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Ainda em 2017, uma iniciativa corajosa começou a ganhar a atenção do mercado. Inicialmente apoiado pelo Itaú e pela Natura, com o Instituto Ekos Brasil, o Compromisso com o Clima chegava para propor às grandes empresas que trabalhassem em conjunto para escalar seus impactos socioambientais positivos, compartilhando desafios e conquistas. Cinco anos depois, o Compromisso com o Clima já conta com 10 apoiadoras institucionais de diversos setores de atuação e está em continuo crescimento. No final de 2021, o Instituto Ekos Brasil reuniu especialistas do mercado de carbono com o objetivo de dar vida a um estudo que nortearia o novo planejamento estratégico para os próximos 5 anos do Programa Compromisso com o Clima. Como um dos valores mais apreciados pelo nosso programa é o compartilhamento - de sucessos, experiências, frustrações, conhecimento - decidimos compartilhar os insights apresentados pelos especialistas durante o processo de estudo e planejamento, dentro de um contexto atual e estratégico, de muito valor para todas as organizações que têm um compromisso com o clima. Um panorama para o mercado de carbono Mariano Cenamo Empreendedor Social, Cofundador do Idesam, CEO da AMAZ. Atua com Inovação, conservação florestal e fortalecimento de negócios de impacto na Amazônia. Apresentação dos especialistas Felipe Bottini Sócio-fundador na Green Domus Mestre na área de Estudos em Sustentabilidade pela Harvard University, graduado em Políticas Ambientais e Desenvolvimento Internacional pela Harvard University e em Economia pela Universidade de São Paulo. Gustavo Souza Diretor de Políticas Públicas e Climáticas Especialista em políticas públicas, relações governamentais, meio ambiente e mudanças climáticas. Karina Baratella Sócia-fundadora da Samaúma Bióloga, MBA em Gestão e Tecnologias Ambientais pela USP. Atua há mais 15 anos na área de Sustentabilidade, coordenando projetos de inovação, estratégias, modelos de gestão e governança em Sustentabilidade alinhadas ao negócio. Victoria Bastos Rebeca Lima Diretora Executiva CDP Executiva da área de sustentabilidade, engajada com temáticas ESG e Investimentos Responsáveis na América Latina, além de mitigação das mudanças climáticas, políticas ambientais internacionais e novas economias. Coordenadora do Programa de Mudanças Climáticas no Idesam Victoria Bastos é gestora ambiental formada pela ESALQ/USP e pós graduanda em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Atua como coordenadora na Iniciativa Estratégica de Serviços Ambientais do Idesam e no Programa Carbono Neutro do Idesam. Viviane Kwon Advogada Ambiental Atuação em ESG, Sustentabilidade, Negócios e Finanças Sustentáveis, Mudanças Climáticas. Membro do Laboratório de Inovação Financeira - GT Finanças Verdes - Líder do Subgrupo de Saneamento - Critério ASG; Conselheira do Instituto Ekos Brasil e do Instituto de Direito Comparado Brasil-Japão. Petterson Vale Diretor de Consultoria na Green Domus Pesquisador, empreendedor e consultor. Interage cotidianamente com empresas de todos os setores da economia brasileira. Trabalha com o objetivo de desenvolver soluções de posicionamento climático e lidera núcleos de consultoria em projetos de carbono, análise de riscos relacionados ao clima e definição de estratégias de redução de emissões de gases do efeito estufa. É um entusiasta do valor socioambiental da agropecuária brasileira. Pesquisador há 15 anos, trabalha com temas ligados à agricultura e uso da terra. O modelo de atuação do Brasil desde a origem da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) esteve basicamente ligado à incorporação dos tratados internacionais via decreto, tornando as regulamentações internacionais em lei nacional. Durante bastante tempo, figuramos “apenas” como proponente de projetos por meio do Mecanismo do Desenvolvimento Limpo (MDL), sem metas definidas. Com a assinatura do Acordo de Paris, o cenário mudou e o Brasil passa a ter metas, as chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, em inglês). Sobre esse aspecto, cabe ressaltar que o Brasil já possui uma Política Nacional de Mudança do Clima, Lei 12.187/09, que inclusive oficializou o compromisso de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa e a criação de outras metas voluntárias. Um panorama sobre regulação Discussão conduzida por Viviane Kwon A evolução dessa regulamentação está na implementação do Artigo 6 do Acordo de Paris. O artigo propõe a criação de um mercado regulado internacional de carbono, contemplando a integração tanto dos países industrializados (Anexo I) quanto daqueles em desenvolvimento (como é o caso do Brasil) com metas definidas a nível internacional, portanto mais regulamentadas. Em contraponto a esses avanços na regulamentação, o Brasil se depara com desafios