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FUNDAMENTOS DE ECOLOGIA Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas OBJETIVOS DESTA AULA ❑ Conceituar Comunidade ❑ Apresentar e discutir os principais métodos de medida da diversidade biológica ❑ Apresentar os principais padrões de distribuição da diversidade biológica ❑ Conceituar e discutir a Teoria da Biogeografia de Ilhas E st ru tu ra d a s C o m u n id a d es Objetivos desta Aula: ❑ Apresentar conceito e componentes da diversidade biológica ❑ Apresentar e discutir os principais métodos de medida da diversidade biológica ❑ Apresentar os principais padrões de distribuição da diversidade biológica ❑ Conceituar e discutir a Teoria da Biogeografia de Ilhas Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas O QUE É COMUNIDADE? Assembléia de populações de diferentes espécies que habitam uma determinada área ao mesmo tempo e que interagem entre si Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas ESTRUTURA DAS COMUNIDADES Como avaliar a estrutura de uma comunidade? Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas COMO AVALIAR A ESTRUTURA DE UMA COMUNIDADE? A B Em qual destes ambientes, a comunidade vegetal tem maior diversidade? Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas COMO AVALIAR A ESTRUTURA DE UMA COMUNIDADE? A B A B 21 1 1 1 1 = 25 5 5 5 5 5 = 25 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA = −= s i ii ppH 1 2log.'Índice de Shannon-Wiener S H U 2log = = −= s i ipD 1 21 Medida de Dominância Índice de Simpson Medida de Uniformidade Índice de Pielou = = s i ipD 1 2 ou Medida de Heterogeneidade Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA Medida de Similaridade )( cba a J ++ = ji n k n k jjkiik n k jkik NNNxNx xx M + = = = = 1 1 2222 1 )/()/( 2 Índice de Morisita-Horn Índice de Jaccard Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA A B H’ = 0,954 U = 0,411 D = 0,712 H’ = 2,322 U = 1,000 D = 0,200 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA DIVERSIDADE GAMA = DIVERSIDADE ALFA x DIVERSIDADE BETA Whittaker, R.H. (1972). Evolution and measurement of species diversity. Taxon, 21, 213-251. Robert H. Wittaker Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA Local A Local B Local C Local D Local E Espécie 1 92 10 2 Espécie 2 2 25 15 4 Espécie 3 2 25 5 4 Espécie 4 2 25 5 2 Espécie 5 2 25 80 10 80 Espécie 6 4 7 Espécie 7 4 3 Espécie 8 4 20 Espécie 9 4 10 Espécie 10 4 15 Riqueza 5 4 6 10 5 Ntotal 100 100 100 100 100 Shannon 0,56 2,00 1,18 3,13 0,81 Pielou 0,24 1,00 0,46 0,94 0,35 Simpson 0,15 0,75 0,35 0,87 0,24 Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA Ìndice de Morisita-Horn Medida de similaridade Índice de Jaccard Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA Bazzaz, F.A. (1975). Plant species diversity in old-field successional ecosystems in southern Illinois. Ecology 56: 485-488. Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA Gaston, K.J. 2000. Global patterns in biodiversity. Nature, 405:220-227. Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA DISTRIBUIÇÃO LATITUDINAL DA BIODIVERSIDADE N ú m er o d e E sp éc ie s d e P la n ta s (p o r 10 .0 00 k m 2 ) Latitude (oN ou oS) Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA DISTRIBUIÇÃO LATITUDINAL DA BIODIVERSIDADE Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA DISTRIBUIÇÃO LATITUDINAL DA BIODIVERSIDADE N ú m er o d e E sp éc ie s d e Ic h n eu m o id ae Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA DISTRIBUIÇÃO LATITUDINAL DA BIODIVERSIDADE Willig, M.R., Kaufman, D.M. & Stevens, R.D. 2003. Latitudinal gradients of Biodiversity: pattern, process, scale and synthesis. Anu. Rev. Ecol. Evol. Syst., 34:273-309. Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA Endemismo das espécies nas comunidades biológicas Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA Endemismo das espécies nas comunidades biológicas Hotspots de Biodiversidade (Myers, 1988) Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA MacArthur, R. H. & Wilson, E. O. 1963. An equilibrium theory of insular zoogeography. Evolution, v.17, p.373-387. Robert H. MacArthur Edward O.Wilson “O número de espécies existentes num ilha representa um equilíbrio dinâmico entre a imigração de novas espécies para a ilha e a extinção de espécies que lá residem.” TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS ▪ As ilhas são ambientes mais simples que os continentes ou os oceanos ▪ O processo de especiação é particularmente rápido em ilhas radiação adaptativa ▪ Devido à alta taxa de especiação, muitas espécies que ocorrem em ilhas são endêmicas ▪ As espécies endêmicas são mais vulneráveis ao processo de extinção ▪ Serve como arcabouço teórico para o design de Reserva para conservação da biodiversidade Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS EFEITO DA ÁREA SOBRE O NÚMERO DE ESPÉCIES Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS EFEITO DA DISTÂNCIA SOBRE O NÚMERO DE ESPÉCIES Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS EFEITO DA ÁREA E DA DISTÂNCIA NA RIQUEZA DE ESPÉCIES Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS EFEITO DA ÁREA E DA DISTÂNCIA NA RIQUEZA DE ESPÉCIES Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS REPOSIÇÃO OU TURNOVER DE ESPÉCIES DE AVES EM ILHAS Jared Diamond Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS Edward O.Wilson Daniel Simberllof Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS Edward O.WilsonDaniel Simberllof Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃODA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS Edward O.Wilson Robert H. MacArthur PROCESSO DE IMIGRAÇÃO ▪ Varia com a distância entre a ilha e continente ou pool de espécies potencialmente colonizadoras ▪ As Ilhas mais distantes são colonizadas com menos freqüência ▪ A taxa de colonização declina com a redução da espécies Resumindo as idéias de MacArthur & Wilson PROCESSO DE EXTINÇÃO ▪ Varia com o tamanho da ilha colonizável ▪ As Ilhas maiores suportam espécies com tamanhos populacionais maiores do que ilhas menores ▪ A taxa de extinção aumenta com a chegada de novas espécies nas ilhas Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS Whitehead, D.R. & Jones, C.E. 1969. Small islands and equilibrium theory of insular zoogeography. Evolution, v.23, p.171-179. Efeito Alvo MacArthur Wilson Efeito Resgate MacArthur Wilson Área Distância E x ti n çã o Im ig ra çã o Brown, J.H. & Kodri-Borwn, A. 1977. Turnover rates in insular biogeography: effects of immigration and extinction. Ecology, v.58, p.445-449. Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS Diamond, J.M. 1975. "The Island Dilemma: Lessons of Modern Biogeographic Studies for the Design of Natural Reserves". Biological Conservation Vol. 7, no. 2, pp. 129–146 Jared Diamond 1. Qual melhor tamanho de reserva para conservação da diversidade biológica? 2. É melhor uma reserva ou várias com o mesmo total de área? 3. É melhor reservas próximas ou distantes? 4. É preciso conectividade entre as reservas? 5. Qual o melhor formato da reserva? 6. É importante ter uma zona de transição entre uma reserva e as áreas vizinhas? Instituto de Ciência e Tecnologia – Universidade Federal de Alfenas PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA TEORIA DA BIOGEOGRAFIA DE ILHAS Diamond, J.M. 1975. "The Island Dilemma: Lessons of Modern Biogeographic Studies for the Design of Natural Reserves". Biological Conservation Vol. 7, no. 2, pp. 129–146 Jared Diamond