Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Manual Prático
VENTILAÇÃO
MECÂNICA
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
1. Introdução a Ventilação Mecânica........................................................................... 01
1.1 Mecânica Pulmonar.…………………………………………………………………................……...………01
1.2 Pressão de Volume………………………………………………………………..............……………………02
1.3 Complascência e Resistência…………..…………………………………………………………….....……02
1.4 Zonas Respiratórias de West……………………………………………………………………..….……….03
1.5 Objetivos e Indicações da VM………………………………………………………………………………..04
1.6 Fases do Ciclo Ventilatório……………………………………..........………………………………………05
1.7 Ciclagem dos Ventiladores de Pressão Positiva…………………..………………………..……….06
1.8 Parâmetros que indicam necessidade de Suporte Ventilatório……………………………..07
1.9 Classificação do Suporte Ventilatório……………………….……………………………………………08
2.Insuficiência Respiratória Aguda……………………………………….…………………………..09
2.1 Conceito e Classificação da IRpA…………………………………………………………………………..09
2.2 Hipoventilação alveolar na UTI........................................................................................10
2.3 Diagnóstico e Tipos de IRpA.............................................................................................11
2.4 Tratamento.........................................................................................................................12
2.5 Tipos de Sistemas Ofertados pela Oxigenoterapia.......................................................12
2.6 Cuidados para reversão da Hipercapnia........................................................................13
2.7 Classificação da Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo.................................14
3. Ventilação Não Invasiva............................................................................................15
3.1 Definição e Objetivos da VNI............................................................................................15
3.2 Indicações da VNI..............................................................................................................16
3.3 Contraindicações Absolutas e Relativas.........................................................................18
3.4 Modos de VNI.....................................................................................................................19
3.5 Vantagens e Desvantagens..............................................................................................19
3.6 Indicações de VNI..............................................................................................................20
3.7 Iniciando a VNI (Passo a Passo).......................................................................................20
3.8 Modalidades de VNI..........................................................................................................21
3.9 Modalidades de BiPAP......................................................................................................22
3.10 Fuga...................................................................................................................................22
3.11 Variáveis do BiPAP...........................................................................................................23
3.12 Complicações/ Efeitos Adversos....................................................................................23
3.13 Tabela de Modalidades de BiPAP..................................................................................24
4. Modalidades de VNI...................................................................................................25
4.1 VNI Invasiva........................................................................................................................25
Sumário
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
4.2 Objetivos e Indicações da VNI ...........................................................................................25
4.3 Ciclo Respiratório no Ventilador Mecânico……...……………...………................……...………26
4.4 Ciclagem do Ventilador Mecânico………………………………………………….....……………………26
4.5 Disparo do Ventilador Mecânico…….…..…………………………………………..…………….....……27
4.6 Tipos de Ciclagem..................……………………………………………………………………..….……….28
4.7 Modos e Modalidades Ventilatórias……………………………………………………………………....30
4.8 Características das Modalidades Ventilatórias……………………………………..........…………31
5. Parâmetros Ventilatórios.......................................…………...……………………..……….34
5.1 Ajustes de Parâmetros Ventilatórios............................................……………………………..34
5.2 VCV.........................................................……………………….……………………………………………34
5.3 Parâmetros de Volume Corrente………..………………………….……………………………………..35
5.3.1 Cálculo do VC……………………………………………………………………….............................…..35
5.3.2 Parâmetros de Frequência Respiratória.....................................................................37
5.3.3 Parâmetros de Fluxo.....................................................................................................38
5.3.4 Parâmetros de PEEP.....................................................................................................39
5.3.5 Parâmetros de Fração Inspiratória de Oxigênio.......................................................40
5.4 PCV.....................................................................................................................................41
5.4.1 Pressão Inspiratória......................................................................................................41
5.4.2 Tempo Inspiratório.......................................................................................................42
5.4.3 Frequência Respiratória...............................................................................................43
5.4.4 PEEP................................................................................................................................44
5.4.5 Fração Inspiratória de Oxigênio..................................................................................44
6. Desmame da Ventilação Mecânica.........................................................................45
6.1 Introdução.........................................................................................................................45
6.2 Extubação Segura.............................................................................................................45
6.3 Índices Preditivos de Sucesso para Extubação.............................................................46
6.4 Teste de Respiração Espontânea....................................................................................46
6.5 Intolerância ao TRE e Falha no Teste..............................................................................47
6.6 Avaliação da Extubação...................................................................................................48
6.7 Uso da VNI na retirada da VM.........................................................................................49
6.8 Falha na Extubação...........................................................................................................49
7. Suporte Ventilatório na COVID-19...........................................................................50
7.1 Ajustes Iniciais na VM.......................................................................................................50
7.2 VM em posição Prona......................................................................................................53
Sumário
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
7.2.1 Manobra de Pronação.....................................................................................................55
7.3 Retorno à posição Supina……...……………...………................……...…….............................…5716H (NO MÁXIMO 20H)
VM PROTETORA GARANTIDA E SPO2 ENTRE 90 A 94%
APÓS 4 A 8H NA POSIÇÃO SUPINA DEVE-SE COLHER GASOMETRIA
CASO PAO2/FIO2 150MMHG DEVE-SE MANTER SUPINA
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
58
Alguns pacientes com formas graves de SDRA por COVID-19 apresentam hipoxemia
refratária à otimização da VM conforme os passos descritos anteriormente. Nesses casos,
medidas de resgate estão indicadas, tais como oxigenação por membrana extracorpórea
(ECMO, do inglês extracorporeal membrane oxygenation), recrutamento alveolar e óxido
nítrico inalatório (iNO, do inglês inhaled nitric oxide). ECMO e iNO são recursos restritos
a centros específicos, que dispõem de infraestrutura adequada e equipe treinada para
executá-los de forma correta. 
MANOBRAS DE RESGATE DE PACIENTES
NA HIPOXEMIA REFRATÁRIA
VM NA COVID-19VM NA COVID-19VM NA COVID-19
USO DA ECMO
A Ecmo, ou oxigenação por membrana extracorpórea, consiste em uma
máquina que fornece suporte para o sistema respiratório e/ou cardíaco.
Recomendada quando existe risco de que os pulmões ou coração parem de
funcionar corretamente. Dessa forma, a máquina funciona como um pulmão
artificial e garante a oxigenação necessária do corpo
CRITÉRIOS OBRIGATÓRIOS
INTUBAÇÃO TRAQUEAL E VM PROTETORA POR TEMPO -5: F ≥ 35/MINUTO NECESSIDADE DE PPLAT ≥ 30 CM H2O
PARA OBTER UM VOLUME > 4 ML/KG DO PP. 
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Idosos;
Pacientes com Diabetes, doença pulmonar crônica, insuficiência cardíaca;
Pacientes em ventilação mecânica prolongada.
Paciente com escala de performance ECOG (do inglês, “Eastern Cooperative
Oncology Group”) >1;
Coma sem sedativos após PCR;
Pacientes pneumopatas crônicos em uso domicil iar de O2, assistência
ventilatória não invasiva ou retentores de CO2; 
Doença crônica não pulmonar l imitante;
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
60
VM NA COVID-19VM NA COVID-19VM NA COVID-19
RETIRADA DA VENTILAÇÃO MECÂNICA
Pacientes em VM devem ser avaliados todos os dias, de forma sistemática,
quanto a possibil idade de retirada da VM. Essa avaliação está associada a
menor duração da VM e a menor ocorrência de suas complicações. Bem como,
a condução correta da remoção da VM reduz o risco de reintubação, evento
associado a pior prognóstico para o paciente. 
P A S S O
PaO2/FiO2 > 200mm Hg com FiO2 ≤ 40%
com PEEP ≤ 8CM H2O
Ph ≥ 7,3 e PaCO2 ≤ 55mmHg, f
respiratória 30/min;
Desconforto respiratório ( uso de
musculatura acessória);
SpO2 120bpm, instabilidade
hemodinâmica ou arritmias;
Redução do nível de consciência ou
agitação;
4P A S S O
Em caso de sucesso: extubar ou
desconectar ventilador
Oferecer O2 suplementar, mantendo
SpO2 entre 90 e 94% (CN, Máscara
com reservatório não reinalante);
Monitorizar: SpO2, FC, Pressão arterial,
Ritmo Cardíaco e Nível de Consciência.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
61
VM NA COVID-19VM NA COVID-19VM NA COVID-19
Proceder com reintubação ( ou reconexão ao ventilador), se:
Hipoxemia ou desconforto respiratório progressivos;
Falência ventilatória por parada cardiorrespiratórioa (PCR)
iminente;
Rebaixamento do ní1vel de consciência importante;
Choque;
Fonte: Adaptado de https://www.gov.br/saude/pt-
br/coronavirus/publicacoes- tecnicas/recomendacoes/vm_covid19_12-03-1.pdf
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
GASOMETRIAGASOMETRIAGASOMETRIA
ARTERIALARTERIALARTERIAL
h d f h
@amoresumos
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Parâmetros Valores
pH 7,35-7,45
PaCO2 35-45 mmHg
Pa02 80-100mmHg
HCO2 22-26mEq/L
BE (excesso de base) +2 -3 mEq/L
SpO2 > 92%
GASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIAL
62
INTRODUÇÃO
A função fisiológica do corpo humano precisa de um ambiente estável em termos de temperatura,
concentração de íons e pH. A gasometria arterial é um exame invasivo que nos mostra parte da função
fisiológica dos indivíduos com sua correta análise e permite identificar alterações ventilatórias para
posterior correção, assim como diferenciar eventos ventilatórios de eventos metabólicos. 
OBJETIVOS
Analisar e interpretar gasometria;
Corrigir a ventilação mecânica a partir da correta interpretação da gasometria;
Há duas avaliações necessarias na gasometria: pH e oxigenação.
Os valores encontrados na gasometria arterial mostram o
equilíbrio acidobásico do sangue através do pH, que se altera por
meio da concentração de hidrogênio, assim como valores de
saturação de oxigênio (SpO,), pressão parcial de oxigênio (PaO,),
pressão parcial de gás carbônico (PaCO,), concentração de
bicarbonato (HCO,) e o excesso de base. 
VALORES NORMAIS PARA
GASOMETRIA ARTERIAL
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
GASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIAL
63
Esquema do controle do pH pelos sistemas. PaO: pressão parcial arterial de
oxigênio; PaCO,: pressão parcial arterial de dióxido de carbono; Spo, saturação
periférica de oxigênio. 
