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OSCE: Pediatria
1) Asma
A) Definição: A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, caracterizada por
hiperresponsividade brônquica e obstrução ao fluxo aéreo generalizada e variável, que é reversível
espontaneamente ou com tratamento. É a doença crônica mais comum da infância.
B) Sinais e sintomas: As quatro manifestações clínicas mais importantes são:
• Sibilos (principal sintoma, predominantemente expiratórios, sons contínuos polifônicos e musicais). A
ausência de sibilos em crise grave indica tórax silencioso, um sinal de extrema gravidade.
• Dispneia (falta de ar).
• Tosse (geralmente seca, pior à noite e após esforços).
• Opressão torácica ou aperto no peito.
Ao exame físico, observar:
• Taquipneia.
• Tiragens (intercostal, supre esternal, supraclavicular, subcostal).
• Uso da musculatura acessória (esternocleidomastoideo, escalenos).
• Tempo expiratório prolongado (posição de "assovio").
• Taquicardia.
• Pulso paradoxal (diminuição acentuada da amplitude do pulso na inspiração).
C) Diagnóstico: É essencialmente clínico, baseado na anamnese detalhada e exame físico.
• Em pré-escolares (80% normal). Indicada para excluir outras condições
(insuficiência cardíaca, corpo estranho) ou identificar complicações (pneumotórax, pneumomediastino).
D) Fatores de risco:
• Principal: Atopia (tendência genética a produzir IgE contra alérgenos ambientais).
• Marcha Atópica: Progressão comum de dermatite atópica para rinite alérgica e asma.
• Ambientais: Infecções virais na infância (principalmente VSR, rinovírus, parainfluenza), exposição à fumaça
do tabaco (pais fumantes), ausência de aleitamento materno, poluição atmosférica.
• Para crises mais severas: História prévia de intubação por asma, internações ou atendimentos em PS
frequentes. Uso regular ou suspensão recente de corticosteroide. Comorbidades. Idade 120 bpm (ou >150-180
bpm dependendo da idade).
• Controle da Asma: Avaliado por sintomas diurnos, limitação de atividades, despertares noturnos e uso de
medicação de alívio. Classifica-se em controlada, parcialmente controlada ou não controlada.
• Monitorização: Espirometria deve ser feita a cada 3-6 meses após início do CI, e depois a cada 1-2 anos.
• Mnemônico para causas de sibilância em crianças (além de asma): CRISE: Cisto ou anel vascular, Refluxo
gastroesofágico, Imunodeficiência, Síndrome de aspiração, Estenose brônquica/traqueal (não diretamente
da fonte, mas bom para contexto).
• Pegadinha: A tosse na asma é geralmente seca e não produtiva. Expectoração pode sugerir outra etiologia ou
complicação.
I) Dois casos clínicos para OSCE:
Caso Clínico 1 (Asma - Gravidade e Abordagem) Um menino de 7 anos, com histórico de sibilância recorrente, é
trazido à emergência com dispneia em repouso, fala em palavras isoladas e agitação. Ao exame físico, apresenta
tiragens intercostais marcadas, sibilos audíveis na inspiração e expiração, e a saturação de oxigênio em ar
ambiente é de 89%. A frequência cardíaca é de 130 bpm. Os pais relatam que ele está com "o peito muito apertado".
1. Qual a classificação da gravidade da crise asmática deste paciente?
2. Quais são os passos iniciais da abordagem de emergência para este caso?
Resposta do Caso Clínico 1:
1. Classificação da gravidade da crise asmática:
o Este paciente apresenta uma crise de asma grave. Os achados de dispneia em repouso, fala em
palavras, agitação, uso de musculatura acessória (tiragens marcadas), sibilos inspiratórios e
expiratórios, e SatO2Corticosteroide sistêmico (VO ou IV) precocemente (ex: Prednisolona 1-2 mg/kg VO ou
Metilprednisolona 1mg/kg EV).
o Considerar Sulfato de Magnésio EV (40-50 mg/kg em 20-60 min) se não houver resposta inicial.
o Preparar para possível transferência para UTIP e intubação orotraqueal se houver fadiga respiratória,
hipercapnia ou rebaixamento do nível de consciência.
