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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO 
TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA 
 
 
 
 
CURSO TÉCNICO EM 
ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
RECURSOS 
PATRIMONIAIS 
 
Prof. André Moraes 
 
 
 
 
Recursos Patrimoniais Prof. André Moraes 
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I - Recursos Patrimoniais 
 
1. Introdução 
 
Os recursos patrimoniais constituem os elementos primordiais para uma organização poder operar, 
produzir produtos e serviços que irão atender às demandas de marcados. Portanto, são de suma 
importância uma perfeita adequação e manutenção dos bens patrimoniais para o sucesso da organização. 
As organizações, em face de suas complexidades e seu tamanho, transacionam constantemente seus 
recursos patrimoniais, ora adquirindo, ora vendendo, ou trocando-os, sempre com o objetivo maior de 
otimizar os processos e proporcionar maior satisfação, tanto para cliente externo como interno. 
Uma vez implantada uma instalação ou instalado um equipamento, é preciso administrá-lo da 
melhor forma possível, pois são fatores de produção e, portanto, devem contribuir para o resultado 
operacional da empresa. Assim, devemos formular duas perguntas: Eles estão sendo operados de forma 
econômica? Sua manutenção está sendo realizada de acordo com as melhores recomendações? Essas 
perguntas podem ser desdobradas em várias outras, como: Chegou a hora de o equipamento ser substituído 
por outro, isto é, ele já atingiu sua vida econômica? A manutenção preventiva está reduzindo os custos 
decorrentes de quebras e paradas de máquinas? 
Como foi enfatizado, a produção de bens e serviços é obtida por meio de instalações e pessoas. 
Esses dois fatores se desgastam com o uso, necessitando de manutenção sistemática para que continuem 
exercendo suas tarefas cumprindo seus objetivos. A “manutenção” das pessoas é assunto muito mais 
complexo do que a de equipamentos e tem recebido atenção crescente dos administradores. Podemos 
afirmar que todos os programas de incentivo à criatividade, reciclagem, treinamento periódico, atividades 
em grupos, workshops e apoio psicológico são formas de manutenção das pessoas. 
Quanto aos equipamentos, estamos na era da robotização. As maquinarias estão cada vez mais 
complexas, exigindo pessoal altamente especializado para administrar, por exemplo, sofisticados sistemas 
de processamento de informações. Até pouco tempo, numa fábrica, como uma montadora de veículos, 
tínhamos uma média de 1 pessoa na manutenção para 5 a 7 pessoas nos trabalhos diretos. Há previsões de 
que essa relação chegue em 1 para 1, colocando a manutenção de instalações como área vital para as 
empresas. 
 
2. Classificação dos Bens 
 
Os recursos patrimoniais de uma organização compreendem instalações, máquinas, equipamentos e 
veículos que fazem possível sua existência, ou seja, sua operação. São todos os bens necessários para a 
empresa operar, criar valor e proporcionar satisfação ao cliente. Os bens patrimoniais não são adquiridos 
todos de uma só vez, mas durante sua existência. 
As organizações, em face de suas complexidades e tamanho, transacionam constantemente seus 
recursos patrimoniais, ora adquirindo, ora vendendo, ou trocando-os. Fator que também interage com as 
necessidades de recursos patrimoniais é o sistema de produto ou serviço que se classificam como 
equipamentos e máquinas, edificações, terrenos, jazidas e intangíveis. 
 
 Equipamentos e máquinas: são as ferramentas, máquinas operatrizes, caldeiras, guindastes, pontes 
rolantes, compressores, dispositivos, veículos, computadores, móveis, etc; 
 
 Edificações: são prédios, galpões, escritórios, almoxarifados, garagens, etc; 
 
 Terrenos: compreende o local onde estão as instalações, suas áreas livres e terrenos vazios que 
pertençam à empresa; 
 
 Jazidas: são as localizações onde a empresa tem direitos, poder ou autorização de extração de produtos 
minerais; 
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 Intangíveis: são os recursos que não podemos tocar, não tem corpo ou forma física; são as patentes, 
projetos, direitos autorais e marcas. 
 
