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CADERNO DE LEI SECA 
 
SEMANA 03 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
SEMANA 03/18 
 
 
Sumário 
SEGUNDA-FEIRA ................................................................................................................................................ 4 
Leitura do Código Penal – Artigos 69 ao 90 ................................................................................................. 4 
TERÇA-FEIRA .................................................................................................................................................... 13 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 24 ao 50 ........................................................................... 13 
QUARTA-FEIRA ................................................................................................................................................. 23 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 51 ao 68 ........................................................................... 23 
Leitura da Constituição Federal – Artigos 38 e 39 ...................................................................................... 27 
QUINTA-FEIRA ................................................................................................................................................. 31 
Leitura da Constituição Federal – Artigos 44 ao 52 .................................................................................... 31 
SEXTA-FEIRA .................................................................................................................................................... 37 
Leitura da Constituição Federal – Artigos 53 ao 58 .................................................................................... 37 
 
 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
SEMANA 03/18 
4 
 
SEGUNDA-FEIRA 
 
Leitura do Código Penal – Artigos 69 ao 90 
 
Concurso material 
Art. 69. Quando o agente, mediante MAIS DE UMA ação ou omissão, pratica 2 (dois) ou mais crimes, 
idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No 
caso de aplicação cumulativa de penas de RECLUSÃO e de detenção, executa-se primeiro aquela 
(RECLUSÃO). 
CONCURSO MATERIAL 
⇾ Agente: 
• Mediante MAIS DE UMA ação ou omissão 
• Pratica 2 ou mais crimes (idênticos ou não) 
⇾ Aplicam-se: 
• Cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. 
⇾ Aplicação cumulativa de penas de RECLUSÃO e de detenção: executa-se primeiro a de 
RECLUSÃO. 
§ 1º. Na hipótese deste artigo, quando ao agente tiver sido aplicada pena privativa de liberdade, não 
suspensa, por um dos crimes, para os demais será incabível a substituição de que trata o art. 44 deste 
Código. 
Art. 44, CP. As penas restritivas de direitos são autônomas e SUBSTITUEM as privativas de liberdade, 
QUANDO: 
I - aplicada pena privativa de liberdade NÃO SUPERIOR a 4 (quatro) anos e o crime não for cometido com 
violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; 
II - o réu não for reincidente em crime DOLOSO; 
III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os 
motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. 
§ 2º. Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos, o condenado cumprirá simultaneamente 
as que forem compatíveis entre si e sucessivamente as demais. 
• Concurso material: mais de uma ação ou omissão. 
• Concurso formal: uma só ação ou omissão. 
 
• Súmula nº 243, STJ. O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais 
cometidas em concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando a pena mínima 
cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência da majorante, ultrapassar o limite de 01 ano. 
 
 
about:blank
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
SEMANA 03/18 
5 
 
Concurso formal 
Art. 70. Quando o agente, mediante UMA SÓ ação ou omissão, pratica 2 (dois) ou mais crimes, 
idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas 
aumentada, em qualquer caso, de 1/6 (um sexto) até 1/2 (metade). As penas aplicam-se, entretanto, 
cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios 
autônomos, consoante o disposto no artigo anterior. 
CONCURSO FORMAL 
⇾ Agente: 
• Mediante UMA SÓ ação ou omissão 
• Pratica 2 ou mais crimes (idênticos ou não) 
⇾ Aplicam-se: 
• A maior das penas cabíveis. 
• Se penas iguais: somente uma delas, aumentada, em qualquer caso, de 1/6 até 1/2. 
⇾ Penas aplicam-se cumulativamente: se a ação ou omissão é DOLOSA e os crimes 
concorrentes resultam de desígnios autônomos. 
Parágrafo único. Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. 69 deste Código. 
 
 
Crime continuado 
Art. 71. Quando o agente, mediante MAIS DE UMA ação ou omissão, pratica 2 ou mais crimes da 
MESMA ESPÉCIE e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os 
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se 
idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de 1/6 a 2/3. 
CRIME CONTINUADO 
⇾ Agente: 
• Mediante MAIS DE UMA ação ou omissão 
• Pratica 2 ou mais crimes da MESMA ESPÉCIE 
• Pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes 
• Devem os crimes subsequentes ser havidos como continuação do primeiro crime 
⇾ Aplicam-se: 
• A pena de um só dos crimes – se idênticas; ou 
• A mais grave, se penas diversas: aumentada, em qualquer caso, de 1/6 a 2/3. 
 
