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Alimentação Saudável Ultraprocessados: O que são e como afetam sua saúde? Sumário 1. Introdução. 2. O que são alimentos ultraprocessados 3. Os níveis de processamento. 4. Malefícios á saúde. 5. Recomendações. 6. Conclusão 7. Receitas 8. Formulário de avaliação 9. Referências. Introdução Este e-book tem como objetivo informar e conscientizar a população, especialmente adultos com rotinas agitadas e que consomem em excesso alimentos ultraprocessados, seja fora ou dentro de casa, sobre o que são esses alimentos e os impactos negativos que podem causar à saúde. Além disso, trazemos recomendações práticas e sugestões acessíveis para substituições mais saudáveis, incentivando a adoção de hábitos de vida mais equilibrados e sustentáveis. O consumo de ultraprocessados vem crescendo de forma alarmante, impulsionado por fatores como praticidade, preço e apelo publicitario. No entanto, os danos a saúde são siginificativos, estando relacionados a doenças crônicas, disturbios gastrointestinais e problemas cargiovasculares e metabólicos. (Pinto et al. (2021) 1 “Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes). Técnicas de manufatura incluem extrusão, moldagem, e pré-processamento por fritura ou cozimento.” (GUIA ALIMENTAR, 2010) Podemos diferencia-los como, alimentos que contém mais de 5 ingredientes na sua fábricação. O que são alimentos ultraprocessados? Por que são tão consumidos? Facilidade, praticidade, longa duração e baixo custo; Influência da publicidade e do marketing; Fatores socioeconômicos; 2 Alimentos e seus Processamentos O Guia Alimentar para a População Brasileira divide os alimentos em 4 categorias: classificação NOVA Alimentos in natura ou minimamente processados São alimentos obtidos diretamente de plantas ou animais, que não passaram por nenhum ou por mínimos processos industriais (como secagem, moagem, congelamento, pasteurização). Alimentos processados Produtos feitos com a adição de sal, açúcar ou outro ingrediente culinário a alimentos in natura ou minimamente processados, para conservá-los ou torná-los mais saborosos. Alimentos ultraprocessados Formulações industriais feitas majoritariamente ou inteiramente de substâncias derivadas de alimentos (como amidos, óleos hidrogenados, proteínas isoladas) e aditivos não usados em casa (corantes, aromatizantes, emulsificantes, etc.). Ingredientes culinários Substâncias extraídas de alimentos in natura ou da natureza, usados para temperar e cozinhar. Em geral, não são consumidos sozinhos, mas em preparações culinárias. 3 Doenças do Trato Gastrointestinal Sindrome do intestino Irritável Constipação Disbiose intestinal Gastrite Doenças cardiovasculares Aumento do risco de AVC Hipertensão Insuficiência cardíaca Infarto agudo do miocárdio Aterosclerose Obesidade Contribuição direta para o aumento do IMC Acúmulo de gordura corporal Distúrbios metabólicos Diabetes tipo 2 Resistência a insulina Inflamação sistêmica Síndrome metabólica Malefícios à Saúde 4 Recomendações 1. Substituição por alimentos in natura ou minimamente processados Troque refrigerantes por sucos naturais ou água com limão. Prefira frutas frescas ao invés de sobremesas industrializadas como banana passas, damasco seco, tâmaras. Substitua salgadinhos por castanhas, pipoca feita em casa ou legumes e tubérculos assados sem aditivos. 2. Planejamento de refeições Montar cardápios semanais ajuda a evitar decisões impulsivas. Tire 2 horas do final de semana para preparar refeições práticas para o consumo ao longo da semana. Cozinhar em casa permite o controle dos ingredientes e favorece escolhas mais saudáveis. Preparar marmitas ou lanches caseiros reduz a necessidade de recorrer a alimentos prontos. 3. Leitura de rótulos Evite produtos com listas de ingredientes longas e com nomes desconhecidos. Desconfie de itens com muito açúcar, gordura vegetal hidrogenada, sódio ou aditivos artificiais (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor). Lembre-se: quanto menos ingredientes, melhor. 