Caso Clínico 2 (Asma - Diagnóstico e Armadilha) Uma menina de 4 anos é levada ao consultório pediátrico pela
mãe, que relata episódios de "chiado no peito" e tosse noturna, que ocorrem cerca de 2 vezes por mês e duram 2-3
dias. A mãe fumante refere que a criança estava gripada nos últimos episódios. Nega histórico familiar de asma. O
exame físico está normal no momento. A mãe pergunta se "é asma" e qual exame ela deve fazer para confirmar.
1. Com base nos dados fornecidos, qual a sua principal hipótese diagnóstica? É possível confirmar o
diagnóstico de asma nesta consulta?
2. Qual a conduta inicial mais adequada para esta paciente?
Resposta do Caso Clínico 2:
1. Principal hipótese diagnóstica e possibilidade de confirmação:
o A principal hipótese é de sibilância recorrente, que é o diagnóstico sindrômico em pré-escolares.
Embora os sintomas (chiado e tosse noturna) sejam sugestivos de asma, a idade (4 anos) dificulta a
realização de exames funcionais como a espirometria, que é utilizada a partir dos 5 anos. O fato dos
episódios estarem associados a gripes e a mãe fumar são fatores de risco. A ausência de histórico
familiar de asma não exclui o diagnóstico, mas a atopia paterna/materna é um critério maior.
Portanto, o diagnóstico definitivo de asma não pode ser confirmado nesta consulta, exigindo um
seguimento e observação da resposta terapêutica.
o Pegadinha: A espirometria NÃO é indicada rotineiramente para diagnóstico em crianças com menos
de 5 anos.
2. Conduta inicial mais adequada:
o A conduta inicial para asma em crianças menores de 6 anos que apresentam sintomas não
controlados (sibilância 2x/mês, tosse noturna) seria iniciar tratamento na Etapa 2.
o Prescrever Corticosteroide Inalatório (CI) em baixa dose diariamente.
o Prescrever SABA (broncodilatador de curta duração) para alívio dos sintomas durante as crises.
o Orientar a mãe sobre a doença, fatores desencadeantes, e a importância de evitar a exposição à
fumaça do tabaco.
o Agendar retorno para reavaliação da adesão, técnica de uso dos dispositivos e controle dos sintomas.
2) Infecção de vias aéreas
A) Definição: São processos inflamatórios que acometem os órgãos localizados nas vias aéreas superiores (nariz,
cavidade nasal, faringe, laringe, parte superior da traqueia) ou inferiores (parte inferior da traqueia, brônquios,
bronquíolos, alvéolos e pulmões).
B) Sinais e sintomas:
• Resfriado Comum: Congestão/obstrução nasal, secreção nasal, tosse, febre baixa ou moderada, mal-
estar.
• Gripe (Síndrome Gripal): Início súbito de febre (pode ser alta), acompanhada de tosse ou dor de garganta,
e pelo menos um de: cefaleia, mialgia ou artralgia.
• Faringite: Odinofagia (dor de garganta ao engolir), febre (geralmente alta), halitose. Pode haver exsudato
amigdaliano (pus nas amígdalas) e adenopatia cervical.
• Rinossinusite Aguda: Complicação de IVAS viral ou alergia. Diagnóstico clínico baseado em:
o Piora após melhora inicial ("double sickening" ou "dupla piora").
o Sintomas persistentes por mais de 10 dias sem melhora.
o Início grave: Febre >39°C com rinorreia purulenta por ≥3 dias consecutivos.
• Crupe (Laringotraqueobronquite): Principalmente em crianças de 6 meses a 3 anos. Caracterizado por:
o Tosse "de cachorro" (tosse ladrante, metálica).
o Rouquidão.
o Estridor inspiratório (pode ser ausente em repouso nos casos leves).
o Febre baixa e pródromos catarrais.