A fórmula de Henderson-Hasselbalch é usada para determinar o pH de soluções,
e o sanguíneo é encontrado através da fórmula descrita. Logo, faz sentido
imaginar que o excesso de bicarbonato ocasiona o aumento do pH, deixando-o
mais básico e que, por exemplo, quanto maior a concentração de dióxido de
carbono, menor é o pH; portanto, mais ácido. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
GASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIAL
64
ACIDOSE
A acidose ocorre quando há alteração do pH abaixo de 7,35;
ACIDOSE RESPIRATÓRIA
A acidose respiratória ocorre com valores de PaCO, > 45 mmHg,
podendo ser classificada em aguda ou crônica: 
Aguda
Lesões do sistema nervoso central;
Uso de sedativos;
Anestésicos;
Narcóticos que ocasionam a depressão do sistema respiratório;
Crônica
Pacientes com DPOC;
Asmáticos;
Pneumopatias graves: fibrose pulmonar ou doenças
neuromusculares, que provocam a falha mecânica ou a falha no
controle do centro respiratório.
Insuficiência respiratória
tipo II
Hipoventilação
alveolar
Retenção de
CO2
Esquema sobre a causa do aumento da concentração de CO, no sangue. 
O que ajustar na
ventilação mecânica?
Aumentar o 
volume-minuto
Aumentar o volume corrente;
Aumentar fRespiratória;
Aumentar Tempo Inspiratório;
Diminuir taxa de ciclagem;
Ajustes na VM para correção da acidose respiratória
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegidopor E
duzz.com
GASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIAL
65
ACIDOSE
A acidose ocorre quando há alteração do pH abaixo de 7,35;
ACIDOSE METABÓLICA
Acontece quando os valores de HCO, estão abaixo de 22 mEq/L e
pode ser provocada por diarreia severa, produção de ácidos em
excesso, como na cetoacidose diabética, falha dos rins em
excretar ions H' e baixa perfusão induzida por instabilidade
hemodinâmica. O sistema respiratório pode tentar a compensação
por meio do aumento da ventilação e consequente diminuição da
concentração de PaCO2, auxiliando na melhora do valor do pH. 
O que ajustar na
ventilação mecânica?
Encontrar PaCCO2
ideal para o ajuste
PaCO2 ideal = 1,5 x
[HCO,] + 8
Ajustes na VM para correção da acidose metabólica.
ALCALOSE
A alcalose ocorre quando há alteração do pH acima de 7,45;
ALCALOSE RESPIRATÓRIA
A alcalose respiratória acontece quando a concentração de PaCO,
está abaixo de 35 mmHg. A taquipneia pode acontecer por
ansiedade, dor, hipertermia, hipóxia, grandes altitudes, lesões do
sistema nervoso central, embolia pulmonar e outros. É de extrema
importância encontrar a causa para poder corrigi-la e cessar a
alteração de pH.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Esquema sobre a causa da diminuição da concentração de CO, no sangue. 
A acidose metabólica, que ocorre quando os valores de HCO,
estão acima de 26 mEq/L, está relacionada à perda grave de ácido
gástrico em razão de vômitos graves e decorrentes, excesso na
ingestão de medicamentos alcalinos, uso de esteroides ou drogas
diuréticas, retenção de bicarbonato e outros. 
GASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIALGASOMETRIA ARTERIAL
66
Hiperventilação
alveolar
Diminuição
de CO2
O que ajustar na
ventilação mecânica?
Diminuir o volume
minuto
Ajustes na VM para correção da alcalose respiratória.
Diminuir o Volume Corrente;
Diminuir fRespiratória;
Diminuir tempo inspiratório;
Aumentar taxa de ciclagem;
ALCALOSE
A alcalose ocorre quando há alteração do pH acima de 7,45;
ALCALOSE METABÓLICA
O que ajustar na
ventilação mecânica?
Encontrar PaCO2 ideal
para o ajuste
Ajustes na VM para correção da alcalose metabólica.
PaCO2 ideal = 1,5 x
[HCO,]
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Valor de PaO2/FiO2 Condição Clínica
201-300 SDRA leve
101-200 SDRA moderada
75
CICLAGEM PREMATURA
O tempo neural do paciente é maior do que o tempo inspiratório ajustado no ventilador.
O VENTILADOR FINALIZA O FLUXO, MAS O ESFORÇO
INSPIRATÓRIO DO PACIENTE CONTINUA. 
NA MODALIDADE PSV, ELA OCORRE POR AJUSTE DE BAIXO DA
PS E/OU ALTA % DE CRITÉRIO DE CICLAGEM. 
Tempo inspiratório do ventilador
menor do que o desejado pelo
paciente, o que pode ser observado
na fase expiratória da curva de fluxo
que tende a voltar para a l inha de
base em função do esforço ainda
presente do paciente. 
Correção
VCV : FLUXO INSPIRATÓRIO
PCV : TO TI E/OU PC (PRESSAO CONTROLADA)
PCV , PSV - VENTILAÇÃO COM PRESSÃO DE SUPORTE (
FLUXO INSPIRATÓRIO LIVRE)
PSV : AUMENTO DE PS OU REDUZIR A % A CRITÉRIO DE
CICLAGEM
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Correção
ASSINCRONIASASSINCRONIASASSINCRONIAS 
VENTILATÓRIASVENTILATÓRIASVENTILATÓRIAS
76
CICLAGEM TARDIA
Ocorre quando o tempo neural do paciente é menor do que o tempo inspiratório ajustado no ventilador. 
 
EM VCV, O FLUXO INSPIRATÓRIO SE ENCONTRA BAIXO, E/OU A
PAUSA INSPIRATÓRIA ESTÁ AJUSTADA DE FORMA INADEQUADA. 
NA PCV, OCORRE COM AJUSTES PROLONGADOS DO TEMPO
INSPIRATÓRIO MAIOR DO QUE O DESEJADO PELO PACIENTE. 
A redução do fluxo se faz de
forma muito lenta, fenômeno
tipico de obstrução ao fluxo aéreo,
fazendo com que o l imiar de
ciclagem demore a ser atingido. 
VCV : FLUXO INSPIRATÓRIO
PCV : DIMINUIÇÃO DE TINS
PSV : AUMENTO DA % DE CRITÉRIO DE CICLAGEM (EX: DE
25% PARA 45%).
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
ASSINCRONIASASSINCRONIASASSINCRONIAS 
VENTILATÓRIASVENTILATÓRIASVENTILATÓRIAS
77
QUADRO RESUMO
Principais tipos de assincronias paciente-ventilador, fatores determinantes e estratégias para
tratamento:
FO
NT
E:
 H
OS
PI
TA
L 
SÍ
RI
O 
LI
BA
NÊ
S 
- 
VE
NT
IL
AÇ
ÃO
 M
EC
ÂN
IC
A
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
ASSINCRONIASASSINCRONIASASSINCRONIAS 
VENTILATÓRIASVENTILATÓRIASVENTILATÓRIAS
78
QUADRO RESUMO
Principais tipos de assincronias paciente-ventilador, fatores determinantes e estratégias para
tratamento:
FONTE: HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS - VENTILAÇÃO MECÂNICA
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
LESÕESLESÕESLESÕES
INDUZIDAS PELAINDUZIDAS PELAINDUZIDAS PELA
VMVMVM
h d f h
@amoresumos
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
79
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
Ao decorrer dos anos, a ventilação mecânica
ajudou na diminuição da taxa de mortalidade ao
prover descanso para musculatura respiratória,
troca gasosa e oxigenação adequada. Ao passar
do tempo, ficou evidenciado que essa
ferramenta poderia danificar estruturalmente o
pulmão em razão da imposição de uma pressão
positiva ao parênquima pulmonar que provoca a
hiperdistensão das unidades alveolares ,
apresentando-se como potencial lesivo direto e
indireto, também de outros sistemas orgânicos,
a depender do tempo da sua utilização, ajustes
dos parâmetros e após seu uso. 
FATORES QUE OCASIONAM LESÃO
Alta pressão inspiratória;
Alta pressão de pico;
Alta pressão de platô;
Altos volumes correntes;
Valores inadequados de pressão positiva expiratória
final (PEEP);
Altas taxas de oxigênio administradas;
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
80
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
BAROTRAUMA
Presença de ar extra-alveolar induzido pela
ventilação mecânica em consequência da ruptura
alveolar através da hiperdistensão alveolar, que, na
maioria das vezes, é causada por pressão elevada.
Há al gumas consequências para essa ruptura. 
VOLUTRAUMA
Os experimentos reforçam que altos volumes
promovendo estiramento pulmonar são os
responsáveis pelo dano à membrana
alveolocapilar. resultando em reações
inflamatórias. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
81
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
ATELECTRAUMA
A util ização de valores baixos de PEEP, provoca colapsos
cícl icos das unidades alveolares, gerando efeitos sobre
a função do surfactante e hipóxia regional, o que
provoca lesão do epitél io com liberação de medi-
adores inflamatórios e alteração da permeabil idade
vascular. Pulmões que apresentam uma ventilação
heterogênea, como pacientes com SDRA, são os mais
acometidos pelo atelectrauma. 
BIOTRAUMA
As forças de distensão podem levar à l iberação direta
de mediadores intracelulares, comprometendo
diretamente essas células e de forma indireta, ativando
vias de sinalização celular epitel iais, endoteliais ou
células inflamatórias. Logo, são alterações
inflamatórias promovidas pelas citocinas e outros
mediadores inflamatórios em decorrência das lesões
celulares causadas pela ventilação mecânica. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
82
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
Esquema para prevenção de complicações pulmonares
pelo ajuste de parâmetros ventilatorios. 
PNEUMONIA ASSOCIADA À VM
A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) é a principal
causa de infecção nosocomial em adultos com doenças crít icas,
sendo definida como novo evento infeccioso, de início após 48
horas da intubação. A PAV prolonga os dias de ventilação,
duração da estadia na Unidade de Terapia Intensiva e hospitalar,
além de ser uma das principais causas de óbito por infecções.
Staphylococcus é seu principal patógeno. 
Novos infiltrados
pulmonares na
RX de tórax
Secreção Purulenta
Leucocitose
Temperatura > 38ºC
CRITÉRIOS DE
CONFIRMAÇÃO
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
 Recomendação Sugestões
Lavagem das mãos e/ou sua desinfecção com
base de álcool a 70% Uso de vigilância
microbiológica Monitoramento e remoção
precoce de dispositivos invasivos Programas
para uso racional de antibióticos. 
Troca de circuitos do ventilador quando sujos
ou danificados Troca de umidificadores a cada
7 dias ou quando necessário Realizar aspiração
de secreções subglóticas 
Colocar e monitorizar a pressão do balonete
do tubo endotraqueal em pelo menos 25
cmH,0. Cabeceira elevada de 30° a 45o. 
Higiene oral diária com clorexedine a 2% .
