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PDF SINTÉTICO
TEXTO
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
231229271842
BRUNO PILASTRE
Doutor em Linguística pela Universidade de Brasília. É autor de obras didáticas 
de Língua Portuguesa (Gramática, Texto, Redação Oficial e Redação Discursiva). 
Pela Editora Gran Cursos, publicou o “Guia Prático de Língua Portuguesa” e o “Guia 
de Redação Discursiva para Concursos”. No Gran Cursos Online, atua na área de 
desenvolvimento de materiais didáticos (educação e popularização de C&T/CNPq: 
http://lattes.cnpq.br/1396654209681297).
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
PDF Sintético de Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Interpretação e Compreensão de Textos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.1. Pressupostos e subentendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.2. Vozes Discursivas e Tipos de Discurso | Intertextualidade . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.3. Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.4. Níveis de Linguagem | Variação Linguística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2. Tipologias e Gêneros Textuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.1. Os Gêneros Textuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3. Coesão e Coerência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
4. Semântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
4.1. Denotação e Conotação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
4.2. Sinonímia e Antonímia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4.3. Polissemia e Ambiguidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
5. Figuras e Vícios de Linguagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
6. Reescrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
Anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106
 
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 Texto
Bruno Pilastre
APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO
Escrever um livro é algo desafiador. Porém, escrever para o público concurseiro torna 
a tarefa ainda mais árdua.
Afinal, há candidatos com diferentes níveis de conhecimento, estudando para seleções 
de áreas variadas.
No entanto, existe algo em comum entre aqueles que se preparam para um concurso 
público: todos querem a aprovação o mais rápido possível e não têm tempo a perder!
Foi pensando nisso que esta obra nasceu.
Você tem em suas mãos um material sintético!
Isso porque ele não é extenso, para não desperdiçar o seu tempo, que é escasso. De 
igual modo, não foge da batalha, trazendo tudo o que é preciso para fazer uma boa prova 
e garantir a aprovação que tanto busca!
Também identificará alguns sinais visuais, para facilitar a assimilação do conteúdo. Por 
exemplo, afirmações importantes aparecerão grifadas em azul. Já exceções, restrições ou 
proibições surgirão em vermelho. Há ainda destaques em marca-texto. Além disso, abusei 
de quadros esquemáticos para organizar melhor os conteúdos.
Tudo foi feito com muita objetividade, por alguém que foi concurseiro durante 
muito tempo.
Para você me conhecer melhor, comecei a estudar para concursos ainda na adolescência, 
e sempre senti falta de ler um material que fosse direto ao ponto, que me ensinasse de um 
jeito mais fácil, mais didático.
Enfrentei concursos de nível médio e superior. Fiz desde provas simples, como recenseador 
do IBGE, até as mais desafiadoras, sendo aprovado para defensor público, promotor de 
justiça e juiz de direito.
Usei toda essa experiência, de 16 anos como concurseiro, e de outros tantos ensinando 
centenas de milhares de alunos de todo o país para entregar um material que possa 
efetivamente te atender.
A Coleção PDF Sintético era o material que faltava para a sua aprovação!
Professor Aragonê Fernandes
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Professor Bruno Pilastre
Doutor em Linguística pela Universidade de Brasília. Professor Efetivo do Instituto 
Federal de Goiás. No Gran, é autor de materiais didáticos de Gramática, Texto, Redação 
Oficial e Redação Discursiva.
Olá! Sou o professor Bruno Pilastre, autor do PDF Sintético de Interpretação e 
Compreensão de Textos. Meu objetivo, ao longo desta aula, é simples: ser sintético, 
 
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 Texto
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relevante e preciso na abordagem do conteúdo de Texto em concursos públicos. Para atingir 
esse objetivo, utilizarei os meus 15 anos de experiência na elaboração de obras didáticas 
preparatórias para processos seletivos e toda a minha trajetória acadêmica (Graduação, 
Mestrado e Doutorado). Espero atender todas as suas demandas.
É isso. Feita essa rápida apresentação, podemos iniciar os trabalhos!
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciadoe a todo tipo de 
comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos 
englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os 
consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público 
geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas.
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 Texto
Bruno Pilastre
Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o 
comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e 
mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da 
credibilidade desse tipo de negociação online.
Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade 
na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e 
dúvidas na transação eletrônica.
Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio 
eletrônico!
ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –
satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a 
consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações).
014. 014. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Quanto à tipologia textual, o último 
parágrafo do texto CB2A1-I é predominantemente
a) descritivo.
b) injuntivo.
c) expositivo.
d) dissertativo.
Texto 1A2-I
Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque 
poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos 
de cultura.
A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os 
tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade 
de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas 
as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos 
de entrega ao universo fabulado.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção 
e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a 
uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.
A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível 
haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a 
literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma 
o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles 
traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa 
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 Texto
Bruno Pilastre
disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos 
problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, 
o cultivo do humor.
A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna 
mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura 
corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a 
personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos 
organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, 
em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável.
Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 
(com adaptações).
015. 015. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) No primeiro parágrafo do texto 1A2-I, no trecho 
“Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, 
ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura”, 
o autor apresenta uma
a) argumentação.
b) concepção.
c) explicação.
d) delimitação.
e) explanação.
Texto 1A1-I
Estou escrevendo um livro sobre a guerra...
Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, 
essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não 
surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores.
Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu 
pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos 
primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai.
Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que 
conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não 
conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento?
A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro 
de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. 
Choram. Cantam enquanto choram.
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 Texto
Bruno Pilastre
Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural 
quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, 
um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando 
para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez 
nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar 
um tempo aprendendo.
Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse 
desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais 
ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do 
desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe...
Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que 
escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se 
estruturam meus olhos, meus ouvidos.
Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha 
uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que 
eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo 
se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo.
Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com 
adaptações).
016. 016. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) O texto 1A1-I é predominantemente
a) narrativo.
b) descritivo.
c) dissertativo.
d) argumentativo.
e) expositivo.
Texto 1A2-I
Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade-
mundo, o chamado “mundo moderno”, através da realização da Semana de Arte Moderna de 
1922. Tal inserção se daria, na verdade, pela construção do samba moderno a partir da ótica 
artística de Pixinguinha (1897-1973), em especial pela sua excursãocom os Oito Batutas 
pela França, em 1921, patrocinada pelo multimilionário Arnaldo Guinle (1884-1963), apesar 
das críticas negativas de cunho racista dos cadernos culturais da época.
O samba de Pixinguinha é resultante do amálgama das expressões culturais e religiosas 
afro-brasileiras e das trocas de experiências culturais entre diferentes expressões culturais 
que começavam a circular pelo mundo, de maneira mais ampla e rápida, graças às ondas 
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 Texto
Bruno Pilastre
sonoras de rádio, às gravações de discos e às partituras que chegavam ao Rio de Janeiro. 
Existia toda uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca, que 
funcionava como acesso das populações pobres e marginalizadas da cidade ao que de mais 
moderno ocorria no mundo, de maneiras inimaginadas pelas elites da época, com impactos 
ainda não devidamente situados e valorizados em suas importâncias e significados para 
a cultura brasileira. Há ainda a influência da música europeia como a polca ou a música 
de Bach, retrabalhadas e contextualizadas pelos músicos negros e mestiços que deram 
origem ao choro e ao maxixe, os quais seriam presenças seminais no artesanato musical 
de Pixinguinha.
Pixinguinha e seus oito Batutas subvertem a ordem racista da elite brasileira da época 
conquistando –– literalmente –– a cidade luz, estabelecendo novos parâmetros culturais e 
de modernidade para os próprios europeus. No entanto, mesmo que seu impacto no exterior 
tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de 1922 ficou 
conhecida como símbolo de nossa inserção na modernidade-mundo vigente, em detrimento 
do impacto imediato causado pela arte revolucionária de Pixinguinha e sua trupe musical 
entre os círculos culturais europeus. Cada apresentação era uma demonstração ao mundo 
de uma nova forma de música urbana, articulada e desenvolvida, com estrutura rítmica e 
harmoniosa de alta sofisticação. Não é por acaso que as gravações e partituras desse período 
em Paris tornaram-se referenciais para o cenário musical francês e para o mundo do jazz 
norte-americano, como ficaria comprovado pela admiração confessa de Louis Armstrong 
(1901-1971) por Pixinguinha ou pela regravação de Tico-Tico no fubá por Charlie Parker 
(1920-1955), no álbum La Paloma, em 1954. Christian Ribeiro. Pixinguinha, o samba e a 
construção do Brasil moderno.
Internet: (com adaptações).
017. 017. (CEBRASPE/SUPERVISOR/IBGE/2021) O texto 1A2-I é um exemplo do gênero textual 
denominado artigo de opinião. A partir dessa informação e das características do texto 
1A2-I, é correto afirmar que ele é predominantemente
a) narrativo-expositivo.
b) descritivo-narrativo.
c) expositivo-descritivo.
d) dissertativo-argumentativo.
e) injuntivo-argumentativo.
O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando 
de acordo com domínios científicos específicos, objetos de pesquisas, metodologias de 
geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de um experimento 
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 Texto
Bruno Pilastre
realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de 
ciências sociais ou a observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão 
em um determinado momento e lugar. Dados digitais de pesquisa ocorrem na forma de 
diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares; com diferentes níveis de 
agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados 
processados e integrados; e em diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, 
que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas condicionantes 
metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau 
de contextualização necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente 
o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos diversos domínios disciplinares.
As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a 
variedade dos dados no mundo da ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas 
e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica, grande parte das 
definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. 
Listas de exemplos não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma 
clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o conceito.
Luis Fernando Sayão; Luana Farias Sales. Afinal, o que é dado de pesquisa? In: Biblos: Revista do Insti-
tuto de Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande. v. 34, n. 02, jul.-dez./2020, p.32-33. Internet: . 
(com adaptações).
018. 018. (CEBRASPE/SUPERVISOR/IBGE/2021) No primeiro parágrafo do texto 1A1-I, predomina 
a tipologia textual
a) argumentativa.
b) descritiva.
c) expositiva.
d) instrucional.
e) narrativa.
Texto CG3A1-I
No século 21, eu acredito que a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) será 
definida por uma consciência nova e mais profunda da santidade e da dignidade 4 de 
cada vida humana, independentemente de raça ou religião. Isso irá requerer que levemos 
o nosso olhar para além da estrutura dos Estados, ou da simples superfície de nações ou 
comunidades. Devemos enfocar, como nunca, a melhoria das condições de vida de homens 
e mulheres, individualmente, que dão ao Estado ou à nação a sua riqueza e o seu caráter.
Neste novo século, devemos começar pela compreensão de que a paz pertence não 
somente aos Estados ou povos, mas também a cada um e a todos os membros dessas 
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comunidades. A soberania dos Estados não mais deverá ser utilizada como um escudo contra 
grandes violações aos direitos humanos. A paz deve ser real e tangível no dia a dia de cada 
indivíduo que dela necessite. Devemos buscá-la, acima de tudo, pelo fato de ser a condição 
para que cada membro da família humana possa levar uma vida de dignidade e segurança.
A lição do século passado nos fez entender que ameaçar ou atropelar a dignidade do 
indivíduo — como naqueles países onde o cidadão não desfruta do direito básico de escolher 
o seu governo, ou do direito de o escolher regularmente — resultou em conflitos, perdas 
de civis inocentes, vidas abreviadas e comunidades destruídas.
Com efeito, os obstáculos à democracia têm muito pouco a ver com cultura ou religião, 
e muito mais com o desejo daqueles que se encontram no poder e querem manter sua 
posição a qualquer custo. Não se trata de um fenômeno novo nem restrito a uma parte 
específica do mundo. As pessoas de todas as culturas prezam por sua liberdade de escolha e 
sentem a necessidade de ter direito de voz nas decisões que afetam suas vidas. Kofi Annan 
[secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001.
In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fun-
dação Luís EduardoMagalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM. 20.ª ed. Salvador: FLEM, 
2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações).
019. 019. (CEBRASPE/AJUDANTE/BARRA DOS COQUEIROS-SE/2020) Acerca dos tipos textuais, 
é correto afirmar que, no texto CG3A1-I, predomina a
a) argumentação.
b) descrição.
c) instrução.
d) narração.
e) prescrição.
Texto CB1A1-II
Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos 
cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico, 
que, buscando satisfazer sua rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria, 
providenciou a construção de estupendos jardins suspensos. Essa excentricidade, que 
consumiu anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do 
mundo antigo.
Tal “maravilha”, que originou mais ônus do que propriamente benefícios, apresenta 
grande similitude com devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro público 
com atos de motivação fútil e imoral, finalidade dissociada do interesse público e em total 
afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção entre o numerário 
despendido e o benefício auferido pela coletividade.
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 Texto
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Além da insensatez detectada em alguns atos de administração, constata-se a existência 
de situação mais grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos entre os que 
ascendem à gestão do interesse público. Essa degeneração, em alguns casos, precede a 
investidura; em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação 
com um meio viciado.
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 
47 (com adaptações).
020. 020. (CEBRASPE/AUDITOR/CGE-CE/2019) No texto CB1A1-II, predomina a tipologia
a) injuntiva.
b) narrativa.
c) descritiva.
d) expositiva.
e) argumentativa.
COESÃO E COERÊNCIA
Você mora em um lugar competitivo? Essa é a pergunta feita pelo Ranking de 
competitividade dos estados, que metrifica, em uma escala de 0 a 100, todos os cantos 
do Brasil, para classificar as 27 unidades federativas com base em dez pilares diferentes: 
segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, 
sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de 
mercado e inovação.
De acordo com os gráficos mostrados a seguir, dos mais de vinte estados, apenas cinco 
não mudaram de posição ao longo do último ano (2022), com destaque para São Paulo e 
Santa Catarina, que lideram, assim como Rio de Janeiro e Roraima, que subiram bastante.
[...]
Ao todo, são quase noventa critérios avaliados dentro dos pilares fundamentais, 
que incluem desde infraestrutura até o capital humano de cada localidade, com pesos 
diferentes entre si.
Paulistas lideram o ranking há anos. No ano de 2022, porém, houve piora no quesito 
segurança patrimonial, com aumento no número de furtos e roubos. Estados do Norte e 
do Nordeste são os menos competitivos do país.
Trata-se de uma ferramenta de avaliação da administração pública, de diagnóstico e 
auxílio na escolha das prioridades e de promoção de boas práticas organizacionais, que, 
além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem 
robusta — ou seja, como um sistema de incentivo para os líderes públicos —, pode ser 
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 Texto
Bruno Pilastre
um bom indicador da gestão pública da região. São referências adotadas pelo ranking que 
apresentam novos parâmetros para os estados brasileiros. Internet: (com adaptações).
Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue os seguintes itens.
021. 021. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) A forma pronominal “Essa”, em “Essa é a pergunta” 
(início do primeiro parágrafo), estabelece coesão por substituição.
022. 022. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) No trecho “apenas cinco não mudaram de posição” 
(segundo parágrafo), foi utilizada a estratégia de coesão por elipse.
Texto 6A4BBB
1 Os revisores, quando necessitam revisar um texto, têm
duas opções: podem reescrevê-lo ou revisá-lo. A opção pela
reescrita pode tornar-se mais simples porque não vai obrigar a
4 um diagnóstico do(s) problema(s) que exista(m) no texto com
a intenção de resolvê-lo(s). Na reescrita, o revisor afasta-se da
superfície do texto. Ele vai ao cerne do texto, reescreve-o,
7 fornecendo, assim, uma versão diferente da versão primitiva.
Tanto a reescrita como a revisão são duas possibilidades de
revisão. São como pontos de um continuum que remetem para
10 o grau de preservação da superfície original do texto. Nessa
ótica, a reescrita respeitará menos o original, imporá menos
esforço de diagnóstico e de busca de solução dos problemas
13 detectados, motivo pelo qual pode ser a opção que toma o
revisor menos experiente. A revisão, por sua vez, implica a
correção dos problemas detectados, preservando-se o máximo
16 possível do texto original.
Maria da Graça Lisboa Castro Pinto. Da revisão na escrita: uma gestão exigente requerida pela relação entre 
leitor, autor e texto escrito. In: Revista Observatório, v. 3, n.º 4, 2017, p. 503 (com adaptações).
Acerca dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item 
subsequente.
023. 023. (CESPE/SUPERIOR/STM/2018) Tanto na linha 9 quanto na linha 13, a palavra “que” 
atua, no nível textual, como elemento que opera simultaneamente a coesão sequencial e 
a coesão referencial.
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 Texto
Bruno Pilastre
Texto 6A1BBB
1 A humanidade não aceitará uma língua não natural
para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus
instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural
4 conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque,
ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do
gênero. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas
7 natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua
artificialmente construída. O homem é um animal apesar de
muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como
10 todos o são.
Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
024. 024. (CESPE/SUPERIOR/STM/2018) A coerência e a coesão do texto precedente seriam 
mantidas caso seu último período passasse a figurar como seu quarto período.
Quinze de e novembro de 1889 oficializou um
movimento histórico que não se consolidara: a construção de
uma república brasileira. Imaginada por nossas elites políticas,
4 econômicas e intelectuais que — a despeito das divergências
— tinham em comum o sonho de criar uma civilização nos
trópicos, a República era menos conquista do que projeto a
7 impor. Daí não ser mero acaso que tenha sido proclamada por
militares, homens que escolheram a divisa positivista que
figuraria em nossa bandeira: amor, ordem e progresso. Claro
10 que — como viris representantes da ordem — começaram por
suprimiro amor do mote de Auguste Comte. Supressão até
hoje desconhecida da maioria dos brasileiros, mas reveladora
13 do intuito de apagar qualquer traço do desejo no novo regime
político.
O desejo era temido como incontrolável e ameaçador
16 para o almejado progresso. Mas, afinal, o que seria o progresso
até hoje impresso em nossa bandeira? De acordo com as fontes
da época, seria o caminho trilhado por medidas que dirigiriam
19 o Brasil para o modelo da civilização que nossas elites
projetavam na Europa e nos Estados Unidos. Era um ideal
baseado em uma fantasia das classes superiores, as quais não
22 apenas se imaginavam brancas como consideravam a
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 Texto
Bruno Pilastre
branquitude um atributo de superioridade moral que as
colocava em claro contraste com o povo, no qual projetavam
25 o atraso e a negritude. Viam o povo como uma massa
heterogênea sob ameaça degenerativa a esperar pelo
branqueamento para poder se tornar digna de ser reconhecida
28 como nação.
Rogerio Miskolci. Uma outra história da República. In: Revista Cult, n.º 6, ano 19, jan./2016, p. 35 (com 
adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
025. 025. (CESPE/ANALISTA/TRF 1ª/2017) A palavra “época” (l. 18) refere-se ao final do século XIX.
SEMÂNTICA
Você mora em um lugar competitivo? Essa é a pergunta feita pelo Ranking de 
competitividade dos estados, que metrifica, em uma escala de 0 a 100, todos os cantos 
do Brasil, para classificar as 27 unidades federativas com base em dez pilares diferentes: 
segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, 
sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de 
mercado e inovação.
De acordo com os gráficos mostrados a seguir, dos mais de vinte estados, apenas cinco 
não mudaram de posição ao longo do último ano (2022), com destaque para São Paulo e 
Santa Catarina, que lideram, assim como Rio de Janeiro e Roraima, que subiram bastante.
[...]
Ao todo, são quase noventa critérios avaliados dentro dos pilares fundamentais, 
que incluem desde infraestrutura até o capital humano de cada localidade, com pesos 
diferentes entre si.
Paulistas lideram o ranking há anos. No ano de 2022, porém, houve piora no quesito 
segurança patrimonial, com aumento no número de furtos e roubos. Estados do Norte e 
do Nordeste são os menos competitivos do país.
Trata-se de uma ferramenta de avaliação da administração pública, de diagnóstico e 
auxílio na escolha das prioridades e de promoção de boas práticas organizacionais, que, 
além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem 
robusta — ou seja, como um sistema de incentivo para os líderes públicos —, pode ser 
um bom indicador da gestão pública da região. São referências adotadas pelo ranking que 
apresentam novos parâmetros para os estados brasileiros. Internet: (com adaptações).
Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue o seguinte item.
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 Texto
Bruno Pilastre
026. 026. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) No primeiro período do último parágrafo, a palavra 
“robusta” está empregada com o mesmo sentido de arrojada.
Texto CB2A1-I
A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para 
o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na 
contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e 
novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.
Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens 
podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, 
sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, 
como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com 
as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, 
less paper).
Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de 
comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos 
englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os 
consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público 
geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas.
Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o 
comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e 
mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da 
credibilidade desse tipo de negociação online.
Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade 
na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e 
dúvidas na transação eletrônica.
Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio 
eletrônico!
ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente 
– diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 
(com adaptações).
027. 027. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No primeiro parágrafo do texto CB2A1-I, o 
vocábulo “contingência” está empregado com o sentido de
a) obrigação.
b) circunstância.
c) iminência.
d) urgência.
