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CONTROLE EXTERNO
Controle da Administração Pública
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240808212680
MARCELO ARAGÃO
Auditor Federal de Controle Externo do TCU desde 2006. Foi Analista de Finanças e 
Controle do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal (SCI) durante 14 
anos. No Tribunal, exerce atualmente a função de Ouvidor e já ocupou, entre outras, 
as funções de assessor do Secretário-Geral de Controle Externo, coordenador do 
projeto Controle Externo do Mercosul, chefe do Serviço de Coordenação de Redes 
de Controle, coordenador das Ações de Controle sobre os projetos da Copa do 
Mundo FIFA 2014 e secretário de Controle Externo no estado de Alagoas. É professor 
das disciplinas Controle Interno e Externo e Auditoria Geral e Governamental em 
diversas instituições de ensino. Além disso, é autor de dois livros de auditoria pela 
editora Método. Graduado em Administração pela Universidade Federal Fluminense, 
possui especialização em Administração Pública (FGV) e Auditoria Interna e Controle 
Governamental (ISC/CEFOR).
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Controle da Administração Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Controle da Administração Pública: Conceito, Abrangência e Espécies . . . . . . . . . . 5
Princípios Norteadores do Controle . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Tipos de Controle da Administração Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Classificação quanto ao Objeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Classificação quanto ao Momento em que se Realiza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Classificação quanto ao Modo de o Controle Desencadear-se . . . . . . . . . . . . . . . 13
Classificação quanto aos Órgãos Incumbidos do Controle . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Fiscalização Contábil, Financeira, Orçamentária, Operacional e Patrimonial . . . . . 44
Fiscalização Contábil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Fiscalização Financeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Fiscalização Orçamentária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Fiscalização Operacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Fiscalização Patrimonial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
Questões Comentadas em Aula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
 
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
APreSentAÇÃoAPreSentAÇÃo
Olá, aluno(a)!
Estamos iniciando o curso de Controle Externo e Legislação Institucional.
Inicialmente, peço licença para uma breve apresentação pessoal.
Meu nome é Marcelo Chaves Aragão, sou formado em Administração pela Universidade 
Federal Fluminense, com especialização em Administração Pública na Fundação Getúlio 
Vargas e em Auditoria Interna e Controle Governamental no Instituto Serzedello Corrêa.
Tenho experiência de 10 anos de trabalho no setor privado, nas áreas de administração 
e finanças, e há aproximadamente 32 anos exerço cargos e funções públicas na área de 
controle e auditoria governamental.
Em verdade, eu escolhi ser auditor, e, nesses longos anos de experiência como auditor 
governamental, participei da realização, da coordenação e da supervisão como gerente 
de inúmeros trabalhos de fiscalização, sempre procurando agregar valor à gestão pública.
Durante 14 anos, fui Analista de Finanças e Controle do Sistema de Controle Interno 
do Poder Executivo Federal, tendo a oportunidade de exercer várias funções de direção na 
Secretaria Federal de Controle Interno e na Controladoria-Geral da União. Posso dizer que 
tive participação ativa na construção e na consolidação do Sistema de Controle Interno 
do Poder Executivo Federal.
Em 2006, em virtude da necessidade de novos desafios e entendendo que a minha 
missão no Controle Interno estava cumprida, passei no concurso para Auditor Federal de 
Controle Externo do Tribunal de Contas da União.
Logo no primeiro ano de Tribunal, fui convidado para participar de um projeto importante 
de reestruturação da área técnica. Posteriormente, passei a ocupar funções gerenciais na 
casa, sendo as três últimas como Secretário de Controle Externo no Estado de Alagoas, 
Chefe de Assessoria da Ouvidoria do TCU e Secretário de Controle Externo na Saúde, função 
que ocupo no momento.
Além do exercício da auditoria, sempre gostei de lecionar e de ajudar a formar novos 
auditores. Sou instrutor formado pela ESAF e pelo ISC/TCU, e coordenei a disciplina de 
auditoria em cursos de formação e de progressão da carreira de finanças e controle na ESAF.
Iniciei minha trajetória de professor de cursos preparatórios para concursos públicos 
em 2007, logo depois de ter entrado no TCU. Tenho lecionado as disciplinas de Auditoria 
Contábil, Auditoria Governamental, Controle Interno e Controle Externo na Administração 
Pública em várias instituições de ensino. Também ministro aulas em cursos profissionais 
e de pós-graduação.
Tenho dois livros de auditoria publicados pela Editora Método e lancei, recentemente, 
uma nova obra em conjunto com professores de outras disciplinas, intitulada Questões 
Discursivas Comentadas – Tribunal de Contas.
Vamos fazer a diferença com o nosso curso!
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nomeilegais, 
infundadas, desarrazoadas, desproporcionais, ilógicas, mas nunca poderá dizer se 
a medida administrativa foi boa ou ruim, pois aí estaria a controlar o mérito, que é 
matéria própria da Administração.
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Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
TIPO DE ATO
CONTROLE INTERNO REALIZADO 
PELA PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO
CONTROLE EXTERNO REALIZADO 
PELO JUDICIÁRIO
Ato discricionário legal, 
mas inoportuno
Pode revogar Não pode revogar
Ato discricionário 
ou vinculado ilegal
Pode anular
Pode convalidar
Pode anular
Veja a seguinte questão acerca desse tema.
025. 025. (FCC/AL-AP/ANALISTA LEG/2020) Se o Poder Judiciário, no exercício do controle judicial, 
considerar ilegal determinado ato discricionário praticado pelo Poder Executivo,
a) poderá anulá-lo, inclusive se o considerar apenas inconveniente ou inoportuno, aferindo 
seu mérito, desde que mediante provocação de interessado ou legitimado, não podendo 
nenhuma lesão a direito ser excluída do Poder Judiciário.
b) poderá revogá-lo, pois o Poder Judiciário realiza o controle, no exercício da sua atividade 
jurisdicional, sobre os atos administrativos editados, no exercício de função administrativa, 
pelo Poder Executivo.
c) não poderá revogá-lo, sendo possível, entretanto, que o Poder Judiciário revogue ato 
administrativo discricionário válido por ele mesmo praticado, em sua função atípica 
administrativa, atuando como administração.
d) não poderá anulá-lo, pois não se admite análise do ato administrativo pelo Poder Judiciário 
praticado legitimamente pela Administração, pois os poderes são independentes e harmônicos 
entre si, não podendo haver interferência de um no outro.
e) poderá revogá-lo, sendo também possível a revogação de ato administrativo discricionário 
ilegal pelo Poder Judiciário quando praticado por ele mesmo, em sua função atípica 
administrativa, atuando como administração.
Como vimos, os atos discricionários sujeitam-se à apreciação judicial, desde que não se 
invadam os aspectos de conveniência e oportunidade. Só caberia ao Poder Judiciário, 
no exercício de sua função jurisdicional, anular um ato discricionário quanto ao motivo e 
finalidade, contudo, não pode apreciar o mérito (conveniência e oportunidade).
Logo, não poderá revogá-lo, sendo possível, entretanto, que o Poder Judiciário revogue 
ato administrativo discricionário válido por ele mesmo praticado, em sua função atípica 
administrativa, atuando como administração.
Letra c.
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Marcelo Aragão
SISteMA De SÚMUlAS VInCUlAnteS
Quando estudamos o controle judicial, cabe ressaltar ainda o sistema de súmulas 
vinculantes (art. 103-A, da CF; e Lei n. 11.417/2006), segundo o qual admite-se reclamação 
ao STF contra ato administrativo (e também decisão judicial) que contrarie súmula daquela 
natureza, ou a aplique indevidamente. No caso de procedência da reclamação, o efeito 
da decisão será a anulação do ato reclamado. Trata-se, portanto, de outro mecanismo de 
controle judicial da legalidade.
oPortUnIDADe
Carvalho Filho ensina que a regra geral é que o controle judicial é posterior (a posteriori). 
Depois que o ato administrativo é produzido e ingressa no mundo jurídico é que o Judiciário 
atua para, a pedido dos interessados, examinar a legalidade, ou não, dos atos.
Há, contudo, algumas situações especiais que admitem um controle prévio do Judiciário 
(a priori). Como meio de se evitar que direitos individuais ou coletivos sejam irreversivelmente 
ofendidos, as leis processuais preveem a tutela preventiva, ensejando a possibilidade de o 
juiz sustar os efeitos de atos administrativos através de medidas preventivas liminares, 
quando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora.
AtoS SoB Controle eSPeCIAl
• Atos políticos: como não são atos propriamente administrativos, mas atos de 
governo, não pode o Judiciário exercer seu controle sobre critérios governamentais 
que conduzem à edição dos atos políticos. Não obstante, segundo a doutrina, tais 
atos são sujeitos a controle pelo Judiciário quando ofendem direitos individuais ou 
coletivos, por estarem eivados de vício de legalidade ou constitucionalidade.
• Atos legislativos típicos: esses atos normativos abstratos e gerais não podem ser 
questionados pelas ações comuns. O controle não é propriamente de legalidade, mas 
de constitucionalidade, mediante controle concentrado.
• Atos interna corporis: em regra, não podem ser apreciados pelo Judiciário, porque se 
limitam a estabelecer normas sobre o funcionamento interno dos órgãos; no entanto, 
se esses atos estiverem eivados de vício de legalidade ou de constitucionalidade 
e ofenderem direitos individuais, podem os prejudicados instaurar demandas no 
Judiciário, requerendo a apreciação e a invalidação de tais atos.
Em que pese a doutrina defender o controle judicial dos atos interna corporis quando 
ofendem a legalidade e direito individual, em mandado de segurança impetrado por 
parlamentares para invalidação de ato do Presidente da Câmara dos Deputados, que 
teria ofendido normas do regimento interno no que concerne à apreciação de emenda 
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Controle da Administração Pública 
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aglutinativa, o STF decidiu que a matéria seria insuscetível de controle pelo Judiciário 
em virtude do sistema da separação dos Poderes previsto no art. 2º da CF (MS 22.503, 
Pleno, Relator Ministro MAURÍCIO CORRÊA).
Veja mais uma questão acerca do alcance do controle judicial.
026. 026. (FCC/TRE-AP/ANALISTA/2015) Considere as assertivas abaixo.
I – Aristóteles, administrado, ingressou com ação judicial, pleiteando ao Poder Judiciário 
que examinasse ato administrativo, sob o aspecto da legalidade. O Judiciário recusou-se 
a analisar o ato, por se tratar de ato discricionário.
II – Davi, administrado, ingressou com Reclamação Constitucional contra ato administrativo 
que contrariou Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal. A Corte Suprema julgou 
procedente a Reclamação e anulou o ato administrativo.
III – Os atos interna corporis da Administração Pública, em regra, são apreciados pelo Poder 
Judiciário.
No que concerne ao controle judicial dos atos administrativos, está correto o que se afirma 
em
a) II, apenas.
b) I, apenas.
c) I, II e III.
d) II e III, apenas.
e) III, apenas.
I – Errada. O Judiciário não poderia se recusar a analisar o ato; os atos discricionários 
sujeitam-se à apreciação judicial, desde que não se invadam os aspectos de conveniência 
e oportunidade.
II – Certa. A reclamação administrativa é que pode ser proposta perante o STF, depois de 
esgotadas as vias administrativas, quando a decisão proferida pela Administração Pública 
contrariar o enunciado de súmula vinculante.
III – Errada. Atos interna corporis, em regra, não podem ser apreciados pelo Judiciário, 
porque se limitam a estabelecer normas sobre o funcionamento interno dos órgãos.
Letra a.
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eSGotAMento DA VIA ADMInIStrAtIVA PArA ProPoSItUrA De DeMAnDA JUDICIAl
A regra é de que não é necessário que se esgote a via administrativa para a propositura 
de demanda judicial, em virtude do garantido direito constitucional de livre acesso ao 
Judiciário.
A regra, contudo, comporta exceção. Em dadas causas, faz-se necessário esgotar-se o 
âmbito de atuação da esfera administrativa. São alguns exemplos a justiça desportiva, a 
solução de questões envolvendo o estatuto militar e o mandado de segurança, caso seja 
possível interpor recurso administrativo com efeito suspensivo.
MeIoS eSPeCÍFICoS De Controle
Meios específicos de controle judicial são as ações que exigem a presença no processo 
de pessoas administrativas ou de seus agentes. São meios específicos o mandado de 
segurança, a ação popular, o habeas corpus, o habeas data e o mandado de injunção. Além 
desses, tem-se a ação civil pública que, apesar de não exigir a presença do Estado ou de 
algumas de suas autoridades, é considerada também uma forma específica de controle 
judicial da Administração.
A seguir, apresento uma síntese acerca dos instrumentos e meios de controle judicial 
no direito brasileiro mais cobrados em prova.
MANDADO DE SEGURANÇA (LEI N. 12.016/2009)
• Meio constitucional que será concedido sempre para proteger direito líquido e certo, 
que não seja amparado por habeas corpus e habeas data, quando o responsável 
pela ilegalidade for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público.
• Objeto: pode ser: a) anulação de um ato lesivo ou cessação de conduta lesiva (repressivo); 
b) determinação de prática de ato ou conduta para afastar lesão (preventivo); e c) 
determinação de abstenção de conduta ou ato (preventivo).
• Legitimidade ativa (impetrante): pessoas físicas ou jurídicas; órgãos públicos 
ou universalidades legais (espólio, massa falida, condomínio), desde que tenham 
prerrogativa ou direito próprio e individual a defender; órgãos públicos; Ministério 
Público; agentes políticos.
• Impetrado: agente público ou agente de pessoa privada com funções delegadas, 
que pratica ato violador sujeito à impugnação através do mandado de segurança 
individual ou coletivo. Pode qualificar-se também como autoridade o agente do qual 
se origina a ordem para a prática do ato.
• Descabimento: não cabe mandado de segurança contra: a) lei em tese (por ser geral, 
não afeta diretamente direitos individuais); b) decisão judicial transitada em julgado 
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(cabe a ação quando o impetrante não foi parte na relação processual); c) atos interna 
corporis; d) ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo; e) decisão 
judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo.
• Medida liminar: a lei permite que o juiz, ao despachar a inicial, suspenda o ato 
impugnado quando houver fundamento relevante e desse mesmo ato possa resultar 
ineficácia da segurança, caso seja deferida ao final.
• Prazo: o prazo para a impetração do mandado de segurança é de 120 dias contados 
da data em que o interessado tomou ciência do ato impugnado.
AÇÃO POPULAR (LEI N. 4.717/1965)
• Instrumento de defesa dos interesses da coletividade. Bens jurídicos tutelados: 
patrimônio público (material — econômico e imaterial — moralidade administrativa); 
patrimônio da entidade; meio ambiente; patrimônio histórico e cultural.
• Não se faz imprescindível dano ao erário; basta a comprovação de ilegalidade, em 
sentido amplo, praticada pela Administração Pública.
• Objeto: anular ato lesivo, o que faz o pedido de tutela na ação popular ser um pedido 
de natureza desconstitutiva. No entanto, como há previsão legal de condenação em 
perdas e danos e, se for o caso, a restituição de bens e valores, tem-se subsidiariamente 
o reconhecimento da tutela de natureza condenatória.
• Legitimidade ativa: qualquer cidadão, ou seja, brasileiro nato ou naturalizado, que 
está no gozo de seus direitos políticos.
• Legitimidade passiva: a legitimação passiva será sempre múltipla; formar-se-á 
litisconsórcio no polo passivo da relação processual; a lei estabelece que a ação 
será proposta contra a pessoa jurídica de onde se originou o ato, os servidores, de 
qualquer nível, que de algum modo tenham contribuído para a lesão e os terceiros 
beneficiários diretos do ato lesivo.
• Medida liminar: a Lei 6.513/77 introduziu no art. 5º o §4º, que dispôs: “na defesa do 
patrimônio público caberá a suspensão liminar do ato lesivo impugnado”.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA (LEI N. 7.347/1985)
• Ação de natureza civil face àqueles que causarem danos ao meio ambiente, ao 
consumidor, a bens e direitos de valor estético, histórico, turístico e paisagístico, 
patrimônio público e qualquer outro interesse difuso ou coletivo; ou ainda por infração 
à ordem econômica e da economia popular.
• Ao contrário do que ocorre com as outras ações estudadas, não se trata de meio 
específico e exclusivo de controle da Administração, já que pode ser intentada contra 
qualquer pessoa pública ou privada.
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• Sujeito passivo: é qualquer pessoa que cause ameaça de lesão ou lesão aos bens 
jurídicos passíveis de tutela por ação civil pública.
• Objeto: a lei admite dois tipos de tutela dos interesses coletivos e difusos: a tutela 
repressiva (nesse caso, a ação terá a finalidade de obter decisão judicial que imponha 
ao agente que não mais se conduza dessa forma e, se for o caso, seja obrigado a 
reparar o dano causado) e a tutela preventiva (nesse caso, a ação pretende evitar a 
consumação do dano aos interesses transindividuais).
• Nunca será proposta para defesa de direitos individuais e não se destina a reparar 
prejuízos causados a particulares pela conduta comissiva ou omissiva do réu.
• Legitimidade ativa: Ministério Público, Defensoria Pública, entes federados, entidades 
da administração indireta, associações que atuem na defesa de bens jurídicos tutelados 
pela ação civil pública.
O mapa mental a seguir facilita a memorização acerca das diversas espécies de controle 
da Administração Pública:
ClASSIFICAÇÃo QUAnto Ao PoSICIonAMento Do ÓrGÃo QUe exerCe o Controle 
oU QUAnto Ao ÂMBIto De AtUAÇÃo
Por fim, veremos a classificação dos controles conforme o âmbito: controle interno e 
controle externo. Muita atenção, pois essa classificação e as características dos controles 
interno e externo são essenciais para o concurso!
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
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A diferenciaçãobásica entre Controle Interno e Externo é que naquele o controle é 
exercido por órgãos integrantes do mesmo Poder e neste há a fiscalização de um Poder 
sobre os atos administrativos de outro Poder.
Além da diferença básica entre um e outro no que diz respeito ao posicionamento ou 
à localização do órgão de controle, outra diferença está na forma de atuação de um e de 
outro controle.
O controle externo pode ter caráter orientador, mas tem uma atuação mais incisiva 
sobre a gestão pública, podendo ser sancionador. Os tribunais de contas possuem poder 
sancionador, podendo, por exemplo, aplicar multas nos gestores que cometem ilegalidades 
ou irregularidades. Já o controle interno é mais de apoio, estando mais próximo do objeto 
controlado.
Controle Interno
O controle interno é aquele feito pela própria administração ou realizado no âmbito do 
respectivo Poder, sendo que existem diferentes modalidades de controles internos, a saber:
O controle interno administrativo: é o plano de organização e todos os métodos e 
medidas adotados em uma organização para proteger seu ativo, verificar a exatidão e a 
fidedignidade de seus dados contábeis, incrementar a eficiência operacional e promover a 
obediência às diretrizes administrativas estabelecidas. Portanto, é o conjunto de normas 
de procedimentos mantidos pela administração e operados por todos os empregados ou 
servidores de um órgão ou entidade para garantia razoável de alcance de determinados 
objetivos.
O controle hierárquico: é feito dentro de uma estrutura administrativa hierarquizada, 
portanto, pressupõe, via de regra, desconcentração administrativa. Exemplo: controle de 
ato de um departamento por uma secretaria.
O controle tutelar: podendo ser chamado de Supervisão Ministerial, é feito também 
em âmbito administrativo, todavia, por outra pessoa jurídica distinta daquela de onde 
precede o ato. Em verdade, não é um controle hierárquico, pois não há hierarquia entre 
pessoas jurídicas distintas (União Federal e Autarquia Federal, por exemplo), mas apenas 
um controle finalístico da controlada.
 Obs.: Alguns autores e bancas entendem que a supervisão ministerial é, em verdade, um 
controle externo.
O sistema de controle interno de cada Poder: trata-se do sistema de controle interno 
de cada Poder, referido no final do art. 70 da CF/1988, que tem por objeto a fiscalização da 
gestão orçamentária, financeira, patrimonial, contábil e operacional no âmbito do referido 
Poder, em cada nível de governo. O artigo 74 da Constituição Federal trata das finalidades 
do Sistema de Controle Interno de cada Poder.
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Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
Como vimos, o controle interno é o controle administrativo do próprio gestor ou o 
controle exercido no âmbito de cada Poder. Contudo, interessa-nos agora estudar uma das 
modalidades de controle interno, que é a fiscalização contábil, financeira e orçamentária 
exercida pelo sistema de controle interno de cada Poder.
Estamos nos referindo ao sistema de controle interno de cada Poder, previsto no final 
do art. 70 da CF/1988, que tem por objeto a gestão orçamentária, financeira, patrimonial, 
contábil e operacional no âmbito do referido Poder, em cada nível de governo. O artigo 74 
da Constituição Federal trata do Sistema de Controle Interno de cada Poder, estabelecendo 
as suas finalidades.
Inicialmente, cabe distinguir o Controle Interno previsto na CF do controle interno de 
cada organização, que existe para assegurar o alcance dos seus objetivos. Essa é uma dúvida 
recorrente por parte daqueles que se dispõem a estudar o controle governamental.
Controle Interno AVAlIAtIVo e ADMInIStrAtIVo
Geralmente, quem se dispõe a estudar a auditoria governamental no Brasil ou a atuação 
dos controles interno e externo governamental acaba confundindo os controles internos 
de cada gestor com o Controle Interno previsto nos artigos 70 e 74 da Carta Magna.
Piscitelli e Timbó nos ensinam que não se deve confundir o sistema de controle interno 
— um conjunto de órgãos e funções da Administração — com sistema de controles internos, 
do âmbito de cada entidade ou empresa — compreendendo unidades, competências, 
relações, práticas, procedimentos e tudo o que constitui seu modo de ser e agir.
Portanto, controles internos constituem o conjunto de atividades, planos, métodos 
e procedimentos interligados utilizados com vistas a assegurar a conformidade dos atos 
de gestão e a concorrer para que os objetivos e metas estabelecidos para as unidades 
jurisdicionadas sejam alcançados. Esses são os controles internos que cada órgão e entidade 
têm que implantar e manter para garantir o alcance de seus objetivos.
Por outro lado, órgãos de controle interno correspondem às unidades administrativas 
integrantes dos sistemas de controle interno da Administração Pública Federal, incumbidos, 
dentre outras funções, da verificação da consistência e qualidade dos controles internos, 
bem como do apoio às atividades de controle externo, exercidas pelo TCU. Esse controle 
exercido pelos órgãos de controle interno de cada poder é que está previsto na CF. Ou seja, 
o Sistema de Controle Interno de cada Poder realiza as atividades de fiscalização ou de 
auditoria governamental interna.
Poubel de Castro procura diferenciar o controle interno de cada órgão e entidade com 
o sistema de controle interno de cada Poder, afirmando que o controle interno de cada 
administrador é o controle interno administrativo; e o controle interno exercido pelos 
órgãos de controle interno é o controle interno avaliativo.
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Controle externo 
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O controle interno administrativo é o que integra os próprios processos organizacionais 
do órgão/entidade. É a forma que a administração possui para verificar seus próprios atos, no 
sentido de se ater aos Princípios da Legalidade e da Supremacia do Interesse Público. Conforme 
a IN SFC 1/2001, visa assegurar que os objetivos das unidades e entidades da Administração 
Pública sejam alcançados, de forma confiável e concreta, evidenciando eventuais desvios 
ao longo da gestão, até a consecução dos objetivos fixados pelo Poder Público.
O artigo 74 da Constituição Federal trata do Sistema de Controle Interno de cada Poder 
ou dos órgãos de controle interno: o controle interno avaliativo.
FInAlIDADeS DoS SISteMAS De Controle Interno De CADA PoDer
Com a Constituição Federal de 1988, a atividade de Controle Interno teve descritas as 
suas finalidades, com o desenho que tem hoje, conforme o disposto no artigo 74:
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema 
de controle interno com a finalidade de:
I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas 
de governo e dos orçamentos da União;
II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão 
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem 
como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III – exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e 
haveres da União;
IV – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Controle externo 
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De acordo com o texto constitucional, o controle interno assume um caráter avaliativo 
da ação governamental.
Adota a filosofia de fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e 
patrimonial dos órgãos e entidades da administração direta e indireta, ultrapassando os 
limites da legalidade, para abranger, também, o exame da legitimidade, eficácia, eficiência 
e economicidade dos gastos públicos.
Dessa forma, permite avaliar os gastos governamentais em relação aos interesses da 
sociedade, conhecer a organização e o funcionamento dos órgãos e entidades, além de 
possibilitar aferir os resultados dos programas e projetos governamentais.
É preciso ter muita atenção em prova quanto às finalidades dos sistemas de controle interno 
de cada poder, pois as bancas costumam tentar confundir os candidatos, por vezes incluindo 
algum detalhe que não consta do texto constitucional ou trocando uma finalidade do SCI por 
uma competência dos tribunais de contas. Por exemplo, não compete ao controle interno 
julgar as contas dos gestores e aplicar sanções. Essas são competências privativas do TCU.