Usar cânulas com balonetes
especialmente
desenvolvidos para evitar
microaspiração Interrupção
diária da sedação;
Descontaminação do trato
gastro- intestinal e
profilaxia para doença de
úlcera péptica;
83
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
PNEUMONIA ASSOCIADA À VM
TOXICIDADE DO OXIGÊNIO
A oferta em excesso de oxigênio
Produção excessiva de radicais l ivres
Alterações nas células epitel iais brônquicas e
alveolares provocando o aumento de
macrófagos pulmonares
Alteração da permeabil idade pulmonar
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
84
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
O sistema cardiovascular juntamente com a presença da pressão
positiva tem efeitos já comprovados que variam de acordo com cada
paciente, sua taxa de volemia e sua reserva cardíaca. As complicações
mais significativas ocorrem em pacientes hipovolêmicos e/ou instáveis
hemodinamicamente.
COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES
Os valores de pressão parcial de dióxido de carbono têm influência diretamente
na perfusão cerebral. Em pacientes com quadros críticos recentes de isquemia
ou edema cerebral, o manejo correto da ventilação mecânica pode auxiliar a
minimizar os efeitos das complicações neurológicas. Alterações nos valores de
PaCO, caracterizam variações na resistência cerebrovascular, afetando
diretamente o fluxo sanguíneo cerebral e a pressão intracraniana (PIC) 
COMPLICAÇÕES NEUROLÓGICAS
Complicações
Neurológicas
Hipoventilação
(hipercapnia)
Vasodilatação
cerebral
Aumento 
da PIC
Hiperventilação
(hipocapnia)
Vasoconstrição
cerebral
Menor 
oxigenação
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
85
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
A prolongação do tempo de ventilação mecânica com uso de sedativose
imobilismo no leito resulta em um processo catabólico do próprio
quadro crítico, provocando fraqueza muscular por perda de fibras
musculares, comumente denominada de polineuropatia do doente
crítico. 
COMPLICAÇÕES MUSCULO-ESQUELÉTICAS
Polineuropatia
do paciente
crítico
Sedativos e Bloqueadores
Neuromusculares
Tempo prolongado de VMI
Fraqueza muscular
periférica e diafragmática
Falha no desmame
ventilatório
Comorbidades associadas
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VENTILAÇÃOVENTILAÇÃOVENTILAÇÃO
MECÂNICAMECÂNICAMECÂNICA 
PEDIÁTRICAPEDIÁTRICAPEDIÁTRICA
h d f h
@amoresumos
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
GARANTIR CONFORTO AO PACIENTE E SINCRONIA COM O
RESPIRADOR
VM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICA
86
CONCEITO
Movimento de gás para dentro e fora dos pulmões através de uma fonte externa conectada
diretamente ao paciente, fornecendo suporte à função pulmonar até que o paciente tenha condições
de respirar adequadamente sem auxíl io.
OBJETIVOS
PERMITIR OXIGENAÇÃO SANGUÍNEA ADEQUADA
FACILITAR A VENTILAÇÃO ALVEOLAR (REMOÇÃO DE CO2)
REDUZIR O TRABALHO DA RESPIRAÇÃO (ESFORÇO DA
MUSCULATURA RESPIRATÓRIA)
CONTROLAR A VENTILAÇÃO EM SITUAÇÕES ESPECÍFICAS COMO A
HIPERTENSÃO INTRACRANIANA E A HIPERTENSÃO PULMONAR E
NO PERIOPERATÓRIO DE ALGUMAS CARDIOPATIAS CONGÊNITAS.
MECÂNICA RESPIRATÓRIA
Composta pelos pulmões e caixa torácica;
PROPRIEDADES
Capacidade de estiramento dos
pulmões e da caixa torácica.
Pulmões com baixa complacência
são mais difíceis de expandir.
Representada por unidade de volume
produzido por unidade de variação
na pressão.
(C=ΔV/ΔP).
COMPLASCÊNCIA
Variação de pressão transpulmonar
necessária para produzir fluxo de
gás através das vias aéreas aos
pumões ( R = ΔP/ Fluxo). Reflete a
dificuldade da passagem de ar pelas
vias aéreas.
RESISTÊNCIA
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICA
87
CONSTANTE DE TEMPO
CONCEITOS
Volume de gás que entra e sai
dos pulmões a cada respiração.
VOLUME CORRENTE
 Tempo necessário para igualar as pressões entre as vias aéreas e alvéolos (
tempo necessário para atingir o equil íbrio do volume alveolar). Em recém-
nascidos a CT é de 0,15 segundos e, em adultos, 0,3 segundo. São necessárias 3-
5 CT durante a inspiração para insuflação pulmonar adequada (0,45 segundo em
recém-nascidos e, aproximadamente 1 segundo em adultos) e 3-5 na expiração
para evitar auto-PEEP ( pressão positiva expiratória final).
Volume de gás presente nos pulmões ao final
de cada expiração normal. Resulta do
equil íbrio entre as forças que mantêm o
alvéolo inflado e aquelas que favorecem o
colapso alveolar.
CAPACIDADE RESIDUAL FUNCIONAL (CRF)
Volume de gás nos pulmões a partir do qual
as unidades alveolares começam a colapsar.
 CRF > VF: Álveolos permanecem abertos; 
VF > CRF: Alvéolos colapsam.
VOLUME DE FECHAMENTO (VF)
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICA
88
INDICAÇÕES DA VM Fonte: Rotinas em Terapia Intensiva Pediátrica (Ana
Paula de Carvalho Panzeri Carlotti , Fabio Carmona)
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICA
89
MECANISMOS DE DISPARO
Modo controlado Disparo a tempo, independente do esforço do paciente.
Modos com ciclos
assistidos e
espontâneos
Disparo a pressão ou fluxo de acordo com o limiar
selecionado - sensibilidade ou trigger. Normalmente a
sensibilidade é configurada inicialmente em 2cmH2O ou
2L/segundo.
Disparo corresponde à mudança de fase expiratória para inspiratória.
MECANISMOS DE CICLAGEM
Ciclagem a tempo
A inspiração é encerrada após o tempo inspiratório
predeterminado.
-TI configurado de acordo com a idade, limite de
pressão ou volume. 
-Fluxo: 1-3L/kg;
-VC= TI x fluxo;
-Pinsp: TI x fluxo/C;
Ciclagem a volume
O ventilador muda da fase inspiratória para
expiratória após o fornecimento de VC
predeterminado, independente das pressões geradas.
-VC= 6-10mL/kg;
-Volume minuto = VC x f respiratória;
-Pinsp varia com C e R (Pinsp= VC/C);
-Peak flow = 3 x VM;
Refere-se ao modo como o ventilador encerra a inspiração e passa para a
fase expiratória do ciclo.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICA
90
Ciclagem a pressão
 A inspiração é concluída após pressão pré-
selecionada ter sido atingida.
-VC varia com C e R ( VC= Pinsp x C);
Ciclagem a fluxo
 O ventilador muda da inspiração para expiração após
o fluxo mínimo predeterminado ter sido atingido. A
PInsp e o VC são variáveis.
-Fluxo contínuo: Há fluxo de gás durante todo o
ciclo respiratório;
-Fluxo de demanda: O ventilador possui válvula de
demanda que controla o fluxo de gás, cuja abertura
é deflagrada pelo esforço inspiratório do paciente,
detectado pelo aparelho como alteração da pressão
ou de fluxo.
-Flow by: Há fluxo contínuo basal de gás pelo
circuito. O esforço inspiratório do paciente promove
queda do fluxo de base, detectada pelo aparelho,
que adiciona fluxo de gás de acordo com a demanda
ventilatória do paciente.
MODOS VENTILATÓRIOS
Modo controlado: Todas as variáveis da ventilação são fornecidas pelo
aparelho. Nesse modo, FR, fluxo, TI e pressão ou volume são
predeterminados e o paciente não interage com o ventilador.
Modo assistido: os ciclos são realizados após detecção de esforço
inspiratório do paciente. Nesse modo, a fR é controlada pelo paciente e
o aparelho auxilia na duração e no término da inspiração.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICA
91
Modo assistido-controlado (A/C): O paciente pode controlar a FR
quando o aparelho detectar seu esforço, quando isso não ocorre, o
aparelho controlará todo o ciclo. Atentar-se para o ajuste da
sensibilidade que, quando muito alta o ventilador pode autociclar; se
muito baixa, implica em grande esforço inspiratório do paciente;
Modo mandatório intermitente: As ventilações mandatórias (controladas)
são fornecidas em frequência predeterminada e, no intervalo entre elas, o
paciente pode respirar espontaneamente. Ocasionalmente, a respiração
espontânea do paciente pode coincidir com a ventilação mandatória, o que
pode causar assincronia paciente-ventilador e aumento da pressão
inspiratória de pico.
Modo mandatório intermitente sincronizado: As ventilações mandatórias
são todas predeterminadas e ocorrem simultaneamente ao esforço do
paciente e, entre as mandatórias, o paciente pode respirar
espontaneamente.
Modo espontâneo (pressão de suporte): O aparelho libera um fluxo para
atingir uma pressão predeterminada. O paciente controla a FR, o TI e o VC.
É um modo disparado e ciclado pelo paciente; o ventilador assiste à
ventilação pela manutenção de pressão positiva predeterminada durante a
inspiração ate que o fluxo inspiratório do paciente diminua a um nível
critico ( 25% do pico de fluxo inspiratório). Assim, o VC depende do
esforço inspiratório, da pressão de suporte preestabelecida e da mecânica
do sistema respiratório. Exige programação de ventilação de reserva (
frequência de backup).
Modo volume controlado com pressão regulada (PRVC): É um modo
controlado em que o VC é preestabelecido; a pressão atingida para
fornecer o VC varia e é controlada por microprocessador, que calcula a
mínima pressão necessária para o fornecimento do VC predeterminado.
Proporciona VM e VC constantes com controle da pressão, alem de reduzir
automaticamente o limite de pressão quando há melhora da mecânica
respiratória. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Vantagens Desvantagens
Fornece VC predeterminado com
fluxo constante ( onda quadrada de
fluxo) durante Tinsp predefinido, em
determinada FR. Pinsp varia com C e
R.
Garante a manutenção do Vm,indicada em patologia pulmonar
instável com alterações frequentes
de C e R.
VC varia se houver vazamento de ar.
Maiores picos de PI (aumento de
risco de barotrauma).
Onda de fluxo constante em pulmões
de baixa C pode não atender às
demandas do paciente e gerar
assíncrona com o ventilador.
Vantagens Desvantagens
Respiratação limitada à pressão é fornecida em TI e FR
pré-selecionados. VC variável, depende do limite de
pressão, C e R.
Pico de PI usualmente menor em comparação a volume-
controlado para o mesmo VC obtido (menor risco de
barotrauma)
Onda de fluxo em desaceleração abre alvéolos colapsos,
promove pressão de platô e melhora a distribuição da
relação ventilação-perfusão.
Compensa vazamento de ar pela manutenção de pressão
nas vias aéreas durante a fase inspiratória.
Não garante o
Vm.