Os recursos patrimoniais, também, são divididos em móveis e imóveis. 
 
 Móveis são aqueles que podem ser movimentados, deslocados de posição sem que percam sua 
constituição física (máquinas, veículos, móveis, etc). 
 
 Imóveis são aqueles que, se forem movidos ou deslocados do local, perdem sua forma física, ou não 
podem ser deslocados (prédios, pontes, terrenos e jazidas). 
 
Nas empresas agropecuárias temos recursos denominados semoventes, constituídos pelos animais 
e plantações que formam o elemento a ser transformado em produtos finais para o mercado (gado, 
caprinos, suínos, aves, peixes pássaros, cana de açúcar, café, etc). 
Os recursos patrimoniais, na análise contábil da empresa, fazem parte dos ativos imobilizados. 
 
3. Classificação e Codificação de Materiais e Bens 
 
Com o aumento considerável dos materiais utilizados nas empresas e as exigências dos 
consumidores de novos produtos, tornou-se necessária a criação de uma linguagem única que permitisse 
identificar, de forma inequívoca, cada item de material. Essa linguagem envolve uma classificação e uma 
codificação dos diversos materiais. 
Nada adiantaria criarmos um sistema de classificação de materiais se não acoplássemos a ele um 
sistema de codificação. Da necessidade de implantar um sistema de identificação, nasceu a classificação de 
materiais que tem por objetivo agrupa-los segundo determinados critérios como: forma, dimensões, peso, 
tipo, uso, etc. Com base na classificação, é possível elaborar uma catalogação de todos os materiais 
utilizados nas empresas, criando por conseqüência uma especificação e uma padronização que vão 
simplificar os controles, facilitar os procedimentos de armazenagem e de operação de um armazém. 
A classificação de materiais tem por objetivo estabelecer um processo de identificação, 
codificação, cadastramento e catalogação dos materiais de uma empresa. A primeira fase da classificação é 
a identificação que consiste na análise e no registro dos principais dados que caracterizam e individualizam 
cada item de material em particular. Sua finalidade é identificar, a partir de uma especificação bem 
estruturada, cada item da empresa. A identificação é construída a partir de um processo descritivo que 
objetiva, seguindo regras específicas, atribuir uma nomenclatura padronizada para todos os materiais. 
Na composição da nomenclatura são determinados: nome básico do material, nome modificador 
(que é sua denominação complementar), as características físicas de cada material, a aplicação (onde o 
material é utilizado), a embalagem (apresentação do invólucro, por exemplo: tinta em galões ou em baldes 
etc) e as referências comerciais que contêm o nome ou o código de referência de cada fabricante. 
Após a identificação de cada material, passamos à fase da codificação que consiste em atribuir uma 
série de números ou letras para cada material, de tal forma que esse conjunto numérico ou alfanumérico 
possa representar, por meio de um único símbolo, as características de cada material em particular. 
Existem três sistemas de codificação de materiais utilizados com maior freqüência: 
 
 Sistema alfabético: constituído unicamente por conjunto de letras, em sua maioria estruturadas de 
forma mnemônica mediante associação das letras que permite identificar cada material. 
 
 Sistema alfanumérico: é um método de codificação que mescla números e letras para representar cada 
material. Esse sistema de codificação é muito utilizado na indústria de autopeças, por exemplo. 
 
 Sistema numérico: consiste em atribuir uma composição lógica de números para identificar cada 
material. 
 
