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PDF SINTÉTICO TEXTO Livro Eletrônico Presidente: Gabriel Granjeiro Vice-Presidente: Rodrigo Calado Diretor Pedagógico: Erico Teixeira Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente. CÓDIGO: 231229271842 BRUNO PILASTRE Doutor em Linguística pela Universidade de Brasília. É autor de obras didáticas de Língua Portuguesa (Gramática, Texto, Redação Oficial e Redação Discursiva). Pela Editora Gran Cursos, publicou o “Guia Prático de Língua Portuguesa” e o “Guia de Redação Discursiva para Concursos”. No Gran Cursos Online, atua na área de desenvolvimento de materiais didáticos (educação e popularização de C&T/CNPq: http://lattes.cnpq.br/1396654209681297). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 3 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre SUMÁRIO Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 PDF Sintético de Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 1. Interpretação e Compreensão de Textos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 1.1. Pressupostos e subentendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 1.2. Vozes Discursivas e Tipos de Discurso | Intertextualidade . . . . . . . . . . . . . . . 7 1.3. Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 1.4. Níveis de Linguagem | Variação Linguística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 2. Tipologias e Gêneros Textuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 2.1. Os Gêneros Textuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 3. Coesão e Coerência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 4. Semântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 4.1. Denotação e Conotação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 4.2. Sinonímia e Antonímia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 4.3. Polissemia e Ambiguidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 5. Figuras e Vícios de Linguagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 6. Reescrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 Anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 4 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO Escrever um livro é algo desafiador. Porém, escrever para o público concurseiro torna a tarefa ainda mais árdua. Afinal, há candidatos com diferentes níveis de conhecimento, estudando para seleções de áreas variadas. No entanto, existe algo em comum entre aqueles que se preparam para um concurso público: todos querem a aprovação o mais rápido possível e não têm tempo a perder! Foi pensando nisso que esta obra nasceu. Você tem em suas mãos um material sintético! Isso porque ele não é extenso, para não desperdiçar o seu tempo, que é escasso. De igual modo, não foge da batalha, trazendo tudo o que é preciso para fazer uma boa prova e garantir a aprovação que tanto busca! Também identificará alguns sinais visuais, para facilitar a assimilação do conteúdo. Por exemplo, afirmações importantes aparecerão grifadas em azul. Já exceções, restrições ou proibições surgirão em vermelho. Há ainda destaques em marca-texto. Além disso, abusei de quadros esquemáticos para organizar melhor os conteúdos. Tudo foi feito com muita objetividade, por alguém que foi concurseiro durante muito tempo. Para você me conhecer melhor, comecei a estudar para concursos ainda na adolescência, e sempre senti falta de ler um material que fosse direto ao ponto, que me ensinasse de um jeito mais fácil, mais didático. Enfrentei concursos de nível médio e superior. Fiz desde provas simples, como recenseador do IBGE, até as mais desafiadoras, sendo aprovado para defensor público, promotor de justiça e juiz de direito. Usei toda essa experiência, de 16 anos como concurseiro, e de outros tantos ensinando centenas de milhares de alunos de todo o país para entregar um material que possa efetivamente te atender. A Coleção PDF Sintético era o material que faltava para a sua aprovação! Professor Aragonê Fernandes APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR Professor Bruno Pilastre Doutor em Linguística pela Universidade de Brasília. Professor Efetivo do Instituto Federal de Goiás. No Gran, é autor de materiais didáticos de Gramática, Texto, Redação Oficial e Redação Discursiva. Olá! Sou o professor Bruno Pilastre, autor do PDF Sintético de Interpretação e Compreensão de Textos. Meu objetivo, ao longo desta aula, é simples: ser sintético, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 5 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre relevante e preciso na abordagem do conteúdo de Texto em concursos públicos. Para atingir esse objetivo, utilizarei os meus 15 anos de experiência na elaboração de obras didáticas preparatórias para processos seletivos e toda a minha trajetória acadêmica (Graduação, Mestrado e Doutorado). Espero atender todas as suas demandas. É isso. Feita essa rápida apresentação, podemos iniciar os trabalhos! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciadoe a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 32 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da credibilidade desse tipo de negociação online. Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transação eletrônica. Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade – satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações). 014. 014. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Quanto à tipologia textual, o último parágrafo do texto CB2A1-I é predominantemente a) descritivo. b) injuntivo. c) expositivo. d) dissertativo. Texto 1A2-I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 33 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). 015. 015. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) No primeiro parágrafo do texto 1A2-I, no trecho “Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura”, o autor apresenta uma a) argumentação. b) concepção. c) explicação. d) delimitação. e) explanação. Texto 1A1-I Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 34 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo. Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com adaptações). 016. 016. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) O texto 1A1-I é predominantemente a) narrativo. b) descritivo. c) dissertativo. d) argumentativo. e) expositivo. Texto 1A2-I Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade- mundo, o chamado “mundo moderno”, através da realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Tal inserção se daria, na verdade, pela construção do samba moderno a partir da ótica artística de Pixinguinha (1897-1973), em especial pela sua excursãocom os Oito Batutas pela França, em 1921, patrocinada pelo multimilionário Arnaldo Guinle (1884-1963), apesar das críticas negativas de cunho racista dos cadernos culturais da época. O samba de Pixinguinha é resultante do amálgama das expressões culturais e religiosas afro-brasileiras e das trocas de experiências culturais entre diferentes expressões culturais que começavam a circular pelo mundo, de maneira mais ampla e rápida, graças às ondas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 35 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre sonoras de rádio, às gravações de discos e às partituras que chegavam ao Rio de Janeiro. Existia toda uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca, que funcionava como acesso das populações pobres e marginalizadas da cidade ao que de mais moderno ocorria no mundo, de maneiras inimaginadas pelas elites da época, com impactos ainda não devidamente situados e valorizados em suas importâncias e significados para a cultura brasileira. Há ainda a influência da música europeia como a polca ou a música de Bach, retrabalhadas e contextualizadas pelos músicos negros e mestiços que deram origem ao choro e ao maxixe, os quais seriam presenças seminais no artesanato musical de Pixinguinha. Pixinguinha e seus oito Batutas subvertem a ordem racista da elite brasileira da época conquistando –– literalmente –– a cidade luz, estabelecendo novos parâmetros culturais e de modernidade para os próprios europeus. No entanto, mesmo que seu impacto no exterior tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de 1922 ficou conhecida como símbolo de nossa inserção na modernidade-mundo vigente, em detrimento do impacto imediato causado pela arte revolucionária de Pixinguinha e sua trupe musical entre os círculos culturais europeus. Cada apresentação era uma demonstração ao mundo de uma nova forma de música urbana, articulada e desenvolvida, com estrutura rítmica e harmoniosa de alta sofisticação. Não é por acaso que as gravações e partituras desse período em Paris tornaram-se referenciais para o cenário musical francês e para o mundo do jazz norte-americano, como ficaria comprovado pela admiração confessa de Louis Armstrong (1901-1971) por Pixinguinha ou pela regravação de Tico-Tico no fubá por Charlie Parker (1920-1955), no álbum La Paloma, em 1954. Christian Ribeiro. Pixinguinha, o samba e a construção do Brasil moderno. Internet: (com adaptações). 017. 017. (CEBRASPE/SUPERVISOR/IBGE/2021) O texto 1A2-I é um exemplo do gênero textual denominado artigo de opinião. A partir dessa informação e das características do texto 1A2-I, é correto afirmar que ele é predominantemente a) narrativo-expositivo. b) descritivo-narrativo. c) expositivo-descritivo. d) dissertativo-argumentativo. e) injuntivo-argumentativo. O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando de acordo com domínios científicos específicos, objetos de pesquisas, metodologias de geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de um experimento O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 36 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de ciências sociais ou a observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão em um determinado momento e lugar. Dados digitais de pesquisa ocorrem na forma de diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares; com diferentes níveis de agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados processados e integrados; e em diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas condicionantes metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau de contextualização necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos diversos domínios disciplinares. As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a variedade dos dados no mundo da ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica, grande parte das definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. Listas de exemplos não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o conceito. Luis Fernando Sayão; Luana Farias Sales. Afinal, o que é dado de pesquisa? In: Biblos: Revista do Insti- tuto de Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande. v. 34, n. 02, jul.-dez./2020, p.32-33. Internet: . (com adaptações). 018. 018. (CEBRASPE/SUPERVISOR/IBGE/2021) No primeiro parágrafo do texto 1A1-I, predomina a tipologia textual a) argumentativa. b) descritiva. c) expositiva. d) instrucional. e) narrativa. Texto CG3A1-I No século 21, eu acredito que a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) será definida por uma consciência nova e mais profunda da santidade e da dignidade 4 de cada vida humana, independentemente de raça ou religião. Isso irá requerer que levemos o nosso olhar para além da estrutura dos Estados, ou da simples superfície de nações ou comunidades. Devemos enfocar, como nunca, a melhoria das condições de vida de homens e mulheres, individualmente, que dão ao Estado ou à nação a sua riqueza e o seu caráter. Neste novo século, devemos começar pela compreensão de que a paz pertence não somente aos Estados ou povos, mas também a cada um e a todos os membros dessas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 37 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre comunidades. A soberania dos Estados não mais deverá ser utilizada como um escudo contra grandes violações aos direitos humanos. A paz deve ser real e tangível no dia a dia de cada indivíduo que dela necessite. Devemos buscá-la, acima de tudo, pelo fato de ser a condição para que cada membro da família humana possa levar uma vida de dignidade e segurança. A lição do século passado nos fez entender que ameaçar ou atropelar a dignidade do indivíduo — como naqueles países onde o cidadão não desfruta do direito básico de escolher o seu governo, ou do direito de o escolher regularmente — resultou em conflitos, perdas de civis inocentes, vidas abreviadas e comunidades destruídas. Com efeito, os obstáculos à democracia têm muito pouco a ver com cultura ou religião, e muito mais com o desejo daqueles que se encontram no poder e querem manter sua posição a qualquer custo. Não se trata de um fenômeno novo nem restrito a uma parte específica do mundo. As pessoas de todas as culturas prezam por sua liberdade de escolha e sentem a necessidade de ter direito de voz nas decisões que afetam suas vidas. Kofi Annan [secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001. In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fun- dação Luís EduardoMagalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM. 20.ª ed. Salvador: FLEM, 2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações). 019. 019. (CEBRASPE/AJUDANTE/BARRA DOS COQUEIROS-SE/2020) Acerca dos tipos textuais, é correto afirmar que, no texto CG3A1-I, predomina a a) argumentação. b) descrição. c) instrução. d) narração. e) prescrição. Texto CB1A1-II Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria, providenciou a construção de estupendos jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do mundo antigo. Tal “maravilha”, que originou mais ônus do que propriamente benefícios, apresenta grande similitude com devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade dissociada do interesse público e em total afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção entre o numerário despendido e o benefício auferido pela coletividade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 38 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Além da insensatez detectada em alguns atos de administração, constata-se a existência de situação mais grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos entre os que ascendem à gestão do interesse público. Essa degeneração, em alguns casos, precede a investidura; em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação com um meio viciado. Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 47 (com adaptações). 020. 020. (CEBRASPE/AUDITOR/CGE-CE/2019) No texto CB1A1-II, predomina a tipologia a) injuntiva. b) narrativa. c) descritiva. d) expositiva. e) argumentativa. COESÃO E COERÊNCIA Você mora em um lugar competitivo? Essa é a pergunta feita pelo Ranking de competitividade dos estados, que metrifica, em uma escala de 0 a 100, todos os cantos do Brasil, para classificar as 27 unidades federativas com base em dez pilares diferentes: segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de mercado e inovação. De acordo com os gráficos mostrados a seguir, dos mais de vinte estados, apenas cinco não mudaram de posição ao longo do último ano (2022), com destaque para São Paulo e Santa Catarina, que lideram, assim como Rio de Janeiro e Roraima, que subiram bastante. [...] Ao todo, são quase noventa critérios avaliados dentro dos pilares fundamentais, que incluem desde infraestrutura até o capital humano de cada localidade, com pesos diferentes entre si. Paulistas lideram o ranking há anos. No ano de 2022, porém, houve piora no quesito segurança patrimonial, com aumento no número de furtos e roubos. Estados do Norte e do Nordeste são os menos competitivos do país. Trata-se de uma ferramenta de avaliação da administração pública, de diagnóstico e auxílio na escolha das prioridades e de promoção de boas práticas organizacionais, que, além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem robusta — ou seja, como um sistema de incentivo para os líderes públicos —, pode ser O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 39 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre um bom indicador da gestão pública da região. São referências adotadas pelo ranking que apresentam novos parâmetros para os estados brasileiros. Internet: (com adaptações). Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue os seguintes itens. 021. 021. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) A forma pronominal “Essa”, em “Essa é a pergunta” (início do primeiro parágrafo), estabelece coesão por substituição. 022. 022. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) No trecho “apenas cinco não mudaram de posição” (segundo parágrafo), foi utilizada a estratégia de coesão por elipse. Texto 6A4BBB 1 Os revisores, quando necessitam revisar um texto, têm duas opções: podem reescrevê-lo ou revisá-lo. A opção pela reescrita pode tornar-se mais simples porque não vai obrigar a 4 um diagnóstico do(s) problema(s) que exista(m) no texto com a intenção de resolvê-lo(s). Na reescrita, o revisor afasta-se da superfície do texto. Ele vai ao cerne do texto, reescreve-o, 7 fornecendo, assim, uma versão diferente da versão primitiva. Tanto a reescrita como a revisão são duas possibilidades de revisão. São como pontos de um continuum que remetem para 10 o grau de preservação da superfície original do texto. Nessa ótica, a reescrita respeitará menos o original, imporá menos esforço de diagnóstico e de busca de solução dos problemas 13 detectados, motivo pelo qual pode ser a opção que toma o revisor menos experiente. A revisão, por sua vez, implica a correção dos problemas detectados, preservando-se o máximo 16 possível do texto original. Maria da Graça Lisboa Castro Pinto. Da revisão na escrita: uma gestão exigente requerida pela relação entre leitor, autor e texto escrito. In: Revista Observatório, v. 3, n.º 4, 2017, p. 503 (com adaptações). Acerca dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente. 023. 023. (CESPE/SUPERIOR/STM/2018) Tanto na linha 9 quanto na linha 13, a palavra “que” atua, no nível textual, como elemento que opera simultaneamente a coesão sequencial e a coesão referencial. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 40 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Texto 6A1BBB 1 A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural 4 conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do gênero. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas 7 natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua artificialmente construída. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como 10 todos o são. Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. 024. 024. (CESPE/SUPERIOR/STM/2018) A coerência e a coesão do texto precedente seriam mantidas caso seu último período passasse a figurar como seu quarto período. Quinze de e novembro de 1889 oficializou um movimento histórico que não se consolidara: a construção de uma república brasileira. Imaginada por nossas elites políticas, 4 econômicas e intelectuais que — a despeito das divergências — tinham em comum o sonho de criar uma civilização nos trópicos, a República era menos conquista do que projeto a 7 impor. Daí não ser mero acaso que tenha sido proclamada por militares, homens que escolheram a divisa positivista que figuraria em nossa bandeira: amor, ordem e progresso. Claro 10 que — como viris representantes da ordem — começaram por suprimiro amor do mote de Auguste Comte. Supressão até hoje desconhecida da maioria dos brasileiros, mas reveladora 13 do intuito de apagar qualquer traço do desejo no novo regime político. O desejo era temido como incontrolável e ameaçador 16 para o almejado progresso. Mas, afinal, o que seria o progresso até hoje impresso em nossa bandeira? De acordo com as fontes da época, seria o caminho trilhado por medidas que dirigiriam 19 o Brasil para o modelo da civilização que nossas elites projetavam na Europa e nos Estados Unidos. Era um ideal baseado em uma fantasia das classes superiores, as quais não 22 apenas se imaginavam brancas como consideravam a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 41 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre branquitude um atributo de superioridade moral que as colocava em claro contraste com o povo, no qual projetavam 25 o atraso e a negritude. Viam o povo como uma massa heterogênea sob ameaça degenerativa a esperar pelo branqueamento para poder se tornar digna de ser reconhecida 28 como nação. Rogerio Miskolci. Uma outra história da República. In: Revista Cult, n.º 6, ano 19, jan./2016, p. 35 (com adaptações). Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 025. 