• Epiglotite: Verdadeira emergência infecciosa. Início súbito e rápido.
o Febre alta, dor de garganta intensa, disfagia, sialorreia.
o Voz abafada.
o Posição de "cheirador" ou tripé (sentada, inclinada para frente, boca entreaberta).
o Estridor pode ser mínimo.
• Traqueíte Bacteriana: Início semelhante ao Crupe, mas com piora rápida, toxemia, febre alta, obstrução
grave de VAS. Não melhora com corticoide e epinefrina. Pode haver exsudato purulento e membranas na
traqueia.
• Abscesso Retrofaríngeo: Febre alta, trismo (dificuldade para abrir a boca), dor de garganta, disfagia,
sialorreia. Linfadenite cervical e voz abafada.
• Bronquiolite: Inicia como IVAS (coriza, febre baixa), seguida de desconforto respiratório, taquipneia,
batimento de aletas nasais, retrações. Sibilos expiratórios, expiração prolongada e estertores.
Principalmente em lactentes (corpo estranho.
• Epiglotite: Crupe, abscesso retrofaríngeo, corpo estranho.
• Bronquiolite: Asma, fibrose cística.
• Pneumonia: Bronquiolite, asma, tuberculose.
G) Complicações:
• Faringite estreptocócica não tratada: Febre Reumática e Glomerulonefrite Difusa Aguda Pós-
estreptocócica.
• Difteria: Miocardite, neurite.
• Crupe/Epiglotite/Traqueíte/Abscesso Retrofaríngeo: Obstrução grave ou total da via aérea, hipoxemia.
• Pneumonia: Derrame pleural, empiema, pneumatoceles (S. aureus), insuficiência respiratória, sepse.
H) Outros pontos importantes:
• Mnemônico para Epiglotite: 4 D's: Dysphagia (disfagia), Drooling (sialorreia), Distress (desconforto
respiratório), Dysphonia (disfonia - voz abafada).
• Classificação da Frequência Respiratória Normal (IRPM):
o 0-2 meses: 50 irpm.
o 2-5 meses: 50 irpm.
o Acima de 5 meses: 40 irpm.
• Pneumonia: É a principal causa de óbito em crianças 2 segundos).
▪ Enchimento capilar periférico (TEC): Retardado (>3-5 segundos).
▪ Pulso: Fraco ou débil.
▪ Alteração do nível de consciência (irritabilidade, letargia, sonolência).
▪ Oligúria (pouca urina, poucas fraldas molhadas em bebês).
• Choque:
o Compensado: PS normal, mas com sinais de má perfusão tecidual: Taquicardia, pulsos periféricos
fracos, enchimento capilar retardado, pele fria, pálida e moteada, oligúria.
o Descompensado: Hipotensão arterial (PS ↓), alteração do nível de consciência, perda de pulsos
periféricos, bradicardia.
o Mnemônico dos tipos de choque (classificação fisiopatológica): HODC = Hipovolêmico,
Obstrutivo, Distributivo, Cardiogênico.
C) Diagnóstico:
• GEA: Principalmente clínico. Exames laboratoriais (coprocultura, hemograma, PCR) não são necessários na
maioria dos casos. Indicados em casos de desidratação grave, febre persistente, imunodeprimidos,
desnutrição grave ou suspeita de disenteria.
• Choque: Clínico (sinais vitais, perfusão, estado neurológico). Exames complementares auxiliam na
identificação da causa e avaliação de gravidade (hemograma, glicemia, eletrólitos, gasometria, função renal).
D) Fatores de risco:
• GEA: Condições de saneamento precárias, má higiene, desmame precoce, idade 6m por 10-14 dias).
Probióticos (Lactobacillus GG, Saccharomyces boulardii, Lactobacillus reuteri).
o Plano B (Desidratação leve a moderada): SRO (50-100 ml/kg em 4-6h) em serviço de saúde.
Manter LM. Se vômitos persistentes (≥4/hora), considerar Ondansetrona (0,1 mg/kg VO, máx 4mg).
o Plano C (Desidratação grave): Hidratação Venosa (HV).
