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DIVERSIDADE/PLURALIDADE CULTURAL 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Diversidade Cultural Atualmente estamos convivendo muito com a diversidade cultural e a pluralidade, o que significa que estamos convivendo com as diferenças culturais dos seres humanos que podem ser de vários tipos, como a linguagem, danças, vestuário, religião, a convivência de ideias, entre outras. Mas apesar de toda evolução do século XXI ainda existe muito preconceito e problemas relacionados à diversidade, a pluralidade e a inclusão; ao passar dos anos as pessoas foram se evoluindo e apren- dendo com outras culturas e nações, mas às vezes por divergência de ideias, de vestuários, de dança ou até mesmo religião acontece o preconceito e a exclusão. O Brasil é um país com uma pluralidade e uma diversidade cultural assustadora, pois possuem diversas culturas, cada região tem sua tradição, seu modo de se comunicar, se vestir e suas crenças. Por onde passamos aprendemos um pouco sobre a cultura daquele determinado lugar que vai so- mando a nossa cultura já existente; a sociedade hoje é bem diversificada sempre procurando aprender, analisar e com a ajuda da antropologia, filosofia e a ciências podemos aprender sobre as nações pas- sadas e como se relacionavam e isso influência muito nos dias atuais. Mas falar sobre o assunto é muito fácil, ouvimos tantas palestras sobre o devido assunto, mas será que está sendo aplicado no nosso dia a dia ou em nossas escolas. Desde cedo o aprendizado sobre o preconceito, diversidade e respeito deveriam começar logo na in- fância começando pelos pais e depois pelos educadores. A educação é um direito de todos, os pais deveriam já começar a falar sobre questões de respeito não só com os familiares e professores, mas sim com idosos, pessoas de diferentes raças e etnias. Falta uma estrutura, uma instrução para que isso seja passado de geração para geração. A cada dia que passa percebemos como tudo está mudado, com a tecnologia avançada o ser humano também evoluiu, mas falta muito para termos um futuro mais justo sem preconceitos. As escolas têm que fornecer um maior suporte aos educadores e aos educandos, porque ainda existe muita dificuldade para colocar um aluno com deficiência em uma escola de ensino regular, sabemos das dificuldades não só desses alunos, mas também dos professores, até mesmo na questão de aces- sibilidade e quando não há acessibilidade automaticamente se exclui aquele aluno, porque não dá a ele a oportunidade de frequentar o ensino regular assim como as outras crianças. Há um preconceito ainda das escolas regulares para aceitar crianças e jovens especiais, jogam des- culpas que não tem profissional qualificado para aquela criança, não tem acessibilidade em muitas escolas do Brasil, toda criança tem direito a educação, os governantes deveriam fiscalizar mais estas escolas e regulamenta-lás. Contudo sabemos que existem leis contra bulling, preconceito racial entre tantas outras inúmeras leis, mas o que se necessita de fato é que essas leis saiam do papel e passem a vigorar firmemente e que também o governo faça uma campanha de humanização, porque o que falta muita das vezes também é amor e respeito pelo próximo. Com o compromisso assumido pelos governos de implementarem a educação inclusiva, os sistemas de ensino devem organizar seus atos normativos e orientativos, com vistas à oferta de uma educação valiosa nos aspectos cognitivos e práticos. Neste item, estaremos discutindo as diferentes relações e os desafios para o enfrentamento à exclusão dos diferentes grupos por questões étnico-raciais ou de gêneros, considerando os pressupostos da educação para todos, conciliados com os princípios e dire- trizes da educação inclusiva. E, ainda, considerando que estamos imersos em uma sociedade plural e desigual. A pluralidade cultural existente no Brasil é fruto de um longo processo histórico de interação entre aspectos políticos e econômicos, no plano nacional e internacional. Esse processo apresenta-se como uma construção cultural brasileira altamente complexa, historicamente definida e redefinida continua- mente em termos nacionais, apresentando características regionais e locais. DIVERSIDADE/PLURALIDADE CULTURAL 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Coexistem aqui culturas singulares, ligadas a identidades de origem de diferentes grupos étnicos e culturais. Essa composição cultural tem se caracterizado por plasticidade e permeabilidade, incorpo- rando em seu cotidiano a criação e recriação das culturas de todos esses povos, sem diluí-las, ao mesmo tempo em que permite seu entrelaçamento. Nesse entrelaçamento de influências recíprocas, configura-se