VM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICA
92
VENTILAÇÃO VOLUME-
CONTROLADO
VENTILAÇÃO PRESSÃO-
CONTROLADA
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICA
93
PARÂMETROS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA
6-10mL/kg 
(máximo 12mL/kg)
VOLUME CORRENTE
Recém-nascidos 25-30/min; 
Lactentes 20-25/min; 
Pré escolares e escolares: 15-
20/min; 
Adolescentes 12-15/min;
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
Recém nascidos 0,4-0,5 segundo;
Lactentes 0,5-0,6 segundo; 
Pré escolares e escolares 0,7-0,8
segundo; 
Adolescentes 0,9-1,3 segundo.
TEMPO INSPIRATÓRIO
Inspiração/ Expiração:
1/2
RELAÇÃO I/E
A pressão -2cmH2O; 
A fluxo 2L/s.
SENSIBILIDADE (TRIGGER)
5cmH2O
PEEP ideal para permitir
PaO2 ≥ 60mmHg e saturação
de O2 ≥ 90% com FiO2 ≤
50%, com efeitos
hemodinâmicos mínimos
PEEP
15cmH2O
Ajustada para VC exalado
6-8mL/kg ( l imite máximo
30-35 cmH2O).
PRESSÃO INSPIRATÓRIA
PRESSÃO DE PLATÔ
Manter ≤ 30 cm H2O.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
SDRA, Edema agudo de pulmão, doença da membrana hial ina.
Diminuição da CRF, com VF acima da CRF e presença de atelectasias difusas.
Oxigenação inadequada em decorrência do desequil íbrio ventilação-
perfusão e shunt intrapulmonar.
Usar PEEP suficiente para impedir o colapso de alvéolos instáveis e reduzir
a formação de atelectasias. Em geral, a PEEP ideal é aquela que permite
uma PAO2 ≥ 60mmHg com FiO2 ≤ 50%.
VC baixo, em geral 5-8mL/kg.
Limitar pico de PI em 35cmH2O.
VM DE ACORDO COM PATOLOGIAS
FALÊNCIA DA BOMBA VENTILATÓRIA 
Doenças neuromusculares que provocam fraqueza da musculatura
respiratória 
VC e FR ajustados para Vm normal e normocapnia. Em pacientes com
hipoventilação crônica, hipercapnia é aceitável desde que o pH > 7,20.
Evitar atrofia do desuso: Permitir respiração espontânea (usar pressão
de suporte).
Evitar bloqueio neuromuscular.
Ajuste da sensibil idade para evitar fadiga.
FiO2 mínima ( 35 cm H2O.
ALTA RESISTÊNCIA DE VIAS AÉREAS
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICAVM PEDIÁTRICA
96
Os objetivos são prevenir e al iviar o colapso pulmonar causado pelo edema
pulmonar e diminuir as necessidades de oxigênio do coração, diminuindo o
trabalho da respiração.
Uso de PEEP (5cmH2O) para alivio de atelectasias.
Evitar hiperinsuflação, que causa aumento da resistência vascular
pulmonar (RVP) e da pós-carga do ventrículo direito.
Usar sedação, analgesia e bloqueio neuromuscular s/n.
Como regra: Quanto maior o suporte inotrópico necessário, maior o suporte
ventilatório fornecido.
INSUFICIENCIA CARDÍACA
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Ventilação mecânica: princípios, análise gráfica e modalidades ventilatórias J. bras.
pneumol. vol.33 suppl.2 São Paulo July 2007. 
Lesão pulmonar induzida pelo ventilador Ventilator-induced lung injury Mauro R.
Tucci1,2, Marcelo A. Beraldo1 , Eduardo L. V. Costa1,3,4 Diretrizes Brasileiras de VM,
2013 
Concepts and monitoring of pulmonary mechanic in patients under ventilatory support 
in intensive care unit/ Eduardo Antonio Faustino.
Gattinoni et al. Ventilation in the prone posicion: For some but not for all? CMAJ April
22, 2008; 178(9):1174-76. 
LÓPEZ, Mario; LAURENTYS-MEDEIROS, José de. Semiologia médica: as 
bases do diagnóstico clínico . 5. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2004. 1233 p. 
PORTO, Celmo Celeno. Exame clínico: bases para a prática médica. 5. ed. 
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004 
CARVALHO, Carlos Roberto Ribeiro de; TOUFEN JUNIOR, Carlos; FRANCA, Suelene Aires.
Ventilação mecânica: princípios, análise gráfica e modalidades ventilatórias. Jornal
brasileiro de pneumologia, v. 33, p. 54-70, 2007.
TANIGUCHI, Luiza N. T. MIURA, Mieko C. RIBEIRO, Cinthia M. REGENGA, Marisa M. Guia
prático de ventilação mecânica para profissionais da área da saúde. -1. ed. - Rio de
Janeiro: Atheneu, 2019. 
CARVALHO, Carlos R. R. [et al.]. ORIENTAÇÕES SOBRE SUPORTE VENTILATÓRIO
INVASIVO NA COVID-19. Ministério da saúde, 2021. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt- br/coronavirus/publicacoes-
tecnicas/recomendacoes/vm_covid19_12-03-1.pdf. Acesso em: 9 mar. 2023. 
Referências
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com7.4 Manobras de Resgate na Hipoxemia Refratária…………………………………........……………58
7.5 Uso da ECMO…….…..…………………………………………..…………….....................................……58
7.5.1 Critérios Obrigatórios............……………………………………………………………………......….…58
7.5.2 Critérios Complementares e de Exclusão……………………………………....……………………59
7.6 Retirada da VM……………………………………...............................................................…………60
8. Gasometria Arterial.......................................…………...……..……………..……...........….62
8.1 Valores Normais para Gasometria Arterial...........................................……………...………62
8.2 Acidose.....................................……………………….…………………………………..…...............……64
8.2.1 Acidose Respiratória………..………………………….…………………......................………………..64
8.2.2 Acidose Metabólica……………………………………………………….......................................…..65
8.3 Alcalose.................................................................................................................................65
8.3.1 Alcalose Respiratória.......................................................................................................65
8.3.4 Alcalose Metabólica.........................................................................................................66
9. Assincronias Ventilatórias.........................................................................................68
9.1 Disparo Ineficaz..................................................................................................................70
9.2 Autodisparo........................................................................................................................70
9.3 Duplo Disparo.....................................................................................................................73
9.4 Fluxo Inspiratório Insuficiente..........................................................................................74
9.5 Ciclagem Prematura..........................................................................................................75
9.6 Ciclagem Tardia.................................................................................................................76
9.7 Quadro Resumo................................................................................................................77
10. Lesões Induzidas pela VM.......................................................................................79
10.1 Fatores que Ocasionam Lesão......................................................................................79
10.2 Barotrauma e Volutrauma.............................................................................................80
10.3 Atelectrauma e Biotrauma.............................................................................................81
10.4 Pneumonia associada à VM...........................................................................................82
10.5 Toxicidade do Oxigênio..................................................................................................83
10.6 Complicações Cardiovasculares e Neurológicas.........................................................84
10.7 Complicações Musculo-Esqueléticas............................................................................85
11. VM Pediátrica...........................................................................................................86
11.1 Conceitos Principais.......................................................................................................87
11.2 Parâmetros de VM Pediátricos......................................................................................93
11.3 VM de Acordo com Patologias......................................................................................94
Sumário
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Olá, tudo bem?
Gostaríamos de te agradecer por adquirir um material do
amoresumos. O nosso material é feito com amor para te ajudar a
alcançar o seus objetivos nos estudos. Esperamos que você goste e
que se sinta bem ao estudar.
Este conteúdo destina-se exclusivamente a exibição privada. É
proibida toda forma de reprodução, distribuição ou comercialização
do conteúdo. Qualquer meio de compartilhamento, seja por google
drive, torrent, mega, whatsapp, redes sociais ou quaisquer outros
meios se classificam como ato de pirataria, conforme o art. 184 do
Código Penal.
Caso haja pirataria do material, o cliente registrado no produto
estará sujeito a responder criminalmente, conforme o artigo 184 do
Código Penal com pena de 3 meses a 4 anos de reclusão ou multa de
até 10x o valor do produto adquirido (segundo o artigo 102 da Lei nº
9.610).
Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem e que está
buscando se capacitar através dos estudos e que jamais faria uma
coisa dessa não é? A equipe agradece a compreensão e deseja a
você um ótimo estudo.
@amoresumos
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
@amoresumos
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
À VMÀ VMÀ VM
h d f h
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
01
MECÂNICA PULMONAR
A monitorização da mecânica
respiratória equivale ao estudo e à
análise das forças que agem sobre o
sistema respiratório. 
INSPIRAÇÃO
 Promove a entrada de ar nos
pulmões, dá-se pela contração
da musculatura do diafragma e
dos músculos intercostais. O
diafragma abaixa e as costelas
elevam-se, promovendo o
aumento da caixa torácica, com
consequente redução da pressão
interna (em relação à externa),
forçando o ar a entrar nos
pulmões. 
FONTE: Silverthorn -Fisiologia Humana - Uma Abordagem Integrada 5º Edição (2010). 
 
EXPIRAÇÃO
Promove a saída de ar dos
pulmões, dá-se pelo
relaxamento da musculatura
do diafragma e dos músculos
intercostais. O diafragma
eleva-se e as costelas abaixam,
o que diminui o volume da
caixa torácica, com
consequente aumento da
pressão interna, forçando o ar
a sair dos pulmões 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
02
PRESSÃO E VOLUME
A respiração é um exemplo onde a Lei de Boyle se aplica. Considerando temperatura constante, a
pressão e o volume são inversamente proporcionais. O corpo humano é considerado um meio
isotérmico, ou seja, ao expandir o pulmão na inspiração, a pressão intrapulmonar se negativa e o
volume aumenta. Já na expiração o volume pulmonar diminui e a pressão intrapulmonar aumenta.
FONTE: Silverthorn -Fisiologia Humana - Uma Abordagem Integrada 5º Edição (2010). 
 
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
Grau de variação do volume
pulmonar para uma dada
alteração da pressão.
Capacidade do pulmão de
DISTENSÃO.
COMPLASCÊNCIA
Definida como o grau de
dificuldade que o de ar tem
para se movimentar através da
árvore traqueobrônquica 
RESISTÊNCIA
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Circulação Pulmonar
03
ZONAS RESPIRATÓRIAS DE WEST
A circulação pulmonar é um circuito de baixa resistência e de alta
capacidade, funcionalmente posicionado entre os dois lados do
coração, e influenciado pelas alterações das pressões pleural e de
vias aéreas, bem como pela performance dos dois ventrículos. 
O leito capilar ou o sistema de trocas é a parte funcional da circulação pulmonar. Sabe- se
que o fluxo sangüíneo através dos pulmões não é uniforme. De acordo com o conceito de
West, a circulação pulmonar está dividida em três zonas funcionais, por influência das
pressões que interferem no fluxo sanguíneo pulmonar (FSP): A pressão alveolar, A pressão
arterial pulmonar e a venosa pulmonar.
