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Avaliação Pré-Operatória em Cirurgia Odontológica

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Questões resolvidas

Prévia do material em texto

Cirurgia Odontológica I 
Estudar cirurgia é aprender a transformar complexidade em segurança 
para quem confia em você. 
@DANNI_CAMILI 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desejo a você ótimos estudos e que jamais desista do seu objetivo, a 
aprovação é consequência da sua dedicação! Obrigado por adquirir está 
apostila. Espero que esse material ajude na sua jornada acadêmica! 
Bons Estudos! 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
 
É uma etapa fundamental para o sucesso das 
cirurgias, pois é neste momento que o cirurgião-
dentista toma conhecimento das condições de 
saúde gerais e específicas de cada paciente, que 
podem influenciar no tratamento cirúrgico como 
um todo, podendo exigir manobras pré, trans e 
pós-operatórias como: 
 Alteração de medicamentos 
 Realização de exames complementares 
 Consulta com outros profissionais 
 Modificação do ambiente onde ocorrerá o 
procedimento 
Visando minimizar os riscos de complicações. 
O objetivo dessa avaliação pré-operatória é 
verificar o estado clínico do paciente e o risco 
próprio da cirurgia, gerando recomendações 
sobre a avaliação, manuseio e risco de 
problemas. 
 
 
 
 
 
 
A avaliação pré-operatória se baseia em: 
 História clínica 
 Exame físico 
 Manejo dos pacientes com condições de 
saúde comprometidas 
 Tratamento de paciente durante e pós 
gravidez 
História Clínica: Uma história clínica precisa é 
a informação mais útil que um médico pode ter 
quando decide se um paciente pode, com 
segurança, se submeter a um tratamento 
odontológico. Se a história clínica de um paciente 
for bem apurada, o exame físico e a avaliação 
laboratorial geralmente têm papéis secundários 
na avaliação pré-operatória. 
 
 
Formato padrão para registro de resultados da 
história clínica e do exame físico: 
 
A primeira informação que se deve obter de um 
paciente são seus dados pessoais. Esses dados 
são: 
 Nome completo; 
 Endereço residencial; 
 Idade; 
 Sexo; 
 Profissão; 
 Assim como o nome do médico da 
atenção primária. 
 
 
Todo paciente deve ser inquirido sobre sua 
queixa principal. Isso pode ser feito por meio de 
um formulário a ser preenchido ou a resposta do 
paciente deve ser transcrita (preferencialmente 
de maneira literal), no prontuário odontológico. 
Formular a queixa principal incentiva os 
pacientes a esclarecer, tanto para eles mesmos 
quanto para o profissional, o motivo pelo qual 
desejam tratamento. 
Histórico da Queixa Principal: O paciente deve 
ser questionado a descrever a história da queixa 
atual ou doença, especialmente quando ela 
apareceu, se houve mudanças desde a primeira 
aparição e se é influenciada por outros fatores. 
Por exemplo, descrições de dor devem incluir: 
 Data de início (Dor a 2 dias, semanas); 
 Intensidade; 
 Duração; 
 Local; 
 Radiação (Dores no nervo); 
 Assim como fatores que pioram e 
amenizam a dor (Dores ao mastigar, ao 
beber líquidos frios ou quentes, dores 
espontâneas). 
Cirurgia Odontológica I – 1º Estágio 
AVALIAÇÃO PRÉ-OPERÁTORIA – AULA 1 
A consulta inicial deve partir de uma 
anamnese bem-feita, exame físico e exames 
complementares. 
A Rotina de atendimentos no consultório 
otológico se baseia em: IDOSOS, DOENÇAS 
DE BASE (Diabetes, hipertensão) e USO 
DE MEDICAMENTOS. 
Dados Pessoais 
 
Queixa Principal 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
Além disso, uma investigação deve ser feita 
sobre sintomas sistêmicos como febre, calafrios, 
letargia, anorexia, mal-estar e qualquer fraqueza 
associada à queixa principal. 
 
 
Os formulários de histórico de saúde 
(questionários) são um meio eficiente de iniciar a 
coleta do histórico médico. Devem ser escritos de 
forma clara, em uma linguagem que não seja 
técnica e de maneira concisa. Além de 
informações básicas, convém investigar 
especificamente sobre problemas clínicos 
comuns que possam alterar o tratamento 
odontológico do paciente. Esses problemas são: 
 Angina; 
 Infarto do miocárdio; 
 Sopros cardíacos; 
 Cardiopatia reumática/ 
 Distúrbios hemorrágicos (incluindo uso de 
anticoagulantes); 
 Asma; 
 Doença pulmonar crônica; 
 Hepatite; 
 Doenças sexualmente transmissíveis 
(DSTs); 
 Diabetes; 
 Uso de corticosteroide; 
 Distúrbio convulsivo; 
 Acidente vascular encefálico (AVE); 
 E qualquer prótese implantada como 
articulação artificial e válvulas cardíacas. 
Os pacientes devem ser perguntados 
especificamente sobre alergias a anestésicos 
locais, ácido acetilsalicílico e penicilina. Pacientes 
do sexo feminino, no grupo etário apropriado, 
devem ser indagadas, em cada consulta, se 
estão ou podem estar grávidas. 
 
 
Base para dados de histórico de saúde: 
1. Internações anteriores, operações, lesões 
traumáticas e doenças graves 
2. Doenças leves recentes ou sintomas 
3. Medicações usadas no momento ou 
recentemente e alergias (em especial, alergias a 
medicamentos) 
4. Descrição de hábitos relacionados à saúde ou 
vícios como o uso de álcool, tabaco e drogas 
ilícitas, e a quantidade e o tipo de exercício diário 
5. Data e resultado do último check-up médico ou 
visita ao médico 
 
 
Um breve histórico familiar pode ser útil e deve 
considerar doenças hereditárias relevantes. 
 
 
A revisão dos sistemas é um método sequencial 
e detalhado de esclarecer os sintomas do 
paciente com base em investigações de órgão 
por órgão. Ela pode revelar alterações de saúde 
não diagnosticadas. Essa revisão pode ser 
ampla, quando realizada por um médico que 
tenha um paciente com problemas sistêmicos 
complicados. No entanto, a revisão dos sistemas 
conduzida pelo cirurgião-dentista antes da 
cirurgia bucal deve ser guiada por respostas 
pertinentes obtidas por meio da história clínica. 
Por exemplo, a revisão do sistema 
cardiovascular em um paciente com história de 
doença isquêmica do coração inclui perguntas 
sobre: 
 Desconforto no peito (durante esforço, 
refeições ou momento de descanso); 
 Palpitações; 
 Desmaios; 
 Inchaço do tornozelo. 
Tais perguntas ajudam o cirurgião-dentista a 
decidir se realizará a cirurgia ou mudará os 
métodos cirúrgicos ou anestésicos. Se for 
planejado controle adicional de ansiedade, 
como sedação intravenosa ou inalatória, os 
sistemas cardiovascular, respiratório e nervoso 
devem ser sempre verificados. Isso pode revelar 
História Clínica 
História Social e Familiar (Médica) 
Revisão dos Sistemas 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
problemas que não foram diagnosticados 
anteriormente que podem prejudicar o sucesso 
da sedação. 
Anamnese dirigida para paciente que relata 
alguma doença de base: 
I. Como está o controle atual da sua 
doença? 
II. Você faz uso diário de algum 
medicamento? 
III. Você passou por alguma complicação 
recente? 
IV. Você tomou sua medicação hoje? 
 
 
Sistêmica: febre, calafrios, sudorese, perda de 
peso, fadiga, mal-estar, perda de apetite 
Cabeça: dor de cabeça, tontura, desmaio, 
insônia 
Orelhas: diminuição da audição, 
tinido(zumbido),dor 
Olhos: visão turva, visão dobrada, excesso de 
lágrimas, secura, dor 
Nariz e seios paranasais: rinorreia, epistaxe, 
problema sem respirar pelo nariz, dor, mudança 
em sentir cheiro 
Área da articulação temporomandibular: dor, 
ruído, limitação nos movimentos mandibulares, 
travamento 
Bucal: dor nos dentes ou sensibilidade, irritação 
nos lábios ou na mucosa, problemas ao 
mastigar, problemas ao falar, mau hálito, 
obturações soltas, irritação na garganta, ronco 
alto 
Pescoço: dificuldade em engolir, mudanças na 
voz, dor, rigidez 
 
 
O exame físico do paciente odontológico 
concentra-se na cavidade bucal e, em menorcuidadosamente colocada no cabo que 
prende a lâmina com um porta-agulha. 
Outras lâminas empregadas em cirurgia 
intrabucal são as de no 11 e de no 12. 
 A no 11 é uma lâmina pontiaguda 
utilizada, principalmente, para fazer 
pequenas incisões, como para incisar um 
abscesso e drená-lo. 
 A lâmina em forma de gancho no 12 é útil 
para procedimentos nas áreas 
mucogengivais em que as incisões são 
feitas sobre as faces posteriores dos 
dentes ou na área da tuberosidade 
maxilar. 
Quando se utiliza o bisturi para fazer uma 
incisão, o cirurgião-dentista segura o cabo 
normalmente como se fosse uma caneta, para ter 
o controle máximo da lâmina durante a incisão. 
Para a máxima eficácia da incisão, o tecido móvel 
deve ser mantido firmemente no lugar sob 
alguma tensão para que, enquanto a incisão for 
feita, a lâmina incise e não apenas afaste a 
mucosa. 
As lâminas de bisturi são projetadas para uso em 
um único paciente. Perdem o corte facilmente 
quando entram em contato com tecidos duros, 
como ossos ou dentes, e mesmo depois de 
repetidos movimentos através de tecido 
queratinizado. Se forem necessárias várias 
incisões do mucoperiósteo ao osso, pode ser 
necessário usar mais de uma lâmina durante 
uma cirurgia. Lâminas cegas não fazem incisões 
limpas e precisas em tecidos moles. Portanto, 
devem ser substituídas. 
 
Bisturis são compostos por um cabo e uma lâmina. 
Em cima, cabo de bisturi reutilizável n3 com lâmina de 
uso único (uma lâmina n15 é mais comumente usada 
para cirurgia bucal). Embaixo, unidade cabo-lâmina de 
uso único (descartável) com lâmina n15. 
 
As lâminas de bisturi utilizadas na cirurgia bucal são 
as de n10, n11, n12 e n15 (da esquerda para a 
direita). 
AMBIENTAÇÃO CIRÚRGICA 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
A. Ao colocar uma lâmina de bisturi, o cirurgião-
dentista prende a porção não cortante da lâmina no 
porta-agulha e segura o cabo, com a parte macho do 
encaixe apontada para cima. B. O cirurgião-dentista, 
em seguida, desliza a lâmina para o cabo até que se 
encaixe. C. Para remover a lâmina, utiliza o porta-
agulha para agarrar a extremidade da lâmina ao lado 
do cabo e levanta-o para desengatar do encaixe. D. O 
cirurgião, então, desliza suavemente a lâmina para 
fora do cabo longe do corpo e de qualquer pessoa 
próxima. 
 
ELEVAÇÃO DO MUCOPERIÓSTEO: Quando é 
feita uma incisão através do periósteo, este deve 
ser preferencialmente rebatido a partir do osso 
cortical subjacente em apenas uma camada 
subperiosteal, com um elevador periosteal. O 
instrumental mais comumente usado em cirurgia 
bucal é o ELEVADOR PERIOSTEAL MOLT NO 
9. 
 Ele apresenta uma extremidade 
pontiaguda afiada e uma ponta 
arredondada mais larga. 
 Utiliza-se a extremidade pontiaguda para 
iniciar a elevação do periósteo e rebater 
papilas entre os dentes, enquanto a 
extremidade larga e arredondada é 
destinada a continuar a elevação do 
periósteo do osso. 
 
O elevador de periósteo tipo Molt n9 é o mais utilizado 
em cirurgias bucais. 
O elevador periosteal Molt no 9 é tipicamente 
empregado para rebater o tecido por dois 
métodos. No primeiro método, utiliza-se a 
extremidade pontiaguda em movimento de 
torção, forçando o movimento para elevar tecido 
mole, geralmente ao elevar uma papila entre 
dentes ou na gengiva inserida em torno de um 
dente a ser extraído ou quando começar a 
descolar toda a espessura do retalho 
mucoperiosteal. O segundo método envolve o 
movimento de impulso, em que se deslizam o 
lado da extremidade pontiaguda ou a 
extremidade larga do instrumento por baixo do 
periósteo, separando-o do osso subjacente. Esse 
é o movimento mais eficiente e resulta na 
divulsão mais precisa do periósteo. 
 
AFASTAMENTO DO TECIDO MOLE: Vários 
afastadores foram projetados especificamente 
para afastar a bochecha, a língua e os retalhos 
mucoperiosteais, proporcionando acesso e 
visibilidade durante a cirurgia. Afastadores 
também são usados para ajudar a proteger o 
tecido mole de instrumentais afiados cortantes. 
Os dois afastadores de bochecha mais populares 
são: 
 O afastador de AUSTIN de ângulo reto; 
 Afastador de MINNESOTA de diversas 
dobras em ângulos 
Antes da criação do retalho, mantém-se o 
afastador frouxamente na bochecha. Uma vez 
divulsionado o retalho, coloca-se a borda do 
afastador no osso e, depois, utiliza-se essa borda 
par afastar o retalho. 
 
O afastador de Austin é um afastador de ângulo reto 
que pode ser usado para afastar a bochecha, a língua 
ou os retalhos 
 
O afastador de Minnesota é um instrumento 
compensado utilizado para separar bochechas e 
retalhos. A. Vista frontal. B. Vista posterior. 
 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
PREENSÃO DO TECIDO MOLE: Vários 
procedimentos em cirurgia requerem uma 
preensão do tecido mole para realizar uma 
incisão ou passar uma agulha de sutura. O 
instrumental mais utilizado para isso é a PINÇA 
DE ADSON. 
 
Trata se de uma pinça delicada, com ou sem 
pequenos dentes nas pontas, que pode ser 
usada para segurar o tecido delicadamente 
enquanto o estabiliza. 
 
 Quando essa pinça é usada, deve-se 
tomar cuidado para não segurar o tecido 
com muita força, evitando esmagá-lo. 
 
 As pinças dentadas possibilitam que se 
aperte o tecido mais delicadamente do 
que uma pinça em dentes. 
 
 
A. Pequenas e delicadas pinças de Adson são 
usadas para estabilizar suavemente o tecido mole 
para sutura ou dissecção. B. A pinça de Stillies 
(superior) é maior do que a pinça de Adson e é 
empregada para manipular tecidos mais posteriores 
da boca. As pinças clínicas (inferior) são anguladas 
para pegar pequenos objetos na boca ou da bandeja. 
A pinça clínica mostrada aqui representa a versão 
com travamento. 
 
 
A. A pinça de Allis é útil para apreender e sustentar o 
tecido que será excisado. B. Deve-se segurar a pinça 
de Allis como se segura um portaagulha. C. Uma 
comparação entre as pontas da Adson (à direita) com 
as pontas da Allis (à esquerda) mostra as diferenças 
de design e uso. 
 
CONTROLE DE HEMORRAGIAS: Quando se 
realizam incisões através dos tecidos, pequenas 
artérias e veias são incisadas, causando 
hemorragia. Para a maioria das cirurgias 
dentoalveolares, a pressão sobre a ferida 
costuma ser suficiente para controlar o 
sangramento. Ocasionalmente, a pressão não 
para o sangramento de uma artéria ou uma veia 
maior. Quando isso ocorre, um instrumental 
chamado PINÇA HEMOSTÁTICA é útil. 
Pinças hemostáticas têm várias formas: podem 
ser pequenas e delicadas ou maiores, retas ou 
curvas. 
Além de sua utilização como instrumental para 
controlar a hemorragia, a pinça hemostática se 
mostra especialmente útil em uma cirurgia bucal 
para remover o tecido de granulação de alvéolo 
do dente e para pegar pequenas pontas de 
raízes, pedaços de cálculo, amálgama, 
fragmentos e quaisquer outras part ículas 
pequenas que tenham caído nas áreas das 
feridas ou adjacências. 
 
NÃO DEVE SER USADA PARA SUTURAR. 
 
A. Vista superior da pinça hemostática usada para a 
cirurgia bucal. 
B. Vista oblíqua da pinça hemostática curva. Também 
há hemostáticas retas. 
A pinça hemostática tem pontas longas e 
delicadas, usadas para apreender tecido, e um 
cabo com cremalheira. O mecanismo de 
cremalheira possibilita ao cirurgião fixar a pinça 
hemostática em um vaso e, em seguida, deixar 
de manusear o instrumental ou deixar um 
assistente segurá-lo. A ponta da pinça 
hemostática permanece presa no tecido. Isso é 
útil quando o cirurgião-dentista pretende colocar 
uma sutura em torno do vaso ou cauterizá-lo (ou 
seja, usar o calor para selar o vaso fechado). 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
A: PINÇA HALSTEAD MOSQUITO RETA E CURVA. 
B: PINÇA DE KELLY RETA E CURVA 
 
REMOÇÃO DO OSSO: O instrumental mais 
utilizado para a remoção de osso em uma 
cirurgia dentoalveolar é a PINÇA-GOIVA. Ela tem 
lâminas afiadas que são pressionadas juntas 
pelos cabos, ao cortar ou apreendero osso. Têm 
um mecanismo que, quando se libera a pressão 
da mão, o instrumental reabre. Isso possibilita 
fazer manobras de corte repetidas no osso sem 
reabrir manualmente o instrumental. Como a 
pinça é um instrumental delicado, pequenas 
quantidades de osso devem ser removidas em 
várias apreensões. Nunca deve ser usada na 
remoção dos dentes, porque tal prática 
rapidamente irá deixá-la sem corte e danificá-la, 
além do risco de o dente escorregar. 
 