As finalidades dos sistemas de controle interno definidas no art. 74 da CF são muito 
cobradas em prova. Veja as seguintes questões.
027. 027. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA/2014) Compete aos sistemas 
de controle internos mantidos pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário do governo 
federal exercer o controle das operações de crédito e dos direitos e haveres da União.
Uma das finalidades dos Sistemas de Controle Interno de cada Poder, definidas no art. 74 
da CF, é exercer o controle das operações de crédito e dos direitos e haveres da União.
Certo.
028. 028. (CESPE/CEBRASPE/TCU/AUDITOR/2015) A competência do sistema de controle interno 
nos poderes da União restringe-se ao exercício do controle sobre entidades da Administração 
Pública Direta, Indireta, Fundacional e Autárquica.
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Controle externo 
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A competência do sistema de controle interno nos poderes da União não se restringe ao 
exercício do controle sobre entidades da Administração Pública Direta, Indireta, Fundacional 
e Autárquica, pois alcança, também, a aplicação de recursos públicos por entidades de 
direito privado.
Errado.
relACIonAMento entre o Controle externo e o Controle Interno
Uma das finalidades dos órgãos que compõem os sistemas de controle interno de cada 
Poder é apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
Nesse sentido, existe uma cooperação entre os controles interno (organismos próprios 
de controle e de auditoria de cada Poder) e externo (Congresso Nacional e Tribunal de 
Contas da União) em prol de uma fiscalização da gestão pública mais eficiente e efetiva.
Talvez o principal apoio seja a realização das auditorias nos processos de contas (anuais 
e especiais) pelos órgãos de controle interno, com o objetivo de subsidiar o julgamento 
dessas contas pelo Tribunal de Contas da União.
Todavia, esse apoio se dá também pela obrigação estabelecida no §1º do art. 74. Os 
responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou 
ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade 
solidária.
Assim, os dirigentes dos órgãos de controle interno de cada Poder, ao tomarem 
conhecimento de qualquer irregularidade (desvio de recursos, fraudes, prejuízos etc.) 
ou ilegalidade (descumprimento de lei e princípios), praticadas no âmbito dos órgãos e 
entidades que estão sob a sua jurisdição, devem de imediato comunicar ao TCU. A omissão 
não justificada poderá ensejar a responsabilidade do dirigente de controle interno omisso, 
de forma solidária com quem praticou o ato ilícito.
Apesar de uma das finalidades dos sistemas de controle interno ser apoiar o exercício 
do controle externo, cabe ressaltar que não há hierarquia entre os sistemas de controle 
externo e interno. Eles atuam de forma complementar.
029. 029. (FCC/PM MACAPÁ/ESP. NA EDUCAÇÃO/2018) Considere que o órgão responsável pelo 
controle interno da Administração Municipal tenha identificado ilegalidades praticadas em 
determinada Secretaria, consistentes no superfaturamento de contratos firmados para 
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
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manutenção de equipamentos de informática. Considerando as disposições constitucionais 
aplicáveis, o responsável pelo controle interno
a) deverá comunicar a ocorrência ao Tribunal de Contas, sob pena de responsabilidade 
solidária, sem prejuízo da adoção das medidas necessárias no âmbito do controle interno.
b) somente poderá adotar medidas preventivas para as próximas contratações, cabendo 
o controle de legalidade a posteriori exclusivamente ao Tribunal de Contas, na condição de 
órgão responsável pelo controle externo.
c) poderá determinar a sustação do contrato, mediante prévia solicitação à Câmara Municipal, 
com comunicação simultânea ao Tribunal de Contas.
d) possui a prerrogativa de determinar a sustação do contrato, afastando, em tal hipótese, 
o controle externo a cargo do Tribunal de Contas.
e) não possui qualquer ação sobre tal circunstância, eis que sua atuação se limita a controle 
de aspectos contábeis.
Considerando as disposições constitucionais aplicáveis, o responsável pelo controle interno 
deverá comunicar a ocorrência ao Tribunal de Contas, sob pena de responsabilidade solidária, 
sem prejuízo da adoção das medidas necessárias no âmbito do controle interno.
Letra a.
Controle externo
O controle externo, lato sensu, ocorre quando o órgão controlador não integra a estrutura 
do órgão controlado. É também o controle de um Poder sobre o outro.
Assim, controle externo lato sensu é aquele externa corporis, ou seja, o realizado por 
Poder ou órgão diverso do controlado ou que não integra a sua estrutura, envolvendo o 
exame de legitimidade e legalidade e/ou supervisão político-administrativa, com o objetivo 
de verificar se houve regularidade nos atos praticados para o alcance dos objetivos de 
interesse coletivo.
O controle externo da gestão pública está previsto nos artigos 70 e 71 da CF/1988, 
cujo titular é o Congresso Nacional, que o exerce com o auxílio do Tribunal de Contas, e se 
refere ao controle e à fiscalização da gestão orçamentária, financeira, patrimonial, contábil 
e operacional da União.
Cabe ressaltar que o TCU não é órgão subordinado ao Congresso Nacional e tampouco 
exerce papel secundário por ser a titularidade do controle externo do órgão legislativo.
A Constituição Federal estabelece em seu art. 71 competências exclusivas do TCU. 
Ademais, não cabe ao Congresso Nacional e a qualquer outro órgão rever as decisões de 
mérito do Tribunal, como, por exemplo, alterar o mérito do julgamento da Corte. As decisões 
do TCU são recorríveis ao próprio Tribunal, mediante os recursos previstosem seu Regimento 
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Controle externo 
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Interno. Todavia, pode o Poder Judiciário pronunciar a nulidade de um julgamento do TCU, 
por inobservância da legalidade.
O correto é afirmar que o TC presta auxílio ao Poder Legislativo no exercício do controle 
externo, possuindo o Parlamento e o TCU competências privativas, sem prejuízo de outras 
competências e atribuições conjuntas entre os dois órgãos.
Vale destacar que a fiscalização dos tribunais de contas pode se dar por iniciativa própria 
(de ofício) ou exercida por iniciativa do Poder Legislativo.
O Tribunal apreciará, em caráter de urgência, os pedidos de informações e as solicitações 
que lhe forem endereçados pelo Congresso Nacional (ou Assembleia Legislativa, no caso 
dos estados) ou por suas Comissões Técnicas ou de Inquérito. As referidas hipóteses são:
a) auditorias e inspeções de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou 
patrimonial nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e 
demais órgãos e entidades sujeitos a sua jurisdição;
b) solicitações de informações sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, 
operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;
c) pronunciamento conclusivo sobre a matéria que seja submetida a sua apreciação 
pela Comissão Mista Permanente do art. 166, §1º, da CF;
d) auditoria solicitada pela comissão mista permanente de senadores e deputados ou 
por comissão técnica de qualquer das casas do Congresso Nacional, em projetos e programas 
autorizados na Lei Orçamentária Anual, em que se avaliam os seus resultados quanto à 
eficácia, eficiência, efetividade e economicidade.
Como exemplo de atuação conjunta entre o Legislativo e o Tribunal de Contas, além 
do pronunciamento conclusivo a que se refere o item “c” acima, tem-se o parecer prévio 
emitido pelos TC’s sobre as contas de governo, que subsidia o julgamento por parte do 
órgão legislativo.
Outro aspecto relevante que envolve a relação entre o Poder Legislativo e o Tribunal de 
Contas é que, embora não haja subordinação entre os dois, os Tribunais de Contas prestam 
contas de sua atuação e desempenho ao Poder Legislativo, encaminhando-lhe relatórios 
trimestrais e anuais.
 Obs.: O Poder Legislativo e o Tribunal de Contas possuem competências privativas, sem 
prejuízo de outras competências e atribuições conjuntas entre os dois órgãos. 
Compete privativamente ao TCU julgar as contas dos gestores públicos. Compete 
exclusivamente ao Congresso Nacional julgar as contas de governo do Presidente 
da República, apoiado pelo TCU, a quem cabe a emissão de parecer prévio.
O Tribunal de Contas possui duas grandes funções, que são a função fiscalizadora, 
traduzida pela possibilidade de realizar inspeções e auditorias nas unidades administrativas 
de todos os Poderes e a função judicante, de julgar os processos de tomadas e prestações 
de contas dos administradores públicos e daqueles que causarem prejuízo ao erário.
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Controle externo 
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Essa função de julgar as tomadas e prestações de contas, inclusive as tomadas de contas 
especiais, é característica de um controle externo (praticado por órgão independente que 
não pertence à estrutura do órgão ou entidade controlados) e posterior ou subsequente 
aos atos de gestão praticados, como se verifica na questão a seguir.
030. 030. (FCC/DEF. PÚBLICA-AM/ASSISTENTE/2019) Determinado órgão da Administração 
Estadual está sofrendo um processo de tomada de contas especial pelo Tribunal de Contas 
do Estado. Nesse caso, a tomada de contas é uma manifestação de controle
a) prévio.
b) interno.
c) jurisdicional.
d) político.
e) externo.
A tomada de contas é um processo instaurado para que o Tribunal de Contas exerça a sua 
função judicante, sendo, portanto, uma manifestação de controle externo e subsequente.
Letra e.
FISCAlIZAÇÃo ContÁBIl, FInAnCeIrA, orÇAMentÁrIA, FISCAlIZAÇÃo ContÁBIl, FInAnCeIrA, orÇAMentÁrIA, 
oPerACIonAl e PAtrIMonIAloPerACIonAl e PAtrIMonIAl
O artigo 70 da CF trata do alcance da fiscalização exercida pelo controle externo e 
interno. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da 
União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, 
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo 
Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de 
cada Poder.
Vale notar que, embora o caput do art. 70 mencione apenas o Congresso Nacional, a sua 
interpretação combinada com alguns dispositivos do art. 71, que tratam das competências 
do TCU, permite concluir que também compete ao tribunal de contas o exercício dessa 
fiscalização, com a mesma abrangência.
Cabe notar que a abrangência conferida pelo constituinte à fiscalização dos órgãos 
e entidades estatais transcende os aspectos de legalidade e não se restringe à despesa. 
A fiscalização da gestão pública pode ser realizada de cinco maneiras: contábil, financeira, 
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Controle externo 
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orçamentária, operacional e patrimonial, abrangendo os seguintes aspectos: legalidade, 
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, conforme 
se observa na questão a seguir.
031. 031. (FCC/TRE-RO/ANALISTA/2013) De acordo com a Constituição Federal, será exercida 
pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, a fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da Administração direta 
e indireta quanto a
a) eficiência, eficácia e economicidade da aplicação dos recursos públicos.
b) sonegação fiscal, arrecadação e renúncias de receitas tributárias.
c) legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas.
d) elaboração, aprovação e execução dos planos, programas e projetos que envolvam 
recursos públicos.
e) arrecadação de receitas e empenhamento de despesas orçamentárias.
De acordo com o caput do art. 70 da CF, serão exercidas pelo Congresso Nacional, mediante 
controle externo, e pelo SCI de cada Poder as fiscalizações contábil, financeira, orçamentária, 
operacional e patrimonial da União e das entidades da Administração Direta e Indireta 
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia 
de receitas.
Letra c.
FISCAlIZAÇÃo ContÁBIlFISCAlIZAÇÃo ContÁBIl
A fiscalização contábil está relacionada à aplicação dos recursos públicos conforme as 
técnicas contábeis. Tem como propósito verificar se os fatos relacionados com a gestão dos 
recursos públicos estão sendo escriturados de acordo com as normas contábeis aplicadas ao 
caso. Além da conformidade dos registros, verifica-se a adequada elaboração e divulgação 
dos demonstrativos contábeis — balanços.
FISCAlIZAÇÃo FInAnCeIrAFISCAlIZAÇÃo FInAnCeIrA
A fiscalizaçãofinanceira está relacionada ao fluxo de recursos (ingressos e saídas) 
geridos pelo administrador, independentemente de serem ou não recursos orçamentários. 
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Constitui objeto da fiscalização financeira a verificação da legalidade e legitimidade na 
realização das despesas, observando se o gestor público cumpriu os princípios e as regras 
estabelecidas para as aquisições de bens e serviços e de liquidação da despesa pública.
FISCAlIZAÇÃo orÇAMentÁrIAFISCAlIZAÇÃo orÇAMentÁrIA
A fiscalização orçamentária está relacionada à aplicação dos recursos públicos, conforme 
as leis orçamentárias, acompanhando a arrecadação dos recursos e a aplicação. Ou seja, o 
seu objetivo é verificar se as receitas e despesas públicas guardam conformidade com as 
peças orçamentárias: Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei do 
Orçamento Anual (LOA). Verifica se foram respeitados os limites e destinações estabelecidos 
nas leis orçamentárias.
Márcio Albuquerque e Estevão Cunha ressaltam que tal fiscalização envolve diversas 
fases, não acontecendo apenas posteriormente, quando da prestação de contas ao órgão 
de controle externo. Nesse sentido, o art. 77 da Lei 4.320/1964 estabelece que a verificação 
da legalidade dos atos de execução orçamentária será prévia, concomitante e subsequente.
FISCAlIZAÇÃo oPerACIonAlFISCAlIZAÇÃo oPerACIonAl
A fiscalização operacional está relacionada à verificação do bom desempenho 
(economicidade e eficiência) e do cumprimento de metas e resultados (eficácia e efetividade) 
da gestão dos recursos públicos. Por meio dessa modalidade de fiscalização, é feito o 
acompanhamento da execução de programas e projetos governamentais. É um tipo de 
fiscalização que tem por enfoque orientar e fornecer apoio aos gestores públicos, de modo 
que possam otimizar a aplicação dos recursos financeiros para atingimento das metas.
A economicidade é a minimização dos custos dos recursos utilizados na consecução de 
uma atividade, sem comprometimento dos padrões de qualidade. Refere-se à capacidade 
de uma instituição gerir adequadamente os recursos financeiros colocados à sua disposição.
A eficiência é definida como a relação entre os produtos (bens e serviços) gerados por 
uma atividade e os custos dos insumos empregados para produzi-los em um determinado 
período de tempo, mantidos os padrões de qualidade. Essa dimensão, portanto, relaciona-
se com o conceito de economicidade e mede o esforço do processo de transformação de 
insumos em produtos.
Pode ser examinada sob duas perspectivas: minimização do custo total ou dos meios 
necessários para obter a mesma quantidade e qualidade de produto; ou otimização da 
combinação de insumos para maximizar o produto quando o gasto total está previamente 
fixado. Portanto, o conceito de eficiência está relacionado ao de economicidade.
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A eficácia é definida como o grau de alcance das metas programadas (de produtos 
e serviços) em um determinado período, independentemente dos custos implicados. O 
conceito de eficácia diz respeito à capacidade da gestão de cumprir objetivos imediatos, 
traduzidos em metas de produção ou de atendimento, ou seja, a capacidade de prover bens 
ou serviços de acordo com o estabelecido no planejamento das ações.
A efetividade diz respeito ao alcance dos resultados pretendidos, a médio e longo prazo. 
Refere-se à relação entre os resultados de uma intervenção ou programa, em termos de 
efeitos sobre a população-alvo (impactos observados), e os objetivos pretendidos (impactos 
esperados). Trata-se de verificar a ocorrência de mudanças na população-alvo que se 
poderia razoavelmente atribuir às ações do programa avaliado.
FISCAlIZAÇÃo PAtrIMonIAlFISCAlIZAÇÃo PAtrIMonIAl
A fiscalização patrimonial está relacionada ao controle, salvaguarda, conservação 
e alienação de bens públicos. Portanto, verificam-se o adequado controle e proteção 
dos bens públicos, incluindo-se a proteção e conservação do meio ambiente. Também 
constituem objetos dessa fiscalização a transferência de bens públicos para o setor privado 
e a concessão de uso.
No caput do artigo 70, estão especificados, ainda, os grandes critérios com que essas 
auditorias serão realizadas: legalidade, legitimidade e economicidade. Assim, a análise das 
gestões contábil, orçamentária, financeira, patrimonial e operacional é realizada levando-
se em conta a:
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Controle externo 
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a) legalidade – aderência da aplicação dos recursos ao ordenamento jurídico (Constituição, 
leis, decretos, normas etc.);
b) legitimidade – pressupõe a aderência, além da legalidade, à moralidade e à ética, 
ou seja, se atendeu ao interesse público. Nenhum ato pode ser legítimo se não for legal, 
porém, pode ser legal e agredir a legitimidade;
c) economicidade – minimização dos custos incorridos com os gastos públicos. Deve-se 
observar se os preços dos produtos adquiridos estão de acordo com o preço de mercado;
d) aplicação de subvenções – aplicação dos recursos públicos transferidos a entidades 
públicas ou privadas para determinadas despesas ou fins;
e) renúncia de receitas – são benefícios tributários e fiscais, financeiros e creditícios 
para incentivo a determinado setor ou atividade, como, por exemplo, a isenção fiscal, a 
redução de base de cálculo ou de alíquota de tributos.
Em síntese, quanto aos aspectos objetivos, o controle abrange todas as atividades 
administrativas desenvolvidas pelo Poder Público que impliquem receitas, despesas e 
nascimento ou extinção de direitos ou obrigações, e os aspectos avaliados: legalidade, 
legitimidade, economicidade e cumprimento de resultados de programas de trabalho.
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Quanto ao controle de mérito do ato administrativo, no qual se examinam a conveniência 
e a oportunidade dos atos de gestão, em regra, não compete aos Tribunais, entretanto, 
pode o Tribunal de Contas, em certos casos, avaliar aspectos de discricionariedade dos atos 
quanto à razoabilidade, proporcionalidade e outros princípios.
Acerca dos aspectos subjetivos, ou seja, de quem está sujeito à fiscalização do Tribunal 
de Contas, o parágrafo único do mesmo artigo constitucional trata do dever constitucional e 
republicano de prestação de contas ou de accountability pública, estabelecendo que prestará 
contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, 
guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valorespúblicos ou pelos quais a União 
responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.
Repare que o dispositivo estabelece que todas as pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou 
privadas, que tratem de recursos de origem pública deverão prestar contas desses recursos.
A prestação de contas no âmbito federal será ao TCU, a quem cabe julgar as contas 
de gestão. Por simetria, aquele que utilize recursos de origem estadual ou municipal deve 
prestar contas ao órgão estadual ou municipal competente, conforme o caso.
Porém, cuidado, pois uma Prefeitura ou Estado que receba recursos federais mediante 
convênio com a União deverá prestar contas ao órgão federal que transferiu os recursos. 
Por sua vez, o órgão público federal que celebrou o convênio em nome da União, concedente 
dos recursos, deverá prestar contas anuais ao TCU. Portanto, indiretamente, o tribunal 
receberá e julgará as contas de todos aqueles que administraram os recursos públicos, seja 
quem transferiu, seja quem aplicou os recursos.
O mesmo processo ocorre quando um servidor público recebe um adiantamento ou 
suprimento de fundos para realizar determinadas despesas e assume o dever de prestar 
contas ao respectivo órgão ou entidade pública.
Quanto à prestação de contas anual, o próprio Tribunal de Contas define normativamente 
o conteúdo das peças e informações constantes do processo de prestação de contas, tais 
como: relatório de gestão, balanços, demonstrativos, declarações e demais documentos.
À luz do dispositivo, fica claro que não interessa se a pessoa que está administrando 
recursos públicos pertença à Administração Pública. O que importa para efeito do alcance 
da fiscalização é que os recursos sejam públicos.
Além do dever de prestar contas, o parágrafo único do art. 70 da CF define a jurisdição 
da fiscalização ou controle governamental, indicando aqueles que estão sujeitos ao alcance 
da auditoria governamental.
Note que o legislador constituinte, quando mencionou bens, dinheiros ou valores, 
foi com o cuidado de não deixar de fora da norma qualquer coisa que esteja na esfera 
patrimonial: recursos financeiros, cauções, títulos, bens móveis e imóveis etc.
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Além disso, o constituinte ainda disciplinou a obrigação de prestar contas de bens e valores 
públicos pelos quais a União responda, mesmo que esses recursos não lhe pertençam, como 
é o caso de uma caução dada por um licitante em um contrato público, devendo o gestor 
prestar contas do que foi recebido a título de caução e o que foi devolvido aos licitantes.
O dever de prestar contas também abrange aqueles que assumem obrigação de natureza 
pecuniária em nome do Poder Público ou ente. Esse é o caso de uma operação de crédito 
externa feita por um ente da federação com aval da União.
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RESUMORESUMO
O controle da Administração Pública é o conjunto de mecanismos jurídicos e administrativos 
por meio dos quais se exerce o poder de fiscalização e de revisão administrativa em qualquer 
das esferas de Poder.
Quanto ao objeto ou aspecto da atividade administrativa a ser controlada, o controle 
é classificado em controle de legalidade, de mérito ou de gestão.
• CONTROLE DE LEGALIDADE: verifica a conformidade do ato administrativo ou dos 
demonstrativos contábeis com as normas que os regem. Pode ser exercido por todos 
os Poderes.
• CONTROLE DE MÉRITO: afere o atingimento dos objetivos, com base em parâmetros 
de conveniência e oportunidade do ato praticado. Esse controle é privativo da 
administração. Não pode o Judiciário exercer esse controle que transcende à legalidade.
• CONTROLE DE GESTÃO: é eminentemente finalístico. Tem por objeto verificar o 
desempenho e os resultados da administração, em termos de economicidade, eficiência 
e eficácia da gestão e dos atos administrativos. Praticado pelo gestor sobre os seus 
atos (administrativo) e pelo legislativo, com o auxílio dos tribunais de contas (controle 
externo).
SÚMULA 473 DO STF
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os 
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em 
todos os casos, a apreciação judicial.
− Se for necessário rever o ato por ilegalidade, o instituto será a anulação.
− Se for rever o ato quanto ao mérito, dar-se-á o instituto da revogação.
Quanto ao momento em que se efetua (oportunidade), o controle pode ser prévio, 
concomitante ou posterior.
• CONTROLE PRÉVIO: é o controle que antecede a conclusão do ato como requisito para 
sua eficácia. É um controle preventivo, porque visa impedir que seja praticado ato 
ilegal ou contrário ao interesse público. Exemplos: liquidação da despesa pelo gestor 
(controle preventivo do pagamento); autorização do Senado para a contratação de 
empréstimo externo; exame pelo TC da legalidade de editais de licitação antes de 
sua ocorrência.
• CONTROLE CONCOMITANTE: trata-se de um controle durante a execução do ato. 
Tem aspectos preventivos e repressivos, conforme o andamento da atividade 
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administrativa. Exemplos: realização de inspeções e de acompanhamentos pelo TC; 
acompanhamento de despesas não autorizadas pela comissão mista do Congresso 
Nacional.
• CONTROLE POSTERIOR OU A POSTERIORI (SUBSEQUENTE): é realizado posteriormente 
à edição dos atos administrativos. Tem por objetivo rever os atos já praticados 
para corrigi-los, desfazê-los ou apenas confirmá-los. É um controle de caráter 
corretivo. Exemplos: aprovação, homologação, anulação, revogação e convalidação; 
as auditorias de uma forma geral; a apreciação da legalidade pelo Poder Judiciário; 
o exame e o julgamento de prestações e tomadas de contas.
Quanto ao modo de se desencadear, o controle pode ser de ofício ou provocado.
• CONTROLE DE OFÍCIO: é aquele exercido por iniciativa do próprio agente. Princípio 
da Autotutela Administrativa (Súmula STF 473). Exemplos: anulação e revogação 
de atos por iniciativa própria da administração; realização de auditorias pelo TC 
mediante programação.
• CONTROLE POR PROVOCAÇÃO: é realizado em atendimento a solicitações de pessoas, 
entidades ou associações. Exemplos: apuração de denúncias pelo TC; apreciação de 
legalidade pelo Poder Judiciário.
Quanto ao órgão que o exerce, o controle pode ser administrativo, legislativo e judicial 
(é uma tripartição de controle):
• CONTROLE ADMINISTRATIVO: controle interno de anulação, revogação ou confirmação 
do ato pelo próprio administrador. Exemplos: a anulação, a revogação, a convalidação, 
a fiscalização hierárquica, os recursos administrativos, as inspeções e auditorias, as 
correições, a supervisão etc. Pode ser de ofício ou provocado pelos administrados.
• CONTROLE DE AUTOTUTELA:controle sobre os seus próprios atos ou sobre os 
órgãos da Administração Direta, também denominado de controle hierárquico ou 
por subordinação.
• CONTROLE DE TUTELA: controle exercido sobre as entidades da Administração 
Indireta, exercido nos limites estabelecidos em lei. Também denominado controle 
por vinculação ou supervisão ministerial.
Recursos Administrativos: decorrem do direito de petição e são todos os meios que 
podem utilizar os administrados para provocar o reexame do ato pela Administração Pública. 
