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Aula 04 - Prof. Ricardo
Torques
CNU - Desafios do Estado de Direito -
2025 (Pós-Edital)
Autor:
Alessandra Lopes, Equipe Direito
Constitucional Estratégia
Concursos, Ricardo Torques
09 de Julho de 2025
11562454609 - Sabrina Lourdes Pereira de Cristo
 
 
 
 
Sumário 
Considerações Iniciais ........................................................................................................................................ 2 
Programa e Políticas Nacionais de Direitos Humanos: Noções Gerais ............................................................. 2 
1 - Objetivos Específicos do PNDHs ............................................................................................................. 3 
PNDH 3 .............................................................................................................................................................. 5 
1 - Competência Normativa ........................................................................................................................... 5 
2 - Estrutura .................................................................................................................................................... 6 
2.1 - Eixo Orientador .................................................................................................................................. 6 
2.2 - Diretrizes ............................................................................................................................................ 6 
2.3 - Objetivos Estratégicos ...................................................................................................................... 10 
2.4 - Ações Programáticas ........................................................................................................................ 10 
3 - Decreto .................................................................................................................................................... 11 
Comissão Nacional da Verdade ....................................................................................................................... 11 
1 - Composição ............................................................................................................................................. 13 
2 - Objetivos ................................................................................................................................................. 13 
Comissão de Anistia ......................................................................................................................................... 15 
1 - Lei 10.559/2002 ...................................................................................................................................... 16 
2 - Portaria nº 177, de 22 de Março de 2023 ................................................................................................ 20 
Resumo ............................................................................................................................................................. 26 
Considerações Finais ........................................................................................................................................ 36 
Questões com Comentários .............................................................................................................................. 36 
Lista de Questões ............................................................................................................................................. 55 
Gabarito ............................................................................................................................................................ 62 
 
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PLANO E PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS 
HUMANOS 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Na aula de hoje vamos tratar dos seguintes assuntos: 
 
Boa aula a todos! 
PROGRAMA E POLÍTICAS NACIONAIS DE DIREITOS 
HUMANOS: NOÇÕES GERAIS 
 
No que tange à proteção dos Direitos Humanos, o Estado deve atuar positivamente no sentido de conferir 
especial tratamento às pessoas e grupos de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade. 
Percebe-se, portanto que todos os entes federativos nas três esferas de poder devem agir de forma 
concreta e direcionada para a promoção dos direitos básicos dos idosos, como forma de promover a 
igualdade material. 
Para a nossa prova devemos ter em mente que o Governo, no exercício da função administrativa, deve 
empreender diversas políticas, no sentido de cumprir a Constituição Federal e a legislação 
infraconstitucional e, portanto, deve implementar políticas públicas voltadas para os direitos humanos 
previstos em tais diplomas normativos. 
Em razão dessa postura do Estado brasileiro, frente à temática de Direitos Humanos, foram editados três 
planos nacionais de Direitos Humanos: 
Política nacional de 
direitos humanos. 
Programas nacionais 
de direitos humanos.
Comissão da Verdade Comissão de Anistia
• adoção de uma política pautada pela concepção de direitos básicos
das pessoas, alinhada às organizações internacionais de direitos
humanos
POLÍTICA NACIONAL
DE DIREITOS
HUMANOS
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Dessa forma, podemos diferenciar a política de direitos humanos dos programas de direitos humanos, 
muito facilmente... 
 
