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Cirurgia Odontológica I Estudar cirurgia é aprender a transformar complexidade em segurança para quem confia em você. @DANNI_CAMILI CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Desejo a você ótimos estudos e que jamais desista do seu objetivo, a aprovação é consequência da sua dedicação! Obrigado por adquirir está apostila. Espero que esse material ajude na sua jornada acadêmica! Bons Estudos! CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI É uma etapa fundamental para o sucesso das cirurgias, pois é neste momento que o cirurgião- dentista toma conhecimento das condições de saúde gerais e específicas de cada paciente, que podem influenciar no tratamento cirúrgico como um todo, podendo exigir manobras pré, trans e pós-operatórias como: Alteração de medicamentos Realização de exames complementares Consulta com outros profissionais Modificação do ambiente onde ocorrerá o procedimento Visando minimizar os riscos de complicações. O objetivo dessa avaliação pré-operatória é verificar o estado clínico do paciente e o risco próprio da cirurgia, gerando recomendações sobre a avaliação, manuseio e risco de problemas. A avaliação pré-operatória se baseia em: História clínica Exame físico Manejo dos pacientes com condições de saúde comprometidas Tratamento de paciente durante e pós gravidez História Clínica: Uma história clínica precisa é a informação mais útil que um médico pode ter quando decide se um paciente pode, com segurança, se submeter a um tratamento odontológico. Se a história clínica de um paciente for bem apurada, o exame físico e a avaliação laboratorial geralmente têm papéis secundários na avaliação pré-operatória. Formato padrão para registro de resultados da história clínica e do exame físico: A primeira informação que se deve obter de um paciente são seus dados pessoais. Esses dados são: Nome completo; Endereço residencial; Idade; Sexo; Profissão; Assim como o nome do médico da atenção primária. Todo paciente deve ser inquirido sobre sua queixa principal. Isso pode ser feito por meio de um formulário a ser preenchido ou a resposta do paciente deve ser transcrita (preferencialmente de maneira literal), no prontuário odontológico. Formular a queixa principal incentiva os pacientes a esclarecer, tanto para eles mesmos quanto para o profissional, o motivo pelo qual desejam tratamento. Histórico da Queixa Principal: O paciente deve ser questionado a descrever a história da queixa atual ou doença, especialmente quando ela apareceu, se houve mudanças desde a primeira aparição e se é influenciada por outros fatores. Por exemplo, descrições de dor devem incluir: Data de início (Dor a 2 dias, semanas); Intensidade; Duração; Local; Radiação (Dores no nervo); Assim como fatores que pioram e amenizam a dor (Dores ao mastigar, ao beber líquidos frios ou quentes, dores espontâneas). Cirurgia Odontológica I – 1º Estágio AVALIAÇÃO PRÉ-OPERÁTORIA – AULA 1 A consulta inicial deve partir de uma anamnese bem-feita, exame físico e exames complementares. A Rotina de atendimentos no consultório otológico se baseia em: IDOSOS, DOENÇAS DE BASE (Diabetes, hipertensão) e USO DE MEDICAMENTOS. Dados Pessoais Queixa Principal CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Além disso, uma investigação deve ser feita sobre sintomas sistêmicos como febre, calafrios, letargia, anorexia, mal-estar e qualquer fraqueza associada à queixa principal. Os formulários de histórico de saúde (questionários) são um meio eficiente de iniciar a coleta do histórico médico. Devem ser escritos de forma clara, em uma linguagem que não seja técnica e de maneira concisa. Além de informações básicas, convém investigar especificamente sobre problemas clínicos comuns que possam alterar o tratamento odontológico do paciente. Esses problemas são: Angina; Infarto do miocárdio; Sopros cardíacos; Cardiopatia reumática/ Distúrbios hemorrágicos (incluindo uso de anticoagulantes); Asma; Doença pulmonar crônica; Hepatite; Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs); Diabetes; Uso de corticosteroide; Distúrbio convulsivo; Acidente vascular encefálico (AVE); E qualquer prótese implantada como articulação artificial e válvulas cardíacas. Os pacientes devem ser perguntados especificamente sobre alergias a anestésicos locais, ácido acetilsalicílico e penicilina. Pacientes do sexo feminino, no grupo etário apropriado, devem ser indagadas, em cada consulta, se estão ou podem estar grávidas. Base para dados de histórico de saúde: 1. Internações anteriores, operações, lesões traumáticas e doenças graves 2. Doenças leves recentes ou sintomas 3. Medicações usadas no momento ou recentemente e alergias (em especial, alergias a medicamentos) 4. Descrição de hábitos relacionados à saúde ou vícios como o uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas, e a quantidade e o tipo de exercício diário 5. Data e resultado do último check-up médico ou visita ao médico Um breve histórico familiar pode ser útil e deve considerar doenças hereditárias relevantes. A revisão dos sistemas é um método sequencial e detalhado de esclarecer os sintomas do paciente com base em investigações de órgão por órgão. Ela pode revelar alterações de saúde não diagnosticadas. Essa revisão pode ser ampla, quando realizada por um médico que tenha um paciente com problemas sistêmicos complicados. No entanto, a revisão dos sistemas conduzida pelo cirurgião-dentista antes da cirurgia bucal deve ser guiada por respostas pertinentes obtidas por meio da história clínica. Por exemplo, a revisão do sistema cardiovascular em um paciente com história de doença isquêmica do coração inclui perguntas sobre: Desconforto no peito (durante esforço, refeições ou momento de descanso); Palpitações; Desmaios; Inchaço do tornozelo. Tais perguntas ajudam o cirurgião-dentista a decidir se realizará a cirurgia ou mudará os métodos cirúrgicos ou anestésicos. Se for planejado controle adicional de ansiedade, como sedação intravenosa ou inalatória, os sistemas cardiovascular, respiratório e nervoso devem ser sempre verificados. Isso pode revelar História Clínica História Social e Familiar (Médica) Revisão dos Sistemas CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI problemas que não foram diagnosticados anteriormente que podem prejudicar o sucesso da sedação. Anamnese dirigida para paciente que relata alguma doença de base: I. Como está o controle atual da sua doença? II. Você faz uso diário de algum medicamento? III. Você passou por alguma complicação recente? IV. Você tomou sua medicação hoje? Sistêmica: febre, calafrios, sudorese, perda de peso, fadiga, mal-estar, perda de apetite Cabeça: dor de cabeça, tontura, desmaio, insônia Orelhas: diminuição da audição, tinido(zumbido),dor Olhos: visão turva, visão dobrada, excesso de lágrimas, secura, dor Nariz e seios paranasais: rinorreia, epistaxe, problema sem respirar pelo nariz, dor, mudança em sentir cheiro Área da articulação temporomandibular: dor, ruído, limitação nos movimentos mandibulares, travamento Bucal: dor nos dentes ou sensibilidade, irritação nos lábios ou na mucosa, problemas ao mastigar, problemas ao falar, mau hálito, obturações soltas, irritação na garganta, ronco alto Pescoço: dificuldade em engolir, mudanças na voz, dor, rigidez O exame físico do paciente odontológico concentra-se na cavidade bucal e, em menorcuidadosamente colocada no cabo que prende a lâmina com um porta-agulha. Outras lâminas empregadas em cirurgia intrabucal são as de no 11 e de no 12. A no 11 é uma lâmina pontiaguda utilizada, principalmente, para fazer pequenas incisões, como para incisar um abscesso e drená-lo. A lâmina em forma de gancho no 12 é útil para procedimentos nas áreas mucogengivais em que as incisões são feitas sobre as faces posteriores dos dentes ou na área da tuberosidade maxilar. Quando se utiliza o bisturi para fazer uma incisão, o cirurgião-dentista segura o cabo normalmente como se fosse uma caneta, para ter o controle máximo da lâmina durante a incisão. Para a máxima eficácia da incisão, o tecido móvel deve ser mantido firmemente no lugar sob alguma tensão para que, enquanto a incisão for feita, a lâmina incise e não apenas afaste a mucosa. As lâminas de bisturi são projetadas para uso em um único paciente. Perdem o corte facilmente quando entram em contato com tecidos duros, como ossos ou dentes, e mesmo depois de repetidos movimentos através de tecido queratinizado. Se forem necessárias várias incisões do mucoperiósteo ao osso, pode ser necessário usar mais de uma lâmina durante uma cirurgia. Lâminas cegas não fazem incisões limpas e precisas em tecidos moles. Portanto, devem ser substituídas. Bisturis são compostos por um cabo e uma lâmina. Em cima, cabo de bisturi reutilizável n3 com lâmina de uso único (uma lâmina n15 é mais comumente usada para cirurgia bucal). Embaixo, unidade cabo-lâmina de uso único (descartável) com lâmina n15. As lâminas de bisturi utilizadas na cirurgia bucal são as de n10, n11, n12 e n15 (da esquerda para a direita). AMBIENTAÇÃO CIRÚRGICA CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI A. Ao colocar uma lâmina de bisturi, o cirurgião- dentista prende a porção não cortante da lâmina no porta-agulha e segura o cabo, com a parte macho do encaixe apontada para cima. B. O cirurgião-dentista, em seguida, desliza a lâmina para o cabo até que se encaixe. C. Para remover a lâmina, utiliza o porta- agulha para agarrar a extremidade da lâmina ao lado do cabo e levanta-o para desengatar do encaixe. D. O cirurgião, então, desliza suavemente a lâmina para fora do cabo longe do corpo e de qualquer pessoa próxima. ELEVAÇÃO DO MUCOPERIÓSTEO: Quando é feita uma incisão através do periósteo, este deve ser preferencialmente rebatido a partir do osso cortical subjacente em apenas uma camada subperiosteal, com um elevador periosteal. O instrumental mais comumente usado em cirurgia bucal é o ELEVADOR PERIOSTEAL MOLT NO 9. Ele apresenta uma extremidade pontiaguda afiada e uma ponta arredondada mais larga. Utiliza-se a extremidade pontiaguda para iniciar a elevação do periósteo e rebater papilas entre os dentes, enquanto a extremidade larga e arredondada é destinada a continuar a elevação do periósteo do osso. O elevador de periósteo tipo Molt n9 é o mais utilizado em cirurgias bucais. O elevador periosteal Molt no 9 é tipicamente empregado para rebater o tecido por dois métodos. No primeiro método, utiliza-se a extremidade pontiaguda em movimento de torção, forçando o movimento para elevar tecido mole, geralmente ao elevar uma papila entre dentes ou na gengiva inserida em torno de um dente a ser extraído ou quando começar a descolar toda a espessura do retalho mucoperiosteal. O segundo método envolve o movimento de impulso, em que se deslizam o lado da extremidade pontiaguda ou a extremidade larga do instrumento por baixo do periósteo, separando-o do osso subjacente. Esse é o movimento mais eficiente e resulta na divulsão mais precisa do periósteo. AFASTAMENTO DO TECIDO MOLE: Vários afastadores foram projetados especificamente para afastar a bochecha, a língua e os retalhos mucoperiosteais, proporcionando acesso e visibilidade durante a cirurgia. Afastadores também são usados para ajudar a proteger o tecido mole de instrumentais afiados cortantes. Os dois afastadores de bochecha mais populares são: O afastador de AUSTIN de ângulo reto; Afastador de MINNESOTA de diversas dobras em ângulos Antes da criação do retalho, mantém-se o afastador frouxamente na bochecha. Uma vez divulsionado o retalho, coloca-se a borda do afastador no osso e, depois, utiliza-se essa borda par afastar o retalho. O afastador de Austin é um afastador de ângulo reto que pode ser usado para afastar a bochecha, a língua ou os retalhos O afastador de Minnesota é um instrumento compensado utilizado para separar bochechas e retalhos. A. Vista frontal. B. Vista posterior. CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI PREENSÃO DO TECIDO MOLE: Vários procedimentos em cirurgia requerem uma preensão do tecido mole para realizar uma incisão ou passar uma agulha de sutura. O instrumental mais utilizado para isso é a PINÇA DE ADSON. Trata se de uma pinça delicada, com ou sem pequenos dentes nas pontas, que pode ser usada para segurar o tecido delicadamente enquanto o estabiliza. Quando essa pinça é usada, deve-se tomar cuidado para não segurar o tecido com muita força, evitando esmagá-lo. As pinças dentadas possibilitam que se aperte o tecido mais delicadamente do que uma pinça em dentes. A. Pequenas e delicadas pinças de Adson são usadas para estabilizar suavemente o tecido mole para sutura ou dissecção. B. A pinça de Stillies (superior) é maior do que a pinça de Adson e é empregada para manipular tecidos mais posteriores da boca. As pinças clínicas (inferior) são anguladas para pegar pequenos objetos na boca ou da bandeja. A pinça clínica mostrada aqui representa a versão com travamento. A. A pinça de Allis é útil para apreender e sustentar o tecido que será excisado. B. Deve-se segurar a pinça de Allis como se segura um portaagulha. C. Uma comparação entre as pontas da Adson (à direita) com as pontas da Allis (à esquerda) mostra as diferenças de design e uso. CONTROLE DE HEMORRAGIAS: Quando se realizam incisões através dos tecidos, pequenas artérias e veias são incisadas, causando hemorragia. Para a maioria das cirurgias dentoalveolares, a pressão sobre a ferida costuma ser suficiente para controlar o sangramento. Ocasionalmente, a pressão não para o sangramento de uma artéria ou uma veia maior. Quando isso ocorre, um instrumental chamado PINÇA HEMOSTÁTICA é útil. Pinças hemostáticas têm várias formas: podem ser pequenas e delicadas ou maiores, retas ou curvas. Além de sua utilização como instrumental para controlar a hemorragia, a pinça hemostática se mostra especialmente útil em uma cirurgia bucal para remover o tecido de granulação de alvéolo do dente e para pegar pequenas pontas de raízes, pedaços de cálculo, amálgama, fragmentos e quaisquer outras part ículas pequenas que tenham caído nas áreas das feridas ou adjacências. NÃO DEVE SER USADA PARA SUTURAR. A. Vista superior da pinça hemostática usada para a cirurgia bucal. B. Vista oblíqua da pinça hemostática curva. Também há hemostáticas retas. A pinça hemostática tem pontas longas e delicadas, usadas para apreender tecido, e um cabo com cremalheira. O mecanismo de cremalheira possibilita ao cirurgião fixar a pinça hemostática em um vaso e, em seguida, deixar de manusear o instrumental ou deixar um assistente segurá-lo. A ponta da pinça hemostática permanece presa no tecido. Isso é útil quando o cirurgião-dentista pretende colocar uma sutura em torno do vaso ou cauterizá-lo (ou seja, usar o calor para selar o vaso fechado). CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI A: PINÇA HALSTEAD MOSQUITO RETA E CURVA. B: PINÇA DE KELLY RETA E CURVA REMOÇÃO