É um meio formal de impugnação de atos e condutas administrativas. Em regra, possuem 
efeito devolutivo, mas podem ter efeito suspensivo. A lei do processo administrativo 
admitiu a reformatio in pejus, atenuando-a com a possibilidade de manifestação prévia 
do recorrente.
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eSPÉCIeS De reCUrSoS ADMInIStrAtIVoS
Representação é a denúncia de irregularidades feita perante à própria Administração 
Pública ou a entes de controle, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas ou outros 
órgãos que funcionem como ouvidoria.
Reclamação administrativa é o ato pelo qual o administrado, seja particular ou 
servidor público, deduz uma pretensão perante a Administração Pública, visando obter o 
reconhecimento de um direito ou a correção de um ato que lhe cause lesão ou ameaça de lesão.
Pedido de reconsideração é aquele pelo qual o interessado requer o reexame do ato à 
própria autoridade que o emitiu.
Recurso hierárquico é o pedido de reexame do ato dirigido à autoridade superior à que 
proferiu o ato. Pode ser próprio ou impróprio. O recurso hierárquico próprio é dirigido à 
autoridade imediatamente superior dentro do mesmo órgão em que o ato foi praticado. 
O recurso hierárquico impróprio é dirigido à autoridade de outro órgão não integrado na 
mesma hierarquia daquele que proferiu o ato. Por isso mesmo é chamado de impróprio. 
Como não decorre da hierarquia, ele só é cabível se previsto expressamente em lei.
Revisão é o recurso que se utiliza o servidor público, punido pela administração, para 
reexame da decisão, em caso de surgirem fatos novos suscetíveis de demonstrar a sua 
inocência. A revisão, por isso, enseja a instauração de novo processo, que tramitará em 
apenso ao processo anterior.
• CONTROLE LEGISLATIVO: é o controle externo exercido pelo Poder Legislativo sobre 
os atos da Administração Pública e se desdobra em duas vertentes: a) controle 
político, realizado pelas Casas Legislativas; e b) controle técnico ou financeiro, 
que abrange a fiscalização contábil, financeira e orçamentária, exercido com auxílio 
do Tribunal de Contas. O controle legislativo alcança todos os Poderes, incluindo o 
próprio Poder Judiciário e as entidades da Administração Direta e Indireta. Deve-se 
limitar às hipóteses previstas na Constituição Federal. É um controle de legalidade 
e de mérito (conveniência e oportunidade).
• Exemplos de controle legislativo político: a) pedidos escritos de informação; b) 
convocação para comparecimento de Ministros; c) comissões parlamentares de 
inquérito; d) fiscalização direta a que se refere o inciso X do art. 49 da CF; e) aprovações 
e autorizações de atos do Executivo: algumas decisões do Executivo têm sua eficácia 
condicionada à aprovação do Congresso Nacional; f) sustação de atos normativos do 
Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação 
legislativa (inciso V do art. 49 da CF).
• CONTROLE JUDICIAL: compreende a apreciação de atos, processos e contratos 
administrativos, atividades ou operações materiais ou mesmo omissão da administração. 
É essencialmente um controle de legalidade efetuado pelo Poder Judiciário sobre 
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os poderes e órgãos da Administração Pública. É um controle a posteriori e por 
provocação. O Poder Judiciário pode examinar os atos da Administração Pública de 
qualquer natureza, sejam gerais ou individuais, unilaterais ou bilaterais, vinculados 
ou discricionários. Quanto aos atos discricionários, não cabe ao Poder Judiciário 
apreciar os aspectos relativos ao mérito do ato (conveniência e oportunidade), mas 
pode apreciar os motivos, ou seja, os fatos que precedem a elaboração do ato.
Veja o mapa mental acerca dos tipos de controle e suas caraterísticas conforme o órgão 
que o realiza:
Quanto ao posicionamento do órgão que exerce o controle, o controle é classificado 
em interno e externo.
• CONTROLE INTERNO: é aquele feito pela própria administração ou realizado no 
âmbito do respectivo Poder.
• Uma espécie de controle interno é o controle ou a fiscalização exercida pelo sistema de 
controle interno de cada Poder, referido no art. 70 da CF/1988, que tem por objeto 
a fiscalização da gestão orçamentária, financeira, patrimonial, contábil e operacional 
no âmbito do referido Poder, em cada nível de governo. O artigo 74 da CF trata das 
finalidades do Sistema de Controle Interno de cada Poder: avaliar o cumprimento das 
metas do PPA e a execução dos programas e orçamentos; comprovar a legalidade e 
os resultados da gestão dos recursos públicos; exercer o controle das operações de 
crédito, avais, direitos, haveres; e apoiar o controle externo.
Tanto o controle externo quanto o controle interno realizam a fiscalização:
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Controle externo 
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• CONTROLE EXTERNO: quando o órgão controlador não integra a estrutura do órgão 
controlado. É também o controle de um Poder sobre o outro. Realizam o controle 
externo: o Poder Legislativo, o Tribunal de Contas e o Poder Judiciário.
• O controle externo da gestão pública está previsto nos artigos 70 e 71 da CF/1988, 
cujo titular é o Congresso Nacional, que o exerce com o auxílio do Tribunal de Contas, e 
se refere ao controle e à fiscalização da gestão orçamentária, financeira, patrimonial, 
contábil e operacional da União.
O TCU não é órgão subordinado ao Congresso Nacional e tampouco exerce papel 
secundário por ser a titularidade do controle externo do órgão legislativo. A CF estabelece 
em seu art. 71 competências exclusivas do TCU. A fiscalização dos tribunais de contas pode 
se dar por iniciativa própria (de ofício) ou exercida por iniciativa do Poder Legislativo. O 
Tribunal apreciará, em caráter de urgência, os pedidos de informações e as solicitações que 
lhe forem endereçados pelo Congresso Nacional (ou Assembleia Legislativa, no caso dos 
estados) ou por suas Comissões Técnicas ou de Inquérito.
O Poder Legislativo e o Tribunal de Contas possuem competências privativas, sem 
prejuízo de outras competências e atribuições conjuntas entre os dois órgãos. Compete 
privativamente ao TC julgar as contas dos gestores públicos. Compete exclusivamente ao 
Poder Legislativo julgar as contas de governo prestadas pelos titulares do Poder Executivo. 
Sobre as contas de governo, os tribunais de contas emitem parecer prévio.SISTEMAS DE CONTROLE NA CF/88
• A CF prevê dois sistemas de controle sobre a gestão pública: o sistema de controle 
interno, realizado pela própria administração ou no âmbito do respectivo Poder, e o 
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Controle externo 
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sistema de controle externo, que é aquele exercido por órgão controlador que não 
integra a estrutura do órgão controlado. É também o controle de um Poder sobre o 
outro. Realizam o controle externo da gestão pública o Poder Legislativo, o Tribunal 
de Contas e o Poder Judiciário.
Controle Interno
• Uma espécie de controle interno é o controle ou a fiscalização exercida pelo sistema 
de controle interno de cada Poder, referido no art. 70 da CF/1988, que tem por 
objeto a fiscalização da gestão orçamentária, financeira, patrimonial, contábil e 
operacional no âmbito do referido Poder, em cada nível de governo.
• Finalidades do Controle Interno: o artigo 74 da CF trata das finalidades do Sistema 
de Controle Interno de cada Poder: avaliar o cumprimento das metas do PPA e a 
execução dos programas e orçamentos; comprovar a legalidade e os resultados da 
gestão dos recursos públicos; exercer o controle das operações de crédito, avais, 
direitos, haveres; e apoiar o controle externo.
Controle externo
• No Brasil, o controle externo da gestão pública está previsto nos artigos 70 a 75 da 
CF/88, cujo titular é o Congresso Nacional, que o exerce com o auxílio do Tribunal de 
Contas, e se refere à fiscalização da gestão orçamentária, financeira, patrimonial, 
contábil e operacional da União.
• A titularidade do controle externo é do Poder Legislativo, que o exerce, contudo, com 
o auxílio do tribunal de contas competente.
• No âmbito do Congresso Nacional, a Constituição atribui a uma comissão mista 
permanente de senadores e deputados (a CMO), entre outras responsabilidades, 
examinar e emitir parecer sobre os projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, às 
diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais e sobre as 
contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República.
• Compete ainda à CMO exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária 
e financeira e da gestão fiscal, sem prejuízo da atuação das demais comissões 
(permanentes e temporárias) do Congresso Nacional e de suas Casas.
• Outra importante competência fiscalizadora da CMO está estabelecida no art. 72 da 
CF. A referida comissão mista, diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda 
que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, 
poderá solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco dias, 
preste os esclarecimentos necessários.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
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• Cada Tribunal de Contas possui suas próprias competências, não existindo, em nosso 
sistema, a possibilidade de uma Corte ser a revisora de outra.
o PoDer leGISlAtIVo e oS trIBUnAIS De ContAS
• O Tribunal de Contas da União (TCU) é um tribunal de natureza administrativa, de 
previsão constitucional, que auxilia o Congresso Nacional no controle externo contábil, 
financeiro, orçamentário, patrimonial e operacional da Administração Pública.
• O TCU é um órgão independente, com competências próprias e privativas extraídas 
diretamente da Constituição Federal.
• No exercício do controle externo, contudo, o Tribunal exerce atribuições em auxílio ao 
Congresso Nacional, entre outras: emite parecer prévio sobre as contas do Presidente 
da República para subsidiar o julgamento pelo Congresso Nacional, realiza inspeções 
e auditorias por solicitação do Legislativo, presta informações sobre fiscalizações 
realizadas e encaminha ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório 
de suas atividades.
• Embora auxilie o Congresso Nacional no exercício do controle externo, o TCU não se 
subordina ao Parlamento, não havendo vínculo hierárquico entre os dois órgãos. O 
regime é de colaboração, nos moldes previstos na Lei Maior.
• A fiscalização dos Tribunais de Contas pode se dar por iniciativa própria (de ofício) 
ou exercida por iniciativa do Poder Legislativo.
• O Tribunal apreciará, em caráter de urgência, os pedidos de informações e as solicitações 
que lhe forem endereçados pelo Congresso Nacional ou por suas Comissões Técnicas 
ou de Inquérito.
FISCAlIZAÇÃo ContÁBIl, FInAnCeIrA, orÇAMentÁrIA, oPerACIonAl e PAtrIMonIAl
• Fiscalização Contábil: preocupa-se em analisar os registros contábeis voltados 
aos lançamentos, balanços, escrituração sintética e à observância das regras de 
contabilidade pública contidas na Lei 4.320/64 e na LRF.
• Fiscalização Financeira: volta-se ao controle da arrecadação das receitas e à efetivação 
das despesas.
• Fiscalização Orçamentária: dá-se com o fim de alcançar, ao máximo, a concretização 
das normas das previsões constantes no orçamento.
• Fiscalização Patrimonial: o foco está na análise do patrimônio público, seu crescimento 
ou sua redução, de acordo com os fatores previstos no orçamento.
• Fiscalização Operacional: a atenção está voltada para o cumprimento de metas, o 
alcance de resultados e a eficiência na gestão dos gastos públicos.
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ASPeCtoS A SereM FISCAlIZADoS
• Legalidade: aderência da aplicação dos recursos ao ordenamento jurídico (Constituição, 
leis, decretos, normas etc.).
• Legitimidade: pressupõe a aderência, além da legalidade, à moralidade e à ética, ou 
seja, se atendeu ao interesse público.
• Economicidade: minimização dos custos dos recursos utilizados na consecução 
de uma atividade, sem comprometimento dos padrões de qualidade. Refere-se à 
capacidade de uma instituição gerir adequadamente os recursos financeiros colocados 
à sua disposição.
• Eficiência: relação entre os produtos (bens e serviços) gerados por uma atividade e 
os custos dos insumos empregados para produzi-los em um determinado período 
de tempo, mantidos os padrões de qualidade.
• Eficácia: grau de alcance das metas programadas (de produtos e serviços) em um 
determinado período de tempo, independentemente dos custos implicados. O conceito 
de eficácia diz respeito à capacidade da gestão de cumprir objetivos imediatos 
traduzidos em metas de produção ou de atendimento, ou seja, a capacidade de 
prover bens ou serviços de acordo com o estabelecido no planejamento das ações.
• Efetividade: diz respeito ao alcance dos resultados pretendidos, a médio e longo 
prazo. Refere-se à relação entre os resultados de uma intervenção ou programa, 
em termos de efeitos sobre a população-alvo (impactos observados), e os objetivos 
pretendidos (impactos esperados).
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QUESTÕES COMENTADAS EM AULAQUESTÕES COMENTADAS EM AULA
001. 001. (CESPE/CEBRASPE/ANTT/ANALISTA/2013) A definição do termo controle admite 
emprego restrito aos sentidos de vigilância, verificação e inspeção.
002. 002. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/ANALISTA DE CONTAS PÚBLICAS/2022) Moralidade e 
impessoalidade são aspectos que devem ser observados por todos os órgãos que realizam 
o controle da Administração Pública.
003. 003. (FCC/TCE/SP/AUX. DE FISC. FINANC. II/2015) O controle da Administração Pública 
pode ser definido como o poder-dever de fiscalização e correção exercido pelos órgãos 
aos quais é conferido, com o objetivo de garantir a conformidade de atuação com os 
princípios impostos pelo ordenamento jurídico. Nesse contexto, o controle dos aspectos de 
conveniência e oportunidade subjacentes à prática de atos administrativos discricionários
a) é próprio do poder de tutela a que se submetem as entidades integrantes da Administração 
Indireta.
b) está presente no controle interno e constitui expressão da autotutela.
c) é decorrência da hierarquia e somente pode ser exercido por autoridade superior àquela 
que praticou o ato.
d) é vedado em sede de controle interno, que admite apenas a verificação de aspectos de 
legalidade.
e) é passível de ser exercido no âmbito do controle externo, salvo para verificação de 
economicidade.
004. 004. (CESPE/CEBRASPE/TCU/ACE/2010) O princípio da autotutela possibilita à Administração 
Pública anular os próprios atos, quando possuírem vícios que os tornem ilegais, ou revogá-
los por conveniência ou oportunidade, desde que sejam respeitados os direitos adquiridos 
e seja garantida a apreciação judicial.
005. 005. (CESPE/CEBRASPE/TRE-MT/TÉCNICO/2010) Controle de mérito é aquele em que o 
órgão controlador faz o confronto entre a conduta administrativa e uma norma jurídica 
vigente e eficaz, que pode estar na CF ou em lei complementar ou ordinária.
006. 006. (CESPE/CEBRASPE/TJ-RR/TÉCNICO/2012) O controle de legalidade pode ser exercido 
tanto internamente, por órgãos da própria administração, quanto externamente, por 
órgãos dos outros Poderes.
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007. 007. (CESPE/CEBRASPE/TCE-TO/ACE/2009) Não caberá ao controle posterior desfazer atos 
ilegais ou contrários ao interesse público já praticados. O controle posterior reexaminará 
atos já praticados com o intuito de corrigi-los ou apenas confirmá-los.
008. 008. (CESPE/CEBRASPE/TCE-ES/PROCURADOR/2009) O acompanhamento da realização 
das obras e da execução dos contratos é o que caracteriza o controle a posteriori.
009. 009. (FGV/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2022) Maria, ministra de Estado, tomou conhecimento 
de que Joana, que estava à frente de uma estrutura criada a partir dos conceitos da 
descentralização administrativa, vinculada ao seu Ministério, sendo responsável pela 
prestação de serviços públicos, praticara um ato que fora muito criticado. Esse ato, ao ver 
de Maria, se mostrava totalmente inconveniente e inoportuno à luz do interesse público.
À luz da narrativa, é correto afirmar que Maria:
a) pode anular o ato de Joana, no exercício do poder de tutela.
b) pode revogar o ato de Joana, no exercício do poder de autotutela.
c) no exercício do poder de supervisão, pode anular ou revogar o ato de Joana, conforme 
o caso.
d) deve observar, em princípio, a autonomia do ente dirigido por Joana, exercendo a tutela 
no limite estabelecido em lei.
e) deve observar a autonomia do ente dirigido por Joana, mas pode exercer o controle 
interno, conforme autorizado em lei.
010. 010. (FCC/CÂMARA DE FORTALEZA/AGENTE ADM./2019) O dirigente máximo de autarquia 
estadual de proteção ambiental decide interditar uma indústria, sendo a única autoridade 
no âmbito da autarquia que possui competência para a prática desse ato. Sabe-se que a 
autarquia atua sob supervisão do Secretário Estadual do Meio Ambiente. Diante dessa 
decisão, a indústria sancionada pode interpor, na esfera administrativa,
a) recurso hierárquico impróprio, que será apreciado pelo Secretário Estadual do Meio 
Ambiente, independentemente de previsão legal.
b) recurso hierárquico próprio, que será apreciado pelo Secretário Estadual do Meio Ambiente, 
desde que haja previsão legal.
c) pedido de reconsideração, que será apreciado pelo dirigente autárquico, ad referendum 
do Secretário Estadual do Meio Ambiente.
d) recurso hierárquico impróprio, que será apreciado pelo Secretário Estadual do Meio 
Ambiente, desde que haja previsão legal.
e) pedido de revisão, que será apreciado diretamente pelo Governador, independentemente 
de previsão legal.
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011. 011. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/ESPECIALISTA/2014) O recurso administrativo é uma forma 
de petição inadequada para iniciar processos de interesses do administrado, nos casos em 
que se requeira da administração a concessão de direitos de natureza personalíssima.
012. 012. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/ESPECIALISTA/2014) Reclamação administrativa, 
representação administrativa e pedido de reconsideração são petições que podem provocar 
reforma de decisões ou atos produzidos pelos tribunais de contas.
013. 013. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) O controle administrativo, que visa verificar 
a conveniência dos atos administrativos, é exercido de forma exclusiva pelo Poder Executivo.
014. 014. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) O controle administrativo permite que a 
organização pública fiscalize e corrija, por iniciativa própria, atos administrativos sob os 
aspectos de legalidade e mérito.
015. 015. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) O servidor que tiver recebido a menor 
alguma vantagem remuneratória e não recorrer em tempo hábil perderá seu direito de exigir 
a reparação e de requerer a retificação do valor em função da prescrição administrativa, 
restando-lhe o direito potestativo que poderá ser discutido em juízo por ainda não ter 
decaído o direito.
016. 016. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) A representação, ato de competência 
restrita a servidores públicos, visa informar à Administração Pública que houve abuso de 
poder por parte de um gestor.
017. 017. (FGV/CÂMARA DE ARACAJU/PROCURADOR/2021) Em matéria de controle da 
Administração Pública, de acordo com o texto constitucional, é hipótese de controle 
parlamentar direto quando o:
a) Poder Legislativo julga recursos administrativos hierárquicos de decisões tomadas pelo 
Poder Executivo.
b) Tribunal de Contas condena o gestor público pela prática de ato de improbidade 
administrativa.
c) Poder Legislativo susta os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder 
regulamentar, invadindo seara de lei.
d) Tribunal de Contas autoriza abertura de processo por crime de responsabilidade em 
matéria orçamentária ou financeira, praticado pelo chefe do Poder Executivo.
e) Poder Legislativo concede indulto e comuta penas a pessoas condenadas, com audiência, 
se necessário, dos órgãos instituídos em lei.
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CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICACONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Controle DA ADMInIStrAÇÃo PÚBlICA: ConCeIto, Controle DA ADMInIStrAÇÃo PÚBlICA: ConCeIto, 
ABrAnGÊnCIA e eSPÉCIeSABrAnGÊnCIA e eSPÉCIeS
Inicialmente, cabe uma dica importante quanto ao estudo do controle na 
Administração Pública.
Analisando as questões de controle externo de provas anteriores, identifico dois livros 
que são muito utilizados, que são:
• o livro Manual de Direito Administrativo, de José dos Santos Carvalho Filho, da 
Editora Lumen Juris; e
• o livro Direito Administrativo Brasileiro, de Maria Sylvia Zanella Di Pietro, da 
Editoria Atlas.
Logo você verá que cito os dois autores na aula, inclusive quando comento as questões, 
para destacar certos detalhes (“pegadinhas”) da banca que correspondem a conceitos 
e ensinamentos bem específicos retirados dos livros desses dois mestres do direito 
administrativo.
Conforme definição de alguns administrativistas, a Administração Pública é o conjunto 
de meios institucionais (órgãos e pessoas jurídicas), patrimoniais, financeiros e humanos 
(agentes públicos), organizados e necessários para executar as decisões políticas, isto é, para 
a consecução concreta dos objetivos de governo. O governo “pensa” e a administração “age”.
A Administração Pública, portanto, é o meio pelo qual o governo dá concretude aos 
interesses da coletividade, estando vinculada ao cumprimento da lei e ao atendimento do 
interesse público, objetivos maiores do Estado de Direito.
Para a eficácia desse postulado, é necessário que o Estado estabeleça mecanismos para 
impor e verificar o seu cumprimento. Aí está o que se chama de controle da Administração 
Pública, o controle que o sistema político-administrativo exerce sobre si mesmo.
Maria Zanela Di Pietro define o controle da Administração Pública como o poder de 
fiscalização e correção que sobre ela exercem os órgãos dos poderes Judiciário, Legislativo 
e Executivo, com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios 
que são impostos pelo ordenamento jurídico.
Para Carvalho Filho, o controle da Administração Pública é o conjunto de mecanismos 
jurídicos e administrativos por meio dos quais se exercem o poder de fiscalização e de 
revisão administrativa em qualquer das esferas de Poder.
A definição de Carvalho Filho é relevante, pois ressalta as várias formas jurídicas 
de controle, como é o caso do controle judicial dos atos da administração e as formas 
administrativas.
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A fiscalização e a revisão são os elementos básicos do controle. A fiscalização consiste no 
poder de verificação que se faz sobre a atividade dos órgãos e dos agentes administrativos, 
bem como em relação à finalidade pública que deve servir de objetivo para a administração. 
A revisão é o poder de corrigir as condutas administrativas, seja porque tenham ofendido 
normas legais, seja porque há necessidade de alterar alguma linha das políticas administrativas 
para que melhor seja atendido o interesse coletivo.
O controle é bem abrangente e alcança toda a atividade administrativa, em todas as 
esferas de Poder: Legislativo, Executivo e Judiciário.
Todos os Poderes praticam atos administrativos, e sobre esses atos será exercido 
o controle!
Por exemplo, um magistrado, além de exercer, quando demandado, o controle judicial sobre 
atos administrativos, pratica também atos administrativos, que estarão sujeitos a controle.
Em verdade, os atos administrativos praticados pelo magistrado estão sujeitos ao 
controle da própria Administração, denominado de controle interno ou administrativo, e 
ainda ao controle externo, realizado pelo próprio Poder Judiciário, pelo Tribunal de Contas 
da União e pelo Conselho Nacional de Justiça.
Portanto, abordaremos todas as espécies de controle sobre a Administração Pública 
previstas em nosso ordenamento jurídico. Prefiro pecar por excesso que por omissão!
Antes de prosseguirmos, veja a seguinte questão acerca da abrangência do controle 
da Administração Pública.
001. 001. (CESPE/CEBRASPE/ANTT/ANALISTA/2013) A definição do termo controle admite 
emprego restrito aos sentidos de vigilância, verificação e inspeção.
Como existem vários significados para o termo controle, sua definição não está restrita ao 
sentido de vigilância, verificação e inspeção, pois também engloba os sentidos de revisão 
e correção das condutas administrativas.
Errado.
PrInCÍPIoS norteADoreS Do ControlePrInCÍPIoS norteADoreS Do Controle
Os princípios da Administração Pública estabelecidos no art. 37 da Constituição Federal: 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência são princípios basilares 
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no Estado Democrático de Direito, servindo, assim, como parâmetros ou critérios à atividade 
de controle.
O princípio da legalidade impõe à administração que somente faça o que a lei permitir. 
Em decorrência disso, a Administração Pública não pode, por simples ato administrativo, 
conceder direitos de qualquer espécie, criar obrigações ou impor vedações aos administrados 
sem a definição e autorização de lei.
O princípio da impessoalidade significa que a administração não pode atuar com vistas 
a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, tendo em conta que é sempre o interesse 
público que tem que nortear o seu comportamento.
O princípio da moralidade impõe à administração uma conduta que não ofenda a moral, 
os bons costumes, as regras de boa administração, os princípios de justiça e de equidade.
O princípio da publicidade está presente em vários dispositivos constitucionais que 
exigem a ampla transparência e divulgação dos atos praticados pela Administração Pública, 
ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas em lei.
O princípio da eficiência exige da administração o melhor desempenho possível de suas 
atribuições, para alcançar os melhores resultados na prestação do serviço público e com 
o menor custo possível.
002. 002. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/ANALISTA DE CONTAS PÚBLICAS/2022) Moralidade e 
impessoalidade são aspectos que devem ser observados por todos os órgãos que realizam 
o controle da Administração Pública.
A moralidade e a impessoalidade são princípios da Administração Pública estabelecidos 
no art. 37 da Constituição Federal e são parâmetros ou critérios à atividade de controle, 
devendo ser observados por todos os órgãos que realizam o controle da Administração 
Pública.