Os Programas de Direitos Humanos constituem uma espécie de Política de Direito 
Humanos implementadas pelo Poder Executivo Federal. 
Esses Programas Nacionais de Direitos Humanos decorreram da reunião e assunção pelo Brasil da 
Declaração de Viena e Programa de Ação, editado na II Conferência Mundial sobre os Direitos do Homem, 
em 1993, em Viena. 
Em razão disso o Brasil editou três Programas Nacionais (denominados PNDHs). 
Cada um desses Programas de Direitos Humanos tem um foco específico. 
1 - Objetivos Específicos do PNDHs 
Vejamos de forma sistematizada os principais aspectos de cada um dos Programas. 
PNDH 
I 
Conferiu ênfase aos direitos civis e foi estruturado em propostas a serem implementadas pelos 
órgãos governamentais definindo metas de curto, médio e longo prazos. 
Publicado pelo Decreto Executivo nº 1.904/1996, foi o objeto de debate da 1ª Conferência Nacional de 
Direitos Humanos, três anos após a Conferência de Viena de 1993 recomendar aos Estados-parte elaborar 
Programas Nacionais de Direitos Humanos. 
Explicitamente, o PNDH I conferiu maior ênfase na promoção e defesa dos direitos civis, prevendo 
centenas de propostas de ações governamentais prioritariamente voltadas para: 
 integridade física 
 liberdade 
PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS 1 1996 primeiro governo FHC
PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS 2 2002 segundo governo FHC
PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS 3 2009 segundo governo Lula
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 garantia dos direitos das pessoas submetidas a vulnerabilidade e/ou discriminação. 
Não há no PNDH 1 mecanismos de incorporação das propostas de ação previstas e de instrumentos de 
planejamento e orçamento do Estado brasileiro. Ou seja, são previstas regras protetivas de caráter 
programático, contudo, o Estado não diz como ou o que executará para a defesa dos direitos acima 
mencionados.a prestação única; 
• Terá o valor da remuneração que o anistiado receberia se estivesse na ativa, considerados os 
direitos e vantagens incorporados; 
• poderá haver a revisão de aposentadoria ou pensão em alguns casos; 
• não pode ser menor que o salário-mínimo e deve obedecer ao teto constitucional; 
• não serão objeto de contribuição ao INSS, caixas de assistência ou fundos de pensão ou 
previdência. 
 Estrutura da Comissão 
➢ 1(um) representante do Ministério da Defesa, indicado pelo respectivo Ministro de Estado; 
➢ 1(um) representante dos anistiados 
➢ Portaria 177/2023 prevê, no mínimo, 16 membros 
 Prerrogativas previstas na lei e na portaria: 
➢ requerer informações e documentos; 
➢ ouvir testemunhas 
➢ emitir pareceres técnicos com o objetivo de instruir os processos e requerimentos; 
➢ arbitrar, com base nas provas obtidas, o valor das indenizações nos casos que não for possível 
identificar o tempo exato de punição do interessado. 
➢ requisitar das empresas públicas, privadas ou de economia mista os documentos e registros 
funcionais do postulante à anistia que tenha pertencido aos seus quadros funcionais, não podendo 
essas empresas recusar-se à devida exibição dos referidos documentos; 
➢ requisitar, quando julgar necessário, informações e assessoria das associações dos anistiados. 
 Agora as previstas apenas na portaria: 
➢ Instituir e manter o memorial de anistia política; 
➢ Formular e promover ações e projetos sobre reparação e memória, sem prejuízo das competências 
de outros órgãos. 
 As sessões como regra são realizadas de forma presencial e excepcionalmente de forma virtual 
 O quórum mínimo para a realização da sessão será a presença de 9 membros na primeira convocação e 
de 7 membros na segunda (após 30 minutos do horário da convocação). 
 Essas sessões serão públicas e terão sua pauta divulgadas no Diário Oficial e no site da Comissão com no 
mínimo 48 horas de antecedência. 
 Requerimento: 
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➢ protocolo físico ou digital 
➢ individual ou coletivo 
 Legitimidade para o requerimento coletivo: 
➢ Associações; 
➢ Entidades da sociedade civil e 
➢ Sindicatos representantes de trabalhadores, estudantes, camponeses, povos indígenas, população 
LGBTQIA+, comunidades quilombolas e outros segmentos, grupos ou movimentos sociais que foram 
atingidos. 
 Requisitos que devem ser observados por todos os legitimados: 
➢ possuir, no mínimo, 2 (dois) anos de existência, com cadastro ativo; 
➢ comprovar atuação na defesa dos direitos humanos; 
➢ não possuir fins lucrativos. 
 Requerimento individual 
➢ documentos pessoais: 
• carteira de identidade e CPF; e 
• certidão de casamento e certidão de nascimento dos filhos; 
➢ dados pessoais: 
• estado civil atual; 
• endereços residencial e eletrônico; 
• número da conta bancária, agência e banco; e 
• número de telefone. 
➢ termo de autorização de tratamento de dados, conforme disposto na Lei nº 13.709, de 14 de agosto 
de 2018, cujo modelo será disponibilizado no sítio eletrônico do Ministério dos Direitos Humanos e 
da Cidadania. A lei 13.709/2018 é a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 
➢ dados da vida profissional da pessoa anistiada na época em que ocorreram os fatos: 
• tipo de atividade: 
o se militar, indicar a instituição a que pertencia; 
o se servidor público civil ou empregado de empresa pública, indicar o órgão ou entidade; 
o se empregado de empresa privada, indicar a denominação ou razão social; 
o se profissional liberal, indicar a atividade desenvolvida; 
o se empresário, indicar a denominação ou razão social da empresa; ou 
o se dirigente sindical, indicar o sindicato, federação ou central à qual pertencia; 
• endereço em que exercia a atividade; 
• posto, cargo, emprego ou função da época. 
➢ resumo dos fatos; 
➢ indicação das provas comprobatórias das alegações; e 
➢ resumo do pedido 
 Requerimento de anistia coletivo 
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➢ certidão do Livro de Pessoa Jurídica, comprovando o registro do Estatuto Social da Entidade, expedida 
pelo Cartório competente; 
➢ documentos que comprovem a efetiva atuação e contínuo funcionamento da entidade dentro de 
suas finalidades há, no mínimo, 2 (dois) anos. 
➢ cópia do CNPJ; 
➢ cópia da ata de eleição e posse da atual diretoria, devidamente averbada em Cartório. 
➢ resumo dos fatos relativos aos trabalhadores, estudantes, camponeses, povos indígenas, população 
LGBTQIA+, comunidades quilombolas e outros segmentos, grupos ou movimentos sociais que foram 
atingidos 
➢ resumo dos fatos; 
➢ indicar as provas comprobatórias das alegações. 
➢ resumo do pedido. 
 Após apreciação do mérito a Comissão o relator emitirá seu voto que deverá ser composto de relatório, 
fundamentação e conclusão. 
 Possibilidade de recurso, em 10 dias das decisões das turmas. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Estamos avançando bem! Foi uma aula mais tranquila, contudo, relevante para encerramos a análise dos 
assuntos relativos aos Direitos Humanos no Brasil. 
Até a próxima aula. 
Um forte abraço e bons estudos a todos! 
Ricardo Torques 
rst.estrategia@gmail.com 
@proftorques 
QUESTÕES COM COMENTÁRIOS 
FGV 
1. (FGV/CM Fortaleza - 2024) O atual programa nacional de proteção de direitos humanos foi editado 
no ano de 2009, Decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009. 
Sobre este assunto, assinale a afirmativa correta. 
a) O objetivo estratégico do plano é unificar e definir os destinatários dos direitos humanos, sistematizando 
as normativas desta natureza, restritas aos cidadãos. 
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b) O atual plano é a terceira versão e apresenta as bases de uma política de Estado para os direitos humanos, 
definindo diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas. 
c) O plano nacional é resultado de um trabalho desenvolvido pelos membros do Congresso Nacional, 
representantes legítimos do povo brasileiro. 
d) A ideia de transversalidade decorre da necessidade de adoção das propostas do plano em políticas, que 
observem a garantia de direitos de uma coletividade previamente definida. 
e) O programa é uma proposta desnecessária ao contexto democrático brasileiro, tendo em vista a 
Constituição Federal, que se apresenta como norma geral dos direitos humanos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Há mais de um erro. De início, tem-se que os direitos humanos são universais, 
de modo que seria equivocado indicar um ou outro destinatário. Além disso, não se trata de sistematização 
normativa, mas de um programa nacional, com diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas, de 
integração de práticas de direitos humanos com políticas públicas. Por fim, restringir a cidadãos não é algo 
que o PNDH-3 faça. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O PNDH descreve bases para uma política de Estado. 
Veja o art. 1º do Decreto n. 7.037/2009: 
Art. 1º Fica aprovado o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3, em consonância 
com as diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas estabelecidos, na forma do 
Anexo deste Decreto. 
A alternativa C está incorreta. O PNDH-3 é fruto do diálogo de diversos setores da sociedade, e reforçando 
o que se entende por democracia participativa.A alternativa D está incorreta. A transversalidade no PNDH-3 diz respeito a uma integração dos direitos 
humanos a todas as políticas públicas. Não há indicação, portanto, de uma coletividade previamente 
definida. 
A alternativa E está incorreta. É inegável que a Constituição trata de direitos humanos, mas o PNDH é 
necessário porque detalha e operacionaliza esses direitos ao concretizá-los com ações práticas. 
2. (FGV/SEAP-BA - 2024) O atual Programa Nacional de Direitos Humanos, PNDH-3, apresenta 
diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas pelo Decreto federal nº 7.037, de 21 de dezembro 
de 2009. 
Acerca deste assunto, é correto afirmar que 
a) a ideia de interação democrática entre Estado e sociedade civil decorre da necessidade de fortalecimento 
da democracia representativa, a partir da escolha de organizações idôneas. 
b) o combate à desigualdade social deve considerar a promoção dos direitos de crianças e adolescentes, 
ressalvada as situações cuja responsabilidade é exclusiva de seus genitores. 
c) a atual versão apresenta apenas três eixos orientadores: Interação democrática entre Estado e Sociedade 
Civil; Livre Mercado e Direito ao acesso tecnológico. 
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d) o Direito à Memória e à Verdade deve ser relativizado com a perspectiva de cada cidadão, que podem 
apresentar versões divergentes sobre a mesma época da história. 
e) o Programa Nacional de Direitos Humanos possui como missão nortear as medidas governamentais em 
prol da defesa dos direitos humanos no Brasil. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O fortalecimento não é da democracia representativa, mas da participativa. 
Veja a diretriz 1, pertencente ao Eixo Orientador I do PNDH-3: 
Art. 2o O PNDH-3 será implementado de acordo com os seguintes eixos orientadores e 
suas respectivas diretrizes: 
I - Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil: 
a) Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de 
fortalecimento da democracia participativa; 
A alternativa B está incorreta. Não existe essa ressalva. Observe a Diretriz 8: 
Art. 2o O PNDH-3 será implementado de acordo com os seguintes eixos orientadores e 
suas respectivas diretrizes: 
(...) 
III - Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades: 
(...) 
b) Diretriz 8: Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu 
desenvolvimento integral, de forma não discriminatória, assegurando seu direito de 
opinião e participação; 
A alternativa C está incorreta. São seis os eixos orientadores, não três. Veja: 
Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil 
Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos 
Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades 
Eixo Orientador IV: Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência 
Eixo Orientador V: Educação e Cultura em Direitos Humanos 
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Eixo Orientador VI: Direito à Memória e à Verdade 
A alternativa D está incorreta. Não existe essa ideia de relativização. Importa o que existe na perspectiva 
histórica, que tem como uma de suas fontes os documentos da época, por exemplo. Também há enfoque na 
construção coletiva da verdade, que não tem relação com memórias isoladas. Observe a diretriz 24: 
Art. 2o O PNDH-3 será implementado de acordo com os seguintes eixos orientadores e 
suas respectivas diretrizes: 
(...) 
VI - Eixo Orientador VI: Direito à Memória e à Verdade: 
(...) 
b) Diretriz 24: Preservação da memória histórica e construção pública da verdade; e 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. É essa a intenção do PNDH-3. Baseado em eixos 
orientadores, diretrizes e metas, visa à promoção dos direitos humanos no Brasil, no aspecto pragmático: 
quem faz o quê. 
3. (FGV/Pref J Guararape - 2023) Na sociedade em que vivemos, marcada por uma herança de 
desigualdades, precisamos lidar com o preconceito e a discriminação, inclusive quando o assunto é o 
próprio conceito de direitos humanos, visto muitas vezes como “direitos da marginalidade”, ou ainda 
apenas relacionado a liberdades individuais, sem pensar nos direitos econômicos, sociais e coletivos. Com 
a educação em direitos humanos, podemos contribuir para a formação de uma cidadania ativa, equitativa 
e critica em as pessoas percebam as consequências individuais e também sociais de cada escolha, com um 
senso de responsabilidade. Podemos propiciar o desenvolvimento de sentimentos e atitudes de 
cooperação e solidariedade nas práticas escolares, trazendo um entendimento de que todos somos 
sujeitos de deveres e de direitos. 
Adaptado de Instituto Aurora, https://institutoaurora.org/educacao-em-direitos-humanos/, 2023 
Com base no texto, a respeito dos princípios norteadores do Plano Nacional em Direitos Humanos na 
educação básica, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) A educação em direitos humanos deve enfrentar o preconceito e a discriminação mantendo o caráter 
segmentado das atividades por área de conhecimento. 
( ) A educação em direitos humanos deve estruturar-se na diversidade cultural e ambiental, garantindo a 
cidadania, o acesso ao ensino, permanência e conclusão, a equidade e a qualidade da educação. 
( ) A educação em direitos humanos deve considerar a escola um espaço privilegiado para promover 
cooperação e solidariedade, assegurando objetivos e práticas coerentes com o princípio de uma cidadania 
ativa. 
As afirmativas são, respectivamente, 
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a) F, V e V. 
b) V, F e V. 
c) F, V e F. 
d) V, V e F. 
e) V, V e V. 
Comentários 
A afirmativa I é falsa. A menção é a um processo sistemático e multidimensional, conforme se vê no Anexo 
do Decreto: 
A educação e a cultura em Direitos Humanos visam à formação de nova mentalidade 
coletiva para o exercício da solidariedade, do respeito às diversidades e da tolerância. 
Como processo sistemático e multidimensional que orienta a formação do sujeito de 
direitos, seu objetivo é combater o preconceito, a discriminação e a violência, promovendo 
a adoção de novos valores de liberdade, justiça e igualdade. 
A afirmativa II é verdadeira, pois combina elementos do texto ao que se vê no Anexo do Decreto. Veja: 
A educação e a cultura em Direitos Humanos visam à formação de nova mentalidade 
coletiva para o exercício da solidariedade, do respeito às diversidades e da tolerância. 
Como processo sistemático e multidimensional que orienta a formação do sujeito de 
direitos, seu objetivo é combater o preconceito, a discriminação e a violência, promovendo 
a adoção de novos valores de liberdade, justiça e igualdade. 
A afirmativa III é verdadeira. Coaduna-se com as diretrizes sobre Educação e Cultura em Direitos Humanos, 
em especial a que segue: 
Diretriz 19: Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos 
sistemas de educação básica, nas instituições de ensino superior e nas instituições 
formadoras; 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
4. (FGV/ALEMA - 2023) Uma das diretrizes do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é a 
interação democrática entre Estadoe Sociedade Civil como instrumento de fortalecimento da democracia 
participativa. 
Avalie se as ações programáticas relativas a essa diretriz incluem: 
I. Criar mecanismos que permitam uma ação coordenada entre os diversos conselhos de direitos, visando 
uma agenda comum para implementação de políticas públicas de Direitos Humanos. 
II. Criar base de dados dos conselhos nacionais, estaduais, distrital e municipais, garantindo que o público 
em geral tenha acesso a ela. 
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III. Estimular o debate sobre a regulamentação e efetividade dos instrumentos de participação social e 
consulta popular, tais como lei de iniciativa popular, referido, veto popular e plebiscito. 
IV. Estimular o debate sobre redução da maioridade penal, com vistas a impactar o aliciamento de menores 
para o tráfico de drogas e responsabilizar as pessoas em cometimento de atos infracionais. 
Estão corretas as afirmativas: 
a) I e II, apenas. 
b) I, II e III, apenas. 
c) II e IV, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
Comentários 
Vejamos o Objetivo estratégio I da Diretriz I (foram removidos os órgãos responsáveis): 
Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de 
fortalecimento da democracia participativa. 
Objetivo estratégico I: 
Garantia da participação e do controle social das políticas públicas em Direitos Humanos, 
em diálogo plural e transversal entre os vários atores sociais. 
Ações programáticas: 
(...) 
c) Criar mecanismos que permitam ação coordenada entre os diversos conselhos de 
direitos, nas três esferas da Federação, visando a criação de agenda comum para a 
implementação de políticas públicas de Direitos Humanos. 
d) Criar base de dados dos conselhos nacionais, estaduais, distrital e municipais, 
garantindo seu acesso ao público em geral. 
(...) 
f) Estimular o debate sobre a regulamentação e efetividade dos instrumentos de 
participação social e consulta popular, tais como lei de iniciativa popular, referendo, veto 
popular e plebiscito. 
A afirmativa I está correta. Trata-se do item c, destacado acima. 
A afirmativa II está correta. Trata-se do item d, destacado acima. 
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A afirmativa III está incorreta. Observe acima que houve troca de palavras, se compararmos com o item f. 
Referendo virou referido. 
A afirmativa IV está incorreta. A previsão não existe. O que existe é, no Objetivo Estratégico VIII do Eixo 
Orientador III (Universalizar direitos em um contexto de desigualdades) a seguinte ação programática: 
Desenvolver campanhas de informação sobre o adolescente em conflito com a lei, 
defendendo a não redução da maioridade penal. 
Estão corretos as afirmativas I e II, o que equivale à alternativa A, gabarito da questão. 
5. (FGV/ALEMA - 2023) O Decreto nº 7.037/2009, que aprovou o Programa Nacional de Direitos 
Humanos, define que “a implementação do PNDH-3, além dos responsáveis nele indicados, envolve 
parcerias com outros órgãos federais relacionados com os temas tratados nos eixos orientadores e suas 
diretrizes”. 
Segundo o PNDH – 3 é incorreto afirmar que 
a) os movimentos populares e sindicatos foram, no caso brasileiro, os principais promotores da mudança e 
da ruptura política em diversas épocas e contextos históricos. 
b) deve-se dar continuidade à integração e ao aprimoramento dos mecanismos de participação existentes, 
bem como criar novos meios de construção e monitoramento das políticas públicas sobre Direitos Humanos 
no Brasil. 
c) deve-se fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária Nacional. 
d) o uso de indicadores em Direitos Humanos não é recomendado para mensurar demandas, monitorar, 
avaliar, reformular e propor ações efetivas. 
e) deve-se fomentar o debate sobre a expansão de plantios de monoculturas que geram impacto no meio 
ambiente e na cultura dos povos e comunidades tradicionais. 
Comentários 
A alternativa A está correta. No Anexo do Decreto, encontra-se, no Eixo Orientador I: 
Com o avanço da democratização do País, os movimentos sociais multiplicaram-se. Alguns 
deles institucionalizaram-se e passaram a ter expressão política. Os movimentos populares 
e sindicatos foram, no caso brasileiro, os principais promotores da mudança e da ruptura 
política em diversas épocas e contextos históricos. Com efeito, durante a etapa de 
elaboração da Constituição Cidadã de 1988, esses segmentos atuaram de forma 
especialmente articulada, afirmando-se como um dos pilares da democracia e 
influenciando diretamente os rumos do País. 
A alternativa B está correta. No Anexo do Decreto, encontra-se, no Eixo Orientador I: 
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Uma das finalidades do PNDH-3 é dar continuidade à integração e ao aprimoramento dos 
mecanismos de participação existentes, bem como criar novos meios de construção e 
monitoramento das políticas públicas sobre Direitos Humanos no Brasil. 
A alternativa C está correta. Uma das ações programáticas do Objetivo Estratégico II - Ampliação do controle 
externo de órgãos públicos, pertencente à Diretriz I, trata da Ouvidoria Agrária Nacional. Veja: 
Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de 
