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TERAPIA DE CASAL E FAMÍLIA Escolas e abordagens Estudo de caso https://www.youtube.com/watch?v=Aa1y ReFg6pY RELACIONAMENTO ABUSIVO: https://www.youtube.com/watch?v=Aa1yReFg6pY DESAFIO: A única solução para o relacionamento abusivo é acabar com ele? Como ajudar abusador e abusado na terapia de casal e família? Vários caminhos, um só destino. Entre as teorias e as terapias e a compreensão do sofrimento psíquico, pelo aspecto relacional, podemos citar variadas referências. No contexto dos grupos há: Kurt Lewin :o desenvolvimento da teoria de campo; Bion e sua ênfase no grupo como um todo que tem uma dinâmica própria; Carl Rogers : os grupos de encontro de que, inserido no movimento do potencial humano, representava a visão humanista; Gestalt terapia com uma teoria da relação todo/parte, figura/fundo e seu trabalho com grupos; o psicodrama, cujo fundador, Moreno, é apresentado como um dos primeiros a atender um casal, nos anos 30, na Europa. Há propostas interessantes que valorizam o relacional e precisam ser repensadas: a psiquiatria comunitária; os psiquiatras interpessoais como Sullivan e Frida From-Reichman; na Tavistock Clinic, os trabalhos de John Bowbly e de Laing; os psicanalistas argentinos e a teoria do vínculo de Pichon- Rivière, dentre outros.” (CARNEIRO; PONCIANO, 2005, pág. 410). Conceituando família Segundo Lima (2002) “A família é um sistema sociocultural em transformação. O modelo de família hoje se caracteriza pela sua diversidade.” Para FISHMAN; MINUCHIN (2007) família é um grupo natural onde se desenvolve padrões de interação unir-se para coexistir. Os Padrões de interação que constituem a estrutura familiar: Governa o funcionamento de seus membros, delineia seus comportamentos. Facilitando sua interação, desempenho de tarefas essenciais, apoia a individuação, provê o sentido de pertinência. A terapia familiar Auxilia nos processos de mudança da unidade familiar e sua interação sistêmica. Ajuda a capacitar a família para romper com os padrões usuais, bem como a desenvolver habilidades práticas. (ANDRADE; SADOCK, 2009) Segundo Lima (2002): “Os fatores sociais, culturais e econômicos têm contribuído para as mudanças nos relacionamentos familiares. O aumento do período de vida dos homens e mulheres, a liberação sexual, a necessidade da mulher trabalhar e sua realização profissional, os divórcios e os recasamentos são alguns dos fatores que levaram a alteração da dinâmica familiar. A comunicação do casal/família encontra dificuldades antes inimagináveis. A COMUNICAÇÃO Todo esse panorama relacional envolve (e necessita) de processos comunicativos. Comunicação gera comportamento. A comunicação precede um relacionamento. Quem comunica relaciona-se e comporta-se de um modo, além de exigir um comportamento do seu receptor. A comunicação transcende ao processo de dar e receber informação, contribuindo para a compreensão da visão de homem e do mundo, pois se constitui na base fundamental do inter-relacionamento humano. Quando há transtornos no processo comunicativo do sistema familiar sintomas são desencadeados, revelando insatisfação através de doenças e/ou comportamentos inadequados. (ANDRADE; SADOCK, 2009) No contexto familiar, a importância da comunicação fica evidente ao se observar que se os pais se comportam de modo ausente, com rigor, com autocracia ou ainda, são liberais, pais e filhos terão um tipo de comunicação para responder a cada perfil, comprovando que todo comportamento é uma comunicação. (ANDRADE; SADOCK, 2009) TERAPIA SISTÊMICA: Salvador Minuchin concentrou sua atenção na estrutura familiar que segundo ele, constituísse em um “conjunto invisível de exigências funcionais que organiza as maneiras pelas quais os membros da família interagem” (1982, pág. 57). “O que habitualmente leva uma família à terapia são os sintomas de um dos seus membros. Ele é o paciente identificado, a quem a família classifica como ‘tendo problemas’ ou ‘sendo problemas’. Mas, quando uma família rotula um de seus membros como o ‘paciente’, os sintomas do paciente identificados podem ser pressupostos como sendo um recurso de um sistema em manutenção ou de um sistema mantido. Os sintomas podem constituir uma expressão de uma disfunção familiar. Em qualquer caso, o consenso familiar de que um membro é o problema indica que, em algum nível, o sintoma está a ser reforçado pelo sistema.” (MINUCHIN, 1974, p.108). PRÓXIMA AULA: ABORDAGEM SISTÊMICA