a permanente elaboração e redefinição da identidade nacional, em sua complexidade (BRASIL, 1997a, v. 10. p. 28). Por sua vez, a desigualdade pode ser analisada pelas práticas escolares ou sociais, diante dos grupos sociais desfavorecidos ou envolvidos por estigmas construídos de alguma forma na própria sociedade. É bastante comum que em relação ao aluno proveniente das camadas economicamente menos favo- recidas se desenvolva uma expectativa de desempenho baixo. Também a criança e o adolescente provenientes de grupos étnicos socialmente discriminados recebem o mesmo tipo de tratamento. A desigualdade traduzida na situação de pobreza, seja a favelização em áreas urbanas, seja o filho de trabalhadores rurais em condições precárias, seja, ainda, a dificuldade de adaptação do filho do mi- grante, lamentavelmente tem sido um estigma para muitas crianças na escola (BRASIL, 1997a, p. 32). Por tudo isso, diante dos quadros que nos mostram o quanto a escola precisa evoluir na formação de seus alunos por uma sociedade justa e mais acolhedora, podemos entender muito mais ainda, que esse tema, pluralidade cultural: [...] permite a explicitação dos direitos da criança e do adolescente referentes ao respeito e à valoriza- ção de suas origens culturais, sem qualquer discriminação. Exige do professor atitudes compatíveis com uma postura ética que valoriza a dignidade, a justiça, a igualdade e a liberdade. Exige, também, a compreensão de que o pleno exercício da cidadania envolve direitos e responsabilidades de cada um para consigo mesmo e para com os demais, assim como direitos coletivos. Traz, para os conteúdos relevantes no conhecimento do Brasil, aquilo que diz respeito à complexidade da sociedade brasileira; sua riqueza cultural e suas contradições sociais (BRASIL, 1997a, v. 10, p. 51). Somos diferentes, sujeitos culturais, históricos e sociais. A diversidade vista na escola como um dado da realidade humana, conduz ao entendimento e à valorização das diferenças entre as pessoas e à desconstrução dos mecanismos que promovem as desigualdades. Num mundo que tende cada vez mais à globalização no plano econômico da qual é ainda desconhecido o conjunto dos efeitos sociais, é importante perceber o incessante processo de reposição das diferen- ças e o surgimento das etnicidades. De um lado, esse processo ensina que o fato das culturas viverem dinâmicas que resultam em sua modificação constante não quer dizer que o sentido da mudança seja único, e conduza fatalmente ao modelo de desenvolvimento dominante. De outro, apresenta com cla- reza a necessidade de construção de valores e novas práticas de relação social que permitam o reco- nhecimento e a valorização da existência das diferenças étnicas e culturais, e a superação da relação de dominação e exclusão – ao mesmo tempo em que se constitui a solidariedade (BRASIL, 1997a, p. 36). Dessa forma, o tema diversidade deverá constar no Projeto Político Pedagógico, contribuindo para a manutenção de um currículo culturalmente valioso. Com isso, buscar um diálogo com outros momentos da história cujas manifestações de poder estiveram sempre ligadas à violência, à exclusão, como pode ser visto em episódios referentes à colonização, à inquisição, às cruzadas, à escravidão e outros. Como se pode ver, a história do continente americano,após o “mau encontro” com os colonizadores europeus, é uma história marcada por conflitos étnicos. Esses vão agravar-se, já no final do século XX e início do atual, com a chegada de novas levas de imigrantes europeus e asiáticos. Ainda que os contatos prolongados entre diferentes etnias tenham gerado, em alguns países mais que em outros, um significativo processo de miscigenação, o próprio desenvolvimento dessas sociedades, com forte herança escravista, não consegue eliminar as barreiras sociais, nem os preconceitos raciais (GONÇALVES e SILVA, 2006, p. 20 e 21). Na opinião de Osório (2005), a escravidão a que o homem encontra-se submetido estabelece-se em seu meio social, onde convive com processos de constante seletividade, do nascimento até a morte. E isso, envolve a marca cultural de sua raça, cor, gênero, as formas de interesse das relações de produ- ção em que se insere. No seu próprio meio cultural, o homem é definido como incluído ou excluído de DIVERSIDADE/PLURALIDADE CULTURAL 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR sua própria existência, sob a tutela do estado e dos diferentes grupos sociais, no contexto da diversi- dade que os engendra. No movimento negro brasileiro, pode-se observar também uma diversidade ou, mais precisamente, uma dualidade entre cultura e política, por meio da qual os militantes buscam construir sua identidade. Esse movimento nunca desenvolveu um projeto separatista [...]