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Atividade 3 (A3) Disciplina: ANTROPOLOGIA E CULTURA BRASILEIRA Questão 1 Na década de 1930, o sociólogo Gilberto Freyre defendeu a tese de que o Brasil seria um exemplo de democracia racial, posto que brancos e negros conviveriam de maneira equilibrada e sem maiores adversidades. Por volta de 1950, no entanto, estudiosos como Florestan Fernandes e Octavio Ianni ficaram conhecidos por difundirem a ideia de que essa democracia se tratava de um mito, visto a realidade de pobreza e a discriminação enfrentada por boa parte da população negra do país. Com base no texto, qual autor passou a defender, por volta de 1950, que a democracia racial era um mito? Selecione a resposta: A Florestan Fernandes B Marcel Mauss C Octavio Ianni D Sérgio Buarque de Hollanda E Gilberto Freyre 1 de 10 perguntas 2 A escravidão no Brasil percorreu quatro séculos de história, deixando marcas profundas. Ainda hoje, há quem duvide da crueldade empregada contra os africanos escravizados, por isso, torna-se importante enfatizar que a escravidão no Brasil foi caracterizada por um cotidiano de torturas físicas e inúmeras violações de direitos. Por que, mesmo após a lei que institui a abolição da escravidão (Lei Área, de 13 de maio de 1888), a realidade do negro no Brasil continuou marcada pela miséria e pelas péssimas condições de vida? Assinale a alternativa ERRADA. Selecione a resposta: A Não possuíam moradia. B Não possuíam assistência. C Não possuíam liberdade. D Não possuíam emprego. E Sofriam preconceito. Questão 3 Apesar da diversidade de cores e texturas que formam o nosso país, nem todos os grupos étnicos recebem o devido respeito, seja pela cor da pele, seja em decorrência de aspectos culturais, como religião ou hábitos cotidianos. O preconceito racial pode se manifestar desde comentários grosseiros e desrespeitosos até o preterimento de vagas de emprego ou abordagens desnecessárias por parte de agentes públicos ou privados de segurança. Todas essas manifestações — é importante sublinhar — apesar de serem praticadas por indivíduos, possuem suas raízes em uma estrutura social que avaliza aqueles que cometem atos racistas. Ou seja, essa é uma questão que se baseia na história escravagista e de produção de injustiças contra grupos étnicos, especialmente negros e indígenas. Se não nascemos preconceituosos, como aprendemos a tratar as pessoas de maneira diferenciada em nossa sociedade? Selecione a resposta: A Com exemplos práticos e discursivos da configuração social. B Através do pensamento crítico. C Com a miscigenação da sociedade brasileira. D Aprendendo o respeito mútuo. E Estudando as diferentes manifestações culturais, sociais e religiosas. Questão 4 No período colonial, a partir da exploração das riquezas naturais brasileiras, os portugueses tinham como objetivo produzir bens para serem comercializados no continente europeu. Para tanto, necessitavam de mão de obra. Inicialmente, os índios nativos eram utilizados como escravos nesse processo, mas, pouco tempo depois, foram substituídos. A lógica econômica e social da época tinha como objetivo assegurar a alta produção demandada pelo mercado europeu, e a mão de obra escrava se constituía como o modo mais rentável de exploração. Contudo, ela não era lucrativa apenas nesse sentido, uma vez que o tráfico negreiro também proporcionava altíssimos ganhos para as metrópoles, de modo que a escravização do povo negro se tornava duplamente vantajosa para os europeus (MATTOS, 2007). SCHIMITT, M. Antropologia e Cultura Brasileira. Capítulo 3. (Apostila) A partir do texto, considere as asserções abaixo e a relação proposta entre elas. I. A mão de obra escrava indígena foi substituída pela negra ao longo do processo de colonização. PORQUE II. O lucro com o tráfico negreiro interessava à Europa e os jesuítas se opunham à escravidão indígena. É correto afirmar que: Selecione a resposta: A As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. B As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. C A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. D A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. E As asserções I e II são proposições falsas. Questão 5 A vinda de colonos provenientes do velho mundo ao Brasil pode ser compreendida, também, a partir de um projeto político, ou seja, enquanto um processo civilizatório. A partir de um ideal de que pessoas brancas eram superiores às demais, justificou-se o modelo de colonização ocorrida no Brasil. Muito disso se deu através da religião, com a centralidade das religiões europeias no processo de colonização e na construção de uma identidade nacional. Especialmente os jesuítas — que comandavam a educação