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www.Frankl inAndrejan ini .com.br – Resumo sobre o CONTROLE DA ADM PÚBLICA - Pag. 1 www.FranklinAndrejanini.com.br TÓPICOS SOBRE O CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Esse pequeno guia tem por f im ajudá-lo a estudar a matéria acima citada e não fazer uma exaustiva abordagem sobre o assunto. 1 – C O N C E I T O Controle é o poder/dever de fiscalização, controle, acompanhamento, revisão, correção da atuação administrativa, feita por si mesma ou por outro Poder com legitimidade para tal, com vistas à sua confirmação ou desfazimento. O controle da Administração Pública está embasado no princípio da legalidade. 2 – CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS DE CONTROLE 2.1. Conforme a Origem do controle 2.1.1. Controle Interno – é o controle exercido no âmbito interno do mesmo Poder, por órgãos presentes na sua estrutura. Dá-se sobre a legalidade, eficiência e mérito de seus atos. Ex.:A. exercido de forma integrada entre os Poderes; B. responsabilidade solidária dos responsáveis pelo controle interno, quando deixarem de dar ciência ao TCU de qualquer irregularidade ou ilegalidade. 2.1.2. Controle Externo – É o exercido de um Poder sobre o outro. Para a Professora Maia Sylvia Z. Di Pietro, também é externo “o controle da administração Direta sobre a Indireta”. Ex.: A. controle do Judiciário sobre os atos do Executivo em ações judiciais; B. sustação de ato normativo do Poder Executivo pelo Legislativo; 2.1.3. Controle Popular (detentor do poder) – Além do controle efetivado pelos Poderes da República, cabe também o controle popular, posto que a finalidade de todo ato administrativo é o atendimento às necessidades públicas. Então, defere- se à coletividade a possibilidade de fiscalizar a Administração Pública. Ex.: As contas dos Municípios ficarão, durante 60 dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar a legitimidade, nos termos da lei. 2.2. Conforme o Momento do Exercício 2.2.1. Controle Prévio, Preventivo ou ‘a priori’ – Efetuado no antes do início ou da conclusão do ato. Ex.: Aprovação prévia por parte do Senado Federal para o Presidente e Diretores do Banco Central. 2.2.2. Controle Concomitante – Durante a execução do ato. Ex.: durante a execução do orçamento, das fases de uma licitação, cumprimento do contrato de gestão, fiscalização de um contrato adm em andamento 2.2.3. Controle Posterior, Subseqüente ou Corretivo - tem lugar após a finalização do ato. Seu objetivo é desfaze-lo se ilegal, inconveniente ou inoportuno, corrigi-lo (sanear-lhe) ou ainda confirma-lo. Ex.: ABRANGE ATOS como os de aprovação, homologação, anulação, revogação ou convalidação. 2.3. Quanto ao Aspecto controlado 2.3.1. Controle de Legalidade ou de Legitimidade (anulação) – Verificação se o ato foi praticado conforme a lei, fazendo o confronto entre uma conduta administrativa e uma norma jurídica. Características: a. Esse controle pode ser interno ou externo; b. Vale dizer que a Administração exercita-o de ofício ou mediante provocação; c. o Legislativo só o efetiva nos casos constitucionalmente previstos; d. e o Judiciário através da ação adequada. e. Por esse controle o ato ilegal e ilegítimo somente pode ser anulado, e não revogado. 2.3.2. Controle de Mérito (revogação) - é o que se consuma pela verificação da conveniência e da oportunidade da conduta administrativa. A competência para exercê-lo é da Administração, e, em casos excepcionais, expressos na Constituição, ao Legislativo( CF/88,Art. 49, X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;), mas nunca ao Judiciário. Retira do mundo jurídico atos válidos, legítimos e perfeitos mas que se tornaram inconvenientes, inoportunos, desnecessários, ineficientes. ***** Todos os poderes tem competência para revogar atos adm por eles próprios editados. 2.4. Quanto à Amplitude 2.4.1. Controle Hierárquico (mesma PJ)– Realizado pelos órgãos superiores, sobre os inferiores, ou dos chefes sobre os subordinados. http://www.franklinandrejanini.com.br/ www.Frankl inAndrejan ini .com.br – Resumo sobre o CONTROLE DA ADM PÚBLICA - Pag. 2 2.4.2. Controle Finalístico (mesmo Poder mas PJ diferente) – Supervisão ministerial, baseada na vinculação entre a Administração Pública Direta e Indireta. Não há subordinaçã, mas sim controle finalístico face sua autonomia. 