• Súmula nº 497, STF. Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na 
sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. 
• Súmula nº 711, STF. A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a 
sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
SEMANA 03/18 
6 
 
• Súmula nº 723, STF. Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma 
da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de 1/6 for superior a 1 (um) ano. 
Parágrafo único. Nos CRIMES DOLOSOS, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave 
ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a 
personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, 
se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo (3x), observadas as regras do parágrafo único do art. 
70 e do art. 75 deste Código. 
 
 
Multas no concurso de crimes 
Art. 72. No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. 
 
 
Erro na execução 
Art. 73. Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de atingir a 
pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o crime CONTRA 
AQUELA, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código. No caso de ser também atingida a pessoa 
que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste Código (concurso formal). 
Erro sobre elementos do tipo 
Art. 20. O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime EXCLUI O DOLO, mas permite a punição 
por crime culposo, se previsto em lei. 
Descriminantes putativas 
§ 1º. É ISENTO DE PENA quem, por ERRO PLENAMENTE JUSTIFICADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS, supõe 
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de 
CULPA e o fato é punível como crime culposo. 
Erro determinado por terceiro 
§ 2º. Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. 
Erro sobre a pessoa 
§ 3º. O erro quanto à pessoa contraa qual o crime é praticado NÃO ISENTA DE PENA. Não se consideram, 
neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da PESSOA CONTRA QUEM O AGENTE QUERIA 
PRATICAR O CRIME (vítima virtual). 
 
 
Resultado diverso do pretendido 
Art. 74. Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execução do crime, 
sobrevém resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato é previsto como crime 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
SEMANA 03/18 
7 
 
culposo; se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 70 deste Código (concurso 
formal). 
 
 
Limite das penas 
Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 
(quarenta) anos. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
• Súmula nº 527, STJ. O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo 
da pena abstratamente cominada ao delito praticado. 
↳ À luz dos princípios da adequação, da razoabilidade e da proporcionalidade, na fixação da espécie de 
medida de segurança a ser aplicada não deve ser considerada a natureza da pena privativa de liberdade 
aplicável, mas sim a periculosidade do agente, cabendo ao julgador a faculdade de optar pelo tratamento 
que melhor se adapte ao inimputável. Desse modo, mesmo em se tratando de delito punível com reclusão, 
é facultado ao magistrado a escolha do tratamento mais adequado ao inimputável. 
STJ. 3ª Seção. EREsp 998.128-MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 27/11/2019 (Info 662). 
 
Posição do STF: 
40 anos* 
Posição do STJ: máximo da pena 
abstratamente cominada ao delito praticado 
 O STF possui julgados afirmando que a medida 
de segurança deverá obedecer a um prazo 
máximo de 40 anos*, estabelecendo uma 
analogia ao art. 75 do CP, e considerando que 
a CF/88 veda as penas de caráter perpétuo. 
 Art. 75. O tempo de cumprimento das penas 
privativas de liberdade não pode ser superior a 
40 (quarenta) anos. (redação dada pela Lei 
13.964/2019) 
§ 1º Quando o agente for condenado a penas 
privativas de liberdade cuja soma seja superior 
a 40 (quarenta) anos, devem elas ser unificadas 
para atender ao limite máximo deste artigo. 
(redação dada pela Lei 13.964/2019) 
 (...) Esta Corte já firmou entendimento no 
sentido de que o prazo máximo de duração da 
medida de segurança é o previsto no art. 75 do 
 Súmula 527-STJ: O tempo de duração da 
medida de segurança não deve ultrapassar o 
limite máximo da pena abstratamente 
cominada ao delito praticado. 
 Ex.: João, inimputável, pratica fato previsto 
como furto simples (art. 155, caput, do CP); o 
juiz aplica a ele medida de segurança de 
internação; após 4 anos cumprindo medida de 
segurança, o magistrado deverá determinar a 
desinternação de João, considerando que foi 
atingido o máximo da pena abstratamente 
cominada para o furto (“reclusão, de um a 
quatro anos, e multa”). 
↳ A conclusão do STJ é baseada nos princípios 
da isonomia e proporcionalidade (proibição de 
excesso). Não se pode tratar de forma mais 
gravosa o infrator inimputável quando 
comparado ao imputável. Ora, se o imputável 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
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8 
 