A. Pinças-goivas são fórceps de corte ósseo que 
apresentam molas nos cabos. B. As pinças-goivas 
Blumenthal compreendem ambas as lâminas de corte, 
dianteiras e laterais. Elas são as preferidas para os 
procedimentos cirúrgicos 
bucais. 
 
 Broca e peça de Mão: 
Outro método para a remoção de osso é o uso de 
broca em uma peça de mão. Essa é a técnica 
mais utilizada durante a remoção do osso na 
cirurgia odontológica. Usam-se brocas como as 
fissuradas de n° 702 ou 703 e as brocas 
esféricas de n° 8. Quando grandes quantidades 
de osso são removidas, como na redução de 
torus, utiliza-se normalmente uma grande broca 
de osso semelhante a uma de acrílico. Irrigação 
abundante é necessária nesse método. 
 
Peça de mão típica de moderada velocidade, alto 
torque, esterilizável, com broca de n703. 
 
Qualquer peça de mão usada para cirurgia bucal 
precisa ser completamente esterilizada. Ao se 
comprar uma peça de mão, as especificações do 
fabricante devem ser verificadas com cuidado 
para se assegurar a esterilização. A peça de mão 
deve ter alta velocidade e alto torque. Isso 
possibilita a remoção óssea rápida e eficiente 
corte de dentes. A peça de mão não deve ter 
exaustão de ar no campo operatório, o que 
tornaria inadequado usar as típicas brocas de 
alta velocidade da turbina de ar empregadas na 
Odontologia restauradora de rotina. A razão é 
que o ar expelido para a ferida pode ser forçado 
para dentro de planos teciduais mais profundos e 
produzir enfisema do tecido, uma complicação 
perigosa. 
 
 Martelo e cinzel 
Ocasionalmente, realiza-se a remoção óssea 
utilizando-se um martelo e um cinzel, embora a 
disponibilidade de peças de mão de alta 
velocidade para a remoção de ossos e cortes de 
dentes tenha limitado muito a necessidade 
desses instrumentais. Às vezes, o martelo e o 
cinzel são empregados na remoção do torus 
lingual. A ponta do cinzel deve ser mantida afiada 
para funcionar efetivamente. 
 
Martelo e cinzéis cirúrgicos podem ser utilizados para 
remover ossos. 
 
 Lima para ossos 
O nivelamento final do osso antes da conclusão 
da cirurgia costuma ser realizado com uma 
pequena lima para osso. Geralmente, é um 
instrumental de ponta dupla, com uma 
extremidade pequena e outra maior. Não é 
eficiente para a remoção de grandes quantidades 
de osso, portanto, é empregada somente para 
nivelamento final. Os dentes da maioria de limas 
para osso são organizados de tal maneira que 
A B 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
removem apropriadamente o osso com um 
simples movimento de tração. Empurrar esse tipo 
de lima contra o osso resulta apenas no 
polimento e no esmagamento do osso, e isso 
deve ser evitado. 
 
A. A lima para ossos com ponta dupla é usada para 
lapidar pequenas bordas cortantes ou espículas 
ósseas. B. Os dentes da lima para osso são eficazes 
com um simples movimento de tração. 
 
 
 
REMOÇÃO DO TECIDO MOLE DE CAVIDADES 
ÓSSEAS: A CURETA comumente usada para a 
cirurgia bucal é um instrumental com duas pontas 
anguladas usado para remover o tecido mole de 
defeitos ósseos. Seu uso principal é a remoção 
dos granulomas ou pequenos cistos de lesões 
periapicais, mas também pode ser usada para 
remover pequenas quantidades de restos de 
tecido de granulação e detritos do alvéolo 
dentário. 
 
 A cureta periapical é um instrumental de duas pontas, 
em formato de colher, usado para remover tecido mole 
de cavidades ósseas 
 
 
SUTURA DO TECIDO MOLE: 
 
Porta-agulha: Instrumental que tem um cabo 
com travamento e pontas curtas e arredondadas. 
Para a colocação intrabucal de suturas, 
recomenda-se um porta-agulha de 7 polegadas 
(17 cm). A ponta de um porta agulha é mais curta 
e mais forte do que a de uma pinça hemostática. 
A face interna da ponta do porta-agulha tem 
ranhuras cruzadas, a fim de possibilitar uma 
apreensão positiva da agulha de sutura. A pinça 
hemostática tem sulcos paralelos na face interna 
das pontas, o que diminui o controle sobre a 
agulha e a sutura. Portanto, a pinça hemostática 
não é um instrumental utilizado para sutura. 
 
O porta-agulha tem cabo com travamento e ponta 
curta e arredondada. 
 
A. A pinça hemostática (superior) tem ponta fina e 
longa em comparação à ponta do porta-agulha 
(inferior) e por isso não deve ser utilizada para a 
sutura. B. A face interna da ponta do porta-agulha é 
mais curta e hachurada, a fim de garantir a preensão 
da agulha (à esquerda). Já a da pinça hemostática 
tem sulcos paralelos que não possibilitam um controle 
sobre a agulha (à direita). 
 
Segura-se o porta-agulha utilizando o polegar e o 
dedo anelar nos anéis do instrumento (A) e os dedos 
indicador e médio para controlar o instrumento (B). 
 
Para controlar a abertura e o fechamento da 
cremalheira adequadamente e para direcionar o 
porta-agulha, o cirurgião tem que segurar o 
instrumental de maneira correta. Inserem-se o 
polegar e o dedo anelar através dos anéis. O 
dedo indicador é mantido ao longo do 
comprimento do porta-agulha para estabilizá-lo e 
direcioná-lo. O segundo dedo auxilia no controle 
da apreensão do instrumental. O dedo indicador 
não deve ser colocado através do anel de dedo 
do porta-agulha, pois isso resultará em 
considerável diminuição do controle. 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
Agulhas: A agulha utilizada no fechamento de 
incisões da mucosa bucal costuma ser uma 
agulha de sutura com um semicírculo pequeno 
ou três oitavos de círculo. 
 
A. Comparação de agulhas usadas na cirurgia bucal. 
Em cima, agulha C-17, que geralmente tem o tamanho 
4-0. No meio, agulha PS-2. Embaixo, SH. Todas são 
agulhas de corte, e o material de sutura está embutido 
na agulha. B. A ponta da agulha utilizada para sutura 
mucoperiosteal mostra-se triangular em corte 
transversal para torná-la uma agulha de corte. 
 
 
 
O porta-agulha prende a agulha curva com dois terços 
de distância a partir da ponta da agulha. 
 
Mantém-se a curvatura da agulha a cerca de dois 
terços da distância entre a ponta e a base da 
agulha. Isso possibilita que uma quantidade 
suficiente da agulha seja exposta e passe através 
do tecido, fazendo com que o porta-agulha 
agarre a agulha em sua porção mais forte e 
impeça seu dobramento ou a perda do corte na 
ponta. 
 
Tesouras: Os instrumentais finais necessários 
para se colocarem suturas são as tesouras. Elas 
costumam ter curtas arestas cortantes, pois seu 
único propósito é cortar as suturas. 
 
Há dois modelos de tesoura de tecidos. As tesouras 
Iris (em cima) são pequenas e de pontas afiadas. Já 
as tesouras Metzenbaum (embaixo) são mais longas e 
delicadas. Há tesouras Metzenbaum com ponta afiada 
ou com ponta arredondada. 
 
REMOÇÃO DE FLUIDOS: 
 
Sugador cirúrgico: Para proporcionar uma 
visualização adequada, o sangue, a saliva e as 
soluções irrigantes devem ser removidas do local 
da cirurgia. O aspirador cirúrgico tem um orifício 
menor do que o tipo utilizado em Odontologia 
geral, para que se possa remover fluidos mais 
rapidamente do local cirúrgico, a fim de manter 
uma visualização adequada. Muitos desses 
aspiradores são projetados com vários orifícios, 
de modo que o tecido mole não seja sugado para 
o orifício de aspiração, causando lesão tecidual. 
O aspirador Fraser tem um buraco na parte do 
cabo que pode ser coberto com a ponta dos 
dedos, conforme necessário. Quando se corta o 
tecido duro sob irrigação abundante, cobre-se o 
orifício para que a solução seja retirada 
rapidamente. Quando se aspira o tecido mole, o 
furo pode ser deixado descoberto paraevitar 
lesões do tecido ou obstrução do tecido mole na 
ponta de aspiração. 
 
A. A ponta de aspiração cirúrgica tem diâmetro 
pequeno. Normalmente, há um orifício para evitar a 
lesão tecidual causada por pressão excessiva na 
aspiração. Em cima, desmontadas para a limpeza. 
Embaixo, montadas para utilização. B. A ponta Fraser 
tem um dispositivo no punho para proporcionar a 
quem o manipula mais controle sobre a quantidade de 
poder de aspiração. Manter o polegar sobre o orifício 
aumenta a aspiração na ponta. Utiliza-se um 
desentupidor metálico para limpar a ponta quando 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
partículas de osso ou dente se prendem durante a 
aspiração. 
 
 
Sugador cirúrgico descartável. 
 
MANUTENÇÃO DE CAMPOS CIRÚRGICOS EM 
POSIÇÃO: Quando se colocam campos em torno 
de um paciente, pode-se mantê-los presos com 
uma pinça de campo. Tal instrumental tem uma 
cremalheira no cabo e anéis para o polegar e os 
demais dedos. As extremidades de ação da pinça 
de campo podem ser afiadas ou arredondadas. 
Aquelas com extremidades curvas penetram nos 
campos cirúrgicos. Quando se usa esse 
instrumental, o operador deve ter muito cuidado 
para não prender a pele subjacente do paciente. 
 
A pinça de campo é usada para manter o campo 
cirúrgico em posição. As pontas ativas apreendem os 
campos, e os cabos com cremalheira mantêm o 
campo cirúrgico na posição. A pinça mostra que não 
apresenta ponta penetrante. Pinças de campo com as 
pontas penetrantes e afiadas também estão 
disponíveis. 
 
IRRIGAÇÃO: Ao usar uma peça de mão e uma 
broca para remover o osso, é essencial que a 
área seja irrigada com um fluxo constante de 
solução de irrigação, normalmente água ou soro 
fisiológico estéreis. A irrigação esfria a broca e 
evita o acúmulo de calor, prejudicial ao osso. A 
irrigação também aumenta a eficiência da broca, 
por lavar e retirar fragmentos de osso das estrias 
do instrumental, proporcionando certa quantidade 
de lubrificação. Além disso, uma vez completado 
o procedimento cirúrgico e antes de suturar o 
retalho mucoperiosteal de volta à posição, o 
campo operatório deve ser cuidadosamente 
irrigado. Uma grande seringa de plástico com 
agulha de ponta romba calibre 18 é comumente 
usada para a irrigação. Embora descartável, a 
seringa pode ser esterilizada várias vezes antes 
de ser descartada. A agulha deve ser sem corte e 
lisa, de modo a não danificar o tecido mole, além 
de ser inclinada para a direção mais eficiente do 
fluxo de irrigação. 
 
Seringas grandes de plástico com ponta romba 
angular sem corte podem ser utilizadas para irrigar a 
solução no local da cirurgia. 
 
 
 
 
Um dos instrumentais mais importantes utilizados 
no processo de extração é a alavanca dentária. 
Utiliza-se esse instrumental para luxar (afrouxar) 
dentes do osso circundante. Afrouxar os dentes 
antes da aplicação do fórceps dental torna o 
procedimento mais simples. Ao elevar os dentes 
antes da aplicação do fórceps, o cirurgião-
dentista pode minimizar a incidência de coroas, 
raízes e ossos quebrados. Por fim, a luxação de 
dentes é conveniente antes da aplicação do 
fórceps para facilitar a remoção de uma raiz 
fraturada. Isso porque o uso prévio de alavanca 
proporciona o afrouxamento da raiz no alvéolo 
dentário. Além de seu papel no afrouxamento dos 
dentes do osso circundante, alavancas dentárias 
também são utilizadas para expandir o osso 
alveolar. Ao expandir a cortical óssea 
vestibulocervical, o cirurgião facilita a remoção de 
um dente que tenha percurso limitado e obstruído 
para remoção. Por fim, as alavancas são usadas 
para remover as raízes fraturadas ou 
cirurgicamente seccionadas de seus alvéolos. 
 
ALAVANCAS DENTÁRIAS: 
 
Os componentes principais de uma alavanca são o 
cabo, a haste e a lâmina. 
 
Tipos de Alavancas: 
A maior variação no tipo de alavancas está na 
forma e no tamanho da lâmina. Os três tipos 
básicos de alavancas são: 
 O tipo reto; 
 O tipo de triângulo ou em forma de 
flâmula; 
 O tipo apical. 
 
EXTRAÇÃO DE DENTES 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
A. Alavancas retas são os tipos mais comumente 
utilizados. B e C. A lâmina da alavanca reta é côncava 
no lado de trabalho. 
 
A alavanca reta é a mais comumente usada para 
luxar dentes. A lâmina da frente da alavanca tem 
uma superfície côncava de um lado, colocada 
para o dente a ser elevado. 
 
 
Alavancas triangulares (Cryer) são instrumentais em 
pares e, portanto, utilizados para as raízes mesial ou 
distal. 
Essa alavanca apresenta-se em pares: uma 
esquerda e outra direita. A alavanca triangular é 
mais útil quando a raiz fraturada permanece no 
alvéolo do dente e o alvéolo adjacente está vazio. 
Um exemplo típico seria quando há fratura de um 
primeiro molar inferior, deixando a raiz distal no 
receptáculo, mas removendo a raiz mesial com a 
coroa. Coloca-se a ponta da alavanca triangular 
no alvéolo, com a haste da alavanca apoiada na 
cortical ósseo vestibular. A alavanca é então 
girada em uma rotação de roda-se eixos, com a 
ponta afiada do elevador envolvendo o cemento 
da raiz distal remanescente. Então, gira-se a 
alavanca, e a raiz é removida. 
 
 
A alavanca de Crane, ou apical, é um instrumento 
robusto usado para elevar raízes inteiras ou, até 
mesmo, dentes após a preparação do ponto de apoio 
com uma broca. 
 
O terceiro tipo de alavanca utilizado com alguma 
frequência é a alavanca apical. Usa-se esse tipo 
de alavanca para remover raízes. A versão 
robusta da alavanca apical é a do tipo Crane. 
Esse instrumental é utilizado como alavanca para 
elevar uma raiz fraturada do alvéolo do dente. 
Normalmente, mostra-se necessário fazer um 
furo com uma broca (ponto de apoio) de, 
aproximadamente, 3 mm de profundidade na raiz 
na altura da crista óssea. A ponta da alavanca é 
então inserida no furo e, com a cortical vestibular 
do osso como um fulcro, eleva-se a raiz do 
alvéolo do dente. Às vezes, a ponta afiada pode 
ser usada sem a preparação de um ponto de 
apoio ao envolver o cemento ou a bifurcação do 
dente. 
 
FÓRCEPS DE EXTRAÇÃO: 
 
Os fórceps de extração são instrumentos 
utilizados para remover o dente doosso alveolar. 
O ideal é que os fórceps sejam usados para 
auxiliar a alavanca na luxação dos dentes dos 
alvéolos, em vez de puxar os dentes de sua 
base. Quando apropriadamente utilizados, eles 
também podem ajudar a expandir o osso durante 
as extrações. 
 
Componentes básicos do fórceps para exodontia. 
Os fórceps utilizados para remover dentes superiores 
são segurados com a palma da mão sob o cabo. 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
A. Seguram-se os fórceps utilizados para remover os 
dentes mandibulares com a palma da mão em cima 
dele. B. Consegue- se uma aderência mais firme para 
a entrega de maior quantidade de força de rotação 
movendo-se o polegar em torno e por baixo do cabo. 
 
Os cabos retos costumam ser os preferidos, mas 
alguns cirurgiões usam os cabos curvos. 
 
As pontas dos fórceps de extração variam muito. 
Elas são projetadas para se adaptar à raiz do 
dente próximo à junção da coroa e da raiz. 
Diferentes pontas foram projetadas para os 
dentes unirradiculares e os dentes de duas e três 
raízes. 
 
Fórceps delineados para remover um incisivo 
inferior podem, teoricamente, ser usados para 
extrair um molar inferior, mas, por causa de suas 
pontas estreitas, são ineficazes para esse 
objetivo. Da mesma maneira, o fórceps molar 
mais largo não se adapta ao espaço estreito 
ocupado pelos incisivos inferiores. Portanto, não 
pode ser usado nessa situação sem danos para 
os dentes adjacente. 
 
FÓRCEPES MAXILARES: 
A remoção dos dentes superiores requer o uso 
de instrumentos para os dentes unirradiculares e 
para aqueles com três raízes. 
 
INCISIVOS, CANINOS E PRÉ-MOLARES são 
considerados dentes unirradiculares. 
 
O PRIMEIRO PRÉ-MOLAR frequentemente tem 
raiz bifurcada, porém, como isso só ocorre no 
terço apical, não tem influência no desenho do 
fórceps. 
 
