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FARMACOCINÉTICA E FARMACODINÂMICA Davi Patussi Lazzari – ATM 21/2 FARMACOCINÉTICA X FARMACODINÂMICA É o que o corpo faz com a droga; Absorção no plasma, distribuição, metabolismo e excreção. É o que a droga faz com o corpo; Sítio de ação, mecanismo de ação e efeitos adversos. FARMACOCINÉTICA - ABSORÇÃO METABOLISMO DE 1ª PASSAGEM E BIODISPONIBILIDADE VIAS DE ADMINISTRAÇÃO Vias Enterais: Vantagem: reversível. Desvantagem: baixa absorção. Via Oral: metabolismo de 1ª passagem. . Mais conveniente, mais econômica e comparativamente mais segura. Via Sublíngual: NÃO sofre metabolismo de 1ª passagem Via Retal: 50% sofre metabolismo de 1ª passagem, e outros 50% não sofrem. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO Vias Parenterais: NENHUMA sofrerá metabolismo de 1ª passagem. É indicado para fármacos que não são absorvidos pela mucosa oral, gástrica ou intestinal (heparina, insulina) e quando se necessita de efeito imediato (AVC, hipotensão). Absoluto controle sobre a dose efetiva, mas dificuldade de reversibilidade. Via Intravenosa (IV): efeito imediato. 100% de aproveitamento Via Intramuscular (IM): mais segura que a IV Via Subcutânea (SC): absorção constante, lenta e sustentada Dérmica:ação tópica Inalatória: vias aéreas e arvore respiratória. DISTRIBUIÇÃO Circulação sistêmica órgãos e tecidos - Interação entre fármacos: competição por sitio de ligação. DISTRIBUIÇÃO Existem algumas barreiras especiais para a distribuição: Placentária: somente moléculas de pequeno peso molecular Hematoencefálica: permeável apenas a drogas lipossolúveis ou com peso molecular muito baixo. BIOTRANSFORMAÇÃO - Conversão metabólica do medicamento em metabólitos mais hidrossolúveis que são excretados mais facilmente Fármaco metabólito inativo Fármaco metabólito ativo Profármaco fármaco BIOTRANSFORMAÇÃO NO FÍGADO: citocromo p450 (oxidação, redução, hidrólise). NO RIM: excreta um fármaco já inativado ou o torna polar/inativo para ser excretado. Alterada: período neonatal, gestação, velhice, cirrose, hepatite, desnutrição, alcoolismo ELIMINAÇÃO Biotransformação em metabólitos inativos Excreção renal -Excreção por outros modos, incluindo ducto biliar, pulmões e suor MEIA VIDA - Tempo necessário para eliminar metade da dose administrada de um fármaco MEIA VIDA CINÉTICA DE ORDEM ZERO: -Quantidade constante da droga é eliminada por unidade de tempo e independe da concentração plasmática - Meia-vida variável Ex: Etanol, AAS MEIA VIDA CINÉTICA DE 1ª ORDEM: - Fração constante da droga é eliminada por unidade de tempo. A quantidade eliminada é diretamente proporcional ao nível plasmático. - Meia-vida constante -Maioria dos medicamentos FARMACODINÂMICA AGONISTAS: quando sua ligação a um receptor resulta em uma resposta que mimetiza a resposta do ligante do endógeno ANTAGONISTAS: sua ligação a um receptor não está associada a uma resposta Competitivos: se ligam ao mesmo local do agonista no receptor, mantendo o receptor inativo enquanto estiverem o ocupando. Os efeitos podem ser superados com acréscimo de agonista. Irreversíveis = não competitivos: Efeitos não podem ser superados com acréscimo de agonista. NÃO há bloqueio do receptor, apenas modificação do mesmo POTÊNCIA ≠ EFICÁCIA JANELA TERAPÊUTICA - Intervalo entre dose mínima eficaz e a dose em que o fármaco é tóxico. EFEITO ADVERSO (EA) ≠ EFEITO COLATERAL Efeitos adversos (EAs): reações inadequadas que um fármaco gera em doses habituais. Uma reação que pode ou não ocorrer. Efeitos colaterais: são inerentes ao fármaco. Para produzir seu efeito, geram respostas que podem ser benéficas ou maléficas, dependendo da situação. EFEITO SECUNDÁRIO Não são causados pelo fármaco. É uma consequência do efeito esperado. Por exemplo, o uso de ATB pode causar diarreia, não pelo seu uso, mas pela eliminação de microrganismos mortos. TOLERÂNCIA E TAQUIFILAXIA Tolerância: geralmente empregada para descrever uma diminuição mais gradual na eficiência da droga adicionada repetitivamente durante um período de tempo mais longo. Taquifilaxia: tolerância aguda aos efeitos de uma droga, devida a uma causa farmacodinâmica que se desenvolve rapidamente. MECANISMOS DE SINALIZAÇÃO image1.png image2.png image3.jpg image4.png image5.jpg image6.jpg image7.jpg image8.jpg image9.jpg image10.jpg image11.png image12.png image13.jpg image14.jpg image15.jpg