CP (...) (STF. 1ª Turma. HC 107432, Rel. Min. 
Ricardo Lewandowski, julgado em 24/05/2011) 
 *Art. 75 do CP previa o prazo máximo de 30 
anos de cumprimento de pena. Este dispositivo 
foi, contudo, alterado pela Lei nº 13.964/2019, 
de sorte que o prazo passou a ser de 40 anos. 
somente poderia ficar cumprindo a pena até o 
máximo previsto na lei para aquele tipo penal, 
é justo que essa mesma regra seja aplicada 
àquele que recebeu medida de segurança. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 527-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/01/2023 
§ 1º. Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja superior a 40 
(quarenta) anos, devem elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste artigo. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
• Súmula nº 715, STF. A pena unificada para atender ao limite de 30 (trinta) 40 (quarenta) anos de 
cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código Penal, não é considerada para a concessão de outros 
benefícios, como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução. 
§ 2º. Sobrevindo condenação por fato posterior ao início do cumprimento da pena, far-se-á nova 
unificação, desprezando-se, para esse fim, o período de pena já cumprido. 
 
 
Concurso de infrações 
Art. 76. No concurso de infrações, executar-se-á primeiramente a pena mais grave. 
• Súmula nº 443 STJ. O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado 
exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de 
majorantes. 
 
 
CAPÍTULO IV 
DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
(Sursis) 
 
Requisitos da suspensão da pena 
Art. 77. A execução da pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois) anos, poderá ser 
SUSPENSA, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos, desde que: 
I - o condenado não seja reincidente em crime doloso; 
II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os 
motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício; 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
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9 
 
III - não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 deste Código (penas restritivas de 
direitos). 
§ 1º. A condenação anterior a pena de multa NÃO impede a concessão do benefício. 
• Súmula nº 499, STF. Não obsta a concessão do sursis condenação anterior a pena de multa. 
(Sursis etário ou profilático) 
§ 2º. A execução da pena privativa de liberdade, não superior a 4 (quatro) anos, poderá ser suspensa, 
por 4 (quatro) a 6 (seis) anos, desde que o condenado seja maior de 70 (setenta) anos de idade, ou razões 
de saúde justifiquem a suspensão. 
 
 
Art. 78. Durante o prazo da suspensão, o condenado ficará sujeito à observação e ao cumprimento 
das condições estabelecidas pelo juiz. 
§ 1º. No primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar serviços à comunidade (art. 46) ou 
submeter-se à limitação de fim de semana (art. 48). 
§ 2º. Se o condenado houver reparado o dano, SALVO impossibilidade de fazê-lo, e se as 
circunstâncias do art. 59 deste Código lhe forem inteiramente favoráveis, o juiz poderá substituir a exigência 
do parágrafo anterior pelas seguintes condições, aplicadas cumulativamente: 
a) proibição de frequentar determinados lugares; 
b) proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do juiz; 
c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas 
atividades. 
 
 
Art. 79. A sentença poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde 
que adequadas ao fato e à situação pessoal do condenado. 
 
 
Art. 80. A suspensão NÃO se estende às penas restritivas de direitos nem à multa. 
 
 
Revogação obrigatória 
Art. 81. A suspensão será REVOGADA se, no curso do prazo, o beneficiário: 
I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso; 
II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem motivo justificado, a 
reparação do dano; 
III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código. 
Revogação facultativa 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
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§ 1º. A suspensão poderá ser revogada se o condenado descumpre qualquer outra condição imposta 
ou é irrecorrivelmente condenado, por crime culposo ou por contravenção, a pena privativa de liberdade 
ou restritiva de direitos. 
Prorrogação do período de prova 
§ 2º. Se o beneficiário está sendo processado por outro crime ou contravenção, considera-se 
prorrogado o prazoda suspensão até o julgamento definitivo. 
§ 3º. Quando facultativa a revogação, o juiz pode, ao invés de decretá-la, prorrogar o período de prova 
até o máximo, se este não foi o fixado. 
 
 
Cumprimento das condições 
Art. 82. Expirado o prazo sem que tenha havido revogação, considera-se EXTINTA a pena privativa 
de liberdade. 
 