Certo.
tIPoS De Controle DA ADMInIStrAÇÃo PÚBlICAtIPoS De Controle DA ADMInIStrAÇÃo PÚBlICA
Existem diferentes formas de classificação dos controles que incidem sobre a 
Administração Pública.
Quanto ao objeto, por exemplo, podemos classificá-los em controle de legalidade, controle 
de mérito e controle de gestão. No que diz respeito ao momento em que se realiza, em 
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018. 018. (CESPE/CEBRASPE/TRE-MA/TÉCNICO/2009) A principal característica do sistema 
denominado contencioso administrativo é a de que os ordenamentos jurídicos que o adotam 
conferem a determinadas decisões administrativas a natureza de coisa julgada oponível 
ao próprio Poder Judiciário.
019. 019. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) O sistema de contencioso administrativo 
ocorre no âmbito de tribunais de competência especializada que não integram a estrutura 
do Poder Judiciário, cujas sentenças são dotadas de força de coisa julgada.
020. 020. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/CONSELHEIRO-SUBSTITUTO/2021) O sistema de controle 
da Administração Pública brasileira é o contencioso administrativo, de maneira que as 
decisões do tribunal de contas que resultam em imputação de multa possuem caráter de 
título executivo extrajudicial.
021. 021. (CESPE/CEBRASPE/TRE-BA/ANALISTA/2010) Como exemplo da incidência do Princípio da 
Inafastabilidade do controle jurisdicional relativo aos atos administrativos no ordenamento 
jurídico brasileiro, é correto citar a vigência, entre nós, do sistema do contencioso 
administrativo ou sistema francês.
022. 022. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) A adoção do sistema uno de jurisdição no 
direito brasileiro permite a apreciação, pelo Poder Judiciário, de lesão ou ameaça de lesão 
a direitos individuais e coletivos, em qualquer caso, o que inclui a revisão das decisões dos 
tribunais e conselhos de contas.
023. 023. (CESPE/CEBRASPE/TRT-MT/ANALISTA/2015) A anulação dos atos administrativos, a 
título de controle judicial, consiste na possibilidade de o Poder Judiciário rever os atos 
administrativos por motivo de conveniência ou oportunidade.
024. 024. (FCC/TRF-5ª REGIÃO/ANALISTA/2017) Recém empossado ao cargo de Chefe do Executivo 
Municipal, o novo Prefeito de determinado município iniciou a implementação de seu plano 
de governo, que continha, dentre outras providências, plano para expansão do sistema 
viário, a fim de possibilitar o desenvolvimento urbano da cidade. O Ministério Público ajuizou 
ação questionando a atuação municipal, sob o fundamento de que outras políticas públicas 
antes prioritárias haviam sido substituídas. O Poder Judiciário, quando da análise da ação 
judicial ajuizada pelo Ministério Público,
a) poderá analisar a política pública do novo prefeito, adentrando a verificação da melhor 
decisão a ser adotada, a ampliação do sistema viário ou os programas anteriormente em 
execução.
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b) não poderá dar procedência à ação, tendo em vista que o controle dos atos administrativos 
somente pode se dar sob os aspectos de legalidade, tanto no âmbito do Poder Judiciário, 
quanto no Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas.
c) poderá analisar os atos do Poder Executivo sob o prisma da legalidade, mas não poderá 
adentrar ao mérito da escolha da Administração, vez que é inerente à discricionariedade 
administrativa a possibilidade de decisão perante mais de uma opção igualmente válida.
d) poderá decidir pela procedência da ação, a fim de analisar a adoção das políticas públicas 
identificadas como prioritárias, considerando que o Ministério Público possui poderes para 
controle de mérito e de legalidade da Administração Pública, ainda que o Judiciário não 
possa adentrar o mérito das escolhas do Executivo.
e) não poderá prover a ação em razão de não ter sido indicado, especificamente, qual a 
medida que deveria ter sido adotada pela Administração Pública, pois ao Judiciário caberia 
decidir entre uma ou outra opção apresentada para sua análise.
025. 025. (FCC/AL-AP/ANALISTA LEG/2020) Se o Poder Judiciário, no exercício do controle judicial, 
considerar ilegal determinado ato discricionário praticado pelo Poder Executivo,
a) poderá anulá-lo, inclusive se o considerar apenas inconveniente ou inoportuno, aferindo 
seu mérito, desde que mediante provocação de interessado ou legitimado, não podendo 
nenhuma lesão a direito ser excluída do Poder Judiciário.
b) poderá revogá-lo, pois o Poder Judiciário realiza o controle, no exercício da sua atividade 
jurisdicional, sobre os atos administrativos editados, no exercício de função administrativa, 
pelo Poder Executivo.
c) não poderá revogá-lo, sendo possível, entretanto, que o Poder Judiciário revogue ato 
administrativo discricionário válido por ele mesmo praticado, em sua função atípica 
administrativa, atuando como administração.
d) não poderá anulá-lo, pois não se admite análise do ato administrativo pelo Poder Judiciário 
praticado legitimamente pela Administração, pois os poderes são independentes e harmônicos 
entre si, não podendo haver interferência de um no outro.
e) poderá revogá-lo, sendo também possível a revogação de ato administrativo discricionário 
ilegal pelo Poder Judiciário quando praticado por ele mesmo, em sua função atípica 
administrativa, atuando como administração.
026. 026. (FCC/TRE-AP/ANALISTA/2015) Considere as assertivas abaixo.
I – Aristóteles, administrado, ingressou com ação judicial, pleiteando ao Poder Judiciário 
que examinasse ato administrativo, sob o aspecto da legalidade. O Judiciário recusou-se 
a analisar o ato, por se tratar de ato discricionário.
II – Davi, administrado, ingressou com Reclamação Constitucional contra ato administrativo 
que contrariou Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal. A Corte Suprema julgou 
procedente a Reclamação e anulou o ato administrativo.
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III – Os atos interna corporis da Administração Pública, em regra, são apreciados pelo Poder 
Judiciário.
No que concerne ao controle judicial dos atos administrativos, está correto o que se afirma 
em
a) II, apenas.
b) I, apenas.
c) I, II e III.
d) II e III, apenas.
e) III, apenas.
027. 027. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA/2014) Compete aos sistemas 
de controle internos mantidos pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário do governo 
federal exercer o controle das operações de crédito e dos direitos e haveres da União.
028. 028. (CESPE/CEBRASPE/TCU/AUDITOR/2015) A competência do sistema de controle interno 
nos poderes da União restringe-se ao exercício do controle sobre entidades da Administração 
Pública Direta, Indireta, Fundacional e Autárquica.
029. 029. (FCC/PM MACAPÁ/ESP. NA EDUCAÇÃO/2018) Considere que o órgão responsável pelo 
controle interno da Administração Municipal tenha identificado ilegalidades praticadas em 
determinada Secretaria, consistentes no superfaturamento de contratos firmados para 
manutenção de equipamentos de informática. Considerando as disposições constitucionais 
aplicáveis, o responsável pelo controle interno
a) deverá comunicar a ocorrência ao Tribunal de Contas, sob pena de responsabilidade 
solidária, sem prejuízo da adoção das medidas necessárias no âmbito do controle interno.
b) somente poderá adotar medidas preventivas para as próximas contratações, cabendo 
o controle de legalidade a posteriori exclusivamenteao Tribunal de Contas, na condição de 
órgão responsável pelo controle externo.
c) poderá determinar a sustação do contrato, mediante prévia solicitação à Câmara Municipal, 
com comunicação simultânea ao Tribunal de Contas.
d) possui a prerrogativa de determinar a sustação do contrato, afastando, em tal hipótese, 
o controle externo a cargo do Tribunal de Contas.
e) não possui qualquer ação sobre tal circunstância, eis que sua atuação se limita a controle 
de aspectos contábeis.
030. 030. (FCC/DEF. PÚBLICA-AM/ASSISTENTE/2019) Determinado órgão da Administração 
Estadual está sofrendo um processo de tomada de contas especial pelo Tribunal de Contas 
do Estado. Nesse caso, a tomada de contas é uma manifestação de controle
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a) prévio.
b) interno.
c) jurisdicional.
d) político.
e) externo.
031. 031. (FCC/TRE-RO/ANALISTA/2013) De acordo com a Constituição Federal, será exercida 
pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, a fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da Administração direta 
e indireta quanto a
a) eficiência, eficácia e economicidade da aplicação dos recursos públicos.
b) sonegação fiscal, arrecadação e renúncias de receitas tributárias.
c) legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas.
d) elaboração, aprovação e execução dos planos, programas e projetos que envolvam 
recursos públicos.
e) arrecadação de receitas e empenhamento de despesas orçamentárias.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
Julgue os itens a seguir acerca do conceito, da abrangência e das espécies de controle da 
Administração Pública.
032. 032. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/PROCURADOR/2012) Constitui exteriorização do princípio da 
autotutela a súmula do STF que enuncia que “a administração pode anular seus próprios atos, 
quando eivados dos vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou 
revogá-los, por motivo de conveniência e oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, 
e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”.
033. 033. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ACE/2014) O controle legislativo é tanto político quanto 
financeiro. O controle financeiro, no âmbito parlamentar, é exercido por meio de suas casas 
e respectivas comissões. Há comissões permanentes e temporárias, entre as quais as CPIs. 
No caso do DF, cabe precipuamente à Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da 
Câmara Legislativa (CLDF) fiscalizar a execução orçamentária e financeira.
034. 034. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ACE/2014) No que se refere ao princípio da separação dos 
poderes, o controle prévio do ato administrativo é exclusivo da administração, cabendo 
ao Poder Judiciário apreciar lesão ou ameaça de lesão somente após a efetiva entrada em 
vigor do ato.
035. 035. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ACE/2014) Na esfera federal, o controle administrativo é 
identificado com a supervisão ministerial, que, no caso da administração indireta, caracteriza 
a tutela. A sua autonomia, estabelecida nas próprias leis instituidoras, deve ser assegurada, 
sem prejuízo da fiscalização na aplicação da receita pública e da atenção com a eficiência 
e a eficácia no desempenho da administração.
036. 036. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA/2014) O Poder Legislativo exerce controle financeiro 
sobre o Poder Executivo, sobre o Poder Judiciário e sobre a sua própria administração.
037. 037. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA/2014) O controle judicial dos atos da administração 
ocorre depois que eles são produzidos e ingressam no mundo jurídico, não existindo margem, 
no ordenamento jurídico brasileiro, para que tal controle se dê a priori.
038. 038. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA/2014) O controle exercido pela administração sobre 
as entidades da Administração Indireta, denominado tutela, caracteriza-se como controle 
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externo. Na realização desse controle, deve-se preservar a autonomia da entidade, nos 
termos de sua lei instituidora.
039. 039. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) O gestor público, ao revogar um ato 
administrativo praticado por um agente não competente, exerce o controle corretivo; ao 
passo que, ao homologar um ato válido, ele pratica o controle concomitante.
040. 040. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ACE/2014) O controle pode ser classificado, quanto ao 
momento do seu exercício, em prévio, simultâneo ou a posteriori. A exigência de laudos de 
impacto ambiental, por exemplo, constitui uma forma de controle simultâneo.
041. 041. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) O controle exercido pela administração 
sobre seus próprios atos pode ser realizado de ofício quando a autoridade competente 
constatar ilegalidade.
042. 042. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) A fiscalização hierárquica poderá ser 
realizada a qualquer tempo, desde que haja provocação da administração ou de órgão a 
ela vinculado.
043. 043. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) Cabe aos responsáveis pelo controle interno 
dar ciência ao respectivo tribunal de contas de qualquer irregularidade ou ilegalidade de 
que tenham conhecimento, sob pena de responsabilidade solidária.
044. 044. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) O controle político exercido pelas comissões 
parlamentares de inquérito é uma espécie de controle externo de competência do Poder 
Legislativo.
045. 045. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) O controle interno pode, por orientação 
do órgão controlado, deixar de avaliar a adequação dos atos da Administração Pública ao 
Princípio da Eficiência.
046. 046. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/PROCURADOR DO MPC/2021) No Brasil, os controles externos 
exercidos pelos tribunais de contas são realizados, em sua grande maioria, a posteriori.
047. 047. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/PROCURADOR DO MPC/2021) O controle parlamentar direto, 
o controle exercido pelos tribunais de contas e o controle judicial podem ser considerados 
espécies do gênero controle externo.
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048. 048. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) No exercício de suas funções, a Administração 
Pública se sujeita ao controle executado pelos Poderes Legislativo e Judiciário, além de ela 
mesma exercer o controle sobre os próprios atos.
049. 049. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O Congresso Nacional e o Senado Federal 
detêm competência privativa para apreciar a priori os atos do Poder Executivo.
050. 050. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O controle externo é aqueledesempenhado 
por órgão apartado do controlado, tendo por finalidade a efetivação de mecanismos para 
garantir a plena eficácia das ações de gestão governamental.
051. 051. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O sistema de controle externo é 
hierarquicamente superior ao sistema de controle interno.
052. 052. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O controle parlamentar se limita às questões 
de legalidade dos atos administrativos.
053. 053. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) A apreciação a priori dos atos do Poder 
Executivo pelo Congresso Nacional e pelo Senado Federal constitui uma hipótese de controle 
parlamentar.
054. 054. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O controle administrativo abrange os órgãos 
da administração direta ou centralizada e as pessoas jurídicas que integram a administração 
indireta ou descentralizada.
055. 055. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O poder de autotutela pode ser exercido 
ex officio, de maneira irrestrita e ilimitada, quando constatada ilegalidade de atos da 
Administração Pública.
056. 056. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/PROCURADOR DE CONTAS/2022) O controle da Administração 
Pública está adstrito aos atos administrativos praticados no âmbito do Poder Executivo.
057. 057. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/PROCURADOR DE CONTAS/2022) A anulação de ato 
administrativo que esteja em desacordo com súmula vinculante é, quanto à natureza, 
modalidade de controle de legalidade.
058. 058. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/ANALISTA DE CONTAS PÚBLICAS/2022) O controle 
administrativo é o poder-dever exercido pela própria Administração Pública sobre seus 
atos e decorre dos princípios da hierarquia e da autotutela.
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059. 059. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/ANALISTA DE CONTAS PÚBLICAS/2022) Moralidade e 
impessoalidade são aspectos que devem ser observados por todos os órgãos que realizam 
o controle da Administração Pública.
060. 060. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) Direito de petição, 
reclamação e recursos administrativos são exemplos de instrumentos de controle externo 
utilizados mediante provocação.
061. 061. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) Os meios de controle 
administrativo são divididos em fiscalização hierárquica e recursos administrativos.
062. 062. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) A ação popular 
pode ser utilizada de forma preventiva ou repressiva como intenção de proteger direito 
próprio do autor.
063. 063. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) Uma das finalidades 
dos órgãos que compõem os sistemas de controle interno de cada poder é apoiar o controle 
externo no exercício de sua missão institucional.
064. 064. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) O controle externo 
é exercido no âmbito do próprio órgão ou poder responsável pela atividade controlada.
065. 065. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) O exercício do 
controle externo é da competência do Poder Legislativo, sendo feito com auxílio dos 
tribunais de contas.
066. 066. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) Cabe ao controle 
externo verificar se a administração respeitou disposições imperativas no exercício de suas 
atribuições.
067. 067. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) Competem às comissões 
parlamentares de inquérito a apuração de irregularidades e a aplicação das respectivas 
sanções, constituindo tais competências hipóteses de controle político.
068. 068. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) O controle da Administração 
Indireta distingue-se do poder hierárquico pela natureza dos entes sobre os quais é exercido.
069. 069. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) A fiscalização realizada pela 
própria administração sobre seus órgãos ou entidades descentralizadas recebe o nome de 
controle interno.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
070. 070. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) O controle interno realizado 
por meio de auditoria com a finalidade de acompanhar a execução do orçamento tem por 
objetivo verificar a legalidade na aplicação do dinheiro público e auxiliar o tribunal de contas 
no exercício de sua missão institucional.
071. 071. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) Os atos políticos, ainda que 
apontados como lesivos ao patrimônio público, são imunes ao controle jurisdicional, devendo 
ser afastados da apreciação judicial.
072. 072. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) Uma reclamação que aponte 
contrariedade indevida à súmula vinculante é incapaz de anular o ato administrativo 
impugnado e determinar a prática de outro.
073. 073. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/PROCURADOR/2022) Quanto ao conceito de controle da 
Administração Pública, à sua abrangência e às suas espécies, julgue os itens a seguir.
A Administração Pública, no exercício de suas funções, se sujeita ao controle externo dos 
Poderes Legislativo e Judiciário, além de ela mesma exercer o controle sobre os próprios 
atos.
074. 074. A ação popular é instrumento de controle destinado a proteger direito próprio do autor 
e pode ser utilizada, de forma preventiva ou repressiva, contra atividade administrativa 
lesiva ao patrimônio público.
075. 075. Dada a sua maior discricionariedade, os atos políticos não se submetem à apreciação 
da justiça, mesmo quando arguidos de lesivos a direito individual.
076. 076. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/PROCURADOR/2022) No que se refere ao controle externo 
no Brasil, julgue os itens que se seguem.
Cabe ao Congresso Nacional fiscalizar e controlar, diretamente ou por qualquer de suas 
casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da Administração Indireta.
077. 077. As comissões parlamentares de inquérito possuem poderes de investigação próprios 
de autoridades judiciais para a apuração de fato determinado por prazo indeterminado.
078. 078. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2023) No que concerne aos tipos 
de controle da Administração Pública, julgue os itens a seguir.
A fiscalização e a correção dos atos do Poder Executivo só são executadas por órgãos 
pertencentes à estrutura do órgão responsável pela atividade controlada, com base no seu 
poder de autotutela sobre os próprios atos.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
079. 079. Direito de petição, reclamação, representação e pedido de reconsideração são 
instrumentos utilizados para o exercício do controle externo mediante provocação.
080. 080. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2023) A respeito do controle 
parlamentar e do controle administrativo, julgue os próximos itens.
Decorrente do poder hierárquico, que faculta à Administração Pública a possibilidade de 
escalonar sua estrutura, a fiscalização hierárquica pode ser realizada a qualquer tempo, 
antes ou depois da edição do ato, e independentemente de qualquer provocação.
081. 081. Constitui hipótese de controle político a competênciado Senado Federal para dispor, 
por proposta do presidente da República, sobre limites globais e condições para operações 
de crédito externo e interno da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.
082. 082. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2023) Com relação ao controle 
judicial da Administração Pública, julgue os itens que se seguem.
Devido a seu elevado grau de discricionariedade, os atos políticos, quando arguidos de 
lesivos ao patrimônio público, são afastados da apreciação judicial.
083. 083. Compete ao Poder Judiciário o monopólio da jurisdição, sendo admitido o contencioso 
administrativo nas decisões sempre que houver desvio da finalidade pública ou imprecisão da lei.
084. 084. (CESPE/CEBRASPE/INPI/ANALISTA DE PLANEJAMENTO/2024) No que se refere ao 
controle administrativo, julgue o item subsequente.
É permitido ao Poder Judiciário ingressar na análise do mérito administrativo, a fim de 
apurar a conveniência e a oportunidade dos atos da administração.
085. 085. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DE MACEIÓ/ANALISTA LEGISLATIVO/2024) Em relação a 
conceito, tipos e formas de controle, bem como a controles interno e externo, julgue os 
itens a seguir.
O Poder Legislativo tem a atribuição constitucional de controlar a gestão financeira e 
orçamentária de sua própria esfera administrativa e também a dos Poderes Executivo e 
Judiciário.
086. 086. O Poder Legislativo pode controlar o Poder Executivo ao derrubar o veto presidencial, no 
entanto, em sentido inverso, o Poder Executivo não exerce controle sobre o Poder Legislativo 
quanto a esse aspecto, em face das atribuições das casas legislativas que representam o 
poder soberano do povo.
087. 087. O controle externo pode ser administrativo e também judicial.
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088. 088. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DE MACEIÓ/ANALISTA LEGISLATIVO/2024) No que se refere 
aos controles interno e externo, julgue os itens que se seguem.
Os controles de operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres 
da União, são executados de forma exclusiva pelos Poderes Legislativo e Judiciário.
089. 089. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário devem manter, de forma integrada, 
um sistema de controle interno para, entre outras finalidades, avaliar o cumprimento 
das metas previstas no Plano Plurianual e a execução dos programas de governo e dos 
orçamentos da União.
090. 090. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DE MACEIÓ/ANALISTA LEGISLATIVO/2024) Acerca dos 
controles parlamentar e administrativo, bem como o exercido pelos tribunais de contas, 
julgue os itens que se seguem.
O controle realizado pelo Poder Legislativo limita-se ao controle parlamentar e político, 
sendo reservado ao Judiciário o controle da legalidade de atos administrativos.
091. 091. (CESPE/CEBRASPE/ANTT/ESPECIALISTA/2024) Julgue o item a seguir, relativo ao 
controle administrativo.
O controle administrativo abrange os órgãos da administração direta ou centralizada e as 
pessoas jurídicas que integram a administração indireta ou descentralizada.
092. 092. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DE MACEIÓ/ANALISTA LEGISLATIVO/2024) No que concerne 
ao controle parlamentar, ao controle administrativo e ao controle exercido pelos tribunais 
de contas, julgue o item seguinte.
Recursos administrativos são os meios formais de controle administrativo por meio dos quais 
o interessado postula a órgão da administração a revisão de determinado ato administrativo.
093. 093. (CESPE/CEBRASPE/INPI/ANALISTA DE PLANEJAMENTO/2024) Acerca do recurso de 
administração e da reclamação, julgue o item que se segue.
O recurso hierárquico próprio é dirigido à autoridade imediatamente superior, dentro do 
mesmo órgão no qual o ato foi praticado.
094. 094. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/PROCURADOR/2014) Acerca dos controles interno e externo 
da Administração Pública, assinale a opção correta.
a) O controle externo, hierarquicamente superior ao controle interno, atua sobre a totalidade 
da Administração Pública e é exercido pelos que representam, por delegação, a sociedade 
politicamente organizada.
b) Cabe ao controle interno auxiliar o Poder Legislativo no julgamento das contas prestadas 
anualmente pelo Presidente da República.
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c) O controle interno feito por meio de auditoria a fim de acompanhar a execução do 
orçamento tem por objetivo verificar a legalidade na aplicação do dinheiro público e auxiliar 
o tribunal de contas no exercício de sua missão institucional.
d) O controle interno permite verificar se a administração respeitou disposições imperativas 
no exercício de suas atribuições, não se caracterizando como um controle de mérito.
e) O controle externo, efetivado por órgão pertencente à estrutura do ente responsável pela 
atividade controlada, abrange a fiscalização e a correção dos atos ilegais, inconvenientes 
e inoportunos.
095. 095. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PR/ANALISTA/2016) A respeito do controle judicial dos atos 
administrativos, assinale a opção correta.
a) Em razão da presunção de legitimidade e autoexecutoriedade do ato administrativo, 
o controle judicial deste se dá, em regra, posteriormente à sua edição, podendo, todavia, 
ocorrer de forma prévia, a fim de evitar ameaça de lesão a direito.
b) No ordenamento jurídico pátrio, inexiste hipótese em que o acesso ao Poder Judiciário 
somente seja admitido após o esgotamento da instância administrativa.
c) A ação de improbidade administrativa é meio de controle judicial de condutas de 
improbidade praticadas no âmbito da Administração Pública, para as quais são previstas 
penalidades de cassação dos direitos políticos, perda da função pública e ressarcimento 
ao erário, entre outras.
d) Em razão do sistema do contencioso administrativo, adotado no Brasil, determinadas 
causas, quando julgadas em última instância na esfera administrativa, não podem ser 
reapreciadas pelo Poder Judiciário.
e) Com base no Princípio da Inafastabilidade da Jurisdição, o Poder Judiciário pode reapreciar 
o mérito dos atos administrativos relativamente aos critérios de oportunidade e conveniência 
utilizados pelo administrador público.
096. 096. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/AUDITOR/2017) Sob o aspecto da iniciativa, a revisão de 
conduta da Administração Pública ocorrida em atenção a requerimento ou recurso dirigido 
à autoridade administrativa por um servidor público caracteriza um exemplo de
a) controle por vinculação.
b) controle por subordinação.
c) controle interno.
d) controle de ofício.
e) controle provocado.
097. 097. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/AUDITOR/2017) Em determinado estado da Federação, a 
Assembleia Legislativa, por meio de decreto legislativo, sustou ato expedido pelo governo 
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local, que regulamentava lei estadual para autorizar o Poder Executivo a instituir tratamento 
excepcional, mediante concessãode remissão e anistia, cumuladas ou não com parcelamento, 
para a liquidação de créditos tributários referentes ao ICMS. A Assembleia Legislativa 
entendeu que o ato administrativo excedia o poder da Administração Pública de regulamentar 
a lei estadual. Nessa situação hipotética, a assembleia legislativa exerceu
a) o poder de fiscalização, para derrogar o ato do Poder Executivo.
b) o poder convocatório, para revogar o ato do Poder Executivo.
c) o controle político, para paralisar o ato do Poder Executivo.
d) o controle financeiro, para anular o ato do Poder Executivo.
e) sua função legiferante, para substituir o ato do Poder Executivo.