Os MOLARES SUPERIOREStêm raízes 
trifurcadas. 
 
Após a elevação adequada, dentes superiores 
unirradiculares costumam ser removidos com 
um fórceps universal para superiores, n° 150. 
A. Vista superior do fórceps n150. B. Vista lateral do 
fórceps n150. C e D. Fórceps n150 adaptados ao 
incisivo central superior. 
 
 
Os fórceps n150S (embaixo) são uma versão menor 
dos fórceps n150 (em cima) e são utilizados em 
dentes decíduos. 
Os fórceps n° 1 podem ser utilizados para 
incisivos e caninos. 
A. Vista superior do fórceps n1. B e C. Fórceps n1 
adaptado para o incisivo. 
 
Os MOLARES SUPERIORES são dentes de três 
raízes com apenas uma raiz palatina e uma 
bifurcação bucal. 
O fórceps para encaixar os molares superiores 
deve ter superfície lisa, côncava para a raiz 
palatina, e um bico pontiagudo, com formato que 
se encaixe na bifurcação bucal. Isso exige que os 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
fórceps molares venham em pares: um esquerdo 
e um direito (18L: direita, 18R: esquerda). 
 
A. 
Vista superior do fórceps n53L. B. Vista oblíqua 
do fórceps n53L. C. Direita, n18L; esquerda, 
n18R. D e E. Fórceps n53L adaptado para o 
molar superior. 
 
O fórceps nº 65 tem uma ponta ativa muito 
estreita. São utilizados para remover as raízes 
fraturadas de molares superiores, mas podem ser 
usados para a remoção dos pré-molares estreitos 
e incisivos inferiores. São conhecidos como 
FÓRCEPS APICAIS. 
 
A. Vista superior do fórceps n65. B. Vista lateral do 
fórceps n65. 
C. Fórceps n65 adaptado à raiz fraturada 
FÓRCEPS MANDIBULARES: 
A extração de dentes inferiores requer um 
fórceps para dentes unirradiculares como os 
incisivos, caninos e pré-molares, bem como para 
dentes birradiculares, como os molares. 
 
 
O Fórceps mais usado para os dentes 
unirradiculares inferiores é n° 151. 
 
A. Vista superior do fórceps n151. B. Vista lateral do 
fórceps n151. C. Fórceps n151 adaptado ao incisivo 
inferior. 
 
Os molares inferiores são bifurcados. Já que a 
bifurcação está VL, apenas um único fórceps 
molar é necessário para ambos os lados. 
O fórceps molar inferior mais utilizado é o n° 17. 
Tem cabos retos, e as pontas ativas são fixadas 
obliquamente para baixo. As pontas apresentam 
extremidades pontiagudas no centro para que 
sejam encaixadas na bifurcação de dentes 
molares inferiores. O restante da parte ativa 
adaptase bem aos lados da bifurcação 
A. Vista superior do fórceps para molares de n17. B. 
Vista lateral do fórceps para molares de n17. C e D. 
Fórceps n17 adaptado ao molar inferior. 
 
A maior variação de modelos em fórceps molares 
inferiores é o n° 16. Fórceps chifre de boi. 
Esses instrumentais são projetados com duas 
pontas, longas e pontiagudas, que entram na 
bifurcação de molares inferiores. O uso impróprio 
do chifre de boi pode resultar em um aumento de 
fraturas do osso alveolar ou dano dos dentes 
superiores, se o fórceps não for adequadamente 
controlado pelo cirurgião-dentista quando os 
molares saírem do alvéolo. 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
Bandeja básica para extração. 
 
A bandeja de extração cirúrgica reúne a 
instrumentação necessária para refazer retalhos de 
tecidos moles, retirar ossos, seccionar dentes, 
recuperar raízes e suturar os retalhos de volta à 
posição. 
 
A bandeja de biopsia reúne os equipamentos 
necessários para remover o espécime do tecido 
mole e as feridas fechadas por sutura. 
A bandeja de pós-operatório reúne os instrumentais 
necessários para remover suturas e irrigar a boca. 
 
 
Mesa Cirúrgica –UNIFIP. 
(Questão de prova: Escrever a sequência da mesa 
cirúrgica e para que serve cada instrumental, 
geralmente é dado um caso clinico citando um 
elemento dentário, na qual o aluno simula a 
cirurgia, dizendo a medicação pré e pós-
operatória, qual fórceps é utilizado naquele 
elemento dentário em especifico) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Em relação à montagem da mesa cirúrgica, 
marque a alternativa correta: 
A) Os instrumentos devem ser posicionados 
aleatoriamente, desde que limpos. 
B) A cureta de Lucas e o fórceps ficam juntos no 
início da cirurgia. 
C) Os instrumentais devem seguir a ordem de uso: 
anestesia, diérese, descolamento, osteotomia, 
odontosecção, exérese e síntese. 
D) A pinça clínica deve ser posicionada ao lado do 
aspirador cirúrgico. 
2. O fórceps nº 151 é indicado para: 
A) Dentes superiores anteriores 
B) Dentes inferiores posteriores (pré-molares e 
molares) 
C) Dentes inferiores anteriores e pré-molares 
D) Dentes superiores molares direitos 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Qual fórceps é indicado para a extração de 
molares superiores direitos, respeitando a 
anatomia radicular? 
A) 150 
B) 151 
C) 18R 
D) 18L 
4. O fórceps nº 150 é utilizado para extrações de: 
A) Dentes inferiores anteriores 
B) Dentes superiores anteriores e pré-molares 
C) Dentes inferiores molares 
D) Terceiros molares superiores 
5. O fórceps 18L é projetado para extração de: 
A) Molares superiores esquerdos 
B) Incisivos inferiores 
C) Molares inferiores direitos 
D) Terceiros molares superiores 
Caso clínico: Paciente de 35 anos será submetido 
à exodontia do dente 26 (molar superior 
esquerdo). O estudante seleciona o fórceps nº 
18R para realizar o procedimento. 
 Qual o erro cometido pelo aluno? 
 Qual seria o fórceps correto? 
 O que pode ocorrer se for utilizado o 
fórceps inadequado? 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: c-c-c-b-a 
Caso clínico - Erro: o fórceps 18R é para molares 
superiores direitos. 
O correto seria o 18L, adequado para molares 
superiores esquerdos. 
O uso incorreto pode causar fratura da coroa ou raiz, 
além de traumatismo gengival ou ósseo. 
 
 
 
Explique como deve ser feita a organização da 
mesa cirúrgica e a sequência lógica dos 
instrumentais 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
 
Acidentes: Intercorrências transoperatórias 
Complicações: Problemas pós-operatórios 
 
Para evitar acidentes e complicações o melhor 
sempre será prevenir, com um bom planejamento 
cirúrgico. O pós-operatório também exige a 
cooperação do paciente. 
 
 Avaliação pré-operatória 
 História médica 
 Exame radiográfico 
 PLANEJAMENTO 
 Anatomia 
 Instrumental correto a disposição. 
 Condições do ambiente operatório: 
Hospitalar ou consultório. 
 
 Orientações ao paciente 
 
O diagnóstico do problema irá definir se o 
profissional irá tratar o paciente ou encaminhá-lo 
para outro profissional, se fazendo importante: 
 
 Contato com colegas de outras 
especialidades 
 
 Contato com médicos 
 
 Ter conhecimento de hospitais mais 
próximos (telefones, horários, caminho 
mais rápido) 
 
 Treinamento do pessoal auxiliar 
 
Pode ter hemorragia tanto no trans como no pós-operatório. 
 
ACIDENTES: 
 
 Danos aos tecidos moles; 
 Fraturas radiculares; 
 Descolamento dentário; 
 Comunicação buco-sinusal; 
 Fratura de mandíbula; 
 Danos aos dentes adjacentes; 
 Lesão nervosa; 
 Danos a ATM; 
 Hemorragia. 
 
COMPLICAÇÕES: 
 
 Equimose; 
 Trismo; 
 
 
 Infecção; 
 Alveolite; 
 Periconarite. 
 
 
 
As lesões no tecido mole da cavidade bucal são 
quase sempre o resultado da falta de atenção 
adequada do cirurgião à delicada natureza da 
mucosa, de tentativas de cirurgia com acesso 
inadequado, de pressa durante a cirurgia ou do 
uso de força excessiva e descontrolada. 
 
 Retalho inadequado – planejamento 
incorreto; 
 
 Falta de atenção; 
 
 Afastadores; 
 
 Brocas: A haste esquenta e acaba 
machucando o paciente; 
 
 Descoladores, extratores e cinzeis. 
 
 Força excessiva e sem precisão. 
 
 
 
 Raízes longas, curvas ou divergentes; 
 
 Áreas de ossocompacto/denso; 
 
 Ausência de ostectomia e/ou 
seccionamento 
Os principais métodos de prevenção da fratura 
das raízes são a realização da técnica de 
extração aberta e remoção do osso para diminuir 
a quantidade de força necessária para a remoção 
do dente. 
 
 
 
FRATURA DO PROCESSO ALVEOLAR: 
Prevenção de Fratura do Processo Alveolar: 
Realize exames clínicos e radiográficos pré-
operatórios completos 
Não aplique força excessiva 
 Use a técnica de extração cirúrgica (ou 
seja, aberta) para reduzir a força 
necessária: Utilizando tal método, pode 
ACIDENTES E COMPLICAÇÕES EM EXODONTIAS – 3º ESTÁGIO 
 
DANOS AO TECIDOS MOLES 
 
FRATURAS RADICULARES 
 
FRATURA DE TÁBUA ÓSSEA 
Lesões Ás Estruturas Ósseas 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
remover uma quantidade menor e mais 
controlada de osso, que resulta em uma 
cicatrização mais rápida e uma forma de 
crista alveolar mais favorável para a 
reconstrução protética. 
 Considerar a espessura da placa cortical 
vestibular sobrejacente ao dente a ser 
extraído. 
 Se as raízes divergirem amplamente, se 
estiverem perto do seio ou se o paciente 
tiver um denso osso cortical vestibular, o 
cirurgião-dentista deve tomar medidas 
especiais para evitar fraturas ósseas 
excessivas. 
 A idade é um fator a ser considerado, 
porque os ossos de pacientes mais velhos 
tendem a ser menos elásticos e, portanto, 
mais propensos a fraturar do que a se 
expandir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A fratura de uma grande parte do osso na área 
da tuberosidade maxilar é uma situação de 
especial preocupação. A tuberosidade maxilar 
mostra-se importante para a construção de uma 
prótese dentária retentiva estável. Se uma 
grande parte dessa tuberosidade for removida 
junto com o dente da maxila, provavelmente a 
estabilidade da prótese estará comprometida. 
Uma abertura no seio maxilar também pode ser 
criada. 
As fraturas da tuberosidade maxilar resultam 
mais da extração de um terceiro molar superior 
irrompido ou da extração do segundo molar, se 
este for o último dente do arco. 
 
Tuberosidade removida com o segundo molar superior, que elimina 
a importante área de retenção protética e expõe o seio maxilar. 
 
 
 
 Seio maxilar; 
 Espaço infra temporal; 
 Fossa ptérigo-maxilar; 
 Espaço submandibular 
Prevenção: 
 Conhecimento da anatomia; 
 Exame radiográfico; 
 Planejamento; 
 Minimizar forças apicais. 
 
 
Às vezes, a remoção de pré-molares ou molares 
superiores resulta em comunicação entre a 
cavidade bucal e o seio maxilar. Se o seio 
maxilar for muito pneumatizado, se houver pouco 
Em geral, uma extração dentária requer que o 
osso alveolar adjacente seja expandido para 
possibilitar uma via desimpedida para a 
remoção do dente. No entanto, em algumas 
situações, em vez de expandir, o osso fratura e 
é removido ainda ligado ao dente. A causa mais 
provável de fratura do processo alveolar é o uso 
de força excessiva com o fórceps, que fratura a 
placa cortical. Se for necessária força excessiva 
para remover um dente, um retalho de tecido 
mole deve ser descolado. Convém ainda 
remover quantidades controladas de osso para 
que o dente possa ser liberado ou, no caso de 
dentes multirradiculares, ele deve ser 
seccionado. Se tal princípio não for respeitado e 
o cirurgião-dentista continuar a usar força 
excessiva ou descontrolada, geralmente 
ocorrerão as fraturas ósseas. Os locais mais 
prováveis para fraturas ósseas são: 
 A placa cortical vestibular sobre o canino 
maxilar 
 A placa cortical vestibular sobre os 
molares superiores (em especial, o 
primeiro molar) 
 As porções do assoalho do seio maxilar 
associadas aos molares superiores 
 Tuberosidade maxilar 
 Osso vestibular sobre os incisivos 
inferiores. Todas essas lesões ósseas 
são causadas por força excessiva do 
fórceps. 
Geralmente é 
anatômico do 
paciente. 
FRATURA DO TÚBER 
 
DESCOLAMENTO DE DENTES OU RAÍZES 
 
COMUNICAÇÕES BUCOSSINUSAIS 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
ou nenhum osso entre as raízes dos dentes e o 
seio maxilar e se as raízes do dente forem 
amplamente divergentes, é comum uma porção 
do assoalho ósseo do seio ser removida com o 
dente ou uma comunicação ser criada mesmo 
que nenhum osso saia com o dente. Se isso 
ocorrer, medidas apropriadas são necessárias 
para evitar várias sequelas. As duas sequelas 
mais preocupantes são: 
 Sinusite maxilar pós-operatória; 
 Formação de fístula bucossinusal crônica. 
A probabilidade de que qualquer uma dessas 
sequelas ocorra está relacionada com o tamanho 
da comunicação bucossinusal e a exposição do 
seio. 
Prevenção da Comunicação Bucossinusal: 
 Realize exame radiográfico pré-operatório 
completo 
 Use extração cirúrgica precocemente e 
secção de raízes 
 Evite pressão apical excessiva nos dentes 
posteriores superiores. 
O diagnóstico de uma comunicação bucossinusal 
pode ser feito de diversas maneiras. Alguns 
defendem o uso do teste nasal: 
MANOBRA DE VALSALVA, para confirmar a 
presença de uma comunicação. 
Esse teste envolve pressionar as narinas para 
ocluir o nariz do paciente e pedir que ele solte o 
ar suavemente pelo nariz enquanto o cirurgião-
dentista observa a área da extração dentária. Se 
existir uma comunicação, haverá passagem de ar 
através do alvéolo e borbulhamento de sangue 
nessa área. No entanto, se não houver 
comunicação, soltar o ar forçadamente 
representará um risco de criar uma comunicação. 
É por isso que muitos cirurgiões-dentistas não 
aprovam essa manobra em tais circunstâncias. 
Depois de o diagnóstico de comunicação 
bucossinusal ter sido estabelecido ou se houver 
uma forte suspeita, deve estimar o tamanho 
aproximado da comunicação, pois o tratamento 
depende do tamanho da abertura. A sondagem 
de uma pequena abertura pode ampliá-la. 
Portanto, se nenhum osso sair com o dente, 
provavelmente a comunicação terá 2 mm ou 
menos de diâmetro. No entanto, se um fragmento 
considerável de osso sair com o dente, a 
abertura tem um tamanho importante. Se a 
comunicação for pequena (≤ 2 mm de diâmetro), 
nenhum tratamento cirúrgico adicional será 
necessário. O cirurgião-dentista deve tomar 
medidas para garantir a formação de um coágulo 
sanguíneo de alta qualidade na cavidade alveolar 
e, em seguida, aconselhar o paciente a tomar 
precauções sinusais para evitar o deslocamento 
do coágulo sanguíneo. As precauções sinusais 
visam evitar aumentos ou diminuições na 
pressão do ar do seio maxilar que desalojariam o 
coágulo. Os pacientes devem ser aconselhados a 
evitar assoar o nariz, espirrar violentamente, usar 
canudos e fumar. Se a abertura entre a boca e o 
seio for de tamanho moderado (2 a 6 mm), outras 
medidas devem ser tomadas. 
 Para ajudar a garantir a manutenção do 
coágulo sanguíneo na área, uma sutura 
em formato de oito deve ser feita sobre o 
alvéolo, se necessário, também pode ser 
colocado certas substâncias formadoras 
de coágulos na cavidade antes de suturar. 
 O paciente também deve ser instruído a 
seguir as precauções sinusais. 
 Por fim, deve receber vários 
medicamentos para reduzir o risco de 
sinusite maxilar. 
 Antibióticos – geralmente amoxicilina, 
cefalexina, clindamicina ou azitromicina – 
devem ser prescritos por 5 dias. 
 Além disso, convém prescrever um 
aerossol nasal descongestionante para 
contrair a mucosa nasal e manter a 
patência do óstio. Enquanto o óstio estiver 
patente e a drenagem normal do seio 
puder ocorrer, a sinusite e a infecção 
sinusal serão menos prováveis. 
Se a abertura do seio for grande (≥ 7 mm), o 
deve considerar a reparação da comunicação 
sinusal com um retalho. 
 Isso requer que o paciente seja 
encaminhado a um cirurgião 
bucomaxilofacial, pois o planejamento do 
retalho e o fechamento da abertura do 
seio são procedimentos complexos que 
exigem experiência e treinamento 
especial. A maioria das comunicações 
bucossinusais tratadas podem ser 
reparadas sem intercorrências usando-se 
os métodos que acabamos de 
recomendar. 
 Os pacientes devem ser cuidadosamente 
acompanhados por várias semanas para 
assegurar o reparo. 
 Mesmo os pacientes que retornam em 
poucos dias com uma pequena 
comunicação geralmente se curam 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
espontaneamente se não houver sinusite 
maxilar. 
 Esses pacientes devem ser monitorados 
de perto e encaminhados a um cirurgião 
bucomaxilofacial se a comunicação 
persistir por mais de 2 semanas. 
 A queixa habitual do paciente em tais 
situações é o vazamento de fluidos da 
boca para o nariz. 
O fechamento de uma fístula bucossinusal é 
importante, pois o ar, a água, os alimentos e as 
bactérias vão da cavidade oral para o seio, 
geralmente causando uma sinusite crônica. Além 
disso, se o paciente estiver usando uma prótese 
total superior, quebra-se o selo de sucção; a 
retenção da prótese torna-se, portanto, 
comprometida. 
 