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Exemplo de um sistema numérico: 
 
 Grupo 
 Subgrupo 
 Item 
 Número de identificação 
 
 
 
 
 
4. Cadastramento de Materiais 
 
Após a codificação dos materiais, é necessário fazer o seu cadastro cujo objetivo é o registro do 
item com todas as suas características em um sistema em banco de dados. Uma vez que os dados de cada 
item de material são inseridos no sistema, o catálogo vai se formando e, se o sistema for acessado por 
todos os usuários, o catálogo também vai estar disponível para consultas pelos interessados. 
Esse cadastro envolve, em termos gerais, três operações básicas: 
 
a) a inclusão de um item de material no cadastro de materiais; 
b) eventuais alterações quando algum item de material tem algumas de suas características 
modificadas; e 
c) a exclusão, quando um item de material não faz mais parte dos materiais utilizados na empresa. 
 
5. Código de Barras 
 
A codificação de materiais tomou um grande impulso com a introdução de novas tecnologias que 
permitiram o reconhecimento ótico de caracteres, em substituição à digitação de código dos itens. Para 
termos uma idéia do volume de transações envolvidas, um supermercado realiza em média 250.000 
digitações por dia, isto é, para cada código ou operação realizada envolve a digitação de vários números, o 
que demandava um grande volume de pessoas para realizar esse trabalho, com grande possibilidade de 
cometerem erros de digitação. 
Em um primeiro estágio, duas tecnologias passaram a ser estudadas para serem introduzidos nas 
operações de movimentação de grandes volumes de dados que eram digitados em terminais dominados 
data entry que alimentavam os sistemas computacionais. 
 
 Código magnético: em que as informações de cada item ou operação são armazenadas em um material 
magnético, tal qual uma tinta especial. Esse processo requer um contato físico entre o leitor e o código 
e apresenta imunidade contra fraudes. Como necessita de um material especial à base de óxido de 
ferrite (magnetizável) nas embalagens, tornou-se muito caro. Essa Tecnologia teve aplicação em 
algumas atividades: bilhete do Metrô e cartões magnéticos (bancos, cartões de crédito etc.). 
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Atualmente os cartões de crédito receberam uma nova tecnologia com a introdução de um chip que dá 
maior segurança contra fraudes. 
 
 Código de barras: neste sistema, as informações são gravadas oticamente em materiais e com tintas 
variadas e hoje está sendo largamente utilizado. 
 
 
O código de barras veio revolucionar e simplificar as operações. Entre as vantagens da sua 
utilização, podemos citar: 
 
 Fácil utilização. 
 Grande capacidade de captura dos dados via reconhecimento ótico das barras. 
 Baixo custo operacional. 
 Implantação relativamente simples. 
 Uso de equipamentos compactos na leitura dos dados. 
 
No Brasil, a introdução e o gerenciamento do uso e da aplicação de códigos de barras têm a 
supervisão da EAN Brasil – Associação Brasileira de Automação Comercial, criada pelo Decreto 
90.095/84 e Portaria 143 do Ministério de Indústria e Comércio. No elenco de código de barra, cada uma 
das modalidades existentes tem aplicações específicas. O Brasil, em face do citado decreto, passou a 
adotar o sistema EAN (Europe Article Number). 
 
 A estrutura de codificação, por sua vez, tem uma configuração como a apresentada abaixo. 
 
 
 O dígito verificador tem por finalidade verificar se a leitura dos números representados por barras 
verticais está correta. Para isso, ele é calculado a partir de um conjunto de operações matemáticas 
realizadas com os números representados pelas barras, que identificam o prefixo, a empresa e o produto 
propriamente dito. O resultado final dos cálculos é um número que é comparado ao dígito verificador. 
Caso a comparação não resulte em sucesso, ou seja, o dígito verificador não for igual ao resultado das 
operações matemáticas realizadas com os demais números, o leitor de código de barras rejeita a sua leitura. 
Ë por essa razão que, muitas vezes na saída de um supermercado, o operador do caixa, após algumas 
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tentativas frustradas de leitura do código de barras de um produto que adquirimos, digita todos os números 
encontrados logo abaixo do código de barras. 
 