. Entretanto, suas estratificações inter- nas comportam também clivagens que passam pelos grupos de mulheres negras reivindicando sua especificidade, pelas organizações religiosas e pelos engajamentos políticos, seja de direita, de es- querda, ou de centro (GONÇALVES e SILVA, 2006, p. 33). Priorizamos questões étnico-raciais e de gênero, como elementos constitutivos da diversidade e da realidade humana, cuja identidade e importância remetem à construção e à aquisição do conhecimento para a conquista da cidadania, portanto, categorias necessárias na formação, na valorização e nas relações entre as pessoas. A defesa de uma sociedade justa e sem discriminação, cada dia mais, tem sido uma colocação central dos discursos pronunciados pelos dirigentes e líderes dos mais variados segmentos da sociedade. A construção de um tecido teórico sobre a justiça social no mundo, refletindo-se no Brasil, também tem sido objeto dos debates, reflexões, produções intelectuais e populares de hoje, com grande ênfase na qualidade de vida, meio ambiente, desenvolvimento sustentável, conquista de paz e felicidade, visando um futuro melhor para esta sociedade, historicamente organizada com base na dominação de peque- nos grupos e nas desigualdades estabelecidas, onde se localiza, com grande visibilidade, as diferenças nas relações de gênero, apesar dos avanços que vêm sendo observados (TEIXEIRA, 2003, p. 181). Para Moura (2005, p. 69), esse assunto reveste-se de tamanha necessidade como pauta de conteúdos a serem priorizados nas unidades escolares, embora deva-se reconhecer que, ao mesmo tempo, re- presenta: Um desafio desenvolver, na escola, novos espaços pedagógicos que propiciem a valorização das múl- tiplas identidades que integram a identidade do povo brasileiro, por meio de um currículo que leve o aluno a conhecer suas origens e a se reconhecer como brasileiro [...]. Por esse motivo, ao discorrer sobre o tema proposto para este curso, enfatizamos o quanto é importante contarmos com uma formação que nos oriente às mudanças de conceitos, especialmente quando se trata de eliminarmos preconceitos, cujos efeitos podem ser perniciosos para o crescimento da pessoa, e, ao mesmo tempo, como impeditivo de seu progresso em todos os campos da aprendizagem, ainda mais que: [...] negros, índios e minorias étnicas em geral começam a detonar os critérios que os classificam como naturalmente inferiores aos grupos étnicos dominantes. Os achados culturalistas vão inspirar os movi- mentos de mulheres, em várias partes do mundo, contra a suposta supremacia natural dos homens. O mesmo vai ocorrer com os homossexuais, que passam a produzir novas imagens de si mesmos e a combater, por vias judiciais, preconceitos com relação a seu comportamento sexual. Enfim, motivados por uma leitura mais questionadora da diversidade humana, os grupos culturalmente dominados bus- cam conquistar, paulatinamente, sua emancipação, abandonando os valores culturais que os oprimem. Pouco a pouco, o caráter étnico do multiculturalismo vai cedendo espaço para outros aspectos de do- minação cultural (GONÇALVES e SILVA, 2006, p. 24). Importa, com tudo isso, a necessidade de construirmos uma convivência de paz, solidariedade e res- peito na sociedade e mais ainda, nos espaços escolares. Ao mesmo tempo em que nossa miscigenação e pluralidade étnica se transformam em magníficas metáforas e alegorias literárias, negros, índios e mestiços vivem a mais brutal discriminação em todos os lugares em que vivem, seja no campo ou nos centros urbanos. Estranho jogo esse em que os dife- rentes são, a um só tempo, objeto de exaltação e de exclusão (GONÇALVES e SILVA, 2006, p. 68). Em sua própria defesa, porém, grupos são organizados e solidarizam-se para o enfrentamento das desigualdades produzidas no interior da sociedade e na luta pela preservação e respeito às identida- des, bem como no sentido de sobreviverem frente às novas orientações culturais. DIVERSIDADE/PLURALIDADE CULTURAL 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Nesse contexto, as mulheres negras deram uma contribuição muito significativa para democratizar as relações de poder no interior do próprio movimento. Inicialmente, solidarizam-se com a luta das mulhe- res, em geral, denunciando a supremacia masculina, inclusive a dos seus companheiros negros. Em seguida, reavaliam sua própria inserção nos movimentos de mulheres, pois não veem ali contempladas sua particularidade étnica. Ser branca, ser negra ou mestiça faz uma diferença muito grande em uma sociedade que se habituou a ver os afrodescendentes como serviçais dos brancos e objetos sexuais de seus patrões (GONÇALVES e SILVA, 2006, p.89). Tudo isso sugere outros