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 Texto
Bruno Pilastre
Texto CG2A1-I
Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam 
um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais 
da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto 
existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em 
uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da 
área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis 
vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias 
de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão 
de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a 
causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte 
ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão 
dos benefícios de viver na cidade.
Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações 
nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos 
e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a 
população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que 
os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transportemais rápido, esses subúrbios agora 
estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora 
as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários 
quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que 
alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.
Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações).
028. 028. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) O termo “expansão” (segundo período do segundo 
parágrafo) está empregado no texto CG2A1-I com o sentido de
a) ampliação.
b) surgimento.
c) produção.
d) renovação.
e) modernização.
Texto CG1A1-I
Há relações diversas e fundamentais entre o discurso e as verdades. Ao longo da história, 
já se acreditou que a verdade existiria independentemente da linguagem, que nada mais 
seria, além de sua mera expressão. Também já se afirmou que as coisas ditas seriam entraves 
ou acessos à verdadeira essência dos seres e fenômenos. Já foi dito ainda que as verdades 
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 Texto
Bruno Pilastre
consistiriam em construções históricas dos fatos, para as quais o discurso é decisivo. Mais 
recentemente, vimos multiplicarem-se as alegações de que os fatos não existem, de sorte 
que haveria apenas versões e interpretações alternativas.
No que se refere às tendências contemporâneas de conceber as relações entre discurso 
e verdade, elas são frequentemente consideradas um movimento libertário, uma vez que 
nos permitem desprender-nos de dogmas, ortodoxias e autoridades exclusivas de pesadas e 
passadas tradições. Assim, domínios e instituições que antes nos guiavam, com base em suas 
verdades fundamentais e numa quase cega fé que depositávamos nelas, tornam-se cada 
vez mais suscetíveis às nossas dúvidas e críticas. A religião, a política, a mídia e a ciência já 
não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos 
fatos e os devidos caminhos a seguir. Com frequência e intensidade aparentemente inéditas, 
a crença e a confiança que nelas assentávamos passaram a ser ladeadas ou suplantadas 
por suspeitas e por ceticismos, por postura crítica e por emancipações.
Carlos Piovezani, Luzmara Curcino e Vanice Sargentini. O discurso e as verdades: relações entre a fala, os 
feitos e os fatos. In: Luzmara Curcino, Vanice Sargentini e Carlos Piovezani. Discurso e (pós)verdade. São 
Paulo: Parábola, 2021, p.7-18 (com adaptações).
029. 029. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Em “A religião, a política, a mídia e a ciência já 
não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza 
dos fatos e os devidos caminhos a seguir” (segundo parágrafo do texto CG1A1-I), a palavra 
“devidos” está empregada com o mesmo sentido de
a) exatos.
b) válidos.
c) próprios.
d) corretos.
e) necessários.
Texto CB1A1-I
Quem pensa que a excelência do agronegócio brasileiro se resume a soja, café e carnes 
está enganado. O país está entre os cinco maiores exportadores mundiais em valor em quase 
três dezenas de produtos agrícolas. O maior destaque é para os de sempre: açúcar, cereais, 
soja, milho, oleaginosas e frutas cítricas. Mas o Brasil aparece no top five de exportações da 
Organização para as Nações Unidas (ONU) com produtos inusitados, como pimenta, melancia, 
abacaxi, mamão papaia, coco, mandioca, caju, fumo, sisal e outras fibras, por exemplo.
Os dados, de 2019, são da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação 
(FAO) e foram reunidos em um estudo realizado pelo Instituto Millenium em parceria 
com a consultoria Octahedron Data eXperts (ODX). O objetivo do trabalho foi traçar uma 
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 Texto
Bruno Pilastre
radiografia do agronegócio brasileiro para entender as razões pelas quais o setor vive anos 
seguidos de prosperidade e tem caminhado na contramão dos demais, mesmo em meio à 
crise provocada pela pandemia.
O comércio internacional é um dos pilares importantes para sustentar o bom desempenho 
do setor, turbinado pela desvalorização do câmbio e pelos preços em alta das commodities. 
A agropecuária respondeu por cerca de 45 bilhões de dólares das exportações em 2020 e, 
há vários anos, tem garantido o saldo positivo da balança comercial. Quando se avaliam 
as exportações por setores, apenas a agropecuária apresentou crescimento nas vendas 
externas (6%) em comparação a 2019, mostra o estudo. Já a indústria extrativa e a de 
transformação registraram queda de 2,7% e de 11,3%, respectivamente.
Essa história se repete também no produto interno bruto (PIB), a soma de todas as 
riquezas geradas no país. Em 2020, a agropecuária foi o único setor com resultado positivo, 
o que contribuiu para que os efeitos adversos da pandemia sobre a atividade não fossem 
ainda maiores. O PIB do setor avançou 2% sobre o ano anterior, enquanto o da indústria 
recuou 3,5% e o dos serviços, 4,5%.
Internet: (com adaptações).
030. 030. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No segundo período do último parágrafo do 
texto CB1A1-I, o vocábulo “adversos” está empregado com o mesmo sentido de
a) inusitados.
b) colaterais.
c) inesperados.
d) prejudiciais.
Texto CB2A1-I
A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para 
o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na 
contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e 
novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.
Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens 
podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, 
sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, 
como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com 
as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, 
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comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos 
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 Texto
Bruno Pilastre
englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os 
consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público 
geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas.
Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o 
comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e 
mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da 
credibilidade desse tipo de negociação online.
Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade 
na rede devem gerar um maior suporte aoconsumidor, em relação às suas reclamações e 
dúvidas na transação eletrônica.
Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio 
eletrônico!
ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente 
– diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 
(com adaptações).
031. 031. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No primeiro parágrafo do texto CB2A1-I, o 
vocábulo “contingência” está empregado com o sentido de
a) obrigação.
b) circunstância.
c) iminência.
d) urgência.
Texto CB1A1-I
Durante um seminário sobre a antropologia do dinheiro ministrado na Escola de Economia 
e Ciência Política de Londres, Jock Stirratt descreveu em um gráfico os usos a que alguns 
pescadores do Sri Lanka que prosperaram nos últimos anos submetiam sua riqueza recém-
adquirida. A renda desses pescadores, antes muito baixa, deu um grande salto desde que o 
gelo se tornou disponível, o que possibilitou que seus peixes alcançassem, em boas condições, 
os mercados distantes da costa, onde atingiram preços altos. No entanto, as aldeias de 
pescadores ainda permanecem isoladas e, à época do estudo, não tinham eletricidade, 
estradas nem água encanada. Apesar desses desincentivos aparentes, os pescadores 
mais ricos gastavam os excedentes de seus lucros na compra de aparelhos de televisão 
inutilizáveis, na construção de garagens em casas a que automóveis sequer tinham acesso e 
na instalação de caixas-d’água jamais abastecidas. De acordo com Stirratt, isso tudo ocorre 
por uma imitação entusiasmada da alta classe média das zonas urbanas do Sri Lanka.
É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja aparente falta de propósito 
utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos parte de nosso próprio consumo 
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
tem um caráter racional. Como os objetos adquiridos por esses pescadores parecem não 
ter função em seu meio, não conseguimos entender por que eles deveriam desejá-los. Por 
outro lado, se eles colecionassem peças antigas de porcelana chinesa e as enterrassem, 
como fazem os Ibans, seriam considerados sensatos, senão encantados, tal como os 
temas antropológicos normais. Não pretendo negar as explicações óbvias para esse tipo de 
comportamento – ou seja, busca de status, competição entre vizinhos, e assim por diante. 
Mas penso que também dever-se-ia reconhecer a presença de uma certa vitalidade cultural 
nessas atrevidas incursões a campos ainda não inexplorados do consumo: a habilidade de 
transcender o aspecto meramente utilitário dos bens de consumo, de modo que se tornem 
mais parecidos com obras de arte, carregados de expressão pessoal.
Alfred Gell. Recém-chegados ao mundo dos bens: o consumo entre os Gonde Muria. In: Arjun Appadurai 
(org). A vida social das coisas: mercadorias sob uma perspectiva cultural. Niterói: Eduff, 2008, p. 147-48 
(com adaptações).
032. 032. (CEBRASPE/ANALISTA/2021) No primeiro período do segundo parágrafo do texto 
CB1A1-I, o vocábulo “aparente” está empregado com o sentido de
a) evidente.
b) óbvio.
c) suposto.
d) semelhante.
Texto 1A2-II
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o 
mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito 
caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto 
fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me 
ajuda a olhar!
Eduardo Galeano. A função da arte/1. In: O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. 9.ª ed. 
Porto Alegre: L&PM, 2002 (com adaptações).
033. 033. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) O vocábulo “fulgor” foi empregado no texto 1A2-II 
com o mesmo sentido de
a) espanto.
b) vigor.
c) nevoeiro.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
d) satisfação.
e) brilho.
Texto 1A2-I
Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque 
poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos 
de cultura.
A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os 
tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade 
de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas 
as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos 
de entrega ao universo fabulado.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção 
e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a 
uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.
A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível 
haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a 
literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma 
o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles 
traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa 
disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos 
problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, 
o cultivo do humor.
A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna 
mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura 
corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a 
personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos 
organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, 
em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável.
Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 
(com adaptações).
034. 034. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Pelos sentidos do texto 1A2-I, é correto afirmar que o 
vocábulo “inalienável” (último período) foi empregado no sentido daquilo que não pode ser
a) negado.
b) vendido.
c) cedido.
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 Texto
Bruno Pilastre
d) desviado.
e) rechaçado.
Texto 1A1-I
Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso 
antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que 
indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, 
como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de 
caças abatidas por cada um deles.
Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que 
existem doistipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, 
as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo 
mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao 
supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas 
que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de 
fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco 
na categoria das inúteis.
Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista 
contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora 
inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um 
vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte.
Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar 
uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por 
motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências 
intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas 
inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva 
e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de 
um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito.
Luiz Ruffato. Meus romances preferidos. Internet: (com adaptações).
035. 035. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Na frase “Essa elenco na categoria das inúteis” (segundo 
parágrafo do texto 1A1-I), o termo “elenco” significa
a) mencionar.
b) preferir.
c) interpretar.
d) entender.
e) dispor.
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FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM
036. 036. (CEBRASPE/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA)
A sentença “Eu era a imagem do que não era” expressa um paradoxo ou oximoro.
Diamantes no deserto
Vales marcados pela intensa aridez parecem ter se tornado ambientes ideais para o 
florescimento de frutos típicos do século XXI: os produtos tecnológicos. O maior centro 
de inovação do planeta se encontra em uma região seca da Califórnia. Todos os anos, o 
Vale do Silício concentra 50 bilhões de dólares de investimentos de alto risco, usualmente 
destinados a startups – quase metade do montante movimentado dentro dos Estados 
Unidos –, além de 15% da produção de patentes desse país.
A mais de 10.000 quilômetros de distância de lá, no Oriente Médio, o Deserto de Nevegue, 
em Israel, vê crescer, sobre seu solo abrasador, um complexo industrial que põe o território 
em disputa direta com a cidade chinesa de Shenzhen pelo posto de maior polo de inovação 
do mundo. No oásis tecnológico proliferam companhias de ponta, que se espalham ainda 
pela costa litorânea, nos arredores de Tel-Aviv, fazendo dessa pequeníssima nação, com 
menos de 10% da área do Estado de São Paulo e população pouco maior que a da cidade 
do Rio de Janeiro, um sinônimo de progresso.
Como Israel transformou um deserto árido em centro de inovação mundial? Responde 
Ran Natanzon, especialista em vender tal faceta do país: “Trata-se de uma combinação dos 
seguintes fatores, todos igualmente essenciais: somos uma nação altamente militarizada; 
mantemos a indústria em ligação com as pesquisas acadêmicas; o governo atua para 
fomentar o setor; há operação ativa de fundos de investimentos e multinacionais; e existe 
uma proliferação de startups”. Todo israelense, homem ou mulher, é obrigado a servir 
no Exército ao completar 18 anos. O que não quer dizer, no entanto, que o contingente 
completo vá para a linha de frente. Há, por exemplo, uma unidade, a 8.200, integrante do 
Corpo de Inteligência das Forças de Defesa, cujos membros se dedicam a decifrar códigos de 
computador. “Essa tropa fornece veteranos hábeis em trabalhar com segurança de dados 
digitais e em outras áreas do mercado da tecnologia”, explicou o engenheiro israelense Lavy 
Shtokhamer, que chefia uma divisão que mescla agentes ligados ao governo e representantes 
de empresas parceiras, como a IBM, em ações contra ataques de hackers que têm como 
alvo Israel ou, como vem sendo mais frequente, sistemas de companhias privadas.
(Filipe Vilicic. Veja, 12.02.2020. Adaptado)
037. 037. (INÉDITA)
No título do texto precedente, o termo “Diamante” é empregado em sentido figurado. 
Também é empregado em sentido figurado o termo destacado em
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Bruno Pilastre
a) Vales marcados pela intensa aridez parecem ter se tornado ambientes ideais para o 
florescimento de frutos típicos do século XXI.
b) “O maior centro de inovação do planeta se encontra em uma região seca da Califórnia”.
c) “Essa tropa fornece veteranos hábeis em trabalhar com segurança de dados digitais e 
em outras áreas do mercado da tecnologia.”
d) “o governo atua para fomentar o setor”.
e) Todo israelense, homem ou mulher, é obrigado a servir no Exército ao completar 18 anos.
038. 038. (INÉDITA) Uma antítese é um tipo de linguagem figurada em que ocorre a presença 
de duas palavras de sentido oposto; a frase abaixo em que NÃO ocorre a presença de uma 
antítese ou de um paradoxo é:
a) “Onde nasci, morri. Onde morri, existo. E das peles que visto muitas há que não vi.” (Carlos 
Drummond de Andrade);
b) “Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao olhar para o Universo, o homem é tudo.” 
(Marcelo Gleiser);
c) “Em tristes sombras morre a formosura; em contínuas tristezas a alegria.” (Gregório de 
Matos);
d) “Oh, metade exilada de mim, leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco que 
aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais.” (Chico Buarque);
e) “Qualquer novo conhecimento provoca dissoluções e novas integrações.” (Hugo von 
Hofmannsthal).
O papel social da literatura africana
Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. 
Fazia apenas 27 anos que a Nigéria, seu país natal, se tornara independente. Pensar que 
um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu intelecto e 
sua obra é algo recente em nossa história. Faz 34 anos do reconhecimento de Soyinka e 28 
anos que uma mulher negra, Toni Morrison, recebeu o Nobel de Literatura de 1993.
A realidade de pessoas não brancas e não Ocidentais receberem reconhecimento no 
Ocidente é tão nova quanto a emergência dos Estados africanos contemporâneos e o fim 
das leis de segregação nos Estados Unidos e África do Sul. Se autores do século XVI, como 
Shakespeare ou Camões, podiam ser naturalmente considerados como parte do cânone 
da Literatura, os autores não europeus, em especial as mulheres do Sul global, estavam 
fora desse mundo. Mas quem fez o mundo do modo que ele é, excludente, segregado e 
racializado?
Nossa história foi e em muitos sentidos continua sendo mediada pelo Ocidente e essa 
mediação fez e faz constantes escolhas intelectuais e políticas embasadas em fortes 
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 Texto
Bruno Pilastre
estruturas mentais inventadas pelo próprio Ocidente. Duas marcantes ideias dessa estrutura 
mental para pensarmos o papel social da literatura africana são o racismo e o eurocentrismo. 
São apenas duas delas, mas deveras definidoras.
Seguindo o pensamento ocidental desde sua expansão globalizante no século XVI, damo-
nos conta de que sua visão de mundo é excludente. Ou seja, os africanos, suas culturas, suas 
línguas e suas literaturas (orais e escritas) não merecem existir. Ao olhar do estrangeiro que 
possui um cocuruto recheado de ideias eurocêntricas do que é errado e do que é certo, ao 
chegar em África esse estrangeiro só enxerga coisas erradas, formas desviantes de todas 
expressões morais, éticas, sociais e culturais de seu berço europeu. O mesmo ocorreu com 
os povos originários da América, da Oceania e da Ásia.
Não falam como falam na Europa, não conhecem e não acreditam no mesmo deus, não 
vivem como se vive na Europa. O continente que colonizou a maior parte do mundo tratou 
de classificar o mundo por meio do que considerava ausências. Se não há o que existe na 
Europa, então não existe nada. É então esse povo classificado pelo outro, considerado 
inferior e sem valor.
Mas em vez de entender o não europeu apenas como diferente e assim deixá-lo, o 
pensamento centrado na Europa se propõe universal. Por isso, ao encontrar esse mundo 
diferente, o desejo de quem se considera correto é de destruir ou alterar aquilo que 
se considera errado. E assim foi que a missão colonizadora, carregada de uma visão de 
mundo estrangeira aos africanos, penetrou em suas “terras selvagens”, entre seus “povos 
incivilizados” para direcioná-los da “escuridão para a luz.”
A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. A literatura africana é um 
testemunho disso. Foi nesse mundo que Wole Soyinka nasceu. Ele e outros de sua geração, 
como Chinua Achebe, Ngũgĩ wa Thiong’o, Es’kia Mphahlele, Flora Nwapa, Buchi Emecheta, 
Ousmane Sembène, Ana Paula Tavares, Uanhenga Xitu e Rebeka Njau. Essa geração, em 
diferentes locais da África, viveu a noite colonial, viu os sóis das independências e descobriu 
a vida no crepúsculo de um mundo que ainda existe entre a colônia e a pós-colônia.
(Le Monde Diplomatique Brasil. 4.10.2022)
039. 039. (INÉDITA) Utiliza-se a figura de linguagem conhecida como piada da internet conta 
que no seguinte trecho:
a) [...] o pensamento centrado na Europa se propõe universal. (6º parágrafo)
b) Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. 
(1º parágrafo)
c) Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não 
merecem existir. (4º parágrafo)
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 Texto
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d) Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu 
intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. (1º parágrafo)
d) A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. (7º parágrafo)
040. 040. (INÉDITA) Utiliza-se a figura de linguagem conhecida como metáfora no seguinte trecho:
a) [...] o pensamento centrado na Europa se propõe universal. (6º parágrafo)
b) Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. 
(1º parágrafo)
c) Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não 
merecem existir. (4º parágrafo)
d) Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu 
intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. (1º parágrafo)
e) A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. (7º parágrafo)
REESCRITA
Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados 
à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa mais 
desafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos 
estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais 
dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas 
e de acesso à Internet.
Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a 
aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. 
Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da 
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries 
avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3º ano 
do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos 
estudantes ao final do 9º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação 
Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9º ano apresentaram uma 
queda de 12 pontos, e os do 3º ano do ensino médio, de 11 pontos.
Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar 
os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores 
e estudantes possam retomar a aprendizagem.
Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade 
civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que 
não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um 
baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares 
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 Texto
Bruno Pilastre
acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de 
aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão 
e à resolução das tarefas.”
De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso 
prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade 
de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há 
cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine.
Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, 
a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes 
do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que 
precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora 
Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta 
que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por 
sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de 
preparação para o vestibular.
Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros 
especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, 
compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela.
Internet: (com adaptações).
Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue o seguinte item.
041. 041. (CEBRASPE/PROFESSOR/SEE-PE/2023) Em “Para Suelaine Carneiro” (início do quarto 
parágrafo), a palavra “Para” poderia ser substituída por Segundo, sem prejuízo dos sentidos 
e da correção gramaticaldo texto.
Texto 1A1-I
Estou escrevendo um livro sobre a guerra...
Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, 
essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não 
surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores.
Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu 
pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos 
primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai.
Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que 
conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não 
conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento?
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 Texto
Bruno Pilastre
A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro 
de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. 
Choram. Cantam enquanto choram.
Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural 
quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, 
um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando 
para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez 
nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar 
um tempo aprendendo.
Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse 
desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais 
ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do 
desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe...
Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que 
escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se 
estruturam meus olhos, meus ouvidos.
Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha 
uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que 
eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo 
se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo.
Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com 
adaptações).
042. 042. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) A palavra “rememorando”, em “E rememorando como 
combatíamos.” (sexto parágrafo do texto 1A1-I) poderia ser substituída, sem prejuízo para 
os sentidos do texto, por
a) relembrando.
b) resgatando.
c) reafirmando.
d) exaltando.
e) olvidando.
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837.
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, 
junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui 
podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um 
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 Texto
Bruno Pilastre
público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, 
esperava com impaciência.
Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez 
do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais 
sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade.
Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres 
em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas.
Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, 
os nomes de Pixis e Beethoven...
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e 
paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada.
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos 
arrogantes a respeito do que julgamos ser arte.
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de 
aplaudir Pixis como se fosse Beethoven.
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações).
043. 043. (CEBRASPE/AUDITOR/SEFAZ-RS/2019) Os sentidos originais e a correção gramatical 
do texto precedente seriam preservados se a forma verbal “invertera” (5º parágrafo) fosse 
substituída por
a) inverteria.
b) teria invertido.
c) invertesse.
d) havia invertido.
e) houve de inverter.