fortalecimento da democracia participativa. 
Objetivo estratégico II: 
Ampliação do controle externo dos órgãos públicos. 
Ações programáticas: 
(...) 
c) Fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária Nacional. 
Responsável: Ministério do Desenvolvimento Agrário 
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. Pelo contrário! A utilização é uma ação programática 
prevista no Objetivo Estratégico I da Diretriz 3. Veja: 
Diretriz 3: Integração e ampliação dos sistemas de informação em Direitos Humanos e 
construção de mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação. 
Objetivo estratégico I: 
Desenvolvimento de mecanismos de controle social das políticas públicas de Direitos 
Humanos, garantindo o monitoramento e a transparência das ações governamentais. 
Ações programáticas: 
(...) 
d) Utilizar indicadores em Direitos Humanos para mensurar demandas, monitorar, 
avaliar, reformular e propor ações efetivas. 
A alternativa E está correta. Trata-se de ação programática pertencente ao Objetivo Estratégico I da Diretriz 
4. Veja: 
Diretriz 4: Efetivação de modelo de desenvolvimento sustentável, com inclusão social e 
econômica, ambientalmente equilibrado e tecnologicamente responsável, cultural e 
regionalmente diverso, participativo e não discriminatório. 
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Objetivo estratégico I: 
Implementação de políticas públicas de desenvolvimento com inclusão social. 
Ações programáticas: 
(...) 
g) Fomentar o debate sobre a expansão de plantios de monoculturas que geram impacto 
no meio ambiente e na cultura dos povos e comunidades tradicionais, tais como 
eucalipto, cana-de-açúcar, soja, e sobre o manejo florestal, a grande pecuária, mineração, 
turismo e pesca. 
6. (FGV/DEPEN-MG - 2022) No Programa Nacional de DireitosHumanos - PNDH-3 (Decreto nº 
7.037/2009), está presente o Eixo Orientador II: “Desenvolvimento e Direitos Humanos”. 
Assinale a única diretriz a seguir que pertence a esse Eixo II. 
a) Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras como 
sujeitos de direitos. 
b) Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e construção de mecanismos 
de avaliação e monitoramento de sua efetivação. 
c) Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação 
democrática. 
d) Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e interdependente, assegurando a 
cidadania plena. 
e) Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de forma não 
discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Veja a Diretriz 6 do PNDH-3: 
Art. 2º O PNDH-3 será implementado de acordo com os seguintes eixos orientadores e suas 
respectivas diretrizes: 
(...) 
II - Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos: 
(...) 
c) Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, 
incluindo as gerações futuras como sujeitos de direitos. 
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A alternativa B está incorreta. A diretriz mencionada pertence ao Eixo Orientador I. Veja: 
Art. 2º O PNDH-3 será implementado de acordo com os seguintes eixos orientadores e suas 
respectivas diretrizes: 
I - Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil: 
(...) 
c) Diretriz 3: Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e 
construção de mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação; 
A alternativa C está incorreta. A diretriz mencionada pertence ao Eixo Orientador I. Veja: 
Art. 2º O PNDH-3 será implementado de acordo com os seguintes eixos orientadores e suas 
respectivas diretrizes: 
I - Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil: 
(...) 
b) Diretriz 2: Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das 
políticas públicas e de interação democrática; e 
A alternativa D está incorreta. A diretriz mencionada pertence ao Eixo Orientador III. Veja: 
Art. 2º O PNDH-3 será implementado de acordo com os seguintes eixos orientadores e suas 
respectivas diretrizes: 
(...) 
III - Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades: 
a) Diretriz 7: Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e 
interdependente, assegurando a cidadania plena; 
A alternativa E está incorreta. A diretriz mencionada pertence ao Eixo Orientador III. Veja: 
Art. 2º O PNDH-3 será implementado de acordo com os seguintes eixos orientadores e suas 
respectivas diretrizes: 
(...) 
III - Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades: 
(...) 
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b) Diretriz 8: Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento 
integral, de forma não discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação; 
7. (FGV/SEN - 2022) Inês, estudiosa dos direitos humanos, foi questionada em relação ao alcance do 
primeiro eixo orientador do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), considerando a diretriz de 
interação entre as estruturas estatais de poder e a sociedade civil, bem como sobre a técnica para se definir 
objetivos estratégicos e indicar as respectivas ações programáticas. 
A respeito dessa temática, Inês centrou sua resposta na análise da ampliação do controle externo dos órgãos 
públicos, explicando corretamente que as ações programáticas devem ser direcionadas a 
a) reforçar a atuação institucional do Ministério Público; ampliar os canais de comunicação dos usuários dos 
serviços públicos; e operacionalizar a instalação dos Conselhos de Usuários dos Serviços Públicos. 
b) conscientizar a coletividade do caráter instrumental das estruturas estatais de poder; estimular o 
aprimoramento da ideologia participativa; e ampliar a atuação e as garantias do Conselho Nacional de 
Direitos Humanos. 
c) ampliar a divulgação dos serviços públicos direcionados à efetivação dos direitos humanos; propor a 
instituição, com garantias, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos; e fortalecer a estrutura da Ouvidoria 
Agrária Nacional. 
d) propor mudanças legislativas visando à instituição de campanhas institucionais de proteção dos direitos 
humanos; realçar a atuação dos órgãos de segurança pública como mecanismo de garantia desses direitos e 
aumentar os canais de acesso pela coletividade e de transparência. 
e) aprimorar os mecanismos de controle interno, aperfeiçoando a sua estrutura material e humana; estreitar 
o diálogo do controle interno com os órgãos de controle externo, instrumentalizando a sua atuação; e 
empoderar a coletividade com a ampliação dos canais de acesso. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Não há menção à atuação institucional do Ministério Público e em conselhos 
de usuários; fala-se em canais de transparência, e, em outra diretriz, canais de denúncia, especificamente. 
Veja os comentários à alternativa C. 
A alternativa B está incorreta. Não há menção a quaisquer dessas ações programáticas. Veja os comentários 
à alternativa C. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A resposta de Inês advém do Objetivo estratégico II 
que pertence à Diretriz 1 do PNDH3 (Decreto n. 7.037/2009). Veja: 
Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de 
fortalecimento da democracia participativa. 
(...) 
Objetivo estratégico II: 
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Ampliação do controle externo dos órgãos públicos. 
Ações programáticas: 
a) Ampliar a divulgação dos serviços públicos voltados para a efetivação dos Direitos 
Humanos, em especial nos canais de transparência. 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República 
b) Propor a instituição da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, em substituição à 
Ouvidoria-Geral da Cidadania, com independência e autonomia política, com mandato e 
indicação pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos, assegurando recursos humanos, 
materiais e financeiros para seu pleno funcionamento. 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República 
c) Fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária Nacional. 
Responsável: Ministério do Desenvolvimento Agrário 
A alternativa D está incorreta. A única indicação que se encontra no objetivo estratégico II é o relacionado 
ao aumento dos canais de acesso pela coletividade e transparência. Veja os comentários à alternativa C, item 
a. 
A alternativa E está incorreta. Fala-se em controle externo, não interno. Veja os comentários à alternativa 
C. 
8. (FGV/Pref J Guararapes - 2023) Na sociedade em que vivemos, marcada por uma herança de 
desigualdades, precisamos lidar com o preconceito e a discriminação, inclusive quando o assunto é o 
próprio conceito de direitos humanos, visto muitas vezes como “direitos da marginalidade”, ou ainda 
apenas relacionado a liberdades individuais, sem pensarnos direitos econômicos, sociais e coletivos. Com 
a educação em direitos humanos, podemos contribuir para a formação de uma cidadania ativa, equitativa 
e critica em as pessoas percebam as consequências individuais e também sociais de cada escolha, com um 
senso de responsabilidade. Podemos propiciar o desenvolvimento de sentimentos e atitudes de 
cooperação e solidariedade nas práticas escolares, trazendo um entendimento de que todos somos 
sujeitos de deveres e de direitos. Adaptado de Instituto Aurora, https://institutoaurora.org/educacao-em-
direitos-humanos/, 2023 
Com base no texto, a respeito dos princípios norteadores do Plano Nacional em Direitos Humanos na 
educação básica, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) A educação em direitos humanos deve enfrentar o preconceito e a discriminação mantendo o caráter 
segmentado das atividades por área de conhecimento. 
( ) A educação em direitos humanos deve estruturar-se na diversidade cultural e ambiental, garantindo a 
cidadania, o acesso ao ensino, permanência e conclusão, a equidade e a qualidade da educação. 
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( ) A educação em direitos humanos deve considerar a escola um espaço privilegiado para promover 
cooperação e solidariedade, assegurando objetivos e práticas coerentes com o princípio de uma cidadania 
ativa. 
As afirmativas são, respectivamente, 
A) F, V e V. 
B) V, F e V. 
C) F, V e F. 
D) V, V e F. 
E) V, V e V. 
Comentários 
A assertiva I é falsa. O PNDH-3 reconhece os direitos humanos como tendo caráter transversal, o que significa 
que se trata de disciplina que permeia todas as outras áreas de conhecimento: 
No âmbito institucional o PNDH-3, amplia as conquistas na área dos direitos e garantias 
fundamentais, pois internaliza a diretriz segundo a qual a primazia dos Direitos Humanos 
constitui princípio transversal a ser considerado em todas as políticas públicas. 
A assertiva II é verdadeira. Devem ser abarcadas as diversidades sociais na educação para que essa seja o 
mais democrática possível. 
A assertiva III é verdadeira. A escola é um importante espaço de interação social, em que é possível promover 
condutas e aptidões voltadas à cidadania. 
Como a sequência correta é F, V, V, a alternativa A é correta e é o gabarito da questão. 
9. (FGV/ALEMA - 2023) Uma das diretrizes do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é a 
interação democrática entre Estado e Sociedade Civil como instrumento de fortalecimento da democracia 
participativa. 
Avalie se as ações programáticas relativas a essa diretriz incluem: 
I. Criar mecanismos que permitam uma ação coordenada entre os diversos conselhos de direitos, visando 
uma agenda comum para implementação de políticas públicas de Direitos Humanos. 
II. Criar base de dados dos conselhos nacionais, estaduais, distrital e municipais, garantindo que o público 
em geral tenha acesso a ela. 
III. Estimular o debate sobre a regulamentação e efetividade dos instrumentos de participação social e 
consulta popular, tais como lei de iniciativa popular, referendo, veto popular e plebiscito. 
IV. Estimular o debate sobre redução da maioridade penal, com vistas a impactar o aliciamento de menores 
para o tráfico de drogas e responsabilizar as pessoas em cometimento de atos infracionais. 
Estão corretas as afirmativas: 
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A) I e II, apenas. 
B) I, II e III, apenas. 
C) II e IV, apenas. 
D) II, III e IV, apenas. 
E) I, II, III e IV. 
Comentários 
A assertiva I é verdadeira. O Plano promove a coordenação de diversas instâncias administrativas com a 
finalidade de promover pautas comuns de Direitos Humanos: 
Objetivo estratégico I: 
Garantia da participação e do controle social das políticas públicas em Direitos Humanos, 
em diálogo plural e transversal entre os vários atos sociais. 
Ações programáticas: 
[...] 
c) Criar mecanismos que permitam ação coordenada entre os diversos conselhos de 
direitos, nas três esferas da Federação, visando a criação de agenda comum para a 
implementação de políticas públicas de Direitos Humanos. 
A assertiva II é verdadeira. Em diversos momentos o PNDH-3 menciona a necessidade de articular ações 
federativas, o que pode ser feito pela criação de bases de dados comuns: 
Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo 
as gerações futuras como sujeitos de direitos. 
Objetivo estratégico I: 
Afirmação dos direitos ambientais como Direitos Humanos. 
Ações programáticas: 
[...] 
f) Garantir o efetivo acesso a informação sobre a degradação e os riscos ambientais, e 
ampliar a articular as bases de informações dos entes federados e produzir informativos 
em linguagem acessível. 
A assertiva III é falsa. O erro está na menção a "veto popular", que não é um instituto jurídico reconhecido 
no direito brasileiro. 
A assertiva IV é falsa. O PNDH-3 propõe a não redução da maioridade penal: 
Objetivo estratégico VII: 
Implementação do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). 
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Ações programáticas: 
[...] 
j) Desenvolver campanhas de informação sobre o adolescente em conflito com a lei, 
defendendo a não redução da maioridade penal. 
Como só as assertivas I e II são verdadeiras, a alternativa A é correta e é o gabarito da questão. 
10. (FGV/ALEMA - 2023) O Decreto nº 7.037/2009, que aprovou o Programa Nacional de Direitos 
Humanos, define que “a implementação do PNDH-3, além dos responsáveis nele indicados, envolve 
parcerias com outros órgãos federais relacionados com os temas tratados nos eixos orientadores e suas 
diretrizes”. 
Segundo o PNDH – 3 é incorreto afirmar que 
A) os movimentos populares e sindicatos foram, no caso brasileiro, os principais promotores da mudança e 
da ruptura política em diversas épocas e contextos históricos. 
B) deve-se dar continuidade à integração e ao aprimoramento dos mecanismos de participação existentes, 
bem como criar novos meios de construção e monitoramento das políticas públicas sobre Direitos Humanos 
no Brasil. 
C) deve-se fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária Nacional. 
D) o uso de indicadores em Direitos Humanos não é recomendado para mensurar demandas, monitorar, 
avaliar, reformular e propor ações efetivas. 
E) deve-se fomentar o debate sobre a expansão de plantios de monoculturas que geram impacto no meio 
ambiente e na cultura dos povos e comunidades tradicionais. 
Comentários 
A alternativa A é correta. Com efeito, várias mudanças políticas foram promovidas por organizações sociais 
populares ao longo do tempo no Brasil. 
A alternativa B é correta. A tendência é a de se ampliar a participação social das organizações sociais 
populares por meio da intensificação dos mecanismos de participação existentes e por meio do fomento 
dessas organizações. 
A alternativa C é correta. Com efeito, o PNDH-3 prevê como ação a de fortalecer a estrutura da Ouvidoria 
Agrária Nacional: 
Objetivo estratégico II: 
Ampliação do controle externo dos órgãos públicos. 
Ações programáticas: 
[...] 
c) Fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária Nacional. 
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A alternativa D é incorreta e é o gabarito da questão. Pelo contrário, o PNDH-3 estimula o uso de indicadores 
em Direitos Humanos como forma de articular a ação dos órgãos públicos: 
Objetivo estratégico I: 
Desenvolvimento de mecanismos de controle social das políticas públicas de Direitos 
Humanos, garantindo o monitoramento e a transparência das ações governamentais 
Ações programáticas: 
a) Instituir e manter sistema nacional de indicadores em Direitos Humanos, de forma 
articulada com os órgãos públicas e a sociedade civil. 
A alternativa E é correta. O PNDH-3 promove o debate sobre monoculturas e seus impactos sobre o 
ambiente e sobre a sociedade: 
Objetivo estratégico I: 
Implementação de políticas públicas de desenvolvimento com inclusão social. 
Ações programáticas: 
g) Fomentar o debate sobre a expansão de plantios de monoculturas que geram impacto 
no meio ambiente e na cultura dos povos e comunidades tradicionais, tais como eucalipto, 
cana-de-açúcar, soja, e sobre o manejo florestal, a grande pecuária, mineração, turismo e 
pesca. 
11. (FGV/DEPEN-MG - 2022) No Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 (Decreto nº 
7.037/2009), está presente o Eixo Orientador II: “Desenvolvimento e Direitos Humanos”. 
Assinale a única diretriz a seguir que pertence a esse Eixo II. 
A) Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras como 
sujeitos de direitos. 
B) Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e construção de mecanismos 
de avaliação e monitoramento de sua efetivação. 
C) Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação 
democrática. 
D) Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e interdependente, assegurando a cidadania 
plena. 
E) Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de forma não 
discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação. 
Comentários 
O Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos dá respaldo à proteção dos direitos ambientais, 
incluindo o seu reconhecimento como direito das gerações futuras na sua diretriz 6: 
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Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo 
as gerações futuras como sujeitos de direitos. 
Assim, a alternativa A é correta e é o gabarito da questão. 
12. (FGV/SEN - 2022) Inês, estudiosa dos direitos humanos, foi questionada em relação ao alcance do 
primeiro eixo orientador do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), considerando a diretriz de 
interação entre as estruturas estatais de poder e a sociedade civil, bem como sobre a técnica para se definir 
objetivos estratégicos e indicar as respectivas ações programáticas. 
A respeito dessa temática, Inês centrou sua resposta na análise da ampliação do controle externo dos órgãos 
públicos, explicando corretamente que as ações programáticas devem ser direcionadas a 
A) reforçar a atuação institucional do Ministério Público; ampliar os canais de comunicação dos usuários dos 
serviços públicos; e operacionalizar a instalação dos Conselhos de Usuários dos Serviços Públicos. 
B) conscientizar a coletividade do caráter instrumental das estruturas estatais de poder; estimular o 
aprimoramento da ideologia participativa; e ampliar a atuação e as garantias do Conselho Nacional de 
Direitos Humanos. 
C) ampliar a divulgação dos serviços públicos direcionados à efetivação dos direitos humanos; propor a 
instituição, com garantias, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos; e fortalecer a estrutura da Ouvidoria 
Agrária Nacional. 
D) propor mudanças legislativas visando à instituição de campanhas institucionais de proteção dos direitos 
humanos; realçar a atuação dos órgãos de segurança pública como mecanismo de garantia desses direitos e 
aumentar os canais de acesso pela coletividade e de transparência. 
E) aprimorar os mecanismos de controle interno, aperfeiçoando a sua estrutura material e humana; estreitar 
o diálogo do controle interno com os órgãos de controle externo, instrumentalizando a sua atuação; e 
empoderar a coletividade com a ampliação dos canais de acesso. 
Comentários 
No âmbito do Objetivo estratégico II: Ampliação do controle externos dos órgãos públicos, o PNDH-3 prevê 
a ampliação e divulgação de serviços públicos voltados à efetivação dos Direitos Humanos, prevê que se 
proponha a instituição de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos e prevê o fortalecimento da estrutura 
da Ouvidoria Agrária Nacional: 
Objetivo estratégico II: 
Ampliação do controle externo dos órgãos públicos. 
Ações programáticas: 
a) Ampliar a divulgação dos serviços públicos voltados para a efetivação dos Direitos 
Humanos, em especial nos canais de transparência. 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República 
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b) Propor a instituição da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, em substituição à 
Ouvidoria-Geral da Cidadania, com independência e autonomia política, com mandato e 
indicação pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos, assegurando recursos humanos, 
materiais e financeiros para seu pleno funcionamento. 
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República 
c) Fortalecer a estrutura da Ouvidora Agrária Nacional. 
Responsável: Ministério do Desenvolvimento Agrário. 
Assim, a alternativa C é correta e é o gabarito da questão. 
13. (FGV/Pref Boa Vista - 2018) “Os professores da Escola Municipal Hortência estão trabalhando no 
planejamento do próximo ano letivo. A equipe de direção da escola os lembrou de considerar as 
estratégias propostas pelo Programa Nacional de Direitos Humanos que se referem à educação escolar.” 
Analise abaixo algumas das ideias dos professores. 
