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CÓDIGO PENAL - CONCURSO DE CRIMES
SISTEMAS
Cúmulo material
Concurso material
Concurso formal imperfeito
Concurso material benéfico
Exasperação
Concurso formal perfeito
Crime continuado
Crime continuado qualificado
Concurso material (real)
Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica 
dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas 
privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa 
de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela.
Homogêneo – crimes idênticos
Heterogêneo – crimes não idênticos
§ 1º - Na hipótese deste artigo, quando ao agente tiver sido aplicada pena 
privativa de liberdade, não suspensa, por um dos crimes, para os demais será 
incabível a substituição de que trata o art. 44 deste Código. 
§ 2º - Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos, o condenado 
cumprirá simultaneamente as que forem compatíveis entre si e sucessivamente 
as demais.
Concurso formal (ideal)
Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou 
mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis 
ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um 
sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a 
ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios 
autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.
Homogêneo – crimes idênticos
Heterogêneo – crimes não idênticos
1ª parte = próprio (perfeito) – unidade de desígnio
uma só pena, aumentada
2ª parte = impróprio (imperfeito) – desígnios autônomos
penas somadas
Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do 
art. 69 deste Código.
Concurso material benéfico
Penas somadas
Exasperação - consiste na aplicação da pena do crime mais grave praticado pelo agente, acrescida de uma majoração ( fração) prevista em lei.
Desígnios autônomos - é o propósito de produzir com uma única conduta, mais de um crime
Cúmulo material
Exasperação
Cúmulo material
Exasperação
Crime continuado
Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica 
dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, 
maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser 
havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos 
crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer 
caso, de um sexto a dois terços.
REQUISITOS
1 – Pluralidade de condutas
2 – Crimes da mesma espécie
3 – Semelhantes condições de tempo (conexão temporal)
4 – Semelhantes condições de lugar (conexão espacial)
5 – Semelhanças na maneira de execução (conexão modal)
6 – Outras condições semelhantes
7 – Unidade de desígnios
Súmula 659, STJ (13/09/2023)
A fração de aumento em razão da prática de crime 
continuado deve ser fixada de acordo com o número de 
delitos cometidos, aplicando-se 1/6 pela prática de duas 
infrações, 1/5 para três, 1/4 para quatro, 1/3 para cinco, 1/2 
para seis e 2/3 para sete ou mais infrações.
Distinções
Crime permanente
Crime habitual
Habitualidade criminosa
Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com 
violência ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a 
culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, 
bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos 
crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as 
regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75 deste Código.
Crime continuado específico (“qualificado”)
Multas no concurso de crimes
Art. 72 - No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas distinta e 
integralmente.
Cúmulo material de penas
Erro na execução (ABERRATIO ICTUS)
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de 
execução, o agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia 
ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse 
praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 
3º do art. 20 deste Código. No caso de ser também atingida a 
pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 
70 deste Código.
Reiteração de condutas que configurem crime de mesma espécie
Jurisprudência
Resultado diverso do pretendido (ABERRATIO CRIMINIS)
Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente 
ou erro na execução do crime, sobrevém resultado diverso do 
pretendido, o agente responde por culpa, se o fato é previsto 
como crime culposo; se ocorre também o resultado pretendido, 
aplica-se a regra do art. 70 deste Código.
LIMITE E UNIFICAÇÃO DE PENAS
CONCURSO MATERIAL MODERADO (LIMITADO)
Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84)
Art. 111. Quando houver condenação por mais de um crime, 
no mesmo processo ou em processos distintos, a determinação do 
regime de cumprimento será feita pelo resultado da soma ou 
unificação das penas, observada, quando for o caso, a detração 
ou remição.
Parágrafo único. Sobrevindo condenação no curso da 
execução, somar-se-á a pena ao restante da que está sendo 
cumprida, para determinação do regime.
Limite das penas
Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode 
ser superior a 40 (quarenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
Súmula 715, STF
A pena unificada para atender o limite de 
30 anos de cumprimento, determinado 
pelo art. 75 do CP, não é considerada 
para a concessão de outros benefícios, 
como o livramento condicional ou regime 
mais favorável de execução. (publicação 
em 13/10/2013)
§ 1º Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma 
seja superior a 40 (quarenta) anos, devem elas ser unificadas para atender ao 
limite máximo deste artigo.
§ 2º - Sobrevindo condenação por fato posterior ao início do cumprimento da 
pena, far-se-á nova unificação, desprezando-se, para esse fim, o período de 
pena já cumprido.
EXEMPLO
- Condenação 100 anos = cumprirá 40 anos (unificação)
- Após cumprir 20 anos, novo crime (condenado 50 anos)
- Nova unificação (20 anos restantes + 50 anos = 70 anos)
- Total 70 anos = cumprirá 40 anos (unificação)
- Permanecerá 60 anos cumprindo pena 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm
Não existe limites para a condenação
Existe limites para a execução (40 anos )
Para a aplicação de qualquer beneficio, o juíz sempre usará a pena total
Concurso de infrações
Art. 76 - No concurso de infrações, executar-se-á primeiramente a pena mais 
grave.
CÓDIGO PENAL
DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA
Suspensão Condicional da Pena
X
Suspensão Condicional do Processo
Lei 9.099/95 – Sursis Processual
Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou 
inferior a um ano, abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério 
Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do 
processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja 
sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, 
presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão 
condicional da pena (art. 77 do Código Penal).
§ 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença 
do Juiz, este, recebendo a denúncia, poderá suspender o 
processo, submetendo o acusado a período de prova, sob as 
seguintes condições:
I - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo;
II - proibição de freqüentar determinados lugares;
III - proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem 
autorização do Juiz;
IV - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, 
para informar e justificar suas atividades.
§ 2º O Juiz poderá especificar outras condições a que fica 
subordinada a suspensão, desde que adequadas ao fato e à 
situação pessoal do acusado.
§ 3º A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o 
beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar, 
sem motivo justificado, a reparação do dano.
§ 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser 
processado,sem prévia autorização deste.
§ 2o Poderão ser impostas ao indivíduo sujeito à liberdade vigiada, entre outras
obrigações, as seguintes:
a) não mudar de habitação sem aviso prévio ao juiz, ou à autoridade incumbida da
vigilância;
b) recolher-se cedo à habitação;
c) não trazer consigo armas ofensivas ou instrumentos capazes de ofender;
d) não freqüentar casas de bebidas ou de tavolagem, nem certas reuniões, espetáculos
ou diversões públicas.
§ 3o Será entregue ao indivíduo sujeito à liberdade vigiada uma caderneta, de que
constarão as obrigações impostas.
Art. 768. As obrigações estabelecidas na sentença serão comunicadas à autoridade
policial.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art78%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art78%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art757
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art84%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art82
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art88%C2%A71iii
Art. 769. A vigilância será exercida discretamente, de modo que não prejudique o
indivíduo a ela sujeito.
Art. 770. Mediante representação da autoridade incumbida da vigilância, a requerimento
do Ministério Público ou de ofício, poderá o juiz modificar as normas fixadas ou estabelecer
outras.
Art. 771. Para execução do exílio local, o juiz comunicará sua decisão à autoridade
policial do lugar ou dos lugares onde o exilado está proibido de permanecer ou de residir.
§ 1o O infrator da medida será conduzido à presença do juiz que poderá mantê-lo detido
até proferir decisão.
§ 2o Se for reconhecida a transgressão e imposta, conseqüentemente, a liberdade
vigiada, determinará o juiz que a autoridade policial providencie a fim de que o infrator siga
imediatamente para o lugar de residência por ele escolhido, e oficiará à autoridade policial
desse lugar, observando-se o disposto no art. 768.
Art. 772. A proibição de freqüentar determinados lugares será comunicada pelo juiz à
autoridade policial, que Ihe dará conhecimento de qualquer transgressão.
Art. 773. A medida de fechamento de estabelecimento ou de interdição de associação
será comunicada pelo juiz à autoridade policial, para que a execute.
Art. 774. Nos casos do parágrafo único do art. 83 do Código Penal, ou quando a
transgressão de uma medida de segurança importar a imposição de outra, observar-se-á o
disposto no art. 757, no que for aplicável.