 
 Complicação rara associada quase 
exclusivamente à remoção cirúrgica dos 
terceiros molares impactados. 
 Costuma ser o resultado da aplicação de 
uma força que excede o necessário para 
remover um dente e, em geral, ocorre 
durante o uso forçado de extratores 
dentários. 
No entanto, quando os terceiros molares 
inferiores estão profundamente impactados, 
mesmo pequenas quantidades de força podem 
causar uma fratura. 
 As fraturas também podem ocorrer 
durante a remoção dos dentes 
impactados de uma mandíbula 
gravemente atrófica. 
Caso tal fratura ocorra, ela deve ser tratada por 
métodos costumeiros no tratamento de fraturas 
mandibulares. A fratura deve ser adequadamente 
reduzida e estabilizada, assim, o paciente deve 
ser encaminhado a um cirurgião bucomaxilofacial 
para tratamento definitivo. 
 
 
A lesão mais comum nos dentes adjacentes é a 
fratura inadvertida ou o deslocamento de uma 
restauração ou o dano a um dente gravemente 
cariado enquanto está tentando luxar o dente a 
ser extraído. Se houver uma grande restauração, 
o cirurgião-dentista deve avisar ao paciente no 
pré-operatório sobre a possibilidade de fraturá-lo 
ou deslocá-lo durante a extração. A prevenção de 
tal fratura ou deslocamento é alcançada, 
sobretudo, evitando-se a aplicação de 
instrumentação e força na restauração. Isso 
significa que o extrator reto deve ser usado com 
muito cuidado, inserido inteiramente no espaço 
do ligamento periodontal, ou não usados de 
modo algum para luxar o dente antes da 
extração, quando o dente adjacente tiver uma 
grande restauração. 
Se uma restauração for deslocada ou fraturada, o 
cirurgião-dentista deve se certificar de que a 
restauração deslocada seja removida da boca e 
não caia no alvéolo vazio. 
Uma vez concluído o procedimento cirúrgico, o 
dente lesionado deve ser tratado pela 
substituição da coroa deslocada ou pela 
colocação de uma restauração temporária. O 
paciente deve ser informado se ocorreu a fratura 
Dentes no arco oposto também podem ser 
lesionados como resultado de forças 
descontroladas. Em geral, isso ocorre quando 
forças vestibulolinguais mobilizam 
inadequadamente um dente, forças de tração 
excessivas são usadas ou ambas. De repente, o 
dente é liberado do alvéolo e o fórceps golpeia os 
dentes do arco oposto, lascando ou fraturando a 
cúspide. É mais provável que isso ocorra com a 
extração dos dentes inferiores, pois esses dentes 
podem exigir mais forças de tração verticais para 
a extração. 
Prevenção de Lesão Ao Dente Adjacente: 
 Reconheça o potencial de fraturar uma 
grande restauração 
 Avise ao paciente no pré-operatório 
 Use extratores dentários prudentemente 
 
 
 Alveolar Inferior 
 Mentoniano 
 Bucal 
 Lingual 
 Infraorbitário 
 Nasoplatino 
Quando afetados podem causar: 
 Parestesia parcial ou total (Temporária ou 
permanente) 
 Relatos de 2 dias a 2 anos de parestesia 
 Parestesia ⇨ Formigamento ⇨ Agulhada 
⇨ Normalidade 
DANOS AOS NERVOS 
FRATURA DE MANDÍBULA 
 
LESÕES AOS DENTES ADJACENTES 
 
 
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 Não há tratamento comprovadamente 
eficaz 
 Orientar o paciente O tratamento para 
lesões nervosas pode ser feito com ETNA 
- 1 ampola IM 1x ao dia/3 dias, seguida de 
1 a 2 cápsulas 3x ao dia/30 a 60 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com frequência, a remoção dos dentes molares 
inferiores requer a aplicação de uma quantidade 
substancial de força. Se a mandíbula estiver 
inadequadamente apoiada durante a extração 
para ajudar a neutralizar as forças, o paciente 
poderá sentir dor nessa região. 
 
 A força controlada e o suporte adequado 
da mandíbula impedem que isso 
aconteça. 
 
 O uso de um bloco de mordida no lado 
contralateral pode proporcionar um 
equilíbrio adequado de forças para que 
não ocorra a lesão. 
 
Se o paciente se queixar de dor na área da 
articulação temporomandibular logo após o 
procedimento de extração, deve recomendar uso 
de calor, repouso da mandíbula, dieta leve e 600 
a 800 mg de ibuprofeno a cada 4 horas por vários 
dias. Pacientes que não toleram antiinflamatórios 
não esteroides (AINEs) podem tomar 500 a 1.000 
mg de paracetamol. 
 
 Em casos de dor no pós-operatório: 
Analgésicos e relaxantes musculares. 
 
 
 
 
 Oriunda de tecidos moles ou duros; 
 
 Trans ou pós-operatória; 
 
 Podem estar relacionados com fatores 
locais ou sistêmicos, onde devem ser 
esclarecidos na anamnese e história 
médica. 
 
O paciente deve ser questionado 
minuciosamente sobre qualquer história de 
sangramento, sobretudo após lesão ou cirurgia, 
se ele já teve algum problema com 
sangramentos, deve-se perguntar sobre 
sangramentos após extrações dentárias 
anteriores ou outras cirurgias prévias ou 
sangramentos persistentes após lacerações 
acidentais. O paciente deve ser questionado 
sobre qualquer medicação que esteja sendo 
tomada atualmente e que possa interferir na 
coagulação. Medicamentos como os 
anticoagulantes podem causar sangramento 
prolongado após a exodontia. Os pacientes que 
recebem quimioterapia anticâncer ou ácido 
acetilsalicílico, aqueles que sofrem de alcoolismo 
ou indivíduos com doença hepática grave por 
qualquer motivo também tendem a sangrar 
excessivamente. Como agir: 
 
 Manter a calma (profissional, auxiliar e 
paciente). 
 
 Estar preparados, com agentes 
hemostáticos locais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Agir com rapidez. 
 
NEUROPRAXIA: Toque no nervo, pode ser 
transitória ou permanente. 
AXONOTMESE: Rompimento do axônio, 
sendo mais difícil de recuperar, mas pode 
voltar a ter sensibilidade. 
NEUROTMESE: Rompimento do nervo, onde 
existem tratamentos paliativos. 
DANOS A ATM 
HEMORRAGIA 
O mais comumente utilizado e o menos 
dispendioso é a esponja de gelatina 
absorvível. Coloca-se esse material no alvéolo 
e mantém-se no lugar com uma sutura em 
formato de oito colocada sobre ele. A esponja de 
gelatina absorvível forma um suporte para gerar 
um coágulo sanguíneo, e a sutura ajuda a 
manter a esponja posicionada durante o 
processo de coagulação. Em seguida, põe-se 
um pedaço de gaze sobre o topo do alvéolo e 
mantém-se com pressão. Anestésico local 
também pode ser usado para que o alvéolo 
possa ser tratado de maneira mais efetiva. As 
técnicas de bloqueio devem ser preferidas em 
vez de técnicas locais de infiltração. A infiltração 
com soluções contendo epinefrina causa 
vasoconstrição e pode controlar o sangramento 
temporariamente. No entanto, quando os efeitos 
da epinefrina se dissipam, pode ocorrer 
hemorragia de rebote com inconveniente 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 Controlar o paciente, em 30 minutos a 2 
horas de acordo com a hemorragia. 
 
 Alertar ao paciente sobre o aparecimento 
de hematomas. 
 
COMPLICAÇÕES: 
 
 
 Extravasamento de fluídos (sangue) na 
região subcutânea, aparentando uma 
lesão nostecidos bucais, na face ou em 
ambos, devido ao traumatismo durante o 
procedimento cirúrgico. 
O sangue nos tecidos submucosos ou 
subcutâneos é conhecido como equimose. 
 
 A equimose costuma ser observada em 
pacientes idosos, devido a seu menor 
tônus tecidual, à sua fragilidade capilar 
aumentada e à sua menor aderência 
intercelular. 
 
 Equimose não é algo perigoso e não 
aumenta a dor ou a chance de infecção. 
 
Em geral, o surgimento de equimose acontece 2 
a 4 dias após a cirurgia e costuma se resolver 
completamente em 7 a 10 dias. 
 
 
 
 
Extração de dentes, administração anestésica 
por bloqueio mandibular ou ambos podem 
resultar em trismo (limitação da abertura da 
boca). 
 O trismo resulta do traumatismo e da 
inflamação envolvendo os músculos da 
mastigação. Também pode resultar de 
múltiplas injeções da anestesia local, 
especialmente se as injeções penetraram 
em músculos. 
 
 Em geral, as extrações cirúrgicas do 
terceiro molar inferior impactado resultam 
em algum grau de trismo, porque a 
resposta inflamatória ao procedimento 
cirúrgico é dissipada de maneira a 
envolver diversos músculos da 
mastigação. 
 
A abertura de boca normal deve ser mais que 3 
centímetros (40mm), enquanto o trismo varia a 
abertura de 3 a 2 centímetros, em casos leves, e 
1 centímetro em casos mais graves (10mm) 
 
 
 
 
 
 Microbiota bucal 
 
 Limitação do retalho (Posicionamento e 
Sutura) 
 
 Ostectomia (Aquecimento) 
 
 Corpos estranhos no alvéolo 
 
 Trauma pós-operatório (lise do coagulo). 
 
A medida mais importante para evitar infecção 
após exodontias de rotina é que o 
cirurgiãodentista siga cuidadosamente os 
princípios básicos da cirurgia, os quais se 
prestam a minimizar lesões nos tecidos, remover 
fontes de infecção e limpar a ferida. 
 
 
 
 Febre, edema, dor, eritema e 
linfadenopatia. 
 
 Surge no terceiro a quarto dia 
pósoperatório. 
 
 Pode ser seco ou supurativo. 
 
 Causa odor e gosto desagradável. 
 
 Lise de coágulo. 
 
EQUIMOSE 
TRISMO 
INFECÇÕES 
ALVEOLITE 
 
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 Acontece de 2 a 20% das exodontias, 
principalmente em terceiros molares. 
 
Tratamento: 
 
 Remoção da sutura; 
 
 Irrigação com peróxido de hidrogênio 3% 
e iodeto de sódio 2% - proporção 1:1; 
 
 HOz: ação mecânica, ação sobre 
anaeróbios 
 
 Iodeto de sódio 2 %: ação antimicrobiana 
OU 
 
 Curetagem e aplicação de pasta à base 
de eugenol; 
 
 Antibioticoterapia 
 
Segue o tratamento com: 
 
 Irrigação 
 
 Iodeto de sódio a 2% 
 
 Água oxigenada 10 vol: Proporção 1:1 
 
 Irrigações diárias até o desaparecimento 
da sintomatologia 
 
 Cicatrização por segunda intenção 
(manter higiene) 
 
Prevenção: A conduta mais aconselhável é a 
prevenção, que deve ser realizada com a 
irrigação com solução salina durante o 
procedimento cirúrgico, uso de antissépticos 
como o gluconato de clorexidina 0,12% e 
profilaxia antibiótica, para reduzir o número de 
bactérias presentes na cavidade bucal. Os 
antifibrinolíticos podem ser utilizados para evitar 
a desintegração do coágulo. 
 
 
 
 
Classificação: 
 
 Leve; 
 
 Moderada; 
 
 Severa. 
 
1º opção de tratamento: 
 
 Limpeza mecânica 
 
 Irrigação com peróxido de hidrogênio 3% 
+ iodeto de sódio 2% - proporção 1:1 OU 
Clorexidina a 0,12% 
 
2º opção de tratamento: 
 
 Remoção do gengival.. 
 
 Manutenção do 3° molar. 
 
 Remoção do dente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PERICONARITE 
 
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1. Em relação às fraturas radiculares durante 
exodontias, assinale a alternativa CORRETA: 
A) O seccionamento do dente nunca deve ser 
utilizado, pois aumenta o risco de fratura. 
B) O uso de força excessiva e sem precisão é o 
principal método de prevenção. 
C) Raízes curvas e divergentes podem dificultar a 
extração e favorecer fraturas. 
D) A fratura radicular é inevitável e faz parte do 
processo normal da extração. 
2. Sobre a comunicação buco-sinusal, é 
INCORRETO afirmar: 
A) Pode ocorrer durante a extração de molares 
superiores, especialmente se houver 
pneumatização do seio. 
B) A Manobra de Valsalva é um método 
diagnóstico controverso. 
C) Comunicações de até 2 mm sempre requerem 
fechamento cirúrgico com retalho. 
D) O uso de sutura em oito pode auxiliar em 
comunicações moderadas (2 a 6 mm). 
3. São complicações pós-operatórias comuns em 
exodontias, EXCETO: 
A) Trismo 
B) Alveolite 
C) Equimose 
D) Luxação da ATM 
4. Qual estrutura é mais comumente lesionada 
durante bloqueio anestésico mandibular, podendo 
causar trismo? 
A) Nervo infraorbitário 
B) Músculo masseter 
C) Músculo pterigoideo medial 
D) Músculo bucinador 
5. Sobre as fraturas da tuberosidade maxilar, 
assinale a alternativa correta: 
A) Nunca causam comprometimento protético. 
B) A extração do segundo molar superior nunca 
está envolvida. 
C) Podem abrir comunicação com o seio maxilar. 
D) São comuns em jovens com osso denso. 
CASO 1: Paciente do sexo feminino, 65 anos, 
comparece à clínica para extração do 17. Durante 
a cirurgia, após a remoção do dente, observa-se 
borbulhamento de sangue ao realizar leve 
pressão nasal. Qual a provável intercorrência 
ocorrida? Qual a conduta a ser adotada? 
Caso 2: Paciente jovem, sem comorbidades, é 
submetido à extração do 38 incluso. Após o 
procedimento, apresenta dificuldade de abertura 
bucal, dor e edema moderado. 
Qual a complicação provável? Qual o manejo 
adequado? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: c-c-d (luxação da ATM é mais considerada um 
acidente transoperatório) - c 
Caso 1: Comunicação buco-sinusal. Avaliar o tamanho 
da comunicação; seSANGUÍNEAS: 
 
SÉRIE VERMELHA (ERITRÓCITOS): 
 
 Hemácias: Anemia 
 Hemoglobina: Está dentro das hemácias 
 Hematócrito: Verifica o tamanho das 
hemácias 
 
SÉRIE BRANCA (LEUCÓCITOS): 
 
 Neutrófilos 
 Eosinófilos 
 Basófilos 
 Linfócitos 
 Monócitos 
 
PLAQUETAS: Tempo de coagulação. 
 
SÉRIE VERMELHA: Eritrograma é a primeira 
parte do hemograma. É o estudo dos glóbulos 
vermelhos, ou, das hemácias, também chamadas 
de eritrócitos. 
 
 Em indivíduos normais, possuem tamanho 
mais ou menos uniforme. 
 
 Quando uma hemácia tem tamanho 
normal ela é chamada de normocítica. 
 
 Quando ela apresenta coloração normal é 
chamada de normocrômica. 
 
AVALIAÇÃO DO ERITROGRAMA: Os três 
primeiros dados, contagem de hemácias, 
hemoglobina e hematócrito, são analisados em 
conjunto. 
 
 Quando estão reduzidos, indicam anemia 
 
 Quando estão elevados indicam 
policitemia, que é o excesso de hemácias 
circulantes. O sangue é mais espesso. 
 
Os resultados a serem avaliados variam com o 
sexo e idade. 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
Número de glóbulos vermelhos: Valores normais: 
 
 Homem de 4.600.000 - 6.200.000 
 Mulher de 4.200.000 - 5.400.000 
 
Hematócrito: índice calculado em porcentagem, 
definido pelo volume de todas as hemácias de 
uma amostra sobre o volume total desta amostra 
(incluindo outras células sanguíneas como 
leucócitos e plaquetas e também o plasma). 
 
Valores de hematócrito: 
 
 Homem de 42 - 50% 
 Mulher de 40 - 48% 
 
Recém-nascidos tem valores altos que vão 
abaixando com a idade até o valor normal de um 
adulto. 
EXEMPLO: Um hematócrito de 45% significa que 
45% do sangue é composto por hemácias. Os 
outros 55% são basicamente água e todas as 
outras substâncias diluídas. Pode-se notar, 
portanto, que praticamente metade do sangue é 
na verdade composto por células vermelhas. Se 
por um lado, a falta de hemácias prejudica o 
transporte de oxigênio, por outro, células 
vermelhas em excesso deixam o sangue muito 
espesso, atrapalhando seu fluxo e favorecendo a 
formação de coágulos. 
 