025. (CESPE/ANALISTA/TRF 1ª/2017) A palavra “época” (l. 18) refere-se ao final do século XIX. SEMÂNTICA Você mora em um lugar competitivo? Essa é a pergunta feita pelo Ranking de competitividade dos estados, que metrifica, em uma escala de 0 a 100, todos os cantos do Brasil, para classificar as 27 unidades federativas com base em dez pilares diferentes: segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de mercado e inovação. De acordo com os gráficos mostrados a seguir, dos mais de vinte estados, apenas cinco não mudaram de posição ao longo do último ano (2022), com destaque para São Paulo e Santa Catarina, que lideram, assim como Rio de Janeiro e Roraima, que subiram bastante. [...] Ao todo, são quase noventa critérios avaliados dentro dos pilares fundamentais, que incluem desde infraestrutura até o capital humano de cada localidade, com pesos diferentes entre si. Paulistas lideram o ranking há anos. No ano de 2022, porém, houve piora no quesito segurança patrimonial, com aumento no número de furtos e roubos. Estados do Norte e do Nordeste são os menos competitivos do país. Trata-se de uma ferramenta de avaliação da administração pública, de diagnóstico e auxílio na escolha das prioridades e de promoção de boas práticas organizacionais, que, além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem robusta — ou seja, como um sistema de incentivo para os líderes públicos —, pode ser um bom indicador da gestão pública da região. São referências adotadas pelo ranking que apresentam novos parâmetros para os estados brasileiros. Internet: (com adaptações). Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue o seguinte item. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 42 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 026. 026. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) No primeiro período do último parágrafo, a palavra “robusta” está empregada com o mesmo sentido de arrojada. Texto CB2A1-I A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico. Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper). Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas. Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da credibilidade desse tipo de negociação online. Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transação eletrônica. Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações). 027. 027. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No primeiro parágrafo do texto CB2A1-I, o vocábulo “contingência” está empregado com o sentido de a) obrigação. b) circunstância. c) iminência. d) urgência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 43 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Texto CG2A1-I Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade. Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transportemais rápido, esses subúrbios agora estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé. Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações). 028. 028. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) O termo “expansão” (segundo período do segundo parágrafo) está empregado no texto CG2A1-I com o sentido de a) ampliação. b) surgimento. c) produção. d) renovação. e) modernização. Texto CG1A1-I Há relações diversas e fundamentais entre o discurso e as verdades. Ao longo da história, já se acreditou que a verdade existiria independentemente da linguagem, que nada mais seria, além de sua mera expressão. Também já se afirmou que as coisas ditas seriam entraves ou acessos à verdadeira essência dos seres e fenômenos. Já foi dito ainda que as verdades O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 44 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre consistiriam em construções históricas dos fatos, para as quais o discurso é decisivo. Mais recentemente, vimos multiplicarem-se as alegações de que os fatos não existem, de sorte que haveria apenas versões e interpretações alternativas. No que se refere às tendências contemporâneas de conceber as relações entre discurso e verdade, elas são frequentemente consideradas um movimento libertário, uma vez que nos permitem desprender-nos de dogmas, ortodoxias e autoridades exclusivas de pesadas e passadas tradições. Assim, domínios e instituições que antes nos guiavam, com base em suas verdades fundamentais e numa quase cega fé que depositávamos nelas, tornam-se cada vez mais suscetíveis às nossas dúvidas e críticas. A religião, a política, a mídia e a ciência já não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos fatos e os devidos caminhos a seguir. Com frequência e intensidade aparentemente inéditas, a crença e a confiança que nelas assentávamos passaram a ser ladeadas ou suplantadas por suspeitas e por ceticismos, por postura crítica e por emancipações. Carlos Piovezani, Luzmara Curcino e Vanice Sargentini. O discurso e as verdades: relações entre a fala, os feitos e os fatos. In: Luzmara Curcino, Vanice Sargentini e Carlos Piovezani. Discurso e (pós)verdade. São Paulo: Parábola, 2021, p.7-18 (com adaptações). 029. 029. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Em “A religião, a política, a mídia e a ciência já não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos fatos e os devidos caminhos a seguir” (segundo parágrafo do texto CG1A1-I), a palavra “devidos” está empregada com o mesmo sentido de a) exatos. b) válidos. c) próprios. d) corretos. e) necessários. Texto CB1A1-I Quem pensa que a excelência do agronegócio brasileiro se resume a soja, café e carnes está enganado. O país está entre os cinco maiores exportadores mundiais em valor em quase três dezenas de produtos agrícolas. O maior destaque é para os de sempre: açúcar, cereais, soja, milho, oleaginosas e frutas cítricas. Mas o Brasil aparece no top five de exportações da Organização para as Nações Unidas (ONU) com produtos inusitados, como pimenta, melancia, abacaxi, mamão papaia, coco, mandioca, caju, fumo, sisal e outras fibras, por exemplo. Os dados, de 2019, são da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e foram reunidos em um estudo realizado pelo Instituto Millenium em parceria com a consultoria Octahedron Data eXperts (ODX). O objetivo do trabalho foi traçar uma O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 45 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre radiografia do agronegócio brasileiro para entender as razões pelas quais o setor vive anos seguidos de prosperidade e tem caminhado na contramão dos demais, mesmo em meio à crise provocada pela pandemia. O comércio internacional é um dos pilares importantes para sustentar o bom desempenho do setor, turbinado pela desvalorização do câmbio e pelos preços em alta das commodities. A agropecuária respondeu por cerca de 45 bilhões de dólares das exportações em 2020 e, há vários anos, tem garantido o saldo positivo da balança comercial. Quando se avaliam as exportações por setores, apenas a agropecuária apresentou crescimento nas vendas externas (6%) em comparação a 2019, mostra o estudo. Já a indústria extrativa e a de transformação registraram queda de 2,7% e de 11,3%, respectivamente. Essa história se repete também no produto interno bruto (PIB), a soma de todas as riquezas geradas no país. Em 2020, a agropecuária foi o único setor com resultado positivo, o que contribuiu para que os efeitos adversos da pandemia sobre a atividade não fossem ainda maiores. O PIB do setor avançou 2% sobre o ano anterior, enquanto o da indústria recuou 3,5% e o dos serviços, 4,5%. Internet: (com adaptações). 030. 030. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No segundo período do último parágrafo do texto CB1A1-I, o vocábulo “adversos” está empregado com o mesmo sentido de a) inusitados. b) colaterais. c) inesperados. d) prejudiciais. Texto CB2A1-I A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico. Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper). Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 46 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas. Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da credibilidade desse tipo de negociação online. Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte aoconsumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transação eletrônica. Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações). 031. 031. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No primeiro parágrafo do texto CB2A1-I, o vocábulo “contingência” está empregado com o sentido de a) obrigação. b) circunstância. c) iminência. d) urgência. Texto CB1A1-I Durante um seminário sobre a antropologia do dinheiro ministrado na Escola de Economia e Ciência Política de Londres, Jock Stirratt descreveu em um gráfico os usos a que alguns pescadores do Sri Lanka que prosperaram nos últimos anos submetiam sua riqueza recém- adquirida. A renda desses pescadores, antes muito baixa, deu um grande salto desde que o gelo se tornou disponível, o que possibilitou que seus peixes alcançassem, em boas condições, os mercados distantes da costa, onde atingiram preços altos. No entanto, as aldeias de pescadores ainda permanecem isoladas e, à época do estudo, não tinham eletricidade, estradas nem água encanada. Apesar desses desincentivos aparentes, os pescadores mais ricos gastavam os excedentes de seus lucros na compra de aparelhos de televisão inutilizáveis, na construção de garagens em casas a que automóveis sequer tinham acesso e na instalação de caixas-d’água jamais abastecidas. De acordo com Stirratt, isso tudo ocorre por uma imitação entusiasmada da alta classe média das zonas urbanas do Sri Lanka. É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja aparente falta de propósito utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos parte de nosso próprio consumo O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 47 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre tem um caráter racional. Como os objetos adquiridos por esses pescadores parecem não ter função em seu meio, não conseguimos entender por que eles deveriam desejá-los. Por outro lado, se eles colecionassem peças antigas de porcelana chinesa e as enterrassem, como fazem os Ibans, seriam considerados sensatos, senão encantados, tal como os temas antropológicos normais. Não pretendo negar as explicações óbvias para esse tipo de comportamento – ou seja, busca de status, competição entre vizinhos, e assim por diante. Mas penso que também dever-se-ia reconhecer a presença de uma certa vitalidade cultural nessas atrevidas incursões a campos ainda não inexplorados do consumo: a habilidade de transcender o aspecto meramente utilitário dos bens de consumo, de modo que se tornem mais parecidos com obras de arte, carregados de expressão pessoal. Alfred Gell. Recém-chegados ao mundo dos bens: o consumo entre os Gonde Muria. In: Arjun Appadurai (org). A vida social das coisas: mercadorias sob uma perspectiva cultural. Niterói: Eduff, 2008, p. 147-48 (com adaptações). 032. 032. (CEBRASPE/ANALISTA/2021) No primeiro período do segundo parágrafo do texto CB1A1-I, o vocábulo “aparente” está empregado com o sentido de a) evidente. b) óbvio. c) suposto. d) semelhante. Texto 1A2-II Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar! Eduardo Galeano. A função da arte/1. In: O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. 9.ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2002 (com adaptações). 033. 033. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) O vocábulo “fulgor” foi empregado no texto 1A2-II com o mesmo sentido de a) espanto. b) vigor. c) nevoeiro. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 48 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre d) satisfação. e) brilho. Texto 1A2-I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). 034. 034. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Pelos sentidos do texto 1A2-I, é correto afirmar que o vocábulo “inalienável” (último período) foi empregado no sentido daquilo que não pode ser a) negado. b) vendido. c) cedido. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 49 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre d) desviado. e) rechaçado. Texto 1A1-I Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles. Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem doistipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis. Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte. Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. Luiz Ruffato. Meus romances preferidos. Internet: (com adaptações). 035. 035. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Na frase “Essa elenco na categoria das inúteis” (segundo parágrafo do texto 1A1-I), o termo “elenco” significa a) mencionar. b) preferir. c) interpretar. d) entender. e) dispor. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 50 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM 036. 036. (CEBRASPE/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA) A sentença “Eu era a imagem do que não era” expressa um paradoxo ou oximoro. Diamantes no deserto Vales marcados pela intensa aridez parecem ter se tornado ambientes ideais para o florescimento de frutos típicos do século XXI: os produtos tecnológicos. O maior centro de inovação do planeta se encontra em uma região seca da Califórnia. Todos os anos, o Vale do Silício concentra 50 bilhões de dólares de investimentos de alto risco, usualmente destinados a startups – quase metade do montante movimentado dentro dos Estados Unidos –, além de 15% da produção de patentes desse país. A mais de 10.000 quilômetros de distância de lá, no Oriente Médio, o Deserto de Nevegue, em Israel, vê crescer, sobre seu solo abrasador, um complexo industrial que põe o território em disputa direta com a cidade chinesa de Shenzhen pelo posto de maior polo de inovação do mundo. No oásis tecnológico proliferam companhias de ponta, que se espalham ainda pela costa litorânea, nos arredores de Tel-Aviv, fazendo dessa pequeníssima nação, com menos de 10% da área do Estado de São Paulo e população pouco maior que a da cidade do Rio de Janeiro, um sinônimo de progresso. Como Israel transformou um deserto árido em centro de inovação mundial? Responde Ran Natanzon, especialista em vender tal faceta do país: “Trata-se de uma combinação dos seguintes fatores, todos igualmente essenciais: somos uma nação altamente militarizada; mantemos a indústria em ligação com as pesquisas acadêmicas; o governo atua para fomentar o setor; há operação ativa de fundos de investimentos e multinacionais; e existe uma proliferação de startups”. Todo israelense, homem ou mulher, é obrigado a servir no Exército ao completar 18 anos. O que não quer dizer, no entanto, que o contingente completo vá para a linha de frente. Há, por exemplo, uma unidade, a 8.200, integrante do Corpo de Inteligência das Forças de Defesa, cujos membros se dedicam a decifrar códigos de computador. “Essa tropa fornece veteranos hábeis em trabalhar com segurança de dados digitais e em outras áreas do mercado da tecnologia”, explicou o engenheiro israelense Lavy Shtokhamer, que chefia uma divisão que mescla agentes ligados ao governo e representantes de empresas parceiras, como a IBM, em ações contra ataques de hackers que têm como alvo Israel ou, como vem sendo mais frequente, sistemas de companhias privadas. (Filipe Vilicic. Veja, 12.02.2020. Adaptado) 037. 037. (INÉDITA) No título do texto precedente, o termo “Diamante” é empregado em sentido figurado. Também é empregado em sentido figurado o termo destacado em O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 51 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre a) Vales marcados pela intensa aridez parecem ter se tornado ambientes ideais para o florescimento de frutos típicos do século XXI. b) “O maior centro de inovação do planeta se encontra em uma região seca da Califórnia”. c) “Essa tropa fornece veteranos hábeis em trabalhar com segurança de dados digitais e em outras áreas do mercado da tecnologia.” d) “o governo atua para fomentar o setor”. e) Todo israelense, homem ou mulher, é obrigado a servir no Exército ao completar 18 anos. 038. 038. (INÉDITA) Uma antítese é um tipo de linguagem figurada em que ocorre a presença de duas palavras de sentido oposto; a frase abaixo em que NÃO ocorre a presença de uma antítese ou de um paradoxo é: a) “Onde nasci, morri. Onde morri, existo. E das peles que visto muitas há que não vi.” (Carlos Drummond de Andrade); b) “Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao olhar para o Universo, o homem é tudo.” (Marcelo Gleiser); c) “Em tristes sombras morre a formosura; em contínuas tristezas a alegria.” (Gregório de Matos); d) “Oh, metade exilada de mim, leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais.” (Chico Buarque); e) “Qualquer novo conhecimento provoca dissoluções e novas integrações.” (Hugo von Hofmannsthal). O papel social da literatura africana Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. Fazia apenas 27 anos que a Nigéria, seu país natal, se tornara independente. Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. Faz 34 anos do reconhecimento de Soyinka e 28 anos que uma mulher negra, Toni Morrison, recebeu o Nobel de Literatura de 1993. A realidade de pessoas não brancas e não Ocidentais receberem reconhecimento no Ocidente é tão nova quanto a emergência dos Estados africanos contemporâneos e o fim das leis de segregação nos Estados Unidos e África do Sul. Se autores do século XVI, como Shakespeare ou Camões, podiam ser naturalmente considerados como parte do cânone da Literatura, os autores não europeus, em especial as mulheres do Sul global, estavam fora desse mundo. Mas quem fez o mundo do modo que ele é, excludente, segregado e racializado? Nossa história foi e em muitos sentidos continua sendo mediada pelo Ocidente e essa mediação fez e faz constantes escolhas intelectuais e políticas embasadas em fortes O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br52 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre estruturas mentais inventadas pelo próprio Ocidente. Duas marcantes ideias dessa estrutura mental para pensarmos o papel social da literatura africana são o racismo e o eurocentrismo. São apenas duas delas, mas deveras definidoras. Seguindo o pensamento ocidental desde sua expansão globalizante no século XVI, damo- nos conta de que sua visão de mundo é excludente. Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não merecem existir. Ao olhar do estrangeiro que possui um cocuruto recheado de ideias eurocêntricas do que é errado e do que é certo, ao chegar em África esse estrangeiro só enxerga coisas erradas, formas desviantes de todas expressões morais, éticas, sociais e culturais de seu berço europeu. O mesmo ocorreu com os povos originários da América, da Oceania e da Ásia. Não falam como falam na Europa, não conhecem e não acreditam no mesmo deus, não vivem como se vive na Europa. O continente que colonizou a maior parte do mundo tratou de classificar o mundo por meio do que considerava ausências. Se não há o que existe na Europa, então não existe nada. É então esse povo classificado pelo outro, considerado inferior e sem valor. Mas em vez de entender o não europeu apenas como diferente e assim deixá-lo, o pensamento centrado na Europa se propõe universal. Por isso, ao encontrar esse mundo diferente, o desejo de quem se considera correto é de destruir ou alterar aquilo que se considera errado. E assim foi que a missão colonizadora, carregada de uma visão de mundo estrangeira aos africanos, penetrou em suas “terras selvagens”, entre seus “povos incivilizados” para direcioná-los da “escuridão para a luz.” A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. A literatura africana é um testemunho disso. Foi nesse mundo que Wole Soyinka nasceu. Ele e outros de sua geração, como Chinua Achebe, Ngũgĩ wa Thiong’o, Es’kia Mphahlele, Flora Nwapa, Buchi Emecheta, Ousmane Sembène, Ana Paula Tavares, Uanhenga Xitu e Rebeka Njau. Essa geração, em diferentes locais da África, viveu a noite colonial, viu os sóis das independências e descobriu a vida no crepúsculo de um mundo que ainda existe entre a colônia e a pós-colônia. (Le Monde Diplomatique Brasil. 4.10.2022) 039. 039. (INÉDITA) Utiliza-se a figura de linguagem conhecida como piada da internet conta que no seguinte trecho: a) [...] o pensamento centrado na Europa se propõe universal. (6º parágrafo) b) Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. (1º parágrafo) c) Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não merecem existir. (4º parágrafo) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 53 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre d) Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. (1º parágrafo) d) A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. (7º parágrafo) 040. 