Art. 775. A cessação ou não da periculosidade se verificará ao fim do prazo mínimo de
duração da medida de segurança pelo exame das condições da pessoa a que tiver sido
imposta, observando-se o seguinte:
I - o diretor do estabelecimento de internação ou a autoridade policial incumbida da
vigilância, até um mês antes de expirado o prazo de duração mínima da medida, se não for
inferior a um ano, ou até quinze dias nos outros casos, remeterá ao juiz da execução minucioso
relatório, que o habilite a resolver sobre a cessação ou permanência da medida;
II - se o indivíduo estiver internado em manicômio judiciário ou em casa de custódia e
tratamento, o relatório será acompanhado do laudo de exame pericial feito por dois médicos
designados pelo diretor do estabelecimento;
III - o diretor do estabelecimento de internação ou a autoridade policial deverá, no
relatório, concluir pela conveniência da revogação, ou não, da medida de segurança;
IV - se a medida de segurança for o exílio local ou a proibição de freqüentar determinados
lugares, o juiz, até um mês ou quinze dias antes de expirado o prazo mínimo de duração,
ordenará as diligências necessárias, para verificar se desapareceram as causas da aplicação
da medida;
V - junto aos autos o relatório, ou realizadas as diligências, serão ouvidos sucessivamente
o Ministério Público e o curador ou o defensor, no prazo de três dias para cada um;
VI - o juiz nomeará curador ou defensor ao interessado que o não tiver;
VII - o juiz, de ofício, ou a requerimento de qualquer das partes, poderá determinar novas
diligências, ainda que já expirado o prazo de duração mínima da medida de segurança;
VIII - ouvidas as partes ou realizadas as diligências a que se refere o número anterior o
juiz proferirá a sua decisão, no prazo de três dias.
Art. 776. Nos exames sucessivos a que se referem o § 1º, II, e § 2o do art. 81 do Código
Penal, observar-se-á, no que Ihes for aplicável, o disposto no artigo anterior.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art768
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art83.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art757
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art81%C2%A71ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art81%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art81%C2%A72
Art. 777. Em qualquer tempo, ainda durante o prazo mínimo de duração da medida de
segurança, poderá o tribunal, câmara ou turma, a requerimento do Ministério Público ou do
interessado, seu defensor ou curador, ordenar o exame, para a verificação da cessação da
periculosidade.
§ 1o Designado o relator e ouvido o procurador-geral, se a medida não tiver sido por ele
requerida, o pedido será julgado na primeira sessão.
§ 2o Deferido o pedido, a decisão será imediatamente comunicada ao juiz, que
requisitará, marcando prazo, o relatório e o exame a que se referem os ns. I e II do art. 775 ou
ordenará as diligências mencionadas no no IV do mesmo artigo, prosseguindo de acordo com o
disposto nos outros incisos do citado artigo.
Art. 778. Transitando em julgado a sentença de revogação, o juiz expedirá ordem para a
desinternação, quando se tratar de medida detentiva, ou para que cesse a vigilância ou a
proibição, nos outros casos.
Art. 779. O confisco dos instrumentos e produtos do crime, no caso previsto no art. 100
do Código Penal, será decretado no despacho de arquivamento do inquérito, na sentença de
impronúncia ou na sentença absolutória.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art775
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art775
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art100.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art100.no curso do prazo, por contravenção, ou descumprir 
qualquer outra condição imposta.
§ 5º Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a 
punibilidade.
§ 6º Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do 
processo.
§ 7º Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo, o 
processo prosseguirá em seus ulteriores termos.
Requisitos da suspensão da pena
Art. 77 - A execução da pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois) 
anos, poderá ser suspensa, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos, desde que:
Requisitos
1 – Modalidade da pena: privativa de liberdade;
2 – Limite da pena aplicada: 2 anos;
3 – Impossibilidade de substituição por PRD;
4 – Não reincidência em crime doloso (exceção: Súmula 499/STJ);
5 – “Merecimento” (obs.: Súmula 444/STJ).
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
SURSIS
Sursis processual
Lei 9099/95
SURSIS não se aplica a PPLs (reclusão ou detenção, para crimes, ou prisão simples, em caso de contravenção)
Também não se aplica às Medidas de Segurança.
SURSIS - medida descarcerizadora que objetiva evitar o aprisionamento daqueles que foram condenados a penas de curta duração, evitando-se, com isso, o convívio promíscuo e estigmatizante do cárcere.
Trata-se da suspensão condicional da execução da pena privativa de liberdade, na qual o réu, se assim desejar, se submete durante o período de prova à fiscalização e o cumprimento de condições judicialmente estabelecidas.
Art. 157 LEP diz deverá. STF: o réu tem direito ao sursis se preenchidos os requisitos (direito subjetivo do condenado).
Requisitos objetivos - estão ligados à pena
Requisitos subjetivos - estão ligados à pessoa do condenado
O juíz tem a obrigação de conceder o sursis caso os requisitos sejam preenchidos
Lei 9.605/98 – Crimes Ambientais
Art. 16. Nos crimes previstos nesta Lei, a suspensão condicional 
da pena pode ser aplicada nos casos de condenação a pena 
privativa de liberdade não superior a três anos.
I - o condenado não seja reincidente em crime doloso;
II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do 
agente, bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do 
benefício;
Súmula 444, STJ
É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em 
curso para agravar a pena-base. (Súmula 444, TERCEIRA 
SEÇÃO, julgado em 28/04/2010, DJe 13/05/2010)
Jurisprudência, STJ
Os requisitos subjetivos, previstos no art. 77, II, do Código Penal, 
exigidos para a concessão do sursis, coincidem com as 
circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do mesmo diploma, 
cuja análise é necessária quando da fixação da pena-base. Assim, 
é perfeitamente aplicável ao caso, por analogia, o entendimento 
consubstanciado na Súmula 444/STJ (REsp 1.262.591/MG, rel. 
Min. Sebastião Reis Júnior, 6ª Turma, julgado em 07/03/2013, 
publicado em 18/03/2013)
Obs.: Cleber Masson entende em sentido contrário
III - Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 deste 
Código.
§ 1º - A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do 
benefício.
Súmula 499, STF
Não obsta à concessão do “sursis” condenação anterior à pena de 
multa. (publicação: 12/12/1969)
§ 2o A execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, 
poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja 
maior de setenta anos de idade, ou razões de saúde justifiquem a suspensão.
Período de Prova
Lapso temporal durante o qual o condenado deve cumprir as 
condições do sursis, sob pena de revogação do benefício. 
Começa a fluir após a audiência adminitória.
1 – Simples e Especial = de 2 a 4 anos;
2 – Etário e Humanitário = de 4 a 6 anos;
Art. 78 - Durante o prazo da suspensão, o condenado ficará sujeito à 
observação e ao cumprimento das condições estabelecidas pelo juiz.
§ 1º - No primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar serviços à 
comunidade (art. 46) ou submeter-se à limitação de fim de semana (art. 48).
https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp?livre=(sumula%20adj1%20%27444%27).sub.
https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp?livre=(sumula%20adj1%20%27444%27).sub.
https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp?livre=(sumula%20adj1%20%27444%27).sub.
Art. 77CP caput
Art. 77 §2 CP
Humanitária 
Período de prova - lapso temporal durante o qual o condenado deve cumprir as condições do sursis, sob pena de revogação do benefício. Começa a fluir após a audiência admonitória.
Audiência admonitória - o juíz da execução penal explica ao apenado sobre as medidas que devem ser cumpridas, sob pena de regressão de regime. Está previsto no Art 160 da LEP.
Art-64, CP
ART. 59, CP
§ 2° Se o condenado houver reparado o dano, salvo impossibilidade de fazê-lo, 
e se as circunstâncias do art. 59 deste Código lhe forem inteiramente 
favoráveis, o juiz poderá substituir a exigência do parágrafo anterior pelas 
seguintes condições, aplicadas cumulativamente:
a) proibição de freqüentar determinados lugares;
b) proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do juiz;
c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e 
justificar suas atividades.
Modalidades
1 – Simples (art. 78, § 1º, CP);
2 – Especial (art. 78, § 2º, CP);
3 – Etário (art. 77, § 2º, CP);
4 – Humanitário (art. 77, § 2º, CP);
Art. 79 - A sentença poderá especificar outras condições a que fica 
subordinada a suspensão, desde que adequadas ao fato e à situação pessoal 
do condenado.
Art. 80 - A suspensão não se estende às penas restritivas de direitos nem à 
multa.
Revogação obrigatória
Art. 81 - A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário:
I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso;
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem 
motivo justificado, a reparação do dano;
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código.
Revogação facultativa
§ 1º - A suspensão poderá ser revogada se o condenado descumpre qualquer 
outra condição imposta ou é irrecorrivelmente condenado, por crime culposo ou 
por contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos.
