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Trabalho Interdisciplinar 
 
 
Nome do aluno: 
Brenner Nogueira dos Santos 
 
Data de entrega: 
 
 
 FICHAMENTO DE CITAÇÃO 
 
FICHAMENTO DO TEXTO: 
LENZA,Pedro 
AUTOR: Pedro Lenza 
ANO DA PUBLICAÇÃO: 2020 
 
 
REFERENCIA (ABNT): 
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 
2020. 
 
Pequeno resumo geral do texto: 
A classificação dos direitos fundamentais evoluiu da ideia de “gerações” para 
“dimensões”, termo que melhor expressa a continuidade e complementação 
entre os grupos de direitos. Essa abordagem tem como base os ideais da 
Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade, que originaram as três 
primeiras dimensões. A doutrina contemporânea passou a reconhecer também 
uma quarta e quinta dimensão. Essas estão ligadas a temas modernos como 
bioética, tecnologia e sustentabilidade. 
 
Cap:14.2.1 Os direitos humanos da 1.ª dimensão marcam a passagem de um Estado 
autoritário para um Estado de Direito e, nesse contexto, o respeito às liberdades 
individuais, em uma verdadeira perspectiva de absenteísmo estatal. 
 
 
 
Cap:14.2.2 Essa perspectiva de evidenciação dos direitos sociais, culturais e 
econômicos, bem como dos direitos coletivos, ou de coletividade, correspondendo aos 
direitos de igualdade (substancial, real e material, e não meramente formal) 
 
 
Cap: 14.2.3 Os direitos fundamentais da 3.ª dimensão são marcados pela alteração da 
sociedade por profundas mudanças na comunidade internacional (sociedade de massa, 
crescente desenvolvimento tecnológico e científico), identificando-se profundas 
alterações nas relações econômico-sociais. 
 
 
 
Cap: 14.2.4 Na orientação de Norberto Bobbio, essa dimensão de direitos decorreria dos 
avanços no campo da engenharia genética, ao colocarem em risco a própria existência 
humana, em razão da manipulação do patrimônio genético. Para o mestre italiano: “... já 
se apresentam novas exigências que só poderiam chamar-se de direitos de quarta 
geração, referentes aos efeitos cada vez mais traumáticos da pesquisa biológica, que 
permitirá manipulações do patrimônio genético de cada indivíduo” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERENCIA (ABNT): LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 24. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2020. 
 
Pequeno resumo geral do texto: 
O artigo 5.º da Constituição trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, 
incluindo também garantias fundamentais. Rui Barbosa diferenciou direitos 
como declarações legais e garantias como limitações ao poder para protegê-los. 
Direitos são benefícios previstos na norma; garantias são os meios de proteção e 
reparação desses direitos. Remédios constitucionais, como habeas corpus, são 
uma forma específica de garantia. Em alguns casos, a própria norma que institui 
o direito já contém sua garantia. 
 
Cap: 14. 5 O art. 5.º, caput, da CF/88 estabelece que todos são iguais perante a lei, sem 
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à 
segurança e à propriedade, nos termos dos seus 78 incisos e parágrafos. Trata-se de um 
rol meramente exemplificativo, na medida em que os direitos e garantias expressos na 
Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela 
adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja 
parte (§ 2.º) 
 
 
 
Cap: 14.6 Na lição de José Afonso da Silva, ter aplicação imediata significa que as 
normas constitucionais são “dotadas de todos os meios e elementos necessários à sua 
pronta incidência aos fatos, situações, condutas ou comportamentos que elas regulam. 
A regra é que as normas definidoras de direitos e garantias individuais (direitos de 1.ª 
dimensão, acrescente-se) sejam de aplicabilidade imediata. Mas aquelas definidoras de 
direitos sociais, culturais e econômicos (direitos de 2.ª dimensão, acrescente-se) nem 
sempre o são, porque não raro dependem de providências ulteriores que lhes 
completem a eficácia e possibilitem sua aplicação”.15 
 