investimentos por parte das escolas para as necessárias transformações que propiciem, além de um espaço aberto à pluralidade, a remoção de barreiras para a aprendizagem num ambiente rico de conhecimentos e livre de atitudes excludentes e preconceituosas. Daí a importância dos estudos sobre a Pluralidade cultural, a qual: [...] quer dizer a afirmação da diversidade como traço fundamental na construção de uma identidade nacional que se opõe e repõe permanentemente, e o fato é que a humanidade de todos se manifesta em formas concretas e diversas de ser humano (BRASIL, 1997a, p. 19). Dessa forma, cabe dizer que a pluralidade cultural como afirmação da diversidade reúne, ao mesmo tempo, as diferenças e as diversidades. [...] diversidade é uma dinâmica cultural que existe a partir da diferença no seu devido lugar, por isso não é sinônimo de diferença, que é um conceito que existe na natureza das coisas vivas, existe em qualquer forma viva, mas não contempla valor e definição nas relações (PEREIRA, 2009, p. 9). Pela necessidade de compreensão conceitual e relacional, a escola deve reconhecer os inúmeros de- safios que terá que enfrentar, no sentido de se apropriar de situações diversas entre seu alunado, tendo em vista a pluralidade cultural que a compõe, considerando a multiplicidade e as diferentes presenças que a frequentam. A escola possui a vantagem de ser uma das instituições sociais em que é possível o encontro das diferentes presenças. Ela é também um espaço sociocultural marcado por símbolos, rituais e crenças, culturas e valores diversos. Essas possibilidades do espaço educativo escolar precisam ser vistas na sua riqueza, no seu fascínio. Sendo assim, a questão da diversidade cultural na escola deveria ser vista no que de mais fascinante ela proporciona às relações (GOMES, 2010, p. 1). Tais presenças estão envolvidas comquestões diversas, como de gênero, raça, sexualidade, classe social, religião, cultura, diferentes situações chamadas de minorias, diferenças regionais, implicados com a diversidade e a diferença. [...] o diferente e a diferença são partes da descoberta de um sentimento que, armado pelos símbolos da cultura, nos diz que nem tudo é o que eu sou e nem todos são como eu sou. Mais que as diferenças o que está em jogo é a imensa diversidade que nos informa é o que nos constitui como sujeitos de uma relação de alteridade. A alteridade revela-se no fato de que o que eu sou e o outro é não se faz de modo linear e único, porém constitui um jogo de imagens múltiplo e diverso. Saber o que eu sou e o que o outro é depende de quem eu sou, do que acredito que sou, com quem vivo e porquê (BRANDÃO, 1986, p. 7 apud PEREIRA, 2009, grifos do autor). Com isso, na elaboração e operacionalização do seu Projeto Político Pedagógico deve haver um com- promisso com a educação inclusiva e, concomitantemente o respeito à diversidade humana, assunto que merece ser disseminado no processo ensino-aprendizagem, pois diz respeito a uma realidade sub- jacente aos princípios da vida. Ao mesmo tempo em que é um assunto abrangido pela temática plura- lidade cultural, ressaltada nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, que: [...] comporta uma ampliação de horizontes para o professor e para o aluno, uma abertura para a cons- ciência de que a realidade em que vivem é apenas parte de um mundo complexo, fascinante e desafi- ador, na qual o elemento universal subjacente e definidor das relações intersociais e interpessoais deve ser a Ética. Propicia, ainda, a percepção de que essa característica sociocultural é a expressão de uma pluralidade dinâmica para além das fronteiras do Brasil, a qual tem sido benéfica e estimuladora na definição de valores universais (BRASIL, v. 10, 1997a, p. 19). À escola cabe acompanhar essa realidade, observando a vivência escolar na diversidade, seu reco- nhecimento e o exercício das relações entre as pessoas que vivem e transitam no mesmo espaço DIVERSIDADE/PLURALIDADE CULTURAL 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR escolar, tendo em vista ser este espaço um local de múltiplas relações sociais, numa dinâmica socio- cultural, em que as diferentes presenças se encontram, e, com isso, promovem o reconhecimento entre si e se confundem, produzindo a riqueza da cultura brasileira. Coexistem aqui culturas singulares, ligadas a identidades de origem de diferentes grupos étnicos e culturais. Essa composição cultural tem se caracterizado por plasticidade e permeabilidade, incorpo- rando em seu cotidiano a criação e recriação das culturas de todos esses povos, sem diluí-las, ao mesmo tempo em que permite seu entrelaçamento. Nesse entrelaçamento de influências recíprocas, configura-se a permanente elaboração