040. (INÉDITA) Utiliza-se a figura de linguagem conhecida como metáfora no seguinte trecho: a) [...] o pensamento centrado na Europa se propõe universal. (6º parágrafo) b) Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. (1º parágrafo) c) Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não merecem existir. (4º parágrafo) d) Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. (1º parágrafo) e) A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. (7º parágrafo) REESCRITA Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa mais desafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas e de acesso à Internet. Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3º ano do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos estudantes ao final do 9º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9º ano apresentaram uma queda de 12 pontos, e os do 3º ano do ensino médio, de 11 pontos. Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores e estudantes possam retomar a aprendizagem. Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 54 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão e à resolução das tarefas.” De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine. Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de preparação para o vestibular. Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela. Internet: (com adaptações). Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue o seguinte item. 041. 041. (CEBRASPE/PROFESSOR/SEE-PE/2023) Em “Para Suelaine Carneiro” (início do quarto parágrafo), a palavra “Para” poderia ser substituída por Segundo, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramaticaldo texto. Texto 1A1-I Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 55 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo. Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com adaptações). 042. 042. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) A palavra “rememorando”, em “E rememorando como combatíamos.” (sexto parágrafo do texto 1A1-I) poderia ser substituída, sem prejuízo para os sentidos do texto, por a) relembrando. b) resgatando. c) reafirmando. d) exaltando. e) olvidando. Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 56 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). 043. 043. (CEBRASPE/AUDITOR/SEFAZ-RS/2019) Os sentidos originais e a correção gramatical do texto precedente seriam preservados se a forma verbal “invertera” (5º parágrafo) fosse substituída por a) inverteria. b) teria invertido. c) invertesse. d) havia invertido. e) houve de inverter. [...] A competitividade gerada pela interdependência estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um avanço importante 19 para a tributação indireta, permitindo a internacionalização das trocas de mercadorias com a facilitação da equivalência dos impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo as 22 diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, é o único caso no mundo de imposto que, embora se pareça com o IVA, não é administrado pelo governo federal — o que 25 dá aos estados total autonomia para administrar, cobrar e gastar os recursos dele originados. A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte 28 e sete unidades da Federação, dada a coexistência dos princípios de origem e destino nas transações comerciais interestaduais, que gera a já comentada guerra fiscal. [...] O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 57 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Em relação a aspectos estruturais do texto precedente e às informações por ele veiculadas, julgue o item subsequente. 044. 044. (CEBRASPE/AUDITOR/SEFAZ-RS/2019) A correção gramatical e os sentidos originais do texto precedente seriam preservados se, no trecho “A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação”, o vocábulo “ainda” fosse substituído pela seguinte expressão, isolada por vírgulas. a) até então b) ao menos c) além disso d) até aquele tempo e) até o presente momento 1 A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural 4 conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do gênero. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas 7 natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua artificialmente construída. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como 10 todos o são. Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. Em relação a aspectos estruturais do texto precedente e às informações por ele veiculadas, julgue o item subsequente. 045. 045. (CEBRASPE/SUPERIOR/STM/2018) A coerênciae a coesão do Texto seriam mantidas caso seu último período passasse a figurar como seu quarto período. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 58 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre GABARITOGABARITO INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS 1. C 2. E 3. c 4. c 5. a 6. d 7. a 8. c 9. c 10. e TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS . 11. e 12. C 13. c 14. b 15. b 16. a 17. d 18. c 19. a 20. e COESÃO E COERÊNCIA 21. C 22. C 23. C 24. C 25. C SEMÂNTICA 26. E 27. b 28. a 29. d 30. d 31. b 32. c 33. e 34. a 35. e FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM 36. C 37. a 38. d 39. e 40. e REESCRITA 41. C 42. a 43. d 44. c 45. C O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 59 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS Texto CB1A1 Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante. Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres. Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 60 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga. Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado. Christina Queiroz. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 299, jan./ 2021. Internet: (com adaptações). Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, julgue os itens subsequentes. 001. 001. (CEBRASPE/TÉCNICO/INSS/2022) Os serviços de cuidados fornecidos na América Latina diferenciam-se dos providos em países do hemisfério norte. Certo. Ao longo do texto, observamos fatos que denotam a distinção entre os serviços de cuidados fornecidos por outros países (em especial, do hemisfério norte) e por países da América Latina. 002. 002. (CEBRASPE/TÉCNICO/INSS/2022) A profissionalização do trabalho de cuidados nos últimos anos remodelou a essência do conceito de cuidado. Errado. O que remodelou a essência do conceito de cuidado está descrito no terceiro período do primeiro parágrafo. Nele, não se encontra a profissionalização de cuidados como fator gerador de mudança na essência do conceito de cuidado. Texto CG2A1-II A atenção é uma vantagem evolutiva e tanto, pois permite que o animal concentre sua capacidade cognitiva (um recurso finito e sempre escasso) em determinada coisa e, a partir O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 61 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre daí, tente entendê-la — podendo antecipar-se, ou reagir melhor, a ela. Preste atenção a seus predadores, ou a suas presas, e você terá mais chance de comer e não ser comido. Atenção é útil para todo animal. Tanto é assim que ela emana do sistema límbico: a parte mais interna e antiga do cérebro, que o Homo sapiens compartilha com diversas espécies. A mente humana tem um desejo insaciável de encontrar coisas novas e interessantes, e dedicar atenção a elas. A Internet é uma fonte praticamente inesgotável de coisas nas quais prestar atenção. Nela, o conteúdo e os serviços costumam ser gratuitos, pois seus criadores ganhampara MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 6 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre PDF SINTÉTICO DE TEXTOPDF SINTÉTICO DE TEXTO 1 . INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS1 . INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS Em concursos, há dois níveis principais de análise textual. No primeiro, denominado compreensão, exige-se de você, candidato(a), a capacidade de identificar informações explícitas no texto, bastando retornar a um determinado trecho para se assegurar de que a afirmativa da questão está adequada ou não. No segundo nível de análise, o da interpretação, exige-se a depreensão (por meio de uma série de procedimentos analíticos, sintetizados ao longo desta aula) de conhecimentos extraídos a partir dos elementos presentes no texto (e somente a partir do que o texto nos permite inferir). Os conhecimentos exigidos nesse tipo de operação (o da interpretação) são muito variados. Os mais fundamentais são estes: (i) Um texto pode ser verbal ou não verbal. No caso de texto verbal, há duas manifestações: a oralidade e a escrita. Na escrita, duas estruturas predominam: a prosa (organizada em períodos e parágrafos) e o poema (organizado em versos e estrofes). No texto não verbal, exigem-se conhecimentos sobre valores semânticos de linguagem corporal, de cores (e suas combinações), de formas gráficas, de arquétipos etc. Ao se unir texto verbal e não verbal, estamos diante de um texto misto (em algumas linhas teóricas, texto multimodal). (ii) Outro conhecimento exigido diz respeito aos critérios de textualidade (aceitabilidade, intencionalidade, informatividade, situacionalidade e intertextualidade). Em provas, as bancas avaliam cada um desses elementos de diferentes formas. No entanto, ainda que as abordagens sejam diferentes, é possível identificar o tipo de questão que prioriza a intencionalidade do autor, a intertextualidade estabelecida etc. 1 .1 . PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS1 .1 . PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS A distinção (com detalhes) entre pressupostos e subentendidos, fundamentais para uma interpretação adequada, é esta: Subentendidos Pressupostos Definição É aquilo que se pensa ou se deduz, mas que não foi dito ou escrito. É algo (uma marca discursiva) capaz de fazer supor a existência de uma informação. Manifestação Demanda análise (por inferências) do contexto de ocorrência. Há marcas discursivas, como: - Pontuação; - Formatação (gráfica); - Vocabulário; - Recursos morfológicos; - Padrões sintáticos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 7 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 1 .2 . VOZES DISCURSIVAS E TIPOS DE DISCURSO | INTERTEXTUALIDADE1 .2 . VOZES DISCURSIVAS E TIPOS DE DISCURSO | INTERTEXTUALIDADE Um texto nunca é “puro”, no sentido de nunca haver um texto que seja isolado no mundo discursivo. Explico melhor: todo texto é um intertexto. Quando lemos um artigo de opinião, o autor dialoga com diferentes perspectivas, diferentes intelectuais que também debateram aquele tema. Nesse debate, o autor também traz para o texto diferentes vozes, as quais dão mais força aos argumentos. Em minha aula, por exemplo, utilizo diversos conceitos e autores, formando um grande intertexto. As principais formas de intertextualidade (ou de integração de diferentes vozes discursivas) são a citação (explícita ou implícita), a paródia, a alusão, a paráfrase e a epígrafe. Em provas de concurso, predomina a exigência de conhecimentos sobre as formas de citação (em especial, pelo uso de aspas) e as de intertextualidade com pensamentos e formulações bastante conhecidas, como “penso, logo existo”. 1 .3 . ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO E FUNÇÕES DA LINGUAGEM1 .3 . ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO E FUNÇÕES DA LINGUAGEM O conteúdo sobre os elementos da comunicação e as funções da linguagem é avaliado em concursos da seguinte forma (comandos de questões retirados de provas das principais bancas): Banca Enunciado da questão sobre Funções da Linguagem CEBRASPE A função da linguagem predominante nesse diálogo está centrada no próprio canal da comunicação, estando os participantes praticando um ritual de contato, sem preocupação com o conteúdo da mensagem que veiculam: FCC Considerando-se a definição acima, ocorre metalinguagem no seguinte trecho: FGV Na passagem acima, a sequência “rs” é uma manifestação da seguinte função da linguagem: IDECAN O segmento sublinhado no período acima é exemplo da função da linguagem: QUADRIX No texto, o ponto de exclamação constitui marca de subjetividade do autor, o que evidencia a presença da função emotiva da linguagem. Os elementos da comunicação e as funções da linguagem estão sintetizados a seguir: Mensagem Função Poética Código Função Metalingística Canal Função Fática Receptor Função Apelativa Contexto/Referente Função Referencial Emissor Função Expressiva O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 8 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre O esquema acima deve ser lido desta maneira: (i) o emissor transmite uma mensagem ao receptor; (ii) essa mensagem tem como suporte o canal (o som de nossa voz ou o registro escrito, por exemplo) e está codificado em nossa língua portuguesa; (iii) essa mensagem está situada em um contexto situacional e faz referência ao mundo biossocial do emissor e do receptor. A depender da ênfase que se dê a cada um desses elementos, a função da linguagem (ou seja, do uso da linguagem) será diferente (daí os termos “função referencial”, “função expressiva” etc.). Veja a definição e um exemplo de cada função: Função Definição Exemplo Referencial (ou denotativa ou informativa) Centrada no contexto/referente, é a mais “neutra” em relação ao modo como as informações são transmitidas. L inguisticamente, é marcada pela impessoalidade. O objetivo é tratar de um “outro”, de um terceiro. Textos jornalísticos. Discursos científicos. Relatórios. Apelativa (ou conativa) Centrada no receptor. Busca agir sobre quem recebe a mensagem, de modo a modificar algum comportamento (fazer, deixar de fazer; convencer). Linguisticamente, é marcada pela forma imperativa e por recursos expressivos como exclamações (e entonações). Anúncios publicitários. Manuais. Expressiva (ou emotiva) Centrada no emissor. É subjetiva e expressas estados interiores (emoções ou sentimentos, por exemplo). Linguisticamente, é marcada pelo uso de primeira pessoa e por adjetivação. Relato pessoal. Poética Centrada na mensagem. Explora recursos linguísticos com fins expressivos e estéticos, trabalhando sobre a forma. Tipicamente, os textos poéticos exploram recursos linguísticos com fins expressivos. No entanto, nos textos poéticos, também podem predominar outras funções, como a metalinguística, a expressiva ou a apelativa. Fática Centrada no canal. É um recurso para manter a comunicação ativa, sendo evidente quando se busca consolidar o contato. Certificar-se (“está me ouvindo?”; “Alô!?”). Metalinguística Centrada no código (em nosso caso, na língua portuguesa). Uma aula de morfologia, de sintaxe, de fonologia. Os dicionários. Essa nossa aula, que, por meio do código, busca explicar esse mesmo código. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciadodinheiro publicando anúncios, que também atrairão nossa atenção (e somente a partir daí, quem sabe, poderão nos induzir a comprar ou consumir algum produto). Percebeu? A principal mercadoria do Google não é o buscador, os mapas ou o Gmail. É a sua atenção, que ele coleta e revende. A atenção é a maior riqueza das empresas de Internet. Fez fortunas, criou gigantes, mudou o mundo. Por isso há tanta gente lutando por ela: a loja do sistema Android tem 2,1 milhões de aplicativos; a do sistema utilizado pelo iPhone, 1,8 milhão. Superinteressante. Edição do Kindle, out./ 2019, p. 28 (com adaptações). 003. 003. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Segundo as ideias veiculadas no texto CG2A1- II, a atenção a) é exclusiva dos seres humanos. b) é a parte mais interna e antiga do cérebro c) consiste na principal mercadoria de empresas como o Google. d) consiste em um recurso finito e escasso. e) é o bem mais privilegiado nas redes sociais da Internet. Pela leitura do texto (no trecho “A principal mercadoria do Google não é o buscador, os mapas ou o Gmail. É a sua atenção, que ele coleta e revende.”), observamos que a atenção consiste na principal mercadoria de empresas como o Google (alternativa (C), correta). A afirm ativa em(A) é contrária ao afirmado no texto (“Tanto é assim que ela [= a atenção] emana do sistema límbico: a parte mais interna e antiga do cérebro, que o Homo sapiens compartilha com diversas espécies”). Esse mesmo trecho invalida a afirmativa em (B). Em (D), o correto é afirmar que a capacidade cognitiva é um recurso finito e escasso. Em (E), por fim, temos uma afirmativa que não está presente no texto. Letra c. Texto CG2A1-I Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 62 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade. Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé. Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações). 004. 004. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Depreende-se do último período do texto CG2A1-I que a) o sistema de transporte estadunidense é mais eficiente que o europeu. b) uma pessoa consegue viajar dos Estados Unidos para Roma mais rapidamente hoje em dia, devido a meios de transporte mais eficientes, do que conseguiria antigamente. c) é possível fazer um trajeto de vários quilômetros de carro na cidade de Dallas, hoje em dia, mais rapidamente do que um pequeno trajeto a pé na Roma Antiga. d) a distância entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio é menor do que a distância entre um ponto qualquer da atual cidade de Roma e o Coliseu. e) a distância física entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio de futebol é similar à que existe entre um ponto qualquer da cidade de Roma e o Coliseu. A partir da leitura do último período, não se pode afirmar que “o sistema de transporte estadunidense é mais eficiente que o europeu”, que “uma pessoa consegue viajar dos Estados Unidos para Roma mais rapidamente hoje em dia, devido a meios de transporte mais eficientes, do que conseguiria antigamente”, que “a distância entre um ponto qualquer da O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 63 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre cidade de Dallas e um estádio é menor do que a distância entre um ponto qualquer da atual cidade de Roma e o Coliseu” ou que “a distância física entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio de futebol é similar à que existe entre um ponto qualquer da cidade de Roma e o Coliseu.” Essas informações não estão presentes no texto ou não podem ser inferidas a partir do que se afirma. Em (C), diferentemente, temos uma afirmativa correta: “é possível fazer um trajeto de vários quilômetros de carro na cidade de Dallas, hoje em dia, mais rapidamente do que um pequeno trajeto a pé na Roma Antiga.”, já que, no texto, lemos que “Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.” Letra c. 005. 005. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) De acordo com o texto CG2A1-I, a alta densidade demográfica em certas cidades é um fato provocado a) pela pobreza. b) pelo alto custo de vida dos grandes centros urbanos. c) pela concentração das indústrias nas cidades. d) pela inexistência de transporte nas áreas não urbanas. e) pela ausência de medidas de contenção de crescimento populacional. Ao final do primeiro parágrafo, lemos que “a pobreza é a causa da concentração de pessoas [densidade demográfica] que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade.” Como está explícito no texto, a alta densidade demográfica em certas cidades é um fato provocado pela pobreza. Descartamos, assim, as demais causas (que não são causas apontadas pelo texto). Letra a. Texto CB2A1-I A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico. Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334,vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 64 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper). Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas. Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da credibilidade desse tipo de negociação online. Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transação eletrônica. Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade – satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações). 006. 006. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Os fatores da atividade empresarial exemplificados no segundo parágrafo do texto CB2A1-I são a) funcionamento 24 horas por dia, quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana, diminuição de tempo gasto com as operações e sustentabilidade no uso de papel. b) quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana, diminuição de tempo gasto com as operações e sustentabilidade no uso de papel. c) quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana e diminuição de tempo gasto com as operações. d) quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana. No segundo parágrafo, lemos o seguinte: “Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper).” O que se deseja extrair da informação do período são apenas os fatores da atividade empresarial, que está interna à noção mais ampla (a otimização). Não se buscam outras informações, como “a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper)”, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 65 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre que não estão diretamente vinculadas aos fatores da atividade empresarial. A questão exige que você segmente as informações do todo, identificando apenas o solicitado. Letra d. 007. 007. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Depreende-se do texto CB2A1-I que a eficácia do sistema B2C está diretamente relacionada a) ao esforço do comerciante na execução e manutenção do sistema de comércio eletrônico. b) à transparência do comércio eletrônico. c) ao suporte oferecido ao consumidor nas transações comerciais eletrônicas. d) à ampliação das atividades do comerciante pelo uso de novas tecnologias. No original, lemos o seguinte: “Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana”. Assim, a eficácia desse sistema está diretamente relacionada “ao esforço do comerciante na execução e manutenção do sistema de comércio eletrônico.” Em outras palavras: o sistema será mais eficaz quando houver um esforço do comerciante na execução e manutenção do sistema de comércio eletrônico (e, igualmente, será menos eficaz quando não houver esse esforço). Letra a. 008. 008. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Considerando-se as ideias veiculadas no texto CB2A1-I, é correto afirmar que ele é destinado a) a profissionais de TI. b) a consumidores. c) a comerciantes. d) ao público geral. Para resolver essa questão, além da leitura do texto, a leitura do título é fundamental: “Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico!” Como se vê, o texto é destinado a comerciantes (“em seu comércio eletrônico”) – alternativa (C), portanto. Letra c. Texto 1A2-II Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank about:blank 66 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar! Eduardo Galeano. A função da arte/1. In: O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. 9.ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2002 (com adaptações). 009. 009. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) No texto 1A2-II, a experiência de Diego é marcada a) pela cumplicidade. b) pelo emudecimento. c) pela perplexidade. d) pelo estarrecimento. e) pelo entendimento. No último parágrafo, notamos que o personagem Diego está perplexo diante da imensidão do mar: “E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar!” A perplexidade pode ser depreendida pela descrição (tremendo, gaguejando) e pela fala “me ajuda a olhar!”. “Perplexo” significa “tomado de espanto, atônito”. Esse sentido é mais preciso para descrever a experiência de Diego. A palavra “estarrecido” significa “tomado de espanto ou pavor; ficar horrorizado, assombrado, apavorado”, o que não é o caso da experiência de Diego. Letra c. Texto 1A2-I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgaçãoou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 67 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). 010. 010. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Infere-se do trecho “A literatura é o sonho acordado das civilizações”, do texto 1A2-I, que, com a literatura, as pessoas entregam-se à a) certeza. b) reflexão. c) distopia. d) realização. e) imaginação. Pela leitura do texto, podemos inferir que, com a literatura, as pessoas se entregam à imaginação. Isso pode ser comprovado no texto pela adoção de termos como “fabulação” e “sonho”, ambos vinculados a literatura. Não se pode depreender, pela leitura do texto, que, com a literatura, as pessoas se entregam à certeza, à reflexão, à distopia ou à realização. Letra e. TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS . Texto 1A2-II Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez da manhã falou: — Ninguém é obrigado a parecer velho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 68 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte: — Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade. Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: — Às vezes, é preciso dizer não. Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos. — As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para que ela se desgostasse à visão do descaimento. Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). 011. 011. (CEBRASPE/ASSISTENTE/SEFAZ-RS/2019) Assinale a opção que reproduz trecho do texto 1A2-II em que predomina a tipologia descrição. a) “Ninguém é obrigado a parecer velho” (l. 4) b) “Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor” (l. 6 a 8) c) “Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade” (l. 9 e 10) d) “Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede” (l. 31 e 32) e) “a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões” (l. 35 e 36) A descrição é uma “fotografia” por escrito. Nela, o autor busca compor verbalmente imagens, as quais são formadas na mente do leitor. Apenas em(E) isso ocorre: é possível imaginar O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 69 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre como a barriga do homem abria/rompia/desfiava as casas dos dois últimos botões (da roupa). Nas demais alternativas, temos o predomínio de outros elementos, como a narração. Letra e. Texto CB2A1-I 1| Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando isso ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam 4| época, pedras miliares no caminho da humanidade. A invenção das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na 7| Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas entre os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de época, que 10| desorientaram gerações inteiras. Se observarmos bem, essas ondas longas da história, como as chamava Braudel, tornaram-se cada vez mais curtas. 13| Acabamos de nos recuperar da ultrapassagem da agricultura pela indústria, ocorrida no século XX, e, em menos de um século, um novo salto de época nos tomou de surpresa, 16| lançando-nos na confusão. Dessa vez o salto coincidiu com a rápida passagem de uma sociedade de tipo industrial dominada pelos proprietários das fábricas manufatureiras para uma 19| sociedade de tipo pós-industrial dominada pelos proprietários dos meios de informação. O fórceps com o qual a recém-nascida sociedade 22| pós-industrial foi extraída do ventre da sociedade industrial anterior é representado pelo progresso científico e tecnológico, pela globalização, pelas guerras mundiais, pelas revoluções 25| proletárias, pelo ensino universal e pelos meios de comunicação de massa. Agindo simultaneamente, esses fenômenos produziram uma avalanche ciclópica — talvez a 28| mais irresistível de toda a história humana — na qual nós, contemporâneos, temos o privilégio e a desventura de estar envolvidos em primeira pessoa. 31| Ninguém poderia ficar impassível diante de uma mudança dessa envergadura. Por isso a sensação mais difundida é a desorientação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãocivil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 70 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 34| A nossa desorientação afeta as esferas econômica, familiar, política, sexual, cultural... É um sintoma de crescimento, mas é também um indício de um perigo, porque 37| quem está desorientado sente-se em crise, e quem se sente em crise deixa de projetar o próprio futuro. Se deixarmos de projetar nosso futuro, alguém o projetará para nós, não em 40| função de nossos interesses, mas do seu próprio proveito. Domenico de Masi. Alfabeto da sociedade desorientada: para entender o nosso tempo. Trad. Silvana Cobucci e Federico Carotti. São Paulo: Objetiva, 2017, p. 93-4 (com adaptações). 012. 012. (CEBRASPE/ANALISTA/PGE-PE/2019) O texto caracteriza-se como dissertativo- argumentativo, devido, entre outros aspectos, à presença de evidências e fatos históricos utilizados para validar a argumentação do autor. Dentre os fatos históricos que trazem ao texto uma feição de dissertativo-argumentativo, temos “a ultrapassagem da agricultura pela indústria” (linhas 13 e 14) e “invenção das técnicas para controlar o fogo” (linhas 4 e 5). O uso desses fatos históricos tem por finalidade o convencimento do leitor acerca de um ponto de vista. Certo. Texto CG1A1-II À área da linguística que se ocupa em contribuir para a solução de problemas judiciais e que auxilia também na compreensão de discursos e interações produzidos em ambiente jurídico chamamos de linguística forense. Pouco ainda se fala e se conhece sobre a aplicação da linguística à esfera forense, apesar de muitos crimes serem cometidos unicamente ou parcialmente por meio da língua, como a calúnia, a injúria, a difamação, a ameaça, o estelionato e a extorsão. Ao produzir um texto, oral ou escrito, o sujeito lança mão de um vasto repertório lexical e regras de ordenação sintática pertencentes à gramática de seu idioma. Entretanto, esse arranjo não é feito da mesma forma por diferentes pessoas. Ao falarmos ou ao escrevermos, organizamos o material linguístico que está disponível em nosso acervo mental de uma forma única, afinal cada indivíduo constituiu seu vocabulário a partir de experiências também únicas. Isso significa que imprimimos nosso estilo em nossos textos, deixando nele nossa “assinatura”. Esse uso individual do idioma é chamado de idioleto, ou seja, é como se fosse um dialeto pessoal, uma marca identitária daquele indivíduo. Embasada nisso, a linguística forense procura desenvolver metodologias que auxiliem no processo de atribuição de autoria de um determinado texto. Welton Pereira e Silva. Linguística forense: como o linguista pode contribuir em uma demanda judicial? In: Roseta, v. 2, n.º 2, 2019 (com adaptações). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 71 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 013. 013. (CEBRASPE/ANALISTA/MPE-AP/2021) O texto CG1A1-II apresenta, predominantemente, a tipologia textual a) argumentativa. b) descritiva. c) expositiva. d) injuntiva. e) narrativa. O texto é predominantemente expositivo: o autor busca apenas apresentar o conteúdo, predominando a função referencial e a linguagem denotativa. Não há defesa de uma tese por meio da adoção de argumentos (utilizados para convencer o leitor). Também não há predominância de elementos narrativos, descritivos ou injuntivos. Letra c. Texto CB2A1-I A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico. Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper). Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas. Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da credibilidade desse tipo de negociação online. Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transação eletrônica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 72 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações). 014. 014. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Quanto à tipologia textual, o último parágrafo do texto CB2A1-I é predominantemente a) descritivo. b) injuntivo. c) expositivo. d) dissertativo. O objetivo central do texto é guiar o leitor em relação à realização de algo (de determinada maneira). Isso é comprovado por este trecho: “Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico!”, como o verbo no modo imperativo. No texto e no título, lemos se tratar de um “Guia”, o qual norteia a prática adequada para o comércio eletrônico. Tendo em vista todos esses elementos, estamos diante de um texto predominantemente injuntivo. Letra b. Texto 1A2-I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aquelesO conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 73 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). 015. 015. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) No primeiro parágrafo do texto 1A2-I, no trecho “Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura”, o autor apresenta uma a) argumentação. b) concepção. c) explicação. d) delimitação. e) explanação. O autor (o grande crítico literário Antonio Candido) apresenta a sua concepção (eu também diria “definição”) do que seja a literatura. Como o item exige apenas a caracterização do trecho destacado, não precisamos recorrer a outras partes do texto. Alternativa (B), portanto. Letra b. Texto 1A1-I Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 74 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo. Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com adaptações). 016. 016. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) O texto 1A1-I é predominantemente a) narrativo. b) descritivo. c) dissertativo. d) argumentativo. e) expositivo. O texto é predominantemente narrativo. Nele, a autora (Svetlana Aleksiévitch, ganhadora do Nobel de Literatura) narra em primeira pessoa suas memórias. Nessa narração, a autora apresenta percepções subjetivas (emoções, pensamentos etc.) acerca do que se narra. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 75 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Texto 1A2-I Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade- mundo, o chamado “mundo moderno”, através da realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Tal inserção se daria, na verdade, pela construção do samba moderno a partir da ótica artística de Pixinguinha (1897-1973), em especial pela sua excursão com os Oito Batutas pela França, em 1921, patrocinada pelo multimilionário Arnaldo Guinle (1884-1963), apesar das críticas negativas de cunho racista dos cadernos culturais da época. O samba de Pixinguinha é resultante do amálgama das expressões culturais e religiosas afro-brasileiras e das trocas de experiências culturais entre diferentes expressões culturais que começavam a circular pelo mundo, de maneira mais ampla e rápida, graças às ondas sonoras de rádio, às gravações de discos e às partituras que chegavam ao Rio de Janeiro. Existia toda uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca, que funcionava como acesso das populações pobres e marginalizadas da cidade ao que de mais moderno ocorria no mundo, de maneiras inimaginadas pelas elites da época, com impactos ainda não devidamente situados e valorizados em suas importâncias e significados para a cultura brasileira. Há ainda a influência da música europeia como a polca ou a música de Bach, retrabalhadas e contextualizadas pelos músicos negros e mestiços que deram origem ao choro e ao maxixe, os quais seriam presenças seminais no artesanato musical de Pixinguinha. Pixinguinha e seus oito Batutas subvertem a ordem racista da elite brasileira da época conquistando –– literalmente –– a cidade luz, estabelecendo novos parâmetros culturais e de modernidade para os próprios europeus. No entanto, mesmo que seu impacto no exterior tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de 1922 ficou conhecida como símbolo de nossa inserção na modernidade-mundo vigente, em detrimento do impacto imediato causado pela arte revolucionária de Pixinguinha e sua trupe musical entre os círculos culturais europeus. Cada apresentação era uma demonstração ao mundo de uma nova forma de música urbana, articulada e desenvolvida, com estrutura rítmica e harmoniosa de alta sofisticação. Não é por acaso que as gravações e partituras desse período em Paris tornaram-se referenciais para o cenário musicalfrancês e para o mundo do jazz norte-americano, como ficaria comprovado pela admiração confessa de Louis Armstrong (1901-1971) por Pixinguinha ou pela regravação de Tico-Tico no fubá por Charlie Parker (1920-1955), no álbum La Paloma, em 1954. Christian Ribeiro. Pixinguinha, o samba e a construção do Brasil moderno. Internet: (com adaptações). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 76 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 017. 017. (CEBRASPE/SUPERVISOR/IBGE/2021) O texto 1A2-I é um exemplo do gênero textual denominado artigo de opinião. A partir dessa informação e das características do texto 1A2-I, é correto afirmar que ele é predominantemente a) narrativo-expositivo. b) descritivo-narrativo. c) expositivo-descritivo. d) dissertativo-argumentativo. e) injuntivo-argumentativo. Já no início da leitura, temos fortes indícios de que o texto é de natureza argumentativa: “Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade- mundo”. Ao longo do texto, o autor apresenta informações relativas à história cultural do Brasil de forma impessoal, em linguagem denotativa e com predomínio da função referencial (e por isso o texto é dissertativo). Além disso, há clara defesa de um ponto de vista: a tese está apresentada na introdução e os argumentos são desenvolvidos na sequência do texto. Letra d. O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando de acordo com domínios científicos específicos, objetos de pesquisas, metodologias de geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de um experimento realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de ciências sociais ou a observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão em um determinado momento e lugar. Dados digitais de pesquisa ocorrem na forma de diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares; com diferentes níveis de agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados processados e integrados; e em diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas condicionantes metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau de contextualização necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos diversos domínios disciplinares. As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a variedade dos dados no mundo da ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica, grande parte das definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. Listas de exemplos não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o conceito. Luis Fernando Sayão; Luana Farias Sales. Afinal, o que é dado de pesquisa? In: Biblos: Revista do Insti- tuto de Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande. v. 34, n. 02, jul.-dez./2020, p.32-33. Internet: . (com adaptações). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 77 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 018. 018. (CEBRASPE/SUPERVISOR/IBGE/2021) No primeiro parágrafo do texto 1A1-I, predomina a tipologia textual a) argumentativa. b) descritiva. c) expositiva. d) instrucional. e) narrativa. No primeiro parágrafo do texto (e só estamos falando dele, porque é o que o item exige), observamos a predominância da tipologia expositiva: o autor busca apenas apresentar o conteúdo, predominando a função referencial e a linguagem denotativa. Não há defesa de uma tese por meio da adoção de argumentos utilizados para convencer o leitor. Também não há, neste primeiro parágrafo, predominância de elementos descritivos, instrucionais (injuntivos) ou narrativos. Letra c. Texto CG3A1-I No século 21, eu acredito que a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) será definida por uma consciência nova e mais profunda da santidade e da dignidade 4 de cada vida humana, independentemente de raça ou religião. Isso irá requerer que levemos o nosso olhar para além da estrutura dos Estados, ou da simples superfície de nações ou comunidades. Devemos enfocar, como nunca, a melhoria das condições de vida de homens e mulheres, individualmente, que dão ao Estado ou à nação a sua riqueza e o seu caráter. Neste novo século, devemos começar pela compreensão de que a paz pertence não somente aos Estados ou povos, mas também a cada um e a todos os membros dessas comunidades. A soberania dos Estados não mais deverá ser utilizada como um escudo contra grandes violações aos direitos humanos. A paz deve ser real e tangível no dia a dia de cada indivíduo que dela necessite. Devemos buscá-la, acima de tudo, pelo fato de ser a condição para que cada membro da família humana possa levar uma vida de dignidade e segurança. A lição do século passado nos fez entender que ameaçar ou atropelar a dignidade do indivíduo — como naqueles países onde o cidadão não desfruta do direito básico de escolher o seu governo, ou do direito de o escolher regularmente — resultou em conflitos, perdas de civis inocentes, vidas abreviadas e comunidades destruídas. Com efeito, os obstáculos à democracia têm muito pouco a ver com cultura ou religião, e muito mais com o desejo daqueles que se encontram no poder e querem manter sua posição a qualquer custo. Não se trata de um fenômeno novo nem restrito a uma parte específica do mundo. As pessoas de todas as culturas prezam por sua liberdade de escolha e O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 78 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre sentem a necessidade de ter direito de voz nas decisões que afetam suas vidas. Kofi Annan [secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001. In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fun- dação Luís Eduardo Magalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM. 20.ª ed. Salvador: FLEM, 2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações). 