 
Cap:14.7 A TEORIA DOS QUATRO STATUS DE JELLINEK status passivo ou subjectionis: 
o indivíduo se encontra em posição de subordinação aos poderes públicos, vinculando-
se ao Estado por mandamentos e proibições. O indivíduo aparece como detentor de 
deveres perante o Estado; status negativo: o indivíduo, por possuir personalidade, goza 
de um espaço de liberdade diante das ingerências dos Poderes Públicos. Nesse sentido, 
podemos dizer que a autoridade do Estado se exerce sobre homens livres; ■ status 
positivo ou status civitatis: o indivíduo tem o direito de exigir que o Estado atue 
positivamente, realizando uma prestação a seu favor; status ativo: o indivíduo possui 
competências para influenciar a formação da vontade do Estado, por exemplo, pelo 
exercício do direito do voto (exercício de direitos políticos) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERENCIA (ABNT): LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 24. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2020. 
 
Pequeno resumo geral do texto: O direito à vida inclui tanto o direito de não ser morto 
quanto o de viver com dignidade. A pena de morte é proibida no Brasil, exceto em guerra 
declarada, e não pode ser instituída nem por emenda constitucional. O poder 
constituinte não é absoluto e não pode retroceder em direitos fundamentais. Canotilho 
defende que esse poder deve respeitar valores éticos, culturais e jurídicos da sociedade. 
Também deve observar princípios de justiça e direitos humanos consagrados 
internacionalmente. 
 
Cap: 14.10.1. Direito à vida 
O direito à vida, previsto de forma genérica no art. 5.º, caput, abrange tanto o 
direito de não ser morto, de não ser privado da vida, portanto, o direito de 
continuar vivo, como também o direito de ter uma vida digna. Em decorrência do 
seu primeiro desdobramento (direito de não se ver privado da vida de modo 
artificial), encontramos a proibição da pena de morte, salvo em caso de guerra 
declarada, nos termos do art. 84, XIX. Assim, mesmo por emenda constitucional 
é vedada a instituição da pena de morte no Brasil, sob pena de se ferir a cláusula 
pétrea do art. 60, § 4.º, IV. 
 
 
 
Cap: 14.10.1.3. Interrupção da gravidez nos casos de gestação de feto anencéfalo 
 
Desconsiderando os aspectos moral, ético ou religioso, tecnicamente, em 
relação à interrupção da gravidez de feto anencéfalo,28 desde que se comprove, 
por laudos médicos, com 100% de certeza, que o feto não tem cérebro e não há 
perspectiva de sobrevida (situação não imaginada na década de 1940 — quando 
o Código Penal foi elaborado — e, atualmente, totalmente viável em razão da 
evolução tecnológica), nessa linha de desenvolvimento, o STF, para seguir a 
lógica do julgamento anterior (célula-tronco), teria de autorizar a possibilidade de 
antecipação terapêutica do parto. 
Cap: 14.10.1.4. Interrupção voluntária da gestação no primeiro trimestre 
Conforme já destacamos, o direito à vida não é absoluto, seja pelo próprio 
comando constitucional que admite a pena de morte no caso de guerra 
declarada, nos termos do art. 84, XIX (art. 5.º, XLVII, “a”), seja em razão de 
interpretações já fixadas pela Corte no julgamento da ADPF 54 (interrupção da 
gravidez de feto com anencefalia) e da ADI 3.510 (pesquisa com células-tronco 
embrionárias). Nesse sentido, a legislação infraconstitucional, que nesse ponto 
nunca foi questionada, prescreveu duas hipóteses em que o aborto não foi 
considerado crime, estabelecendo, portanto, causas especiais de exclusão de 
ilicitude (aborto legal ) 
REFERÊNCIA (ABNT): LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 24. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2020. 
Pequeno resumo geral do texto: 
O artigo 5.º da Constituição consagra a igualdade formal perante a lei, mas 
destaca a importância da busca pela igualdade material, mais efetiva e justa. 
Essa igualdade substancial é inspirada na ideia de tratar desigualmenteos 
desiguais, conforme suas condições. Diversos dispositivos constitucionais 
aprofundam essa isonomia, prevendo diferenciações legítimas, como entre 
homens e mulheres. A Constituição também admite desigualdades específicas, 
desde que respeitem os princípios constitucionais. Celso Antônio Bandeira de 
Mello propõe três critérios para avaliar se uma desigualdade fere o princípio da 
igualdade. 
 
