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Ana Luiza Silvério - 1° período T8 CITOGENÉTICA CLÍNICA 25 DE MARÇO INTRODUÇÃO A CITOGENÉTICA ▪ Ramo da genética que estuda a estrutura, função, o comportamento dos cromossomos e suas anomalias → ▪ Auxilia o diagnostico, prognóstico e conduta médica DISTÚRBIOS GENÉTICOS ▪ EFEITOS: o Problemas na blastogênese: implantação transitória ou não implantação do concepto (nidação) o Problemas na embriogênese: abortamento espontâneo, normalmente o primeiro trimestre o Ruptura completa, moderada ou leve da morfogênese → efeitos fenotípicos variados ESTRUTURA DO CROMOSSOMO ▪ Braço curto – acima do centrômero(p) ▪ Braço longo – abaixo do centrômero (q) ▪ Tipos de cromossomos: o Telocêntricos não existem na espécie humana ▪ Células diploide: dois exemplares de cada cromossomo – total de 46 cromossomos Ana Luiza Silvério - 1° período T8 ▪ Células haploides: um exemplar de cada cromossomo – total de 23 cromossomos INDICAÇÕES CLÍNICAS PARA ANÁLISE CROMOSSOMICA ▪ Problemas de fertilidade o Abortamento recorrente, mulheres com amenorreia e casais com história de infertilidade o Proporção de anomalias cromossômicas em um dos genitores = 3 6% ▪ Histórico familiar ▪ Neoplasia ▪ Gestação em mulher com idade avançada ▪ Fenótipos específicos ▪ Problemas de crescimento e desenvolvimento o Caracteres dismórficos, genitália ambígua, baixa estatura, retardo mental ▪ Natimortos e morte neonatal o Incidências em natimortos: 10% o Nativivos: 0,7% o Morte neonatal: 10% OBS: a analise cromossômica deveria ser realizada em todos os natimortos e óbitos neonatais ➢ Identificar uma possível causa especifica ou, descartar uma anomalia cromossômica como o motivo para a perda ➢ A cariotipagem é essencial para uma consulta genética precisa, podendo fornecer importantes informações para o diagnóstico pré-natal em gestações futuras ➢ Quanto maior o cromossomo maior a anomalia → inviável a vida OBTENÇÃO DOS CROMOSSOMOS ▪ TIPOS DE AMOSTRAS: o Sangue periférico o Medula óssea o Fragmento de pele o Vilo corial o Liquido amniótico Ana Luiza Silvério - 1° período T8 o Restos ovulares e de aborto ANÁLISE CROMOSSÔMICA – CARIOTIPO ▪ É o principal exame para analise cromossômica o Avaliar a integridade e a dosagem da totalidade do cariótipo cromossômico ▪ Método de coleta o Punção venosa (sangue + heparina) ▪ Células utilizadas o Leucócitos e linfócitos T o Princípios: células que crescem e dividem-se rapidamente em cultura o Fibroblastos, linfoblastos, células da medula óssea OBS: COLCHICINA → impede a formação das fibras do fuso BANDEAMENTO CROMOSSÔMICO ▪ Tratamentos cromossômicos envolvendo desidratação, desnaturação ou digestão enzimática seguida da incorporação de corante DNA- especifico ▪ Colchicina + solução hipotônica COLORAÇAO CONVENCIONAL ▪ Incorporação de corante DNA-especifico (Giemsa, etc.) ▪ Gera um padrão de bandas no cromossomo ▪ Rápido, fácil ▪ Ideograma → figura computacional de cromossomos Ana Luiza Silvério - 1° período T8 ▪ Cromossomo 7, braço longo, região 3, banda 1 e sub-banda 2 ▪ ISCN – padrão de nomeclatura ▪ Laudo acompanhado pela foto dos cromossomos IDENTIFICAÇÃO CROMOSSÔMICA ▪ Bandas de alta resolução o Analise em estágio inicial de mitose o Prometáfase o Revelam 550 a 850 bandas o Útil quando se suspeita de uma anomalia estrutural sutil de um cromossomo ▪ Cariotipagem molecular o Aplicação de técnicas genômicas ▪ FISH é coberto pelo SUS (desde que seja feito um pedido, laudo correto) ▪ Necessário um microscópio de fluorescência ▪ SONDA ÚNICA → + utilizada, diagnóstico de doenças com microdeleção ▪ SONDA WCP - CROMOSSOMO TOTAL → método mais caro Ana Luiza Silvério - 1° período T8 ▪ São comuns microdeleções no cromossomo Y ▪ Diagnóstico de leucemia (relacionada a um gene) 08 de abril ▪ FISH é a porta de entrada ▪ CGH – Hibridação Genômica Comparativa o Compro placa de cromossomos o Utilizado como pesquisa, desenvolvimento de tumores – ainda não é utilizado para diagnósticos o Analise de todos os cromossomos ALTERAÇÃO CROMOSSÔMICA ▪ São muito frequentes e são responsáveis por 50%dos abortos ▪ Podem ser: o Numéricas: Euploidias (todas são incompatíveis com a vida) e Aneuploidias o Estruturais (deleção, duplicação, inversão e translocação) EUPLOIDIA: alteração o conjunto total de cromossomo – triploidia, tetraploidia ( causa principal dos abortos espontâneos) A maioria é abortada; retardamento severo do crescimento ANEUPLOIDIA: alteração do número de um ou mais pares de cromossomos ▪ Monossomias (2n-1) – a perda é sempre mais severa que o excesso, por isso só existe de cromossomos sexuais o Síndrome de Turner (45X) – única monossomia viável que temos Ana Luiza Silvério - 1° período T8 ▪ Trissomias (2n+1) ▪ Tetrassomias ▪ Pentassomias *não disjunção é a causa mais comum ▪ As aneuploidias podem atingir qualquer um desses 23 pares ▪ Quanto maior o cromossomo atingido, maiores serão as alterações ▪ Causas: raio X; substâncias químicas; idade materna; predisposição genética a não separação dos cromossomos na divisão celular meiótica SINDROME DE TURNER ▪ Monossomia do cromossomo X ▪ Cariótipo 45,X ▪ Só acomete mulheres ▪ Desenvolvimento sexual retardado ▪ Diagnóstico durante infância ou puberdade ▪ Corpúsculo de Bahr SINDROME DE DOWN ▪ Mais comum das trissomias ▪ Cariótipo 47,XX+21 SINDROME DE PATAU ▪ Trissomia do cromossomo 13 – cromossomo maior ▪ Média de sobrevida de poucos dias ▪ Deficiência mental grave, fenda labial e]ou palatina, polidactilia, anomalias oculares, alteração cardíaca ▪ 47 XX +13 ou 47,XY +13 SINDROME DE EDWARDS ▪ Maioria não sobrevive no primeiro mês ▪ Deficiência mental e crescimento, Hipertonicidade, alteração cardíaca, mandíbula recuada, ‘mãozinha fechada’ SINDROME DE KLINEFELTER ▪ Trissomia dos cromossomos sexuais ▪ Só acomete homens (47 XXY) ▪ Homens inférteis, ginecomastia, altos e com membros longos, Ana Luiza Silvério - 1° período T8 hipogonadismo, timbre feminino ▪ Reposição hormonal como tratamento ▪ Não interfere na expectativa de vida SINDROME DO DUPLO Y – “SUPER MACHO” ▪ Trissomia dos cromossomos sexuais (47 XYY) ▪ Alta estatura, fenótipo normal, fertilidade normal, mas risco com maior de filho com aneuploidia, não há aumento de agressividade PENTASSOMIA DOS CROMOSSOMOS SEXUAIS ▪ 49, XXXXY ▪ Antiga síndrome de Kleinefelter ▪ Atraso neuropsicomotor, micrognatia, dimorfismos, fenótipo variável ▪ É viável por causa do corpúsculo de Bahr – possui 3 ▪ Possível 2 não disjunções – formação do ovulo, formação do espermatozoide ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS ESTRUTURAIS ▪ Número normal de cromossomos, mas estrutura alterada ▪ Causadas por quebras seguidas de rearranjos ▪ Podem ser causadas por radiação, medicamentos ▪ 75% são de origem paterna, devido à alta e constante produção de espermatozoides ▪ Podem ser: o Balanceadas – sem perda ou ganho de material cromossômico (translocação) o Desbalanceado – com perda ou ganho de material cromossômico Balanceadas ▪ Rearranjos equilibrados ▪ Conjunto cromossômico possui o conteúdo normal de informações. Todas as informações genéticas estão presentes ▪ TRANSLOCAÇAO: troca entre cromossomoso Recíproca: troca entre dois cromossomos Ana Luiza Silvério - 1° período T8 formando dois cromossomos derivados – 4 gametas ▪ *fácie sindrômica – característica da síndrome ▪ Cromossomo Filadélfia: o Translocação 46, XX,t(9;22) em medula óssea o Entre cromossomos 9 e 22 o Braço q do 22 é translocado o Encontrada em leucócitos de indivíduos Leucemia mieloide crônica: fusão dos genes ABL (cromossomo 9) e BCR (cromossomo 22), gerando proteína hibrida estimuladora da divisão celular o Acontece na medula o Proteína quimera ▪ Translocação robertsoniana: fusão de dois cromossomos acrocêntricos, gerando um único cromossomo derivado – 45,XX,der(14;21) ou 45,XXrob(14;21) – alteração estrutural – 6 gametas; mais comum na nossa espécie ▪ der = cromossomo derivado ▪ A divisão dos cromossomos vai depender da forma que os cromossomos se emparelham na divisão celular ▪ Inversão: cromossomo sofre quebra e o fragmento reconstitui invertido – ocorre em cromossomos médios para grandes (46,XXinv(1)) Ana Luiza Silvério - 1° período T8 o Geralmente não causam mudanças fenotípicas, exceto se envolvem exons ▪ Inserção: adição de