019. 019. (CEBRASPE/AJUDANTE/BARRA DOS COQUEIROS-SE/2020) Acerca dos tipos textuais, é correto afirmar que, no texto CG3A1-I, predomina a a) argumentação. b) descrição. c) instrução. d) narração. e) prescrição. O texto é predominantemente argumentativo: o autor (Jerzy Szeremeta) apresenta argumentos para defender uma tese (e, com isso, convencer o leitor acerca de seu ponto de vista). Há diversas marcas linguísticas, a começar pela adoção da primeira pessoa (“eu acredito”; “devemos começar”), frases assertivas (A soberania dos Estados não mais deverá ser utilizada como um escudo contra grandes violações aos direitos humanos.”) e estruturas com articulação lógica (de causa e consequência, em “[A lição do século passado nos fez entender que ameaçar ou atropelar a dignidade do indivíduo]causa [resultou em conflitos, perdas de civis inocentes, vidas abreviadas ecomunidades destruídas.]consequência” Letra a. Texto CB1A1-II Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico, que, buscando satisfazer sua rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria, providenciou a construção de estupendos jardins suspensos. Essa excentricidade, que consumiu anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do mundo antigo. Tal “maravilha”, que originou mais ônus do que propriamente benefícios, apresenta grande similitude com devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro público com atos de motivação fútil e imoral, finalidade dissociada do interesse público e em total afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção entre o numerário despendido e o benefício auferido pela coletividade. 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(CEBRASPE/AUDITOR/CGE-CE/2019) No texto CB1A1-II, predomina a tipologia a) injuntiva. b) narrativa. c) descritiva. d) expositiva. e) argumentativa. O texto é predominantemente argumentativo: os autores apresentam argumentos para defender uma tese (relativa à noção de improbidade administrativa). Nessa defesa, o autor utiliza, secundariamente, elementos narrativos, os quais são adotados como estratégia argumentativa (via ilustração). Note, também, que o texto possui traços de primeira pessoa (do plural, em “do nosso país”) e de impessoalização (como a passiva em “constata-se a existência de situação mais grave”). Letra e. COESÃO E COERÊNCIA Você mora em um lugar competitivo? Essa é a pergunta feita pelo Ranking de competitividade dos estados, que metrifica, em uma escala de 0 a 100, todos os cantos do Brasil, para classificar as 27 unidades federativas com base em dez pilares diferentes: segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de mercado e inovação. De acordo com os gráficos mostrados a seguir, dos mais de vinte estados, apenas cinco não mudaram de posição ao longo do último ano (2022), com destaque para São Paulo e Santa Catarina, que lideram, assim como Rio de Janeiro e Roraima, que subiram bastante. [...] Ao todo, são quase noventa critérios avaliados dentro dos pilares fundamentais, que incluem desde infraestrutura até o capital humano de cada localidade, com pesos diferentes entre si. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 80 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Paulistas lideram o ranking há anos. No ano de 2022, porém, houve piora no quesito segurança patrimonial, com aumento no número de furtos e roubos. Estados do Norte e do Nordeste são os menos competitivos do país. Trata-se de uma ferramenta de avaliação da administração pública, de diagnóstico e auxílio na escolha das prioridades e de promoção de boas práticas organizacionais, que, além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem robusta — ou seja, como um sistema de incentivo para os líderes públicos —, pode ser um bom indicador da gestão pública da região. São referências adotadas pelo ranking que apresentam novos parâmetros para os estados brasileiros. Internet: (com adaptações). Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue os seguintes itens. 021. 021. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) A forma pronominal “Essa”, em “Essa é a pergunta” (início do primeiro parágrafo), estabelece coesão por substituição. A coesão por substituição ocorre quando um vocábulo (principalmente pronomes) substituem outro termo (e, como isso, realizam a retomada). É exatamente o que ocorre em “Essa é a pergunta”, em que o pronome “Essa” substitui toda a oração interrogativa “Você mora em um lugar competitivo?”. Certo. 022. 022. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) No trecho “apenas cinco não mudaram de posição” (segundo parágrafo), foi utilizada a estratégia de coesão por elipse. A elipse ocorre quando se pode depreender a existência de um termo suprimido. Isso ocorre no trecho em análise, pois é possível depreender a forma “estados” está subentendida em “apenas cinco [estados] não mudaram de posição”. Certo. Texto 6A4BBB 1 Os revisores, quando necessitam revisar um texto, têm duas opções: podem reescrevê-lo ou revisá-lo. A opção pela reescrita pode tornar-se mais simples porque não vai obrigar a 4 um diagnóstico do(s) problema(s) que exista(m) no texto com a intenção de resolvê-lo(s). Na reescrita, o revisor afasta-se da superfície do texto. Ele vai ao cerne do texto, reescreve-o, 7 fornecendo, assim, uma versão diferente da versão primitiva. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 81 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Tanto a reescrita como a revisão são duas possibilidades de revisão. São como pontos de um continuum que remetem para 10 o grau de preservação da superfície original do texto. Nessa ótica, a reescrita respeitará menos o original, imporá menos esforço de diagnóstico e de busca de solução dos problemas 13 detectados, motivo pelo qual pode ser a opção que toma o revisor menos experiente. A revisão, por sua vez, implica a correção dos problemas detectados, preservando-se o máximo 16 possível do texto original. Maria da Graça Lisboa Castro Pinto. Da revisão na escrita: uma gestão exigente requerida pela relação entre leitor, autor e texto escrito. In: Revista Observatório, v. 3, n.º 4, 2017, p. 503 (com adaptações). Acerca dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente. 023. 023. (CESPE/SUPERIOR/STM/2018) Tanto na linha 9 quanto na linha 13, a palavra “que” atua, no nível textual, como elemento que opera simultaneamente a coesão sequencial e a coesão referencial. Em ambos os registros (l. 9 e l. 13), o “que” é um pronome relativo. Em coesão sequencial, o pronome relativo leva o referencial a uma nova predicação (e aí está a “sequência”). Em coesão referencial, esse pronome retoma (referencia-se(A) o termo anterior (um nome substantivo). Certo. Texto 6A1BBB 1 A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural 4 conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do gênero. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas 7 natural, do que falar, comrelutante perfeição, uma língua artificialmente construída. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como 10 todos o são. Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 82 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 024. 024. (CESPE/SUPERIOR/STM/2018) A coerência e a coesão do texto precedente seriam mantidas caso seu último período passasse a figurar como seu quarto período. Certo. Vou apresentar o texto conforme a alteração proposta pela banca: A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do gênero. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como todos o são. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua artificialmente construída. As relações de sentido são mantidas, uma vez que o período deslocado encerra uma “verdade absoluta” (na visão do autor). Essa independência proposicional é o que permite o deslocamento. Quinze de e novembro de 1889 oficializou um movimento histórico que não se consolidara: a construção de uma república brasileira. Imaginada por nossas elites políticas, 4 econômicas e intelectuais que — a despeito das divergências — tinham em comum o sonho de criar uma civilização nos trópicos, a República era menos conquista do que projeto a 7 impor. Daí não ser mero acaso que tenha sido proclamada por militares, homens que escolheram a divisa positivista que figuraria em nossa bandeira: amor, ordem e progresso. Claro 10 que — como viris representantes da ordem — começaram por suprimir o amor do mote de Auguste Comte. Supressão até hoje desconhecida da maioria dos brasileiros, mas reveladora 13 do intuito de apagar qualquer traço do desejo no novo regime político. O desejo era temido como incontrolável e ameaçador 16 para o almejado progresso. Mas, afinal, o que seria o progresso até hoje impresso em nossa bandeira? De acordo com as fontes da época, seria o caminho trilhado por medidas que dirigiriam 19 o Brasil para o modelo da civilização que nossas elites projetavam na Europa e nos Estados Unidos. Era um ideal baseado em uma fantasia das classes superiores, as quais não 22 apenas se imaginavam brancas como consideravam a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 83 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre branquitude um atributo de superioridade moral que as colocava em claro contraste com o povo, no qual projetavam 25 o atraso e a negritude. Viam o povo como uma massa heterogênea sob ameaça degenerativa a esperar pelo branqueamento para poder se tornar digna de ser reconhecida 28 como nação. Rogerio Miskolci. Uma outra história da República. In: Revista Cult, n.º 6, ano 19, jan./2016, p. 35 (com adaptações). Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 025. 025. (CESPE/ANALISTA/TRF 1ª/2017) A palavra “época” (l. 18) refere-se ao final do século XIX. A palavra “época” faz referência ao período indicado no parágrafo anterior: 1889 (ou seja, final do século XIX). Certo. SEMÂNTICA Você mora em um lugar competitivo? Essa é a pergunta feita pelo Ranking de competitividade dos estados, que metrifica, em uma escala de 0 a 100, todos os cantos do Brasil, para classificar as 27 unidades federativas com base em dez pilares diferentes: segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de mercado e inovação. De acordo com os gráficos mostrados a seguir, dos mais de vinte estados, apenas cinco não mudaram de posição ao longo do último ano (2022), com destaque para São Paulo e Santa Catarina, que lideram, assim como Rio de Janeiro e Roraima, que subiram bastante. [...] Ao todo, são quase noventa critérios avaliados dentro dos pilares fundamentais, que incluem desde infraestrutura até o capital humano de cada localidade, com pesos diferentes entre si. Paulistas lideram o ranking há anos. No ano de 2022, porém, houve piora no quesito segurança patrimonial, com aumento no número de furtos e roubos. Estados do Norte e do Nordeste são os menos competitivos do país. Trata-se de uma ferramenta de avaliação da administração pública, de diagnóstico e auxílio na escolha das prioridades e de promoção de boas práticas organizacionais, que, além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 84 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre robusta — ou seja, como um sistema de incentivo para os líderes públicos —, pode ser um bom indicador da gestão pública da região. São referências adotadas pelo ranking que apresentam novos parâmetros para os estados brasileiros. Internet: (com adaptações). Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue o seguinte item. 026. 026. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) No primeiro período do último parágrafo, a palavra “robusta” está empregada com o mesmo sentido de arrojada. Os vocábulos “robusta” e “arrojada” não são sinônimos. Por isso, não são intercambiáveis (um não pode substituir o outro no contexto em análise). A diferença de significado é esta: “robusto” significa algo de constituição física muito forte, vigoroso; “arrojado” denota que aquilo que apresenta características inovadoras, progressistas; ousado. Errado. Texto CB2A1-I A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico. Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper). Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas. Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônicoe mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da credibilidade desse tipo de negociação online. Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transação eletrônica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 85 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações). 027. 027. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No primeiro parágrafo do texto CB2A1-I, o vocábulo “contingência” está empregado com o sentido de a) obrigação. b) circunstância. c) iminência. d) urgência. O contexto é este: “A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.” Aqui, o sentido é de “eventualidade”, “caráter do que é circunstancial” (segundo o dicionário Houaiss, 2009). Nesse sentido, o substituto adequado é “circunstância”, em (B): “A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na circunstância de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.” Letra b. Texto CG2A1-I Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 86 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé. Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações). 028. 028. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) O termo “expansão” (segundo período do segundo parágrafo) está empregado no texto CG2A1-I com o sentido de a) ampliação. b) surgimento. c) produção. d) renovação. e) modernização. No contexto de ocorrência (“A expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos”), o vocábulo “expansão” foi empregado com o sentido de “ampliação”. O teste de substituição comprova a manutenção dos sentidos: “A ampliação dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se desenvolviam.” Nas demais alternativas, os substitutos propostos são inadequados. Letra a. Texto CG1A1-I Há relações diversas e fundamentais entre o discurso e as verdades. Ao longo da história, já se acreditou que a verdade existiria independentemente da linguagem, que nada mais seria, além de sua mera expressão. Também já se afirmou que as coisas ditas seriam entraves ou acessos à verdadeira essência dos seres e fenômenos. Já foi dito ainda que as verdades consistiriam em construções históricas dos fatos, para as quais o discurso é decisivo. Mais recentemente, vimos multiplicarem-se as alegações de que os fatos não existem, de sorte que haveria apenas versões e interpretações alternativas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 87 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre No que se refere às tendências contemporâneas de conceber as relações entre discurso e verdade, elas são frequentemente consideradas um movimento libertário, uma vez que nos permitem desprender-nos de dogmas, ortodoxias e autoridades exclusivas de pesadas e passadas tradições. Assim, domínios e instituições que antes nos guiavam, com base em suas verdades fundamentais e numa quase cega fé que depositávamos nelas, tornam-se cada vez mais suscetíveis às nossas dúvidas e críticas. A religião, a política, a mídia e a ciência já não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos fatos e os devidos caminhos a seguir. Com frequência e intensidade aparentemente inéditas, a crença e a confiança que nelas assentávamos passaram a ser ladeadas ou suplantadas por suspeitas e por ceticismos, por postura crítica e por emancipações. Carlos Piovezani, Luzmara Curcino e Vanice Sargentini. O discurso e as verdades: relações entre a fala, os feitos e os fatos. In: Luzmara Curcino, Vanice Sargentini e Carlos Piovezani. Discurso e (pós)verdade. São Paulo: Parábola, 2021, p.7-18 (com adaptações). 029. 029. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Em “A religião, a política, a mídia e a ciência já não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos fatos e os devidos caminhos a seguir” (segundo parágrafo do texto CG1A1-I), a palavra “devidos” está empregada com o mesmo sentido de a) exatos. b) válidos. c) próprios. d) corretos. e) necessários. No contexto de ocorrência, o vocábulo “devidos” vincula-se ao termo “caminhos” e equivale a “corretos”. Na reescrita, a posição muda: “os caminhos corretos a seguir”. Os demais termos trazem elementos semânticos não presentes no original (como exatidão, validade, necessidade etc.). Letrad. Texto CB1A1-I Quem pensa que a excelência do agronegócio brasileiro se resume a soja, café e carnes está enganado. O país está entre os cinco maiores exportadores mundiais em valor em quase três dezenas de produtos agrícolas. O maior destaque é para os de sempre: açúcar, cereais, soja, milho, oleaginosas e frutas cítricas. Mas o Brasil aparece no top five de exportações da Organização para as Nações Unidas (ONU) com produtos inusitados, como pimenta, melancia, abacaxi, mamão papaia, coco, mandioca, caju, fumo, sisal e outras fibras, por exemplo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 88 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Os dados, de 2019, são da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e foram reunidos em um estudo realizado pelo Instituto Millenium em parceria com a consultoria Octahedron Data eXperts (ODX). O objetivo do trabalho foi traçar uma radiografia do agronegócio brasileiro para entender as razões pelas quais o setor vive anos seguidos de prosperidade e tem caminhado na contramão dos demais, mesmo em meio à crise provocada pela pandemia. O comércio internacional é um dos pilares importantes para sustentar o bom desempenho do setor, turbinado pela desvalorização do câmbio e pelos preços em alta das commodities. A agropecuária respondeu por cerca de 45 bilhões de dólares das exportações em 2020 e, há vários anos, tem garantido o saldo positivo da balança comercial. Quando se avaliam as exportações por setores, apenas a agropecuária apresentou crescimento nas vendas externas (6%) em comparação a 2019, mostra o estudo. Já a indústria extrativa e a de transformação registraram queda de 2,7% e de 11,3%, respectivamente. Essa história se repete também no produto interno bruto (PIB), a soma de todas as riquezas geradas no país. Em 2020, a agropecuária foi o único setor com resultado positivo, o que contribuiu para que os efeitos adversos da pandemia sobre a atividade não fossem ainda maiores. O PIB do setor avançou 2% sobre o ano anterior, enquanto o da indústria recuou 3,5% e o dos serviços, 4,5%. Internet: (com adaptações). 030. 030. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No segundo período do último parágrafo do texto CB1A1-I, o vocábulo “adversos” está empregado com o mesmo sentido de a) inusitados. b) colaterais. c) inesperados. d) prejudiciais. O contexto de ocorrência do vocábulo “adversos” é este: “Em 2020, a agropecuária foi o único setor com resultado positivo, o que contribuiu para que os efeitos adversos da pandemia sobre a atividade não fossem ainda maiores.” O termo, então, modifica “efeitos”. Segundo o dicionário Houaiss (2009), “adverso” significa “que se encontra ou se apresenta em oposição; contrário; que traz desgraça; que provoca infortúnio; prejudicial; desfavorável, impróprio”. Esse significado está presente na alternativa (D), a adequada: “Em 2020, a agropecuária foi o único setor com resultado positivo, o que contribuiu para que os efeitos prejudiciais da pandemia sobre a atividade não fossem ainda maiores.” Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 89 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Texto CB2A1-I A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico. Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper). Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas. Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da credibilidade desse tipo de negociação online. Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transação eletrônica. Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações). 031. 031. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No primeiro parágrafo do texto CB2A1-I, o vocábulo “contingência” está empregado com o sentido de a) obrigação. b) circunstância. c) iminência. d) urgência. O contexto é este: “A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 90 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.” Aqui, o sentido é de “eventualidade”, “caráter do que é circunstancial” (segundo o dicionário Houaiss, 2009). Nesse sentido, o substituto adequado é “circunstância”, em (B): “A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na circunstância de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.” Letra b. Texto CB1A1-I Durante um seminário sobre a antropologia do dinheiro ministrado na Escola de Economia e Ciência Política de Londres, Jock Stirratt descreveu em um gráfico os usos a que alguns pescadores do Sri Lanka que prosperaram nos últimos anos submetiam sua riqueza recém- adquirida. A renda desses pescadores, antes muito baixa, deu um grande salto desde que o gelo se tornou disponível, o que possibilitou que seus peixes alcançassem, em boas condições, os mercados distantes da costa, onde atingiram preços altos. No entanto, as aldeias de pescadores ainda permanecem isoladas e, à época do estudo, não tinham eletricidade, estradas nem água encanada. Apesar dessespara MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 9 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 1 .4 . NÍVEIS DE LINGUAGEM | VARIAÇÃO LINGUÍSTICA1 .4 . NÍVEIS DE LINGUAGEM | VARIAÇÃO LINGUÍSTICA Seguindo o nosso projeto de sintetizar os conteúdos, apresento a seguir os níveis de linguagem e os tipos de variação linguística mais cobrados em concursos públicos. Níveis de linguagem (níveis de registro) Culto Faz-se uso da língua-padrão, aquela que possui prestígio social e segue as normas da gramática tradicional. É o nível de linguagem usado em situações formais e os falantes possuem alto nível de escolarização. Comum Está situado entre os níveis culto e coloquial. É o registro empregado por falantes com escolarização básica e pelos meios de comunicação de massa. Coloquial (popular) Não possui prestígio social e é utilizado em situações informais de comunicação. Não “segue” as normas da gramática tradicional e faz uso de vocabulário dito restrito (menos específico ou variado). Na sequência, a classificação das principais variações linguísticas (utilizo as definições de Camacho (2001)): Tipos de variação linguística Variação histórica (Diacrônica) Acontece ao longo de um determinado período de tempo e pode ser identificada ao se comparar dois estados de uma língua. O processo de mudança é gradual. Variação geográfica (Diatópica) Trata das diferentes formas de pronúncia, vocabulário e estrutura sintática entre regiões. Dentro de uma comunidade mais ampla, formam- se comunidades linguísticas menores em torno de centros polarizadores da cultura, política e economia, que acabam por definir os padrões linguísticos utilizados na região de sua influência. Variação social (Diastrática) Agrupa alguns fatores de diversidade: o nível socioeconômico, determinado pelo meio social onde vive um indivíduo; o grau de educação; a idade e o sexo. Variação estilística/social (Diafásica) Considera um mesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de comunicação: se está em um ambiente familiar, profissional, o grau de intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são os receptores. 2 . TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS2 . TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS Questões sobre as tipologias estão SEMPRE presentes em provas de concurso, especialmente nas bancas FGV e CEBRASPE (e nas bancas VUNESP, FCC, QUADRIX, IBFC e IDECAN). Considerando os últimos 5 anos, foram aplicadas nada menos que 1247 questões sobre tipologias e gêneros textuais. É um conteúdo muito relevante. Em especial, a banca FGV tem tirado o sono de muitos candidatos ao explorar em detalhes as características das tipologias. Para as outras bancas, dominar as noções fundamentais tem sido suficiente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 10 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Para a síntese das tipologias e dos principais gêneros cobrados em concurso, utilizarei tabelas e mapas mentais. Iniciemos com o quadro sinóptico: TIPOLOGIA CARACTERÍSTICAS CENTRAIS FORMAS LINGUÍSTICAS TÍPICAS Narrativa Na narração, há seres que participam de eventos em determinado tempo e espaço. Os participantes desses eventos são os personagens, os quais podem ser reais ou fictícios. O evento (uma espécie de ação) é denotado por verbos nocionais e de movimento, como cantar, correr, beijar, nadar, ouvir etc. O tempo da narrativa é tipicamente o passado, mas pode ser o presente (a narração de um jogo de futebol) ou o futuro (obras proféticas, por exemplo). Em uma narrativa, o espaço pode ser físico (uma cidade, uma casa, uma escola) ou psicológico (mente do personagem ou do narrador). Verbos que denotam evento (com agente e paciente). Formas adjuntas que denotam tempo e espaço. Substantivos e pronomes pessoais para identificação e retomada de personagens. Descritiva Em uma descrição, apresentamos uma série de característica de determinado ser/objeto/espaço, formando na mente do leitor/ouvinte a imagem do que está sendo descrito. Na descrição, essa apresentação de características é verbal (oral ou escrita). A descrição pode ser objetiva ou subjetiva. A descrição pode ser global ou específica. Em termos de dinâmica, pode partir do geral para chegar ao particular ou partir do particular para chegar ao global. Predicações nominais. Adjetivação (ou subordinadas adjetivas). Forma verbal predominante: presente e aspecto imperfeito (para o pretérito). Dissertativa-Expositiva (Expositiva) No tipo textual dissertativo expositivo, o autor do texto expõe/apresenta ideias, fatos e fenômenos. Por ser de caráter expositivo, não se busca convencer o leitor em relação ao ponto de vista - pressupõe-se, assim, que a dissertação expositiva apenas apresenta a ideia, o fato ou o fenômeno. Estruturas de impessoalização. Verbos no presente e no passado (retomando eventos factuais). D i s s e r t a t i v a - Argumentativa (Argumentativa) No tipo textual dissertação argumentativa, diferentemente da dissertação expositiva, procura-se formar a opinião do leitor ou ouvinte, objetivando convencê-lo de que a razão (o discernimento, o bom senso, o juízo) está com o enunciador, de que quem enuncia é que está de posse da verdade. Para isso, utilizam-se argumentos. Estruturas de impessoalização. Verbos no presente e no passado (retomando eventos factuais). Há modalizadores discursivos que denotam a perspectiva do enunciador (adjetivos, estruturas sintáticas, voz verbal etc.). Injuntiva A propriedade básica do tipo textual injuntivo é: ensinar/orientar/instruir o leitor/ ouvinte/espectador a realizar uma tarefa. Verbos no infinitivo. Verbos no modo imperativo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 11 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Para cada tipologia, há certos pormenores, que, por vezes, são abordados pelas bancas, como na estrutura narrativa: tipo de narrador, tipo de personagem, tipos de discurso etc. Para relembrarmos cada característica, adoto os mapas mentais a seguir (que retomam algumas informações apresentadas no quadro anterior): Tipologia textual – Tipologia textual – narração Tipologia textual – Tipologia textual – descrição O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 12 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Tipologia textual – Tipologia textual – exposição ee argumentação O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 13 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Tipologia textual -Tipologia textual - injunção 2 .1 . OS GÊNEROS TEXTUAIS2 .1 . OS GÊNEROS TEXTUAIS Os principais gêneros textuais possuem as seguintes características: Gênero textual Característica(s) Editorial Argumenta-sedesincentivos aparentes, os pescadores mais ricos gastavam os excedentes de seus lucros na compra de aparelhos de televisão inutilizáveis, na construção de garagens em casas a que automóveis sequer tinham acesso e na instalação de caixas-d’água jamais abastecidas. De acordo com Stirratt, isso tudo ocorre por uma imitação entusiasmada da alta classe média das zonas urbanas do Sri Lanka. É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja aparente falta de propósito utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos parte de nosso próprio consumo tem um caráter racional. Como os objetos adquiridos por esses pescadores parecem não ter função em seu meio, não conseguimos entender por que eles deveriam desejá-los. Por outro lado, se eles colecionassem peças antigas de porcelana chinesa e as enterrassem, como fazem os Ibans, seriam considerados sensatos, senão encantados, tal como os temas antropológicos normais. Não pretendo negar as explicações óbvias para esse tipo de comportamento – ou seja, busca de status, competição entre vizinhos, e assim por diante. Mas penso que também dever-se-ia reconhecer a presença de uma certa vitalidade cultural nessas atrevidas incursões a campos ainda não inexplorados do consumo: a habilidade de transcender o aspecto meramente utilitário dos bens de consumo, de modo que se tornem mais parecidos com obras de arte, carregados de expressão pessoal. Alfred Gell. Recém-chegados ao mundo dos bens: o consumo entre os Gonde Muria. In: Arjun Appadurai (org). A vida social das coisas: mercadorias sob uma perspectiva cultural. Niterói: Eduff, 2008, p. 147-48 (com adaptações). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 91 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 032. 032. (CEBRASPE/ANALISTA/2021) No primeiro período do segundo parágrafo do texto CB1A1-I, o vocábulo “aparente” está empregado com o sentido de a) evidente. b) óbvio. c) suposto. d) semelhante. Vamos ao trecho original: “É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja aparente falta de propósito utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos parte de nosso próprio consumo tem um caráter racional.” O que é “aparente”, então, é a falta de propósito utilitário. O autor, ao utilizar esse vocábulo, lança uma conjectura, algo admitido por hipótese. Assim, esse vocábulo pode ser substituído por “suposto”, tal como proposto pelo dicionário Houaiss (2009): “É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja suposta falta de propósito utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos parte de nosso próprio consumo tem um caráter racional.” Letra c. Texto 1A2-II Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar! Eduardo Galeano. A função da arte/1. In: O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. 9.ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2002 (com adaptações). 033. 033. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) O vocábulo “fulgor” foi empregado no texto 1A2-II com o mesmo sentido de a) espanto. b) vigor. c) nevoeiro. d) satisfação. e) brilho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 92 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Segundo o dicionário Houaiss (2009), “fulgor” significa “o brilho, a luz transmitida ou refletida por qualquer corpo; luminância”. Assim, o substituto adequado está em (e): “E foi tanta a imensidão do mar, e tanto brilho, que o menino ficou mudo de beleza.” Letra e. Texto 1A2-I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). 034. 034. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Pelos sentidos do texto 1A2-I, é correto afirmar que o vocábulo “inalienável” (último período) foi empregado no sentido daquilo que não pode ser O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 93 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre a) negado. b) vendido. c) cedido. d) desviado. e) rechaçado. Nessa questão, não podemos interpretar o vocábulo “inalienável” em sentido puramente denotativo (que significa “não alienável; que não pode ser vendido ou cedido; inalheável”). Como o autor faz uma defesa ao direito à literatura, a palavra “inalienável” (em “A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável.”) adquire o sentido de “algo que não pode ser negado (ao ser humano)”. Letra a. Texto 1A1-I Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantesda tribo e o número de caças abatidas por cada um deles. Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis. Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte. Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 94 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. Luiz Ruffato. Meus romances preferidos. Internet: (com adaptações). 035. 035. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Na frase “Essa elenco na categoria das inúteis” (segundo parágrafo do texto 1A1-I), o termo “elenco” significa a) mencionar. b) preferir. c) interpretar. d) entender. e) dispor. Questão interessante: o termo “elenco” não está sendo empregado como substantivo, mas como verbo (elencar). No contexto, o autor realiza uma espécie de categorização, como se vê no mesmo parágrafo (2º): “Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias.” E quais são as coisas que o autor elenca (dispõe, categoriza, classifica) na categoria das inúteis? A resposta está no texto: “começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante”. Letra e. FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM 036. 036. (CEBRASPE/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA) A sentença “Eu era a imagem do que não era” expressa um paradoxo ou oximoro. Comentário: estamos diante de um paradoxo, de expressões que denotam sentidos (ideias) contraditórias, opostas: ser x não ser. Observe, em especial, que a banca não faz distinção entre os termos “paradoxo” e “oximoro”. Certo. Diamantes no deserto Vales marcados pela intensa aridez parecem ter se tornado ambientes ideais para o florescimento de frutos típicos do século XXI: os produtos tecnológicos. O maior centro de inovação do planeta se encontra em uma região seca da Califórnia. Todos os anos, o Vale do Silício concentra 50 bilhões de dólares de investimentos de alto risco, usualmente O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 95 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre destinados a startups – quase metade do montante movimentado dentro dos Estados Unidos –, além de 15% da produção de patentes desse país. A mais de 10.000 quilômetros de distância de lá, no Oriente Médio, o Deserto de Nevegue, em Israel, vê crescer, sobre seu solo abrasador, um complexo industrial que põe o território em disputa direta com a cidade chinesa de Shenzhen pelo posto de maior polo de inovação do mundo. No oásis tecnológico proliferam companhias de ponta, que se espalham ainda pela costa litorânea, nos arredores de Tel-Aviv, fazendo dessa pequeníssima nação, com menos de 10% da área do Estado de São Paulo e população pouco maior que a da cidade do Rio de Janeiro, um sinônimo de progresso. Como Israel transformou um deserto árido em centro de inovação mundial? Responde Ran Natanzon, especialista em vender tal faceta do país: “Trata-se de uma combinação dos seguintes fatores, todos igualmente essenciais: somos uma nação altamente militarizada; mantemos a indústria em ligação com as pesquisas acadêmicas; o governo atua para fomentar o setor; há operação ativa de fundos de investimentos e multinacionais; e existe uma proliferação de startups”. Todo israelense, homem ou mulher, é obrigado a servir no Exército ao completar 18 anos. O que não quer dizer, no entanto, que o contingente completo vá para a linha de frente. Há, por exemplo, uma unidade, a 8.200, integrante do Corpo de Inteligência das Forças de Defesa, cujos membros se dedicam a decifrar códigos de computador. “Essa tropa fornece veteranos hábeis em trabalhar com segurança de dados digitais e em outras áreas do mercado da tecnologia”, explicou o engenheiro israelense Lavy Shtokhamer, que chefia uma divisão que mescla agentes ligados ao governo e representantes de empresas parceiras, como a IBM, em ações contra ataques de hackers que têm como alvo Israel ou, como vem sendo mais frequente, sistemas de companhias privadas. (Filipe Vilicic. Veja, 12.02.2020. Adaptado) 037. 037. (INÉDITA) No título do texto precedente, o termo “Diamante” é empregado em sentido figurado. Também é empregado em sentido figurado o termo destacado em a) Vales marcados pela intensa aridez parecem ter se tornado ambientes ideais para o florescimento de frutos típicos do século XXI. b) “O maior centro de inovação do planeta se encontra em uma região seca da Califórnia”. c) “Essa tropa fornece veteranos hábeis em trabalhar com segurança de dados digitais e em outras áreas do mercado da tecnologia.” d) “o governo atua para fomentar o setor”. e) Todo israelense, homem ou mulher, é obrigado a servir no Exército ao completar 18 anos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 96 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Em(A), a palavra “frutos” não está sendo empregada em sentido literal (no Dicionário Houaiss, “fruto” é o “órgão formado pela maturação de um ou mais ovários, frequentemente associados a estruturas acessórias, que apresenta grande variedade de formas (rubrica: morfologia botânica)”. O emprego é em sentido figurado: “fruto” é o “produto de um esforço empregado ou de um desejo que se construiu”. Nas demais alternativas (B),(C),(D) e(E)), os termos “seca”, “veteranos”, “setor” e “obrigado” estão sendo empregado em sentido literal (acepção original). Letra a. 038. 038. (INÉDITA) Uma antítese é um tipo de linguagem figurada em que ocorre a presença de duas palavras de sentido oposto; a frase abaixo em que NÃO ocorre a presença de uma antítese ou de um paradoxo é: a) “Onde nasci, morri. Onde morri, existo. E das peles que visto muitas há que não vi.” (Carlos Drummondde Andrade); b) “Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao olhar para o Universo, o homem é tudo.” (Marcelo Gleiser); c) “Em tristes sombras morre a formosura; em contínuas tristezas a alegria.” (Gregório de Matos); d) “Oh, metade exilada de mim, leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais.” (Chico Buarque); e) “Qualquer novo conhecimento provoca dissoluções e novas integrações.” (Hugo von Hofmannsthal). Em “d”, temos o predomínio de uma figura denominada comparação (além de haver personificação), não de antítese ou paradoxo. Nas demais alternativas, observam-se as seguintes antíteses: “a” nascer/morrer; morrer/existir; “b” nada/tudo; “c” tristeza/alegria; e “e” dissolução/integração. Letra d. O papel social da literatura africana Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. Fazia apenas 27 anos que a Nigéria, seu país natal, se tornara independente. Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. Faz 34 anos do reconhecimento de Soyinka e 28 anos que uma mulher negra, Toni Morrison, recebeu o Nobel de Literatura de 1993. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 97 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre A realidade de pessoas não brancas e não Ocidentais receberem reconhecimento no Ocidente é tão nova quanto a emergência dos Estados africanos contemporâneos e o fim das leis de segregação nos Estados Unidos e África do Sul. Se autores do século XVI, como Shakespeare ou Camões, podiam ser naturalmente considerados como parte do cânone da Literatura, os autores não europeus, em especial as mulheres do Sul global, estavam fora desse mundo. Mas quem fez o mundo do modo que ele é, excludente, segregado e racializado? Nossa história foi e em muitos sentidos continua sendo mediada pelo Ocidente e essa mediação fez e faz constantes escolhas intelectuais e políticas embasadas em fortes estruturas mentais inventadas pelo próprio Ocidente. Duas marcantes ideias dessa estrutura mental para pensarmos o papel social da literatura africana são o racismo e o eurocentrismo. São apenas duas delas, mas deveras definidoras. Seguindo o pensamento ocidental desde sua expansão globalizante no século XVI, damo- nos conta de que sua visão de mundo é excludente. Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não merecem existir. Ao olhar do estrangeiro que possui um cocuruto recheado de ideias eurocêntricas do que é errado e do que é certo, ao chegar em África esse estrangeiro só enxerga coisas erradas, formas desviantes de todas expressões morais, éticas, sociais e culturais de seu berço europeu. O mesmo ocorreu com os povos originários da América, da Oceania e da Ásia. Não falam como falam na Europa, não conhecem e não acreditam no mesmo deus, não vivem como se vive na Europa. O continente que colonizou a maior parte do mundo tratou de classificar o mundo por meio do que considerava ausências. Se não há o que existe na Europa, então não existe nada. É então esse povo classificado pelo outro, considerado inferior e sem valor. Mas em vez de entender o não europeu apenas como diferente e assim deixá-lo, o pensamento centrado na Europa se propõe universal. Por isso, ao encontrar esse mundo diferente, o desejo de quem se considera correto é de destruir ou alterar aquilo que se considera errado. E assim foi que a missão colonizadora, carregada de uma visão de mundo estrangeira aos africanos, penetrou em suas “terras selvagens”, entre seus “povos incivilizados” para direcioná-los da “escuridão para a luz.” A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. A literatura africana é um testemunho disso. Foi nesse mundo que Wole Soyinka nasceu. Ele e outros de sua geração, como Chinua Achebe, Ngũgĩ wa Thiong’o, Es’kia Mphahlele, Flora Nwapa, Buchi Emecheta, Ousmane Sembène, Ana Paula Tavares, Uanhenga Xitu e Rebeka Njau. Essa geração, em diferentes locais da África, viveu a noite colonial, viu os sóis das independências e descobriu a vida no crepúsculo de um mundo que ainda existe entre a colônia e a pós-colônia. (Le Monde Diplomatique Brasil. 