Dessa forma, o FSP vai
aumentando à medida que se
afasta dos ápices pulmonares. 
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
Zonas de West
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
04
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
CONCEITO:
VM
Ventilação mecânica ou suporte ventilatório consiste em ummétodo de suporte para o
tratamento de pacientes com Insuficiência respiratória aguda (IRpa) ou crônica agudizada. 
IRpa consiste na incapacidade
de se manter um estado
eficiente de trocas gasosas
entre o organismo e a
atmosfera.
Manutenção das trocas gasosas;
Correção da hipoxemia e da acidose
respiratória associada à hipercapnia;
Aliviar o trabalho da musculatura
respiratória que, em situações agudas de
alta demanda metabólica, está elevado;
Reverter ou evitar a fadiga da
musculatura respiratória; 
Diminuir o consumo de oxigênio, dessa
forma reduzindo o desconforto
respiratório;
Permitir a aplicação de terapêuticas
específicas;
OBJETIVOS
Reanimação após PCR. 
Hipoventilação e apnéia;
 IRpa;
 Falência mecânica do aparelho
respiratório;
Prevenção de complicações respiratórias;
 Redução do trabalho respiratório e
fadiga muscular;
INDICAÇÕES
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
05
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
FONTE: Silverthorn -Fisiologia Humana - Uma Abordagem Integrada 5º Edição (2010). 
 
FASES DO CICLO VENTILATÓRIO
1- FASE INSPIRATÓRIA
Válvula inspiratória aberta;
Corresponde à fase do ciclo em que o
ventilador realiza a insuflação pulmonar,
conforme as propriedades elásticas e
resistivas do sistema respiratório;
2- CICLAGEM
Transição entre a fase inspiratória e a
fase expiratória; 
 Mudança de fase: (ciclagem: tempo,
fluxo, volume ou pressão);
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
CICLAGEM DOS VENTILADORES DE PRESSÃO POSITIVA 
06
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
3- FASE EXPIRATÓRIA
Momento seguinte ao fechamento da
válvula inspiratória e abertura da válvula
expiratória, permitindo que a pressão do
sistema respiratório equil ibre-se com a
pressão expiratória final determinada no
ventilador;
4- DISPARO
Mudança da fase expiratória para a
fase inspiratória;
 Fase em que termina a expiração e
ocorre o disparo (abertura da válvula
inspiratória) do ventilador, iniciando
nova fase inspiratória;
São classificados em quatro
modalidades de acordo com o
término da inspiração. 
A inspiração termina após um
tempo inspiratório predeterminado.
A quantidade de gás ofertada e a
pressão das vias aéreas vão variar,
a cada respiração, dependendo das
modificações da mecânica
pulmonar. 
CICLADOS A TEMPO
A inspiração cessa quando é
alcançada a pressão máxima
predeterminada. Os volumes
oferecidos variarão de acordo com
as mudanças da mecânica
pulmonar. 
CICLADOS A PRESSÃO
A inspiração termina quando determinado
fluxo é alcançado. A ventilação por pressão
de suporte é um exemplo. Neste caso, uma
pressão predeterminada em via aérea é
aplicada ao paciente, o respirador cicla
assim que o fluxo inspiratório diminui e
alcança um percentual predeterminado de
seu valor de pico (normalmente 25%). 
CICLADOS A FLUXO
A inspiração termina após se
completar um volume corrente
predeterminado. 
CICLADOS A VOLUME
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROS NORMAL CONSIDERAR VM
Frequência Respiratória 12 - 20 > 35
Volume Corrente
(mL/kg) 5 - 8 10
Pressão inspiratória
máxima (cmH2O) 80 - 120 > - 25
Pressão expiratória 
máxima (cm H2O) 80 - 100 60
PaCO2 (mmHg) 35 -45 > 50
PaO2 (mmHg)
(FiO2 = 0,21) > 75 350
PaO2/FiO2 > 300 45 mmHg, estando ou não
relacionada a uma hipoxemia. Esse
tipo de insuficiência respiratória
acontece pela incapacidade de
manter a ventilação alveolar em
níveis eficientes para el iminar o
CO, onde se encaminha aos
pulmões, visto que o volume-
minuto alveolar (VE) é definido por:
 
VE fx (VC-Vd)
 f: Frequência respiratória; 
VC: Volume corrente; 
Vd: Espaço morto. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
10
IRpAIRpAIRpA
VE é o volume total que irá penetrar nas áreas
de trocas gasosas por minuto, sendo
precisamente proporcional ao aumento de VC,
enquanto o aumento do Vd proporciona a sua
diminuição, ocorrendo o mesmo em situação
inversa: Caso haja diminuição da f e/ou VC,
diminuirá o VE e, por consequência, aumentará a
retenção de PaCO. 
RELAÇÃO
HIPOVENTILAÇÃO ALVEOLAR NA UTI
DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA MOVIDA POR DROGAS 
PRESENÇA DE FRAQUEZA NEUROMUSCULAR. 
A MEDIDA DA PRESSÃO INSPIRATÓRIA MÁXIMA (PIMÁY) É O MÉTODO PADRÃO PARA
ANALISAR A FORÇA DA MUSCULATURA RESPIRATÓRIA, PODENDO SER AFERIDA QUANDO HÁ
ESFORÇO INSPIRATÓRIO MÁXIMO CONTRA A VÁLVULA FECHADA. 
Causas de insuficiência respiratória.
Relação V/Q - relação ventilação-
perfusão.
 AVC: acidente vascular cerebral; 
EAP: edema agudo de pulmão; 
TEP: tromboembolismo pulmonar.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
11
IRpAIRpAIRpA
DIAGNÓSTICO
Tanto os tipos I e I I de IRPA procedem em manifestações clínicas que alertam para o
diagnóstico, onde necessita de medida objetiva, como a oximetria de pulso de O2,
(SPO), e a gasometria arterial para se ter uma confirmação, classificação, avaliação
da gravidade e escolha da terapêutica mais adequada. O quadro clínico da IRPA vai
depender da doença de base e dos seus fatores determinantes 
TIPOS DE IRPA
Características Déficit de oxigenação e troca
gasosa: Hipoxemia refratária
Déficit de ventilação: Spo
normal ou diminuída
Gasometria PaO2 baixo; PaCO normal ou
diminuído; Ph 7,45
PaO2 baixo; PaCO aumentado; Ph
7,35
SNC Agitação, confusão, convulsões /
coma
Sonolência, apreensão, torpor /
coma
Sistema
respiratório
Taquipneia (f>25 irpm);
Hiperventilação;
Dispneia;
Uso de musculatura acessória;
Taquipneia ou bradipneia;
(fhipotensão;
Hipoxemia grave: bradicardia,
sinais de baixo débito cardíaco;
Sinais de vasoconstrição e
vasodilatação
RX de tórax Atelectasia / condensação,
infiltrado / congestão difusa
Parênquima normal;
Alteração de caixa torácica;
HIPOXÊMICA ( TIPO 1 ) HIPERCÁPNICA ( TIPO 2 )
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
12
IRpAIRpAIRpA
TRATAMENTO
O tratamento de pacientes com IRPA tem como objetivo, o alívio do
desconforto respiratório determinação os sinais e sintomas associados à
hipoxemia e/ou hipercapnia, reversão da acidose respiratória e da hipoxemia,
bem como de uma oferta de oxigênio adequada aos tecidos do organismo. 
OXIGENOTERAPIA
Geralmente é possível reverter rapidamente a hipoxemia com o
uso de O2, suplementar, mantendo uma PaO acima de 60mmHg,
com a menor fração inspirada de oxigênio (FiO) possível para
uma Spo acima de 90%. Deve-se evitar o uso prolongado de
altas FiO, (acima de 0,6) que, além de seus efeitos tóxicos pela
formação de espécies reativas de Oxigênio e causar as
atelectasias de reabsorção, resultam em piora da relação
ventilação-perfusão (V/Q). 
TIPOS DE SISTEMAS OFERTADOS
PELA OXIGENOTERAPIA
Sistema de Baixo Fluxo
Fornece oxigênio suplementar diretamente
às vias aéreas com fluxos de até 6 L/min.
Como o fluxo inspiratório de um adulto é
superior a esse valor, o oxigênio fornecido
pelo dispositivo de baixo fluxo será diluído
com o ar, resultando em uma FiO, baixa e
variável (cânula nasal/cateter nasal). 
É um tipo de VNI (Não-invasiva).
Fonte: Enfermagem ilustrada.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
13
IRpAIRpAIRpA
TIPOS DE SISTEMAS OFERTADOS
PELA OXIGENOTERAPIA
Sistema de Alto Fluxo
Proporciona determinada
concentração de oxigênio,
favorecendo o ajuste mais preciso
da FiO, sendo o fluxo e o
reservatório suficientes para
atender a demanda de ventilação do
paciente (máscara de Venturi);
É um tipo de VNI (Não-invasiva);
Fonte: Enfermagem ilustrada.
Câmara Nasal de Alto
Fluxo (CNAF) de oxigênio
Esse mecanismo permite a distribuição de alto
fluxo de oxigênio aquecido e umidificado para as
cânulas nasais, permitindo o ajuste tanto do
fluxo em litros por minuto (L/m), como do
percentual da FiO. 
Favorece conforto com a diminuição do trabalho
respiratório pelo alto fluxo laminar de oxigênio,
também permitindo um efeito de pressão positiva
nas vias aéreas. Outro benefício seria a
diminuição de CO, pelo alto fluxo laminar nas
vias aéreas superiores, favorecendo a diminuição
do espaço morto. 
CUIDADOS PARA REVERSÃO DA HIPERCAPNIA
Para melhorar a insuficiência respiratória ventilatória é necessário otimizar a capacidade
neuromuscular e diminuir a carga ventilatória com o trabalho de uma equipe
multidiscipl inar envolvida nos cuidados em relação à hipercapnia. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Critério Leve Moderada Grave
Tempo de início
Hipoxemia
(PaO/FiO2)
201-300 com
PEEP/ CPPA > 5
101-200 COM
PEEP ≥ 5
 ≤ 100 com
PEEP ≥ 5
Origem do edema
Anormalidades
radiológicas Opacidades bilaterais Opacidades
bilaterais Opacidades bilaterais
Aparecimento súbito dentro de 1 semana após exposição a fator
de risco ou aparecimento/piora de sintomas respiratórios
Insuficiência respiratória não claramente explicada por
insuficiência cardíaca ou sobrecarga volêmica
14
IRpAIRpAIRpA
CLASSIFICAÇÃO DA SÍNDROME DO
DESCONFORTO RESPIRATÓRIO AGUDO
CUIDADOS
Repouso temporário da musculatura
respiratória fadigada: suporte
ventilatório adequado que aumente a
ventilação alveolar com o uso de
ventilação mecânica (invasiva ou não
invasiva). 