I. projeto interdisciplinar sobre as tribos indígenas da Amazônia; 
II. jogos esportivos coletivos; 
III. aulas de informática para a comunidade. 
A(s) ideia(s) que contemplaria(m) o documento citado é(são): 
a) somente I; 
b) somente I e II; 
c) somente I e III; 
d) somente II e III; 
e) I, II e III. 
Comentários 
A alternativa E (itens I, II e III) está correta e é o gabarito da questão. Os itens I, II e III correspondem a 
diferentes ações programáticas do acesso à educação de qualidade e garantia de permanência na escola do 
Programa Nacional de Direitos Humanos. 
Objetivo estratégico V: Acesso à educação de qualidade e garantia de permanência na 
escola. 
Ações programáticas: (...) 
h) Fomentar as ações afirmativas para o ingresso das populações negra, indígena e de baixa 
renda no ensino superior. 
Responsáveis: Ministério da Educação; Secretaria Especial de Políticas de Promoção da 
Igualdade Racial da Presidência da República; Ministério da Justiça 
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e) Adequar o currículo escolar, inserindo conteúdos que valorizem as diversidades, as 
práticas artísticas, a necessidade de alimentação adequada e saudável e asatividades 
físicas e esportivas. 
Responsáveis: Ministério da Educação; Ministério da Cultura; Ministério do Esporte; 
Ministério da Saúde 
k) Ampliar o acesso a programas de inclusão digital para populações de baixa renda em 
espaços públicos, especialmente escolas, bibliotecas e centros comunitários. 
Responsáveis: Ministério da Educação; Ministério da Cultura; Ministério da Ciência e 
Tecnologia; Ministério da Pesca e Aquicultura 
14. (FGV/Pref Boa Vista/2018) “Nas comunidades tradicionais de pescadores, percebeu-se um 
distanciamento da prática escolar da realidade local, bem como a ausência de material didático-
pedagógico que contribua com a formação escolar e com a formação da pesca aprendida ainda na infância 
por meio da convivência com os pescadores e as pescadoras mais velhos/as. Alicerçado na referida 
discussão e cenário de estudo, percebeu-se que um material didático, abrangendo os conhecimentos 
ecológicos locais, possibilitaria aproximar, de certa forma, a vivência local dos pescadores artesanais, seja 
com o mangue ou com o mar, no ensino de Ciências, Biologia, Geografia e outras disciplinas do currículo 
escolar.” 
(VIEIRA, N. C. e NEVES, J. V. “Da pesca à escola: uma experiência de construção coletiva de saberes em 
comunidades tradicionais pesqueiras na Amazônia paraense”) 
Sobre a situação narrada na pesquisa acima, o Programa Nacional de Direitos Humanos: 
a) não se manifesta; 
b) considera a importância de valorizar o currículo mínimo nesses espaços; 
c) considera a importância dos programas educacionais se adequarem à cultura e identidade locais; 
d) estabelece a necessidade de os estudantes dessas localidades serem transferidos para centros urbanos; 
e) considera que as especificidades locais não devem interferir no programa educacional. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNH3) 
prevê que os programas educacionais sejam adequados à cultura e identidade locais. 
Objetivo estratégico V: Acesso à educação de qualidade e garantia de permanência na 
escola. 
Ações programáticas: (...) 
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l) Fortalecer programas de educação no campo e nas comunidades pesqueiras que 
estimulem a permanência dos estudantes na comunidade e que sejam adequados às 
respectivas culturas e identidades. 
Responsáveis: Ministério da Educação; Ministério do Desenvolvimento Agrário; Ministério 
da Pesca e Aquicultura. 
As alternativas A e B estão incorretas. Como visto, o Programa Nacional de Direitos Humanos manifesta-se 
sobre o tema e, inclusive, busca ampliar o acesso à educação, e não valorizar o currículo mínimo. 
Objetivo estratégico V: Acesso à educação de qualidade e garantia de permanência na 
escola. 
Ações programáticas: (...) 
a) ampliar o acesso a educação básica, a permanência na escola e a universalização do 
ensino no atendimento à educação infantil. 
As alternativas D e E estão incorretas. A ação programática busca fortalecer programas de educação no 
campo e nas comunidades pesqueiras que estimulem a permanência dos estudantes na comunidade (erro 
da alternativa D) e que sejam adequados às respectivas culturas e identidades (erro da alternativa E). 
LISTA DE QUESTÕES 
FGV 
1. (FGV/CM Fortaleza - 2024) O atual programa nacional de proteção de direitos humanos foi editado 
no ano de 2009, Decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009. 
Sobre este assunto, assinale a afirmativa correta. 
a) O objetivo estratégico do plano é unificar e definir os destinatários dos direitos humanos, sistematizando 
as normativas desta natureza, restritas aos cidadãos. 
b) O atual plano é a terceira versão e apresenta as bases de uma política de Estado para os direitos humanos, 
definindo diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas. 
c) O plano nacional é resultado de um trabalho desenvolvido pelos membros do Congresso Nacional, 
representantes legítimos do povo brasileiro. 
d) A ideia de transversalidade decorre da necessidade de adoção das propostas do plano em políticas, que 
observem a garantia de direitos de uma coletividade previamente definida. 
e) O programa é uma proposta desnecessária ao contexto democrático brasileiro, tendo em vista a 
Constituição Federal, que se apresenta como norma geral dos direitos humanos. 
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2. (FGV/SEAP-BA - 2024) O atual Programa Nacional de Direitos Humanos, PNDH-3, apresenta 
diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas pelo Decreto federal nº 7.037, de 21 de dezembro 
de 2009. 
Acerca deste assunto, é correto afirmar que 
a) a ideia de interação democrática entre Estado e sociedade civil decorre da necessidade de fortalecimento 
da democracia representativa, a partir da escolha de organizações idôneas. 
b) o combate à desigualdade social deve considerar a promoção dos direitos de crianças e adolescentes, 
ressalvada as situações cuja responsabilidade é exclusiva de seus genitores. 
c) a atual versão apresenta apenas três eixos orientadores: Interação democrática entre Estado e Sociedade 
Civil; Livre Mercado e Direito ao acesso tecnológico. 
d) o Direito à Memória e à Verdade deve ser relativizado com a perspectiva de cada cidadão, que podem 
apresentar versões divergentes sobre a mesma época da história. 
e) o Programa Nacional de Direitos Humanos possui como missão nortear as medidas governamentais em 
prol da defesa dos direitos humanos no Brasil. 
3. (FGV/Pref J Guararape - 2023) Na sociedade em que vivemos, marcada por uma herança de 
desigualdades, precisamos lidar com o preconceito e a discriminação, inclusive quando o assunto é o 
próprio conceito de direitos humanos, visto muitas vezes como “direitos da marginalidade”, ou ainda 
apenas relacionado a liberdades individuais, sem pensar nos direitos econômicos, sociais e coletivos. Com 
a educação em direitos humanos, podemos contribuir para a formação de uma cidadania ativa, equitativa 
e critica em as pessoas percebam as consequências individuais e também sociais de cada escolha, com um 
senso de responsabilidade. Podemos propiciar o desenvolvimento de sentimentos e atitudes de 
cooperação e solidariedade nas práticas escolares, trazendo um entendimento de que todos somos 
sujeitos de deveres e de direitos. 
Adaptado de Instituto Aurora, https://institutoaurora.org/educacao-em-direitos-humanos/, 2023 
Com base no texto, a respeito dos princípios norteadores do Plano Nacional em Direitos Humanos na 
educação básica, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) A educação em direitos humanos deve enfrentar o preconceito e a discriminação mantendo o caráter 
segmentado das atividades por área de conhecimento. 
( ) A educação em direitos humanos deve estruturar-se na diversidade cultural e ambiental, garantindo a 
cidadania, o acesso ao ensino, permanência e conclusão, a equidade e a qualidade da educação. 
( ) A educação em direitos humanos deve considerar a escola um espaço privilegiado para promover 
cooperação e solidariedade, assegurando objetivos e práticas coerentes com o princípio de uma cidadania 
ativa. 
As afirmativas são, respectivamente, 
a) F, V e V. 
b) V, F e V. 
c) F, V e F. 
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d) V, V e F. 
e) V, V e V. 
4. (FGV/ALEMA - 2023) Uma das diretrizes do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é a 
interação democrática entre Estado e Sociedade Civil como instrumento de fortalecimento da democracia 
participativa. 
Avalie se as ações programáticas relativas a essa diretriz incluem: 
I. Criar mecanismos que permitam uma ação coordenada entre os diversos conselhos de direitos, visando 
uma agenda comum para implementação de políticas públicas de Direitos Humanos. 
II. Criar base de dados dos conselhos nacionais, estaduais, distrital e municipais, garantindo que o público 
em geral tenha acesso a ela. 
III. Estimular o debate sobre a regulamentação e efetividade dos instrumentos de participação social e 
consulta popular, tais como lei de iniciativa popular, referido, veto popular e plebiscito. 
IV. Estimular o debate sobre redução da maioridade penal, com vistas a impactar o aliciamento de menores 
para o tráfico de drogas e responsabilizar as pessoas em cometimento de atos infracionais. 
Estão corretas as afirmativas: 
a) I e II, apenas. 
b) I, II e III, apenas. 
c) II e IV, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
5. (FGV/ALEMA - 2023) O Decreto nº 7.037/2009, que aprovou o Programa Nacional de Direitos 
Humanos, define que “a implementação do PNDH-3, além dos responsáveis nele indicados, envolve 
parcerias com outros órgãos federais relacionados com os temas tratados nos eixos orientadores e suas 
diretrizes”. 
Segundo o PNDH – 3 é incorreto afirmar que 
a) os movimentos populares e sindicatos foram, no caso brasileiro, os principais promotores da mudança e 
da ruptura política em diversas épocas e contextos históricos. 
b) deve-se dar continuidade à integração e ao aprimoramento dos mecanismos de participação existentes, 
bem como criar novos meios de construção e monitoramento das políticas públicas sobre Direitos Humanos 
no Brasil. 
c) deve-se fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária Nacional. 
d) o uso de indicadores em Direitos Humanos não é recomendado para mensurar demandas, monitorar, 
avaliar, reformular e propor ações efetivas. 
e) deve-se fomentar o debate sobre a expansão de plantios de monoculturas que geram impacto no meio 
ambiente e na cultura dos povos e comunidades tradicionais. 
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6. (FGV/DEPEN-MG - 2022) No Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 (Decreto nº 
7.037/2009), está presente o Eixo Orientador II: “Desenvolvimento e Direitos Humanos”. 
Assinale a única diretriz a seguir que pertence a esse Eixo II. 
a) Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras como 
sujeitos de direitos. 
b) Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e construção de mecanismos 
de avaliação e monitoramento de sua efetivação. 
c) Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação 
democrática. 
d) Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e interdependente, assegurando a 
cidadania plena. 
e) Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de forma não 
discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação. 
7. (FGV/SEN - 2022) Inês, estudiosa dos direitos humanos, foi questionada em relação ao alcance do 
primeiro eixo orientador do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), considerando a diretriz de 
interação entre as estruturas estatais de poder e a sociedade civil, bem como sobre a técnica para se definir 
objetivos estratégicos e indicar as respectivas ações programáticas. 
A respeito dessa temática, Inês centrou sua resposta na análise da ampliação do controle externo dos órgãos 
públicos, explicando corretamente que as ações programáticas devem ser direcionadas a 
a) reforçar a atuação institucional do Ministério Público; ampliar os canais de comunicação dos usuários dos 
serviços públicos; e operacionalizar a instalação dos Conselhos de Usuários dos Serviços Públicos. 
b) conscientizar a coletividade do caráter instrumental das estruturas estatais de poder; estimular o 
aprimoramento da ideologia participativa; e ampliar a atuação e as garantias do Conselho Nacional de 
Direitos Humanos. 
c) ampliar a divulgação dos serviços públicos direcionados à efetivação dos direitos humanos; propor a 
instituição, com garantias, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos; e fortalecer a estrutura da Ouvidoria 
Agrária Nacional. 
d) propor mudanças legislativas visando à instituição de campanhas institucionais de proteção dos direitos 
humanos; realçar a atuação dos órgãos de segurança pública como mecanismo de garantia desses direitos e 
aumentar os canais de acesso pela coletividade e de transparência. 
e) aprimorar os mecanismos de controle interno, aperfeiçoando a sua estrutura material e humana; estreitar 
o diálogo do controle interno com os órgãos de controle externo, instrumentalizando a sua atuação; e 
empoderar a coletividade com a ampliação dos canais de acesso. 
8. (FGV/Pref J Guararapes - 2023) Na sociedade em que vivemos, marcada por uma herança de 
desigualdades, precisamos lidar com o preconceito e a discriminação, inclusive quando o assunto é o 
próprio conceito de direitos humanos, visto muitas vezes como “direitos da marginalidade”, ou ainda 
apenas relacionado a liberdades individuais, sem pensar nos direitos econômicos, sociais e coletivos. Com 
a educação em direitos humanos, podemos contribuir para a formação de uma cidadania ativa, equitativa 
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e critica em as pessoas percebam as consequências individuais e também sociais de cada escolha, com um 
senso de responsabilidade. Podemos propiciar o desenvolvimento de sentimentos e atitudes de 
cooperação e solidariedade nas práticas escolares, trazendo um entendimento de que todos somos 
sujeitos de deveres e de direitos. Adaptado de Instituto Aurora, https://institutoaurora.org/educacao-em-
direitos-humanos/, 2023 
Com base no texto, a respeito dos princípios norteadores do Plano Nacional em Direitos Humanos na 
educação básica, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) A educação em direitos humanos deve enfrentar o preconceito e a discriminação mantendo o caráter 
segmentado das atividades por área de conhecimento. 
( ) A educação em direitos humanos deve estruturar-se na diversidade cultural e ambiental, garantindo a 
cidadania, o acesso ao ensino, permanência e conclusão, a equidade e a qualidade da educação. 
( ) A educação em direitos humanos deve considerar a escola um espaço privilegiado para promover 
cooperação e solidariedade, assegurando objetivos e práticas coerentes com o princípio de uma cidadania 
ativa. 
As afirmativas são, respectivamente, 
A) F, V e V. 
B) V, F e V. 
C) F, V e F. 
D) V, V e F. 
E) V, V e V. 
9. (FGV/ALEMA - 2023) Uma das diretrizes do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é a 
interação democrática entre Estado e Sociedade Civil como instrumento de fortalecimento da democracia 
participativa. 
Avalie se as ações programáticas relativas a essa diretriz incluem: 
I. Criar mecanismos que permitam uma ação coordenada entre os diversos conselhos de direitos, visando 
uma agenda comum para implementação de políticas públicas de Direitos Humanos. 
II. Criar base de dados dos conselhos nacionais, estaduais, distrital e municipais, garantindo que o público 
em geral tenha acessoa ela. 
III. Estimular o debate sobre a regulamentação e efetividade dos instrumentos de participação social e 
consulta popular, tais como lei de iniciativa popular, referendo, veto popular e plebiscito. 
IV. Estimular o debate sobre redução da maioridade penal, com vistas a impactar o aliciamento de menores 
para o tráfico de drogas e responsabilizar as pessoas em cometimento de atos infracionais. 
Estão corretas as afirmativas: 
A) I e II, apenas. 
B) I, II e III, apenas. 
C) II e IV, apenas. 
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D) II, III e IV, apenas. 
E) I, II, III e IV. 
10. (FGV/ALEMA - 2023) O Decreto nº 7.037/2009, que aprovou o Programa Nacional de Direitos 
Humanos, define que “a implementação do PNDH-3, além dos responsáveis nele indicados, envolve 
parcerias com outros órgãos federais relacionados com os temas tratados nos eixos orientadores e suas 
diretrizes”. 
Segundo o PNDH – 3 é incorreto afirmar que 
A) os movimentos populares e sindicatos foram, no caso brasileiro, os principais promotores da mudança e 
da ruptura política em diversas épocas e contextos históricos. 
B) deve-se dar continuidade à integração e ao aprimoramento dos mecanismos de participação existentes, 
bem como criar novos meios de construção e monitoramento das políticas públicas sobre Direitos Humanos 
no Brasil. 
C) deve-se fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária Nacional. 
D) o uso de indicadores em Direitos Humanos não é recomendado para mensurar demandas, monitorar, 
avaliar, reformular e propor ações efetivas. 
E) deve-se fomentar o debate sobre a expansão de plantios de monoculturas que geram impacto no meio 
ambiente e na cultura dos povos e comunidades tradicionais. 
11. (FGV/DEPEN-MG - 2022) No Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 (Decreto nº 
7.037/2009), está presente o Eixo Orientador II: “Desenvolvimento e Direitos Humanos”. 
Assinale a única diretriz a seguir que pertence a esse Eixo II. 
A) Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras como 
sujeitos de direitos. 
B) Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e construção de mecanismos 
de avaliação e monitoramento de sua efetivação. 
C) Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação 
democrática. 
D) Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e interdependente, assegurando a cidadania 
plena. 
E) Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de forma não 
discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação. 
12. (FGV/SEN - 2022) Inês, estudiosa dos direitos humanos, foi questionada em relação ao alcance do 
primeiro eixo orientador do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), considerando a diretriz de 
interação entre as estruturas estatais de poder e a sociedade civil, bem como sobre a técnica para se definir 
objetivos estratégicos e indicar as respectivas ações programáticas. 
A respeito dessa temática, Inês centrou sua resposta na análise da ampliação do controle externo dos órgãos 
públicos, explicando corretamente que as ações programáticas devem ser direcionadas a 
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A) reforçar a atuação institucional do Ministério Público; ampliar os canais de comunicação dos usuários dos 
serviços públicos; e operacionalizar a instalação dos Conselhos de Usuários dos Serviços Públicos. 
B) conscientizar a coletividade do caráter instrumental das estruturas estatais de poder; estimular o 
aprimoramento da ideologia participativa; e ampliar a atuação e as garantias do Conselho Nacional de 
Direitos Humanos. 
C) ampliar a divulgação dos serviços públicos direcionados à efetivação dos direitos humanos; propor a 
instituição, com garantias, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos; e fortalecer a estrutura da Ouvidoria 
Agrária Nacional. 
D) propor mudanças legislativas visando à instituição de campanhas institucionais de proteção dos direitos 
humanos; realçar a atuação dos órgãos de segurança pública como mecanismo de garantia desses direitos e 
aumentar os canais de acesso pela coletividade e de transparência. 
E) aprimorar os mecanismos de controle interno, aperfeiçoando a sua estrutura material e humana; estreitar 
o diálogo do controle interno com os órgãos de controle externo, instrumentalizando a sua atuação; e 
empoderar a coletividade com a ampliação dos canais de acesso. 
13. (FGV/Pref Boa Vista - 2018) “Os professores da Escola Municipal Hortência estão trabalhando no 
planejamento do próximo ano letivo. A equipe de direção da escola os lembrou de considerar as 
estratégias propostas pelo Programa Nacional de Direitos Humanos que se referem à educação escolar.” 
Analise abaixo algumas das ideias dos professores. 
I. projeto interdisciplinar sobre as tribos indígenas da Amazônia; 
II. jogos esportivos coletivos; 
III. aulas de informática para a comunidade. 
A(s) ideia(s) que contemplaria(m) o documento citado é(são): 
a) somente I; 
b) somente I e II; 
c) somente I e III; 
d) somente II e III; 
e) I, II e III. 
14. (FGV/Pref Boa Vista/2018) “Nas comunidades tradicionais de pescadores, percebeu-se um 
distanciamento da prática escolar da realidade local, bem como a ausência de material didático-
pedagógico que contribua com a formação escolar e com a formação da pesca aprendida ainda na infância 
por meio da convivência com os pescadores e as pescadoras mais velhos/as. Alicerçado na referida 
discussão e cenário de estudo, percebeu-se que um material didático, abrangendo os conhecimentos 
ecológicos locais, possibilitaria aproximar, de certa forma, a vivência local dos pescadores artesanais, seja 
com o mangue ou com o mar, no ensino de Ciências, Biologia, Geografia e outras disciplinas do currículo 
escolar.” 
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==31af8c==
 