4.10.2022) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 98 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 039. 039. (INÉDITA) Utiliza-se a figura de linguagem conhecida como piada da internet conta que no seguinte trecho: a) [...] o pensamento centrado na Europa se propõe universal. (6º parágrafo) b) Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. (1º parágrafo) c) Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não merecem existir. (4º parágrafo) d) Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. (1º parágrafo) e) A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. (7º parágrafo) A metáfora é a “designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança” (Houaiss, 2009). Em(E), o termo “noite” não significa especificamente o “tempo que transcorre entre o ocaso e o nascer do sol”. Na verdade, designa um período de ignorância, de desesperança, de obscurantismo (isto é, o que representou o período colonial para a África). Nas demais alternativas (A),(B),(C) e(D)), os termos estão sendo empregados em sentido predominantemente denotativo. Letra e. 040. 040. (INÉDITA) Utiliza-se a figura de linguagem conhecida como metáfora no seguinte trecho: a) [...] o pensamento centrado na Europa se propõe universal. (6º parágrafo) b) Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. (1º parágrafo) c) Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não merecem existir. (4º parágrafo) d) Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. (1º parágrafo) e) A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. (7º parágrafo) A metáfora é a “designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança” (Houaiss, 2009). Em (E), o termo “noite” não significa especificamente o “tempo que transcorre entre o ocaso e o nascer do sol”. Na verdade, designa um período de ignorância, de desesperança, de obscurantismo (isto é, o que representou o período colonial para a África). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 99 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Nas demais alternativas ((A), (B),C) e (D)), os termos estão sendo empregados em sentido predominantemente denotativo. Letra e. REESCRITA Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa maisdesafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas e de acesso à Internet. Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3º ano do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos estudantes ao final do 9º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9º ano apresentaram uma queda de 12 pontos, e os do 3º ano do ensino médio, de 11 pontos. Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores e estudantes possam retomar a aprendizagem. Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão e à resolução das tarefas.” De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine. Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 100 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de preparação para o vestibular. Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela. Internet: (com adaptações). Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue o seguinte item. 041. 041. (CEBRASPE/PROFESSOR/SEE-PE/2023) Em “Para Suelaine Carneiro” (início do quarto parágrafo), a palavra “Para” poderia ser substituída por Segundo, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto. As duas formas – “para” e “segundo” – são conectivos que denotam conformidade. Por essa razão, são intercambiáveis (um termo pode substituir o outro no contexto de ocorrência em análise). Certo. Texto 1A1-I Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 101 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo. Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com adaptações). 042. 042. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) A palavra “rememorando”, em “E rememorando como combatíamos.” (sexto parágrafo do texto 1A1-I) poderia ser substituída, sem prejuízo para os sentidos do texto, por a) relembrando. b) resgatando. c) reafirmando. d) exaltando. e) olvidando. O vocábulo “rememorar” está vinculado à palavra “memorar” (trazer à memória; recordar, relembrar). Assim, o substituto adequado está presente em (A): “E relembrando como combatíamos.” Letra a. Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837. Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãocivil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 102 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram- se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade. Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas. Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, os nomes de Pixis e Beethoven... A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada. Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos arrogantes a respeito do que julgamos ser arte. Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de aplaudir Pixis como se fosse Beethoven. Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações). 043. 043. (CEBRASPE/AUDITOR/SEFAZ-RS/2019) Os sentidos originais e a correção gramatical do texto precedente seriam preservados se a forma verbal “invertera” (5º parágrafo) fosse substituída por A) inverteria. B) teria invertido. C) invertesse. D) havia invertido. E) houve de inverter. A forma “invertera” está na 3ª pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito do indicativo. A locução adequada para substituir essa forma é “havia invertido” (alternativa (D), que preserva os mesmos valores semânticos do trecho original. As outras formas verbais propostas divergem em algum ponto em relação a essas informações (ou estão no futuro do pretérito, ou o subjuntivo, ou no pretérito simples etc.). Letra d. [...] A competitividade gerada pela interdependência estadual é outro ponto. Na década de 60, a adoção do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um avanço importante 19 para a tributação indireta, permitindo a internacionalização das trocas de mercadorias com a facilitação da equivalência dos impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo as 22 diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, é o único caso no mundo de imposto que, embora se pareça com o IVA, não é administrado pelo governo federal — o que 25 dá O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 103 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre aos estados total autonomia para administrar, cobrar e gastar os recursos dele originados. A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte 28 e sete unidades da Federação, dada a coexistência dos princípios de origem e destino nas transações comerciais interestaduais, que gera a já comentada guerra fiscal. [...] Em relação a aspectos estruturais do texto precedente e às informações por ele veiculadas, julgue o item subsequente. 044. 044. (CEBRASPE/AUDITOR/SEFAZ-RS/2019) A correção gramatical e os sentidos originais do texto precedente seriam preservados se, no trecho “A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação”, o vocábulo “ainda” fosse substituído pela seguinte expressão, isolada por vírgulas. a) até então b) ao menos c) além disso d) até aquele tempo e) até o presente momento A ideia expressa pelo vocábulo “ainda” é aditiva (uma espécie de soma de informações sobre os impactos da competência estadual do ICMS), podendo ser substituído pela expressão “além disso” (alternativa (C)), que significa algo como “além dessa informação recém- apresentada, soma-se outra”. O trecho reescrito (com as vírgulas) fica assim, então: “A competência estadual do ICMS gera, além disso, dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação”. Letra c. 1 A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural 4 conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do gênero. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas 7 natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua artificialmente construída. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como 10 todos o são. Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 104 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Em relação a aspectos estruturais do texto precedente e às informações por ele veiculadas, julgue o item subsequente. 045. 045. (CEBRASPE/SUPERIOR/STM/2018) A coerência e a coesão do Texto seriam mantidas caso seu último período passasse a figurar como seu quarto período. Vou apresentar o texto conforme a alteração proposta pela banca: A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do gênero. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como todos o são. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua artificialmente construída. As relações de sentido são mantidas, uma vez que o período deslocado encerra uma “verdade absoluta” (na visão do autor). Essa independência proposicional é o que permite o deslocamento. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 105 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre REFERÊNCIASREFERÊNCIAS ADLER & DOREN. Como ler um livro. 1990. AZEREDO, J. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 2008. BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 2018. CAMACHO, R. Sociolinguística. 2001. GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar. 2013. HOUAISS, A. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. 2009. JAKOBSON, R. Linguística e comunicação. 2014. KOCH, I. Introdução à linguística textual. 2013. KOCH, I. O texto e a construção dos sentidos. 2008. MARCUSCHI, L. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. 2012. MEDEIROS, J. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 2017. PEIRCE, C. Semiótica. 2016 PEREIRA & NEVES. Ler/Falar/Escrever. Práticas discursivas no ensino médio: uma proposta teórico-metodológica. 2012. PLATÃO & FIORIN. Para entender o texto: leitura e redação. 2007. PRETO, D. Sociolinguística: os níveis de fala. 2000. WALTON, D. Lógica informal. 2012. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civile criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 106 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre ANEXOANEXO SIGLAS E ABREVIATURAS e.g. – exempli gratia (forma latina de “por exemplo”). etc. – et cetera (forma latina de “e outras coisas”). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br Abra caminhos crie futuros gran.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Sumário Apresentação PDF Sintético de Texto 1. Interpretação e Compreensão de Textos 1.1. Pressupostos e subentendidos 1.2. Vozes Discursivas e Tipos de Discurso | Intertextualidade 1.3. Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem 1.4. Níveis de Linguagem | Variação Linguística 2. Tipologias e Gêneros Textuais 2.1. Os Gêneros Textuais 3. Coesão e Coerência 4. Semântica 4.1. Denotação e Conotação 4.2. Sinonímia e Antonímia 4.3. Polissemia e Ambiguidade 5. Figuras e Vícios de Linguagem 6. Reescrita Exercícios Gabarito Gabarito Comentado Referências Anexoem favor de uma tese, a qual se encaminha para uma proposta de intervenção. O ponto de vista apresentado é o do veículo de comunicação ( jornal, canal de TV, rádio etc.), da empresa jornalística ou do redator-chefe. Artigo de opinião Busca-se convencer o leitor em relação a uma determinada ideia. O autor do artigo de opinião não representa o ponto de vista do veículo que publica o texto, mas sim do próprio articulista. Esse também é um gênero pertencente ao tipo textual dissertativo- argumentativo. É frequente o uso da primeira pessoa do singular e de modalizadores do discurso, marcando um posicionamento individual de quem escreve. Notícia Relata-se concisamente e objetivamente os fatos da realidade, destacando-se as seguintes informações: o que, quem, quando, onde, como e por quê. Reportagem É um texto jornalístico que trata de fatos de interesse público. A abordagem desses fatos é mais aprofundada (e didática) em relação à abordagem observada no gênero notícia. Crônica É um texto literário breve, com trama quase sempre pouco definida e motivos geralmente extraídos do cotidiano imediato. É um texto de natureza tipicamente narrativa. Conto É uma narrativa breve e concisa. No conto, há um só conflito, uma única ação (com espaço geralmente limitado a um ambiente). Além disso, há unidade de tempo e número restrito de personagens. O conflito é quase sempre resolvido após o clímax. Divinatório Possui valor “preditivo” e busca estabelecer o futuro (seja do interlocutor, seja de terceiros). Exemplo: horóscopo. Publ ic itár io e propagandístico Nos textos publicitários e propagandísticos, o emissor busca evidenciar a função conativa, atuando sobre o comportamento do destinatário. As formas linguísticas mais comuns são o imperativo (modo verbal), além de se adotarem outras estratégias de convencimento. Os suportes mais comuns são a mídia impressa, os canais de televisão e as redes sociais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 14 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 3 . COESÃO E COERÊNCIA3 . COESÃO E COERÊNCIA A noção de coerência é vinculada à ideia de harmonia. Um texto coerente é um texto harmônico; e para haver harmonia, é necessário que as partes se integrem num todo coeso. Opa, já temos uma vinculação entre coerência e coesão. Há dois tipos centrais de coesão: a sequencial e a referencial. Na coesão sequencial, os termos se conectam numa sequência lógica e articulada. Para isso, utilizam-se as preposições e as conjunções, além de outras estruturas articuladoras (como certas formas adverbiais, e.g. primeiramente). Como estamos trabalhando em formato de síntese, faço remissão ao PDF Sintético de Gramática para a revisão das preposições e das conjunções (coordenativas e subordinativas). Na coesão referencial, três referências são relevantes: textual, espacial e temporal. Na coesão referencial espacial e temporal, os referentes são os elementos da enunciação (atores do discurso, contexto da enunciação e momento da enunciação). Coesão referencial Textual Espacial Temporal Anáfora (retoma) Perto do enunciador Presente Catáfora (antecipa) Perto do interlocutor Passado Longe do enunciador e do interlocutor Futuro As formas linguísticas típicas da coesão referencial são os pronomes e os verbos. Os pronomes retomam ou antecipam formas substantivas (sintagmas nominais) ou estruturas mais complexas (oracionais ou até paragrafais). Os verbos manifestam as propriedades gramaticais de tempo e de número-pessoa (as quais são capazes de referenciar). Outras estratégias de coesão referencial são utilizadas (e cobradas em concursos), como retomada por elipse (apagamento fonológico/gráfico de uma forma linguística subentendida), por sinonímia, por perífrase etc. Professor, esse conteúdo é muito cobrado em provas de concurso?Professor, esse conteúdo é muito cobrado em provas de concurso? Eu sempre falo para os meus alunos que as bancas cobram com muita frequência o conteúdo de coesão (sequencial e referencial). Nos últimos cinco anos, foram aplicadas 4.708 questões sobre esse tema. Isso nos mostra o quão importante é esse conhecimento para a sua preparação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 15 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 4 . SEMÂNTICA4 . SEMÂNTICA O conteúdo de semântica é o mais complexo de se ensinar. Eis o porquê: não é possível apresentar a você, candidato em preparação para uma prova, os significados de todos os vocábulos em português. A única forma de se ampliar esse conhecimento é por meio de muita leitura (e eu sei que você tem lido muito – e isso é ótimo) e por meio de uma técnica bastante eficaz: depreender os sentidos do vocábulo pelo contexto. Vamos à segunda técnica. Imagine uma mulher conversando com uma amiga após um encontro ruim: “Nossa, não gostei do Pedro. Ele estava muito sorumbático no encontro. Eu esperava alguém mais animado, mais alegre”. A palavra desconhecida é “sorumbático”. Você consegue depreender o significado desse adjetivo? Pelo contexto, certamente é o contrário de animado, de alegre. Logo, seria algo como “triste”, “sombrio”. Pronto, chegamos ao significado correto da palavra em análise! Em termos técnicos, a semântica estuda o modo como um significante se une a um significado, formando um signo linguístico. Em concursos, os seguintes conceitos são fundamentais: denotação e conotação; sinonímia e antonímia e polissemia e ambiguidade. As bancas são muito prolíficas (uia, que palavra mais chique, professor!) na cobrança de conhecimentos de semântica. Somente nos últimos 5 anos (consulta na Plataforma Gran Questões), foram aplicadas 1275 questões sobre esse conteúdo. 4 .1 . DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO4 .1 . DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO A denotação é a relação significativa objetiva entre o significante e o significado. A denotação é o elemento estável da significação da palavra, elemento não subjetivo (isto é, descreve as coisas do mundo tal qual elas são). Pode ser analisado fora do discurso (contexto). A conotação, por sua vez, é o conjunto de alterações ou ampliações que se agregam ao sentido denotativo de um signo. Essas alterações e ampliações ocorrem por associações linguísticas de diversos tipos (estilísticas, fonéticas, semânticas) ou por identificação com algum dos atributos de coisas, pessoas e seres da natureza. Como ilustração, observe a palavra “cachorro”. Em sentido denotativo, esse signo denomina um “mamífero carnívoro da família dos canídeos”. Em sentido conotativo, essa palavra qualifica (ou denomina) um indivíduo indigno ou mau-caráter. As noções de denotação e conotação são próximas às noções de sentido literal (conforme ao próprio e genuíno significado das palavras, por oposição ao seu sentido figurado; exato, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 16 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre rigoroso) e sentido figurado (que se caracteriza por uso abundante e sistemático das figuras de palavra (tropos), como a metáfora, a metonímia e a sinédoque). 4 .2 . SINONÍMIA E ANTONÍMIA4 .2 . SINONÍMIA E ANTONÍMIA Para os conceitos de sinonímia e antonímia,basta lembrar do seguinte par: SINÔNIMO IGUAL ANTÔNIMO CONTRÁRIO Temos, então, o seguinte: a sinonímia é a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes; a antonímia é a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários. 4 .3 . POLISSEMIA E AMBIGUIDADE4 .3 . POLISSEMIA E AMBIGUIDADE Para os fenômenos semânticos de polissemia e ambiguidade, vale o seguinte esquema: POLISSEMIA MAIS DE 1 SIGNIFICADO AMBIGUIDADE Ou seja, na polissemia e na ambiguidade, a expressão linguística possui mais de um significado (mais de uma interpretação possível). A ambiguidade só será resolvida pelo contexto (isto é, só se sabe o significado “real” de uma frase quando conhecemos o contexto em que o enunciado ocorreu). Em uma prova recente da banca FGV (2023), uma frase foi apresentada em uma das alternativas: “Antes de sair, meu pai quis aconselhar-me.” Você consegue identificar a ambiguidade? Quem saiu? Quem falou a frase (o “eu” discursivo”) ou o pai? Apenas o contexto responde essas perguntas. A mesma situação ocorre na polissemia/homonímia, em que uma palavra possui mais de um significado (por exemplo, em “ele ficou no banco o dia todo”, em que não sabemos se o banco é um móvel (um assento) ou um estabelecimento (financeiro)). 