5 Conclusão O crescente consumo de alimentos ultraprocessados tem impactos profundos na saúde da população. Estudos demonstram a associação entre o consumo frequente desses produtos e o aumento de doenças crônicas como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e certos tipos de câncer. Além disso, os ultraprocessados contribuem para a perda de práticas culinárias, o aumento da desigualdade alimentar e impactos negativos ao meio ambiente. Reforçamos que o consumo excessivo desses alimentos representa um risco real e crescente à saúde. Incentivo à Adoção de Hábitos Alimentares Saudáveis Adotar uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e carnes frescas, é uma estratégia fundamental para a promoção da saúde. Planejar as refeições, cozinhar mais em casa, ler os rótulos dos alimentos e evitar produtos com listas extensas de ingredientes artificiais são atitudes que fazem toda a diferença no dia a dia. Pequenas mudanças podem gerar grandes benefícios ao longo do tempo! A importância da Educação Alimentar desde a Infância A formação de hábitos alimentares saudáveis começa na infância. Incentivar a alimentação natural, ensinar a origem dos alimentos e envolver crianças no preparo das refeições são ações que criam uma relação positiva com a comida. A educação alimentar desde cedo é essencial para: Prevenir doenças futuras, desenvolver autonomia alimentar e valorizar a cultura e os alimentos locais. Em resumo: Prefira alimentos in natura e minimamente processados sempre que possível. Reduza o consumo de alimentos ultraprocessados no dia a dia. Valorize o ato de cozinhar e de compartilhar refeições em família e no coletivo. Busque informações confiáveis, como as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira para adotar na sua rotina. Incentive a educação alimentar em casa, na escola e nos espaços públicos, lembrando que os profissionais da saúde, especialmente os nutricionistas, têm papel central na educação alimentar individual e coletiva. São eles que orientam, acolhem e ajudam as pessoas a entender os impactos da alimentação na saúde. Cuidar da alimentação é cuidar da vida. Escolha comida de verdade! 6 Pão de Queijo Caseiro Ingredientes 1 xícara (chá) de polvilho azedo 1 xícara (chá) de polvilho doce 1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado 1/2 xícara (chá) de leite 1/4 xícara (chá) de óleo (ou azeite) 1 ovo médio 1/2 colher (chá) de sal Modo de preparo: 1. Preaqueça o forno a 180°C e unte uma assadeira ou use papel-manteiga. 2. Em uma panela, aqueça o leite e o óleo até começarem a ferver. 3. Em uma tigela grande, misture os polvilhos e o sal. Despeje o leite e óleo quentes sobre a mistura e mexa bem até que o polvilho absorva o líquido. 4. Adicione o ovo e o queijo parmesão e misture até obter uma massa homogênea. Se estiver muito pegajosa, adicione um pouco mais de polvilho. 5. Modele pequenas bolinhas com a massa e coloque- as na assadeira. 6. Asse por cerca de 20-25 minutos, ou até que os pães de queijo fiquem dourados. rende 20 pãezinhos pequenos 7 Bolinho de Arroz Ingredientes 2 xícaras (chá) de arroz cozido 1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado 1/2 xícara (chá) de farinha de arroz 1/4 xícara (chá) de leite 1 ovo médio 1/2 colher (chá) de sal 1 colher (sopa) de salsinha picada Óleo para fritar (ou use o mínimo possível caso prefira grelhar ou assar) Modo de preparo: 1. Em uma tigela, misture o arroz cozido, o queijo parmesão, a farinha de arroz, o ovo, o leite, osal e a salsinha até obter uma massa que dê para moldar. 2. Faça pequenas bolinhas com a massa 3. Aqueça o óleo em uma panela ou frigideira e frite os bolinhos até que fiquem dourados e crocantes. Se preferir, asse os bolinhos em forno preaquecido a 180°C por cerca de 20 minutos, virando-os na metade do tempo. rende 15 bolinhos Ingredientes 2 fatias de pão intgral (aproximadamente 50g) 100g de peito de frango cozido ou grelhado 1/4 de abacate (aproximadamente 50g) 2 folhas de alface 1 fatia de queijo muçarela (opcional, cerca de 20g) Modo de preparo: 1. Cozinhe ou grelhe o peito de frango e desfie. 2. Amasse o abacate e passe em uma das fatias de pão. 3. Coloque o frango desfiado por cima e adicione a fatia de queijo, se preferir. 