no país — tiveram grande influência no que tange ao desenvolvimento intelectual, trazendo a perspectiva da escolástica e da filosofia universalista. Qual princípio religioso NÃO foi propagado pelos jesuítas no processo de colonização religiosa? Selecione a resposta: A Princípios universais. B Verdades englobantes. C Dogmas simplificadores. D Sincretismos. E Negação de outras religiões. Questão 6 Os primeiros japoneses vindos ao Brasil desembarcaram no estado de São Paulo, no porto da cidade de Santos. Como os custos da viagem até ao Brasil eram altos, os imigrantes que aqui chegaram eram, em sua maioria, advindos de uma classe média rural e, em boa medida, correspondia aos interesses do governo brasileiro. No país, havia uma grande demanda de trabalhares para as lavouras de café e, consequentemente, nessa mesma época, o Japão vivenciava uma crise, especialmente no meio rural, por motivo do processo de modernização e industrialização. Dessa maneira, qual das alternativas NÃO corresponde a uma das cinco fases da imigração japonesa ao Brasil, conforme Kehdy e Silva (2010)? Selecione a resposta: A De 1908 a 1921, imigração subsidiada pelo governo de São Paulo. B De 1925 a 1941, vinda de imigrantes por meio de subsídios do governo japonês. C De 1942 a 1952, período marcado pela suspensão do fluxo migratório. D De 1953 a 1962, imigração apoiada pelo governo brasileiro. E De 1962 a 1970, período relacionado à chegada de mão de obra técnica. Questão 7 Etnocentrismo é uma visão de mundo onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é existência. No plano intelectual, pode ser visto como a dificuldade de pensar a diferença; no plano afetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade etc. (ROCHA, 2017, p. 7). De acordo com o enunciado acima e com o conteúdo estudado, aponte qual alternativa NÃO retrata uma característica do etnocentrismo. Selecione a resposta: A Cegueira cultural. B Julgamento com base em nossa própria cultura. C Egocentrismo social. D Comportamento autocentrado. E Deslocamento de nossas premissas culturais. Questão 8 Ao ler a realidade social somente através de uma lente — aqui compreendida como a cultura e os hábitos —, não apenas menosprezamos as diversas formas de existir no mundo que diferem ou, até mesmo, são opostas às nossas, mas também deixamos de conhecer — de maneira profunda e livre de preconceitos — a pluralidade de modos de existência. Para além disso, o etnocentrismo pode ser a gênese de males severos e de consequências trágicas. Qual alternativa NÃO corresponde a um desses males severos e de consequências trágicas causados pelo etnocentrismo? Selecione a resposta: A LGBTfobia. B Machismo. C Xenofobia. D Tolerância religiosa. E Preconceitos raciais. Questão 9 De acordo com Rocha (2017), a partirdo momento que nos propomos a entender que as verdades se tratam mais de posições acerca das quais construímos nosso entendimento da realidade, e que elas variam de acordo com as contingências históricas, o lugar que habitamos no mundo e uma diversidade de outros fatores, estamos exercendo a relativização. Relativizar é, portanto, entender algo a partir de seu contexto, e não enquanto uma expressão absoluta da realidade. Assim, quando empreendemos a tentativa de compreender o outro a partir de seus próprios valores, desprendendo-nos dos nossos, estamos relativizando. Assim sendo, qual alternativa NÃO corresponde ao relativismo cultural? Selecione a resposta: A Postura de compreensão de um indivíduo em relação a outro de uma cultura diferente. B Julgamento com base em nossa própria cultura. C Exercício de compreensão de outros modos de viver. D Olhares menos autocentrados e mais abertos a diferentes lógicas de organização e interpretação da realidade. E Crença de que todas as culturas e todas as práticas culturais têm o mesmo valor. Questão 10 Nossas relações são todas baseadas na diferença, sejam elas mais ou menos profundas, de maneira que nos guiam na construção e na compreensão de nossas identidades individuais e coletivas. É importante nos interrogarmos, então, o motivo de alguns tipos de diferenças serem mais aceitos e respeitados do que outros, bem como as possíveis implicações disso no convívio cotidiano. Com base no enunciado acima e no conteúdo estudado, por que nos afeta mais profundamente a forma como grupos indígenas brasileiros se organizam socialmente do que o modo como os ingleses ou os norte-americanos o faz? Selecione a resposta: A Por falta de relação/compartilhamento de classe social. B Por falta de relação/compartilhamento de nível educacional. C Por falta de relação/compartilhamento de hábitos coletivos. D Por falta de relação/compartilhamento de religião. E Todas as alternativas.