, parte sólida, rica em celulose, A 
mistura garapa-residuo é filtrada. Feita a separação, o bagaço é utilizado para cogeração de 
energia, como matéria prima pode ser utilizado na produção de celulose, chapas de aglomera-
do e ração animal; a garapa é aquecida para eliminar a água, formando um líquido viscoso e 
rico em açúcar, o melaço, do qual pode se obter tanto o açúcar como o álcool. 
 
• A obtenção do álcool é através da fermentação, ao acrescentarmos água em um 
pouco de acido melaço. 
Obtemos o produto chamado mosto de fermentação. Os microorganismo, ao alimenta-
rem, produzem enzimas, que aceleram a transformação do açúcar, agem como catalizadores 
da reação que transformam o açúcar em álcool. 
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Esse processo tem duração de 50 horas e o álcool obtido eqüivale a 13% do volume do 
mosto de fabricação. 
Ao final da fermentação, inicia-se a destilação para separar o álcool. 
Destilação: é utilizada para separar misturas, isto significa isolar componentes, separa-
rem-se misturas formadas por sólidos e líquidos ou por vários líquidos. 
Obtenção do álcool etílico: é obtido pela destilação fracionada do mosto fermentado, 
uma operação realizada nas destilarias, obtêm-se frações de composição diferentes sendo uma 
delas constituída de uma mistura de 96% de álcool e 4% de água. Tal mistura chama-se álcool 
960 GL (96 graus Gay-Lussac), o 1000 GL é puro e 00 GL corresponde a água pura. 
O álcool obtido na destilação contém 4% de água 
Para obter álcool puro ou anidro, deve-se retirar a água excedente, o processo utilizado 
consiste em adicionar cal vivo à mistura, reage com água, formando hidróxido de cálcio. 
CaO (óxido de cálcio) + H2O(água ) � Ca (OH)2 (hidróxido de cálcio). 
Como o hidróxido de cálcio não é solúvel em álcool etílico ocorre a formação de uma 
mistura heterogênea. 
Cada litro de álcool obtido na destilação produz cerca de 12 litros de resíduos do mos-
to fermentado e recebe o nome de vinhaça ou (vinhoto) cujo o aproveitamento é utilizado co-
mo fertilizante aumentando a produtividade e sendo útil ao canavial. 
6.5.5.1. Matéria-prima: Cana-de-açúcar 
A cana-de-açúcar se desenvolve formando touceiras, constituídas por partes aéreas 
(colmos e folhas) e outras partes subterrâneas (rizona e raízes). 
As variedades são escolhidas pela produtividade, resistência a doenças e pragas, teor 
sacarose, facilidade de brotação, exigência do solo e período útil de industrialização. 
Para que possa fornecer matéria-prima para a destilaria durante toda a safra, que dura 
em torno de 06 meses, é necessário que a lavoura de cana-de-açúcar, tenha variedades preco-
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ces, média e tardias; isto quer dizer, variedades em que a maturação da cana ocorra no início, 
meio e fim da safra. 
A cana-de-açúcar se desenvolve melhor em solos profundos, argilosos de boa fertili-
dade, com alta capacidade de retenção de água, não sujeitos ao encharcamento, com ph entre 
6.0 e 6.5 normalmente no preparo do solo para o plantio, há necessidade de se fazer uma cala-
gem para que o ph atinja estes valores, e uma adubação baseada na análise do solo e nas exi-
gências nutricionais da cultura. 
Depois da terra arada e gradeada, e feio o sulco de plantio com espaçamento de 1.0 a 
1.35 metros entre a linha. No sulcamento o solo é adubado simultaneamente, no fundo sulco 
os colmos são depositados cortados normalmente e recobertos com terra. As gemas vegetati-
vas que se localizam nos "nós" dos colmos, darão origem a uma nova planta. 
A cana-de-açúcar, uma vez plantada, permanecerá produzindo durante 04 a 05 anos 
consecutivamente, quando então a produtividade diminui muito e é feita reforma do canavial. 
A cana-de-açúcar de 1ºCorte chamamos de "cana planta", a de 2ºCorte "cana soca" e de 
3ºCorte em diante "ressoca". 
O plantio efetuado no período de fevereiro a maio, produzira a cana-de-açúcar de "ano 
e meio" e o efetuado no período de outubro a dezembro, originara a "cana de ano". 
No início de safra a maturação da cana e determinado por: 
A colheita e manual, sendo o canavial queimado para eliminar a palha (folhas secas) 
da cana e assim facilitar o corte, aumentando o rendimento das moendas na indústria. Depois 
de cortada e despontada, a cana-de-açúcar e depositada em montes que abrange sete linhas. 
Estes montes serão colocados em caminhões e carretas por uma carregadeira, os quais 
são transportados à indústria. A cana-de-açúcar deverá ser moída dentro de 72 horas, após o 
corte, após este período existe a infestação de fungos e bactérias prejudiciais à fermentação do 
caldo, que será muito alto, e parte da sacarose estará perdida pela respração do colmo. 
 
 
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6.5.5.2. Funcionamento da Destilaria 
A cana ao chegar à indústria é pesada em balança própria. A seguir é descarregada por 
guinchos, sendo uma parte armazenada para ser moída a noite, quando não há transporte e a 
outra é descarrega diretamente na mesa alimentadora onde também é lavada para ser industri-
alizada. A lavagem é importante, pois a cana vem da lavoura trazendo consigo bastante terra e 
areia, que iriam prejudicar o restante do processo. Lavada a cana, a esteira vai transportá-la 
até o picador, que corta a cana em pedaços e a seguir ao desfibrador, que irá abrir as células 
da cana para facilitar a próxima etapa, que é a extração do caldo. Essa extração é feita nas 
moendas, no total, a cana passa por quatro ternos de moenda para que todo o caldo seja apro-
veitado. Para que isso ocorra é feita, também, uma embebição d’água após a passagem do 1º 
terno. Dessa moagem vai resultar o caldo de cana e o bagaço. Parte será queimado na caldeira, 
que é a unidade produtora de vapor que irá gerar toda energia necessária ao complexo indus-
trial, e uma porcentagem é hidrolizada servindo para ração animal. O outro produto, o caldo, 
passa pelo "cush-cush", que é dotado de uma peneira onde separa o caldo e o bagacilho. Qua-
se todos os açúcares existentes na cana vai estar neste caldo, que é caldo misto e é bombeado 
para os aquecedores entre 90º e 105ºC, seguindo para o decantador, onde ocorre a decantação 
das impurezas nele contidas,