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Noções de Comércio Exterior
Protecionismo e barreiras naturais
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de:
•	 apontar e interpretar algumas barreiras necessárias e entraves ao Comércio Exterior;
•	 reconhecer e analisar os novos entraves e as barreiras desleais.
Caro(a) aluno(a), que tal conhecermos o “protecionismo” e as barreiras nacionais?
Pois bem, nesta aula, você será convidado a construir conhecimentos justamente 
sobre este tema. Vamos conhecer as barreiras necessárias, os entraves ao comércio 
exterior, os novos entraves e as barreiras desleais.
É esperado, desse modo, que você já esteja familiarizado com os conteúdos 
tratados nas aulas 01, 02 e 03. Assim, caso considere necessário, releia os conteúdos 
anteriormente estudados e revise-os!
Vale ressaltar que esta aula tratará de um assunto que representa um dos temas mais 
debatidos no mundo. Portanto, ela será mais extensa e irá exigir mais de sua atenção e 
dedicação!
Contudo, seus esforços serão recompensados, pois vamos construir conhecimentos 
sobre o protecionismo, entender quais as diferenças entre uma proteção sadia ao mercado 
e uma proteção irregular, com prejuízos reais para o mercado interno, conhecimentos 
que serão fundamentais para sua formação e atuação profissional.
Aceite o desafio! Leia o material, pesquise, acesse o ambiente virtual e continue 
fazendo parte dessa comunidade colaborativa de construção de conhecimentos!
Bons estudos!
4º Aula
25
1 - Conhecendo e Entendendo o Protecionismo e as 
Barreiras Naturais
2 - Protecionismo I: Barreiras Necessárias X Entraves 
Ao Comércio Exterior
3 - Protecionismo II: Novos Entraves e as Barreiras 
Desleais
Observe atentamente a imagem a seguir e reflita sobre ela antes de 
continuar seus estudos! Ela tem muito a nos dizer sobre o protecionismo! 
Pense nisso e bons estudos!
FIGURA 4.1 - PROTECIONISMO
 
Observe atentamente a imagem a seguir e reflita sobre ela antes de 
continuar seus estudos! Ela tem muito a nos dizer sobre o 
protecionismo! Pense nisso e bons estudos! 
 
Figura 4.1 - Protecionismo 
Fonte: BLOGSPOT. Homepage. Disponível em: 
. Acesso em: 1 jul. 2010, às 17 horas. 
Fonte: BLOGSPOT. Homepage. Disponível em: http://3.bp.blogspot.com/_ 
fOJD67rCP10/SNW1eANLN7I/AAAAAAAAL3Q/visKZg-. Acesso em: 03 mar. 2017. 
1 - Conhecendo e entendendo 
o Protecionismo e as Barreiras 
Naturais
1.1- Introdução ao Assunto
Segundo alguns especialistas em comércio internacional, 
todos os países do globo que têm algo a ofertar, estarão 
inclusos nos acordos bilaterais e multilaterais; é um caminho 
sem volta!
Se analisarmos com calma a atual situação, ou seja, 
o que está sendo debatido nos encontros internacionais, 
surge logo um questionamento, o qual é apresentado, a 
seguir, para a sua reflexão e análise crítica:
PARA REFLETIR
Será que todos os países do mundo, que têm algo a ofertar, terão seu 
espaço garantido?
Após a conclusão de sua reflexão, vamos conhecer 
as barreiras ao comércio internacional, as quais foram 
segmentadas por Maia (2007):
a) barreiras naturais;
b) barreiras necessárias;
c) entraves ao comércio exterior (comex);
Seções de estudo
d) novos entraves ao comex;
e) barreirais desleais à concorrência.
1.2 - Protecionismo e Barreiras 
Naturais
Não se preocupe!
No decorrer desta e das demais seções, você terá a oportunidade de 
entender melhor e construir conhecimentos importantes sobre o 
protecionismo e as barreiras naturais. Desse modo, para facilitar sua 
compreensão, vamos separar as informações em três momentos: agora, 
o assunto será o protecionismo e as barreiras naturais, na seção 2 
trataremos sobre barreiras necessárias x entraves ao comércio exterior. 
Finalmente, na seção 3, estudaremos os novos entraves e as barreiras 
desleais.
Assim organizado, será mais fácil distinguir e conceituar as informações! 
Contudo, sua dedicação e esforço ainda continuam sendo o diferencial 
entre ler conteúdos ou construir conhecimentos imprescindíveis para 
sua formação acadêmica e atuação profissional.
Pense nisso...
Dentre as barreiras consideradas naturais, podemos 
incluir:
a) idioma;
b) alfabeto;
c) moeda;
d) pesos;
e) medidas;
f) legislação.
Note que, sempre que dois ou mais países começam 
a ter um tipo de relação comercial, é necessária a 
comunicação. Isso significa que é impossível chegar a um 
denominador comum sem estabelecer um diálogo, e isso 
deve ser feito por intermédio de um idioma em que ambos 
tenham domínio.
Atualmente, o idioma mais comum no comércio 
internacional é o inglês; em seguida o espanhol, e assim 
por diante. Atente-se para o fato de que aqui estamos nos 
referindo ao(s) idioma(s) oficial(is) para o comércio.