098. 098. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/AUDITOR/2017) Um servidor público do estado da Paraíba 
interpôs recurso administrativo contra a pontuação que lhe foi atribuída em concurso de 
remoção interna da instituição pública na qual ele é lotado. Acerca dessa situação hipotética 
e de aspectos gerais relacionados à interposição de recurso administrativo por servidor da 
Administração Pública, julgue os itens a seguir.
I – Na hipótese considerada, será vedado à administração, pelo Princípio da Non Reformatio 
in Pejus, rever a pontuação do candidato para piorá-la, mesmo que tal alteração observe 
estritamente as regras do concurso.
II – Pela presunção de legitimidade dos atos administrativos, o recurso administrativo, como 
regra, tem efeito apenas devolutivo, ainda que possa o administrador, mesmo de ofício, 
conceder efeito suspensivo ao ato.
III – O informalismo do processo administrativo permite que o recurso seja interposto de 
forma diversa da petição escrita, desde que ele seja devidamente protocolado na repartição 
administrativa competente.
IV – Na situação considerada, mesmo que o edital do concurso não o previsse expressamente, 
o servidor teria o direito de protocolar o recurso em razão do direito constitucional de 
petição.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.
099. 099. (CESPE/CEBRASPE/TCM-BA/AUDITOR/2018) O controle destinado a investigar a atividade 
administrativa, bem como o resultado alcançado pelo ato praticado de acordo com a 
conveniência e oportunidade da administração, é denominado controle
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a) administrativo.
b) legislativo.
c) de legalidade.
d) de mérito.
e) interno.
100. 100. (CESPE/CEBRASPE/TCM-BA/AUDITOR/2018) O exercício direto do controle parlamentar 
pode ser exercido
a) pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU).
b) pelo Poder Judiciário, com a autorização do Senado.
c) pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Ministério Público.
d) pelo Poder Judiciário, com o apoio da Controladoria Geral da República.
e) pelos próprios órgãos do Congresso Nacional, a exemplo das comissões parlamentares.
101. 101. (CESPE/CEBRASPE/TCM-BA/AUDITOR/2018) No que concerne ao controle administrativo, 
o meio utilizado para denunciar irregularidades feitas na própria administração é denominado
a) pedido de reconsideração.
b) representação.
c) recurso administrativo.
d) revisão.
e) reclamação administrativa.
102. 102. (CESPE/CEBRASPE/TCM-BA/AUDITOR/2018) Conforme disposição expressa da 
Constituição Federal de 1988 (CF), os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem 
conhecimento de ilegalidades, devem comunicar ao
a) Conselho Nacional de Justiça, sob pena de responsabilização administrativa pela omissão 
funcional.
b) Conselho Nacional de Justiça, sob pena de responsabilidade subsidiária pelas ilegalidades.
c) Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária pelas ilegalidades.
d) Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade subsidiária pelas ilegalidades.
e) Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilização administrativa pela omissão 
funcional, mas sem responsabilização vinculada à do infrator pelas ilegalidades.
103. 103. (CESPE/CEBRASPE/TCE-MG/AUDITOR/2019) O sistema de controle interno, mantido 
de forma integrada pelos Poderes da União, tem, entre suas finalidades, a atribuição de
a) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e 
haveres da União.
b) promover a consolidação das contas nacionais.
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c) elaborar e executar a programação financeira da União.
d) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal na Administração 
Direta e Indireta.
e) sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou 
dos limites de delegação legislativa.
104. 104. (CESPE/CEBRASPE/SEPLAD-DF/AUDITOR/2023) O controle financeiro da Administração 
Pública, em seus vários níveis, é realizado
a) exclusivamente pelo controle interno.
b) exclusivamente pelo controle externo.
c) tanto pelo controle interno quanto pelo controle externo.
d) pelo controle interno, complementado, no que couber, pelo controle externo.
105. 105. (CESPE/CEBRASPE/SEPLAD-DF/AUDITOR/2023) Devido a situação julgada urgente, o 
secretário de obras do Distrito Federal (DF) realocou verbas de uma região administrativa 
do DF para outra. Parlamentares que representavam a região prejudicada procuraram o 
governador para discutir o caso. O governador consultou o secretário, estudou o caso e, por 
fim, determinou o retorno da verba para a região à qual ela estava destinada originalmente. 
Nessa situação hipotética, ocorreu um caso de controle
a) concomitante.
b) de legalidade.
c) parlamentar.
d) de mérito.
106. 106. (CESPE/CEBRASPE/SEPLAD-DF/AUDITOR/2023) A atividade caracterizada pela autotutela 
e exercida de ofício ou por provocação, com o objetivo de avaliar a legalidade e o mérito 
dos atos, corresponde ao controle
a) administrativo.
b) de legalidade.
c) de mérito.
d) externo.
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GABARITOGABARITO
1. E
2. C
3. b
4. C
5. E
6. C
7. E
8. E
9. d
10. d
11. C
12. C
13. E
14. C
15. C
16. E
17. c
18. C
19. C
20. E
21. E
22. C
23. E
24. c
25. c
26. a
27. C
28. E
29. a
30. e
31. c
32. C
33. C
34. E
35. C
36. C
37. E
38. C
39. E
40. E
41. C
42. E
43. C
44. C
45. E
46. C
47. C
48. C
49. E
50. C
51. E
52. E
53. C
54. C
55. E
56. E
57. C
58. C
59. C
60. C
61. C
62. E
63. C
64. E
65. C
66. E
67. E
68. C
69. C
70. C
71. E
72. E
73. C
74. E
75. E
76. C
77. E
78. E
79. C
80. C
81. C
82. E
83. E
84. E
85. C
86. E
87. C
88. E
89. C
90. E
91. C
92. C
93. C
94. c
95. a
96. e
97. c
98. c
99. d
100. e
101. b
102. c
103. a
104. c
105. d
106. a
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Controle da Administração PúblicaMarcelo Aragão
GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
Julgue os itens a seguir acerca do conceito, da abrangência e das espécies de controle da 
Administração Pública.
032. 032. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/PROCURADOR/2012) Constitui exteriorização do princípio da 
autotutela a súmula do STF que enuncia que “a administração pode anular seus próprios atos, 
quando eivados dos vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou 
revogá-los, por motivo de conveniência e oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, 
e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”.
A questão trata da Súmula 473 do STF. Transcrição literal da súmula. Entendo desnecessários 
maiores comentários.
Certo.
033. 033. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ACE/2014) O controle legislativo é tanto político quanto 
financeiro. O controle financeiro, no âmbito parlamentar, é exercido por meio de suas casas 
e respectivas comissões. Há comissões permanentes e temporárias, entre as quais as CPIs. 
No caso do DF, cabe precipuamente à Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da 
Câmara Legislativa (CLDF) fiscalizar a execução orçamentária e financeira.
O controle legislativo é tanto político quanto financeiro. O controle financeiro, no âmbito 
parlamentar, é exercido por meio de suas casas e respectivas comissões (CMO, Comissão de 
Fiscalização da Câmara etc.). Há comissões permanentes e temporárias, entre as quais as 
CPIs. No caso do DF, cabe precipuamente à Comissão de Economia, Orçamento e Finanças 
da Câmara Legislativa fiscalizar a execução orçamentária e financeira.
Certo.
034. 034. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ACE/2014) No que se refere ao princípio da separação dos 
poderes, o controle prévio do ato administrativo é exclusivo da administração, cabendo 
ao Poder Judiciário apreciar lesão ou ameaça de lesão somente após a efetiva entrada em 
vigor do ato.
O controle prévio do ato administrativo NÃO é exclusivo da administração, pois ele pode 
também ser praticado pelo Legislativo e pelo Judiciário. Como vimos em nossa aula, um 
juiz pode atuar de forma preventiva ao conceder uma liminar, exercendo o controle judicial 
a priori ou prévio.
Errado.
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Controle da Administração Pública 
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035. 035. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ACE/2014) Na esfera federal, o controle administrativo é 
identificado com a supervisão ministerial, que, no caso da administração indireta, caracteriza 
a tutela. A sua autonomia, estabelecida nas próprias leis instituidoras, deve ser assegurada, 
sem prejuízo da fiscalização na aplicação da receita pública e da atenção com a eficiência 
e a eficácia no desempenho da administração.
O item define corretamente a supervisão ministerial, que, na esfera federal, é uma das 
formas pelas quais o controle administrativo se manifesta. O enunciado da questão também 
caracteriza corretamente a tutela exercida pela Administração Direta sobre da Administração 
Indireta, ao indicar a necessidade de se preservar a autonomia das entidades descentralizadas. 
Por fim, ressalta também de forma correta a característica dessa supervisão, que é um 
controle de cunho finalístico e de resultados.
Certo.
036. 036. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA/2014) O Poder Legislativo exerce controle financeiro 
sobre o Poder Executivo, sobre o Poder Judiciário e sobre a sua própria administração.
O controle financeiro exercido pelo Legislativo e pelo Tribunal de Contas incide sobre os atos 
de gestão de toda a Administração Pública, inclusive sobre os atos de gestão do próprio 
Poder Legislativo e do Tribunal de Contas.
Certo.
037. 037. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA/2014) O controle judicial dos atos da administração 
ocorre depois que eles são produzidos e ingressam no mundo jurídico, não existindo margem, 
no ordenamento jurídico brasileiro, para que tal controle se dê a priori.
Mais uma questão tentando confundir o candidato quanto à exclusividade do controle a 
posteriori pelo Poder Judiciário. A regra é essa, mas possui exceção. O controle a priori pelo 
Poder Judiciário se dá quando adota medida cautelar.
Errado.
038. 038. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA/2014) O controle exercido pela administração sobre 
as entidades da Administração Indireta, denominado tutela, caracteriza-se como controle 
externo. Na realização desse controle, deve-se preservar a autonomia da entidade, nos 
termos de sua lei instituidora.
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O controle exercido pela administração sobre as entidades da administração indireta, 
denominado tutela, caracteriza-se como controle externo.
Quanto à preservação da autonomia da entidade, a banca elaborou a questão com base no 
livro da Di Pietro (Direito Administrativo, 26ª ed., Atlas, p. 800):
o controle sobre as entidades da Administração Indireta, também chamado de tutela, é um 
controle externo que só pode ser exercido nos limites estabelecidos em lei, sob pela de ofender 
a autonomia que lhes é assegurada pela lei que as instituiu.
Certo.
039. 039. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) O gestor público, ao revogar um ato 
administrativo praticado por um agente não competente, exerce o controle corretivo; ao 
passo que, ao homologar um ato válido, ele pratica o controle concomitante.
Quando o gestor revoga um ato administrativo praticado por um agente não competente, 
exerce o controle posterior e corretivo, ao passo que, ao homologar um ato válido, ele 
também pratica o controle posterior.
Errado.
040. 040. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ACE/2014) O controle pode ser classificado, quanto ao 
momento do seu exercício, em prévio, simultâneo ou a posteriori. A exigência de laudos de 
impacto ambiental, por exemplo, constitui uma forma de controle simultâneo.
De fato, o controle pode ser classificado, quanto ao momento do seu exercício, em prévio, 
simultâneo ou a posteriori. Contudo, a exigência de laudos de impacto ambiental constitui 
exemplo de controle prévio, e não simultâneo. Geralmente, esse tipo de laudo é exigido pelo 
Poder Público como condição para o licenciamento de obras, servindo para demonstrar as 
consequências para o ambiente de determinado projeto.
Errado.
041. 041. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) O controle exercido pela administração 
sobre seus próprios atos pode ser realizado de ofício quando a autoridade competente 
constatar ilegalidade.
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O controle exercido pela administração sobre seus próprios atos pode ser realizado de 
ofício (de iniciativa própria) quando a autoridade competente constatar ilegalidade, 
providenciando a sua anulação.
Certo.
042. 042. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) A fiscalização hierárquica poderá ser 
realizada a qualquer tempo, desde que haja provocação da administração ou de órgão a 
ela vinculado.
A questão apresenta dois erros. O primeiro ao afirmar que a fiscalização hierárquica está 
condicionada à provocação de terceiros; ela pode se dar de ofício. O segundo erro,mais 
sutil, é quanto ao termo “vinculado”. A fiscalização hierárquica é um controle sobre a 
Administração Direta, logo, é por subordinação; o certo seria “de órgão a ela subordinado”.
Errado.
043. 043. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) Cabe aos responsáveis pelo controle interno 
dar ciência ao respectivo tribunal de contas de qualquer irregularidade ou ilegalidade de 
que tenham conhecimento, sob pena de responsabilidade solidária.
É a regra estabelecida na Constituição. Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem 
conhecimento de qualquer irregularidade ou abuso, dele darão ciência ao Tribunal de Contas, 
sob pena de responsabilidade solidária.
Certo.
044. 044. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) O controle político exercido pelas comissões 
parlamentares de inquérito é uma espécie de controle externo de competência do Poder 
Legislativo.
O controle exercido pelas comissões parlamentares de inquérito é um controle externo sobre 
os atos da Administração Pública, de competência do Poder Legislativo, e corresponde ao 
controle político exercido pelo Legislativo, conforme as hipóteses capituladas na CF.
Certo.
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045. 045. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PE/AUDITOR/2017) O controle interno pode, por orientação 
do órgão controlado, deixar de avaliar a adequação dos atos da Administração Pública ao 
Princípio da Eficiência.
O controle interno hierárquico, realizado sobre os órgãos subordinados e controlados, deve 
ser exercido com autonomia, não cabendo ao órgão controlado restringir ou orientar a 
atuação do órgão fiscalizador.
Errado.
046. 046. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/PROCURADOR DO MPC/2021) No Brasil, os controles externos 
exercidos pelos tribunais de contas são realizados, em sua grande maioria, a posteriori.
No Brasil, os controles externos exercidos pelos tribunais de contas são realizados, em sua 
grande maioria, a posteriori. Aliás, o controle prévio pelos tribunais de contas é excepcional 
e pouco adotado. Vale lembrar que tanto a auditoria quanto o julgamento das contas são 
mecanismos de controle essencialmente subsequente ou a posteriori.
Certo.
047. 047. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/PROCURADOR DO MPC/2021) O controle parlamentar direto, 
o controle exercido pelos tribunais de contas e o controle judicial podem ser considerados 
espécies do gênero controle externo.
Tranquilo. Os três controles citados no item são espécies do gênero controle externo, cada 
qual com suas características, mas externos.
Certo.
048. 048. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) No exercício de suas funções, a Administração 
Pública se sujeita ao controle executado pelos Poderes Legislativo e Judiciário, além de ela 
mesma exercer o controle sobre os próprios atos.
A Administração Pública está sujeita aos três tipos de controle: legislativo, judicial e 
administrativo, quando ela mesma exerce o controle sobre os próprios atos.
Certo.
049. 049. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O Congresso Nacional e o Senado Federal 
detêm competência privativa para apreciar a priori os atos do Poder Executivo.
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De fato, o Congresso Nacional e o Senado Federal dispõem de competências constitucionais 
para apreciar a priori atos do Poder Executivo, mas não é uma competência privativa desses 
órgãos, pois a Câmara dos Deputados e o próprio TCU podem também realizar esse controle 
prévio.
Errado.
050. 050. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O controle externo é aquele desempenhado 
por órgão apartado do controlado, tendo por finalidade a efetivação de mecanismos para 
garantir a plena eficácia das ações de gestão governamental.
Definição perfeita para o controle externo. É o controle exercido por órgão ou Poder que 
não pertence à estrutura do órgão ou Poder controlado e tem por finalidade assegurar a 
eficaz gestão dos recursos públicos e regular probidade da gestão, guarda e legal aplicação 
dos recursos públicos.
Certo.
051. 051. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O sistema de controle externo é 
hierarquicamente superior ao sistema de controle interno.
Não há hierarquia entre os sistemas de controle da gestão pública. São sistemas e órgãos 
com status constitucional e autonomia.
Errado.
052. 052. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O controle parlamentar se limita às questões 
de legalidade dos atos administrativos.
O controle parlamentar pode também abranger o mérito dos atos administrativos, dada 
a sua natureza político-constitucional e mais abrangente.
Errado.
053. 053. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) A apreciação a priori dos atos do Poder 
Executivo pelo Congresso Nacional e pelo Senado Federal constitui uma hipótese de controle 
parlamentar.
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Perfeito. O Congresso Nacional e o Senado Federal realizam controle parlamentar, incluindo 
competências constitucionais de apreciação a priori dos atos do Poder Executivo.
Certo.
054. 054. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O controle administrativo abrange os órgãos 
da administração direta ou centralizada e as pessoas jurídicas que integram a administração 
indireta ou descentralizada.
O controle administrativo abrange os órgãos da administração direta ou centralizada 
(controle hierárquico e de autotutela) e as pessoas jurídicas que integram a administração 
indireta ou descentralizada (controle por vinculação ou de tutela).
Certo.
055. 055. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/TÉCNICO/2022) O poder de autotutela pode ser exercido 
ex officio, de maneira irrestrita e ilimitada, quando constatada ilegalidade de atos da 
Administração Pública.
O controle de autotutela não será irrestrito ou ilimitado, pois deverá sempre respeitar a 
apreciação judicial, devendo ainda ser obedecidos outros princípios jurídicos.
Errado.
056. 056. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/PROCURADOR DE CONTAS/2022) O controle da Administração 
Pública está adstrito aos atos administrativos praticados no âmbito do Poder Executivo.
O controle administrativo incide sobre os atos praticados no âmbito de todos os Poderes.
Errado.
057. 057. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/PROCURADOR DE CONTAS/2022) A anulação de ato 
administrativo que esteja em desacordo com súmula vinculante é, quanto à natureza, 
modalidade de controle de legalidade.
Quanto à natureza, o controle administrativo é classificado em controle de legalidade 
(verifica-se se o ato foi praticado em conformidade com o ordenamento jurídico) e de mérito 
(verifica a oportunidade e a conveniência administrativa do ato controlado). A anulação 
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de ato administrativo que esteja em desacordo com súmula vinculante do STF é, quanto à 
natureza, modalidade de controle de legalidade.
Certo.
058. 058. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/ANALISTA DE CONTAS PÚBLICAS/2022) O controle 
administrativo é o poder-dever exercido pela própria Administração Pública sobre seus 
atos e decorre dos princípios da hierarquia e da autotutela.
Conforme a doutrina e a jurisprudência, o controle administrativo é o poder-dever exercido 
pela própria Administração Pública sobre seus atos e decorre dos princípios da hierarquia 
e da autotutela.
Certo.
059. 059. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/ANALISTA DE CONTAS PÚBLICAS/2022) Moralidade e 
impessoalidade são aspectos que devem ser observados por todos os órgãos que realizam 
o controle da Administração Pública.
A moralidade e a impessoalidade são princípios constitucionais da Administração Pública 
e devem ser observados por todos os órgãos que realizam o controle dessa.
Certo.
060. 060. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) Direito de petição, 
reclamação e recursos administrativos são exemplos de instrumentos de controle externo 
utilizados mediante provocação.
Direito de petição, reclamação e recursos administrativos são exemplos de instrumentos 
de controle externo, por serem demandados ou provocados pelos administrados.
Certo.
061. 061. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) Os meios de controle 
administrativo são divididos em fiscalização hierárquica e recursos administrativos.
Embora existam classificações distintas na doutrina para os meios ou instrumentos de 
controle administrativo, é correta a classificação em sentido amplo dos meios de controle 
administrativo em: (i) controle hierárquico, exercido pelos administradores de acordo com 
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os princípios de hierarquia e autotutela, e (ii) recursos administrativos, para propiciar o 
reexame dos atos e atividades administrativas pela própria Administração.
Certo.
062. 062. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) A ação popular 
pode ser utilizada de forma preventiva ou repressiva como intenção de proteger direito 
próprio do autor.
A Ação Popular é uma atuação do cidadão na defesa do patrimônio comum de todos, tendo 
como objeto o ato lesivo ao patrimônio público. Logo, o cidadão não defende direito próprio, 
mas direito de toda a coletividade contra ato ilegal e lesivo do patrimônio da coletividade.
Errado.
063. 063. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) Uma das finalidades 
dos órgãos que compõem os sistemas de controle interno de cada poder é apoiar o controle 
externo no exercício de sua missão institucional.
As finalidades dos sistemas de controle interno de cada poder são estabelecidas no caput 
e incisos do art. 74 da CF, sendo uma das hipóteses apoiar o controle externo no exercício 
de sua missão institucional.
Certo.
064. 064. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) O controle externo 
é exercido no âmbito do próprio órgão ou poder responsável pela atividade controlada.
Item de fácil solução! O controle interno é exercido no âmbito do próprio órgão ou poder 
responsável pela atividade controlada.
Errado.
065. 065. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) O exercício do 
controle externo é da competência do Poder Legislativo, sendo feito com auxílio dos 
tribunais de contas.
O exercício do controle externo da gestão pública (contábil, financeira, orçamentária, 
patrimonial e operacional) é da competência do Poder Legislativo, sendo feito com auxílio 
dos tribunais de contas.
Certo.
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066. 066. (CESPE/CEBRASPE/MPC-SC/TÉCNICO EM CONTAS PÚBLICAS/2022) Cabe ao controle 
externo verificar se a administração respeitou disposições imperativas no exercício de suas 
atribuições.
Item baseado na doutrina. Segundo a doutrina, o controle interno possui uma finalidade 
importante de assegurar a conformidade das ações dos órgãos públicos com a legalidade 
e os princípios da boa administração. Cabe ao controle interno, portanto, verificar se 
a administração respeitou disposições imperativas ou proibitivas no exercício de suas 
atribuições, sem prejuízo do controle de mérito, pelo qual tem a missão de auxiliar o gestor 
a alcançar os objetivos sob sua responsabilidade.
Portanto, segundo a doutrina e o entendimento do CESPE/CEBRASPE, verificar se a 
administração respeitou disposições imperativas no exercício de suas atribuições compete 
ao controle interno, e não ao externo.
Errado.
067. 067. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) Competem às comissões 
parlamentares de inquérito a apuração de irregularidades e a aplicação das respectivas 
sanções, constituindo tais competências hipóteses de controle político.
Conforme o §3º do art. 58 da CF, as comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes 
de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos 
das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, 
em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, 
para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o 
caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que se promova a responsabilidade civil ou 
criminal dos infratores. Pelo exposto, compete às comissões parlamentares de inquérito 
a apuração de irregularidades, mas não a aplicação das respectivas sanções.
Errado.
068. 068. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) O controle da Administração 
Indireta distingue-se do poder hierárquico pela natureza dos entes sobre os quais é exercido.
Quanto à natureza dos entes controlados, o controle administrativo pode ser classificado em 
controle hierárquico ou de autotutela, realizado sobre os órgãos da Administração Pública 
direta, e controle por vinculação ou supervisão ou de tutela, realizado sobre as entidades 
da Administração Indireta.
Certo.
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069. 069. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) A fiscalização realizada pela 
própria administração sobre seus órgãos ou entidades descentralizadas recebe o nome de 
controle interno.
A fiscalização realizada pela própria administração sobre seus órgãos ou entidades 
descentralizadas recebe o nome de controle administrativo ou controle interno.
Certo.
070. 070. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) O controle interno realizado 
por meio de auditoria com a finalidade de acompanhar a execução do orçamento tem por 
objetivo verificar a legalidade na aplicação do dinheiro público e auxiliar o tribunal de contas 
no exercício de sua missão institucional.
Entre as finalidades do sistema de controle interno realizado por meio de auditoria incluem-
se as de acompanhar a execução do orçamento para verificar a legalidadena aplicação do 
dinheiro público e auxiliar o tribunal de contas no exercício de sua missão institucional.
Certo.
071. 071. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) Os atos políticos, ainda que 
apontados como lesivos ao patrimônio público, são imunes ao controle jurisdicional, devendo 
ser afastados da apreciação judicial.
Segundo a doutrina, os atos políticos também são passíveis de apreciação pelo Poder 
Judiciário, desde que causem lesão a direitos individuais e coletivos.
Errado.
072. 072. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/CONS.SUBSTITUTO/2022) Uma reclamação que aponte 
contrariedade indevida à súmula vinculante é incapaz de anular o ato administrativo 
impugnado e determinar a prática de outro.
Uma das hipóteses de recurso administrativo é a reclamação que aponte contrariedade 
indevida à súmula vinculante, sendo capaz de anular o ato administrativo impugnado e 
determinar a prática de outro.
Errado.
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073. 073. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/PROCURADOR/2022) Quanto ao conceito de controle da 
Administração Pública, à sua abrangência e às suas espécies, julgue os itens a seguir.
A Administração Pública, no exercício de suas funções, se sujeita ao controle externo dos 
Poderes Legislativo e Judiciário, além de ela mesma exercer o controle sobre os próprios 
atos.