 As configurações dos códigos de barras mais utilizados são: 
 
 EAN – 8: é um código de barras utilizado nas embalagens que possuem pouco espaço para a inserção 
de um código de barras com um número maior de dígitos. Sua estrutura envolve: 
 
 
 
 EAN – 13: é um código de trezes dígitos e tem uma estrutura bastante semelhante com a estrutura do 
código EAN – 8. O número de dígitos a mais (5) destina-se à inclusão do código da empresa fornecido 
pela EAN Brasil. Sua estrutura envolve: 
 
 
 
 EAN – 14: esse código se destina à identificação da embalagem de comercialização do produto. É uma 
estrutura que migrou do código EAN – 13 que inclui um dígito que identifica a quantidade de produto 
ou a quantidade de embalagens. Em alguns casos, esse dígito adicional é denominado variante 
logística. 
 
 
 EAN / UCC – 128: é um código de barras projetado para conter um maior número de informações 
sobre os produtos. Esse código permite incluir dados adicionais tais como: data de fabricação, data de 
validade etc., informações importantes especialmente no caso de uso em produtos perecíveis. 
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 A leitura dos códigos de barras é realizada por equipamentos denominados scanner, pistolas laser e 
canetas ópticas. Para que a leitura seja efetuada, basta que posicionemos o código de barras na altura 
especificada para que o equipamento faça a leitura. Atualmente, a tecnologia de scanner permitiu a 
fabricação de equipamentos altamente sensíveis que permitem a leitura em situações bastante adversas em 
relação aos modelos de equipamentos existentes anteriormente. 
 
 
 As aplicações do código de barras são inúmeras. Além do grande avanço na sua utilização nas 
embalagens industriais e comerciais, promoveu uma sensível melhora na produtividade, no manuseio e no 
despacho de cargas e serviço de atendimento a cientes, como é o caso de uma loja de departamento ou 
mesmo um supermercado. Essa tecnologia de código de barras teve sua aplicação estendidas para controle 
de pacientes em hospitais, como vem sendo utilizada pelo Hospital Albert Einstein, para o controle da 
utilização de medicamentos e prescrições médicas para os pacientes com auxílio de um palm (equipamento 
semelhante a uma agenda) que tem a capacidade de leitura ótica dos códigos de barras existente em uma 
pulseira colocada m cada paciente. 
 
 
 
 Com a automação dos processos de despacho de cargas unificadas, a utilização do código de barras 
veio criar sistemas bem mais eficientes que permitem separar a carga por cliente, em função do código de 
barras fixado na embalagem. 
 
 
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6. Identificação por Radiofreqüência 
 
 A tecnologia não parou no código de barras. A identificação por radiofreqüência é uma tecnologia 
mais recente que vem sendo expandida na coleta automática de dados. 
 A operação de um sistema de identificação por radiofreqüência requer um conjunto de 
equipamentos: etiquetas, também chamadas de transporder ou RF-TAG, antenas que utilizam as ondas de 
radiofreqüência para a leitura das etiquetase os chamados controladores que são os responsáveis pela 
decodificação das informações existentes na RF-TAG. 
 As etiquetas têm uma enorme variedade de tamanho, capacidade de armazenamento de dados, vida 
útil e aplicações. Por exemplo, no rastreamento do gado bovino é utilizado um tipo de etiqueta que é 
fixada internamente no animal; outras são encapsuladas para se tornarem imunes a ambientes mais hostis, 
como indústrias químicas. 
 Essa tecnologia ainda é muito cara: uma etiqueta eletrônica custa hoje entre US$ 1 e US$ 2, 
embora existam etiquetas de até 10 centavos de dólar; porém, não são regráveis. O sistema de leitura custa 
US$ 2 mil e US$ 3 mil por conjunto instalado. 
 Uma etiqueta é capaz de armazenar um volume mínimo de dados que pode ser coletado por antenas 
instaladas na retaguarda e na frente dos caixas dos supermercados, possibilitando que o comprador não 
necessite retirar os produtos adquiridos de dentro do carrinho de compras na hora de passar no caixa, pois 
a antena instalada na proximidade do caixa vai “ler” as etiquetas, e o sistema vai permitir que todos os 
produtos sejam precificados. Além disso, esse sistema também permitirá uma reposição mais rápida dos 
produtos nas gôndolas que hoje demoram em média duas ou três horas. Com a etiqueta, assim que passar 
no caixa, a retaguarda da loja vai saber que precisa repô-lo. 
 Ainda hoje, 30 anos depois de ter sido criada a tecnologia do código de barras, existem inúmeras 
empresas que não utilizam. O uso da tecnologia de RFID deverá ser lento e gradual, principalmente porque 
existem muitos produtos que dificilmente usarão a etiqueta eletrônica, pois seu custo, por menor que seja, 
inviabilizará a adoção da nova tecnologia. 
 