 
 
 
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(VIEIRA, N. C. e NEVES, J. V. “Da pesca à escola: uma experiência de construção coletiva de saberes em 
comunidades tradicionais pesqueiras na Amazônia paraense”) 
Sobre a situação narrada na pesquisa acima, o Programa Nacional de Direitos Humanos: 
a) não se manifesta; 
b) considera a importância de valorizar o currículo mínimo nesses espaços; 
c) considera a importância dos programas educacionais se adequarem à cultura e identidade locais; 
d) estabelece a necessidade de os estudantes dessas localidades serem transferidos para centros urbanos; 
e) considera que as especificidades locais não devem interferir no programa educacional. 
GABARITO 
1. B 
2. E 
3. A 
4. A 
5. D 
6. A 
7. C 
8. A 
9. A 
10. D 
11. A 
12. C 
13. E 
14. C 
 
 
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11562454609 - Sabrina Lourdes Pereira de CristoAlém disso, esse programa continha uma série de regras e propostas genéricas, no sentido de apoiar, 
estimular, incentivar, dotadas de pouca efetividade. 
PNDH 
2 
Incluiu os direitos sociais, econômicos e culturais, ao prever ações específicas para a área do 
direito à educação, previdência e assistência social, trabalho, moradia, meio ambiente, 
alimentação, cultura e lazer. Além disso, conforme leciona a doutrina o referido plano teve por 
objetivo a “construção e consolidação de uma cultura de respeito aos direitos humanos”1. 
O PNDH 2 foi concluído com a publicação do Decreto Executivo nº 4.229/2002, que incluiu os direitos 
humanos de segunda dimensão, consentâneo com a noção de indivisibilidade e interdependência entre 
os Direitos Humanos. Significa dizer que o Estado Brasileiro não se preocupou apenas com os direitos civis 
e políticos, mas também com os direitos sociais, econômicos e culturais. 
Nesse contexto, destacam-se os seguintes direitos protegidos pelo PNDH 2: 
 educação 
 previdência e assistência social 
 trabalho 
 moradia 
 meio ambiente 
 alimentação 
 cultura 
 lazer 
Foram implementadas novas formas de acompanhamento e monitoramento das ações contempladas 
no Plano Nacional de Direitos Humanos (integrando o 1 e o 2), prevendo a disposição de políticas e 
programas dentro dos orçamentos nos níveis federal, estadual e municipal. 
A finalidade do PNDH 2 foi influenciar a discussão em torno da elaboração do Plano Plurianual 2004-2007, 
servindo de parâmetro e orientação para a definição dos programas sociais a serem desenvolvidos no país 
até 2007. Segundo a doutrina essa finalidade constitui avanço relativamente ao plano anterior, na medida 
em que se procurou dar consistência e concretude à proteção dos direitos básico do cidadão, com a 
formulação de políticas públicas e destinação de recursos para sua execução. 
Entretanto, o PNDH 2 foi publicado apenas no último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, o 
que dificultou a consecução das políticas. 
PNDH 
3 
Objetiva a construção de espaço para a participação democrática para a revisão do PNDH II, com 
o desafio de integrar as diferentes dimensões dos Direitos Humanos. 
O PNDH 3, instituído pelo Decreto Executivo nº 7.037/2009, é o mais amplo dos programas nacionais, 
abrangendo extenso rol de direito e de medidas para serem implementadas a partir de uma visão de 
transversalidade. 
E o que significa “visão de transversalidade”? 
Pessoal, é “só um nome bonito”, nada mais indica do que a consideração, para a adoção de políticas 
públicas, passando por (atravessando) diversos órgãos e poderes estatais, com o objetivo de 
 
1 BARRETO. Rafael. Direitos Humanos, p. 242. 
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conjuntamente elaborar e monitorar políticas e ações voltadas para a realização dos propósitos do 
PNDH 3. 
O principal desafio político do PNDH 3 foi o de construir um programa que considerasse a indivisibilidade 
e interdependência dos direitos humanos em todas as suas dimensões: direitos civis, políticos, sociais, 
econômicos e culturais. 
Em razão disso, foram estabelecidos eixos temáticos estruturantes, que dispõem sobre os principais 
desafios para a efetivação dos direitos em nosso país, destacando as dimensões da desigualdade, 
violência, modelo de desenvolvimento, cultura e educação em direitos humanos, democracia, 
monitoramento e direito à memória e a justiça. 
Na construção do PNDH III, duas dimensões foram consideradas estruturantes: 
 universalização dos direitos em um contexto de desigualdades; e 
 impacto de um modelo de desenvolvimento insustentável e concentrador de renda na promoção 
dos direitos humanos. 
O que se pretende afirmar é que a declaração formal dos direitos é importante para o progresso da 
humanidade, contudo, a mera previsão formal não garante a implementação material dos direitos 
previstos. Em razão disso, é necessária intensa autuação dos Poderes Públicos, em especial do Poder 
Executivo, por intermédio de políticas públicas, para assegurar materialmente os direitos civis, políticos, 
sociais, culturais e econômicos de forma integrada e harmônica. 
Infelizmente, pouco se avançou na efetivação de direitos previstos no PNDH III, muito em razão do 
contexto de grandes desigualdades. 
Outra questão importante, dentro do PNDH III, refere-se ao desenvolvimento de políticas voltadas aos 
direitos de terceira dimensão, com destaque o direito ao meio ambiente e o desenvolvimento 
sustentável. Esses direitos difusos e coletivos foram incorporados prevendo mecanismos e instrumentos 
para efetivar o controle social, a reparação e a violação desses direitos transindividuais. 
Perfeito, vimos as principais informações relativas ao Programas, que podem ser objetivo de prova. Na 
sequência, vamos adentrar especificamente no estudo do Programa Nacional de Direito Humanos 3, 
instituído pelo Decreto Executivo nº 7.037/2009. 
PNDH 3 
1 - Competência Normativa 
Inicialmente devemos saber que o Presidente da República, desde o advento da Emenda Constitucional nº 
32/2001, detém a prerrogativa de editar decretos autônomos. Esses decretos constituem uma espécie 
normativa primária na ordem jurídica brasileira, uma vez que não são destinados à regulamentação da lei. 
 
O PNDH 3 foi instituído por intermédio de um decreto autônomo.
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2 - Estrutura 
No PNDH 3 são dispostos “eixos orientadores”, os quais são divididos em: diretrizes, objetivos estratégicos 
e ações programáticas. 
2.1 - Eixo Orientador 
Por eixo orientador devemos entender um conjunto de assuntos de direitos humanos considerado 
fundamental para a adoção das políticas de Governo em matéria humanística. 
O PNDH 3 é formado por seis eixos orientadores. 
 
2.2 - Diretrizes 
Se observarmos o Decreto nº 7.037/2009, para cada Eixo Orientador são delimitadas várias linhas de 
Vejamos cada uma das 25 diretrizes distribuídas ao longo dos seis eixos orientadores: 
Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil: 
Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento 
da democracia participativa; 
Diretriz 2: Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas 
e de interação democrática; e 
Diretriz 3: Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e construção 
de mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação; 
• Interação democrática entre Estado e sociedade civilEixo Orientador I:
• Desenvolvimento e Direitos HumanosEixo Orientador II
• Universalizar direitos em um contexto de desigualdadesEixo Orientador III:
• Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à ViolênciaEixo Orientador IV:
• Educação e Cultura em Direitos HumanosEixo Orientador V:
• Direito à Memória e à VerdadeEixo Orientador VI:
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Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos: 
Diretriz 4: Efetivação de modelo de desenvolvimento sustentável, com inclusão social e econômica, 
ambientalmente equilibrado e tecnologicamente responsável, cultural e regionalmente diverso, 
participativo e não discriminatório; 
Diretriz 5: Valorização da pessoa humana como sujeito central do processo de desenvolvimento;e 
Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações 
futuras como sujeitos de direitos; 
Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades: 
Diretriz 7: Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e interdependente, 
assegurando a cidadania plena; 
Diretriz 8: Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de 
forma não discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação; 
Diretriz 9: Combate às desigualdades estruturais; e 
Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade; 
Eixo Orientador IV: Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência: 
Diretriz 11: Democratização e modernização do sistema de segurança pública; 
Diretriz 12: Transparência e participação popular no sistema de segurança pública e justiça criminal; 
Diretriz 13: Prevenção da violência e da criminalidade e profissionalização da investigação de atos 
criminosos; 
Diretriz 14: Combate à violência institucional, com ênfase na erradicação da tortura e na redução da 
letalidade policial e carcerária; 
Diretriz 15: Garantia dos direitos das vítimas de crimes e de proteção das pessoas ameaçadas; 
Diretriz 16: Modernização da política de execução penal, priorizando a aplicação de penas e medidas 
alternativas à privação de liberdade e melhoria do sistema penitenciário; e 
Diretriz 17: Promoção de sistema de justiça mais acessível, ágil e efetivo, para o conhecimento, a 
garantia e a defesa de direitos; 
Eixo Orientador V: Educação e Cultura em Direitos Humanos: 
Diretriz 18: Efetivação das diretrizes e dos princípios da política nacional de educação em Direitos 
Humanos para fortalecer uma cultura de direitos; 
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Diretriz 19: Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos sistemas de 
educação básica, nas instituições de ensino superior e nas instituições formadoras; 
Diretriz 20: Reconhecimento da educação não formal como espaço de defesa e promoção dos Direitos 
Humanos; 
Diretriz 21: Promoção da Educação em Direitos Humanos no serviço público; e 
Diretriz 22: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para 
consolidação de uma cultura em Direitos Humanos; e 
Eixo Orientador VI: Direito à Memória e à Verdade: 
Diretriz 23: Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever 
do Estado; 
Diretriz 24: Preservação da memória histórica e construção pública da verdade; e 
Diretriz 25: Modernização da legislação relacionada com a promoção do direito à memória e à 
verdade, fortalecendo a democracia. 
Portanto: 
 
Vejamos algumas questões sobre o assunto. 
 