[...] A competitividade gerada pela interdependência estadual é outro ponto. Na década 
de 60, a adoção do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um avanço importante 19 
para a tributação indireta, permitindo a internacionalização das trocas de mercadorias com 
a facilitação da equivalência dos impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo as 
22 diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, é o único caso no mundo de imposto 
que, embora se pareça com o IVA, não é administrado pelo governo federal — o que 25 dá 
aos estados total autonomia para administrar, cobrar e gastar os recursos dele originados. 
A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte 28 e 
sete unidades da Federação, dada a coexistência dos princípios de origem e destino nas 
transações comerciais interestaduais, que gera a já comentada guerra fiscal. [...]
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Em relação a aspectos estruturais do texto precedente e às informações por ele veiculadas, 
julgue o item subsequente.
044. 044. (CEBRASPE/AUDITOR/SEFAZ-RS/2019) A correção gramatical e os sentidos originais 
do texto precedente seriam preservados se, no trecho “A competência estadual do ICMS 
gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação”, o vocábulo 
“ainda” fosse substituído pela seguinte expressão, isolada por vírgulas.
a) até então
b) ao menos
c) além disso
d) até aquele tempo
e) até o presente momento
1 A humanidade não aceitará uma língua não natural
para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus
instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural
4 conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque,
ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do
gênero. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas
7 natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua
artificialmente construída. O homem é um animal apesar de
muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como
10 todos o são.
Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Em relação a aspectos estruturais do texto precedente e às informações por ele veiculadas, 
julgue o item subsequente.
045. 045. (CEBRASPE/SUPERIOR/STM/2018) A coerênciae a coesão do Texto seriam mantidas 
caso seu último período passasse a figurar como seu quarto período.
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GABARITOGABARITO
INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS
1. C
2. E
3. c
4. c
5. a
6. d
7. a
8. c
9. c
10. e
TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS .
11. e
12. C
13. c
14. b
15. b
16. a
17. d
18. c
19. a
20. e
COESÃO E COERÊNCIA
21. C
22. C
23. C
24. C
25. C
SEMÂNTICA
26. E
27. b
28. a
29. d
30. d
31. b
32. c
33. e
34. a
35. e
FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM
36. C
37. a
38. d
39. e
40. e
REESCRITA
41. C
42. a
43. d
44. c
45. C
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS
Texto CB1A1
Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. 
De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse 
universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. 
O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais 
presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes 
sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações 
vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de 
São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na 
França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam 
amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas 
com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em 
outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo 
das famílias representa o aspecto mais marcante.
Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, 
envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um 
doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão 
emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do 
outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante 
para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua 
presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e 
filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos 
iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações 
de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho 
fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa 
pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. 
Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída 
de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres.
Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual 
Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada 
de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser 
prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de 
construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino.
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Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua 
participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina 
saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 
“Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar 
mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou 
o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do 
hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma 
maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, 
expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, 
conta a socióloga.
Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas 
famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras 
de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado 
oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado.
Christina Queiroz. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 299, jan./ 2021. Internet: (com adaptações).
Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, 
julgue os itens subsequentes.
001. 001. (CEBRASPE/TÉCNICO/INSS/2022) Os serviços de cuidados fornecidos na América Latina 
diferenciam-se dos providos em países do hemisfério norte.
Certo.
Ao longo do texto, observamos fatos que denotam a distinção entre os serviços de cuidados 
fornecidos por outros países (em especial, do hemisfério norte) e por países da América Latina.
002. 002. (CEBRASPE/TÉCNICO/INSS/2022) A profissionalização do trabalho de cuidados nos 
últimos anos remodelou a essência do conceito de cuidado.
Errado.
O que remodelou a essência do conceito de cuidado está descrito no terceiro período do 
primeiro parágrafo. Nele, não se encontra a profissionalização de cuidados como fator 
gerador de mudança na essência do conceito de cuidado.
Texto CG2A1-II
A atenção é uma vantagem evolutiva e tanto, pois permite que o animal concentre sua 
capacidade cognitiva (um recurso finito e sempre escasso) em determinada coisa e, a partir 
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daí, tente entendê-la — podendo antecipar-se, ou reagir melhor, a ela. Preste atenção a 
seus predadores, ou a suas presas, e você terá mais chance de comer e não ser comido. 
Atenção é útil para todo animal. Tanto é assim que ela emana do sistema límbico: a parte 
mais interna e antiga do cérebro, que o Homo sapiens compartilha com diversas espécies. 
A mente humana tem um desejo insaciável de encontrar coisas novas e interessantes, e 
dedicar atenção a elas.
A Internet é uma fonte praticamente inesgotável de coisas nas quais prestar atenção. 
Nela, o conteúdo e os serviços costumam ser gratuitos, pois seus criadores ganhampara MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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 Texto
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PDF SINTÉTICO DE TEXTOPDF SINTÉTICO DE TEXTO
1 . INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS1 . INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS
Em concursos, há dois níveis principais de análise textual. No primeiro, denominado 
compreensão, exige-se de você, candidato(a), a capacidade de identificar informações 
explícitas no texto, bastando retornar a um determinado trecho para se assegurar de que a 
afirmativa da questão está adequada ou não. No segundo nível de análise, o da interpretação, 
exige-se a depreensão (por meio de uma série de procedimentos analíticos, sintetizados ao 
longo desta aula) de conhecimentos extraídos a partir dos elementos presentes no texto 
(e somente a partir do que o texto nos permite inferir).
Os conhecimentos exigidos nesse tipo de operação (o da interpretação) são muito 
variados. Os mais fundamentais são estes:
(i) Um texto pode ser verbal ou não verbal. No caso de texto verbal, há duas 
manifestações: a oralidade e a escrita. Na escrita, duas estruturas predominam: 
a prosa (organizada em períodos e parágrafos) e o poema (organizado em versos e 
estrofes). No texto não verbal, exigem-se conhecimentos sobre valores semânticos de 
linguagem corporal, de cores (e suas combinações), de formas gráficas, de arquétipos 
etc. Ao se unir texto verbal e não verbal, estamos diante de um texto misto (em 
algumas linhas teóricas, texto multimodal).
(ii) Outro conhecimento exigido diz respeito aos critérios de textualidade (aceitabilidade, 
intencionalidade, informatividade, situacionalidade e intertextualidade). Em provas, 
as bancas avaliam cada um desses elementos de diferentes formas. No entanto, 
ainda que as abordagens sejam diferentes, é possível identificar o tipo de questão 
que prioriza a intencionalidade do autor, a intertextualidade estabelecida etc.
1 .1 . PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS1 .1 . PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS
A distinção (com detalhes) entre pressupostos e subentendidos, fundamentais para 
uma interpretação adequada, é esta:
Subentendidos Pressupostos
Definição
É aquilo que se pensa ou se deduz, 
mas que não foi dito ou escrito.
É algo (uma marca discursiva) capaz de fazer 
supor a existência de uma informação.
Manifestação
Demanda análise (por inferências) do 
contexto de ocorrência.
Há marcas discursivas, como:
- Pontuação;
- Formatação (gráfica);
- Vocabulário;
- Recursos morfológicos;
- Padrões sintáticos.
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1 .2 . VOZES DISCURSIVAS E TIPOS DE DISCURSO | INTERTEXTUALIDADE1 .2 . VOZES DISCURSIVAS E TIPOS DE DISCURSO | INTERTEXTUALIDADE
Um texto nunca é “puro”, no sentido de nunca haver um texto que seja isolado no mundo 
discursivo. Explico melhor: todo texto é um intertexto. Quando lemos um artigo de opinião, 
o autor dialoga com diferentes perspectivas, diferentes intelectuais que também debateram 
aquele tema. Nesse debate, o autor também traz para o texto diferentes vozes, as quais 
dão mais força aos argumentos. Em minha aula, por exemplo, utilizo diversos conceitos e 
autores, formando um grande intertexto.
As principais formas de intertextualidade (ou de integração de diferentes vozes 
discursivas) são a citação (explícita ou implícita), a paródia, a alusão, a paráfrase e a epígrafe. 
Em provas de concurso, predomina a exigência de conhecimentos sobre as formas de 
citação (em especial, pelo uso de aspas) e as de intertextualidade com pensamentos e 
formulações bastante conhecidas, como “penso, logo existo”.
1 .3 . ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO E FUNÇÕES DA LINGUAGEM1 .3 . ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO E FUNÇÕES DA LINGUAGEM
O conteúdo sobre os elementos da comunicação e as funções da linguagem é 
avaliado em concursos da seguinte forma (comandos de questões retirados de provas das 
principais bancas):
Banca Enunciado da questão sobre Funções da Linguagem
CEBRASPE
A função da linguagem predominante nesse diálogo está centrada no próprio canal da 
comunicação, estando os participantes praticando um ritual de contato, sem preocupação 
com o conteúdo da mensagem que veiculam:
FCC Considerando-se a definição acima, ocorre metalinguagem no seguinte trecho:
FGV Na passagem acima, a sequência “rs” é uma manifestação da seguinte função da linguagem:
IDECAN O segmento sublinhado no período acima é exemplo da função da linguagem:
QUADRIX
No texto, o ponto de exclamação constitui marca de subjetividade do autor, o que evidencia 
a presença da função emotiva da linguagem.
Os elementos da comunicação e as funções da linguagem estão sintetizados a seguir:
Mensagem
Função Poética
Código
Função Metalingística 
Canal
Função Fática
Receptor
Função Apelativa
Contexto/Referente
Função Referencial
Emissor
Função Expressiva
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O esquema acima deve ser lido desta maneira:
(i) o emissor transmite uma mensagem ao receptor;
(ii) essa mensagem tem como suporte o canal (o som de nossa voz ou o registro 
escrito, por exemplo) e está codificado em nossa língua portuguesa;
(iii) essa mensagem está situada em um contexto situacional e faz referência ao 
mundo biossocial do emissor e do receptor.
A depender da ênfase que se dê a cada um desses elementos, a função da linguagem 
(ou seja, do uso da linguagem) será diferente (daí os termos “função referencial”, “função 
expressiva” etc.).
Veja a definição e um exemplo de cada função:
Função Definição Exemplo
Referencial
(ou denotativa ou 
informativa)
Centrada no contexto/referente, é 
a mais “neutra” em relação ao modo 
como as informações são transmitidas. 
L inguisticamente, é marcada pela 
impessoalidade. O objetivo é tratar de um 
“outro”, de um terceiro.
Textos jornalísticos.
Discursos científicos.
Relatórios.
Apelativa
(ou conativa)
Centrada no receptor. Busca agir sobre quem 
recebe a mensagem, de modo a modificar 
algum comportamento (fazer, deixar de fazer; 
convencer). Linguisticamente, é marcada pela 
forma imperativa e por recursos expressivos 
como exclamações (e entonações).
Anúncios publicitários.
Manuais.
Expressiva
(ou emotiva)
Centrada no emissor. É subjetiva e expressas 
estados interiores (emoções ou sentimentos, 
por exemplo). Linguisticamente, é marcada 
pelo uso de primeira pessoa e por adjetivação.
Relato pessoal.
Poética
Centrada na mensagem. Explora recursos 
linguísticos com fins expressivos e estéticos, 
trabalhando sobre a forma.
Tipicamente, os textos poéticos 
exploram recursos linguísticos 
com fins expressivos. No entanto, 
nos textos poéticos, também 
podem predominar outras 
funções, como a metalinguística, 
a expressiva ou a apelativa.
Fática
Centrada no canal. É um recurso para manter 
a comunicação ativa, sendo evidente quando 
se busca consolidar o contato.
Certificar-se (“está me ouvindo?”; 
“Alô!?”).
Metalinguística
Centrada no código (em nosso caso, na língua 
portuguesa).
Uma aula de morfologia, 
de sintaxe, de fonologia. Os 
dicionários. Essa nossa aula, 
que, por meio do código, busca 
explicar esse mesmo código.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciadodinheiro 
publicando anúncios, que também atrairão nossa atenção (e somente a partir daí, quem 
sabe, poderão nos induzir a comprar ou consumir algum produto). Percebeu? A principal 
mercadoria do Google não é o buscador, os mapas ou o Gmail. É a sua atenção, que ele 
coleta e revende. A atenção é a maior riqueza das empresas de Internet. Fez fortunas, criou 
gigantes, mudou o mundo. Por isso há tanta gente lutando por ela: a loja do sistema Android 
tem 2,1 milhões de aplicativos; a do sistema utilizado pelo iPhone, 1,8 milhão.
Superinteressante. Edição do Kindle, out./ 2019, p. 28 (com adaptações).
003. 003. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Segundo as ideias veiculadas no texto CG2A1-
II, a atenção
a) é exclusiva dos seres humanos.
b) é a parte mais interna e antiga do cérebro
c) consiste na principal mercadoria de empresas como o Google.
d) consiste em um recurso finito e escasso.
e) é o bem mais privilegiado nas redes sociais da Internet.
Pela leitura do texto (no trecho “A principal mercadoria do Google não é o buscador, os 
mapas ou o Gmail. É a sua atenção, que ele coleta e revende.”), observamos que a atenção 
consiste na principal mercadoria de empresas como o Google (alternativa (C), correta). A 
afirm ativa em(A) é contrária ao afirmado no texto (“Tanto é assim que ela [= a atenção] 
emana do sistema límbico: a parte mais interna e antiga do cérebro, que o Homo sapiens 
compartilha com diversas espécies”). Esse mesmo trecho invalida a afirmativa em (B). Em 
(D), o correto é afirmar que a capacidade cognitiva é um recurso finito e escasso. Em (E), 
por fim, temos uma afirmativa que não está presente no texto.
Letra c.
Texto CG2A1-I
Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam 
um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais 
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da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto 
existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em 
uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da 
área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis 
vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias 
de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão 
de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a 
causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte 
ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão 
dos benefícios de viver na cidade.
Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações 
nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos 
e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a 
população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que 
os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora 
estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora 
as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários 
quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que 
alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.
Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações).
004. 004. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Depreende-se do último período do texto 
CG2A1-I que
a) o sistema de transporte estadunidense é mais eficiente que o europeu.
b) uma pessoa consegue viajar dos Estados Unidos para Roma mais rapidamente hoje em 
dia, devido a meios de transporte mais eficientes, do que conseguiria antigamente.
c) é possível fazer um trajeto de vários quilômetros de carro na cidade de Dallas, hoje em 
dia, mais rapidamente do que um pequeno trajeto a pé na Roma Antiga.
d) a distância entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio é menor do que 
a distância entre um ponto qualquer da atual cidade de Roma e o Coliseu.
e) a distância física entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio de futebol 
é similar à que existe entre um ponto qualquer da cidade de Roma e o Coliseu.
A partir da leitura do último período, não se pode afirmar que “o sistema de transporte 
estadunidense é mais eficiente que o europeu”, que “uma pessoa consegue viajar dos 
Estados Unidos para Roma mais rapidamente hoje em dia, devido a meios de transporte mais 
eficientes, do que conseguiria antigamente”, que “a distância entre um ponto qualquer da 
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cidade de Dallas e um estádio é menor do que a distância entre um ponto qualquer da atual 
cidade de Roma e o Coliseu” ou que “a distância física entre um ponto qualquer da cidade 
de Dallas e um estádio de futebol é similar à que existe entre um ponto qualquer da cidade 
de Roma e o Coliseu.” Essas informações não estão presentes no texto ou não podem ser 
inferidas a partir do que se afirma. Em (C), diferentemente, temos uma afirmativa correta: 
“é possível fazer um trajeto de vários quilômetros de carro na cidade de Dallas, hoje em 
dia, mais rapidamente do que um pequeno trajeto a pé na Roma Antiga.”, já que, no texto, 
lemos que “Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários quilômetros de distância de um 
estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do 
Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.”
Letra c.
005. 005. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) De acordo com o texto CG2A1-I, a alta densidade 
demográfica em certas cidades é um fato provocado
a) pela pobreza.
b) pelo alto custo de vida dos grandes centros urbanos.
c) pela concentração das indústrias nas cidades.
d) pela inexistência de transporte nas áreas não urbanas.
e) pela ausência de medidas de contenção de crescimento populacional.
Ao final do primeiro parágrafo, lemos que “a pobreza é a causa da concentração de pessoas 
[densidade demográfica] que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de 
um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos 
benefícios de viver na cidade.” Como está explícito no texto, a alta densidade demográfica 
em certas cidades é um fato provocado pela pobreza. Descartamos, assim, as demais causas 
(que não são causas apontadas pelo texto).
Letra a.
Texto CB2A1-I
A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para 
o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na 
contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e 
novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.
Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens 
podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, 
sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, 
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 Texto
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como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com 
as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, 
less paper).
Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de 
comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos 
englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os 
consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público 
geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas.
Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o 
comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e 
mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da 
credibilidade desse tipo de negociação online.
Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade 
na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e 
dúvidas na transação eletrônica.
Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! 
ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –
satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a 
consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações).
006. 006. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Os fatores da atividade empresarial 
exemplificados no segundo parágrafo do texto CB2A1-I são
a) funcionamento 24 horas por dia, quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana, diminuição 
de tempo gasto com as operações e sustentabilidade no uso de papel.
b) quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana, diminuição de tempo gasto com as 
operações e sustentabilidade no uso de papel.
c) quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana e diminuição de tempo gasto com as 
operações.
d) quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana.
No segundo parágrafo, lemos o seguinte: “Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da 
atividade empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição 
de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de 
papéis (em inglês, less paper).” O que se deseja extrair da informação do período são apenas 
os fatores da atividade empresarial, que está interna à noção mais ampla (a otimização). 
Não se buscam outras informações, como “a diminuição de tempo gasto com as operações 
e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper)”, 
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 Texto
Bruno Pilastre
que não estão diretamente vinculadas aos fatores da atividade empresarial. A questão 
exige que você segmente as informações do todo, identificando apenas o solicitado.
Letra d.
007. 007. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Depreende-se do texto CB2A1-I que a 
eficácia do sistema B2C está diretamente relacionada
a) ao esforço do comerciante na execução e manutenção do sistema de comércio eletrônico.
b) à transparência do comércio eletrônico.
c) ao suporte oferecido ao consumidor nas transações comerciais eletrônicas.
d) à ampliação das atividades do comerciante pelo uso de novas tecnologias.
No original, lemos o seguinte: “Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio 
eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer 
compras online 24 horas por dia, sete dias da semana”. Assim, a eficácia desse sistema está 
diretamente relacionada “ao esforço do comerciante na execução e manutenção do sistema 
de comércio eletrônico.” Em outras palavras: o sistema será mais eficaz quando houver um 
esforço do comerciante na execução e manutenção do sistema de comércio eletrônico (e, 
igualmente, será menos eficaz quando não houver esse esforço).
Letra a.
008. 008. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Considerando-se as ideias veiculadas no 
texto CB2A1-I, é correto afirmar que ele é destinado
a) a profissionais de TI.
b) a consumidores.
c) a comerciantes.
d) ao público geral.
Para resolver essa questão, além da leitura do texto, a leitura do título é fundamental: 
“Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico!” 
Como se vê, o texto é destinado a comerciantes (“em seu comércio eletrônico”) – alternativa 
(C), portanto.
Letra c.
Texto 1A2-II
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o 
mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
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 Texto
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Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito 
caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto 
fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me 
ajuda a olhar!
Eduardo Galeano. A função da arte/1. In: O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. 9.ª ed. 
Porto Alegre: L&PM, 2002 (com adaptações).
009. 009. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) No texto 1A2-II, a experiência de Diego é marcada
a) pela cumplicidade.
b) pelo emudecimento.
c) pela perplexidade.
d) pelo estarrecimento.
e) pelo entendimento.
No último parágrafo, notamos que o personagem Diego está perplexo diante da imensidão 
do mar: “E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me 
ajuda a olhar!” A perplexidade pode ser depreendida pela descrição (tremendo, gaguejando) 
e pela fala “me ajuda a olhar!”. “Perplexo” significa “tomado de espanto, atônito”. Esse 
sentido é mais preciso para descrever a experiência de Diego. A palavra “estarrecido” significa 
“tomado de espanto ou pavor; ficar horrorizado, assombrado, apavorado”, o que não é o 
caso da experiência de Diego.
Letra c.
Texto 1A2-I
Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque 
poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos 
de cultura.
A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os 
tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade 
de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas 
as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos 
de entrega ao universo fabulado.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção 
e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a 
uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.
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 Texto
Bruno Pilastre
A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível 
haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a 
literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma 
o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles 
traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa 
disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos 
problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, 
o cultivo do humor.
A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna 
mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura 
corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a 
personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos 
organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, 
em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável.
Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 
(com adaptações).
010. 010. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Infere-se do trecho “A literatura é o sonho acordado 
das civilizações”, do texto 1A2-I, que, com a literatura, as pessoas entregam-se à
a) certeza.
b) reflexão.
c) distopia.
d) realização.
e) imaginação.