Sabemos que o idioma que tem o maior número de 
falantes é o mandarim, um dos dialetos da China, devido 
à população que ultrapassa 1 bilhão de habitantes, entre 
outros países próximos. Depois vem o hindu (Índia) etc. 
Contudo, nosso foco são as transações comerciais, uma vez 
que, quando empresas gigantes ou até o Estado começam a 
negociar com outros países, essas conversas são realizadas 
entre altos executivos e praticamente todos são bilíngues, 
triglotas ou poliglotas. Por essa razão, o índice populacional 
não será levado em consideração neste momento.
É válido salientar que os idiomas locais são levados 
em consideração quando uma empresa de grande porte 
começa a instalar uma unidade fabril ou comercial em 
determinada região.
26Noções de Comércio Exterior
FIGURA 4.2 - ATRAÇÃO DO IDIOMA 
COMERCIAL
Fonte: acervo pessoal.
Ao falarmos em idioma, temos que considerar também 
o alfabeto, pois é necessário que exista um documento, 
um contrato ou, até mesmo, a troca de e-mails, quando 
normalmente também é convencionado o inglês.
No caso das moedas, atualmente entram o dólar e o euro 
nas transações internacionais, sendo necessário, portanto, que 
exista um fator de conversão entre as moedas locais e essas 
moedas.
A conversão sempre é definida pela política cambial de 
cada país, devido às suas políticas macroeconômicas, sempre 
relacionadas com as necessidades, e tudo acordado entre 
comprador e vendedor.
FIGURA 4.3 - MOEDAS E TRANSAÇÕES 
INTERNACIONAIS
Fonte: acervo pessoal.
Os pesos e medidas também têm graduações diferentes 
entre os países, seja por sua cultura, idioma ou alfabeto, o que 
exige dos países os chamados sistemas de conversão, para 
que nenhum tenha dúvidas do que está sendo comprado ou 
vendido.
Nesta Aula, não iremos nos aprofundar nos temas moedas, conversão 
e transações internacionais, tendo em vista que as referidas questões 
dependem das políticas macroeconômicas, as quais já foram estudadas 
em outra disciplina do curso.
Para as conversões, existe o Bureau Internacional de 
Pesos e Medidas (BIPM). A Convenção foi assinada em Paris, 
em 1875, por dezessete Estados, sendo uma organização 
intergovernamental sob a autoridade da Conferência Geral 
de Pesos e Medidas (CGPM) e a supervisão do Comitê 
Internacional de Pesos e Medidas (CIPM), com autoridade 
para agir no mundo da metrologia. Atualmente, o BIPM já 
conta com cinquenta e três signatários, incluindo os principais 
países industrializados.
SABER MAIS
Amplie seus conhecimentos! Acesse o site da organização BIPM e 
conheça um pouco mais sobre as atividades por ela realizadas: BIPM. 
Homepage. Disponível em: http://www.bipm.org/fr/home/. Acesso em: 5 
set. 2016.
A legislação é outro tema um tanto complexo, porque 
cada país tem o seu regime de governo. Alguns países 
têm o sistema presidencialista, outros são monárquicos, 
parlamentares ou republicanos.
CURIOSIDADE
Você tem a curiosidade de conhecer a legislação brasileira de forma 
ampla e profunda? Acesse o site citado a seguir e conheça a Legislação 
em diferentes assuntos, consultas públicas, legislações históricas, 
tratados internacionais etc.: BRASIL, Casa Civil. Legislação. Disponívelem: 
http://www4.planalto.gov.br/legislacao. Acesso em: 30 out. 2011.
Para que um país faça parte de uma convenção, de um 
tratado, além de participar das reuniões, em alguns casos, 
como no Brasil, por exemplo, tem que passar pelo crivo dos 
“representantes do povo”.
Além do mais, os países são soberanos, ou seja, a legislação 
de um país não tem validade em outro. Por exemplo: Brasil e 
Rússia, ao negociarem, qual legislação terá validade?
O comércio internacional não tem fronteiras 
tende a ser regulado por fontes não nacionais, 
denominadas de LEX MERCATÓRIA, 
que consagram o primado dos usos no 
comércio internacional e se materializam 
também por meio de contratos e cláusulas, 
tipo, jurisprudência arbitral, regulamentações 
profissionais	 elaboradas	por	 suas	associações	
representativas e princípios gerais às 
legislações de países (BORTOTO et al., 2007, 
p. 382).
Quais seriam os dois principais motivos de o Estado se utilizar das 
barreiras? 
Já tratamos sobre esta questão na Aula 3, você se lembra?
Como esta resposta é fundamental para a construção dos 
conhecimentos nesta Seção, caso você se lembre dela, vamos ratificar 
seus conhecimentos e, caso tenha se esquecido, vamos recapitular! 
Podemos avaliar as intervenções do Estado de duas formas:
•	 com o intuito de amparar a economia contra a agressão externa do 
monopólio, estruturas oligopolistas e dumpings;
•	 o que usualmente vem ocorrendo, uma forma irracional de 
protecionismo, que pode prejudicar a sociedade. 
27
E esses tipos de impedimentos, na maioria dos casos, começa a ter 
caráter de entrave ao comércio internacional, com a aplicação de 
barreiras disfarçadas de proteção.