Prorrogação do período de prova
§ 2º - Se o beneficiário está sendo processado por outro crime ou 
contravenção, considera-se prorrogado o prazo da suspensão até o julgamento 
definitivo.
Serviço comunitário ou limitação de fim de semana
“Assinar carteirinha”
70 anos
Razões de saúde 
2 a 4 anos
4 a 6 anos
Possui bens suficientes para saldar a dívida 
Art.77, CP CAPUT
Art.77 §2 CP
Condições judiciais
Condições legais indiretas
§ 3º - Quando facultativa a revogação, o juiz pode, ao invés de decretá-la, 
prorrogar o período de prova até o máximo, se este não foi o fixado.
Cumprimento das condições
Art. 82 - Expirado o prazo sem que tenha havido revogação, considera-se 
extinta a pena privativa de liberdade.
LEI DE EXECUÇÃO PENAL
Da Suspensão Condicional
Art. 156. O Juiz poderá suspender, pelo período de 2 (dois) a 4 (quatro) 
anos, a execução da pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois) anos, 
na forma prevista nos artigos 77 a 82 do Código Penal.
Art. 157. O Juiz ou Tribunal, na sentença que aplicar pena privativa de 
liberdade, na situação determinada no artigo anterior, deverá pronunciar-se, 
motivadamente, sobre a suspensão condicional, quer a conceda, quer a 
denegue.
Art. 158. Concedida a suspensão, o Juiz especificará as condições a que 
fica sujeito o condenado, pelo prazo fixado, começando este a correr da 
audiência prevista no artigo 160 desta Lei.
§ 1° As condições serão adequadas ao fato e à situação pessoal do 
condenado, devendo ser incluída entre as mesmas a de prestar serviços à 
comunidade, ou limitação de fim de semana, salvo hipótese do artigo 78, § 2º, 
do Código Penal.
§ 2º O Juiz poderá, a qualquer tempo, de ofício, a requerimento do 
Ministério Público ou mediante proposta do Conselho Penitenciário, modificar 
as condições e regras estabelecidas na sentença, ouvido o condenado.
§ 3º A fiscalização documprimento das condições, reguladas nos Estados, 
Territórios e Distrito Federal por normas supletivas, será atribuída a serviço 
social penitenciário, Patronato, Conselho da Comunidade ou instituição 
beneficiada com a prestação de serviços, inspecionados pelo Conselho 
Penitenciário, pelo Ministério Público, ou ambos, devendo o Juiz da execução 
suprir, por ato, a falta das normas supletivas.
§ 4º O beneficiário, ao comparecer periodicamente à entidade 
fiscalizadora, para comprovar a observância das condições a que está sujeito, 
comunicará, também, a sua ocupação e os salários ou proventos de que vive.
§ 5º A entidade fiscalizadora deverá comunicar imediatamente ao órgão de 
inspeção, para os fins legais, qualquer fato capaz de acarretar a revogação do 
benefício, a prorrogação do prazo ou a modificação das condições.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
§ 6º Se for permitido ao beneficiário mudar-se, será feita comunicação ao 
Juiz e à entidade fiscalizadora do local da nova residência, aos quais o primeiro 
deverá apresentar-se imediatamente.
Art. 159. Quando a suspensão condicional da pena for concedida por 
Tribunal, a este caberá estabelecer as condições do benefício.
§ 1º De igual modo proceder-se-á quando o Tribunal modificar as 
condições estabelecidas na sentença recorrida.
§ 2º O Tribunal, ao conceder a suspensão condicional da pena, poderá, 
todavia, conferir ao Juízo da execução a incumbência de estabelecer as 
condições do benefício, e, em qualquer caso, a de realizar a audiência 
admonitória.
Art. 66. Compete ao Juiz da execução:
...
III - decidir sobre:
...
d) suspensão condicional da pena;
Art. 160. Transitada em julgado a sentença condenatória, o Juiz a lerá ao 
condenado, em audiência, advertindo-o das conseqüências de nova infração 
penal e do descumprimento das condições impostas. (audiência admonitória)
Art. 161. Se, intimado pessoalmente ou por edital com prazo de 20 (vinte) 
dias, o réu não comparecer injustificadamente à audiência admonitória, a 
suspensão ficará sem efeito e será executada imediatamente a pena.
Cassação do sursis
1 – Não comparecimento à audiência admonitória;
2 – Aumento da pena em recurso acusatório.
Art. 162. A revogação da suspensão condicional da pena e a prorrogação 
do período de prova dar-se-ão na forma do artigo 81 e respectivos parágrafos 
do Código Penal.
Art. 163. A sentença condenatória será registrada, com a nota de 
suspensão em livro especial do Juízo a que couber a execução da pena.
§ 1º Revogada a suspensão ou extinta a pena, será o fato averbado à 
margem do registro.
§ 2º O registro e a averbação serão sigilosos, salvo para efeito de 
informações requisitadas por órgão judiciário ou pelo Ministério Público, para 
instruir processo penal.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
CÓDIGO PENAL
LIVRAMENTO CONDICIONAL
Requisitos do livramento condicional
Requisitos
1 – Modalidade da pena: privativa de liberdade;
2 – Quantidade da pena aplicada: igual ou superior a 2 anos;
3 – Cumprimento de parte da pena;
4 – Bom comportamento prisional;
5 – Não cometimento de falta grava nos últimos 12 meses;
6 – Bom desempenho no trabalho;
7 – Aptidão para viver de trabalho honesto;
8 – Reparação do dano, salvo impossibilidade;
9 – Cessação da periculosidade, para crimes praticados com
violência ou grave ameaça à pessoa;
10 – Não reincidência específica em crime hediondo ou análogo
Período de prova = restante da pena
Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena
privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que:
I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em
crime doloso e tiver bons antecedentes;
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso;
III - comprovado: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
a) bom comportamento durante a execução da pena; (Incluído pela Lei nº
13.964, de 2019)
b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses; (Incluído pela
Lei nº 13.964, de 2019)
Súmula 441, STJ
A falta grave não interrompe o prazo para
obtenção de livramento condicional. (3ª Seção,
julgado em 28/04/2010; publicado em 13/05/2010)
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e (Incluído pela Lei nº
13.964, de 2019)
d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto;
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado
pela infração;
V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por
crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for reincidente
específico em crimes dessa natureza.
Lei 7.210/84 - LEP
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em
forma progressiva com a transferência para regime menos
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
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Decisão é do juíz a execução observado os requisitos
Cumprimento de parte da pena
Liberdade provisória → instrumento processual penal
Livramento condicional → concessão da liberdade antecipada do condenado, quando preenchidos os requisitos legais. É o direito do sentenciado que preencha os pressupostos objetivos (tempo de cumprimento de pena) e subjetivos (ligados a pessoa do condenado) previstos um lei devendo ser concedido pelo juíz.
Antecipação da reintrodução do condenado a sociedade preenchido os requisitos legais
Na progressão de regime o prazo é interrompido
rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver
cumprido ao menos: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
...
VI - 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for:
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
a) condenado pela prática de crime hediondo ou
equiparado, com resultado morte, se for primário, vedado o
livramento condicional; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
...
VIII - 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for
reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado
morte, vedado o livramento condicional. (Incluído pela Lei nº
13.964, de 2019)
Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência
ou grave ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará também
subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o
liberado não voltará a delinqüir.
Súmula Vinculante 26
Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por
crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a
inconstitucionalidade do art. 2º da Lei 8.072, de 25 de julho de
1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não,
os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo
determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de
exame criminológico. (DJE de 23-12-2009)
Súmula 439, STJ
Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do caso,
desde que em decisão motivada. (3ª Seção, julgado em
28/04/2010, DJe 13/05/2010)
Soma de penas
Art. 84 - As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-se
para efeito do livramento.
Súmula 715, STF
A pena unificada para atender o limite de 30 anos de
cumprimento, determinado pelo art. 75 do CP, não é considerada
para a concessão de outros benefícios, como olivramento
condicional ou regime mais favorável de execução. (publicação
em 13/10/2013)
Especificações das condições
Art. 85 - A sentença especificará as condições a que fica subordinado o
livramento.
Lei 7.210/84 - LEP
Art. 132. Deferido o pedido, o Juiz especificará as condições
a que fica subordinado o livramento.