4. Finalize com as folhas de alface e cubra com a outra fatia de pão. Sanduíche com Frango e Abacate (rende 1 porção) Bolo de banana Ingredientes Banana nanica 4 uni. (440g) 3 ovos 1/2 xícara de aveia em flocos Óleo de girassol ½ xícara (100g) Farinha de arroz 2 xícaras (280g) Açúcar mascavo ½ xícara (100g) 1 colher de sopa de fermento em pó 1/2 colher de chá de canela em pó Uma pitada de sal Modo de preparo: 1. Pré-aqueça o forno a 180°C e unte uma forma com óleo de girassol e farinha de arroz; 2. Em um liquidificador, bata as bananas, os ovos, o óleo de girassol e o açúcar até obter uma mistura homogênea; 3. Em uma tigela separada, misture as farinhas, o fermento e o sal. Aos poucos, adicione a mistura líquida aos ingredientes secos, mexendo delicadamente até incorporar tudo; 16 4. Despeje a massa na forma preparada e leve ao forno por cerca de 35-40 minutos, ou até que um palito inserido no centro saia limpo. Deixe esfriar antes de desenformar e servir. (rende 10 unidades) Bolinhos de Batata Doce e Carne Ingredientes 1 batata doce média (aproximadamente 150g) 100g de carne moída (pode ser boi, frango ou porco) 1 ovo 1 colher de sopa de farinha de arroz (aproximadamente 10g) Sal e temperos a gosto Modo de preparo: 1. Cozinhe a batata doce até ficar macia e amasse. 2. Refogue a carne moída com os temperos. 3. Misture a batata doce amassada, a carne moída, o ovo e a farinha de arroz até obter uma massa homogênea. 4. Modele a mistura em pequenos bolinhos. 5. Grelhe ou asse até dourar. (rende 6 bolinhos) Espetinhos de Frutas e Queijo Ingredientes 5 morangos médios (aproximadamente 100g) 10 uvas (aproximadamente 100g) 1 fatia de queijo muçarela (20g) 1 colher de chá de mel (5g, opcional) Modo de preparo: 1. Lave bem as frutas e corte os morangos ao meio. 2. Corte o queijo em cubos pequenos. 3. Monte os espetinhos, alternando entre as frutas e os cubos de queijo. 4. Se desejar, regue com um pouco de mel por cima. (rende 6 espetinhos) 5 colheres (sopa) ou (75g) de farinha de arroz 2 colheres (sopa) ou (16g) de amido de milho 3 colheres (sopa) ou (30g) de óleo 2 colheres (sopa) ou (10g) de Queijo parmesão ralado 3 unidades ou (150g) ovo 400 ml ou (400g) de leite 1 colher (chá) ou (5g) de sal Recheio: Carne bovina (moída) 500g Modo de preparo: 1. Bater todos os ingredientes no liquidificador até ficar um creme. 2. Com o auxílio de uma concha pequena despeje em uma frigideira de panquecas untada com uma pincelada de azeite ou óleo. 3. Fogo médio, quando dourar virar para assar do outro lado. 4. Rechear a gosto. Panqueca recheada sem glúten Ingredientes (rende 9 porções) Banana Empanada Sem Glúten Ingredientes 3 bananas maduras (tipo nanica ou prata) 1/2 xícara (chá) de farinha de arroz 1/4 xícara (chá) de farinha de amêndoas ou de coco (para crocância) 1 ovo médio 1/4 colher (chá) de canela em pó (opcional) Óleo para fritar (ou asse no forno para uma versão mais leve) Modo de preparo: 1. Descasque as bananas e corte-as ao meio (ou em rodelas, se preferir). 2. Em um prato, coloque a farinha de arroz e, em outro, a farinha de amêndoas com a canela. 3. Bata o ovo em uma tigela separada. 4. Passe cada pedaço de banana no ovo batido, depois na farinha de arroz, e, por último, na farinha de amêndoas com canela. 5. Aqueça o óleo em uma frigideira e frite as bananas até ficarem douradas. Se preferir, asse em forno preaquecido a 180°C por cerca de 15-20 minutos, virando na metade do tempo. rende 6 unidades Formúlario de avaliação 8 Se você chegou até aqui, esperamos que o conteúdo tenha sido útil para ampliar seu conhecimento sobre os alimentos ultraprocessados e incentivar escolhas mais saudáveis no dia a dia. Para sabermos se conseguimos alcançar esse objetivo, pedimos que você responda a um breve formulário de avaliação. Sua opinião é muito importante e nos ajuda com o nosso trabalho de educação nutricional. Agradecemos pelo seu tempo e interesse em cuidar da sua saúde. Vamos juntos promover uma alimentação mais consciente, saudável e equilibrada! 👉 Clique aqui para responder ao formulário https://docs.google.com/forms/d/1r2eFZge4CkOYx3_VNhFTJHonTkhqfFaiumvl0zoDSqg/edit Referências Monteiro, C. A., Cannon, G., Moubarac, J. C., Levy, R. B., Louzada, M. L. C., & Jaime, P. C. (2019). The UN Decade of Nutrition, the NOVA food classification and the trouble with ultra- processing. Public Health Nutrition, 21(1), 5–17. https://doi.org/10.1017/S136898001800085X Ministério da Saúde do Brasil. (2014). Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª edição. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/gui a_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf Monteiro, C. A., et al. (2018). Ultra-processed foods: what they are and how to identify them. Public Health Nutrition, 22(5), 936–941. https://doi.org/10.1017/S1368980018003762 9