Antes de apresentarmos quais são as barreiras 
comerciais utilizadas pelos países para proteger o seu 
mercado, temos que entender a diferença conceitual entre 
as barreiras que são necessárias das barreiras consideradas 
entraves ao comércio exterior, já que as ferramentas são as 
mesmas.
Quando afirmamos que algo é necessário, com certeza 
deve existir um motivo ou uma razão, para tal necessidade, 
concorda?
Pois bem, agora, retome os conhecimentos estudados 
na aula 03, que versa sobre o Liberalismo Econômico e o 
Liberalismo Moderno, e procure atentar-se aos conceitos 
de cada um, pois aquela aula é fundamental para a sua 
compreensão sobre a diferença entre barreiras necessárias 
e barreiras consideradas entraves ao comex.
Ainda na aula 03, procure rever o conceito das cinco 
estruturas de agressão ao mercado, monopólio, dumpings e 
as estruturas oligopolistas, pois essas definições irão ajudá- 
lo(a) a entender melhor e saber diferenciar quando uma 
barreira é necessária e quando essa barreira representa um 
entrave ao comércio exterior.
Vamos ajustar pequenos pontos para um melhor 
entendimento:
a) o liberalismo econômico prega que o Estado não 
deve intervir na economia;
•	 antes disso, foram elaboradas as teorias (Adam 
Smith e David Ricardo) para a melhor condução 
do processo do livre comércio;
•	 ao mesmo tempo em que são apresentadas as 
teorias do livre mercado, que entram em choque 
com os pontos negativos e suas consequências 
devido a esse liberalismo puro, que resultam nas 
estruturas de agressão, que são os monopólios, 
dumping e as estruturas oligopolistas;
b) em segundo plano aparece o liberalismo moderno, 
que já admite uma intervenção do Estado na 
economia, mas de forma racional e principalmente 
planejada, com o intuito de proteger o mercado 
das estruturas que denominamos como sendo 
prejudicial à economia;
c) os países, sem nenhuma exceção, aproveitam 
essa “brecha” e impõem essas mesmas barreiras 
de proteção ao seu mercado, mas de maneira 
desordenada e sem racionalidade, causando essas 
brigas desproporcionais junto à Organização 
Mundial do Comércio (OMC), que hoje são 
denominadas como protecionismo.
Agora, após termos feito essa recapitulação e, com 
certeza, você deve ter feito uma nova leitura na aula 03, 
creio que podemos continuar, pois você já sabe diferenciar, 
de forma conceitual, uma barreira que é necessária, de um 
entrave ao comércio exterior, certo?
Com o entendimento conceitual, vamos conhecer as ferramentas 
utilizadas pelo Estado para fazer a proteção do mercado! Ah, caso 
você tenha ficado com dúvidas sobre os temas estudados, acesse as 
ferramentas “fórum”, “quadro de avisos” ou “chat” e interaja com seus 
colegas de curso e com seu professor. Lembre-se de que é importante 
eliminar eventuais “pedras do caminho” para que sua aprendizagem siga 
seu curso da melhor forma possível!
2 - Protecionismo I: Barreiras 
Necessárias X Entraves Ao Comércio 
Exterior
Maia (2007, p. 174) chama essa proteção ao mercado de 
barreiras.
Você sabe quais são as principais formas de proteção utilizadas pelos 
países?
Note que essas mesmas formas de proteger um 
mercado, quando não são aplicadas de forma coerente, com 
racionalidade e planejamento, da noite para o dia podem se 
transformar em entraves ao comércio exterior, trazendo 
prejuízos até maiores para a sociedade. Essas barreiras podem 
ser através das:
•	 Barreiras alfandegárias: O governo 
aumenta os impostos alfandegários. Não 
há proibição da importação; elas tornam 
o produto estrangeiro proibitivo devido à 
elevação dos preços.
•	 Quotas de importação: São implantadas 
quando a indústria nacional produz em 
quantidade	 insuficiente	 para	 atender	 o	
consumo interno. Diante disso, o governo 
permite importar somente o necessário 
para compensar a falta do produto, sem 
prejudicar a produção nacional.
•	 Taxa de câmbio: quando o governo 
mantém controle do câmbio (monopólio 
cambial), eleva a taxa cambial para 
encarecer a mercadoria importada, 
tornando-a proibitiva. Tem muita 
semelhança com a barreira alfandegária.
Além disso, existem os subsídios que, no caso de 
importações, o Estado assume parte do custo de determinado 
produto ou faz a doação de terrenos, infraestrutura ou a 
renúncia fiscal, dentre outras formas legais.
Informação adicional: Os exemplos de renúncia fiscal podem acontecer 
quando o governo diminui ou zera a tributação, em casos de falta de 
produtos de primeira necessidade, que compõe a cesta básica do 
brasileiro, em casos de incentivo à cultura, geração de empregos, dentre 
outras situações que o Estado julgue necessário.
Essa ação feita pelo executivo tem como intenção não 
deixar faltar o alimento, controlar o aumento dos preços 
desses produtos, considerados como de primeira necessidade 
,e frear a inflação. Outro exemplo é a queda do IPI, no caso 
das montadoras de automóveis e eletrodomésticos da linha 
branca.
28Noções de Comércio Exterior
Abrindo um parêntese, quando uma empresa se utiliza 
de subsídio para a exportação, pode ser caracterizado como 
dumping internacional e pode ser punida de acordo com 
a regulamentação da Organização Mundial do Comércio 
(OMC).