▪ Fase de Expansão (rápida): SF 0,9% ou Ringer Lactato (20ml/kg em 20-30 min). Repetirse
necessário.
▪ Fase de Manutenção e Reposição: Cálculo pelo método de Holliday-Segar. Solução de SG
5% com eletrólitos (Na: 3-5 mEq/kg/dia; K: 1-3 mEq/kg/dia). Iniciar K após diurese
estabelecida.
o Antibióticos: NÃO são rotineiramente indicados em GEA. Indicados em disenteria (especialmente
com febre e/ou toxemia), imunodeprimidos.
▪ Para disenteria: Ciprofloxacino (>10 anos), Azitromicina ou Ceftriaxone.
• Choque (Geral):
o Protocolo ABCDE: Manter vias aéreas pérvias (A), O2 suplementar e suporte ventilatório (B), acesso
venoso e reposição volêmica com fluidos (C), avaliação neurológica (D), exposição e controle de
temperatura (E).
o Fluido de escolha para expansão: SF 0,9% ou Ringer Lactato (20ml/kg em 5-20 min, repetir).
o Tipos Específicos de Choque:
▪ Hipovolêmico: Foco em expansão volêmica agressiva. Aminas vasoativas como Epinefrina
se refratário.
▪ Distributivo (Séptico): Fluidos + Antibiótico precoce (na 1ª hora). Aminas vasoativas
(Dopamina, Noradrenalina para choque quente, Epinefrina para choque frio). Hidrocortisona
se suspeita de insuficiência suprarrenal.
▪ Anafilático: Epinefrina IM (1:1000) é a primeira linha. Fluidos, anti-histamínicos, corticoides.
▪ Cardiogênico: Fluidos LENTAMENTE (5-10ml/kg). Foco em inotrópicos (ex: Milrinona).
▪ Obstrutivo: Identificar e corrigir a causa da obstrução (ex: pericardiocentese para
tamponamento, descompressão para pneumotórax hipertensivo, prostaglandina para lesões
ducto-dependentes).
F) Diagnóstico diferencial:
• GEA: Alergia à proteína do leite de vaca, intolerância à lactose, invaginação intestinal, apendicite aguda, uso
de antibióticos, intoxicações.
• Choque: Sepse sem choque, insuficiência cardíaca, hipoglicemia, intoxicações.
G) Complicações:
• GEA: Desidratação grave, desnutrição, distúrbios eletrolíticos, choque hipovolêmico. Síndrome
Hemolítico-Urêmica (SHU) por E. coli Enterro-hemorrágica (EHEC).
• Choque: Falência de múltiplos órgãos, coagulação intravascular disseminada (CIVD), acidose metabólica
grave, morte.
H) Outros pontos importantes:
• Tipos de Desidratação (pela concentração de sódio):
o Isotônica: Na 130-150 mEq/L (mais comum, 75-80% dos casos).
o Hipotônica: Na 150 mEq/L (comum em neonatos e diabéticos).
• Zinco: É perdido durante a diarreia e é importante para a função e crescimento celular, além de reduzir a
duração e gravidade do episódio.
• Desnutridos e HV: Hidratação mais cautelosa devido a alterações na água corporal total e retenção de
sódio/água. Necessidades hídricas de manutenção reduzidas (70-80%).
• Classificação da Frequência Cardíaca Normal (BPM):
o 1º ano: 100-160
o 1-3 anos: 90-150
o 4-5 anos: 80-140
o 6-12 anos: 70-120
o Adolescentes: 60-100
• Cálculo da PA Sistólica Normal: (Idade x 2) + 70/80 mmHg.
• Pegadinha (GEA Tratamento): Uso de loperamida e outros constipantes é contraindicado, pois aumentam
o contato do microrganismo com a mucosa intestinal, podendo agravar o quadro.