Pela leitura do texto, podemos inferir que, com a literatura, as pessoas se entregam à 
imaginação. Isso pode ser comprovado no texto pela adoção de termos como “fabulação” e 
“sonho”, ambos vinculados a literatura. Não se pode depreender, pela leitura do texto, que, 
com a literatura, as pessoas se entregam à certeza, à reflexão, à distopia ou à realização.
Letra e.
TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS .
Texto 1A2-II
Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na 
cozinha, a nutricionista do programa das dez da manhã falou:
— Ninguém é obrigado a parecer velho.
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 Texto
Bruno Pilastre
Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, 
Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o 
creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte:
— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade.
Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe 
dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar só para atender as 
freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia sido 
despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado 
crônico. O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus 
préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A apresentadora, que 
já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e 
das escolhas feitas durante a vida:
— Às vezes, é preciso dizer não.
Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, 
a palavra era do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos.
— As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor 
não tem idade.
Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi 
bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. Varreu com os olhos 
a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano 
de chão, e a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu 
uma pequena trégua, o suficiente para que ela se desgostasse à visão do descaimento.
Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 
(com adaptações).
011. 011. (CEBRASPE/ASSISTENTE/SEFAZ-RS/2019) Assinale a opção que reproduz trecho do 
texto 1A2-II em que predomina a tipologia descrição.
a) “Ninguém é obrigado a parecer velho” (l. 4)
b) “Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o 
creme com mais vigor” (l. 6 a 8)
c) “Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade” (l. 9 e 10)
d) “Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede” (l. 31 e 32)
e) “a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões” (l. 35 e 36)
A descrição é uma “fotografia” por escrito. Nela, o autor busca compor verbalmente imagens, 
as quais são formadas na mente do leitor. Apenas em(E) isso ocorre: é possível imaginar 
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 Texto
Bruno Pilastre
como a barriga do homem abria/rompia/desfiava as casas dos dois últimos botões (da 
roupa). Nas demais alternativas, temos o predomínio de outros elementos, como a narração.
Letra e.
Texto CB2A1-I
1| Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza,
o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando isso
ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam
4| época, pedras miliares no caminho da humanidade. A invenção
das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do
pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na
7| Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas entre
os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no
século XIX, tudo isso representa saltos de época, que
10| desorientaram gerações inteiras.
Se observarmos bem, essas ondas longas da história,
como as chamava Braudel, tornaram-se cada vez mais curtas.
13| Acabamos de nos recuperar da ultrapassagem da agricultura
pela indústria, ocorrida no século XX, e, em menos de um
século, um novo salto de época nos tomou de surpresa,
16| lançando-nos na confusão. Dessa vez o salto coincidiu com a
rápida passagem de uma sociedade de tipo industrial dominada
pelos proprietários das fábricas manufatureiras para uma
19| sociedade de tipo pós-industrial dominada pelos proprietários
dos meios de informação.
O fórceps com o qual a recém-nascida sociedade
22| pós-industrial foi extraída do ventre da sociedade industrial
anterior é representado pelo progresso científico e tecnológico,
pela globalização, pelas guerras mundiais, pelas revoluções
25| proletárias, pelo ensino universal e pelos meios de
comunicação de massa. Agindo simultaneamente, esses
fenômenos produziram uma avalanche ciclópica — talvez a
28| mais irresistível de toda a história humana — na qual nós,
contemporâneos, temos o privilégio e a desventura de estar
envolvidos em primeira pessoa.
31| Ninguém poderia ficar impassível diante de uma
mudança dessa envergadura. Por isso a sensação mais
difundida é a desorientação.
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 Texto
Bruno Pilastre
34| A nossa desorientação afeta as esferas econômica,
familiar, política, sexual, cultural... É um sintoma de
crescimento, mas é também um indício de um perigo, porque
37| quem está desorientado sente-se em crise, e quem se sente em
crise deixa de projetar o próprio futuro. Se deixarmos de
projetar nosso futuro, alguém o projetará para nós, não em
40| função de nossos interesses, mas do seu próprio proveito.
Domenico de Masi. Alfabeto da sociedade desorientada: para entender o nosso tempo. Trad. Silvana 
Cobucci e Federico Carotti. São Paulo: Objetiva, 2017, p. 93-4 (com adaptações).
012. 012. (CEBRASPE/ANALISTA/PGE-PE/2019) O texto caracteriza-se como dissertativo-
argumentativo, devido, entre outros aspectos, à presença de evidências e fatos históricos 
utilizados para validar a argumentação do autor.
Dentre os fatos históricos que trazem ao texto uma feição de dissertativo-argumentativo, 
temos “a ultrapassagem da agricultura pela indústria” (linhas 13 e 14) e “invenção das 
técnicas para controlar o fogo” (linhas 4 e 5). O uso desses fatos históricos tem por finalidade 
o convencimento do leitor acerca de um ponto de vista.
Certo.
Texto CG1A1-II
À área da linguística que se ocupa em contribuir para a solução de problemas judiciais 
e que auxilia também na compreensão de discursos e interações produzidos em ambiente 
jurídico chamamos de linguística forense. Pouco ainda se fala e se conhece sobre a aplicação 
da linguística à esfera forense, apesar de muitos crimes serem cometidos unicamente 
ou parcialmente por meio da língua, como a calúnia, a injúria, a difamação, a ameaça, o 
estelionato e a extorsão.
Ao produzir um texto, oral ou escrito, o sujeito lança mão de um vasto repertório lexical 
e regras de ordenação sintática pertencentes à gramática de seu idioma. Entretanto, esse 
arranjo não é feito da mesma forma por diferentes pessoas. Ao falarmos ou ao escrevermos, 
organizamos o material linguístico que está disponível em nosso acervo mental de uma forma 
única, afinal cada indivíduo constituiu seu vocabulário a partir de experiências também 
únicas. Isso significa que imprimimos nosso estilo em nossos textos, deixando nele nossa 
“assinatura”. Esse uso individual do idioma é chamado de idioleto, ou seja, é como se fosse 
um dialeto pessoal, uma marca identitária daquele indivíduo. Embasada nisso, a linguística 
forense procura desenvolver metodologias que auxiliem no processo de atribuição de autoria 
de um determinado texto.
Welton Pereira e Silva. Linguística forense: como o linguista pode contribuir em uma demanda judicial? In: 
Roseta, v. 2, n.º 2, 2019 (com adaptações).
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 Texto
Bruno Pilastre
013. 013. (CEBRASPE/ANALISTA/MPE-AP/2021) O texto CG1A1-II apresenta, predominantemente, 
a tipologia textual
a) argumentativa.
b) descritiva.
c) expositiva.
d) injuntiva.
e) narrativa.
O texto é predominantemente expositivo: o autor busca apenas apresentar o conteúdo, 
predominando a função referencial e a linguagem denotativa. Não há defesa de uma tese 
por meio da adoção de argumentos (utilizados para convencer o leitor). Também não há 
predominância de elementos narrativos, descritivos ou injuntivos.
Letra c.
Texto CB2A1-I
A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para 
o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na 
contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e 
novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.
Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens 
podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, 
sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, 
como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com 
as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, 
less paper).
Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de 
comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos 
englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os 
consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público 
geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas.
Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o 
comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e 
mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da 
credibilidade desse tipo de negociação online.
Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade 
na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e 
dúvidas na transação eletrônica.
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 Texto
Bruno Pilastre
Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio 
eletrônico!
ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente 
– diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 
(com adaptações).
014. 014. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Quanto à tipologia textual, o último 
parágrafo do texto CB2A1-I é predominantemente
a) descritivo.
b) injuntivo.
c) expositivo.
d) dissertativo.
O objetivo central do texto é guiar o leitor em relação à realização de algo (de determinada 
maneira). Isso é comprovado por este trecho: “Utilize o passo a passo sugerido neste guia 
e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico!”, como o verbo no modo imperativo. No 
texto e no título, lemos se tratar de um “Guia”, o qual norteia a prática adequada para o 
comércio eletrônico. Tendo em vista todos esses elementos, estamos diante de um texto 
predominantemente injuntivo.
Letra b.
Texto 1A2-I
Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque 
poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos 
de cultura.
A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os 
tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade 
de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas 
as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos 
de entrega ao universo fabulado.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção 
e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a 
uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.
A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível 
haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a 
literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma 
o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aquelesO conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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 Texto
Bruno Pilastre
traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa 
disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos 
problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, 
o cultivo do humor.
A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna 
mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura 
corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a 
personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos 
organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, 
em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável.
Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 
(com adaptações).
015. 015. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) No primeiro parágrafo do texto 1A2-I, no trecho 
“Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, 
ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura”, 
o autor apresenta uma
a) argumentação.
b) concepção.
c) explicação.
d) delimitação.
e) explanação.
O autor (o grande crítico literário Antonio Candido) apresenta a sua concepção (eu também 
diria “definição”) do que seja a literatura. Como o item exige apenas a caracterização do 
trecho destacado, não precisamos recorrer a outras partes do texto. Alternativa (B), portanto.
Letra b.
Texto 1A1-I
Estou escrevendo um livro sobre a guerra...
Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, 
essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não 
surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores.
Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu 
pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos 
primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai.
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 Texto
Bruno Pilastre
Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que 
conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não 
conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento?
A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro 
de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. 
Choram. Cantam enquanto choram.
Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural 
quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, 
um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando 
para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez 
nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar 
um tempo aprendendo.
Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse 
desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais 
ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do 
desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe...
Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que 
escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se 
estruturam meus olhos, meus ouvidos.
Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha 
uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que 
eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo 
se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo.
Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com 
adaptações).
016. 016. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) O texto 1A1-I é predominantemente
a) narrativo.
b) descritivo.
c) dissertativo.
d) argumentativo.
e) expositivo.
O texto é predominantemente narrativo. Nele, a autora (Svetlana Aleksiévitch, ganhadora 
do Nobel de Literatura) narra em primeira pessoa suas memórias. Nessa narração, a autora 
apresenta percepções subjetivas (emoções, pensamentos etc.) acerca do que se narra.
Letra a.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
Texto 1A2-I
Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade-
mundo, o chamado “mundo moderno”, através da realização da Semana de Arte Moderna de 
1922. Tal inserção se daria, na verdade, pela construção do samba moderno a partir da ótica 
artística de Pixinguinha (1897-1973), em especial pela sua excursão com os Oito Batutas 
pela França, em 1921, patrocinada pelo multimilionário Arnaldo Guinle (1884-1963), apesar 
das críticas negativas de cunho racista dos cadernos culturais da época.
O samba de Pixinguinha é resultante do amálgama das expressões culturais e religiosas 
afro-brasileiras e das trocas de experiências culturais entre diferentes expressões culturais 
que começavam a circular pelo mundo, de maneira mais ampla e rápida, graças às ondas 
sonoras de rádio, às gravações de discos e às partituras que chegavam ao Rio de Janeiro. 
Existia toda uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca, que 
funcionava como acesso das populações pobres e marginalizadas da cidade ao que de mais 
moderno ocorria no mundo, de maneiras inimaginadas pelas elites da época, com impactos 
ainda não devidamente situados e valorizados em suas importâncias e significados para 
a cultura brasileira. Há ainda a influência da música europeia como a polca ou a música 
de Bach, retrabalhadas e contextualizadas pelos músicos negros e mestiços que deram 
origem ao choro e ao maxixe, os quais seriam presenças seminais no artesanato musical 
de Pixinguinha.
Pixinguinha e seus oito Batutas subvertem a ordem racista da elite brasileira da época 
conquistando –– literalmente –– a cidade luz, estabelecendo novos parâmetros culturais e 
de modernidade para os próprios europeus. No entanto, mesmo que seu impacto no exterior 
tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de 1922 ficou 
conhecida como símbolo de nossa inserção na modernidade-mundo vigente, em detrimento 
do impacto imediato causado pela arte revolucionária de Pixinguinha e sua trupe musical 
entre os círculos culturais europeus. Cada apresentação era uma demonstração ao mundo 
de uma nova forma de música urbana, articulada e desenvolvida, com estrutura rítmica e 
harmoniosa de alta sofisticação. Não é por acaso que as gravações e partituras desse período 
em Paris tornaram-se referenciais para o cenário musicalfrancês e para o mundo do jazz 
norte-americano, como ficaria comprovado pela admiração confessa de Louis Armstrong 
(1901-1971) por Pixinguinha ou pela regravação de Tico-Tico no fubá por Charlie Parker 
(1920-1955), no álbum La Paloma, em 1954. Christian Ribeiro. Pixinguinha, o samba e a 
construção do Brasil moderno.
Internet: (com adaptações).
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 Texto
Bruno Pilastre
017. 017. (CEBRASPE/SUPERVISOR/IBGE/2021) O texto 1A2-I é um exemplo do gênero textual 
denominado artigo de opinião. A partir dessa informação e das características do texto 
1A2-I, é correto afirmar que ele é predominantemente
a) narrativo-expositivo.
b) descritivo-narrativo.
c) expositivo-descritivo.
d) dissertativo-argumentativo.
e) injuntivo-argumentativo.
Já no início da leitura, temos fortes indícios de que o texto é de natureza argumentativa: 
“Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade-
mundo”. Ao longo do texto, o autor apresenta informações relativas à história cultural do 
Brasil de forma impessoal, em linguagem denotativa e com predomínio da função referencial 
(e por isso o texto é dissertativo). Além disso, há clara defesa de um ponto de vista: a tese 
está apresentada na introdução e os argumentos são desenvolvidos na sequência do texto.
Letra d.
O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando 
de acordo com domínios científicos específicos, objetos de pesquisas, metodologias de 
geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de um experimento 
realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de 
ciências sociais ou a observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão 
em um determinado momento e lugar. Dados digitais de pesquisa ocorrem na forma de 
diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares; com diferentes níveis de 
agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados 
processados e integrados; e em diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, 
que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas condicionantes 
metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau 
de contextualização necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente 
o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos diversos domínios disciplinares.
As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a 
variedade dos dados no mundo da ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas 
e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica, grande parte das 
definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. 
Listas de exemplos não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma 
clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o conceito.
Luis Fernando Sayão; Luana Farias Sales. Afinal, o que é dado de pesquisa? In: Biblos: Revista do Insti-
tuto de Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande. v. 34, n. 02, jul.-dez./2020, p.32-33. Internet: . 
(com adaptações).
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 Texto
Bruno Pilastre
018. 018. (CEBRASPE/SUPERVISOR/IBGE/2021) No primeiro parágrafo do texto 1A1-I, predomina 
a tipologia textual
a) argumentativa.
b) descritiva.
c) expositiva.
d) instrucional.
e) narrativa.
No primeiro parágrafo do texto (e só estamos falando dele, porque é o que o item exige), 
observamos a predominância da tipologia expositiva: o autor busca apenas apresentar o 
conteúdo, predominando a função referencial e a linguagem denotativa. Não há defesa de 
uma tese por meio da adoção de argumentos utilizados para convencer o leitor. Também 
não há, neste primeiro parágrafo, predominância de elementos descritivos, instrucionais 
(injuntivos) ou narrativos.
Letra c.
Texto CG3A1-I
No século 21, eu acredito que a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) será 
definida por uma consciência nova e mais profunda da santidade e da dignidade 4 de 
cada vida humana, independentemente de raça ou religião. Isso irá requerer que levemos 
o nosso olhar para além da estrutura dos Estados, ou da simples superfície de nações ou 
comunidades. Devemos enfocar, como nunca, a melhoria das condições de vida de homens 
e mulheres, individualmente, que dão ao Estado ou à nação a sua riqueza e o seu caráter.
Neste novo século, devemos começar pela compreensão de que a paz pertence não 
somente aos Estados ou povos, mas também a cada um e a todos os membros dessas 
comunidades. A soberania dos Estados não mais deverá ser utilizada como um escudo contra 
grandes violações aos direitos humanos. A paz deve ser real e tangível no dia a dia de cada 
indivíduo que dela necessite. Devemos buscá-la, acima de tudo, pelo fato de ser a condição 
para que cada membro da família humana possa levar uma vida de dignidade e segurança.
A lição do século passado nos fez entender que ameaçar ou atropelar a dignidade do 
indivíduo — como naqueles países onde o cidadão não desfruta do direito básico de escolher 
o seu governo, ou do direito de o escolher regularmente — resultou em conflitos, perdas 
de civis inocentes, vidas abreviadas e comunidades destruídas.
Com efeito, os obstáculos à democracia têm muito pouco a ver com cultura ou religião, 
e muito mais com o desejo daqueles que se encontram no poder e querem manter sua 
posição a qualquer custo. Não se trata de um fenômeno novo nem restrito a uma parte 
específica do mundo. As pessoas de todas as culturas prezam por sua liberdade de escolha e 
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 Texto
Bruno Pilastre
sentem a necessidade de ter direito de voz nas decisões que afetam suas vidas. Kofi Annan 
[secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001.
In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fun-
dação Luís Eduardo Magalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM. 20.ª ed. Salvador: FLEM, 
2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações).
019. 019. (CEBRASPE/AJUDANTE/BARRA DOS COQUEIROS-SE/2020) Acerca dos tipos textuais, 
é correto afirmar que, no texto CG3A1-I, predomina a
a) argumentação.
b) descrição.
c) instrução.
d) narração.
e) prescrição.
O texto é predominantemente argumentativo: o autor (Jerzy Szeremeta) apresenta 
argumentos para defender uma tese (e, com isso, convencer o leitor acerca de seu ponto 
de vista). Há diversas marcas linguísticas, a começar pela adoção da primeira pessoa (“eu 
acredito”; “devemos começar”), frases assertivas (A soberania dos Estados não mais deverá 
ser utilizada como um escudo contra grandes violações aos direitos humanos.”) e estruturas 
com articulação lógica (de causa e consequência, em “[A lição do século passado nos fez 
entender que ameaçar ou atropelar a dignidade do indivíduo]causa [resultou em conflitos, 
perdas de civis inocentes, vidas abreviadas ecomunidades destruídas.]consequência”
Letra a.
Texto CB1A1-II
Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos 
cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico, 
que, buscando satisfazer sua rainha Meda, saudosa das colinas e florestas de sua pátria, 
providenciou a construção de estupendos jardins suspensos. Essa excentricidade, que 
consumiu anos de labor e gastos incalculáveis, culminou em uma das sete maravilhas do 
mundo antigo.
Tal “maravilha”, que originou mais ônus do que propriamente benefícios, apresenta 
grande similitude com devaneios atuais em que se constata o gasto de dinheiro público 
com atos de motivação fútil e imoral, finalidade dissociada do interesse público e em total 
afronta à razoabilidade administrativa, com flagrante desproporção entre o numerário 
despendido e o benefício auferido pela coletividade.
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 Texto
Bruno Pilastre
Além da insensatez detectada em alguns atos de administração, constata-se a existência 
de situação mais grave e preocupante, a degeneração de caráter em muitos entre os que 
ascendem à gestão do interesse público. Essa degeneração, em alguns casos, precede a 
investidura; em outros, tem causas endêmicas, sendo o resultado inevitável da interação 
com um meio viciado.
Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves. Improbidade administrativa. 8.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 
47 (com adaptações).
020. 020. (CEBRASPE/AUDITOR/CGE-CE/2019) No texto CB1A1-II, predomina a tipologia
a) injuntiva.
b) narrativa.
c) descritiva.
d) expositiva.
e) argumentativa.
O texto é predominantemente argumentativo: os autores apresentam argumentos para 
defender uma tese (relativa à noção de improbidade administrativa). Nessa defesa, o autor 
utiliza, secundariamente, elementos narrativos, os quais são adotados como estratégia 
argumentativa (via ilustração). Note, também, que o texto possui traços de primeira pessoa 
(do plural, em “do nosso país”) e de impessoalização (como a passiva em “constata-se a 
existência de situação mais grave”).
Letra e.
COESÃO E COERÊNCIA
Você mora em um lugar competitivo? Essa é a pergunta feita pelo Ranking de 
competitividade dos estados, que metrifica, em uma escala de 0 a 100, todos os cantos 
do Brasil, para classificar as 27 unidades federativas com base em dez pilares diferentes: 
segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, 
sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de 
mercado e inovação.
De acordo com os gráficos mostrados a seguir, dos mais de vinte estados, apenas cinco 
não mudaram de posição ao longo do último ano (2022), com destaque para São Paulo e 
Santa Catarina, que lideram, assim como Rio de Janeiro e Roraima, que subiram bastante.
[...]
Ao todo, são quase noventa critérios avaliados dentro dos pilares fundamentais, 
que incluem desde infraestrutura até o capital humano de cada localidade, com pesos 
diferentes entre si.
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Bruno Pilastre
Paulistas lideram o ranking há anos. No ano de 2022, porém, houve piora no quesito 
segurança patrimonial, com aumento no número de furtos e roubos. Estados do Norte e 
do Nordeste são os menos competitivos do país.