(FEPESE - 2019) O Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3, aprovado pelo Decreto nº 7.037, de 
21 de dezembro de 2009, é estruturado em eixos orientadores que contêm suas respectivas diretrizes. 
Nesse contexto normativo, estão incluídas no Eixo Orientador IV, que trata da Segurança Pública, Acesso à 
Justiça e Combate à Violência, as seguintes diretrizes: 
A) Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e interdependente, assegurando a cidadania 
plena; Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de forma não 
EIXOS ORIENTADORES 6
DIRETRIZES 25
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discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação; Combate às desigualdades estruturais; 
Garantia da igualdade na diversidade. 
B) Efetivação das diretrizes e dos princípios da política nacional de educação em Direitos Humanos para 
fortalecer uma cultura de direitos; Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos 
sistemas de educação básica, nas instituições de ensino superior e nas instituições formadoras; 
Reconhecimento da educação não formal como espaço de defesa e promoção dos Direitos Humanos; 
Promoção da Educação em Direitos Humanos no serviço público; Garantia do direito à comunicação 
democrática e ao acesso à informação para consolidação de uma cultura em Direitos Humanos. 
C) Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da democracia 
participativa; Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e 
de interação democrática; Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e 
construção de mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação. 
D) Democratização e modernização do sistema de segurança pública; Transparência e participação popular 
no sistema de segurança pública e justiça criminal; Prevenção da violência e da criminalidade e 
profissionalização da investigação de atos criminosos; Combate à violência institucional, com ênfase na 
erradicação da tortura e na redução da letalidade policial e carcerária; Garantia dos direitos das vítimas de 
crimes e de proteção das pessoas ameaçadas; Modernização da política de execução penal, priorizando a 
aplicação de penas e medidas alternativas à privação de liberdade e melhoria do sistema penitenciário; 
Promoção de sistema de justiça mais acessível, ágil e efetivo, para o conhecimento, a garantia e a defesa de 
direitos. 
E) Efetivação de modelo de desenvolvimento sustentável, com inclusão social e econômica, ambientalmente 
equilibrado e tecnologicamente responsável, cultural e regionalmente diverso, participativo e não 
discriminatório; Valorização da pessoa humana como sujeito central do processo de desenvolvimento; 
Promoção e proteção dos direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras como 
sujeitos de direitos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. São todas diretrizes do Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um 
contexto de desigualdades. 
A alternativa B está incorreta. São todas diretrizes do Eixo Orientador V: Educação e Cultura em Direitos 
Humanos. 
A alternativa C está incorreta. São todas diretrizes do Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado 
e sociedade civil. 
A alternativa D está correta. A questão cobra um dos eixos orientadores do PNDH – 3/2009, aquele que se 
refere à Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à violência. Vejamos todas as diretrizes desse eixo 
orientador. 
“IV - Eixo Orientador IV: Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência: 
a) Diretriz 11: Democratização e modernização do sistema de segurança pública; 
b) Diretriz 12: Transparência e participação popular no sistema de segurança pública e justiça criminal; 
c) Diretriz 13: Prevenção da violência e da criminalidade e profissionalização da investigação de atos 
criminosos; 
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d) Diretriz 14: Combate à violência institucional, com ênfase na erradicação da tortura e na redução da 
letalidade policial e carcerária; 
e) Diretriz 15: Garantia dos direitos das vítimas de crimes e de proteção das pessoas ameaçadas; 
f) Diretriz 16: Modernização da política de execução penal, priorizando a aplicação de penas e medidas 
alternativas à privação de liberdade e melhoria do sistema penitenciário; e 
g) Diretriz 17: Promoção de sistema de justiça mais acessível, ágil e efetivo, para o conhecimento, a garantiae a defesa de direitos”; 
Notem que é importante ler o Decreto nº 7.037/2009, que está anexo a esta aula. 
A alternativa E está incorreta. São todas diretrizes do Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos 
Humanos. 
Por fim, mais uma questãozinha para fixar o conteúdo: 
(CESPE - 2022) Entre as diretrizes do eixo orientador relativo ao título Desenvolvimento e Direitos 
Humanos, no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), inclui-se a de 
A) garantir os direitos humanos de forma universal, indivisível e interdependente. 
B) promover e proteger os direitos ambientais como direitos humanos. 
C) combater as desigualdades estruturais. 
D) garantir a igualdade na diversidade. 
E) promover os direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral. 
Comentários 
A alternativa B está correta. A promoção e proteção ambiental está inclusa no Eixo Orientador II. Vejamos: 
“Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos: 
Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras 
como sujeitos de direitos”; 
2.3 - Objetivos Estratégicos 
Os objetivos estratégicos, por sua vez, são pretensões específicas dentro de cada diretriz. 
Em relação à determinada diretriz dentro de um dos eixos orientadores, a Administração Pública Federal 
deverá procurar executar os objetivos definidos no PNDH 3: 
2.4 - Ações Programáticas 
Por fim, o Decreto nº 7.037/2009 ainda estabelece ações específicas a serem adotadas para que sejam 
atingidos os objetivos estratégicos definidos no âmbito de cada diretriz. 
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3 - Decreto 
O Art. 2º do Decreto traz os eixos, diretrizes e objetivos programáticos que vimos acima. 
De acordo com o art. 3º, do PNDH 3, a cada dois anos serão fixados e aprovados Planos de Ação de Direitos 
Humanos. 
Vejamos uma questão sobre um dos artigos acima. 
 
(CESPE - 2022) No Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), a diretriz que visa promover e 
proteger os direitos ambientais como direitos humanos está prevista no eixo orientador 
A) Interação Democrática entre Estado e Sociedade Civil. 
B) Desenvolvimento e Direitos Humanos. 
C) Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades. 
D) Educação e Cultura em Direitos Humanos. 
E) Segurança Pública e Acesso à Justiça. 
Comentários 
A alternativa B está correta. Vejamos a diretriz 6 do Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos: 
Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras 
como sujeitos de direitos; 
Embora o Programa seja instituído no âmbito federal e voltado para a implementação de políticas públicas 
pelo Governo Federal, o art. 5º prevê a possibilidade de adesão ao PNDH 3 pelos Estados-membros, 
municípios e órgãos dos demais poderes (Legislativo e Judiciário), bem como do Ministério Público. 
COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE 
A Comissão Nacional da Verdade foi criada pela Lei nº 12.528/2011, com o objetivo de investigar as violações 
de Direitos Humanos perpetradas em um determinado período histórico, denominado de Ditadura Militar, 
compreendido no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988. A comissão atuou por 3 anos 
encerrando seus trabalhos em dezembro de 2014. 
Assim... 
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(CESPE/CEBRASPE - 2022) As ações da Comissão Nacional da Verdade destinadas a promover o 
esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de 
cadáveres e sua autoria, visaram, em um primeiro plano, de acordo com o relatório apresentado, 
beneficiar 
A) a memória das vítimas. 
B) os parentes das vítimas. 
C) toda a sociedade. 
D) o direito à informação. 
E) a honra das vítimas. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o relatório final em primeiro plano se 
buscou beneficiar toda a sociedade. Veja trecho do relatório: 
"as ações da CNV visaram ao fortalecimento das instituições democráticas, procurando beneficiar, em um 
primeiro plano, toda a sociedade, composta inclusive por 82 milhões de brasileiros que nasceram já sob o 
regime democrático". 
A COMISSÃO NACIONAL DA 
VERDADE VISA
efetivar o direito à memória
obter a verdade histórica
promover a reconciliação 
nacional
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1 - Composição 
A Comissão Nacional da Verdade foi composta por sete membros, todos brasileiros, nomeados pelo 
Presidente da República, que atendiam aos seguintes requisitos: 
 reconhecida idoneidade e conduta ética; 
identificados com a defesa da democracia e da institucionalidade constitucional; 
 identificados com respeito aos direitos humanos. 
Houve também pessoas que não puderam fazer parte da comissão. Vejamos um esquema sobre o assunto. 
 
2 - Objetivos 
É de suma importância sabermos quais os objetivos da Comissão da Verdade fixados pela Lei. Essencialmente 
o objetivo é trazer à tona os fatos ocorridos durante a Ditadura Militar e, assim, punir os crimes praticados 
durante esse período. Contudo, os objetivos listados foram muitos. 
• exerçiam cargos executivos em agremiação partidária, com exceção daqueles de natureza 
honorária;
• não tinham condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da 
Comissão;
• estavam no exercício de cargo em comissão ou função de confiança em quaisquer esferas 
do poder público.
NÃO PUDERAM PARTICIPAR DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE 
AQUELES QUE:
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Para que esses objetivos sejam alcançados a Comissão poderá adotar uma série de medidas. Vejamos: 
O
B
JE
TI
V
O
S
esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos 
humanos
promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, 
desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que 
ocorridos no exterior
identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as 
circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos e suas 
eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade
encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida 
que possa auxiliar na localização e na identificação de corpos e restos mortais de 
desaparecidos políticos
colaborar com todas as instâncias do poder público para apuração de violação de 
direitos humanos
recomendar a adoção de medidas e políticas públicas para prevenir a violação de 
direitos humanos, assegurar sua não repetição e promover a efetiva reconciliação 
nacional
promover a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos 
humanos, bem como colaborar para que seja prestada assistência às vítimas de 
tais violações.
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Para nossa prova essas informações são suficientes. Com isso, encerramos a aula de hoje. 
COMISSÃO DE ANISTIA 
Vamos começar essa parte da aula citando uma importante decisão da Corte Interamericana. Trata-se do 
caso Gomes Lund – Guerrilha do Araguaia (2010). 
O caso envolveu a responsabilidade do Estado brasileiro em investigar e apurar as violações de direitos 
humanos decorrentes de detenção arbitrária, tortura e desaparecimento forçado de 70 pessoas resultantes 
de operação do Exército, que teve por finalidade acabar com a denominada Guerrilha do Araguaia. 
Além disso, discutiu-se a validade da Lei de Anistia, uma vez que a não investigação foi fundamentada na 
referida lei. 
PARA A EXECUÇÃO DE SEUS OBJETIVOS A COMISSÃO PODERÁ
receber testemunhos, informações, dados e documentos que lhe forem encaminhados 
voluntariamente, assegurada a não identificação do detentor ou depoente, quando solicitada
requisitar informações, dados e documentos de órgãos e entidades do poder público, ainda que 
classificados em qualquer grau de sigilo
convocar, para entrevistas ou testemunho, pessoas que possam guardar qualquer relação com os 
fatos e circunstâncias examinados
determinar a realização de perícias e diligências para coleta ou recuperação de informações, 
documentos e dados
promover audiências públicas
requisitar proteção aos órgãos públicos para qualquer pessoa que se encontre em situação de 
ameaça em razão de sua colaboração com a Comissão Nacional da Verdade
promover parcerias com órgãos e entidades, públicos ou privados, nacionais ou internacionais, 
para o intercâmbio de informações, dados e documentos
requisitar o auxílio de entidades e órgãos públicos.
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Em seu julgamento, a Corte Interamericana de Direitos Humanos decidiu que a Lei de Anistia impede a 
investigação e sanção de violações a Direitos Humanos, bem como que o Brasil violou direitos das vítimas e 
familiares. 
Fixa, ainda, o dever de indenizar as vítimas e familiares interessados, bem como a necessidade de publicação 
da decisão em diários oficiais e jornais de grande circulação e, por fim, o dever de implementar políticas 
públicas para que ocorra a promoção dos Direitos Humanos. 
A lei 6.683/79 que concedeu anistia aos crimes políticos ou conexo com estes cometidos entre 02 de 
setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979 gerou a propositura da ADPF 153 em 2008 que questionava se a 
lei havia sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988. 
A ADPF foi julgada em 2010 e prevaleceu o entendimento que a Lei da anistia seria válida. Considerando a 
decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos haverá o dever de indenizar as vítimas e familiares 
interessados e para isso se formou a Comissão de Anistia. 
A comissão de anistia é um órgão do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania que tem por finalidade 
analisar os requerimentos de anistia relativos a perseguições exclusivamente política. 
Para começar nosso estudo vamos citar o artigo 8º do ADCT que institui o regime do anistiado político. 
Posteriormente foi editada a Lei 10.559/2002 para regulamentar o art. 8o do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias. 
1 - Lei 10.559/2002 
No seu artigo primeiro a lei trata dos direitos dos anistiados políticos. 
Vamos destacar: 
 
• Declaração da condição de anistiado político;
• Reparação econômica 
• Contagem do tempo em que o anistiado político esteve compelido ao afastamento de 
suas atividades profissionais, vedada a exigência de recolhimento de quaisquer 
contribuições previdenciárias;
• Conclusão do curso, em escola pública, ou, na falta, com prioridade para bolsa de 
estudo, a partir do período letivo interrompido, para o punido na condição de estudante 
ou registro do respectivo diploma para os que concluíram curso em instituições de 
ensino no exterior
• Reintegração dos servidores públicos civis e dos empregados públicos punidos por 
adesão à greve em serviço público e em atividades essenciais de interesse da segurança 
nacional por motivo político.
DIREITOS DOS ANISTIADOS POLÍTICOS
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O art. 2º da lei delimita os asilados políticos. São pessoas que em determinado período foram punidos ou 
afastados de suas atividades por motivo exclusivamente político. 
Esse ponto é importante pois no momento do requerimento no processo administrativo que pode 
reconhecer a condição de anistiado político o fundamento deverá estar entre esses itens. 
 