Nutrição adequada visando à correção de
desnutrição prévia e à prevenção de
aparecimento de hiperalimentação (com
aumento da produção de CO,);
Treinamento fisioterápico da
musculatura inspiratória na presença
de fraqueza muscular (Pi 35);
PAC GRAVE Necessita de maiores
evidências
IRPA hipoxêmica, especialmente em
portadores de DPOC;
Pós-extubação
Diminui tempo de VM;
Reduz mortalidade e taxa de PAV. Uso
imediato pós-extubação em
pacientes de risco de Re-IOT.
17
INDICAÇÕES DA VNI
VNIVNIVNI
Grau de evidência: + + + + alta; + + + moderado; + + baixa; + muito baixa. DPOC: Doença
pulmonar obstrutiva crônica; VMI: Ventilação mecânica invasiva; EAP: Edema agudo pulmonar
cardiogênico; IPAP: Pressão positiva inspiratória nas vias aéreas; EPAP: Pressão positiva
expiratória nas vias aéreas; SARA: Síndrome do desconforto respiratório agudo; SAPS II:
Simplified Acute Physiology Score; PAC: Pneumonia associada à comunidade; PAV: Pneumonia
associada à ventilação mecânica.
Fonte: Adaptada do Comitê de Ventilação Mecânica. Diretriz Brasileira de Ventilação Mecânica 2013. Bram
Rochewerg et al. ERS/ATS evidence-based recommendations for the use of noninvasive ventilation in acute
respiratory failure 2017. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
18
VNIVNIVNI
Na ausência de contraindicações, os pacientes que não conseguem manter ventilação espontânea
(volume-minuto > 4L/m, PaCO, 7,25) deve-ser dar início a uso de VNI com dois
níveis de pressão. A pressão inspiratória suficientepara manter um processo de ventilação
apropriado, pretendendo impedir o avanço para o cansaço muscular e/ou parada respiratória. 
São considerados pacientes em risco de falha
de extubação e que poderão se beneficiar do
uso de VNI após extubação (uso profilático): 
Hipercapnia;
Insuficiência cardíaca congestiva.
 Tosse ineficaz ou secreção retida em vias aéreas.
 Mais do que um fracasso no teste de respiração espontânea.
Morbidades, como DPOC e enfisema.
 Obstrução das vias aéreas superiores.
 Idade > 65 anos. 
CONTRAINDICAÇÕES
ABSOLUTAS
Parada cardíaca ou respiratória;
Necessidade de intubação de
emergência;
RELATIVAS
Rebaixamento de nível de consciência
(exceto acidose hipercápnica em DPOC)
 Falências orgânicas não respiratórias
(encefalopatia, arritmias malignas ou
hemorragias digestivas graves com
instabil idade hemodinâmica) 
Cirurgia facial ou neurológica
 Trauma ou deformidade facial
 Alto risco de aspiração
 Obstrução das vias aéreas superiores
Anastomose de esôfago recente
(evitar pressurização acima de 20
cmH2O);
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
19
VNIVNIVNI
MODOS DE VNI
A VNI tem modalidades a serem ajustados de acordo com a necessidade e o conforto do
paciente. Esses modos básicos para sua util ização são conhecidos como CPAP (Continuous
Positive Airway Pressure) e Binível/BIPAP. 
VNI
É necessário alguns cuidados aplicados durante o uso da VNI: Esclarecer o que será feito
ao paciente e a sua necessidade para a devida recuperação clínica.
 Posicionar o paciente em decúbito elevado. 
VANTAGENS
Preservação das vias aéreas;
Suporte ventilatório precoce;
Possibil idade do paciente
alimentar-se e comunicar-se;
Facil idade de aplicação e remoção;
Prevenção de complicações da IOT
e risco de PAV;
Menor necessidade de sedação;
Suporte ventilatório de uso
domicil iar;
DESVANTAGENS
Desconforto pelo uso da máscara;
Necessidade de ajustes: escape de ar
pela máscara, tempo maior de manejo
pela equipe assistencial;
Possibil idade de lesão de pele por
úlceras de pressão;
Sem proteção das vias aéreas;
Sem acesso direto à árvore brônquica
para aspiração de secreção;
Hipoxemia transitória durante a
instalação e remoção da máscara;
Pode prorrogar a decisão de intubação
e ventilação adequada;
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
MODOS DESCRIÇÃO INDICAÇÃO
CPAP
Pressão constante nas vias
aéreas;
Ventilação espontânea;
EAP Cardiogênico;
PO de cirurgia abdominal;
AOS leve/moderada;
Binível/ BIPAP
Dois níveis de pressão:
IPAP ou PSV;
EPAP ou PEEP;
Hipercapnias agudas;
Descanso da musculatura
respiratória;
EAP Cardiogênico;
Infecções de imunossuprimidos;
MODOS DE VNI
20
AOS: apneia obstrutiva do sono; EAP: edema agudo pulmonar; EPAP: pressão positiva
expiratória nas vias aéreas; IPAP: pressão positiva inspiratória nas vias aéreas; PEEP: pressão
positiva expiratória final; PO: pós-operatório; PSV: ventilação com pressão de suporte. 
Selecionar o aparelho e a interface adequada para conforto e
adequação de menor escape de ar.
VNIVNIVNI
INICIANDO A VNI
Iniciar a terapia com parâmetros mais baixos para melhor ajuste
ao paciente.
Localizar a máscara ao rosto e, se necessário, segurá-lo
inicialmente contra o rosto para o paciente se adaptar e se sentir
seguro antes de fixá-lo na touca.
Aumentar os parâmetros de acordo com tolerância do paciente e
até atingir VC de 4-8mL/kg de peso ideal. O valor da PEEP/EPAP
entre 5 e 10 cmH2O, de acordo com a necessidade de correção da
hipoxemia.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
21
Ajustar os tempos de rampa de fluxo e de ciclagem para
expiração é essencial para melhor sincronismo paciente-
ventilador.
VNIVNIVNI
Ajustar aporte do O, para SpO, de 95% a 97%; exceto para DPOC
e retentores de CO, ajustar para SpO, entre 92%-95%. 
Ajustar a máscara com fixadores cefálicos, com o cuidado de
evitar pontos de pressão sobre a pele para evitar lesões; 
Ajustar os alarmes e orientar o paciente caso haja necessidade
de usar placas de gel sob os pontos de maior pressão. 
Monitorização constante da hemodinâmica, SpO, nível de
consciência, remoção para socorro imediato. Solicitar gasometria
arterial e reavaliar eficácia nos primeiros 30 a 120 minutos.
MODALIDADES
O CPAP, além de funcionar como
ventilador portátil e
microprocessados, também pode ser
usado por meio de geradores de
fluxo. Esse recurso é de fácil
aplicabil idade e para tal são
necessários uma rede de oxigênio,
um circuito, um filtro umidificador,
uma válvula de PEEP, um fixador
cefálico e uma máscara . 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Modalidades Características
VNI assistido-controlada
(A/C)
Oscila entre momentos de controle do aparente e
espontâneo da paciente. Se o paciente for incapaz de
iniciar um ciclo respiratório em um tempo
predeterminado, o aparelho inicia a oferta de pressão
inspiratória. Definir: PS; PEEP; Ti; I: E e f.
VNI com pressão de suporte
(PSV)
Ventilação espontânea iniciada pelo paciente. Definir:
PS, PEEP, ciclagem a fluxo e interrupção da ciclagem
(fluxo inspiratório, diminui até um percentual
predeterminado do fluxo máximo).
VNI em pressão assistida 
proporcional
O ventilador administra uma pressão a um volume de
ar proporcional ao esforço realizado pelo paciente, de
acordo com suas necessidades metabólicas.
22
VNIVNIVNI
MODALIDADES DE BIPAP
f: frequência respiratória; I:E: relação inspiração/expiração; PS: pressão de suporte; PSV:
Ventilação com pressão de suporte; Ti: tempo inspiratório; VNI: ventilação não invasiva. 
FUGA
É aceitável uma fuga de ar de até 24 L/min ao utilizar a VNI. No entanto, os
ventiladores podem compensar valores acima até um limite máximo, o que varia de
aparelho para aparelho. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VARIÁVEIS DO BIPAP
23
PACIENTE
Acentuada projeção
maxilar; Desvios nasais;
Abertura bocal;
Obstrução da via aérea
superior;
VNIVNIVNI
INTERFACE
Tipo e tamanho
inadequado; Má
adaptação; Fixadores
cefálicos mal ajustados;
CIRCUITO VENTILADOR
Desconexão acidental;
Pressões elevados;
COMPLICAÇÕES / EFEITOS ADVERSOS
Ressecamento e/ou congestão naso/oral. Lesões
cutâneas e de córnea.
 Distensão gástrica.
 Broncoaspiração. 
Cefaleia
 Pouca tolerância a terapia 
Barotraumas/ pneumotórax;
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
INTERFACE VANTAGENS DESVANTAGENS
Nasal
Menor risco de aspiração;
Facilita a expectoração;
Menor claustrofobia;
Permite a fala;
Menor espaço morto;
Vazamento oral;
Menor tolerância em casos de IRPS;
Irritação nasal;
Lesão de pele na região de septonasal;
Limitação de uso em pacientes com
obstrução nasal;
Ressecamento oral;
Orofacial
Menor escape de ar;
Mais apropriada para IRPA
por permitir maiores fluxos
e pressões
Maior chance de úlcera de pressão
nasal ou região maxilar;
Maior claustrofobia;
Dificulta a fala;
Risco de broncoaspiração;
Total-face/
Full face
Maior conforto para uso
prolongado;
Melhor tolerância para uso
mais contínuo em IRPA;
Mínimo vazamento;
Risco de broncoaspiração;
Risco de lesão cutânea facial e em
couro cabeludo, se em uso prolongado;
Maior clasutrofobia;
Capacete
Mais confortável para uso
prolongado;
Não oferece risco de lesão
cutânea facial;
Risco maior de reinalação de CO2.
Favorece assincronia entre paciente e
ventilador.
Risco de asfixia com mau
funcionamento do ventilador;
Não pode ser associada a
aerossolterpaia;
Alto ruído interno e maior sensação de
pressão no ouvido;
Necessidade de pressões mais altas
para compensação do espaço morto;
Pode haver lesão cutânea nas axilas;
24
VNIVNIVNI
MODALIDADES DE BIPAP
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
MODALIDADESMODALIDADESMODALIDADES 
DE VMIDE VMIDE VMI 
h d f h
@amoresumos
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
MODALIDADES DE VMIMODALIDADESDE VMIMODALIDADES DE VMI
25
VM INVASIVA
A ventilação mecânica invasiva (VMI) é um mecanismo de suporte ventilatório feito através de um
ventilador mecânico, util izando como interface um tubo orotraqueal ou traqueostomia para
tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada, assim como
durante efeito de sedação em procedimentos cirúrgicos. 