DO OSSO: O instrumental mais utilizado para a remoção de osso em uma cirurgia dentoalveolar é a PINÇA-GOIVA. Ela tem lâminas afiadas que são pressionadas juntas pelos cabos, ao cortar ou apreendero osso. Têm um mecanismo que, quando se libera a pressão da mão, o instrumental reabre. Isso possibilita fazer manobras de corte repetidas no osso sem reabrir manualmente o instrumental. Como a pinça é um instrumental delicado, pequenas quantidades de osso devem ser removidas em várias apreensões. Nunca deve ser usada na remoção dos dentes, porque tal prática rapidamente irá deixá-la sem corte e danificá-la, além do risco de o dente escorregar. A. Pinças-goivas são fórceps de corte ósseo que apresentam molas nos cabos. B. As pinças-goivas Blumenthal compreendem ambas as lâminas de corte, dianteiras e laterais. Elas são as preferidas para os procedimentos cirúrgicos bucais. Broca e peça de Mão: Outro método para a remoção de osso é o uso de broca em uma peça de mão. Essa é a técnica mais utilizada durante a remoção do osso na cirurgia odontológica. Usam-se brocas como as fissuradas de n° 702 ou 703 e as brocas esféricas de n° 8. Quando grandes quantidades de osso são removidas, como na redução de torus, utiliza-se normalmente uma grande broca de osso semelhante a uma de acrílico. Irrigação abundante é necessária nesse método. Peça de mão típica de moderada velocidade, alto torque, esterilizável, com broca de n703. Qualquer peça de mão usada para cirurgia bucal precisa ser completamente esterilizada. Ao se comprar uma peça de mão, as especificações do fabricante devem ser verificadas com cuidado para se assegurar a esterilização. A peça de mão deve ter alta velocidade e alto torque. Isso possibilita a remoção óssea rápida e eficiente corte de dentes. A peça de mão não deve ter exaustão de ar no campo operatório, o que tornaria inadequado usar as típicas brocas de alta velocidade da turbina de ar empregadas na Odontologia restauradora de rotina. A razão é que o ar expelido para a ferida pode ser forçado para dentro de planos teciduais mais profundos e produzir enfisema do tecido, uma complicação perigosa. Martelo e cinzel Ocasionalmente, realiza-se a remoção óssea utilizando-se um martelo e um cinzel, embora a disponibilidade de peças de mão de alta velocidade para a remoção de ossos e cortes de dentes tenha limitado muito a necessidade desses instrumentais. Às vezes, o martelo e o cinzel são empregados na remoção do torus lingual. A ponta do cinzel deve ser mantida afiada para funcionar efetivamente. Martelo e cinzéis cirúrgicos podem ser utilizados para remover ossos. Lima para ossos O nivelamento final do osso antes da conclusão da cirurgia costuma ser realizado com uma pequena lima para osso. Geralmente, é um instrumental de ponta dupla, com uma extremidade pequena e outra maior. Não é eficiente para a remoção de grandes quantidades de osso, portanto, é empregada somente para nivelamento final. Os dentes da maioria de limas para osso são organizados de tal maneira que A B CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI removem apropriadamente o osso com um simples movimento de tração. Empurrar esse tipo de lima contra o osso resulta apenas no polimento e no esmagamento do osso, e isso deve ser evitado. A. A lima para ossos com ponta dupla é usada para lapidar pequenas bordas cortantes ou espículas ósseas. B. Os dentes da lima para osso são eficazes com um simples movimento de tração. REMOÇÃO DO TECIDO MOLE DE CAVIDADES ÓSSEAS: A CURETA comumente usada para a cirurgia bucal é um instrumental com duas pontas anguladas usado para remover o tecido mole de defeitos ósseos. Seu uso principal é a remoção dos granulomas ou pequenos cistos de lesões periapicais, mas também pode ser usada para remover pequenas quantidades de restos de tecido de granulação e detritos do alvéolo dentário. A cureta periapical é um instrumental de duas pontas, em formato de colher, usado para remover tecido mole de cavidades ósseas SUTURA DO TECIDO MOLE: Porta-agulha: Instrumental que tem um cabo com travamento e pontas curtas e arredondadas. Para a colocação intrabucal de suturas, recomenda-se um porta-agulha de 7 polegadas (17 cm). A ponta de um porta agulha é mais curta e mais forte do que a de uma pinça hemostática. A face interna da ponta do porta-agulha tem ranhuras cruzadas, a fim de possibilitar uma apreensão positiva da agulha de sutura. A pinça hemostática tem sulcos paralelos na face interna das pontas, o que diminui o controle sobre a agulha e a sutura. Portanto, a pinça hemostática não é um instrumental utilizado para sutura. O porta-agulha tem cabo com travamento e ponta curta e arredondada. A. A pinça hemostática (superior) tem ponta fina e longa em comparação à ponta do porta-agulha (inferior) e por isso não deve ser utilizada para a sutura. B. A face interna da ponta do porta-agulha é mais curta e hachurada, a fim de garantir a preensão da agulha (à esquerda). Já a da pinça hemostática tem sulcos paralelos que não possibilitam um controle sobre a agulha (à direita). Segura-se o porta-agulha utilizando o polegar e o dedo anelar nos anéis do instrumento (A) e os dedos indicador e médio para controlar o instrumento (B). Para controlar a abertura e o fechamento da cremalheira adequadamente e para direcionar o porta-agulha, o cirurgião tem que segurar o instrumental de maneira correta. Inserem-se o polegar e o dedo anelar através dos anéis. O dedo indicador é mantido ao longo do comprimento do porta-agulha para estabilizá-lo e direcioná-lo. O segundo dedo auxilia no controle da apreensão do instrumental. O dedo indicador não deve ser colocado através do anel de dedo do porta-agulha, pois isso resultará em considerável diminuição do controle. CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Agulhas: A agulha utilizada no fechamento de incisões da mucosa bucal costuma ser uma agulha de sutura com um semicírculo pequeno ou três oitavos de círculo. A. Comparação de agulhas usadas na cirurgia bucal. Em cima, agulha C-17, que geralmente tem o tamanho 4-0. No meio, agulha PS-2. Embaixo, SH. Todas são agulhas de corte, e o material de sutura está embutido na agulha. B. A ponta da agulha utilizada para sutura mucoperiosteal mostra-se triangular em corte transversal para torná-la uma agulha de corte. O porta-agulha prende a agulha curva com dois terços de distância a partir da ponta da agulha. Mantém-se a curvatura da agulha a cerca de dois terços da distância entre a ponta e a base da agulha. Isso possibilita que uma quantidade suficiente da agulha seja exposta e passe através do tecido, fazendo com que o porta-agulha agarre a agulha em sua porção mais forte e impeça seu dobramento ou a perda do corte na ponta. Tesouras: Os instrumentais finais necessários para se colocarem suturas são as tesouras. Elas costumam ter curtas arestas cortantes, pois seu único propósito é cortar as suturas. Há dois modelos de tesoura de tecidos. As tesouras Iris (em cima) são pequenas e de pontas afiadas. Já as tesouras Metzenbaum (embaixo) são mais longas e delicadas. Há tesouras Metzenbaum com ponta afiada ou com ponta arredondada. REMOÇÃO DE FLUIDOS: Sugador cirúrgico: Para proporcionar uma visualização adequada, o sangue, a saliva e as soluções irrigantes devem ser removidas do local da cirurgia. O aspirador cirúrgico tem um orifício menor do que o tipo utilizado em Odontologia geral, para que se possa remover fluidos mais rapidamente do local cirúrgico, a fim de manter uma visualização adequada. Muitos desses aspiradores são projetados com vários orifícios, de modo que o tecido mole não seja sugado para o orifício de aspiração, causando lesão tecidual. O aspirador Fraser tem um buraco na parte do cabo que pode ser coberto com a ponta dos dedos, conforme necessário. Quando se corta o tecido duro sob irrigação abundante, cobre-se o orifício para que a solução seja retirada rapidamente. Quando se aspira o tecido mole, o furo pode ser deixado descoberto paraevitar lesões do tecido ou obstrução do tecido mole na ponta de aspiração. A. A ponta de aspiração cirúrgica tem diâmetro pequeno. Normalmente, há um orifício para evitar a lesão tecidual causada por pressão excessiva na aspiração. Em cima, desmontadas para a limpeza. Embaixo, montadas para utilização. B. A ponta Fraser tem um dispositivo no punho para proporcionar a quem o manipula mais controle sobre a quantidade de poder de aspiração. Manter o polegar sobre o orifício aumenta a aspiração na ponta. Utiliza-se um desentupidor metálico para limpar a ponta quando CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI partículas de osso ou dente se prendem durante a aspiração. Sugador cirúrgico descartável. MANUTENÇÃO DE CAMPOS CIRÚRGICOS EM POSIÇÃO: Quando se colocam campos em torno de um paciente, pode-se mantê-los presos com uma pinça de campo. Tal instrumental tem uma cremalheira no cabo e anéis para o polegar e os demais dedos. As extremidades de ação da pinça de campo podem ser afiadas ou arredondadas. Aquelas com extremidades curvas penetram nos campos cirúrgicos. Quando se usa esse instrumental, o operador deve ter muito cuidado para não prender a pele subjacente do paciente. A pinça de campo é usada para manter o campo cirúrgico em posição. As pontas ativas apreendem os campos, e os cabos com cremalheira mantêm o campo cirúrgico na posição. A pinça mostra que não apresenta ponta penetrante. Pinças de campo com as pontas penetrantes e afiadas também estão disponíveis. IRRIGAÇÃO: Ao usar uma peça de mão e uma broca para remover o osso, é essencial que a área seja irrigada com um fluxo constante de solução de irrigação, normalmente água ou soro fisiológico estéreis. A irrigação esfria a broca e evita o acúmulo de calor, prejudicial ao osso. A irrigação também aumenta a eficiência da broca, por lavar e retirar fragmentos de osso das estrias do instrumental, proporcionando certa quantidade de lubrificação. Além disso, uma vez completado o procedimento cirúrgico e antes de suturar o retalho mucoperiosteal de volta à posição, o campo operatório deve ser cuidadosamente irrigado. Uma grande seringa de plástico com agulha de ponta romba calibre 18 é comumente usada para a irrigação. Embora descartável, a seringa pode ser esterilizada várias vezes antes de ser descartada. A agulha deve ser sem corte e lisa, de modo a não danificar o tecido mole, além de ser inclinada para a direção mais eficiente do fluxo de irrigação. Seringas grandes de plástico com ponta romba angular sem corte podem ser utilizadas para irrigar a solução no local da cirurgia. Um dos instrumentais mais importantes utilizados no processo de extração é a alavanca dentária. Utiliza-se esse instrumental para luxar (afrouxar) dentes do osso circundante. Afrouxar os dentes antes da aplicação do fórceps dental torna o procedimento mais simples. Ao elevar os dentes antes da aplicação do fórceps, o cirurgião- dentista pode minimizar a incidência de coroas, raízes e ossos quebrados. Por fim, a luxação de dentes é conveniente antes da aplicação do fórceps para facilitar a remoção de uma raiz fraturada. Isso porque o uso prévio de alavanca proporciona o afrouxamento da raiz no alvéolo dentário. Além de seu papel no afrouxamento dos dentes do osso circundante, alavancas dentárias também são utilizadas para expandir o osso alveolar. Ao expandir a cortical óssea vestibulocervical, o cirurgião facilita a remoção de um dente que tenha percurso limitado e obstruído para remoção. Por fim, as alavancas são usadas para remover as raízes fraturadas ou cirurgicamente seccionadas de seus alvéolos. ALAVANCAS DENTÁRIAS: Os componentes principais de uma alavanca são o cabo, a haste e a lâmina. Tipos de Alavancas: A maior variação no tipo de alavancas está na forma e no tamanho da lâmina. Os três tipos básicos de alavancas são: O tipo reto; O tipo de triângulo ou em forma de flâmula; O tipo apical. EXTRAÇÃO DE DENTES CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI A. Alavancas retas são os tipos mais comumente utilizados. B e C. A lâmina da alavanca reta é côncava no lado de trabalho. A alavanca reta é a mais comumente usada para luxar dentes. A lâmina da frente da alavanca tem uma superfície côncava de um lado, colocada para o dente a ser elevado. Alavancas triangulares (Cryer) são instrumentais em pares e, portanto, utilizados para as raízes mesial ou distal. Essa alavanca apresenta-se em pares: uma esquerda e outra direita. A alavanca triangular é mais útil quando a raiz fraturada permanece no alvéolo do dente e o alvéolo adjacente está vazio. Um exemplo típico seria quando há fratura de um primeiro molar inferior, deixando a raiz distal no receptáculo, mas removendo a raiz mesial com a coroa. Coloca-se a ponta da alavanca triangular no alvéolo, com a haste da alavanca apoiada na cortical ósseo vestibular. A alavanca é então girada em uma rotação de roda-se eixos, com a ponta afiada do elevador envolvendo o cemento da raiz distal remanescente. Então, gira-se a alavanca, e a raiz é removida. A alavanca de Crane, ou apical, é um instrumento robusto usado para elevar raízes inteiras ou, até mesmo, dentes após a preparação do ponto de apoio com uma broca. O terceiro tipo de alavanca utilizado com alguma frequência é a alavanca apical. Usa-se esse tipo de alavanca para remover raízes. A versão robusta da alavanca apical é a do tipo Crane. Esse instrumental é utilizado como alavanca para elevar uma raiz fraturada do alvéolo do dente. Normalmente, mostra-se necessário fazer um furo com uma broca (ponto de apoio) de, aproximadamente, 3 mm de profundidade na raiz na altura da crista óssea. A ponta da alavanca é então inserida no furo e, com a cortical vestibular do osso como um fulcro, eleva-se a raiz do alvéolo do dente. Às vezes, a ponta afiada pode ser usada sem a preparação de um ponto de apoio ao envolver o cemento ou a bifurcação do dente. FÓRCEPS DE EXTRAÇÃO: Os fórceps de extração são instrumentos utilizados para remover o dente doosso alveolar. O ideal é que os fórceps sejam usados para auxiliar a alavanca na luxação dos dentes dos alvéolos, em vez de puxar os dentes de sua base. Quando apropriadamente utilizados, eles também podem ajudar a expandir o osso durante as extrações. Componentes básicos do fórceps para exodontia. Os fórceps utilizados para remover dentes superiores são segurados com a palma da mão sob o cabo. CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI A. Seguram-se os fórceps utilizados para remover os dentes mandibulares com a palma da mão em cima dele. B. Consegue- se uma aderência mais firme para a entrega de maior quantidade de força de rotação movendo-se o polegar em torno e por baixo do cabo. Os cabos retos costumam ser os preferidos, mas alguns cirurgiões usam os cabos curvos. As pontas dos fórceps de extração variam muito. Elas são projetadas para se adaptar à raiz do dente próximo à junção da coroa e da raiz. Diferentes pontas foram projetadas