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PRÁTICA II 1. Objetivos Ajudar o aluno a familiarizar-se com a linguagem acadêmica e a elaborar a parte teórica do artigo, assim como elaborar e organizar as citações e referências. 2. Atividade Com base no tema que escolheu na prática I (presente na aula 03), elabore a introdução do artigo e as referências bibliográficas. Vale lembrar que a introdução deve apresentar o assunto do artigo, a fim de contextualizar o leitor sobre o que será abordado no desenvolvimento. Não se esqueça de fazer as citações dos documentos que usou como referências, além de incluí-los na lista de referência. Essa introdução deve ser redigida em documento Word e enviada pelo portal para que a tutoria faça a correção. Impactos das mudanças climáticas em ecossistemas locais. INTRODUÇÃO Os ecossistemas tropicais concentram parcela expressiva dabiodiversidade global e desempenham funções essenciais naregulação climática, no armazenamento de carbono, namanutenção de ciclos hidrológicos, na produtividade pesqueira e naprovisão de recursos necessários à subsistência de milhões depessoas. Entretanto, o aumento das temperaturas, a intensificaçãode secas, ondas de calor terrestres e marinhas, alterações nosregimes de precipitação, elevação do nível do mar e mudanças nafrequência e intensidade de eventos extremos estão produzindotransformações profundas na composição, na estrutura e nofuncionamento desses sistemas. Este artigo analisa os impactos dasmudanças climáticas sobre a biodiversidade de florestas tropicaisúmidas e secas, ecossistemas montanos, manguezais e recifes decoral, enfatizando respostas adaptativas, limites da plasticidadefenotípica, mudanças de distribuição geográfica, reorganização decomunidades, processos ecoevolutivos e fatores que determinamresistência e resiliência. Os ecossistemas tropicais ocupam posição singular no sistematerrestre porque concentram diversidade biológica extraordinária e,simultaneamente, desempenham funções ambientais queultrapassam amplamente seus limites geográficos. Florestastropicais participam intensamente da circulação de água e energia,influenciam precipitação regional, armazenam grandes estoques decarbono e sustentam comunidades ecológicas de elevada complexidade; recifes de coral fornecem habitat estrutural para umafração expressiva da biodiversidade marinha tropical, protegemcostas e sustentam atividades pesqueiras e econômicas;manguezais conectam sistemas terrestres, fluviais e marinhos,funcionam como berçários para diferentes espécies, acumulamcarbono em sedimentos e atenuam impactos costeiros. Essaimportância ecológica torna particularmente preocupante o fato deque os trópicos estão submetidos simultaneamente a mudançasclimáticas rápidas e a pressões não climáticas como desmatamento,fragmentação, incêndios de origem antrópica, poluição, sobre-exploração, expansão de infraestrutura e transformação de habitats. A integridade das paisagens aparece, nesse contexto, como um dosfatores mais decisivos da resiliência tropical. Mudança climática eperda de habitat não atuam como ameaças independentes quepoderiam ser tratadas em políticas separadas, pois a degradaçãomodifica diretamente a capacidade de resposta ao clima. Florestasfragmentadas perdem estabilidade microclimática e ficam maisexpostas ao fogo, populações pequenas possuem menordiversidade genética e maior risco demográfico, barreiras humanasdificultam deslocamentos e áreas costeiras ocupadas impedemmigração de manguezais. A revisão do Congo e as evidências daAmazônia reforçam que as projeções se tornam mais severasquando mudanças de uso do solo são combinadas ao aquecimento.Dessa forma, reduzir desmatamento, recuperar conectividade eproteger grandes áreas intactas devem ser entendidos comomedidas de adaptação climática da biodiversidade, e não somentecomo políticas clássicas de conservação. Essa mudança deinterpretação possui consequências práticas para o desenho deunidades de conservação, que precisam considerar gradientesaltitudinais, rotas potenciais de deslocamento e refúgios climáticos.Áreas protegidas permanecem fundamentais, mas sua eficáciafutura dependerá de estarem conectadas a uma matriz territorialque permita movimento e fluxo gênico. REFERÊNCIAS BALDRIAN, Petr; LÓPEZ-MONDÉJAR, Rubén; KOHOUT, Petr. Forestmicrobiome and global change. Nature Reviews Microbiology, v. 21,p. 487-501, 2023. DOI: 10.1038/s41579-023-00876-4. BEEKMANN, Milena; GALLOIS, Sandrine; RONDININI, Carlo.Uncertain future for Congo Basin biodiversity: a systematic review ofclimate change impacts. Biological Conservation, v. 297, art. 110730,2024. DOI: 10.1016/j.biocon.2024.110730. CHEN, Shuli et al. Amazon forest biogeography predicts resilienceand vulnerability to drought. Nature, v. 631, p. 111-117, 2024. DOI:10.1038/s41586-024-07568-w. DUARTE, Carlos M. et al. 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