Trata-se de uma ferramenta de avaliação da administração pública, de diagnóstico e 
auxílio na escolha das prioridades e de promoção de boas práticas organizacionais, que, 
além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem 
robusta — ou seja, como um sistema de incentivo para os líderes públicos —, pode ser 
um bom indicador da gestão pública da região. São referências adotadas pelo ranking que 
apresentam novos parâmetros para os estados brasileiros. Internet: (com adaptações).
Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue os seguintes itens.
021. 021. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) A forma pronominal “Essa”, em “Essa é a pergunta” 
(início do primeiro parágrafo), estabelece coesão por substituição.
A coesão por substituição ocorre quando um vocábulo (principalmente pronomes) substituem 
outro termo (e, como isso, realizam a retomada). É exatamente o que ocorre em “Essa é a 
pergunta”, em que o pronome “Essa” substitui toda a oração interrogativa “Você mora em 
um lugar competitivo?”.
Certo.
022. 022. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) No trecho “apenas cinco não mudaram de posição” 
(segundo parágrafo), foi utilizada a estratégia de coesão por elipse.
A elipse ocorre quando se pode depreender a existência de um termo suprimido. Isso ocorre 
no trecho em análise, pois é possível depreender a forma “estados” está subentendida em 
“apenas cinco [estados] não mudaram de posição”.
Certo.
Texto 6A4BBB
1 Os revisores, quando necessitam revisar um texto, têm
duas opções: podem reescrevê-lo ou revisá-lo. A opção pela
reescrita pode tornar-se mais simples porque não vai obrigar a
4 um diagnóstico do(s) problema(s) que exista(m) no texto com
a intenção de resolvê-lo(s). Na reescrita, o revisor afasta-se da
superfície do texto. Ele vai ao cerne do texto, reescreve-o,
7 fornecendo, assim, uma versão diferente da versão primitiva.
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 Texto
Bruno Pilastre
Tanto a reescrita como a revisão são duas possibilidades de
revisão. São como pontos de um continuum que remetem para
10 o grau de preservação da superfície original do texto. Nessa
ótica, a reescrita respeitará menos o original, imporá menos
esforço de diagnóstico e de busca de solução dos problemas
13 detectados, motivo pelo qual pode ser a opção que toma o
revisor menos experiente. A revisão, por sua vez, implica a
correção dos problemas detectados, preservando-se o máximo
16 possível do texto original.
Maria da Graça Lisboa Castro Pinto. Da revisão na escrita: uma gestão exigente requerida pela relação entre 
leitor, autor e texto escrito. In: Revista Observatório, v. 3, n.º 4, 2017, p. 503 (com adaptações).
Acerca dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item 
subsequente.
023. 023. (CESPE/SUPERIOR/STM/2018) Tanto na linha 9 quanto na linha 13, a palavra “que” 
atua, no nível textual, como elemento que opera simultaneamente a coesão sequencial e 
a coesão referencial.
Em ambos os registros (l. 9 e l. 13), o “que” é um pronome relativo. Em coesão sequencial, 
o pronome relativo leva o referencial a uma nova predicação (e aí está a “sequência”). Em 
coesão referencial, esse pronome retoma (referencia-se(A) o termo anterior (um nome 
substantivo).
Certo.
Texto 6A1BBB
1 A humanidade não aceitará uma língua não natural
para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus
instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural
4 conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque,
ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do
gênero. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas
7 natural, do que falar, comrelutante perfeição, uma língua
artificialmente construída. O homem é um animal apesar de
muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como
10 todos o são.
Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
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 Texto
Bruno Pilastre
024. 024. (CESPE/SUPERIOR/STM/2018) A coerência e a coesão do texto precedente seriam 
mantidas caso seu último período passasse a figurar como seu quarto período.
Certo.
Vou apresentar o texto conforme a alteração proposta pela banca:
A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra 
a tendência dos seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural conversar, 
aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra 
fantochada do gênero. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é 
um animal irracional, como todos o são. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas 
natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua artificialmente construída.
As relações de sentido são mantidas, uma vez que o período deslocado encerra uma 
“verdade absoluta” (na visão do autor). Essa independência proposicional é o que permite 
o deslocamento.
Quinze de e novembro de 1889 oficializou um
movimento histórico que não se consolidara: a construção de
uma república brasileira. Imaginada por nossas elites políticas,
4 econômicas e intelectuais que — a despeito das divergências
— tinham em comum o sonho de criar uma civilização nos
trópicos, a República era menos conquista do que projeto a
7 impor. Daí não ser mero acaso que tenha sido proclamada por
militares, homens que escolheram a divisa positivista que
figuraria em nossa bandeira: amor, ordem e progresso. Claro
10 que — como viris representantes da ordem — começaram por
suprimir o amor do mote de Auguste Comte. Supressão até
hoje desconhecida da maioria dos brasileiros, mas reveladora
13 do intuito de apagar qualquer traço do desejo no novo regime
político.
O desejo era temido como incontrolável e ameaçador
16 para o almejado progresso. Mas, afinal, o que seria o progresso
até hoje impresso em nossa bandeira? De acordo com as fontes
da época, seria o caminho trilhado por medidas que dirigiriam
19 o Brasil para o modelo da civilização que nossas elites
projetavam na Europa e nos Estados Unidos. Era um ideal
baseado em uma fantasia das classes superiores, as quais não
22 apenas se imaginavam brancas como consideravam a
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Bruno Pilastre
branquitude um atributo de superioridade moral que as
colocava em claro contraste com o povo, no qual projetavam
25 o atraso e a negritude. Viam o povo como uma massa
heterogênea sob ameaça degenerativa a esperar pelo
branqueamento para poder se tornar digna de ser reconhecida
28 como nação.
Rogerio Miskolci. Uma outra história da República. In: Revista Cult, n.º 6, ano 19, jan./2016, p. 35 (com 
adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
025. 025. (CESPE/ANALISTA/TRF 1ª/2017) A palavra “época” (l. 18) refere-se ao final do século XIX.
A palavra “época” faz referência ao período indicado no parágrafo anterior: 1889 (ou seja, 
final do século XIX).
Certo.
SEMÂNTICA
Você mora em um lugar competitivo? Essa é a pergunta feita pelo Ranking de 
competitividade dos estados, que metrifica, em uma escala de 0 a 100, todos os cantos 
do Brasil, para classificar as 27 unidades federativas com base em dez pilares diferentes: 
segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, 
sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de 
mercado e inovação.
De acordo com os gráficos mostrados a seguir, dos mais de vinte estados, apenas cinco 
não mudaram de posição ao longo do último ano (2022), com destaque para São Paulo e 
Santa Catarina, que lideram, assim como Rio de Janeiro e Roraima, que subiram bastante.
[...]
Ao todo, são quase noventa critérios avaliados dentro dos pilares fundamentais, 
que incluem desde infraestrutura até o capital humano de cada localidade, com pesos 
diferentes entre si.
Paulistas lideram o ranking há anos. No ano de 2022, porém, houve piora no quesito 
segurança patrimonial, com aumento no número de furtos e roubos. Estados do Norte e 
do Nordeste são os menos competitivos do país.
Trata-se de uma ferramenta de avaliação da administração pública, de diagnóstico e 
auxílio na escolha das prioridades e de promoção de boas práticas organizacionais, que, 
além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem 
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Bruno Pilastre
robusta — ou seja, como um sistema de incentivo para os líderes públicos —, pode ser 
um bom indicador da gestão pública da região. São referências adotadas pelo ranking que 
apresentam novos parâmetros para os estados brasileiros. Internet: (com adaptações).
Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue o seguinte item.
026. 026. (CEBRASPE/ANALISTA/TJ-ES/2023) No primeiro período do último parágrafo, a palavra 
“robusta” está empregada com o mesmo sentido de arrojada.
Os vocábulos “robusta” e “arrojada” não são sinônimos. Por isso, não são intercambiáveis 
(um não pode substituir o outro no contexto em análise). A diferença de significado é esta: 
“robusto” significa algo de constituição física muito forte, vigoroso; “arrojado” denota que 
aquilo que apresenta características inovadoras, progressistas; ousado.
Errado.
Texto CB2A1-I
A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para 
o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na 
contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e 
novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.
Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens 
podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, 
sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, 
como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com 
as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, 
less paper).
Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de 
comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos 
englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os 
consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público 
geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas.
Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o 
comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônicoe 
mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da 
credibilidade desse tipo de negociação online.
Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade 
na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e 
dúvidas na transação eletrônica.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio 
eletrônico!
ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente 
– diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 
(com adaptações).
027. 027. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No primeiro parágrafo do texto CB2A1-I, o 
vocábulo “contingência” está empregado com o sentido de
a) obrigação.
b) circunstância.
c) iminência.
d) urgência.
O contexto é este: “A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas 
oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), 
que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de 
lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.” Aqui, 
o sentido é de “eventualidade”, “caráter do que é circunstancial” (segundo o dicionário 
Houaiss, 2009). Nesse sentido, o substituto adequado é “circunstância”, em (B): “A rapidez da 
difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, 
o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na circunstância de mudança 
na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com 
uma fatia maior do comércio eletrônico.”
Letra b.
Texto CG2A1-I
Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam 
um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais 
da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto 
existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em 
uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da 
área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis 
vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias 
de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão 
de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a 
causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte 
ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão 
dos benefícios de viver na cidade.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações 
nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos 
e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a 
população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que 
os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora 
estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora 
as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários 
quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que 
alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.
Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações).
028. 028. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) O termo “expansão” (segundo período do segundo 
parágrafo) está empregado no texto CG2A1-I com o sentido de
a) ampliação.
b) surgimento.
c) produção.
d) renovação.
e) modernização.
No contexto de ocorrência (“A expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos”), 
o vocábulo “expansão” foi empregado com o sentido de “ampliação”. O teste de substituição 
comprova a manutenção dos sentidos: “A ampliação dos meios de transporte mais rápidos 
e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a 
população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que 
os subúrbios se desenvolviam.” Nas demais alternativas, os substitutos propostos são 
inadequados.
Letra a.
Texto CG1A1-I
Há relações diversas e fundamentais entre o discurso e as verdades. Ao longo da história, 
já se acreditou que a verdade existiria independentemente da linguagem, que nada mais 
seria, além de sua mera expressão. Também já se afirmou que as coisas ditas seriam entraves 
ou acessos à verdadeira essência dos seres e fenômenos. Já foi dito ainda que as verdades 
consistiriam em construções históricas dos fatos, para as quais o discurso é decisivo. Mais 
recentemente, vimos multiplicarem-se as alegações de que os fatos não existem, de sorte 
que haveria apenas versões e interpretações alternativas.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
No que se refere às tendências contemporâneas de conceber as relações entre discurso 
e verdade, elas são frequentemente consideradas um movimento libertário, uma vez que 
nos permitem desprender-nos de dogmas, ortodoxias e autoridades exclusivas de pesadas e 
passadas tradições. Assim, domínios e instituições que antes nos guiavam, com base em suas 
verdades fundamentais e numa quase cega fé que depositávamos nelas, tornam-se cada 
vez mais suscetíveis às nossas dúvidas e críticas. A religião, a política, a mídia e a ciência já 
não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos 
fatos e os devidos caminhos a seguir. Com frequência e intensidade aparentemente inéditas, 
a crença e a confiança que nelas assentávamos passaram a ser ladeadas ou suplantadas 
por suspeitas e por ceticismos, por postura crítica e por emancipações.
Carlos Piovezani, Luzmara Curcino e Vanice Sargentini. O discurso e as verdades: relações 
entre a fala, os feitos e os fatos. 
In: Luzmara Curcino, Vanice Sargentini e Carlos Piovezani. Discurso e (pós)verdade. São Paulo: Parábola, 
2021, p.7-18 (com adaptações).
029. 029. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Em “A religião, a política, a mídia e a ciência já 
não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza 
dos fatos e os devidos caminhos a seguir” (segundo parágrafo do texto CG1A1-I), a palavra 
“devidos” está empregada com o mesmo sentido de
a) exatos.
b) válidos.
c) próprios.
d) corretos.
e) necessários.
No contexto de ocorrência, o vocábulo “devidos” vincula-se ao termo “caminhos” e equivale 
a “corretos”. Na reescrita, a posição muda: “os caminhos corretos a seguir”. Os demais 
termos trazem elementos semânticos não presentes no original (como exatidão, validade, 
necessidade etc.).
Letrad.
Texto CB1A1-I
Quem pensa que a excelência do agronegócio brasileiro se resume a soja, café e carnes 
está enganado. O país está entre os cinco maiores exportadores mundiais em valor em quase 
três dezenas de produtos agrícolas. O maior destaque é para os de sempre: açúcar, cereais, 
soja, milho, oleaginosas e frutas cítricas. Mas o Brasil aparece no top five de exportações da 
Organização para as Nações Unidas (ONU) com produtos inusitados, como pimenta, melancia, 
abacaxi, mamão papaia, coco, mandioca, caju, fumo, sisal e outras fibras, por exemplo.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
Os dados, de 2019, são da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação 
(FAO) e foram reunidos em um estudo realizado pelo Instituto Millenium em parceria 
com a consultoria Octahedron Data eXperts (ODX). O objetivo do trabalho foi traçar uma 
radiografia do agronegócio brasileiro para entender as razões pelas quais o setor vive anos 
seguidos de prosperidade e tem caminhado na contramão dos demais, mesmo em meio à 
crise provocada pela pandemia.
O comércio internacional é um dos pilares importantes para sustentar o bom desempenho 
do setor, turbinado pela desvalorização do câmbio e pelos preços em alta das commodities. 
A agropecuária respondeu por cerca de 45 bilhões de dólares das exportações em 2020 e, 
há vários anos, tem garantido o saldo positivo da balança comercial. Quando se avaliam 
as exportações por setores, apenas a agropecuária apresentou crescimento nas vendas 
externas (6%) em comparação a 2019, mostra o estudo. Já a indústria extrativa e a de 
transformação registraram queda de 2,7% e de 11,3%, respectivamente.
Essa história se repete também no produto interno bruto (PIB), a soma de todas as 
riquezas geradas no país. Em 2020, a agropecuária foi o único setor com resultado positivo, 
o que contribuiu para que os efeitos adversos da pandemia sobre a atividade não fossem 
ainda maiores. O PIB do setor avançou 2% sobre o ano anterior, enquanto o da indústria 
recuou 3,5% e o dos serviços, 4,5%.
Internet: (com adaptações).
030. 030. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No segundo período do último parágrafo do 
texto CB1A1-I, o vocábulo “adversos” está empregado com o mesmo sentido de
a) inusitados.
b) colaterais.
c) inesperados.
d) prejudiciais.
O contexto de ocorrência do vocábulo “adversos” é este: “Em 2020, a agropecuária foi o único 
setor com resultado positivo, o que contribuiu para que os efeitos adversos da pandemia 
sobre a atividade não fossem ainda maiores.” O termo, então, modifica “efeitos”. Segundo o 
dicionário Houaiss (2009), “adverso” significa “que se encontra ou se apresenta em oposição; 
contrário; que traz desgraça; que provoca infortúnio; prejudicial; desfavorável, impróprio”. 
Esse significado está presente na alternativa (D), a adequada: “Em 2020, a agropecuária 
foi o único setor com resultado positivo, o que contribuiu para que os efeitos prejudiciais 
da pandemia sobre a atividade não fossem ainda maiores.”
Letra d.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
Texto CB2A1-I
A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para 
o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na 
contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e 
novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.
Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens 
podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, 
sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, 
como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com 
as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, 
less paper).
Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de 
comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos 
englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os 
consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público 
geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas.
Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o 
comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e 
mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da 
credibilidade desse tipo de negociação online.
Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade 
na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e 
dúvidas na transação eletrônica.
Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio 
eletrônico!
ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente 
– diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 
(com adaptações).
031. 031. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No primeiro parágrafo do texto CB2A1-I, o 
vocábulo “contingência” está empregado com o sentido de
a) obrigação.
b) circunstância.
c) iminência.
d) urgência.
O contexto é este: “A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas 
oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), 
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de 
lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.” Aqui, 
o sentido é de “eventualidade”, “caráter do que é circunstancial” (segundo o dicionário 
Houaiss, 2009). Nesse sentido, o substituto adequado é “circunstância”, em (B): “A rapidez da 
difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, 
o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na circunstância de mudança 
na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e novas oportunidades, com 
uma fatia maior do comércio eletrônico.”
Letra b.
Texto CB1A1-I
Durante um seminário sobre a antropologia do dinheiro ministrado na Escola de Economia 
e Ciência Política de Londres, Jock Stirratt descreveu em um gráfico os usos a que alguns 
pescadores do Sri Lanka que prosperaram nos últimos anos submetiam sua riqueza recém-
adquirida. A renda desses pescadores, antes muito baixa, deu um grande salto desde que o 
gelo se tornou disponível, o que possibilitou que seus peixes alcançassem, em boas condições, 
os mercados distantes da costa, onde atingiram preços altos. No entanto, as aldeias de 
pescadores ainda permanecem isoladas e, à época do estudo, não tinham eletricidade, 
estradas nem água encanada. Apesar dessespara MARALYCE DANYELLY MOURA DE OLIVEIRA - 61409383334, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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 Texto
Bruno Pilastre
1 .4 . NÍVEIS DE LINGUAGEM | VARIAÇÃO LINGUÍSTICA1 .4 . NÍVEIS DE LINGUAGEM | VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
Seguindo o nosso projeto de sintetizar os conteúdos, apresento a seguir os níveis de 
linguagem e os tipos de variação linguística mais cobrados em concursos públicos.
Níveis de linguagem (níveis de registro)
Culto
Faz-se uso da língua-padrão, aquela que possui prestígio social e segue 
as normas da gramática tradicional.
É o nível de linguagem usado em situações formais e os falantes possuem 
alto nível de escolarização.
Comum
Está situado entre os níveis culto e coloquial.
É o registro empregado por falantes com escolarização básica e pelos 
meios de comunicação de massa.
Coloquial (popular)
Não possui prestígio social e é utilizado em situações informais de 
comunicação.
Não “segue” as normas da gramática tradicional e faz uso de vocabulário 
dito restrito (menos específico ou variado).
Na sequência, a classificação das principais variações linguísticas (utilizo as definições 
de Camacho (2001)):
Tipos de variação linguística
Variação histórica
(Diacrônica)
Acontece ao longo de um determinado período de tempo e pode ser 
identificada ao se comparar dois estados de uma língua. O processo de 
mudança é gradual.
Variação geográfica
(Diatópica)
Trata das diferentes formas de pronúncia, vocabulário e estrutura 
sintática entre regiões. Dentro de uma comunidade mais ampla, formam-
se comunidades linguísticas menores em torno de centros polarizadores 
da cultura, política e economia, que acabam por definir os padrões 
linguísticos utilizados na região de sua influência.
Variação social
(Diastrática)
Agrupa alguns fatores de diversidade: o nível socioeconômico, 
determinado pelo meio social onde vive um indivíduo; o grau de educação; 
a idade e o sexo.
Variação estilística/social
(Diafásica)
Considera um mesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de 
comunicação: se está em um ambiente familiar, profissional, o grau de 
intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são os receptores.
2 . TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS2 . TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS
Questões sobre as tipologias estão SEMPRE presentes em provas de concurso, 
especialmente nas bancas FGV e CEBRASPE (e nas bancas VUNESP, FCC, QUADRIX, IBFC e 
IDECAN). Considerando os últimos 5 anos, foram aplicadas nada menos que 1247 questões 
sobre tipologias e gêneros textuais. É um conteúdo muito relevante. Em especial, a banca 
FGV tem tirado o sono de muitos candidatos ao explorar em detalhes as características das 
tipologias. Para as outras bancas, dominar as noções fundamentais tem sido suficiente.
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 Texto
Bruno Pilastre
Para a síntese das tipologias e dos principais gêneros cobrados em concurso, utilizarei 
tabelas e mapas mentais. Iniciemos com o quadro sinóptico:
TIPOLOGIA CARACTERÍSTICAS CENTRAIS FORMAS LINGUÍSTICAS TÍPICAS
Narrativa
Na narração, há seres que participam de 
eventos em determinado tempo e espaço. 
Os participantes desses eventos são os 
personagens, os quais podem ser reais 
ou fictícios. O evento (uma espécie de 
ação) é denotado por verbos nocionais e 
de movimento, como cantar, correr, beijar, 
nadar, ouvir etc. O tempo da narrativa é 
tipicamente o passado, mas pode ser o 
presente (a narração de um jogo de futebol) 
ou o futuro (obras proféticas, por exemplo). 
Em uma narrativa, o espaço pode ser físico 
(uma cidade, uma casa, uma escola) ou 
psicológico (mente do personagem ou do 
narrador).
Verbos que denotam evento (com 
agente e paciente).
Formas adjuntas que denotam 
tempo e espaço.
Substantivos e pronomes pessoais 
para identificação e retomada de 
personagens.