para os dentes unirradiculares e os dentes de duas e três raízes. Fórceps delineados para remover um incisivo inferior podem, teoricamente, ser usados para extrair um molar inferior, mas, por causa de suas pontas estreitas, são ineficazes para esse objetivo. Da mesma maneira, o fórceps molar mais largo não se adapta ao espaço estreito ocupado pelos incisivos inferiores. Portanto, não pode ser usado nessa situação sem danos para os dentes adjacente. FÓRCEPES MAXILARES: A remoção dos dentes superiores requer o uso de instrumentos para os dentes unirradiculares e para aqueles com três raízes. INCISIVOS, CANINOS E PRÉ-MOLARES são considerados dentes unirradiculares. O PRIMEIRO PRÉ-MOLAR frequentemente tem raiz bifurcada, porém, como isso só ocorre no terço apical, não tem influência no desenho do fórceps. Os MOLARES SUPERIOREStêm raízes trifurcadas. Após a elevação adequada, dentes superiores unirradiculares costumam ser removidos com um fórceps universal para superiores, n° 150. A. Vista superior do fórceps n150. B. Vista lateral do fórceps n150. C e D. Fórceps n150 adaptados ao incisivo central superior. Os fórceps n150S (embaixo) são uma versão menor dos fórceps n150 (em cima) e são utilizados em dentes decíduos. Os fórceps n° 1 podem ser utilizados para incisivos e caninos. A. Vista superior do fórceps n1. B e C. Fórceps n1 adaptado para o incisivo. Os MOLARES SUPERIORES são dentes de três raízes com apenas uma raiz palatina e uma bifurcação bucal. O fórceps para encaixar os molares superiores deve ter superfície lisa, côncava para a raiz palatina, e um bico pontiagudo, com formato que se encaixe na bifurcação bucal. Isso exige que os CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI fórceps molares venham em pares: um esquerdo e um direito (18L: direita, 18R: esquerda). A. Vista superior do fórceps n53L. B. Vista oblíqua do fórceps n53L. C. Direita, n18L; esquerda, n18R. D e E. Fórceps n53L adaptado para o molar superior. O fórceps nº 65 tem uma ponta ativa muito estreita. São utilizados para remover as raízes fraturadas de molares superiores, mas podem ser usados para a remoção dos pré-molares estreitos e incisivos inferiores. São conhecidos como FÓRCEPS APICAIS. A. Vista superior do fórceps n65. B. Vista lateral do fórceps n65. C. Fórceps n65 adaptado à raiz fraturada FÓRCEPS MANDIBULARES: A extração de dentes inferiores requer um fórceps para dentes unirradiculares como os incisivos, caninos e pré-molares, bem como para dentes birradiculares, como os molares. O Fórceps mais usado para os dentes unirradiculares inferiores é n° 151. A. Vista superior do fórceps n151. B. Vista lateral do fórceps n151. C. Fórceps n151 adaptado ao incisivo inferior. Os molares inferiores são bifurcados. Já que a bifurcação está VL, apenas um único fórceps molar é necessário para ambos os lados. O fórceps molar inferior mais utilizado é o n° 17. Tem cabos retos, e as pontas ativas são fixadas obliquamente para baixo. As pontas apresentam extremidades pontiagudas no centro para que sejam encaixadas na bifurcação de dentes molares inferiores. O restante da parte ativa adaptase bem aos lados da bifurcação A. Vista superior do fórceps para molares de n17. B. Vista lateral do fórceps para molares de n17. C e D. Fórceps n17 adaptado ao molar inferior. A maior variação de modelos em fórceps molares inferiores é o n° 16. Fórceps chifre de boi. Esses instrumentais são projetados com duas pontas, longas e pontiagudas, que entram na bifurcação de molares inferiores. O uso impróprio do chifre de boi pode resultar em um aumento de fraturas do osso alveolar ou dano dos dentes superiores, se o fórceps não for adequadamente controlado pelo cirurgião-dentista quando os molares saírem do alvéolo. CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Bandeja básica para extração. A bandeja de extração cirúrgica reúne a instrumentação necessária para refazer retalhos de tecidos moles, retirar ossos, seccionar dentes, recuperar raízes e suturar os retalhos de volta à posição. A bandeja de biopsia reúne os equipamentos necessários para remover o espécime do tecido mole e as feridas fechadas por sutura. A bandeja de pós-operatório reúne os instrumentais necessários para remover suturas e irrigar a boca. Mesa Cirúrgica –UNIFIP. (Questão de prova: Escrever a sequência da mesa cirúrgica e para que serve cada instrumental, geralmente é dado um caso clinico citando um elemento dentário, na qual o aluno simula a cirurgia, dizendo a medicação pré e pós- operatória, qual fórceps é utilizado naquele elemento dentário em especifico) 1. Em relação à montagem da mesa cirúrgica, marque a alternativa correta: A) Os instrumentos devem ser posicionados aleatoriamente, desde que limpos. B) A cureta de Lucas e o fórceps ficam juntos no início da cirurgia. C) Os instrumentais devem seguir a ordem de uso: anestesia, diérese, descolamento, osteotomia, odontosecção, exérese e síntese. D) A pinça clínica deve ser posicionada ao lado do aspirador cirúrgico. 2. O fórceps nº 151 é indicado para: A) Dentes superiores anteriores B) Dentes inferiores posteriores (pré-molares e molares) C) Dentes inferiores anteriores e pré-molares D) Dentes superiores molares direitos CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 3. Qual fórceps é indicado para a extração de molares superiores direitos, respeitando a anatomia radicular? A) 150 B) 151 C) 18R D) 18L 4. O fórceps nº 150 é utilizado para extrações de: A) Dentes inferiores anteriores B) Dentes superiores anteriores e pré-molares C) Dentes inferiores molares D) Terceiros molares superiores 5. O fórceps 18L é projetado para extração de: A) Molares superiores esquerdos B) Incisivos inferiores C) Molares inferiores direitos D) Terceiros molares superiores Caso clínico: Paciente de 35 anos será submetido à exodontia do dente 26 (molar superior esquerdo). O estudante seleciona o fórceps nº 18R para realizar o procedimento. Qual o erro cometido pelo aluno? Qual seria o fórceps correto? O que pode ocorrer se for utilizado o fórceps inadequado? Gabarito: c-c-c-b-a Caso clínico - Erro: o fórceps 18R é para molares superiores direitos. O correto seria o 18L, adequado para molares superiores esquerdos. O uso incorreto pode causar fratura da coroa ou raiz, além de traumatismo gengival ou ósseo. Explique como deve ser feita a organização da mesa cirúrgica e a sequência lógica dos instrumentais CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Acidentes: Intercorrências transoperatórias Complicações: Problemas pós-operatórios Para evitar acidentes e complicações o melhor sempre será prevenir, com um bom planejamento cirúrgico. O pós-operatório também exige a cooperação do paciente. Avaliação pré-operatória História médica Exame radiográfico PLANEJAMENTO Anatomia Instrumental correto a disposição. Condições do ambiente operatório: Hospitalar ou consultório. Orientações ao paciente O diagnóstico do problema irá definir se o profissional irá tratar o paciente ou encaminhá-lo para outro profissional, se fazendo importante: Contato com colegas de outras especialidades Contato com médicos Ter conhecimento de hospitais mais próximos (telefones, horários, caminho mais rápido) Treinamento do pessoal auxiliar Pode ter hemorragia tanto no trans como no pós-operatório. ACIDENTES: Danos aos tecidos moles; Fraturas radiculares; Descolamento dentário; Comunicação buco-sinusal; Fratura de mandíbula; Danos aos dentes adjacentes; Lesão nervosa; Danos a ATM; Hemorragia. COMPLICAÇÕES: Equimose; Trismo; Infecção; Alveolite; Periconarite. As lesões no tecido mole da cavidade bucal são quase sempre o resultado da falta de atenção adequada do cirurgião à delicada natureza da mucosa, de tentativas de cirurgia com acesso inadequado, de pressa durante a cirurgia ou do uso de força excessiva e descontrolada. Retalho inadequado – planejamento incorreto; Falta de atenção; Afastadores; Brocas: A haste esquenta e acaba machucando o paciente; Descoladores, extratores e cinzeis. Força excessiva e sem precisão. Raízes longas, curvas ou divergentes; Áreas de ossocompacto/denso; Ausência de ostectomia e/ou seccionamento Os principais métodos de prevenção da fratura das raízes são a realização da técnica de extração aberta e remoção do osso para diminuir a quantidade de força necessária para a remoção do dente. FRATURA DO PROCESSO ALVEOLAR: Prevenção de Fratura do Processo Alveolar: Realize exames clínicos e radiográficos pré- operatórios completos Não aplique força excessiva Use a técnica de extração cirúrgica (ou seja, aberta) para reduzir a força necessária: Utilizando tal método, pode ACIDENTES E COMPLICAÇÕES EM EXODONTIAS – 3º ESTÁGIO DANOS AO TECIDOS MOLES FRATURAS RADICULARES FRATURA DE TÁBUA ÓSSEA Lesões Ás Estruturas Ósseas CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI remover uma quantidade menor e mais controlada de osso, que resulta em uma cicatrização mais rápida e uma forma de crista alveolar mais favorável para a reconstrução protética. Considerar a espessura da placa cortical vestibular sobrejacente ao dente a ser extraído. Se as raízes divergirem amplamente, se estiverem perto do seio ou se o paciente tiver um denso osso cortical vestibular, o cirurgião-dentista deve tomar medidas especiais para evitar fraturas ósseas excessivas. A idade é um fator a ser considerado, porque os ossos de pacientes mais velhos tendem a ser menos elásticos e, portanto, mais propensos a fraturar do que a se expandir. A fratura de uma grande parte do osso na área da tuberosidade maxilar é uma situação de especial preocupação. A tuberosidade maxilar mostra-se importante para a construção de uma prótese dentária retentiva estável. Se uma grande parte dessa tuberosidade for removida junto com o dente da maxila, provavelmente a estabilidade da prótese estará comprometida. Uma abertura no seio maxilar também pode ser criada. As fraturas da tuberosidade maxilar resultam mais da extração de um terceiro molar superior irrompido ou da extração do segundo molar, se este for o último dente do arco. Tuberosidade removida com o segundo molar superior, que elimina a importante área de retenção protética e expõe o seio maxilar. Seio maxilar; Espaço infra temporal; Fossa ptérigo-maxilar; Espaço submandibular Prevenção: Conhecimento da anatomia; Exame radiográfico; Planejamento; Minimizar forças apicais. Às vezes, a remoção de pré-molares ou molares superiores resulta em comunicação entre a cavidade bucal e o seio maxilar. Se o seio maxilar for muito pneumatizado, se houver pouco Em geral, uma extração dentária requer que o osso alveolar adjacente seja expandido para possibilitar uma via desimpedida para a remoção do dente. No entanto, em algumas situações, em vez de expandir, o osso fratura e é removido ainda ligado ao dente. A causa mais provável de fratura do processo alveolar é o uso de força excessiva com o fórceps, que fratura a placa cortical. Se for necessária força excessiva para remover um dente, um retalho de tecido mole deve ser descolado. Convém ainda remover quantidades controladas de osso para que o dente possa ser liberado ou, no caso de dentes multirradiculares, ele deve ser seccionado. Se tal princípio não for respeitado e o cirurgião-dentista continuar a usar força excessiva ou descontrolada, geralmente ocorrerão as fraturas ósseas. Os locais mais prováveis para fraturas ósseas são: A placa cortical vestibular sobre o canino maxilar A placa cortical vestibular sobre os molares superiores (em especial, o primeiro molar) As porções do assoalho do seio maxilar associadas aos molares superiores Tuberosidade maxilar Osso vestibular sobre os incisivos inferiores. Todas essas lesões ósseas são causadas por força excessiva do fórceps. Geralmente é anatômico do paciente. FRATURA DO TÚBER DESCOLAMENTO DE DENTES OU RAÍZES COMUNICAÇÕES BUCOSSINUSAIS CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI ou nenhum osso entre as raízes dos dentes e o seio maxilar e se as raízes do dente forem amplamente divergentes, é comum uma porção do assoalho ósseo do seio ser removida com o dente ou uma comunicação ser criada mesmo que nenhum osso saia com o dente. Se isso ocorrer, medidas apropriadas são necessárias para evitar várias sequelas. As duas sequelas mais preocupantes são: Sinusite maxilar pós-operatória; Formação de fístula bucossinusal crônica. A probabilidade de que qualquer uma dessas sequelas ocorra está relacionada com o tamanho da comunicação bucossinusal e a exposição do seio. Prevenção da Comunicação Bucossinusal: Realize exame radiográfico pré-operatório completo Use extração cirúrgica precocemente e secção de raízes Evite pressão apical excessiva nos dentes posteriores superiores. O diagnóstico de uma comunicação bucossinusal pode ser feito de diversas maneiras. Alguns defendem o uso do teste nasal: MANOBRA DE VALSALVA, para confirmar a presença de uma comunicação. Esse teste envolve pressionar as narinas para ocluir o nariz do paciente e pedir que ele solte o ar suavemente pelo nariz enquanto o cirurgião- dentista observa a área da extração dentária. Se existir uma comunicação, haverá passagem de ar através do alvéolo e borbulhamento de sangue nessa área. No entanto, se não houver comunicação, soltar o ar forçadamente representará um risco de criar uma comunicação. É por isso que muitos cirurgiões-dentistas não aprovam essa manobra em tais circunstâncias. Depois de o diagnóstico de comunicação bucossinusal ter sido estabelecido ou se houver uma forte suspeita, deve estimar o tamanho aproximado da comunicação, pois o tratamento depende do tamanho da abertura. A sondagem de uma pequena abertura pode ampliá-la. Portanto, se nenhum osso sair com o dente, provavelmente a comunicação terá 2 mm ou menos de diâmetro. No entanto, se um fragmento considerável de osso sair com o dente, a abertura tem um tamanho importante. Se a comunicação for pequena (≤ 2 mm de diâmetro), nenhum tratamento cirúrgico adicional será necessário. O cirurgião-dentista deve tomar medidas para garantir a formação de um coágulo sanguíneo de alta qualidade na cavidade alveolar e, em seguida, aconselhar o paciente a tomar precauções sinusais para evitar o deslocamento do coágulo sanguíneo. As precauções sinusais visam evitar aumentos ou diminuições na pressão do ar do seio maxilar que desalojariam o coágulo. Os pacientes devem ser aconselhados a evitar assoar o nariz, espirrar violentamente, usar canudos e fumar. Se a abertura entre a boca e o seio for de tamanho moderado (2 a 6 mm), outras medidas devem ser tomadas. Para ajudar a garantir a manutenção do coágulo sanguíneo na área, uma sutura em formato de oito deve ser feita sobre o alvéolo, se necessário, também pode ser colocado certas substâncias formadoras de coágulos na cavidade antes de suturar. O paciente também deve ser instruído a seguir as precauções sinusais. Por fim, deve receber vários medicamentos para reduzir o risco de sinusite maxilar. Antibióticos – geralmente amoxicilina, cefalexina, clindamicina ou azitromicina – devem ser prescritos por 5 dias. Além disso, convém prescrever um aerossol nasal descongestionante para contrair a mucosa nasal e manter a patência do óstio. Enquanto o óstio estiver patente e a drenagem normal do seio puder ocorrer, a sinusite e a infecção sinusal serão menos prováveis. Se a abertura do seio for grande (≥ 7 mm), o deve considerar a reparação da comunicação sinusal com um retalho. Isso requer que o paciente seja encaminhado a um cirurgião bucomaxilofacial, pois o planejamento do retalho e o fechamento da abertura do seio são procedimentos complexos que exigem experiência e treinamento especial. A maioria das comunicações bucossinusais tratadas podem ser reparadas sem intercorrências usando-se os métodos que acabamos de recomendar. Os pacientes devem ser cuidadosamente acompanhados por várias semanas para assegurar o reparo. Mesmo os pacientes que retornam em poucos dias com uma pequena comunicação geralmente se curam CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI espontaneamente se não houver sinusite maxilar. Esses pacientes devem ser monitorados de perto e encaminhados a um cirurgião bucomaxilofacial se a comunicação persistir por mais de 2 semanas. A queixa habitual do paciente em tais situações é o vazamento de fluidos da boca para o nariz. O fechamento de uma fístula bucossinusal é importante, pois o ar, a água, os alimentos e as bactérias vão da cavidade oral para o seio, geralmente causando uma sinusite crônica. Além disso, se o paciente estiver usando uma prótese total superior, quebra-se o selo de sucção; a retenção da prótese torna-se, portanto, comprometida. Complicação rara associada quase exclusivamente à remoção cirúrgica dos terceiros molares impactados. Costuma ser o resultado da aplicação de uma força que excede o necessário para remover um dente e, em geral, ocorre durante o uso forçado de extratores dentários. No entanto, quando os terceiros molares inferiores estão profundamente impactados, mesmo pequenas quantidades de força podem causar uma fratura. As fraturas também podem ocorrer durante a remoção dos dentes impactados de uma mandíbula gravemente atrófica. Caso tal fratura ocorra, ela deve ser tratada por métodos costumeiros no tratamento de fraturas mandibulares. A fratura deve ser adequadamente reduzida e estabilizada, assim, o paciente deve ser encaminhado a um cirurgião bucomaxilofacial para tratamento definitivo. A lesão mais comum nos dentes adjacentes é a fratura inadvertida ou o deslocamento de uma restauração ou o dano a um dente gravemente cariado enquanto está tentando luxar o dente a ser extraído. Se houver uma grande restauração, o cirurgião-dentista deve avisar ao paciente no pré-operatório sobre a possibilidade de fraturá-lo ou deslocá-lo durante a extração. A prevenção de tal fratura ou deslocamento é alcançada, sobretudo, evitando-se a aplicação de instrumentação e força na restauração. Isso significa que o extrator reto deve ser usado com muito cuidado, inserido inteiramente no espaço do ligamento periodontal, ou não usados de modo algum para luxar o dente antes da extração, quando o dente adjacente tiver uma grande restauração. Se uma restauração for deslocada ou fraturada, o cirurgião-dentista deve se certificar de que a restauração deslocada seja removida da boca e não caia no alvéolo vazio. Uma vez concluído o procedimento cirúrgico, o dente lesionado deve ser tratado pela substituição da coroa deslocada ou pela colocação de uma restauração temporária. O paciente deve ser informado se ocorreu a fratura Dentes no arco oposto também podem ser lesionados como resultado de forças descontroladas. Em geral, isso ocorre quando forças vestibulolinguais mobilizam inadequadamente um dente, forças de tração excessivas são usadas ou ambas. De repente, o dente é liberado do alvéolo e o fórceps golpeia os dentes do arco oposto, lascando ou fraturando a cúspide. É mais provável que isso ocorra com a extração dos dentes inferiores, pois esses dentes podem exigir mais forças de tração verticais para a extração. Prevenção de Lesão Ao Dente Adjacente: Reconheça o potencial de fraturar uma grande restauração Avise ao paciente no pré-operatório Use extratores dentários prudentemente Alveolar Inferior Mentoniano Bucal Lingual Infraorbitário Nasoplatino Quando afetados podem causar: Parestesia parcial ou total (Temporária ou permanente) Relatos de 2 dias a 2 anos de parestesia Parestesia ⇨ Formigamento ⇨ Agulhada ⇨ Normalidade DANOS AOS NERVOS FRATURA DE MANDÍBULA LESÕES AOS DENTES ADJACENTES CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Não há tratamento comprovadamente eficaz Orientar o paciente O tratamento para lesões nervosas pode ser feito com ETNA - 1 ampola IM 1x ao dia/3 dias, seguida de 1 a 2 cápsulas 3x ao dia/30 a 60 dias. Com frequência, a remoção dos dentes molares inferiores requer a aplicação de uma quantidade substancial de força. Se a mandíbula estiver inadequadamente apoiada durante a extração para ajudar a neutralizar as forças, o paciente poderá sentir dor nessa região. A força controlada e o suporte adequado da mandíbula impedem que isso aconteça. O uso de um bloco de mordida no lado contralateral pode proporcionar um equilíbrio adequado de forças para que não ocorra a lesão. Se o paciente se queixar de dor na área da articulação temporomandibular logo após o procedimento de extração, deve recomendar uso de calor, repouso da mandíbula, dieta leve e 600 a 800 mg de ibuprofeno a cada 4 horas por vários dias. Pacientes que não toleram antiinflamatórios não esteroides (AINEs) podem tomar 500 a 1.000 mg de paracetamol. Em casos de dor no pós-operatório: Analgésicos e relaxantes musculares. Oriunda de tecidos moles ou duros; Trans ou pós-operatória; Podem estar relacionados com fatores locais ou sistêmicos, onde devem ser esclarecidos na anamnese e história médica. O paciente deve ser questionado minuciosamente sobre qualquer história de sangramento, sobretudo após lesão ou cirurgia, se ele já teve algum problema com sangramentos, deve-se perguntar sobre sangramentos após extrações dentárias anteriores ou outras cirurgias prévias ou sangramentos persistentes após lacerações acidentais. O paciente deve ser questionado sobre qualquer medicação que esteja sendo tomada atualmente e que possa interferir na coagulação. Medicamentos como os anticoagulantes podem causar sangramento prolongado após a exodontia. Os pacientes que recebem quimioterapia anticâncer ou ácido acetilsalicílico, aqueles que sofrem de alcoolismo ou indivíduos com doença hepática grave por qualquer motivo também tendem a sangrar excessivamente. Como agir: Manter a calma (profissional, auxiliar e paciente). Estar preparados, com agentes hemostáticos locais. Agir com rapidez. NEUROPRAXIA: Toque no nervo, pode ser transitória ou permanente. AXONOTMESE: Rompimento do axônio, sendo mais difícil de recuperar, mas pode voltar a ter sensibilidade. NEUROTMESE: Rompimento do nervo, onde existem tratamentos paliativos. DANOS A ATM HEMORRAGIA O mais comumente utilizado e o menos dispendioso é a esponja de gelatina absorvível. Coloca-se esse material no alvéolo e mantém-se no lugar com uma sutura em formato de oito colocada sobre ele. A esponja de gelatina absorvível forma um suporte para gerar um coágulo sanguíneo, e a sutura ajuda a manter a esponja posicionada durante o processo de coagulação. Em seguida, põe-se um pedaço de gaze sobre o topo do alvéolo e mantém-se com pressão. Anestésico local também pode ser usado para que o alvéolo possa ser tratado de maneira mais efetiva. As técnicas de bloqueio devem ser preferidas em vez de técnicas locais de infiltração. A infiltração com soluções contendo epinefrina causa vasoconstrição e pode controlar o sangramento temporariamente. No entanto, quando os efeitos da epinefrina se dissipam, pode ocorrer hemorragia de rebote com inconveniente CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Controlar o paciente, em 30 minutos a 2 horas de acordo com a hemorragia. Alertar ao paciente sobre o aparecimento de hematomas. COMPLICAÇÕES: Extravasamento de fluídos (sangue) na região subcutânea, aparentando uma lesão nostecidos bucais, na face ou em ambos, devido ao traumatismo durante o procedimento cirúrgico. O sangue nos tecidos submucosos ou subcutâneos é conhecido como equimose. A equimose costuma ser observada em pacientes idosos, devido a seu menor tônus tecidual, à sua fragilidade capilar aumentada e à sua menor aderência intercelular. Equimose não é algo perigoso e não aumenta a dor ou a chance de infecção. Em geral, o surgimento de equimose acontece 2 a 4 dias após a cirurgia e costuma se resolver completamente em 7 a 10 dias. Extração de dentes, administração anestésica por bloqueio mandibular ou ambos podem resultar em trismo (limitação da abertura da boca). O trismo resulta do traumatismo e da inflamação envolvendo os músculos da mastigação. Também pode resultar de múltiplas injeções da anestesia local, especialmente se as injeções penetraram em músculos. Em geral, as extrações cirúrgicas do terceiro molar inferior impactado resultam em algum grau de trismo, porque a resposta inflamatória ao procedimento cirúrgico é dissipada de maneira a envolver diversos músculos da mastigação. A abertura de boca normal deve ser mais que 3 centímetros (40mm), enquanto o trismo varia a abertura de 3 a 2 centímetros, em casos leves, e 1 centímetro em casos mais graves (10mm) Microbiota bucal Limitação do retalho (Posicionamento e Sutura) Ostectomia (Aquecimento) Corpos estranhos no alvéolo Trauma pós-operatório (lise do coagulo). A medida mais importante para evitar infecção após exodontias de rotina é que o cirurgiãodentista siga cuidadosamente os princípios básicos da cirurgia, os quais se prestam a minimizar lesões nos tecidos, remover fontes de infecção e limpar a ferida. Febre, edema, dor, eritema e linfadenopatia. Surge no terceiro a quarto dia pósoperatório. Pode ser seco ou supurativo. Causa odor e gosto desagradável. Lise de coágulo. EQUIMOSE TRISMO INFECÇÕES ALVEOLITE CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Acontece de 2 a 20% das exodontias, principalmente em terceiros molares. Tratamento: Remoção da sutura; Irrigação com peróxido de hidrogênio 3% e iodeto de sódio 2% - proporção 1:1; HOz: ação mecânica, ação sobre anaeróbios Iodeto de sódio 2 %: ação antimicrobiana OU Curetagem e aplicação de pasta à base de eugenol; Antibioticoterapia Segue o tratamento com: Irrigação Iodeto de sódio a 2% Água oxigenada 10 vol: Proporção 1:1 Irrigações diárias até o desaparecimento da sintomatologia Cicatrização por segunda intenção (manter higiene) Prevenção: A conduta mais aconselhável é a prevenção, que deve ser realizada com a irrigação com solução salina durante o procedimento cirúrgico, uso de antissépticos como o gluconato de clorexidina 0,12% e profilaxia antibiótica, para reduzir o número de bactérias presentes na cavidade bucal. Os antifibrinolíticos podem ser utilizados para evitar a desintegração do coágulo. Classificação: Leve; Moderada; Severa. 1º opção de tratamento: Limpeza mecânica Irrigação com peróxido de hidrogênio 3% + iodeto de sódio 2% - proporção 1:1 OU Clorexidina a 0,12% 2º opção de tratamento: Remoção do gengival.. Manutenção do 3° molar. Remoção do dente PERICONARITE CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 1. Em relação às fraturas radiculares durante exodontias, assinale a alternativa CORRETA: A) O seccionamento do dente nunca deve ser utilizado, pois aumenta o risco de fratura. B) O uso de força excessiva e sem precisão é o principal método de prevenção. C) Raízes curvas e divergentes podem dificultar a extração e favorecer fraturas. D) A fratura radicular é inevitável e faz parte do processo normal da extração. 2. Sobre a comunicação buco-sinusal, é INCORRETO afirmar: A) Pode ocorrer durante a extração de molares superiores, especialmente se houver pneumatização do seio. B) A Manobra de Valsalva é um método diagnóstico controverso. C) Comunicações de até 2 mm sempre requerem fechamento cirúrgico com retalho. D) O uso de sutura em oito pode auxiliar em comunicações moderadas (2 a 6 mm). 3. São complicações pós-operatórias comuns em exodontias, EXCETO: A) Trismo B) Alveolite C) Equimose D) Luxação da ATM 4. Qual estrutura é mais comumente lesionada durante bloqueio anestésico mandibular, podendo causar trismo? A) Nervo infraorbitário B) Músculo masseter C) Músculo pterigoideo medial D) Músculo bucinador 5. Sobre as fraturas da tuberosidade maxilar, assinale a alternativa correta: A) Nunca causam comprometimento protético. B) A extração do segundo molar superior nunca está envolvida. C) Podem abrir comunicação com o seio maxilar. D) São comuns em jovens com osso denso. CASO 1: Paciente do sexo feminino, 65 anos, comparece à clínica para extração do 17. Durante a cirurgia, após a remoção do dente, observa-se borbulhamento de sangue ao realizar leve pressão nasal. Qual a provável intercorrência ocorrida? Qual a conduta a ser adotada? Caso 2: Paciente jovem, sem comorbidades, é submetido à extração do 38 incluso. Após o procedimento, apresenta dificuldade de abertura bucal, dor e edema moderado. Qual a complicação provável? Qual o manejo adequado? Gabarito: c-c-d (luxação da ATM é mais considerada um acidente transoperatório) - c Caso 1: Comunicação buco-sinusal. Avaliar o tamanho da comunicação; seSANGUÍNEAS: SÉRIE VERMELHA (ERITRÓCITOS): Hemácias: Anemia Hemoglobina: Está dentro das hemácias Hematócrito: Verifica o tamanho das hemácias SÉRIE BRANCA (LEUCÓCITOS): Neutrófilos Eosinófilos Basófilos Linfócitos Monócitos PLAQUETAS: Tempo de coagulação. SÉRIE VERMELHA: Eritrograma é a primeira parte do hemograma. É o estudo dos glóbulos vermelhos, ou, das hemácias, também chamadas de eritrócitos. Em indivíduos normais, possuem tamanho mais ou menos uniforme. Quando uma hemácia tem tamanho normal ela é chamada de normocítica. Quando ela apresenta coloração normal é chamada de normocrômica. AVALIAÇÃO DO ERITROGRAMA: Os três primeiros dados, contagem de hemácias, hemoglobina e hematócrito, são analisados em conjunto. Quando estão reduzidos, indicam anemia Quando estão elevados indicam policitemia, que é o excesso de hemácias circulantes. O sangue é mais espesso. Os resultados a serem avaliados variam com o sexo e idade. EXAMES COMPLEMENTARES CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Número de glóbulos vermelhos: Valores normais: Homem de 4.600.000 - 6.200.000 Mulher de 4.200.000 - 5.400.000 Hematócrito: índice calculado em porcentagem, definido pelo volume de todas as hemácias de uma amostra sobre o volume total desta amostra (incluindo outras células sanguíneas como leucócitos e plaquetas e também o plasma). Valores de hematócrito: Homem de 42 - 50% Mulher de 40 - 48% Recém-nascidos tem valores altos que vão abaixando com a idade até o valor normal de um