OBJETIVOS
Manter a normalidade das trocas gasosas, corrigindo hipoxemia
e acidose respiratória. 
Amenizar o trabalho da musculatura respiratória, evitando ou
revertendo sua fadiga e, dessa forma, diminuindo o consumo de
oxigênio. 
INDICAÇÕES
Parada cardiorrespiratória;
Insuficiência respiratória aguda ou crônica secundária à oxigenação
inadequada (insuficiência respiratória tipo I) , ventilação alveolar insuficiente
(insuficiência respiratória tipo I I) ou ambas;
Persistência respiratório progressivo com fadiga muscular ou falência mecânica
do aparelho respiratório;
FiO: fração inspirada de oxigênio;
PaO,: pressão parcial arterial de
oxigênio; PaCO,: pressão parcial
arterial de dióxido de carbono;
P(A-a)O,: diferença de pressão
arterio-alveolar de oxigênio; VMI:
ventilação mecânica invasiva. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
MODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMI
26
CICLO RESPIRATÓRIO NO VENTILADOR MECÂNICO
CICLAGEM DO VENTILADOR MECÂNICO
Existe quatro formas de finalizar o ciclo inspiratório durante a
ventilação mecânica: c iclagem a pressão (apenas possível no
ventilador Bird Mark 7, pouco util izado), ciclagem a tempo,
ciclagem a volume e ciclagem a fluxo. 
Fonte: Carvalho, 2007.
Tabela: Disparo do ventilador por pressão e fluxo
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
MODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMI
27
A modalidade a volume possibil ita ajuste de tempo de pausa
inspiratória, dessa forma, quantos segundos se pretende que o paciente
após a inspiração fique sem deslocamento de fluxo e que o volume
inspirado seja mantido dentro do pulmão. Se houver pausa inspiratória,
a ciclagem acontece quando o tempo inspiratório, que atinge a
inspiração e a pausa, for atingido 
Fonte: Carvalho, 2007.
Tabela: Disparo do ventilador por pressão e fluxo
DISPARO DO VENTILADOR MECÂNICO
Existe três maneiras em que o ciclo inspiratório pode ser iniciado na
ventilação mecânica: a tempo, a pressão e a fluxo. 
O disparo a tempo é realizado somente pelo ventilador sem esforço do
paciente. 
Para seu ajuste, escolhemos uma frequência respiratória/minuto que
fornece uma janela de tempo para cada ciclo (p. ex.: 12 respirações por
minuto resultam em ciclos a cada 5 segundos). 
As demais necessitam do esforço do paciente em gerar uma pressão
negativa ou deslocar um fluxo no circuito do ventilador, chamado de
limiar de sensibil idade.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Tipos de Ciclagem Critérios para ciclagem Modalidades ventilatórias
Tempo Atingir tempo inspiratório
Controlado e assistido controlando a
pressão e o volume com pausa
respiratória.
Volume Atingir volume corrente Controlado e assistido controlado a
volume sem pausa inspiratória.
Fluxo Atingir taxa de pico de fluxo Pressão de suporte.
MODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMI
28
TIPOS DE CICLAGEM
Ajuste de porcentagem de ciclagem em pressão de suporte. No exemplo, paciente apresenta ajuste
de ciclagem em 50% do pico com um volume corrente menor do que a ciclagem em 25% do pico,
com um tempo inspiratório mais longo e, dessa forma, um volume corrente maior. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
MODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMI
29
Gráfico mostrando o disparo a tempo. Há uma janela de tempo para cada ciclo a partir da
frequência respiratória ajustada. 
Diferença entre os disparos a fluxo e pressão. Há duas opções: fluxo deslocado no circuito ou
pressão negativa, ambas a partir do esforço do paciente. 
Gráficos mostrando os tipos de disparo. Note a diferença nas curvas: a primeira tem disparo com
roubo de fluxo, enquanto a segunda possui negativação da pressão. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
MODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMI
30
Controlada/ Assistida Controlada
VCV
PCV
MODOS
PRESSÃO VOLUME
MODALIDADES
Ventilação mandatória
intermitente sincronizada
SIMV - V
SIMV - P
Ventilação espontânea
PSV
MODOS E MODALIDADES VENTILATÓRIAS
A pressão que se quer impor ao parênquima pulmonar e o volume
corrente de cada ciclo respiratório são parâmetros não controláveis em
uma mesma ventilação; assim diferencia-se os modos ventilatórios a
partir de qual desses parâmetros se deseja ter precisão. 
As modalidades ventilatórias envolve oportunidades para a entrega do
ciclo respiratório ao paciente, desde formas em que ele não realiza
esforço durante a ventilação até modos espontâneos ao esforço dele. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Modalidades ventilatórias Características
Controlada Ciclos respiratórios e disparo totalmente controlado pelo
ventilador mecânico.
Assistido-controlada
Permite ciclos controlados (disparo a tempo) caso o
paciente não tenha drive respiratório, mantendo ventilação
mínima e ciclos assistidos (disparo a pressão ou fluxo). A
janela de tempo é reiniciada a cada esforço do paciente ou
a cada ciclo controlado.
Ventillação mandatória
intermitente sincronizada
Permite ciclos controlados (disparo a tempo), ciclos
assistidos e espontâneos (disparo a pressão ou fluxo). A
janela de tempo não é reiniciada, acumulando ciclos.
Ventilação espontânea Só ocorrem ciclos espontâneos com parâmetros que
auxiliam na ventilação, sempre disparados pelo paciente.
MODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMI
31
 MODALIDADES VENTILATÓRIAS E CARACTERÍSTICAS
Parâmetros ajustados:
Volume corrente-alvo;
PEEP;
Pausa inspiratória (opcional);
Frequência respiratória;
Fluxo inspiratório;
Fração inspiratória de
oxigênio;
Ventilação mandatória contínua com volume controlado-modo controlado.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
MODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMI
32
Parâmetros ajustados:
Volume corrente-alvo;
PEEP;
Pausa inspiratória (opcional);
Frequência respiratória;
Sensibil idade (disparo);
Fração inspirada de oxigênio;
Ventilação mandatória contínua com volume controlado- modo assistido controlado.
Parâmetros ajustados:
Volume corrente-alvo;
PEEP;
Tempo inspiratório;
Frequência respiratória;
Fração inspirada de oxigênio;
Ventilação mandatória contínua com pressão controlada- modo controlado.
Parâmetros ajustados:
PEEP;
Tempo inspiratório;
Pressão inspiratória;
Frequência respiratória;
Sensibil idade (disparo);
Fração inspirada de oxigênio;
Ventilação mandatória contínua com pressão controlada- modo assistido- controlado.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
MODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMIMODALIDADES DE VMI
33
Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) 
Parâmetros ajustados: Volume controlado
Volume corrente-alvo;
Pressão de suporte;
PEEP;
Frequência respiratória;
Pausa inspiratória (opcional);
Sensibil idade (disparo);
Fração inspirada de oxigênio;
Parâmetros ajustados: Pressão controlada
Pressão inspiratória;
Pressão de suporte;
PEEP;
Frequência respiratória;
Tempo inspiratório;
Sensibil idade (disparo);
Fração inspirada de oxigênio;
Ventilação com pressão de suporte
Parâmetros ajustados: Volume controlado
Pressão de suporte;
PEEP;
Taxa de ciclagem;
Sensibil idade (disparo);
Fração inspirada de oxigênio;
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
h d f h
@amoresumos
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 -P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
34
VCV : Ventilação Controlada a Volume
AJUSTES DE PARÂMETROS VENTILATÓRIOS
As Diretrizes Brasileiras de Ventilação Mecânica de 2013 recomendam parâmetros iniciais
que devem ser sempre reavaliados de acordo com a evolução clínica do quadro do paciente.
Outros pontos importantes a serem avaliados no momento do ajuste dos parâmetros são: A
saturação periférica de oxigênio, a análise das curvas gráficas da ventilação, e gasometria
arterial, a qual deve ser coletada 30 minutos após instalada a ventilação mecânica,
avaliando sua eficácia. 
Frequência RespiratóriaVolume corrente (VC) Fluxo
PEEP (Pressão Expiratória
Final Positiva)
FiO2 (Fração
inspiratória de O2).
PARÂMETROS
PCV: Ventilação com Pressão Controlada
Frequência RespiratóriaPressão inspiratória
Tempo inspiratório
PEEP (Pressão Expiratória
Final Positiva)
FiO2 (Fração
inspiratória de O2).
PARÂMETROS
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
35
VCV
VOLUME CORRENTE
Corresponde a 6-8ml/kg de Peso ideal
É considerado o peso
ideal e não o peso,
visto que o pulmão não
é proporcional ao peso
e sim, à altura e
biotipo. Ou seja, caso
haja ganho de peso, o
pulmão continuará do
mesmo tamanho.
Sexo masculino
Peso ideal = 50 + 0,91 x (altura cm - 152.4)
Sexo feminino
Peso ideal = 45,5 + 0,91 x (altura cm - 152.4)
Exemplo: Homem de 1,7m
(170cm) teria 66kg de peso ideal.
Para saber o l imite inferior e
superior é necessário multipl icar
por 6 e 8:
6ml x 66kg = 396ml
8ml x 66kg = 528ml
O VC seria ajustado de 396 a
528ml.
Sugerido: 450ml
(Valor redondo e cobre a faixa
de pacientes de 160 a 180cm)
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
Sexo feminino
36
Opções possíveis para
cálculo de altura
quando não se sabe a
altura do paciente:
EQUAÇÃO DE CHUMLEA
Leva em conta a altura do
joelho!
Sexo masculino
64,19 - (0,04 x idade) + (2,02 x altura do joelho)
84,88 - (0,24 x idade) + (1,83 x altura do joelho)
SEMI-ENVERGADURA
Distância entre o esterno
e a falange distal do
dedo médio esquerdo!
Altura = 2x semi-envergadura
É mais seguro deixar umatendência para 6ml/kg de pesoideal, para seguir um dos critériosde proteção pulmonar. Usar maisque 8ml/kg de peso ideal agregaaumento da mortalidade dospacientes, tendo sempre que ter o
cuidado para não oferecer volumecorrente em excesso.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
37
VCV
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
De 10 a 20 incursões respiratórias por min
Nos pacientes com
broncoespasmo grave (DPOC ou
asma) têm-se uma tendência a
ventilar com valores menores
para evitar auto-PEEP (quando a
curva ventilatória de fluxo não
encosta na l inha zero e já inicia
uma nova ventilação). Ao
diminuir F, deixa-se o paciente
soltar mais o ar aprisionado
VOLUME MINUTO =
Volume corrente (VC) X Frequência respiratória (FR)
Em pacientes com SDRA
(Síndrome do Desconforto
Respiratório Agudo), usa-se a
estratégia de peso ideal (4-
6ml/kg de peso ideal) que util iza
um VC muito baixo, sendo
necessário compensar a FR acima
de irpm para um volume-minuto
adequado.