e redefinição da identidade nacional, em sua complexidade (BRASIL, 1997a, v. 10, p. 28-29). A pluralidade cultural nos leva às nossas origens como povo brasileiro, à nossa diversidade e ao nosso próprio olhar sobre nós mesmos bem como às nossas múltiplas culturas. Por meio dela, educador e aluno partem para uma viagem, navegando pelas etnias, pela história e geografia cultural brasileira. Da mesma forma, notamos o quão é importante esse tema na formação das nossas crianças do ensino fundamental (1º ao 5°), principalmente no que diz respeito à cidadania. Mesmo porque a temática está relacionada ao conhecimento e à valorização de características étnicas e culturais dos diferentes gru- pos sociais que convivem no território nacional, à crítica às desigualdades socioeconômicas e às rela- ções sociais discriminatórias e excludentes que permeiam a sociedade brasileira. Diante das características da temática, os Parâmetros Curriculares Nacionais explicam que, com o tema pluralidade cultural, “propõe-se uma concepção que busca explicitar a diversidade étnica e cultu- ral que compõe a sociedade brasileira, compreender suas relações, marcadas por desigualdades soci- oeconômicas e apontar transformações necessárias, oferecendo elementos para a compreensão de que valorizar as diferenças étnicas e culturais não significa aderir aos valores do outro, mas respeitá- los como expressão da diversidade, respeito que é, em si, devido a todo ser humano, por sua dignidade intrínseca, sem qualquer discriminação. A afirmação da diversidade é traço fundamental na construção de uma identidade nacional que se põe e repõe permanentemente, tendo a ética como elemento definidor das relações sociais e interpessoais” (PCN 1ª a 4ª série, v.10, 1997, p.19). Assim, “o conhecimento da pluralidade cultural dará a essas crianças capacidade de buscar na infância e, depois, na adolescência e na vida adulta, uma vida mais equilibrada, na qual fazer o bem comum tem tanta importância quanto satisfazer as necessidades individuais e os interesses pessoais”, afirma Maria Cortes, professora do curso Pluralidade Cultural – Tema Transversal – Fundamental I, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas. Além disso, diante da heterogeneidade da composição populacional do Brasil, entre nossos alunos, e, entre nós mesmos, acabam prevalecendo no país estereótipos variados, sejam eles regionais, relativos aos vários grupos étnicos, sociais e culturais, levando a comportamentos discriminatórios nocivos à vida social e ao desenvolvimento social, econômico e cultural. Daí a importância de lidar com esse tema transversal, pois, nas escolas, presenciamos o preconceito e a discriminação racial, por meio de manifestações de racismo, discriminação social e étnica, muitas vezes vindas de professores, alunos e da equipe escolar em geral, mesmo que de forma involuntária ou inconsciente. Independentemente de os próprios membros da comunidade escolar serem ou não preconceituosos ou racistas, essas atitudes – que podem causar sofrimento e constrangimento, devem ser combatidas não de forma coerciva mas sim por meio da sensibilização que o estudo da pluralidade cultural pode causar a todos os envolvidos. Podemos desenvolver esse tema das mais diversas formas, ministrando aulas, tais como: - Viver a pluralidade cultural: mostrando o que é pluralidade cultural e propondo que a pluralidade deve ser vivida e não apenas ensinada; - História cultural brasileira: abordando o processo histórico da formação da cultura brasileira. Como isso pode ser ilustrado e inserido na rotina da sala de aula; DIVERSIDADE/PLURALIDADE CULTURAL 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR - Etnias: a formação do povo brasileiro em relação à etnia e às abordagens que podem ser feitas de forma transversal no currículo; - Linguagens e representações: mostrando as diferentes formas de falar e de expressar a cultura nas diferentes regiões e grupos sociais do Brasil, considerando também a geografia cultural brasileira. Também podemos priorizar a abordagem em relação à educação e à cidadania, apresentando os se- guintes conteúdos: o que é pluralidade cultural, abordando a origem histórica e geográfica da diversi- dade cultural, etnia, arte, linguagem e representações; ensinar ou viver a pluralidade cultural, apon- tando os problemas culturais na escola, como discriminação, estigmatização e omissão cultural; a mul- tiplicidade cultural e as crianças e jovens do Brasil, além dos direitos humanos e de cidadania; plurali- dade cultural e o ensino fundamental, versando sobre o perfil dos alunos do 1º ao 5º ano, as disciplinas estudadas e a sua relação com o tema. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________