A Administração Pública, no exercício de suas funções, se sujeita ao controle externo do 
Poder Legislativo, conforme as hipóteses constitucionais de controle parlamentar direto 
ou indireto, e de controle pelo Judiciário, além de ela mesma exercer o controle interno 
administrativo e de autotutela sobre os próprios atos.
Certo.
074. 074. A ação popular é instrumento de controle destinado a proteger direito próprio do autor 
e pode ser utilizada, de forma preventiva ou repressiva, contra atividade administrativa 
lesiva ao patrimônio público.
A ação popular é uma ação constitucional posta à disposição de qualquer cidadão que 
visa invalidar ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à 
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Logo, a 
ação popular protege os interesses da coletividade, e não direito próprio do autor.
Errado.
075. 075. Dada a sua maior discricionariedade, os atos políticos não se submetem à apreciação 
da justiça, mesmo quando arguidos de lesivos a direito individual.
O controle judicial de atos políticos jamais poderá alcançar o mérito do administrador, ou seja, 
a conveniência e a oportunidade. Contudo, a doutrina defende a possibilidade de controle 
judicial sobre atos políticos perpetrados mediante flagrante abuso de poder, em situações 
específicas nas quais reste comprovado o descompasso entre o ato da administração e as 
normas vigentes na ordem jurídica constitucional brasileira. O controle judicial dos atos 
políticos ocorrerá especialmente quando lesivos a direitos individuais e coletivos.
Errado.
076. 076. (CESPE/CEBRASPE/TCE-RJ/PROCURADOR/2022) No que se refere ao controle externo 
no Brasil, julgue os itens que se seguem.
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Cabe ao Congresso Nacional fiscalizar e controlar, diretamente ou por qualquer de suas 
casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da Administração Indireta.
Item certo. Segundo o caput do artigo 70 da CF, a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, 
operacional e patrimonial da União e das entidades da Administração Direta e Indireta, 
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de 
receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema 
de controle interno de cada Poder.
Certo.
077. 077. As comissões parlamentares de inquérito possuem poderes de investigação próprios 
de autoridades judiciais para a apuração de fato determinado por prazo indeterminado.
Conforme o §3º do art. 58 da CF, as comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes 
de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos 
das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, 
em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, 
para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o 
caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que se promova a responsabilidade civil ou 
criminal dos infratores (grifo meu).
Errado.
078. 078. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2023) No que concerne aos tipos 
de controle da Administração Pública, julgue os itens a seguir.
A fiscalização e a correção dos atos do Poder Executivo só são executadas por órgãos 
pertencentes à estrutura do órgão responsável pela atividade controlada, com base no seu 
poder de autotutela sobre os próprios atos.
Controle externo é o efetivado por órgão ou Poder não pertencente à estrutura do órgão 
ou Poder responsável pela atividade controlada.
Errado.
079. 079. Direito de petição, reclamação, representação e pedido de reconsideração são 
instrumentos utilizados para o exercício do controle externo mediante provocação.
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O controle interno, assim como o externo, pode ser exercido mediante provocação. Os 
instrumentos mais utilizados e geralmente citados na doutrina para esse exercício podem 
ser assim compreendidos: direito de petição, reclamação, recursos administrativos, 
representação, pedido de reconsideração, recurso hierárquico, pedido de revisão e processo 
administrativo.
Certo.
080. 080. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2023) A respeito do controle 
parlamentar e do controle administrativo, julgue os próximos itens.
Decorrente do poder hierárquico, que faculta à Administração Pública a possibilidade de 
escalonar sua estrutura, a fiscalização hierárquica pode ser realizada a qualquer tempo, 
antes ou depois da edição do ato, e independentemente de qualquer provocação.
A fiscalização hierárquica decorre do poder hierárquico, que faculta à Administração 
Pública a possibilidade de escalonar sua estrutura, vinculando uns a outros e permitindo a 
ordenação, coordenação e orientação de suas atividades. A fiscalização hierárquica pode 
ser realizada a qualquer tempo, antes ou depois da edição do ato, e independentemente 
de qualquer provocação.
Certo.
081. 081. Constitui hipótese de controle político a competência do Senado Federal para dispor, 
por proposta do presidente da República, sobre limites globais e condições para operações 
de crédito externo e interno da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.
É considerada hipótese de controle político a competência do Senado para dispor sobre 
limites globais e condições para operação de crédito externo e interno da União, dos estados, 
dos municípios, do DF, suas autarquias e demais entidades controladaspelo Poder Público 
Federal (art. 52, VII, da Constituição Federal de 1988).
Certo.
082. 082. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2023) Com relação ao controle 
judicial da Administração Pública, julgue os itens que se seguem.
Devido a seu elevado grau de discricionariedade, os atos políticos, quando arguidos de 
lesivos ao patrimônio público, são afastados da apreciação judicial.
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Atos políticos são os que, praticados por agente do governo, no uso de competência 
constitucional, se fundam na ampla liberdade de apreciação da conveniência ou 
oportunidade de sua realização, sem se aterem a critérios jurídicos preestabelecidos. São 
atos governamentais, e não apenas de administração. Daí sua maior discricionariedade e, 
consequentemente, as maiores restrições para o controle judicial não afastam a apreciação 
da justiça quando arguidos de lesivos a direito individual ou ao patrimônio público.
Errado.
083. 083. Compete ao Poder Judiciário o monopólio da jurisdição, sendo admitido o contencioso 
administrativo nas decisões sempre que houver desvio da finalidade pública ou imprecisão da lei.
A Constituição Federal de 1988, no inciso XXXV do artigo 5º, determina que “a lei não excluirá 
da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. Assim, a primeira garantia que 
o texto revela é a de que cabe ao Poder Judiciário o monopólio da jurisdição, pois sequer se 
admite o contencioso administrativo que estava previsto na Constituição anterior, revogada. 
O Brasil adota o sistema da jurisdição única, assim, todos os litígios, independentemente 
de quem figure como parte, serão resolvidos perante o Poder Judiciário. Não há, portanto, 
espaço para se falar em contencioso administrativo no Brasil.
Errado.
084. 084. (CESPE/CEBRASPE/INPI/ANALISTA DE PLANEJAMENTO/2024) No que se refere ao 
controle administrativo, julgue o item subsequente.
É permitido ao Poder Judiciário ingressar na análise do mérito administrativo, a fim de 
apurar a conveniência e a oportunidade dos atos da administração.
Não é permitido ao Poder Judiciário ingressar na análise do mérito administrativo, a fim 
de apurar a conveniência e a oportunidade dos atos da administração. A análise do mérito 
do ato administrativo está no campo da discricionariedade do administrador, cabendo 
exclusivamente a este revogar os seus atos por conveniência e oportunidade.
Errado.
085. 085. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DE MACEIÓ/ANALISTA LEGISLATIVO/2024) Em relação a 
conceito, tipos e formas de controle, bem como a controles interno e externo, julgue os 
itens a seguir.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
O Poder Legislativo tem a atribuição constitucional de controlar a gestão financeira e 
orçamentária de sua própria esfera administrativa e também a dos Poderes Executivo e 
Judiciário.
O Poder Legislativo, enquanto controle externo, tem a competência para realizar a fiscalização 
contábil, financeira, orçamentária, patrimonial e operacional sobre os órgãos e entidades 
da Administração Pública de sua própria esfera administrativa e também a dos Poderes 
Executivo e Judiciário.
Certo.
086. 086. O Poder Legislativo pode controlar o Poder Executivo ao derrubar o veto presidencial, no 
entanto, em sentido inverso, o Poder Executivo não exerce controle sobre o Poder Legislativo 
quanto a esse aspecto, em face das atribuições das casas legislativas que representam o 
poder soberano do povo.
O Poder Legislativo pode controlar o Poder Executivo ao derrubar o veto presidencial e, 
em sentido inverso, o Poder Executivo também exerce controle sobre o Poder Legislativo 
quanto a esse aspecto, em função da possiblidade de vetar projeto de Lei ou dispositivo.
Errado.
087. 087. O controle externo pode ser administrativo e também judicial.
O controle externo pode ser administrativo, a exemplo do controle externo da gestão 
pública exercido pelo Tribunal de Contas, e também judicial, praticado pelo Poder Judiciário, 
quando demandado.
Vale lembrar ainda que o controle administrativo pode ser interno, quando hierárquico e 
praticado sobre os atos da Administração Direta (controle de autotutela), e ainda externo, 
quando por vinculação e exercido sobre a Administração Indireta (controle de tutela — 
supervisão ministerial).
Certo.
088. 088. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DE MACEIÓ/ANALISTA LEGISLATIVO/2024) No que se refere 
aos controles interno e externo, julgue os itens que se seguem.
Os controles de operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres 
da União, são executados de forma exclusiva pelos Poderes Legislativo e Judiciário.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
Os controles de operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres 
da União, correspondem a uma das finalidades do Sistema de Controle Interno de cada 
um dos Poderes. Logo, não são executados de forma exclusiva pelos Poderes Legislativo e 
Judiciário; são praticados também pelo SCI do Poder Executivo.
Errado.
089. 089. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário devem manter, de forma integrada, 
um sistema de controle interno para, entre outras finalidades, avaliar o cumprimento 
das metas previstas no Plano Plurianual e a execução dos programas de governo e dos 
orçamentos da União.
Conforme o art. 74 da CF, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário devem manter, de 
forma integrada, um sistema de controle interno para, entre outras finalidades, avaliar 
o cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual e a execução dos programas de 
governo e dos orçamentos da União.
Certo.
090. 090. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DE MACEIÓ/ANALISTA LEGISLATIVO/2024) Acerca dos 
controles parlamentar e administrativo, bem como o exercido pelos tribunais de contas, 
julgue os itens que se seguem.
O controle realizado pelo Poder Legislativo limita-se ao controle parlamentar e político, 
sendo reservado ao Judiciário o controle da legalidade de atos administrativos.
O controle realizado pelo Poder Legislativo compreende não só o controle parlamentar e 
político, mas também o controle financeiro sobre a Administração Pública. Cabe também 
aos Poderes Executivo e Legislativo o controle da legalidade de atos administrativos.
Errado.
091. 091. (CESPE/CEBRASPE/ANTT/ESPECIALISTA/2024) Julgue o item a seguir, relativo ao 
controle administrativo.
O controle administrativo abrange os órgãos da administração direta ou centralizada e as 
pessoas jurídicas que integram a administração indireta ou descentralizada.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
prévio, concomitante e subsequente ou a posteriori. Quanto ao modo de desencadearem-
se, em controle de ofício e controle por provocação. Em relação aos órgãos incumbidos do 
controle, em administrativo, legislativo e judicial. Por fim, acerca do posicionamento do 
órgão controlador, em controle interno e controle externo.
Veremos, a seguir, cada uma dessas classificações.
ClASSIFICAÇÃo QUAnto Ao oBJetoClASSIFICAÇÃo QUAnto Ao oBJeto
Podemos classificar o controle, conforme o aspecto da atividade administrativa a ser 
controlada, em controle de legalidade, de mérito ou de gestão. 
CONTROLE DE LEGALIDADE (OU DE CONFORMIDADE)
O controle de legalidade verifica a conformidade do ato administrativo ou dos 
demonstrativos contábeis com as normas que os regem.
O controle de legalidade é o controle mais realizado e pode ser exercido pelo Legislativo, 
Judiciário e pela própria administração. Veja os seguintes exemplos:
• o Legislativo, pelo seu Tribunal de Contas, aprecia a legalidade dos atos de admissão 
de pessoal, conforme art. 71, III, da CF;
• o Judiciário examina a legalidade de atos administrativos em mandado de segurança 
(art. 5º, LXIX, da CF);
• se uma autoridade no âmbito do Poder Executivo Federal age em desconformidade 
com a lei, pode a autoridade superior ou o Ministro da Pasta controlar a legalidade 
da ação administrativa.
Acrescento que o controle de legalidade é exercido de ofício no Executivo ou no âmbito 
dos demais Poderes sobre os seus próprios atos administrativos (controle interno). Contudo, 
para que seja realizado pelo Legislativo e pelo Judiciário condiciona-se, respectivamente, 
à previsão constitucional e à propositura da ação pertinente.
Logo, o controle de legalidade dos atos da Administração pode ser interno (processado 
por órgãos da própria administração) ou externo (por órgãos de Poder diverso).
 Obs.: A legalidade dos atos de gestão contábil, orçamentária, financeira, patrimonial e 
operacional cabe também ao Poder Legislativo e aos Tribunais de Contas, mas eles 
não têm competência para anular atos eivados de ilegalidade: somente de sustar 
ou determinar a anulação pelo gestor, como veremos mais adiante.
Controle De MÉrIto
O controle de mérito afere o atingimento dos objetivos, com base em parâmetros de 
conveniência e oportunidade do ato praticado. Esse controle é privativo da administração. 
Não pode o Judiciário exercer esse controle que transcende à legalidade.
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Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
O Legislativo, contudo, também exerce controle de mérito sobre os atos da Administração 
Pública, em que pesem as limitações, como lembra Di Pietro.
Isso porque o Legislativo e os Tribunais de Contas examinam, além da legalidade dos atos 
de gestão, aspectos como a legitimidade e a economicidade, que tangenciam os aspectos 
de conveniência e oportunidade na realização dos atos de administração.
Um aspecto muito cobrado em prova é quanto ao desfazimento dos atos administrativos 
pela própria administração. É o chamado controle ou princípio da autotutela, inclusive 
consagrado no enunciado da Súmula 473 do STF:
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os 
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em 
todos os casos, a apreciação judicial.
Dica quanto à revisão dos atos pela própria administração (Controle Interno e de 
Autotutela)
se for necessário rever o ato por ilegalidade, o instituto 
será a anulação .
se a administração necessitar rever o ato quanto ao mérito 
(conveniência e oportunidade), dar-se-á o instituto da 
revogação .
Veja as seguintes questões acerca desse assunto.
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Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
003. 003. (FCC/TCE/SP/AUX. DE FISC. FINANC. II/2015) O controle da Administração Pública 
pode ser definido como o poder-dever de fiscalização e correção exercido pelos órgãos 
aos quais é conferido, com o objetivo de garantir a conformidade de atuação com os 
princípios impostos pelo ordenamento jurídico. Nesse contexto, o controle dos aspectos de 
conveniência e oportunidade subjacentes à prática de atos administrativos discricionários
a) é próprio do poder de tutela a que se submetem as entidades integrantes da Administração 
Indireta.
b) está presente no controle interno e constitui expressão da autotutela.
c) é decorrência da hierarquia e somente pode ser exercido por autoridade superior àquela 
que praticou o ato.
d) é vedado em sede de controle interno, que admite apenas a verificação de aspectos de 
legalidade.
e) é passível de ser exercido no âmbito do controle externo, salvo para verificação de 
economicidade.
O controle dos aspectos de conveniência e oportunidade subjacentes à prática de atos 
administrativos discricionários está presente no controle interno praticado pelo próprio 
Administrador, que pode revogar os seus atos quanto a esses aspectos, em virtude da 
expressão ou princípio da autotutela.
Letra b.
004. 004. (CESPE/CEBRASPE/TCU/ACE/2010) O princípio da autotutela possibilita à Administração 
Pública anular os próprios atos, quando possuírem vícios que os tornem ilegais, ou revogá-
los por conveniência ou oportunidade, desde que sejam respeitados os direitos adquiridos 
e seja garantida a apreciação judicial.
A questão refere-se à Súmula 473 do STF. Dispensa maiores comentários.
Certo.
Controle De GeStÃo
O controle de gestão é eminentemente finalístico. Tem por objeto verificar o desempenho 
da administração, em termos de produtividade, gestão etc. Envolve os exames de 
economicidade, eficiência e eficácia da gestão e dos atos administrativos. Em síntese, 
consiste no controle de desempenho e de resultados.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
Em regra, é praticado pelo Executivo sobre os seus próprios atos de gestão ou de 
seus órgãos subordinados e entidades vinculadas. Porém, o controle de gestão também 
é exercido pelo controle externo, de titularidade do Poder Legislativo, com o auxílio do 
Tribunal de Contas.
Cabe ressaltar que o artigo 75 da Lei 4.320/1964 define que o controle da execução 
orçamentária pelo Executivo atua em três vertentes distintas e integradas:
• a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da 
despesa;
• a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e valores 
públicos;
• o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e em 
realização de obras e prestação de serviços.
Veja as seguintes questõesda Administração Pública 
Marcelo Aragão
O controle administrativo abrange os órgãos da administração direta ou centralizada (poder 
de autotutela — controle interno) e as pessoas jurídicas que integram a administração 
indireta ou descentralizada (poder de tutela — controle externo, que, no âmbito federal, 
é denominado de supervisão ministerial).
Certo.
092. 092. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DE MACEIÓ/ANALISTA LEGISLATIVO/2024) No que concerne 
ao controle parlamentar, ao controle administrativo e ao controle exercido pelos tribunais 
de contas, julgue o item seguinte.
Recursos administrativos são os meios formais de controle administrativo por meio dos quais 
o interessado postula a órgão da administração a revisão de determinado ato administrativo.
A Constituição assegura o direito de petição, originando diversas modalidades de recursos 
administrativos, por meio dos quais o interessado postula a órgão da administração a 
revisão de determinado ato administrativo.
Certo.
093. 093. (CESPE/CEBRASPE/INPI/ANALISTA DE PLANEJAMENTO/2024) Acerca do recurso de 
administração e da reclamação, julgue o item que se segue.
O recurso hierárquico próprio é dirigido à autoridade imediatamente superior, dentro do 
mesmo órgão no qual o ato foi praticado.
Recurso hierárquico é o pedido de reexame do ato dirigido à autoridade superior à que 
proferiu o ato. Pode ser próprio ou impróprio.
O recurso hierárquico próprio é dirigido à autoridade imediatamente superior dentro do 
mesmo órgão em que o ato foi praticado. Ele é uma decorrência da hierarquia, portanto, 
independe de previsão legal.
O recurso hierárquico impróprio é dirigido à autoridade de outro órgão não integrado na 
mesma hierarquia daquele que proferiu o ato. Por isso mesmo é chamado de impróprio. 
Como não decorre da hierarquia, ele só é cabível se previsto expressamente em lei.
Certo.
094. 094. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/PROCURADOR/2014) Acerca dos controles interno e externo 
da Administração Pública, assinale a opção correta.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
a) O controle externo, hierarquicamente superior ao controle interno, atua sobre a totalidade 
da Administração Pública e é exercido pelos que representam, por delegação, a sociedade 
politicamente organizada.
b) Cabe ao controle interno auxiliar o Poder Legislativo no julgamento das contas prestadas 
anualmente pelo Presidente da República.
c) O controle interno feito por meio de auditoria a fim de acompanhar a execução do 
orçamento tem por objetivo verificar a legalidade na aplicação do dinheiro público e auxiliar 
o tribunal de contas no exercício de sua missão institucional.
d) O controle interno permite verificar se a administração respeitou disposições imperativas 
no exercício de suas atribuições, não se caracterizando como um controle de mérito.
e) O controle externo, efetivado por órgão pertencente à estrutura do ente responsável pela 
atividade controlada, abrange a fiscalização e a correção dos atos ilegais, inconvenientes 
e inoportunos.
a) Errada. O controle externo não é hierarquicamente superior ao controle interno. Embora 
o controle interno tenha a missão constitucional de auxiliar o controle externo (CF, art. 74, 
IV), não há relação de hierarquia entre eles.
b) Errada. Quem auxilia o Poder Legislativo no julgamento das contas prestadas anualmente 
pelo Presidente da República é o Tribunal de Contas, mediante a emissão de parecer prévio 
(CF, art. 71, I).
c) Certa. A auditoria é uma das técnicas de trabalho utilizadas pelo controle interno para 
cumprir suas atribuições constitucionais, previstas no art. 74 da CF, dentre elas a de 
acompanhar a execução do orçamento para verificar a legalidade na aplicação do dinheiro 
público (inciso I) e auxiliar o tribunal de contas no exercício de sua missão institucional 
(inciso IV).
d) Errada. Além de “verificar se a administração respeitou disposições imperativas no exercício 
de suas atribuições”, o que caracteriza um controle de conformidade ou de legalidade, o 
controle de mérito também é próprio do sistema de controle interno, o qual tem a missão 
de auxiliar o gestor a alcançar os objetivos sob sua responsabilidade.
e) Errada. O controle externo é efetivado por órgão não pertencente à estrutura do ente 
responsável pela atividade controlada, contudo, o controle externo, em regra, não compreende 
a correção de atos inconvenientes e inoportunos, notadamente quando respeitados os 
limites legais da discricionariedade do administrador público, pois esse tipo de correção 
é feito apenas no âmbito da autotutela, pela própria administração (revogação de atos 
discricionários).
Letra c.
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
095. 095. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PR/ANALISTA/2016) A respeito do controle judicial dos atos 
administrativos, assinale a opção correta.
a) Em razão da presunção de legitimidade e autoexecutoriedade do ato administrativo, 
o controle judicial deste se dá, em regra, posteriormente à sua edição, podendo, todavia, 
ocorrer de forma prévia, a fim de evitar ameaça de lesão a direito.
b) No ordenamento jurídico pátrio, inexiste hipótese em que o acesso ao Poder Judiciário 
somente seja admitido após o esgotamento da instância administrativa.
c) A ação de improbidade administrativa é meio de controle judicial de condutas de 
improbidade praticadas no âmbito da Administração Pública, para as quais são previstas 
penalidades de cassação dos direitos políticos, perda da função pública e ressarcimento 
ao erário, entre outras.
d) Em razão do sistema do contencioso administrativo, adotado no Brasil, determinadas 
causas, quando julgadas em última instância na esfera administrativa, não podem ser 
reapreciadas pelo Poder Judiciário.
e) Com base no Princípio da Inafastabilidade da Jurisdição, o Poder Judiciário pode reapreciar 
o mérito dos atos administrativos relativamente aos critérios de oportunidade e conveniência 
utilizados pelo administrador público.
a) Certa. Em razão da presunção de legitimidade e autoexecutoriedade do ato administrativo, 
o controle judicial deste se dá, em regra, posteriormente à sua edição, podendo, todavia, 
ocorrer de forma prévia, a fim de evitar ameaça de lesão a direito, mediante adoção de 
medidas liminares.
b) Errada. No ordenamento jurídico pátrio, existe hipótese em que o acesso ao Poder 
Judiciário somente seja admitido após o esgotamento da instância administrativa, como 
no caso da justiça esportiva e no mandado de segurança de que ainda caiba recurso com 
efeito suspensivo.
c) Errada. Não existe pena de cassação dos direitos políticos; somente de suspensão.
d) Errada. O sistema do contencioso administrativo não é adotado no Brasil.
e) Errada. O Poder Judiciário não pode reapreciar o mérito dos atos administrativos 
relativamente aos critérios de oportunidade e conveniência utilizados pelo administrador 
público.
Letra a.
096. 096. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/AUDITOR/2017) Sob o aspecto da iniciativa, a revisão de 
conduta da Administração Pública ocorrida em atenção a requerimento ou recurso dirigido 
à autoridade administrativa por um servidor público caracteriza um exemplo de
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Controle externo 
Controle da Administração Pública 
Marcelo Aragão
a) controle por vinculação.
b) controle por subordinação.
c) controle interno.
d) controle de ofício.
e) controle provocado.
O recurso administrativo é o melhor exemplo do controle provocado, que é aquele deflagrado 
por terceiros postulando-se a revisão do ato ou conduta da Administração.
Letra e.
097. 097. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/AUDITOR/2017) Em determinado estado da Federação, a 
Assembleia Legislativa, por meio de decreto legislativo, sustou ato expedido pelo governo 
local, que regulamentava lei estadual para autorizar o Poder Executivo a instituir tratamento 
excepcional, mediante concessão de remissão e anistia, cumuladas ou não com parcelamento, 
para a liquidação de créditos tributários referentes ao ICMS. A Assembleia Legislativa 
entendeu que o ato administrativo excedia o poder da Administração Pública de regulamentar 
a lei estadual. Nessa situação hipotética, a assembleia legislativa exerceu
a) o poder de fiscalização, para derrogar o ato do Poder Executivo.
b) o poder convocatório, para revogar o ato do Poder Executivo.
c) o controle político, para paralisar o ato do Poder Executivo.
d) o controle financeiro, para anular o ato do Poder Executivo.
e) sua função legiferante, para substituir o ato do Poder Executivo.
O poder de sustação pela Assembleia Legislativa de atos normativos do Poder Executivo 
que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa é uma função 
controladora de grande importância que corresponde ao poder político exercido pelo 
Legislativo, com base na Constituição.
Carvalho Filho ensina que o referido mandamento constitucional preserva a função legiferante 
do Legislativo, impedindo que o Executivo, a pretexto de regulamentar a lei, ultrapasse 
os limites de sua atuação, criando a própria lei. Se o poder regulamentar extrapolar os 
limites da lei, o Legislativo tem o poder de sustação, ou seja, de paralisar os efeitos do ato 
exorbitante. O autor lembra que paralisar, todavia, não é anular ou revogar providências 
que cabem ao próprio Executivo.