Também existem as licenças de importação e exportação, 
cujo controle o Estado detém. Tal ação, porém, engessa 
a economia, burocratiza o processo e facilita a corrupção 
(MAIA, 2007).
Vejamos abaixo as principais ferramentas utilizadas 
pelos gestores públicos para proteção do mercado, as quais 
assumem cinco formas:
a) As barreiras ou tarifas alfandegárias;
b) As quotas de importação;
c) A taxa de câmbio;
d) Os subsídios;
e) As licenças de importação e exportação.
Para que essas medidas de defesa utilizadas pelos gestores 
públicos não se transformem em entraves ao comércio 
internacional precisam ser bem estruturadas, ter prazos 
determinados para iniciar e terminar e, durante a vigência, o 
executivo deve fiscalizar, de forma coerente, se realmente as 
empresas do setor repassaram essa diferença ao consumidor e 
estão procurando se adequar.
VOCÊ SABIA
Que “o arcabouço institucional no Brasil para investigação e 
acompanhamento de mecanismos de defesa comercial é estruturado 
através do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior 
(MDIC), órgão da Administração competente para implementar os 
mecanismosde defesa comercial. Ligados ao MDIC estão a Secretaria 
de Comércio Exterior (‘Secex’) e o Departamento de Defesa Comercial 
(Decom). O Decom é responsável pelas atividades relacionadas 
à proteção comercial, entre elas: propor a abertura e conduzir a 
investigação para imposição de medidas antidumping, medidas 
compensatórias e salvaguardas, auxiliar a defesa da indústria doméstica 
nos procedimentos propostos por outros países, bem como acompanhar 
e participar das negociações da OMC sobre defesa comercial. Após o 
encerramento da investigação e a elaboração do parecer final que 
delibera acerca de imposição ou não dos mecanismos de proteção 
comercial, o Decom terá sua decisão apreciada pelo Grupo Técnico de 
Defesa Comercial no âmbito da Câmara de Comércio Exterior (‘Camex’), 
bem como pelo Conselho de Ministros, órgão de deliberação superior da 
Camex” (CONJUR, 2011).
Além disso, de forma paralela, é preciso elaborar um 
plano de recuperação para as empresas mais abaladas.
Não adianta adotar apenas essas ações de forma 
remediativa, sempre que uma nova empresa tenta entrar. 
Essas ferramentas deveriam funcionar com frequência, 
como uma vacina. Em situações semelhantes, as empresas 
já estariam protegidas, sem a necessidade de o governo 
interferir.
No entanto, o que vemos são apenas medidas paliativas. 
Com isso, as empresas ficam acomodadas, não investem no 
seu segmento e quem sempre sai prejudicada é a sociedade.
Essas barreiras, cada vez que são impostas sem 
nenhum planejamento, têm uma única intenção, que é a de 
frear o progresso e deixar as empresas acomodadas, pois 
com isso se inibe a livre concorrência e, com certeza, a 
sociedade será a única a ser penalizada.
Vejamos um exemplo:
Produtores de aço norte-americanos se 
sentiram prejudicados com a importação 
da matéria-prima, pressionado o 
governo a elevar a tarifa alfandegária, 
como consequência a chapa de aço da 
indústria	 automobilística	 ficou	 40%	
mais cara, a partir daí o carro americano 
começou a perder espaço para o carro 
japonês (MAIA, 1996).
Observe que a ação focada em frear a importação 
foi algo sem planejamento, adotada por pressão e com o 
tempo se reverteu contra o próprio mercado.
Observe que, tanto as barreiras necessárias quanto 
os entraves ao comércio exterior se utilizam das mesmas 
ferramentas, sendo que a principal diferença está:
a) No planejamento;
b) Na fiscalização;
c) Na racionalidade do executivo na aplicação dessas 
medidas.
Na indústria automobilística americana, por exemplo, 
o governo usou, de forma irracional, uma das cinco 
ferramentas (tarifa alfandegária) para inibir a importação 
de determinada matéria-prima. O objetivo foi alcançado, 
mas devido à irracionalidade e à falta de um planejamento, 
tal ação que, no início foi usada como uma barreira que 
eles classificaram como “necessária”, acabou se tornando 
um entrave ao comércio exterior.
Assim, o resultado é esse que acompanhamos até hoje, 
em que as japonesas Toyota e Honda nadam de braçada 
diante das gigantes Ford e GM.
É muito importante que se dedique em aprender e acompanhar todos os 
conteúdos estudados nesta seção, uma vez que eles serão fundamentais 
para sua formação acadêmica e atuação profissional, além de serem 
objetos de referência para a realização de atividades e avaliações.
Agora, vamos continuar nossa caminhada rumo ao saber!
Antes de continuar, é imprescindível que leia a reportagem O futuro 
fragmentado do comércio mundial, no campo “Material de aula arquivos”, 
como um complemento desse assunto.
Após a leitura, veja se concorda com essa análise: 
todos querem que o outro país reduza seu protecionismo, 
mas ninguém quer abrir mão dele. Como você pode estar 
pensando, assim fica difícil chegar a um objetivo comum, mas 
vamos lá, que uma hora vai dar certo!