Cap: 14.10.2.1. Aspectos gerais 
O art. 5.º, caput, consagra serem todos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer 
natureza. Deve-se, contudo, buscar não somente essa aparente igualdade formal 
(consagrada no liberalismo clássico), mas, principalmente, a igualdade material. Isso 
porque, no Estado social ativo, efetivador dos direitos humanos, imagina-se uma 
igualdade mais real perante os bens da vida, diversa daquela apenas formalizada em 
face da lei. 
 
 
Cap: 14. Destacamos, antes das ações afirmativas, a perspectiva do separate but equal, 
que vigorou durante muito tempo nos Estados Unidos e consistia na separação 
(separate) de brancos e negros, porém, assegurando uma prestação de serviços idêntica 
(equal). Assim, por exemplo, existiam escolas para negros e escolas para brancos, mas, 
embora separados, a qualidade de ensino deveria ser igual. O mesmo acontecia em 
relação ao transporte, ou seja, vagões para brancos e vagões para negros. Como a 
qualidade dos serviços era a mesma, não se vislumbrava violação à isonomia, muito 
embora a segregação. 
 
 
Cap: 14.10.2.3. Ações afirmativas — três importantes precedentes da Suprema Corte 
Esses critérios podem servir de parâmetros para a aplicação das denominadas 
discriminações positivas, ou affirmative actions,42 tendo em vista que, segundo David 
Araujo e Nunes Júnior, “... o constituinte tratou de proteger certos grupos que, a seu 
entender, mereceriam tratamento diverso. Enfocando-os a partir de uma realidade 
histórica de marginalização social ou de hipossuficiência decorrente de outros fatores, 
cuidou de estabelecer medidas de compensação, buscando concretizar, ao menos em 
parte, uma igualdade de oportunidades com os demais indivíduos, que não sofreram as 
mesmas espécies de restrições 
 
 
Cap: 14.10.2.5. Congeneridade 
 Outro assunto causou muita polêmica, a qual foi vivenciada pelos amigos do Distrito 
Federal. O art. 49 da Lei n. 9.394/96 (que estabelece as diretrizes e bases da educação 
nacional) prescreve que as instituições de educação superior aceitarão a transferência 
de alunos regulares, para cursos afins, na hipótese de existência de vagas e mediante 
processo seletivo. O parágrafo único do aludido dispositivo, por seu turno, prescreve 
que as transferências ex officio dar-se-ão na forma da lei. 
 
 
 
 
REFERENCIA (ABNT): LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 24. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2020. 
 
 
Pequeno resumo geral do texto: 
O princípio da legalidade surgiu com o Estado de Direito, como oposição ao 
poder autoritário. Está presente na Declaração dos Direitos do Homem e na 
Constituição brasileira, especialmente no art. 5.º, II. Para os particulares, vale a 
regra de que tudo é permitido, salvo o que a lei proíbe, respeitando a dignidade 
humana. Já para a administração pública, só é permitido o que a lei autoriza, 
seguindo o princípio da legalidade estrita. Esse princípio, porém, admite 
exceções como medidas provisórias, estado de defesa e estado de sítio. 
 
Cap: 14.10.3. Princípio da legalidade 
 
O princípio da legalidade surgiu com o Estado de Direito, opondo-se a toda e qualquer 
forma de poder autoritário, antidemocrático. Esse princípio já estava previsto no art. 
4.º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. No direito brasileiro vem 
contemplado nos arts. 5.º, II; 37; e 84, IV, da CF/88. 
 