Hemoglobina: é uma molécula que fica dentro 
da hemácia. É a responsável pelo transporte de 
oxigênio. Na prática, a dosagem de hemoglobina 
acaba sendo a mais precisa na avaliação de uma 
anemia. 
 
Segundo a OMS é considerado anemia quando 
um adulto apresentar Hbmecanismo da alergia. Apenas 1 a 5% dos 
leucócitos circulantes são eosinófilos. O aumento 
de eosinófilos ocorre em pessoas alérgicas, 
asmáticas ou em casos de infecção intestinal por 
parasita. 
 
 Eosinofilia: é o termo usado quando há 
aumento do número de eosinófilos 
 
 Eosinopenia: é o termo usado quando há 
redução do número de eosinófilos 
 
BASÓFILOS: Os basófilos são o tipo menos 
comum de leucócitos no sangue. Representam 
de 0 a 2% dos glóbulos brancos. Sua elevação 
normalmente ocorre em processos alérgicos e 
estados de inflamação crônica. Eosinófilos e 
basófilos aumentados indicam que o paciente 
tem um processo alérgico, só eosinófilos 
aumentados indicam a precisa de parasita, só 
basófilos muito aumentados indicam inflamação 
crônico. 
 
LEUCÓCITOS: Grandes elevações podem 
ocorrer nas leucemias, que nada mais é que o 
câncer dos leucócitos. Enquanto processos 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
infecciosos podem elevar os leucócitos 
(leucocitose) até 20.000-30.000 células/ml, na 
leucemia estes valores ultrapassam facilmente os 
50.000 cel/ml. As leucopenias normalmente 
ocorrem por lesões na medula óssea. Podem ser 
por quimioterapia, por drogas, por invasão de 
células cancerígenas ou por invasão por micro-
organismos. 
 
COAGULOGRAMA 
 
É um exame de sangue que diagnostica doenças 
hemorrágicas. O exame normalmente é solicitado 
anteriormente a uma cirurgia ou quando há 
tratamentos que causam sangramento. 
Alterações do Coagulograma são uma possível 
causa para a contraindicação de cirurgias. O 
Coagulograma contempla os testes: 
 
 Tempo de protrombina; 
 
 Tempo de tromboplastina parcialmente 
ativada; 
 
 Contagem de plaquetas. 
 
TEMPO DE PROTROMBINA: É o tempo em 
segundos para formação do coágulo de fibrina. 
A determinação de TP é imprescindível na 
avaliação, no acompanhamento e na evolução de 
pacientes portadores de patologias variadas e no 
monitoramento de pacientes que estão em 
terapia com anticoagulantes orais. 
 
O TP pode se apresentar aumentado e diminuído 
em algumas situações, entre elas: 
 
 
TEMPO DE TROMBOPLASTINA 
PARCIALMENTE ATIVADA: É um exame que 
avalia a coagulação do sangue. Ele pode estar 
alterado por doenças genéticas ou adquiridas 
que interferem na coagulação ou secundária a 
medicamentos. A história clínica do paciente, 
associada a exames laboratoriais, ajudam no 
direcionamento do diagnóstico. Avalia defeitos da 
via intrínseca da coagulação, podendo, portanto, 
constatar a deficiência de diversos fatores no 
sangue. É usado também no controle do uso 
terapêutico de heparina e na avaliação da 
presença de anticoagulantes circulantes.  Avalia 
se o paciente toma alguma medicação para 
coagulação. 
PLAQUETAS: As plaquetas são as células 
responsáveis pelo início do processo de 
coagulação. Quando um tecido de qualquer vaso 
sanguíneo é lesado, o organismo rapidamente 
encaminha as plaquetas ao local da lesão. As 
plaquetas se agrupam e formam um trombo, uma 
espécie de rolha ou tampão, que imediatamente 
estanca o sangramento. Graças à ação das 
plaquetas, o organismo tem tempo de reparar o 
tecido lesados sem que haja muita perda de 
sangue 
 
- O valor normal das plaquetas varia entre 
150.000 a 450.000 por microlitro (uL). 
Porém, até valores próximos de 50.000, o 
organismo não apresenta dificuldades em 
iniciar a coagulação. 
 
Quando os valores se encontram abaixo das 
10.000 plaquetas/uL há risco de morte uma vez 
que pode haver sangramentos espontâneos. 
 
 Trombocitopenia é como chamamos a 
redução da concentração de plaquetas no 
sangue. 
 
 Trombocitose é o aumento. 
 
A dosagem de plaquetas é importante antes de 
cirurgias e para avaliar quadro de sangramentos 
sem causa definida. 
 
GLICEMIA: O exame de glicemia serve para 
determinar se o nível de glicose no sangue está 
em uma faixa saudável. Ele normalmente faz 
parte dos exames de rotina e é solicitado quando 
há sintomas de hiperglicemia (excesso de açúcar 
no sangue) ou hipoglicemia (carência de açúcar 
no sangue). Esse indicador pode demonstrar se 
existem riscos na recuperação do paciente e 
como será a condução do procedimento. 
 
Níveis Glicêmicos: 
 
 A quantidade de glicose no sangue pode 
variar de 70 mg/dL até 99 mg/dL, para ser 
considerada normal. Menor que 70 mg/dL 
indica hipoglicemia e a partir de 100 
mg/dL significa que ela está alta. 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 Essa alteração pode ser entendida como 
pré-diabetes (100 a 125 mg/dL) ou 
diabetes mellitus (maior ou igual a 126 
mg/dL). A causa mais comum de aumento 
constante da glicose no sangue, 
hiperglicemia, é o diabetes mellitus (DM). 
 
CONCLUSÃO: Assim como o profissional pode, 
durante o exame físico, utilizar-se de 
instrumentos com o objetivo de aumentar a 
capacidade de percepção dos sinais observados 
pelos sentidos naturais, pode também recorrer a 
métodos ou exames de laboratório com a 
finalidade de aumentar a segurança durante o 
tratamento, somando os resultados obtidos da 
anamnese e exame físico apresentados pelo 
paciente. Tais métodos servem para avaliar a 
normalidade, quer para a investigação de um 
estado patológico, quer para o controle de cura 
de uma doença. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Em pacientes que apresentam tempo de 
protrombina (TP) aumentado, uma possível causa 
é: 
A) Uso de vitamina K 
B) Deficiência de protrombina 
C) Terapia com barbitúricos 
D) Administração de multivitamínicos 
6. A glicemia de jejum de um paciente é de 130 
mg/dL. De acordo com os valores de referência, 
isso indica: 
A) Hipoglicemia 
B) Glicemia normal 
C) Pré-diabetes 
D) Diabetes mellitus 
7. O aumento isolado de eosinófilos no 
leucograma pode indicar: 
A) Infecção bacteriana 
B) Leucemia mieloide 
C) Alergia ou parasitose 
D) Trombose 
8. O exame mais indicado para visualizar o seio 
maxilar em suspeita de comunicação buco-sinusal 
é: 
A) Ultrassonografia 
B) Radiografia oclusal 
C) Radiografia periapical 
D) Tomografia computadorizada 
9. Qual parâmetro hematológico indica variação 
de tamanho entre as hemácias, podendo sugerir 
anemia ferropriva? 
A) VCM (volume corpuscular médio) 
B) CHCM (concentração de hemoglobina 
corpuscular média) 
C) RDW 
D) Hematócrito 
10. A solicitação de exames complementares na 
cirurgia odontológica deve ser feita com base: 
A) Apenas na idade do paciente 
B) De forma padronizada para todos os casos 
C) Somente após a cirurgia 
D) Nos dados obtidos na anamnese e exame clínico 
Gabarito: c-c-b-c-d-c-d-c-d 
1. Qual das alternativas abaixo representa um 
exame de imagem mais indicado para avaliação 
tridimensional pré-operatória de terceiros molares 
inclusos? 
A) Radiografia oclusal 
B) Radiografia panorâmica 
C) Tomografia computadorizada 
D) Ultrassonografia 
2. Em relação ao hemograma, assinale a 
alternativa CORRETA: 
A) É um exame específico para diagnóstico de 
diabetes. 
B) Serve apenas para contagem de plaquetas. 
C) Permite avaliar condições inflamatórias e 
infecciosas. 
D) Não é necessário antes de exodontias. 
3. Um paciente apresenta valores de hemoglobina 
de 10 g/dL. Segundo a OMS, esse valor sugere: 
A) Policitemia 
B) Anemia 
C) Normalidade 
D) Leucopenia 
4. Sobre o coagulograma, marque a alternativa 
INCORRETA: 
A) Avalia o tempo de protrombina e 
tromboplastina 
B) Serve para detectar distúrbios de coagulação 
C) É dispensável em pacientes que usam 
anticoagulantes 
D) Inclui contagem de plaquetasgrau, em toda a região maxilofacial. Qualquer 
exame físico deve começar com a aferição dos 
sinais vitais. Isso serve como um dispositivo de 
triagem para detectar problemas clínicos que não 
foram previstos e como uma base para futuras 
aferições. Geralmente, a avaliação física de 
várias partes do corpo envolve um ou mais dos 
seguintes meios primários de avaliação: 
 Inspeção 
 Palpação 
 Percussão 
 Auscultação. 
Na região bucomaxilofacial, deve ser sempre 
realizada a inspeção. Exame físico antes das 
cirurgias bucal e maxilofacial: 
Inspeção 
 Cabeça e face: forma geral, simetria, 
distribuição de cabelo. 
 Ouvido: reação normal a sons (examinar 
com otoscópio, se indicado). 
 Olho: simetria, tamanho, reatividade das 
pupilas, cor da esclera e da conjuntiva, 
movimento, teste de visão. 
 Nariz: septo, mucosa, permeabilidade 
 Boca: dentes, mucosa, faringe, lábios, 
tonsilas 
 Pescoço: tamanho da glândula tireoide, 
distensão venosa jugular 
Palpação 
 Articulação temporomandibular: 
crepitação, sensibilidade. 
 Paranasal: dor sobre os seios paranasais. 
 Boca: glândulas salivares, assoalho da 
boca, lábios, músculos da mastigação. 
 Pescoço: tamanho da glândula tireoide, 
linfonodos. 
Percussão 
 Paranasal: ressonância nos seios 
paranasais (dificuldade em avaliar) 
 Boca: dentes 
Auscultação 
 Articulação temporomandibular: cliques, 
crepitação 
 Pescoço: sons da carótida 
Revisão De Rotina Das Regiões Da Cabeça, 
Do Pescoço E Maxilofacial: 
Exame Físico 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
Sinais Vitais 
 Pressão arterial. 
 Pulso. 
 Frequência respiratória. 
 Temperatura. 
EXAMES COMPLEMENTARES: 
 
Uma vez determinado o uso da classificação ASA 
de estado físico, o cirurgião-dentista pode decidir 
se o tratamento requerido pode ser realizado no 
consultório odontológico de modo seguro e 
habitual. Se o paciente não for ASA I ou um ASA 
II relativamente saudável, o profissional tem as 
quatro opções seguintes: 
1. Modificar os planos habituais do 
tratamento com medidas de redução de 
ansiedade, técnicas farmacológicas de 
controle de ansiedade, monitoramento 
mais cuidadoso do paciente durante o 
procedimento ou a combinação desses 
métodos (é o que costuma ser necessário 
para ASA grau II); 
2. Solicitar uma consulta médica para 
orientação e preparação dos pacientes 
que serão submetidos a cirurgias bucais 
ambulatoriais (p. ex., não reclinar 
totalmente um paciente com insuficiência 
cardíaca congestiva [ICC]) ou 
cardiomiopatia hipertrófica (CMH); 
3. Recusar-se a tratar o paciente em 
ambiente ambulatorial; 
4. Encaminhar o indivíduo para um cirurgião 
bucomaxilofacial. 
 
Manejo dos pacientes com condições de 
saúde comprometidas: Às vezes, pacientes 
com complicações de saúde precisam de 
adaptações em seus cuidados pré-operatórios 
quando uma cirurgia bucal é planejada. 
 
 
 Hipertensão Arterial Sistêmica 
 Cardiopatia isquêmica (Angina, infarto) 
Manejo de pacientes com histórico de angina de 
peito: 
1. Consultar o médico do paciente 
2. Usar um protocolo de redução de 
ansiedade 
3. Ter tabletes ou sprays de nitroglicerina 
prontamente disponíveis. 
4. Usar pré-medicação com nitroglicerina, se 
indicado 
5. Garantir anestesia local profunda antes de 
começar a cirurgia 
6. Considerar o uso de sedação com óxido 
nitroso 
7. Monitorar os sinais vitais atentamente 
8. Considerar uma possível limitação da 
quantidade de epinefrina usada (máximo 
de 0,04 mg) 
Disfunções Cardiovasculares 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
9. Manter contato verbal com o paciente 
durante o procedimento para monitorar 
seu estado. 
 Acidente vascular encefálico 
 Disritmias 
 Insuficiência cardíaca congestiva 
 Endocardite bacteriana 
Tratamento de pacientes durante e após a 
gravidez: Embora não seja um estado de 
doença, a gravidez ainda se mostra uma situação 
que requer considerações especiais para 
proteger a mãe e o feto em desenvolvimento 
quando uma cirurgia bucal é necessária. A 
preocupação primária, quando se trata de 
fornecer tratamento para uma paciente grávida, é 
a prevenção de danos genéticos ao feto. As duas 
áreas do tratamento cirúrgico bucal com potencial 
para criar danos fetais são: 
 Exames de imagem odontológicos 
 Administração de fármacos. 
É praticamente impossível realizar um 
procedimento cirúrgico bucal com sucesso sem o 
uso de radiografias ou medicamentos; portanto, 
uma opção é adiar qualquer cirurgia bucal eletiva 
até depois do parto para evitar riscos ao feto. 
Frequentemente, medidas paliativas podem ser 
usadas para postergar a cirurgia. Para cirurgias 
bucais, acredita-se que as seguintes medicações 
sejam menos prováveis de causar danos ao feto 
quando usadas em quantidades moderadas: 
 Lidocaína 
 Bupivacaína 
 Paracetamol 
 Codeína 
 Penicilina 
 Cefalosporinas. 
A utilização de AINEs, como salicilatos e 
ibuprofeno, não deve ser feita durante a gravidez, 
especialmente ao fim do terceiro trimestre, devido 
às suas propriedades antiplaquetárias e ao 
potencial para causar o fechamento prematuro do 
ducto arterioso. Todas as medicações sedativas 
devem ser evitadas em pacientes grávidas. O 
óxido nitroso não deve ser usado durante o 
primeiro trimestre, mas, se necessário, pode ser 
considerado no segundo e no terceiro trimestres 
desde que seja aplicado com, pelo menos, 50% 
de oxigênio e em consulta com o obstetra da 
paciente. 
Solicitação de Parecer: 
 Deve ser solicitado ao clínico geral ou 
especialista. 
 Você não irá pedir autorização e sim um 
parecer. 
 Receituário ou papel timbrado 
 Letra legível 
Exemplo de Solicitação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusão: O estado clínico do paciente e o 
risco próprio da cirurgia deve ser investigado pré 
procedimento, contribuindo para um bom 
planejamento e execução. 
 
 
 
 
 
 
Ao clínico geral 
A Sra. .......................................... deverá ser 
submetida a cirurgia odontológica eletiva, com 
duração aproximada de 40 min, sob anestesia 
local. Com base na sua história médica, 
gostaria de ser informado sobre o estado geral 
de saúde da paciente e se há alguma 
limitação ou recomendação relativa ao 
procedimento. De minha parte, informo que 
pretendo sedá-la com midazolam 7,5 mg, por 
via oral, para evitar o aumento da pressão 
arterial por condições emocionais (estresse 
cirúrgico). Também irei infiltrar no máximo 3,6 
mL de uma solução anestésica à base de 
articaína 4% com epinefrina 1:100.000 
(máximo de 0,04 mg de epinefrina por sessão 
de atendimento, conforme recomendação da 
American Heart Association e da American 
Dental Association). No aguardo de uma 
resposta, coloco-me à disposição para 
discutirmos outros cuidados ou 
recomendações. 
Patos, 17 de agosto de 2023 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. A avaliação pré-operatória é fundamental para: 
A) Reduzir o tempo de consulta clínica 
B) Evitar o uso de anestesia local 
C) Diminuir o risco de complicações durante e 
após o procedimento 
D) Garantir a necessidade de internação 
hospitalar 
2. Na classificação da ASA (American Society of 
Anesthesiologists), um paciente com hipertensão 
controlada e sem outras comorbidades é 
classificado como: 
A) ASA I 
B) ASA II 
C) ASA III 
D) ASA IV 
3. Em relação à anamnese, marque a alternativa 
CORRETA: 
A) Deve ser feita apenas em pacientes com 
histórico de cirurgia anterior 
B) É dispensável quando o paciente aparenta boa 
saúde 
C) Deve investigar condições sistêmicas e uso de 
medicamentos 
D) É mais importante em pacientes com menos 
de 18 anos 
4.São sinais e sintomas que exigem adiamento 
da cirurgia odontológica, EXCETO: 
A) Pressão arterial acima de 180/110 mmHg 
B) Glicemia capilar de jejum acima de 250 mg/dL 
C) Presença de infecção ativa 
D) Hipotensão postural leve em pacientes jovens 
5. Qual a principal função da avaliação do estado 
sistêmico do paciente na fase pré-operatória? 
A) Reduzir custos com anestésicos 
B) Estimar a necessidade de antibióticos 
C) Avaliar o risco e planejar adequadamente a 
cirurgia 
D) Detectar problemas estéticos 
6. A classificação ASA III corresponde a: 
A) Paciente saudável 
B) Doença sistêmica leve 
C) Doença sistêmica grave, mas controlada 
D) Doença terminal com expectativa de vidafluidos do campo. 
Como em outras especialidades da Odontologia, 
um assistente focado e apropriadamente treinado 
oferece inestimável ajuda durante a cirurgia 
bucal. O assistente deve estar bastante 
familiarizado com os procedimentos realizados 
para antecipar as necessidades do cirurgião-
dentista. Uma cirurgia bem-sucedida dificilmente 
se realizará com pouca ou nenhuma assistência. 
 