Está percebendo como os gestores públicos discutem essa questão? 
Todos querem que seja minimizado o protecionismo, mas somente do 
outro país! Ufa! E aí, está pronto para a última seção?! Fique tranquilo(a), 
já estamos terminando!
29
3 - Protecionismo II: Novos Entraves 
e as Barreiras Desleais
Maia (2007, p. 219-21) menciona os novos entraves ao 
comércio internacional, apresentando exemplos hilariantes, 
porém não reais. Entretanto, como a vida imita a arte, 
certamente países em desenvolvimento terão inúmeros 
problemas como esses, até conseguirem encontrar o seu 
espaço.
FIGURA 4.4 - FESTA DA GLOBALIZAÇÃO
Fonte: acervo pessoal.
Nas seções anteriores, apresentamos cinco ferramentas 
que são utilizadas como barreiras necessárias e, de acordo 
com a intenção e planejamento do país, tal medida pode se 
transformar em um entrave ao comércio exterior.
Já nesta seção, vamos conhecer as ferramentas que 
denominamos como entrave ao comex, pois a utilização dela é 
com a única intenção de prejudicar o comércio dos produtos, 
sem nenhuma intenção de proteção do mercado contra as 
estruturas tidas como prejudiciais.
Os novos entraves ao comex são:
a) Barreiras técnicas;
b) Barreiras ecológicas;
c) Barreiras burocráticas;
d) Barreiras sanitárias;
e) Barreiras contra as drogas.
É importante que fique atento(a) à interpretação da ferramenta: 
“barreiras contra as drogas”, a qual refletiremos mais adiante, ainda 
nesta Seção!
Vejamos alguns exemplos que podem nos ajudar a 
entender melhor esses novos entraves ao comex.
3.1- Barreiras Técnicas
São barreiras comerciais derivadas da utilização de 
normas ou regulamentos técnicos não transparentes ou 
não embasados em normas internacionalmente aceitas ou, 
ainda, decorrentes da adoção de procedimentos de avaliação 
da conformidade não-transparentes e/ou demasiadamente 
dispendiosos, bem como de inspeções excessivamente 
rigorosas (INMETRO, 2017).
Por exemplo: 
A tarifa estabelecida pelos Estados Unidos para a 
importação de abacaxi não constitui elemento impeditivo 
à entrada do produto naquele país. Entretanto, só quem 
produz abacaxi com o grau de acidez igual do Havaí 
(grande fornecedor dessa fruta para o mercado dos Estados 
Unidos) pode exportar para os Estados Unidos (SEIXAS, 
1993 apud MAIA, 2007, p. 219).
A UE, em 1994, criou uma barreira 
hilariante. As bananas importadas 
deveriam ter, pelo menos 14 cm de 
comprimento e 2,7 cm de largura. 
O periódico The Sun, ironizando a 
medida, publicou um molde de papel do 
tamanho da banana e colocou uma linha 
telefônica exclusiva para quem achar 
um	exemplar	fora	das	especificações	(O	
ESTADO DE SÃO PAULO, 22 set. 
1994 apud MAIA, p. 219).
No Japão, os carros importados são obrigados a passar 
por uma vistoria anual que obriga a troca de peças. Em 
média, essa troca atinge 35% das peças, mesmo que não 
tenham sofrido desgaste algum. Os carros japoneses são 
dispensados dessas vistorias (REVISTA VEJA, 17 maio 
1995 apud MAIA, p. 219).
3.2 - Barreiras Ecológicas
São exigências que visam diminuir a agressão à natureza. 
Muitas das vezes essas barreiras são impostas sem as próprias 
empresas nacionais atenderem esses requisitos, o que 
configura barreiras protecionistas ou até mesmo políticas, 
como foi o caso da gasolina brasileira exportada aos Estados 
Unidos em 1996. Veja o exemplo detalhadamente a seguir.
Para a defesa do meio ambiente, os Estados Unidos 
estabeleceram padrões muito rígidos para a importação de 
gasolina. Ocorre que a gasolina produzida pelas refinarias 
americanas estava aquém desses padrões.
Por esse motivo, o Brasil e a Venezuela, no início de 
1996, apresentaram na Organização Mundial do Comércio 
(OMC), queixa quanto ao procedimento americano. A OMC 
deu parecer favorável ao Brasil e à Venezuela (MAIA, 2007, 
p. 220).
3.3 - Barreiras Burocráticas
São imposições comprovatórias de exigências como 
a de capacidade para produzir, ou de alegação do déficit da 
indústria nacional.
 Observe o exemplo: Em 1971, a Suécia proibiu a 
importação de calçados. Alegavam motivos de segurança, 
porque a importação destruía a indústria nacional.
Assim, se eventualmente a Suécia entrasse em guerra, seu 
exércitopoderia não ter suprimentos de botina (REVISTA 
VEJA, 24 mar. 1999 apud MAIA, p. 221).
30Noções de Comércio Exterior
3.4 - Barreiras Sanitárias
Configura-se como a ausência de padrões sanitários 
internacionais que propiciaria a adoção de medidas 
protecionistas, impedindo ou dificultando o acesso a produtos 
importados, porém, é mais uma forma do Estado impedir a 
entrada desses produtos. Um exemplo: O grupo Pão de Açúcar 
pressionou os burocratas do Ministério da Saúde um ano 
inteiro até conseguir autorização para importar sabão em pó. 