Curva de Fluxo normal em paciente com FR de 16 irpm
Inspiração
Expiração
Linha Zero
Disparo
(Exato início da Inspiração)
Ciclagem
(Transição da Inspiração para Expiração)
Curva de Fluxo expiratório
encosta na linha zero = não há
auto PEEP!
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
38
Observa-se auto-PEEP, quando
a curva espiratória não
encosta na linha zero e já
inicia uma nova ventilação.
Curva de Fluxo em paciente com broncoespasmo em uma FR de 16irpm
Ao corrigir a FR abaixando para
menos de 16irpm, o paciente
demonstra-se sem auto-PEEP,
com a curva encostando na l inha
zero
VCV
FLUXO
30 a 90 l itros por minuto
Recomendação:
16irpm pacientes de 160cm a
180cm;
O fluxo é a velocidade em que o
ar é entregue. Logo, quando o
fluxo é maior, o ar é enviado
mais rápido, causando:
Tempo inspiratório menor;
Pressão de pico aumenta;
Ao escolher o volume fixo de 450ml, ocorre uma
mudança em entregar esse volume em 1s ou 0,4s.
Quanto mais rápido o ventilador envia o VC, mais
pressão o sistema terá. Quanto mais lento, menos
pressão.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
39
Recomendação:
Iniciar com um fluxo de 30L/min e refinar para um fluxo que
gere tempo inspiratório de 1 segundo.
Se o tempo inspiratório está
muito longo, significa que o
fluxo está lento, logo, aumentar
até a faixa prevista de 0,8 a 1,2
segundos.
O mesmo ocorre quando o tempo
inspiratório está rápido, deve-se
diminuir o fluxo para adequar o
tempo inspiratório.
VCV
PEEP
Pressão expiratória final
positiva: 5 a 10cm/ H2O
Pacientes com patologias leves pulmonares ou DPOC/Asma:
Começar com PEEP de 5cmH2O.
1.
Pacientes com SDRA moderada ou grave (incluindo COVID-19):
Começar com PEEP de 10cmH2O.
2.
Recomendação:
Impede o colabamento pulmonar!
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
40
VCV
FRAÇÃO INSPIRATÓRIA DE O2 (FIO2)
Iniciar a 100%
A FiO2 em 100% é uma medida
geralmente em excesso porém,
como o paciente foi intubado,
pode ser que este esteja
dessaturando.
A FiO2 é o primeiro parâmetro a
refinar, visto que possui uma
resposta mais rápida e visual pela
saturação de oxigênio na
oximetria de pulso.
NÃO se deve ofertar oxigênio mais que o
paciente precisa (hiperóxia) pois pode
gerar radicais l ivres e atelectasias
alveolares (Papel dos gases não aborvidos
como N2) - caso haja só O2 no pulmão,
este passa todo para o capilar pulmonar,
fazendo com que o alvéolo não tenha gás
para preenchê-lo (murche ou atelectasie).
Recomendação:
94 - 96%: Pulmão hígido, pouco doente.
90 - 92% : COVID-19.
88 - 90%: DPOC grave.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
41
PCV
PRESSÃO INSPIRATÓRIA
20-30 cmH2O
Consiste em escolher um
valor de pressão e observar
o que ocorre com o volume
corrente (o ventilador
mostrará). Dessa forma,
avalia-se se o volume está
adequado para o paciente.
Recomendação:
Iniciar com Pinsp de 20cmH2O.
Se o volume corrente está
acima do adequado para o
peso ideal com a Pinsp,
deve-se reduzir a pressão
inspiratória até atingir o
volume alvo.
Se o volume corrente está
abaixo do adequado para o
peso ideal com a Pinsp,
deve-se aumentar a pressão
inspiratória até atingir o
volume alvo.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
42
PCV
TEMPO INSPIRATÓRIO
0,8 a 1,2 segundos
No modo PCV existe o
volume alterando-se
durante o ciclo respiratório,
enquanto a pressão é
constante.
Recomendação:
Iniciar com Tinsp de 1 segundo.
Para situações de auto-
PEEP, é necessário diminuir o
tempo inspiratório, de modo
que se aumentássemos, 
" invadiria"o tempo
expiratório".
Quanto maior a inspiração,
menor a expiração e vice-
versa.
O TINS INTERFERE NA CURVA DE
FUXO EXPIRATÓRIA NOS MODOS
PCV E VCV
O TINS INTERFERE NO VOLUME
CORRENTE NO MODO PCV
O TINS INTERFERE NA PRESSÃO DE
PICO NO MODO VCV
O Tins reduz o volume corrente
que o paciente recebe. No
modo PCV quem determina o
tempo que o paciente recebe a
Pinsp é o Tins.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
43
PCV
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
10 e 20 irpm.
VOLUME MINUTO =
Volume corrente (VC) X Frequência respiratória (FR)
Se houver auto-PEEP, é indicado
baixar a FR para dar mais tempo
expiratório.
O ajuste na FR interfere
diretamente no CO2 do paciente.
FR maiores vão diminuir o CO2 e,
consequentemente, aumentar o
PH para um nível mais alcalino.
Enquanto que FR menores vão
reter mais o CO2 e baixar o PH
para um nível mais ácido.
Observa-se auto-PEEP, quando
a curva espiratória não
encosta na linha zero e já
inicia uma nova ventilação.
Ao corrigir a FR abaixando para
menos de 16irpm, o paciente
demonstra-se sem auto-PEEP,
com a curva encostando na l inha
zero
Recomendação:
16irpm pacientes de 160cm a
180cm;
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
PARÂMETROSPARÂMETROSPARÂMETROS 
VENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOSVENTILATÓRIOS
44
PCV
PEEP
Pressão expiratória final
positiva: 5 a 10cm/ H2O
Pacientes com patologias leves pulmonares ou DPOC/Asma:
Começar com PEEP de 5cmH2O.
1.
Pacientes com SDRA moderada ou grave (incluindo COVID-19):
Começar com PEEP de 10cmH2O.
2.
Recomendação:
Iniciar a 100%
A FiO2 em 100% é uma medida
geralmente em excesso porém,
como o paciente foi intubado,
pode ser que este esteja
dessaturando.
A FiO2 é o primeiro parâmetro a
refinar, visto que possui uma
resposta mais rápida e visual pela
saturação de oxigênio na
oximetria de pulso.
FRAÇÃO INSPIRATÓRIA DE O2 (FIO2)
Recomendação:
94 - 96%: Pulmão hígido, pouco doente.
90 - 92% : COVID-19.
88 - 90%: DPOC grave.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
DESMAME DADESMAME DADESMAME DA
VENTILAÇÃOVENTILAÇÃOVENTILAÇÃO
MECÂNICAMECÂNICAMECÂNICA
h d f h
@amoresumos
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
DESMAME DA VMDESMAME DA VMDESMAME DA VM
45
INTRODUÇÃO
A remoção do paciente da VMI precisa ser realizada o mais rápido possível. Uma avaliação ativa e
diária é necessária para esse processo e a util ização de um protocolo interno da instituição pode
facil itar o desmame, reduzir o tempo de ventilação mecânica e diminuir os gastos hospitalares. 
Sucesso no teste de respiração
espontânea (TRE)
Paciente ainda conectado ao ventilador.
Suspensão diária de sedação
Avaliar a capacidade de ventilação
espontânea do paciente.
A suspensão diária da sedação estimula a
musculatura e o drive respiratório,
facil itando a retirada da VMI. 
EXTUBAÇÃO SEGURA
Causa da IOT resolvida ou controlada;
Balanço hídrico zerado ou negativo nas últimas
24h;
Estável hemodinamicamente;
Doses baixas de vasopressores;
Bom padrão ventilatório;
PaO, ≥ 60 mmHg com FIO, ≤ 0,4 e PEEP ≤ 5 a 8
cmH,O.
 Equil íbrio acidobásico e eletrolít ico normais. 
Adiar extubação em situações de transporte para
exames ou cirurgia com anestesia geral nas
próximas 24 horas. 
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
Mensuração no ventilador
Parâmetro Valor Limite
Volume mínimo;
Força inspiratória negativa;
Pressão inspiratória máxima (PI);
325 a 408 mL ( 4 a 6 mL/kg);
 35 IRPM
SATURAÇÃO ARTERIAL DE OXIGÊNIO 140 BPM
PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA > 180MMHG OUo ventilador que será util izado, conectando-o às fontes de oxigênio
e ar comprimido (alguns ventiladores dispensam a fonte de ar comprimido),
posicionando um filtro HEPA (do inglês, high efficiency particulate
arrestance – retentor de partículas de alta eficiência) no ramo expiratório e
pondo as devidas calibrações. O ventilador deve ser testado com os
parâmetros iniciais da VM. Os ajustes posteriores serão feitos conforme a
resposta do paciente à VM e sua evolução clínica. 
1
Ajustes Iniciais:
Modo ventilatório: Volume Contolado (VCV);1.
FiO2: 100%;2.
Volume corrente: 6ml/kg de Peso Ideal;3.
f Respiratória: 24/min ( 20 a 18/min);4.
Fluxo inspiratório: 60L/min (40-80L/min), ou relação
Inspiração: Expiração de 1:2 a 1:4;
5.
PEEP: 10cmH2O;6.
Licenciado para - M
aria das graças - 01936533383 - P
rotegido por E
duzz.com
VM NA COVID-19VM NA COVID-19VM NA COVID-19
51
2
Monitorar:
Pressão Arterial;1.
Ritmo cardíaco;2.
SpO2 (meta 90% a 94%);3.
Reduzir FiO2 se SpO2> 94%4.
3
Após 30 minutos de VM ( a contar do
último ajuste FiO2):
Gasometrial Arterial;1.
Avaliar Mecânica Respiratória: Pressão
de Platô, pressão de distensão e
calcular complascência estática
2.
4
Resultados da Gasometria
Se PH 150 mmHg
Manter em posição supina e seguir tabela
PEEP-FiO2.
Se PaO2/FiO2 30 cm
H2O e/ou a PD esteja > 15 cm H2O, o VC deverá ser reduzido até um mínimo de 4 mL/kg do
PP para garantir que essas pressões fiquem em níveis protetores. Deve- se tentar
compensar a hipoventilação resultante da redução do VC aumentando a f até um máximo
de 35/min, com o objetivo de se manter o pH > 7,25. 
 
DURANTE A POSIÇÃO PRONA
VM NA COVID-19VM NA COVID-19VM NA COVID-19
RETORNO A POSIÇÃO SUPINA
RETORNO A POSIÇÃO SUPINA APÓS

Mais conteúdos dessa disciplina