Descritiva
Em uma descrição, apresentamos uma 
série de característica de determinado 
ser/objeto/espaço, formando na mente do 
leitor/ouvinte a imagem do que está sendo 
descrito.
Na descrição, essa apresentação de 
características é verbal (oral ou escrita).
A descrição pode ser objetiva ou subjetiva.
A descrição pode ser global ou específica. 
Em termos de dinâmica, pode partir do 
geral para chegar ao particular ou partir 
do particular para chegar ao global.
Predicações nominais.
Adjetivação (ou subordinadas 
adjetivas).
Forma verbal predominante: 
presente e aspecto imperfeito 
(para o pretérito).
Dissertativa-Expositiva 
(Expositiva)
No tipo textual dissertativo expositivo, o 
autor do texto expõe/apresenta ideias, fatos 
e fenômenos. Por ser de caráter expositivo, 
não se busca convencer o leitor em relação 
ao ponto de vista - pressupõe-se, assim, que 
a dissertação expositiva apenas apresenta 
a ideia, o fato ou o fenômeno.
Estruturas de impessoalização.
Verbos no presente e no passado 
(retomando eventos factuais).
D i s s e r t a t i v a - 
Argumentativa
(Argumentativa)
No tipo textual dissertação argumentativa, 
diferentemente da dissertação expositiva, 
procura-se formar a opinião do leitor ou 
ouvinte, objetivando convencê-lo de que 
a razão (o discernimento, o bom senso, o 
juízo) está com o enunciador, de que quem 
enuncia é que está de posse da verdade. 
Para isso, utilizam-se argumentos.
Estruturas de impessoalização.
Verbos no presente e no passado 
(retomando eventos factuais). 
Há modalizadores discursivos 
que denotam a perspectiva do 
enunciador (adjetivos, estruturas 
sintáticas, voz verbal etc.).
Injuntiva
A propriedade básica do tipo textual 
injuntivo é: ensinar/orientar/instruir o leitor/
ouvinte/espectador a realizar uma tarefa.
Verbos no infinitivo.
Verbos no modo imperativo.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
Para cada tipologia, há certos pormenores, que, por vezes, são abordados pelas bancas, 
como na estrutura narrativa: tipo de narrador, tipo de personagem, tipos de discurso etc. 
Para relembrarmos cada característica, adoto os mapas mentais a seguir (que retomam 
algumas informações apresentadas no quadro anterior):
Tipologia textual – Tipologia textual – narração
Tipologia textual – Tipologia textual – descrição
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 Texto
Bruno Pilastre
Tipologia textual – Tipologia textual – exposição ee argumentação
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 Texto
Bruno Pilastre
Tipologia textual -Tipologia textual - injunção
2 .1 . OS GÊNEROS TEXTUAIS2 .1 . OS GÊNEROS TEXTUAIS
Os principais gêneros textuais possuem as seguintes características:
Gênero textual Característica(s)
Editorial Argumenta-sedesincentivos aparentes, os pescadores 
mais ricos gastavam os excedentes de seus lucros na compra de aparelhos de televisão 
inutilizáveis, na construção de garagens em casas a que automóveis sequer tinham acesso e 
na instalação de caixas-d’água jamais abastecidas. De acordo com Stirratt, isso tudo ocorre 
por uma imitação entusiasmada da alta classe média das zonas urbanas do Sri Lanka.
É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja aparente falta de propósito 
utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos parte de nosso próprio consumo 
tem um caráter racional. Como os objetos adquiridos por esses pescadores parecem não 
ter função em seu meio, não conseguimos entender por que eles deveriam desejá-los. Por 
outro lado, se eles colecionassem peças antigas de porcelana chinesa e as enterrassem, 
como fazem os Ibans, seriam considerados sensatos, senão encantados, tal como os 
temas antropológicos normais. Não pretendo negar as explicações óbvias para esse tipo de 
comportamento – ou seja, busca de status, competição entre vizinhos, e assim por diante. 
Mas penso que também dever-se-ia reconhecer a presença de uma certa vitalidade cultural 
nessas atrevidas incursões a campos ainda não inexplorados do consumo: a habilidade de 
transcender o aspecto meramente utilitário dos bens de consumo, de modo que se tornem 
mais parecidos com obras de arte, carregados de expressão pessoal.
Alfred Gell. Recém-chegados ao mundo dos bens: o consumo entre os Gonde Muria. In: Arjun Appadurai 
(org). A vida social das coisas: mercadorias sob uma perspectiva cultural. Niterói: Eduff, 2008, p. 147-48 
(com adaptações).
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 Texto
Bruno Pilastre
032. 032. (CEBRASPE/ANALISTA/2021) No primeiro período do segundo parágrafo do texto 
CB1A1-I, o vocábulo “aparente” está empregado com o sentido de
a) evidente.
b) óbvio.
c) suposto.
d) semelhante.
Vamos ao trecho original: “É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja 
aparente falta de propósito utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos 
parte de nosso próprio consumo tem um caráter racional.” O que é “aparente”, então, é 
a falta de propósito utilitário. O autor, ao utilizar esse vocábulo, lança uma conjectura, 
algo admitido por hipótese. Assim, esse vocábulo pode ser substituído por “suposto”, tal 
como proposto pelo dicionário Houaiss (2009): “É fácil rir de despesas tão grosseiramente 
excêntricas, cuja suposta falta de propósito utilitário dá a impressão de que, por comparação, 
pelo menos parte de nosso próprio consumo tem um caráter racional.”
Letra c.
Texto 1A2-II
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o 
mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito 
caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto 
fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me 
ajuda a olhar!
Eduardo Galeano. A função da arte/1. In: O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. 9.ª ed. 
Porto Alegre: L&PM, 2002 (com adaptações).
033. 033. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) O vocábulo “fulgor” foi empregado no texto 1A2-II 
com o mesmo sentido de
a) espanto.
b) vigor.
c) nevoeiro.
d) satisfação.
e) brilho.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
Segundo o dicionário Houaiss (2009), “fulgor” significa “o brilho, a luz transmitida ou refletida 
por qualquer corpo; luminância”. Assim, o substituto adequado está em (e): “E foi tanta a 
imensidão do mar, e tanto brilho, que o menino ficou mudo de beleza.”
Letra e.
Texto 1A2-I
Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque 
poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos 
de cultura.
A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os 
tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade 
de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas 
as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos 
de entrega ao universo fabulado.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção 
e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a 
uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.
A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível 
haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a 
literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma 
o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles 
traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa 
disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos 
problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, 
o cultivo do humor.
A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna 
mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura 
corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a 
personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos 
organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, 
em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável.
Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 
(com adaptações).
034. 034. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Pelos sentidos do texto 1A2-I, é correto afirmar que o 
vocábulo “inalienável” (último período) foi empregado no sentido daquilo que não pode ser
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
a) negado.
b) vendido.
c) cedido.
d) desviado.
e) rechaçado.
Nessa questão, não podemos interpretar o vocábulo “inalienável” em sentido puramente 
denotativo (que significa “não alienável; que não pode ser vendido ou cedido; inalheável”). 
Como o autor faz uma defesa ao direito à literatura, a palavra “inalienável” (em “A fruição da 
arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável.”) 
adquire o sentido de “algo que não pode ser negado (ao ser humano)”.
Letra a.
Texto 1A1-I
Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso 
antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que 
indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, 
como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantesda tribo e o número de 
caças abatidas por cada um deles.
Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que 
existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, 
as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo 
mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao 
supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas 
que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de 
fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco 
na categoria das inúteis.
Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista 
contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora 
inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um 
vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte.
Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar 
uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por 
motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências 
intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas 
inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva 
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 Texto
Bruno Pilastre
e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de 
um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito.
Luiz Ruffato. Meus romances preferidos. Internet: (com adaptações).
035. 035. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Na frase “Essa elenco na categoria das inúteis” (segundo 
parágrafo do texto 1A1-I), o termo “elenco” significa
a) mencionar.
b) preferir.
c) interpretar.
d) entender.
e) dispor.
Questão interessante: o termo “elenco” não está sendo empregado como substantivo, mas 
como verbo (elencar). No contexto, o autor realiza uma espécie de categorização, como se vê 
no mesmo parágrafo (2º): “Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha 
casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias.” 
E quais são as coisas que o autor elenca (dispõe, categoriza, classifica) na categoria das 
inúteis? A resposta está no texto: “começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em 
definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante”.
Letra e.
FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM
036. 036. (CEBRASPE/INSTITUTO RIO BRANCO/DIPLOMATA)
A sentença “Eu era a imagem do que não era” expressa um paradoxo ou oximoro.
Comentário: estamos diante de um paradoxo, de expressões que denotam sentidos (ideias) 
contraditórias, opostas: ser x não ser. Observe, em especial, que a banca não faz distinção 
entre os termos “paradoxo” e “oximoro”.
Certo.
Diamantes no deserto
Vales marcados pela intensa aridez parecem ter se tornado ambientes ideais para o 
florescimento de frutos típicos do século XXI: os produtos tecnológicos. O maior centro 
de inovação do planeta se encontra em uma região seca da Califórnia. Todos os anos, o 
Vale do Silício concentra 50 bilhões de dólares de investimentos de alto risco, usualmente 
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destinados a startups – quase metade do montante movimentado dentro dos Estados 
Unidos –, além de 15% da produção de patentes desse país.
A mais de 10.000 quilômetros de distância de lá, no Oriente Médio, o Deserto de Nevegue, 
em Israel, vê crescer, sobre seu solo abrasador, um complexo industrial que põe o território 
em disputa direta com a cidade chinesa de Shenzhen pelo posto de maior polo de inovação 
do mundo. No oásis tecnológico proliferam companhias de ponta, que se espalham ainda 
pela costa litorânea, nos arredores de Tel-Aviv, fazendo dessa pequeníssima nação, com 
menos de 10% da área do Estado de São Paulo e população pouco maior que a da cidade 
do Rio de Janeiro, um sinônimo de progresso.
Como Israel transformou um deserto árido em centro de inovação mundial? Responde 
Ran Natanzon, especialista em vender tal faceta do país: “Trata-se de uma combinação dos 
seguintes fatores, todos igualmente essenciais: somos uma nação altamente militarizada; 
mantemos a indústria em ligação com as pesquisas acadêmicas; o governo atua para 
fomentar o setor; há operação ativa de fundos de investimentos e multinacionais; e existe 
uma proliferação de startups”. Todo israelense, homem ou mulher, é obrigado a servir 
no Exército ao completar 18 anos. O que não quer dizer, no entanto, que o contingente 
completo vá para a linha de frente. Há, por exemplo, uma unidade, a 8.200, integrante do 
Corpo de Inteligência das Forças de Defesa, cujos membros se dedicam a decifrar códigos de 
computador. “Essa tropa fornece veteranos hábeis em trabalhar com segurança de dados 
digitais e em outras áreas do mercado da tecnologia”, explicou o engenheiro israelense Lavy 
Shtokhamer, que chefia uma divisão que mescla agentes ligados ao governo e representantes 
de empresas parceiras, como a IBM, em ações contra ataques de hackers que têm como 
alvo Israel ou, como vem sendo mais frequente, sistemas de companhias privadas.
(Filipe Vilicic. Veja, 12.02.2020. Adaptado)
037. 037. (INÉDITA)
No título do texto precedente, o termo “Diamante” é empregado em sentido figurado. 
Também é empregado em sentido figurado o termo destacado em
a) Vales marcados pela intensa aridez parecem ter se tornado ambientes ideais para o 
florescimento de frutos típicos do século XXI.
b) “O maior centro de inovação do planeta se encontra em uma região seca da Califórnia”.
c) “Essa tropa fornece veteranos hábeis em trabalhar com segurança de dados digitais e 
em outras áreas do mercado da tecnologia.”
d) “o governo atua para fomentar o setor”.
e) Todo israelense, homem ou mulher, é obrigado a servir no Exército ao completar 18 anos.
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Em(A), a palavra “frutos” não está sendo empregada em sentido literal (no Dicionário 
Houaiss, “fruto” é o “órgão formado pela maturação de um ou mais ovários, frequentemente 
associados a estruturas acessórias, que apresenta grande variedade de formas (rubrica: 
morfologia botânica)”. O emprego é em sentido figurado: “fruto” é o “produto de um esforço 
empregado ou de um desejo que se construiu”. Nas demais alternativas (B),(C),(D) e(E)), os 
termos “seca”, “veteranos”, “setor” e “obrigado” estão sendo empregado em sentido literal 
(acepção original).
Letra a.
038. 038. (INÉDITA) Uma antítese é um tipo de linguagem figurada em que ocorre a presença 
de duas palavras de sentido oposto; a frase abaixo em que NÃO ocorre a presença de uma 
antítese ou de um paradoxo é:
a) “Onde nasci, morri. Onde morri, existo. E das peles que visto muitas há que não vi.” (Carlos 
Drummondde Andrade);
b) “Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao olhar para o Universo, o homem é tudo.” 
(Marcelo Gleiser);
c) “Em tristes sombras morre a formosura; em contínuas tristezas a alegria.” (Gregório de 
Matos);
d) “Oh, metade exilada de mim, leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco que 
aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais.” (Chico Buarque);
e) “Qualquer novo conhecimento provoca dissoluções e novas integrações.” (Hugo von 
Hofmannsthal).
Em “d”, temos o predomínio de uma figura denominada comparação (além de haver 
personificação), não de antítese ou paradoxo. Nas demais alternativas, observam-se as 
seguintes antíteses: “a” nascer/morrer; morrer/existir; “b” nada/tudo; “c” tristeza/alegria; 
e “e” dissolução/integração.
Letra d.
O papel social da literatura africana
Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. 
Fazia apenas 27 anos que a Nigéria, seu país natal, se tornara independente. Pensar que 
um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu intelecto e 
sua obra é algo recente em nossa história. Faz 34 anos do reconhecimento de Soyinka e 28 
anos que uma mulher negra, Toni Morrison, recebeu o Nobel de Literatura de 1993.
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A realidade de pessoas não brancas e não Ocidentais receberem reconhecimento no 
Ocidente é tão nova quanto a emergência dos Estados africanos contemporâneos e o fim 
das leis de segregação nos Estados Unidos e África do Sul. Se autores do século XVI, como 
Shakespeare ou Camões, podiam ser naturalmente considerados como parte do cânone 
da Literatura, os autores não europeus, em especial as mulheres do Sul global, estavam 
fora desse mundo. Mas quem fez o mundo do modo que ele é, excludente, segregado e 
racializado?
Nossa história foi e em muitos sentidos continua sendo mediada pelo Ocidente e essa 
mediação fez e faz constantes escolhas intelectuais e políticas embasadas em fortes 
estruturas mentais inventadas pelo próprio Ocidente. Duas marcantes ideias dessa estrutura 
mental para pensarmos o papel social da literatura africana são o racismo e o eurocentrismo. 
São apenas duas delas, mas deveras definidoras.
Seguindo o pensamento ocidental desde sua expansão globalizante no século XVI, damo-
nos conta de que sua visão de mundo é excludente. Ou seja, os africanos, suas culturas, suas 
línguas e suas literaturas (orais e escritas) não merecem existir. Ao olhar do estrangeiro que 
possui um cocuruto recheado de ideias eurocêntricas do que é errado e do que é certo, ao 
chegar em África esse estrangeiro só enxerga coisas erradas, formas desviantes de todas 
expressões morais, éticas, sociais e culturais de seu berço europeu. O mesmo ocorreu com 
os povos originários da América, da Oceania e da Ásia.
Não falam como falam na Europa, não conhecem e não acreditam no mesmo deus, não 
vivem como se vive na Europa. O continente que colonizou a maior parte do mundo tratou 
de classificar o mundo por meio do que considerava ausências. Se não há o que existe na 
Europa, então não existe nada. É então esse povo classificado pelo outro, considerado 
inferior e sem valor.
Mas em vez de entender o não europeu apenas como diferente e assim deixá-lo, o 
pensamento centrado na Europa se propõe universal. Por isso, ao encontrar esse mundo 
diferente, o desejo de quem se considera correto é de destruir ou alterar aquilo que 
se considera errado. E assim foi que a missão colonizadora, carregada de uma visão de 
mundo estrangeira aos africanos, penetrou em suas “terras selvagens”, entre seus “povos 
incivilizados” para direcioná-los da “escuridão para a luz.”
A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. A literatura africana é um 
testemunho disso. Foi nesse mundo que Wole Soyinka nasceu. Ele e outros de sua geração, 
como Chinua Achebe, Ngũgĩ wa Thiong’o, Es’kia Mphahlele, Flora Nwapa, Buchi Emecheta, 
Ousmane Sembène, Ana Paula Tavares, Uanhenga Xitu e Rebeka Njau. Essa geração, em 
diferentes locais da África, viveu a noite colonial, viu os sóis das independências e descobriu 
a vida no crepúsculo de um mundo que ainda existe entre a colônia e a pós-colônia.
(Le Monde Diplomatique Brasil. 4.10.2022)
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039. 039. (INÉDITA) Utiliza-se a figura de linguagem conhecida como piada da internet conta 
que no seguinte trecho:
a) [...] o pensamento centrado na Europa se propõe universal. (6º parágrafo)
b) Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. 
(1º parágrafo)
c) Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não 
merecem existir. (4º parágrafo)
d) Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu 
intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. (1º parágrafo)
e) A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. (7º parágrafo)
A metáfora é a “designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa 
outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança” (Houaiss, 
2009). Em(E), o termo “noite” não significa especificamente o “tempo que transcorre 
entre o ocaso e o nascer do sol”. Na verdade, designa um período de ignorância, de 
desesperança, de obscurantismo (isto é, o que representou o período colonial para a África). 
Nas demais alternativas (A),(B),(C) e(D)), os termos estão sendo empregados em sentido 
predominantemente denotativo.
Letra e.
040. 040. (INÉDITA) Utiliza-se a figura de linguagem conhecida como metáfora no seguinte trecho:
a) [...] o pensamento centrado na Europa se propõe universal. (6º parágrafo)
b) Em 1987, Wole Soyinka tornou-se o primeiro negro a receber um Nobel de Literatura. 
(1º parágrafo)
c) Ou seja, os africanos, suas culturas, suas línguas e suas literaturas (orais e escritas) não 
merecem existir. (4º parágrafo)
d) Pensar que um africano poderia receber um prêmio de reconhecimento mundial por seu 
intelecto e sua obra é algo recente em nossa história. (1º parágrafo)
e) A noite colonial foi longa e seus efeitos ainda existem. (7º parágrafo)
A metáfora é a “designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa 
outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança” (Houaiss, 
2009). Em (E), o termo “noite” não significa especificamente o “tempo que transcorre 
entre o ocaso e o nascer do sol”. Na verdade, designa um período de ignorância, de 
desesperança, de obscurantismo (isto é, o que representou o período colonial para a África). 
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Nas demais alternativas ((A), (B),C) e (D)), os termos estão sendo empregados em sentido 
predominantemente denotativo.
Letra e.
REESCRITA
Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conectados 
à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, a etapa maisdesafiadora da educação básica. Com o fechamento das escolas e o distanciamento dos 
estudantes do convívio educacional, os últimos anos escolares passaram a trazer ainda mais 
dificuldades a serem enfrentadas — reforçadas pelas desigualdades raciais, socioeconômicas 
e de acesso à Internet.
Nenhuma avaliação diagnóstica precisou os prejuízos totais da pandemia para a 
aprendizagem dos alunos, mas há alguns estudos que ajudam a entender melhor o cenário. 
Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da 
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontou que houve piora em todas as séries 
avaliadas. Segundo a pesquisa amostral, em matemática, o desempenho alcançado no 3º ano 
do ensino médio foi de 255,3 pontos na escala de proficiência, inferior aos 261,7 obtidos pelos 
estudantes ao final do 9º ano do ensino fundamental no Sistema de Avaliação da Educação 
Básica (SAEB) de 2019. Em língua portuguesa, os estudantes do 9º ano apresentaram uma 
queda de 12 pontos, e os do 3º ano do ensino médio, de 11 pontos.
Após o retorno presencial, estados e municípios ainda têm muito trabalho para identificar 
os reais prejuízos, dimensioná-los e encontrar caminhos e soluções para que professores 
e estudantes possam retomar a aprendizagem.
Para Suelaine Carneiro, coordenadora de educação na Geledés, organização da sociedade 
civil que se posiciona em defesa de mulheres e homens negros, “há um consenso de que 
não foi possível atender todos os alunos” na educação pública. “Os dados indicam um 
baixo número de participação dos estudantes, somado à impossibilidade de os familiares 
acompanharem a resolução das tarefas”, afirma. Mas não fica apenas nisso. “Em termos de 
aprendizagem, os dados também mostram dificuldades no que diz respeito à compreensão 
e à resolução das tarefas.”
De acordo com ela, a situação de alunos negros requer ainda mais atenção. “É preciso 
prestar atenção nessa condição: a pessoa já estava vulnerável socialmente, sem a possibilidade 
de realizar um isolamento dentro de casa, pois vive em uma casa pequena ou onde não há 
cômodos suficientes”, contextualiza Suelaine.