Você pode se perguntar: mas, qual era o problema?
Pois bem, a questão é que Brasília queria que o Pão de 
Açúcar provasse que tinha instalações adequadas para vender 
sabão em pó (REVISTA VEJA, 2 nov. 1994 apud MAIA, p. 
220).
3.5 - Barreiras Contra as Drogas
O café brasileiro na UE é taxado em 10%, enquanto o 
café colombiano é beneficiado com alíquota zero.
O motivo dessa diferença é ajudar a Colômbia na luta 
contra as drogas. Ocorre que o Brasil necessita combater o 
narcotráfico, não se justificando, portanto, essa discriminação 
(O ESTADO DE SÃO PAULO, 23 fev. 1999 apud MAIA, 
p. 221).
Oba! Ainda não acabou!
Temos mais alguns entraves, um pouco mais difíceis de compreender 
que vêm com roupagem de proteção, disfarçada na questão social. 
Vamos conhecê-los?
Esses são chamados de dumping social e etiqueta 
social. Vamos conhecer essas novas modalidades! Em 
relação ao dumping social, países como China e Índia estão 
sendo bastante pressionados. Como dispõem de uma grande 
população economicamente ativa e uma política trabalhista 
defasada, conseguem baixo custo na mão de obra, o que 
reduz muito os custos das empresas.
Isso está levando muitas empresas a migrarem com 
suas bases fabris para esses países. Por outro lado, os países 
desenvolvidos os acusam de vender produtos mais baratos à 
custa dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho. 
Mas tal alegação é contraditória, pois o exemplo de Joelmir 
Beting, publicado no Estado de S. Paulo, em 1992, lembra 
que:
[...] o presidente da Rhodia que, em meados 
do	século	XVIII,	um	quilo	de	fio	(têxtil)	exigia	
100 homens/hora de produção. Hoje, apenas 
0,2 homem/hora. Um salto de produtividade 
de 500 vezes. Com isso, mão de obra deixou 
de decidir o jogo do mercado (MAIA, 2007, 
p. 221).
Cabe-nos lembrar que as indústrias do primeiro mundo 
usam intensivamente na produção, o robô e outras formas de 
alta tecnologia, o que reduz substancialmente os custos.
Deveria, sim, impor barreiras aos produtos dos países 
que detêm tecnologia, pois, com isso, aumenta o desemprego, 
enquanto que China e Índia geram empregos.
No caso da Etiqueta Social, o defensor da ideia foi 
Peter Hansenne, na 85ª Conferência Geral da Organização 
Internacional do Trabalho (OIT). Caracteriza-se pela 
utilização de um selo a ser fixado nos produtos originários 
dos países que respeitam um conjunto de normas trabalhistas 
como: liberdade de organização sindical, direito de o 
trabalhador negociar coletivamente o seu contrato de trabalho, 
proibição do trabalho forçado, proibição do trabalho infantil 
e inexistência de discriminação relativa a sexo, religião, cor e 
convicção política. Apesar de a ideia ser louvável, o Brasil se 
posicionou contra porque ela poderia ser um dumping social 
disfarçado. Uma opção para resolver esse impasse, esse 
selo, ao invés de se atribuir aos países, poderia ser dada às 
mercadorias, cuja produção seguisse as normas pactuadas 
(MAIA, 2007, p. 222).
Mas, cadê a soberania de cada país?
PARA REFLETIR
Robert B. Reish (Secretário do Trabalho dos EUA), em um artigo publicado 
no Jornal O Estado de São Paulo (20/07/1994), pergunta: “Até que ponto 
os padrões trabalhistas de um determinado país devem ser submetidos 
ao julgamento e fiscalização de outros países?” (MAIA, 2007, p. 222).
Está vendo o quanto é complexo uma empresa buscar 
um novo mercado? Será que você imaginava todos esses 
percalços pelo caminho?
É importante saber que os grandes empresários que 
fazem o nome de nosso país são um exemplo, pois a luta 
pela sobrevivência é grande e exige a reinvenção dos bens e 
serviços.
Nesse contexto, reinventar é estar sempre em busca de 
ofertar algo necessário, mas sempre apresentando de forma 
diferente!
Um exemplo claro é o celular. Quando os brasileiros 
começaram a utilizar, você lembra do modelo antigo, e 
atualmente, temos os chamados smartphones que funcionam 
como minicomputadores. Isso é reinventar!
E agora, será que terminou? Finalizamos esse tema sobre 
protecionismo?
Acho que não! Mas não fique em pânico, estamos na reta final!
Agora, vamos descobrir as chamadas barreiras desleais contra a 
concorrência, que são o contrabando e a pirataria, assuntos muito 
importantes para o alcance de nossos objetivos nesta disciplina! Vamos 
começar?
3.6 - Contrabando e Pirataria
Vamos iniciar estudando o contrabando!
Segundo Marcelo Rehder, em artigo publicado em O 
Estado de S. Paulo (1995), citado por Maia (2007, p. 223):
[...] o país perdeu 5 mil postos de trabalho e 
deixou de arrecadar mais de R$ 750 milhões 
em tributos sonegados apenas com operações 
fraudulentas de subfaturamento da importação 
de brinquedos, em 2004. A estimativa é da 
Abrinq (Associação Brasileira de Fabricantes 
de Brinquedo).