§ 1º Serão sempre impostas ao liberado condicional as
obrigações seguintes:
a) obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for apto
para o trabalho;
b) comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação;
c) não mudar do território da comarca do Juízo da execução,
sem prévia autorização deste.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art4
Cessação da periculosidade
Exame criminológico obrigatório
Considera-se a pena da condenação (total) não a pena da execução (máximo 40 anos)
Veda o livramento condicional por prática de crime hediondo ou equiparado com resultado morte
Obrigatórias
§ 2° Poderão ainda ser impostas ao liberado condicional,
entre outras obrigações, as seguintes:
a) não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à
autoridade incumbida da observação cautelar e de proteção;
b) recolher-se à habitação em hora fixada;
c) não freqüentar determinados lugares.
Revogação do livramento
Art. 86 - Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado a pena
privativa de liberdade, em sentença irrecorrível:
I - por crime cometido durante a vigência do benefício;
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código.
Revogação facultativa
Art. 87 - O juiz poderá, também, revogar o livramento, se o liberado deixar de
cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou for
irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja
privativa de liberdade.
Efeitos da revogação
Art. 88 - Revogado o livramento, não poderá ser novamente concedido, e,
salvo quando a revogação resulta de condenação por outro crime anterior
àquele benefício, não se desconta na pena o tempo em que esteve solto o
condenado.
Ao traidor, nada!
Extinção
Art. 89 - O juiz não poderá declarar extinta a pena, enquanto não passar em
julgado a sentença em processo a que responde o liberado, por crime cometido
na vigência do livramento.
Art. 90 - Se até o seu término o livramento não é revogado, considera-se
extinta a pena privativa de liberdade.
Súmula 617, STJ
A ausência de suspensão ou revogação do
livramento condicional antes do término do
período de prova enseja a extinção da punibilidade
pelo integral cumprimento da pena. (3ª Seção,
julgado em 26/09/2018; publicado em 01/10/2018)
LEI DE EXECUÇÃO – Lei 7.210/84
Facultativas
Judiciais
Transitada em julgado
ART. 86 CP
Perde-se o tempo cumprido no livramento condicional
Desconta-se o tempo cumprido no livramento condicional
ART. 141 e 142 LEP
Condenação definitiva por contravenção a prisão simples não gera revogação do livramento condicional por falta de previsão legal.
LIVRAMENTO CONDICIONAL
Código de Processo Penal
Art. 712. O livramento condicional poderá
ser concedido mediante requerimento do
sentenciado, de seu cônjuge ou de parente em
linha reta, ou por proposta do diretor do
estabelecimento penal, ou por iniciativa do
Conselho Penitenciário.
Art. 131. O livramento condicional poderá ser concedido pelo Juiz da
execução, presentes os requisitos do artigo 83, incisos e parágrafo único,
do Código Penal, ouvidos o Ministério Público e Conselho Penitenciário.
Art. 70. Incumbe ao Conselho Penitenciário:
I - emitir parecer sobre livramento
condicional, indulto e comutação de pena;
I - emitir parecer sobre indulto e comutação
de pena, excetuada a hipótese de pedido de
indulto com base no estado de saúde do preso;
(Redação dada pela Lei nº 10.792, de 2003)
Art. 132. Deferido o pedido, o Juiz especificará as condições a que fica
subordinado o livramento.
§ 1º Serão sempre impostas ao liberado condicional as obrigações
seguintes:
a) obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for apto para o
trabalho;
b) comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupação;
c) não mudar do território da comarca do Juízo da execução, sem prévia
autorização deste.
§ 2° Poderão ainda ser impostas ao liberado condicional, entre outras
obrigações, as seguintes:
a) não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à autoridade
incumbida da observação cautelar e de proteção;
b) recolher-se à habitação em hora fixada;
c) não freqüentar determinados lugares.
d) (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.258, de 2010) – “d) utilizar
equipamento de monitoração eletrônica.”
Art. 133. Se for permitido ao liberado residir fora da comarca do Juízo da
execução, remeter-se-á cópia da sentença do livramento ao Juízo do lugar
para onde ele se houver transferido e à autoridade incumbida da observação
cautelar e de proteção.
Art. 134. O liberado será advertido da obrigação de apresentar-se
imediatamente às autoridades referidas no artigo anterior.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art83
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art83
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.792.htm#art70i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Msg/VEP-310-10.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12258.htm#art2
Art. 135. Reformada a sentença denegatória do livramento, os autos
baixarão ao Juízo da execução, para as providências cabíveis.
Art. 136. Concedido o benefício, será expedida a carta de livramento com
a cópia integral da sentença em 2 (duas) vias, remetendo-se uma à autoridade
administrativa incumbida da execução e outra ao Conselho Penitenciário.
Art. 137. A cerimônia do livramento condicional será realizada
solenemente no dia marcado pelo Presidente do Conselho Penitenciário, no
estabelecimento onde está sendo cumprida a pena, observando-se o seguinte:
I - a sentença será lida ao liberando, na presença dos demais
condenados, pelo Presidente do Conselho Penitenciário ou membro por ele
designado, ou, na falta, pelo Juiz;
II - a autoridade administrativa chamará a atenção do liberando para as
condições impostas na sentença de livramento;
III - o liberando declarará se aceita as condições.
§ 1º De tudo em livro próprio, será lavrado termo subscrito por quem
presidir a cerimônia e pelo liberando, ou alguém a seu rogo, se não souber ou
não puder escrever.
§ 2º Cópia desse termo deverá ser remetida ao Juiz da execução.
Art. 138. Ao sair o liberado do estabelecimento penal, ser-lhe-á entregue,
além do saldo de seu pecúlio e do que lhe pertencer, uma caderneta, que
exibirá à autoridade judiciária ou administrativa, sempre que lhe for exigida.
§ 1º A caderneta conterá:
a) a identificação do liberado;
b) o texto impresso do presente Capítulo;
c) as condições impostas.
§ 2º Na falta de caderneta, será entregue ao liberado um salvo-conduto,
em que constem as condições do livramento, podendo substituir-se a ficha de
identificação ou o seu retrato pela descrição dos sinais que possam
identificá-lo.
§ 3º Na caderneta e no salvo-conduto deverá haver espaço para
consignar-se o cumprimento das condições referidas no artigo 132 desta Lei.
Art. 139. A observação cautelar e a proteção realizadas por serviço social
penitenciário, Patronato ou Conselho da Comunidade terão a finalidade de:
I - fazer observar o cumprimento das condições especificadas na sentença
concessiva do benefício;
II - proteger o beneficiário, orientando-o na execução de suas obrigações
e auxiliando-o na obtenção de atividade laborativa.
Parágrafo único. A entidade encarregada da observação cautelar e da
proteção do liberado apresentará relatório ao Conselho Penitenciário, para
efeito da representação prevista nos artigos 143 e 144desta Lei.
Art. 140. A revogação do livramento condicional dar-se-á nas hipóteses
previstas nos artigos 86 e 87 do Código Penal.
Parágrafo único. Mantido o livramento condicional, na hipótese da
revogação facultativa, o Juiz deverá advertir o liberado ou agravar as
condições.
Art. 141. Se a revogação for motivada por infração penal anterior à
vigência do livramento, computar-se-á como tempo de cumprimento da pena o
período de prova, sendo permitida, para a concessão de novo livramento, a
soma do tempo das 2 (duas) penas.
Art. 142. No caso de revogação por outro motivo, não se computará na
pena o tempo em que esteve solto o liberado, e tampouco se concederá, em
relação à mesma pena, novo livramento.
Art. 143. A revogação será decretada a requerimento do Ministério
Público, mediante representação do Conselho Penitenciário, ou, de ofício, pelo
Juiz, ouvido o liberado.
Art. 144. O Juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, da
Defensoria Pública ou mediante representação do Conselho Penitenciário, e
ouvido o liberado, poderá modificar as condições especificadas na sentença,
devendo o respectivo ato decisório ser lido ao liberado por uma das
autoridades ou funcionários indicados no inciso I do caput do art. 137 desta
Lei, observado o disposto nos incisos II e III e §§ 1o e 2o do mesmo artigo.
Art. 145. Praticada pelo liberado outra infração penal, o Juiz poderá
ordenar a sua prisão, ouvidos o Conselho Penitenciário e o Ministério Público,
suspendendo o curso do livramento condicional, cuja revogação, entretanto,
ficará dependendo da decisão final.
Art. 146. O Juiz, de ofício, a requerimento do interessado, do Ministério
Público ou mediante representação do Conselho Penitenciário, julgará extinta a
pena privativa de liberdade, se expirar o prazo do livramento sem revogação.
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
LIVRAMENTO CONDICIONAL
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art86
ART. 86 e 88 CP
Art. 710. O livramento condicional poderá ser concedido ao condenado a
pena privativa da liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que se
verifiquem as condições seguintes:
I - cumprimento de mais da metade da pena, ou mais de três quartos, se
reincidente o sentenciado;
II - ausência ou cessação de periculosidade;
III - bom comportamento durante a vida carcerária;
IV - aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto;
V - reparação do dano causado pela infração, salvo impossibilidade de
fazê-lo.