 
CAPÍTULO V 
DO LIVRAMENTO CONDICIONAL 
 
• Súmula nº 441, STJ. A falta grave não interrompe o prazo para obtenção de livramento condicional. 
 
Requisitos do livramento condicional 
Art. 83. O juiz poderá conceder LIVRAMENTO CONDICIONAL ao condenado a pena privativa de 
liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: 
I - cumprida mais de 1/3 da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons 
antecedentes; 
II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; 
III - comprovado: 
(Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
a) bom comportamento durante a execução da pena; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 meses; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
IV - tenha reparado, SALVO efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração; 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
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V - cumpridos mais de 2/3 da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de tortura, 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for 
reincidente específico em crimes dessa natureza. 
Parágrafo único. Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à 
pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que 
façam presumir que o liberado não voltará a delinquir. 
 
 
Soma de penas 
Art. 84. As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-se para efeito do livramento. 
 
 
Especificações das condições 
Art. 85. A sentença especificará as condições a que fica subordinado o livramento. 
 
 
Revogação do livramento 
Art. 86. Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em 
sentença irrecorrível: 
I - por crime cometido durante a vigência do benefício; 
II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código. 
 
 
Revogação facultativa 
Art. 87. O juiz poderá, também, revogar o livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das 
obrigações constantes da sentença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a 
pena que não seja privativa de liberdade. 
 
 
Efeitos da revogação 
Art. 88. Revogado o livramento, não poderá ser novamente concedido, e, SALVO quando a revogação 
resulta de condenação por outro crime anterior àquele benefício, não se desconta na pena o tempo em 
que esteve solto o condenado. 
 
 
Extinção 
Art. 89. O juiz não poderá declarar extinta a pena, enquanto não passar em julgado a sentença em 
processo a que responde o liberado, por crime cometido na vigência do livramento. 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
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Art. 90. Se até o seu término o livramento não é revogado, considera-se EXTINTA a pena privativa de 
liberdade. 
• Súmula nº 617, STJ. A ausência de suspensão ou revogação do livramento condicional antes do término 
do período de prova enseja a extinção da punibilidade pelo integral cumprimento da pena. 
 
 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
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TERÇA-FEIRA 
 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 24 ao 50 
 
TÍTULO III 
DA AÇÃO PENAL 
 
Art. 24. Nos crimes de AÇÃO PÚBLICA, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas 
dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou 
de quem tiver qualidade para. 
↳ Princípio da obrigatoriedade da ação penal pública ou princípio da legalidade processual. 
↳ Prazo decadencial de 6 meses p/ o direito de queixa ou de representação. 
• Súmula nº 594, STF. Os direitos de queixa e de representação podem ser exercidos, independentemente, 
pelo ofendido ou por seu representante legal. 
↳ Válida, mas com adaptações em sua interpretação. 
↳ A Súmula 594-STF atualmente serve para transmitir o seguinte entendimento: se esgotou o prazo de queixa 
ou representação para o representante da vítima menor de idade, mesmo assim ela poderá propor queixa 
ou representação, iniciando-se seu prazo a partir do momento em que completa 18 anos. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 594-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
 
. 
Acesso em: 12/01/2023 
• Súmula nº 714, STF. É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, 
condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra do servidor público 
em razão do exercício de suas funções. 
§ 1º. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de 
representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. (CADI). 
(Parágrafo único renumerado pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993) 
§ 2º. Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União, 
Estado e Município, a ação penal será PÚBLICA. 
(Incluído pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993) 
 
 
Art. 25. A representação será IRRETRATÁVEL, depois de OFERECIDA A DENÚNCIA. 
 
 
about:blank
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/35937e34256cf4e5b2f7da08871d2a0b
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/35937e34256cf4e5b2f7da08871d2a0b
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8699.htm#art24%C2%A72
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8699.htm#art24%C2%A72
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
SEMANA 03/18 
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Art. 26. A ação penal, nas contravenções, será iniciada com o auto de prisão em flagrante ou por meio 
de portaria expedida pela autoridade judiciária ou policial. 
(Revogado tacitamente). 
 
 
Art. 27. Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério Público, nos casos em 
que caiba a ação pública, fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o fato e a autoria e indicando o 
tempo, o lugar e os elementos de convicção. 
 