 
São recursos que impeçam a contaminação do 
campo cirúrgico: 
 Calor Seco (estufa) 
 Calor úmido (Autoclave) 
 Produtos Químicos 
 Gases (óxido de etileno) 
 
 
Uso de produtos sobre pele e mucosa que visam 
reduzir a quantidade de micro-organismos em 
suas superfícies. 
 Intra-oral 
NECESSIDADES BÁSICAS PARA 
CIRURGIA: Questão de prova. 
 
TÉCNICA ASSÉPTICA 
 
ANTISSEPSIA 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 Extra-oral 
 
 
 
Permite que o ato operatório não cause prejuízos 
ao patrimônio biológico do paciente maiores do 
que os esperados pelo procedimento. 
 
Para que essa técnica aconteça, é preciso 
respeitar alguns critérios: 
 Oportunidade Cirúrgica 
 Habilidade manual adequada 
 Aspectos de clínica médica 
 Conhecimento da Técnica e Tática 
Operatória 
 Arsenal de Instrumentos Cirúrgicos 
 Manobras Cirúrgicas Fundamentais 
 Conhecimento: anatomia, farmacologia, 
estomatologia 
E o que seriam TÉCNICA e TÁTICA em cirurgia? 
TÉCNICA CIRÚRGICA: Método prático para 
execução de um procedimento 
 Incisão 
 Hemostasia 
 Sutura 
TÁTICA CIRÚRGICA: Recursos empregados 
para alcançar um resultado favorável para a 
técnica realizada. Táticas diferentes podem ser 
utilizadas na execução de uma mesma técnica 
cirúrgica. 
 Nó simples 
 Nó duplo 
 Nó sem usar os instrumentais 
A TÉCNICA CIRÚRGICA ATRAUMÁTICA 
Compreende medidas em diferentes tempos do 
procedimento: 
 Pré-operatório 
 Trans-operatório 
 Pós-operatório 
MEDIDAS PRÉ-OPERATÓRIAS: 
Bem definidas as técnicas, táticas e padrão 
cirúrgico coerentes com o quadro clínico. 
 Anamnese + verificação de sinais vitais 
 Avaliação de Exames complementares 
 Antissepsia 
 Prescrição pré-operatória 
MEDIDAS TRANSOPERATÓRIAS: 
Suporte à homeostasia do paciente, devido a 
uma alteração já esperada ou a um acidente 
ocorrido 
 HEMOSTASIA 
 REMOÇÃO DE CORPOS ESTRANHOS 
 CURETAGEM 
MEDIDAS PÓS-OPERATÓRIAS: 
Minimizar as sequelas decorrentes do ato 
operatório em si 
 Controle da dor e edema 
 Prevenção de Infecções 
 Prevenção de hemorragias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos atos cirúrgicos são traumáticos 
TÉCNICA CIRÚRGICA ATRAUMÁTICA 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Em relação aos princípios cirúrgicos, o tempo 
cirúrgico que corresponde à incisão dos tecidos é: 
A) Diérese 
B) Hemostasia 
C) Exérese 
D) Síntese 
2. O princípio cirúrgico que visa controlar o 
sangramento durante o procedimento é 
denominado: 
A) Exérese 
B) Hemostasia 
C) Diérese 
D) Síntese 
3. Sobre os princípios da assepsia e antissepsia, 
assinale a alternativa CORRETA: 
A) Antissepsia refere-se à esterilização de 
instrumentos cirúrgicos 
B) Assepsia é a aplicação de substâncias 
químicas sobre tecidos vivos 
C) Antissepsia é feita com álcool, PVPI, 
clorexidina, entre outros 
D) Assepsia é realizada somente no paciente 
4. Entre os cuidados que o cirurgião deve ter 
durante a manipulação tecidual, destaca-se: 
A) Tração exagerada da pele para melhor 
visibilidade 
B) Secagem dos tecidos com compressa seca 
C) Manipulação suave e atraumática para 
preservar irrigação 
D) Uso de fórceps sobre tecidos moles 
5. A sutura tem como principal objetivo: 
A) Romper o coágulo e acelerar a cicatrização 
B) Prevenir infecções sistêmicas 
C) Aproximar os tecidos e favorecer a cicatrização 
D) Garantir a anestesia local por mais tempo 
6. A escolha do fio de sutura deve considerar: 
A) Cor e aparência 
B) Tamanho do campo operatório apenas 
C) Tipo de tecido, reação inflamatória e 
necessidade de reabsorção 
D) Preferência pessoal do cirurgião 
7. Entre os princípios fundamentais da técnica 
cirúrgica, NÃO se inclui: 
A) Visibilidade adequada 
B) Hemostasia eficiente 
C) Trauma mínimo 
D) Demora prolongada para manter campo aberto 
8. Em cirurgia bucal, a lâmina de bisturi mais 
comumente usada para incisões é a: 
A) Nº 10 
B) Nº 11 
C) Nº 15 
D) Nº 22 
9. Qual o principal benefício de seguir os 
princípios biológicos da cirurgia? 
A) Aumentar o tempo operatório 
B) Reduzir custos com materiais 
C) Minimizar complicações e favorecer a 
cicatrização 
D) Substituir a necessidade de antibioticoterapia 
10. A exérese é o tempo cirúrgico relacionado a: 
A) Realização de incisão 
B) Remoção de tecidos ou estruturas 
C) Controle do sangramento 
D) Aproximação dos tecidos com sutura 
11- Quais necessidades básicas requeridas para 
cirurgia bucal? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: a-b-c-c-c-d-c-c-b 
11- Visibilidade adequada, assessoramento, acesso 
adequado, iluminação adequada e Campo cirúrgico 
livre de excesso de sangue e outros fluidos e debris. 
(Questão de prova) 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
Todo ato operatório constitui-se soma ou 
combinação de procedimentos simples, 
executados com técnica e instrumentais 
diferentes 
 Diérese 
 Exérese 
 Síntese 
 Hemostasia 
 Orientação à reparação tecidual 
 
 
 Visa separar ou dividir os tecidos, 
rompendo a integridade tecidual 
 Manobras onde o cirurgião penetra 
através dos tecidos e atinge a região de 
interesse 
PUNÇÃO: A manobra mais simples, realizado 
por meio de agulhas ou trocartes onde penetram 
os tecidos sem seccioná-los 
Objetivo: remover substância líquida ou mais 
espessa para fins diagnósticos 
 
 Cultura e Antibiograma 
 Avaliação do conteúdo de cistos 
 Hematomas e Seromas 
 
 
INCISÃO: Ocorre o corte do tecido onde Bisturis 
e tesouras são os instrumentais principais e o 
porta-agulha é usado como acessório para 
montar a lâmina. A seguir os princípios da 
incisão: 
PRIMEIRO PRINCÍPIO: Uso de lâmina afiada de 
tamanho e forma adequados. Uma lâmina afiada 
 
possibilita que o cirurgião faça as incisões com 
precisão, sem causar lesões desnecessárias por 
movimentos repetitivos. A rapidez com a qual a 
lâmina perde o fio de corte depende da 
resistência dos tecidos que ela incisa. O osso e 
os tecidos ligamentares cegam as lâminas muito 
mais rapidamente que a mucosa bucal. Portanto, 
o cirurgião-dentista deve trocar a lâmina sempre 
que o bisturi não estiver fazendo a incisão com 
facilidade. 
SEGUNDO PRINCÍPIO: A incisão deve ser firme 
e contínua. Repetições e tentativas de incisar 
aumentam a quantidade de dano tecidual e de 
sangramento em uma ferida cirúrgica. Incisões 
longas e contínuas são preferíveis a incisões 
curtas e intermitentes. 
TERCEIRO PRINCÍPIO: Preservação de 
estruturas importantes, evitando incisá-las por 
acidente. A microanatomia de cada paciente 
mostra-se única. Portanto, para evitar o corte não 
intencional de grandes vasos ou nervos, o 
cirurgião deve fazer incisões apenas em 
profundidade suficiente para definir o próximo 
plano maior, quando fará cortes próximos a 
vasos maiores, ductos e nervos. Os vasos podem 
ser controlados mais facilmente antes de serem 
completamente divididos. Importantes nervos 
também costumam poder ser separados dos 
tecidos adjacentes e afastados da área a ser 
incisada. Além disso, quando usar um bisturi, o 
cirurgião deve permanecer focado na localização 
da lâmina a fim de evitar cortar estruturas 
inadvertidamente, como os lábios, ao mover o 
bisturi para dentro e para fora da boca.QUARTO PRINCÍPIO: Incisões em superfícies 
epiteliais, as quais o cirurgião planeja 
reaproximar, devem ser feitas com a lâmina em 
posição perpendicular. Tal ângulo produz bordas 
quadradas no corte, mais fáceis de reorientar 
apropriadamente durante a sutura, e menos 
suscetíveis à necrose nas bordas da incisão 
como resultado da isquemia. 
MANOBRAS CIRURGICAS FUNDAMENTAIS 
 
DIÉRESE: 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
A. Método apropriado de fazer incisão usando-se 
bisturi lâmina n o 15. Observe o movimento do bisturi 
feito com a mão à altura do pulso e não com todo o 
antebraço. B. Quando se deseja criar planos de 
tecidos que serão aproximados com suturas, a lâmina 
deve ser mantida perpendicular à superfície do tecido 
a fim de criar bordas quadradas no corte. Segurar a 
lâmina em qualquer ângulo que não seja 90° cria um 
corte oblíquo na superfície do tecido que é difícil de 
fechar apropriadamente e compromete o fornecimento 
de sangue para a borda da ferida. (Adaptada de Clark HB 
Jr. Practical oral surgery, 3. ed., Philadelphia: Lea & Febiger;1965.) 
QUINTO PRINCÍPIO: Incisões na cavidade bucal 
devem ser bem posicionadas. Incisões em 
gengivas inseridas e sobre ossos saudáveis 
são mais desejáveis que aquelas em gengivas 
não inseridas e em ossos doentes e ausentes. 
Incisões posicionadas apropriadamente 
possibilitam que as margens da ferida sejam 
suturadas sobre tecido intacto. O osso saudável 
deve estar, pelo menos, a alguns milímetros de 
distância do osso danificado, o que oferece 
suporte para a cicatrização da incisão. Do mesmo 
modo, quando possível, é melhor evitar incisões 
sobre proeminências, como a eminência canina, 
porque a pressão na ferida fechada em uma 
proeminência pode interferir na cicatrização. 
Incisões posicionadas próximo ao dente a ser 
extraído devem ser feitas no sulco gengival, a 
não ser que haja a necessidade de incisar a 
gengiva marginal ou deixar a gengiva marginal 
intacta. 
INCISÃO / RETALHOS: Retalhos cirúrgicos são 
feitos para se conseguir acesso cirúrgico a uma 
área ou para mover o tecido de um local para 
outro. Vários princípios básicos de desenhos de 
retalho devem ser seguidos a fim de prevenir as 
complicações primárias do retalho cirúrgico: 
necrose, deiscência e dilaceração. 
Prevenção de necrose no retalho: A necrose no 
retalho pode ser evitada se o cirurgião atender a 
quatro princípios básicos do projeto do retalho: 
1. O ápice do retalho nunca deve ser maior 
que a base, a não ser que a artéria 
principal esteja presente na base. 
Preferivelmente, os retalhos devem ter 
lados paralelos um ao outro ou convergir 
da base para o ápice do retalho. 
2. Geralmente, a altura de um retalho deve 
ter não mais que duas vezes a largura da 
base. A largura da base deve ser 
preferivelmente maior que a altura do 
retalho. A adesão estrita a tal princípio é 
menos relevante com relação à cavidade 
bucal, devido à robusta vascularização da 
mucosa bucal, mas, geralmente, o 
comprimento do retalho não deve jamais 
exceder sua largura. 
3. Quando possível, um suprimento de 
sangue axial deve ser colocado na base 
do retalho. Por exemplo, um retalho no 
palato deve ser posto na direção da 
artéria palatina maior, quando possível. 
4. A base dos retalhos não deve ser 
excessivamente torcida, esticada ou 
pressionada com qualquer coisa que 
danifique os vasos, pois essas manobras 
podem comprometer a alimentação do 
suprimento sanguíneo e drenar o retalho, 
assim como os delicados vasos linfáticos. 
A. Princípios do desenho do retalho. Em geral, a 
dimensão da base do retalho (x) não deve ser menor 
que a dimensão da altura (y) e convém ser, de 
preferência, aproximadamente x = 2y. B. Quando uma 
incisão relaxante é usada para rebater um retalho de 
duas faces, a incisão deve ser projetada para 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
maximizar o suprimento de sangue do retalho ao 
deixar uma base grande. O desenho à esquerda está 
correto; o desenho à direita está incorreto. C. Quando 
uma dilaceração tipo “casa de botão” ocorrer próximo 
à borda livre do retalho, há comprometimento do 
retalho no lado do orifício fora da base do retalho. 
Prevenção de deiscência do retalho: 
Previne-se a deiscência (separação que leva à 
abertura de uma incisão suturada) da margem do 
retalho pela aproximação das bordas do retalho 
sobre o osso saudável, pela delicada 
manipulação das bordas do retalho e pelo não 
posicionamento das margens do retalho sob 
tensão. Não deverá ser necessário usar 
nenhuma força significativa para unir os tecidos 
enquanto se sutura uma ferida. A deiscência 
expõe o osso subjacente e outros tecidos, 
produzindo dor, perda óssea e aumento da 
cicatriz. 
Prevenção da dilaceração do retalho: 
A dilaceração de um retalho é uma complicação 
comum do cirurgião principiante que tenta 
realizar um procedimento usando um retalho que 
oferece acesso insuficiente. Uma incisão longa 
devidamente reparada cicatriza-se tão rápido 
quanto uma incisão curta. Por isso, é preferível 
criar um retalho no começo da cirurgia que seja 
amplo o suficiente para o profissional evitar a 
dilaceração ou interromper o procedimento para 
estender mais a incisão. Retalhos em envelope 
são aqueles criados por incisões que produzem 
um retalho de apenas uma face. Um exemplo é 
uma incisão feita ao redor do colo de vários 
dentes para expor o osso alveolar sem quaisquer 
incisões relaxantes verticais. No entanto, se um 
retalho em envelope não oferecer acesso 
suficiente, ele deve ser aumentado ou outra 
incisão (uma relaxante) deve ser realizada a fim 
de evitar a dilaceração do retalho. Em geral, 
incisões relaxantes verticais (oblíquas) devem ser 
posicionadas envolvendo o espaço de um dente 
inteiro anterior à área de qualquer remoção 
óssea planejada. A incisão costuma ser iniciada 
no ângulo linear de um dente ou na papila 
interdental adjacente e é realizada obliquamente 
e para apical na gengiva não inserida. A 
necessidade de mais de uma incisão relaxante 
mostra-se incomum quando se usa um retalho 
para ganhar acesso cirúrgico bucal de rotina. 
 
Três tipos de retalhos dos tecidos moles da boca 
devidamente projetados. A. Incisões horizontais e 
verticais únicas realizadas para criar retalho de dois 
lados. B. Duas incisões verticais e uma horizontal 
costumam gerar retalhos de três lados. C. Incisão 
horizontal única para proporcionar retalho (em 
envelope) de um lado. 
RETALHO EM ENVELOPE 
 Expansão horizontal ao longo da cervical 
dos dentes (sulco gengival) 
 Dois dentes anteriores e um posterior 
 Evita relaxantes, porém, é de difícil 
retração 
 
TRIANGULAR (NEUMANN) 
 Sulco gengival + incisão em L 
 Uma relaxante 
 Garante bom suprimento sanguíneo e 
visualização, pode ser modificado com 
facilidade 
 Acesso limitado em raízes longas, tensão 
criada durante afastamento 
 
TRAPEZOIDAL (NEUMANN MODIFICADO) 
 Incisão horizontal + 2 verticais 
(relaxantes) 
 Extensão para 1 ou 2 dentes de cada lado 
da área de interesse 
 Garante bom suprimento sanguíneo e 
visualização, sem tensão 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 Pode produzir recessão gengival 
 
SEMILUNAR (PARTSCH) 
 Incisão curva logo abaixo da prega 
vestibular 
 0,5 cm acima da margem gengival 
 Usada em apicectomias e remoção de 
pequenos cistos 
 
WASSMUND 
 Incisão trapezoidal 
 Preserva as papilas gengivais 
Incisão em “Y” e Duplo “Y” 
 
 
DIVULSÃO: Afastamento dos tecidos, sem 
seccioná-los, com o uso de tesouras e pinças 
rombas, onde o instrumento penetra no tecido, 
fechado e depois é aberto. 
 