Continuando,
31
Como consequência dessa fraude, os 
fabricantes brasileiros não conseguiram 
competir, em preço, com os brinquedos 
importados. A maior fabricante brasileira de 
brinquedos, a Estrela, chegou a ter falência 
requerida, quem se lembra dessa marca? De 
acordo com a Abrinq, a cada US$ 35 mil 
importados fecha-se uma vaga na indústria 
brasileira.
O que você acha desses dados?
Grandes carregamentos de Pneus e de cigarro 
interceptados pelo Estado, que poderiam inundar a sociedade, 
além de não gerar divisas ao país, contribuiria para arrasar 
as empresas locais. Como consequência, um familiar ou 
até mesmo, você poderá estar desempregado. A situação é 
séria, temos todos que agir de forma racional para que esse 
problema não se vire contra nós. 
Já a Pirataria, não sendo aquela praticada em alto mar, 
como estamos vendo na mídia e os assaltos aos navios na 
costa da Somália, mesmo sendo um fator muito importante 
que deve ser avaliado pelos países, principalmente com a 
questão dos seguros, não é o foco.
FIGURA 4.5 - PIRATARIA
Fonte: IMPARCIAL. Piratas. Disponível em: http://201.24.26.129/oimparcial/ 
imagens/piratas0.jpg. Acesso em: 17 mar. 2017.
Como você poderá observar, a pirataria que iremos 
analisar está relacionada aos produtos sem nenhuma garantia 
de qualidade. Essa é a pirataria que prejudica as empresas, lesa 
o erário, o consumidor e a sociedade.
SABER MAIS
“Entende-se por pirataria a reprodução, venda e distribuição de produtos 
sem a devida autorização e o pagamento dos direitos autorais. É uma 
prática muito utilizada na atualidade que provoca grandes prejuízos à 
economia do país.
Os produtos pirateados, além de serem diversificados, são financiados 
por máfias estrangeiras implantadas no país. Esses produzem 
sapatos, roupas, óculos, brinquedos, perfumes, relógios, livros, peças 
automobilísticas, instrumentos cirúrgicos e principalmente cigarros, 
bebidas, cds e dvds. Apesar de serem de procedência duvidosa, tais 
mercadorias podem ser produzidas de maneira a apresentar riscos à 
saúde. Existem mercadorias nas quais foram encontradas substâncias 
cancerígenas em sua composição, produtos ainda que não oferecem 
resistência, como as peças de carro por exemplo, e ainda objetos que já 
estão estragados antes mesmo de serem comprados.
Existem pessoas que justificam a comercialização de produtos 
pirateados com o desemprego, o que ocorre erroneamente, pois como 
já dito anteriormente a pirataria é financiada por facções criminosas e o 
consumo de tais produtos é a contribuição indireta para a marginalidade 
que permeia o país. Há pessoas que discordam dessa colocação, mas se 
não fosse verdade, que motivos teriam as pessoasque comercializam 
pirateados de não terem um local fixo para manter tal comércio? E, por 
que precisam fugir da polícia quando esses se aproximam? A pirataria é 
crime e prevê pena de reclusão de até quatro anos.
Normalmente os produtos pirateados são consumidos por causa do seu 
baixo custo, cerca de 93% mais barato, porém tal consumo ilegal traz um 
prejuízo aproximado de 30 bilhões de reais por ano. Além do prejuízo na 
arrecadação de impostos, a pirataria ainda gera desemprego, problemas 
de saúde, rouba invenções e ideias de terceiros, pratica concorrência 
desleal e alimenta o crime organizado” (MUNDO EDUCAÇÃO, 2011).
Mas você sabe por quê?
FIGURA 4.6 - PIRATARIA
Fonte: E TRISTE VIVER DE HUMOR. Pirataria. Disponível em: http:// 
etristeviverdehumor.blogspot.com. Acesso em: 30 mar. 2017.
A empresa séria deve seguir todos os regulamentos 
determinados pelo fisco, se preocupar com o seu 
trabalhador, com a saúde do consumidor e de quem 
mora ao lado dela (fábrica, montadora ou revenda), seguir 
padrões de qualidade, ser autossustentável, recolher seus 
tributos, ou seja, fazer a sua parte.
Enquanto isso, a pirataria lesa a economia de um país, 
desmerece o consumidor que está comprando algo que 
tem uma grande possibilidade de prejudicá-lo no bolso e, 
principalmente, na saúde.
A sociedade perde em investimento, já que com o 
recolhimento dos tributos o Estado investiria em educação, 
segurança, saúde, ou pelo menos deveria fazê-lo, mas sem 
arrecadação não é possível ter esses gastos. Portanto, 
consciência ao comprar óculos, CD, DVDs entre outros 
objetos piratas no camelô. Você acha que está ganhando 
na diferença de preço, mas pode estar se prejudicando, e 
muito, de forma direta ou indireta.
Rolli (2010) cita Folha de São Paulo (11/10/2010): 
“No Brasil, o prejuízo com a pirataria é estimado em R$ 40 
bilhões por ano. Dois milhões de empregos deixam de ser 
criados por ano, segundo calcula o governo”.