na gestão federal de políticas pelo desenvolvimento sustentável, com enfraquecimento de instituições e de discussões sobre o aperfeiçoamento da regulamentação, tão necessária e cara para o setor privado. Em 2015, o Brasil apresentou a NDC com metas de redução em 37% de suas emissões até 2025, tendo como base as emissões de 2005 e 43% de redução de emissões até 2030. A atualização da NDC brasileira em 2020 manteve as metas, mas não considerou a atualização do cálculo base de 2005, que após aprimoramento da metodologia, resultou no aumento de emissões líquidas usadas de 2,1 bilhões de toneladas de CO2e para 2,8 bilhões de toneladas. Em 2022, o governo brasileiro enviou um novo documento com atualização da NDC no qual se compromete em reduzir suas emissões, em 2025, em 37% em comparação com 2005, além de um compromisso de alcançar a neutralidade climática até 2050. No entanto, os compromissos assumidos na COP 26 para acabar com o desmatamento ilegal antes de 2030 e reduzir a emissão de metano não foram incluídos. Enquanto outros países contam com acordos que definem uma série de propostas e estratégias econômicas para o combate às mudanças climáticas, como o Green New Deal, o Brasil fica aquém dessas estratégias, levando as empresas brasileiras a despender bastante energia por um mercado regulado de carbono. Em maio de 2022, o governo brasileiro publicou um decreto criando o mercado regulado de carbono. A boa notícia de que, finalmente, a agenda chegou ao Executivo, acabou sendo contrastada pela falta de detalhamento quanto à sua execução, aos prazos e à obrigatoriedade de redução de emissões. Pode-se dizer que o setor privado está mais propenso a apoiar o PL 528/2021 (ao invés do decreto) que tem uma governança mais bem definida para a criação do mercado regulado no Brasil. Com isso, a perspectiva é que a implementação de um mercado creditável aconteça nos próximos 5 anos. RESUMO Incertezas sobre os resultados do Acordo de Paris e novas diretrizes da COP 26 Retrocesso no governo brasileiro, aumento de desmatamento e NDC 2020 sem políticas públicas e estratégias claras para garantir neutralidade em 2060 Questionamentos sobre o PL 528/2021, que visa regulamentar o mercado de carbono no Brasil. Perspectiva do mercado regulado e metas assumidas para os próximos 5 anos, bem como registro nacional de redução e compensação de emissões. A agenda climática chega ao Executivo com a publicação de um decreto que cria o mercado regulado de carbono no Brasil. Um panorama sobre regulação Segundo estimativas da Refinitiv (2021), o mercado de carbono como um todo movimentou cerca de EUR 229 bilhões em transações em 2020. No entanto, o mercado voluntário responde por uma fatia bem pequena desse bolo, algo em torno de 0,15% (Ecosystem Marketplace, 2020). Além de pequeno, é também um mercado fragmentado, que apresenta alta diferenciação de produtos, ausência de uma métrica e plataforma que permitam monitorar facilmente e com transparência os preços dos ativos e uma dinâmica entre a oferta e a demanda que avança de maneira descontínua – por soluços. Desde 2018, o mercado voluntário de carbono vem mantendo uma alta consistente nos preços, influenciada pelo mercadoeuropeu – que representa 90% do mercado global de carbono (Refinitiv, 2021) e acaba por cascatear a alta para todos os mercados de carbono do mundo. Um panorama sobre mercado Discussão conduzida por Felipe Bottini e Petterson Vale Persiste, no entanto, a incerteza se a trajetória dos preços continuará consistente. De fato, o que a história do mercado de carbono nos mostra é que ele desde sempre foi acompanhado por uma alta volatilidade e por uma tendência a preços deprimidos. Por exemplo, ainda no primeiro ano, o preço do carbono no EU-ETS, o programa mais antigo existente, caiu 42% e continuou a cair nos oito anos seguintes até 2018, quando começou a subir, recuperando o seu valor nominal da época do lançamento. SBTi. Uma importante iniciativa do mercado de carbono é a Science Based Targets Initiative (SBTi) que conta com a adesão de mais de 1.000 empresas ao redor do mundo. Coordenada pelas organizações Carbon Disclosure Project (CDP), Global Compact (Nações Unidas), World Resources Institute (WRI) e World Wide Fund for Nature (WWF), a STBi definiu um conjunto de métodos, boas práticas para planos de redução de emissões e compromissos net-zero da parte das empresas, sempre com base na ciência climática. A iniciativa almeja padronizar as trajetórias de reduções de emissões no mundo corporativo. Mercado no Brasil. Até 2018 podemos dizer que as empresas estavam engajadas em gerar inventários e relatórios de sustentabilidade para o mercado. A partir de 2019, uma mudança estrutural chacoalhou o mercado e as empresas começaram a buscar um engajamento estratégico com a agenda climática. Esse comportamento gerou