Art. 711. As penas que correspondem a infrações diversas podem
somar-se, para efeito do livramento.
Art. 712. O livramento condicional poderá ser concedido mediante
requerimento do sentenciado, de seu cônjuge ou de parente em linha reta,
ou por proposta do diretor do estabelecimento penal, ou por iniciativa do
Conselho Penitenciário.
Art. 713. As condições de admissibilidade, conveniência e oportunidade da
concessão do livramento serão verificadas pelo Conselho Penitenciário, a cujo
parecer não ficará, entretanto, adstrito o juiz.
Art. 714. O diretor do estabelecimento penal remeterá ao Conselho
Penitenciário minucioso relatório sobre:
I - o caráter do sentenciado, revelado pelos seus antecedentes e conduta
na prisão;
II - o procedimento do liberando na prisão, sua aplicação ao trabalho e seu
trato com os companheiros e funcionários do estabelecimento;
III - suas relações, quer com a família, quer com estranhos;
IV - seu grau de instrução e aptidão profissional, com a indicação dos
serviços em que haja sido empregado e da especialização anterior ou adquirida
na prisão;
V - sua situação financeira, e seus propósitos quanto ao seu futuro meio
de vida, juntando o diretor, quando dada por pessoa idônea, promessa escrita
de colocação do liberando, com indicação do serviço e do salário.
Parágrafo único. O relatório será, dentro do prazo de quinze dias, remetido
ao Conselho, com o prontuário do sentenciado, e, na falta, o Conselho opinará
livremente, comunicando à autoridade competente a omissão do diretor da
prisão.
Art. 715. Se tiver sido imposta medida de segurança detentiva, o
livramento não poderá ser concedido sem que se verifique, mediante exame
das condições do sentenciado, a cessação da periculosidade.
Parágrafo único. Consistindo a medida de segurança em internação em
casa de custódia e tratamento, proceder-se-á a exame mental do sentenciado.
Art. 716. A petição ou a proposta de livramento será remetida ao juiz ou ao
tribunal por ofício do presidente do Conselho Penitenciário, com a cópia do
respectivo parecer e do relatório do diretor da prisão.
§ 1o Para emitir parecer, o Conselho poderá determinar diligências e
requisitar os autos do processo.
§ 2o O juiz ou o tribunal mandará juntar a petição ou a proposta, com o
ofício ou documento que a acompanhar, aos autos do processo, e proferirá sua
decisão, previamente ouvido o Ministério Público.
Art. 717. Na ausência da condição prevista no art. 710, I, o requerimento
será liminarmente indeferido.
Art. 718. Deferido o pedido, o juiz, ao especificar as condições a que ficará
subordinado o livramento, atenderá ao disposto no art. 698, §§ 1o, 2o e 5o.
§ 1o Se for permitido ao liberado residir fora da jurisdição do juiz da
execução, remeter-se-á cópia da sentença do livramento à autoridade judiciária
do lugar para onde ele se houver transferido, e à entidade de observação
cautelar e proteção.
§ 2o O liberado será advertido da obrigação de apresentar-se
imediatamente à autoridade judiciária e à entidade de observação cautelar e
proteção.
Art. 719. O livramento ficará também subordinado à obrigação de
pagamento das custas do processo e da taxa penitenciária, salvo caso de
insolvência comprovada.
Parágrafo único. O juiz poderá fixar o prazo para o pagamento integral ou
em prestações, tendo em consideração as condições econômicas ou
profissionais do liberado.
Art. 720. A forma de pagamento da multa, ainda não paga pelo liberando,
será determinada de acordo com o disposto no art. 688.
Art. 721. Reformada a sentença denegatória do livramento, os autos
baixarão ao juiz da primeira instância, a fim de que determine as condições que
devam ser impostas ao liberando.
Art. 722. Concedido o livramento, será expedida carta de guia, com a
cópia integral da sentença em duas vias, remetendo-se uma ao diretor do
estabelecimento penal e outra ao presidente do Conselho Penitenciário.
Art. 723. A cerimônia do livramento condicional será realizada
solenemente, em dia marcado pela autoridade que deva presidi-la,
observando-se o seguinte:
I - a sentença será lida ao liberando, na presença dos demais presos,
salvo motivo relevante, pelo presidente do Conselho Penitenciário, ou pelo seu
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art710
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art698
representante junto ao estabelecimento penal, ou, na falta, pela autoridade
judiciária local;
II - o diretor do estabelecimento penal chamará a atenção do liberando
para as condições impostas na sentença de livramento;
III - o preso declarará se aceita as condições.
§ 1o De tudo, em livro próprio, se lavrará termo, subscrito por quem
presidir a cerimônia, e pelo liberando, ou alguém a seu rogo, se não souber ou
não puder escrever.
§ 2o Desse termo, se remeterá cópia ao juiz do processo.
Art. 724. Ao sair da prisão o liberado, ser-lhe-á entregue, além do saldo do
seu pecúlio e do que Ihe pertencer, uma caderneta que exibirá à autoridade
judiciária ou administrativa sempre que Ihe for exigido. Essa caderneta conterá:
I - a reprodução da ficha de identidade, ou o retrato do liberado, sua
qualificação e sinais característicos;
II - o texto impresso dos artigos do presente capítulo;
III - as condições impostas ao liberado;
IV - a pena acessória a que esteja sujeito.
§ 1o Na falta de caderneta, será entregue ao liberado um salvo-conduto,
em que constem as condições do livramento e a pena acessória, podendo
substituir-se a ficha de identidade ou o retrato do liberadopela descrição dos
sinais que possam identificá-lo.
§ 2o Na caderneta e no salvo-conduto deve haver espaço para consignar o
cumprimento das condições referidas no art. 718.
Art. 725. A observação cautelar e proteção realizadas por serviço social
penitenciário, patronato, conselho de comunidade ou entidades similares, terá
a finalidade de:
I - fazer observar o cumprimento da pena acessória, bem como das
condições especificadas na sentença concessiva do benefício;
II - proteger o beneficiário, orientando-o na execução de suas obrigações
e auxiliando-o na obtenção de atividade laborativa.
Parágrafo único. As entidades encarregadas de observação cautelar e
proteção do liberado apresentarão relatório ao Conselho Penitenciário, para
efeito da representação prevista nos arts. 730 e 731.
Art. 726. Revogar-se-á o livramento condicional, se o liberado vier, por
crime ou contravenção, a ser condenado por sentença irrecorrível a pena
privativa de liberdade.
Art. 727. O juiz pode, também, revogar o livramento, se o liberado deixar
de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, de observar
proibições inerentes à pena acessória ou for irrecorrivelmente condenado, por
crime, à pena que não seja privativa da liberdade.
Parágrafo único. e o juiz não revogar o livramento, deverá advertir o
liberado ou exacerbar as condições.
Art. 728. Se a revogação for motivada por infração penal anterior à
vigência do livramento, computar-se-á no tempo da pena o período em que
esteve solto o liberado, sendo permitida, para a concessão de novo livramento,
a soma do tempo das duas penas.
Art. 729. No caso de revogação por outro motivo, não se computará na
pena o tempo em que esteve solto o liberado, e tampouco se concederá, em
relação à mesma pena, novo livramento.
Art. 730. A revogação do livramento será decretada mediante
representação do Conselho Penitenciário, ou a requerimento do Ministério
Público, ou de ofício, pelo juiz, que, antes, ouvirá o liberado, podendo ordenar
diligências e permitir a produção de prova, no prazo de cinco dias.
Art. 731. O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, ou
mediante representação do Conselho Penitenciário, poderá modificar as
condições ou normas de conduta especificadas na sentença, devendo a
respectiva decisão ser lida ao liberado por uma das autoridades ou por um dos
funcionários indicados no inciso I do art. 723, observado o disposto nos incisos
II e III, e §§ 1o e 2o do mesmo artigo.
Art. 732. Praticada pelo liberado nova infração, o juiz ou o tribunal poderá
ordenar a sua prisão, ouvido o Conselho Penitenciário, suspendendo o curso
do livramento condicional, cuja revogação ficará, entretanto, dependendo da
decisão final no novo processo.
