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doi: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4e-238027 Rev Med (São Paulo). 2025 jul.-ago.(4 ed.esp.):e-238027. Pneumoencéfalo traumático em criança por fratura de seios paranasais: relato de caso Lyd Salua Granich Noman Atallah, Matheus Prates Pereira dos Santos, Sarah Santos de Melo, Gabriel da Silva Kawakami, Brenda Martines, Rodrigo Frati Atallah LSGN, Santos MPP, Melo SS, Kawakami GS, Martines B, Frati R. Pneumoencéfalo traumático em criança por fratura de seios paranasais: relato de caso. Rev Med (São Paulo). 2025 jul.-ago.(4 ed.esp.):e-238027. RESUMO: Pneumoencéfalo é a presença anormal de ar no interior da cavidade craniana. As causas mais comuns incluem traumatismo cranioencefálico (TCE), procedimentos neurocirúrgicos, infecções ou barotrauma. Em pediatria, o TCE é uma causa frequente de internação hospitalar, e a presença de pneumoencéfalo deve sempre levantar suspeita de fraturas cranianas com comunicação com espaços aéreos, como os seios paranasais. Diagnóstico é feito principalmente por tomografia computadorizada (TC) de crânio. Conduta varia conforme o volume de ar, estabilidade clínica e presença de sinais neurológicos. Relato de Caso: Paciente masculino, 2 anos e 10 meses, previamente hígido, foi admitido no PS após queda de beliche, com impacto em região frontal. Não houve episódios de vômitos, perda de consciência ou convulsões. Exame físico, a criança encontrava-se alerta, responsiva, com sinais vitais estáveis. Apresentava escoriação e edema em região frontal. Não foram observados déficits neurológicos ou alterações comportamentais. Foi solicitada TC de crânio, que revelou pneumocrânio, com fraturas da face envolvendo os seios maxilares e seio frontal, associado a hemossinus. Não foram caracterizados hematoma intracraniano. Paciente foi internado para observação neurológica e monitorização de sinais vitais. Não houve necessidade de intervenção cirúrgica, pois o pneumocrânio não tinha efeito de massa ou sinais de hipertensão intracraniana. Mantida conduta conservadora. Durante a internação, a criança permaneceu estável, sem surgimento de sintomas neurológicos ou sinais de infecção. Após 48 horas de observação, com evolução favorável e sem complicações, recebeu alta hospitalar. Discussão: O pneumocrânio em crianças pode ocorrer após traumas craniofaciais, mesmo em casos sem perda de consciência ou sintomas neurológicos evidentes. TC é fundamental para o diagnóstico. A maioria dos casos evolui bem com tratamento conservador. Conclusão: Este caso destaca a importância da avaliação criteriosa do trauma craniofacial em crianças, mesmo na ausência de sintomas neurológicos, e do papel da tomografia na identificação de complicações. PALAVRAS-CHAVE: Pneumoencéfalo; Traumatismo Cranioencefálico (tce); Fratura de Seios Paranasais; Tomografia Computadorizada; Trauma Pediátrico; Manejo Conservador Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). ORCID: https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 Email: lydsalua@usp.br Endereço para correspondência: R: Funchal, 50 - Santa Helena Bragança Paulista - SP, 12916-381 https://orcid.org/0009-0009-5657-3485