Agravada pela pandemia, que engrossou o número de trabalhadores desempregados, 
a questão econômica foi um dos grandes fatores que impactou a vida dos estudantes 
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do ensino médio. “Temos alunos que estão trabalhando no horário de aula, dizendo que 
precisam ajudar a família, e aos fins de semana assistem às atividades”, relata a professora 
Lucenir Ferreira, da Escola Estadual Mário Davi Andreazza, em Boa Vista (RR). Lucenir conta 
que muitos alunos chegam a falar que não conseguem aprender nada e desabafam por 
sentir que a aprendizagem foi prejudicada, principalmente os que estão em processo de 
preparação para o vestibular.
Apesar dos desafios, Suelaine acredita que os impactos não são irreversíveis, como outros 
especialistas têm apontado. “Você pode recuperar dois anos se houver políticas públicas, 
compromisso público com a educação, de forma a desenvolver diferentes ações”, diz ela.
Internet: (com adaptações).
Em relação aos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue o seguinte item.
041. 041. (CEBRASPE/PROFESSOR/SEE-PE/2023) Em “Para Suelaine Carneiro” (início do quarto 
parágrafo), a palavra “Para” poderia ser substituída por Segundo, sem prejuízo dos sentidos 
e da correção gramatical do texto.
As duas formas – “para” e “segundo” – são conectivos que denotam conformidade. Por essa 
razão, são intercambiáveis (um termo pode substituir o outro no contexto de ocorrência 
em análise).
Certo.
Texto 1A1-I
Estou escrevendo um livro sobre a guerra...
Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, 
essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não 
surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores.
Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu 
pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos 
primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai.
Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que 
conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não 
conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento?
A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro 
de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. 
Choram. Cantam enquanto choram.
Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural 
quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, 
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um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando 
para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez 
nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar 
um tempo aprendendo.
Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse 
desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais 
ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do 
desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe...
Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que 
escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se 
estruturam meus olhos, meus ouvidos.
Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha 
uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que 
eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo 
se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo.
Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com 
adaptações).
042. 042. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) A palavra “rememorando”, em “E rememorando como 
combatíamos.” (sexto parágrafo do texto 1A1-I) poderia ser substituída, sem prejuízo para 
os sentidos do texto, por
a) relembrando.
b) resgatando.
c) reafirmando.
d) exaltando.
e) olvidando.
O vocábulo “rememorar” está vinculado à palavra “memorar” (trazer à memória; recordar, 
relembrar). Assim, o substituto adequado está presente em (A): “E relembrando como 
combatíamos.”
Letra a.
Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837.
Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, 
junto com outra, do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui 
podem ser verdadeiros, mas — como se verá — relativos). A plateia, formada por um 
público refinado, culto e um pouco bovino, como são, sempre, os homens em ajuntamentos, 
esperava com impaciência.
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Liszt tocou Beethoven e foi calorosamente aplaudido. Depois, quando chegou a vez 
do obscuro e inferior Pixis, manifestou-se o desprezo coletivo. Alguns, com ouvidos mais 
sensíveis, depois de lerem o programa que anunciava as peças do músico menor, retiraram-
se do teatro, incapazes de suportar música de má qualidade.
Como sabemos, os melômanos são impacientes com as obras de epígonos, tão céleres 
em reproduzir, em clave rebaixada, as novas técnicas inventadas pelos grandes artistas.
Liszt, no entanto, registraria que um erro tipográfico invertera, no programa do concerto, 
os nomes de Pixis e Beethoven...
A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e 
paixão, e a de Beethoven, ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada.
Esse episódio, cômico se não fosse doloroso, deveria nos tornar mais atentos e menos 
arrogantes a respeito do que julgamos ser arte.
Desconsiderar, no fenômeno estético, os mecanismos de recepção é correr o risco de 
aplaudir Pixis como se fosse Beethoven.
Charles Kiefer. O paradoxo de Pixis. In: Para ser escritor. São Paulo: Leya, 2010 (com adaptações).
043. 043. (CEBRASPE/AUDITOR/SEFAZ-RS/2019) Os sentidos originais e a correção gramatical 
do texto precedente seriam preservados se a forma verbal “invertera” (5º parágrafo) fosse 
substituída por
A) inverteria.
B) teria invertido.
C) invertesse.
D) havia invertido.
E) houve de inverter.
A forma “invertera” está na 3ª pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito do 
indicativo. A locução adequada para substituir essa forma é “havia invertido” (alternativa 
(D), que preserva os mesmos valores semânticos do trecho original. As outras formas verbais 
propostas divergem em algum ponto em relação a essas informações (ou estão no futuro 
do pretérito, ou o subjuntivo, ou no pretérito simples etc.).
Letra d.
[...] A competitividade gerada pela interdependência estadual é outro ponto. Na década 
de 60, a adoção do imposto sobre valor agregado (IVA) trouxe um avanço importante 19 
para a tributação indireta, permitindo a internacionalização das trocas de mercadorias com 
a facilitação da equivalência dos impostos sobre consumo e tributação, e diminuindo as 
22 diferenças entre países. O ICMS, adotado no país, é o único caso no mundo de imposto 
que, embora se pareça com o IVA, não é administrado pelo governo federal — o que 25 dá 
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aos estados total autonomia para administrar, cobrar e gastar os recursos dele originados. 
A competência estadual do ICMS gera ainda dificuldades na relação entre as vinte 28 e 
sete unidades da Federação, dada a coexistência dos princípios de origem e destino nas 
transações comerciais interestaduais, que gera a já comentada guerra fiscal. [...]
Em relação a aspectos estruturais do texto precedente e às informações por ele veiculadas, 
julgue o item subsequente.
044. 044. (CEBRASPE/AUDITOR/SEFAZ-RS/2019) A correção gramatical e os sentidos originais 
do texto precedente seriam preservados se, no trecho “A competência estadual do ICMS 
gera ainda dificuldades na relação entre as vinte e sete unidades da Federação”, o vocábulo 
“ainda” fosse substituído pela seguinte expressão, isolada por vírgulas.
a) até então
b) ao menos
c) além disso
d) até aquele tempo
e) até o presente momento
A ideia expressa pelo vocábulo “ainda” é aditiva (uma espécie de soma de informações sobre 
os impactos da competência estadual do ICMS), podendo ser substituído pela expressão 
“além disso” (alternativa (C)), que significa algo como “além dessa informação recém-
apresentada, soma-se outra”. O trecho reescrito (com as vírgulas) fica assim, então: “A 
competência estadual do ICMS gera, além disso, dificuldades na relação entre as vinte e 
sete unidades da Federação”.
Letra c.
1 A humanidade não aceitará uma língua não natural
para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos seus
instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural
4 conversar, aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque,
ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do
gênero. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas
7 natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua
artificialmente construída. O homem é um animal apesar de
muitos o esquecerem, ele ainda é um animal irracional, como
10 todos o são.
Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
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Em relação a aspectos estruturais do texto precedente e às informações por ele veiculadas, 
julgue o item subsequente.
045. 045. (CEBRASPE/SUPERIOR/STM/2018) A coerência e a coesão do Texto seriam mantidas 
caso seu último período passasse a figurar como seu quarto período.
Vou apresentar o texto conforme a alteração proposta pela banca:
A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra 
a tendência dos seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural conversar, 
aceitando ou recusando uma bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra 
fantochada do gênero. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é 
um animal irracional, como todos o são. Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, 
mas natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua artificialmente construída.
As relações de sentido são mantidas, uma vez que o período deslocado encerra uma 
“verdade absoluta” (na visão do autor). Essa independência proposicional é o que permite 
o deslocamento.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
ADLER & DOREN. Como ler um livro. 1990.
AZEREDO, J. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 2008.
BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 2018.
CAMACHO, R. Sociolinguística. 2001.
GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar. 
2013.
HOUAISS, A. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. 2009.
JAKOBSON, R. Linguística e comunicação. 2014.
KOCH, I. Introdução à linguística textual. 2013.
KOCH, I. O texto e a construção dos sentidos. 2008.
MARCUSCHI, L. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. 2012.
MEDEIROS, J. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 2017.
PEIRCE, C. Semiótica. 2016
PEREIRA & NEVES. Ler/Falar/Escrever. Práticas discursivas no ensino médio: uma 
proposta teórico-metodológica. 2012.
PLATÃO & FIORIN. Para entender o texto: leitura e redação. 2007.
PRETO, D. Sociolinguística: os níveis de fala. 2000.
WALTON, D. Lógica informal. 2012.
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 Texto
Bruno Pilastre
ANEXOANEXO
SIGLAS E ABREVIATURAS
e.g. – exempli gratia (forma latina de “por exemplo”).
etc. – et cetera (forma latina de “e outras coisas”).
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	Sumário
	Apresentação
	PDF Sintético de Texto
	1. Interpretação e Compreensão de Textos
	1.1. Pressupostos e subentendidos
	1.2. Vozes Discursivas e Tipos de Discurso | Intertextualidade
	1.3. Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem
	1.4. Níveis de Linguagem | Variação Linguística
	2. Tipologias e Gêneros Textuais
	2.1. Os Gêneros Textuais
	3. Coesão e Coerência
	4. Semântica
	4.1. Denotação e Conotação
	4.2. Sinonímia e Antonímia
	4.3. Polissemia e Ambiguidade
	5. Figuras e Vícios de Linguagem
	6. Reescrita
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	Anexoem favor de uma tese, a qual se encaminha para uma proposta de 
intervenção. O ponto de vista apresentado é o do veículo de comunicação ( jornal, 
canal de TV, rádio etc.), da empresa jornalística ou do redator-chefe.
Artigo de opinião Busca-se convencer o leitor em relação a uma determinada ideia. O autor do artigo 
de opinião não representa o ponto de vista do veículo que publica o texto, mas sim do 
próprio articulista. Esse também é um gênero pertencente ao tipo textual dissertativo-
argumentativo. É frequente o uso da primeira pessoa do singular e de modalizadores 
do discurso, marcando um posicionamento individual de quem escreve.
Notícia Relata-se concisamente e objetivamente os fatos da realidade, destacando-se as 
seguintes informações: o que, quem, quando, onde, como e por quê.
Reportagem É um texto jornalístico que trata de fatos de interesse público. A abordagem desses 
fatos é mais aprofundada (e didática) em relação à abordagem observada no gênero 
notícia.
Crônica É um texto literário breve, com trama quase sempre pouco definida e motivos geralmente 
extraídos do cotidiano imediato. É um texto de natureza tipicamente narrativa.
Conto É uma narrativa breve e concisa. No conto, há um só conflito, uma única ação (com 
espaço geralmente limitado a um ambiente). Além disso, há unidade de tempo e 
número restrito de personagens. O conflito é quase sempre resolvido após o clímax.
Divinatório Possui valor “preditivo” e busca estabelecer o futuro (seja do interlocutor, seja de 
terceiros). Exemplo: horóscopo.
Publ ic itár io e 
propagandístico
Nos textos publicitários e propagandísticos, o emissor busca evidenciar a função 
conativa, atuando sobre o comportamento do destinatário. As formas linguísticas mais 
comuns são o imperativo (modo verbal), além de se adotarem outras estratégias de 
convencimento. Os suportes mais comuns são a mídia impressa, os canais de televisão 
e as redes sociais.
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 Texto
Bruno Pilastre
3 . COESÃO E COERÊNCIA3 . COESÃO E COERÊNCIA
A noção de coerência é vinculada à ideia de harmonia. Um texto coerente é um texto 
harmônico; e para haver harmonia, é necessário que as partes se integrem num todo coeso. 
Opa, já temos uma vinculação entre coerência e coesão.
Há dois tipos centrais de coesão: a sequencial e a referencial. Na coesão sequencial, 
os termos se conectam numa sequência lógica e articulada. Para isso, utilizam-se as 
preposições e as conjunções, além de outras estruturas articuladoras (como certas formas 
adverbiais, e.g. primeiramente). Como estamos trabalhando em formato de síntese, faço 
remissão ao PDF Sintético de Gramática para a revisão das preposições e das conjunções 
(coordenativas e subordinativas).
Na coesão referencial, três referências são relevantes: textual, espacial e temporal. 
Na coesão referencial espacial e temporal, os referentes são os elementos da enunciação 
(atores do discurso, contexto da enunciação e momento da enunciação).
Coesão referencial
Textual Espacial Temporal
Anáfora (retoma)
Perto do enunciador Presente
Catáfora (antecipa)
Perto do interlocutor Passado
Longe do enunciador e do interlocutor Futuro
As formas linguísticas típicas da coesão referencial são os pronomes e os verbos. Os 
pronomes retomam ou antecipam formas substantivas (sintagmas nominais) ou estruturas 
mais complexas (oracionais ou até paragrafais). Os verbos manifestam as propriedades 
gramaticais de tempo e de número-pessoa (as quais são capazes de referenciar). Outras 
estratégias de coesão referencial são utilizadas (e cobradas em concursos), como retomada 
por elipse (apagamento fonológico/gráfico de uma forma linguística subentendida), 
por sinonímia, por perífrase etc.
Professor, esse conteúdo é muito cobrado em provas de concurso?Professor, esse conteúdo é muito cobrado em provas de concurso?
Eu sempre falo para os meus alunos que as bancas cobram com muita frequência o 
conteúdo de coesão (sequencial e referencial). Nos últimos cinco anos, foram aplicadas 
4.708 questões sobre esse tema. Isso nos mostra o quão importante é esse conhecimento 
para a sua preparação.
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 Texto
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4 . SEMÂNTICA4 . SEMÂNTICA
O conteúdo de semântica é o mais complexo de se ensinar. Eis o porquê: não é possível 
apresentar a você, candidato em preparação para uma prova, os significados de todos os 
vocábulos em português. A única forma de se ampliar esse conhecimento é por meio 
de muita leitura (e eu sei que você tem lido muito – e isso é ótimo) e por meio de uma 
técnica bastante eficaz: depreender os sentidos do vocábulo pelo contexto. Vamos à 
segunda técnica.
Imagine uma mulher conversando com uma amiga após um encontro ruim: “Nossa, 
não gostei do Pedro. Ele estava muito sorumbático no encontro. Eu esperava alguém mais 
animado, mais alegre”. A palavra desconhecida é “sorumbático”. Você consegue depreender 
o significado desse adjetivo? Pelo contexto, certamente é o contrário de animado, de 
alegre. Logo, seria algo como “triste”, “sombrio”. Pronto, chegamos ao significado correto 
da palavra em análise!
Em termos técnicos, a semântica estuda o modo como um significante se une a um 
significado, formando um signo linguístico. Em concursos, os seguintes conceitos são 
fundamentais: denotação e conotação; sinonímia e antonímia e polissemia e ambiguidade.
As bancas são muito prolíficas (uia, que palavra mais chique, professor!) na cobrança de 
conhecimentos de semântica. Somente nos últimos 5 anos (consulta na Plataforma Gran 
Questões), foram aplicadas 1275 questões sobre esse conteúdo.
4 .1 . DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO4 .1 . DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
A denotação é a relação significativa objetiva entre o significante e o significado. A 
denotação é o elemento estável da significação da palavra, elemento não subjetivo (isto é, 
descreve as coisas do mundo tal qual elas são). Pode ser analisado fora do discurso (contexto).
A conotação, por sua vez, é o conjunto de alterações ou ampliações que se agregam 
ao sentido denotativo de um signo. Essas alterações e ampliações ocorrem por associações 
linguísticas de diversos tipos (estilísticas, fonéticas, semânticas) ou por identificação com 
algum dos atributos de coisas, pessoas e seres da natureza.
Como ilustração, observe a palavra “cachorro”. Em sentido denotativo, esse signo 
denomina um “mamífero carnívoro da família dos canídeos”. Em sentido conotativo, essa 
palavra qualifica (ou denomina) um indivíduo indigno ou mau-caráter.
As noções de denotação e conotação são próximas às noções de sentido literal (conforme 
ao próprio e genuíno significado das palavras, por oposição ao seu sentido figurado; exato, 
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 Texto
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rigoroso) e sentido figurado (que se caracteriza por uso abundante e sistemático das 
figuras de palavra (tropos), como a metáfora, a metonímia e a sinédoque).
4 .2 . SINONÍMIA E ANTONÍMIA4 .2 . SINONÍMIA E ANTONÍMIA
Para os conceitos de sinonímia e antonímia,basta lembrar do seguinte par:
SINÔNIMO  IGUAL
ANTÔNIMO  CONTRÁRIO
Temos, então, o seguinte: a sinonímia é a relação que se estabelece entre duas palavras 
ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes; a antonímia é a relação que se 
estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários.
4 .3 . POLISSEMIA E AMBIGUIDADE4 .3 . POLISSEMIA E AMBIGUIDADE
Para os fenômenos semânticos de polissemia e ambiguidade, vale o seguinte esquema:
POLISSEMIA
MAIS DE 1 SIGNIFICADO
AMBIGUIDADE
Ou seja, na polissemia e na ambiguidade, a expressão linguística possui mais de um 
significado (mais de uma interpretação possível). A ambiguidade só será resolvida pelo 
contexto (isto é, só se sabe o significado “real” de uma frase quando conhecemos o contexto 
em que o enunciado ocorreu).
Em uma prova recente da banca FGV (2023), uma frase foi apresentada em uma das 
alternativas: “Antes de sair, meu pai quis aconselhar-me.” Você consegue identificar 
a ambiguidade? Quem saiu? Quem falou a frase (o “eu” discursivo”) ou o pai? Apenas o 
contexto responde essas perguntas.
A mesma situação ocorre na polissemia/homonímia, em que uma palavra possui mais 
de um significado (por exemplo, em “ele ficou no banco o dia todo”, em que não sabemos 
se o banco é um móvel (um assento) ou um estabelecimento (financeiro)).
5 . FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM5 . FIGURAS E VÍCIOS DE LINGUAGEM
Na Plataforma Gran Questões (filtros: Língua Portuguesa, últimos 4 anos, todas as 
bancas), há 918 questões sobre Figuras de Linguagem e 156 questões sobre Vícios de 
Linguagem. Os enunciados tipicamente apresentam estas formulações:
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 Texto
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Banca Enunciado da questão sobre Figuras e Vícios de Linguagem
CEBRASPE
A personificação, figura de linguagem em que características humanas são 
atribuídas a algo inanimado ou abstrato, evidencia-se nas passagens da 
penúltima estrofe.
No trecho “embaça-se um homem a si mesmo”, do texto, nota-se uso expressivo 
de pleonasmo, que, no caso em questão, configura-se pela
FGV
Essa frase refere-se a uma figura de linguagem denominada eufemismo, em 
que se apresenta uma coisa ruim por meio de expressões mais brandas.
Assinale a opção que indica o problema de construção dessa frase.
VUNESP
Verifica-se um aparente paradoxo entre os termos que compõem a expressão
A comunicação nas organizações quando bem executada contribui no 
envolvimento da equipe, na confiança dos clientes e do mercado, ou seja, no 
alcance dos resultados pretendidos. Contudo, quando há erros, os problemas 
são inevitáveis. Veja a charge a seguir e responda: qual é o tipo de erro cometido 
nesse tipo de comunicação?
QUADRIX
É correto afirmar que a expressão “resistir à tentação” constitui um exemplo 
da figura de linguagem conhecida como metáfora.
Ocorre, na passagem, um vício grave de linguagem chamado, popularmente, de 
“gerundismo”, caracterizado pelo uso desnecessário da forma nominal gerúndio.
As características e os exemplos de cada figura de linguagem e de cada vício de linguagem 
estão apresentados nos quadros a seguir. Utilizo as definições do Dicionário Houaiss (2009).
Começamos pelas figuras de linguagem:
FIGURAS DE LINGUAGEM
Figura Definição Exemplo
Antítese Figura pela qual se opõem, numa mesma frase, duas 
palavras ou dois pensamentos de sentido contrário.
“Com luz no olhar e trevas no 
peito.”
“A mão que afaga é a mesma 
que apedreja.”
Oximoro (paradoxo) Figura em que se combinam palavras de sentido 
oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas 
que, no contexto, reforçam a expressão.
“Claro enigma.”
Antonomásia
(ou perífrase)
Variedade de metonímia que consiste em substituir 
um nome de objeto, entidade, pessoa etc. por outra 
denominação, que pode ser um nome comum (ou 
uma perífrase), um gentílico, um adjetivo etc., que 
seja sugestivo, explicativo, laudatório, eufêmico, 
irônico ou pejorativo e que caracterize uma 
qualidade universal ou conhecida do possuidor.
Aleijadinho por Antônio 
Francisco Lisboa.
O Salvador por Jesus Cristo.
Anáfora Repetição de uma palavra ou grupo de palavras 
no início de duas ou mais frases sucessivas, para 
enfatizar o termo repetido
Este amor que tudo nos toma, 
este amor que tudo nos dá, 
este amor que Deus nos 
inspira, e que um dia nos há 
de salvar.
