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Código de praticas 01

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com o concreto, deve-se encabeçar 
totalmente o bloco cerâmico, pressionando-se o bloco contra o pilar de modo que a argamassa em 
excesso refl ua por toda a periferia do bloco.
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A argamassa de assentamento deve ser estendida sobre a superfície horizontal da fi ada an-
terior e na face lateral do bloco a ser assentado, em cordões ou ocupando toda a superfície, mas 
em quantidade sufi ciente para que certa porção seja expelida quando o bloco é assentado sob 
pressão. O bloco é conduzido à sua posição defi nitiva mediante forte pressão para baixo e para 
o lado (Figura 21); os ajustes de nível, prumo e espessura da junta só podem ser feitos antes do 
início da pega da argamassa, ou seja, logo após o assentamento do bloco.
Figura 21 - Encabeçamento dos blocos, pressão no assentamento, controle do prumo das paredes e do nível 
das fi adas.
ALVENARIA DE VEDAÇÃO EM BLOCOS CERÂMICOS
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No máximo a cada duas ou três fi adas recomenda-se verifi car o nivelamento e o prumo da 
parede, utilizando-se prumo de face, régua e nível de bolha; tais verifi cações, além da conferência 
da cota, devem ser procedidas com mais cuidado ainda na fi ada que fi cará imediatamente abaixo 
dos vãos de janela. O alinhamento e o prumo devem também ser verifi cados com o máximo cuidado 
nas laterais dos vãos de portas e janelas (ombreiras).
No caso da construção das vergas e contravergas com blocos tipo canaleta, deve-se limpar e 
umedecer as canaletas antes do lançamento do graute ou do micro-concreto. Para alvenarias com 
largura inferior a 11,5 cm e vãos acima de 0,80 m recomenda-se que as vergas e contravergas 
sejam pré-moldadas ou moldadas com o auxílio de fôrmas, tomando toda a espessura da parede. 
Para vãos de até 1 m podem ser moldadas contravergas com altura em torno de 7 a 9 cm, utilizan-
do-se blocos seccionáveis; acima dessa medida, recomenda-se que as contravergas tomem toda a 
altura da fi ada, conforme ilustrado na Figura 22.
Figura 22 - Contravergas com blocos seccionáveis ou blocos tipo canaleta.
A elevação das alvenarias só deve ser realizada após conveniente cura do concreto da estru-
tura, recomendando-se para tanto o período mínimo de 28 dias. Em atendimento a esse prazo, e 
considerando os ciclos usuais de concretagem de 7 dias, exemplifi ca-se na Figura 23 as etapas de 
concretagem da estrutura, marcação e elevação das alvenarias. 
L < 100 cm L > 100 cm
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Figura 23 - Etapas de concretagem da estrutura, marcação e elevação das alvenarias. 
4.5 FIXAÇÕES (“ENCUNHAMENTOS”)
A fi m de evitar-se a transferência de carga para as paredes de vedação durante a execução da 
obra, recomenda-se defasagem de cerca de dez dias entre o término da elevação da alvenaria e 
a execução da fi xação (“encunhamento”); em nenhuma hipótese essa fi xação deve ser executada 
antes que a parede do andar superior esteja construída.
Idade 7 dias
Idade 14 dias
Idade 21 dias
Idade 28 dias
Idade > 28 dias
Idade > 28 dias
Pavimento sendo concretado
Escoramento
100%
Escoras
permanentes
100%
Escoras
permanentes
50%
Escoras
permanentes
50%
Marcação
das paredes
Elevação das
alvenarias
Elevação das
alvenarias
ALVENARIA DE VEDAÇÃO EM BLOCOS CERÂMICOS
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O ideal é que a fi xação (“encunhamento”) seja feita de cima para baixo após 14 dias da ele-
vação da parede do último pavimento. Porém, caso não seja possível realizar dessa forma devido 
ao planejamento da obra, recomenda-se fi xar (“encunhar”) em grupos de três pavimentos, de 
cima para baixo, estando três pavimentos acima com alvenaria já elevada. De qualquer forma, o 
pavimento térreo e o primeiro pavimento só podem ser fi xados (“encunhados”) ao fi nal do serviço 
de fi xação (Figura 24).