Letra c.
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Controle da Administração Pública 
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098. 098. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PB/AUDITOR/2017) Um servidor público do estado da Paraíba 
interpôs recurso administrativo contra a pontuação que lhe foi atribuída em concurso de 
remoção interna da instituição pública na qual ele é lotado. Acerca dessa situação hipotética 
e de aspectos gerais relacionados à interposição de recurso administrativo por servidor da 
Administração Pública, julgue os itens a seguir.
I – Na hipótese considerada, será vedado à administração, pelo Princípio da Non Reformatio 
in Pejus, rever a pontuação do candidato para piorá-la, mesmo que tal alteração observe 
estritamente as regras do concurso.
II – Pela presunção de legitimidade dos atos administrativos, o recurso administrativo, como 
regra, tem efeito apenas devolutivo, ainda que possa o administrador, mesmo de ofício, 
conceder efeito suspensivo ao ato.
III – O informalismo do processo administrativo permite que o recurso seja interposto de 
forma diversa da petição escrita, desde que ele seja devidamente protocolado na repartição 
administrativa competente.
IV – Na situação considerada, mesmo que o edital do concurso não o previsse expressamente, 
o servidor teria o direito de protocolar o recurso em razão do direito constitucional de 
petição.
Estão certos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.
I – Errado. No caso concreto colocado na questão é a própria Administração, de ofício, 
observando estritamente as regras do concurso, que procedeu à revisão, não se aplicando 
o Princípio da Non Reformatio in Pejus. A título de esclarecimento, no âmbito federal, a 
Lei 9.784/99, Lei do Processo Administrativo, admite a Reformatio in Pejus, posto que, ao 
tratar do recurso administrativo, admitiu que a autoridade decisória possa modificar, total 
ou parcialmente, a decisão recorrida, ressalvando, entretanto, que, se na apreciação do 
recurso puder haver gravame do recorrente, terá a autoridade que dar-lhe ciência do fato 
para que apresente suas alegações.
II – Certo. A regra geral é que os recursos administrativos tenham efeito apenas devolutivo, 
só se considerando que tenham efeito suspensivo quando a lei expressamente o menciona. 
Apesar disso, nada impede que o recurso com efeito apenas devolutivo seja recebido pela 
autoridade competente com efeito suspensivo.
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Controle da Administração Pública 
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III – Errado. Os recursos não dispensam os pontos básicos do formalismo, como petição 
escrita e assinada, porque assim exigem os princípios administrativos aplicáveis: publicidade, 
formalismo etc.
IV – Certo. Os recursos administrativos decorrem do direito de petição consagrado na 
Constituição Federal. Logo, mesmo que o edital do concurso não o previsse expressamente, o 
servidor teria o direito de protocolar o recurso em razão do direito constitucional de petição.
Letra c.
099. 099. (CESPE/CEBRASPE/TCM-BA/AUDITOR/2018) O controle destinado a investigar a atividade 
administrativa, bem como o resultado alcançado pelo ato praticado de acordo com a 
conveniência e oportunidade da administração, é denominado controle
a) administrativo.
b) legislativo.
c) de legalidade.
d) de mérito.
e) interno.
O controle de mérito é o que se consuma pela verificação da conveniência e da oportunidade 
da conduta administrativa. A competência para exercê-lo é da Administração, e, em casos 
excepcionais, expressos na Constituição, do Poder Legislativo, mas nunca do Poder Judiciário.
Letra d.
100. 100. (CESPE/CEBRASPE/TCM-BA/AUDITOR/2018) O exercício direto do controle parlamentar 
pode ser exercido
a) pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU).
b) pelo Poder Judiciário, com a autorização do Senado.
c) pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Ministério Público.
d) pelo Poder Judiciário, com o apoio da Controladoria Geral da República.
e) pelos próprios órgãos do Congresso Nacional, a exemplo das comissões parlamentares.
O exercício direto do controle parlamentar é exercido pelos próprios órgãos do Congresso 
Nacional, inclusive pelas comissões parlamentares, técnicas ou de inquérito.
Letra e.
101. 101. (CESPE/CEBRASPE/TCM-BA/AUDITOR/2018) No que concerne ao controle administrativo, 
o meio utilizado para denunciar irregularidades feitas na própria administração é denominado
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a) pedido de reconsideração.
b) representação.
c) recurso administrativo.
d) revisão.
e) reclamação administrativa.
A representaçãoé a denúncia de irregularidades feita perante à própria Administração 
Pública ou a entes de controle, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas ou outros 
órgãos que funcionem como ouvidoria.
Letra b.
102. 102. (CESPE/CEBRASPE/TCM-BA/AUDITOR/2018) Conforme disposição expressa da 
Constituição Federal de 1988 (CF), os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem 
conhecimento de ilegalidades, devem comunicar ao
a) Conselho Nacional de Justiça, sob pena de responsabilização administrativa pela omissão 
funcional.
b) Conselho Nacional de Justiça, sob pena de responsabilidade subsidiária pelas ilegalidades.
c) Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária pelas ilegalidades.
d) Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade subsidiária pelas ilegalidades.
e) Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilização administrativa pela omissão 
funcional, mas sem responsabilização vinculada à do infrator pelas ilegalidades.
De acordo com o §1º do art. 74 da CF, os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem 
conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de 
Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.
Letra c.
103. 103. (CESPE/CEBRASPE/TCE-MG/AUDITOR/2019) O sistema de controle interno, mantido 
de forma integrada pelos Poderes da União, tem, entre suas finalidades, a atribuição de
a) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e 
haveres da União.
b) promover a consolidação das contas nacionais.
c) elaborar e executar a programação financeira da União.
d) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal na Administração 
Direta e Indireta.
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e) sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou 
dos limites de delegação legislativa.
a) Certa. Uma das finalidades do sistema de controle interno, mantido de forma integrada 
pelos Poderes da União, dos Estados e Municípios, é exercer o controle das operações de 
crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União.
b) Errada. Promover a consolidação das contas nacionais compete ao sistema de contabilidade 
pública, que tem a Secretaria do Tesouro Nacional como órgão central do sistema.
c) Errada. Elaborar e executar a programação financeira da União também é uma competência 
da Secretaria do Tesouro Nacional.
d) Errada. A apreciação, para fins de registro, da legalidade dos atos de admissão de pessoal 
na Administração Direta e Indireta é uma competência exclusiva do TCU.
e) Errada. Sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar 
ou dos limites de delegação legislativa é uma competência privativa do Poder Legislativo, 
quando exerce o seu controle parlamentar e político, conforme as hipóteses estabelecidas 
na Constituição.
Letra a.
104. 104. (CESPE/CEBRASPE/SEPLAD-DF/AUDITOR/2023) O controle financeiro da Administração 
Pública, em seus vários níveis, é realizado
a) exclusivamente pelo controle interno.
b) exclusivamente pelo controle externo.
c) tanto pelo controle interno quanto pelo controle externo.
d) pelo controle interno, complementado, no que couber, pelo controle externo.
O controle de fiscalização financeira da gestão pública compete aos dois sistemas de 
controle — interno e externo. De acordo com a CF/1988, art. 70,
a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das 
entidades da Administração Direta e Indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, 
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante 
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
Quanto à afirmação da letra D, no texto constitucional não existe essa complementariedade, 
tendo cada controle competência e autonomia para realizar a fiscalização.
Letra c.
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105. 105. (CESPE/CEBRASPE/SEPLAD-DF/AUDITOR/2023) Devido a situação julgada urgente, o 
secretário de obras do Distrito Federal (DF) realocou verbas de uma região administrativa 
do DF para outra. Parlamentares que representavam a região prejudicada procuraram o 
governador para discutir o caso. O governador consultou o secretário, estudou o caso e, por 
fim, determinou o retorno da verba para a região à qual ela estava destinada originalmente. 
Nessa situação hipotética, ocorreu um caso de controle
a) concomitante.
b) de legalidade.
c) parlamentar.
d) de mérito.
No caso em questão, a decisão dos gestores de realocarem verbas de uma região administrativa 
do DF para outra, como não fere a legalidade, está no campo da conveniência e oportunidade 
do ato, atingindo diretamente a discricionariedade do gestor. Logo, corresponde a um 
controle de mérito.
Letra d.
106. 106. (CESPE/CEBRASPE/SEPLAD-DF/AUDITOR/2023) A atividade caracterizada pela autotutela 
e exercida de ofício ou por provocação, com o objetivo de avaliar a legalidade e o mérito 
dos atos, corresponde ao controle
a) administrativo.
b) de legalidade.
c) de mérito.
d) externo.
a) Certa. O controle administrativo é o que a Administração Pública exerce sobre seus 
próprios atos, seja de ofício ou por provocação. Ele decorre da autotutela administrativa e, 
avaliando a legalidade e o mérito dos atos, permite sua alteração, anulação ou revogação.
b) Errada. O controle de legalidade é um tipo de controle que pode ser interno ou externo, 
por isso não tem a autotutela como uma de suas características. Ele se caracteriza pela 
verificação da conformidade do ato praticado com os preceitos legais.
c) Errada. O controle de mérito não discute sua legalidade.
d) Errada. A autotutela é exercida pelo próprio órgão que pratica o ato, portanto, controle 
interno administrativo, e não externo.
Letra a.
Concluímos esta aula.
Bons estudos e até a próxima aula!
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	Sumário
	Apresentação
	Controle da Administração Pública
	Controle da Administração Pública: Conceito, Abrangência e Espécies
	Princípios Norteadores do Controle
	Tipos de Controle da Administração Pública
	Classificação quanto ao Objeto
	Classificação quanto ao Momento em que se Realiza
	Classificação quanto ao Modo de o Controle Desencadear-se
	Classificação quanto aos Órgãos Incumbidos do Controle
	Fiscalização Contábil, Financeira, Orçamentária, Operacional e Patrimonial
	Fiscalização Contábil
	Fiscalização Financeira
	Fiscalização Orçamentária
	Fiscalização Operacional
	Fiscalização Patrimonial
	Resumo
	Questões Comentadas em Aula
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoacerca dos controles de legalidade, de mérito e de gestão:
005. 005. (CESPE/CEBRASPE/TRE-MT/TÉCNICO/2010) Controle de mérito é aquele em que o 
órgão controlador faz o confronto entre a conduta administrativa e uma norma jurídica 
vigente e eficaz, que pode estar na CF ou em lei complementar ou ordinária.
É o controle de legalidade que se caracteriza pela comparação de um ato administrativo 
com uma norma jurídica. O controle de mérito avalia a conveniência e oportunidade da 
prática de determinada conduta.
Errado.
006. 006. (CESPE/CEBRASPE/TJ-RR/TÉCNICO/2012) O controle de legalidade pode ser exercido 
tanto internamente, por órgãos da própria administração, quanto externamente, por 
órgãos dos outros Poderes.
A própria administração deve anular seus atos quando eivados de vício de legalidade (princípio 
da autotutela). O Poder Judiciário, quando provocado, pode anular atos dos outros Poderes, 
e o Poder Legislativo também controla e fiscaliza os atos do Executivo quanto à legalidade.
Certo.
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ClASSIFICAÇÃo QUAnto Ao MoMento eM QUe Se reAlIZAClASSIFICAÇÃo QUAnto Ao MoMento eM QUe Se reAlIZA
Quanto ao momento em que se efetua (oportunidade), o controle pode ser prévio, 
concomitante ou posterior.
Controle PrÉVIo
É o controle que antecede a conclusão do ato como requisito para sua eficácia. O controle 
prévio ou a priori é um controle preventivo, porque visa impedir que seja praticado ato 
ilegal ou contrário ao interesse público.
Existem inúmeras hipóteses de controle prévio na própria Constituição Federal, quando 
sujeitos à autorização ou aprovação prévia do Congresso Nacional ou de uma de suas Casas 
determinados atos do Poder Executivo (CF, arts 49, II, III, XV, XVI e XVII, e 52, III, IV e V).
Outros exemplos de controle prévio:
• liquidação da despesa pelo gestor (controle preventivo do pagamento);
• autorização do Senado para a contratação de empréstimo externo;
• exame pelo TCU da legalidade de editais de licitação antes de sua ocorrência.
Controle ConCoMItAnte
Trata-se de um controle durante a execução do ato. Tem aspectos preventivos e 
repressivos, conforme o andamento da atividade administrativa. São exemplos de controle 
concomitante:
• realização de inspeções e de acompanhamentos pelo Tribunal de Contas;
• acompanhamento de despesas não autorizadas pela comissão mista do Congresso 
Nacional.
Controle PoSterIor
O controle posterior ou a posteriori (subsequente) é realizado posteriormente à edição 
dos atos administrativos. Tem por objetivo rever os atos já praticados para corrigi-los, 
desfazê-los ou apenas confirmá-los.
Logo, é um controle de caráter corretivo. Di Pietro ensina que o controle posterior 
abrange atos como os de aprovação, homologação, anulação, revogação e convalidação.
São exemplos de controle posterior ou subsequente:
• as auditorias de uma forma geral;
• a apreciação da legalidade pelo Poder Judiciário;
• o exame e o julgamento de prestações e tomadas de contas.
 Obs.: O controle prévio é um controle preventivo, porque visa impedir um ato ilegal ou 
contrário ao interesse público.
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 Obs.: O controle posterior é um controle corretivo, pois tem por objetivo rever os atos 
já praticados para corrigi-los, desfazê-los ou confirmá-los.
Veja as seguintes questões acerca do controle prévio, concomitante e posterior:
007. 007. (CESPE/CEBRASPE/TCE-TO/ACE/2009) Não caberá ao controle posterior desfazer atos 
ilegais ou contrários ao interesse público já praticados. O controle posterior reexaminará 
atos já praticados com o intuito de corrigi-los ou apenas confirmá-los.
O próprio administrador, em controle posterior, pode vir a anular seus próprios atos, quando 
eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-
los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e 
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
Errado.
008. 008. (CESPE/CEBRASPE/TCE-ES/PROCURADOR/2009) O acompanhamento da realização 
das obras e da execução dos contratos é o que caracteriza o controle a posteriori.
O acompanhamento da realização das obras e da execução dos contratos é o que caracteriza 
o controle concomitante, de caráter mais preventivo do que corretivo.
Errado.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO MODO DE O CONTROLE DESENCADEAR-SECLASSIFICAÇÃO QUANTO AO MODO DE O CONTROLE DESENCADEAR-SE
Quanto ao modo de se desencadear, o controle pode ser de ofício ou provocado.
Controle De oFÍCIo
É aquele exercido por iniciativa do próprio agente. É uma prerrogativa da administração 
de reparar seus próprios enganos e erros. Tem como base o Princípio da Legalidade, donde 
se extrai o Princípio da Autotutela Administrativa, princípio este, inclusive, reconhecido 
pelo Supremo Tribunal Federal (Súmula 473).
EXEMPLO
Anulação e revogação de atos por iniciativa própria da administração; realização de auditorias 
pelo TCU mediante programação.
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Controle Por ProVoCAÇÃo
É realizado em atendimento a solicitações de pessoas, entidades ou associações.
EXEMPLO
Apuração de denúncias pelo TCU; apreciação de legalidade pelo Poder Judiciário.
ClASSIFICAÇÃo QUAnto AoS ÓrGÃoS InCUMBIDoS Do ControleClASSIFICAÇÃo QUAnto AoS ÓrGÃoS InCUMBIDoS Do Controle
Quanto ao órgão que o exerce, o controle pode ser administrativo, legislativo e judicial 
(é uma tripartição de controle):
Controle ADMInIStrAtIVo
Também denominado de controle interno ou controle intraorgânico, é a modalidade 
de controle exercida pela administração, que tem por objeto a oportunidade e o mérito 
do ato administrativo.
O controle administrativo tem, ainda, por finalidade estimular a ação dos órgãos, 
verificar a proporção custo-benefício na realização das atividades e verificar a eficácia das 
medidas na solução de problemas.
O Poder Público dispõe de instrumentos para exercer o controle interno ou administrativo 
de seus atos, como: a anulação, a revogação, a convalidação, a fiscalização hierárquica, os 
recursos administrativos, as inspeções e auditorias, as correições, a supervisão etc.
Vale lembrar que o controle administrativo pode também ser provocado pelos 
administrados, mediante os instrumentos constitucionais e legais próprios.
O controle administrativo abrange os órgãos da administração direta e as pessoas jurídicas 
que integram a administração indireta ou descentralizada, conforme o mapa mental a seguir.
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Veja uma questãointeressante acerca do controle administrativo exercido sobre entidade 
da Administração Pública Indireta.
009. 009. (FGV/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2022) Maria, ministra de Estado, tomou conhecimento 
de que Joana, que estava à frente de uma estrutura criada a partir dos conceitos da 
descentralização administrativa, vinculada ao seu Ministério, sendo responsável pela 
prestação de serviços públicos, praticara um ato que fora muito criticado. Esse ato, ao ver 
de Maria, se mostrava totalmente inconveniente e inoportuno à luz do interesse público.
À luz da narrativa, é correto afirmar que Maria:
a) pode anular o ato de Joana, no exercício do poder de tutela.
b) pode revogar o ato de Joana, no exercício do poder de autotutela.
c) no exercício do poder de supervisão, pode anular ou revogar o ato de Joana, conforme 
o caso.
d) deve observar, em princípio, a autonomia do ente dirigido por Joana, exercendo a tutela 
no limite estabelecido em lei.
e) deve observar a autonomia do ente dirigido por Joana, mas pode exercer o controle 
interno, conforme autorizado em lei.
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Maria, Ministra de Estado, no exercício da supervisão ministerial sobre um ato de uma entidade 
da administração indireta (uma estrutura criada a partir dos conceitos da descentralização 
administrativa), deve realizar um controle de tutela, que é um controle finalístico, exercido 
nos limites estabelecidos em lei para preservar a autonomia da entidade.
Letra d.
reCUrSoS ADMInIStrAtIVoS
Recursos administrativos decorrem do direito de petição e são todos os meios que 
podem utilizar os administrados para provocar o reexame do ato pela Administração Pública.
Atenção para os seguintes princípios e características dos recursos administrativos:
• é um meio formal de impugnação de atos e condutas administrativas. Devem 
ser interpostos por escrito, assinados e protocolados na repartição administrativa, 
observando-se os Princípios da Publicidade e do Formalismo a que se submete a 
Administração;
• podem ter efeito suspensivo ou devolutivo. O efeito suspensivo, como o próprio 
nome diz, suspende os efeitos do ato até o recurso ser decidido. Já o efeito devolutivo, 
devolve o exame da matéria à autoridade competente para decidir. Em regra, o recurso 
administrativo tem efeito apenas devolutivo, mas pode ter efeito suspensivo quando 
assim previsto em lei ou recebido pela autoridade competente com efeito suspensivo 
(pode o administrador sustar os efeitos do ato recorrido);
• o recurso tramita e se exaure na via administrativa. Logo, não se admite a ingerência 
do Poder Judiciário para obtenção do resultado pretendido pelo recurso;
• Reformatio in Pejus. O instituto do Non Reformatio in Pejus, muito aplicado no direito 
penal, significa que a decisão de recurso interposto somente pelo réu contra sentença 
condenatória criminal não pode agravar a situação definida pela sentença. A Lei 9.784/1999 
(Lei do Processo Administrativo) admitiu que a autoridade decisória possa modificar, 
total ou parcialmente, a decisão recorrida, ressalvando, contudo, a necessidade de a 
autoridade dar ciência ao recorrente, para que apresente alegações, caso a apreciação 
do recurso cause gravame ao recorrente. Logo, essa lei admitiu a Reformatio in Pejus, 
atenuando-a com a possibilidade de manifestação prévia do recorrente. Em plano 
contrário, a lei não admite a Reformatio in Pejus no recurso de revisão.
eSPÉCIeS De reCUrSoS ADMInIStrAtIVoS
A legislação prevê inúmeras modalidades de recursos administrativos. Para a prova, cabe 
estudar as seguintes espécies ou modalidades: representação, reclamação administrativa, 
pedido de reconsideração, recursos hierárquicos próprios e impróprios e revisão.
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Representação é a denúncia de irregularidades feita perante à própria Administração 
Pública ou a entes de controle, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas ou outros 
órgãos que funcionem como ouvidoria. Um exemplo é a denúncia ao TCU prevista no art. 
74, §2º, da CF, pela qual qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte 
legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal 
de Contas da União.
Reclamação administrativa é o ato pelo qual o administrado, seja particular ou 
servidor público, deduz uma pretensão perante a Administração Pública, visando obter o 
reconhecimento de um direito ou a correção de um ato que lhe cause lesão ou ameaça de lesão.
A reclamação administrativa está prevista no Decreto 20.910, de 06/01/1932, que 
dispõe sobre prescrição nas esferas administrativa e judicial, em favor da Administração 
Pública. Ele não especifica as hipóteses em que é cabível, razão pela qual se pode dizer 
que a reclamação tem um sentido amplo, que abrange as várias modalidades de recursos 
administrativos que tenham por objeto as dívidas passivas da União, Estados e Municípios, 
bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a fazenda federal, estadual ou municipal, 
seja qual for a sua natureza.
O art. 103-A, §3º, da CF, acrescentado pela Emenda Constitucional n. 45/2004, e 
regulamentado pela Lei 11.417/2006, prevê modalidade de reclamação administrativa 
que pode ser proposta perante o Supremo Tribunal Federal – STF, depois de esgotadas as 
vias administrativas, quando a decisão proferida pela Administração Pública contrariar o 
enunciado de súmula vinculante. Se a reclamação for julgada procedente, a decisão do STF é 
de cumprimento obrigatório para a autoridade administrativa que praticou o ato contrário 
à súmula, bem como para a autoridade competente para decidir o recurso administrativo.
Pedido de reconsideração é o recurso pelo qual o interessado requer o reexame do ato 
à própria autoridade que o emitiu. Está previsto no artigo 106 da Lei 8.112/1990, sendo o 
prazo para decisão de 30 dias, não podendo ser renovado. Só é cabível se contiver novos 
argumentos; caso contrário, caberá recurso à autoridade superior.
Recurso hierárquico é o pedido de reexame do ato dirigido à autoridade superior à que 
proferiu o ato. Pode ser próprio ou impróprio.
O recurso hierárquico próprio é dirigido à autoridade imediatamente superior dentro 
do mesmo órgão em que o ato foi praticado. Ele é uma decorrência da hierarquia, portanto, 
independe de previsão legal.
O recurso hierárquico impróprio é dirigido à autoridade de outro órgão não integrado 
na mesma hierarquia daquele que proferiu o ato. Por isso mesmo é chamado de impróprio. 
Como não decorre da hierarquia, ele só é cabível se previsto expressamente em lei.
Di Pietro lembra que a hipótese mais comum do recurso hierárquico impróprio é a de 
recurso contra ato praticado por dirigente de autarquia, interposto perante o Ministério 
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a que essa se acha vinculada ou perante o Chefe doPoder Executivo, dependendo do que 
estabeleça a lei.
Também são exemplos de recurso hierárquico impróprio os recursos interpostos perante 
o Conselho de Contribuintes e a reclamação administrativa ao Supremo Tribunal Federal, 
prevista no art. 103-A, §3º, da CF (regulamentado pela Lei n. 11.417/2006).
Veja uma interessante questão acerca dessa espécie de recurso.
010. 010. (FCC/CÂMARA DE FORTALEZA/AGENTE ADM./2019) O dirigente máximo de autarquia 
estadual de proteção ambiental decide interditar uma indústria, sendo a única autoridade 
no âmbito da autarquia que possui competência para a prática desse ato. Sabe-se que a 
autarquia atua sob supervisão do Secretário Estadual do Meio Ambiente. Diante dessa 
decisão, a indústria sancionada pode interpor, na esfera administrativa,
a) recurso hierárquico impróprio, que será apreciado pelo Secretário Estadual do Meio 
Ambiente, independentemente de previsão legal.
b) recurso hierárquico próprio, que será apreciado pelo Secretário Estadual do Meio Ambiente, 
desde que haja previsão legal.
c) pedido de reconsideração, que será apreciado pelo dirigente autárquico, ad referendum 
do Secretário Estadual do Meio Ambiente.
d) recurso hierárquico impróprio, que será apreciado pelo Secretário Estadual do Meio 
Ambiente, desde que haja previsão legal.
e) pedido de revisão, que será apreciado diretamente pelo Governador, independentemente 
de previsão legal.
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Diante dessa decisão, a indústria sancionada pode interpor, na esfera administrativa, recurso 
hierárquico impróprio, que será apreciado pelo Secretário Estadual do Meio Ambiente, 
desde que haja previsão legal.
Letra d.
Revisão é o recurso de que se utiliza o servidor público, punido pela administração, 
para reexame da decisão, em caso de surgirem fatos novos suscetíveis de demonstrar a 
sua inocência. A revisão, por isso, enseja a instauração de novo processo, que tramitará em 
apenso ao processo anterior.