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 Texto
Bruno Pilastre
FIGURAS DE LINGUAGEM
Catacrese Metáfora já absorvida no uso comum da língua, de 
emprego tão corrente que não é mais tomada como 
tal, e que serve para suprir a falta de uma palavra 
específica que designe determinada coisa.
Braços de poltrona.
Dentes do serrote.
Nariz do avião.
Pescoço de garrafa.
Comparação Paralelo feito entre dois termos de um enunciado 
com sentidos diferentes.
Dirige como um louco.
Disfemismo Emprego de palavra ou expressão depreciativa, 
ridícula, sarcástica ou chula, em lugar de outra 
palavra ou expressão neutra.
Ficar puto por ficar com raiva.
Eufemismo Palavra, locução ou acepção mais agradável, de que 
se lança mão para suavizar ou minimizar o peso 
conotador de outra palavra, locução ou acepção 
menos agradável.
Ele bateu as botas (morreu).
Hipérbole Ênfase expressiva resultante do exagero da 
significação linguística.
Morrer de medo.
Estourar de rir.
Metáfora Designação de um objeto ou qualidade mediante 
uma palavra que designa outro objeto ou qualidade 
que tem com o primeiro uma relação de semelhança.
Ele tem uma vontade de ferro.
Metonímia Figura de retórica que consiste no uso de uma 
palavra fora do seu contexto semântico normal, 
por ter uma significação que tenha relação objetiva, 
de contiguidade, material ou conceitual, com o 
conteúdo ou o referente ocasionalmente pensado.
Adora Portinari por a obra de 
Portinari.
Personificação
(ou prosopopeia)
Figura pela qual o orador ou escritor empresta 
sentimentos humanos e palavras a seres inanimados, 
a animais, a mortos ou a ausentes.
“Ah, cidade maliciosa de olhos 
de ressaca”
Sinestesia Cruzamento de sensações; associação de palavras 
ou expressões em que ocorre combinação de 
sensações diferentes numa só impressão.
O cheiro áspero de terra.
E seguimos com os principais vícios de linguagem:
VÍCIOS DE LINGUAGEM
Vício Definição Exemplo
Ambiguidade
(ou anfibologia)
Propriedade que apresentam diversas unidades 
linguísticas (morfemas, palavras, locuções, 
frases) de significar coisas diferentes, de admitir 
mais de uma leitura.
O rapaz bateu na velha com a bengala.
Barbarismo
Uso de formas vocabulares contrárias à 
norma culta da língua, seja do ponto de vista 
ortoépico (pronúncia), ortográfico, gramatical 
ou semântico.
Peneu no lugar de pneu;
Rúbrica no de rubrica;
“Menas palavras” por “menos 
palavras”.
Cacofonia
Repetição de sons (fonemas ou sílabas) 
considerada desagradável ao ouvido.
A última atividade será uma diligência 
no Pará para ouvir as populações 
afetadas.
Pleonasmo Redundância de termos no âmbito das palavras. Ele via tudo com seus próprios olhos.
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VÍCIOS DE LINGUAGEM
Queísmo
Omissão da preposição de antes da conjunção 
integrante que, onde, pela regência do verbo na 
norma culta da língua, ela é necessária.
Gostaríamos [de] que ele fosse nosso 
paraninfo.
Sínquise
Tipo de hipérbato no qual a transposição de 
ordem das palavras de uma oração ou período 
resulta em dificuldade para o entendimento 
da construção.
Em “pesada caiu o pobre melancolia” 
por “o pobre caiu em pesada 
melancolia”.
Solecismo
Intromissão, na norma culta de uma língua, de 
construções sintáticas alheias a essa língua, 
geralmente por parte de pessoas que não 
dominam inteiramente suas regras.
Os chamados erros de concordância, 
de regência, de colocação, a 
má construção de um período 
composto etc.
6 . REESCRITA6 . REESCRITA
As questões de reescrita são as queridinhas das bancas. Na Plataforma Gran Questões 
(filtros: Língua Portuguesa, últimos 4 anos, todas as bancas), há 2750 questões sobre esse 
conhecimento em Língua Portuguesa. São muitas!
Os enunciados tipicamente apresentam estas formulações:
Banca Enunciado da questão sobre Reescrita
CEBRASPE
Assinale a opção em que a proposta de reescrita do último período do texto 
preserva os seus sentidos e a correção gramatical.
FCC
A frase acima ganha nova redação, na qual se mantêm seu sentido básico e a 
correção gramatical, na seguinte versão:
FGV
A reescritura da passagem do texto na qual NÃO se verifica nenhum desvio em 
relação à norma padrão do português é:
IDECAN
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no período 
acima tenha provocado forte alteração de sentido.
VUNESP
Assinale a alternativa que reescreve o trecho destacado na passagem – O que 
não parece certo é apontar e discriminar, para excluir aqueles que não estão 
inseridos no grupo do bem. – de acordo com a norma-padrão.
QUADRIX
Estariam mantidas as relações sintáticas e de sentido do texto, bem como a sua 
clareza, caso o trecho “que nos permitem ver da imensidão do cosmo ao diminuto 
mundo subatômico” fosse reescrito da seguinte forma: Que permitem-nos ver 
da imensidão do cosmo ao diminuto mundo subatômico.
Sempre digo em minhas aulas que as questões sobre reescrita são do tipo “guarda-
chuva”, pois são capazes de abarcar muitos tópicos, em especial os relacionados à 
norma-padrão. Com isso, uma questão sobre o processo de reescrita pode propor uma nova 
redação de um trecho alterando vocábulos, modificando a ordem das palavras, alterando a 
voz (ativapassiva) etc. Nessas alterações, muitos conhecimentos são exigidos (e você 
deve ativá-los a partir de um olhar analítico bem refinado). Em muitas questões (talvez na 
maioria delas), exige-se também a manutenção (ou não) dos sentidos originais (quando os 
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
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sentidos são mantidos, estamos diante de uma paráfrase). Está claro, então, o porquê de 
as bancas lançarem mão de questões sobre reescrita, não é?
Como o nosso projeto é sintetizar as informações sobre os conteúdos, REVISANDO os 
conhecimentos exigidos, farei uso de mapas mentais para retomar os principais tipos 
de reescrita exigidos em provas de concurso. Lembro da importância de articular esse 
conhecimento com o conteúdo de gramática, tudo bem? Tudo funciona de forma integrada. 
Vamos aos mapas!
Mapa Mental - Mapa Mental - Reescrita (norma-padrão) 1
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Mapa Mental - Mapa Mental - Reescrita (norma-padrão) 2
Mapa Mental - Mapa Mental - Reescrita e Paráfrase
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE TEXTOS
Texto CB1A1
Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. 
De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse 
universo deverá ser de 2,3 bilhões de pessoas em 2030 — há cinco anos, eram 2,1 bilhões. 
O envelhecimento da população e as novas configurações familiares, com mulheres mais 
presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para assumir encargos com parentes 
sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de atenção a populações 
vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da Universidade de 
São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de Paris, na 
França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam 
amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas 
com deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em 
outras, a atuação de instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo 
das famílias representa o aspecto mais marcante.
Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, 
envolve dois tipos de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um 
doente, e as indiretas, como cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão 
emocional, se desenvolve na intimidade e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do 
outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito de cuidado surgiu como categoria relevante 
para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde então, tem sido crescente a sua 
presença em linhas de investigação em áreas como economia, antropologia, psicologia e 
filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo. Os estudos 
iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações 
de dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho 
fundamental para assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa 
pode se fragilizar e se tornar dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. 
Os avanços da pesquisa levaram à constatação de que a oferta de cuidados é distribuída 
de forma desigual na sociedade, recaindo, de forma mais intensa, sobre as mulheres.
Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual 
Wayne, nos Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada 
de que o trabalho de cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser 
prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de 
construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino.
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 PDF SINTÉTICO
 Texto
Bruno Pilastre
Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua 
participação no mercado de trabalho brasileiro. Em cincodécadas, a presença feminina 
saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 
“Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar 
mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou 
o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do 
hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma 
maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, 
expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, 
conta a socióloga.
Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas 
famílias, nas quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras 
de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado 
oferece serviços de cuidado que compensam a escassa presença do Estado.
Christina Queiroz. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 299, jan./ 2021. Internet: (com adaptações).
Em relação a aspectos estruturais do texto CB1A1 e às informações por ele veiculadas, 
julgue os itens subsequentes.
001. 001. (CEBRASPE/TÉCNICO/INSS/2022) Os serviços de cuidados fornecidos na América Latina 
diferenciam-se dos providos em países do hemisfério norte.
002. 002. (CEBRASPE/TÉCNICO/INSS/2022) A profissionalização do trabalho de cuidados nos 
últimos anos remodelou a essência do conceito de cuidado.
Texto CG2A1-II
A atenção é uma vantagem evolutiva e tanto, pois permite que o animal concentre sua 
capacidade cognitiva (um recurso finito e sempre escasso) em determinada coisa e, a partir 
daí, tente entendê-la — podendo antecipar-se, ou reagir melhor, a ela. Preste atenção a 
seus predadores, ou a suas presas, e você terá mais chance de comer e não ser comido. 
Atenção é útil para todo animal. Tanto é assim que ela emana do sistema límbico: a parte 
mais interna e antiga do cérebro, que o Homo sapiens compartilha com diversas espécies. 
A mente humana tem um desejo insaciável de encontrar coisas novas e interessantes, e 
dedicar atenção a elas.
A Internet é uma fonte praticamente inesgotável de coisas nas quais prestar atenção. 
Nela, o conteúdo e os serviços costumam ser gratuitos, pois seus criadores ganham dinheiro 
publicando anúncios, que também atrairão nossa atenção (e somente a partir daí, quem 
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sabe, poderão nos induzir a comprar ou consumir algum produto). Percebeu? A principal 
mercadoria do Google não é o buscador, os mapas ou o Gmail. É a sua atenção, que ele 
coleta e revende. A atenção é a maior riqueza das empresas de Internet. Fez fortunas, criou 
gigantes, mudou o mundo. Por isso há tanta gente lutando por ela: a loja do sistema Android 
tem 2,1 milhões de aplicativos; a do sistema utilizado pelo iPhone, 1,8 milhão.
Superinteressante. Edição do Kindle, out./ 2019, p. 28 (com adaptações).
003. 003. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Segundo as ideias veiculadas no texto CG2A1-
II, a atenção
a) é exclusiva dos seres humanos.
b) é a parte mais interna e antiga do cérebro
c) consiste na principal mercadoria de empresas como o Google.
d) consiste em um recurso finito e escasso.
e) é o bem mais privilegiado nas redes sociais da Internet.
Texto CG2A1-I
Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam 
um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais 
da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto 
existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em 
uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da 
área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis 
vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias 
de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão 
de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a 
causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte 
ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão 
dos benefícios de viver na cidade.
Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações 
nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos 
e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a 
população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que 
os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora 
estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora 
as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários 
quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que 
alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.
Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações).
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004. 004. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) Depreende-se do último período do texto 
CG2A1-I que
a) o sistema de transporte estadunidense é mais eficiente que o europeu.
b) uma pessoa consegue viajar dos Estados Unidos para Roma mais rapidamente hoje em 
dia, devido a meios de transporte mais eficientes, do que conseguiria antigamente.
c) é possível fazer um trajeto de vários quilômetros de carro na cidade de Dallas, hoje em 
dia, mais rapidamente do que um pequeno trajeto a pé na Roma Antiga.
d) a distância entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio é menor do que 
a distância entre um ponto qualquer da atual cidade de Roma e o Coliseu.
e) a distância física entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio de futebol 
é similar à que existe entre um ponto qualquer da cidade de Roma e o Coliseu.
005. 005. (CEBRASPE/TÉCNICO/MPE-AP/2021) De acordo com o texto CG2A1-I, a alta densidade 
demográfica em certas cidades é um fato provocado
a) pela pobreza.
b) pelo alto custo de vida dos grandes centros urbanos.
c) pela concentração das indústrias nas cidades.
d) pela inexistência de transporte nas áreas não urbanas.
e) pela ausência de medidas de contenção de crescimento populacional.
Texto CB2A1-I
A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para 
o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na 
contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e 
novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.
Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens 
podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, 
sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, 
como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com 
as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racionalde papéis (em inglês, 
less paper).
Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de 
comerciante que vise ampliar suas atividades pelo uso de novas tecnologias. Os produtos 
englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os 
consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público 
geral, que compra ou usa produtos para fins pessoais ou finalidades domésticas.
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Bruno Pilastre
Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o 
comerciante deve planejar, implantar e desenvolver o sistema de comércio eletrônico e 
mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da 
credibilidade desse tipo de negociação online.
Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade 
na rede devem gerar um maior suporte ao consumidor, em relação às suas reclamações e 
dúvidas na transação eletrônica.
Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico! ABNT/ 
SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –satisfação do cliente – dire-
trizes para transações de comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com 
adaptações).
006. 006. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Os fatores da atividade empresarial 
exemplificados no segundo parágrafo do texto CB2A1-I são
a) funcionamento 24 horas por dia, quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana, diminuição 
de tempo gasto com as operações e sustentabilidade no uso de papel.
b) quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana, diminuição de tempo gasto com as 
operações e sustentabilidade no uso de papel.
c) quadro pessoal, loja física, mobilidade urbana e diminuição de tempo gasto com as 
operações.
d) quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana.
007. 007. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Depreende-se do texto CB2A1-I que a 
eficácia do sistema B2C está diretamente relacionada
a) ao esforço do comerciante na execução e manutenção do sistema de comércio eletrônico.
b) à transparência do comércio eletrônico.
c) ao suporte oferecido ao consumidor nas transações comerciais eletrônicas.
d) à ampliação das atividades do comerciante pelo uso de novas tecnologias.
008. 008. (CEBRASPE/ASSISTENTE/APEX BRASIL/2021) Considerando-se as ideias veiculadas no 
texto CB2A1-I, é correto afirmar que ele é destinado
a) a profissionais de TI.
b) a consumidores.
c) a comerciantes.
d) ao público geral.
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Texto 1A2-II
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o 
mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito 
caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto 
fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me 
ajuda a olhar!
Eduardo Galeano. A função da arte/1. In: O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. 9.ª ed. 
Porto Alegre: L&PM, 2002 (com adaptações).
009. 009. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) No texto 1A2-II, a experiência de Diego é marcada
a) pela cumplicidade.
b) pelo emudecimento.
c) pela perplexidade.
d) pelo estarrecimento.
e) pelo entendimento.
Texto 1A2-I
Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque 
poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos 
de cultura.
A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os 
tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade 
de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas 
as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos 
de entrega ao universo fabulado.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção 
e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a 
uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.
A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível 
haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a 
literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma 
o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles 
traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa 
disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos 
problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, 
o cultivo do humor.
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 Texto
Bruno Pilastre
A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna 
mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura 
corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a 
personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos 
organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, 
em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável.
Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 
(com adaptações).
010. 010. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Infere-se do trecho “A literatura é o sonho acordado 
das civilizações”, do texto 1A2-I, que, com a literatura, as pessoas entregam-se à
a) certeza.
b) reflexão.
c) distopia.
d) realização.
e) imaginação.
TIPOLOGIAS E GÊNEROS TEXTUAIS .
Texto 1A2-II
Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na 
cozinha, a nutricionista do programa das dez da manhã falou:
— Ninguém é obrigado a parecer velho.
Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, 
Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o 
creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte:
— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade.
Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe 
dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha até contratado um auxiliar só para atender as 
freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia sido 
despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado 
crônico. O fogão de seis bocas e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus 
préstimos de doceira eram anunciados em umatabuleta de madeira. A apresentadora, que 
já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e 
das escolhas feitas durante a vida:
— Às vezes, é preciso dizer não.
Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, 
a palavra era do geriatra, um homem robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos.
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 Texto
Bruno Pilastre
— As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor 
não tem idade.
Neide sentiu uma tontura, e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi 
bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede. Varreu com os olhos 
a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano 
de chão, e a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu 
uma pequena trégua, o suficiente para que ela se desgostasse à visão do descaimento.
Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de 
Janeiro: Record, 2012 (com adaptações).
011. 011. (CEBRASPE/ASSISTENTE/SEFAZ-RS/2019) Assinale a opção que reproduz trecho do 
texto 1A2-II em que predomina a tipologia descrição.
a) “Ninguém é obrigado a parecer velho” (l. 4)
b) “Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o 
creme com mais vigor” (l. 6 a 8)
c) “Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade” (l. 9 e 10)
d) “Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede” (l. 31 e 32)
e) “a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões” (l. 35 e 36)
Texto CB2A1-I
1| Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza,
o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando isso
ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam
4| época, pedras miliares no caminho da humanidade. A invenção
das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do
pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na
7| Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas entre
os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no
século XIX, tudo isso representa saltos de época, que
10| desorientaram gerações inteiras.
Se observarmos bem, essas ondas longas da história,
como as chamava Braudel, tornaram-se cada vez mais curtas.
13| Acabamos de nos recuperar da ultrapassagem da agricultura
pela indústria, ocorrida no século XX, e, em menos de um
século, um novo salto de época nos tomou de surpresa,
16| lançando-nos na confusão. Dessa vez o salto coincidiu com a
rápida passagem de uma sociedade de tipo industrial dominada
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 Texto
Bruno Pilastre
pelos proprietários das fábricas manufatureiras para uma
19| sociedade de tipo pós-industrial dominada pelos proprietários
dos meios de informação.
O fórceps com o qual a recém-nascida sociedade
22| pós-industrial foi extraída do ventre da sociedade industrial
anterior é representado pelo progresso científico e tecnológico,
pela globalização, pelas guerras mundiais, pelas revoluções
25| proletárias, pelo ensino universal e pelos meios de
comunicação de massa. Agindo simultaneamente, esses
fenômenos produziram uma avalanche ciclópica — talvez a
28| mais irresistível de toda a história humana — na qual nós,
contemporâneos, temos o privilégio e a desventura de estar
envolvidos em primeira pessoa.
31| Ninguém poderia ficar impassível diante de uma
mudança dessa envergadura. Por isso a sensação mais
difundida é a desorientação.
34| A nossa desorientação afeta as esferas econômica,
familiar, política, sexual, cultural... É um sintoma de
crescimento, mas é também um indício de um perigo, porque
37| quem está desorientado sente-se em crise, e quem se sente em
crise deixa de projetar o próprio futuro. Se deixarmos de
projetar nosso futuro, alguém o projetará para nós, não em
40| função de nossos interesses, mas do seu próprio proveito.
Domenico de Masi. Alfabeto da sociedade desorientada: para entender o nosso tempo. Trad. Silvana 
Cobucci e Federico Carotti. São Paulo: Objetiva, 2017, p. 93-4 (com adaptações).
012. 012. (CEBRASPE/ANALISTA/PGE-PE/2019) O texto caracteriza-se como dissertativo-
argumentativo, devido, entre outros aspectos, à presença de evidências e fatos históricos 
utilizados para validar a argumentação do autor.
Texto CG1A1-II
À área da linguística que se ocupa em contribuir para a solução de problemas judiciais 
e que auxilia também na compreensão de discursos e interações produzidos em ambiente 
jurídico chamamos de linguística forense. Pouco ainda se fala e se conhece sobre a aplicação 
da linguística à esfera forense, apesar de muitos crimes serem cometidos unicamente 
ou parcialmente por meio da língua, como a calúnia, a injúria, a difamação, a ameaça, o 
estelionato e a extorsão.
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 Texto
Bruno Pilastre
Ao produzir um texto, oral ou escrito, o sujeito lança mão de um vasto repertório lexical 
e regras de ordenação sintática pertencentes à gramática de seu idioma. Entretanto, esse 
arranjo não é feito da mesma forma por diferentes pessoas. Ao falarmos ou ao escrevermos, 
organizamos o material linguístico que está disponível em nosso acervo mental de uma forma 
única, afinal cada indivíduo constituiu seu vocabulário a partir de experiências também 
únicas. Isso significa que imprimimos nosso estilo em nossos textos, deixando nele nossa 
“assinatura”. Esse uso individual do idioma é chamado de idioleto, ou seja, é como se fosse 
um dialeto pessoal, uma marca identitária daquele indivíduo. Embasada nisso, a linguística 
forense procura desenvolver metodologias que auxiliem no processo de atribuição de autoria 
de um determinado texto.
Welton Pereira e Silva. Linguística forense: como o linguista pode contribuir em uma demanda judicial? In: 
Roseta, v. 2, n.º 2, 2019 (com adaptações).
013. 013. (CEBRASPE/ANALISTA/MPE-AP/2021) O texto CG1A1-II apresenta, predominantemente, 
a tipologia textual
a) argumentativa.
b) descritiva.
c) expositiva.
d) injuntiva.
e) narrativa.
Texto CB2A1-I
A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para 
o pequeno negócio, o varejo e as micro e pequenas empresas (MPE), que se veem na 
contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e 
novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.
Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens 
podem ser apresentadas, como a facilidade de estabelecer compras online 24 horas por dia, 
sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresarial, 
como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com 
as operações e a sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, 
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