adulto. EXEMPLO: Um hematócrito de 45% significa que 45% do sangue é composto por hemácias. Os outros 55% são basicamente água e todas as outras substâncias diluídas. Pode-se notar, portanto, que praticamente metade do sangue é na verdade composto por células vermelhas. Se por um lado, a falta de hemácias prejudica o transporte de oxigênio, por outro, células vermelhas em excesso deixam o sangue muito espesso, atrapalhando seu fluxo e favorecendo a formação de coágulos. Hemoglobina: é uma molécula que fica dentro da hemácia. É a responsável pelo transporte de oxigênio. Na prática, a dosagem de hemoglobina acaba sendo a mais precisa na avaliação de uma anemia. Segundo a OMS é considerado anemia quando um adulto apresentar Hbmecanismo da alergia. Apenas 1 a 5% dos leucócitos circulantes são eosinófilos. O aumento de eosinófilos ocorre em pessoas alérgicas, asmáticas ou em casos de infecção intestinal por parasita. Eosinofilia: é o termo usado quando há aumento do número de eosinófilos Eosinopenia: é o termo usado quando há redução do número de eosinófilos BASÓFILOS: Os basófilos são o tipo menos comum de leucócitos no sangue. Representam de 0 a 2% dos glóbulos brancos. Sua elevação normalmente ocorre em processos alérgicos e estados de inflamação crônica. Eosinófilos e basófilos aumentados indicam que o paciente tem um processo alérgico, só eosinófilos aumentados indicam a precisa de parasita, só basófilos muito aumentados indicam inflamação crônico. LEUCÓCITOS: Grandes elevações podem ocorrer nas leucemias, que nada mais é que o câncer dos leucócitos. Enquanto processos CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI infecciosos podem elevar os leucócitos (leucocitose) até 20.000-30.000 células/ml, na leucemia estes valores ultrapassam facilmente os 50.000 cel/ml. As leucopenias normalmente ocorrem por lesões na medula óssea. Podem ser por quimioterapia, por drogas, por invasão de células cancerígenas ou por invasão por micro- organismos. COAGULOGRAMA É um exame de sangue que diagnostica doenças hemorrágicas. O exame normalmente é solicitado anteriormente a uma cirurgia ou quando há tratamentos que causam sangramento. Alterações do Coagulograma são uma possível causa para a contraindicação de cirurgias. O Coagulograma contempla os testes: Tempo de protrombina; Tempo de tromboplastina parcialmente ativada; Contagem de plaquetas. TEMPO DE PROTROMBINA: É o tempo em segundos para formação do coágulo de fibrina. A determinação de TP é imprescindível na avaliação, no acompanhamento e na evolução de pacientes portadores de patologias variadas e no monitoramento de pacientes que estão em terapia com anticoagulantes orais. O TP pode se apresentar aumentado e diminuído em algumas situações, entre elas: TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIALMENTE ATIVADA: É um exame que avalia a coagulação do sangue. Ele pode estar alterado por doenças genéticas ou adquiridas que interferem na coagulação ou secundária a medicamentos. A história clínica do paciente, associada a exames laboratoriais, ajudam no direcionamento do diagnóstico. Avalia defeitos da via intrínseca da coagulação, podendo, portanto, constatar a deficiência de diversos fatores no sangue. É usado também no controle do uso terapêutico de heparina e na avaliação da presença de anticoagulantes circulantes. Avalia se o paciente toma alguma medicação para coagulação. PLAQUETAS: As plaquetas são as células responsáveis pelo início do processo de coagulação. Quando um tecido de qualquer vaso sanguíneo é lesado, o organismo rapidamente encaminha as plaquetas ao local da lesão. As plaquetas se agrupam e formam um trombo, uma espécie de rolha ou tampão, que imediatamente estanca o sangramento. Graças à ação das plaquetas, o organismo tem tempo de reparar o tecido lesados sem que haja muita perda de sangue - O valor normal das plaquetas varia entre 150.000 a 450.000 por microlitro (uL). Porém, até valores próximos de 50.000, o organismo não apresenta dificuldades em iniciar a coagulação. Quando os valores se encontram abaixo das 10.000 plaquetas/uL há risco de morte uma vez que pode haver sangramentos espontâneos. Trombocitopenia é como chamamos a redução da concentração de plaquetas no sangue. Trombocitose é o aumento. A dosagem de plaquetas é importante antes de cirurgias e para avaliar quadro de sangramentos sem causa definida. GLICEMIA: O exame de glicemia serve para determinar se o nível de glicose no sangue está em uma faixa saudável. Ele normalmente faz parte dos exames de rotina e é solicitado quando há sintomas de hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) ou hipoglicemia (carência de açúcar no sangue). Esse indicador pode demonstrar se existem riscos na recuperação do paciente e como será a condução do procedimento. Níveis Glicêmicos: A quantidade de glicose no sangue pode variar de 70 mg/dL até 99 mg/dL, para ser considerada normal. Menor que 70 mg/dL indica hipoglicemia e a partir de 100 mg/dL significa que ela está alta. CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Essa alteração pode ser entendida como pré-diabetes (100 a 125 mg/dL) ou diabetes mellitus (maior ou igual a 126 mg/dL). A causa mais comum de aumento constante da glicose no sangue, hiperglicemia, é o diabetes mellitus (DM). CONCLUSÃO: Assim como o profissional pode, durante o exame físico, utilizar-se de instrumentos com o objetivo de aumentar a capacidade de percepção dos sinais observados pelos sentidos naturais, pode também recorrer a métodos ou exames de laboratório com a finalidade de aumentar a segurança durante o tratamento, somando os resultados obtidos da anamnese e exame físico apresentados pelo paciente. Tais métodos servem para avaliar a normalidade, quer para a investigação de um estado patológico, quer para o controle de cura de uma doença. 5. Em pacientes que apresentam tempo de protrombina (TP) aumentado, uma possível causa é: A) Uso de vitamina K B) Deficiência de protrombina C) Terapia com barbitúricos D) Administração de multivitamínicos 6. A glicemia de jejum de um paciente é de 130 mg/dL. De acordo com os valores de referência, isso indica: A) Hipoglicemia B) Glicemia normal C) Pré-diabetes D) Diabetes mellitus 7. O aumento isolado de eosinófilos no leucograma pode indicar: A) Infecção bacteriana B) Leucemia mieloide C) Alergia ou parasitose D) Trombose 8. O exame mais indicado para visualizar o seio maxilar em suspeita de comunicação buco-sinusal é: A) Ultrassonografia B) Radiografia oclusal C) Radiografia periapical D) Tomografia computadorizada 9. Qual parâmetro hematológico indica variação de tamanho entre as hemácias, podendo sugerir anemia ferropriva? A) VCM (volume corpuscular médio) B) CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média) C) RDW D) Hematócrito 10. A solicitação de exames complementares na cirurgia odontológica deve ser feita com base: A) Apenas na idade do paciente B) De forma padronizada para todos os casos C) Somente após a cirurgia D) Nos dados obtidos na anamnese e exame clínico Gabarito: c-c-b-c-d-c-d-c-d 1. Qual das alternativas abaixo representa um exame de imagem mais indicado para avaliação tridimensional pré-operatória de terceiros molares inclusos? A) Radiografia oclusal B) Radiografia panorâmica C) Tomografia computadorizada D) Ultrassonografia 2. Em relação ao hemograma, assinale a alternativa CORRETA: A) É um exame específico para diagnóstico de diabetes. B) Serve apenas para contagem de plaquetas. C) Permite avaliar condições inflamatórias e infecciosas. D) Não é necessário antes de exodontias. 3. Um paciente apresenta valores de hemoglobina de 10 g/dL. Segundo a OMS, esse valor sugere: A) Policitemia B) Anemia C) Normalidade D) Leucopenia 4. Sobre o coagulograma, marque a alternativa INCORRETA: A) Avalia o tempo de protrombina e tromboplastina B) Serve para detectar distúrbios de coagulação C) É dispensável em pacientes que usam anticoagulantes D) Inclui contagem de plaquetasgrau, em toda a região maxilofacial. Qualquer exame físico deve começar com a aferição dos sinais vitais. Isso serve como um dispositivo de triagem para detectar problemas clínicos que não foram previstos e como uma base para futuras aferições. Geralmente, a avaliação física de várias partes do corpo envolve um ou mais dos seguintes meios primários de avaliação: Inspeção Palpação Percussão Auscultação. Na região bucomaxilofacial, deve ser sempre realizada a inspeção. Exame físico antes das cirurgias bucal e maxilofacial: Inspeção Cabeça e face: forma geral, simetria, distribuição de cabelo. Ouvido: reação normal a sons (examinar com otoscópio, se indicado). Olho: simetria, tamanho, reatividade das pupilas, cor da esclera e da conjuntiva, movimento, teste de visão. Nariz: septo, mucosa, permeabilidade Boca: dentes, mucosa, faringe, lábios, tonsilas Pescoço: tamanho da glândula tireoide, distensão venosa jugular Palpação Articulação temporomandibular: crepitação, sensibilidade. Paranasal: dor sobre os seios paranasais. Boca: glândulas salivares, assoalho da boca, lábios, músculos da mastigação. Pescoço: tamanho da glândula tireoide, linfonodos. Percussão Paranasal: ressonância nos seios paranasais (dificuldade em avaliar) Boca: dentes Auscultação Articulação temporomandibular: cliques, crepitação Pescoço: sons da carótida Revisão De Rotina Das Regiões Da Cabeça, Do Pescoço E Maxilofacial: Exame Físico CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Sinais Vitais Pressão arterial. Pulso. Frequência respiratória. Temperatura. EXAMES COMPLEMENTARES: Uma vez determinado o uso da classificação ASA de estado físico, o cirurgião-dentista pode decidir se o tratamento requerido pode ser realizado no consultório odontológico de modo seguro e habitual. Se o paciente não for ASA I ou um ASA II relativamente saudável, o profissional tem as quatro opções seguintes: 1. Modificar os planos habituais do tratamento com medidas de redução de ansiedade, técnicas farmacológicas de controle de ansiedade, monitoramento mais cuidadoso do paciente durante o procedimento ou a combinação desses métodos (é o que costuma ser necessário para ASA grau II); 2. Solicitar uma consulta médica para orientação e preparação dos pacientes que serão submetidos a cirurgias bucais ambulatoriais (p. ex., não reclinar totalmente um paciente com insuficiência cardíaca congestiva [ICC]) ou cardiomiopatia hipertrófica (CMH); 3. Recusar-se a tratar o paciente em ambiente ambulatorial; 4. Encaminhar o indivíduo para um cirurgião bucomaxilofacial. Manejo dos pacientes com condições de saúde comprometidas: Às vezes, pacientes com complicações de saúde precisam de adaptações em seus cuidados pré-operatórios quando uma cirurgia bucal é planejada. Hipertensão Arterial Sistêmica Cardiopatia isquêmica (Angina, infarto) Manejo de pacientes com histórico de angina de peito: 1. Consultar o médico do paciente 2. Usar um protocolo de redução de ansiedade 3. Ter tabletes ou sprays de nitroglicerina prontamente disponíveis. 4. Usar pré-medicação com nitroglicerina, se indicado 5. Garantir anestesia local profunda antes de começar a cirurgia 6. Considerar o uso de sedação com óxido nitroso 7. Monitorar os sinais vitais atentamente 8. Considerar uma possível limitação da quantidade de epinefrina usada (máximo de 0,04 mg) Disfunções Cardiovasculares CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 9. Manter contato verbal com o paciente durante o procedimento para monitorar seu estado. Acidente vascular encefálico Disritmias Insuficiência cardíaca congestiva Endocardite bacteriana Tratamento de pacientes durante e após a gravidez: Embora não seja um estado de doença, a gravidez ainda se mostra uma situação que requer considerações especiais para proteger a mãe e o feto em desenvolvimento quando uma cirurgia bucal é necessária. A preocupação primária, quando se trata de fornecer tratamento para uma paciente grávida, é a prevenção de danos genéticos ao feto. As duas áreas do tratamento cirúrgico bucal com potencial para criar danos fetais são: Exames de imagem odontológicos Administração de fármacos. É praticamente impossível realizar um procedimento cirúrgico bucal com sucesso sem o uso de radiografias ou medicamentos; portanto, uma opção é adiar qualquer cirurgia bucal eletiva até depois do parto para evitar riscos ao feto. Frequentemente, medidas paliativas podem ser usadas para postergar a cirurgia. Para cirurgias bucais, acredita-se que as seguintes medicações sejam menos prováveis de causar danos ao feto quando usadas em quantidades moderadas: Lidocaína Bupivacaína Paracetamol Codeína Penicilina Cefalosporinas. A utilização de AINEs, como salicilatos e ibuprofeno, não deve ser feita durante a gravidez, especialmente ao fim do terceiro trimestre, devido às suas propriedades antiplaquetárias e ao potencial para causar o fechamento prematuro do ducto arterioso. Todas as medicações sedativas devem ser evitadas em pacientes grávidas. O óxido nitroso não deve ser usado durante o primeiro trimestre, mas, se necessário, pode ser considerado no segundo e no terceiro trimestres desde que seja aplicado com, pelo menos, 50% de oxigênio e em consulta com o obstetra da paciente. Solicitação de Parecer: Deve ser solicitado ao clínico geral ou especialista. Você não irá pedir autorização e sim um parecer. Receituário ou papel timbrado Letra legível Exemplo de Solicitação: Conclusão: O estado clínico do paciente e o risco próprio da cirurgia deve ser investigado pré procedimento, contribuindo para um bom planejamento e execução. Ao clínico geral A Sra. .......................................... deverá ser submetida a cirurgia odontológica eletiva, com duração aproximada de 40 min, sob anestesia local. Com base na sua história médica, gostaria de ser informado sobre o estado geral de saúde da paciente e se há alguma limitação ou recomendação relativa ao procedimento. De minha parte, informo que pretendo sedá-la com midazolam 7,5 mg, por via oral, para evitar o aumento da pressão arterial por condições emocionais (estresse cirúrgico). Também irei infiltrar no máximo 3,6 mL de uma solução anestésica à base de articaína 4% com epinefrina 1:100.000 (máximo de 0,04 mg de epinefrina por sessão de atendimento, conforme recomendação da American Heart Association e da American Dental Association). No aguardo de uma resposta, coloco-me à disposição para discutirmos outros cuidados ou recomendações. Patos, 17 de agosto de 2023 CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 1. A avaliação pré-operatória é fundamental para: A) Reduzir o tempo de consulta clínica B) Evitar o uso de anestesia local C) Diminuir o risco de complicações durante e após o procedimento D) Garantir a necessidade de internação hospitalar 2. Na classificação da ASA (American Society of Anesthesiologists), um paciente com hipertensão controlada e sem outras comorbidades é classificado como: A) ASA I B) ASA II C) ASA III D) ASA IV 3. Em relação