3 – CONTROLE EXERCIDO PELA ADM SOBRE SEUS PRÓPRIOS ATOS Conceito - CONTROLE ADMINISTRATIVO – É o controle que a própria adm faz sobre seus próprios atos, por ser a forma mais comum de controle, exercido pelo Poder Executivo e pelos órgãos administrativos do Legislativo e do Judiciário sobre suas próprias condutas, tendo em vista aspectos de legalidade ou de conveniência (mérito). Súmula 473 do STF : A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revoga-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. Meios de Controle: a. Fiscalização Hierárquica: esse meio de controle é inerente ao poder hierárquico. b. Supervisão Ministerial: APLICÁVEL nas entidades de administração indireta vinculadas a um Ministério; supervisão não é a mesma coisa que subordinação; trata-se de controle finalístico. c. Recursos Administrativos: utilizados para provocar o reexame do ato administrativo, pela PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. OBS.: Recursos Administrativos: em regra, o efeito É NÃO SUSPENSIVO. d. Representação: denúncia de irregularidades feita perante a própria Administração; e. Reclamação: oposição expressa a atos da AP que afetam direitos ou interesses legítimos do interessado; f. Pedido de Reconsideração: solicitação de reexame dirigida à mesma autoridade que praticou o ato; g. Recurso Hierárquico próprio: dirigido à autoridade ou instância superior do mesmo órgão administrativo em que foi praticado o ato; é decorrência da hierarquia; h. Recurso Hierárquico Expresso: dirigido à autoridade ou órgão estranho à repartição que expediu o ato recorrido, mas com competência julgadora expressa. 3.1. Princípios Norteadores dos Recursos e Processos Administrat ivo 3.1.1. Legalidade Objetiva – Inexistindo forma legal que o preveja, ou sendo conduzido contrariamente à lei, é nulo o processo administrativo 3.1.2. Oficialidade – após provocada a movimentação do processo compete a administração. 3.1.3. Informalismo – não exige formalidades especiais, bastando apenas que sejam suficientemente seguros assegurando a certeza jurídica e segurança processual. Ex.: Atos devem ser escritos. 3.1.4. Verdade Material – Principal diferença entre o P. Adm. Para os processos Judiciais, até o julgamento final pode a autoridade processante conhecer quaisquer provas lícitas, inclusive vinda de terceiros. 3.1.5. Contraditório e Ampla Defesa - A.D. usar todos os meios para se defender e o C. direito do acusado de se manifestar contra todas as provas produzidas contra ele. 4. CONTROLE LEGISLATIVO NÃO PODE exorbitar às hipóteses constitucionalmente previstas, sob pena de ofensa ao princípio da separação de poderes. O controle alcança os órgãos do Poder Executivo e suas entidades da Administração Indireta e o Poder Judiciário (quando executa função administrativa). a. Controle Político: tem por base a possibilidade de fiscalização sobre atos ligados à função administrativa e organizacional. b. Controle Financeiro:A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.c. Campo de Controle: Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. Ex.: T C U :é órgão integrante do Congresso Nacional que tem a FUNÇÃO DE auxiliá-lo no controle financeiro externo da Administração Pública. Obs.: No âmbito estadual e municipal, aplicam-se, no que couber, aos respectivos Tribunais e Conselhos de Contas, as normas sobre fiscalização contábil, financeira e orçamentária. 5. CONTROLE JUDICIAL é o poder de fiscalização que o Judiciário exerce ESPECIFICAMENTE sobre a atividade administrativa do Estado. Alcança, basicamente, os atos administrativos do Executivo, mas também examina os atos do Legislativo e do próprio Judiciário quando realiza atividade administrativa. Obs.: É VEDADO AO JUDICIÁRIO apreciar o mérito administrativo e restringe-se ao controle da legalidade e da legitimidade do ato impugnado. 5.1. Atos sujeitos a controle especial: atos políticos; atos legislativos; atos interna corporis. 5.1. Atos sujeitos a controle comum (remédios constitucionais): Mandado de segurança, Ação Popular, Ação Civil Pública, habeas corpus, habeas data, mandado de segurança, mandado de injunção, etc.