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1 Isadora Lopes 
Prótese Total 
 Tem como objetivo reabilitar o paciente que é edêntulo por completo; 
 Funções do sistema estomatognático que foi alteradas são reestabelecidas; 
 
 O tempo de reabilitação interfere no prognóstico do paciente (quanto maior o 
tempo pior o diagnóstico); 
 Podendo acarretar perda na dimensão ,colapso facial e gerar reabsorção óssea; 
Classificação das Próteses Totais: 
 Mucosuportadas-Suportada pela mucosa (IMPORTANTE!) 
 Dentomucosuportadas 
 Dentosuportadas 
 Implantosurpotadas 
Suporte: 
 Região de mucosa, submucosa e tecido ósseo 
adjacentes; 
 Possui adesão e encaixe na mucosa (processo de 
adesão e coesão); 
 Processo de adesão, coesão, possui auxílio de tensão 
superficial e pressão atmosférica; 
 A saliva auxilia no processo de adesão; 
 O processo de adesão está relacionado ao selamento 
da base da prótese e mucosa; 
•Estrutura ósseas,elementos 
dentários,nervos,músculos,articulações;
•Fonação,mastigação,deglutição;Sistema 
Estomatognático 
•Apresenta alteracões no sistema;
•Lábios finos,rugas,comissura labial para 
baixo,evidenciação do sulco nasogeniano;Disfunção 
estomatognático
 
 
 
 
2 Isadora Lopes 
Abóbadas: 
 Classificados em muito profundo, 
profundidade média e pouco profundo; 
 Muito profundo: Palato profundo (causa 
instabilidade e dificulta na moldagem de forma 
completa); 
 Profundidade média (formato U): favorável, 
possui boa retenção e aderência, favorece na 
moldagem; 
 Pouco profundo (rasa ou lisa): Palato raso, aberto, 
desfavorável pois possui pouca retenção, necessita de 
medidas alternativas para a melhoria da retenção; 
Forma da Arcada: 
 
 Pode ser quadrado, triangular ou ovoide; 
 Quando há o acréscimo dos dentes devemos 
levar em consideração o formato da arcada do 
paciente para a montagem dos dentes na prótese; 
 
 
 
Formato do Rebordo: 
 Classificado em U, V ou retentivo; 
 U: Possui boa largura, boa altura (quase 
paralelo), sua base toca todo no rebordo; 
 V: Possui boa altura, mas é desfavorável na 
largura; 
 Retentivo: Instável sendo desfavorável, 
possui reabsorção na palatina e palato; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 Isadora Lopes 
Estruturas Anatômicas (Maxila): 
 
 Fóveas palatinas: Depressões localizadas 
posteriormente no palato; 
 Serve como guia, margem posterior da prótese 
(limite); 
 Localiza-se a linha vibratória; 
 Possui instabilidade por ser zona móvel; 
 Local onde divide a zona estacionária da zona 
móvel; 
 
 Rugosidades Palatinas: Região anterior do palato; 
 Área que possui estresse e carga; 
 Deve-se realizar alívios para que não haja traumas 
futuros; 
 Possui função secundária; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Papila Incisiva: Localizado na região anterior; 
 Após a ocorrência de reabsorção, a região fica mais 
evidente; 
 Há um desconforto pois a prótese comprime a papila 
incisiva; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 Isadora Lopes 
 Fundo de Vestíbulo: Possui um sulco 
vestíbulo labial ou lingual na região anterior; 
 Presença de bucal ou vestibular na região 
posterior; 
 Possui bridas e inserções que ao efetuar a 
abertura e o fechamento da boca, ocorre o 
estiramento do ligamento fazendo com que os 
mesmos fique evidente; 
 Realiza-se alívios nessas áreas; 
 
 
 
 Freio Labial Superior: Móvel; 
 Necessita-se realizar alívios nas áreas de 
freio para que ocorra o encaixe efetivo da prótese 
e não cause incomodo ao paciente; 
 
 
 
 
 
 Tuberosidade Palatina: Localizado na região 
posterior; 
 Possui estabilidade e retenção; 
 Ponto de referência até onde a prótese vai ser 
confeccionada; 
 Responsável pela demarcação da zona 
estacionária; 
 Local onde ocorre o estiramento do 
ligamento pterigomaxilar 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 Isadora Lopes 
 
Estruturas Anatômicas (Mandibulares): 
 Papila Piriforme: Localizado na região posterior da 
mandíbula; 
 Coxi fibroso; 
 Responsável pela demarcação do limite da base da 
prótese e da moldeira; 
 Presença do ligamento pterigomandibular; 
 
 
 