5 . FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM5 . FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM Na Plataforma Gran Questões (filtros: Língua Portuguesa, últimos 4 anos, todas as bancas), há 918 questões sobre Figuras de Linguagem e 156 questões sobre Vícios de Linguagem. Os enunciados tipicamente apresentam estas formulações: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 17 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Banca Enunciado da questão sobre Figuras e Vícios de Linguagem CEBRASPE A personificação, figura de linguagem em que características humanas são atribuídas a algo inanimado ou abstrato, evidencia-se nas passagens da penúltima estrofe. No trecho “embaça-se um homem a si mesmo”, do texto, nota-se uso expressivo de pleonasmo, que, no caso em questão, configura-se pela FGV Essa frase refere-se a uma figura de linguagem denominada eufemismo, em que se apresenta uma coisa ruim por meio de expressões mais brandas. Assinale a opção que indica o problema de construção dessa frase. VUNESP Verifica-se um aparente paradoxo entre os termos que compõem a expressão A comunicação nas organizações quando bem executada contribui no envolvimento da equipe, na confiança dos clientes e do mercado, ou seja, no alcance dos resultados pretendidos. Contudo, quando há erros, os problemas são inevitáveis. Veja a charge a seguir e responda: qual é o tipo de erro cometido nesse tipo de comunicação? QUADRIX É correto afirmar que a expressão “resistir à tentação” constitui um exemplo da figura de linguagem conhecida como metáfora. Ocorre, na passagem, um vício grave de linguagem chamado, popularmente, de “gerundismo”, caracterizado pelo uso desnecessário da forma nominal gerúndio. As características e os exemplos de cada figura de linguagem e de cada vício de linguagem estão apresentados nos quadros a seguir. Utilizo as definições do Dicionário Houaiss (2009). Começamos pelas figuras de linguagem: FIGURAS DE LINGUAGEM Figura Definição Exemplo Antítese Figura pela qual se opõem, numa mesma frase, duas palavras ou dois pensamentos de sentido contrário. “Com luz no olhar e trevas no peito.” “A mão que afaga é a mesma que apedreja.” Oximoro (paradoxo) Figura em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão. “Claro enigma.” Antonomásia (ou perífrase) Variedade de metonímia que consiste em substituir um nome de objeto, entidade, pessoa etc. por outra denominação, que pode ser um nome comum (ou uma perífrase), um gentílico, um adjetivo etc., que seja sugestivo, explicativo, laudatório, eufêmico, irônico ou pejorativo e que caracterize uma qualidade universal ou conhecida do possuidor. Aleijadinho por Antônio Francisco Lisboa. O Salvador por Jesus Cristo. Anáfora Repetição de uma palavra ou grupo de palavras no início de duas ou mais frases sucessivas, para enfatizar o termo repetido Este amor que tudo nos toma, este amor que tudo nos dá, este amor que Deus nos inspira, e que um dia nos há de salvar. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 18 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre FIGURAS DE LINGUAGEM Catacrese Metáfora já absorvida no uso comum da língua, de emprego tão corrente que não é mais tomada como tal, e que serve para suprir a falta de uma palavra específica que designe determinada coisa. Braços de poltrona. Dentes do serrote. Nariz do avião. Pescoço de garrafa. Comparação Paralelo feito entre dois termos de um enunciado com sentidos diferentes. Dirige como um louco. Disfemismo Emprego de palavra ou expressão depreciativa, ridícula, sarcástica ou chula, em lugar de outra palavra ou expressão neutra. Ficar puto por ficar com raiva. Eufemismo Palavra, locução ou acepção mais agradável, de que se lança mão para suavizar ou minimizar o peso conotador de outra palavra, locução ou acepção menos agradável. Ele bateu as botas (morreu). Hipérbole Ênfase expressiva resultante do exagero da significação linguística. Morrer de medo. Estourar de rir. Metáfora Designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança. Ele tem uma vontade de ferro. Metonímia Figura de retórica que consiste no uso de uma palavra fora do seu contexto semântico normal, por ter uma significação que tenha relação objetiva, de contiguidade, material ou conceitual, com o conteúdo ou o referente ocasionalmente pensado. Adora Portinari por a obra de Portinari. Personificação (ou prosopopeia) Figura pela qual o orador ou escritor empresta sentimentos humanos e palavras a seres inanimados, a animais, a mortos ou a ausentes. “Ah, cidade maliciosa de olhos de ressaca” Sinestesia Cruzamento de sensações; associação de palavras ou expressões em que ocorre combinação de sensações diferentes numa só impressão. O cheiro áspero de terra. E seguimos com os principais vícios de linguagem: VÍCIOS DE LINGUAGEM Vício Definição Exemplo Ambiguidade (ou anfibologia) Propriedade que apresentam diversas unidades linguísticas (morfemas, palavras, locuções, frases) de significar coisas diferentes, de admitir mais de uma leitura. O rapaz bateu na velha com a bengala. Barbarismo Uso de formas vocabulares contrárias à norma culta da língua, seja do ponto de vista ortoépico (pronúncia), ortográfico, gramatical ou semântico. Peneu no lugar de pneu; Rúbrica no de rubrica; “Menas palavras” por “menos palavras”. Cacofonia Repetição de sons (fonemas ou sílabas) considerada desagradável ao ouvido. A última atividade será uma diligência no Pará para ouvir as populações afetadas. Pleonasmo Redundância de termos no âmbito das palavras. Ele via tudo com seus próprios olhos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 19 de 107gran.com.brPDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre VÍCIOS DE LINGUAGEM Queísmo Omissão da preposição de antes da conjunção integrante que, onde, pela regência do verbo na norma culta da língua, ela é necessária. Gostaríamos [de] que ele fosse nosso paraninfo. Sínquise Tipo de hipérbato no qual a transposição de ordem das palavras de uma oração ou período resulta em dificuldade para o entendimento da construção. Em “pesada caiu o pobre melancolia” por “o pobre caiu em pesada melancolia”. Solecismo Intromissão, na norma culta de uma língua, de construções sintáticas alheias a essa língua, geralmente por parte de pessoas que não dominam inteiramente suas regras. Os chamados erros de concordância, de regência, de colocação, a má construção de um período composto etc. 6 . REESCRITA6 . REESCRITA As questões de reescrita são as queridinhas das bancas. Na Plataforma Gran Questões (filtros: Língua Portuguesa, últimos 4 anos, todas as bancas), há 2750 questões sobre esse conhecimento em Língua Portuguesa. São muitas! Os enunciados tipicamente apresentam estas formulações: Banca Enunciado da questão sobre Reescrita CEBRASPE Assinale a opção em que a proposta de reescrita do último período do texto preserva os seus sentidos e a correção gramatical. FCC A frase acima ganha nova redação, na qual se mantêm seu sentido básico e a correção gramatical, na seguinte versão: FGV A reescritura da passagem do texto na qual NÃO se verifica nenhum desvio em relação à norma padrão do português é: IDECAN Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no período acima tenha provocado forte alteração de sentido. VUNESP Assinale a alternativa que reescreve o trecho destacado na passagem – O que não parece certo é apontar e discriminar, para excluir aqueles que não estão inseridos no grupo do bem. – de acordo com a norma-padrão. QUADRIX Estariam mantidas as relações sintáticas e de sentido do texto, bem como a sua clareza, caso o trecho “que nos permitem ver da imensidão do cosmo ao diminuto mundo subatômico” fosse reescrito da seguinte forma: Que permitem-nos ver da imensidão do cosmo ao diminuto mundo subatômico. Sempre digo em minhas aulas que as questões sobre reescrita são do tipo “guarda- chuva”, pois são capazes de abarcar muitos tópicos, em especial os relacionados à norma-padrão. Com isso, uma questão sobre o processo de reescrita pode propor uma nova redação de um trecho alterando vocábulos, modificando a ordem das palavras, alterando a voz (ativapassiva) etc. Nessas alterações, muitos conhecimentos são exigidos (e você deve ativá-los a partir de um olhar analítico bem refinado). Em muitas questões (talvez na maioria delas), exige-se também a manutenção (ou não) dos sentidos originais (quando os O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 20 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre sentidos são mantidos, estamos diante de uma paráfrase). Está claro, então, o porquê de as bancas lançarem mão de questões sobre reescrita, não é? Como o nosso projeto é sintetizar as informações sobre os conteúdos, REVISANDO os conhecimentos exigidos, farei uso de mapas mentais para retomar os principais tipos de reescrita exigidos em provas de concurso. Lembro da importância de articular esse conhecimento com o conteúdo de gramática, tudo bem? Tudo funciona de forma integrada. Vamos aos mapas! Mapa Mental - Mapa Mental - Reescrita (norma-padrão) 1 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 21 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Mapa Mental - Mapa Mental - Reescrita (norma-padrão) 2 Mapa Mental - Mapa Mental - Reescrita e Paráfrase O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 22 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS Texto CB1A1 Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto mais marcante. Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres. Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. 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Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a socióloga. Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado. Christina Queiroz. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 299, jan./ 2021. Internet: (com adaptações). Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, julgue os itens subsequentes. 001. 001. (CEBRASPE/TÉCNICO/INSS/2022) Os serviços de cuidados fornecidos na América Latina diferenciam-se dos providos em países do hemisfério norte. 002. 002. (CEBRASPE/TÉCNICO/INSS/2022) A profissionalização do trabalho de cuidados nos últimos anos remodelou a essência do conceito de cuidado. Texto CG2A1-II A atenção é uma vantagem evolutiva e tanto, pois permite que o animal concentre sua capacidade cognitiva (um recurso finito e sempre escasso) em determinada coisa e, a partir daí, tente entendê-la — podendo antecipar-se, ou reagir melhor, a ela. Preste atenção a seus predadores, ou a suas presas, e você terá mais chance de comer e não ser comido. Atenção é útil para todo animal. Tanto é assim que ela emana do sistema límbico: a parte mais interna e antiga do cérebro, que o Homo sapiens compartilha com diversas espécies. A mente humana tem um desejo insaciável de encontrar coisas novas e interessantes, e dedicar atenção a elas. A Internet é uma fonte praticamente inesgotável de coisas nas quais prestar atenção. Nela, o conteúdo e os serviços costumam ser gratuitos, pois seus criadores ganham dinheiro publicando anúncios, que também atrairão nossa atenção (e somente a partir daí, quem O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 24 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre sabe, poderão nos induzir a comprar ou consumir algum produto). Percebeu? A principal mercadoria do Google não é o buscador, os mapas ou o Gmail. É a sua atenção, que ele coleta e revende. A atenção é a maior riqueza das empresas de Internet. Fez fortunas, criou gigantes, mudou o mundo. Por isso há tanta gente lutando por ela: a loja do sistema Android tem 2,1 milhões de aplicativos; a do sistema utilizado pelo iPhone, 1,8 milhão. Superinteressante. Edição do Kindle, out./ 2019, p. 28 (com adaptações). 003. 003. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Segundo as ideias veiculadas no texto CG2A1- II, a atenção a) é exclusiva dos seres humanos. b) é a parte mais interna e antiga do cérebro c) consiste na principal mercadoria de empresas como o Google. d) consiste em um recurso finito e escasso. e) é o bem mais privilegiado nas redes sociais da Internet. Texto CG2A1-I Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade. Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé. Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 25 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre 004. 004. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Depreende-se do último período do texto CG2A1-I que a) o sistema de transporte estadunidense é mais eficiente que o europeu. b) uma pessoa consegue viajar dos Estados Unidos para Roma mais rapidamente hoje em dia, devido a meios de transporte mais eficientes, do que conseguiria antigamente. c) é possível fazer um trajeto de vários quilômetros de carro na cidade de Dallas, hoje em dia, mais rapidamente do que um pequeno trajeto a pé na Roma Antiga. d) a distância entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio é menor do que a distância entre um ponto qualquer da atual cidade de Roma e o Coliseu. e) a distância física entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio de futebol é similar à que existe entre um ponto qualquer da cidade de Roma e o Coliseu. 005. 005. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) De acordo com o texto CG2A1-I, a alta densidade demográfica em certas cidades é um fato provocado a) pela pobreza. b) pelo alto custo de vida dos grandes centros urbanos. c) pela concentração das indústrias nas cidades. d) pela inexistência de transporte nas áreas não urbanas. e) pela ausência de medidas de contenção de crescimento populacional. Texto CB2A1-I A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico. Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racionalde papéis (em inglês, less paper). Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank about:blank 26 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da credibilidade desse tipo de negociação online. Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transação eletrônica. Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente – dire- trizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações). 006. 006. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Os fatores da atividade empresarial exemplificados no segundo parágrafo do texto CB2A1-I são a) funcionamento 24 horas por dia, quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana, diminuição de tempo gasto com as operações e sustentabilidade no uso de papel. b) quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana, diminuição de tempo gasto com as operações e sustentabilidade no uso de papel. c) quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana e diminuição de tempo gasto com as operações. d) quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana. 007. 007. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Depreende-se do texto CB2A1-I que a eficácia do sistema B2C está diretamente relacionada a) ao esforço do comerciante na execução e manutenção do sistema de comércio eletrônico. b) à transparência do comércio eletrônico. c) ao suporte oferecido ao consumidor nas transações comerciais eletrônicas. d) à ampliação das atividades do comerciante pelo uso de novas tecnologias. 008. 008. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Considerando-se as ideias veiculadas no texto CB2A1-I, é correto afirmar que ele é destinado a) a profissionais de TI. b) a consumidores. c) a comerciantes. d) ao público geral. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank about:blank about:blank 27 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Texto 1A2-II Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar! Eduardo Galeano. A função da arte/1. In: O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. 9.ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2002 (com adaptações). 009. 009. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) No texto 1A2-II, a experiência de Diego é marcada a) pela cumplicidade. b) pelo emudecimento. c) pela perplexidade. d) pelo estarrecimento. e) pelo entendimento. Texto 1A2-I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 28 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). 010. 010. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Infere-se do trecho “A literatura é o sonho acordado das civilizações”, do texto 1A2-I, que, com a literatura, as pessoas entregam-se à a) certeza. b) reflexão. c) distopia. d) realização. e) imaginação. TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS . Texto 1A2-II Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez da manhã falou: — Ninguém é obrigado a parecer velho. Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte: — Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade. Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em umatabuleta de madeira. A apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas durante a vida: — Às vezes, é preciso dizer não. Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos. 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Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações). 011. 011. (CEBRASPE/ASSISTENTE/SEFAZ-RS/2019) Assinale a opção que reproduz trecho do texto 1A2-II em que predomina a tipologia descrição. a) “Ninguém é obrigado a parecer velho” (l. 4) b) “Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor” (l. 6 a 8) c) “Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade” (l. 9 e 10) d) “Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede” (l. 31 e 32) e) “a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões” (l. 35 e 36) Texto CB2A1-I 1| Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando isso ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam 4| época, pedras miliares no caminho da humanidade. A invenção das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na 7| Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas entre os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de época, que 10| desorientaram gerações inteiras. Se observarmos bem, essas ondas longas da história, como as chamava Braudel, tornaram-se cada vez mais curtas. 13| Acabamos de nos recuperar da ultrapassagem da agricultura pela indústria, ocorrida no século XX, e, em menos de um século, um novo salto de época nos tomou de surpresa, 16| lançando-nos na confusão. Dessa vez o salto coincidiu com a rápida passagem de uma sociedade de tipo industrial dominada O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br about:blank 30 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre pelos proprietários das fábricas manufatureiras para uma 19| sociedade de tipo pós-industrial dominada pelos proprietários dos meios de informação. O fórceps com o qual a recém-nascida sociedade 22| pós-industrial foi extraída do ventre da sociedade industrial anterior é representado pelo progresso científico e tecnológico, pela globalização, pelas guerras mundiais, pelas revoluções 25| proletárias, pelo ensino universal e pelos meios de comunicação de massa. Agindo simultaneamente, esses fenômenos produziram uma avalanche ciclópica — talvez a 28| mais irresistível de toda a história humana — na qual nós, contemporâneos, temos o privilégio e a desventura de estar envolvidos em primeira pessoa. 31| Ninguém poderia ficar impassível diante de uma mudança dessa envergadura. Por isso a sensação mais difundida é a desorientação. 34| A nossa desorientação afeta as esferas econômica, familiar, política, sexual, cultural... É um sintoma de crescimento, mas é também um indício de um perigo, porque 37| quem está desorientado sente-se em crise, e quem se sente em crise deixa de projetar o próprio futuro. Se deixarmos de projetar nosso futuro, alguém o projetará para nós, não em 40| função de nossos interesses, mas do seu próprio proveito. Domenico de Masi. Alfabeto da sociedade desorientada: para entender o nosso tempo. Trad. Silvana Cobucci e Federico Carotti. São Paulo: Objetiva, 2017, p. 93-4 (com adaptações). 012. 012. (CEBRASPE/ANALISTA/PGE-PE/2019) O texto caracteriza-se como dissertativo- argumentativo, devido, entre outros aspectos, à presença de evidências e fatos históricos utilizados para validar a argumentação do autor. Texto CG1A1-II À área da linguística que se ocupa em contribuir para a solução de problemas judiciais e que auxilia também na compreensão de discursos e interações produzidos em ambiente jurídico chamamos de linguística forense. Pouco ainda se fala e se conhece sobre a aplicação da linguística à esfera forense, apesar de muitos crimes serem cometidos unicamente ou parcialmente por meio da língua, como a calúnia, a injúria, a difamação, a ameaça, o estelionato e a extorsão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 31 de 107gran.com.br PDF SINTÉTICO Texto Bruno Pilastre Ao produzir um texto, oral ou escrito, o sujeito lança mão de um vasto repertório lexical e regras de ordenação sintática pertencentes à gramática de seu idioma. Entretanto, esse arranjo não é feito da mesma forma por diferentes pessoas. Ao falarmos ou ao escrevermos, organizamos o material linguístico que está disponível em nosso acervo mental de uma forma única, afinal cada indivíduo constituiu seu vocabulário a partir de experiências também únicas. Isso significa que imprimimos nosso estilo em nossos textos, deixando nele nossa “assinatura”. Esse uso individual do idioma é chamado de idioleto, ou seja, é como se fosse um dialeto pessoal, uma marca identitária daquele indivíduo. Embasada nisso, a linguística forense procura desenvolver metodologias que auxiliem no processo de atribuição de autoria de um determinado texto. Welton Pereira e Silva. Linguística forense: como o linguista pode contribuir em uma demanda judicial? In: Roseta, v. 2, n.º 2, 2019 (com adaptações). 013. 013. (CEBRASPE/ANALISTA/MPE-AP/2021) O texto CG1A1-II apresenta, predominantemente, a tipologia textual a) argumentativa. b) descritiva. c) expositiva. d) injuntiva. e) narrativa. Texto CB2A1-I A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico. Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper). Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas