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Direito Público e Privado versão atualizada

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Disciplina : Direito Público e Privado
Docente: Vladimir Morgano
 
Discentes:
Amanda Borges
Camila Koques
Gizely Gomes
Nataly Oliveira
Rafael Copque
Tatiane Oliveira
William Ribeiro
Defensoria Pública, AGU 
 e Advocacia Privada
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 O que é Defensoria Pública?
 De acordo com a CF, todo indivíduo, brasileiro ou estrangeiro, possui o direito fundamental de acesso à justiça, ainda que não tenha condições financeiras de pagar um advogado particular. Nesse caso, o Estado Brasileiro tem o dever de garantir assistência jurídica gratuita.
Quem são os defensores Públicos?
 São profissionais aprovados em concurso público de provas e títulos com, pelo menos, dois anos de experiência jurídica.
Quem tem direito?
 Todo indivíduo que possua uma renda familiar não superior ao limite de isenção do Imposto de Renda.
Defensoria Pública do Estado:
Tem atribuições para funcionar junto à Justiça Estadual. 
A Defensoria Pública atua em qualquer espécie de caso, desde que seja de competência da Justiça Estadual, sempre na defesa de um cidadão ou de um grupo de cidadãos carentes.
É possível destacar as seguintes áreas de atuação:
Área Cível
Tutela Coletiva
Área Criminal
Área da Infância e Juventude
Área de Execução Criminal
Defensoria Pública da União:
Por força do art. 14 da Lei Complementar 80/94, tem atribuições para funcionar perante a Justiça Federal.
Os cidadãos que precisam de assistência jurídica, judicial e extrajudicial e comprovarem falta de recursos podem contar com os serviços gratuitos da Defensoria Pública da União (DPU). O órgão garante o acesso à justiça ao permitir uma defesa adequada da qual o indivíduo possa participar ativamente.
 Os defensores públicos atuam nas seguintes instâncias jurídicas:
Justiça Federal 
Justiça Militar 
Justiça Eleitoral 
Justiça Trabalhista 
Tribunais Superiores 
Supremo Tribunal Federal 
Juizados Especiais Federais 
Estrutura:
Art. 5º A Defensoria Pública da União compreende:
I - órgãos de administração superior:
a) a Defensoria Público-Geral da União;
b) a Subdefensoria Público-Geral da União;
c) o Conselho Superior da Defensoria Pública da União;
d) a Corregedoria-Geral da Defensoria Pública da União;
II - órgãos de atuação:
a) as Defensorias Públicas da União nos Estados, no Distrito Federal e nos Territórios;
b) os Núcleos da Defensoria Pública da União;
III - órgãos de execução:
a) os Defensores Públicos Federais nos Estados, no Distrito Federal e nos Territórios.
 Competência: cabe exercer as competências estabelecidas na Lei Complementar nº 80, de 12 de janeiro de 1994, e, especificamente:
I - promover, extrajudicialmente, a conciliação entre as partes em conflito de interesses;
II - patrocinar:
    a) ação penal privada e a subsidiária da pública;
    b) ação civil;
    c) defesa em ação penal; e
    d) defesa em ação civil e reconvir;
III - atuar como Curador Especial, nos casos previstos em lei;
IV - exercer a defesa da criança e do adolescente;
V - atuar junto aos estabelecimentos policiais e penitenciários, visando assegurar à pessoa, sob quaisquer circunstâncias, o exercício dos direitos e garantias individuais;
VI - assegurar aos seus assistidos, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, o contraditório e a ampla defesa, com recurso e meios a ela inerentes;
VII - atuar junto aos Juizados Especiais; e
VIII - patrocinar os interesses do consumidor lesado.
Competência estabelecida pelo Decreto nº 6.061, de 15 de março de 2007, Anexo I
Art. 44. São prerrogativas dos membros da Defensoria Pública da União:
II - não ser preso, senão por ordem judicial escrita, salvo em flagrante, caso em que a autoridade fará imediata comunicação ao Defensor Publico-Geral;
VII – comunicar-se, pessoal e reservadamente, com seus assistidos, ainda quando esses se acharem presos ou detidos, mesmo incomunicáveis, tendo livre ingresso em estabelecimentos policiais, prisionais e de internação coletiva, independentemente de prévio agendamento;
X - requisitar de autoridade pública e de seus agentes exames, certidões, perícias, vistorias, diligências, processos, documentos, informações, esclarecimentos e providências necessárias ao exercício de suas atribuições;
XIII - ter o mesmo tratamento reservado aos magistrados e demais titulares dos cargos das funções essenciais à justiça;
XIV - ser ouvido como testemunha, em qualquer processo ou procedimento, em dia, hora e local previamente ajustados com a autoridade competente.
 Parágrafo único. Quando, no curso de investigação policial, houver indício de prática de infração penal por membro da Defensoria Pública da União, a autoridade policial, civil ou militar, comunicará, imediatamente, o fato ao Defensor Publico-Geral, que designará membro da Defensoria Pública para acompanhar a apuração.
Ministério Público x Defensoria Pública
Ministério Público e Defensoria Pública são instituições indispensáveis, independentes e livres em suas atuações. Possuem atributos, poderes, encargos e contextos próprios para o importante papel que desempenham em prol da sociedade. O acesso à justiça, no Brasil, não pode ser considerado sob uma abordagem unificada.
A Constituição Federal repartiu os poderes do Estado em quatro capítulos. O quarto está destinado às funções essenciais à justiça, desempenhadas por quatro grandes instituições: Ministério Público; Advocacia Pública; Advocacia Privada; e Defensoria Pública. Embora sejam igualmente essenciais à justiça, são feitas considerações acerca das diferentes garantias e prerrogativas entre os membros do Ministério Público e os da Defensoria Pública.
Advocacia Geral da União (AGU)
A Advocacia-Geral da União (AGU) é o órgão mais elevado de assessoramento do Poder Executivo. É uma instituição prevista pela Constituição Federal, que a classifica como função essencial à justiça. Por isso, a AGU assume a posição de órgão de direção superior e não está vinculada a nenhum dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
A AGU:
Assessora o presidente da República;
 Interpreta a Constituição;
 Orienta normativamente e exercer supervisão técnica dos órgãos jurídicos de autarquias e fundações pública;
 E representa a União, judicial e extrajudicialmente.
Estrutura Orgânica:
 A Advocacia-Geral da União é composta pela Procuradoria-Geral da União (PGU), pela Consultoria-Geral da União (CGU), pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), pela Procuradoria-Geral Federal (PGF) e pela Procuradoria-Geral do Banco Central(PGBC).
Art. 4º - São atribuições do Advogado-Geral da União: 
Dirigir a Advocacia-Geral da União;
Representar a União junto ao Supremo Tribunal Federal;
Promover a defesa de leis e atos normativos impugnados em ações diretas de inconstitucionalidade;
Desistir, transigir, acordar e firmar compromisso nas ações de interesse da União, nos termos da legislação vigente;
Assessorar o Presidente da República em assuntos de natureza jurídica, elaborando pareceres e estudos ou propondo normas, medidas e diretrizes;
Assistir o Presidente da República no controle interno da legalidade dos atos da Administração;
Sugerir ao Presidente da República medidas de caráter jurídico reclamadas pelo interesse público;
Fixar a interpretação da Constituição, das leis, dos tratados e demais atos normativos, a ser uniformemente seguida pelos órgãos e entidades da Administração Federal;
Unificar a jurisprudência administrativa, garantir a correta aplicação das leis, prevenir e dirimir as controvérsias entre os órgãos jurídicos da Administração Federal;
Editar enunciados de súmula administrativa, resultantes de jurisprudência iterativa dos Tribunais;
Exercer orientação normativa e supervisão técnica quanto aos órgãos jurídicos de autarquias e fundações públicas;
Homologar os concursos públicos de ingresso nas Carreiras da Advocacia-Geral da União;
Advocacia Privada:
O que é?
 Profissão liberal que consiste em