 
 Fundo de Vestíbulo Lingual: Localizado na 
mandíbula; 
 Possui bridas e inserções; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Isadora Lopes 
 Freio Lingual:Necessita-se realizar 
alívios na área de freio para que ocorra o 
encaixe efetivo da prótese e não cause 
incomodo ao paciente; 
 Móvel e poderia causar desconforto 
com a prótese localizada nessa região; 
 
 
 
 
 Crista do Rebordo Alveolar: Localizado 
anteriormente na mandíbula; 
 Possui tecido fibroso esponjoso; 
 Sofre deformidade com facilidade durante a 
moldagem; 
 
 
 
 
 Flange Sublingual: Encontro das 
musculaturas milohioideo com as glândulas 
sublinguais; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 Isadora Lopes 
Reabsorção do Rebordo Alveolar: 
 A reabsorção é mais evidente no 
sentido vestibular e lingual, do que em altura 
apresentando um aspecto de ponta de faca; 
 Possui reabsorção intensa se não 
houver tratamento efetivo; 
 Obs: É importante evitar a 
compressão do feixe nervoso que poderia 
causar um adormecimento e anestesia do lábio 
inferior; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Zona Estacionária: Refere-se a região posterior da Tuberosidade palatina e linha 
vibratória; 
 Zona de Selado Periférico: Refere-se a região mais anterior e mais posterior da 
maxila e mandíbula; 
 Zona Principal de Suporte: Refere-se a região que dá estabilidade para a prótese, 
sendo a região posterior a Tuberosidade, interna a Abóbada palatina; 
 Zona Secundária: Refere-se a região que auxilia na estabilidade; 
 Zona de Alívio: Refere-se a áreas que possui estresse que deve-se realizar alívio 
para que o paciente não sinta desconforto com a utilização da prótese. 
 
 
 
 
8 Isadora Lopes 
Moldagem Anatômica: 
 Objetivo: Auxilia na confecção do modelo anatômico; 
 Onde a partir do mesmo irá ser delimitado a área chapeável, áreas de alívios que 
servirá para a confecção da moldeira individual. 
 Moldeira Individual: Essencial para realizar a reprodução anatômica individual 
do paciente, a fim de obter o modelo funcional para a confecção da base acrílica 
da prótese; 
 Função da Moldeira Individual: Reprodução anatômica individual do paciente, 
melhorando a adaptação da base na boca do paciente respeitando a anatomia e 
realizando a limitação da área chapeável posteriormente um vedamento periférico 
efetivo. 
 Materiais utilizados para realizar a moldagem anatômica: 
 Moldeira para desdentado; 
 Hidrocolóides irreversíveis (Alginato); 
 Cera utilidade; 
 Grau de borracha; 
 Espátula para alginato; 
 Medidor de pó e água; 
 Gesso pedra tipo III.; 
 Materiais utilizados para realizar a confecção da moldeira individual: 
 Selante acrílico; 
 Pincel; 
 Pote paladon; 
 Resina acrílica pó e líquido; 
 Água; 
 Vaselina; 
 2 placas de vidro; 
 2 moedas; 
 Espátula 07; 
 Espátula le cron; 
 Pote dappen; 
 Kit de acabamento e polimento; 
 Para a confecção da moldeira devemos: 
I. Realizar a moldagem para a obtenção do modelo individual. 
II. Fazer a delimitação das áreas de alívio (área chapeável). 
III. Realizar a obtenção da moldeira individual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 Isadora Lopes 
Passo a passo da Moldagem Anatômica: 
I. Seleção da Moldeira de Estoque:Deve possuir a bacia mais rasa e o cabo 
biangulado,havendo o posicionamento correto sobre o rebordo sem deformar as 
inserções musculares.É realizada de acordo com a largura da porção mais 
posterior; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Maxila: Tuberosidade da maxila; 
 Mandíbula: Cristas do rebordo; 
 
 Na realização da moldagem utilizamos as moldeiras perfuradas para melhor 
fixação do material; 
 Em casos de utilização de moldeiras não perfuradas devemos utilizar sistema 
adesivo para a adesão do material na moldeira sendo dificultoso a obtenção do 
modelo; 
II. Colocação da cera utilidade na moldeira:Realiza-se a colocação da cera utilidade 
em volta da borda (periferia) da moldeira, para que durante a realização da 
moldagem não cause incomodo no paciente. 
 Dique na região posterior: para evitar o escoamento do material para a porção 
posterior 
 Guia na região central: para determinar um stop na região central, a fim de 
evitar um aprofundamento excessivo; 
 
 
 
 
 
III. Manipulação do Hidrocolóide Irreversível (alginato):Utiliza-se para a 
manipulação do hidrocolóide grau de borracha, espátula para alginato utiliza-se 3 
medidas de pó para 3 de água; 
IV. Realização da Moldagem no paciente; 
 
 
 
 
 
10 Isadora Lopes 
 Técnica de Moldagem: 
 Boca semi-aberta; 
 Introdução com giro da moldeira; 
 Centralização de acordo com a linha média; 
 Aprofundamento, afastar a musculatura – maxila: de posterior para 
anterior; 
 Sem movimentar a moldeira, traciona-se a musculatura em direção à 
moldeira; 
 Em caso de moldagem de mandíbula, solicitar ao paciente que coloque a 
língua em direção ao palato; 
 Aguarda-se a geleificação; 
 Remoção, com movimento de posterior para anterior; 
 Crítica do molde; 
 Lavar em água corrente e borrifar solução de hipoclorito de sódio; 
 Obs: Fundo de vestíbulo é a região de maior interesse e a mais difícil de ser moldada. 
 
 
 
 
 
 
 
V. Vazamento do Modelo: Após a confecção da moldagem, realizamos o vazamento 
do modelo. 
 O vazamento do superior ocorre de forma normal; 
 Antes do vazamento de gesso do molde inferior, confeccionar a “língua”, 
a fim de se obter um molde na forma superior; 
 Acrescentar gesso especial tipo IV para a base do modelo ,realiza-se as 
retenções para posteriormente serem preenchidos com Gesso Pedra tipo 
III; 
 Os moldes são então preenchidos com gesso pedra, depositando-o em uma 
única área, com o auxilio de um vibrador, deixar escorrer para o restante 
do molde; 
 Fazer um volume lateral e alto de gesso o suficiente 
para poder recortar; 
VI. Realizar o recorte do modelo para a finalização do Modelo 
Anatômico: 
 Separar molde modelo antes do ressecamento do 
alginato; 
 Não inverter o molde para baixo; 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 Isadora Lopes 
VII. Delimitação da área chapeável: 
 
 
 Traçado da área chapeável da maxila: Selado periférico (contorna bridas e 
inserções),delimitação da borda da moldeira 2mm aquém da linha anterior. 
Moldagem do Selado Periférico: 
 Proporcionar uma relação entre a borda da moldeira com o fundo de vestíbulo, 
impedindo a passagem de ar entre a base da prótese e a mucosa. 
 
 
Passo a Passo da Moldeira Funcional: 
I. Modelo Anatômico-Área Chapeável: 
 Maxila: Estruturas Anatômicas 
 Freio labial; 
 Inserção do músculo orbicular do lábio; 
 Fundo de sulco bucal; 
 Tuberosidade da maxila; 
 Processo amular; 
 Feio lateral. 
 Mandíbula: Estruturas Anatômicas 
 Trigono retromular OU Papila piriforme 
 Linha obliqua externa 
 Linha milaioidea 
 Tubérculo ósseo 
 Tubérculo geniano 
 Sulco lingual 
 Freio labial 
 
 
 
 
12 Isadora Lopes 
II. Realizar áreas de alívio: Utiliza-se a cera utilidade plastificada para delimitar as 
áreas de alívio; 
 Maxila: Áreas de alívio 
 Papila incisiva ; 
 Rugosidade palatina; 
 Rafe palatina ; 
 Freio labial; 
 Perto do tuber maxila.; 
 Mandíbula: Áreas de alívio 
 Processo alveolar na região anterior; 
 Papila piriforme ; 
 
III. Confecção da Moldeira: 
 Passar isolante de resina acrílica em todo 
modelo anatômico; 
 Manipulação da resina acrílica, Pó + 
monômero no pote paledon; 
 Medidas: Pó - 2 a 3 medidas de pote 
dappen, líquido – 1 a ½ de resina líquida 
de pote dappen (Resina acrílica 
autopolimerizável). 
 Preparo: Coloca-se primeiro a medida de 
pó no pote paladon e em seguida o 
líquido, utilizar a espátula para a 
manipulação posteriormente aguardar 
que a resina entre em fase plástica. 
Vaselina-se a luva e as placas de vidro para depositar a resina para a 
confecção do lençol, quando estiver atingido a fase borrachóide 
confeccione uma bolinha de resina e coloca-se entre as placas de vidro até 
forma um lençol, depois realiza-se a retirada e a colocação do lençol no 
modelo anatômico. Durante a modelagem do lençol umidifica-se o dedo 
na resina líquida para auxiliar na modelação retirando o excesso com a 
lecron. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 Isadora Lopes 
IV. Confecção do cabo da Moldeira: 
 Maxila: apenas um cabinho bem na anterior; 
 Mandíbula: 3 cabinhos; 
 
 
V. Acabamento e polimento da Moldeira: Realiza-se o acabamento utilizando o kit 
de polimento e acabamento, o acabemento utiliza as brocas maxicut e micut para 
realizar os alívios das bridas e inserções, freios e posteriormente o polimento das 
estruturas.

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