 
7. Depreciação 
 
A depreciação de um bem é a perda de seu valor, decorrente do uso, deterioração ou obsolescência 
tecnológica. A forma de calcular essa perda define o critério de depreciação do bem. Como critério de 
avaliação e a vida do bem impactam no resultado operacional da empresa, ambos são regulados pela 
Receita Federal, por meio de Instruções Normativas, como mostrado abaixo. 
 
 
 
Vida Útil de Alguns Grupos de Bens 
Espécie do Bem Vida útil (anos) Taxa anual 
Bibliotecas 10 10% 
Britadores 5 20% 
Caminhão fora de estrada 4 25% 
Correias de transmissão 2 50% 
Edifícios 25 4% 
Escavadeiras 4 25% 
Instalações elétricas 5 20% 
Móveis e utensílios em geral 10 10% 
Veículos em geral 5 20% 
 
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O critério de depreciação utilizado e aceito pelos órgãos da Receita Federal é o linear, ou da linha 
reta, pelo qual se depreciam partes iguais durante toda vida útil do bem. Outro critério é o da soma dos 
dígitos, muito freqüente nos exercícios acadêmicos. 
As empresas poderão utilizar cota de depreciação diferente da fixada, desde que comprovem sua 
adequação ao tempo e vida útil do bem, de acordo com a finalidade e condições de utilização, mediante 
laudo pericial de órgão competente. 
Podem ser aprovados mediante pedidos aos órgãos de incentivos à produção critérios de 
depreciação acelerada, como para casos comprovados de grande desgaste do bem por operar em mais de 
um turno de 8 horas por dia. È uma forma de incentivo à implantação, renovação e modernização do 
parque industrial. 
 
7.1 Depreciação linear 
 
É o sistema de depreciação que é aceito pela Receita Federal, ou seja, aquele que o bem é 
depreciado em partes iguais durante sua vida útil. 
 
 
 
 
 
 
 
D = depreciação 
P = valor ou custo inicial do Bem 
VR = valor residual 
N = vida útil 
 
7.2 Depreciação pelo Método da Soma dos Dígitos 
 
A depreciação pelo método da soma dos dígitos permite uma depreciação maior no início da vida 
do bem. Para calcular o valor da depreciação por esse método primeiro dividimos o número de períodos 
restantes a depreciar (igual a N – t + 1) pela soma dos dígitos (N (N + 1) / 2). Depois, só precisamos 
multiplicar o resultado pela diferença entre o valor inicial (o preço P ) e o valor residual. Lembrando-se 
que t é o período de referência, a expressão encontrada é: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
D = P – VR 
 N 
Dt = N – t + 1 x (valor inicial – valor residual) 
 N ( N + 1 ) 
 2 
Dt = Nd x (P – VR) 
 S 
 
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8. Vida Econômica dos Recursos Patrimoniais 
 
A vida econômica dos recursos patrimoniais, ou seja, de um bem é o período de tempo 
(geralmente em anos) em que o custo anual equivalente de possuir e de operar o bem é mínimo. Os bens 
como equipamentos e instalações, se desgastam com o uso, necessitando cada vez mais de manutenção. 
Assim, é de se esperar que os custos operacionais aumentem com o passar do tempo. Paralelamente, seu 
valor de venda ou de mercado vai diminuindo. A partir de um instante não é mais interessante manter o 
bem, é quando ele atingiu a sua vida econômica. 
A vida útil de um bem é o período de tempo em que o bem consegue exercer as funções que dele 
se espera. A vida útil depende de como o bem é utilizado e mantido. 
 
9. Administração Patrimonial no Setor Público 
 
 No setor público a classificação é feita de acordo com o tempo de duração que, conforme esse 
critério, o material pode ser classificado como material de consumo ou permanente. 
 
a) Material de consumo: é aquele que, em razão de seu uso corrente, perde normalmente sua 
identidade física e/ou tem sua utilização limitada a dois anos. 
 
b) Material permanente: é aquele que, em razão de seu uso corrente, não perde sua identidade física, 
mesmo quando incorporado a outro bem, e/ou apresenta uma durabilidade superior a dois anos. 
 
9.1 Material Permanente 
 
 A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, através do artigo 3° da Portaria n° 
448/2002, apresenta cinco condições excludentes para a classificação de um bem como permanente. De 
acordo com essa norma, é material de consumo aquele que se enquadras em um ou mais dos seguintes 
quesitos: 
 
Art. 3° - Na classificação da despesa serão adotados os seguintes parâmetros excludentes, 
tomados em conjunto, para a identificação do material permanente: 
 
I – Durabilidade, quando o material em uso normal perde ou tem reduzidas as suas 
condições de funcionamento, no prazo máximo de dois anos; 
II – Fragilidade, cuja estrutura esteja sujeita à modificação, por ser quebradiço ou 
deformável, caracterizando-se pela irrecuperabilidade e/ou perda de sua identidade; 
III – Perecibilidade, quando sujeito quando sujeito a modificações (químicas ou físicas) ou 
que se deteriora ou sua característica normal de uso; 
IV – Incorporabilidade,quando destinado à incorporação a outro bem, não podendo ser 
retirado sem prejuízo das características do principal; e 
V – Transformabilidade, quando adquirido para fim de transformação. 
 
No controle patrimonial de bens móveis pode ser administrados em três momentos: a entrada na 
organização, as movimentações internas e a saída final do bem, conforme tabela a seguir: 
 
 
 
 
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OPERAÇÃO ATIVIDADE MEDIDA ADMINSTRATIVA 
 
Entrada 
Recebimento 
 
Tombamento 
Registro 
 
Movimentações internas 
 
Guarda e Conservação 
Transferência 
Movimentação 
Saída Desfazimento Alienação (baixa de bens) 
 
A entrada de um bem patrimonial, após sua aquisição, dá-se através dos almoxarifados. Neste 
momento, várias são as tarefas que devam ser executadas: 
 
 Verificação se o material entregue corresponde à descrição da nota fiscal; Verificação se o material entregue corresponde à descrição da nota de empenho; 
 No caso de as verificações dos itens anteriores ocorrerem sem maiores problemas, atesta-se a nota 
fiscal; 
 Incorporação do material permanente ao patrimônio da organização, ou seja, faz-se o tombamento do 
material. 
Tombamento: é o procedimento de identificação de um bem, efetuado na sua 
incorporação ao patrimônio de uma organização. Por ocasião do tombamento, 
cadastram-se, em um banco de dados, informações essenciais do bem (características 
físicas, valor de aquisição, etc). O bem recebe um número patrimonial, pelo qual é 
identificado, e uma plaqueta contendo este número de registro é afixada no bem, 
quando possível. 
 
 
 
 
 
 A regra geral é de todos os materiais permanentes serem tombados, implicando-se assim, maior 
possibilidade de controle, mediante a distribuição da carga patrimonial e de inventários. 
 No entanto, apesar de um material permanente ser tombado, isso não o impede de ser alienado ou 
ter sua destinação alterada. A alienação (ou desfazimento de um bem), que sempre é subordinada ao 
interesse público e a prévia avaliação do bem, pode se dar por doação, venda, ou permuta tanto para bens 
móveis quanto para bens imóveis, conforme o artigo 17 da Lei 8.666/93. A alteração de destino 
usualmente é efetuada mediante um documento interno do órgão, transferindo a responsabilidade pela 
guarda de bem (geralmente este documento é chamado de Guia de Transferência de Material). 
Há bens patrimoniais móveis cujas características físicas impossibilitam a fixação de plaquetas. 
Seria o caso, por exemplo, de celulares e de ferramentas. Caso as características físicas de um material 
impossibilitem a fixação da plaqueta, procede-se ao tombamento, registrando-se o número patrimonial em 
um controle à parte. 
Segundo a Instrução Normativa n° 205/88 da Secretaria de Administração Pública da Presidência 
da República – SEDAP, existem mais de um modo de aposição de registro patrimonial: 
 
“... 7.13. Para efeito de identificação e inventário, os equipamentos e materiais 
permanentes receberão números seqüenciais de registro patrimonial. 
 
7.13.1. O número de registro patrimonial deverá ser aposto ao material, mediante 
gravação, fixação de plaquetas ou etiqueta apropriada. 
 
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7.13.2. Para material bibliográfico, o número de registro patrimonial poderá ser 
aposto mediante carimbo. 
 
9.2 Baixa Patrimonial 
 
A baixa de um bem é a retirada contábil do acervo patrimonial de uma organização, ou seja, 
quando um bem é baixado, ele deixa de fazer parte do ativo imobilizado da organização. 
A baixa patrimonial pode ocorrer pelas seguintes formas: 
 
a) Alienação – venda, permuta ou doação nas formas de Lei n° 8.666/93. 
b) Comodato – espécie de empréstimo de bens patrimoniais, por tempo pré-determinado. 
c) Extravio / perda / sinistro 
 
9.3 Classificação dos materiais inservíveis 
 
Os materiais considerados genericamente inservíveis, para a repartição, órgão ou entidade que 
detém sua posse ou propriedade, devem ser classificados como: 
 
a) Ocioso – quando, embora em perfeitas condições de uso, não estiver sendo aproveitado. 
b) Recuperável – quando sua recuperação for possível e orçar, no âmbito, a 50% de seu valor de 
mercado. 
c) Antieconômico – quando sua manutenção for onerosa, ou seu rendimento precário, em virtude 
de uso prolongado, desgaste prematuro ou obsoletismo. 
d) Irrecuperável – quando não mais puder ser utilizado para fim a que se destina devido a perda 
de suas características ou em razão da inviabilidade econômica de sua recuperação. 
9.4 Bens imóveis 
 
 Os bens imobiliários estatais, independentemente de sua titularidade (federal, estadual, distrital ou 
municipal), podem ser classificados em três categorias, de acordo com sua destinação: 
 
a) Bens de uso comum do povo – podem ser utilizados por todos os indivíduos, em igualdade de 
condições, sem necessidade de consentimento individualizado por parte do Poder público. Ex.: 
praças, ruas, praias. 
b) Bens de uso especial – também chamados de patrimônios indisponíveis, empregados na 
execução dos serviços públicos em geral. Ex.: edifícios nos quais são situadas as repartições 
públicas, veículos oficiais, aeroportos, universidades públicas. 
c) Bens dominicais – constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como 
objeto de direito pessoal ou real de cada dessas entidades. São bens que não possuem 
destinação pública definida, mas que podem ser destinados pelo Estado para gerar renda. Ex.: 
terrenos da marinha, prédios públicos desativados, etc. 
 
Referências Bibliográficas 
 
 Gonçalves, Paulo Sérgio, 2004, Administração de Materiais, 1ª ed, Elsevier. 
 Martins, Petrônio Garcia, 2003, Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais, 1ª ed, 
Saraiva. 
 Pozo, Hamilton, 2002, Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: Uma Abordagem 
Logística, 2ª ed, Atlas.

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