Veja as seguintes questões/itens que caíram em provas para a ANTAQ – Agência Nacional 
de Transportes Aquaviários, elaboradas pelo CESPE em 2014:
011. 011. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/ESPECIALISTA/2014) O recurso administrativo é uma forma 
de petição inadequada para iniciar processos de interesses do administrado, nos casos em 
que se requeira da administração a concessão de direitos de natureza personalíssima.
O recurso administrativo não se presta a iniciar processos de interesse do administrado, 
mas a provocar o reexame de ato ou decisão administrativa já exarada pela administração.
Certo.
012. 012. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/ESPECIALISTA/2014) Reclamação administrativa, 
representação administrativa e pedido de reconsideração são petições que podem provocar 
reforma de decisões ou atos produzidos pelos tribunais de contas.
Reclamação administrativa, representação administrativa e pedido de reconsideração são 
espécies de recursos administrativos a que estão sujeitos os tribunais de contas, assim 
como qualquer outro órgão atuando em sua função administrativa. Em virtude de sua 
autonomia, o TC irá regular em suas normas as espécies recursais.
Certo.
013. 013. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) O controle administrativo, que visa verificar 
a conveniência dos atos administrativos, é exercido de forma exclusiva pelo Poder Executivo.
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O controle administrativo é exercido pela Administração Pública, em sentido amplo, sobre 
seus próprios atos. Logo, o controle administrativo não é exercido exclusivamente pelo Poder 
Executivo, mas por todos os Poderes quando atuando em suas funções administrativas.
Errado.
014. 014. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) O controle administrativo permite que a 
organização pública fiscalize e corrija, por iniciativa própria, atos administrativos sob os 
aspectos de legalidade e mérito.
Questão que retrata o controle administrativo à luz do que dispõe a Súmula 473 do STF.
Certo.
015. 015. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) O servidor que tiver recebido a menor 
alguma vantagem remuneratória e não recorrer em tempo hábil perderá seu direito de exigir 
a reparação e de requerer a retificação do valor em função da prescrição administrativa, 
restando-lhe o direito potestativo que poderá ser discutido em juízo por ainda não ter 
decaído o direito.
A prescrição administrativa refere-se ao direito de requerer, enquanto a decadência refere-
se ao direito substantivo propriamente dito. A prescrição não acarreta, necessariamente, 
a decadência do direito. Dessa forma, havendo a prescrição, o direito ainda poderá ser 
discutido em juízo, caso não tenha ocorrido a decadência.
Certo.
016. 016. (CESPE/CEBRASPE/ANTAQ/TÉCNICO/2014) A representação, ato de competência 
restrita a servidores públicos, visa informar à Administração Pública que houve abuso de 
poder por parte de um gestor.
A representação não é de competência restrita a servidores públicos, conforme estabelece 
o §2º do artigo 74 da CF/1988. A representação para o particular é um direito, enquanto 
para o servidor público se traduz em um dever.
Errado.
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Controle leGISlAtIVo oU PArlAMentAr
O controle legislativo é o controle externo exercido pelo Poder Legislativo sobre os atos 
da Administração Pública e se desdobra em duas vertentes:
• o controle político, realizado pelas Casas Legislativas; e
• o controle técnico ou financeiro, que abrange a fiscalização contábil, financeira e 
orçamentária, exercido com auxílio do Tribunal de Contas.
O controle legislativo alcança todos os Poderes, incluindo o próprio Poder Judiciário e 
as entidades da administração direta e indireta.
O controle legislativo, contudo, tem que se limitar às hipóteses previstas na Constituição 
Federal, uma vez que implica interferência de um Poder nas atribuições dos outros dois.
Como ensina Di Pietro, o controle político abrange aspectos ora de legalidade, ora de 
mérito, apresentando-se, por isso mesmo, como de natureza política, já que vai apreciar 
as decisões administrativas sob o aspecto inclusive da discricionariedade, ou seja, da 
oportunidade e conveniência diante do interesse público.
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Eis alguns instrumentos dos quais dispõe o Congresso Nacional, por suas Casas ou Comissões, 
para levar a efeito sua função controladora (controle político ou parlamentar direto):
a) pedidos escritos de informação: no âmbito Federal, podem os parlamentares solicitar 
informações por escrito aos Ministrosde Estado, a serem encaminhados pela Mesa de cada 
Casa. O não atendimento a pedidos dessa natureza, no prazo de 30 dias, importa em crime 
de responsabilidade;
b) convocação para comparecimento: a Constituição Federal obriga o comparecimento 
de ministros de Estado às Casas do Congresso ou a qualquer de suas comissões, para prestar, 
pessoalmente, informações previamente solicitadas;
c) comissões parlamentares de inquérito: são comissões constituídas para fiscalização 
e controle da Administração, podendo ser integradas por membros da Câmara, do Senado 
ou de ambas as Casas;
d) fiscalização direta a que se refere o inciso X do art. 49 da CF: segundo o referido 
dispositivo constitucional, compete privativamente ao Congresso Nacional fiscalizar e 
controlar, diretamente ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos 
os da administração indireta;
e) aprovações e autorizações de atos do Executivo: algumas decisões do Executivo 
têm sua eficácia condicionada à aprovação do Congresso Nacional;
f) sustação de atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder 
regulamentar ou dos limites de delegação legislativa (inciso V do art. 49 da CF): 
instrumento de controle adotado nos casos de extrapolação da competência regulamentar 
ou de competência legislativa, delegada pelo Congresso Nacional ao Poder Executivo na 
forma do art. 68 da Lei Maior.
017. 017. (FGV/CÂMARA DE ARACAJU/PROCURADOR/2021) Em matéria de controle da 
Administração Pública, de acordo com o texto constitucional, é hipótese de controle 
parlamentar direto quando o:
a) Poder Legislativo julga recursos administrativos hierárquicos de decisões tomadas pelo 
Poder Executivo.
b) Tribunal de Contas condena o gestor público pela prática de ato de improbidade 
administrativa.
c) Poder Legislativo susta os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder 
regulamentar, invadindo seara de lei.
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d) Tribunal de Contas autoriza abertura de processo por crime de responsabilidade em 
matéria orçamentária ou financeira, praticado pelo chefe do Poder Executivo.
e) Poder Legislativo concede indulto e comuta penas a pessoas condenadas, com audiência, 
se necessário, dos órgãos instituídos em lei.
O controle parlamentar direto é aquele realizado diretamente pelo Poder Legislativo, 
conforme competência e limite estabelecido na Constituição. Das alternativas da questão, 
a única que se refere a uma competência fiscalizadora ou de controle parlamentar direto 
sobre os atos dos administradores é a sustação dos atos normativos do Poder Executivo 
que exorbitem do poder regulamentar, invadindo seara de lei.
Letra c.
O controle técnico ou financeiro é disciplinado nos artigos 70 a 75 da CF, quanto à 
fiscalização contábil, financeira e orçamentária. O Congresso Nacional é o titular desse 
controle sobre a gestão pública, também denominado de controle externo, que o exerce 
com o auxílio do Tribunal de Contas da União.
Controle JUDICIAl oU JUrISDICIonAl
Neste tópico, considerando as exigências do edital, vamos estudar os sistemas de controle 
jurisdicional da Administração Pública, ou seja, o contencioso administrativo, o sistema de 
jurisdição única e o controle jurisdicional da Administração Pública no Direito brasileiro.
O controle judicial ou jurisdicional compreende a apreciação de atos, processos 
e contratos administrativos, atividades ou operações materiais ou mesmo omissão da 
administração.
É essencialmente um controle de legalidade efetuado pelo Poder Judiciário sobre os 
poderes e órgãos da Administração Pública. Controle de legalidade significa a verificação 
da conformidade dos atos com toda a forma de regramento, seja constitucional, legal ou 
regulamentar.
A proteção judiciária visa assegurar o Princípio da Legalidade que orienta a atuação dos 
Poderes Públicos. O Poder Judiciário pode declarar a nulidade de um ato administrativo.
O controle jurisdicional é um controle a posteriori e por provocação.
SISteMAS De Controle JUrISDICIonAl DA ADMInIStrAÇÃo PÚBlICA: o ContenCIoSo 
ADMInIStrAtIVo e o SISteMA DA JUrISDIÇÃo ÚnICA
Sistema de controle é o conjunto de instrumentos contemplados no ordenamento 
jurídico que tem por finalidade fiscalizar a legalidade dos atos da Administração.
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Cada ordenamento jurídico apresenta mecanismos próprios para esse controle sobre 
os atos da Administração Pública.
Carvalho Silva defende que os sistemas sofrem sempre alguma variação, mas, com uma 
ou outra pequena diferença, pode-se dizer que dois são os sistemas básicos de controle: 
o sistema do contencioso administrativo e o sistema da unidade de jurisdição. A seguir, 
veremos as suas características.
O sistema do contencioso administrativo, também denominado de sistema de 
dualidade de jurisdição ou sistema francês, caracteriza-se pelo fato de que, além da 
Justiça do Poder Judiciário, o ordenamento contempla uma Justiça Administrativa.
Adotam tal sistema: França, Alemanha, Suécia, Portugal, Grécia, Áustria, Luxemburgo, 
Polônia e Colômbia.
Esse sistema é proveniente da doutrina francesa que se assenta na ideia de que não 
deve haver ingerência de um poder naquilo que é peculiar de outro, posto que implicaria 
violação da teoria da separação de poderes se o Poder Judiciário julgasse as lides envolvendo 
o Poder Executivo.
Assim, tal sistema caracteriza-se pela existência de duas ordens de jurisdição paralelas, ou 
seja, há a jurisdição ordinária competente para as causas que não envolvem a Administração 
e a jurisdição especial ou administrativa, competente, em princípio, para julgar os litígios 
que envolvam a Administração.
Nesse sistema, existem tribunais especialmente instituídos para as contendas de que 
a Administração seja parte. Nele, normalmente, os atos administrativos não se submetem, 
ou se submetem de modo reduzido, ao exame do Poder Judiciário.
Em suma, no sistema de dualidade de jurisdição, a causa decidida em uma das Justiças 
— Judiciária e Administrativa — não pode ser mais apreciada pela outra.
Carvalho Filho ensina que a organização da Justiça Administrativa é complexa, compondo-
se de várias Cortes e tribunais administrativos. Na França, situa-se em seu ponto mais 
elevado o conhecido Conselho de Estado e, no caso de conflito de atribuições entre as duas 
Justiças, a controvérsia é dirimida pelo Tribunal de Conflitos, criado para esse fim.
As questões abaixo trataram do sistema do contencioso administrativo.
018. 018. (CESPE/CEBRASPE/TRE-MA/TÉCNICO/2009) A principal característica do sistema 
denominado contencioso administrativo é a de que os ordenamentos jurídicos que o adotam 
conferem a determinadas decisões administrativas a natureza de coisa julgada oponível 
ao próprio Poder Judiciário.
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No sistema denominado contenciosoadministrativo, o Poder Judiciário não pode intervir 
nas funções administrativas, já que a própria Administração ou Justiça Administrativa 
resolve as lides administrativas.
Certo.
019. 019. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) O sistema de contencioso administrativo 
ocorre no âmbito de tribunais de competência especializada que não integram a estrutura 
do Poder Judiciário, cujas sentenças são dotadas de força de coisa julgada.
O sistema de contencioso administrativo ocorre no âmbito de tribunais de competência 
especializada (Justiça Administrativa) que não integram a estrutura do Poder Judiciário, cujas 
sentenças são dotadas de força de coisa julgada, ou seja, não podem mais ser apreciadas 
pelo Poder Judiciário.
Certo.
PontoS PoSItIVoS oU neGAtIVoS DeSSe MoDelo
Como aspecto positivo do sistema de jurisdição dupla, a doutrina aponta a especialização 
dos juízes no tocante ao direito administrativo, ao direito público e aos problemas da 
Administração.
Outro ponto positivo ressaltado na doutrina é o procedimento mais simples do contencioso 
administrativo, o que o torna mais rápido, em que pese tal aspecto hoje ser discutível na 
própria doutrina francesa que aponta a lentidão como um dos obstáculos da prestação.
Em desfavor a esse sistema, apontam-se os constantes conflitos de competência com a 
jurisdição ordinária, pois as regras de repartição de atribuições dificilmente se apresentam 
claras e sem dificuldades de interpretação.
Alguns autores, como Carvalho Filho, criticam esse modelo pelo fato de que fica mitigada 
em favor dos litigantes privados a garantia de imparcialidade, já que na Justiça Administrativa 
o Estado, em tese, é parte e juiz do conflito.
O sistema da unidade de jurisdição, também conhecido como sistema do monopólio 
de jurisdição ou sistema inglês, é aquele no qual todos os litígios, administrativos ou de 
caráter privado, são sujeitos à apreciação da Justiça comum, ou seja, composta por juízes 
e tribunais do Poder Judiciário.
É o sistema do Brasil, dos países anglo-saxônicos (Estados Unidos e Irlanda, por exemplo) 
e de muitos países latino-americanos, como a Argentina.
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É no sistema de jurisdição una que o Poder Judiciário assume papel significativo na 
defesa dos administrados. O fundamento da adoção do sistema da unidade de jurisdição 
pelo Brasil está no art. 5º, XXXV, da CF: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário 
lesão ou ameaça a direito”.
Assim, a Administração Pública em nenhum momento exerce função jurisdicional, de 
forma que seus atos sempre poderão ser reapreciados pelo Judiciário.
A questão abaixo tratou do assunto.
020. 020. (CESPE/CEBRASPE/TCDF/CONSELHEIRO-SUBSTITUTO/2021) O sistema de controle 
da Administração Pública brasileira é o contencioso administrativo, de maneira que as 
decisões do tribunal de contas que resultam em imputação de multa possuem caráter de 
título executivo extrajudicial.
Não existe o contencioso administrativo no ordenamento jurídico brasileiro. O Brasil adota 
o sistema inglês ou de jurisdição única.
Errado.
ASPeCtoS PoSItIVoS e neGAtIVoS DeSSe MoDelo
Em relação ao sistema de jurisdição una, favoravelmente se aponta a unidade e, 
consequentemente, a ausência de problema no que concerne à competência.
Por outro lado, os aspectos negativos ressaltados na doutrina quanto ao sistema de 
jurisdição una são a inexistência de juízes especializados na matéria e a sobrecarga trazida 
ao Judiciário.
Embora geralmente não seja cobrado em prova, existe ainda o chamado SISTEMA MISTO, 
em que estão inseridos os ordenamentos nos quais um único tribunal representa o último 
grau para os litígios administrativos e os demais, embora existam vários outros critérios de 
identificação. Não há um padrão predeterminado para o sistema misto: há severas variações 
de lugar para lugar. São exemplos: Espanha, Suíça, Hungria, Romênia, Eslovênia e Estônia.
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SISteMAS De Controle JUrISDICIonAl DA ADMInIStrAÇÃo PÚBlICA
SISTEMA FRANCÊS OU DO
CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO
SISTEMA INGLÊS OU DE
JURISDIÇÃO ÚNICA
dualidade de jurisdição (o ordenamento contempla 
uma Justiça Administrativa, ao lado da Justiça do 
Poder Judiciário);
em ambas as Justiças, as decisões proferidas tor-
nam-se res iudicata, de modo que a causa decidida 
em uma delas não pode mais ser apreciada pela 
outra;
o Poder Judiciário não pode intervir nas funções 
administrativas, já que a própria Administração 
ou Justiça Administrativa resolve as lides admi-
nistrativas.
é aquele em que todos os litígios, administrativos ou de 
caráter privado, são sujeitos à apreciação e à decisão 
da Justiça comum, composta por juízes e tribunais 
do Poder Judiciário;
todos os litígios podem ser levados ao Judiciário, que 
é o único competente para proferir decisões com au-
toridade final e conclusiva, com força de coisa julgada;
nenhuma decisão, de qualquer outro Poder, que ofen-
da direito, ou ameace ofendê-lo, pode ser excluída 
do reexame, com foro de definitividade, por órgãos 
do Judiciário.
Controle JUrISDICIonAl DA ADMInIStrAÇÃo PÚBlICA no DIreIto BrASIleIro
O sistema administrativo brasileiro adota o sistema inglês ou de jurisdição única, 
portanto, não existe o contencioso administrativo no ordenamento jurídico brasileiro. As 
decisões dos órgãos administrativos, em regra, não têm caráter conclusivo perante o Poder 
Judiciário, podendo ser revistas na via judicial.
Veja os itens a seguir acerca do sistema de controle no direito brasileiro.
021. 021. (CESPE/CEBRASPE/TRE-BA/ANALISTA/2010) Como exemplo da incidência do Princípio da 
Inafastabilidade do controle jurisdicional relativo aos atos administrativos no ordenamento 
jurídico brasileiro, é correto citar a vigência, entre nós, do sistema do contencioso 
administrativo ou sistema francês.
Como exemplo da incidência do Princípio da Inafastabilidade do controle jurisdicional relativo 
aos atos administrativos no ordenamento jurídico brasileiro, é correto citar a vigência, entre 
nós, do sistema inglês ou de jurisdição única; não existe o contencioso administrativo no 
ordenamento jurídico brasileiro.
Errado.
022. 022. (CESPE/CEBRASPE/TCE-PA/AUDITOR/2016) A adoção do sistema uno de jurisdição no 
direito brasileiro permite a apreciação, pelo Poder Judiciário, de lesão ou ameaça de lesão 
a direitos individuais e coletivos, em qualquer caso, o que inclui a revisão das decisões dos 
tribunais e conselhos de contas.
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No direito brasileiro, adota-se o sistema uno de jurisdição e o Princípio da Inafastabilidade 
da jurisdição, em razão dos quais, no Brasil, somente o Poder Judiciário tem jurisdição, único 
Poder capaz de dizer o direito com força de coisa julgada, incluindo a revisão pelo Poder 
Judiciário das decisões dos tribunais de contas.
Certo.
lIMIteS Do Controle JUDICIAlO Poder Judiciário pode examinar os atos da Administração Pública, de qualquer natureza, 
sejam gerais ou individuais, unilaterais ou bilaterais, vinculados ou discricionários, mas 
sempre sob os aspectos de legalidade e, também, de moralidade.
O aspecto mais cobrado pelas bancas de concurso em prova quanto ao controle 
jurisdicional da Administração Pública no direito brasileiro é o escopo do controle judicial, 
que se restringe à legalidade, não alcançando aspectos reservados à apreciação subjetiva 
da Administração Pública, conhecidos como o mérito (oportunidade e conveniência). Veja 
as seguintes questões a esse respeito:
023. 023. (CESPE/CEBRASPE/TRT-MT/ANALISTA/2015) A anulação dos atos administrativos, a 
título de controle judicial, consiste na possibilidade de o Poder Judiciário rever os atos 
administrativos por motivo de conveniência ou oportunidade.
Não pode o Poder Judiciário apreciar e rever os atos administrativos por conveniência ou 
oportunidade. O controle de mérito não pode ser realizado pelo Judiciário, alcançando 
exclusivamente os aspectos da legalidade e da moralidade.
Errado.
024. 024. (FCC/TRF-5ª REGIÃO/ANALISTA/2017) Recém empossado ao cargo de Chefe do Executivo 
Municipal, o novo Prefeito de determinado município iniciou a implementação de seu plano 
de governo, que continha, dentre outras providências, plano para expansão do sistema 
viário, a fim de possibilitar o desenvolvimento urbano da cidade. O Ministério Público ajuizou 
ação questionando a atuação municipal, sob o fundamento de que outras políticas públicas 
antes prioritárias haviam sido substituídas. O Poder Judiciário, quando da análise da ação 
judicial ajuizada pelo Ministério Público,
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a) poderá analisar a política pública do novo prefeito, adentrando a verificação da melhor 
decisão a ser adotada, a ampliação do sistema viário ou os programas anteriormente em 
execução.
b) não poderá dar procedência à ação, tendo em vista que o controle dos atos administrativos 
somente pode se dar sob os aspectos de legalidade, tanto no âmbito do Poder Judiciário, 
quanto no Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas.
c) poderá analisar os atos do Poder Executivo sob o prisma da legalidade, mas não poderá 
adentrar ao mérito da escolha da Administração, vez que é inerente à discricionariedade 
administrativa a possibilidade de decisão perante mais de uma opção igualmente válida.
d) poderá decidir pela procedência da ação, a fim de analisar a adoção das políticas públicas 
identificadas como prioritárias, considerando que o Ministério Público possui poderes para 
controle de mérito e de legalidade da Administração Pública, ainda que o Judiciário não 
possa adentrar o mérito das escolhas do Executivo.
e) não poderá prover a ação em razão de não ter sido indicado, especificamente, qual a 
medida que deveria ter sido adotada pela Administração Pública, pois ao Judiciário caberia 
decidir entre uma ou outra opção apresentada para sua análise.
O questionamento suscitado pelo Ministério Público na ação acerca da atuação municipal é 
exclusivamente o de que outras políticas públicas antes prioritárias haviam sido substituídas 
pelo gestor, portanto, questiona o mérito da decisão governamental, no que diz respeito 
à conveniência e a oportunidade. O Poder Judiciário, quando da análise da ação judicial 
ajuizada pelo Ministério Público, poderá analisar os atos do Poder Executivo sob o prisma 
da legalidade, mas não poderá adentrar ao mérito da escolha da Administração, vez que 
é inerente à discricionariedade administrativa a possibilidade de decisão perante mais de 
uma opção igualmente válida.
Letra c.
Quanto aos atos discricionários, não cabe ao Poder Judiciário apreciar os aspectos 
relativos ao mérito do ato (conveniência e oportunidade), mas pode apreciar os motivos, 
ou seja, os fatos que precedem a elaboração do ato; a ausência ou falsidade do motivo 
caracteriza ilegalidade, suscetível de invalidação pelo Poder Judiciário.
Quanto aos atos normativos (regulamentos, resoluções, portarias etc.), somente 
podem ser invalidados pelo Judiciário por via de ação direta de inconstitucionalidade ou 
de constitucionalidade. No caso concreto, contudo, o Poder Judiciário pode apreciar a 
legalidade ou constitucionalidade dos atos normativos do Poder Executivo, cuja decisão 
produzirá efeitos apenas entre as partes (controle incidental).
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Quanto aos atos políticos, é possível também a sua apreciação pelo Poder Judiciário, 
desde que causem lesão a direitos individuais e coletivos.
Afinal, se é defeso ao Poder Judiciário apreciar o mérito dos atos administrativos, Afinal, se é defeso ao Poder Judiciário apreciar o mérito dos atos administrativos, 
como podem os atos discricionários sujeitarem-se à apreciação judicial?como podem os atos discricionários sujeitarem-se à apreciação judicial?
Os atos discricionários sujeitam-se ao controle judicial não quanto ao mérito (conveniência 
e oportunidade), mas quanto aos motivos, ou seja, os fatos que precedem a elaboração do 
ato, de tal forma que, em caso de ausência ou falsidade do motivo, caracteriza ilegalidade 
ou até mesmo imoralidade, suscetível à invalidação pelo Poder Judiciário.
Segundo Di Pietro, a rigor, com relação ao ato discricionário, pode-se dizer que o Judiciário 
pode apreciar os aspectos da legalidade e verificar se a Administração não ultrapassou os 
limites da discricionariedade. Nesse caso, segundo a autora, pode o Judiciário invalidar o 
ato, porque a autoridade ultrapassou o espaço livre deixado pela lei e invadiu o campo da 
legalidade.
A mesma autora ressalta a teoria relativa ao desvio de poder, formulada com o objetivo 
de ampliar a possibilidade de apreciação do exercício da discricionariedade pelo Poder 
Judiciário. Quando a autoridade usa do poder discricionário para atingir fim diferente 
daquele que a lei fixou, o Poder Judiciário estaria autorizado a decretar a nulidade do ato, 
ao desviar-se dos fins de interesse público definidos na lei.
Tem-se também a teoria dos motivos determinantes. Quando a Administração indica 
os motivos que a levaram a praticar o ato, este somente será válido se os motivos forem 
verdadeiros. Por exemplo, quando a lei pune um funcionário pela prática de uma infração, o 
Judiciário pode examinar as provas constantes do processo administrativo para verificar se o 
motivo (a infração) realmente ocorreu, anulando o ato, se não existiu ou não for verdadeiro.
 Obs.: Os atos discricionários sujeitam-se à apreciação judicial, desde que não se invadam 
os aspectos de conveniência e oportunidade.
O Judiciário pode apreciar os atos discricionários quanto ao motivo e finalidade, que 
são dois elementos indissociáveis na análise da legalidade do ato administrativo. A 
verificação de violação do fim legal determina a análise dos motivos, assim como 
a finalidade possibilita verificar se os motivos foram compatíveis com o conteúdo 
do ato.
É lícito ao Judiciário controlar esses atos somente sob o prisma da legalidade. 
Poderá dizer se a Administração atuou conforme a lei, se não houve decisões

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