à anamnese, marque a alternativa CORRETA: A) Deve ser feita apenas em pacientes com histórico de cirurgia anterior B) É dispensável quando o paciente aparenta boa saúde C) Deve investigar condições sistêmicas e uso de medicamentos D) É mais importante em pacientes com menos de 18 anos 4.São sinais e sintomas que exigem adiamento da cirurgia odontológica, EXCETO: A) Pressão arterial acima de 180/110 mmHg B) Glicemia capilar de jejum acima de 250 mg/dL C) Presença de infecção ativa D) Hipotensão postural leve em pacientes jovens 5. Qual a principal função da avaliação do estado sistêmico do paciente na fase pré-operatória? A) Reduzir custos com anestésicos B) Estimar a necessidade de antibióticos C) Avaliar o risco e planejar adequadamente a cirurgia D) Detectar problemas estéticos 6. A classificação ASA III corresponde a: A) Paciente saudável B) Doença sistêmica leve C) Doença sistêmica grave, mas controlada D) Doença terminal com expectativa de vidafluidos do campo. Como em outras especialidades da Odontologia, um assistente focado e apropriadamente treinado oferece inestimável ajuda durante a cirurgia bucal. O assistente deve estar bastante familiarizado com os procedimentos realizados para antecipar as necessidades do cirurgião- dentista. Uma cirurgia bem-sucedida dificilmente se realizará com pouca ou nenhuma assistência. São recursos que impeçam a contaminação do campo cirúrgico: Calor Seco (estufa) Calor úmido (Autoclave) Produtos Químicos Gases (óxido de etileno) Uso de produtos sobre pele e mucosa que visam reduzir a quantidade de micro-organismos em suas superfícies. Intra-oral NECESSIDADES BÁSICAS PARA CIRURGIA: Questão de prova. TÉCNICA ASSÉPTICA ANTISSEPSIA CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Extra-oral Permite que o ato operatório não cause prejuízos ao patrimônio biológico do paciente maiores do que os esperados pelo procedimento. Para que essa técnica aconteça, é preciso respeitar alguns critérios: Oportunidade Cirúrgica Habilidade manual adequada Aspectos de clínica médica Conhecimento da Técnica e Tática Operatória Arsenal de Instrumentos Cirúrgicos Manobras Cirúrgicas Fundamentais Conhecimento: anatomia, farmacologia, estomatologia E o que seriam TÉCNICA e TÁTICA em cirurgia? TÉCNICA CIRÚRGICA: Método prático para execução de um procedimento Incisão Hemostasia Sutura TÁTICA CIRÚRGICA: Recursos empregados para alcançar um resultado favorável para a técnica realizada. Táticas diferentes podem ser utilizadas na execução de uma mesma técnica cirúrgica. Nó simples Nó duplo Nó sem usar os instrumentais A TÉCNICA CIRÚRGICA ATRAUMÁTICA Compreende medidas em diferentes tempos do procedimento: Pré-operatório Trans-operatório Pós-operatório MEDIDAS PRÉ-OPERATÓRIAS: Bem definidas as técnicas, táticas e padrão cirúrgico coerentes com o quadro clínico. Anamnese + verificação de sinais vitais Avaliação de Exames complementares Antissepsia Prescrição pré-operatória MEDIDAS TRANSOPERATÓRIAS: Suporte à homeostasia do paciente, devido a uma alteração já esperada ou a um acidente ocorrido HEMOSTASIA REMOÇÃO DE CORPOS ESTRANHOS CURETAGEM MEDIDAS PÓS-OPERATÓRIAS: Minimizar as sequelas decorrentes do ato operatório em si Controle da dor e edema Prevenção de Infecções Prevenção de hemorragias Todos atos cirúrgicos são traumáticos TÉCNICA CIRÚRGICA ATRAUMÁTICA CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 1. Em relação aos princípios cirúrgicos, o tempo cirúrgico que corresponde à incisão dos tecidos é: A) Diérese B) Hemostasia C) Exérese D) Síntese 2. O princípio cirúrgico que visa controlar o sangramento durante o procedimento é denominado: A) Exérese B) Hemostasia C) Diérese D) Síntese 3. Sobre os princípios da assepsia e antissepsia, assinale a alternativa CORRETA: A) Antissepsia refere-se à esterilização de instrumentos cirúrgicos B) Assepsia é a aplicação de substâncias químicas sobre tecidos vivos C) Antissepsia é feita com álcool, PVPI, clorexidina, entre outros D) Assepsia é realizada somente no paciente 4. Entre os cuidados que o cirurgião deve ter durante a manipulação tecidual, destaca-se: A) Tração exagerada da pele para melhor visibilidade B) Secagem dos tecidos com compressa seca C) Manipulação suave e atraumática para preservar irrigação D) Uso de fórceps sobre tecidos moles 5. A sutura tem como principal objetivo: A) Romper o coágulo e acelerar a cicatrização B) Prevenir infecções sistêmicas C) Aproximar os tecidos e favorecer a cicatrização D) Garantir a anestesia local por mais tempo 6. A escolha do fio de sutura deve considerar: A) Cor e aparência B) Tamanho do campo operatório apenas C) Tipo de tecido, reação inflamatória e necessidade de reabsorção D) Preferência pessoal do cirurgião 7. Entre os princípios fundamentais da técnica cirúrgica, NÃO se inclui: A) Visibilidade adequada B) Hemostasia eficiente C) Trauma mínimo D) Demora prolongada para manter campo aberto 8. Em cirurgia bucal, a lâmina de bisturi mais comumente usada para incisões é a: A) Nº 10 B) Nº 11 C) Nº 15 D) Nº 22 9. Qual o principal benefício de seguir os princípios biológicos da cirurgia? A) Aumentar o tempo operatório B) Reduzir custos com materiais C) Minimizar complicações e favorecer a cicatrização D) Substituir a necessidade de antibioticoterapia 10. A exérese é o tempo cirúrgico relacionado a: A) Realização de incisão B) Remoção de tecidos ou estruturas C) Controle do sangramento D) Aproximação dos tecidos com sutura 11- Quais necessidades básicas requeridas para cirurgia bucal? Gabarito: a-b-c-c-c-d-c-c-b 11- Visibilidade adequada, assessoramento, acesso adequado, iluminação adequada e Campo cirúrgico livre de excesso de sangue e outros fluidos e debris. (Questão de prova) CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Todo ato operatório constitui-se soma ou combinação de procedimentos simples, executados com técnica e instrumentais diferentes Diérese Exérese Síntese Hemostasia Orientação à reparação tecidual Visa separar ou dividir os tecidos, rompendo a integridade tecidual Manobras onde o cirurgião penetra através dos tecidos e atinge a região de interesse PUNÇÃO: A manobra mais simples, realizado por meio de agulhas ou trocartes onde penetram os tecidos sem seccioná-los Objetivo: remover substância líquida ou mais espessa para fins diagnósticos Cultura e Antibiograma Avaliação do conteúdo de cistos Hematomas e Seromas INCISÃO: Ocorre o corte do tecido onde Bisturis e tesouras são os instrumentais principais e o porta-agulha é usado como acessório para montar a lâmina. A seguir os princípios da incisão: PRIMEIRO PRINCÍPIO: Uso de lâmina afiada de tamanho e forma adequados. Uma lâmina afiada possibilita que o cirurgião faça as incisões com precisão, sem causar lesões desnecessárias por movimentos repetitivos. A rapidez com a qual a lâmina perde o fio de corte depende da resistência dos tecidos que ela incisa. O osso e os tecidos ligamentares cegam as lâminas muito mais rapidamente que a mucosa bucal. Portanto, o cirurgião-dentista deve trocar a lâmina sempre que o bisturi não estiver fazendo a incisão com facilidade. SEGUNDO PRINCÍPIO: A incisão deve ser firme e contínua. Repetições e tentativas de incisar aumentam a quantidade de dano tecidual e de sangramento em uma ferida cirúrgica. Incisões longas e contínuas são preferíveis a incisões curtas e intermitentes. TERCEIRO PRINCÍPIO: Preservação de estruturas importantes, evitando incisá-las por acidente. A microanatomia de cada paciente mostra-se única. Portanto, para evitar o corte não intencional de grandes vasos ou nervos, o cirurgião deve fazer incisões apenas em profundidade suficiente para definir o próximo plano maior, quando fará cortes próximos a vasos maiores, ductos e nervos. Os vasos podem ser controlados mais facilmente antes de serem completamente divididos. Importantes nervos também costumam poder ser separados dos tecidos adjacentes e afastados da área a ser incisada. Além disso, quando usar um bisturi, o cirurgião deve permanecer focado na localização da lâmina a fim de evitar cortar estruturas inadvertidamente, como os lábios, ao mover o bisturi para dentro e para fora da boca.QUARTO PRINCÍPIO: Incisões em superfícies epiteliais, as quais o cirurgião planeja reaproximar, devem ser feitas com a lâmina em posição perpendicular. Tal ângulo produz bordas quadradas no corte, mais fáceis de reorientar apropriadamente durante a sutura, e menos suscetíveis à necrose nas bordas da incisão como resultado da isquemia. MANOBRAS CIRURGICAS FUNDAMENTAIS DIÉRESE: CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI A. Método apropriado de fazer incisão usando-se bisturi lâmina n o 15. Observe o movimento do bisturi feito com a mão à altura do pulso e não com todo o antebraço. B. Quando se deseja criar planos de tecidos que serão aproximados com suturas, a lâmina deve ser mantida perpendicular à superfície do tecido a fim de criar bordas quadradas no corte. Segurar a lâmina em qualquer ângulo que não seja 90° cria um corte oblíquo na superfície do tecido que é difícil de fechar apropriadamente e compromete o fornecimento de sangue para a borda da ferida. (Adaptada de Clark HB Jr. Practical oral surgery, 3. ed., Philadelphia: Lea & Febiger;1965.) QUINTO PRINCÍPIO: Incisões na cavidade bucal devem ser bem posicionadas. Incisões em gengivas inseridas e sobre ossos saudáveis são mais desejáveis que aquelas em gengivas não inseridas e em ossos doentes e ausentes. Incisões posicionadas apropriadamente possibilitam que as margens da ferida sejam suturadas sobre tecido intacto. O osso saudável deve estar, pelo menos, a alguns milímetros de distância do osso danificado, o que oferece suporte para a cicatrização da incisão. Do mesmo modo, quando possível, é melhor evitar incisões sobre proeminências, como a eminência canina, porque a pressão na ferida fechada em uma proeminência pode interferir na cicatrização. Incisões posicionadas próximo ao dente a ser extraído devem ser feitas no sulco gengival, a não ser que haja a necessidade de incisar a gengiva marginal ou deixar a gengiva marginal intacta. INCISÃO / RETALHOS: Retalhos cirúrgicos são feitos para se conseguir acesso cirúrgico a uma área ou para mover o tecido de um local para outro. Vários princípios básicos de desenhos de retalho devem ser seguidos a fim de prevenir as complicações primárias do retalho cirúrgico: necrose, deiscência e dilaceração. Prevenção de necrose no retalho: A necrose no retalho pode ser evitada se o cirurgião atender a quatro princípios básicos do projeto do retalho: 1. O ápice do retalho nunca deve ser maior que a base, a não ser que a artéria principal esteja presente na base. Preferivelmente, os retalhos devem ter lados paralelos um ao outro ou convergir da base para o ápice do retalho. 2. Geralmente, a altura de um retalho deve ter não mais que duas vezes a largura da base. A largura da base deve ser preferivelmente maior que a altura do retalho. A adesão estrita a tal princípio é menos relevante com relação à cavidade bucal, devido à robusta vascularização da mucosa bucal, mas, geralmente, o comprimento do retalho não deve jamais exceder sua largura. 3. Quando possível, um suprimento de sangue axial deve ser colocado na base do retalho. Por exemplo, um retalho no palato deve ser posto na direção da artéria palatina maior, quando possível. 4. A base dos retalhos não deve ser excessivamente torcida, esticada ou pressionada com qualquer coisa que danifique os vasos, pois essas manobras podem comprometer a alimentação do suprimento sanguíneo e drenar o retalho, assim como os delicados vasos linfáticos. A. Princípios do desenho do retalho. Em geral, a dimensão da base do retalho (x) não deve ser menor que a dimensão da altura (y) e convém ser, de preferência, aproximadamente x = 2y. B. Quando uma incisão relaxante é usada para rebater um retalho de duas faces, a incisão deve ser projetada para CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI maximizar o suprimento de sangue do retalho ao deixar uma base grande. O desenho à esquerda está correto; o desenho à direita está incorreto. C. Quando uma dilaceração tipo “casa de botão” ocorrer próximo à borda livre do retalho, há comprometimento do retalho no lado do orifício fora da base do retalho. Prevenção de deiscência do retalho: Previne-se a deiscência (separação que leva à abertura de uma incisão suturada) da margem do retalho pela aproximação das bordas do retalho sobre o osso saudável, pela delicada manipulação das bordas do retalho e pelo não posicionamento das margens do retalho sob tensão. Não deverá ser necessário usar nenhuma força significativa para unir os tecidos enquanto se sutura uma ferida. A deiscência expõe o osso subjacente e outros tecidos, produzindo dor, perda óssea e aumento da cicatriz. Prevenção da dilaceração do retalho: A dilaceração de um retalho é uma complicação comum do cirurgião principiante que tenta realizar um procedimento usando um retalho que oferece acesso insuficiente. Uma incisão longa devidamente reparada cicatriza-se tão rápido quanto uma incisão curta. Por isso, é preferível criar um retalho no começo da cirurgia que seja amplo o suficiente para o profissional evitar a dilaceração ou interromper o procedimento para estender mais a incisão. Retalhos em envelope são aqueles criados por incisões que produzem um retalho de apenas uma face. Um exemplo é uma incisão feita ao redor do colo de vários dentes para expor o osso alveolar sem quaisquer incisões relaxantes verticais. No entanto, se um retalho em envelope não oferecer acesso suficiente, ele deve ser aumentado ou outra incisão (uma relaxante) deve ser realizada a fim de evitar a dilaceração do retalho. Em geral, incisões relaxantes verticais (oblíquas) devem ser posicionadas envolvendo o espaço de um dente inteiro anterior à área de qualquer remoção óssea planejada. A incisão costuma ser iniciada no ângulo linear de um dente ou na papila interdental adjacente e é realizada obliquamente e para apical na gengiva não inserida. A necessidade de mais de uma incisão relaxante mostra-se incomum quando se usa um retalho para ganhar acesso cirúrgico bucal de rotina. Três tipos de retalhos dos tecidos moles da boca devidamente projetados. A. Incisões horizontais e verticais únicas realizadas para criar retalho de dois lados. B. Duas incisões verticais e uma horizontal costumam gerar retalhos de três lados. C. Incisão horizontal única para proporcionar retalho (em envelope) de um lado. RETALHO EM ENVELOPE Expansão horizontal ao longo da cervical dos dentes (sulco gengival) Dois dentes anteriores e um posterior Evita relaxantes, porém, é de difícil retração TRIANGULAR (NEUMANN) Sulco gengival + incisão em L Uma relaxante Garante bom suprimento sanguíneo e visualização, pode ser modificado com facilidade Acesso limitado em raízes longas, tensão criada durante afastamento TRAPEZOIDAL (NEUMANN MODIFICADO) Incisão horizontal + 2 verticais (relaxantes) Extensão para 1 ou 2 dentes de cada lado da área de interesse Garante bom suprimento sanguíneo e visualização, sem tensão CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Pode produzir recessão gengival SEMILUNAR (PARTSCH) Incisão curva logo abaixo da prega vestibular 0,5 cm acima da margem gengival Usada em apicectomias e remoção de pequenos cistos WASSMUND Incisão trapezoidal Preserva as papilas gengivais Incisão em “Y” e Duplo “Y” DIVULSÃO: Afastamento dos tecidos, sem seccioná-los, com o uso de tesouras e pinças rombas, onde o instrumento penetra no tecido, fechado e depois é aberto. DESCOLAMENTO: Separação romba dos tecidos por meio de um espaço anatômico virtual com descoladores, sindesmótomos Mucoperiosteal CURETAGEM: Instrumentos em forma de colher (curetas) Bordas cortantes Raspara superfície de um tecido DILATAÇÃO Aumento do calibre de vias naturais Luxação dentária Outros tipos... Diérese térmica – bisturi elétrico Raio laser Manobra pela qual retiramos a porção ou o todo de um órgão ou estrutura, compreende um conjunto de manobras: OSTEOTOMIA AVULSÃO ODONTOSSECÇÃO EXÉRESE: : CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI CURETAGEM OSTEOTOMIA: Dá acesso à porção medular do osso; Feito em direção ao local onde efetuaremos o ato operatório em si Dentes inclusos, região periapical,cistos, tumores odontogênicos. Pode ainda representar a ação final do ato operatório: Regularização de rebordo Remoção de túber Remoção de tórus Deve-se lembrar que as osteotomias promovem intensa resposta inflamatória, (antes da osteotomia deve administrar antibiótico) porém, em dentes inclusos, são extremamente necessárias, para diminuir à resistência óssea à exodontia. Logo, o traumatismo final é menor. A OSTEOTOMIA PRECISA SER EM LINHA ÚNICA para evitar deixar espículas ósseas Espículas são pontinhos/fatias de ossos, que podem se desagregar e atuar como corpos estranhos e exacerbar a inflamação, resultando no retardo na reparação tecidual. PRÍNCIPOS DA OSTEOTOMIA: Uso De Instrumentos Apropriados Cortantes, que não causem esmagamento do trabeculado ósseo. Permitir a nutrição do tecido ósseo. Resfriamento Contínuo: Irrigação com Soro Fisiológico 0,9% para evitar o aquecimento dos tecidos pelo atrito dos instrumentos rotatórios, quando se utiliza a broca em alta rotação precisa ter irrigação abundante tanto para resfriamento, quanto para remover o pó ósseo, a falta de resfriamento pode evoluir para necrose. A seringa para irrigação tem que ser com ponta romba ou sem ponta. INSTRUMENTOS: Rotatórios Cinzéis Pinças (goiva, osteótomos): Retiram espiculas ósseas. Limas para osso Em pacientes mais jovens, em alguns casos, a osteotomia é evitada, pois o osso é mais maleável, então dá para fazer a luxação e conseguir uma expansão óssea. Em casos de terceiro molar, geralmente, todos precisam de osteotomia, principalmente quando está mesioangulado. Brocas usadas para restauração e acabamento esmagam o trabeculado ósseo, e isso fica “esfareladando” e “intupindo” esse trabeculado ósseo, as brocas cirúrgicas elas tiram “lascas” ósseas e não causam danos, quando realizado da meneira correta (com irrigação e sucção). A cirurgia de remoção de tórus, é definitiva, depois que foi utilizado brocas, limas, deixou tudo regular, é só irrigar e suturar. Na curetagem de cisto, se for preciso, realiza a osteotomia, faz a curetagem, irriga e sutura. Mas, na extração dentária (exodontia), vai ter que incisar, descolar, se precisar, vai fazer osteotomia e/ou odontosecção, e faz a avulsão com as alavancas e fórceps, depois a curetagem (Se tiver lesão) CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI INSTRUMENTOS ROTATÓRIOS: Vantagens: Rapidez; Ausência de trauma visual e auditivo (antigamente as cirurgias eram feitas com cinzeis e martelo, então gera desconforto para o paciente) Respeito à linha única (sem irregularidades). Desvantagens: Calor; Capacidade acentuada de corte (corta mais do que deveria); Pulverização da estrutura óssea (deixa muitos fragmentos). A irrigação melhora tanto na questão do calor, quanto na remoção dos fragmentos. CURETAGEM: São utilizados instrumentos em forma de colher (curetas) com bordas cortantes para curetar e remover estruturas patológicas do interior do osso. Exemplo: Na radiografia foi identifcado uma lesão periapial, então deve ser curetada após a exodontia dentária. Se não tiver lesão, não terá necessidade de curetagem. AVULSÃO: EXODONTIA: Retirada total ou parcial de uma estrutura usando força mecânica, com fórceps e elevadores (alavancas). BIÓPSIA: Incisional: Retirada parcial da lesão. Indicação: lesões extensas, diagnostico de malignidade. Excisional: Retirada total da lesão Biópsia + tratamento definitivo Indicação: lesões menos extensas, sem sinais de malignidade (mucocele, odontoma composto) Armazenamento da peça: formol 10%. Princípios Mecânicos Envolvidos Na Avulsão: ALAVANCA: Uma alavanca de primeira classe transforma uma pena força em um grande movimento, e pequeno movimento em grande força. Transfere força modesta Executada pelos elevadores CUNHA: A alavanca é utilizada para romper as fibras do ligamento periodontal, tentando sempre achar um espaço entre o dente e o osso, mais apicalmente, até chega no movimento de alavanca e extrair o elemento dentário. Quando não tem LP, só é dente e osso, é chamado de cementose, então a cirurgia é aberta, necessita de um desgaste ósseo. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar espaço. Executada pelos elevadores e fórceps. Deslocam o dente no sentido oclusal: Rompendo as fibras, procurando elevar o dente. A força que colocamos no cabo é 10x maior no dente, o excesso de força fratura o dente, tornando a cirurgia mais prolongada, ou desliza e acaba machucando o dente. Não é força, é técnica. CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI FÓRCEPS: Expansão do alvéolo: pontas que entram fazendo cunha para remoção do dente, possui 5 grandes movimentos: APICAL, VESTIBULAR, LINGUAL ou PALATINA, ROTACIONAL e TRAÇÃO. Movimentos de rotação são feitos APENAS em dentes unirradiculares. Os fórceps podem executar cinco grandes movimentos para luxar dentes: o primeiro é a pressão apical, que consegue dois objetivos: (1) apesar de o dente se mover em direção apical minimamente, o alvéolo dental é expandido pela inserção das pontas para baixo no espaço do ligamento periodontal (Figura 8.42). Assim, a pressão apical do fórceps no dente causa expansão óssea. (2) um segundo efeito da pressão apical é que ela desloca o centro e a rotação do dente apicalmente. Como o dente está se movendo em resposta à força exercida pelo fórceps, ele se torna o instrumental de expansão. Se o ponto de fulcro for alto (Figura 8.43), aplica-se uma quantidade maior de força na região apical do dente, o que aumenta a chance de fratura no terço apical da raiz. Se as pontas do fórceps forem forçadas no espaço do ligamento periodontal, mexe-se no centro de rotação apicalmente, o que resulta em maior movimento das forças de expansão na crista e menos força no ápice do dente no sentido lingual (Figura 8.44). Este processo diminui a chance de fratura apical da raiz. CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI A segunda maior pressão, ou movimento, aplicada pelo fórceps é a força vestibular. As pressões vestibulares resultam em expansão da lâmina vestibular, sobretudo na crista óssea (Figura 8.45). Apesar de a pressão vestibular causar forças de expansão na crista óssea, é importante lembrar que isso também causa pressão lingual apical. Além do mais, a força excessiva pode fraturar o osso vestibular ou causar fratura da porção apical da raiz. O terceiro movimento é a pressão lingual, ou palatina, similar ao conceito da pressão vestibular, mas tem como objetivo expandir o osso da crista lingual e, ao mesmo tempo, evitar pressão excessiva no osso apical vestibular (Figura 8.46). Como o osso lingual tende a ser maisespesso do que o osso vestibular em áreas posteriores da boca, ocorre uma expansão óssea limitada. O quarto movimento, pressão rotacional, como o nome indica, roda o dente, o que causa alguma expansão interna do alvéolo dental e rompimento dos ligamentos periodontais. Os dentes com raízes únicas, cônicas (como incisivos, caninos e pré-molares inferiores) e aqueles com raízes que não são curvas são os mais fáceis de luxar com essa técnica (Figura 8.47). Os dentes que têm outras raízes que não sejam cônicas ou aqueles com múltiplas raízes – especialmente se elas forem curvas – são mais passíveis de fratura sob esse tipo de pressão. Por fim, as forças de tração são úteis para tirar o dente do alvéolo, uma vez sendo alcançada a expansão óssea adequada. Conforme mencionado anteriormente, os dentes não devem ser puxados de seus alvéolos. As forças de tração devem ser limitadas à porção final do processo de extração e ser delicadas (Figura 8.48). Se for necessário empregar força excessiva, outras manobras devem ser executadas para melhorar a luxação radicular. CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Cuidados Com O Alvéolo: Debridamento apenas se necessário (Pinçamento do local, retirar tecido necrótico, resto de restaurações) Curetar região periapical (Na radiografia, lesões de tecido mole aparecem radioluscidas) Remover fragmentos de dentes, osso, material restaurador, capuz pericoronário. Manobra de Chompret? Fazer ou não? Remoção do tecido de granulação: remoção de tecido inflamatório em excesso. Procurar projeções ósseas afiadas: espiculas ósseas. Irrigação. Morder compressa de gaze. Prevenção da perda excessiva de sangue Preservar a capacidade de armazenar oxigênio do paciente Favorece melhor visibilidade Hematomas: Aumentam as chances de infecções (meio de cultura) Diminuem a vascularização local COAGULAÇÃO Resumindo: Diversas forças podem ser usadas para extração dentária. Uma grande força apical é sempre útil e deve ser aplicada sempre que o fórceps for adaptado ao dente. Remove-se a maioria dos dentes por uma combinação de forças vestibulares e linguais (palatinas). Como o osso maxilar vestibular costuma ser mais fino e o palatino é uma cortical mais espessa, normalmente os dentes maxilares são removidos por forças vestibulares mais intensas e forças palatinas menos vigorosas. Na mandíbula, o osso vestibular é mais fino a partir da linha média posterior à área dos molares. Assim, incisivos, caninos e pré- molares são removidos, principalmente, como resultado de uma força vestibular contínua maior e pressão lingual menos vigorosa. Conforme mencionado anteriormente, as forças rotacionais são úteis para dentes unirradiculares que têm raízes cônicas e sem curvaturas no fim da raiz. Os incisivos maxilares, especialmente o incisivo central e os pré-molares mandibulares, são mais suscetíveis a forças rotacionais. Manobra de Chompret: Quando faz a exodontia, aperta o alvéolo para fechar ele, e sutura. Hoje em dia essa manobra só faz quando o paciente vai colocar uma prótese, pois a reparação óssea é menor. Quando não faz: Pacientes que vão colocar implantes. HEMOSTASIA CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI COMPRESSÃO: Auxiliar os mecanismos hemostáticos naturais Compressas de gaze Vasos pequenos: 20 a 30 segundos Vasos maiores: 5 a 10 minutos OBSERVAÇÃO: Nunca esfregar a ferida com gaze para remover o excesso de sangue extravasado e tem risco de remover o coágulo e causar mais sangramento, e evitar fonte de calor. HEMOSTASIA POR MEIO TÉRMICO – USO DO CALOR: Uso de corrente elétrica (bisturi elétrico) no vaso sangrante. Observações: Paciente deve estar aterrado. Cuidado com instrumentos metálicos tocando no bisturi O tecido deve estar seco (Coloca a gaze, assim que tirar já passa o bisturi) PINÇAGEM: O cirurgião aplica pinça hemostática (Kelly, Halsted) Usadas na extremidade do vaso sangrante Provoca aproximação de suas paredes Inibindo o sangramento excessivo Não é uma técnica muito utilizada, se utiliza quando se faz a compressão e o sangramento não para, e consegue vê a região do alveolo, pinça por 5 minutos, e depois faz a ligadura (sutura), ou pra casos de grandes vasos, quando rombidos. LIGADURA Depois de pinçado, o vaso pode ser ligado Fio algodão 3-0 ou 4-0 SUTURAS OCLUSAIS: Sutura em “X” ou em “U” Auxiliam a conter o coágulo sanguíneo no interior do alvéolo Podem ser usadas em conjunto com hemostáticos Sutura em X: Sutura para manter coágulo Sutura em U: Sutura para manter implante dentro do alvéolo. SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS Epinefrina, nos vasos periféricos, nos receptores ela causa vasoconstricção, em casos de hemorragia, quando aplicada o sangramento para, mas, deve ser contido, pois o efeito anestésico vai passar e voltar o sangramento. (7 min antes) Trombina Colágeno: Hemospon CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI REPOSICIONAR AS ESTRUTURAS ROMPIDAS DURANTE O ATO OPERATÓRIO Suturas são de fundamental importância para evolução da ferida cirúrgica Favorecem a imobilização dos tecidos Reduzem espaços anatômicos Estabilizam coágulo (HEMOSTASIA) Cicatrização de primeira intenção Qualidade da sutura: Sutura ASSÉPTICA – sem contaminação dos tecidos. Sutura atraumática, respeitando os planos. Tensão suficiente, não excessiva para não causar necrose. Abolição/redução dos espaços mortos. Ausência de corpos estranhos ou de tecidos desvitalizados. Emprego de suturas e fios adequados, realizados com técnica apropriada. MATERIAIS DE SUTURA: Prendedores de tecido: Pinças Ponta ativa delicada Segurar o tecido Não perfurar ou esmagar o tecido Pinça Dietrich: Se segurar com muita força, machuca o tecido. Porta-agulha: Aço inoxidável Carboneto de tungstênio Tesouras: SÍNTESE CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Fios de Sutura: Seda: Filamento proteico obtido do bicho-de-seda Vantagens: Não irritante, barato, fácil de manusear, nó firme, lisura do fio Desvantagem: Acumula placa (indicado para pacientes com boa higiene) Nylon: Não absorvível, porém biodegradável Vantagens: Maior resistência, flexível, não irritante, menor reação tecidual. Desvantagens: Difícil de manusear, perde resistência, não produz nó firme. Poliéster: Sintético, multifilamentado, resistente e com uma durabilidade grande Requerem um mínimo de cinco nós para uma fixação estável e segura Algodão: Multifilamentar, fio maleável e agradável ao tato, o que propicia um nó forte. Os fios de algodão requerem um mínimo de três nós para uma fixação segura. NATURAIS Categute: Biológico Do intestino delgado de ovelhas ou serosa de bovinos Pode ser: Simples: absorção mais rápida – 5 a 10 dias Cromado: absorção mais lenta – 20 dias Ácido Poligalático (Vicryl): Fabricadas a partir de lactídeo e glicolídeo (natural – fazem parte do processo metabólico) Sintético. Absorvido em 60 dias Indicado para pontos intra-dérmicos e cirurgias maiores EXISTE UM FIO IDEAL?? Boa segurança no nó Adequada resistência à tração Fácil manuseio Baixa reação