Art. 733. O juiz, de ofício, ou a requerimento do interessado, do Ministério
Público, ou do Conselho Penitenciário, julgará extinta a pena privativa de
liberdade, se expirar o prazo do livramento sem revogação, ou na hipótese do
artigo anterior, for o liberado absolvido por sentença irrecorrível.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art723
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art723
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art723
CÓDIGO PENAL
DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO
Súmula 18, STJ
Sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da
extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito
condenatório. (publicação em 28/11/1990)
Súmula Vinculante 35, STF
A homologação da transação penal prevista no artigo 76
da Lei 9.099/1995 não faz coisa julgada material e,
descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação
anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a
continuidade da persecução penal mediante
oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito
policial. (publicação em 24/04/2014)
EFEITO PRINCIPAL
Imposição da pena ou medida de segurança (só para semi-imputável)
EFEITOS SECUNDÁRIOS
Penais
Reincidência (e consequências derivadas)
Antecedentes criminais
Vedação de transação penal e sursis processual
Extrapenais
Genéricos – art. 91, CP
Reparação do dano
Confisco dos instrumentos e produtos/proveito do crime
Específicos – art. 92, CP
Perda do cargo, ...
Incapacidade para o exercício do poder familiar, ...
Inabilitação para dirigir veículo, ...
Obs.: CONFISCO ALARGADO – art. 91-A, CP
Efeitos genéricos e específicos
Art. 91 - São efeitos da condenação:
I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime;
Art. 387, CPP. O juiz, ao proferir sentença
condenatória:
...
IV - fixará valor mínimo para reparação dos danos
causados pela infração, considerando os prejuízos
sofridos pelo ofendido; (Redação dada pela Lei nº
11.719, de 2008).
II - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de
boa-fé:
a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico,
alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito;
b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito
auferido pelo agente com a prática do fato criminoso.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
Execução da pena
Natureza acessória
Automático, independe de motivação de juíz
Depende de motivação do juíz.
Efeitos genéricos (automáticos)
§ 1o Poderá ser decretada a perda de bens ou valores equivalentes ao produto
ou proveito do crime quando estes não forem encontrados ou quando se
localizarem no exterior.
§ 2o Na hipótese do § 1o, as medidas assecuratórias previstas na legislação
processual poderão abranger bens ou valores equivalentes do investigado ou
acusado para posterior decretação de perda.
Art. 91-A. Na hipótese de condenação por infrações às quais a lei comine pena
máxima superior a 6 (seis) anos de reclusão, poderá ser decretada a perda,
como produto ou proveito do crime, dos bens correspondentes à diferença
entre o valor do patrimônio do condenado e aquele que seja compatível com o
seu rendimento lícito. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 1º Para efeito da perda prevista no caput deste artigo, entende-se por
patrimônio do condenado todos os bens:
I - de sua titularidade, ou em relação aos quais ele tenha o domínio e o
benefício direto ou indireto, na data da infração penal ou recebidos
posteriormente; e
II - transferidos a terceiros a título gratuito ou mediante contraprestação
irrisória, a partir do início da atividade criminal.
§ 2º O condenado poderá demonstrar a inexistência da incompatibilidade ou a
procedência lícita do patrimônio.
§ 3º A perda prevista neste artigo deverá ser requerida expressamente pelo
Ministério Público, por ocasião do oferecimento da denúncia, com indicação da
diferença apurada.
§ 4º Na sentença condenatória, o juiz deve declarar o valor da diferença
apurada e especificar os bens cuja perda for decretada.
§ 5º Os instrumentos utilizados para a prática de crimes por organizações
criminosas e milícias deverão ser declarados perdidos em favor da União ou do
Estado, dependendo da Justiça onde tramita a ação penal, ainda que não
ponham em perigo a segurança das pessoas, a moral ou a ordem pública, nem
ofereçam sério risco de ser utilizados para o cometimento de novos crimes.
Art. 92 - São também efeitos da condenação:
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo:
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a
um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para
com a Administração Pública;
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4
(quatro) anos nos demais casos.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art2
Confisco alargado- coibir o crime organizado no aspecto financeiro.
Calculada diferença entre o patrimônio que possui (proveito do crime) e o que “deveria possuir” de rendimento lícito.
Efeitos específicos (motivados)
Impossibilidade de perda ida aposentadoria → STJ
Inaplicabilidadedos efeitos do ART 92, l à servidores com legislação especial → STJ
Ex: membros de MP possuem legislação especifica
II – a incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela
nos crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão cometidos contra outrem
igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro
descendente ou contra tutelado ou curatelado;
III - a inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como meio para a prática
de crime doloso.
Parágrafo único - Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos,
devendo ser motivadamente declarados na sentença.
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
Da Ação Civil
Art. 63. Transitada em julgado a sentença condenatória, poderão promover-lhe a execução, no
juízo cível, para o efeito da reparação do dano, o ofendido, seu representante legal ou seus
herdeiros.
Parágrafo único. Transitada em julgado a sentença condenatória, a execução poderá ser
efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso iv do caput do art. 387 deste Código sem
prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. (Incluído pela Lei nº
11.719, de 2008).
Art. 64. Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, a ação para ressarcimento do dano poderá
ser proposta no juízo cível, contra o autor do crime e, se for caso, contra o responsável civil.
Parágrafo único. Intentada a ação penal, o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta,
até o julgamento definitivo daquela.
Art. 65. Faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em
estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no
exercício regular de direito.
Art. 66. Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá ser proposta
quando não tiver sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do fato.
Art. 67. Não impedirão igualmente a propositura da ação civil:
I - o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação;
II - a decisão que julgar extinta a punibilidade;
III - a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime.
Art. 68. Quando o titular do direito à reparação do dano for pobre (art. 32, §§ 1o e 2o), a
execução da sentença condenatória (art. 63) ou a ação civil (art. 64) será promovida, a seu
requerimento, pelo Ministério Público.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1930-1949/Ret/RetDel3689-41.doc#art387iv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art32
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art63
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art64
Perda permanente em relação à vitima de poder familiar, podendo ser mantida em relação aos demais, segundo entendimentos e dependendo de cada caso.
Pode haver reabilitação
CÓDIGO PENAL - DA REABILITAÇÃO
Lei 7.210/84 – LEP
Art. 202. Cumprida ou extinta a pena, não constarão
da folha corrida, atestados ou certidões fornecidas
por autoridade policial ou por auxiliares da Justiça,
qualquer notícia ou referência à condenação, salvo
para instruir processo pela prática de nova infração
penal ou outros casos expressos em lei.
Reabilitação
Art. 93 - A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em sentença
definitiva, assegurando ao condenado o sigilo dos registros sobre o seu
processo e condenação.
Parágrafo único - A reabilitação poderá, também, atingir os efeitos da
condenação, previstos no art. 92 deste Código, vedada reintegração na
situação anterior, nos casos dos incisos I e II do mesmo artigo.
Art. 94 - A reabilitação poderá ser requerida, decorridos 2 (dois) anos do dia
em que for extinta, de qualquer modo, a pena ou terminar sua execução,
computando-se o período de prova da suspensão e o do livramento
condicional, se não sobrevier revogação, desde que o condenado:
I - tenha tido domicílio no País no prazo acima referido;
II - tenha dado, durante esse tempo, demonstração efetiva e constante de bom
comportamento público e privado;
III - tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a absoluta
impossibilidade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba documento que
comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida.
Parágrafo único - Negada a reabilitação, poderá ser requerida, a qualquer
tempo, desde que o pedido seja instruído com novos elementos
comprobatórios dos requisitos necessários.
Art. 95 - A reabilitação será revogada, de ofício ou a requerimento do Ministério
Público, se o reabilitado for condenado, como reincidente, por decisão
definitiva, a pena que não seja de multa.
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL - DA REABILITAÇÃO
Art. 743. A reabilitação será requerida ao juiz da condenação, após o decurso de quatro ou
oito anos, pelo menos, conforme se trate de condenado ou reincidente, contados do dia em que
houver terminado a execução da pena principal ou da medida de segurança detentiva, devendo
o requerente indicar as comarcas em que haja residido durante aquele tempo.
Art. 744. O requerimento será instruído com:
I - certidões comprobatórias de não ter o requerente respondido, nem estar respondendo a
processo penal, em qualquer das comarcas em que houver residido durante o prazo a que se
refere o artigo anterior;
A reabilitação serve para que se tenha o sigilo dos antecedentes criminais e para apagar alguns dos efeitos da sentença penal condenatória
A reabilitação não apaga a reincidência apenas assegura o sigilo do registro sobre o processo e sua condenação. 