32Noções de Comércio Exterior
E aí, você se lembra da pergunta reflexiva feita no início desta Aula, na 
introdução ao protecionismo?
Aposto que agora você acha bem mais fácil respondê-la de forma crítica 
e autônoma, não é mesmo!
Parabéns! Você se esforçou, este mérito é seu!
Agora, vamos lá, estamos na reta final da disciplina, agora faltam apenas 
quatro aulas.
Desejo que continue tendo êxito em seus estudos!
 1 - Conhecendo e entendendo o Protecionismo e as 
Barreiras naturais 
Na primeira seção da aula 04, tivemos a oportunidade 
de introduzir e realizar as primeiras reflexões sobre o tema 
protecionismo, bem como questões como o idioma, o alfabeto, a 
moeda, os pesos, as medidas e a legislação, consideradas barreiras 
naturais para a internacionalização ou como CAUTELAS que o 
investidor precisa ter antes de iniciar esse processo.
Vimos, portanto, que é preciso que tenhamos um idioma 
oficial (primeiro o inglês e, depois, o espanhol) para o comércio, 
independente do fato de ser ou não o idioma mais falado no 
mundo, já que o objetivo aqui é bem específico e direcionado ao 
comércio.
Entendemos, ainda, que essas questões precisam ser 
continuamente estudadas e compreendidas, uma vez que elas 
influem diretamente as relações comerciais entre os diferentes 
países.
2 - Protecionismo I: barreiras necessárias x entraves 
ao comércio exterior
Na seção 2, reconhecemos que precisam existir algumas 
formas de proteger um mercado, tais como as barreiras 
alfandegárias, as quotas de importação e as taxas de câmbio, as 
quais são denominadas barreiras necessárias.
Contudo, percebemos também que é preciso assumi-las 
com muito cuidado, uma vez que, quando não são aplicadas de 
forma coerente, com racionalidade e planejamento, da noite para 
o dia podem se transformar em entraves ao comércio exterior, 
trazendo prejuízos até maiores para a sociedade.
3 - Protecionismo II: Novos entraves e as barreiras 
desleais
Já a seção 3 nos ajudou a construir conhecimentos sobre os 
entraves ao comex (barreiras técnicas, ecológicas, burocráticas, 
sanitárias e contra as drogas) e determinados entraves como 
dumping social e etiqueta social que vêm com roupagem de 
proteção, disfarçada, na questão social.
Finalmente, compreendemos a importância de se evitar o 
contrabando e a pirataria como forma de garantir um comércio 
sustentável, no sentido amplo, bem como a utilização de produtos 
com padrões de qualidades adequados ao consumo.
Parece que estamos indo bem. Então, para encerrar 
essa aula, vamos recordar:
Retomando a aula
BORTOTO, Artur César et al. Comércio e exterior: teoria 
e gestão. São Paulo: Atlas, 2007.
MAIA, Jayme M. Economia internacional e comércio exterior. 
11. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
SEGRE, German (Org.) et al. Manual prático de comércio 
exterior. São Paulo: Atlas, 2009.
SEMLER, Ricardo. Virando a própria mesa - uma história 
de sucesso empresarial: made in Brazil. Rio de Janeiro: 
Rocco, 2002. 
SILVA, Givan F. da et al.; SILVA, José Ultemar da 
(Orgs.). Gestão das relações econômicas internacionais e comércio 
exterior. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
VASCONCELOS, M. A. S. de; HENRIQUES
GARCIA, M. Fundamentos de economia. 2. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2004.
Vale a pena ler
Vale a pena
BIPM. Homepage. Disponível em: http://www.bipm. 
org/fr/home/. Acesso em: 30 mar. 2017.
BRASIL, Casa Civil. Legislação. Disponível 
em: http://www4.planalto.gov.br/legislacao. Acesso em: 30 
mar. 2017.
CONJUR. Existem 38 medidas de defesa comercial em 
vigor no Brasil. Disponível em: http://www.conjur.com. 
br/2004dez09/existem_38_medidas_defesa_comercial_ 
vigor_brasil. Acesso em: 30 mar. 2017.
IMPARCIAL. Piratas. Disponível em: http: // 201. 2 
4.26. 129 /oimparcial/imagens/piratas0.jpg . Acesso em: 30 
mar. 2017.
MUNDO EDUCAÇÃO. Pirataria. Disponível 
em: http://www.mundoeducacao.com.br/sociologia/a- 
pirataria-crime.htm. Acesso em: 30 mar. 2017.
ROLLI, Claudia. Contrabando & pirataria - fronteiras 
brasileiras têm 596 fiscais. Disponível em: http://www.g21. 
com.br/materias/materia.asp?cod=31227&tipo=noticia. 
Acesso em: 30 mar. 2017.
Vale a pena acessar
Via Legal - Pirataria 01. Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=R8yz0fC17pU&NR=1. Acesso 
em: 30 mar. 2017.
Polícia apreende 50 milhões de produtos piratas no 
Centro de SP: Disponível em:https://www.youtube.com/
watch?v=3-rNoyUkBzA. Acesso em: 30 mar. 2017.
Entenda como funciona o esquema de Contrabando. 
Disponivel em: https://www.youtube.com/
watch?v=1kawrenIle0. Acesso em: 30 mar. 2017.
Vale a pena assistir

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