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MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA

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no organismo. A medula óssea (substância 
interior dos ossos) e o timo (situado no tórax) são órgãos primários, enquanto o 
baço (situado no lado esquerdo do abdome) e os gânglios linfáticos (nos quais se 
produzem os linfócitos) são órgãos secundários. 
 
10.3 Antígenos e Anticorpos 
 
Os corpos estranhos que penetram no organismo e desencadeiam 
resposta imunológica recebem o nome de antígenos. Entre os mais comuns estão 
as proteínas e os polissacarídeos, carboidratos complexos constituídos de 
cadeias de glicose e açúcares simples. As substâncias gordurosas não 
desencadeiam resposta imunológica. 
 
 
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No interior do organismo, os antígenos se associam a substâncias 
denominadas anticorpos, que com eles reagem de forma específica. Os 
anticorpos são proteínas do grupo das globulinas, chamados genericamente 
imunoglobulinas. Existem vários tipos de imunoglobulinas, entre as quais as 
imunoglobulinas G (designadas pela abreviatura IgG), M (IgM) e A (ou IgA). As 
imunoglobulinas G são as mais abundantes e conhecidas. Têm forma de Y e se 
compõem de duas cadeias de aminoácidos longas e duas curtas. A composição 
dessas cadeias é variável, o que explica o fenômeno da especificidade, 
propriedade que essas moléculas têm de reagir com determinados antígenos, e 
não com outros, em função de uma configuração que propicia o estabelecimento 
das ligações com a molécula do antígeno. 
A ação dos anticorpos sobre as substâncias estranhas ao organismo 
consiste, principalmente, em provocar a aglutinação dessas substâncias por 
ligação com os anticorpos. Esse processo dá origem a agregados relativamente 
grandes, que estimulam o mecanismo da fagocitose e são ingeridos pelos 
macrófagos. Outras vezes, as toxinas são neutralizadas quando um anticorpo se 
liga a elas, ou as bactérias invasoras são destruídas e seu conteúdo celular se 
dispersa no meio exterior (fenômeno conhecido como lise). 
 
10.4 Manifestações das Reações Imunológicas 
 
Com repercussão em todo o organismo, as manifestações das reações 
imunológicas variam de acordo com sua expressão e localização. A resposta 
humoral consiste na produção de anticorpos em consequência da entrada dos 
antígenos no corpo. Em geral, o processo de elaboração dos anticorpos se 
conclui dias depois que os antígenos penetraram no organismo. Passado esse 
período, começa a síntese das imunoglobulinas, que, depois de atingir o nível 
máximo, se reduz gradativamente até acabar. Se o mesmo antígeno é inoculado 
semanas depois, a resposta provocada, ou resposta secundária, é mais intensa e 
duradoura. Deduz-se, portanto, que o contato inicial com as substâncias 
antigênicas determina a transformação de algumas populações de linfócitos de 
vida longa, denominados por essa razão "células de memória". 
 
 
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Existem, além das barreiras naturais, respostas imunes inespecíficas que 
se desenvolvem para combater qualquer invasor que se atreva a penetrar nas 
barreiras naturais e infectar o organismo. Neste tipo de resposta estão presente 
as células como o macrófago, neutrófilo e eosinófilo, células NK e o 
complemento. A resposta celular é aquela em que não há intervenção de 
anticorpos, mas sim a que se produz, em muitos casos, pelo contato entre 
células, como ocorre nos fenômenos de rejeição a transplantes. A alergia constitui 
um dos mais notáveis fenômenos imunológicos e pode ser induzida por uma 
infinidade de substâncias, desde o pólen das flores até determinados materiais ou 
fibras, conhecidos como alergênicos. 
 
10.5 Tolerância e Deficiência Imunológica 
 
A tolerância imunológica consiste na ausência de resposta imunitária a 
determinados antígenos. Esse efeito pode ser conseguido por meio da inoculação 
de doses maciças do antígeno ou de quantidades mínimas, quase desprezíveis, 
do mesmo. A importância desse fenômeno está em sua aplicação no combate a 
problemas de rejeição a tecidos e órgãos transplantados. 
De acordo com suas proporções, as deficiências imunológicas podem 
tornar os indivíduos vulneráveis a infecções, em maior ou menor grau. 
Atualmente, a mais séria dessas deficiências é a AIDS (síndrome da 
imunodeficiência adquirida). Provocada pelo retrovírus HIV, que é transmitido 
pelos fluidos corpóreos, a AIDS deprime o sistema imunológico humano e abre 
caminho para infecções oportunistas, que acabam por provocar a morte do 
doente. O HIV danifica o sistema imunológico principalmente pela destruição de 
um tipo de linfócito (glóbulo branco), chamado célula T. Esse linfócito é 
fundamental no controle da atividade de vários outros tipos de linfócitos. Ao 
eliminar as células T, o HIV reduz drasticamente a capacidade de combate aos 
microrganismos que invadem a corrente sanguínea, o que deixa o aidético 
vulnerável a diversos tipos de doenças. 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
Bibliografia Básica 
 
TORTORA, G.J.; FUNKE, B.R.; CASE, C.L. Microbiologia. 8 ed. Curitiba: Artmed, 
2005. 920 p. 
 
Bibliografia Complementar 
 
BLACK, J. Microbiologia: Fundamentos e Perspectivas. 4 ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2002. 856 p. 
BROOKS, G.F.; BUTEL, J.S.; MORSE, S.A. Microbiologia Médica. 22 ed. São 
Paulo: McGraw-Hill, 2004. 653 p. 
ENGELKIRK, P.G.; BURTON, G.R.W. Microbiologia para as Ciências da Saúde. 
7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. 289 p. 
MADIGAN, M.T.; MARTINKO, J.M.; PARKER, J. Microbiologia de Brock, 10 ed., 
São Paulo: Prentice-Hall, 2004. 624 p. 
MIMS, C. et al. Microbiologia Médica. 3 ed. São Paulo: Elsevier, 2005. 584 p. 
MURRAY, P.R.; ROSENTHAL, K.S.; PFALLER, M.A. Microbiologia Médica. 5 ed. 
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SCHAECHTER, M.; ENGLEBERG, C.N.; EISENSTEIN, B.I.; MEDOFF, G. 
Microbiologia: Mecanismos das Doenças Infecciosas. 3 ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2002. 664 p. 
TRABULSI, L.R.; ALTERTHUM, F. Microbiologia. 4 ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 
2004. 718 p.