 
 
DESCOLAMENTO: Separação romba dos 
tecidos por meio de um espaço anatômico virtual 
com descoladores, sindesmótomos 
 Mucoperiosteal 
 
CURETAGEM: 
 Instrumentos em forma de colher (curetas) 
 Bordas cortantes 
 Raspara superfície de um tecido 
DILATAÇÃO 
 Aumento do calibre de vias naturais 
 Luxação dentária 
 
Outros tipos... 
 Diérese térmica – bisturi elétrico 
 Raio laser 
 
 
Manobra pela qual retiramos a porção ou o todo 
de um órgão ou estrutura, compreende um 
conjunto de manobras: 
 OSTEOTOMIA 
 AVULSÃO 
 ODONTOSSECÇÃO 
EXÉRESE: 
: 
 
 
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 CURETAGEM 
OSTEOTOMIA: 
 Dá acesso à porção medular do osso; 
 Feito em direção ao local onde 
efetuaremos o ato operatório em si 
 Dentes inclusos, região periapical,cistos, 
tumores odontogênicos. 
Pode ainda representar a ação final do ato 
operatório: 
 Regularização de rebordo 
 Remoção de túber 
 Remoção de tórus 
 
Deve-se lembrar que as osteotomias promovem 
intensa resposta inflamatória, (antes da 
osteotomia deve administrar antibiótico) porém, 
em dentes inclusos, são extremamente 
necessárias, para diminuir à resistência óssea à 
exodontia. Logo, o traumatismo final é menor. 
 
 
 
 
 
A OSTEOTOMIA PRECISA SER EM LINHA 
ÚNICA para evitar deixar espículas ósseas 
Espículas são pontinhos/fatias de ossos, que 
podem se desagregar e atuar como corpos 
estranhos e exacerbar a inflamação, resultando 
no retardo na reparação tecidual. 
 
PRÍNCIPOS DA OSTEOTOMIA: 
Uso De Instrumentos Apropriados 
 Cortantes, que não causem esmagamento 
do trabeculado ósseo. 
 Permitir a nutrição do tecido ósseo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resfriamento Contínuo: Irrigação com Soro 
Fisiológico 0,9% para evitar o aquecimento dos 
tecidos pelo atrito dos instrumentos rotatórios, 
quando se utiliza a broca em alta rotação precisa 
ter irrigação abundante tanto para resfriamento, 
quanto para remover o pó ósseo, a falta de 
resfriamento pode evoluir para necrose. 
 
A seringa para irrigação tem que ser com 
ponta romba ou sem ponta. 
INSTRUMENTOS: 
 Rotatórios 
 Cinzéis 
 Pinças (goiva, osteótomos): Retiram 
espiculas ósseas. 
 Limas para osso 
 
 
Em pacientes mais jovens, em alguns casos, a 
osteotomia é evitada, pois o osso é mais 
maleável, então dá para fazer a luxação e 
conseguir uma expansão óssea. Em casos de 
terceiro molar, geralmente, todos precisam de 
osteotomia, principalmente quando está 
mesioangulado. 
 
Brocas usadas para restauração e acabamento 
esmagam o trabeculado ósseo, e isso fica 
“esfareladando” e “intupindo” esse trabeculado 
ósseo, as brocas cirúrgicas elas tiram “lascas” 
ósseas e não causam danos, quando realizado 
da meneira correta (com irrigação e sucção). 
 
A cirurgia de remoção de tórus, é definitiva, 
depois que foi utilizado brocas, limas, deixou 
tudo regular, é só irrigar e suturar. Na 
curetagem de cisto, se for preciso, realiza a 
osteotomia, faz a curetagem, irriga e sutura. 
Mas, na extração dentária (exodontia), vai ter 
que incisar, descolar, se precisar, vai fazer 
osteotomia e/ou odontosecção, e faz a avulsão 
com as alavancas e fórceps, depois a 
curetagem (Se tiver lesão) 
 
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INSTRUMENTOS ROTATÓRIOS: 
Vantagens: 
 Rapidez; 
 Ausência de trauma visual e auditivo 
(antigamente as cirurgias eram feitas com 
cinzeis e martelo, então gera desconforto 
para o paciente) 
 Respeito à linha única (sem 
irregularidades). 
Desvantagens: 
 Calor; 
 Capacidade acentuada de corte (corta 
mais do que deveria); 
 Pulverização da estrutura óssea (deixa 
muitos fragmentos). 
A irrigação melhora tanto na questão do calor, 
quanto na remoção dos fragmentos. 
CURETAGEM: São utilizados instrumentos em 
forma de colher (curetas) com bordas cortantes 
para curetar e remover estruturas patológicas do 
interior do osso. Exemplo: Na radiografia foi 
identifcado uma lesão periapial, então deve ser 
curetada após a exodontia dentária. Se não tiver 
lesão, não terá necessidade de curetagem. 
AVULSÃO: 
EXODONTIA: Retirada total ou parcial de uma 
estrutura usando força mecânica, com fórceps e 
elevadores (alavancas). 
BIÓPSIA: 
Incisional: Retirada parcial da lesão. 
 Indicação: lesões extensas, diagnostico 
de malignidade. 
Excisional: 
 Retirada total da lesão 
 Biópsia + tratamento definitivo 
 Indicação: lesões menos extensas, sem 
sinais de malignidade (mucocele, 
odontoma composto) 
Armazenamento da peça: formol 10%. 
 
Princípios Mecânicos Envolvidos Na Avulsão: 
ALAVANCA: Uma alavanca de primeira classe 
transforma uma pena força em um grande 
movimento, e pequeno movimento em grande 
força. 
 
 
 
 
 Transfere força modesta 
 Executada pelos elevadores 
 
CUNHA: A alavanca é utilizada para romper as 
fibras do ligamento periodontal, tentando sempre 
achar um espaço entre o dente e o osso, mais 
apicalmente, até chega no movimento de 
alavanca e extrair o elemento dentário. Quando 
não tem LP, só é dente e osso, é chamado de 
cementose, então a cirurgia é aberta, necessita 
de um desgaste ósseo. 
 Dois corpos não ocupam o mesmo lugar 
espaço. 
 Executada pelos elevadores e fórceps. 
 Deslocam o dente no sentido oclusal: 
Rompendo as fibras, procurando elevar o 
dente. 
 
A força que colocamos no cabo é 10x maior no 
dente, o excesso de força fratura o dente, 
tornando a cirurgia mais prolongada, ou 
desliza e acaba machucando o dente. Não é 
força, é técnica. 
 
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FÓRCEPS: 
Expansão do alvéolo: pontas que entram fazendo 
cunha para remoção do dente, possui 5 grandes 
movimentos: APICAL, VESTIBULAR, LINGUAL 
ou PALATINA, ROTACIONAL e TRAÇÃO. 
Movimentos de rotação são feitos APENAS em 
dentes unirradiculares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os fórceps podem executar cinco grandes 
movimentos para luxar dentes: o primeiro é a 
pressão apical, que consegue dois objetivos: 
(1) apesar de o dente se mover em direção apical 
minimamente, o alvéolo dental é expandido pela 
inserção das pontas para baixo no espaço do 
ligamento periodontal (Figura 8.42). Assim, a 
pressão apical do fórceps no dente causa 
expansão óssea. 
(2) um segundo efeito da pressão apical é que ela 
desloca o centro e a rotação do dente apicalmente. 
Como o dente está se movendo em resposta à 
força exercida pelo fórceps, ele se torna o 
instrumental de expansão. Se o ponto de fulcro for 
alto (Figura 8.43), aplica-se uma quantidade maior 
de força na região apical do dente, o que aumenta 
a chance de fratura no terço apical da raiz. Se as 
pontas do fórceps forem forçadas no espaço do 
ligamento periodontal, mexe-se no centro de 
rotação apicalmente, o que resulta em maior 
movimento das forças de expansão na crista e 
menos força no ápice do dente no sentido lingual 
(Figura 8.44). Este processo diminui a chance de 
fratura apical da raiz. 
 
 
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A segunda maior pressão, ou movimento, 
aplicada pelo fórceps é a força vestibular. As 
pressões vestibulares resultam em expansão 
da lâmina vestibular, sobretudo na crista óssea 
(Figura 8.45). Apesar de a pressão vestibular 
causar forças de expansão na crista óssea, é 
importante lembrar que isso também causa 
pressão lingual apical. Além do mais, a força 
excessiva pode fraturar o osso vestibular ou 
causar fratura da porção apical da raiz. 
O terceiro movimento é a pressão lingual, ou 
palatina, similar ao conceito da pressão 
vestibular, mas tem como objetivo expandir o 
osso da crista lingual e, ao mesmo tempo, 
evitar pressão excessiva no osso apical 
vestibular (Figura 8.46). Como o osso lingual 
tende a ser maisespesso do que o osso 
vestibular em áreas posteriores da boca, ocorre 
uma expansão óssea limitada. 
O quarto movimento, pressão rotacional, como 
o nome indica, roda o dente, o que causa 
alguma expansão interna do alvéolo dental e 
rompimento dos ligamentos periodontais. 
Os dentes com raízes únicas, cônicas (como 
incisivos, caninos e pré-molares inferiores) e 
aqueles com raízes que não são curvas são 
os mais fáceis de luxar com essa técnica 
(Figura 8.47). Os dentes que têm outras 
raízes que não sejam cônicas ou aqueles 
com múltiplas raízes – especialmente se 
elas forem curvas – são mais passíveis de 
fratura sob esse tipo de pressão. Por fim, as 
forças de tração são úteis para tirar o dente 
do alvéolo, uma vez sendo alcançada a 
expansão óssea adequada. Conforme 
mencionado anteriormente, os dentes não 
devem ser puxados de seus alvéolos. As 
forças de tração devem ser limitadas à 
porção final do processo de extração e ser 
delicadas (Figura 8.48). Se for necessário 
empregar força excessiva, outras manobras 
devem ser executadas para melhorar a 
luxação radicular. 
 
 
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Cuidados Com O Alvéolo: 
 Debridamento apenas se necessário 
(Pinçamento do local, retirar tecido 
necrótico, resto de restaurações) 
 Curetar região periapical (Na radiografia, 
lesões de tecido mole aparecem 
radioluscidas) 
 Remover fragmentos de dentes, osso, 
material restaurador, capuz pericoronário. 
 Manobra de Chompret? Fazer ou não? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Remoção do tecido de granulação: 
remoção de tecido inflamatório em 
excesso. 
 Procurar projeções ósseas afiadas: 
espiculas ósseas. 
 Irrigação. 
 Morder compressa de gaze. 
 
 
 Prevenção da perda excessiva de sangue 
 Preservar a capacidade de armazenar 
oxigênio do paciente 
 Favorece melhor visibilidade 
Hematomas: 
 Aumentam as chances de infecções (meio 
de cultura) 
 Diminuem a vascularização local 
 
COAGULAÇÃO 
 
Resumindo: 
Diversas forças podem ser usadas para 
extração dentária. Uma grande força apical é 
sempre útil e deve ser aplicada sempre que 
o fórceps for adaptado ao dente. Remove-se 
a maioria dos dentes por uma combinação 
de forças vestibulares e linguais (palatinas). 
Como o osso maxilar vestibular costuma ser 
mais fino e o palatino é uma cortical mais 
espessa, normalmente os dentes maxilares 
são removidos por forças vestibulares mais 
intensas e forças palatinas menos vigorosas. 
Na mandíbula, o osso vestibular é mais fino 
a partir da linha média posterior à área dos 
molares. Assim, incisivos, caninos e pré-
molares são removidos, principalmente, 
como resultado de uma força vestibular 
contínua maior e pressão lingual menos 
vigorosa. Conforme mencionado 
anteriormente, as forças rotacionais são 
úteis para dentes unirradiculares que têm 
raízes cônicas e sem curvaturas no fim da 
raiz. Os incisivos maxilares, especialmente o 
incisivo central e os pré-molares 
mandibulares, são mais suscetíveis a forças 
rotacionais. 
 
Manobra de Chompret: Quando faz a 
exodontia, aperta o alvéolo para fechar ele, e 
sutura. Hoje em dia essa manobra só faz 
quando o paciente vai colocar uma prótese, 
pois a reparação óssea é menor. 
Quando não faz: Pacientes que vão colocar 
implantes. 
 
HEMOSTASIA 
 
 
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COMPRESSÃO: 
 Auxiliar os mecanismos hemostáticos 
naturais 
 Compressas de gaze 
 Vasos pequenos: 20 a 30 segundos 
 Vasos maiores: 5 a 10 minutos 
 
OBSERVAÇÃO: Nunca esfregar a ferida com 
gaze para remover o excesso de sangue 
extravasado e tem risco de remover o coágulo e 
causar mais sangramento, e evitar fonte de calor. 
HEMOSTASIA POR MEIO TÉRMICO – USO DO 
CALOR: 
 Uso de corrente elétrica (bisturi elétrico) 
no vaso sangrante. 
Observações: 
 Paciente deve estar aterrado. 
 Cuidado com instrumentos metálicos 
tocando no bisturi 
 O tecido deve estar seco (Coloca a gaze, 
assim que tirar já passa o bisturi) 
PINÇAGEM: 
 O cirurgião aplica pinça hemostática 
(Kelly, Halsted) 
 Usadas na extremidade do vaso 
sangrante 
 Provoca aproximação de suas paredes 
 Inibindo o sangramento excessivo 
Não é uma técnica muito utilizada, se utiliza 
quando se faz a compressão e o sangramento 
não para, e consegue vê a região do alveolo, 
pinça por 5 minutos, e depois faz a ligadura 
(sutura), ou pra casos de grandes vasos, quando 
rombidos. 
LIGADURA 
 Depois de pinçado, o vaso pode ser ligado 
 Fio algodão 3-0 ou 4-0 
 
SUTURAS OCLUSAIS: 
 Sutura em “X” ou em “U” 
 Auxiliam a conter o coágulo sanguíneo no 
interior do alvéolo 
 Podem ser usadas em conjunto com 
hemostáticos 
 
Sutura em X: Sutura para manter coágulo 
Sutura em U: Sutura para manter implante dentro 
do alvéolo. 
SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS 
 Epinefrina, nos vasos periféricos, nos 
receptores ela causa vasoconstricção, em 
casos de hemorragia, quando aplicada o 
sangramento para, mas, deve ser contido, 
pois o efeito anestésico vai passar e voltar 
o sangramento. (7 min antes) 
 Trombina 
 Colágeno: Hemospon 
 
 
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REPOSICIONAR AS ESTRUTURAS ROMPIDAS 
DURANTE O ATO OPERATÓRIO 
 Suturas são de fundamental importância 
para evolução da ferida cirúrgica 
 Favorecem a imobilização dos tecidos 
 Reduzem espaços anatômicos 
 Estabilizam coágulo (HEMOSTASIA) 
 Cicatrização de primeira intenção 
 
Qualidade da sutura: 
 Sutura ASSÉPTICA – sem contaminação 
dos tecidos. 
 Sutura atraumática, respeitando os 
planos. 
 Tensão suficiente, não excessiva para não 
causar necrose. 
 Abolição/redução dos espaços mortos. 
 Ausência de corpos estranhos ou de 
tecidos desvitalizados. 
 Emprego de suturas e fios adequados, 
realizados com técnica apropriada. 
MATERIAIS DE SUTURA: 
Prendedores de tecido: Pinças 
 Ponta ativa delicada 
 Segurar o tecido 
 Não perfurar ou esmagar o tecido 
 
Pinça Dietrich: Se segurar com muita força, 
machuca o tecido. 
 
Porta-agulha: 
 Aço inoxidável 
 Carboneto de tungstênio 
 
 
Tesouras: 
 
SÍNTESE 
 
 
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Fios de Sutura: 
 
Seda: Filamento proteico obtido do bicho-de-seda 
 Vantagens: Não irritante, barato, fácil de 
manusear, nó firme, lisura do fio 
 Desvantagem: Acumula placa (indicado 
para pacientes com boa higiene) 
Nylon: Não absorvível, porém biodegradável 
 Vantagens: Maior resistência, flexível, não 
irritante, menor reação tecidual. 
 Desvantagens: Difícil de manusear, perde 
resistência, não produz nó firme. 
Poliéster: 
 Sintético, multifilamentado, resistente e 
com uma durabilidade grande 
 Requerem um mínimo de cinco nós para 
uma fixação estável e segura 
Algodão: Multifilamentar, fio maleável e agradável 
ao tato, o que propicia um nó forte. Os fios de 
algodão requerem um mínimo de três nós para 
uma fixação segura. 
 
NATURAIS 
Categute: 
 Biológico 
 Do intestino delgado de ovelhas ou serosa 
de bovinos 
Pode ser: 
 Simples: absorção mais rápida – 5 a 10 
dias 
 Cromado: absorção mais lenta – 20 dias 
Ácido Poligalático (Vicryl): Fabricadas a partir de 
lactídeo e glicolídeo (natural – fazem parte do 
processo metabólico) 
 Sintético. Absorvido em 60 dias 
 Indicado para pontos intra-dérmicos e 
cirurgias maiores 
EXISTE UM FIO IDEAL?? 
 Boa segurança no nó 
 Adequada resistência à tração 
 Fácil manuseio 
 Baixa reação tecidual 
 Não produzir ação carcinogênica 
 Não provocar infecção 
 Baixo custo 
 Manter as bordas aproximadas até o fim 
da fase proliferativa 
O fio ideal seria aquele que pode ser utilizado em 
qualquer momento, maleável e flexível facilitandoo manuseio, permitindo dar nós seguros, gerando 
pouca reação no tecido. 
 