Agora o texto legal: 
• atingidos por atos institucionais ou complementares, ou de exceção ;
• punidos com transferência;
• punidos com perda de comissões já incorporadas;
• compelidos ao afastamento da atividade profissional remunerada, para acompanhar o 
cônjuge;
• impedidos de exercer, na vida civil, atividade profissional específica;
• punidos com fundamento em atos de exceção, institucionais ou complementares, ou 
sofreram punição disciplinar, sendo estudantes;
• abrangidos pelo Decreto Legislativo no 18, de 15 de dezembro de 1961;
• demitidos, sendo servidores públicos civis e empregados em todos os níveis de governo;
• punidos com a cassação da aposentadoria ou disponibilidade;
• desligados, licenciados, expulsos ou de qualquer forma compelidos ao afastamento de 
suas atividades remunerada;
• punidos com a transferência para a reserva remunerada, reformados, ou, já na condição 
de inativos, com perda de proventos, por atos de exceção, institucionais ou 
complementares, na plena abrangência do termo;
• compelidos a exercer gratuitamente mandato eletivo de vereador, por força de atos 
institucionais;
• punidos com a cassação de seus mandatos eletivos nos Poderes Legislativo ou Executivo, 
em todos os níveis
• servidores públicos civis ou empregados punidos ou demitidos por interrupção de 
atividades profissionais, em decorrência de decisão de trabalhadores;
• sendo servidores públicos, punidos com demissão ou afastamento, e que não 
requereram retorno ou reversão à atividade, no prazo que transcorreu de 28 de agosto 
de 1979 a 26 de dezembro do mesmo ano, ou tiveram seu pedido indeferido, arquivado 
ou não conhecido e tampouco foram considerados aposentados, transferidos para a 
reserva ou reformados;
• impedidos de tomar posse ou de entrar em exercício de cargo público, nos Poderes 
Judiciário, Legislativo ou Executivo, em todos os níveis, tendo sido válido o concurso.
ANISTIADOS POLÍTICOS
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Art. 2o São declarados anistiados políticos aqueles que, no período de 18 de setembro de 
1946 até 5 de outubro de 1988, por motivação exclusivamente política, foram: 
I - atingidos por atos institucionais ou complementares, ou de exceção na plena 
abrangência do termo; 
II - punidos com transferência para localidade diversa daquela onde exerciam suas 
atividades profissionais, impondo-se mudanças de local de residência; 
III - punidos com perda de comissões já incorporadas ao contrato de trabalho ou inerentes 
às suas carreiras administrativas; 
IV - compelidos ao afastamento da atividade profissional remunerada, para acompanhar o 
cônjuge; 
V - impedidos de exercer, na vida civil, atividade profissional específica em decorrência das 
Portarias Reservadasdo Ministério da Aeronáutica no S-50-GM5, de 19 de junho de 1964, 
e no S-285-GM5; 
VI - punidos, demitidos ou compelidos ao afastamento das atividades remuneradas que 
exerciam, bem como impedidos de exercer atividades profissionais em virtude de pressões 
ostensivas ou expedientes oficiais sigilosos, sendo trabalhadores do setor privado ou 
dirigentes e representantes sindicais, nos termos do § 2o do art. 8o do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias; 
VII - punidos com fundamento em atos de exceção, institucionais ou complementares, ou 
sofreram punição disciplinar, sendo estudantes; 
VIII - abrangidos pelo Decreto Legislativo no 18, de 15 de dezembro de 1961, e pelo 
Decreto-Lei no 864, de 12 de setembro de 1969; 
IX - demitidos, sendo servidores públicos civis e empregados em todos os níveis de governo 
ou em suas fundações públicas, empresas públicas ou empresas mistas ou sob controle 
estatal, exceto nos Comandos militares no que se refere ao disposto no § 5o do art. 8o do 
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; 
X - punidos com a cassação da aposentadoria ou disponibilidade; 
XI - desligados, licenciados, expulsos ou de qualquer forma compelidos ao afastamento de 
suas atividades remuneradas, ainda que com fundamento na legislação comum, ou 
decorrentes de expedientes oficiais sigilosos. 
XII - punidos com a transferência para a reserva remunerada, reformados, ou, já na 
condição de inativos, com perda de proventos, por atos de exceção, institucionais ou 
complementares, na plena abrangência do termo; 
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A lei prevê a possibilidade de reparação econômica para os anistiados políticos. Essa reparação pode ocorrer 
em prestação única ou em prestações mensais (de forma continuada). 
➢ Reparação única: 
• 30 salários-mínimos por ano de punição. 
• Se houver período inferior a 12 meses será considerado 1 ano. 
• limite de R$100.000,00. 
➢ Reparação em prestações mensais: 
• Deve comprovar vínculo com atividade laboral e não preferir a prestação única; 
• Terá o valor da remuneração que o anistiado receberia se estivesse na ativa, considerados os 
direitos e vantagens incorporados; 
• poderá haver a revisão de aposentadoria ou pensão em alguns casos; 
• não pode ser menor que o salário-mínimo e deve obedecer ao teto constitucional; 
• não serão objeto de contribuição ao INSS, caixas de assistência ou fundos de pensão ou 
previdência. 
Hoje a questão é tratada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, mas a legislação cita o 
ministério do governo anterior como responsável pelas competências administrativas. 
Houve, ainda, a determinação de que todos os processos que envolviam a anistia política fossem remetidos 
para o Ministério da Justiça no prazo de 90 dias. 
O artigo 12 da lei efetivamente cria a comissão de anistia no âmbito do Ministério da Mulher, da Família e 
dos Direitos Humanos. Como já falamos anteriormente o tema, atualmente, é tratado no Ministério dos 
Direitos Humanos e da Cidadania. 
Perceba que a lei prevê que a comissão será designada por meio de portaria. Hoje a portaria 177/2023 
aprovou o regimento interno da comissão de anistia. 
A lei prevê a participação de: 
➢ 1(um) representante do Ministério da Defesa, indicado pelo respectivo Ministro de Estado; 
➢ 1(um) representante dos anistiados 
Essa informação se repete na portaria. 
Os §3º e §5º do artigo 12 preveem prerrogativas da comissão: 
➢ realizar diligências; 
➢ requerer informações e documentos; 
➢ ouvir testemunhas 
➢ emitir pareceres técnicos com o objetivo de instruir os processos e requerimentos; 
➢ arbitrar, com base nas provas obtidas, o valor das indenizações nos casos que não for possível 
identificar o tempo exato de punição do interessado. 
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➢ requisitar das empresas públicas, privadas ou de economia mista os documentos e registros 
funcionais do postulante à anistia que tenha pertencido aos seus quadros funcionais, não podendo 
essas empresas recusar-se à devida exibição dos referidos documentos; 
➢ requisitar, quando julgar necessário, informações e assessoria das associações dos anistiados. 
O §4º determina um prazo para que as decisões da comissão sejam cumpridas: 60 dias. 
O artigo 13 da lei prevê a possibilidade de transferência do direito a reparação econômica para os 
dependentes dos anistiados em caso de falecimento. 
Os demais artigos das disposições gerais e finais demandam apenas uma leitura atenta. 
2 - Portaria nº 177, de 22 de Março de 2023 
Vamos destacar os pontos mais relevante da portaria que trata da Comissão de Anistia. 
A portaria 177/2023 aprovou o Regimento Interno da Comissão de Anistia e revogou a Portaria 376/2019 
que tratava da matéria. 
A portaria repete as atribuições já previstas na lei 10.559/2002 e acrescenta algumas. 
Veja as previstas na lei e na portaria: 
➢ requerer informações e documentos; 
➢ ouvir testemunhas 
➢ emitir pareceres técnicos com o objetivo de instruir os processos e requerimentos; 
➢ arbitrar, com base nas provas obtidas, o valor das indenizações nos casos que não for possível 
identificar o tempo exato de punição do interessado. 
➢ requisitar das empresas públicas, privadas ou de economia mista os documentos e registros 
funcionais do postulante à anistia que tenha pertencido aos seus quadros funcionais, não podendo 
essas empresas recusar-se à devida exibição dos referidos documentos; 
➢ requisitar, quando julgar necessário, informações e assessoria das associações dos anistiados. 
Agora as previstas apenas na portaria: 
➢ Instituir e manter o memorial de anistia política; 
➢ Formular e promover ações e projetos sobre reparação e memória, sem prejuízo das competências 
de outros órgãos. 
A estrutura da comissão, como vimos no estuda da lei, será definida pela portaria. Sendo exigida a presença 
de: 
➢ 1(um) representante do Ministério da Defesa, indicado pelo respectivo Ministro de Estado; 
➢ 1(um) representante dos anistiados 
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A composição prevista pela Portaria 177/2023 prevê, no mínimo, 16 membros. Esses membros serão 
designados pelo Ministro de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania. 
A comissão se organiza em pelo menos 3 turmas e o Ministro deverá designar o Presidente da Comissão que 
não integrará as turmas e poderá indicar 2 Vice-Presidentes. 
A partir do art. 4º são delimitadas as atribuições dos membros da comissão. Leia os artigos de forma atenta. 
Haverá uma sessão ordinária por mês, realizada pelo plenário da Comissão, e poderão ser convocadas 
sessões extraordinárias sempre que necessário. 
As sessões como regra são realizadas de forma presencial e excepcionalmente de forma virtual e servirão 
para análise dos requerimentos de anistia. 
O quórum mínimo para a realização da sessão será a presença de 9 membros na primeira convocação e de 
7 membros na segunda (após 30 minutos do horário da convocação). 
As turmas se reunirão pelo menos 2 vezes por mês em sessão ordinária e de forma extraordinária quando o 
presidente da Comissão entender necessário. 
Essas sessões serão públicas e terão sua pauta divulgadas no Diário Oficial e no site da Comissão com no 
mínimo 48 horas de antecedência. 
Já entendemos para que foi criadaa Comissão de Anistia e como ela se compõe e funciona agora vamos falar 
um pouco do procedimento da anistia propriamente. 
O requerimento de anistia política é o início do procedimento administrativo analisado pela comissão. Ele 
será dirigido ao Ministro de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania. 
Requerimento: 
➢ protocolo físico ou digital 
➢ individual ou coletivo 
Vamos tecer considerações importantes quanto ao protocolo coletivo. 
Legitimidade para o requerimento coletivo: 
➢ Associações; 
➢ Entidades da sociedade civil e 
➢ Sindicatos representantes de trabalhadores, estudantes, camponeses, povos indígenas, população 
LGBTQIA+, comunidades quilombolas e outros segmentos, grupos ou movimentos sociais que foram 
atingidos. 
Requisitos que devem ser observados por todos os legitimados: 
➢ possuir, no mínimo, 2 (dois) anos de existência, com cadastro ativo; 
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➢ comprovar atuação na defesa dos direitos humanos; 
➢ não possuir fins lucrativos. 
A Coordenação-Geral de Gestão de Processos de Anistia verifica a adequação do pedido que estando em 
conformidade será autuado e distribuído a um membro relator. 
Poderá haver um arquivamento liminar se o pedido não se fundamenta nas possibilidades previstas na Lei 
10.559/2002 que permitem a anistia política. 
Esse arquivamento liminar não impede a apresentação de novo pedido. 
 