parte de um cromossomo em outro 46,XX,ins(4;20) Desbalanceadas ▪ Deleção: perda de parte de um cromossomo; o Depende da quantidade e tipo de material genético perdido o Microdeleções do cromossomo Y podem ser uma das causas da infertilidade masculina o Microdeleções podem estar relacionadas a retardo mental inexplicável em crianças o Deleções menores = cariótipo de alta resolução, FSH ou analise de micro arranjos ▪ síndrome de “Cri-Du-Cha” o perda do baço curto do cromossomo 5 – 46,XX,del(5)(p) o Expectativa de ida ‘longa’ o Choro de miado de gato (problema na faringe), microcefalia, hipertelorismo o Síndrome rara ▪ Duplicação: repetição de fragmento cromossômico o crossing-over desigual o 46,XY,dup(6) ▪ Cromossomo em anel: perda dos telômeros e união das extremidades cromossômicas o Frequente em estado de mosaicismo o 46,X,r(X) o r = ring ▪ isocromossomo: ocorre separação errada das cromátides – perda de um dos braços e duplicação do outro o raro de ocorrer o cromossomos apresentam deficiência total de um dos braços e duplicação completa do outro *síndrome de Turner – exemplos Ana Luiza Silvério - 1° período T8 MOSAICISMO ▪ Dois ou mais conjuntos cromossômicos presentes em indivíduo ▪ Não disjunção o Nas divisões mitóticas pós- zigóticas → Alteração no embrião, não nos pais ▪ Efeitos: o Momento evento, natureza da anomalia cromossômica proporções e tecidos afetados ▪ Difícil diagnóstico ▪ Alteração no embrião, não nos pais IMPRINTING GÊNOMICO ▪ EPIGENÉTICA: modificações do DNA; estilo de vida influenciando a expressão dos genes, geralmente acontece pelo processo de imprinting ▪ Metilaçao de citosina → processo fisiologico, ocorre naturalmente, mas pode sofrer mutaçoes por causa de alimentaçao incorreta, estresse ▪ DNA-metiltranferases precisa estar ativa ▪ Gene é silenciado → gene modificado sem ser mutado ▪ Estrutura da citosina permite esse processo ▪ O estilo de vida pode influenciar o excesso de metilação ▪ O melhor tratamento para evitar câncer é mudar o estilo de vida ▪ Todos nos temos genes metilados → herança gênica pode ser adquirida ▪ O efeito é herdado fisiologicamente quando ocorre durante a embriogênese ▪ O processo de metilação segue um padrão masculino ou feminino → processo enzimático; não se sabe quando ou como são ativados; ▪ Desmetilação e metilaçao de novo ocorrem na formação dos óvulos ou espermatozoides → no imprinting apenas um dos dois alelos será expresso, Ana Luiza Silvério - 1° período T8 enquanto o outro será silenciado → vai contra as ideias de Mendel ▪ Funcionalmente esses genes serão “haplóides” ▪ Cerca de 60 a 200 genes que sofrem esse processo ▪ Deleção de um dos cromossomos ▪ Pai e mãe normais → erro na formação do gameta ▪ Prader-Willi e Angelman fogem do padrão – possível realizar fish CROMOSSOMOS SEXUAIS ▪ Permite o entendimento de outros exames possíveis ▪ Os cromossomos X e Y possuem regiões homólogas (geralmente braço curto) ▪ O braço curto do Y é a mais estudada→ carregam características masculinas importantes ▪ Gene SRY → principal para características masculinas; mais estudado; determina o sexo; presente e conservado em diferentes organismos; fator de transcrição→ regula expressão de outros genes ▪ GENE SRY o Estudos em homens 46,XX sexo reverso o Fenótipo feminino o Cariótipo 46, XXY o Crossing defeituoso (gametogênese masculina) o Região pseudo- autossômica ou homologa (braço curto) ▪ Homens XX: o Fenotipicament e homens o Apresentam o gene SRY o São estéreis ▪ Mulheres XY: o Ausência de SRY no cromossomo Y o Mecanismo genético; recombinação desigual durante a espermatogêne se entre os Ana Luiza Silvério - 1° período T8 cromossomos X e Y CROMOSSOMO X ▪ Dividido em regiões funcionais → fenômenos de inativação – ativação ▪ Região centromérica (cen) → região Xcen-q13 ▪ Gene XIST → sempre ativo apenas no X inativo ▪ Inativação do X o Compensação da dose o 1 cromossomo X em cada célula somática da mulher é inativado de forma aleatória ▪ Mecanismo de inativação do X o XIC (centro de inativação do X) em Xq13 → evento epigenético: silenciamento transcricional de um dos cromossomos X 25 de março INTRODUÇÃO A CITOGENÉTICA