 
Art. 28. Ordenado o ARQUIVAMENTO do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos 
da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade 
policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma 
da lei. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
↳ Artigo com eficácia suspensa! 
⚠ ADI 6300: 
Liminar deferida ad referendum 
MIN. LUIZ FUX 
"(...) Ex positis, concedo a medida cautelar requerida para suspender a eficácia do artigo 310, §4º, do Código 
de Processo Penal (CPP), na redação introduzida pela Lei nº 13.964/2019. Conclusão Ex positis, na condição 
de relator das ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e 6305, com as vênias de praxe e pelos motivos expostos: (a) Revogo 
a decisão monocrática constante das ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e suspendo sine die a eficácia, ad referendum 
do Plenário, (a1) da implantação do juiz das garantias e seus consectários (Artigos 3º-A, 3º-B, 3º-C, 3º-D, 3ª-
E, 3º-F, do Código de Processo Penal); e (a2) da alteração do juiz sentenciante que conheceu de prova 
declarada inadmissível (157, §5º, do Código de Processo Penal); (b) Concedo a medida cautelar requerida 
nos autos da ADI 6305, e suspendo sinedie a eficácia, ad referendum do Plenário, (b1) da alteração do 
procedimento de arquivamento do inquérito policial (28, caput, Código de Processo Penal); (b2) Da 
liberalização da prisão pela não realização da audiência de custodia no prazo de 24 horas (Artigo 310, §4º, 
do Código de Processo Penal); Nos termos do artigo 10, §2º, da Lei n. 9868/95, a concessão desta medida 
cautelar não interfere nem suspende os inquéritos e os processos em curso na presente data. Aguardem-se 
as informações já solicitadas aos requeridos, ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da 
República. Após, retornem os autos para a análise dos pedidos de ingresso na lide dos amici curae e a 
designação oportuna de audiências públicas. Publique-se. Intimem-se." 
 
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• Súmula nº 696, STF. Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, 
mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o Juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-
Geral, aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo Penal. 
§ 1º. Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito policial, 
poderá, no prazo de 30 (trinta) dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão da 
instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. Nas ações penais relativas a crimes praticados em detrimento da União, Estados e Municípios, 
a revisão do arquivamento do inquérito policial poderá ser provocada pela chefia do órgão a quem couber 
a sua representação judicial. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
 