O Requerimento individual deve ser instruído com alguns documentos. 
Essa previsão se encontra ao longo da portaria 177/2023. 
Vamos destacar: 
➢ documentos pessoais: 
• carteira de identidade e CPF; e 
• certidão de casamento e certidão de nascimento dos filhos; 
➢ dados pessoais: 
• estado civil atual; 
• endereços residencial e eletrônico; 
• número da conta bancária, agência e banco; e 
• número de telefone. 
➢ termo de autorização de tratamento de dados, conforme disposto na Lei nº 13.709, de 14 de agosto 
de 2018, cujo modelo será disponibilizado no sítio eletrônico do Ministério dos Direitos Humanos e 
da Cidadania. A lei 13.709/2018 é a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 
➢ dados da vida profissional da pessoa anistiada na época em que ocorreram os fatos: 
• tipo de atividade: 
o se militar, indicar a instituição a que pertencia; 
o se servidor público civil ou empregado de empresa pública, indicar o órgão ou entidade; 
o se empregado de empresa privada, indicar a denominação ou razão social; 
o se profissional liberal, indicar a atividade desenvolvida; 
o se empresário, indicar a denominação ou razão social da empresa; ou 
o se dirigente sindical, indicar o sindicato, federação ou central à qual pertencia; 
• endereço em que exercia a atividade; 
• posto, cargo, emprego ou função da época. 
➢ resumo dos fatos; 
➢ indicação das provas comprobatórias das alegações; e 
➢ resumo do pedido 
Agora vamos analisar os requisitos para o requerimento de anistia coletivo: 
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Deve ser instruído: 
➢ certidão do Livro de Pessoa Jurídica, comprovando o registro do Estatuto Social da Entidade, expedida 
pelo Cartório competente; 
➢ documentos que comprovem a efetiva atuação e contínuo funcionamento da entidade dentro de 
suas finalidades há, no mínimo, 2 (dois) anos. 
➢ cópia do CNPJ; 
➢ cópia da ata de eleição e posse da atual diretoria, devidamente averbada em Cartório. 
➢ resumo dos fatos relativos aos trabalhadores, estudantes, camponeses, povos indígenas, população 
LGBTQIA+, comunidades quilombolas e outros segmentos, grupos ou movimentos sociais que foram 
atingidos 
➢ resumo dos fatos; 
➢ indicar as provas comprobatórias das alegações. 
➢ resumo do pedido. 
O processo de anistia é um processo administrativo e como tal será orientado pelos princípios da legalidade, 
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança 
jurídica, interesse público, eficiência, simplicidade, informalidade, economia processual, celeridade e pelos 
critérios do parágrafo único do art. 2º da Lei nº 9.784, de 24 de janeiro de 1999. 
Como já vimo ele se inicia com requerimento e se desenvolve por impulso oficial como qualquer processo 
administrativo. 
O processo deverá ser instruído e se não for possível produzir as provas necessárias as declarações do 
requerente poderão ser consideradas desde subsidiadas por indícios constantes dos autos. 
Como já vimos nessa aula a Comissão poderá realizar a oitiva de testemunhas. Essa oitiva poderá ocorrer por 
requerimento do interessado ou de ofício pela Comissão. 
Não sendo caso de arquivamento liminar o processo será autuado e distribuído a um relator. 
A imparcialidade é pressuposto para o exercício do julgamento de processos administrativos por isso aplica-
se a esse relator os mesmos casos de suspeição e impedimento previsto no Código de Processo Civil e da Leo 
9.784/99 que trata dos processos administrativos. 
Vamos fazer destaques das situações mais relevantes de impedimento prevista no CPC: 
 O relator está impedido de atuar em quatro situações: 
1) Processos que tenha intervindo como mandatário da parte; 
2) Processos em que atuou como perito; 
3) Processos em que atuou como membro do Ministério Público; e 
4) Processos que prestou depoimento como testemunha. 
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 O relator está impedido de atuar caso já tenha decidido sobre o mesmo processo. 
 O relator está impedido de atuar no processo quando o advogado, o defensor público 
for seu cônjuge/companheiro ou parente até 3º grau. 
 O relator está impedido de atuar no processo que o cônjuge/companheiro ou parente 
até 3º grau seja parte. 
 O relator está impedido de atuar no processo quando for sócio ou membro de direção 
ou administração de pessoa jurídica parte no processo; 
 O relator está impedido de atuar no processo quando for herdeiro presuntivo, donatário 
ou empregador da parte. 
 O relator está impedido de atuar em processo quando promover ação contra a parte ou 
contra o advogado da parte. 
Hipóteses que podem gerar a suspeição do relator: 
 O relator é suspeito de atuar no processo em que for amigo íntimo da parte ou de 
qualquer um de seus advogados. 
 O relator é suspeito de atuar no processo se vier a receber presentes de alguma das 
partes. 
 O relator é suspeito de atuar no processo se, após iniciado o processo, aconselhar 
alguma das partes sobre a causa ou na hipótese de custear as despesas do litígio. 
 O relator é suspeito de atuar no processo quando for credor ou devedor da parte, do 
cônjuge/companheiro ou de parentes de até 3º grau da parte. 
 O relator é suspeito de atuar no processo quando for interessado no julgamento. 
Agora as situações de impedimento e suspeição previstas na Lei 9784/99: 
 O relator está impedido se tiver interesse direto ou indireto na matéria; 
 O relator está impedido se tiver participado ou venha a participar como perito, 
testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, 
companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; 
 O relator está impedido se estiver litigando judicial ou administrativamente com o 
interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. 
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 O relator é suspeito se tiver amizade íntima ou inimizade notória com algum dos 
interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro 
grau. 
Confira o texto da portaria: 
Da Distribuição, do Impedimento e da Suspeição 
Art. 27. O processo devidamente instruído será distribuído por sorteio a um Relator. 
§ 1º Não haverá distribuição de processo, ordinariamente, à Presidência. 
§ 2º A juntada de novos documentos suspenderá a distribuição e o julgamento, devendo o 
processo retornar à análise. 
Art. 28. É impedido ou suspeito de atuar no processo o membro da Comissão que se 
encontre nas situações descritas, respectivamente, nos arts. 144 e 145 da Lei nº 13.105, de 
16 de março de 2015 e no Capítulo VII da Lei nº 9.784, de 1999. 
§ 1º A Conselheira ou o Conselheiro comunicará o impedimento ou a suspeição nos autos 
mediante despacho simples, ou oralmente durante a sessão de julgamento. 
§ 2º Não havendo manifestação oficial de impedimento ou suspeição, o interessado poderá 
argui-la e, ouvido o membro da Comissão apontado, decidirá a Presidência. 
§ 3º Reconhecida a suspeição ou impedimento da Conselheira ou do Conselheiro relator, 
proceder-se-á à nova distribuição. 
Após apreciação do mérito a Comissão o relator emitirá seu voto que deverá ser composto de relatório, 
fundamentação e conclusão. 
O voto deve indicar de forma objetiva em qual dos fundamentos previstos na Lei 10.559/2002 o anistiado se 
enquadra e deverá arbitrar o valor da indenização. 
Se a indenização for de prestação continuada deverá ser utilizado como marco prescricional 5 anos da data 
do protocolo da petição ou requerimento para se chegar ao valor devido. 
Aqui precisamos tomar cuidado para não fazer confusão. 
Veja o que diz a Súmula 647/STJ: 
Súmula 647/STJ São imprescritíveis as ações indenizatórias por danos morais e materiais 
decorrentes de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais 
ocorridos durante o regime militar. 
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O direito de ser reconhecido como anistiado político não prescreve. A finalidade reparatória ou indenizatória 
prescreverá em 5 anos. 
Há ainda a previsão de que sendo declarada a anistia o Estado brasileiro deverá registrar um pedido de 
desculpas. 
Para finalizarmos essa aula vejamos o que diz o art. 35 da portaria que prevê a possibilidade de recurso, em 
10 dias das decisões das turmas. 
Finalizamos mais uma aula! 
 
RESUMO 
Programa e Políticas Nacionais de Direitos Humanos: Noções Gerais 
 CONCEITO 
 
 CONCEPÇÕES 
 
 O Governo, no exercício da função administrativa, deve empreender diversas políticas, no sentido de cumprir a 
Constituição Federal e a legislação infraconstitucional e, portanto, deve implementar políticas públicas voltadas 
para os direitos humanos previstos em tais diplomas normativos. 
 PLANOS NACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS 
• adoção de uma política pautada pela concepção de direitos básicos
das pessoas, alinhada às organizações internacionais de direitos
humanos
POLÍTICA NACIONAL
DE DIREITOS
HUMANOS
DEVER DO ESTADO FRENTE ÀS
QUESTÕES DE DIREITOS HUMANOS
Proteger
Implementar
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 PROGRAMAS versus POLÍTICAS 
Os Programas de Direitos Humanos constituem uma espécie de Política de Direito 
Humanos implementadas pelo Poder Executivo Federal. 
 Objetivos Específicos do PNDHs 
PNDH 
I 
Conferiu ênfase aos direitos civis e foi estruturado em propostas a serem implementadas pelos 
órgãos governamentais definindo metas de curto, médio e longo prazos. 
PNDH 
2 
Incluiu os direitos sociais, econômicos e culturais, ao prever ações específicas para a área do 
direito à educação, previdência e assistência social, trabalho, moradia, meio ambiente, 
alimentação, cultura e lazer. Além disso, conforme leciona a doutrina o referido plano teve por 
objetivo a “construção e consolidação de uma cultura de respeito aos direitos humanos”2. 
PNDH 
3 
Objetiva a construção de espaço para a participação democrática para a revisão do PNDH II, com 
o desafio de integrar as diferentes dimensões dos Direitos Humanos. 
 SÍNTESE DOS PNDHs 
 PNDH 1: 
 
2 BARRETO. Rafael. Direitos Humanos, p. 242. 
PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS 1 1996 primeiro governo FHC
PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS 2 2002 segundo governo FHC
PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS 3 2010 segundo governo Lula
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 PNDH 2: 
 
 PNDH 3: 
PNDH 1
Direitos Civis e Políticos
integridade física liberdade cidadania
OBSERVAÇÕES
- inexistência de 
mecanismos 
efetivos de 
implementação 
das propostas
- regras e 
propostas 
genéricas
PNDH 2
Direitos Sociais, Econômicos e 
Culturais
educação, previdência e 
assistência social, trabalho, 
moradia, meio ambiente, 
alimentação, cultura e lazer
OBSERVAÇÕES
- adoção de novas formas de 
acompanhamento e 
monitoramento das propostas
- destinação de recursos no PPA 
2004-2007 com vistas 
implementação de políticas 
públicas protetivas dos direitos 
humanos
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PNDH 3 
 COMPETÊNCIA NORMATIVA 
 
 Estrutura 
 
 Eixo Orientador → conjunto de assuntos de direitos humanos considerado fundamental para a adoção das 
políticas de Governo em matéria humanística. 
PNDH 3
Envolve Diferentes Dimensões de Direitos
direitos humanos 
de 1ª dimensão
direitos humanos 
de 2ª dimensão
direitos humanos 
de 3ª dimensão
OBSERVAÇÕES:
- implementação 
dos direitos por 
intermédio de 
uma visão de 
transversalidade
- leva em 
consideração a 
indivisibilidade e 
a 
interdependência 
dos Direitos 
Humanos
O PNDH 3 foi instituído por intermédio de um decreto autônomo.
Eixo Orientador Diretrizes
Objetivos 
Estratégicos
Ações 
Programáticas
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 Diretrizes 
 
Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil: 
Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da 
democracia participativa; 
Diretriz 2: Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de 
interação democrática; e 
Diretriz 3: Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e construção de 
mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação; 
Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos: 
Diretriz 4: Efetivação de modelo de desenvolvimento sustentável, com inclusão social e econômica, 
ambientalmente equilibrado e tecnologicamente responsável, cultural e regionalmente diverso, participativoe não discriminatório; 
Diretriz 5: Valorização da pessoa humana como sujeito central do processo de desenvolvimento; e 
Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras 
como sujeitos de direitos; 
• Interação democrática entre Estado e sociedade civilEixo Orientador I:
• Desenvolvimento e Direitos HumanosEixo Orientador II
• Universalizar direitos em um contexto de desigualdadesEixo Orientador III:
• Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à ViolênciaEixo Orientador IV:
• Educação e Cultura em Direitos HumanosEixo Orientador V:
• Direito à Memória e à VerdadeEixo Orientador VI:
DIRETRIZ
Linhas delimitadas de atuação que 
devem ser observadas
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Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades: 
Diretriz 7: Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e interdependente, assegurando a 
cidadania plena; 
Diretriz 8: Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento integral, de forma 
não discriminatória, assegurando seu direito de opinião e participação; 
Diretriz 9: Combate às desigualdades estruturais; e 
Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade; 
Eixo Orientador IV: Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência: 
Diretriz 11: Democratização e modernização do sistema de segurança pública; 
Diretriz 12: Transparência e participação popular no sistema de segurança pública e justiça criminal; 
Diretriz 13: Prevenção da violência e da criminalidade e profissionalização da investigação de atos criminosos; 
Diretriz 14: Combate à violência institucional, com ênfase na erradicação da tortura e na redução da letalidade 
policial e carcerária; 
Diretriz 15: Garantia dos direitos das vítimas de crimes e de proteção das pessoas ameaçadas; 
Diretriz 16: Modernização da política de execução penal, priorizando a aplicação de penas e medidas 
alternativas à privação de liberdade e melhoria do sistema penitenciário; e 
Diretriz 17: Promoção de sistema de justiça mais acessível, ágil e efetivo, para o conhecimento, a garantia e a 
defesa de direitos; 
Eixo Orientador V: Educação e Cultura em Direitos Humanos: 
Diretriz 18: Efetivação das diretrizes e dos princípios da política nacional de educação em Direitos Humanos 
para fortalecer uma cultura de direitos; 
Diretriz 19: Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos sistemas de educação 
básica, nas instituições de ensino superior e nas instituições formadoras; 
Diretriz 20: Reconhecimento da educação não formal como espaço de defesa e promoção dos Direitos 
Humanos; 
Diretriz 21: Promoção da Educação em Direitos Humanos no serviço público; e 
Diretriz 22: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para consolidação de 
uma cultura em Direitos Humanos; e 
Eixo Orientador VI: Direito à Memória e à Verdade: 
Diretriz 23: Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever do Estado; 
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Diretriz 24: Preservação da memória histórica e construção pública da verdade; e 
Diretriz 25: Modernização da legislação relacionada com promoção do direito à memória e à verdade, 
fortalecendo a democracia. 
 EIXO ORIENTADOR versus DIRETRIZ 
 
 
 Objetivos Estratégicos 
 
 Ações Programáticas 
 
 
Comissão de Anistia 
 Caso Gomes Lund – Guerrilha do Araguaia (2010) - O caso envolveu a responsabilidade do Estado brasileiro 
em investigar e apurar as violações de direitos humanos decorrentes de detenção arbitrária, tortura e 
desaparecimento forçado de 70 pessoas resultantes de operação do Exército, que teve por finalidade acabar 
com a denominada Guerrilha do Araguaia. 
Direitos dos anistiados 
EIXOS ORIENTADORES 6
DIRETRIZES 25
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
Pretensões específicas dentro de cada 
diretriz
AÇÕES PROGRAMÁTICAS Ações específicas a serem adotadas
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Fundamentação para anistia 
 
 Formas de reparação 
•Declaração da condição de anistiado político;
•Reparação econômica 
•Contagem do tempo em que o anistiado político esteve compelido ao afastamento de suas 
atividades profissionais, vedada a exigência de recolhimento de quaisquer contribuições 
previdenciárias;
•Conclusão do curso, em escola pública, ou, na falta, com prioridade para bolsa de estudo, a 
partir do período letivo interrompido, para o punido na condição de estudante ou registro do 
respectivo diploma para os que concluíram curso em instituições de ensino no exterior
•Reintegração dos servidores públicos civis e dos empregados públicos punidos por adesão à 
greve em serviço público e em atividades essenciais de interesse da segurança nacional por 
motivo político.
DIREITOS DOS ANISTIADOS POLÍTICOS
•atingidos por atos institucionais ou complementares, ou de exceção ;
•punidos com transferência;
•punidos com perda de comissões já incorporadas;
•compelidos ao afastamento da atividade profissional remunerada, para acompanhar o 
cônjuge;
•impedidos de exercer, na vida civil, atividade profissional específica;
•punidos com fundamento em atos de exceção, institucionais ou complementares, ou 
sofreram punição disciplinar, sendo estudantes;
•abrangidos pelo Decreto Legislativo no 18, de 15 de dezembro de 1961;
•demitidos, sendo servidores públicos civis e empregados em todos os níveis de governo;
•punidos com a cassação da aposentadoria ou disponibilidade;
•desligados, licenciados, expulsos ou de qualquer forma compelidos ao afastamento de suas 
atividades remunerada;
•punidos com a transferência para a reserva remunerada, reformados, ou, já na condição de 
inativos, com perda de proventos, por atos de exceção, institucionais ou complementares, na 
plena abrangência do termo;
•compelidos a exercer gratuitamente mandato eletivo de vereador, por força de atos 
institucionais;
•punidos com a cassação de seus mandatos eletivos nos Poderes Legislativo ou Executivo, em 
todos os níveis
•servidores públicos civis ou empregados punidos ou demitidos por interrupção de atividades 
profissionais, em decorrência de decisão de trabalhadores;
•sendo servidores públicos, punidos com demissão ou afastamento, e que não requereram 
retorno ou reversão à atividade, no prazo que transcorreu de 28 de agosto de 1979 a 26 de 
dezembro do mesmo ano, ou tiveram seu pedido indeferido, arquivado ou não conhecido e 
tampouco foram considerados aposentados, transferidos para a reserva ou reformados;
•impedidos de tomar posse ou de entrar em exercício de cargo público, nos Poderes 
Judiciário, Legislativo ou Executivo, em todos os níveis, tendo sido válido o concurso.
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➢ Reparação única: 
• 30 salários-mínimos por ano de punição. 
• Se houver período inferior a 12 meses será considerado 1 ano. 
• limite de R$100.000,00. 
➢ Reparação em prestações mensais: 
• Deve comprovar vínculo com atividade laboral e não preferir

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