II - atestados de autoridades policiais ou outros documentos que comprovem ter residido nas
comarcas indicadas e mantido, efetivamente, bom comportamento;
III - atestados de bom comportamento fornecidos por pessoas a cujo serviço tenha estado;
IV - quaisquer outros documentos que sirvam como prova de sua regeneração;
V - prova de haver ressarcido o dano causado pelo crime ou persistir a impossibilidade de
fazê-lo.
Art. 745. O juiz poderá ordenar as diligências necessárias para apreciação do pedido,
cercando-as do sigilo possível e, antes da decisão final, ouvirá o Ministério Público.
Art. 746. Da decisão que conceder a reabilitação haverá recurso de ofício.
Súmula 423 – STF
Não transita em julgado a sentença
por haver omitido o recurso ex officio,
que se considera interposto ex lege.
Art. 747. A reabilitação, depois de sentença irrecorrível, será comunicada ao Instituto de
Identificação e Estatística ou repartição congênere.
Art. 748. A condenação ou condenações anteriores não serão mencionadas na folha de
antecedentes do reabilitado, nem em certidão extraída dos livros do juízo, salvo quando
requisitadas por juiz criminal.
Art. 749. Indeferida a reabilitação, o condenado não poderá renovar o pedido senão após o
decurso de dois anos, salvo se o indeferimento tiver resultado de falta ou insuficiência de
documentos.
Art. 750. A revogação de reabilitação (Código Penal, art. 120) será decretada pelo juiz, de
ofício ou a requerimento do Ministério Público.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art120
CÓDIGO PENAL – DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA
SISTEMAS: DUPLO BINÁRIO X VICARIANTE
PENA X MEDIDA DE SEGURANÇA
PENA
1. Aplicável aos imputáveis
2. Fundamentada na culpabilidade
3. Prazo de duração fixado na sentença
4. Decorre de condenação
5. Finalidades retributiva e preventiva
MEDIDA DE SEGURANÇA
1. Aplicável aos inimputáveis
2. Fundamentada na periculosidade
3. Só há prazo mínimo de duração
4. Decorre de absolvição imprópria
5. Finalidade apenas preventiva
Obs.: semi-imputáveis = MS pode substituir pena
Código de Processo Penal
Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão:
(Redação dada pela Lei 12.403/2011).
...
VII - internação provisória do acusado nas hipóteses
de crimes praticados com violência ou grave ameaça,
quando os peritos concluírem ser inimputável ou
semi-imputável (art. 26 do Código Penal) ehouver risco
de reiteração;
Súmula 422, STF
A absolvição criminal não prejudica a medida de
segurança, quando couber, ainda que importe privação
da liberdade.
Súmula 525, STF
A medida de segurança não será aplicada em segunda
instância, quando só o réu tenha recorrido.
Espécies de medidas de segurança
Art. 96. As medidas de segurança são:
I - Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em
outro estabelecimento adequado;
II - sujeição a tratamento ambulatorial.
Parágrafo único - Extinta a punibilidade, não se impõe medida de segurança
nem subsiste a que tenha sido imposta.
Imposição da medida de segurança para inimputável
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art26
Ou a pena ou a medida de segurança
Pena + a medida de segurança
Sendo inimputável não há culpabilidade, e não havendo culpabilidade não há crime.
Elementos do crime:
Fato típico
Ilicitude
Culpabilidade
Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art.
26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o
juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial.
Inimputáveis
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença
mental ou desenvolvimento mental incompleto ou
retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Lei 10.216/2001
Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas
portadoras de transtornos mentais e redireciona o
modelo assistencial em saúde mental.
...
Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades,
só será indicada quando os recursos extra-hospitalares
se mostrarem insuficientes.
STJ – HC 113.016/MS, 6ª T., 18/11/2008,
Relatora Ministra Jane Silva
PENAL. HABEAS CORPUS. FURTO PRIVILEGIADO.
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA QUE NÃO FOI
EXAMINADO PELO TRIBUNAL A QUO - SUPRESSÃO
DE INSTÂNCIA. MEDIDA DE INTERNAÇÃO QUE NÃO
SE ADEQUA À NECESSIDADE SOCIAL NEM AO FIM
CURATIVO ALMEJADO. CONDENAÇÃO QUE SE
FOSSE EFETIVADA IMPLICARIA EM PENA DE
DETENÇÃO. PACIENTE QUE SE ADEQUARIA
MELHOR A TRATAMENTO REALIZADO EM MEIO
LIVRE, COMO RECOMENDA HOJE A PSIQUIATRIA.
ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E NESTA
EXTENSÃO CONCEDIDA.
1. Não se pode conhecer de matéria que não foi
submetida ao Tribunal a quo, sob pena de supressão de
instância.
2. Paciente inimputável que, se condenado, ficaria
sujeito à pena de detenção, pois é primário, de bons
antecedentes, e o objeto furtado é de pequeno valor
3. A medida de segurança deve atender a dois
interesses: a segurança social e principalmente ao
interesse da obtenção da cura daquele a quem é
imposta, ou a possibilidade de um tratamento que
minimize os efeitos da doença mental, não implicando
necessariamente em internação.
4. Não se tratando de delito grave, mas necessitando
o paciente de tratamento que o possibilite viver
socialmente, sem oferecer risco para a sociedade e a
si próprio, a melhor medida de segurança é o
tratamento ambulatorial, em meio livre.
5. Ordem parcialmente conhecida e nesta extensão
concedida, para permitir ao paciente o tratamento
ambulatorial
Resolução CNJ 487, 15/02/2023
Institui a Política Antimanicomial do Poder Judiciário e
estabelece procedimentos e diretrizes para implementar
a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas
com Deficiência e a Lei n. 10.216/2001, no âmbito do
Absolvição impropria
Regra
processo penal e da execução das medidas de
segurança.
§ 1º - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado,
perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação
de periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos.
Súmula 527, STJ
O tempo de duração da medida de segurança não deve
ultrapassar o limite máximo da pena abstratamente
cominada ao delito praticado. (3ª Seção, julgado em
13/05/2015, DJe 18/05/2015)
Perícia médica
§ 2º - A perícia médica realizar-se-á ao termo do prazo mínimo fixado e deverá
ser repetida de ano em ano, ou a qualquer tempo, se o determinar o juiz da
execução.
Desinternação ou liberação condicional
§ 3º - A desinternação, ou a liberação, será sempre condicional devendo ser
restabelecida a situação anterior se o agente, antes do decurso de 1 (um) ano,
pratica fato indicativo de persistência de sua periculosidade.
§ 4º - Em qualquer fase do tratamento ambulatorial, poderá o juiz determinar a
internação do agente, se essa providência for necessária para fins curativos.
Substituição da pena por medida de segurança para o semi-imputável
Art. 98 - Na hipótese do parágrafo único do art. 26 deste Código e
necessitando o condenado de especial tratamento curativo, a pena privativa de
liberdade pode ser substituída pela internação, ou tratamento ambulatorial, pelo
prazo mínimo de 1 (um) a 3 (três) anos, nos termos do artigo anterior e
respectivos §§ 1º a 4º.
Art. 26 - ...
Redução de pena
Parágrafo único – A pena pode ser reduzida de um a
dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de
saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto
ou retardado não era inteiramente capaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com
esse entendimento.
Direitos do internado
Art. 99 - O internado será recolhido a estabelecimento dotado de
características hospitalares e será submetido a tratamento.
LEI DE EXECUÇÃO PENAL
TÍTULO IV – Dos Estabelecimentos Penais
CAPÍTULO VI – Do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico
https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp#TIT1TEMA0
https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp#TIT1TEMA0
https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp#TIT1TEMA0
https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp#TIT1TEMA0
Máximo
O tempo máximo da medida de segurança deve submeter-se ao limite máximo de pena Art 75 CP (40anos)
Não haverá pena de caráter perpetuo Art. 5 CF
Art. 99. O Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico destina-se aos
inimputáveis e semi-imputáveis referidos no artigo 26 e seu parágrafo único do
Código Penal.
Parágrafo único. Aplica-se ao hospital, no que couber, o disposto no
parágrafo único, do artigo 88, desta Lei.
Art. 100. O exame psiquiátrico e os demais exames necessários ao
tratamento são obrigatórios para todos os internados.
Art. 101. O tratamento ambulatorial, previsto no artigo 97, segunda parte,
do Código Penal, será realizado no Hospital de Custódia e Tratamento
Psiquiátrico ou em outro local com dependência médica adequada.
TÍTULO VI - Da Execução das Medidas de Segurança
CAPÍTULO I - Disposições Gerais
Art. 171. Transitada em julgado a sentença que aplicar medida de
segurança, será ordenada a expedição de guia para a execução.