I) OSCE:
Caso Clínico 1 (Diarreia Aguda e Desidratação - Armadilha) Um lactente de 1 ano e 6 meses, previamente hígida,
iniciou quadro de evacuações líquidas há dois dias (cerca de dez episódios/dia). Os pais referem vários casos de
diarreia na creche e informam que ela não está se alimentando, recusando o leite materno. Nas últimas 24 horas,
está mais prostrada e praticamente não urinou. Ao exame físico, paciente apresenta muita sonolência, mucosas
muito secas, taquicardia importante, pulsos finos e perfusão capilar periférica lentificada (sete segundos).
1. Qual o diagnóstico do estado de hidratação e qual a classificação do choque, se presente?
2. Qual a conduta terapêutica imediata mais adequada para este paciente?
Resposta do Caso Clínico 1:
1. Diagnóstico do estado de hidratação e classificação do choque:
o O diagnóstico do estado de hidratação é desidratação grave. Os sinais incluem
prostração/sonolência, mucosas muito secas, taquicardia importante, pulsos finos e perfusão capilar
lentificada (>5 segundos).
o A presença de sonolência, pulsos finos e tempo de enchimento capilar de 7 segundos indica que o
paciente está em choque descompensado, ou, no mínimo, choque compensado grave evoluindo
para descompensado, necessitando de intervenção imediata para reverter a má perfusão.
o Pegadinha: Confundir choque compensado com descompensado. A sonolência e TEC muito
lentificado afastam o "compensado" apenas com sinais leves.
2. Conduta terapêutica imediata mais adequada:
o A conduta é a Hidratação Venosa (Plano C).
o Fase de Expansão Rápida: Administrar SF 0,9% ou Ringer Lactato em bolus de 20 ml/kg em 20
minutos. Reavaliar e repetir o bolus se necessário (até 3x) até a melhora dos sinais de choque e
perfusão.
o Suporte Geral: Manter vias aéreas pérvias, administrar oxigênio suplementar, monitorizar sinais
vitais.
o Após a reversão do choque e melhora da perfusão, iniciar a Fase de Manutenção e Reposição de
acordo com o peso do paciente, adicionando eletrólitos conforme a necessidade e monitorização.
Caso Clínico 2 (Diarreia Crônica x Alergia Alimentar - Armadilha) Lactente de três meses, com história de uso de
fórmula infantil na maternidade, está em aleitamento materno exclusivo desde o segundo dia de vida. Apresenta
diarreia com raias de sangue nas fezes e eczema. Não fez o teste do pezinho. Exame físico: eutrófico e com bom
desenvolvimento pôndero-estatural.
1. Qual o diagnóstico mais provável para este lactente?
2. Qual a conduta terapêutica inicial e mais adequada?
Resposta do Caso Clínico 2:
1. Diagnóstico mais provável:
o O diagnóstico mais provável é Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), especificamente a
proctocolite/colite alérgica mediada por IgE. Os achados clássicos são diarreia com raias de sangue
em lactentes em aleitamento materno exclusivo (devido à proteína ingerida pela mãe e presente no
leite) e a presença de eczema (manifestação cutânea de APLV). O bom estado geral e ganho de peso
adequado são compatíveis com este tipo de APLV.
o Pegadinha: Embora a diarreia com sangue possa sugerir infecção bacteriana (disenteria), a ausência
de febre, toxemia e o bom estado geral, combinados com eczema e aleitamento materno exclusivo,
apontam fortemente para APLV. Não é necessário teste do pezinho para este diagnóstico.
2. Conduta terapêutica inicial e mais adequada:
o A conduta inicial é manter o aleitamento materno exclusivo e restringir a dieta da mãe, retirando
leite de vaca e derivados. Em alguns casos (20%), pode ser necessário restringir outros alimentos
como soja e ovo.
o Não é necessário suspender a amamentação nem iniciar fórmulas sem fenilalanina ou sem lactose
sem indicação clara para galactosemia ou intolerância à lactose.
o A resposta favorável à exclusão alimentar confirma o diagnóstico, embora o teste de provocação oral
seja o padrão-ouro (mas contraindicado em reações graves).