 
Art. 28-A. NÃO sendo caso de arquivamento e tendo o investigado CONFESSADO formal e 
circunstancialmente a prática de infração penal SEM violência ou grave ameaça e com pena mínima 
INFERIOR a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL, 
desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, mediante as seguintes 
CONDIÇÕES ajustadas CUMULATIVA e ALTERNATIVAMENTE: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
I - reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, EXCETO na impossibilidade de fazê-lo; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
II - renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo Ministério Público como 
instrumentos, produto ou proveito do crime; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
III - prestar serviço à comunidade ou a entidades públicas por período correspondente à pena 
mínima cominada ao delito DIMINUÍDA de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), em local a ser indicado pelo 
juízo da execução, na forma do art. 46 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas 
Art. 46, CP. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às condenações 
superiores a 6 (seis) meses de privação da liberdade. 
(Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) 
§ 1º. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas consiste na atribuição de tarefas gratuitas 
ao condenado. 
(Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 
§ 2º. A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos 
e outros estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou estatais. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art46
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art46
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(Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 
§ 3º. As tarefas a que se refere o § 1º serão atribuídas conforme as aptidões do condenado, devendo ser 
cumpridas à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação, fixadas de modo a não prejudicar a jornada 
normal de trabalho. 
(Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 
§ 4º. Se a pena substituída for superior a 1 (um) ano, é facultado ao condenado cumprir a pena substitutiva 
em menor tempo (art. 55), nunca inferior à metade da pena privativa de liberdade fixada. 
(Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 
IV - pagar prestação pecuniária, a ser estipulada nos termos do art. 45 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 
de dezembro de 1940 (Código Penal), a entidade pública ou de interesse social, a ser indicada pelo juízo da 
execução, que tenha, preferencialmente, como função proteger bens jurídicos iguais ou semelhantes aos 
aparentemente lesados pelo delito; ou 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Conversão das penas restritivas de direitos 
Art. 45, CP. Na aplicação da substituição prevista no artigo anterior, proceder-se-á na forma deste e dos arts. 
46, 47 e 48. 
(Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) 
§ 1º. A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima, a seus dependentes ou a entidade 
pública ou privada com destinação social, de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 (um) salário-mínimo 
nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários-mínimos. O valor pago será deduzido do montante de 
eventual condenação em ação de reparação civil, se coincidentes os beneficiários. 
(Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 
§ 2º. No caso do parágrafo anterior, se houver aceitação do beneficiário, a prestação pecuniária pode 
consistir em prestação de outra natureza. 
(Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 
§ 3º. A perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á, ressalvada a legislação especial, em 
favor do Fundo Penitenciário Nacional, e seu valor terá como teto – o que for maior – o montante do prejuízo 
causado ou do provento obtido pelo agente ou por terceiro, em consequência da prática do crime. 
(Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 
§ 4º. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998) 
V - cumprir, por prazo determinado, outra condição indicada pelo Ministério Público, desde que 
proporcional e compatível com a infração penal imputada. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 1º. Para aferição da pena mínima cominada ao delito a que se refere o caput deste artigo, serão 
consideradas as causas de aumento e diminuição aplicáveis ao caso concreto. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art46
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art46
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art46
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art45
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art45
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art45
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art45
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/1998/Mv1447-98.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm#art45
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§ 2º. O disposto no caput deste artigo NÃO SE APLICA nas seguintes hipóteses: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
I - se for cabível TRANSAÇÃO PENAL de competência dos Juizados Especiais Criminais, nos termos da 
lei; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
II - se o investigado for REINCIDENTE ou se houver elementos probatórios que indiquem CONDUTA 
CRIMINAL HABITUAL, REITERADA ou PROFISSIONAL, EXCETO se insignificantes as infrações penais 
pretéritas; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
III - ter sido o agente beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao cometimento da infração, em 
acordo de não persecução penal, transação penal ou suspensão condicional do processo; e 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
IV - nos crimes praticados no âmbito de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA OU FAMILIAR, ou praticados 
CONTRA A MULHER POR RAZÕES DA CONDIÇÃO DE SEXOFEMININO, em favor do agressor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 3º O acordo de não persecução penal será formalizado por escrito e será firmado pelo membro do 
Ministério Público, pelo investigado e por seu defensor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 4º. Para a HOMOLOGAÇÃO do acordo de não persecução penal, será realizada audiência na qual o 
juiz deverá verificar a sua voluntariedade, por meio da oitiva do investigado na presença do seu defensor, 
e sua legalidade. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 5º. Se o juiz considerar inadequadas, insuficientes ou abusivas as condições dispostas no acordo 
de não persecução penal, devolverá os autos ao Ministério Público para que seja reformulada a proposta 
de acordo, com concordância do investigado e seu defensor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 6º. Homologado judicialmente o acordo de não persecução penal, o juiz devolverá os autos ao 
Ministério Público para que inicie sua execução perante o juízo de execução penal. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 7º. O juiz poderá recusar homologação à proposta que não atender aos requisitos legais ou quando 
não for realizada a adequação a que se refere o § 5º deste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 8º. Recusada a homologação, o juiz devolverá os autos ao Ministério Público para a análise da 
necessidade de complementação das investigações ou o oferecimento da denúncia. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 9º. A vítima será intimada da homologação do acordo de não persecução penal e de seu 
descumprimento. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
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§ 10. Descumpridas quaisquer das condições estipuladas no acordo de não persecução penal, o 
Ministério Público deverá comunicar ao juízo, para fins de sua rescisão e posterior oferecimento de 
denúncia. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 11. O descumprimento do acordo de não persecução penal pelo investigado também poderá ser 
utilizado pelo Ministério Público como justificativa para o eventual não oferecimento de suspensão 
condicional do processo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 12. A celebração e o cumprimento do acordo de não persecução penal NÃO constarão de certidão 
de antecedentes criminais, EXCETO para os fins previstos no inciso III do § 2º deste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 13. Cumprido INTEGRALMENTE o acordo de não persecução penal, o juízo competente decretará 
a EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 14. No caso de recusa, por parte do Ministério Público, em propor o acordo de não persecução 
penal, o investigado poderá requerer a remessa dos autos a órgão superior, na forma do art. 28 deste 
Código. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
 
 
(Ação penal privada subsidiária da pública). 
Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo 
legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir 
em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso 
de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal. 
 
 
Art. 30. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo caberá intentar a ação privada. 
 