DIÂMETRO DO FIO: 
 Mensurado em tamanhos de 1-0 a 10-0 
 10-0 → menor diâmetro e menor 
resistência à tração 
 4-0 → mais comumente usados em 
odontologia 
 5-0 → frequentemente usada em 
odontologia (cirurgias delicadas: perio) 
 
 
 
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Agulhas: 
 Tamanho pode ser medido em polegadas 
ou unidades métricas 
 Sutura circular 3/8 é a mais usada em 
odontologia, com todas bordas 
cortantes. 
 Menos traumáticas 
PRINCÍPIOS DA SUTURA: 
 Observar distância regular e segura de 
entrada e saída da agulha em relação às 
bordas da ferida. 
 Distribuir os pontos com espaçamento 
uniforme. 
 Manter a regular perpendicularidade ou 
paralelismo do trajeto da agulha em 
relação ao eixo da ferida (quando for o 
caso). 
 Evitar a confecção de nós sobre a linha de 
cicatrização, o nó fica sempre para 
vestibular, no meio acumula muito 
alimento. 
 Nos terminais de sutura, cortar o fio a uma 
distância segura dos nós. 
 Na confecção dos nós, tracionar os 
terminais apenas o suficiente para a 
adequada aproximação das bordas da 
ferida, evitando isquemia e deiscência 
 
A sutura começa do retalho móvel para a parte 
fixa, da parte que você descolou para a parte 
fixa. 
 
SUTURA INTERROMPIDA SIMPLES 
TÉCNICA + UTILIZADA 
 
SUTURA INTERROMPIDA MODIFICADA EM 
FORMA DE “8” 
Usada para Áreas mais restritas 
 
SUTURA EM FORMA DE “X” 
 
 
 
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SUTURA SUSPENSÓRIA: Para suspender o 
tecido. 
 
COLCHOEIRO HORIZONTAL: Também 
chamada de sutura horizontal em “U” 
 
COLCHOEIRO VERTICAL SÍNTESE: Também 
chamada de sutura vertical em “U” ou Donatti. 
 
 
SUTURAS CONTÍNUAS: 
Vantagens: 
 Menos nós 
 Área maior 
 Posicionamento exato do retalho 
Desvantagens: Se a sutura rompe, o retalho fica 
solto. 
OBS: Podem ser complementadas com um ou 
dois pontos simples ao longo de sua execução, 
se o ponto não for bem feito, vai torar, abrir tudo 
e precisar de outros pontos. 
SUTURAS CONTÍNUAS – SIMPLES: 
 
SUTURAS CONTÍNUAS – 
FESTONADA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO 
Primeiro se faz a OSTEOTOMIA e depois a 
ODONTOSECÇÃO. 
A mesa cirúrgica segue uma sequência: 
Anestesiar, incisar, descolar, uso de alavancas 
para luxação, uso de fórceps ou alavancas 
para avulsão, se precisar de osteotomia se 
utilizada as brocas, limas para osso, o 
alveolotomo, depois irriga, e faz a curetagem 
se houver lesão. 
Sobre suturas para prova: 
 Sintético de Nylon 
 Orgânico de seda 
 Não são absorvíveis 
 Tamanho do fio, e tamanho de agulha 
 Ponto simples 
 Em x. 
 Festonada. 
 
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1. Em relação às manobras cirúrgicas 
fundamentais, a diérese é definida como: 
A) A aproximação das bordas da ferida cirúrgica 
B) A remoção do tecido necrótico 
C) A incisão planejada dos tecidos moles 
D) O fechamento com fio de sutura absorvível 
2. Qual a finalidade principal da odontosecção 
durante exodontias cirúrgicas? 
A) Facilitar a identificação do nervo alveolar 
inferior 
B) Reduzir o trauma ósseo e facilitar a remoção 
de raízes 
C) Prevenir alveolite 
D) Favorecer a reabsorção óssea 
3. A ostectomia é uma manobra cirúrgica 
caracterizada por: 
A) Sutura do tecido ósseo 
B) Aplicação de membranas ósseas 
C) Remoção seletiva de osso para acesso ao 
dente 
D) Fixação de tecidos moles ao osso 
4. A síntese, como etapa final da cirurgia, tem 
como objetivo: 
A) Realizar raspagem óssea 
B) Realizar irrigação da cavidade cirúrgica 
C) Controlar sangramentos em vasos profundos 
D) Promover a cicatrização por primeira intenção 
com sutura 
5. Em uma cirurgia de exodontia com dificuldade 
de acesso, o descolamento correto do retalho 
deve: 
A) Ser feito com sonda exploradora para menor 
trauma 
B) Romper os feixes vasculares de irrigação 
C) Respeitar os limites anatômicos e preservar o 
periósteo 
D) Ser realizado com fórceps para maior firmeza 
6. Em relação aos retalhos cirúrgicos em 
odontologia, assinale a alternativa correta: 
A) A base do retalho deve ser mais larga que o 
ápice para garantir irrigação sanguínea 
B) Retalhos triangulares não possuem 
relaxamento suficiente. 
C) Retalhos devem ter base mais estreita que o 
ápice para melhor vascularização. 
D) O retalho deve ser sempre sem base, com 
pedículo superior. 
 
 
7. Complete corretamente as lacunas com os 
termos diérese, exérese, hemostasia e síntese, 
respeitando o contexto cirúrgico. 
Durante o procedimento cirúrgico, é essencial 
controlar o sangramento por meio da ________. 
O acesso ao campo operatório se dá 
pela________ dos tecidos. A ________ é 
realizada com o objetivo de remover uma 
estrutura ou lesão. Por fim, realiza-se a ________, 
promovendo o fechamento e a reparação dos 
tecidos manipulados. 
A) diérese, hemostasia, síntese, exérese 
B) hemostasia, diérese, exérese, síntese 
C) síntese, exérese, diérese, hemostasia 
D) exérese, síntese, hemostasia, diérese 
Questão de prova 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: c-b-c-d-c-a-b 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 
PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA 
 BIOSSEGURANÇA NA ODONTOLOGIA é 
o conjunto de procedimentos adaptados 
no consultório com o objetivo de dar 
proteção e segurança ao paciente, ao 
profissional e sua equipe. 
 O único meio de prevenir a transmissão 
de doenças é o emprego de medidas de 
controle de infecção como equipamento 
de proteção individual (EPI), esterilização 
do instrumental, desinfecção do 
equipamento e ambiente, antissepsia da 
boca do paciente. 
 São essenciais a padronização e 
manutenção das medidas de 
biossegurança como forma eficaz de 
redução de risco ocupacional, de infecção 
cruzada e transmissão de doenças 
infecciosas. 
Tríade da Biossegurança: 
 
 Biossegurança é essencial para um bom 
desempenho do profissional. 
 Ela deve ser aplicada em todas as 
pessoas que estão ligadas à algum tipo 
de procedimento da área da saúde. 
 A falta da Biossegurança pode ocasionar 
complicações para todos os envolvidos e 
até para terceiros. 
MEIOS DE CONTAMINAÇÃO: 
Principais meios de contaminação no consultório 
odontológico são através de: 
1. Saliva; 
2. Sangue; 
 
 
 
3. Secreções respiratórias; 
4. Aerossóis. 
PREPARAÇÃO DA EQUIPE CIRÚRGICA: difere 
de acordo com a natureza do procedimento a ser 
executado e do local da cirurgia. 
Os dois tipos básicos de assepsia pessoal são: 
1. Técnicas de limpeza; 
2. Técnicas de esterilização. 
Os antissépticos são usados em ambas as 
técnicas. 
MÉTODOS PREVENTIVOS: É de fundamental 
importância, que o cirurgião-dentista realize todos 
os protocolos necessários para se conseguir uma 
boa higienização, para que o procedimento seja 
feito com 100% de segurança, obtendo êxito na 
biossegurança! 
São atitudes simples, mas fazem uma grande 
diferença. 
 Cartão de Vacinação; 
 EPI’s (Equipamentos de Proteção 
Individual) 
 Higienização das Mãos; 
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 
Iodóforos (Iodopolvidona): 
 Apresentam o espectro de ação 
antisséptica mais amplo, e são eficazes 
para Bactérias gram-positivas e negativas 
e a maioria dos vírus, além de 
M.Tuberculosis, esporos e fungos. 
 Entretanto, estão contraindicados para 
indivíduos sensíveis à fórmula, pacientes 
que apresentam hipotireoidismo não 
tratado e gestantes. 
 Os iodóforos devem permanecer em 
contato com a superfície por alguns 
minutos para que alcancem o efeito 
máximo. 
Clorexidina e hexaclorofeno: 
 A clorexidina é amplamente utilizada em 
todo o mundocomo uma solução para 
preparo da pele e para uso interno. 
PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA E AMBIENTAÇÃO CIRÚRGICA – 2° ESTÁGIO 
 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
 O hexaclorofeno, por sua vez, tem 
utilização restrita, em razão do potencial 
de toxicidade sistêmica, pelo uso repetido. 
 Ambos os agentes são mais eficazes 
contra as bactérias grampositivas do que 
contra as bactérias gram-negativas, o que 
os torna úteis para o preparo dos 
procedimentos maxilofaciais. 
 A clorexidina e o hexaclorofeno são mais 
eficazes quando utilizados repetidamente 
durante o dia, pois se acumulam na pele e 
deixam um efeito antibacteriano residual 
após cada lavagem. 
 No entanto, sua incapacidade para 
destruir o bacilo da tuberculose, esporos e 
inúmeros vírus os torna menos eficazes 
do que os iodóforos. 
 
ASSEPSIA PESSOAL 
Técnicas de limpeza: 
 As Cirurgias realizadas em consultório 
odontológico não requerem a utilização de 
todos os equipamentos especificamente 
estéreis. 
 Para os materiais que não podem ser 
esterilizados, a limpeza é efetiva. 
 Os procedimentos cirúrgicos 
odontológicos que exigem uma técnica 
estéril contemplam qualquer tipo de 
cirurgia em que se incisa a pele. 
Ao considerar a técnica de limpeza, a equipe 
odontológica deve usar roupas do dia a dia 
limpas, cobertas por jalecos de mangas 
compridas. Outra opção é a utilização de 
pijamas cirúrgicos sem cobertura ou coberto 
por um avental cirúrgico de mangas 
compridas. 
Usar luvas estéreis sempre que forem realizar 
algum tipo de procedimento odontológico 
invasivo. Quando se utiliza a técnica de limpeza, 
as mãos devem ser lavadas com sabão 
antisséptico e secadas com papel-toalha 
descartável antes de colocar as luvas. As luvas 
devem ser estéreis e calçadas de acordo com 
técnica específica, a fim de manter a esterilidade 
das superfícies externas. 
TÉCNICA DE VESTIMENTA DAS LUVAS 
ESTÉREIS 
1. Embalagem interna posicionada na 
bancada com os letreiros para a frente da 
pessoa que irá calçar as luvas. Nota-se 
que as superfícies exteriores dessa 
embalagem são consideradas não 
esterilizadas, enquanto a superfície 
interna que toca as luvas é estéril. 
2. Ao se tocar no lado de fora do invólucro, 
puxam-se simultaneamente as dobras de 
cada lado, expondo as luvas. 
3. Nota-se que a extremidade aberta de 
cada luva é dobrada para criar uma 
bainha. Usando a ponta dos dedos da 
mão direita, segura-se a dobra da bainha 
da luva esquerda, sem tocar qualquer 
outra coisa. Traz-se a luva para os dedos 
esticados da mão esquerda e desliza-se o 
dedo para a luva, enquanto a mão direita 
ajuda a puxar a luva. Solta-se o punho da 
luva sem desdobrar a bainha. 
4. Colocam-se os dedos da mão esquerda 
na bainha da luva direita. Traz-se a luva 
para os dedos esticados da mão direita. 
5. Deslizam-se os dedos da mão direita na 
luva, continuando a segurá-la com a mão 
esquerda na bainha para estabilizar. 
 Uma vez colocada a luva, deve-se 
desenrolar a bainha utilizando os dedos 
ainda dentro da bainha. 
6. Por fim, colocam-se os dedos da mão 
direita na bainha da luva esquerda para 
desenrolar a bainha. 
7. As luvas podem agora ser usadas para 
conferir se as extremidades dos dedos 
estão inteiramente nas pontas dos dedos 
 
CIRURGIA ODONTOLOGICA I - @DANNI_CAMILI 
das luvas, tendo o cuidado, a partir desse 
momento, de tocar apenas as superfícies 
esterilizadas. 
ASSEPSIA PESSOAL 
Técnicas de esterilização: 
A técnica de esterilização é empregada para 
cirurgias em consultório odontológico ou em 
centro cirúrgico. Uma incisão limpa é feita através 
da pele intacta, tratada previamente com 
antisséptico. O objetivo da técnica de 
esterilização é minimizar o número de 
organismos que entram nas feridas criadas pelo 
cirurgião-dentista. A técnica exige muita atenção 
aos detalhes e cooperação entre os membros da 
equipe cirúrgica. A lavagem cirúrgica das mãos e 
dos braços é outra maneira de diminuir a 
possibilidade de contaminação da ferida do 
paciente. Embora se utilizem as luvas estéreis, 
elas podem rasgar e expor a pele do cirurgião 
durante o procedimento (especialmente quando 
se utilizam brocas de alta velocidade ou se 
trabalha com fios de aço para fixação óssea). Ao 
lavar as mãos e os braços pela técnica de 
lavagem cirúrgica das mãos com soluções 
antissépticas, o índice bacteriano é altamente 
reduzido. 
MÉTODOS PREVENTIVOS 
Higienização das mãos: 
Os antissépticos são usados para preparo das 
mãos e dos braços da equipe cirúrgica, antes da 
colocação das luvas, e para a desinfecção do 
paciente. Os três antissépticos mais utilizados na 
Odontologia são: 
1. Iodóforos (Iodopolvidona); 
2. Clorexidina; 
3. Hexaclorofeno 
Antes da higienização das mãos iniciar, o 
cirurgião e equipe devem estar vestidos 
adequadamente e ter todas as joias removidas 
dos braços e dedos. Assim que a escovação 
iniciar, as mãos e braços não devem tocar nada 
que não esteja estéril. Se isto ocorrer, deve-se 
repetir as manobras desde o início. 
ASSEPSIA PESSOAL 
Técnicas de esterilização: 
A técnica padrão é a utilização de uma solução 
de sabão antisséptico, uma escova 
moderadamente rígida e o limpador de unha. Um 
dispenser de parede ou escovas impregnadas 
são os produtos recomendados para se aplicar 
uma grande quantidade de sabão antisséptico 
nas mãos e nos braços. 
O sabão antisséptico deve permanecer nos 
braços enquanto toda a sujeira é removida, 
especialmente aquela que fica embaixo das 
unhas. Lavam-se as mãos e os antebraços em 
uma pia, e as mãos são mantidas acima do nível 
dos cotovelos após a lavagem, até que possam 
ser secas em compressas ou papel-toalha 
esterilizados. 
 
MANEJO DAS FERIDAS: 
 Alguns princípios de atendimento pós-
cirúrgico são úteis para evitar a 
propagação de patógenos. 
 As feridas devem ser inspecionadas 
utilizando-se luvas limpas e novas. 
 Quando vários pacientes estiverem 
aguardando atendimento, deve-se 
priorizar aqueles que não apresentam 
processos infecciosos. 
 Pacientes com processos infecciosos 
ativos, como uma drenagem de abscesso, 
devem ser atendidos por último, ao fim da 
rotina clínica diária. 
MANUSEIO DE OBJETOS 
PERFUROCORTANTES: 
 Durante e depois de qualquer cirurgia, os 
materiais contaminados devem ser 
eliminados de modo que a equipe e outros 
pacientes não sejam infectados. 
 O risco mais comum de transmissão da 
doença de pacientes infectados para a 
equipe é por meio da perfuração acidental 
com agulhas ou lacerações com lâmina 
de bisturi. 
Lesões por materiais cortantes podem ser 
evitadas usando, por exemplo, a agulha de 
 
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anestesia local para elevar sua embalagem e 
encapá-la depois do uso. Outra opção seria 
utilizar um instrumento como uma pinça 
hemostática para segurar a embalagem enquanto 
a agulha é recoberta. Outro cuidado importante a 
ser observado é o de nunca inserir ou remover a 
lâmina de um cabo de bisturi sem o auxílio de 
uma pinça de apreensão. 
Lâminas usadas, agulhas e outros itens 
descartáveis perfurocortantes devem ser 
eliminados em recipientes rígidos, especialmente 
projetados para objetos cortantes contaminados. 
Para a proteção do meio ambiente, materiais 
contaminados devem ser descartados em sacos 
devidamente identificados e removidos por uma 
empresa especializada em gestão de resíduos 
perigosos 
 
 
 
INCISÃO DO TECIDO: 
 O instrumento básico para fazer incisões é 
o BISTURI, composto por um cabo e por 
uma lâmina estéril bem afiada. 
 O cabo mais comumente usado para a 
cirurgia bucal é o de n° 3. 
 A lâmina de bisturi mais frequentemente 
usada para a cirurgia intrabucal é a de n° 
15. 
 A lâmina de bisturi deve ser