Figura 24 – Seqüência para fi xações (“encunhamentos”) das alvenarias de vedação.
Idade > 28 dias
S
eq
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Encunhamento
protelado
Idade > 28 dias
Idade > 28 dias
S
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aç
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na
ria
s
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Especial atenção deve ser dada para a manutenção da folga entre o respaldo da alvenaria e a 
base de vigas ou de lajes, conforme previsto no projeto das alvenarias. As quatro últimas fi adas 
podem ser ajustadas para garantir a espessura da junta de fi xação (“encunhamento”) entre 1,5 e 
3cm. Caso ocorram variações dimensionais da estrutura ou da própria alvenaria, correções podem 
ser feitas com blocos compensadores, fornecidos com diferentes alturas (4 cm, 9 cm, etc.). 
A última fi ada deve sempre constituir um espaço para a introdução do material de fi xação 
(“encunhamento”), devendo-se para tanto empregar meio-blocos, compensadores ou blocos tipo 
canaleta com o fundo na parte superior. O material de fi xação (“encunhamento”) deve ser bem 
compactado no interior da junta, de forma a evitar-se a ocorrência de destacamentos; ao proje-
tista da alvenaria compete defi nir se toda a espessura da parede será preenchida ou se serão 
constituídos apenas dois cordões laterais de argamassa de fi xação. Em geral, principalmente em 
estruturas mais fl exíveis e deformáveis, não devem ser empregadas argamassas ricas em cimento 
e/ou formuladas com aditivos expansores.
4.6 COLOCAÇÃO DE ESQUADRIAS
A fi xação de marcos em madeira, de portas ou de janelas, pode ser feita com tacos de ma-
deira tratada ou naturalmente resistente à umidade, previamente embutidos na alvenaria. No caso 
das portas, os marcos podem ser fornecidos com os tacos de madeira previa mente aparafusados 
nos montantes, devendo-se deixar na alvenaria dentes para que esses tacos sejam posteriormente 
chumbados com argamassa no traço 1:3 ou 1:4 (cimento e areia, em volume). Os tacos devem ser 
isentos de defeitos como rachaduras ou nós, apresentando dimensões aproximadas de 5 cm x 9 cm 
x 9cm, com reentrâncias centrais formando uma espécie de cintura.
A fi xação de esquadrias de aço na alvenaria pode ser feita de diferentes formas:
a) quando o quadro da esquadria for composto por chapas dobradas na forma de “U”, com 
a abertura voltada para fora da esquadria, mediante preenchimento da concavidade da 
chapa com argamassa; após endurecimento desta argamassa, posicionamento no vão e 
chumbamento também com argamassa de areia e cimento, conforme Figura 25;
b) por meio de grapas (forma de "rabo de andorinha"), previamente soldadas no marco da 
esquadria e posteriormente chumbadas na alvenaria com argamassa de cimento e areia, 
conforme Figura 25; em função do tamanho relativamente pequeno das grapas não é ne-
cessário deixar-se dentes na alvenaria, quebrando-se posteriormente os blocos nos locais 
onde serão chumbadas;
c) com parafusos e buchas de náilon;
ALVENARIA DE VEDAÇÃO EM BLOCOS CERÂMICOS
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d) com espuma de poliuretano, que se expande após aplicação mediante reação com a umi-
dade e o oxigênio do ar, conforme Figura 26; no caso de janelas, além da fi xação com 
espuma deve ser feita a fi xação mecânica para evitar arrombamentos e quedas no caso 
de incêndio. 
Figura 25 - Fixação de esquadrias com grapas ou com preenchimento do perfi l “U”.
Figura 26 – Instalação de esquadrias com aplicação de espuma de poliuretano.
Parafuso e bucha
para fixação mecânica
Alvenaria
Encaixe para a
guarnição externa
Câmara de expansão
de espuma
Arremate interno
integrado ao marco
Legenda:
Trajeto da extremidade
do bico de aplicação
da espuma
A espuma deve sempre
ser aplicada no sentido
ascendente, de baixo
para cima
O produto fornecido em
latas tipo “spray”, deve ser
utilizado com o bico aplicador
voltado para BAIXO
Região em que a espuma
deve ser expelida
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As esquadrias de