um aumento da demanda por créditos de carbono, já que a compensação é uma complementação aos processos de mitigação. Para atender à demanda, surgiram iniciativas no estilo marketplaces e brokers, com a intenção de aumentar a fluidez do mercado. Essas iniciativas contribuem para o processo de sistematização da informação, mas que, em termos de oferta estruturalmente limitada, pressiona ainda mais os preços dos créditos de carbono. O aumento da procura por oferta de créditos impulsiona, no Brasil, a mensuração dos ativos florestais por meio da geração de inventários de remoção de GEE. No entanto, a oferta de créditos por aqui enfrenta o desafio da ausência de um padrão de certificação voltado a atender à realidade nacional, encontrando diversas barreiras para se adequar aos padrões internacionais. Como resultado, os custos de transação dos projetos domésticos são prejudicados, já que o processo de certificação é denominado em moeda estrangeira. RESUMO Mercado voluntário fragmentado, heterogêneo e muito pequeno (~0,15%) vs mercado global. Apesar do grande potencial no Brasil, há limitações e incertezas de preços. Nos próximos anos poderá haver aumento da demanda e redução dos custos de transação para os compradores (devido aos novos marketplaces), subindo os preços caso a oferta não acompanhe o aumento da demanda. Ambiente regulatório poderá desviar a aquisição de créditos para o mercado regulado, gerando competição e maior dificuldade para o mercado voluntário. Desafios: maior oferta de créditos e ganho de escala quando o mercado entrar em uma fase de crescimento acelerado. Um panorama sobre mercado Quando falamos do comprometimento do Brasil em reduzir suas emissões de Gases de Efeito Estufa é praticamente impossível deixar de lado um dado importante: por aqui, cerca de 70% das nossas emissões são geradas pela mudança de uso da terra e agropecuária (SEEG, 2021), em sua maioria devido ao desmatamento na Amazônia. Por isso, reduzir emissões no caso do nosso país passa por incentivos econômicos que tratam da manutenção da floresta em pé, de projetos de recuperação e restauração florestal, além de práticas de baixo carbono em atividades agropecuárias. Um panorama sobre projetos florestais Discussão conduzida por Mariano Cenamo e Victoria Bastos Leonardo Realce Leonardo Realce Todas essas iniciativas estão agrupadas no que denominamos programas e projetos de Redução de Emissões provenientes de projetos chamados AFOLU - Agriculture, Forestry and Other Land Use, ou seja, projetos relacionados a agricultura, floresta e outros usos da terra, e no Brasil o foco é intrinsicamente ligado a necessidade de investimento em projetos REDD+ - Desmatamento e Degradação Florestal e Manejo Florestal, referente ao restauro nativo da área. O diferencial de projetos de REDD+ dentro deste escopo é a promoção de atividades produtivas sustentáveis associadas à conservação florestal, gerando co-benefícios sociais e ambientais como, por exemplo, a manutenção de biodiversidade, o fomento de cadeias produtivas sustentáveis - a exemplo de cadeias extrativistas ou agroflorestais - e o fortalecimento social de organizações locais comunitárias (cooperativas e associações). Além disso, por se tratarem de projetos de no mínimo dez anos de duração, são capazes de integrar políticas públicas jurisdicionais, que visam o desenvolvimento de cadeias produtivas a nível local e combate ao desmatamento. https://www.ipcc.ch/report/ar5/wg3/agriculture-forestry-and-other-land-use-afolu/ No entanto, com o crescimento das metas corporativas e do mercado voluntário de carbono, é necessário definir pontos centrais para uma compra ética e responsável de créditos de carbono no Brasil. O crescimento dos compromissos empresariais em torno do tema pode gerar contribuições significativas para alavancar uma nova leva de investimentos privados para regiões como a Amazônia, com alto potencial para ofertar créditos, mas trazem uma onda de projetos duvidosos e com estrutura falha, colocando em risco todos os avanços em aspectos de reconhecimentos do mecanismo até o momento. Assista ao Manifesto do Compromisso com o Clima sobre ética e responsabilidade no mercado de carbono https://www.youtube.com/watch?v=a2yupeRRmnc O mercado deve exigir, cada vez mais, a competência e a credibilidade dos desenvolvedores de projetos e a adoção de padrões de certificação consistentes, de preferência com auditorias independentes. O contexto também deve incluir uma análise sobre o uso da terra local e situação fundiária tanto na área do projeto quanto na área de referência, atrelado a um processo prévio de consultas e de engajamento com as comunidades dentro e no entorno da área do projeto. Check list técnico básico para considerar créditos de REDD+ - Linha de base realista/adequada de forma que garanta adicionalidade; - Processo