 
Art. 31. No caso de MORTE do ofendido ou quando declarado AUSENTE por decisão judicial, o 
direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. 
(CADI - Ordem preferencial). 
↳ Prazo decadencial de 6 meses para o direito de queixa ou de representação. 
 
 
Art. 32. Nos crimes de AÇÃO PRIVADA, o juiz, a requerimento da parte que comprovar a sua pobreza, 
nomeará advogado para promover a ação penal. 
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
SEMANA 03/18 
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§ 1º. Considerar-se-á pobre a pessoa que não puder prover às despesas do processo, sem privar-se 
dos recursos indispensáveis ao próprio sustento ou da família. 
§ 2º. Será prova suficiente de pobreza o atestado da autoridade policial em cuja circunscrição residir 
o ofendido. 
 
 
Art. 33. Se o ofendido for menor de 18 (dezoito) anos, ou mentalmente enfermo, ou retardado 
mental, e não tiver representante legal, ou colidirem os interesses deste com os daquele, o direito de queixa 
poderá ser exercido por curador especial, nomeado, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, pelo 
juiz competente para o processo penal. 
 
 
Art. 34. Se o ofendido for menor de 21 (vinte e um) e maior de 18 (dezoito) anos, o direito de queixa 
poderá ser exercido por ele ou por seu representante legal. 
(Artigo revogado tacitamente). 
 
 
Art. 35. (Revogado pela Lei nº 9.520, de 27.11.1997). 
 
 
Art. 36. Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, terá PREFERÊNCIA o cônjuge, e, 
em seguida, o parente mais próximo na ordem de enumeração constante do art. 31 (ascendente, 
descendente ou irmão), podendo, entretanto, qualquer delas prosseguir na ação, caso o querelante desista 
da instância ou a abandone. 
 
 
Art. 37. As fundações, associações ou sociedades legalmente constituídas poderão exercer a ação 
penal, devendo ser representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos designarem ou, no 
silêncio destes, pelos seus diretores ou sócios-gerentes. 
 
 
Art. 38. SALVO disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, DECAIRÁ NO 
DIREITO DE QUEIXA OU DE REPRESENTAÇÃO, se não o exercer dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado 
do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29 (ação penal privada subsidiária 
da pública), do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. 
Parágrafo único. Verificar-se-á a decadência do direito de queixa ou representação, dentro do mesmo 
prazo, nos casos dos arts. 24, parágrafo único §1º, e 31. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9520.htm#art1
CADERNO DE LEI SECA 
 
DELEGADO MARANHÃO 
 
SEMANA 03/18 
20 
 
 
Art. 39. O direito de representação poderá ser exercido, pessoalmente ou por procurador com 
poderes especiais, mediante declaração, escrita ou oral, feita ao juiz, ao órgão do Ministério Público, ou à 
autoridade policial. 
§ 1º. A representação feita oralmente ou por escrito, SEM assinatura devidamente autenticada do 
ofendido, de seu representante legal ou procurador, será reduzida a termo, perante o juiz ou autoridade 
policial, presente o órgão do Ministério Público, quando a este houver sido dirigida. 
§ 2º. A representação conterá todas as informações que possam servir à apuração do fato e da 
autoria. 
§ 3º. Oferecida ou reduzida a termo a representação, a autoridade policial procederá a inquérito, ou, 
não sendo competente, remetê-lo-á à autoridade que o for. 
§ 4º. A representação, quando feita ao juiz ou perante este reduzida a termo, será remetida à 
autoridade policial para que esta proceda a inquérito. 
§ 5º. O órgão do Ministério Público DISPENSARÁ o inquérito, se com a representação forem 
oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia no 
prazo de 15 (quinze) dias. 
(Dispensabilidade do IP). 
 
 
Art. 40. Quando, em autos ou papéis de que conhecerem, os juízes ou tribunais verificarem a 
existência de crime de ação pública, remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários 
ao oferecimento da denúncia. 
 
 
Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas 
circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a 
classificação do crime e, quando necessário,o rol das testemunhas. 
⇾ A denúncia ou queixa conterá: 
• exposição do fato criminoso – com todas as suas circunstâncias; 
• qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo; 
• classificação do crime; 
• rol de testemunhas (quando necessário). 
 
 
Art. 42. O Ministério Público NÃO PODERÁ DESISTIR DA AÇÃO PENAL. 
↳ Princípio da indisponibilidade da ação penal pública.

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