Art. 172. Ninguém será internado em Hospital de Custódia e Tratamento
Psiquiátrico, ou submetido a tratamento ambulatorial, para cumprimento de
medida de segurança, sem a guia expedida pela autoridade judiciária.
Art. 173. A guia de internamento ou de tratamento ambulatorial, extraída
pelo escrivão, que a rubricará em todas as folhas e a subscreverá com o Juiz,
será remetida à autoridade administrativa incumbida da execução e conterá:
I - a qualificação do agente e o número do registro geral do órgão oficial de
identificação;
II - o inteiro teor da denúncia e da sentença que tiver aplicado a medida de
segurança, bem como a certidão do trânsito em julgado;
III - a data em que terminará o prazo mínimo de internação, ou do
tratamento ambulatorial;
IV - outras peças do processo reputadas indispensáveis ao adequado
tratamento ou internamento.
§ 1° Ao Ministério Público será dada ciência da guia de recolhimento e de
sujeição a tratamento.
§ 2° A guia será retificada sempre que sobrevier modificações quanto ao
prazo de execução.
Art. 174. Aplicar-se-á, na execução da medida de segurança, naquilo que
couber, o disposto nos artigos 8° e 9° desta Lei.
CAPÍTULO II - Da Cessação da Periculosidade
Art. 175. A cessação da periculosidade será averiguada no fim do prazo
mínimode duração da medida de segurança, pelo exame das condições
pessoais do agente, observando-se o seguinte:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art26p
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art26p
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art97
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art97
I - a autoridade administrativa, até 1 (um) mês antes de expirar o prazo de
duração mínima da medida, remeterá ao Juiz minucioso relatório que o habilite
a resolver sobre a revogação ou permanência da medida;
II - o relatório será instruído com o laudo psiquiátrico;
III - juntado aos autos o relatório ou realizadas as diligências, serão
ouvidos, sucessivamente, o Ministério Público e o curador ou defensor, no
prazo de 3 (três) dias para cada um;
IV - o Juiz nomeará curador ou defensor para o agente que não o tiver;
V - o Juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, poderá
determinar novas diligências, ainda que expirado o prazo de duração mínima
da medida de segurança;
VI - ouvidas as partes ou realizadas as diligências a que se refere o inciso
anterior, o Juiz proferirá a sua decisão, no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 176. Em qualquer tempo, ainda no decorrer do prazo mínimo de
duração da medida de segurança, poderá o Juiz da execução, diante de
requerimento fundamentado do Ministério Público ou do interessado, seu
procurador ou defensor, ordenar o exame para que se verifique a cessação da
periculosidade, procedendo-se nos termos do artigo anterior.
Art. 177. Nos exames sucessivos para verificar-se a cessação da
periculosidade, observar-se-á, no que lhes for aplicável, o disposto no artigo
anterior.
Art. 178. Nas hipóteses de desinternação ou de liberação (artigo 97, § 3º,
do Código Penal), aplicar-se-á o disposto nos artigos 132 e 133 desta Lei.
Art. 179. Transitada em julgado a sentença, o Juiz expedirá ordem para a
desinternação ou a liberação.
TÍTULO VII - Dos Incidentes de Execução
CAPÍTULO I - Das Conversões
...
Art. 183. Quando, no curso da execução da pena privativa de liberdade,
sobrevier doença mental ou perturbação da saúde mental, o Juiz, de ofício, a
requerimento do Ministério Público, da Defensoria Pública ou da autoridade
administrativa, poderá determinar a substituição da pena por medida de
segurança. (Redação dada pela Lei nº 12.313, de 2010).
Art. 184. O tratamento ambulatorial poderá ser convertido em internação
se o agente revelar incompatibilidade com a medida.
Parágrafo único. Nesta hipótese, o prazo mínimo de internação será de 1
(um) ano.
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art97%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art97%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12313.htm#art2
DA EXECUÇÃO DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA
Art. 751. Durante a execução da pena ou durante o tempo em que a ela se furtar o
condenado, poderá ser imposta medida de segurança, se:
I - o juiz ou o tribunal, na sentença:
a) omitir sua decretação, nos casos de periculosidade presumida;
b) deixar de aplicá-la ou de excluí-la expressamente;
 c) declarar os elementos constantes do processo insuficientes para a imposição ou
exclusão da medida e ordenar indagações para a verificação da periculosidade do condenado;
II - tendo sido, expressamente, excluída na sentença a periculosidade do condenado,
novos fatos demonstrarem ser ele perigoso.
Art. 752. Poderá ser imposta medida de segurança, depois de transitar em julgado a
sentença, ainda quando não iniciada a execução da pena, por motivo diverso de fuga ou
ocultação do condenado:
I - no caso da letra a do no I do artigo anterior, bem como no da letra b, se tiver sido
alegada a periculosidade;
II - no caso da letra c do no I do mesmo artigo.
Art. 753. Ainda depois de transitar em julgado a sentença absolutória, poderá ser imposta
a medida de segurança, enquanto não decorrido tempo equivalente ao da sua duração mínima,
a indivíduo que a lei presuma perigoso.
Art. 754. A aplicação da medida de segurança, nos casos previstos nos arts. 751 e 752,
competirá ao juiz da execução da pena, e, no caso do art. 753, ao juiz da sentença.
Art. 755. A imposição da medida de segurança, nos casos dos arts. 751 a 753, poderá
ser decretada de ofício ou a requerimento do Ministério Público.
Parágrafo único. O diretor do estabelecimento penal, que tiver conhecimento de fatos
indicativos da periculosidade do condenado a quem não tenha sido imposta medida de
segurança, deverá logo comunicá-los ao juiz.
Art. 756. Nos casos do no I, a e b, do art. 751, e no I do art. 752, poderá ser dispensada
nova audiência do condenado.
Art. 757. Nos casos do no I, c, e no II do art. 751 e no II do art. 752, o juiz, depois de
proceder às diligências que julgar convenientes, ouvirá o Ministério Público e concederá ao
condenado o prazo de três dias para alegações, devendo a prova requerida ou reputada
necessária pelo juiz ser produzida dentro em dez dias.
§ 1o O juiz nomeará defensor ao condenado que o requerer.
§ 2o Se o réu estiver foragido, o juiz procederá às diligências que julgar convenientes,
concedendo o prazo de provas, quando requerido pelo Ministério Público.
§ 3o Findo o prazo de provas, o juiz proferirá a sentença dentro de três dias.
Art. 758. A execução da medida de segurança incumbirá ao juiz da execução da
sentença.
Art. 759. No caso do art. 753, o juiz ouvirá o curador já nomeado ou que então nomear,
podendo mandar submeter o condenado a exame mental, internando-o, desde logo, em
estabelecimento adequado.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art751
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Art. 760. Para a verificação da periculosidade, no caso do § 3o do art. 78 do Código
Penal, observar-se-á o disposto no art. 757, no que for aplicável.
Art. 761. Para a providência determinada no art. 84, § 2o, do Código Penal, se as
sentenças forem proferidas por juízes diferentes, será competente o juiz que tiver sentenciado
por último ou a autoridade de jurisdição prevalente no caso do art. 82.
Art. 762. A ordem de internação, expedida para executar-se medida de segurança
detentiva, conterá:
I - a qualificação do internando;
II - o teor da decisão que tiver imposto a medida de segurança;
III - a data em que terminará o prazo mínimo da internação.
Art. 763. Se estiver solto o internando, expedir-se-á mandado de captura, que será
cumprido por oficial de justiça ou por autoridade policial.
Art. 764. O trabalho nos estabelecimentos referidos no art. 88, § 1o, III, do Código Penal,
será educativo e remunerado, de modo que assegure ao internado meios de subsistência,
quando cessar a internação.
§ 1o O trabalho poderá ser praticado ao ar livre.
§ 2o Nos outros estabelecimentos, o trabalho dependerá das condições pessoais do
internado.
Art. 765. A quarta parte do salário caberá ao Estado ou, no Distrito Federal e nos
Territórios, à União, e o restante será depositado em nome do internado ou, se este preferir,
entregue à sua família.
Art. 766. A internação das mulheres será feita em estabelecimento próprio ou em seção
especial.
Art. 767. O juiz fixará as normas de conduta que serão observadas durante a liberdade
vigiada.
§ 1o Serão normas obrigatórias, impostas ao indivíduo sujeito à liberdade vigiada:
a) tomar ocupação, dentro de prazo razoável, se for apto para o trabalho;
b) não mudar do território da jurisdição do juiz,

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