de consulta às comunidades respeitando critérios de Consulta Livre Prévia e Informada; - Conjunto de co-benefícios sociais e ambientais; - Assessoramento e mapeamento de risco (ex: vazamento e permanência). RESUMO O crescimento dos compromissos empresariais em torno do tema NetZero poderá gerar contribuições significativas para alavancar uma nova leva de investimentos privados para regiões como a Amazônia, com alto potencial para ofertar créditos, mas também trazem uma onda de projetos não robustos ou duvidosos e com estrutura falha, colocando em risco todos os avanços em aspectos de reconhecimentos do mecanismo até o momento Necessária definição de pontos centrais para compra responsável de REDD+ e demais tipos de projeto de uso de solo, com o crescimento do mercado voluntário de carbono. Um panorama sobre projetos florestais Não é à toa que comumente adicionamos o termo "corrida" ao crescimento do interesse dos movimentos empresariais rumo à agenda climática. Race to Zero - UNFCCC, B Corp, UN Global Compact, We Mean Business, são apenas alguns exemplos de iniciativas intersetoriais, de aceleração de conteúdos e certificações que trabalham para despertar a sustentabilidade como ativo financeiro junto ao setor privado. E como em toda corrida, há quem largue na frente e quem fique "perdido" no meio do caminho. Grandes corporações vêm assumindo compromissos públicos de grande magnitude, mas muitas ainda falham em estabelecer metas de fato ambiciosas e transformadoras. É preciso,de fato, ampliar a consciência empresarial, sair do discurso e apostar na integração entre os movimentos para unir esforços ao invés de pulverizar. . Um panorama sobre movimentos empresariais Discussão conduzida por Rebeca Lima e Gustavo Souza - CPD e Karina Baratella - Samaúma Nesse cenário, os movimentos empresariais devem considerar os seguintes pontos de atenção: O risco de greenwashing, pela falta de clareza sobre a temática, como mensurar os dados e avaliar as metas de sustentabilidade. Aumento do mercado de títulos sustentáveis (bonds) com um aporte no valor de US$ 24 bilhões até setembro de 2021, sendo a maioria deles em florestas e energia renovável. A "tropicalização dos Princípios de Oxford" que hoje se apresentam como principal referência para as estratégias NetZero e compensação de emissões, mas que não refletem a realidade brasileira, colocando em xeque projetos de eficiência energética e florestais. Assista ao Manifesto do Compromisso com o Clima sobre ética e responsabilidade no mercado de carbono https://www.youtube.com/watch?v=a2yupeRRmnc RESUMO Há uma grande quantidade de movimentos empresariais que endereçam a emergência das mudanças climáticas, mas é preciso unir esforços ao invés de pulverizar. Compromissos de grande magnitude sendo assumidos, mas com pouca clareza em mensuração e avaliação, incorrendo cada vez mais no risco de greenwashing. Tendência de crescimento acelerado do mercado de títulos verdes (ESG Bonds). Um panorama sobre movimentos empresariais Nosso giro 360º pelas principais temáticas que guiam as jornadas de sustentabilidade das empresas brasileiras nos faz perceber a importância de estarmos bem acompanhados nesse caminho. O cenário ao mesmo tempo em que é promissor, também guarda um histórico de insegurança e um futuro com perspectivas pouco definidas quanto à regulação, inovações e comprometimento público e privado. Desde sua origem, o Compromisso com o Clima propõe ao setor privado brasileiro que edifique esse caminho em conjunto. Porque junto se tem mais força, mais escala, mais segurança. E os últimos anos nos levam a crer que essa é, de fato, a melhor escolha. Enquanto muitas empresas ficaram perdidas em suas tomadas de decisão para acompanhar o mercado em sua transição para uma economia de baixo carbono, nossas apoiadoras contavam com expertise técnica, segurança jurídica e impacto socioambiental assegurado ao optar pela compensação com os projetos avaliados pelo Compromisso com o Clima. Conclusão A partir das discussões apresentadas nesse e-book, nosso programa também alcançou seu objetivo de elaborar uma nova estratégia e agora conta com um roadmap que guiará nossa atuação até 2025. O Compromisso com o Clima contempla todos os princípios de mercado para a compra responsável de créditos à realidade do Brasil e projetos nacionais, direcionando tanto a demanda quanto a oferta. O programa compromisso com o clima aplica um due diligence justamente para que os chamados High Quality Carbon Credits brasileiros estejam disponíveis aos compradores responsáveis por reduções de emissões. Traga sua empresa para o programa Compromisso com o Clima! Conheça os benefícios de ser uma apoiadora institucional e faça parte deste time: Acesse: www.ekosbrasil.org/compromisso-com-o-clima/ /institutoekosbrasil @ekosbrasil Instituto Ekos Brasil