Cap: 14.10.4. Proibição da tortura (art. 5.º, III) 
 
Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante, sendo 
que a lei considerará crime inafiançável a prática da tortura (art. 5.º, XLIII, CF/88). A Lei 
n. 9.455/97 integrou a referida norma constitucional, definindo os crimes de tortura. 
Por sua vez, a Lei n. 12.847/2013, além de instituir o Sistema Nacional de Prevenção e 
Combate à Tortura, criou o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e o 
Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura 
 
Cap: 14.10.4.1. Algemas 
 
Conforme jurisprudência do STF, “o uso legítimo de algemas não é arbitrário, sendo de 
natureza excepcional, a ser adotado nos casos e com as finalidades de impedir, prevenir 
ou dificultar a fuga ou reação indevida do preso, desde que haja fundada suspeita ou 
justificado receio de que tanto venha a ocorrer, e para evitar agressão do preso contra 
os próprios policiais, contra terceiros ou contra si mesmo. O emprego dessa medida 
tem como balizamento jurídico necessário os princípios da proporcionalidade e da 
razoabilidade” (HC 89.429, Rel. Min. Cármen Lúcia, j. 22.08.2006, DJ de 02.02.2007). 
Nesse sentido, destacamos a SV 11/2008, com a seguinte redação: “só é lícito o uso de 
algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade 
física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a 
excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do 
agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, 
sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado” 
 
Cap: 14.10.5. Liberdade da manifestação de pensamento 
 
A Constituição assegurou a liberdade de manifestação do pensamento, vedando o 
anonimato. Caso durante a manifestação do pensamento se cause dano material, 
moral ou à imagem, assegura-se o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da 
indenização. 
 
 
 
REFERENCIA (ABNT): LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 24. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2020. 
 
Pequeno resumo geral do texto: 
A eficácia horizontal dos direitos fundamentais trata da aplicação desses direitos nas 
relações entre particulares, em contraste com a eficácia vertical, que se dá entre o 
indivíduo e o Estado. Questões como isonomia em entrevistas de emprego ou 
demissões discriminatórias ilustram esse debate. A proteção contra atos que ferem a 
dignidade humana, como racismo, é garantida mesmo em relações privadas. Existem 
duas teorias sobre essa aplicação: a indireta, que depende da atuação legislativa, e a 
direta, que permite aplicação imediata dos direitos. Ambas buscam assegurar os 
direitos fundamentais também no âmbito privado. 
 
Cap: 14.8. EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
O tema da eficácia horizontal dos direitos fundamentais, também denominado pela 
doutrina eficácia privada ou externa dos direitos fundamentais, surge como importante 
contraponto à ideia de eficácia vertical dos direitos fundamentais.18 
 
 
Cap: 14.8.2. Teorias da eficácia indireta (mediata) ou direta (imediata) 
 
eficácia indireta ou mediata: os direitos fundamentais são aplicados de maneira reflexa, 
tanto em uma dimensão proibitiva e voltada para o legislador, que não poderá editar 
lei que viole direitos fundamentais, como, ainda, positiva, voltada para que o legislador 
implemente os direitos fundamentais, ponderando quais devam aplicar-se às relações 
privadas; eficácia direta ou imediata: alguns direitos fundamentais podem ser 
aplicados às relações privadas sem que haja a necessidade de “intermediação 
legislativa” para a sua concretização 
 
Cap: 14.8.3. Eficácia “irradiante” dos direitos fundamentais 
 
Podemos afirmar que importante consequência da dimensão objetiva dos direitos 
fundamentais é a sua “eficácia irradiante” (Daniel Sarmento), seja para o Legislativo ao 
elaborar a lei, seja para a Administração Pública ao “governar”, seja para o Judiciário ao 
resolver eventuais conflitos 
 
Cap: 14.8.5. Brevíssima conclusão 
 Diante do exposto, sem dúvida, cresce a teoria da aplicação direta dos direitos 
fundamentais às relações privadas (“eficácia horizontal”), especialmente diante deatividades privadas que tenham certo “caráter público”, por exemplo, em escolas 
(matrículas), clubes associativos, relações de trabalho etc. Nessa linha, poderá o 
magistrado deparar-se com inevitável colisão de direitos fundamentais: o princípio da 
autonomia da vontade privada e o da livre-iniciativa de um lado (arts. 1.º, IV, e 170, 
caput); o da dignidade da pessoa humana e o da máxima efetividade dos direitos 
fundamentais (art. 1.º, III) de outro. 
 
 
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