tecidual Não produzir ação carcinogênica Não provocar infecção Baixo custo Manter as bordas aproximadas até o fim da fase proliferativa O fio ideal seria aquele que pode ser utilizado em qualquer momento, maleável e flexível facilitandoo manuseio, permitindo dar nós seguros, gerando pouca reação no tecido. DIÂMETRO DO FIO: Mensurado em tamanhos de 1-0 a 10-0 10-0 → menor diâmetro e menor resistência à tração 4-0 → mais comumente usados em odontologia 5-0 → frequentemente usada em odontologia (cirurgias delicadas: perio) CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI Agulhas: Tamanho pode ser medido em polegadas ou unidades métricas Sutura circular 3/8 é a mais usada em odontologia, com todas bordas cortantes. Menos traumáticas PRINCÍPIOS DA SUTURA: Observar distância regular e segura de entrada e saída da agulha em relação às bordas da ferida. Distribuir os pontos com espaçamento uniforme. Manter a regular perpendicularidade ou paralelismo do trajeto da agulha em relação ao eixo da ferida (quando for o caso). Evitar a confecção de nós sobre a linha de cicatrização, o nó fica sempre para vestibular, no meio acumula muito alimento. Nos terminais de sutura, cortar o fio a uma distância segura dos nós. Na confecção dos nós, tracionar os terminais apenas o suficiente para a adequada aproximação das bordas da ferida, evitando isquemia e deiscência A sutura começa do retalho móvel para a parte fixa, da parte que você descolou para a parte fixa. SUTURA INTERROMPIDA SIMPLES TÉCNICA + UTILIZADA SUTURA INTERROMPIDA MODIFICADA EM FORMA DE “8” Usada para Áreas mais restritas SUTURA EM FORMA DE “X” CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI SUTURA SUSPENSÓRIA: Para suspender o tecido. COLCHOEIRO HORIZONTAL: Também chamada de sutura horizontal em “U” COLCHOEIRO VERTICAL SÍNTESE: Também chamada de sutura vertical em “U” ou Donatti. SUTURAS CONTÍNUAS: Vantagens: Menos nós Área maior Posicionamento exato do retalho Desvantagens: Se a sutura rompe, o retalho fica solto. OBS: Podem ser complementadas com um ou dois pontos simples ao longo de sua execução, se o ponto não for bem feito, vai torar, abrir tudo e precisar de outros pontos. SUTURAS CONTÍNUAS – SIMPLES: SUTURAS CONTÍNUAS – FESTONADA ATENÇÃO Primeiro se faz a OSTEOTOMIA e depois a ODONTOSECÇÃO. A mesa cirúrgica segue uma sequência: Anestesiar, incisar, descolar, uso de alavancas para luxação, uso de fórceps ou alavancas para avulsão, se precisar de osteotomia se utilizada as brocas, limas para osso, o alveolotomo, depois irriga, e faz a curetagem se houver lesão. Sobre suturas para prova: Sintético de Nylon Orgânico de seda Não são absorvíveis Tamanho do fio, e tamanho de agulha Ponto simples Em x. Festonada. CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 1. Em relação às manobras cirúrgicas fundamentais, a diérese é definida como: A) A aproximação das bordas da ferida cirúrgica B) A remoção do tecido necrótico C) A incisão planejada dos tecidos moles D) O fechamento com fio de sutura absorvível 2. Qual a finalidade principal da odontosecção durante exodontias cirúrgicas? A) Facilitar a identificação do nervo alveolar inferior B) Reduzir o trauma ósseo e facilitar a remoção de raízes C) Prevenir alveolite D) Favorecer a reabsorção óssea 3. A ostectomia é uma manobra cirúrgica caracterizada por: A) Sutura do tecido ósseo B) Aplicação de membranas ósseas C) Remoção seletiva de osso para acesso ao dente D) Fixação de tecidos moles ao osso 4. A síntese, como etapa final da cirurgia, tem como objetivo: A) Realizar raspagem óssea B) Realizar irrigação da cavidade cirúrgica C) Controlar sangramentos em vasos profundos D) Promover a cicatrização por primeira intenção com sutura 5. Em uma cirurgia de exodontia com dificuldade de acesso, o descolamento correto do retalho deve: A) Ser feito com sonda exploradora para menor trauma B) Romper os feixes vasculares de irrigação C) Respeitar os limites anatômicos e preservar o periósteo D) Ser realizado com fórceps para maior firmeza 6. Em relação aos retalhos cirúrgicos em odontologia, assinale a alternativa correta: A) A base do retalho deve ser mais larga que o ápice para garantir irrigação sanguínea B) Retalhos triangulares não possuem relaxamento suficiente. C) Retalhos devem ter base mais estreita que o ápice para melhor vascularização. D) O retalho deve ser sempre sem base, com pedículo superior. 7. Complete corretamente as lacunas com os termos diérese, exérese, hemostasia e síntese, respeitando o contexto cirúrgico. Durante o procedimento cirúrgico, é essencial controlar o sangramento por meio da ________. O acesso ao campo operatório se dá pela________ dos tecidos. A ________ é realizada com o objetivo de remover uma estrutura ou lesão. Por fim, realiza-se a ________, promovendo o fechamento e a reparação dos tecidos manipulados. A) diérese, hemostasia, síntese, exérese B) hemostasia, diérese, exérese, síntese C) síntese, exérese, diérese, hemostasia D) exérese, síntese, hemostasia, diérese Questão de prova Gabarito: c-b-c-d-c-a-b CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA BIOSSEGURANÇA NA ODONTOLOGIA é o conjunto de procedimentos adaptados no consultório com o objetivo de dar proteção e segurança ao paciente, ao profissional e sua equipe. O único meio de prevenir a transmissão de doenças é o emprego de medidas de controle de infecção como equipamento de proteção individual (EPI), esterilização do instrumental, desinfecção do equipamento e ambiente, antissepsia da boca do paciente. São essenciais a padronização e manutenção das medidas de biossegurança como forma eficaz de redução de risco ocupacional, de infecção cruzada e transmissão de doenças infecciosas. Tríade da Biossegurança: Biossegurança é essencial para um bom desempenho do profissional. Ela deve ser aplicada em todas as pessoas que estão ligadas à algum tipo de procedimento da área da saúde. A falta da Biossegurança pode ocasionar complicações para todos os envolvidos e até para terceiros. MEIOS DE CONTAMINAÇÃO: Principais meios de contaminação no consultório odontológico são através de: 1. Saliva; 2. Sangue; 3. Secreções respiratórias; 4. Aerossóis. PREPARAÇÃO DA EQUIPE CIRÚRGICA: difere de acordo com a natureza do procedimento a ser executado e do local da cirurgia. Os dois tipos básicos de assepsia pessoal são: 1. Técnicas de limpeza; 2. Técnicas de esterilização. Os antissépticos são usados em ambas as técnicas. MÉTODOS PREVENTIVOS: É de fundamental importância, que o cirurgião-dentista realize todos os protocolos necessários para se conseguir uma boa higienização, para que o procedimento seja feito com 100% de segurança, obtendo êxito na biossegurança! São atitudes simples, mas fazem uma grande diferença. Cartão de Vacinação; EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) Higienização das Mãos; HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS Iodóforos (Iodopolvidona): Apresentam o espectro de ação antisséptica mais amplo, e são eficazes para Bactérias gram-positivas e negativas e a maioria dos vírus, além de M.Tuberculosis, esporos e fungos. Entretanto, estão contraindicados para indivíduos sensíveis à fórmula, pacientes que apresentam hipotireoidismo não tratado e gestantes. Os iodóforos devem permanecer em contato com a superfície por alguns minutos para que alcancem o efeito máximo. Clorexidina e hexaclorofeno: A clorexidina é amplamente utilizada em todo o mundocomo uma solução para preparo da pele e para uso interno. PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA E AMBIENTAÇÃO CIRÚRGICA – 2° ESTÁGIO CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI O hexaclorofeno, por sua vez, tem utilização restrita, em razão do potencial de toxicidade sistêmica, pelo uso repetido. Ambos os agentes são mais eficazes contra as bactérias grampositivas do que contra as bactérias gram-negativas, o que os torna úteis para o preparo dos procedimentos maxilofaciais. A clorexidina e o hexaclorofeno são mais eficazes quando utilizados repetidamente durante o dia, pois se acumulam na pele e deixam um efeito antibacteriano residual após cada lavagem. No entanto, sua incapacidade para destruir o bacilo da tuberculose, esporos e inúmeros vírus os torna menos eficazes do que os iodóforos. ASSEPSIA PESSOAL Técnicas de limpeza: As Cirurgias realizadas em consultório odontológico não requerem a utilização de todos os equipamentos especificamente estéreis. Para os materiais que não podem ser esterilizados, a limpeza é efetiva. Os procedimentos cirúrgicos odontológicos que exigem uma técnica estéril contemplam qualquer tipo de cirurgia em que se incisa a pele. Ao considerar a técnica de limpeza, a equipe odontológica deve usar roupas do dia a dia limpas, cobertas por jalecos de mangas compridas. Outra opção é a utilização de pijamas cirúrgicos sem cobertura ou coberto por um avental cirúrgico de mangas compridas. Usar luvas estéreis sempre que forem realizar algum tipo de procedimento odontológico invasivo. Quando se utiliza a técnica de limpeza, as mãos devem ser lavadas com sabão antisséptico e secadas com papel-toalha descartável antes de colocar as luvas. As luvas devem ser estéreis e calçadas de acordo com técnica específica, a fim de manter a esterilidade das superfícies externas. TÉCNICA DE VESTIMENTA DAS LUVAS ESTÉREIS 1. Embalagem interna posicionada na bancada com os letreiros para a frente da pessoa que irá calçar as luvas. Nota-se que as superfícies exteriores dessa embalagem são consideradas não esterilizadas, enquanto a superfície interna que toca as luvas é estéril. 2. Ao se tocar no lado de fora do invólucro, puxam-se simultaneamente as dobras de cada lado, expondo as luvas. 3. Nota-se que a extremidade aberta de cada luva é dobrada para criar uma bainha. Usando a ponta dos dedos da mão direita, segura-se a dobra da bainha da luva esquerda, sem tocar qualquer outra coisa. Traz-se a luva para os dedos esticados da mão esquerda e desliza-se o dedo para a luva, enquanto a mão direita ajuda a puxar a luva. Solta-se o punho da luva sem desdobrar a bainha. 4. Colocam-se os dedos da mão esquerda na bainha da luva direita. Traz-se a luva para os dedos esticados da mão direita. 5. Deslizam-se os dedos da mão direita na luva, continuando a segurá-la com a mão esquerda na bainha para estabilizar. Uma vez colocada a luva, deve-se desenrolar a bainha utilizando os dedos ainda dentro da bainha. 6. Por fim, colocam-se os dedos da mão direita na bainha da luva esquerda para desenrolar a bainha. 7. As luvas podem agora ser usadas para conferir se as extremidades dos dedos estão inteiramente nas pontas dos dedos CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI das luvas, tendo o cuidado, a partir desse momento, de tocar apenas as superfícies esterilizadas. ASSEPSIA PESSOAL Técnicas de esterilização: A técnica de esterilização é empregada para cirurgias em consultório odontológico ou em centro cirúrgico. Uma incisão limpa é feita através da pele intacta, tratada previamente com antisséptico. O objetivo da técnica de esterilização é minimizar o número de organismos que entram nas feridas criadas pelo cirurgião-dentista. A técnica exige muita atenção aos detalhes e cooperação entre os membros da equipe cirúrgica. A lavagem cirúrgica das mãos e dos braços é outra maneira de diminuir a possibilidade de contaminação da ferida do paciente. Embora se utilizem as luvas estéreis, elas podem rasgar e expor a pele do cirurgião durante o procedimento (especialmente quando se utilizam brocas de alta velocidade ou se trabalha com fios de aço para fixação óssea). Ao lavar as mãos e os braços pela técnica de lavagem cirúrgica das mãos com soluções antissépticas, o índice bacteriano é altamente reduzido. MÉTODOS PREVENTIVOS Higienização das mãos: Os antissépticos são usados para preparo das mãos e dos braços da equipe cirúrgica, antes da colocação das luvas, e para a desinfecção do paciente. Os três antissépticos mais utilizados na Odontologia são: 1. Iodóforos (Iodopolvidona); 2. Clorexidina; 3. Hexaclorofeno Antes da higienização das mãos iniciar, o cirurgião e equipe devem estar vestidos adequadamente e ter todas as joias removidas dos braços e dedos. Assim que a escovação iniciar, as mãos e braços não devem tocar nada que não esteja estéril. Se isto ocorrer, deve-se repetir as manobras desde o início. ASSEPSIA PESSOAL Técnicas de esterilização: A técnica padrão é a utilização de uma solução de sabão antisséptico, uma escova moderadamente rígida e o limpador de unha. Um dispenser de parede ou escovas impregnadas são os produtos recomendados para se aplicar uma grande quantidade de sabão antisséptico nas mãos e nos braços. O sabão antisséptico deve permanecer nos braços enquanto toda a sujeira é removida, especialmente aquela que fica embaixo das unhas. Lavam-se as mãos e os antebraços em uma pia, e as mãos são mantidas acima do nível dos cotovelos após a lavagem, até que possam ser secas em compressas ou papel-toalha esterilizados. MANEJO DAS FERIDAS: Alguns princípios de atendimento pós- cirúrgico são úteis para evitar a propagação de patógenos. As feridas devem ser inspecionadas utilizando-se luvas limpas e novas. Quando vários pacientes estiverem aguardando atendimento, deve-se priorizar aqueles que não apresentam processos infecciosos. Pacientes com processos infecciosos ativos, como uma drenagem de abscesso, devem ser atendidos por último, ao fim da rotina clínica diária. MANUSEIO DE OBJETOS PERFUROCORTANTES: Durante e depois de qualquer cirurgia, os materiais contaminados devem ser eliminados de modo que a equipe e outros pacientes não sejam infectados. O risco mais comum de transmissão da doença de pacientes infectados para a equipe é por meio da perfuração acidental com agulhas ou lacerações com lâmina de bisturi. Lesões por materiais cortantes podem ser evitadas usando, por exemplo, a agulha de CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI anestesia local para elevar sua embalagem e encapá-la depois do uso. Outra opção seria utilizar um instrumento como uma pinça hemostática para segurar a embalagem enquanto a agulha é recoberta. Outro cuidado importante a ser observado é o de nunca inserir ou remover a lâmina de um cabo de bisturi sem o auxílio de uma pinça de apreensão. Lâminas usadas, agulhas e outros itens descartáveis perfurocortantes devem ser eliminados em recipientes rígidos, especialmente projetados para objetos cortantes contaminados. Para a proteção do meio ambiente, materiais contaminados devem ser descartados em sacos devidamente identificados e removidos por uma empresa especializada em gestão de resíduos perigosos INCISÃO DO TECIDO: O instrumento básico para fazer incisões é o BISTURI, composto por um cabo e por uma lâmina estéril bem afiada. O cabo mais comumente usado para a cirurgia bucal é o de n° 3. A lâmina de bisturi mais frequentemente usada para a cirurgia intrabucal é a de n° 15. A lâmina de bisturi deve ser